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MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
1 
 
 
 
REVISÃO GERAL 
MÓDULO VIII: 
 INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
 
 
 
 
NOME: LOREN ROSETTI REBELLO 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 OFTALMOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VILA VELHA 
2013 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
3 
 
1- Qual a embriologia do olho humano? 
Langman: O olho em desenvolvimento aparece no embrião de 22 dias como um par de sulcos rasos de ambos os 
lados do encéfalo anterior. Quando o tubo neural se fecha, esses sulcos formam evaginações no encéfalo anterior, 
as vesículas ópticas. Subsequentemente, estas vesículas entram em contato com o ectoderma da superfície e 
induzem neste transformações necessárias para a formação do cristalino. Pouco depois, a vesícula óptica começa a 
invaginar-se e forma o cálice óptico de parede dupla. Inicialmente, as camadas interna e externa desse cálice estão 
separadas por uma luz, o espaço intra-retiniano, mas essa luz desaparece logo e as duas camadas ficam apostas uma 
contra a outra. Essa invaginação não está restrita a porção central do cálice, mas também envolve uma parte da 
superfície inferior, que forma a fissura coroidea. A formação da fissura permite à artéria hialoide alcançar a câmara 
interna do olho. Durante a sétima semana, os lábios da fissura coróidea fundem-se, e a boca do cálice óptico torna-
se uma abertura redonda, a futura pupila. 
Durante essas transformações, células do epitélio da superfície, inicialmente em contato com a vesícula óptica, 
alongam-se e formam o placódio do cristalino. Subsequentemente, este placódio se invagina e se transforma na 
vesícula do cristalino. Durante a quinta semana, a vesícula do cristalino perde seu contato com o ectoderma da 
superfície e se coloca na boca do cálice óptico. 
2- Quais as membranas embrionárias que dão origem ao globo ocular e suas respectivas estruturas? 
Vaughan: O olho é derivado de 3 membranas embrionárias primitivas: ectoderma superficial, incluindo a crista 
neural; ectoderma neural e o mesoderma. O endoderma não entra na formação do olho. 
Ectoderma superficial: cristalino, à glândula lacrimal, ao epitélio da córnea, à conjuntiva e às glândulas anexas, 
epiderme das pálpebras. 
 
Crista neural (surge do ectoderma superficial na região imediatamente adjacente às pregas neurais do 
neuroectoderma): ceratócitos e do endotélio da córnea, da malha trabecular, do estroma da íris e da coroide, do 
músculo ciliar, dos fibroblastos da esclera, do vítreo e das meninges do nervo óptico; envolvida ainda na formação 
da cartilagem e dos ossos da órbita, dos tecidos conjuntivos e dos nervos orbitários, dos músculos extraoculares e 
das camadas subepidérmicas das pálpebras. 
 
Neuroectoderma: vesícula e ao cálice óptico (formação da retina e do epitélio pigmentado da retina, das camadas 
pigmentada e não-pigmentada do epitélio ciliar, do epitélio posterior, dos músculos dilatador e esfíncter da íris e 
pelas fibras do nervo óptico e da glia). 
 
Mesoderma: vítreo, dos músculos extra oculares e palpebrais, endotélio vascular ocular e orbitário. Contribui para a 
formação da esclera. 
 
Questão Prática: Ao tomar a história de uma mulher jovem que está na 10ª semana de gestação, você fica 
preocupado com a possibilidade de ela ter contraído rubéola em algum momento do período que vai da quarta à 
oitava semana de gravidez. Quais tipos de defeitos poderiam ser produzidos em seu filho? 
Resposta: Sabe-se que a rubéola causa catarata, microftalmia, sudez congênita e malformações cardíacas. A 
exposição a esse vírus durante o período que vai da quarta à oitava semana coloca a criança em risco de apresentar 
um ou mais desses defeitos congênitos. 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
4 
 
 
3- Quais as túnicas do bulbo ocular? 
Externa ou Fibrosa: Constituída pela córnea, esclera e limbo esclero-corneano 
Média, Vascular ou úvea: Coroide, íris e corpo ciliar 
Interna ou Nervosa: Formada pela retina que continua-se com o nervo óptico 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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4- O que contém nas túnicas do bulbo ocular? 
As túnicas contem os meio dióptricos, transparentes que são a córnea, o humor aquoso, a lente (cristalino suspenso 
pela zônula ciliar) e o humor vítreo. 
5- Como é o desenvolvimento do olho após o nascimento? 
Vaughan: 
Globo ocular: Na época do nascimento, o olho é maior em relação ao resto do corpo, quando comparado com 
crianças e adultos. Em relação ao tamanho definitivo ( aos 7-8 anos) é comparativamente mais curto, tendo em 
média 16.5mm de diâmetro ântero-posterior ( a única dimensão opticamente significante). Isto tornaria o olho 
hipermetrope, se não fosse o poder de refração da lente, quase esférica. 
Córnea: O recém nascido tem a córnea relativamente grande, a qual alcança seu tamanho definitivo por volta dos 2 
anos de idade. É mais plana que a córnea adulta e sua curvatura é maior na periferia que no centro ( o inverso ocorre 
no adulto). 
Cristalino: Ao nascimento, o cristalino é mais esférico que mais tarde, gerando poder de refração que ajuda a 
compensar o diâmetro anteroposterior do olho. O cristalino cresce durante a vida, à medida que novas fibras são 
acrescentadas à periferia tornando-se achatado. 
A consistência do material do cristalino muda ao decorrer da vida. Ao nascimento, pode ser comparada a um plástico 
macio; na idade avançada, a lente tem a consistência semelhante a um vidro. Isto é responsável pela maior 
resistência à mudança de forma na acomodação, à medida que se envelhece. 
Íris: Ao nascimento, há pouco ou nenhum pigmento na superfície anterior da íris; a camada posterior pigmentar, 
vista através do tecido translúcido, dá aos olhos da maioria das crianças uma coloração azulada. À medida que o 
pigmento começa a aparecer na superfície anterior, a Iris assume a cor definitiva. Se uma qualidade considerável de 
pigmento for depositada, os olhos tornar-se-ão marrons. Menor pigmentação do estroma da íris resulta em cor 
avelã, azul ou verde. 
6- Descreve resumidamente a anatomia do olho. 
O olho ocupa a órbita, cavidade óssea, mede 24mm de diâmetro e é formado por 3 túnicas concêntricas: túnica 
externa de proteção, que é fibrosa e compreende a córnea e a esclera; túnica média, que é vascular e pigmentada, e 
compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide; e a túnica interna ou nervosa, que é a retina. 
Córnea: Estrutura anterior e transparente a túnica externa. A sua transparência depende do seu estado de 
desidratação, que, acredita-se, é mantido pelo epitélio de revestimento. Ela é avascular e é nutrida pelo limbo, ou 
seja, por sua periferia, onde se juntam córnea, conjuntiva e esclera. 
Esclera: Estrutura posterior opaca da túnica externa. É o “branco dos olhos” e consiste em uma rede de fibras 
colágenas. 
Túnica Média: Tem como função primária dar suprimento nutricional às estruturas oculares. 
Íris: Diafragma circular que divide os compartimentos aquosos (preenchidos pelo humor aquoso) em câmaras 
anteriores e posterior. Prende-se, perifericamente, ao corpo ciliar e, centralmente, é, livre, limitando uma abertura 
conhecida como pupila. A superfície da íris consiste de tecido estromal estruturado livremente, de origem 
mesodérmica, revestido posteriormente por uma camada pigmentar. A cor da íris depende da disposição e do tipo 
de pigmento e da estrutura do estroma as fibras do estroma podem se abrir formando escavações, às quais 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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chamamos colarete, que mostra a linha deinserção da membrana pupilar no feto. Na parte posterior do estroma, 
fibras parassimpáticas e cuja contração resulta na constrição da pupila ou miose. Radicalmente, aparecem as fibras 
de outro músculo liso, este inervado pelo sistema nervoso simpático e que realiza dilatação da pupila (mioríase), o 
dilatador da pupila. 
Corpo Ciliar: Extensão posterior da íris e contém o músculo ciliar e os processos ciliares que agem na acomodação e 
que formariam o humor aquoso. 
Coróide: Camada vascular que corre entre a retina e a esclera e que nutre os 2/3 externos da retina. A membrana de 
Breech limita a coróide internamente e está fortemente aderida ao epitélio pigmentar da retina. A túnica média 
freqüentemente é chamado de úvea. A retina é a túnica mais interna do olho e é composta de dois extratos, o 
epitélio pigmentar da retina e a camada neuronal com um espaço potencial entre os dois. A camada neuronal 
contém os fotorreceptores: os cones (visão de detalhes e cores) e os bastonetes (visão com luminosidade reduzida). 
A visão fina e detalhada se dá no centro da mácula, fóvea, a 3mm temporalmente à saída do nervo óptico. 
 
O humor aquoso preenche as câmaras anterior e posterior do olho. Sua composição é aproximadamente aquela do 
plasma sem proteínas. 
 
O cristalino é uma lente biconvexa que varia sua curva, sobretudo anteriormente, aumentando ou diminuindo, 
assim, a focalização de um objeto. Fica preso à zônula ciliar, proveniente dos músculos ciliares, na câmara posterior. 
 
O humor vítreo é uma substância gelatinosa clara, mistura de uma estrutura colagenosa com um 
mucopolissacarídeo hidrofílio, o ácido hialurônico. ocupa um grande volume do olho, posterior à câmara posterior, e 
é responsável pelo suporte das delicadas estruturas internas do olho 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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7- Qual a irrigação do olho? 
UNIFESP: A irrigação da órbita do olho é realizada pela artéria oftálmica, ramo da a.carótida interna. Penetra na 
órbita pelo canal óptico, abaixo do nervo óptico, emite a artéria central da retina que penetra no IIº par, a.lacrimal, 
a.supraorbital, ramos musculares que conduzem as aa.ciliares, aa.ciliares posteriores, aa.etmoidais, aa.palpebrais 
terminando nas artérias dorsal do nariz e intratroclear no canto medial. 
 
 Irrigação do olho Drenagem venosa da órbita e olho 
A drenagem da órbita é realizada pelas veias orbitais superior e inferior, que recebem veias corticosas do olho e 
dirigem-se para o seio cavernoso e plexo pterigoideo. 
Na órbita e olho não há vasos linfáticos, existentes apenas na conjuntiva e pálpebras 
8- Quais os nervos da órbita e olho? 
UNIFESP: Os nervos da órbita e olho são: 
 Motores Somáticos – para o olho e pálpebra – oculomotor (III) com 
divisão superior para os mm.retos superior e levantador da 
pálpebra superior, e divisão inferior para os mm.retos inferior e 
medial, e oblíquo inferior; para a pálpebra – facial (VII) m.orbicular 
do olho 
 Motores Viscerais – autônomos- parassimpático – oculomotor (III) 
divisão inferior para o gânglio ciliar localizado lateralmente ao 1/3 
posterior do n.óptico – mm.ciliar e esfíncter da pupila; simpático 
via gânglio cervical superior, plexo pericarotídeo, raízes simpáticas 
para os mm.dilatador da pupila, tarsal. 
 Sensorial – n.óptico. Sensitivo – n.trigêmeio (V) Ramo oftálmico 
(V1) – nn.frontal (supratroclear e supraorbital) – sensibilidades da 
pálpebra superior, supercílio e fronte, lacrimal (região lateral da 
órbita); ramo maxilar (V2) – n.infraorbital (pálpebra inferior). 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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9- Quais ossos formam o arcabouço ósseo da órbita? 
UNIFESP: Formado por sete ossos, constitui o referencial para a localização do conteúdo orbitário. Os ossos são: 
frontal, maxilar, zigomático, esfenoide, etmoide, lacrimal e palatino. 
 
A órbita tem a forma aproximada de uma pirâmide quadrangular, sendo a base formada pelos ossos frontal (na 
margem encontra-se a incisura e ou forame supra-orbital, passagem do nervo de mesmo nome), zigomático e 
maxilar (onde abaixo a margem há o forame infra-orbital) 
No ápice entre o corpo esfenoide e suas asas menor e maior, encontra-se o canal óptico (passagem do nervo óptico 
– IIº par e da artéria oftálmica), fissura orbital superior (passagem dos nervos oculootor – IIIº par com as raízes 
superior e inferior, troclear – VIº par, abducente – VIº par e trigêmeo –Vºpar representado pelo seu ramo ofálmico. 
A fissura orbital inferior entre a asa maior do esfenoide e o maxilar, contém ramo do nervo maxilar (Vº par), nervo 
infra-orbital que penetra pela incisura e canal infra-orbital. 
Na parede medial da órbita encontra-se a fossa lacrimal que comunica-se com o meato nasal inferior por meio do 
duto lacrimonasal. Na parede superior, a fossa da glândula lacrimal acha-se lateralmente e a tróclea medialmente. 
10- Quais os músculos extrínsecos do bulbo e sua inervação? 
UNIFESP: Os músculos extrínsecos do olho são estriados em numero de seis, quatro retos (medial, inferior, lateral e 
superior) e dois oblíquos (superior e inferior) 
Os músculo retos originam-se no ânulo tendineo e formam um cone retro-bulbar, estando envolvidas pela bainha e 
ligamentos intermusculares. Dirigem-se anteriormente ao bulbo onde se inserem na esclera, sendo o músculo reto 
medial mais próximo do limbo e os outros se afastando dele num sentido espiral. 
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O músculo oblíquo superior se origina acima do ânulo tendíneo, seu ventre se dirige para a tróclea na parede medial 
e superior da órbita onde se continua com o tendão. Este passa através da tróclea e realiza um trajeto para trás, indo 
se inserir na esclera atrás do equador do bulbo. O músculo oblíquo inferior se origina no soalho da orbita, próximo à 
margem, dirige-se para trás e lateralmente, passando sob o músculo reto inferior e entre o músculo reto lateral e 
bulbo, inserindo-se na esclera abaixo do músculo oblíquo superior. 
Todos os músculos perfuram a fáscia bulbar (cápsula de Tenon) atravessando o espaço epiescleral. 
 
 
Os músculos extra-oculares são inervados por três nervos cranianos; o III, oculomotor (reto superior, reto inferior, 
reto medial e oblíquo inferior), o VI, abducente (reto lateral), e o IV, troclear (oblíquo superior). 
Moore: Nervo oculomotor (NC III); troclear (NC VI) e abducente (NC VI). Há um mnemônico, semelhante a uma 
fórmula química, usado para memorizar a inervação dos músculos extrínsecos que movimentam o bulbo do olho: 
RL6OS4TO3 (reto lateral, NC VI; oblíquo superior, NC IV; todos os outros, NC III. 
11- Qual a função da sobrancelha? 
Servem para proteger os olhos, impedindo a entrada de partículas de sujeira ou de suor que escorre pela testa. 
12- O que é pálpebra? 
Vaughan: As pálpebras superior e inferior são pregas modificadas da pele que podem se fechar e proteger a parte 
anterior do globo ocular. Ao piscar ajuda a espalhar o filme lacrimal, que protege a córnea e a conjuntiva da 
desidratação. A pálpebra superior termina no supercílio; a pálpebra inferior une-se com a bochecha. 
13- Quais as funções da pálpebra? 
 
