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FAM - FACULDADE DE AMERICANA 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
 
 
NOÇÕES DAS ETAPAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE 
AUDITORIA 
JÉSSIKA JULIE CAMARGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
AMERICANA - SP 
2012 
 
 
FAM - FACULDADE DE AMERICANA 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
 
 
NOÇÕES DAS ETAPAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE 
AUDITORIA 
JÉSSIKA JULIE CAMARGO 
 
 
Relatório Final do Estágio Supervisionado II 
em Ciências Contábeis apresentado como 
exigência parcial para a obtenção do grau de 
Bacharel em Ciências Contábeis pela 
Faculdade de Americana, sob a orientação do 
Prof. Anderson Aleandro Paviotti. 
 
 
AMERICANA - SP 
2012 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Não são as perdas nem as quedas que nos fazem 
fracassar no caminho, mas sim a falta de coragem de 
levantar e seguir adiante." 
(V.M Samael Aun Weor) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A realização deste trabalho só foi possível devido à 
colaboração de muitas pessoas. Primeiramente agradeço 
a Deus por estar sempre do meu lado, tanto nas horas 
difíceis como nos momentos de alegria. 
Agradeço também aos meus pais pela paciência, 
colaboração, dedicação e amor durante toda minha vida, 
mas em especial no período da realização do Trabalho 
de Conclusão de Curso. 
Uma pessoa que também teve uma importante 
participação na elaboração desse trabalho é a minha 
amiga Grazielle Oliveira. Sem sua companhia, opiniões 
e broncas eu não teria concluído esse trabalho. 
Um agradecimento especial ao Professor Anderson 
Aleandro Paviotti pela colaboração, paciência e por 
todas as críticas que me levaram a aperfeiçoar esse 
trabalho. 
 
 
 
SUMÁRIO 
Resumo ....................................................................................................................................... 8 
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO 
1.1. Área de Conhecimento ............................................................................................ 9 
1.2. Tema da Pesquisa .................................................................................................... 9 
1.3. Caracterização da Organização e seu Ambiente ...................................................... 9 
1.4. Situação Problemática ........................................................................................... 12 
1.5. Objetivos ................................................................................................................ 14 
1.5.1. Principal .................................................................................................. 14 
1.5.2. Intermediários ......................................................................................... 14 
1.6. Justificativa ............................................................................................................ 14 
1.7. Estrutura do Relatório de Estágio .......................................................................... 15 
CAPÍTULO II – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
2.1. Contabilidade Geral ............................................................................................... 16 
2.1.1. Conceito .................................................................................................. 16 
2.1.2. Objetivo ................................................................................................... 16 
2.1.3. Usuários .................................................................................................. 17 
2.1.4. Campo de Aplicação ............................................................................... 17 
2.1.5. Divisões da Contabilidade ...................................................................... 18 
2.1.5.1. Contabilidade de Custos ........................................................... 18 
2.1.5.2. Contabilidade Tributária .......................................................... 18 
2.1.5.3. Contabilidade Gerencial ........................................................... 18 
2.1.5.4. Contabilidade Pública .............................................................. 19 
2.1.5.5. Perícia Contábil ........................................................................ 19 
2.1.5.6. Auditoria Contábil .................................................................... 20 
2.2. Auditoria ................................................................................................................ 20 
 
 
2.2.1. Auditoria Interna ..................................................................................... 20 
2.2.1.1. Surgimento da Auditoria Interna .............................................. 21 
2.2.1.2. Objetivo .................................................................................... 22 
2.2.2. Auditoria Externa ou Independente ........................................................ 23 
2.2.2.1. Surgimento da Auditoria Externa ............................................. 23 
2.2.2.2. Objetivo .................................................................................... 24 
2.2.2.3. Objeto ....................................................................................... 25 
2.2.2.4. Papel da Auditoria .................................................................... 25 
2.2.2.5. Carreira na Auditoria................................................................ 26 
2.2.2.6. Normas e Procedimentos de Auditoria Contábil ...................... 30 
2.2.2.7. Órgãos Relacionados ................................................................ 31 
2.3. Etapas e Procedimentos de Auditoria .................................................................... 33 
2.3.1. Planejamento do Trabalho de Auditoria ................................................. 33 
2.3.2. Controle Interno ...................................................................................... 34 
2.3.3. Execução da Auditoria ............................................................................ 36 
2.3.4. Conclusão da Auditoria........................................................................... 51 
CAPÍTULO III - METODOLOGIA 
3.1. Metodologia Utilizada ........................................................................................... 54 
3.2. Coleta dos Dados ................................................................................................... 54 
3.3. Cronograma ........................................................................................................... 63 
CAPÍTULO IV – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
4.1. Análise dos Dados ................................................................................................. 65 
4.2. Interpretação dos Dados ........................................................................................ 73 
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS 
5.1. Considerações Finais ............................................................................................. 84 
5.2. Conclusões Finais .................................................................................................. 85 
 
 
5.3. Recomendações e Sugestões .................................................................................. 86 
Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 88 
 
Lista de Figuras 
Figura 1 - Organograma Escritório de Campinas ..................................................................... 12 
Figura 2 - Representação do Ambiente de Estágio................................................................... 55 
Figura 3 - Referências para Cálculoda Materialidade ............................................................. 56 
Figura 4 - Composição de Clientes........................................................................................... 57 
Figura 5 - Controle do CIAP .................................................................................................... 58 
Figura 6 - Livro Fiscal de Saída (adaptado) ............................................................................ 59 
Figura 7 - Análise do Benchmark ............................................................................................. 65 
Figura 8 - Benchmark ............................................................................................................... 66 
Figura 9 - Critérios a considerar para determinação da porcentagem aplicada ao 
Benchmark ................................................................................................................................ 67 
Figura 10 - Valor da Materialidade .......................................................................................... 67 
Figura 11 - Justificativa para determinar a Performance Materiality (PM) e Audit 
Misstatement Posting Threshold (AMPT) ............................................................................... 68 
Figura 12 - Critérios a considerar para determinação da porcentagem aplicada a 
Materiality ................................................................................................................................ 69 
Figura 13 - Cálculo da Performance Materiality (PM) ........................................................... 69 
Figura 14 – Cálculo do Audit Misstatement Posting Threshold (AMPT) ............................... 69 
Figura 15 - Recálculo de Provisão de Devedores Duvidosos ................................................... 70 
Figura 16 - Análise CIAP ......................................................................................................... 71 
Figura 17 - Análise de Reconhecimento de Receitas ............................................................... 73 
 
 
 
 
 
Lista de Tabelas 
Tabela 1 - Valores da Materialidade, Performance Materiality e Audit Misstatement Posting 
Threshold .................................................................................................................................. 74 
Tabela 2 - Aplicação da Performance Materiality (PM) ......................................................... 74 
Tabela 3 - Aplicação da Audit Misstatement Posting Threshold (AMPT) ............................... 76 
 
Lista de Gráficos 
Gráfico 1 – Demonstração do Aging List por Valores ............................................................. 77 
Gráfico 2 – Demonstração do Aging List em Porcentagem ..................................................... 78 
Gráfico 3 – PDD do Cliente x PDD calculada pela Auditoria ................................................. 78 
Gráfico 4 – Comparação do Cálculo do CIAP realiza pelo Cliente x cálculo da Auditoria .... 79 
Gráfico 5 – Comparação do Total Compensado pelo Cliente x Cálculo da Auditoria até 
Junho de 2012 ........................................................................................................................... 80 
Gráfico 6 – Reconhecimento de Receitas por Dia .................................................................... 81 
Gráfico 7 – Reconhecimento de Receitas por Estado............................................................... 82 
 
Lista de Quadros 
Quadro 1 – Cronograma 1º Semestre de 2012 ......................................................................... 63 
Quadro 2 – Cronograma 2º Semestre de 2012 ......................................................................... 64 
Quadro 3 – Pontos Positivos e Negativos ................................................................................. 83 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
O estágio foi realizado na área de Auditoria e desenvolvido na empresa KPMG Auditores 
Independentes, que tem um de seus escritórios localizado na cidade de Campinas, São Paulo, 
tem como ramo de atividade a Prestação de Serviços de Auditoria Contábil, Tributária e de 
Sistemas. O objetivo desse estágio foi criar um manual simplificado contendo as etapas e 
procedimentos básicos de auditoria. O intuito desse manual é auxiliar os novos profissionais 
de auditoria a entender e realizar os procedimentos pertinentes às áreas auditadas. Por se tratar 
de um assunto extenso e complexo, o presente estágio foi baseado nos procedimentos mais 
utilizados para cada área auditada. A auditoria contábil existe para validar as informações 
contábeis de forma a trazer credibilidade às demonstrações contábeis elaboradas pelas 
empresas. Com as mudanças na Lei Societária Brasileira, com o surgimento da Lei nº 
11638/2007, as empresas tiveram que mudar a maneira de realizar a contabilidade e, 
consequentemente, a auditoria teve que se especializar nas normas internacionais para 
entender e analisar a Contabilidade e suas mudanças. A auditoria se inicia pelo Planejamento, 
onde são traçadas as estratégias a serem utilizadas na execução do trabalho. Posteriormente, 
são analisados os controle internos, que visam validar se os controles existentes na empresa 
são efetivos. Após essa etapa, inicia-se a execução da auditoria, onde são realizados os 
procedimentos, que tem por objetivo validar as informações contábeis. Ao final dos trabalhos, 
a auditoria propõe os ajustes e pontos de controle identificados ao longo do trabalho e emite o 
parecer de acordo com todos os procedimentos realizados. 
 
Palavras-chave: Contabilidade Geral, Auditoria, Auditoria Externa, Procedimentos de 
Auditoria. 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO 
O presente capítulo abordará a Área de Conhecimento, Tema da Pesquisa, Caracterização da 
Organização e seu Ambiente, Situação Problemática, Objetivos, Justificativa e Estrutura do 
Relatório de Estágio. 
 
1.1. ÁREA DE CONHECIMENTO 
A área de conhecimento escolhida para este trabalho foi Auditoria e Perícia Contábil. 
 
1.2. TEMA DA PESQUISA 
Dentro da área de conhecimento Auditoria e Perícia Contábil, o tema da pesquisa foi Etapas e 
Procedimentos de Auditoria. 
 
1.3. CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SEU AMBIENTE 
A razão social da empresa estagiada é KPMG Auditores Independentes. 
A KPMG foi criada em 1987, após fusão da Peat Marwick International (PMI) e da Klynveld 
Main Goerdeler (KMG), assim como suas firmas-membro individuais. No decorrer dos 
últimos três séculos, a história da organização foi marcado por seus principais membros 
fundadores, cujas iniciais formam o nome “KPMG”, conforme descrito abaixo: 
K – representa Klynveld. Piet Klynveld fundou a firma de contabilidade Klynveld 
Kraayenhof & Co. em Amesterdã, em 1917. 
P – representa Peat. William Barclay Peat fundou a firma de contabilidade William Barclay 
Peat & Co. em Londres, em 1870. 
M – representa Marwick. James Marwick fundou a firma de contabilidade Marwick, Mitchell 
& Co. com Roger Mitchell na Cidade de Nova York, em 1897. 
G – representa Goerdeler. O Dr. Reinhard Goerdeler foi, por muitos anos, Presidente do 
Deutsche Treuhand-Gesellschaft e, posteriormente, da KPMG. Ele foi um dos grandes 
incentivadores da fusão com a KMG. 
10 
 
No ano de 1911, ocorreu a fusão da William Barclay Peat & Co. e da Marwick Mitchell & 
Co., dando início ao que seria conhecido posteriormente como Peat Marwick International 
(PMI), rede mundial de empresas especializadas em contabilidade e consultoria. 
Em 1979, a Klynveld aliouce-se a Deutsche Treuhand-Gesellschaft e a McLintock Main 
Lafrentz, uma firma internacional de serviços profissionais, para formar a Klynveld Main 
Goerdeler (KMG). 
Em 1987,ocorreu uma fusão entre a PMI, a KMG e suas firmas-membro. Atualmente, todas 
as firmas-membro adotaram o nome KPMG, sendo utilizado exclusivamente ou o incluindo à 
suas razões sociais. 
As firmas-membro da KPMG podem ser encontradas em 150 (cento e cinquenta) países. 
Somando todas se verificará que elas possuem mais de 138.000 (cento e trinta e oito mil) 
pessoas atuando em diversas áreas. 
A KPMG no Brasil possui aproximadamente 3.800 (três mil e oitocentos) profissionais 
distribuídos por 12 (doze) estados e Distrito Federal, espalhados pelas cidades de São Paulo 
(sendo essa a sede), Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, 
Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Joinville, Londrina, Manaus, Osasco, Porto Alegre, Recife, 
Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São Carlos, São José dos Campos e Uberlândia. 
Dentre os 3.800 (três mil e oitocentos) profissionais, o escritório de Campinas possui 
aproximadamente 150 (cento e cinquenta) funcionários. 
A KPMG Auditores Independentes possui firma-membro na cidade de Campinas, São Paulo. 
O escritório está localizado na Avenida Barão de Itapura, número 950 – 6º andar, Bairro 
Botafogo. 
A empresa não divulgou sua tributação, porém pelo Faturamento anual pode-se entender que 
é uma empresa de Lucro Real. 
A empresa atua prestando serviços nas áreas de Audit, Tax e Advisory, baseando-se em um 
conjunto consistente de habilidades e competências multidisciplinares, financeiras e 
contábeis, fundamentadas em um profundo conhecimento do setor. 
A KPMG é a rede global de firmas de serviços e assessoria profissional, cujo propósito é 
transformar conhecimento em valor, com isso simplificar a complexidade, apresentando 
soluções claras para o benefício de seus clientes, de seu pessoal e dos mercados de capitais. 
11 
 
Possuem o objetivo de fornecer aos clientes um conjunto globalmente consistente e 
multidisciplinar de serviços financeiros e de contabilidade, baseados no conhecimento 
profundo da indústria. 
Os principais concorrentes são: PricewaterhouseCoopers, Deloitte Touche Tohmatsu e Ernst 
& Young; 
A empresa é responsável pelos seguintes serviços: 
• Audit – A auditoria independente é um serviço destinado a fortalecer a confiabilidade das 
informações elaboradas pelos clientes para uso dos investidores, dos credores e de outros; 
• Tax – Assessoria para clientes em diferentes tipos de tributos que incidem sobre várias 
operações. 
• Advisory – Auxilio as empresas no gerenciamento dos seus riscos. 
Alguns dos clientes de Capital Aberto da KPMG Auditores Independetes são: Aliansce 
Shopping Centers S/A, Banco Bradesco S/A, Banco do Brasil S.A., Bandeirante Energia S/A, 
BV Leasing – Arrendamento Mercantil S/A, Cia Energia Minas Gerais - Cemig, Companhia 
de Bebidas das Américas – Ambev, CPFL Energia S.A., Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, 
Suzano Papel e Celulose S.A. 
 A KPMG no Brasil faturou R$ 662 (seiscentos e sessenta e dois) milhões no ano fiscal 
encerrado em 30 de setembro de 2011, resultado 23% superior ao registrado no ano anterior. 
Das receitas apuradas, R$ 24,9 (vinte e quatro milhões e novecentos mil) milhões foram 
investidos em educação dos profissionais (treinamentos, cursos em geral e cursos superiores) 
para os profissionais. 
Fonte: http://www.kpmg.com/br/pt/estudos_analises/artigosepublicacoes/paginas/release-
receitas-kpmg-crescem-23-em-2011.aspx 
A soma da receitas das firmas-membro da KPMG Internacional foi equivalente a US$ 22,7 
bilhões no ano fiscal encerrado em 30 de setembro de 2011. Esse valor representa 10,1% de 
crescimento em relação aos resultados de 2010. 
Fonte: http://www.kpmg.com/br/pt/estudos_analises/artigosepublicacoes/paginas/release-
receitas-kpmg-crescem-23-em-2011.aspx 
 
 
12 
 
Figura 1 – Organograma Escritório de Campinas 
 
 
1.4. SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA 
A Contabilidade, na qualidade de ciência social aplicada, atua como metodologia 
especialmente feita para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que 
afetam as situações financeiras, econômicas e patrimoniais de qualquer ente, seja uma pessoa 
física, jurídica, entidade sem fins lucrativos, pessoa de direito público etc. A atuação da 
Contabilidade é muito ampla. 
Dentro dessa ciência, existem diversas áreas, dentre elas a Auditoria Contábil. A palavra 
auditoria origina-se do latim audire (ouvir) e foi utilizada inicialmente pelos ingleses 
(auditing) que significava o conjunto de procedimentos técnicos para a revisão da 
Contabilidade. O essencial do trabalho da auditoria consiste em ouvir as informações dos 
fatos ocorridos na empresa. Essa etapa é primordial para que o auditor possa emitir sua 
opinião sobre a adequação da empresa em determinadas normas. 
Tendo a área Auditoria Contábil como objetivo deste trabalho, o tema é Etapas e 
Procedimentos de Auditoria. A primeira etapa é o Planejamento, esta etapa é realizada por um 
gerente ou encarregado. No Planejamento é definido o cronograma do trabalho e quais os 
procedimentos a serem efetuados. 
13 
 
No Controle Interno são testados os controles efetuados na empresa. Por exemplo: O processo 
de vendas. Nesta etapa há entrevistas com as pessoas responsáveis pelo processo e 
entendimento do mesmo. São efetuados testes para identificar se há riscos de falha no 
processo. Por meio de um relatório de recomendações, posteriormente é demonstrado ao 
cliente os pontos identificados como falhos em seus ciclos de operações. 
A realização do trabalho ocorre de formas diferentes dependendo do porte e atividade da 
empresa. As empresas de capital aberto exigem a realização da auditoria trimestral, chamadas 
de ITR. 
Para antecipar a etapa final da auditoria, existe o Pré-Balanço. Nesta etapa são realizados 
testes referentes ao primeiro dia do exercício analisado até a data pretendida. 
Dentro do trabalho realizado pela auditoria, existem algumas empresas que necessitam da 
Revisão de Especialistas de Tax e TI. 
A etapa final da auditoria, geralmente, é realizada com data-base de 31/12, porém a data-base 
pode variar de acordo com o fechamento da empresa. 
Após a etapa dos testes de auditoria, ocorre a revisão do IRPJ e CSLL. Esta etapa é realizada 
pelos especialistas de Tax. 
Encerrada todas as revisões realizadas pela equipe de trabalho, ocorre a revisão do controle de 
qualidade. Esta possui o objetivo de fornecer uma avaliação objetiva antes da emissão do 
relatório, levando em consideração os pontos relevantes levantados pela equipe de trabalho e 
as conclusões obtidas ao elaborar o relatório. A revisão de qualidade é realizada, 
principalmente, nas empresas de capital aberto, mas pode ocorrer em qualquer empresa que a 
Auditoria julgar necessária. 
A conclusão da auditoria consiste na emissão do relatório final de auditoria. 
A KPMG possui uma metodologia própria, em linha com as normas internacionais de 
auditoria, esta deve ser seguida na realização dos trabalhos de auditoria. Porém, para novos 
profissionais esta metodologia é complexa, pois existe apenas em língua inglesa e para 
entendê-la é necessário auxílio de profissionais mais experientes. 
Como complementar o manual de normas e procedimentos de auditoria existente na empresa, 
em vernáculo, de forma a auxiliar na integração e aprendizado dos novos profissionais? 
 
