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Kaique Antônio Moreno Leão de Azevedo – Medicina 3º Período RESUMO SINAPES INTRODUÇÃO - Podem ser interneuronais e neuroefetuadoras: (1) Interneuronais: Quando os neurônios, através de suas terminações axônicas, entram em contato com outros neurônios, passando-lhes informações. (2) Neuroefetuadoras: Quando no SNP, terminações axônicas, relacionam-se com células não-neuronais ou efetuadoras (células musculares esqueléticas, células musculares lisas ou cardíacas) e secretoras (glândulas salivares). SINAPSES ELÉTRICAS - Rara em vertebrados; - Exclusivamente interneuronais; - Encontrada no tecido epitelial, muscular liso e cardíaco; - As membranas plasmáticas dos neurônios entram em contato, com isso ocorre o acoplamento iônico através de canais iônicos concentrados em cada uma das membranas em contato. Esses canais projetam-se no espaço intercelular, estabelecendo comunicações que permitam a passagem direta de pequenas moléculas, como íons, do citoplasma de uma célula para outra. Não são polarizadas, ou seja, comunicação entre os neurônios se faz nos dois sentidos. SINAPSES QUÍMICAS - É a grande maioria das sinapses interneuronais e todas as sinapses neuroefetuadoras. - A comunicação dos elementos em contato, depende da liberação de substância química denominada neurotransmissores. - São polarizadas, ou seja, apenas um dos dois elementos em contato possuem o neurotransmissor, o chamado elemento pré-sináptico, este é armazenado em vesículas sinápticas. Kaique Antônio Moreno Leão de Azevedo – Medicina 3º Período NEUROTRANSMISSORES E VESÍCULAS SINÁPTICAS - São eles: acetilcolina, glicina, glutamato, aspartato, gaba (ácido gama-amino-butírico) e as monoaminas (dopamina, noradrenalina, adrenalina), histamina, peptídeos (substância P em neurônios sensitivos) e os opióides (grupo químico da morfina, entre eles estão as endorfinas e as encefalinas). - Tipos de vesículas: (1) Vesículas Agranulares: Conteúdo elétron-lúcido (aparecem como se estivessem vazias). Liberam acetilcolina e aminoácidos. (2) Vesículas Granulares Pequenas: Conteúdo elétron-denso. Liberam monoaminas. (3) Vesículas Granulares Grandes: Conteúdo elétron-denso delimitado por halo elétron-lúcido. Liberam monoaminas e/ou peptídeos. - Acreditava-se que as vesículas sinápticas eram produzidas apenas no pericário, sendo levadas até as terminações axônicas através do fluxo axoplasmático. Hoje, sabe-se que elas podem também ser produzidas pela própria terminação axônica por brotamento do retículo endoplasmático agranular. SINAPSES QUÍMICAS INTERNEURONAIS - É quando uma terminação axônica entra em contato com qualquer parte de outro neurônio. Exemplo: Sinapses axodendríticas, axossomáticas (com o pericário) e axoaxônicas. - É possível que, um dendrito ou mesmo o corpo celular seja, o elemento pré-sináptico, com isso podem ocorrer sinapses dendrodendríticas e mais raramente, sinapses dendrossomáticas, somatossomáticas, somatodendríticas e somatoaxônicas. - Compreende o elemento pré-sináptico, que armazena e libera o neurotransmissor e o elemento pós-sináptico, que contém receptores para o neurotransmissor e uma fenda sináptica, que separa as duas membranas sinápticas. - A transmissão sináptica decorre da união do neurotransmissor com seu receptor na membrana pós-sinápticas. SINAPSES QUÍMICAS NEUROEFETUADORAS - Também chamadas de junções neuroefetuadoras. - Envolve os axônios dos nervos periféricos em uma célula efetuadora não neuronal. (1) Junção neuroefetuadora somática: Conexão com células musculares estriadas esqueléticas. Compreende placas motoras onde o elemento pré sináptico é terminação axônica do neurônio motor somático, cujo corpo se localiza na coluna anterior da medula espinhal ou no tronco encefálico. (2) Junção neuroefetuadora visceral: Conexão com células musculares lisas ou cardíacas, ou com células glandulares. São os contatos das terminações nervosas do SNA simpático e parassimpático, cujos corpos celulares se localizam nos gânglios autonômicos. Kaique Antônio Moreno Leão de Azevedo – Medicina 3º Período MECANISMO DE TRANSMISSÃO SINÁPTICA O impulso nervoso atinge a membrana do elemento pré-sináptico, com isso ocorre alteração do potencial de membrana, com abertura dos canais de cálcio e aumento de íons cálcio no interior do elemento pré-sináptico, promovendo a liberação de neurotransmissores na fenda sináptica, até atingir seus receptores na membrana pós-sináptica.