 Protege a parte anterior do globo ocular 
 Ao piscar ajuda a espalhar o filme lacrimal, que protege a córnea e a conjuntiva da desidratação. 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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14- Quais as estruturas que compõem a pálpebra? 
Vaughan: 
a) Camada de pele: a pele das pálpebras difere da maioria da pele de outras áreasdo corpo: ela é delgada 
frouxa e elástica, possui poucos folículos pilosos e nenhuma gordura subcutânea. 
b) Músculo orbicular ocular: 
 
A função do músculo orbicular ocular é fechar as 
pálpebras. Suas fibras musculares circundam a rima 
palpebral de maneira concêntrica, espalhando-se por 
pequena distancia o redor da margem orbital. algumas 
fibras correm sobre a bochecha e a testa. A porção do 
músculo que está nas pálpebras é conhecida como 
porção pré-tarsal; a porção ao redor do septo orbital é 
a porção pré-septal. O segmento externo da pálpebra 
é chamado de porção orbital. O orbicular é inervado 
pelo nervo facial. 
 
 
c) Tecido areolar: o tecido areolar submuscular, que encontra-se profundamente sob o músculo orbicular 
ocular, comunica-se com a camada subaponeurótica do couro cabeludo. 
 
d) Placas tarsais (Tarso): 
 
 
A principal estrutura de sustentação da pálpebra é uma 
camada de tecido fibroso denso com pequena qualidade 
de tecido elástico que é chamada de placa tarsal ou 
tarso. Os ângulos lateral e medial e as extensões do tarso 
estão ligados à margem orbital por ligamentos palpebrais 
lateral e medial. Os tarsos inferior e superior estão 
também ligado por uma fáscia fina e condensada às 
margens orbitais superior e inferior. Essa fáscia fina 
forma o septo orbital. 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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e) Conjuntiva palpebral: 
 
As pálpebras estão alinhadas posteriormente 
pro uma camada de membrana mucosa, a 
conjuntiva palpebral, que adere firmemente ao 
tarso. Uma incisão cirúrgica através da linha 
cinzenta da margem palpebral em uma lamela 
anterior da pele com o músculo orbicularis e 
uma lamela posterior de tarso com a conjuntiva 
palpebral. 
 
 
 
 
15- Quais as glândulas que se localizam na pálpebra e suas funções? 
Margem Anterior: Glândulas Ciliares 
 Glândulas de Zeis: São glândulas sebáceas modificadas que estão associadas aos folículos dos cílios. 
 Glândulas de Moll: São glândulas sudoríparas modificadas cujos ductos se abrem tanto para os folículos 
pilosos dos cílios quanto na margem palpebral anterior. 
Margem Posterior: 
 
 Glândulas Meibomianas: São glândulas sebáceas modificadas que secretam a camada lipídica do filme 
lacrimal, impedindo a evaporação excessiva das lágrimas e lubrificando as margens das pálpebras. 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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16- Quais os músculos que permitem os movimentos da pálpebra? 
Músculo Orbicular do Olho 
A função do músculo orbicular do olho é fechar as pálpebras. Suas 
fibras musculares circundam a rima palpebral de maneira 
concêntrica, espalhando-se por pequena distância ao redor da 
margem orbital. Algumas fibras correm sobre a bochecha e testa. A 
porção do músculo que está nas pálpebras é conhecida como porção 
pré-tarsal; a porção ao redor do septo orbital é a porção pré-septal. 
O segmento externo da pálpebra é chamado de porção orbital. O 
orbicular é inervado pelo nervo facial. 
Músculos retratores palpebrais 
Parte superior é dividida em 2 porções: 
Músculo estriado: 
 Levantador da pálpebra superior. São inervados pelo III par (oculomotor); 
Fino e achatado, expande-se em uma grande aponeurose à medida que se aproxima de sua fixação distal do 
tarso superior. É o oponente do m. orbicular do olho. 
Fibras musculares lisas de Muller 
 Músculo Tarsal Superior. São inervados pelos nervos Simpáticos. 
 O músculo de Muller insere-se na borda superior do tarso e no fórnice superior da conjuntiva, elevando, então, a 
lamela posterior. Na pálpebra inferior, o principal retrator é o músculo reto inferior, a partir do qual se estende o 
tecido fibroso para envolver o músculo oblíquo inferior, inserindo-se a seguir na borda inferior da placa tarsal e do 
músculo ocular orbicular. Associados a esta aponeurose estão as fibras do músculo liso do músculo tarsal inferior. 
 
17- Quais os nervos que inervam os músculos da pálpebra? 
Vaughan: A inervação sensorial das pálpebras deriva da primeira e segunda divisões do nervo trigêmeo (v). Os 
nervos lacrimal, supra-orbital, supratroclear, infratroclear e nasal externo são ramificações da divisão oftálmica do 
quinto nervo. Os nervos infra-orbital zigomaticofacial e zigomático temporal são ramificações da divisão maxilar 
(segunda) do nervo trigêmeo. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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18- Qual a função dos cílios? 
Vaughan: Os Cílios existem para proteger os olhos, eles servem como uma barreira importante que impedem que 
pequenas partículas como poeira e microorganismos cheguem aos olhos, eles também funcionam como sensores 
que se um inseto, por exemplo, se aproxima imediatamente reagimos fechando as pálpebras assim a possibilidades 
de alguma coisa atingir diretamente nossos olhos seja evitada. 
19- Qual a posição normal dos cílios? 
Vaughan: Os cílios projetam-se das margens da pálpebra e estão arranjados irregularmente. Os cílios superiores são 
maiores, mais numerosos do que os inferiores e estão virados para cima; os inferiores estão virados para baixo. 
20- O que é conjuntiva? 
Vaughan: A conjuntiva é uma membrana mucosa fina e transparente que reveste a superfície posterior da pálpebra 
(conjuntiva palpebral) e a superfície anterior da esclera (conjuntiva bulbar). Ela é continua com a pele na margem da 
pálpebra (uma junção mucocutânea) e com o epitélio corneano no limbo. 
21- Quais são as conjuntivas do olho? 
Vaughan: 
Conjuntiva Palpebral: 
Reveste a superfície posterior da pálpebra, aderindo firmemente ao tarso. Nas margens posterior e inferior do tarso, 
a conjuntiva é refletida posteriormente (nos fórnices superior e inferior) e reveste o tecido episcleral para tornar-se 
a conjuntiva bulbar. 
Conjuntiva Bulbar: 
 
Adere frouxamente ao septo orbital nos fórnices, estando, frequentemente pregueada. Isso permite ao olho 
movimentar-se e aumentar a área da superfície secretora da conjuntiva. (Os ductos da glândula lacrimal abrem-se 
no fórnice temporal superior). Exceto no limbo (onde a cápsula de Tenon e a conjuntiva estão unidas por cerca de 
3mm), a conjuntiva bulbar está frouxamente aderida à capsula de Tenon e à esclera adjacente. 
Uma dobra mole, móvel e espessa da conjuntiva bulbar (prega semilunar) localiza-se na comissura interna e 
corresponde à membrana nictante de alguns animais inferiores. Uma estrutura epidermóide pequena e carnosa (a 
papila) está ligada superficialmente à porção interna da prega semilunar, sendo uma zona de transição que contém 
elementos cutâneos e de membrana mucosa. 
 
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22- Qual a função da conjuntiva? 
A conjuntiva é uma fina membrana mucosa que cobre, internamente, as pálpebras (conjuntiva tarsal). Recobre, 
também, toda a parte branca do olho (conjuntiva bulbar). É uma das principais estruturas responsáveis pela 
lubrificação do olho. 
23- Qual a histologia da conjuntiva? 
Vaughan: O epitélio conjuntival consiste em duas a cinco camadas de células epiteliais colunares estratificadas: a 
superficial e a basal. O epitélio conjuntival próximo ao limbo, sobre a papila e próximo às junções mucocutâneas na 
margem da pálpebra consiste em células epiteliais pavimentosas estratificadas. 
 As células epiteliais superficiais são células redondas ou caliciformes ovais mucossecretoras. O muco, 
quando se forma, empurra lateralmente o núcleo da célula caliciforme, sendo necessário para que haja uma 
dispersão apropriada da película lacrimal pré-coreana. 
 As células epiteliais basais coram-se mais intensamente do que as células superficiais,podendo ter 
pigmentos próximo ao limbo. 
O estroma conjuntival é dividido em uma camada adenoide (superficial) e uma camada fibrosa (profunda). 
 A camada adenoide contém tecido linfoide e em algumas áreas pode conter estruturas semelhantes a 
folículos sem centros germinativos. A camada adenoide se desenvolve antes de 2 ou 3 meses de vida. Isto 
explica porque a conjuntivite de inclusão do recém nascido é de natureza papilar ao invés de folicular, 
tornando-se folicular mais tarde. 
 A camada fibrosa é composta por tecido conjuntivo que se liga ao tarso. Isto explica a aparência de reação 
papilar em inflamações da conjuntiva. A camada fibrosa está frouxamente disposta sobre o globo. 
As glândulas lacrimais acessórias (glândula de Krause e Wolfring), que lembram a estrutura e a função da glândula 
lacrimal, localizam-se no estroma. A maioria das glândulas de Krause estão no fórnice superior, as poucas restantes 
estão no fórnice inferior. As glândulas de Wolfring encontram-se na margem superior do tarso superior. 
24- Qual a vascularização da conjuntiva? 
Vaughan: As artérias conjuntivais são derivadas das artérias ciliares anteriores e palpebrais. As duas artérias são 
livremente anastomosadas e formam uma considerável rede vascular conjuntival, junto com numerosas veias 
conjuntivais que geralmente acompanham o padrão arterial. Os linfáticos conjuntivais dispõem-se em camadas 
superficial e profunda e unem-se aos linfátcos da pálpebra para formar um rico plexo linfático. 
25- Qual a inervação da conjuntiva? 
Vaughan: A conjuntiva é inervada pela primeira divisão (oftálmica) do quinto nervo. Possui um número 
relativamente pequeno de fibras dolorosas. 
26- Quais as glândulas conjuntivais? 
 
 Glândulas lacrimais acessórias (produzem 5% da lágrima): no estroma, estão as Glândulas de Krause e 
Glândulas de Wolfring 
 
 Glândulas secretoras de mucina: no epitélio estão as Células Caliciformes, as Criptas de Henle e as Glândulas 
de Manz. 
Obs.: Doenças destrutivas da conjuntiva, como o Penfigóide Cicatricial, alteram as Glândulas secretoras de mucina e 
doenças conjuntivais inflamatórias crônicas podem estar associadas a aumento do número de Células Caliciformes 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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27- O que é córnea? 
Vaughan: A córnea é um tecido transparente comparável em tamanho e estrutura a um vidro de um pequeno 
relógio. Está inserida na esclera ao nível do limbo, sendo que a depressão circunferencial que ocorre nesta junção é 
conhecida como sulco escleral. 
LI: É transparente e convexa, sua transparência é devida ao tecido conjuntivo denso avascular firmemente unido. 
28- Qual a função da córnea? 
Sua função é permitir a entrada de raios de luz no olho e, através disso, possibilitar a formação da imagem nítida na 
retina, além da proteção contra microrganismos. 
29- Qual a histologia da córnea? 
Da face anterior para a posterior, existem 5 camadas distintas: 
 
 
1. Epitélio ( que é contínuo com o epitélio da conjuntiva bulbar) 
Possui 5 ou 6 camadas de células 
Nas camadas mais profundas as células são colunares, com atividade 
mitogênica onde, na medida em que as células mais superficiais (mais 
antigas) vão descamando, vão sendo repostas por outras (mais jovens) 
que, naturalmente vão assumindo a forma estratificada anteriormente 
descrita. Esse período a partir da mitose até a célula alcançar a superfície 
é de sete dias. 
2. A membrana de Bowman 
A membrana de Bowman é uma camada clara acelular, uma porção 
modificada do estroma 
3. Estroma 
Estroma coreano corresponde a cerca de 90% da espessura corneana. É 
composto por lamelas entrelaçadas de fibrilas de colágeno de altura que 
correm por quase todo o diâmetro da córnea. Passam paralelamente à 
superfície da córnea, sendo opticamente transparentes em virtude de seu 
tamanho e proximidade. As lamelas estão envolvidas por uma substancia 
fundamental de proteoglicanos hidratadas associados aos queratócitos, 
os quais produzem o colágeno e a substância fundamental amorfa. 
4. Membrana de Descemet 
A membrana de Descemet, representando a membrana basal do 
endotélio corneano, tem aspecto homogêneo ao microscópio óptico e 
aspecto laminado ao microscópio eletrônico, devido a diferenças 
estruturais entre suas porções pré-natal e pós natal. 
5. Endotélio. 
O endotélio apresenta apenas uma monocamada celular, mas é 
responsável pela manutenção essencial da deturgescência do estroma 
coreano. O endotélio é mais suscetível a lesões, assim como à perda de 
células com idade. A reparação do endotélio é limitada ao aumento e 
deslizamento das células existentes, com reduzida capacidade de divisão 
celular. A insuficiência da função endotelial provoca o edema corneano. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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30- O que é o mecanismo de deturgescência do endotélio corneano? 
É o estado de relativa desidratação do tecido corneano que permite sua absoluta transparência. 
A transparência da córnea é mantida pela bomba iônica no seu endotélio, responsável pela deturgescência e 
desidratação do estroma. A deturgescência e a transparência da córnea são mantidas pela bomba sódio-potássio, 
mas no nível do endotélio e pelo equilíbrio eletrolítico osmótico do filme lacrimal, que atua no epitélio incrementado 
pela bomba iônica. 
A refração da luz ocorre porque a superfície de curvatura corneana possui índice refracional maior que o do ar. Sua 
superfície é transparente devido ao especializado arranjo das fibras colágenas presentes no estroma, as quais devem 
se manter em um estado relativo de desidratação. Isso é conseguido através de uma bomba de íons encontrada no 
endotélio ( a direção do fluxo é do ESTROMA para a CAMARA ANTERIOR). A perda severa de células endoteliais ( e a 
consequente perda da bomba iônica) leva a uma hidratação excessiva (edema) e a perda da transparência corneana. 
31- O que é o mecanismo de “turn-over” do epitélio corneano? 
Ocullare_Prof: O epitélio corneano sofre intenso “turn-over” celular, com constante renovação de células ( as células 
jovens, mais basais, vão empurrando a células mais antigas, superficiais que descamam). 
32- Qual a importância da transparência corneana? 
Ocullare_Prof:A transparência da córnea é fundamental para a visão. Se ocorre diminuição da transparência da 
córnea pode ser conseqüência de inflamação, infecção ou trauma corneano. Se o processo fica restrito ao epitélio, 
membrana basal do epitéio ou membrana de Bowman, a cicatrização não resulta em diminuição da transparência. 
Quando ocorre acometimento do estroma corneano por processo inflamatório, geralmente o resultado é sua 
opacificação (leucoma) ou diminuição da tranparência (nubécula). 
 