14 
 
1.5. OBJETIVOS 
O estágio possui objetivos a serem atingidos, estes estão divididos em objetivos principal e 
intermediários. 
 
1.5.1. PRINCIPAL 
O objetivo principal do projeto foi disponibilizar para os novos profissionais da KPMG um 
resumo básico das etapas e procedimentos de auditoria baseado nas NBC’s (Normas 
Brasileiras de Contabilidade). 
 
1.5.2. INTERMEDIÁRIOS 
Para que este projeto seja adotado na empresa, foram necessários os seguintes procedimentos: 
• Consultar e interpretara metodologia existente, por meio das fontes utilizadas para fazê-la. 
• Comparar com informações obtidas em referências bibliográficas relacionadas ao assunto. 
• Extrair os procedimentos básicos de auditoria. 
• Obter informações complementares sobre o assunto com profissionais mais experientes. 
• Mostrar para a empresa que o projeto é viável e pode ser incorporado ao treinamento. 
 
1.6. JUSTIFICATIVA 
O projeto será importante para a empresa, pois os novos profissionais de auditoria iniciarão o 
trabalho com uma base maior nos procedimentos realizados e possuirão menos dúvidas. 
Esse projeto é uma oportunidade para que os profissionais estejam atualizados com a 
metodologia da empresa. Ao mesmo tempo a empresa ganha com os profissionais bem 
informados e executando o trabalho de forma mais precisa. 
O momento da implantação é oportuno, pois a empresa contrata muitos profissionais todos os 
anos, que não possuem experiência em auditoria. 
O projeto é viável, pois as informações estão acessíveis e disponíveis, havendo restrições na 
divulgação de informações não publicadas pela empresa. 
O projeto é importante para a autora, pois possibilitará aplicar a teoria na prática. 
15 
 
A oportunidade para a autora é o reconhecimento profissional, dedicação em adquirir novos 
conhecimentos na área de atuação e realizar um projeto inédito na empresa. 
 
1.7. ESTRUTURA DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
O capítulo I aborda a Área de Conhecimento, Tema da Pesquisa, Caracterização da 
Organização e seu Ambiente, Situação Problemática, Objetivos, Justificativa e Estrutura do 
Relatório de Estágio. 
O capítulo II é composto pela Revisão Bibliográfica que contém as bibliografias e suas 
citações sobre o tema geral e específico da pesquisa. 
O capítulo III aborda a metodologia utilizada no projeto, a coleta dos dados e o cronograma 
das atividades realizadas. 
O capítulo IV apresenta a Análise e Interpretação realizadas a partir dos dados coletados no 
capítulo anterior. 
E o capítulo V apresenta as Considerações, Conclusões, Recomendações e Sugestões 
propostas à empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
CAPÍTULO II – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
Este capítulo contém a Revisão Bibliográfica que contém as bibliografias e suas citações 
sobre o tema geral e específico da pesquisa. 
 
2.1. CONTABILIDADE GERAL 
O presente capítulo abordará os conceitos, objetivos e usuários da contabilidade. 
 
2.1.1. CONCEITO 
IUDÍCIBUS (2009, p.29) define: 
“A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado 
a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, 
financeira, física e de produtividade com relação à entidade objeto de 
contabilização.”. 
RIBEIRO (2010, p.10) conceitua Contabilidade como: “A contabilidade é uma ciência que 
possibilita, por meio de suas técnicas, o controle permanente do Patrimônio das empresas.”. 
No entendimento de NEVES (2006, p.1): 
“A Contabilidade é uma ciência que desenvolveu uma metodologia própria com a 
finalidade de: a) controlar o patrimônio das aziendas; b) apurar o redito (resultado) 
das atividades das aziendas; c) prestarem informações às pessoas que tenham 
interesse na avaliação da situação patrimonial e do desempenho dessas entidades.”. 
A Contabilidade é uma ciência que se destina a gerar informações para seus usuários por meio 
do registro de fatos que afetam a situação patrimonial, econômica e financeira da pessoa, seja 
ela física ou jurídica. 
 
2.1.2. OBJETIVO 
Para PADOVEZE (2010, p.3): “O objetivo da Contabilidade é o controle de um Patrimônio.”. 
De acordo com MARION (2009, p.28): 
“O objetivo principal da contabilidade, portanto, conforme a Estrutura Conceitual 
Básica da Contabilidade, é o de permitir a cada grupo principal de usuários a 
avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem 
como fazer interferências sobre suas tendências futuras.”. 
O objetivo da Contabilidade é o de fornecer informações aos usuários interessados utilizando-
se da apresentação de sua situação patrimonial e financeira em uma determinada data. 
17 
 
2.1.3. USUÁRIOS 
Conforme IUDÍCIBUS (2009, p.29): 
“Conceitua-se como usuário toda a pessoa física ou jurídica que tenha interesse na 
avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade 
empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar.”. 
Em seu trabalho RIBEIRO (2010, p.12) define usuários da Contabilidade como: 
“Os usuários da Contabilidade, portanto, são todas as entidades econômico-
administrativas que utilizam para registrar e controlar a movimentação de seus 
patrimônios, incluindo proprietários, acionistas, gerentes, administradores, Clientes, 
Fornecedores, bancos, Governo etc.”. 
NEVES (2006, p.3) explica: 
“Os usuários da Contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas que tenham 
interesse na avaliação da situação patrimonial da entidade. São, por exemplo, os 
acionistas de uma empresa que querem saber se ela está dando lucro ou prejuízo. 
São as instituições financeiras que desejam avaliar o patrimônio para saber se lhe 
concedem ou não um empréstimo. São os administradores da entidade, que desejam 
saber como se comporta o desenvolvimento das atividades da empresa e qual o 
resultado que está dividido das mesmas. É o fisco, que também se interessa pelo 
resultado da pessoa jurídica, para lançar os tributos sobre ele incidentes.”. 
São usuários da Contabilidade todas as pessoas físicas e jurídicas que possuem qualquer tipo 
de interesse para com a entidade. Alguns dos usuários mais comuns são: Acionistas, 
Instituições Financeiras, Fornecedores, Governo, Administradores etc. 
 
2.1.4. CAMPO DE APLICAÇÃO 
Segundo RIBEIRO (2010, p.11): “O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as 
entidades econômico-administrativas, até mesmo as pessoas de direito público, como a União, 
os Estados, os Municípios, as Autarquias etc.”. 
No entendimento de IUDÍCIBUS (2010, p.1): 
“A Contabilidade, na qualidade de ciência social aplicada, com metodologia 
especialmente concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os 
fenômenos que afetam as atuações patrimoniais, financeiras e econômicas de 
qualquer ente, seja este pessoa física, entidades de finalidade não lucrativas, 
empresa, seja mesmo pessoa de Direito Público, tais como Estado, Município, 
União, Autarquia etc., tem um campo de atuação muito amplo.”. 
A Contabilidade é aplicada a todas as entidades de direito público ou privado, com ou sem 
fins lucrativos, por esse motivo seu campo de aplicação é bastante amplo. 
 
 
18 
 
2.1.5. DIVISÕES DA CONTABILIDADE 
Além da Contabilidade Geral, a Ciência Contábil possui muitas divisões, algumas das mais 
conhecidas são: Contabilidade de Custos, Contabilidade Tributária, Contabilidade Pública, 
Perícia Contábil e Auditoria Contábil. 
 
2.1.5.1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 
De acordo RIBEIRO (2009, p.12): “A Contabilidade de Custos ou Contabilidade Industrial é 
um ramo da Contabilidade Geral ou Financeira que se aplica às empresas industriais.”. 
Na visão de HORNGREN (2004, p.2): 
“A Contabilidade de custos fornece informações tanto para a contabilidade gerencial 
quanto para a financeira. Mede e relata informações financeiras e não-financeiras 
relacionadas ao custo de aquisição ou à utilização de recursos em uma organização; 
inclui aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial quanto da financeira, em que 
as informações de custos são coletadas e analisadas.”. 
A Contabilidade de Custos é destinada a gerar informações sobre os custos dos itens 
produzidos pelas indústrias. 
 
2.1.5.2. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
No conceito de FABRETTI (2005, p.29) Contabilidade Tributária é definida como: ...“ramo 
da contabilidadeque tem por objetivo aplicar na prática conceitos, princípios e normas 
básicas de contabilidade e da legislação tributária, de forma simultânea e adequada.”. 
Na visão de PÊGAS (2011, p.18): ...“representa o ramo da Contabilidade cujo objetivo é 
aplicar e adaptar conceitos e princípios contábeis com a legislação tributária, de forma 
adaptada, simultânea e, principalmente integrada.”. 
A Contabilidade Tributária tem como objetivo aplicar na prática e de forma integrada os 
princípios contábeis com as legislações tributárias vigentes. 
 
2.1.5.3. CONTABILIDADE GERENCIAL 
Para HORNGREN (2004, p.2): 
“A Contabilidade gerencial mede e relata informações financeiras e não-financeiras 
que ajudam os administradores a tomar decisões para alcançar os objetivos de uma 
organização. Os administradores usam essas informações para escolher, comunicar e 
implementar a estratégia. Utilizam-nas, também, para coordenar o projeto do 
19 
 
produto, a produção e as decisões de comercialização. Isso significa que a 
contabilidade gerencial se baseia em demonstrativos internos.”. 
LUNKES (2007, p.7) define Contabilidade Gerencial como: 
...“processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, 
interpretação, e comunicação de informações financeiras e não financeiras usadas 
pela gestão para planejar, avaliar e controlar a empresa e assegurar uso apropriado e 
responsável de seus recursos.”. 
A Contabilidade Gerencial é utilizada pelas empresas no processo de tomada de decisões. O 
objetivo é acumular, interpretar e comunicar as informações obtidas. Estas, por sua vez, são 
utilizadas para garantir que os recursos utilizados estão sendo aproveitados de maneira 
apropriada. 
 
2.1.5.4. CONTABILIDADE PÚBLICA 
Em sua obra, ARAÚJO (2009, p.18) afirma: 
“A Contabilidade Pública é o ramo da Ciência Contábil voltado para o registro, o 
controle e a demonstração dos fatos mensuráveis em moeda que afetam o patrimônio 
da União, dos Estados e dos Municípios e suas respectivas autarquias e fundações, 
ou seja, as entidades de direito público interno.”. 
ANGÉLICO (1994, p.13) explica: 
“A Contabilidade Pública constitui o mais complexo ramo da Ciência Contábil. Pelo 
fato de o seu campo de aplicação restringir-se apenas aos órgãos governamentais, 
poucos são os profissionais que tem acesso aos seus problemas”... 
...“Para compreender essa dificuldade, é indispensável saber que nos três níveis de 
governo – União, Estados, Municípios e Autarquias correspondentes – a 
Contabilidade Pública dividi-se, em um primeiro plano, em dois graus: 
Contabilidade Analítica e Contabilidade Sintética. Em um segundo plano, divide-se 
em especializações: Contabilidade Orçamentária, Financeira, Patrimonial, de 
Compensação e Industrial.”. 
A Contabilidade Pública é destinada a registrar os fatos ocorridos nas entidades de direito 
público, ou seja, entidades pertencentes ao poder público (União, Estados e Municípios). 
 
2.1.5.5. PERÍCIA CONTÁBIL 
Segundo SÁ (2011, p.3): 
“Perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado 
visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se 
exames, vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma 
todo e qualquer procedimento necessário à opinião.”. 
De acordo com a Resolução CFC n°.1243/09: 
“A Perícia Contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos 
destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à 
20 
 
justa solução do litígio ou constatação de um fato, mediante laudo pericial contábil 
e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e 
profissionais, e a legislação específica no que for pertinente.”. 
Perícia Contábil é um conjunto de procedimentos técnicos que se destinam a verificar fatos 
patrimoniais referentes a discussões judiciais com o objetivo de emitir uma opinião por meio 
de laudo pericial sobre a solução adequada para o processo. 
 
2.1.5.6. AUDITORIA CONTÁBIL 
CREPALDI (2011, p.3) define Auditoria Contábil como: ...“levantamento, estudo e avaliação 
sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações financeiras 
de uma entidade.”. 
No entendimento de ATTIE (2009, p.5): “A Auditoria é uma especialização contábil voltada a 
testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar 
uma opinião sobre determinado dado.”. 
A Auditoria Contábil possui como finalidade o estudo e avaliação das transações realizadas 
nas empresas. Para realizar a avaliação, a Auditoria efetua testes com o intuito de verificar a 
eficácia e eficiência dos controles implantados nas empresas. 
 
2.2. AUDITORIA 
Este capítulo abordará o conceito e objetivo das auditorias interna e externa. 
 
2.2.1. AUDITORIA INTERNA 
A Resolução CFC n°. 986/03 define Auditoria Interna como: 
 “A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e 
comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, 
adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de 
informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de 
riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus 
objetivos.”. 
Para CREPALDI (2011, p.31): 
“A Auditoria Interna é uma atividade de avaliação independente dentro da empresa, 
que se destina a revisar as operações, como um serviço prestado à administração. 
Constitui um controle gerencial que funciona por meio da análise e avaliação de 
eficiência de outros controles. É executada por um profissional ligado à empresa, ou 
por uma seção própria para tal fim, sempre em linha de dependência da direção 
empresarial. O auditor interno é pessoa de confiança dos dirigentes; está vinculado à 
21 
 
empresa por um contrato trabalhista continuado e sua intervenção é permanente. Sua 
área de atuação envolve todas as atividades da empresa; predominam a verificação 
constante dos controles internos, a manipulação de valores e a execução de rotinas 
administrativas.”. 
CASTRO (2010, p.384) explica Auditoria Interna como: 
“Em resumo, a Auditoria Interna tem por função básica avaliar a adequação e 
eficácia do Controle Interno e a qualidade do desempenho do órgão em que atua. 
Funciona como um controle gerencial para a alta administração, medindo e 
avaliando os demais controles.”. 
ATTIE (2009, p.246) conceitua o assunto abordado como: 
...“Pode-se definir auditoria interna como uma atividade de avaliação independente, 
dentro da organização, para a revisão da contabilidade, finanças e outras operações 
como base para servir à Administração. É um controle administrativo que mede e 
avalia a eficiência de outros controles.”. 
A Auditoria Interna é um departamento da empresa. Este realiza a verificação dos controles 
internos e gerenciamento dos riscos existentes para que a entidade atinja seus objetivos com 
mais eficiência. 
 
2.2.1.1. SURGIMENTO DA AUDITORIA INTERNA 
Em seu livro, ALMEIDA (2010, p.5) explica o Surgimento da Auditoria Interna. 
Com a expansão dos negócios, a Administração das empresas sentiu a necessidade de dar 
maior ênfase aos procedimentos realizados internamente. A Auditoria Externa emitia sua 
opinião e também elaborava sugestões para solucionar problemas da empresa identificados 
durante a realização do trabalho. 
No entanto, o período de tempo que o auditor externo passava dentro da empresa era muito 
curto e que seu trabalho estava voltado para análise das demonstrações contábeis. Para 
atender as necessidades da Administração seria necessária uma auditoria periódica e mais 
aprofundada nas diversas áreas da empresa e não apenas na contabilidade. (ALMEIDA, 2010, 
p.5). 
Com essa necessidade surgiu a auditoria interna,como uma ramificação da auditoria externa. 
O profissional que executa essa função é funcionário da empresa, porém não deve ser 
subordinado a profissional cuja área de responsabilidade é examina pela auditoria interna e 
não deve desenvolver trabalhos que um dia possa vir a examinar. (ALMEIDA, 2010, p.5). 
No entendimento do presente autor, o Surgimento da Auditoria Interna deu-se (CASTRO, 
2010, p.381): 
22 
 
No período do Brasil Colônia o juiz colonial era tido como olho do rei. Estes eram enviados 
pela Coroa Portuguesa para verificar se o recolhimento dos impostos estava sendo feito 
corretamente. 
O grande salto da auditoria deu-se após a crise econômica americana de 1929. No início dos 
anos 30 criou-se o Comitê May que era um grupo de trabalho instituído com a finalidade de 
estabelecer regras para as empresas que tivessem suas ações cotadas em bolsa, tornando 
obrigatória a Auditoria Contábil Independente em suas demonstrações financeiras. (CASTRO, 
2010, p.382). 
Os auditores independentes necessitavam ter acesso às informações e documentos para obter 
o conhecimento mais profundo da empresa. Para essa tarefa foram designados empregados 
das próprias empresas. Esses profissionais foram, com o tempo, aprendendo as técnicas da 
auditoria e utilizando-as nos trabalhos solicitados pela própria administração da empresa. 
(CASTRO, 2010, p.382). 
Foi criado, nas grandes empresas de transportes ferroviários, um grupo de fiscais chamados 
“travelling auditors” (auditores viajantes), cuja função era visitar as estações ferroviárias e 
assegurar que todo produto da venda de passagens e fretes de carga estavam adequadamente 
arrecadados e contabilizados. Este trabalho é típico dos auditores internos. (CASTRO, 2010, 
p.382). 
As empresas logo perceberam que poderiam reduzir gastos com auditoria externa, criando um 
serviço contínuo de conferência e revisão interna. A melhoria dos controles internos reduziu 
os riscos do trabalho dos auditores externos, que se beneficiaram com o fato de poderem se 
dedicar exclusivamente aos exames da situação econômico-financeira das empresas. 
(CASTRO, 2010, p.382). 
A Auditoria Interna surgiu da necessidade das empresas de manter funcionários atuando para 
melhorar os controles realizados na empresa, consequentemente, colaborando com a auditoria 
externa e reduzindo gastos. 
 
2.2.1.2. OBJETIVO 
CREPALDI (2011, p.31) descreve o tópico abordado como: 
“O objetivo da auditoria interna é auxiliar todos os membros da administração no 
desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes análises, 
apreciações recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas.”. 
23 
 
De acordo com a Resolução CFC n°. 986/03: 
 “A atividade de Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com enfoque 
técnico, objetivo sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao 
resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos 
processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de 
soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios.”. 
O objetivo desse departamento é avaliar os processos e controles internos existentes na 
empresa, agregando valores a organização por meio de recomendações para solucionar falhas 
encontradas. 
 
2.2.2. AUDITORIA EXTERNA OU INDEPENDENTE 
Conforme ATTIE (2009, p.5): “A Auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a 
eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma 
opinião sobre determinado dado.”. 
Para CREPALDI (2011, p.38) Auditoria Externa: 
 “Constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão do 
parecer sobre a adequação com que estes representam a posição patrimonial e 
financeira, o resultado das operações, as mutações do Patrimônio Líquido a 
Demonstração dos Fluxos de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado da 
entidade auditada consoante as normas brasileiras de contabilidade.”. 
A Auditoria Externa é voltada para a área contábil e nesta são executados procedimentos de 
auditoria para comprovar a veracidade das demonstrações apresentados pela empresa 
auditada. Ao final das análises, o auditor expressa sua opinião por meio do parecer sobre a 
posição financeira e patrimonial da empresa em um determinado período. 
 
