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GENÉTICA QUANTITATIVA E HERANÇA MULTIFATORIAL Profa. Dra. Bethânia Amaral MÓDULO 3 CARACTERISTICA MULTIFATORIAL As características nas quais a variação resulta de complexas interações entre diversos fatores genéticos e ambientais. Característica cuja herança e expressão fenotípica é determinada por múltiplos genes em loci diferentes e o efeito desses genes são cumulativos, onde cada gene contribui com uma pequena parcela para a expressão fenotípica final. CARACTERÍSTICA POLIGÊNICA É a capacidade de um genótipo de manifestar fenótipos distintos em resposta a um estímulo do ambiente (Briggs & Walters, 1997). DOENÇAS MULTIFATORIAIS E LIMIAR DE SUSCETIBILIDADE Muitas doenças não seguem uma distribuição contínua/quantitativa (normal/gaussiana), estando presentes ou ausentes (traço qualitativo) nos indivíduos. Mas também não seguem padrões monogênicos. DISTRIBUIÇÃO DE SUSCETIBILIDADE: - Indivíduos que se encontram na extremidade mais baixa da distribuição têm também baixa probabilidade de desenvolver a doença. - Indivíduos mais próximos da extremidade mais alta da distribuição possuem mais fatores genéticos e/ou ambientais, sendo mais propensos a desenvolver a doença. MODELO LIMIAR DE SUSCETIBILIDADE ANÁLISE GENÉTICA DAS HERANÇAS COMPLEXAS AGREGAÇÃO FAMILIAR: os indivíduos afetados podem estar agregados em famílias - Agregação familiar não significa que a característica tem que ter uma contribuição genética. Ex: doença comum na população em geral. - Parentes genes + ambiente em comum CONCORDÂCIA E DISCORDÂNCIA: quando indivíduos da mesma família têm a mesma doença, estes são concordantes para esse disturbio. -Discordância entre indivíduos com mesmo genótipo pode ser explicada por menor exposição ambiental de um deles. Falsa concordância: - Fenocópia: imitação de um fenótipo produzido pela interação de algum fator ambiental com um genótipo normal. - Genocópia: genótipo que determina um fenótipo muito similar àquele determinado por um genótipo diferente. ANÁLISE GENÉTICA DAS HERANÇAS COMPLEXAS RISCO RELATIVO (λr): medida da agregação familiar por meio da comparação da frequência da doença entre os parentes do probando e a frequência (prevalência) na população em geral. Quando λr é igual a 1 indica que um parente não é mais susceptível para doença do que qualquer pessoa na população (não ocorre agregação familiar). ESTUDO DE GÊMEOS E FILHOS ADOTIVOS: comparando efeitos genéticos e ambientais MEMBROS-CONTROLE NÃO-BIOLÓGICOS DA FAMÍLIA: filhos adotados ou cônjuges - Compartilham o mesmo ambiente: separa o ambiente familiar da influencia genética. - Ex.: Esclerose múltipla: contribuição primariamente genética, rara origem ambiental. λr = 20 – 40 (parentes em 1° grau) λr = 1 (parentes não-biológicos) ESTUDO DE GÊMEOS E FILHOS ADOTIVOS: comparando efeitos genéticos e ambientais ESTUDO DE GÊMEOS: Monozigóticos x Dizigóticos - Monozigóticos: compartilham ~100% do genoma e ambiente intrauterino - Dizigóticos: compartilham ~50% do genoma e ambiente intrauterino Se a variedade da característica for influenciada principalmente pelo ambiente, a concordância entre gêmeos MZ e DZ será similar e o numerador será próximo de Zero.