33- Qual a vascularização da córnea? A córnea é avascular em sua parte central e o limbo é vascularizado por 
ramos das artérias ciliares anteriores. 
34- Qual a inervação da córnea? 
Vaughan: Os nervos sensoriais da córnea são derivados da primeira divisão (oftálmica) do quinto nervo craniano 
(trigêmeo) 
35- Qual a nutrição da córnea? 
Vaughan: As fontes de nutrição para a córnea são os 
vasos do limbo, o humor aquoso e as lágrimas. A 
superfície da córnea também consegue a maioria de 
oxigênio a partir da atmosfera. 
A nutrição corneana é feita através das lágrimas, do 
humor aquoso, e o oxigênio é absorvido diretamente da 
atmosfera. 
 
 
 
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36- O que é esclera? 
Vaughan: Esclera é o revestimento fibroso protetor externo do olho 
que consiste quase inteiramente de colágeno. É densa e branca, 
continua-se anteriormente com a córnea e posteriormente com a 
bainhadural do nervo óptico. 
37- Quais os componentes da esclera? 
Vaughan: Cordões de colágeno e tecido elástico passam pelo forame 
escleral posterior formando a lâmina crivosa. Entre os cordões, passam 
feixes de axônios do nervo óptico. A superfície externa da esclera 
anterior está revestida por uma camada fina de tecido elástico, a 
episclera, que contém numerosos vasos sanguíneos que nutrem a 
esclera. A camada pigmentar marrom na suerfície interna da esclera é a 
lâmina fusca, a qual forma a camada externa do espaço pericoróideo. 
38- Quais as camadas da esclera? 
I. EPISCLERA: camada mais superficial, formada pr denso tecido vascular conjuntivo que se funde com a Cápsula (ou 
Membrana) de Tenon superficialmente e internamente com as camadas mais externas do estroma. 
II. ESCLERA: mais profunda, constituída do estroma escleral composto de feixes de colágeno que variam de forma e 
tamanho, não sendo uniformemente orientados como na córnea. Sua camada mais interna chamada “lâmina fusca”, 
se mistura com as lamelas mais superficiais do corpo ciliar e da coróide. 
 
39- Por que a esclera é branca? 
Helaio Oftamology: A esclera, a camada mais externa do globo ocular, é composta por um grupo de fibras de 
colágeno que tornam a camada ocular rígida e fibrosa. Ela é opaca e parece ser branca devido ao alto conteúdo de 
água e fibras de colágeno organizadas de forma arbitrária. Isso fornece força e rigidez ao globo, apesar de seu 
constante movimento e da força exercida pelos músculos extraoculares. 
40- Qual a função da esclera? 
Portal São Francisco: A esclera tem função protetora e ajuda a manter a forma do olho. 
41- Qual a inervação da esclera? 
compuland.com.br/anatomia/olho: Sua inervação é feita através dos nervos ciliares. 
42- Qual a vascularização da esclera? 
compuland.com.br/anatomia/olho: Sua vascularização é feita através das artérias ciliares (em número de quatro), 
veias ciliares e vorticosas. 
 
 
 
 
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43- Qual a composição da lágrima? 
Sociedade Brasileira de lentes de contato, córnea e Refratometria: A lágrima contém uma parte aquosa, uma 
mucosa, além de uma parte gordurosa. 
 A parte aquosa é mais espessa e contém água, sais minerais ou eletrólitos, proteínas, complexos 
imunológicos e lisozima que digere as proteínas deletérias secretadas por bactérias; 
 A parte mucosa, que fica na parte mais interna em contato com a córnea e conjuntiva, contém uma 
substância chamada mucina que facilita a distribuição da lágrima sobre a superfície do olho mantendo-a 
estável e lisa além de ajudar na defesa contra infecções pois impede a aderência de debris e bactérias na 
superfície do olho; 
 A parte gordurosa também chamada lipídica, que é mais externa e apresenta uma película fina de gordura 
que facilita a distribuição do filme lacrimal, previne a irritação mecânica das pálpebras ao piscar e impede 
que a lágrima se evapore. 
A lágrima, portanto, não é composta apenas por água e sal como o soro fisiológico. O equilíbrio desta composição 
mantém a função do filme lacrimal adequada assim como o funcionamento integrado da superfície ocular (filme 
lacrimal, córnea e conjuntiva). 
44- Qual a função da lágrima? 
Sociedade Brasileira de lentes de contato, córnea e Refratometria : A lágrima transporta oxigênio para o epitélio 
corneano, mantém os olhos umedecidos e lubrificados quando ocorre o mecanismo de piscar, nutridos, protegidos 
contra infecções e mantém uma visão nítida ao regularizar a superfície corneana permitindo a transmissão da luz 
sem difração. A produção da lágrima ocorre através da integração de processos locais (oculares) e sistêmicos 
(sistema nervoso autônomo e endócrino). Portanto, doenças da superfície ocular (alergia, conjuntivites infecciosas e 
cicatriciais), cirurgias oculares, queimaduras oculares por produtos químicos, colírios, doenças sistêmicas 
(reumatológicas ou auto-imunes), medicações sistêmicas (anti-histamínicos, anti-hipertensivos, diuréticos, 
psicotrópicos, anti-depressivos, isotretinoína etc), desequilíbrio hormonal (menopausa, terapia de reposição 
hormonal) e envelhecimento podem causar um distúrbio na produção e instabilidade lacrimal. Além disso, fatores 
externos como uso de computadores, leitura prolongada, ar condicionado ou locais com clima seco, poluição e 
cigarro podem facilitar a evaporação da lágrima. Essas situações levam ao desequilíbrio do filme lacrimal causando o 
quadro da síndrome do olho seco. 
45- Onde estão localizadas as glândulas lacrimais? 
Vaughnan: 
A glândula lacrimal consiste nas seguintes estruturas: 
(1) Uma porção orbital amendoada, localizada na fossa lacrimal no segmento temporal anterior superior da 
órbita. É separada da porção palpebral pela proeminência lateral do músculo levantador palpebral. Para 
chegar-se cirurgicamente a cada uma dessas porções de glândulas, deve-se incisar a pele, o músculo 
orbicular e o septo orbital. 
(2) A porção palpebral menor localiza-se exatamente abaixo do segmento temporal do fórnice conjuntival 
superior. Os ductos secretores lacrimais, os quais se abrem em cerca de 10 orifícios pequenos, conectam as 
porções orbital e palpebral da glândula lacrimal ao fórnice conjuntival superior. A remoção da porção 
palpebral da glândula remove todos os ductos conectores e, portanto, impede secreções de toda a glândula. 
As glândulas lacrimais acessórias (glândulas de Krause e Wolfring, localizam-se na substancia própria da 
conjuntiva palpebral) 
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46- Como ocorre a drenagem das lágrimas? 
Vaughan: As lágrimas drenam ao lago lacrimal pelos pontos e 
canalículos superiores e inferiores para o saco lacrimal, o 
qual se encontra na fossa lacrimal. O ducto nasolacrimal 
continua-se para baixo a partir do saco e se abre no meato 
inferior da cavidade nasal, lateralmente ao corneto inferior. 
As lágrimas são direcionadas para os pontos por capilaridade, 
pela gravidade e pela ação do piscar das pálpebras. As forças 
combinadas de capilaridade no canalículo e da gravidade 
tendem a continuar o fluxo de lágrimas do ducto nasolacrimal 
para o interior do nariz. A isto soma-se a ação bombeadora 
do músculo de Horner, que é uma extensão do músculo 
orbicular até um ponto posterior ao saco lacrimal, tudo junto 
tende a gerar um fluxo contínuo de lágrimas ao longo do 
ducto nasolacrimal até o nariz. 
47- A produção da lágrima é continua ou esporádica? 
Portal São Francisco: A produção lacrimal é contínua - secreção basal, que mantém constante a umidificação do 
olho. A secreção reflexa, aumenta a produção lacrimal e é desencadeada por irritações químicas, físicas e também 
por estímulos psicológicos e emocionais. 
A secreção basal é a produção constante de lágrima, cujo volume produzido normalmente durante o dia, é de 5 a 10 
ml, suficiente para manter o olho úmido e lubrificado. O volume produzido é menor à noite. A secreção reflex é a 
produção de grande volume de lágrima e ocorre em resposta à estimulaçãp da córnea e/ou conjuntiva. A secreção 
reflexa ocorre em ambos os olhos, mesmo que apenas um tenha sido estimulado. 
48- Quais as funções do filme lacrimal? 
 Refrativa: criar uma superfície óptica uniforme, 
regularizando a superfície corneana; 
 Lubrificante: umidificar a córnea e conjuntiva, 
proporcionando conforto ao piscar; 
 Antimicrobiana: remover germes através da 
constante irrigação e pela ação das lisozimas, globulinas e 
lactoferrinas; 
 Nutritiva: trazer nutrientes e oxigênio para as células 
da córnea e conjuntiva, removendo detritos e gás carbônico; e 
 Defensiva: dificultar a aderência de corpos estranhos 
e microorganismosà superfície ocular, trazendo leucócitos à 
córnea em casos de infecção. 
Vaughan: (1) transformar a córnea em uma superfície óptica regular, abolindo irregularidades da superfície epitelial; 
(2) molhar e proteger superfície delicada do epitélio corneal e conjuntival; (3) inibir o crescimento de 
microrganismos através da lavagem mecânica e ação antimicrobiana e; (4) fornecer as susbtâncias nutrientes 
necessárias para a córnea. 
 
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49- Como ocorre a instabilidade do filme lacrimal? 
Qualquer defeito nas camadas lipídica (hidrofóbica) e aquosa-mucínica (hidrofílica) pode causar instabilidade do 
FL, por consequência, levar à redução do tempo de ruptura e danificar a célula epitelial. Como num ciclo vicioso, 
ao mesmo tempo em que resultam da síndrome do olho seco, os danos à célula epitelial também podem 
exacerbar o ressecamento. Quando a superfície ocular está danificada e é irregular, a distribuição da mucina 
também é afetada. 
A camada lipídica é secretada pelas glândulas de Meibomian. Quando as pálpebras se fecham, durante o piscar, a 
camada lipídica é comprimida contra a aquosa e, quando as pálpebras se abrem, a camada lipídica espalha-se sobre 
a camada aquosa, impedindo sua exposição, diminuindo a evaporação da lágrima. A camada aquosa ocupa quase 
toda a espessura do filme lacrimal e contém, entre outras substâncias, oxigênio (maior fonte de oxigenação 
corneana), lizosima (papel bactericida) e imunoglobulinas (principalmente Ig A, que impede a aderência de bactérias 
à superfície corneana). A camada mucosa é produzida pelas células caliciformes da conjuntiva, é uma camada 
hidrofílica que adere à superfície ocular hidrofóbica, permitindo que a lágrima se distribua homogeneamente na 
superfície corneana até o próximo piscar; dissolve-se também na camada aquosa, diminuindo a tensão superficial 
com a camada lipídica (hidrofóbica), tornando o filme lacrimal mais estável e, por fim, mantém a superfície corneana 
úmida. 
Entre duas piscadas, com o olho aberto, o componente aquoso se evapora lentamente, aproximando a camada de 
lipídios com a camada de mucina. Os lipídios se difundem, então, pelo que restou da camada aquosa e atingem a 
camada mucosa, formando uma área hidrofóbica, que repele a porção aquosa (mancha seca). Este período, desde o 
piscar até a formação da mancha seca, chama-se tempo de rotura do filme lacrimal. 
50- Qual a composição das lágrimas? 
Vaughan: A albumina corresponde a 60% do total de proteína do fluido lacrimal. Nos 40% restantes dividem-se 
igualmente as globulinas e lisozimas. As imunoglobulinas, IgA, IgG e IgE estão presentes. Contém pequena 
quantidade de glicose e a média de seu pH é de 7,35. Sob condições normais, o fluido lacrimal é isotônico. 
51- O que é síndrome do olho seco? 
A síndrome do olho seco está associada a anormalidades na relação entre a produção da lágrima e a manutenção da 
superfície córneo-conjuntival. Sabe-se que o olho seco, ou ceratoconjuntivite “sicca”, é um distúrbio associado a 
uma deficiência na produção lacrimal e/ou a um excesso em sua evaporação, causando desconforto e danos 
oculares. 
 
52- Quais os achados clínicos do olho seco? 
Vaughan: Os pacientes com ressecamento nos olhos reclamam com mais frequência de sensação de arranhadura ou 
de areia (corpo estranho). Outros sintomas comuns são prurido, secreção excessiva de muco, incapacidade de 
produzir lágrima, sensação de ardor, sensibilidade à luz, vermelhidão, dor e dificuldade em movimentar as 
pálpebras. 
 
 
 
 
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53- Quais células produzem determinada camada do filme lacrimal? 
Camada externa lipídica: Essa camada é secretada pelas glândulas meibomianas. 
 Funções: 
• Retardar a evaporação da camada aquosa do filme lacrimal. 
• Abaixar a tensão da superfície do filme lacrimal. Esta, por sua vez, atrai água para o interior do filme 
lacrima: engrossa a camada aquosa. 
• Lubrificar as pálpebras já que elas passam sobre a superfície do globo ocular. 
A disfunção dessa camada pode resultar em um olho seco evaporativo. 
 
Camada média aquosa: Essa camada é secretada pelas glândulas lacrimais e composta de água, eletrólitos e 
proteínas. 
Funções: 
• Suprir o epitélio corneano avascular de oxigênio atmosférico. 
• Função antibacteriana devido à presença de proteínas lacrimais como IgA, lisozima e lactoferrina. 
• Abolir qualquer irregularidade circunstancial da superfície anterior da córnea. 
• Lavar detritos e estímulos nocivos e permitir a passagem de leucócitos após ferimentos. 
 A deficiência dessa camada resulta em olho seco hipossecretor 
 
Camada interna mucínica: Essa camada é secretada pelas células caliciformes conjuntivais, pelas criptas de Henle e 
pelas glândulas de Manz. 
Função: 
• Umedecer a córnea mediante conversão do epitélio corneano de uma superfície hidrofóbica 
parahidrofílica. 
• Lubrificação e contenção (evita a dispersão) do liquido lacrimal. 
 A deficiência dessa camada pode trazer características de ambos os estados, evaporativo e hipossecretor. 
 
 La capa lipídica esta producida esta producida por glándulas que se encuentran en los párpados, las de Zeiss 
y Moll en la base de las pestañas y la de Meibomio en el tarso palpebral, 25 en el tarso superior y 20 en el 
inferior, drenando sus productos en el borde palpebral a través del cual se distribuyen sobre la capa acuosa 
en la acción del parpadeo. 
 La mayor parte de la película lagrimal se creía que estaba formada por la parte acuosa, actualmente no es 
así. Esta parte acuosa está producida por las glándulas accesorias de Krausse y Wolfring y la glándula lagrimal 
principal. 
 La tercer y más interna es la capa mucinica. Es producida por las glándulas de Manz, células caliciformes o 
Gobet y criptas de Henle. Las células caliciformes están distribuidas por toda la conjuntiva bulbar y tarsal. La 
mucina es una glicoproteína de característica bipolar. 
 