2.2.2.1. SURGIMENTO DA AUDITORIA EXTERNA 
Em sua obra, ALMEIDA (2010, p.1) explica o surgimento da Auditoria Externa como tendo 
ocorrido da seguinte maneira: 
Inicialmente as empresas eram familiares. Com a expansão do mercado e o aumento da 
concorrência, houve a necessidade de expandir as instalações, investir no desenvolvimento 
tecnológico e aprimorar os controles e procedimentos internos. Para isso seria necessário um 
grande volume de recursos impossível de ser obtido por meio de lucros da empresa ou pelo 
patrimônio dos proprietários. Diante disso, houve a necessidade de captação de recursos de 
terceiros, mediante empréstimos bancários em longo prazo e abertura de capital social para 
novos acionistas. 
24 
 
Os novos investidores precisavam conhecer a situação financeira e patrimonial da empresa, 
além disso, era importante saber a capacidade de geração de lucros e como estavam sendo 
efetuada a administração financeira dos recursos na empresa. (ALMEIDA, 2010, p.1). 
A melhor maneira de obter essas informações é por meio das Demonstrações Contábeis. Com 
a importância dessas informações, houve a necessidade de tomar medidas de segurança contra 
manipulação das informações. Para atestar a integridade dessas informações, contratam-se 
profissionais com capacidade técnica, que examina as demonstrações contábeis da empresa e 
emite sua opinião sobre estas, estes profissionais são denominados auditores independentes. 
(ALMEIDA, 2010, p.2). 
Segundo ATTIE (2009, p.7): 
“O surgimento da auditoria está ancorado na necessidade de confirmação por parte 
dos investidores e proprietários quanto à realidade econômico-financeira espelhada 
no patrimônio das empresas investidas e, principalmente, em virtude do 
aparecimento de grandes empresas multigeograficamente distribuídas e simultâneo 
ao desenvolvimento econômico que propiciou participação acionária na formação do 
capital de muitas empresas.”. 
O surgimento da Auditoria Externa deu-se pela necessidade, por parte dos investidores, de 
obter uma opinião de profissionais capacitados e sem ligação alguma com a empresa sobre a 
situação patrimonial e informações geradas pela contabilidade. 
 
2.2.2.2. OBJETIVO 
ALMEIDA (2010, p.24) explica: 
“O objetivo do auditor externo é emitir sua opinião sobre as demonstrações 
financeiras examinadas, cujas peças básicas são as seguintes: 
- balanço patrimonial; 
- demonstração do resultado do exercício; 
- demonstração de lucros e prejuízos acumulados ou demonstrados das mutações do 
patrimônio líquido; 
- demonstração do fluxo de caixa; 
- demonstrações do valor adicionado; 
- notas explicativas.”. 
No entendimento de CREPALDI (2011, p.4): 
...”o objetivo principal da auditoria pode ser descrito, em linhas gerais, como o 
processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade das demonstrações 
financeiras preparadas pela companhia auditada. Em seu exame, o auditor, por um 
lado, utiliza os critérios e procedimentos que lhe traduzem provas que assegurem a 
efetividade dos valores apostos nas demonstrações financeiras e, por outro lado, 
cerca-se dos procedimentos que lhe permitem assegurar a inexistência de valores ou 
fator não constantes das demonstrações financeiras que sejam necessários para seu 
bom entendimento.”. 
 
25 
 
De acordo com ATTIE (2009, p.11): 
 “O objetivo do exame normal de auditoria das demonstrações contábeis é expressar 
uma opinião sobre a propriedade das mesmas, e assegurar que elas representam 
adequadamente a posição patrimoniale financeira, o resultado de suas operações, as 
mutações do seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos 
correspondentes aos períodos em exame, de acordo com os princípios fundamentais 
de contabilidade.”. 
O objetivo da auditoria é examinar e encontrar possíveis erros nas contas contábeis e 
demonstrações financeiras. Os erros encontrados devem ser avaliados de acordo com sua 
relevância e impacto nas demonstrações financeiras. No momento que o auditor emite sua 
opinião sobre as análises efetuadas, os erros e fraudes encontrados devem estar descritos. 
 
2.2.2.3. OBJETO 
PEREZ JUNIOR (2010, p.3) descreve: ...“o objeto da auditoria é a descoberta de erros e 
fraudes, para proteção da empresa contra eles e contra multas fiscais, como também a 
produção de informes a respeito da confiabilidade das demonstrações contábeis.”. 
Para CREPALDI (2011, p.4): 
 “O objeto da auditoria é o conjunto de todos os elementos de controle do 
patrimônio administrativo, os quais compreendem registros contábeis, papéis, 
documentos, fichas, arquivos e anotações que comprovem a legitimidade dos atos da 
administração, bem como sua sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais. A 
auditoria pode ter por objeto, inclusive, fatos não registrados documentalmente, mas 
relatadas por aqueles que exercem atividades relacionadas com o patrimônio 
administrativo, cujas informações mereçam confiança desde que possam ser 
admitidas como seguras pela evidência ou por indícios convincentes.”. 
O objeto da Auditoria é a descoberta de fraudes e erros por meio das análises efetuadas nos 
fatos registrados documentalmente ou apenas relatados pela empresa. 
 
2.2.2.4. PAPEL DA AUDITORIA 
Em seu livro, CREPALDI (2011, p.7) explica a importância da auditoria nas empresas. 
A auditoria se tornou importante tanto para as empresas quanto para seus investidores, por 
meio das análises realizadas nas demonstrações financeiras acompanhadas do parecer do 
auditor independente. Com essas informações os novos investidores podem aplicar seu capital 
em ações com mais segurança. 
Este trabalho é realizado com total independência e a responsabilidade atinge a possibilidade 
do auditor responder com seus bens pessoais, caso seja provado que o mesmo causou prejuízo 
26 
 
a terceiros por ter certificado números que não expressam a realidade da empresa auditada. 
(CREPALDI, 2011, p.8). 
Para ATTIE (2009, p.15): 
“O auditor tem a incumbência de verificar se as informações e análises apresentadas 
nestas demonstrações, inclusive aquelas constantes do Relatório da Administração, 
refletem com clareza a situação patrimonial e financeira, e comunicar quaisquer 
circunstâncias em desacordo com as disposições legais e regulamentares e atos que 
tenham ou possam ter impactos nas operações da empresa auditada. É seu dever 
também, mesmo que considerado de forma indireta, emitir um relatório 
circunstanciado que contenha observações a respeito das possíveis deficiências ou 
ineficácias de controles internos observadas pelo auditor no transcurso de seu 
trabalho.”. 
A auditoria tem um importante papel na sociedade atual, pois é com base em sua opinião que 
as empresas adquirem maior credibilidade perante o mercado. Para emitir essa opinião, é 
necessário analisar as demonstrações financeiras e verificar se estas refletem a real situação 
patrimonial e financeira da empresa. 
 
2.2.2.5. CARREIRA NA AUDITORIA 
As empresas de auditoria possuem a estruturas organizacionais parecidas. As principais 
categorias que representam a carreira na auditoria são: trainee, assistente, auditor sênior, 
supervisor, gerente e sócio. 
 
A) TRAINEE 
PEREZ JUNIOR (2010, p.20) explica o profissional trainee como: 
“Assistente trainee é o estudante universitário que se enquadra no perfil exigido 
pelas firmas de auditoria, recrutado nas principais universidades do país. Geralmente 
o perfil do trainee é definido como segue: 
Estudante do ultimo ou penúltimo ano dos cursos de Ciências Contábeis, 
Administrativas ou Econômicas. Como a prática da auditoria é prerrogativa dos 
contadores, os estudantes de Administração ou de Economia deverão obter o grau de 
contador após a conclusão de seus atuais cursos. 
Idade máxima de 23 anos, pois, a partir dessa idade, geralmente já estão 
empregados, percebendo salários superiores ao oferecido ao trainee e também 
porque pessoas com mais idade teriam maior dificuldade para serem trabalhadas de 
acordo com os requisitos da profissão e da firma de auditoria. 
Ser solteiro (a), pois, geralmente, os casados já têm responsabilidades financeiras 
que não serão compatíveis com o salário oferecido ao trainee e não poderão dedicar-
se totalmente à profissão. 
O domínio da língua inglesa não é exigido, mas favorece quem o possui. 
Após uma série de entrevistas e testes, é selecionado um grupo de trainees, como 
características mais ou menos semelhantes, para serem iniciados na carreira de 
auditor. 
27 
 
Inicialmente, o grupo passará por um programa de treinamento intensivo, com 
duração de um a seis meses, e nesse treinamento receberá orientação sobre: a firma e 
a atividade de auditoria, a carreira profissional, o comportamento pessoal exigido do 
auditor, matérias técnicas relacionadas com a profissão. 
Ao término desse período de treinamento, o trainee passará a integrar equipes de 
auditoria e a executar trabalhos que serão orientados e supervisionados pelo chefe da 
equipe. 
Cada visita ao cliente de auditoria estende-se, em média, por duas semanas, ao 
término das quais o trainee será formalmente avaliado pelo chefe da equipe.”... 
...“Ao término de um prazo preestabelecido, geralmente um ano, as avaliações de 
cada trabalho serão compiladas e analisadas para determinar se o trainee pode ser 
promovido à categoria profissional superior.”. 
 
Para ATTIE (2007, p.20): “Atividade destinada a iniciantes da área de auditoria e que serve 
de suporte a tarefas que não necessitam de técnicas ou julgamentos em grande escala.”. 
Os trainees permanecem neste cargo em média um ano. Após esse período a empresa de 
auditoria realiza as reuniões de avaliação e decide-se se o profissional tem capacidade 
suficiente para ser promovido ao cargo acima. Durante este período, o profissional realiza 
testes de auditoria em áreas menos complexas, que não necessitam de muito julgamento 
profissional. 
 
B) ASSISTENTE 
CREPALDI (2011, p.76) entende o Assistente como: 
“Durante um ou dois anos iniciais, na auditoria, o assistente tem de seguir 
cuidadosamente as instruções de seu superior imediato, que lhe examina o trabalho, 
fazendo críticas construtivas. Entre as tarefas confiadas ao assistente de auditoria, 
temos a análise de várias contas, a verificação da documentação suporte, as 
contagens de caixa e de itens de estoque, a verificação de preços, de prazos e a 
confirmação de contas a receber. Logo, porém, essas tarefas cedem lugar a outras, de 
maior responsabilidade, cuja boa execução, aliada a certas características pessoais 
do profissional, constitui requisitos para se progredir na carreira.”. 
Na visão do presente autor (PEREZ JUNIOR, 2010, p.21): 
O cargo de assistente possui três categorias: Assistente C (trainee), Assistente B e Assistente 
A. O período de assistente é em torno de quatro anos. Conforme são promovidos, os 
assistentes recebem novos treinamentos e passam a executar áreas mais complexas. 
Os assistentes possuem treinamento técnico de acordo com o cargo que estão. Estes têm a 
responsabilidade de auxiliar os trainees e o sênior da equipe. Além disso, realizar testes de 
auditoria em áreas um pouco mais complexas. 
 
 
28 
 
C) AUDITOR SÊNIOR 
Conforme o autor (PEREZ JUNIOR, 2010, p.22): 
O cargo de sênior possui três categorias: Sênior C (ou semissênior), Sênior B e Sênior A. O 
período de sênior é em torno de quatroanos. O sênior é responsável pela distribuição, 
orientação e supervisão do trabalho dos assistentes, reportando-se ao gerente do trabalho. Ao 
final de cada trabalho, o sênior é avaliado formalmente pelo gerente. 
No entendimento do autor (CREPALDI, 2011, p.77): 
Ao receber o título de auditor, o profissional já possui experiência e capacidade para 
supervisionar o trabalho da equipe. É nesse estágio que o sênior recebe a incumbência por 
trabalhos maiores, tendo vários assistentes em suas equipes e responsável por designar a eles 
as tarefas a que devem ser executadas, revisar os trabalhos realizados, elaborar e modificar 
programas de auditoria, manter contato com o cliente. Nesse estágio da carreira, o profissional 
possui treinamento e capacidade para determinar quando já reuniu evidências suficientes e 
necessárias para escrever o rascunho do relatório de auditoria. 
O profissional com o cargo de Sênior tem como responsabilidade ser o encarregado do 
trabalho que está desenvolvendo. Este também distribui, supervisiona e orienta a equipe no 
decorrer do trabalho. O sênior reporta ao gerente os pontos importantes encontrados no 
decorrer do trabalho realizado. 
 
D) SUPERVISOR 
PEREZ JUNIOR (2010, p.23) explica o Supervisor: 
“Após o período de quatro anos como sênior, o profissional será promovido à 
categoria de supervisor, na qual ficará, em média, dois anos, e será treinado para ser 
gerente. 
Como supervisor, receberá treinamento específico do cargo e passará a atuar como 
sênior em grandes clientes, reportando-se ao gerente e como gerente em pequenos 
clientes, reportando-se ao sócio encarregado.”. 
De acordo com ATTIE (2007, p.20): “Função determinada a promover o acompanhamento 
das atividades exercidas pelos auditores de campo. Revisam os papéis de trabalho, 
assegurando a completa execução segundo o programa proposto e os objetivos traçados.”. 
O supervisor desenvolve a mesma função do sênior, porém em clientes maiores e passa a ser 
preparado para se tornar gerente. 
 
29 
 
E) GERENTE 
Segundo CREPALDI (2011, p.78): 
“O gerente, em geral, é quem se reúne com o pessoal do cliente, para planejar o 
exame e, também, é quem emite e discute com eles o relatório final. Revisa os 
papéis de trabalho e o relatório final, para verificar não somente se o exame foi feito 
a contento, como também se o relatório foi redigido de acordo com as normas 
vigentes.”. 
Em seu trabalho, PEREZ JUNIOR (2010, p.23) explica o Gerente como: 
“Após, em média, dois anos como supervisor, será promovido a gerente, receberá 
treinamento adequado e passará a gerenciar o trabalho de auditoria de diversos 
clientes e a supervisionar diversas equipes de auditoria. O gerente é responsável por: 
elaborar o planejamento do trabalho, programar a equipe, supervisionar a equipe, 
discutir assuntos com a gerência e direção da empresa auditada, revisar os papéis de 
trabalho, elaborar o esboço do relatório.”. 
No momento em que o profissional se torna gerente, ele possui uma carteira de clientes e uma 
equipe a coordenar. Algumas das responsabilidades do gerente são: planejar o trabalho, 
manter contato com a diretoria e gerência do cliente, supervisionar as equipes, revisar o 
trabalho realizado e elaborar o parecer da auditoria. 
 
F) SÓCIO 
De acordo com CREPALDI (2011, p.78): 
“Os auditores que assumem responsabilidade total pelo exercício da auditoria 
independente são os sócios. Eles dedicam boa parte de seu tempo às relações 
públicas e aos contatos profissionais, pois é mediante esses contratos que se obtêm 
novos limites. Nas grandes firmas de auditoria independente, alguns sócios pouco ou 
nenhum contato mantêm com os aspectos de auditoria. 
Cabe-lhes examinar as versões finais dos relatórios, juntamente com os gerentes, 
para determinar se cada exame foi feito segundo as diretrizes da firma e se o 
trabalho atende às exigências do padrão profissional. Antes de assinar o relatório do 
auditor, emitindo parecer profissional sobre a fidedignidade das demonstrações 
financeiras, o sócio revisa os papéis de trabalho, discute os procedimentos e 
descobertas feitas pelos auditores, assim como investiga tudo o que acha necessário, 
a fim de garantir que o exame seja satisfatório, sob todos os aspectos, que seja boa a 
redação do relatório e que as demonstrações financeiras de fato retratem com 
fidedignidade a situação financeira da empresa. O sócio de uma grande firma de 
auditoria só tem a ganhar, financeiramente e em termos de prestígio profissional, se 
as operações dessa firma forem bem-sucedidas.”. 
Conforme PEREZ JUNIOR (2010, p.23): 
“Após, em média, cinco anos como gerente, poderá ser convidado pelos sócios 
atuais a fazer parte da sociedade da firma. Para tanto, será necessária a aprovação de 
todos os sócios que avaliarão, principalmente, as seguintes características: 
capacidade técnica, relacionamento com clientes, relacionamento com sócios, 
relacionamento com o quadro de auditores, habilidade de negociação, disposição 
para participar da administração da firma, disposição para atuar em outros 
escritórios da firma, em outras cidades ou Estados.”... 
30 
 
...“Os gerentes convidados a fazer parte da sociedade recebem uma pequena 
quantidade de quotas que poderá ser aumentada à medida que progredirem na 
carreira de sócio, pois nessa categoria também há uma hierarquia e os recém-
admitidos na sociedade são considerados “trainee de sócio”. 
Como sócio, passará a ser responsável por: contratos com clientes para discutir e 
negociar contratos e honorários; revisão e aprovação do planejamento dos trabalhos 
de auditoria dos clientes sob sua responsabilidade, elaborados pelos gerentes; 
discussão com o gerente e com a alta administração do cliente sobre os principais 
pontos observados pela equipe no decurso do trabalho; revisão e aprovação dos 
papéis de trabalho; elaboração do relatório final; assinatura do relatório final. 
O sócio é responsável perante os demais sócios por todo o trabalho executado no 
cliente e pela emissão do relatório. 
Perante os órgãos técnicos e a coletividade, a responsabilidade sobre o relatório 
emitido é da firma de auditoria e não do sócio que assinou o relatório. 
Ao se retirar da sociedade por aposentadoria ou outro motivo qualquer, o sócio é 
obrigado a vender sua participação aos sócios remanescentes. 
Conforme pode ser observado, o prazo médio entre o cargo de assistente trainee e a 
admissão à sociedade é de 15 anos de trabalho e treinamento constante. 
Assim, cada membro da equipe responsável pela execução do trabalho adquiriu a 
competência relativa ao cargo que ocupa e foi devidamente treinado para tal.”. 
Após aproximadamente quinze anos de carreira, o profissional pode ser convidado, pelos 
outros sócios, a ser sócio do escritório. Para que ocorra essa proposta, o profissional deve 
possuir bom relacionamento com os clientes, capacidade técnica, disponibilidade para mudar 
de escritório, habilidade de negociação, entre outras características. 
Algumas das responsabilidades do sócio são: revisão e aprovação do trabalho realizado, 
reuniões com os clientes para discutir pontos levantados pela equipe durante a realização do 
trabalho e elaboração e assinatura do parecer de auditoria. 
 
2.2.2.6. NORMAS E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA CONTÁBIL 
Neste capítulo serão abordadas as normas, etapas e procedimentos de auditoria. 
 
A) NORMAS 
No entendimento de CREPALDI (2011, p.236) normas de auditoria são: 
 “As normas de auditoria são os procedimentos a serem observados no desempenho 
do trabalho de auditoria. Elas diferem dos procedimentos de auditoria naquilo em 
que os procedimentos se relacionam com atos a serem praticados, enquanto as 
normas tratam das medidas de qualidade na execução desses atos e dos objetivos a 
serem alcançados com o uso dos procedimentos adotados. Assim, diferenciados dos 
procedimentosde auditoria, dizem respeito não apenas às qualidades profissionais 
do auditor, mas também a sua avaliação pessoal do exame efetuado e do parecer 
emitido.”. 
31 
 
Segundo ALMEIDA (2010, p.16): “As normas de auditoria representam as condições 
necessárias a serem observadas pelos auditores externos no desenvolvimento do serviço de 
auditoria”... 
Normas de auditoria são as condições que garantem a qualidade e a certificação de que os 
objetivos de auditoria sejam alcançados por meio dos procedimentos realizados. 
 
