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TCC   A importância do Assistente Social no processo de adoção

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Dedicamos este trabalho aos nossos pais, esposos, filhos, familiares e amigos que sempre nos incentivaram a nunca desistir desta jornada.
“Adotar é acreditar que a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino.” Lidia Weber.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus por ter nos guiado e protegido em todos os momentos, por ter nos proporcionado tamanha experiência e pela oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas ao longo dessa trajetória.
Aos nossos pais e cônjuges, pelo apoio, paciência e incentivo.
Aos familiares que de forma direta ou indireta ajudaram em nossa formação e pacientemente toleraram nossa ausência em determinados momentos.
A todos os nossos professores, que desde o jardim de infância fizeram parte da nossa história e contribuíram para o nosso aprendizado.
Aos mestres que nos orientaram e ensinaram de forma precisa e amável os embasamentos teóricos de nossa futura profissão. 
À professora tutora presencial Angela Maria Teixeira, que esteve ao nosso lado em todos os momentos e que mesmo vivendo um momento tão especial em sua vida, a maternidade, nunca deixou de nos orientar. E a Rose Lizzy Maldonado de Sá que também nos auxiliou nos momentos finais.
Aos profissionais que nos supervisionaram durante os estágios, pois sem eles não saberíamos a relação entre a prática e a teoria.
A todos os envolvidos durante a execução do projeto Grupo De Apoio À Adoção: Famílias Acolhedoras Preparadas. À Fundação Nelito Câmara por ceder o espaço para as reuniões e à empresa Prado Engenharia pelo apoio financeiro.
Aos técnicos que participaram do nosso projeto de extensão, Paula Oliveira, Jéssica Escheverria e Suellen Neves. Em especial ao Juiz da Vara da Infância e Juventude Dr. Mário Esbalqueiro Júnior e Promotora de Justiça Dra. Rosana Suemi Irikura pelo apoio e orientações. 
As famílias que se disponibilizaram a prestar seu depoimento sobre a experiência da adoção e aquelas pessoas que aguardam ansiosos a adoção de uma criança/adolescente, obrigada pela participação em cada reunião.
Enfim, a todos que nos ajudaram e estenderam a mão quando mais precisamos. Essa conquista não é somente nossa, mas sim de todos aqueles que não mediram esforços para estar ao nosso lado.
RESUMO
Este artigo tem por objetivo esclarecer sobre a história da adoção no Brasil e os passos que devem ser seguidos por aqueles que querem adotar, contextualizando o espaço em que o profissional de Serviço Social é inserido. Este mostra sua importância no processo de adoção através de suas habilidades técnicas, capazes de garantir os direitos dos cidadãos, inclusive das crianças e adolescentes. Nesse contexto sua ação revela-se de suma importância oferecendo orientação e esclarecimento à família que pretende adotar, ajudando na compreensão sobre os trâmites do processo judicial e avaliando juntamente com a equipe multidisciplinar se a mesma esta apta a assumir os cuidados de um filho através do referido processo.
Palavra-chave: adoção, assistente social, criança e adolescente.
ABSTRACT
This article aims to clarify the history of adoption in Brazil and the steps that must be followed by those who want to adopt, contextualizing the space in which the professional Social Work is inserted. This shows its importance in the adoption process through their technical skills, able to guarantee the rights of citizens, including children and adolescents. In this context reveals its action is paramount offering guidance and clarification to the family wanting to adopt, helping in the understanding of the proceedings of the judicial process and evaluating together with the multidisciplinary team to this same position to take care of a child through that case.
Keyword: adoption, social worker, child and adolescent.
INTRODUÇÃO
 Durante o período de estágio supervisionado obrigatório do curso de Serviço social surgiu a curiosidade de conhecer mais profundamente sobre o assunto Adoção, motivando assim a escolha deste tema para a confecção deste artigo. Ao estudar sobre a adoção no Município de Pilar do Sul constatou-se a necessidade da implantação de um Grupo de Apoio a Adoção para que os pretensos adotantes e interessados obtivessem orientações a respeito do assunto, uma vez que estas pessoas não recebiam este suporte durante o período de espera da criança/adolescente. 
 As informações necessárias foram coletadas através de pesquisas bibliográficas, leitura do Estatuto da Criança e do Adolescente e acesso ao Cadastro Nacional de Adoção. Foram realizadas visitas domiciliares às famílias cadastradas no CNA e divulgação do grupo nas rádios e site local.
 A metodologia da pesquisa foi à qualitativa, com a visão dialética do universo pesquisado. A pesquisa qualitativa tem como pressuposto a apreensão de significados que não pode ser mensurada em estatística ou valores, a visão de mundo do sujeito pesquisado é valorizada e se insere numa dinâmica na qual a relação pesquisador/pesquisado é direta.
 Atualmente a adoção é um direito de todos, dentro das normas estabelecidas nas leis, além de ser uma forma de garantir a chance de se ter uma família, tanto para aqueles que têm o desejo de adotar quanto para as crianças ou adolescentes que necessitam de um lar. Para garantir esse direito, a Constituição Federal prevê em seu artigo 226 que “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.”, ou seja, o Estado deve primar pela família, independentemente de seus arranjos familiares.
 Mesmo com tantas leis, normas e estudos, o processo de adoção em nosso país ainda é demorado, mas é possível observar uma melhora com relação ao tempo de espera. O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), criado em 1990, vem de encontro a todas as necessidades das crianças e/ou adolescentes, e pertencer a um lar é uma destas necessidades. Com o melhor funcionamento dos Juizados de Infância e Juventude e com o auxílio dos Assistentes Sociais, o processo tem se tornado mais simples e funciona com mais seriedade e segurança para o benefício de todas as partes envolvidas no processo.
 Vale ressaltar que muitas vezes os pretensos adotantes acham algumas dessas etapas desnecessárias, porém deve-se pensar que é preciso passar por todo esse processo para que haja uma preparação eficaz. 
 Compreendendo a complexidade que envolve o processo de adoção, o referido trabalho apresenta inicialmente um breve histórico da adoção no Brasil, bem como, as principais funções do Assistente Social no processo. Além da parte teórica há a apresentação das análises e relatórios referente ao projeto de extensão intitulado “Grupo de apoio à adoção: famílias acolhedoras preparadas” que objetiva dar apoio a possíveis famílias adotantes da Cidade de Pilar do Sul-SP.
2 – A ADOÇÃO NO BRASIL
 
 A história da adoção no Brasil começa desde os primórdios da colonização, onde a mesma estava relacionada com a caridade. Naquela época os mais abastados davam assistência aos menos favorecidos e não era raro ver nas casas dos mais ricos os ‘filhos de criação’, oriundos de outras famílias. Entretanto, por essa situação não ser formalizada, essas famílias se aproveitavam das crianças/adolescentes para ter mão de obra gratuita.
Percebe-se que este ato não tratava dos interesses de cuidado pela criança que estava abandonada, este novo ‘filho’ tinha um lugar diferenciado dos demais que eram biológicos e eram tratados de maneira inferior, como serviçais. 
 No Brasil têm-se os primeiros registros na legislação sobre adoção com a Lei Nº 11.784 de 22 de setembro de 1828, que atribuiu aos juízes de primeira instância a incumbência de confirmar o ânimo dos interessados em audiência.
 Desde então a legislação tem passado por vários processos, em 1916 o Código Civil
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