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54- Quais os comprimentos de onda que o olho humano consegue enxergar? 
O olho humano é capaz de ver radiações cujo comprimento de onda está compreendido entre 380 e 780 
nanometros. Abaixo dos 380 nm encontram-se radiações como os ultravioletas, enquanto os raios infravermelhos 
têm um comprimento de onda acima dos 780 nm. O conjunto dos comprimentos de ondas visíveis pelo olho humano 
chama-se “espectro visível”: 
 
55- O que é o cristalino? 
Vaughan: A lente é uma estrutura biconvexa, avascular, incolor e quase completamente transparente, com cerca de 
4 mm de espessura e 9mm de diâmetro. 
56- Onde se localiza o cristalino? 
Vaughan: Está suspenso atrás da íris pela zônula, a qual o conecta com o corpo ciliar. Anterior à lente está o humor 
aquoso; posteriormente, o humor vítreo. A cápsula da lente é uma membrana semipermeável (ligeiramente mais 
permeável do que a parede capilar), admitindo água e eletrólitos. 
57- Qual a diferença entre o núcleo do cristalino e o córtex? 
Vaughan: O núcleo da lente é mais duro do que o córtex. Com a idade, as fibras lamelares subepiteliais são 
continuamente produzidas, de forma que a lente torna-se maior e menos elástica com o decorrer dos anos. O núcleo 
e o córtex são compostos de longas lamelas concêntricas. 
58- Como o cristalino é mantido no lugar? 
 
 
 
Vaughan: O cristalino é mantido no lugar por um ligamento suspensor conhecido 
como zônula ( zônula de Zinn), composto por numerosas fibras que surgem da 
superfície do corpo ciliar e que entram no equador do cristalino. 
 
 
 
 
59- Qual a função do cristalino? 
A função principal do cristalino é permitir a visão nítidaem todas as distâncias. Quando se olha para perto, o 
cristalino torna-se convergente, aumentando o seu poder de refração e quando se olha para longe, torna-se menos 
convergente, diminuindo seu poder dióptrico. Isso faz com que a visão seja nítida em todas as distâncias. 
 
Focalizar raios luminosos sobre a retina, através da acomodação. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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60- Qual a composição do cristalino? 
Vaughan: O cristalino consistem em cerca de 65% de água, 35% de proteína ( a maior quantidade de proteína 
encontrada em qualquer tecido do corpo) e traços de minerais comuns a outros tecidos do corpo). O potássio é mais 
ceoncentrado na lente do que na maioria dos tecidos. O ácido ascórbico e o glutation estão presentes nas formas 
oxidadas e reduzidas. Não existem fibras dolorosas, vasos sanguíneos ou nervos na lente. 
61- Qual a histologia do cristalino? 
Junqueira: O cristalino tem a forma de uma lente biconvexa e apresenta grande elasticidade, que diminui 
progressivamente com a idade. O cristalino é constituído por três partes: 
 As fibras do cristalino, quse re apresentam sob a forma de elementos prismáticos finos e longos. São células 
altamente diferenciadas, derivadas das células originais do cristalino embrionário. Finalmente perdem seus 
núcleos, alongam-se consideravelmente, podendo atingir as dimensões de 8mm de comprimento por 10 um 
de espessura. O citoplasma tem poucas organelas e cora-se levemente. As fibras do cristalino são unidas por 
desmossomos e geralmente se orientam em direção paralela à superfície do cristalino. 
 A capsula do cristalino que se apresenta como um revestimento acelular homogêneo, hialino e mais espesso 
na face anterior do cristalino. É uma formação muito elástica, constituída principalmente por delgadas 
lamelas de fibras colágenas, fortemente impregnadas por substancia amorfa contendo glicoproteínas. 
 O epitélio subcapsular formado por uma camada única de células epiteliais cubicas dispostas na porção 
anterior do cristalino. É a partir desse epitélio que se diferenciam as fibras resposáveis pelo aumento gradual 
do cristalino durante o processo de crescimento do organismo. Não existe epitélio na face posterior do 
cristalino. 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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62- Qual a fisiologia do cristalino? 
Guyton: 
 Cristalino: Composto por forte cápsula 
elástica cheia de líquido viscoso, proteináceo 
mas transparente. 
 Cristalino Relaxado: Sem tensão sob a 
cápsula, assumirá forma esférica, devido 
principalmente à retração elástica da sua 
cápsula. 
 Cristalino Tensionado: Cerca 70 
ligamentos suspensores são constantemente 
tensionados por suas fixações na borda anterior 
e da retina. A tensão sobre os ligamentos faz 
com que o cristalino permaneça relativamente 
plano sob condições normais do olho 
 
Nas fixações laterais dos ligamentos do cristalino ao globo ocular, fica o músculo ciliar que tem, ele próprio, dois 
conjuntos separados de fibras de músculo liso – fibras meridionais e fibras circulares. As fibras radicais se estendem 
das extremidades periféricas dos ligamentos suspensores para a junção corneoescleral. 
 
 Quando estas fibras musculares se contraem, as inserções periféricas dos ligamentos do cristalino são 
puxadas medialmente em direção às bordas da córnea, liberando assim a tensão dos ligamentos sobre o 
cristalino. As fibras circulares se dispõem circularmente em toda a volta das fixações de ligamentos, de modo 
que, quando se contraem, ocorre ação semelhante à de esfíncter, diminuindo o diâmetro do círculo das 
fixações com os ligamentos; isto também permite que os ligamentos façam menos tração sobre a cápsula do 
cristalino. 
Desse modo, a contração de qualquer um dos dois conjuntos de fibras musculares lisas no músculo ciliar relaxa os 
ligamentos com a cápsula do cristalino e, portanto, o cristalino assume forma mais esférica, como a de um balão, 
devido a elasticidade natural da capsula do cristalino 
 
 
 
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63- O que é humor vítreo? 
 
Vaughan: O humor vítreo é um corpo transparente, avascular e gelatinoso responsável por dois terços do volume e 
do peso do olho. Preenche o espaço limitado pelo cristalino, retina e disco óptico. 
A superfície externa do vítreo- a membrana hialoide – está normalmente em contato com as seguintes estruturas: a 
cápsula posterior do cristalino, as fibras zonulares, o epitélio do pars plana, a retina e a cabeça do nervo óptico. A 
base do vítreo mantém uma adesão firme ao longo da vida com o epitélio da pars plana e a retina imediatamente 
atrás da borda serreada. A adesão a cápsula do cristalino e à cabeça do nervo óptico é firme na fase inicial da vida 
mas logo desaparece. 
 
64- Qual a localização do humor vítreo? 
 
Junqueira: O corpo vítreo ocupa a cavidade do olho que se situa atrás do cristalino. 
 
65- Qual a composição do humor vítreo? 
 
Junqueira: Tem aspecto de gel claro, 
transparente e apresenta no seu 
interior fibrilas de colágeno. Seu 
componente principal é a agua (cerca 
de 99%) e glicosaminoglicanas 
altamente hidrófilas, em especial o 
ácido hialurônico. As células do corpo 
vítreo, denominadas hialócitos, são 
pouco numerosas e tem forma 
irregular. Estas células são fagocitárias 
e também participam da síntese do 
material extracelular do corpo vítreo. 
 
Vaughan: O vítreo tem cerca de 99% 
de água. O restante, 1%, inclui dois 
componentes, o colágeno e o ácido 
hialurônico, que dão ao vítreo a forma 
e a consistência semelhante a um gel, 
devido a sua capacidade em reter 
grandes volumes de água. 
 
66- Qual a função do humor vítreo? 
 
 Absorve e redistribui forças aplicadas aos tecidos oculares adjacentes 
 Mantém a retina no lugar 
 Sustenta o cristalino 
 
 
 
 
 
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67- O que é retina? 
 
Vaughan: A retina é uma lâmina do tecido neural fina, semitransparente e com múltiplas camadas, que reveste a 
porção interna dos dois terços posteriores da parede do globo. Estende-se anteriormente até a proximidade da 
parte anterior do corpo ciliar, terminando em uma margem irregular, a borda serreada. 
 
 
 
68- Qual a função da retina? 
 
Ocullare_Prof: É responsável pela transformação dos estímulos luminosos captados pelo olho em estímulos elétricos 
que serão conduzidos pelo nervo óptico até o centro cortical (na região occipital) da visão. A retina é composta de 
dois estratos: o epitélio pigmentar da retina (EPR) e a retina sensorial propriamente dita. 
 
69- Qual a vascularização da retina? 
 
Vaughan: A retina recebe seu fornecimento de sangue de 2 fontes: os coriocapilares, imediatamente externos à 
membrana de Bruch, os quais suprem o terço da parte externa da retina, inclusive a camada plefixorme externa e as 
camadas nucleares externas, os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina. A segunda fonte é constituída 
pelos ramos da artéria retineana central que irriga os dois terços externos. A fóvea é inteiramente irrigadas pelos 
coriocapilares, sendo suscetível a lesões irreparáveis quando a retina está descolada. Os vasos sanguíneos da retina 
tem endotélio não-fenestrado, que formam a barreira sanguínea interna da retina. O endotélio dos vasos coroideos 
é fenestrado. A barreira sanguínea externa da retina encontra-se pigmentar da retina 
 
 
 
 
 
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70- Quais as camadas da retina? 
 
I. EPITÉLIO PIGMENTAR, com camada única decélulas hexagonais, contínuo com a camada epitélial 
pigmentada do corpo ciliar, a partir da chamada “ora serrata”. 
II. RETINA SENSORIAL, contínua com a camada epitelial não pigmentadado corpo ciliar. Possui as seguintes 
camadas histológicas, de fora para dentro ( apartir da coróide): 
 
- Camada de Fotorreceptores (cones e bastonetes); 
- Membrana limitante externa; 
- Camada nuclear externa; 
- Camada plexiforme externa; 
- Camada Nuclear interna; 
- Camada plexiforme interna; 
- Camada de células ganglionares; 
- Camada de fibras nervosas; 
- Membrana limitante interna. 
 
Suporte nutricional: Células de Müller. 
 
 
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REVISÃO GERAL 
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71- Relacione a mácula e fóvea de acordo com a formação de imagem. 
Ocullare_Prof: 
 A região central da retina, no “pólo posterior”, possui uma 
área diferenciada, com características histológicas e funcionais 
próprias: é a chamada mácula. É nesta área que tem uma 
concentração maior de células especializadas chamadas cones que 
se dá a maior capacidade de resolução da retina para a visão de 
cores, leitura, e de detalhes, mais precisamente na região de 
fóvea. 
 
 
 A periferia da retina por sua vez tem uma maior concentração de bastonetes, cuja função primordial é a de 
proporcionar a “visão de penumbra”. No centro da mácula, temos a fóvea (desprovida de bastonetes), que 
se localiza 3 mm temporal ao nervo óptico. A visão é 20/20 na fóvea e já é 20/400 a 3 mm dela (ver acuidade 
visual). A ora serrata marca a transição do corpo ciliar para a retina e se localiza a aproximadamente 6 mm 
do limbo nasal e a 7 mm do limbo temporal. 
 
Oocites: Fica localizada no fundo da retina, ligeiramente para o lado temporal e seu tamanho é de 3mm. de largura 
por 2mm. de altura. Como se nota é bem pequena e é nela onde há o encontro focal dos raios paralelos que 
penetram no olho. A fóvea é de suma importância para a visão pois a acuidade visual, nela obtida, e de 10/10 ou 
20/20 (um inteiro), ou 100%, ou seja, a visão normal de uma pessoa emétrope. Fora da fóvea a acuidade visual vai 
gradativamente perdendo a eficiência, à medida que a concentração de cones, vai reduzindo. Basicamente a fóvea é 
composta de três cones: um para a cor verde, outro para a amarela e outro para a vermelha. 
 
72- Qual a organização dos bastonetes? 
Principais elementos funcionais do bastonete ou cone: 
(1) Segmento externo 
Encontra-se substância fotoquímica sensível à luz 
(2) Segmento interno 
Contém o citoplasma usual, com organelas citoplasmáticas. São 
especialmente importantes as mitocôndrias que desempenham 
papel importante no fornecimento de energia para a função dos 
fotorreceptores. 
(3) Núcleo 
(4) Corpo Sináptico 
Liga-se às células neuronais subsequentes, as células horizontais e 
bipolares que representam os estágios seguintes de cadeia celular 
responsável pela visão. 
 
 
 
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73- O que é rodopsina? 
Guyton: A rodopsina e os pigmentos coloridos são proteínas conjugadas. Eles são incorporados às membranas dos 
discos, sob a forma de proteína transmembrana. As concentrações destes pigmentos fotossensíveis, nos discos, são 
tão grandes que os próprios pigmentos constituem cerca de 40% de toda a massa do segmento externo. 
74- Qual a função da rodopsina? 
A função biológica da proteína Rodopsina, que se encontra nos estados escuro (sem interação com fótons), 
metarodopsina-I (inativa) e metarodopsina-II (ativa), é a de mediar a percepção de sinais luminosos, na retina de 
mamíferos. 
75- Como a hiperpolarização promove o potencial de ação? 
Guyton: Quando a rodopsina se decompõe, diminui a condutância da membrana dos bastonetes para os íons sódio 
no segmento externo do bastonete. Isso causa hiperpolarização de toda a membrana do bastonete. 
Quando a rodopsina do segmento externo do bastonete é exposta à luz, ela é ativada e começa a se decompor, os 
canais de sódio dependentes do GMPc são fechados, e a condutância de membrana do segmento externo, para o 
interior do bastonete é reduzida por processo em 3 etapas: 
(1) A luz é absorvida pela rodopsina, causando fotoativação dos elétrons, na porção retinal 
(2) A rodopsina ativada estimula a proteína G, denominada transducina, que ativa a fosfodiesterase do 
GMPc; essa enzima catalisa a quebra do GMPc em 5’-GMPc 
(3) Redução do GMPc fecha os canais dependentes do GMPc e reduz a corrente de influxo de sódio 
Os íons sódio continuam a ser bombeados para fora, através da membrana do segmento interno. Desse modo, mais 
íons sódio agora saem do bastonete do que entram. Como eles são íons positivos, sua perda pelo bastonete cria 
aumento da negatividade na face interna da membrana e, quanto maior a quantidade de energia luminosa que 
atinge o bastonete, maior será a eletronegatividade – isto é, maior será o grau de hiperpolarização. Na intensidade 
máxima de luz, o potencial de membrana se aproxima de -70 a -80mV, o que está próximo do potencial de equilíbrio 
para os íons potássio através da membrana. 
 
O sódio influi para um fotorreceptor (p.ex, bastonete) através de 
canal ativado por GMPc. O potássio influi para fora da célula, por 
canal de potássio sem comportas. A bomba de sódiopotássio 
mantém níveis de sódio e potássio constantes dentro da célula. No 
escuro, os níveis de GMPc são altos e os canais de sódio se abrem. No 
claro, os níveis de GMPc são reduzidos e os canais de sódio se 
fecham, causando a hiperpolarização da célula. 
 