B) PROCEDIMENTOS 
Para ALMEIDA (2010, p.34): “Os procedimentos de auditoria representam um conjunto de 
técnicas que o auditor utiliza para colher as evidencias sobre as informações das 
demonstrações financeiras.”. 
ATTIE (2009, p.300) conceitua procedimentos como: 
“Os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a 
realização de seus trabalhos. Os procedimentos de auditoria que serão utilizados 
para o auditor atingir os objetivos previamente delineados são vários, dependendo 
das circunstâncias, da efetividade de controle interno e da materialidade envolvida.”. 
Procedimentos são técnicas que o auditor utiliza para realizar os testes de auditoria, avaliar a 
situação patrimonial e assim emitir sua opinião sobre a empresa auditada. Os procedimentos 
utilizados variam de acordo com diversas situações. 
 
2.2.2.7. ÓRGÃOS RELACIONADOS 
Os principais órgãos relacionados com a Auditoria são: CVM, Ibracon, CRC, CFC e CPC. 
 
A) CVM 
No entendimento de ALMEIDA (2010, p.7): 
“A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada pela Lei n° 6.385/76, é uma 
entidade autárquica e vinculada ao Ministério da Fazenda. Ela funciona como um 
órgão fiscalizador do mercado de capitais no Brasil. O auditor externo ou 
independente, para exercer atividades no mercado de valores mobiliários 
(companhias abertas e instituições, sociedades ou empresas que integram o sistema 
de distribuição e intermedição de valores mobiliários), está sujeito a prévio registro 
na CVM.”. 
CREPALDI (2011, p.65) explica: 
“Em seu artigo 26 determina que somente empresas de auditoria contábil ou 
auditores contábeis independentes registrados na CVM poderão auditar as 
demonstrações financeiras de companhias abertas e de instituições, sociedades ou 
32 
 
empresas que integram o sistema de distribuição e intermediação de valores 
mobiliários.”. 
A própria CVM se define como: 
“A Lei que criou a CVM (6385/76) e a Lei das Sociedades por Ações (6404/76) 
disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de 
seus protagonistas, assim classificados, as companhias abertas, os intermediários 
financeiros e os investidores, além de outros cuja atividade gira em torno desse 
universo principal. 
A CVM tem poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos 
integrantes do mercado. 
Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores 
mobiliários.”. 
A CVM disciplina e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil. Os auditores ou empresas de 
auditoria que pretendem auditar essas empresas devem possuir registro junto a CVM. 
 
B) IBRACON 
ALMEIDA (2010, p.10) explica o Ibracon como sendo: 
“O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil surgiu com o objetivo de 
concentrar em um único órgão a representatividade dos profissionais auditores, 
contadores com atuação em todas as áreas e estudantes de Ciências Contábeis. 
A seriedade deste trabalho, reconhecida por órgãos reguladores como a Comissão de 
Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e 
Banco Central, garante que a produção técnica do Instituto seja referendada e 
servida como sustentação para as normas que cada uma destas entidades emite.”. 
PEREZ JUNIOR (2010, p.12) entende que o Ibracon: ...“definem e sugerem os procedimentos 
específicos de auditoria a serem seguidos por seus membros.”. 
O Ibracon é reconhecido por vários órgãos reguladores (CVM, SUSEP, Bacen), este possui 
como objetivo cuidar dos interesses dos profissionais e das empresas de auditoria, além disso, 
tem como preocupação também, manter a qualidade técnica nos trabalhos de auditoria 
realizados. 
 
C) CFC e CRC 
De acordo com ALMEIDA (2010, p.10): 
“O Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade 
(CFC e CRC) foram criados pelo Decreto-lei 9.295, de 27-5-1946. Esses conselhos 
representam entidades de classe dos contadores, ou seja, é o local onde o aluno, após 
concluir o curso de Ciências Contábeis na universidade, registra-se na categoria de 
contador. 
A finalidade principal desses conselhos é o registro e a fiscalização do exercício da 
profissão de contabilistas.”. 
 
33 
 
Conforme HOOG (2008, p.29): 
“CFC – Conselho Federal de Contabilidade - Órgão criado através do Dec.-lei 
9.295, de 27.05.1946, com a finalidade de habilitar e fiscalizar o exercício da 
profissão contábil. Este decreto definiu as atribuições do Contador e do Técnico em 
Contabilidade, principiando toda a normatização interna corporis da profissão 
contábil.”. 
O CFC e os CRCs possuem como finalidade efetuar o registro dos profissionais da área 
contábil e também fiscalizar se a profissão está sendo exercida de acordo com as normas e 
código de ética. 
 
D) CPC 
ALMEIDA (2010, p.11) conceitua CPC como: 
“Criado pela Resolução CFC n° 1.055/05, o Comitê de Pronunciamentos Técnicos 
Contábeis (CPC) tem como objetivo “o estudo, o preparo e a emissão de 
Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de 
informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade 
reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de 
produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos 
padrões internacionais”.”. 
Para OLIVEIRA (2011, p.36): 
“Os principais objetivos do CPC são o estudo, o preparo e a emissão de 
pronunciamentos técnicos sobre os procedimentos de contabilidade e a divulgação 
de informações dessa natureza, levando em consideração a necessidade de 
convergência, o mais rápido possível, da contabilidade brasileira aos padrões 
internacionais.”. 
O CPC tem a finalidade de emitir os pronunciamentos técnicos contábeis sobre assuntos 
relacionados à Contabilidade e suas mudanças após as alterações da lei n° 6.404/76. 
 
2.3. ETAPAS E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 
Neste tópico serão abordadas as etapas da auditoria e os procedimentos a serem realizados 
nestas. 
 
2.3.1. PLANEJAMENTO DO TRABALHO DE AUDITORIA 
Na visão de ALMEIDA (2010, p.126): 
“Planejar significa estabelecer metas para que o serviço de auditoria seja de 
excelente qualidade e ao o menor custo possível. Os principais objetivos a serem 
atingidos são os seguintes: adquirir conhecimento sobre a natureza das operações, 
dos negócios e forma de organização da empresa; planejar mais volume de horas nas 
34 
 
auditorias preliminares; obter maior cooperação do pessoal da empresa; determinar a 
natureza, amplitude e datas dos testes de auditoria; identificar previamente 
problemas relacionados com contabilidade, auditoria e impostos.”. 
ATTIE (2009, p.17) afirme que: 
 “O planejamento do trabalho é parte preponderante para que se determine o 
momento da realização de cada uma das tarefas de auditoria. Constitui a previsão 
dos trabalhos a serem executados e o momento da aplicação dessas provas, para 
atingir-se os objetivos, sendo, na medida do possível, indicados os principais 
procedimentos de auditoria por área de atuação.”. 
No conceito de CREPALDI (2011, p.480): “O planejamento da auditoria envolve a definição 
de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria.”. 
Em seu livro PEREZ JUNIOR (2010, p.45) conceitua: “O planejamento de auditoria deve serdesenvolvido de acordo com uma metodologia definida pela empresa de auditoria levando em 
consideração as características da empresa auditada e os objetivos do trabalho.”. 
O planejamento da auditoria é considerado uma das etapas mais importantes, pois é nesta fase 
que é definida a estratégia de trabalho, o cronograma, as metas, os objetivos a serem atingidos 
e os procedimentos que deverão realizados. Esta etapa é desenvolvida, geralmente, pelo 
gerente responsável pelo cliente. 
 
2.3.2. CONTROLE INTERNO 
A análise dos controles internos da empresa é primordial para a auditoria, pois se os controles 
forem efetivos, o número de testes a serem realizados na auditoria final é muito menor. 
 
A) DEFINIÇÃO 
ATTIE (2009, p.18) explica o Controle Interno como: 
...“podemos considerar que o sistema de controles internos constitui o “sistema 
nervoso” de uma organização e os sistema de informações contábeis constitui a 
“memória” da empresa. 
O “sistema nervoso”, traduzido por um adequado sistema de controles internos, 
permite o desenvolvimento das atividades da empresa com fluidez e nos tempo 
devidos. Na “memória”, entendida pelo sistema de informações contábeis, ficam 
registrados os dados das operações realizadas cumulativamente. Mantido um 
eficiente “sistema nervoso”, é de se pressupor que haverá boa “memória”.”. 
PEREZ JUNIOR (2010, p.77) define: 
“O controle interno compreende o plano de organização e todos os métodos e 
medidas coordenados, adotados numa empresa para proteger seus ativos, verificar a 
exatidão operacional e promover a obediência às diretrizes administrativas 
estabelecidas. 
35 
 
Os objetivos do controle interno são: obtenção de informação adequada, estimulação 
do respeito e da obediência às políticas da administração, proteção dos ativos e 
promoção da eficiência e eficácia operacional.”. 
Segundo ALMEIDA (2010, p.41): 
“O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, 
métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis 
confiáveis e ajudar a administração da condução ordenada dos negócios da 
empresa.”. 
Controle Interno são procedimentos ou rotinas realizados pela empresa para controlar e 
proteger seus ativos. A auditoria efetua procedimentos para avaliar os controles internos da 
empresa. Se o resultado final dessa avaliação comprovar que os controles são efetivos, ou 
seja, funcionam realmente como devem, os testes das próximas etapas diminuirão, pois a 
auditoria julgará que a possibilidade de erros nas áreas que possuem controle é menor do que 
uma empresa ou área que não possuem controles efetivos. 
 
B) AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS 
No conceito de ALMEIDA (2010, p.42): 
“O auditor independente executa os passos na avaliação do controle interno: levanta 
o sistema de controle interno; verifica se o sistema levantado é o que está sendo 
seguido na prática; avalia a possibilidade do sistema revelar de imediato erros e 
irregularidades; determinar tipo, data e volume dos procedimentos de auditoria.”. 
Para CREPALDI (2011, p.397): 
“A avaliação dos controles internos tem como escopo principal determinar a 
natureza, a profundidade e a extensão dos exames finais de balanço e, como o 
escopo secundário, sugerir aprimoramento em relatório específico. 
A avaliação do sistema de controle interno compreende: determinar os erros ou 
irregularidades que poderiam acontecer; verificar se o sistema atual de controles 
detectaria de imediato esses erros ou irregularidades; analisar as fraquezas ou falta 
de controle, que possibilitam a existência de erros ou irregularidades, a fim de 
determinar a natureza, data e extensão dos procedimentos de auditoria; emitir 
relatório-comentário dando sugestões para o aprimoramento do sistema de controle 
interno da empresa.”. 
No entendimento de ALMEIDA (2010, p.51): 
“As informações sobre o sistema de controle interno são obtidas das seguintes 
formas: leitura dos manuais internos de organização e procedimentos; conversa com 
funcionários da empresa e inspeção física desde o início da operação (compra, venda 
pagamentos etc.). 
As informações obtidas sobre o controle interno são registradas pelo auditor 
independente de uma ou do conjunto de duas ou três das formas exemplificadas a 
seguir: memorandos narrativos; questionários padronizados e fluxogramas.”. 
A avaliação dos controles internos é realizada por meio da indagação ao cliente sobre os 
controles existentes, determinação de possíveis erros e irregularidades no processo, análise 
dos itens que não existem controles e os pontos fracos dos controles existentes. 
36 
 
2.3.3. EXECUÇÃO DA AUDITORIA 
A execução da auditoria é divida por áreas. Essas áreas são os grupos de contas do balancete: 
ativo, passivo e resultado. 
 
A) CONTAS DO ATIVO 
Este tópico apresentará alguns dos procedimentos realizados nas contas do Ativo. 
 
A.1) DISPONIBILIDADES 
PEREZ JUNIOR (2010, p.129) descreve os objetivos de auditoria para disponibilidades 
como: 
“Existência: Assegurar que as disponibilidades apresentadas realmente existem e 
que, por outro lado, não existem outras que não estejam apresentadas. 
Avaliação: Apresentar que os valores apresentados representem o montante exato 
dos recursos disponíveis e foram determinados de acordo com as práticas contábeis 
adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que os itens classificados como disponíveis 
tenham realmente liquidez imediata e que as receitas financeiras foram devidamente 
registradas. 
Controle interno: Assegurar que as transações de pagamentos e recebimentos 
efetuados durante o exercício relacionam-se a operações normais da empresa e estão 
suportadas por documentação comprobatória e foram devidamente aprovadas.”. 
De acordo com ATTIE (2009, p.297) a auditoria das disponibilidades tem como finalidade: 
...“determinar: sua existência, que poderá estar na empresa, em bancos ou com 
terceiros; determinar se são pertencentes à empresa; determinar se foram utilizados 
os princípios fundamentais de contabilidade; determinar a existência de restrições de 
uso ou de vinculações em garantia; e determinar se está corretamente classificado no 
balanço patrimonial e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas 
explicativas.”. 
Na visão de PEREZ JUNIOR (2010, p.130) os principais procedimentos das disponibilidades 
são: 
“Contagem de caixa; avaliação do Controle Interno; segregação adequada das 
funções de caixa e tesouraria; avaliação e teste de reconciliação bancária; 
circularização de instituições financeiras; teste de aplicações financeiras; teste de 
reconciliações bancárias; teste de transferências bancárias; teste de liquidação 
subsequente.”. 
Em seu livro ATTIE (2009, p.300) relata alguns procedimentos de auditoria: 
“Contagem de caixa ou fundo fixo; contagem de aplicações financeiras; confirmação 
de saldos bancários; confirmação das pessoas autorizadas a assinar; confirmação de 
aplicações financeiras; exame documental dos cheques pagos; exame documental 
dos avisos bancários; exame documental de aplicações financeiras; exame de atas de 
assembleia ou de reunião; exame de contratos; soma das circularizações; soma do 
razão auxiliar de bancos; cálculos de juros pagos ou recebidos; exame de conta de 
37 
 
razão de bancos; exame de conta de razão de caixa; exame de conta de aplicações 
financeiras; exame detalhado da documentação de pagamento ou recebimento; 
exame detalhado de aplicações financeiras adquiridas ou resgatadas; variação do 
saldo do disponível; explicação para a documentação examinada; exame do razão 
analítico de bancos; exame do diário auxiliar de bancos; exame do registro de 
recebimentos; exame do registro de pagamentos; relacionamento de recebimentos 
com as contas a receber; relacionamento dos pagamentos com as contas a pagar; 
relacionamentodos juros pagos com a despesa; classificação adequada das contas; 
observação dos princípios de contabilidade; manutenção de volume alto de contas 
não movimentadas.”. 
O objetivo da auditoria das contas de disponibilidades é assegurar que os valores registrados 
na contabilidade realmente existem em caixa, nas contas bancárias etc. Para tal verificação, a 
auditoria utiliza de procedimentos como: contagem física do bem, circularização de 
instituições financeiras, conferência de extratos bancários, contratos de aplicações financeiras, 
entre outros. 
 
A.2) CONTAS A RECEBER 
CREPALDI (2011, p.553) descreve os objetivos da auditoria das contas a receber como: 
“Entre os objetivos visados na auditoria das contas a receber, há a verificação da 
propriedade; existência real e exatidão dos valores; determinação da rentabilidade da 
cobrança; descoberta de quaisquer ônus referentes às contas a receber e 
determinação da melhor forma de apresentação das demonstrações financeiras. Uma 
vez que as transações que dão origem a contas a receber são as vendas, em geral, 
vários objetivos da auditoria de vendas podem ser alcançados durante o exame de 
contas a receber. As transações que reduzem as contas a receber, normalmente 
envolvem recebimentos de Caixa e Bancos e certos aspectos das auditorias de 
recebimentos de Caixa, Bancos e contas a receber podem ser feitos em conjunto. 
Três procedimentos que se prestam muito a esse tipo de verificação conjunta são os 
testes de transações, o exame de documentos fundamentais e a verificação de dados. 
Os procedimentos de auditoria usados no exame de contas a receber podem-se 
classificar da seguinte maneira, para fins de exposição: coleta e exame de evidências 
externas; exame de evidências internas da firma; procedimentos analíticos referentes 
a saldos de contas a receber e Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa.”. 
ATTIE (2009, p.322) descreve os procedimentos como: 
“Os procedimentos de auditoria a serem utilizados para a obtenção dos objetivos 
determinados são dependentes da avaliação do controle interno e da materialidade 
envolvida. 
Para efeito ilustrativo, seguem alguns procedimentos que poderão ser utilizados 
durante a execução dos trabalhos de auditoria: contagem das duplicatas a receber; 
contagem dos títulos a receber; confirmação das duplicatas a receber; confirmação 
dos títulos a receber; confirmação dos adiantamentos concedidos; confirmação dos 
adiantamentos a funcionários; exame documental das vendas realizadas; exame 
documental dos recebimentos das contas a receber; exame de atas de assembleia e de 
reuniões; exame de contratos; exame alternativo de respostas não obtidas; soma das 
duplicatas a receber; cálculo dos juros a receber; soma dos adiantamentos 
concedidos; exame da conta de razão de duplicatas a receber; exame da conta de 
razão de adiantamentos a empregados; exame da conta razão de títulos a receber; 
exame da contabilização no período de competência; exame detalhado da 
documentação de venda; exame detalhado dos contratos de venda; exame detalhado 
das aprovações de venda; exame detalhado das aprovações de baixas de duplicatas 
38 
 
incobráveis; variação do saldo de contas a receber; explicação para as duplicatas 
incobráveis ou em atraso; exame do razão analítico de contas a receber; exame do 
diário auxiliar das contas a receber; exame do registro de recebimentos; 
relacionamento das contas a receber com as vendas; relacionamento dos 
recebimentos com o disponível; relacionamento das provisões constituídas para 
devedores duvidosos com o resultado; relacionamento dos juros a receber com o 
resultado; classificação adequada das contas; observação aos princípios de 
contabilidade; observação do volume de contas a receber atrasadas.”. 
CREPALDI (2011, p.5540) explica um dos procedimentos mais importantes para Contas a 
Receber: 
“Um dos procedimentos mais importantes de auditoria, no tocante a contas a 
receber, é a confirmação direta do débito com o devedor. A Norma de Auditoria 
menciona a confirmação de contas a receber como um dos procedimentos de 
auditoria geralmente aceitos, alertando o auditor para a necessidade, ou mais, a 
obrigação de justificar a omissão desses procedimentos no exame que fizer de 
qualquer demonstração financeira sobre a qual emitir parecer. O auditor pode usar 
um pedido de confirmação positivo ou negativo: 
- os positivos pedem ao devedor que responda se a informação constante do pedido é 
correta ou incorreta. Se for incorreta, ele, o devedor, deverá apontar o erro; 
- os negativos são para solicitar ao devedor que responda apenas se a informação 
está errada. 
Considera-se de melhor qualidade a evidencia obtida por meio dos pedidos de 
confirmação positivos, porque o auditor não tem meios de determinar se a falta de 
resposta a um pedido de confirmação negativo significa anuência do devedor com a 
afirmação feita na carta, se é falta de entrega, ou negligência do devedor.”. 
No entendimento de ATTIE (2009, p.322) um dos procedimentos mais utilizados nesta conta 
é o procedimento de confirmação: 
...“este procedimento é um doa mais utilizados para a determinação de que o ativo 
decorrente de contas a receber é real e pertence à companhia. 
Uma vez determinada a utilização do procedimento de confirmação para as contas a 
receber, devem-se levar em consideração: data-base da confirmação; amplitude do 
teste de confirmação; e tipo de confirmação a ser empregado. 
As considerações referentes à data-base e à amplitude do teste de confirmação são 
dependentes da avaliação e efetividade dos controles internos. 
O tipo de confirmação a ser empregada é algo pertinente aos desejos de evidencias 
do auditor para subsidiar sua conclusão acerca das contas a receber. Usualmente, 
tem-se determinado que a confirmação positiva traz maiores subsídios, sendo 
recomendada para os devedores dos quais o auditor deseja obter resposta formal. A 
confirmação negativa é usualmente utilizada como complemento da amplitude do 
teste de confirmação e geralmente valores pequenos e antigos.”. 
No Contas a Receber o objetivo é verificar se o direito pelo recebimento dos títulos é 
realmente da empresa. Para isto, a maneira mais utilizada é a confirmação dos saldos a 
receber. A empresa envia uma carta de confirmação de saldo para seus clientes e estes 
confirmam ou não as duplicatas em aberto e enviam esta carta de volta para a auditoria validar 
os saldos. 
 
 
39 
 
A.3) ESTOQUES 
Segundo PEREZ JUNIOR (2010, p.137) os objetivos da auditoria dos estoques são: 
“Existência: Assegurar que os estoques realmente existem e que são de propriedade 
da empresa e estão em boas condições de uso, venda e de segurança. 
Avaliação: Assegurar que os estoques foram avaliados por seu custo de aquisição ou 
produção, o qual inclui todos os gastos incorridos pela empresa para tê-los prontos 
para a venda. 
Assegurar que o valor do custo é inferior ao valor de mercado ou de realização e 
que, caso contrário, tenha sido constituído o necessário ajuste de acordo com as 
práticas contábeis adotadas no Brasil. 
Classificação Contábil: Assegurar que os estoques classificados no Ativo Circulante 
referem-se a mercadorias e produtos que serão realizáveis até o final do próximo 
exercício social ou após esse prazo quando classificados no Realizável a Longo 
Prazo. 
Controle Interno: Assegurar que as operações de compra e produção, ocorridas 
durante o exercício, estejam suportadas por documentação hábil comprobatória, 
tenham sido devidamente autorizadas e que o sistema de controle do estoque e sua 
movimentação sejam satisfatórios.”. 
Na opinião de ATTIE (2009, p.348) alguns dos procedimentos de auditoria para a conta de 
Estoques são: 
“Contagem de estoques de matérias-primas, processo, acabados e materiais em 
consignação ou com terceiros; confirmação de estoques com terceiros; confirmaçãode estoques de terceiros; confirmação de estoques em consignação; exame 
documental das notas fiscais por compra e pagamentos; exame de contratos de 
compra e venda; exame documental das apropriações de matérias-primas e mão-de-
obra; exame de atas e assembleia; soma das contagens de estoques; cálculo das 
quantidades pelo preço unitário; cálculos dos impostos; apropriação das despesas 
gerais de fabricação; exame da conta de razão de produtos acabados; exame da conta 
de razão de importações em trânsito; exame das ordens de fabricação; follow-up das 
contagens físicas; exame detalhado da documentação de compra; exame minucioso 
das ordens de fabricação em aberto; exame minucioso do registro perpétuo; exame 
do cutt-off de compras e vendas; variação do saldo de estoque; inquérito sobre a 
existência de produtos morosos ou obsoletos; exame do registro perpétuo de 
estoques; exame das ordens de produção/fabricação; relacionamento das vendas com 
a baixa dos estoques; relacionamento das compras com os fornecedores; 
classificação adequada das contas; observação dos princípios de contabilidade.”. 
Conforme PEREZ JUNIOR (2010, p.138) os principais procedimentos realizados na conta de 
Estoques são: 
“Circularização de estoques em poder de terceiros; inventário físico; testes dos 
custos de produção; teste de compras; teste de custo ou mercado; teste da provisão 
para perdas; teste de importações; teste de ajuste ao valor de realização.”. 
Os procedimentos mais comuns são: inventário físico dos estoques, confirmação de estoques 
em poder de terceiros e em consignação, teste para validar as compras e vendas efetuadas, 
teste de custo ou mercado, entre outros. 
 
 
40 
 
A.4) DESPESAS ANTECIPADAS 
De acordo com PEREZ JUNIOR (2010, p.138): 
“A lei das sociedades por ações estabelece que no ativo circulante sejam 
classificados as disponibilidades, ou direitos realizáveis no curso do exercício 
seguinte e as aplicações de recursos em despesas de exercício seguinte. 
Para serem classificadas no ativo circulante, as aplicações de recursos em despesas 
do exercício seguinte pagas antecipadamente devem corresponder a um gasto que, 
por sua natureza, constitui despesa ainda não incorrida e, consequentemente, 
envolve a ideia de adiantamento. 
Tais gastos referem-se a pagamentos antecipados e configurem-se como um direito 
de exigir, do beneficiário do pagamento, a prestação do serviço contratado. 
São exemplos de aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte: Prêmios 
de seguros a vencer, juros descontados antecipadamente, aluguéis pagos 
antecipadamente.”. 
No entendimento de PEREZ JUNIOR (2010, p.139): os principais objetivos da auditoria na 
conta de despesas antecipadas são: 
“Existência: Assegurar que as despesas pagas antecipadamente constituem um 
direito legítimo a ser exigido, o qual, quando cumprido, será considerado como 
despesa. 
Avaliação: Assegurar que a avaliação foi efetuada pelo valor do desembolso 
ocorrido e que a parcela de serviços já recebida tenha sido apropriada como despesa 
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que a classificação contábil no Ativo Circulante 
ou no Realizável a Longo Prazo tenha sido efetuada de acordo com a expectativa do 
prazo de realização do direito. 
Controle interno: Assegurar que haja um adequado controle sobre a adequação do 
método usado para cálculo e contabilização das apropriações às contas de despesas e 
averiguar se os métodos de cálculo e contabilização são uniformes em relação aos 
utilizados no ano anterior.". 
Para ATTIE (2009, p.383) os procedimentos realizados nesta conta são: 
“Confirmação com as empresas de seguros quanto à apólices vigentes; exame 
documental de faturas, notas fiscais e comprovantes relativos às adições; exame das 
apólices de seguros; cálculo da amortização mensal das despesas antecipadas; exame 
da conta de razão das despesas antecipadas; exame minucioso da documentação de 
pagamento; obtenção de explicação para as despesas realizadas e para aquelas 
julgadas anormais; relacionamento das contas a pagar com as despesas antecipadas; 
relacionamento das despesas antecipadas com o resultado; classificação adequada 
das contas; observação dos princípios de contabilidade e observação da obediência 
aos controles internos.”. 
Na visão de PEREZ JUNIOR (2010, p.140): os principais procedimentos de auditoria para 
esta conta são: 
“Circularização de seguradoras e outros prestadores de serviços; teste de 
pagamentos, contabilização e controles; análise da adequação dos critérios de 
apropriação das despesas.”. 
A conta de despesas antecipadas consiste em valores pagos antecipadamente que serão 
amortizados no resultado mensalmente. Pode-se citar como exemplo o pagamento de aluguel 
da empresa. Paga-se um valor referente o ano todo no início do ano, esse valor pago fica 
41 
 
alocado no ativo e mensalmente uma parcela é alocada no resultado. Para esta conta os 
procedimentos são verificação de contratos, apólices, comprovantes de pagamentos, recálculo 
da amortização etc. 
 
A.5) INVESTIMENTOS 
PEREZ JUNIOR (2010, p.142) afirma que os objetivos da auditoria dos investimentos são: 
“Existência: Assegurar que existe evidencia física da propriedade dos investimentos 
em poder da companhia ou em custódia de terceiros. 
Avaliação: Assegurar que os investimentos tenham sido avaliados de acordo com os 
princípios contábeis, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, como 
segue: 
Investimentos temporários: Custo de aquisição ou valor de mercado, dos dois o 
menor. 
Investimentos permanentes: Custo de aquisição corrigido monetariamente; valor da 
equivalência patrimonial. 
Classificação contábil: Assegurar que os Investimentos Temporários tenham sido 
classificados no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo prazo em função do 
prazo esperado de realização e que os Investimentos Permanentes tenham sido 
classificados no Ativo Não Circulante. 
Controle Interno: Assegurar que haja um bom controle sobre os documentos e os 
registros que suportam os investimentos, e que as operações tenham sido 
devidamente autorizadas e registradas contabilmente.”. 
ATTIE (2009, p.412) relata os procedimentos utilizados: 
“Para efeito ilustrativo, seguem alguns procedimentos que poderão ser utilizados 
durante a execução dos trabalhos de auditoria:contagem física dos investimentos; 
confirmação dos investimentos; confirmação dos investimentos custodiados com 
terceiros; exame documental das aquisições realizadas; exame documental das 
vendas realizadas; exame de atas e assembleias; exame de contratos; cálculo da 
participação acionária; cálculo da equivalência patrimonial; cálculo da provisão para 
perdas; exame da conta de razão investimentos; exame da conta de razão de receitas; 
exame da contabilização no período de competência; exame detalhado da 
documentação de compra; exame detalhado da documentação de venda; exame 
detalhado das aprovações e autorizações; explicação quanto às compras ou vendas 
de investimentos realizadas; inquérito quanto à situação patrimonial das empresas 
investidas; exame do razão analítico de investimento; exame do registro auxiliar por 
número de ações; relacionamento das compras de investimentos realizadas com 
disponível ou passivo; relacionamento da equivalência patrimonial contabilizada 
como resultado; relacionamento dos investimentos com dividendos recebidos; 
classificação adequada dos investimentos; observação dos princípios de 
contabilidade; observação quanto aos controles existentes sobre os investimentos.”. 
Para PEREZ JUNIOR (2010, p.142) os principais procedimentos realizados são: 
“Circularização de empresas investidas e portadores de títulos; análiseda 
adequação da provisão para perdas; teste de adições e baixas; teste dos valores de 
equivalência patrimonial; contagem dos títulos.”. 
Alguns dos testes realizados para validação do saldo desse grupo de contas são: testes de 
adições e baixas, verificação de atas e contratos de investimentos, recálculo de equivalência 
patrimonial, classificação na conta e competência correta, entre outros. 
42 
 
A.6) ATIVO IMOBILIZADO 
PEREZ JUNIOR (2010, p.144) descreve os objetivos da auditoria do ativo imobilizado são: 
“Existência: Assegurar que os corpóreos classificados como Imobilizado existem, 
são propriedade ou estão sob controle da empresa e são geradores de benefícios 
futuros. 
Avaliação: Assegurar que os bens corpóreos classificados como Imobilizado estão 
avaliados pelo custo de aquisição e deduzidos da Depreciação Acumulada calculada 
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que os bens registrados como Ativo Imobilizado 
têm as seguintes características: são corpóreos, são de propriedade ou estão sob o 
controle da empresa, não estão à venda, têm vida útil longa, têm valor relevante, são 
usados nas atividades operacionais, são geradores de benefícios. 
Controle interno: Assegurar a existência de um bom controle interno sobre os bens e 
que todas as operações tenham sido devidamente autorizadas e registradas.”. 
Em resumo, alguns dos procedimentos descritos no livro do presente autor são (ALMEIDA, 
2010, p.266): 
Para iniciar a auditoria de imobilizado é necessário preparar um papel de trabalho contendo 
saldo inicial do período das contas de custo e depreciação, aquisições, baixas, transferências, 
depreciações, e saldo final do período das contas de custo e depreciação. Posteriormente 
conferem-se os saldos iniciais com os papéis de trabalho preparados no ano anterior; verifica-
se a existência física do bem; efetuam-se testes de aquisições e baixas; teste das despesas de 
manutenção e reparos; teste das depreciações; verificação da conta de imobilizado em 
andamento e da propriedade de ônus sobre imóveis. 
Segundo PEREZ JUNIOR (2010, p.145) os principais procedimentos de auditoria são: 
“Inventário físico, teste de adições e baixas, teste da adequação da vida útil e critério 
de depreciação, calculo global da depreciação, análise de ônus sobre imóveis, teste 
de recuperabilidade, teste de reparos e conservação e obras de beneficiamento, 
exame da contabilização de ferramentas e utensílios, verificação de obrigações 
acessórias, teste das construções ou obras em andamento, teste de existência física, 
verificação de obsolescência, verificação de seguros.”. 
Nas contas do Ativo Imobilizado a auditoria pode utilizar diversos procedimentos. Entre eles 
estão: obter relação dos itens que compõe essa conta juntamente com o critério utilizado para 
depreciação e tempo de vida útil; efetuar recálculo da depreciação; verificar as compras e 
vendas realizadas; testar a existência de itens obsoletos; verificar se todos os itens registrados 
na contabilidade realmente existem. 
 
A.7) ATIVO INTANGÍVEL 
No seu trabalho PEREZ JUNIOR (2010, p.147) descreve os objetivos da auditoria do 
intangível como: 
43 
 
“Existência: Assegurar que os bens classificados como Intangível existem, são 
propriedade ou estão sob controle da empresa e são geradores de benefícios futuros. 
Avaliação: Assegurar que os bens incorpóreos classificados como Intangível estão 
avaliados pelo custo de aquisições e deduzidos da amortização acumulada calculada 
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que os bens registrados como Ativo Intangível têm 
as seguintes características: são incorpóreos, são de propriedade ou estão sob o 
controle da empresa, não estão à venda, têm vida útil longa, têm valor relevante, são 
usados nas atividades operacionais, são geradores de benefícios. 
Controle interno: Assegurar a existência de um bom controle interno sobre os bens 
intangíveis e que todas as operações tenham sido devidamente autorizadas e 
registradas.”. 
Na visão de ALMEIDA (2010, p.284) os procedimentos do Intangível são: 
“Obtenha ou prepare um papel de trabalho por natureza dos ativos intangíveis, 
dando os seguintes detalhes: Custo: saldo no início do período; custos incorridos; 
baixas; saldo no final do período. Amortização acumulada: saldo no início do 
período; amortizações do período; baixas; saldo final do período. 
Verificar se os ativos intangíveis atendem aos critérios de reconhecimento e 
mensuração de acordo com o pronunciamento técnico CPC 04. 
Confira os saldos no início do período com os nossos papéis de trabalho do exercício 
social anterior. 
Confira os saldos no final do período com o razão geral da contabilidade. 
Confira os custos incorridos no período co a prova documental, veja autorização ou 
aprovação para esses gastos e se os mesmos estão de acordo com os negócios da 
empresa. 
Debata com a administração a classificação dos ativos em vida útil definida e vida 
útil indefinida, e verifique a adequacidade dos prazos dos ativos rotulados de vida 
útil definida e da metodologia de amortização. 
Confira os valores baixados durante o período com a respectiva documentação 
comprobatória, veja autorização ou aprovação, e no caso de venda a terceiros, 
verifique a contabilização da receita na demonstração do resultado do exercício. 
Confira os cálculos de amortização no período, verifique a consistência em relação 
ao período anterior e reconcilie o valor amortizado como respectiva conta de 
despesa na demonstração de resultado e/ou de custo da produção dos estoques. 
Verifique que os custos dos ativos intangíveis foram testados para sua 
recuperabilidade, de acordo com o pronunciamento técnico CPC 01.”. 
 
No entendimento de PEREZ JUNIOR (2010, p.148) os principais procedimentos de auditoria 
do ativo intangível são: “Teste de adições e de baixas, teste da adequação da vida útil e 
critério de amortização, calculo global da amortização e teste de recuperabilidade.”. 
Para validar o saldo do grupo Ativo Intangível da empresa, a auditoria utiliza alguns 
procedimentos básicos, são eles: verifica se os itens registrados na contabilidade realmente 
são de propriedade da empresa, efetua testes nas compras e vendas realizadas, indaga os 
responsáveis sobre os critérios de classificação e amortização, efetua recálculo da amortização 
considerando a vida útil do bem. 
 
 
44 
 
B) CONTAS DO PASSIVO 
Este tópico apresentará alguns dos procedimentos realizados nas contas do Passivo. 
 
B.1) EMPRÉSTIMOS 
ALMEIDA (2010, p.331): descreve os procedimentos desta conta de maneira resumida como: 
Os procedimentos realizados para a conta de Empréstimos e Financiamentos são: obter um 
papel de trabalho detalhado contendo: nome do credor, tipo de moeda, saldo no início do 
período, empréstimos recebidos e pagos no período, variação cambial ou correção monetária 
do período, saldo no fim do período, classificação entre curto e longo prazo, movimentação 
das contas encargos financeiros antecipados e provisão para encargos financeiros no período; 
conferir a soma dos valores; conferir o saldo inicial com os papéis de trabalho do ano anterior; 
inspecionar documentação suporte (contratos, avisos bancários etc); conferir os cálculos de 
variação cambial; verificar se os empréstimos em moeda estrangeira foram atualizados 
corretamente para a data do encerramento do período; verificar a classificação de curto e 
longo prazo; investigar se estão sendo liquidados de acordo com as clausulas previstas em 
contrato; testar as contas encargos financeiros antecipados e provisão para encargos 
financeiros no período; obter cartas de confirmação dos empréstimos; certificar-se que as 
taxas de juros, as datas de vencimento dos empréstimos a longo prazo e as garantias ou ônusreais constituídos sobre elementos do ativo foram divulgados nas notas explicativas. 
No entendimento de PEREZ JUNIOR (2010, p.150) os procedimentos mais comuns para a 
conta Empréstimos e Financiamentos são: 
“Circularização de instituições financeiras; análise das garantias; teste do 
cumprimento das cláusulas contratuais; teste de obtenção e liquidações; cálculo 
global dos encargos.”. 
Na análise de empréstimos e financiamentos, a forma mais comum de confirmação de saldo é 
a circularização. Estas são respondidas pelos bancos na mesma carta que as contas correntes e 
aplicações financeiras. Efetuam-se também recálculos das contas de juros, variação cambial e 
encargos financeiros. 
 