 
 
 
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Fototransdução no segmento externo da 
membrana do fotorreceptor (bastonete ou 
cone). Quando a luz incide sobre o 
fotorrecceptor (p.ex., célula bastonete), a 
porção retinal da rodopsina que absorve a luz 
é ativada. Isso estimula a transducina, 
proteína G, que então ativa a fosfodiesterase 
do GMPc. Essa enzima catalisa a degradação 
de GMPc em 5’-GMP. A redução do GMPc, 
então, leva ao fechamento dos canais de 
sódio que, por sua vez, causam 
hiperpolarização do receptor. 
 
 
 
76- Qual o papel da vitamina A na formação da imagem? 
Guyton: O retinol todo-trans pode ser convertido em 11-cis retinal. Isso ocorre por conversão do retinal todo-trans, 
primeiramente, em retinol todo trans, que é uma forma da vitamina A. Depois, o retinol todo-trans é convertido em 
11-cis retinol sob a influência da enzima isomerase. Finalmente, o 11-cis retinol é convertido em 11-cis retinal, que 
se combina com a escotopsina, para formar a nova rodopsina. 
 
 Vitamina A está presente no citoplasma dos bastonetes e na camada de pigmento da retina. 
 Vitamina A normalmente está disponível para formar retinal 
 Excesso de retinal na retina, será convertido de volta a vitamina A ( reduz então a quantidade de pigmento 
fotossensível na retina) 
 
 
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Importância: Adaptação a longo prazo da retina a diferentes intensidades luminosas 
 
A retina humana contém quatro tipos de fotopigmentos que armazenam compostos de vitamina A. Um desses 
pigmentos, chamada rodopsina, está localizado nos bastonetes da retina. Rodopsina permite que os bastonetes 
detectem pequenas quantidades de luz, e, portanto, desempenha uma função fundamental na adaptação do olho 
para as condições de pouca luz e visão noturna. 
Retinal, a forma aldeído da vitamina, participa na síntese de rodopsina, e na série de reações químicas que causa a 
excitação visual, que é disparada por luz que atinge os bastonetes. Os restantes três pigmentos, conhecidos 
coletivamente comoiodopsins, são encontrados nas células cone da retina e são responsáveis pela visão diurna. 
 
77- Como ocorre o ciclo visual da Vitamina A? 
A vitamina A é um componente dos pigmentos visuais dos cones e bastonetes. A rodopsina, o pigmento visual dos 
bastonetes na retina, consiste de 11-cis-retinal ligado especificamente à proteína opsina. Quando a rodopsina é 
expost aà luz, ocorre uma série de isomerizações fotoquímicas, resultando em uma alteração no pigmento visual e 
liberação do trans-retinal e opsina. Este processo ativa um impulso nervoso que é transmitido do nervo óptico ao 
cérebro. A regeneração da rodopsina requer a isomerização do trans-retinal em 11-cis-retinal. O trans-retinal, após 
ser liberado da rodopsina, é isomerizado a 11-cis-retinal, o qual combina-se espontaneamente com a opsina para 
formar rodopsina, completando assim o ciclo. Reações similares são responsáveis pela visão a cores nos cones. 
 
78- Como é o trajeto do estímulo elétrico até o córtex occiptal? 
 
Vaughan: O nervo craniano II (Nervo óptico) serve o sentido especial que é a visão. A luz é detectada pelos 
bastonetes e cones da retina, a qual pode ser considerada o órgão sensorial final especial da visão. Os corpos 
celulares destes receptores estendem processos que fazem sinapse com a célula bipolar, o segundo neurônio da via 
visual. As células bipolares fazem sinapse, por sua vez, com as células ganglionares da retina. Os axônios da célula 
ganglionares formam a camada de fibras nervosas da retina e convergem para a forma do nervo óptico. O nervo 
emerge da parte de trás do globo e caminha posteriormente para dentro do cone muscular para entrar na cavidade 
craniana via canal óptico. 
Intracranialmente, os nervos ópticos se juntam formando o quiasma óptico. No quiasma, mais da metade de fibras ( 
as da metade nasal da retina) se dividem e se cruzam, juntando-se às fibras temporais não cruzadas no nervo oposto 
para formar os tratos ópticos. Cada trato óptico passa ao redor do pedúnculo rumo ao núcleo geniculado lateral, 
onde forma sinapses. Todas as fibras recebendo impulsos dos hemicampos direitos de cada olho deixam então o 
trato óptico esquerdo e se projetam para o hemisférico cerebral esquerdo. Da mesma forma, os hemicampos 
esquerdos se projetam para o hemisfério cerebral direito. Vinte por cento das fibras no trato respondem pela função 
pupilar. Estas fibras deixam o trato imediatamente anterior ao núcleo e passam pelo ramo do colículo superior para 
o núcleo pré-tectal do mesencéfalo. As fibras sinápticas remanescentes formam sinapses no núcleo geniculado 
lateral. Os corpos celulares desta estrutura originam o trato geniculocalcarino. Este trato passa pelo membro 
posterior da capsula interna e depois se abre em leque para as irradiações ópticas que atravessam partes dos lobos 
temporal e parietal em rota para o córtex occiptal (córtex visual calcarino, estriado ou primário). 
Machado: Área Visual secundária- até pouco tempo acreditava-se que essa área estaria limitada ao lobo occiptal, 
situando-se adianta da área visual primária, correspondendo Às áreas 18 e 19 de Brodmann. Sabe-se hoje, 
entretanto, que nos primatas, inclusive no homem, ela se estende ao lobo temporal onde também ocupa as áreas 
20,21 e 37 de Brodmann. – Agnosia Visual: Cegueira Verbal 
 
 
 
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79- Como é produzido o humor aquoso? 
Vaughan: O aquoso é produzido pelo corpo ciliar. Um ultrafiltrado do plasma produzido no estroma dos processos 
ciliares é modificado pelo processo secretor e pela função de barreira do epitélio ciliar. Entrando na câmara 
posterior, o aquoso passa através da pupila para a câmara anterior e, então, para a rede trabecular no ângulo da 
câmara anterior. Durante esse período, existem trocas diferencias dos componentes do sangue na íris. 
OBS: A inflamação intraocular ou traumas causam um aumento na concentração de proteína. Isto é chamado de 
aquoso plasmóide e assemelha-se muito ao soro sanguíneo. 
MedCurso2010: O humor aquoso é produzido pelas células do epitélio duplo do corpo ciliar, sendo lançado na 
câmara posterior do olho, entre a íris e o cristalino. As células do corpo ciliar secretam sódio, cloreto e bicarbonato 
(HCO3) que carreiam água por mecanismo osmótico. Cerca de 70% do sódio secretado acompanha a secreção de 
bicarbonato que, por sua vez, depende da ação da anidrase carbônica, uma enzima intracelular que converte CO2 + 
H2O em H2CO3, que prontamente se dissocia em H + HCO3. 
É secretado pelos processos ciliares, que são pregas lineares que se projetam do corpo ciliar. 
 
 O epitélio dos processos ciliares secretam ativamente o 
humor aquoso. 
 O humor aquoso é secretado ativamente pelo 
epitélio não pigmentado por meio de um processo 
metabólico que depende de vários sistemas 
enzimáticos, especialmente da bomba de Na+/K+-
ATPase que secreta íons Na+ na câmara posterior. O 
transporte começa com o transporte ativo de íons 
para os espaços das células epiteliais. 
 Íons sódio puxam íons cloreto e bicarbonato junto 
com eles, para manter a neutralidade elétrica. 
 Depois todos esses íons causam osmose de água dos 
capilares sanguíneos situados abaixo dos espaços das 
células epiteliais. 
 E e a solução resultante banha os espaços dos 
processos ciliares na câmara anterior do olho. Vários 
outros nutrientes são também transportados por 
transporte ativo ou difusão facilita da. Dentre eles 
estão aminoácidos, ácido ascórbico e glicose. 
80- Por quais estruturas o humor aquoso passa? 
Vaughan: Penetrando através da câmara posterior, 
passa pela pupila e entra na câmara anterior, e dirige-se 
a seguir perifericamente para o ângulo iridocorneano. 
OBS: O ângulo iridocorneano localiza-se na junção da 
córnea periférica e na raiz da íris. A principal 
característica de sua anatomia são as linhas de Scwalbe, 
a rede trabecular ( que se encontra ao redor do canal de 
Schlemm) e o esporão escleral. 
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81- Qual a composição do humor aquoso? 
Vaughan: A composição do aquoso é semelhante ao plasma, exceto para as concentrações maiores de ascorbato, 
piruvato e lactato e concentrações menores de proteína, ureia e glicose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
82- Qual a função do humor aquoso? 
El humor acuoso tiene 3 funciones: 
1. La de ser um médio transparente, espécie de linfa sin elementos formes 
2. Mantiene la presión intraocular y,por tanto, la forma del globo ocular 
3. Aporta nutrientes a médios avasculares como la córnea y el cristalino. 
 
83- Qual o pH e quantidade de humor aquoso produzido? 
Vaughan: O aquoso é um liquido claro que preenche as câmaras anterior e posterior do olho. Seu o volume é cerca 
de 250ul e sua taxa de produção, que está sujeita a uma variação diurna, é de1,5-2ul/minuto. A pressão osmótica é 
ligeiramente maior que o plasma. 
pH= 7,2 ( humor vítreo = 7,5) 
84- Como ocorre a drenagem do humor aquoso? 
Vaughan: A rede trabecular é composta por feixes de tecido elástico e colágeno, revestidos por células trabeculares 
que formam um filtro com poros de tamanho pequeno, quando se aproximam do canal de Schlemm. A contração do 
músculo ciliar através de sua inserção na rede trabecular aumenta o tamanho do poro e, portanto a taxa de 
drenagem do aquoso. A passagem do aquoso pelo canal de Schlemm depende da formação cíclica de canais 
transcelulares no revestimento endotelial. Os canais eferentes do canal de Schlemm ( cerca de 30 canais coletores e 
12 veias aquosas) conduzemo fluido ao sistema venoso. Uma pequena quantidade do aquoso passa entre os feixes 
do músculo ciliar e através da esclera ( fluxo uveoescleral). 
A maior resistência no fluxo de saída do aquoso da camara anterior é o revestimento endotelial do canal de 
Schlemm e as porções adjacentes da rede trabecular – maior do que o sistema venoso coletor. Porém, a pressão na 
rede episcleral venosa determina o nível mínimo da pressão intra-ocular obtida pela terapia médica. 
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MedCurso2010: Em condições normais, cerca de 80-95% da drenagem do humor aquoso ocorre no ângulo de 
filtração iridocorneano, a chamada “via convencional”, e os 5-20% restantes por uma “via alternativa”, através do 
fluxo úveo-escleral. 
Via Convencional (ângulo de filtração irido-corneano): Este mecanismo é fundamental para o entendimento do 
glaucoma e sua terapia. O fluxo do humor aquoso é direcionado da câmara posterior para a câmara anterior através 
da pupila. Uma vez na câmara anterior, este líquido é drenado por tecidos no ângulo de filtração iridocorneano. 
Neste local existe uma estrutura denominada rede trabecular ( trabeculado córneo-escleral), que acompanha toda a 
circuferência da junção iridocorneana em conjunto com mais duas estruturas: o esporão escleral, interpondo-se 
entre a rede trabecular e a raiz da íris, e o canal de Schlemm, um microvaso de drenagem. O humor aquoso é 
filtrado na rede trabecular, ganhando o canal de Schlemm, de onde flui para o plexo venoso episcleral. 
Via alternativa (úveo-escleral): uma parte do humor aquoso (5-20%) é drenada sem passar pela rede trabecular, 
difundindo-se através de canais que correm pela raiz da íris e pelo músculo ciliar até alcançar os vasos da esclera. Os 
análogos da prostaglandina Falfa, como o colírio latanoprost, aumentam o fluxo do humor aquoso por esta via e 
atualmente são as drogas mais usadas no tratamento do glaucoma de ângulo aberto nos EUA. 
 
 
 
BIOQUÍMICA 
Duas enzimas abundantes no epitélio não pigmentado estão 
envolvidas nesse processo: a adenosina trifosfatase ativada 
por Na+- K+ (Na+-K+ATPase) e anidrase carbônica (AC). O 
Na+ 
- K+ATPase é encontrada geralmente ligado à membrana 
plasmática das pregas basolateral do epitélio não 
pigmentado. Esta enzima fornece a energia necessária para 
a bomba metabólica, que transporta o Na+ para dentro da 
câmara posterior catalisar a reação seguinte: 
ATP → ADP + Pi + energia 
 
 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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85- Qual a faixa adequada da PIO? 
Vaughan: A faixa de pressão intra-ocular normal é de 12-20mmHg. (Média = 15mmHg) 
A pressão intraocular é determinada pela taxa de produção do humor aquoso e pela resistência à drenagem do 
aquoso do olho. Algum conhecimento da fisiologia do humor aquoso é necessário para compreender o glaucoma. 
86- Quais as indicações para realizar tonometria? 
 
Pessoas com histórico familiar de glaucoma, doenças oculares diversas, sangramento ocular, negros com idade 
superior a 40 anos são mais predispostos a desenvolver complicações oculares, indicada para diagnosticar e 
acompanhar casos de hipertensão ocular secundária a medicamentos tópicos (colírios, havendo indicação deste 
exame em períodos pré e pós-operatórios de cirurgias oculares: catarata, glaucoma, transplante de córnea, 
descolamento de retina, vitrectomia), Este exame também é indicado para diagnóstico e acompanhamento de casos 
de hipotonia do bulbo e distúrbios da pressão ocular após traumatismo. 
MedCurso2010: A tonometria deve ser um exame rotineiro em toda consulta oftalmológica. Uma PIO>21mmHg, é 
importante fator de risco para glaucoma. No entanto, nunca podemos confiar apenas neste exame para fazer uma 
adequada triagem para o GPAA, pois a PIO de um individuo é um parâmetro bastante variável no tempo e além 
disso, existe o glaucoma de pressão normal. Este fatores justificam o encontro de um PIO normal numa primeira 
avaliação em até 50% de portadores de GPAA. Exames para diagnosticas o glaucoma de ângulo aberto são diferentes 
da tonometria e devem ser realizados não somente naqueles com PIO>21mmHg mas também em qualquer 
individuo que pertença ao grupo de risco ( independente da PIO). 
87- Quais as consequências da PIO aumentada? 
 
Se a pressão intraocular (PIO) for alta demais (maior do que 21,5 mm Hg), a pressão nas paredes do olho resultará na 
compressão das estruturas oculares. Entretanto, outros fatores, como perturbações no fluxo sangüíneo no nervo 
óptico podem interagir com a PIO e afetar o nervo óptico. 
 
88- Quais os fatores que alteram a PIO? 
 
Pressões intra-oculares normais variam de acordo com a hora do dia, batimentos cardíacos, pressão arterial e 
respiração. O padrão das curvas diárias de PIO varia, com tendência a serem mais altas pela manhã, e mais baixas à 
tarde e à noite. 
 