B.2) FORNECEDORES 
Para PEREZ JUNIOR (2010, p.150) os principais procedimentos para Fornecedores são: 
“Circularização de fornecedores; teste de liquidação subsequente.”. 
45 
 
No entendimento do presente autor (ALMEIDA, 2010, p.300) os procedimentos para esta 
conta podem ser resumidos como: 
Os procedimentos mais utilizados para análise da conta de Fornecedores são: obter relação 
dos fornecedores a pagar, por fornecedor e nota fiscal ou duplicata, na data-base do 
encerramento do período auditado; conferir soma e se o total confere com o razão contábil, 
caso haja divergências, é necessário investigar imediatamente; obter cartas de confirmação de 
saldos de alguns fornecedores (devem ser circularizados fornecedores nacionais e 
estrangeiros), a quantidade de itens circularizados deve ser decidida em conjunto com o 
responsável pela auditoria. Para as cartas não respondidas após o envio da segunda via, deve-
se efetuar testes alternativos por meio de documentação suporte da dívida. 
CREPALDI (2011, p.631) os procedimentos para a conta Fornecedores são: 
“Circularização de fornecedores; análises de contas; teste de corte (cutoff) de 
compras; teste de desembolsos subsequentes; revisão das demonstrações 
financeiras e comparação das divulgações feitas com os requisitos dos 
princípios fundamentais de contabilidade”. 
Os procedimentos de fornecedores são, basicamente, enviar carta de circularização aos 
fornecedores selecionados para verificar se a empresa registra, de fato, todos os valores 
devidos aos fornecedores; obter a composição de fornecedores contendo o nome do 
fornecedor, número da nota fiscal ou duplicata, vencimento e valores. Com essa composição 
realiza-se o aging-list para identificar valores vencidos e antigos. Após essa análise, há um 
questionamento aos responsáveis para entender o motivo dos títulos vencidos e se há 
pretensão de efetuar os pagamentos. 
 
B.3) IMPOSTOS A RECOLHER 
De acordo com ALMEIDA (2010, p.295): 
“Nesse grupo de contas são registrados os impostos que incidem sobre as operações 
da companhia. De forma geral, os impostos são contabilizados mediante débito nas 
contas de resultado e a crédito no passivo. São exemplos de impostos: ICMS, IPI, 
Impostos sobre Serviços – ISS, PIS, Cofins, Taxa de Lixo, Imposto predial, IPVA.”. 
Segundo PEREZ JUNIOR (2010, p.150) os procedimentos realizados nas contas de Impostos 
a Recolher são: 
“Revisão das conciliações dos saldos contábeis com fontes independentes; teste de 
liquidação subsequente; revisão dos cálculos, inclusive cálculo global, quando 
aplicável.”. 
ALMEIDA (2010, p.304) afirma que para analisar as contas de impostos é necessário: 
46 
 
Obter análise ou composição do saldo das contas dos impostos, conferir o valor da 
composição com o respectivo razão contábil, verificar se não existem itens antigos ou 
anormais na composição e confrontar os valores a pagar com os livros fiscais, quando 
aplicável. 
As análises de impostos a recolher consistem em: verificar guias de recolhimento juntamente 
com o pagamento subsequente, recálculos dos impostos analisados, conferir se a soma das 
guias em aberto no final do período confere com o valor contido na contabilidade e confrontar 
valores dos impostos com os livros fiscais. 
 
B.4) SALÁRIOS E ENCARGOS A PAGAR 
Segundo ALMEIDA (2010, p.297): 
“No grupo de salários a pagar são registrados os rendimentos líquidos a pagar aos 
empregados (salários, horas extras etc., deduzidos dos descontos). 
No grupo de descontos a recolher são classificadas as quantias que são deduzidas 
dos rendimentos brutos dos funcionários. 
São exemplos de descontos a recolher: INSS (parte do empregado); Imposto de 
Renda Retido na Fonte – IRRF. 
No grupo de encargos sociais a recolher são contabilizadas as obrigações 
trabalhistas que incidem sobre os rendimentos dos empregados. INSS (parte da 
empresa) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS são exemplos de 
encargos sociais. 
Os rendimentos brutos, os descontos e os encargos sociais devem ser registrados no 
próprio mês em que o empregado trabalhou, conquanto esses valores possam ser 
pagos no mês seguinte.”. 
Para PEREZ JUNIOR (2010, p.151) os procedimentos mais comuns para a conta de Salários e 
encargos a pagar são: 
“Revisão das conciliações dos saldos contábeis com fontes independentes; teste de 
liquidação subsequente; teste de folha de pagamento; teste do passivo relativo a 
férias e 13° salário.”. 
ALMEIDA (2010, p.304) descreve os procedimentos: 
Na conta de salários a pagar é necessário obter a análise da composição do saldo das contas de 
salários a pagar, descontos e encargos sociais a recolher; conferir o valor da análise com o 
respectivo razão da contabilidade; verificar se existem itens antigos ou anormais na análise e 
confrontar os valores com a folha de pagamento. 
CREPALDI (2011, p.628) relata os procedimentos: “Analisar o saldo das contas; conferir a 
análise dos saldos das contas com o razão geral da contabilidade.”. 
47 
 
Neste grupo de contas são registrados os rendimentos brutos e encargos sociais. Os 
procedimentos são: confrontar o valor da folha de pagamento com o saldo contábil, efetuar 
recálculo dos encargos e verificar se há lançamentos de outras não pertinentes a essas contas. 
 
B.5) OUTRAS OBRIGAÇÕES 
Para ALMEIDA (2010, p.299): “Neste grupo de contas são registradas outras dívidas, como 
por exemplo: dividendos a pagar; comissões de vendedores a pagar; impostos de terceiros a 
recolher; adiantamentos recebidos de clientes; aluguéis a pagar.”. 
No entendimento de PEREZ JUNIOR (2010, p.151) na conta de Outras obrigações ou demais 
contas a pagar, os procedimentos são: “Circularização de credores diversos; teste de 
liquidação subsequente; cálculo da variação monetária.”. 
ALMEIDA (2010, p.305) entende que os procedimentos que devem ser utilizados são: 
Para validar o saldo dessa conta é necessário solicitar à análise que compõe o saldo por credor 
e data de vencimento da dívida; conferir a soma da análise e confrontar o valor total com o 
saldo da respectiva conta do razão geral da contabilidade; verificar a existência de itens 
antigos, anormais ou com datas de pagamentos vencidas. 
CREPALDI (2011, p.628) explica: “Verificar a exatidão dos saldos do razão e confrontar com 
a analise que deve ser feita nessas contas.”. 
Para aplicar testes nesse tipo de conta é necessário entender a natureza e os lançamentos que a 
compõe. Desta forma, faz-se necessário obter a composição dos lançamentos que compõe o 
saldo da conta e, posteriormente, analisar datas, credores, valores para direcionar os demais 
procedimentos aplicáveis. 
 
B.6) PROVISÕES 
Segundo ALMEIDA (2010, p.299): 
“As provisões representam encargos ou riscos que, conforme a Lei das Sociedades 
por Ações, deverão ser contabilidade até a data do balanço. Elas de diferenciam das 
demais transações registradas no passivo em função de terem uma ou algumas das 
características abaixo: 
- determinação com base em estimativas; 
- sem data certa de vencimento; 
- sem nome exato do credor (provisão para garantias, por exemplo).”. 
Para ATTIE (2009, p.442):“Uma provisão é um passivo de prazo ou valor incertos.”. 
48 
 
De acordo com CREPALDI (2011, p.628) os objetivos de analisar a conta de provões são: 
“Verificar se as provisões foram feitas de acordo com a legislação vigente. Verificar 
se as provisões foram debitadas quando da liquidação da dívida e, por conseguinte, se 
se deve fechá-las.”. 
No conceito de ALMEIDA (2010, p.305) os procedimentos para as contas de Provisões são: 
“Prepare ou obtenha papel de trabalho para cada conta de provisão, dando os 
seguintes detalhes: saldo no início do período; pagamentos efetuados; provisões 
constituídas no ano; saldo no fim do período. 
Confira o saldo no início do período com os papéis de trabalho da auditoria do ano 
anterior. 
Inspecione documentação comprobatória para os pagamentos efetuados. 
Confira os cálculos e analise a natureza das provisões constituídas no ano e, quando 
aplicável, cruze os respectivos valores com a demonstração do resultado do 
exercício. 
Confira o saldo no fim do período com o razão geral da contabilidade para a mesma 
data.”. 
Conforme descreve CREPALDI (2011, p.628), os procedimentos efetuados são: “Conferir a 
natureza destas; cruzar os saldos do razão com a apuração do resultado do exercício; 
inspecionar a documentação com os pagamentos efetuados.”. 
As provisões são representam valores que a empresa terá pagar futuramente a alguém. Porém 
não possuem valor e nem prazo certo. Nessas contas os procedimentos mais utilizados são: 
confirmação das provisões pelos advogados, entendimento da natureza das provisões; 
inspeção da documentação suporte das provisões constituídas. 
 
C) CONTAS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
ALMEIDA (2010, p.353) define o Patrimônio Líquido como: 
“O Patrimônio Líquido representa a parcela dos ativos financiada pelos acionistas. 
Ele é composto dos seguintes grupos de contas: capital social; reservas de capital; 
ajustes de avaliação patrimonial; lucros ou prejuízos acumulados; ações em 
tesouraria. 
A auditoria das contas do patrimônio líquido consiste em o auditor checar as 
transações que ocorrem durante o período auditado, observando se foram atendidas, 
principalmente, as disposições societárias e estatutárias.” 
Segundo PEREZ JUNIOR (2010, p.152) os objetivos de auditoria para as contas do 
Patrimônio Líquido são: 
“Existência: Assegurar que os saldos das contas do Patrimônio Líquido representam 
adequadamente a situação patrimonial líquida da empresa na data do encerramento 
das Demonstrações Contábeis. 
Avaliação: Assegurar que as contas do Patrimônio Líquido estão avaliadas pelos 
valores históricos de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que o Patrimônio Líquido esteja composto 
somente por: Capital social; reservas de capital; ajuste de avaliação patrimonial; 
reservas de lucros; resultados acumulados. 
49 
 
Controle interno: Assegurar que haja um bom controle interno sobre o Patrimônio 
Líquido e que todas as transações tenham sido devidamente autorizadas e 
registradas.”. 
Para PEREZ JUNIOR (2010, p.153) os principais procedimentos de auditoria são: 
“Inspeção dos registros de ações; inspeção do registro do capital (inclusive Bacen); 
cálculo das distribuições e destinações do lucro; cálculo do excesso de reservas; 
revisão do cálculo de dividendos.”. 
O Patrimônio Líquido é a parcela que corresponde ao capital próprio da empresa, é com esse 
capital que a empresa adquire seus ativos para iniciar suas atividades. A auditoria aplica 
alguns procedimentos como: verificar se as transações ocorridas no período foram 
contabilizadas atendendo os princípios contábeis cabíveis, assegurar-se que o resultado do 
período corresponde à realidade da empresa, examinar contrato ou estatuto social para validar 
o valor do capital social, entre outros. 
 
D) CONTAS DO RESULTADO 
Na visão de PEREZ JUNIOR (2010, p.155): “O resultado do exercício representa a diferença 
entre as receitas realizadas e as despesas incorridas durante o período.”. 
Conforme ATTIE (2009, p.506) os objetivos de auditoria para as contas do resultado são: 
“A auditoria do resultado tem como finalidades: 
a) determinar se todas as receitas, custos e despesas atribuídas ao período estão 
devidamente comprovados e contabilizados; 
b) determinar se todas as receitas, custos e despesas não atribuídos ao período ou 
que beneficiem exercícios futuros estão corretamente diferidos; 
c) determinar se os custos e despesas estão corretamente contrapostos às receitas 
devidas; 
d) determinar se as receitas, custos e despesas estão contabilizados de acordo com os 
princípios fundamentais de contabilidade; 
e) determinar se as receitas, custos e despesas estão corretamente classificados nas 
demonstrações do resultado, e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas 
explicativas.”. 
No entendimento de PEREZ JUNIOR (2010, p.155) os objetivos de auditoria para as contas 
do resultado são: 
“Existência: Assegurar que as receitas e despesas referem-se a operações normais da 
empresa e que todas as receitas e despesas do período estão registradas. 
Avaliação: Assegurar que as receitas estão avaliadas pelo valor auferido na venda de 
bens e na prestação de serviços e que as despesas estão avaliadas pelo valor dos 
gastos incorridos na geração dessas receitas de acordo com as práticas contábeis 
adotadas no Brasil. 
Classificação contábil: Assegurar que as receitas estão reconhecidas de acordo com 
o pressuposto contábil do regime de competência e classificadas de acordo com sua 
natureza. 
Controle interno: Assegurar que as operações que geraram receitas e despesas foram 
devidamente autorizadas e registradas e que há um bom sistema de controle interno 
sobre as operações.”. 
50 
 
O resultado da empresa é determinado pela soma de todas as receitas menos todos os custos e 
despesas incorridas no período. Este valor pode ser positivo, se as receitas forem maiores, ou 
negativo, se a soma dos custos e despesas for maior. Alguns dos objetivos da auditoria nas 
contas de resultado são: comprovar se todas as receitas, custos e despesas foram registradas na 
competência correta, se realmente são pertencentes a empresa, se estão classificadas 
corretamente nas demonstrações financeiras, entre outros. 
 
E) EVENTOS SUBSEQUENTES 
ATTIE (2009, p.537) entende que os objetivos são: 
“Os objetivos de auditoria aplicáveis aos eventos subsequentes à data do 
encerramento das demonstrações consistem em determinar a necessidade de 
possíveis divulgações quer no parecer do auditor, quer em notas explicativas às 
demonstrações contábeis por eventos materiais não contabilizados ou por 
ocorrências que precisam ser reveladas para o bom entendimento das mesmas 
demonstrações.”. 
O Pronunciamento Técnico - CPC 24 define Eventos Subsequentes como: 
“Eventos subsequentes ao período a que se referem as demonstrações contábeis são 
aqueles eventos, favoráveis ou desfavoráveis, que ocorrem entre a data final do 
período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a 
emissão dessas demonstrações. Dois tipos de eventos podem ser identificados: 
(a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se 
referem as demonstrações contábeis (eventos subsequentes ao período contábil a que 
se referem as demonstrações que originam ajustes); 
(b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período 
contábil a que se referem as demonstrações (eventos subsequentes ao período 
contábil a que se referem as demonstrações que não originam ajustes).”. 
ATTIE (2009, p.541) descreve os procedimentos que devem ser realizados: 
“Exame de pagamentos realizados; exame de compras realizadas; revisão dos 
lançamentos contábeis; exames dos recebimentos realizados; exame das devoluções 
de vendas e abatimentos concedidos; discussõescom os membros da administração 
quanto a: vendas e tendências dos negócios da empresa; condições e tendências de 
mercado; aumentos ou diminuições nos preços de venda; aumentos ou diminuições 
nos preços de compra de matérias-primas; existência de compromissos materiais 
assumidos de compras e vendas; perdas de clientes significativos; cancelamento de 
pedidos de vendas colocados; processos judiciais, legais e fiscais em andamento; 
descontinuação de produtos fabricados pela empresa. Revisão das atas de reunião de 
diretoria, conselho de administração e de assembleias; confirmação de advogados 
sobre processos em andamento; obtenção de carta de representação.”. 
A análise dos eventos subsequentes tem como finalidade identificar fatos relevantes ou não 
contabilizados, favoráveis ou não à empresa, ocorridos entre a data do encerramento até a 
divulgação das Demonstrações Contábeis. 
 
51 
 
2.3.4. CONCLUSÃO DA AUDITORIA 
A conclusão da auditoria consiste na emissão do Parecer da Auditoria. Nos tópicos a seguir, 
será abordado o conceito e os tipos de parecer existentes. 
 
A) PARECER 
Em sua obra, FRANCO (2000, p.518): 
“O relatório é o coroamento do trabalho de auditoria, pois é por meio dele que o 
auditor informa, às pessoas a quem se dirige, o seguinte: 
- O trabalho que se realizou; 
- O alcance abrangido pelo trabalho; 
- A forma como realizou; 
- Os fatos relevantes observados; que ele julga devam ser divulgados; 
- As conclusões que chegou, as quais culminarão com sua opinião ou parecer, sobre 
as demonstrações contábeis, ou outras peças examinadas.”... 
...“A opinião final do auditor, exarada no relatório, deve ser baseada em fatos 
concretos, devidamente comprováveis através dos papéis de trabalho, e em judicioso 
julgamento desses fatos, com total imparcialidade e independência.”. 
Para PEREZ JUNIOR (2010, p.156): 
“O Parecer dos Auditores Independentes é o documento por meio do qual o auditor 
expressa sua opinião sobre as Demonstrações Contábeis auditadas. 
Convém salientar que a opinião do Auditor não representa sua opinião pessoal sobre 
a adequação ou não das Demonstrações Contábeis, mas sua adequação ou não em 
relação às normas estabelecidas para sua elaboração.”. 
O Parecer da auditoria é a conclusão dos trabalhos realizados. É nesse documento que o 
auditor expressa sua opinião imparcial, com base em fatos concretos, sobre as Demonstrações 
Contábeis auditadas. 
 
A.1) PARECER SEM RESSALVAS 
No conceito de PEREZ JUNIOR (2010, p.161): “Parecer limpo ou sem resalvas é emitido 
quando o auditor aplicou todos os procedimentos de auditoria na extensão que julgou 
necessário e não encontrou qualquer fato que pudesse influenciar a opinião emitida.”. 
ALMEIDA (2010, p.419) explica Parecer Limpo ou sem Ressalvas como: 
“O auditor emite um parecer sem ressalvas, limpo ou padrão, nas seguintes 
circunstâncias: 
- exame efetuado de acordo com as normas brasileiras de auditoria; 
- demonstrações financeiras elaboradas de acordo com as práticas contábeis 
adotadas no Brasil; 
- demonstrações financeiras contêm todas as exposições informativas necessárias.”. 
52 
 
O parecer limpo ou sem ressalvas é emitido quando o auditor aplica todos os procedimentos 
cabíveis e não encontrou erros ou distorções que pudessem influenciar em sua opinião. 
 
A.2) PARECER COM RESSALVAS 
ALMEIDA (2010, p.419) explica o Parecer com Ressalva como: 
“No caso da emissão de um parecer com ressalvas, o parágrafo-padrão da opinião 
deve ser alterado de forma a deixar clara a natureza da ressalva e seu efeito sobre a 
situação patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do 
patrimônio líquido, os fluxos de caixa e os valores adicionados (se aplicável), se 
esse efeito puder ser razoavelmente determinado.”. 
De acordo com a Resolução CFC n° 1232/09: 
“O auditor deve expressar uma opinião com ressalva quando: 
(a) ele, tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as 
distorções, individualmente ou em conjunto, são relevantes, mas não generalizadas 
nas demonstrações contábeis; ou 
(b) ele não consegue obter evidência apropriada e suficiente de auditoria para 
suportar sua opinião, mas ele conclui que os possíveis efeitos de distorções não 
detectadas, se houver, sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes, 
mas não generalizados.”. 
O parecer com ressalvas é emitido quando o auditor obteve todas as informações necessárias 
para concluir a auditoria, porém identifica distorções relevantes, mas que não são 
generalizadas a todas as demonstrações contábeis. Nesse caso, são colocadas apenas ressalvas 
no parecer sobre os erros encontrados. 
 
A.3) PARECER ADVERSO 
Conforme a Resolução CFC n° 1232/09: 
“O auditor deve expressar uma opinião adversa quando, tendo obtido evidência de 
auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções, individualmente ou em 
conjunto, são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.”. 
ALMEIDA (2010, p.420) explica Parecer Adverso como: 
“O parecer adverso é emitido quando o auditor possui informações suficientes para 
formar a opinião de que as demonstrações financeiras não representam 
adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as 
mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos, de acordo com 
as práticas contábeis adotadas no Brasil. Esse fato ocorre quando o auditor constata 
que a transação é tão importante que não justifica a simples emissão de um parecer 
com ressalvas.”. 
O parecer adverso é emitido quando o auditor possui informações suficientes para opinar 
sobre as demonstrações financeiras da entidade, porém em suas análises, o auditor identifica 
53 
 
distorções relevantes e importantes que não podem apenas ser destacadas em um parecer com 
ressalvas. 
 
A.4) NEGATIVA DE PARECER 
Segundo a Resolução CFC n° 1232/09: 
“O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando não consegue obter 
evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião e ele conclui 
que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver, sobre as 
demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizadas. 
O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando, em circunstâncias 
extremamente raras envolvendo diversas incertezas, o auditor conclui que, 
independentemente de ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre 
cada uma das incertezas, não é possível expressar uma opinião sobre as 
demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu possível 
efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.”. 
Na definição de ALMEIDA (2010, p.420): 
“O auditor deve dar negativa de parecer quando ele não obtém elementos 
comprobatórios suficientes para formatar sua opinião sobre as demonstrações 
financeiras tomadas em conjunto. Esse fato ocorre, normalmente, em função de 
limite no escopo do exame ou incertezas que possam ter efeito bastante relevante 
sobre a situação patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do 
patrimônio líquido, ou os fluxos de caixa, ou os valores adicionados na operação 
(quando aplicável).”. 
A abstenção de parecer ou negativa de parecer é emitida quando a auditoria não obteve 
evidências suficientes sobre as demonstrações contábeis para emitir outro tipo de parecer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
CAPÍTULO III – METODOLOGIA 
Este capítulo aborda a metodologia utilizada no estágio, a coleta dos dados e o cronograma 
das atividades realizadas. 
 
3.1. METODOLOGIA UTILIZADA 
O estágio realizado foi uma Avaliação de Programas, onde foi analisada uma metodologia 
existente e utilizada na empresa. Ao mesmo tempo, foi uma Proposta para Replanificação e 
Melhorias, pois foi proposto melhorias nametodologia existente, traduzindo os tópicos mais 
importantes da língua inglesa para a língua portuguesa, facilitando o entendimento desta pelos 
novos profissionais. 
A metodologia descreve onde e como foram coletados os dados em um determinado período 
de tempo e sua análise e interpretação. 
A coleta de dados foi utilizado consultas a livros referente Auditoria, metodologias internas e 
profissionais especializados no assunto, durante o período de fevereiro a junho de 2012. 
Na análise dos dados foi efetuada por meio de quadros comparativos e tabelas. 
A interpretação dos dados foi demonstrada por meio de tabelas e gráficos. 
 
3.2. COLETA DOS DADOS 
O local estagiado é composto por duas salas localizadas no 5º andar, sendo uma sala para as 
áreas de Tax, Advisory e IT e outra para auditoria. Possui também uma sala localizada no 6º 
andar, onde se encontra a maior parte do staff de auditoria, gerentes, diretores e sócios. 
Esta é a maior sala do escritório e onde o estágio foi realizado na maior parte do tempo. 
O local estagiado é composto por duas salas onde ficam os sócios, duas salas de diretores, sete 
mesas para gerentes composta por: cinco gerentes de auditoria, um gerente de IT e um gerente 
de Advisory. 
Para o staff técnico possui vinte e cinco baias distribuídas pelo escritório. Essas baias não são 
específicas de cada funcionário, conforme os mesmos chegam podem sentar-se nas baias 
disponíveis. 
55 
 
Neste espaço existem também duas salas de reunião, recepção, cozinha, área de café e água, 
impressoras, armários, arquivo e banheiros. 
Para o melhor entendimento do espaço físico do local estagiado, a seguir pode visualizar um 
desenho da sala de Auditoria. 
 
Figura 2 – Representação do Ambiente de Estágio 
 
Os sistemas utilizados pela empresa são: Idea – MUS (utilizado para realizar seleções de 
composições disponibilizadas pelos clientes), CaseWare e eAudIT (organizadores de papéis 
de trabalho de auditoria). 
Para esta etapa foram seleciononadas quatro áreas para demonstrar um procedimento de 
auditoria geralmente utilizado. As áreas escolhidas são: Cálculo da Materialidade, PDD – 
Provisão para Devedores Duvidosos, ICMS sobre Imobilizado e Receitas. 
Os dados coletados são referentes análises efetuadas pela auditoria em clientes da empresa. 
Por se tratar de dados confidenciais, os nomes dos clientes não serão divulgados e os valores e 
56 
 
porcentagens apresentadas neste trabalho foram todos convertidos em UMI (Unidade de 
Medida Interna) conhecida apenas pela autora. 
Por se tratar de assunto extenso, a autora selecionou quatro áreas mais simples para 
demonstrar os procedimentos geralmente realizados pela auditoria nos clientes. 
 
A) CÁLCULO DA MATERIALIDADE 
A etapa inicial da auditoria é o Planejamento. Nesta etapa a auditoria efetua o cálculo da 
Materialidade, da Performance Materiality e do AMPT. Para realizar os cálculos, a auditoria 
solicita de início um balancete do período a ser auditado. 
Para o cálculo da materialidade pode-se utilizar cinco Benchmarks (referências): Total dos 
Ativos, Totas do Patrimônio Líquido, Total das Despesas, Total das Receitas ou pelo Lucro 
Antes dos Impostos. 
Na figura a seguir, pode-se verificar os grupos de contas utilizados para o cálculo da 
materialidade, no cliente Cia B – Indústria e Comércio S.A., referente o período de 30 de 
junho de 2012. 
 
Figura 3 – Referências para Cálculo da Materialidade 
 
 
B) RECÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS 
O objetivo desse procedimento é verificar se o cliente está provisionando corretamente o valor 
que a empresa espera não receber. 
Para efetuar o recálculo da Provisão para Devedores Duvidosos é necessário solicitar ao 
cliente a composição de todas as duplicatas que copõe a conta de Duplicatas a Receber e o 
57 
 
tempo médio de recebimento desses títulos. Essa composição deve conter nome e/ou código 
do cliente, número do título, data de emissão, data de vencimento e valor do título. 
A seguir, os dados foram obtidos em procedimento realizado no cliente Cia B – Indústria e 
Comércio S.A., no período de 30 de junho de 2012. 
 
Figura 4 – Composição de Clientes 
 
 
58 
 
 
 
C) ICMS SOBRE IMOBILIZADO (CIAP) 
O objetivo desta análise é validar se a compensação do ICMS sobre Imobilizado está sendo 
realizada de forma correta. 
Para esta análise a auditoria solicita a planilha que a empresa utiliza para o controle do CIAP. 
Os dados a seguir foram obtidos junto ao cliente Cia B – Indústria e Comércio S.A. , referente 
o período de 30 de junho de 2012. 
 
Figura 5 – Controle do CIAP 
59 
 
 
 
D) RECONHECIMENTO DE RECEITAS 
Para auditar as receitas, um dos procedimentos realizados é a Análise de Reconhecimento de 
Receitas. Na coleta de dados, a auditoria solicita o livro de saídas do último mês do período 
auditado e verifica com o cliente o tempo de entrega das mercadorias para cada estado. No 
exemplo a seguir o teste é referente o cliente Cia B – Indústria e Comércio S.A., no período 
de 30 de junho de 2012. 
 
Figura 6 – Livro Fiscal de Saída (adaptado) 
 
60 
 
 
61 
 
 
62 
 
 
63 
 
 
 
3.3. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES 
 
Quadro 1 – Cronograma 1ª Semestre de 2012 
Cronograma 1° Semestre de 2012 
Etapa do Trabalho 
13
/0
2 
a 
19
/0
2 
20
/0
2 
a 
26
/0
2 
27
/0
2 
a 
04
/0
3 
05
/0
3 
a 
11
/0
3 
12
/0
3 
a 
18
/0
3 
19
/0
3 
a 
25
/0
3 
26
/0
3 
a 
01
/0
4 
02
/0
4 
a 
08
/0
4 
09
/0
4 
a 
15
/0
4 
16
/0
4 
a 
22
/0
4 
23
/0
4 
a 
29
/0
4 
30
/0
4 
a 
06
/0
5 
07
/0
5 
a 
13
/0
5 
14
/0
5 
a 
20
/0
5 
21
/0
5 
a 
27
/0
5 
28
/0
5 
a 
03
/0
6 
04
/0
6 
a 
10
/0
6 
Escolha da empresa para Estagiar � � 
Escolha do Tema da Pesquisa � � 
Entrega da Documentação de 
Estágio 
� � � � 
Informações Necessárias da 
Empresa 
� � � � � � 
Entrega da Versão Preliminar do 
Projeto de Estágio � � � � � 
Entrega da Versão Final do Projeto 
de Estágio 
 � � � � � 
Entrega da Versão Preliminar da 
Revisão Bibliográfica 
 � � � 
Entrega da Versão Final da 
Revisão Bibliográfica 
 � � � � � 
 
Legenda: �Executado 
 
64 
 
Quadro 2 – Cronograma 2ª Semestre de 2012 
Cronograma 2° Semestre de 2012 
Etapa do Trabalho 
03
/0
8 
a 
09
/0
8 
10
/0
8 
a 
16
/0
8 
17
/0
8 
a 
23
/0
8 
24
/0
3 
a 
30
/0
8 
31
/0
8 
a 
06
/0
9 
07
/0
9 
a 
13
/0
9 
14
/0
9 
a 
20
/0
9 
21
/0
9 
a 
27
/0
9 
28
/0
9 
a 
04
/1
0 
05
/1
0 
a 
11
/1
0 
12
/1
0 
a 
18
/1
0 
19
/1
0 
a 
25
/1
0 
26
/1
0 
a 
01
/1
1 
02
/1
1 
a 
08
/1
1 
09
/1
1 
a 
15
/1
1 
Entrega da Coleta, Análise e 
Interpretação dos Dados 
� � � � 
Considerações, Conclusões, 
Recomendações e Sugestões 
 � � � � � 
Entrega da Versão Preliminar do 
Relatório Final 
 � � � � 
Entrega da Versão Final do 
Relatório Final 
 � � � � � 
 
Legenda: �Executado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
CAPÍTULO IV – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
Este capítulo apresenta a Análise e Interpretação realizadas a partir dos dados coletados no 
capítulo anterior. 
 
4.1. ANÁLISE DOS DADOS 
Este capítulo demonstrará alguns procedimentos de auditoriarealizados a partir dos dados 
coletados com o cliente. 
 
A) CÁLCULO DA MATERIALIDADE 
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é 
afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários 
das demonstrações contábeis. 
O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da 
auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não 
corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório 
do auditor independente. 
Como foi descrito na coleta de dados, a materialidade pode ser calculada sobre os seguintes 
Benchmark: Total dos Ativos, Totas do Patrimônio Líquido, Total das Despesas, Total das 
Receitas ou pelo Lucro Antes dos Impostos. 
O cálculo da Materialidade a seguir foi realizado no cliente Cia B – Indústria e Comércio 
S.A., no período de 30 de junho de 2012. 
A definição da materialidade inicia-se pela escolha do benchmark. 
 
Figura 7 – Análise do Benchmark 
 
66 
 
 
 
Figura 8 - Benchmarks 
 
 
As porcentagens mínimas e máximas são definidas pela metodologia da empresa. 
A seguir, há algumas aplicações dos benchmarks: 
Em casos de empresas industriais e comerciais todos benchmarks podem ser utilizados. 
Quando a atividade da empresa é prestação de serviços, entende-se que a mesma não possui 
muitos ativos imobilizados e que seu patrimônio líquido não é grande, por isso os benchmarks 
de total das receitas, lucro antes dos impostos e total das despesas são mais indicados. 
Para as empresas que ainda não iniciaram as atividades o benchmark mais indicado é o total 
das despesas, pois ainda não possui receitas e muitas vezes não possui muitos ativos. 
As aplicações dos benchmarks descritos anteriormente são os exemplos mais utilizados na 
prática da auditoria, porém o benchmark utilizado no cálculo da materialidade é definido pelo 
profissional e varia de acordo com o julgamento profissional de cada um. 
 
 
 
 
67 
 
Figura 9 - Critérios a considerar para determinação da porcentagem aplicada ao Benchmark 
 
Figura 10 – Valor da Materialidade 
 
 
Materialidade: para execução da auditoria significa o valor fixado pelo auditor, inferior ao 
considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente 
reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas 
em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. 
Após o cálculo da materialidade, calcula-se também a Performance Materiality (PM) e a 
Audit Misstatement Posting Threshold (AMPT). 
 
 
 
68 
 
Figura 11 – Justificativa para determinar a Performance Materiality (PM) e Audit 
Misstatement Posting Threshold (AMPT) 
 
Performance Materiality: esse valor é utilizado para definir quais contas do balancete serão 
analisadas. Todas as contas com valor acima deste valor devem, obrigatoriamente, ser 
analisadas. Essas contas são chamadas de contas materiais. 
Algumas contas não são materiais, mas são consideradas significativas, de acordo com sua 
natureza e o risco que representam para a empresa. Um exemplo de conta significativa e as 
vezes não material são as provisões (contingências). 
A Performance Materiality é utilizada também como diferença aceitável para análises globais. 
Por exemplo: Recálculo de Férias, a auditoria efetua o recálculo de férias e encargos dos 
funcionários da empresa. O total do recálculo é comparado com o valor provisionado na conta 
Provisão de Férias. Se a diferença apurada for maior que a PM, esta deve ser ajustada pela 
contabilidade. Quando a diferença apurada é menor que a PM, a auditoria entende que por se 
tratar de um recálculo global a diferença é aceitável e não propõe ajuste sobre ela. 
Audit Misstatement Posting Threshold: o valor encontrado no cálculo da AMPT é utilizado 
como diferença aceitável para testes de detalhe. Por exemplo: Aging List de Clientes. A 
auditoria solicita uma composição de clientes, efetua o aging list e apura os títulos que devem 
ser provisionado na conta de Provisão de Devedores Duvidosos. O valor apurado é 
comparado com o saldo contábil e se a diferença apurada for abaixo da AMPT a auditoria 
considera como diferença aceitável. Caso a diferença exceda o valor da AMPT, a auditoria 
propõe ajuste no valor da dierença. 
Quando o ajuste é proposto para a empresa, para que ele seja colocado no parecer como 
ressalva precisa ser maior que a Materialidade. 
Se a soma de todos os ajustes for maior que a Materialidade, o cliente pode ajustar algum ou 
alguns itens para que fique abaixo, caso não queira ajustar nada, os ajustes são colocados 
como ressalva no parecer, descritos um a um. 
69 
 
Figura 12 – Critérios a considerar para determinação da porcentagem aplicada a Materiality 
 
Figura 13 – Cálculo da Performance Materiality (PM) 
 
Figura 14 – Cálculo do Audit Misstatement Posting Threshold (AMPT) 
 
 
B) RECÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS 
No recálculo de Provisão de Devedores Duvidosos a auditoria utiliza a composição de clientes 
como base para efetuar a análise. Com essa composição calcula-se um aging list, onde pode 
ser verificado o período de vencimento de cada título. 
70 
 
Na análise apresentada a seguir o tempo médio de recebimento de clientes é de 90 (noventa) 
dias. Todos os título com vencimento superior a esse prazo devem ser provisionados na conta 
Provisão para Devedores Duvidosos. 
 
Figura 15 – Recálculo de Provisão de Devedores Duvidosos 
 
71 
 
 
 
C) ICMS SOBRE IMOBILIZADO (CIAP) 
Para a análise do CIAP, é necessário preparar uma planilha com o recálculo do ICMS a ser 
recuperado em cada mês do período analisado. Essa verificação inclui as seguintes 
verificações: se a empresa dividiu o valor do ICMS a recuperar em 48 (quarenta e oito) avos e 
se o cálculo a compensar do mês corresponde a porcentagem de receitas tributáveis do mês. 
No modelo utilizado o período auditado foi Janeiro a Junho de 2012. 
 
Figura 16 – Análise CIAP 
 
72 
 
 
 
D) RECONHECIMENTO DE RECEITAS 
Para a análise de Reconhecimento de Receitas, a auditoria prepara uma tabela com todos os 
estados e dias que a empresa realizou movimentação no mês de Junho de 2012. O intuito 
desse teste é verificar, por meio dos prazos informados pela empresa, se as receitas foram 
reconhecidas na competência correta. Deve-se verificar também se a modalidade do frete é 
CIF ou FOB. 
Se o frete for CIF a empresa que está vendendo arca com a responsabilidade da entrega da 
mercadoria até o destinatário. Nestes casos a receita só pode ser reconhecida no momento que 
a mercadoria chega ao destino e, assim, transfere a responsabilidade pelo bem. 
Se o frete for FOB a empresa que está vendendo só tem a responsabilidade de embarcar a 
mercadoria (em navio, caminhão, avião etc) e a partir desse momento a responsabilidade é do 
destinatário. Para esta modalidade de frete a receita pode ser reconhecida no momento que a 
mercadoria for embarcada, pois é neste momento que há a transfência da responsabilidade 
sobre o bem. 
 
 
 
73 
 
Figura 17 – Análise de Reconhecimento de Receitas 
 
 
4.2. INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 
Neste capítulo, serão interpretados por meio de tabelas e gráficos. 
Nessa etapa será realizada a interpretação dos dados analisados no capítulo anterior, por meio 
de gráficos demonstrativos e comparativos entre os cálculos realizados pela auditoria e os 
apresentados pelo cliente. 
 
A) CÁLCULO DA MATERIALIDADE 
O cálculo da materialidade é realizado no planejamento e os valores encontrados são: 
 
74 
 
Tabela 1 – Valores da Materialidade, PerformanceMateriality e Audit Misstatement Posting 
Threshold 
Materialidade 842.519 
Performance Materiality – PM 631.889 
Audit Misstatement Posting Threshold – AMPT 25.276 
 
Tabela 2 – Aplicação da Performance Materiality (PM) 
Conta Contábil Saldo 
Contábil 
Análise da Auditoria 
Caixa 7.044 Não é necessário realizar procedimentos, pois o valor é 
menor que a PM. 
Bancos 706.543 
É necessário efetuar procedimento, pois o valor encontra-
se acima da PM. Um dos procedimento realizados é a 
Circularização de todos os Bancos. Ao receber a 
circularização dos Bancos, o saldo da carta deve ser 
corroborada com o saldo contábil. 
Clientes 28.018.496 
É necessário efetuar procedimento, pois o valor encontra-
se acima da PM. Alguns dos procedimentos são: 
Circularização de Clientes e Cálculo do Aging List. A 
circularização de clientes é realizada com base em 
amostra (definida pela auditoria). O aging list consiste em 
apurar o prazo que as duplicatas estão vencidas. Esta 
análise serve como base para análise de PDD. 
Empréstimo 12.316.030 
É necessário efetuar procedimento, pois o valor encontra-
se acima da PM. Alguns dos procedimentos são: 
Recálculo dos Empréstimos e Circularização. 
Fornecedores 4.620.094 
É necessário efetuar procedimento, pois o valor encontra-
se acima da PM. Um dos procedimento realizados é a 
Circularização de Fornecedores. 
75 
 
Impostos a 
Recolher 
2.328.701 
É necessário efetuar procedimento, pois o valor encontra-
se acima da PM. Um dos procedimento realizados é 
confrontar as guias de recolhimento do período com o 
saldo contábil. 
Despesas com 
Pessoal 
237.830 
Não é necessário realizar procedimentos, pois o valor 
total do grupo de Despesas com Pessoal é menor que a 
PM. 
Despesas Gerais 
e 
Administrativas 
12.762.058 
É necessário realizar algum procedimento, pois o valor 
total do grupo é maior que a PM. O procedimento mais 
utilizado é o Valcher de Despesas. Esse procedimento 
consiste em selecionar algumas notas fiscais lançadas 
nesse grupo de contas de despesas e solicitar a Nota 
Fiscal e Comprovante de Pagamento. 
Despesas 
Financeiras 
1.461.410 
É necessário realizar algum procedimento, pois o valor 
total do grupo é maior que a PM. Um dos procedimentos 
realizados é confrontar os juros pagos de esmpréstimos 
com a análise dos Empréstimos (passivo). 
Receitas de 
Vendas de 
Produtos 
82.277.246 
É necessário realizar algum procedimento, pois o valor é 
maior que a PM. Para analisar essa conta a auditoria 
efetua o teste de Livro x Receitas. Este consiste em 
confrontar os livros fiscais de saídas do período auditado 
(apenas CFOPs que geram receita para a empresa) com o 
saldo contábil. 
Impostos sobre 
Vendas 
25.052.174 
É necessário realizar algum procedimento, pois o valor é 
maior que a PM. Para analisar as contas de Impostos 
sobre Vendas, a auditoria efetua um recálculo. Este é 
realizado da seguinte maneira: utiliza como base do 
recálculo as receitas de serviços e produtos menos as 
devoluções. Verifica as alíquotas utilizadas de cada 
imposto e realiza o recálculo com base nestas alíquotas. 
Os valores encontrados devem ser corroborados com o 
saldo contábil. 
 