Equilíbrio entre: 
 Taxa de secreção aquosa 
 Resistência ao fluxo entre a íris e o corpo ciliar 
 Resistência à reabsorção na região trabecular na esclera no ângulo iridocorneano 
 
Atividade física: alguns exercícios podem aumentar ou diminuir a pressão intraocular – atividades prolongadas, como 
corrida e ciclismo, levam à sua redução transitória em pacientes com glaucoma. Estudos mostram que indivíduos 
com bom condicionamento físico apresentam pressão ocular mais baixa do que aqueles não condicionados ou 
sedentários. Já em relação às atividades que envolvem aplicação rápida e máxima de força por um curto período de 
tempo, como levantamento de peso, pode ocorrer elevação durante o exercício. Pacientes com glaucoma que 
praticam ioga devem ser constantemente orientados e evitar a posição invertida de cabeça e tronco (Sirsasana), pois 
nessa posição a pressão ocular pode subir a valores muito elevados, e existem relatos de casos nos quais pacientes 
tiveram piora da doença em curto espaço de tempo. 
 
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Cafeína: um dos estudos mais relevantes nessa área, que avaliou cerca de 3500 participantes na Austrália, mostrou 
que a pressão ocular é, em média, de 15 a 20% mais alta em pessoas que tomam café do que naquelas que não 
tomam. E quando analisados somente os participantes que tomam café diariamente, a pressão dos olhos se mostrou 
mais alta naqueles que consomem mais café (>200mg de cafeína/dia) quando comparados aos que consomem 
menos (200mg de cafeína/dia). 
Tabagismo: embora não exista relação direta entre tabagismo e desenvolvimento de glaucoma, o hábito de fumar 
causa aumento transitório da pressão intraocular. Semelhante ao efeito observado com a cafeína, estudos mostram 
que a pressão ocular é mais alta em pessoas que fumam do que naquelas que não fumam. 
Medicamentos: diversos medicamentos podem levar ao aumento da pressão ocular e, dentre eles, os mais temidos 
são os anti-inflamatórios a base de cortisona, utilizados frequentemente em doenças respiratórias, reumatológicas e 
quadros alérgicos. Estudos mostram que muitas pessoas apresentam elevação significativa da pressão ocular após 
uso de cortisona, principalmente por períodos prolongados (em alguns casos, chega a dobrar). Como a maior parte 
dos pacientes não sente qualquer sintoma, é importante que o clínico o encaminhe ao oftalmologista para avaliação. 
Embora não seja algo comum, muitas drogas utilizadas para o tratamento de doenças diversas, como incontinência 
urinária, depressão, prevenção de crises convulsivas e profilaxia de enxaqueca, podem causar elevação significativa 
de pressão ocular em olhos predispostos. Um simples exame oftalmológico é capaz de orientar o clinico sobre a 
existência de riscos com o uso dessas medicações. 
89- Quais estruturas compõem o trato uveal? 
 
Vaughan: É compostopela íris, pelo corpo ciliar e pela coroide. É a camada vascular média do olho e é protegida pela 
córnea e pela esclera. Contribui para o fornecimento de sangue pela retina. 
 
90- O que é íris? 
 
Vaughan: A íris é a extensão anterior do cristalino. Apresenta-se como uma superfície plana, como uma abertura 
central redonda, a pupila. A íris é contígua com a superfície anterior do cristalino, separando a câmara anterior da 
posterior, ambas contendo o humor aquoso. 
 
91- Quais músculos estão no estroma da íris? 
 
Vaughan: No estroma da íris estão o músculo do esfíncter e o músculo dilatador. 
 
92- Qual a função desses músculos? 
93- Qual a irrigação da íris? 
 
Vaughan: A irrigação da íris vem do seu circulo maior. Os capilares da íris tem endotélio não frenestrado e,portanto, 
não permitem o extravasamento da fluoresceína injetada intravenosamente. Os nervos ciliares constituem a 
inervação sensorial da íris. 
 
94- Qual a função da íris? 
 
Vaughan: A íris controla a quantidade de luz que pentra no olho. O tamanho pupilar é determinado principalmente 
pelo balanço entre a contração devido à atividade parassimpática oriunda do terceiro nervo craniano e sua dilatação 
devido à atividade simpática. 
 
95- O que é coroide? 
Vaughan: A coroide é o segmento posterior do trato uveal, entre a retina e a esclera. 
 
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96- Quais os vasos que compõem a coroide? 
 
Vaughan: É composta por três camadas de vasos sanguíneos coroidianos, grandes, médios e os menores. Quanto 
mais profundamente estão os vasos no coroide, maior será o calibre de luz. A porção interna dos vasos coroidianos é 
conhecida como coriocapilar. Drenam o sangue dos vasos coroidianos para quatro veias vorticosas, em cada um de 
seus quadrantes posteriores. A coroide é limitada internamente pela membrana de Bruch e externamente pela 
esclera. O espaço supracoroidiano encontra-se entre a coroide e a esclera. A coroide está firmemente aderida 
posteriormente à margem do nervo óptico. Anteriormente, a coroide une-se ao corpo ciliar. 
O conjunto de vasos sanguíneos da coroide serve para nutrir a porção externa da retina subjacente. 
 
97- Qual a função da coroide? 
 
Winkipedia: Acha-se intensamente vascularizada e tem a função de nutrir a retina. Abastece de nutrientes e 
oxigênio os tecidos oculares. 
 
98- Qual a inervação da coroide? 
 
A inervação da coroide é através dos nervos ciliares longos e curtos. 
 
99- Qual a função do corpo ciliar? 
 
Vaughan: Os processos ciliares e seu epitélio de revestimento ciliar são responsáveis pela formação do humor 
aquoso. 
 
100- Qual a histologia de cada estrutura do trato uveal? 
 
Coroide: É uma camada rica em vasos sanguíneos, daí ser chamada também de túnica vascular. Entre os vasos 
observa-se um tecido conjuntivo frouxo, rico em células, fibras colágenas e elásticas. É frequente a presença de 
células pigmentares contendo melanina, que dão cor escura a essa camada. A porção mais interna da coroide é 
muito rica em capilares sanguíneos, o que lhe valeu o nome de coriocapilar. Desempenha papel importante na 
nutrição da retina. Separando essa subcamada da retina, observa-se uma fina membrana de aspecto hialino. 
Chamada de membrana de Bruch. 
 
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Corpo Ciliar: O componente básico dessa região é tecido conjuntivo (rico em fibras elásticas, células pigmentares e 
capilares fenestrados), no interior do qual se encontra o músculo ciliar. Esse músculo é constituído por 3 feixes de 
fibras musculares lisas que se inserem de um lado na esclera e, do outro, em diferentes regiões do corpo ciliar. Um 
desses feixes tem a função de distender a coroide, enquanto o outro, quando contraído, relaxa a tensão do 
cristalino. Essas contrações musculares são importantes no mecanismo de acomodação visual para focalizar objetos 
situados em diferentes distancias. 
As duas faces do corpo ciliar, uma que olha para o corpo vítreo e outra que olha para o cristalino e para a câmara 
posterior, são revestidas por um prolongamento da retina. Esse prolongamento é constituído por duas camadas 
celulares, uma que se liga ao corpo ciliar e outra que cobre a primeira camada. A camada diretamente aderente ao 
corpo ciliar é formada por células colunares ricas em melanina. Corresponde à projeção anterior da camada 
pigmentar da retina. A segunda camada, que cobre a primeira, é derivada da camada sensitiva da retina e é formada 
por um epitélio simples colunar. 
Os processos ciliares são extensões de uma das faces do corpo ciliar. São formados por uma eixo conjuntivo 
recoberto por camada dupla de células epiteliais. A camada externa, sem pigmento, recebe o nome de epitélio ciliar. 
A camada interna é constitiuda por células com pigmento. A camada externa, ou epitélio ciliar apresenta ao 
microscópio eletrônico uma intensa invaginação da porção basal da membrana celular. Essa disposição é 
característica de epitélios que transportam íons e água. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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Íris: A face anterior da íris é revestida por epitélio pavimentoso simples, continuação do endotélio da córnea. Segue-
se um tecido conjuntivo pouco vascularizado, com poucas fibras e grande quantidade de fibroblastos e células 
pigmentares, seguido, por sua vez, de uma camada rica em vasos sanguíneos, imersos num tecido conjuntivo frouxo. 
A Iris é coberta, na sua superfície posterior, pela mesma camada epitelial dupla que recobre o corpo ciliar e seus 
processos. Nessa região, entretanto, a camada com melanina é mais rica neste pigmento. A abundancia de células 
pigmentares com melanina em várias porções do olho tem por função principal impedir a entrada de raios 
luminosos, exceto os que vão formar a imagem na retina ( o gloco ocular é uma camara escura). Os melanócitos da 
Iris influenciam a cor dos olhos, na realidade a cor da Iris. Quando a pessoa tem poucas células pigmentares na íris, a 
luz refletida aparece-nos como azul, devido à absorção do seu componente vermelho durante o trajeto iridiano. À 
medida da que maiores quantidades de melanina se acumulam no trajeto, a cor da íris vai passando a cinza, a verde 
e a castanho. Em albinos não há melanina, e a cor rósea é devida à reflexão da luz pelos vasos sanguíneos da íris. 
Esta apresenta, na sua espessura, feixes de fibras musculares lisas que se originam do músculo ciliar e caminham em 
direção radial para as bordas da pupila. Um pouco antes de atingir a pupila esses feixes se bifurcam, formando um Y 
de haste alongada. Os ramos dessa bifurcação se entrelaçam, formando um anel muscular com fibras circulares, ao 
qual se deu o nome de esfíncter da pupila. As hastes alongadas do Y Forman o músculo dilatador da pupila, que tem 
uma ação oposta à do esfíncter. O esfíncter tem inervação parassimpática e o dilatador da pupila é inervado pelo 
simpático. 
101- O que é glaucoma? 
 
Vaughan: O glaucoma é caracterizado pela pressão intraocular elevada associada à perda do campo visual e 
aumento da escavação da papila óptica. Na maioria dos casos não existe uma doença ocular associada (glaucoma 
primário) 
MedCurso2010: Glaucoma é uma doença de causa desconhecida caracterizada pela degeneração dos axônios da 
papila do nervo óptico, podendo levar à cegueira irreversível. Está na maioria das vezes associado ao aumento da 
pressão intraocular, mas existe uma minoria de casos de glaucoma ( em torno de 15%) com pressão intraocular 
normal. Ou seja, o glaucoma é uma neuropatia da papila óptica. Apesar da relação causa efeito não ser precisa, é 
fato consagrado que o aumento da pressão intraocular pode provocar e frequentementeprovoca a neuropatia 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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glaucomatosa, especialmente quando esta pressão encontra-se bastante elevada. Por conta disso, o tratamento do 
glaucoma se baseia em medidas para baixar a pressão intraocular, uma conduta capaz de controlar a doença, 
evitando que ela progrida. 
 
102- Quais os fatores de risco para o glaucoma? 
 
Fatores de risco para glaucoma primário de ângulo aberto: 
Principais fatores (clássicos): 
 Aumento da pressão intraocular (>21mmHg) 
 Brancos > 65 anos 
 Negros > 40 anos 
 História familiar positiva (parente de 1º grau) 
Outros fatores: 
 Corticoides 
- Sistêmicos (>15mg/dia de prednisona) 
- Inalatórios em altas doses 
- Colírio de corticoide (principal) 
 Diabetes Mellitus 
 Hipertesão Arterial 
 Baixa pressão de perfusão ocular diastólica 
 Miopia de alto grau 
 Pseudo-exfoliação 
103- Qual o tratamento do glaucoma? 
 
Rang & Dale: 
Dorzolamida: Inibidor da anidrase carbônica, administrada na forma de colírio para reduzir a pressão ocular em 
pacientes com glaucoma. Esse efeito é alcançado sem afetar os rins, evitando assim acidose causada pela 
administração oral de acetazolamida. Entretanto ocorre uma certa absorção sistêmica os olhos resultando em 
efeitos indesejáveis (p.ex brocoespasmo em pacientes asmáticos usando colírio timolol para glaucoma.) 
Fármacos que reduzem a pressão intra-ocular 
Fármaco Mecanismo Observações 
Pilocarpina Agonista muscarinico Amplamente utilizada em forma de colírio 
Ecotiopato Anticolinesterásico Amplamente utilizado em forma de colírio. Pode causar 
espasmo muscular e efeitos sistêmicos 
Timolol, carteolol Antagonista-β –adrenergico Administrado na forma de olírio, mas ainda pode causar 
efeitos colaterais sistêmicos: bradicardia, 
broncoconstrição 
Acetazolamida, 
dorzolamida 
Inibidor da anidrase carbônica A acetazolamida é administrada sistemicamente. Os 
efeitos colaterais incluem diurese, perda de apetite, 
formigamento e neutropenia. A dorzolamida é utilizada 
em forma de colírio. Os efeitos colaterais incluem gosto 
amargo e sensação de queimação. 
Clonidina Agonista-α2-adrenérgico Utilizada em forma de colírio 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
43 
 
104- Como diagnosticar o glaucoma? 
 
MedCurso2010 (pág. 44): Os exames de escolha para diagnostico do glaucoma são: 
(1) Estudo da morfologia da papila óptica (fundoscopia ou oftalmoscopia) 
(2) Estudo do campo visual (perimetria) 
105- Quais os tipos de glaucoma? 
 
Vaughan: O glaucoma de ângulo aberto primário, a forma mais comum, causa perda visual bilateral progressiva 
assintomática, que, muitas vezes, não é detectada até que ocorra perda extensa do campo visual. Outras formas de 
glaucoma são responsáveis por morbidade visual grave em indivíduos de todas as idades. 
MedCurso2010: O glaucoma é classificado em 4 tipos, na verdade, quatro entidades clinicas diferentes: 
 Glaucoma primário de ângulo aberto (mais comum) 
 Glaucoma agudo de ângulo fechado 
 Glaucoma secundário 
 Glaucoma congênito 
GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO: O glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) é a forma mais comum 
de glaucoma no Mundo e no Brasil, sendo responsável por 90% de todos os casos de glaucoma. É uma doença 
crônica de causa desconhecida, definida pela presença de quatro elementos em conjunto: 
(1) Neuropatia glaucomatosa, confirmada por alterações clássicas na fundoscopia e estudo do campo visual 
(2) Ângulo aberto, referindo-se à ausência de alterações estruturais obstruitivas no ângulo de filtração do 
humor aquoso 
(3) Ausência de causas secundárias 
(4) Início da fase adulta 
A GPAA é uma patologia de evolução insidiosa, quase sempre bilateral, embora geralmente assimétrica. É 
assintomática nas fases iniciais, exigindo consultas preventivas no oftalmologista para o seu diagnóstico precoce 
pois, caso contrário, o surgimento dos primeiros sintomas já pode significar uma perda irreversível de grande parte 
da visão. 
GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO FECHADO 
O glaucoma primário de ângulo fechado (GPAF) representa cerca de 10% dos adultos com glaucoma idiopático, 
sendo definido pela presença de um ângulo iridocorneano (ângulo de filtração) estreito na vigência da lesão 
neuropática glaucomatosa. O GPAF é uma entidade clínica totalmente diferente do GPAA, tanto nos aspectos 
clínicos como terapêuticos. O ângulo estreito é decorrente de alterações anatômicas que aproximam a raiz da íris da 
córnea, o que pode comprometer estruturalmente a drenagem do humor aquoso pela rede trabecular. 
O GPAD pode se manifestar de forma aguda ( considerar uma emergência médica), subaguda ou crônica. Via de 
regra, a PIO está significativamente elevada, sendo este o grande fator deflagrador da lesão glaucomatosa. 
GLAUCOMA SECUNDÁRIO 
Doenças oculares que podem provocar glaucoma, tanto de ângulo fechado quanto de ângulo aberto. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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GLAUCOMA CONGENITO 
É uma entidade na qual uma criança nasce com um defeito na formação do ângulo de filtração iridocorneano 
(disgenesia angular). A doença é congênita (malformação orgânica durante a vida feral) e não hereditária. Acomete 1 
a cada 10000 nascimentos vivos. O ângulo encontra-se aberto (glaucoma de ângulo aberto), mas possui alterações 
estruturais que dificultam a drenagem do humor aquoso. O glaucoma é unilateral em 1/3 dos casos e bilateral em 
2/3 dos casos, sendo geralmente assimétrico. 
Os sinais e sintomas podem aparecer ao nascimento (glaucoma congênito verdadeiro) ou durante os primeiros 2-3 
anos de vida (glaucoma infantil). As manifestações clinicas são: 
 Lacrimejamento excessivo crônico (epífora) 
 Fotofobia 
 Blefaroespasmo 
 Aumento da córnea 
 Córnea opalescente (translucida) 
 Aumento do gloco ocular (buftalmo) 
 Injeção conjuntival 
 
106- Quais os sintomas do glaucoma agudo? 
 