76 
 
Tabela 3 – Aplicação da Audit Misstatement Posting Threshold (AMPT) 
PM: 631.889 
AMPT: 25.276 
Conta Contábil 
Diferença 
Apurada pela 
Auditoria 
Procedimento 
Clientes 10.475 
A diferença apurada é menor que a 
AMPT. Portanto a auditoria entende que 
a diferença é aceitável e não propõe 
ajuste. 
Fornecedores 21.937 
A diferença apurada é menor que a 
AMPT. Portanto a auditoria entende que 
a diferença é aceitável e não propõe 
ajuste. 
Provisão de 13º 30.475 
A diferença apurada é maior que a 
AMPT. Diante disso, a auditoria entende 
que a diferença encontrada deve ser 
ajustada pela empresa. 
Receitas de Vendas de 
Produtos 
672.448 
A diferença apurada nesta conta é maior 
que a AMPT e que a PM. Por esse 
motivo, a auditoria entende que a 
diferença encontrada é muito grande e 
deve ser colocada uma ressalva no 
parecer. 
 
B) RECÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS 
Pode-se verificar, a seguir, a representação gráfica dos valores calculados no Aging List de 
Clientes apresentado na Análise dos dados. 
 
77 
 
Gráfico 1 – Demonstração do Aging List por Valores 
 
 
A seguir pode-se verificar a representação gráfica em procentagem do Aging List de Clientes. 
Os valores mais representativos são os títulos a Vencer com 36% (trinta e seis porcento) e os 
titulos vencidos até 30 (trinta) dias com 27% (vinte e sete porcento). 
Mas, como a análise se trata de PDD, as porcentagens que precisam ser melhor analisadas 
pela empresa são: Vencidos de 91 (noventa e um) a 180 (cento e oitenta) dias com 13% (treze 
porcento), Vencidos de 181 (cento e oitenta e um) a 360 (trezentos e sessenta) dias com 9% 
(nove porcento) e Vencidos a mais de 360 (trezentos e sessenta) dias com 2% (dois porcento). 
Juntas as porcentagens somam 24% (vinte e quatro porcento) com valor total de R$ 92.503 
(noventa e dois mil quinhentos e três reais). 
0
10.000
20.000
30.000
40.000
50.000
60.000
70.000
80.000
90.000
100.000
110.000
120.000
130.000
140.000
150.000 144.490 
105.521 
35.847 
18.231 
51.747 
34.397 
6.359 
Aging List em Valores
Clientes
78 
 
Gráfico 2 – Demonstração do Aging List em Porcentagem 
 
 
Conforme informado pelo cliente, os títulos com vencimento a mais de 90 (noventa) dias são 
de difícil recebimento, porém a empresa não efetua a provisão sobre estes títulos. Para melhor 
visualização foi realizado um gráfico de comparação do total calculado pela auditoria e o 
valor provisionado pelo cliente. 
 
Gráfico 3 – PDD do Cliente x PDD calculada pela Auditoria 
 
36%
27%
9%
5%
13%
9% 2%
Aging List em %
A Vencer
Vencidos de 1 e 30 dias
Vencidos de 31 a 60 dias
Vencidos de 61 a 90 dias
Vencidos de 91 a 180 dias
Vencidos de 181 a 360 dias
Vencidos a mais de 360 dias
0
10.000
20.000
30.000
40.000
50.000
60.000
70.000
80.000
90.000
100.000
PDD Cliente PDD Auditoria
0 
92.503 
PDD Cliente x Auditoria
PDD
79 
 
O valor da PDD apurado pela auditoria é de 92.503 (noventa e dois mil quinhentos e três). O 
correto seria a empresa reconhecer PDD em sua contabilidade. Como isso não ocorre, a 
auditoria propôs ajuste no valor de 92.503 (noventa e dois mil quinhentos e três) e sugeriu 
levantou um ponto de controle sugerindo que a empresa comece a reconhecer PDD de acordo 
com o vencimento dos títulos. 
 
C) ICMS SOBRE IMOBILIZADO (CIAP) 
O gráfico a seguir representa a comparação dos valores de ICMS sobre Imobilizado que a 
empresa compensou no período de Janeiro a Junho de 2012 e os valores que a auditoria julga 
ser corretos. 
 
Gráfico 4 – Comparação do Cálculo do CIAP realiza pelo Cliente x cálculo da Auditoria 
 
 
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho
3.143 3.143 3.143 3.143 3.143 3.143 
2.546 2.672 2.483 2.420 2.515 2.577 
Cálculo Cliente x Cálculo da Auditoria
Cliente
Auditoria
80 
 
O gráfico a seguir demonstra a comparação entre o total de ICMS sobre Imobilizado 
compensado até Junho de 2012 pelo cliente e o valor que a auditoria julga correto. Porém 
como o período analisado pela auditoria neste caso é de Janeiro a Junho de 2012, o recálculo 
foi realizado apenas sobre esse período. 
 
Gráfico 5 – Comparação do Total Compensado pelo Cliente x Cálculo da Auditoria até Junho 
de 2012. 
 
 
A diferença apurada é de 3.646 (três mil seiscentos e quarenta e seis), este valor é menor que 
a AMPT que é 25.276 (vinte e cincomil duzentos e setenta e seis). Por ser um valor abaixo da 
AMPT a auditoria não propõe ajuste. 
Porém o correto é que o cliente recupere o ICMS sobre Imobilizado mensalmente apenas da 
referente a parcela de receita tributável e não do total de 1/48 avos. 
 
D) RECONHECIMENTO DE RECEITAS 
Neste gráfico pode-se verificar a comparação entre o Reconhecimento de Receitas pelo 
Cliente e o indicado pela auditoria com base nos dias que tiveram movimentação do mês de 
Junho de 2012. 
20.000
21.000
22.000
23.000
24.000
25.000
26.000
27.000
Cliente Auditoria
26.587 
22.941 
Total Compensado Cliente x Cálculo 
Auditoria
Total
Compensado
81 
 
No geral o gráfico está com os valores iguais ou próximos, com excessão do dia 30 (trinta). A 
empresa reconheceu o valor de R$ 1.774.511 (um milhão setecentos e setenta e quatro mil 
quinhentos e onze reais) quando na verdade não deveria ter reconhecido nada. 
Essa diferença ocorre pois a empresa vende suas mercadorias com frete CIF. Nesta 
modalidade de frete a empresa que está vendendo arca com a responsabilidade de entregar a 
mercadoria no destino, por esse motivo a receita só pode ser reconhecida no momento da 
entrega, neste caso a receita deveria ser reconhecida apenas no dia 01 (um) de Julho. 
 
Gráfico 6 – Reconhecimento de Receitas por Dia 
 
0
200.000
400.000
600.000
800.000
1.000.000
1.200.000
1.400.000
1.600.000
1.800.000
2.000.000
2.200.000
2.400.000
2.600.000
2.800.000
3.000.000
1 4 7 10 14 19 23 26 28 29 30
13
7.
29
8 
11
7.
52
3 
2.
90
2.
93
3 
60
7.
84
3 
32
3.
59
0 
22
9.
45
0 
67
4.
08
3 
2.
06
5.
91
8 
39
5.
39
8 
74
5.
71
2 
1.
77
4.
51
1 
13
7.
29
8 
11
7.
52
3 
2.
90
2.
93
3 
60
7.
84
3 
32
3.
59
0 
22
9.
45
0 
67
4.
08
3 
2.
02
8.
49
2 
39
4.
52
0 
72
9.
85
1 
0
Receitas por Dia
Livro Fiscal
Auditoria
82 
 
No gráfico a seguir pode-se verificar a comparação entre o Reconhecimento de Receitas pelo 
Cliente e o indicado pela auditoria em todos os estados com movimentação do mês de Junho 
de 2012. 
Neste gráfico a diferença entre as receitas por estado apresentada pelo cliente e as receitas 
recalculadas pela auditoria estão presentes em quase todos os estados. 
As diferenças ocorrem pois a empresa reconheceu a receita no momento da venda e não 
quando houve de fato a tranferência da responsabilidade da mercadoria. 
 
Gráfico 7 – Reconhecimento de Receitas por Estado 
 
0
100.000
200.000
300.000
400.000
500.000
600.000
700.000
800.000
900.000
1.000.000
1.100.000
1.200.000
1.300.000
1.400.000
1.500.000
1.600.000
1.700.000
1.800.000
1.900.000
2.000.000
2.100.000
2.200.000
2.300.000
2.400.000
2.500.000
2.600.000
2.700.000
2.800.000
2.900.000
3.000.000
AC AM CE ES MG MS MT PA PB PE PR RJ RN RO RS SC SE SP
Receitas por Estado
Livro Fiscal
Auditoria
83 
 
A diferença total entre as receitas reconhecidas pelo cliente e o recálculo da auditoria é de 
1.828.676 (um milhão oitocentos e vinte e oito mil seiscentos e setenta e seis). Por se tratar de 
uma diferença acima da AMPT, a auditoria propôs um ajuste neste valor. Até a data da 
auditoria, o cliente reconhece a receita na data da emissão da nota fiscal. O correto é 
reconhecer a receita, quando o frete for CIF, apenas no momento que a mercadoria for 
entregue no destino. 
 
E) PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO ESTÁGIO REALIZADO 
A realização deste estágio resultou tantos pontos positivos, quanto em negativos. São eles: 
 
Quadro 3 – Pontos Positivos e Negativos 
Pontos Positivos Pontos Negativos 
- Facilitar o aprendizado dos novos profissionais 
de auditoria. 
- Otimizar o tempo tanto para quem aprende, 
quanto para quem ensina. 
- Eficiência na realização dos procedimentos 
básicos de auditoria. 
- O assunto tema do trabalho é extenso, 
por esse motivo não foi possível abordar 
todos os procedimentos de auditoria 
existentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
84 
 
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O presente capítulo apresentará as Considerações, Conclusões, Recomendações e Sugestões 
propostas à empresa. 
 
5.1. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este trabalho será importante para a empresa no sentido de auxiliar os profissionais 
ingressantes a entenderem as etapas da auditoria e os procedimentos mais utilizados em cada 
área. Pelo fato da empresa possuir um manual apenas em língua inglesa, este trabalho poderá 
ser utilizado como complemento e facilitador no entendimento e aprendizado da auditoria. 
A realização deste projeto foi essencial para o crescimento profissional e pessoal da autora, 
pois além da experiência adquirida com o assunto abordado, ainda houve a experiência de 
vida no que diz respeito a ultrapassar barreiras, enfrentar desafios, manter a calma e aprender 
com os erros. 
Pelo fato da empresa restringir muito suas informações e não permitir divulgação de dados 
importantes, as informações para realização do Projeto de Pesquisa foram, basicamente, 
obtidas na página da internet da empresa e outras páginas com acesso livre a todos. Como a 
autora trabalha na empresa há algum tempo, as informações mais relevantes já são de 
conhecimento da mesma. 
Em contraste com o Projeto de Pesquisa, a Revisão Bibliográfica foi extensa e com muitos 
assuntos a serem abordados. Realizou-se uma boa pesquisa sobre as bibliografias a serem 
utilizadas, ordenando as etapas de auditoria geralmente realizadas nos clientes e comparando 
a opinião dos autores escolhidos sobre os tópicos tratados. 
A Coleta, Análise e Interpretação dos Dados foi composta por quatro procedimentos de 
auditoria: Cálculo da Materialidade, Análise de PDD, ICMS sobre Imobilizado e Análise de 
Reconhecimento de Receitas. Por se tratar de um assunto extremamente amplo, a autora optou 
por desenvolver apenas alguns procedimentos, que serão utilizados como base para os outros 
testes. Esses procedimentos são realizados na maior parte das empresas auditadas. Na coleta 
dos dados foram apresentadas as documentações obtidas de clientes para realizar os testes 
descritos acima, porém com os valores e taxas convertidas para UMI (Unidade de Medida 
Interna) pois tratam-se de informações confidenciais. Na análise, foram utilizados como base 
os documentos da coleta e foi realizado um procedimento de auditoria para validar o saldo 
85 
 
contábil. Já na interpretação, a autora explicou os resultados dos testes efetuados, apontou as 
divergências e realizou comparações por meio de gráficos e tabelas. 
De modo geral, a maior dificuldade encontrada foi a preocupação em não divulgar os dados 
da empresa e dos clientes. Todas as informações, com exceção das que foram colocadas no 
projeto de pesquisa, tiveram que ser alteradas, por meio de conversão dos valores, taxas e 
alterações dos nomes das empresas, pois se tratam de dados obtidos em clientes e por esse 
motivo são sigilosos. 
 
5.2. CONCLUSÕES FINAIS 
A empresa possui um manual sobre as etapas e procedimentos de auditoria que devem ser 
realizados nas empresas. Esse manual foi baseado nas IAS (International Accounting 
Standards) e encontra-se, atualmente, apenas em língua inglesa. Pelo fato dos profissionais 
ingressantes na empresa com a função de trainee não possuírem experiência em auditoria e, 
em muitos casos, não serem formado em Ciências Contábeis e não possuírem um bom nível 
de inglês a ponto de compreenderem o manual, a autora elaborou esse trabalho com o intuito 
de auxiliar estes profissionais no início de suas carreiras na auditoria, de modo que entendam 
os procedimentos utilizados e tenham modelos para se basearem. 
A funçãodeste trabalho foi complementar o manual e não substituí-lo; portanto foi essencial 
estudá-lo paralelamente. Como pontos positivos na implantação dessse projeto, pode-se 
ressaltar: maior eficiência no aprendizado por parte dos novos profissionais e otimização do 
tempo tanto de quem aprende, quanto de quem ensina. Com esse estudo básico, o profissional 
terá tempo e base teórica suficiente para colocar os procedimentos em prática. Os pontos 
negativos são: como trata-se de um assunto extenso, esse trabalho não abordou todos os 
procedimentos, por esse motivo o profissional deve utilizá-lo como base inicial para 
desempenhar seu trabalho e posteriormente, utilizar o manual da empresa para se aprofundar 
mais nos assuntos necessários. 
Para incorporar este projeto, a empresa pode ter que realizar algumas alterações para adaptá-
lo às suas necessidades. No entendimento da autora, esse trabalho trará muitos benefícios para 
os profissionais menos experientes que, consequentemente, estarão melhor preparados para 
desenvolver os testes de auditoria. 
O objetivo principal do estágio foi disponibilizar para os novos profissionais da KPMG um 
resumo básico das etapas e procedimentos de auditoria baseado nas NBC’s (Normas 
86 
 
Brasileiras de Contabilidade). Para atingir esse objetivo foi realizado: consultas e 
interpretações sobre a metodologia existente, por meio das fontes utilizadas como base; 
comparações com informações obtidas em referências bibliográficas relacionadas ao assunto; 
extrações dos procedimentos básicos de auditoria e obtenção de informações complementares 
sobre o assunto com profissionais mais experientes. 
Está ocorrendo uma boa aceitação do projeto pelos profissionais do staff técnico e estes 
concordam que o manual facilitará o aprendizado dos trainees e, por esse motivo, a 
implantação ocorrerá aos poucos, de acordo com suas necessidades. 
Este projeto foi de extrema importância para a autora, pois no momento que ingressou na 
empresa deparou-se com a falta de experiência na área e a escassez de materiais em 
linguagem facilitada. Por esse motivo surgiu a ideia deste manual. A autora aprimorou seus 
conhecimentos em Auditoria e Contabilidade e esses estão auxiliando-a no desempenho de 
suas funções na empresa. 
 
5.3. RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES 
No momento que a empresa aderir ao projeto, essa pode adaptá-lo de acordo com seus 
padrões e necessidades. Por se tratar de um assunto muito amplo, a autora optou por utilizar 
apenas alguns dos procedimentos realizados pela auditoria em seus clientes. Porém a empresa, 
para auxiliar ainda mais seus profissionais, pode acrescentar outros assuntos e análises que 
julgar pertinentes à categoria dos profissionais. 
A empresa possui um bom plano de carreira, onde todos os profissionais possuem 
oportunidades de se desenvolverem. Um ponto de melhoria que pode ser apontado é a falta de 
pessoal na época dos fechamentos das auditorias, que ocorrem entre dezembro e abril. Nessa 
época os profissionais da empresa ficam sobrecarregados com o excesso de trabalho. Como 
sugestão, a autora recomenda que a empresa tenha mais encarregados para dar suporte aos 
demais funcionários (assistentes e trainees). 
Quando os profissionais partcipam de treinamentos e realizam trabalhos em clientes onde é 
necessário dormir na cidade, a empresa paga o jantar e o perdien. O perdien é um valor pago 
aos funcionários por cada noite passada fora de casa por motivos de trabalho, a empresa 
entende que o fato de ter que viajar e dormir fora é uma situação de desconforto para o 
funcionário. Ao retornar, o funcionário realiza o expense, que consiste na prestação de contas 
para a empresa. Os valores são lançados em um sistema online e enviados juntamente com os 
87 
 
comprovantes de pagamento para aprovação do gerente responsável pelo trabalho realizado 
pelo profissional. Aproximadamente duas semanas após o envio do expense para aprovação, 
chega um e-mail de confirmação para o funcionário que realizou o expense. Após um mês, 
aproximadamente, o valor é depositado na conta do funcionário. Como sugestão de melhoria, 
a autora propõe que o pagamento do expense seja realizado com mais agilidade, de forma que 
os funcionários não tenham que desembolsar dinheiro para financiar as atividades de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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