Medcurso2010: Sinais e Sintomas da crise aguda de glaucoma: 
Sintomas 
 Dor ocular e retroorbitária 
 Cefaleia frontal 
 Fotofobia 
 Lacrimejamento 
 Náuseas e vômitos 
 Sudorese fria 
 Borramento visual 
 Visão de halos em volta de luzes 
Sinais 
 Olho Vermelho, com injeção conjuntival perilimbica ( em volta da córnea) 
 Haze corneano ( certa opalescência da córnea decorrente do edema corneano) 
 Pupilas em meia midriase, não fotorreagentes ou pouco fotorreagentes, devido à isquemia iriana 
 PIO extremamente elevada, entre 40-90mmHg (quando possível medir). 
 
107- Quais as características da crise glaucomatosa? 
 
MedCurso2010: O “ataque” quase sempre acomete somente um olho, iniciando-se de forma abrupta e bastante 
dramática. Uma crise no outro olho é bastante provável (até 50%) nos próximos 2 anos. 
A crise de glaucoma é uma das múltiplas causas de síndrome do olho vermelho. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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108- Qual a definição de cegueira legal, cegueira oftálmica e deficiência visual? 
 
Cegueira legal: Quando uma pessoa tem visão menor que 0,1 ou 20/200 no olho com melhor acuidade. 
Cegueira (CID10): A partir de 20/400 
Deficiência Visual: Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter 
definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou 
cirúrgico. 
De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal 
 
'Cegueira parcial' (também dita LEGAL ou PROFISSIONAL). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de 
CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Há apenas a distinção entreclaro e escuro. No 
Brasil, "cegueira legal" é quando uma pessoa tem visão menor que 0,1 ou 20/200 no olho com melhor acuidade. Isto 
significa que um indivíduo legalmente cego teria que ficar a 20 pés (6,1 m) de um objeto para vê-lo —com lentes 
oftálmicas— com o mesmo grau de clareza de que uma pessoa com visão normal poderia ver a 200 pés (61 m). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OTORRINOLARINGOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
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109- Qual a microbiota da cavidade nasal? 
 
 Organismos Importantes: Staphylococcus aureus 
 Organismos menos importantes: S. epidermidis, Corynebacterium (difteróides), vários estreptococos. 
 
110- Quais os folhetos embrionários se originam o aparelho auditivo? 
Folhetos embrionários a ectoderma, a endoderma e a mesoderma. 
 Orelha Externa: 
- Desenvolve-se as custa de proliferação do mesênquima das regiões dorsais do primeiro e segundo arcos 
branquiais 
 Orelha Média: Endoderma 
- É originada da bolsa faríngea, portanto de origem endodérmica enquanto a orelha externa tem origem a 
partir do primeiro sulco faríngeo, que se aprofunda e adquire forma de funil revestido por epitélio de origem 
ectodérmica. 
 Orelha Interna: Ectoderma 
- Forma-se graças a um espessamento do ectoderma que cobre as laterais da cabeça do embrião 
 
111- Descreva a embriologia do ouvido interno. 
Langman: A primeira indicação da formação do ouvido interno pode ser encontrada em embriões com 
aproximadamente 22 dias como um espessamento do ectoderma da superfície, de ambos os lados do rombencéfalo. 
Esses espessamentos, os placódios óticos, invaginam-se rapidamente e formam vesículas óticas ou auditivas 
(otocistos). Durante o desenvolvimento ulterior, essas vesículas dividem-se formando 
(a) Componente ventral, que dá origem ao sáculo e ao duto coclear 
(b) Componente dorsal, que forma o utrículo, canais semicirculares e o duto endolinfático 
As estruturas epiteliais formadas dessa maneira são denominadas, coletivamente de labirinto membranoso. 
112- Descreva a embriologia do ouvido médio. 
CAVIDADE TIMPÂNICA E TUBA AUDITIVA 
A cavidade timpânica, de origem endodérmica, deriva da primeira bolsa faríngea. Esta bolsa cresce rapidamente em 
direção lateral e entra em contato com o assoalho da primeira fenda faríngea. A parte distal da bolsa, o recesso 
tubotimpânico, se alarga e dá origem à cavidade timpânica primitiva, enquanto a porção proximal permanece 
estreita e forma a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, através da qual a cavidade timpânica se comunica com a 
nasofaringe. 
OSSÍCULOS 
O martelo e a bigorna derivam da cartilagem do primeiro arco faríngeo, e o estribo deriva da cartilagem do segundo 
arco. Apesar de esses ossículos surgirem durante a primeira metade de vida fetal, eles permanecem imersos dentro 
do mesênquima até o oitavo mês, quando o tecido que os envolve se dissolve. O revestimento epitelial 
endodérmico da cavidade timpânica primitiva estende-se ao longo da parede do espaço recém-formado. A cavidade 
timpânica tem, então, o dobro do tamanho. Quando os ossículos estão completamente livres do mesênquima que os 
envolvia, o epitélio endodérmico os liga, como se fosse um mesentério, à parede da cavidade. Os ligamentos de 
sustentação dos ossículos formam-se mais tarde dentro desses mesentérios. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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Como o martelo origina-se do primeiro arco faríngeo, seu músculo, o tensor do tímpano, é inervado pelo ramo 
mandibular do nervo trigêmeo. De maneira semelhante, o músculo estapédio, que esta ligado ao estribo, é ienrvado 
pelo nervo facial, o nervo do segundo arco faríngeo. 
113- Descreva a embriologia do ouvido externo. 
MEATO AUDITIVO EXTERNO 
O meato auditivo externo origina-se da porção dorsal da primeira fenda faríngea. No inicio do terceiro mês, células 
epiteliais situadas no fundo do meato proliferam e formam uma placa epitelial maciça, o tampão do meato. No 
sétimo mês, esse tampão se dissolve, e o revestimento epitelial do fundo do meato participa da formação da 
membrana timpânica definitiva. Ocasionalmente, o tampão do meato persiste ate o nascimento, o que resulta em 
surdez congênita. 
MEMBRANA TIMPÂNICA 
O tímpano é composto por: 
(a) Revestimento epitelial ectodérmico no fundo do meato auditivo 
(b) Revestimento epitelial endodérmico da cavidade do tímpano 
(c) Camada intermediária de tecido conjuntivo, que forma o estrato fibroso 
A maior parte do tímpano está firmemente presa ao cabo do martelo, enquanto a porção restante constitui a 
separação entre o meato auditivo externo e a cavidade timpânica. 
114- Quais as funções do ouvido? 
Ouvido externo, o órgão coletor de som 
Ouvido médio, o condutor do som do ouvido externo para o interno 
Ouvido interno, que converte as ondas sonoras em impulsos nervosos e registra as mudanças do equilíbrio. 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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115- Em que semana começa o desenvolvimento do aparelho auditivo? 
Langman: A primeira indicação da formação do ouvido interno pode ser encontrada em embriões com 
aproximadamente 22 dias como um espessamento do ectoderma da superfície, de ambos os lados do rombencéfalo. 
116- Quando termina o desenvolvimento do aparelho auditivo? 
http://pt.scribd.com/doc/32293259/Embriologia-da-audicao: O meato acústico externo alcança o comprimento de 
um adulto por volta dos 9 meses de idade. Ainda continua amadurecendo até os 7 anos de idade, o pavilhão possui 
uma anatomia peculiar que se repete em todos nós, mas com individualidade própria, servindo até como meio de 
identificação pessoal em medicina legal. 
Desenvolvimento da Cóclea e do Córtex auditivo 
 
 
117- Como se desenvolve a orelha externa, média e interna? 
Langman: O ouvido é constituído por três partes que têm origens diferentes, mas que funcionam como uma 
unidade. 
O ouvido interno origina-se da vesícula ótica, que, na quarta semana do desenvolvimento, se separa do ectoderma 
da superfície. Essa vesícula divide-se em um componente ventral, que dá origem ao sáculo e ao duto coclear, e um 
componente dorsal, que dá origem ao utrículo, e aos canais semicirculares e ao duto endolinfático. As estruturas 
epiteliais assim formadas são denominadas, coletivamente, labirinto membranoso. Com exceção do duto coclear, 
que forma o órgão de Corti, todas as estruturas derivadas do labirinto membranoso estão envolvidas no equilíbrio. 
O ouvido médio, constituído pela cavidade timpânica e pela tuba auditiva, é revestido por epitélio de origem 
endodérmica e se origina na primeira bolsa faríngea. A tuba auditiva estende-se da cavidade timpânica à 
nasofaringe. Os ossículos, que transferem som da membrana do tímpano para a janela oval, originam-se do primeiro 
(martelo e bigorna) e segundo (estribo) arcos faríngeos. 
O meato auditivo externo origina-se da primeira fenda faríngea e está separado da cavidade do tímpano pela 
membrana timpânica ( tímpano). O tímpano é constituído por: 
(a) Um revestimento epitelial ectodérmico 
(b) Uma camada intermediaria de mesênquima 
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(c) Revestimento endodérmico originário da primeira bolsa faríngea 
A aurícula origina-se de seis saliências situadas ao longo do primeiro e segundo arcos faríngeos. Os defeitos da 
aurícula estão, com frequência, associados a outras malformações congênitas. 
118- Em que época doperíodo fetal o ouvido está funcionalmente desenvolvido? 5º mês 
119- Como é a anatomia da orelha externa, média e interna (cóclea)? 
Orelha Interna: 
 Pavilhão auditivo: ajuda a captação do som; é constituído por uma placa de cartilagem elástica recoberta 
por pele. (ectoderma e mesoderma) 
 Meato acústico externo: vai desde o pavilhão até a membrana timpânica, é revestido internamente por pele 
rica em pêlos e glândulas sebáceas e ceruminosas. As glândulas ceruminosas são glândulas sudoríparas 
modificadas (túbulos enoveladas). Ao produto dos dois tipos de glândulas do meato dá-se o nome de 
cerúmem, que é uma substância pastosa marrom, com função de proteção. (ectoderma – 1º sulco faríngeo) 
 Parte externa da membrana timpânica: é um epitélio de origem ectodérmica. 
 
Orelha Média: 
 
 Membrana Timpânica (parte mediana e parte interna): estrutura que transmite as ondas sonoras para o 
ouvido médio. A camada média é formada por tecido conjuntivo derivado do mesoderma e a camada 
interna é uma camada de células cubóides derivadas da endoderme. 
 Cavidade Timpânica 
 Tuba Auditiva: Derivada da endoderme. Comunica-se com a nasofaringe, abrindo-se durante o ato de 
deglutição, permitindo, assim, equilibrar a pressão externa com a do ouvido médio. 
 
NA CRIANÇA A TUBA AUDITIVA É INCOMPETENTE FICANDO MAIS TEMPO ABERTA. ELA TAMBÉM É MAIS 
HORIZONTAL. ESSAS DUAS CARACTERÍSTICAS FAZEM COM QUE A CRIANÇA SEJA MAIS PROPENSA A INFECÇÕES NA 
ORELHA MÉDIA. 
 
 Janelas Oval e Redonda: regiões sem osso, recobertas apenas por uma membrana conjuntivo-epitelial. 
 Ossículos: Origem do mesoderma (1º e 2º arcos faríngeos). Unem a janela oval à membrana timpânica e 
transmitem as vibrações mecânicas geradas na membrana até o ouvido interno. O martelo insere-se na 
membrana timpânica e o estribo na janela oval, ficando a bigorna entre esses dois ossículos. 
 Músculos tensor do tímpano e tensor do estribo: são músculos estriados esqueléticos que se inserem no 
martelo e no estribo e que participam da regulação da condução do estímulo sonoro. 
 
Orelha Interna 
 
É também chamada de Labirinto, e é uma estrutura complexa formada por sacos membranosos cheios de líquido, 
que se encontram alojados dentro de cavidades na porção pétrea do osso temporal. É dividido em labirinto ósseo e 
labirinto membranoso. Também é chamado de labirinto coclear ou labirinto anterior e labirinto vestibular ou 
labirinto posterior. 
 
O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea - relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada 
com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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Cóclea: 
 
Localização: está mergulhada numa cavidade óssea no osso temporal, o chamado labirinto ósseo. 
 
Função: órgão receptor de sons. 
 Na cóclea estímulos mecânicos sofrem transdução em potenciais de ação, que são levados ao SNC via nervo 
coclear. 
 Os sons agudos são captados principalmente na base da cóclea, ao passo que os sons graves são captados 
principalmente pelo seu ápice. 
 
 Histologia/Anatomia: A cóclea tem forma de um canal de paredes ósseas enrolado em forma de caracol em 
torno de um osso, chamado modíolo, que contém um gânglio (o gânglio espiral), com aproximadamente 35 
mm de extensão. Dentro, e ocupando apenas parte do canal ósseo, observa-se a porção membranosa, que 
adquire forma triangular quando vista em corte transversal. 
 
O espaço ósseo da cóclea é dividido em 3 partes: 
- Rampa vestibular: se abre no vestíbulo. 
- Rampa Média: também chamada de ducto coclear, comunica-se com o sáculo pelo ducto reuniens e termina em 
fundo cego. 
- Rampa Timpânica: comunica-se através da janela redonda com o ouvido médio ou cavidade timpânica. 
 
A RAMPA TIMPÂNICA E A RAMPA VESTIBULAR ESTÃO CHEIAS DE PERILINFA E SE COMUNICAM NAS EXTREMIDADES 
POR MEIO DE UM ORIFÍCIO CHAMADO HELICOTREMA. JÁ A RAMPA MÉDIA POSSUI ENDOLINFA. 
SEPARANDO AS RAMPAS MÉDIA E TIMPÂNICA TEMOS UMA MEMBRANA CHAMADA MEMBRANA BASAL, NA 
SUPERFÍCIE DA QUAL SITUA-SE O ÓRGÃO DE CORTI. 
 
Órgão de Corti: Contém células eletromecanicamente sensíveis, as células ciliadas, e células de sustentação. As 
células ciliadas são divididas em externas e internas. As células ciliadas internas possuem aferência e eferência com o 
nervo coclear. As células ciliadas externas estão acopladas à membrana tectórica, e sua contração faz com que essa 
membrana encoste-se nas células ciliadas internas na freqüência desejada, esse fenômeno é chamado de afinação 
sonora. 
 
 
Porção membranosa é dividida em: 
 Membrana vestibular: apresenta-se revestida por epitélio pavimentoso simples e delgada camada de tecido 
conjuntivo. 
 Estria vascular: é um epitélio estratificado, formado por dois tipos principais de células. O epitélio da estria 
vascular contém vasos sanguíneos entre suas células, e as células possuem características de células 
transportadoras de água e íons. Estas características fazem com que a estria vascular seja responsável pela 
secreção de endolinfa. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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A ENDOLINFA É COMPOSTA POR GRANDE QUANTIDADE DE POTÁSSIO E POUCA QUANTIDADE DE SÓDIO, QUE 
NORMALMENTE É A COMPOSIÇÃO DO MEIO INTRACELULAR, E A PERILINFA É COMPOSTA PELO OPOSTO, SENDO 
PARECIDA COM O LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO. 
 
Fisiologia: As vibrações estimulam os receptores e sofrem transdução para impulsos nervosos, que vão alcançar o 
SNC via nervo acústico. 
 
120- Qual a função do cerume? 
Composição Cerume: O cerume é uma mistura de lipídeos e proteínas que promove cobertura do CAE (Conduto 
Auditivo Externo). Tem fundamental importância imunológica na saúde da Orelha Externa. A proteína mais 
importante é a lisozima, também presente na lágrima, saliva e muco de várias regiões. Trata-se de uma enzima 
proteolítica com ação bactericida e fungostática. Há presença de IgA secretora. 
Importância Cerume: Ele fornece ao canal auditivo externo uma barreira protetora que cobre e lubrifica o canal. Sua 
natureza pegajosa aprisiona objetos estranhos, prevenindo contato direto com diversos organismos, poluentes e 
insetos. O Cerume possuí também um pH ácido (entre 4 e 5). Esse pH é desfavorável a organismos, que pode ajudar 
a diminuir o risco de infecção do canal auditivo externo. 
O cerume também contém lisozima, uma enzima antibacteriana capaz de destruir parede celular das bactérias. 
 
Produção Cerume: A produção do material ceruminoso é mais ou menos constante e a eliminação ocorre por 
migração da pele do conduto. 
 
De forma diferente do restante da pele, a pele do CAE descama pouco. Há migração das células partir do centro do 
tímpano. Novas células surgem no centro e "empurram" suas vizinhas para uma posição mais lateral. Essa migração 
carrega a cera para a entrada do conduto onde é eliminada. 
 
 
 
Na marcação do Tímpano com tinta nanquim se observa a migração da tinta colocada no centro para a periferia. 
Este tipo de migração carrega o cerume para o óstio do CAE. De onde se desprende. 
 
121- Quais os limites da orelha média? 
Cavidade timpânica é a câmara estreita e cheia de ar na parte petrosa do temporal. E composta por: ossículos da 
audição, músculos estapédio e tensor do tímpano, nervo corda do tímpano um ramo do NC VII, plexo timpânico de 
nervos. Essa cavidade tem o formato de uma pastilha possuindo seis camadas. 
1. Parede tegmental: é formada por uma lamina fina de osso, o tegme timpânico, que separa a 
cavidade timpacnica da dura-matér no assoalho da fossa média do crânio. 
2. Parede jugular: é formada por uma lamina de osso que separa a cavidade timpânica do bulbo 
superior da veia jugular interna. 
3. A parede membranácea (parede lateral): é formada quase totalmente pelaconvexidade em pico da 
membrana timpânica; superiormente é formada pela parede óssea lateral do recesso epitimpanico. 
4. A parede labiríntica (parede medial): separa a cavidade timpânica da orelha interna. Também tem o 
promontório da parede labiríntica, formado pela parte inicial da cóclea, e as janelas oval e redonda 
que em um crânio seco comunicam-se com a orelha interna. 
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5. Parede mastódeia (parede posterior) tem uma abertura em sua parte superior, o ádito ao antro 
mastoideo, que une a cavidade timpânica as células mastoideas, o canal para o nervo facial entre a 
parede posterior e o antro, medial ao ádito. 
6. Parede carótida: anterior separa a cavidade timpânica do canal carótico; superiormente, tem a 
abertura da tuba auditiva e o canal para o músculo tensor do tímpano. 
 
 
122- Quais os nervos que passam pela orelha média? 
Nervo Timpânico (nervo de Jacobson): Ramo do glossofaríngeo 
Nervos caroticotimpânicos: Forma o plexo timpânico na superfície do promontório. 
Ramo Auricular do Nervo Vago (nervo de Arnold): formado por um ramo do ganglio superior do vago e um pequeno 
ramo do gânglio inferior do glossofaringeo 
123- Qual a função dos ossículos? 
Os ossículos convertem mecanicamente as vibrações do tímpano em ondas de pressão que são amplificadas no 
fluido da cóclea. 
A extremidade do cabo do martelo é ficada ao centro da membrana timpânica, esse ponto de fixação é tracionado 
pelo m. tensor do tímpano. Isso permite que as vibrações de sons da membrana timpânica sejam transmitidas aos 
ossículos. 
124- Qual a articulação dos ossículos? 
Sady: As articulações ossiculares são articulações verdadeiras ou sinoviais. As faces articulares são revestidas de 
cartilagem e podem apresentar disco-articular. Cada articulação tem uma cápsula articular de tecido fibroso 
derivado do periósteo dos ossos articulares e é forrada por membrana sinovial. 
 A articulação incudomalear é uma diartrose de encaixe recíproco (selar) formada pelo martelo e pela 
bigorna. A cápsula de tecido elástico envolve as margens articulares e apresenta um disco intra-articular. A 
cápsula é formada pela membrana sinovial, pela cápsula fibrosa e pela membrana mucosa da cavidade 
timpânica que envolve a cápsula. 
 A articulação incudoestapedial é também uma articulação sinovial, diartrodial, do tipos esferoide, entre o 
processo lenticular da bigorna e a fóvea da cabeça do estribo. O processo lenticular pode ocorrer como um 
osso acessório independente. Não possui disco na cavidade articular. As fibras conjuntivas da cápsula são 
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54 
 
mais longas do que as da articulação incudomalear e também mais espessas. Na face inferior da articulação, 
as fibras capsulares posteriores fundem-se com as do tendão do músculo estapédio. 
 A articulação vestibuloestapedial é uma sindesmose (anfiartrose) entre a base do estribo e a janela do 
vestíbulo. Essa articulação é um dos locais de eleição para otosclerose. O ligamento anular segura a base do 
estribo na janela do vestíbulo, imbrincando suas fibras conjuntivas elásticas com o periósteo da cavidade 
timpânica e o endósteo do labirinto. 
 
125- Qual a função dos músculos presentes na orelha média? 
Músculo Tensor do Tímpano: A função desse músculo é tracionar o manúbrio do martelo para dentro da cavidade e, 
assim, produzir tensão da membrana do tímpano; desse modo, juntamente com o estapédio, atua modificando os 
movimentos da cadeia ossicular. 
Músculo estapédio: Admite-se que o músculo tensor do tímpano e o estapeio se contraem simultânea e 
reflexamente, reagindo a sons de alta intensidade e exercendo um efeito protetor pelo amortecimento das 
vibrações que atingem o ouvido interno. 
126- O que é anel de Valdeyer? 
O anel linfático de Waldeyer, localizado no cruzamento acro-digestivo, é um conglomerado de estruturas linfoides 
que compreende as tonsilas palatinas (TP), as tonsilas faríngeas (TF) ou adenoides, estruturas linguais e peri-
tubárias, bem como o tecido linfoide na parede posterior da faringe. Constitui um anel quase completo de proteção 
para o organismo, sendo as duas primeiras estruturas (TP e Adenoide) as mais ativas de maior tamanho, 
representando uma estrategica, pois encontram-se expostas a uma grande variedade de antígenos exógenos de ar e 
alimentos que se apresentam de forma contínua, com contato estreito, direto. 
O anel linfático de Waldeyer, diante da contínua presença de antígenos, produz uma resposta linfocitária de células 
B, a qual inicia no CG, quando os linfócitos B sofrem um crescimento exponencial (aumenta o numero), uma 
hipermutação somática (distintas classes de Ig), uma indução de expressão da cadeia J própria de anticorpos 
secretos e uma seleção através do mecanismo de apoptose, no qual substituem aquelas células capazes de receber 
sinais antigênicos específicos de alta afinidade. Os linfócitos B assim selecionados interagem com os linfócitos TCD4+ 
e se transformam em plasmócitos e células B de memória. 
127- Existe microbiota na orelha média? Qual? Estéril. A cera que o canal auditivo externo produz é um 
ótimo mecanismo de defesa, e ajuda a proteger o ouvido médio e interno das infecções externas. 
 
128- Qual a anatomia da tuba auditiva? 
A tuba auditiva ou tuba faringotimpânica é um canal osteocartilaginoso que comunica a cavidade do tímpano com a 
parte nasal da faringe. Com isso, permite a ventilação dos espaços pneumatizados do osso temporal, protegendo-os 
contra possíveis agressões bacterianas, e também estabelece o equilíbrio da pressão do ar nas duas faces da 
membrana do tímpano. 
A cartilagem da tuba curva-se lateralmente e, assim, exibe uma lâmina larga, medial e outra estreita, lateral. O sulco 
determinado pelas duas laminas é completado por uma membrana que fecha o canal. A cartilagem da tuba é hialina 
no recém-nascido e, no adulto, elástica, exceto no istmo, onde permanece hialina. 
A luz da parte cartilagínea da tuba permanece fechada devido à sua natureza elástica e abre-se ao bocejar e deglutir. 
O mecanismo de abertura da tuba ainda é polemico. Contudo, atribui-se à ação muscular do músculo tensor do véu 
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55 
 
palatino, auxiliado pelo músculo salpingofaríngeo e pelo levantador do véu palatino, que eleva a parte cartilaginosa, 
diminuindo a tensão na cartilagem. 
 
A tuba auditiva, apesar de não está situada no ouvido médio, apresenta a mesma origem e unidade morfofuncional 
com a cavidade timpânica. O seu diâmetro no adulto é de 1 a 2mm, mas na criança é mais largo e mais 
horizontalizado, onde em relação ao adulto possui uma porção cartilaginosa mais curta e menos rígida. 
É um tubo achatado a partir da parede anterior da cavidade timpânica, abrindo-se na parede lateral da nasofaringe 
com um comprimento aproximado de 37mm. A parte óssea (protímpano) é mais curta e situada no rochedo e a 
parte cartilaginosa perfaz 2/3 do comprimento total. A transição entre a parte óssea com a cartilaginosa, onde a 
tuba é mais estreita, é chamada de istmo e funciona como uma válvula. 
Usualmente a tuba é fechada e se abre durante a deglutição, bocejo, espirro, permitindo que a pressão de ar do 
ouvido médio se equilibre com o ar atmosférico. Esse mecanismo de abertura é muscular e envolve porção 
cartilaginosa. Quando em repouso, gases são absorvidos dentro dos tecidos circundantes do ouvido médio, e cria 
uma ligeira pressão negativa no mesmo.(Ruben 1983). 
A abertura da tuba auditiva ocorre através da constricção do tensor do véu palatino, onde o feixe medial do tensor 
do véu é responsável pela abertura da tuba e é chamado de músculo dilatador da tuba, porquena sua contração 
ocorre deslocamento da parede lateral no sentido latero-inferior. 
O músculo elevador do véu tem uma ação passiva na abertura da tuba. 
Albernaz; Ganança; Fukuda (1997) relatam que a tuba se torna permeável a entrada do ar quando há contração dos 
músculos elevador e tensor do tímpano, que diminuem o comprimento e aumentam o seu diâmetro . 
As 3 funções fisiológicas importantes para orelha média, realizada pela tuba auditiva, é a proteção contra pressão e 
secreção; limpeza e ventilação para equilibrar a pressão dentro do ouvido. 
Essa função de ventilação, chamada de pneumática, parece ser a mais importante, pois uma ventilação deficiente 
contribui para o desenvolvimento da maioria das otites médias. Além disso, o equilíbrio de pressão do ouvido médio 
com a pressão atmosférica é necessário para transmissão do som. 
A função da tuba auditiva é menos eficiente nas crianças pequenas do que nas crianças mais velhas e adultos, talvez, 
porque a parede da trompa nas crianças seja mais frouxa e por isso, mais susceptível de perda auditiva, criando 
obstrução funcional. (Paradise 1980 e Bluestone & Cantekin 1979). 
Essa pressão negativa da O.M. temporária pode levar a uma obstrução ou colapso da tuba. Se a trompa se encontra 
fechada começa a reabsorção de oxigênio e logo dos demais componentes. Isso diminui a pressão endotimpânica, 
sendo então o tímpano, tencionado para dentro, pela pressão atmosférica, podendo aparecer o extravasamento de 
líquidos. (Tato 1964; Jerger & Jerger 1989). 
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Quando o fechamento da tuba auditiva é transitório a obstrução da tuba é aguda, porém, se for uma obstrução mais 
prolongada a obstrução é crônica ( Thompson; Zubizarreta; Bertelli; Campos 1975). 
129- Qual a histologia da tuba auditiva? 
130- Qual a função da tuba auditiva? 
Sady: Permite a ventilação dos espaços pneumatizados do osso temporal, protegendo-os contra possíveis agressões 
bacterianas, e também estabelece o equilíbrio da pressão do ar nas duas faces da membrana do tímpano. 
131- O que é cóclea? 
132- Qual a função da cóclea? 
133- Qual a histologia da cóclea? 
Junqueira: A seguir será descrita a estrutura histológica da porção membranosa da cóclea. 
A membrana vestibular apresenta-se revestida por epitélio pavimentoso simples e delgada camada de tecido 
conjuntivo. 
A estria vascular é constituída por epitélio estratificado, formado por dois tipos principais de células. Um deles é 
constituído por células ricas em mitocôndrias, com a membrana da região basal muito pregueada, tendo, portanto, 
todas as características de uma célula que transporta água e íons. O epitélio da estria vascular é um dos poucos 
exemplos de epitélio que contem vasos sanguíneos entre as células. Tais características fazem pensar que, nessa 
região, dá-se a secreção da endolinfa. A endolinfa e a perilinfa tem composição iônica incomum, pois são ricas em 
potássio e pobres em sódio, composição que é normalmente característica do meio intracelular. 
134- Como se dá a fisiologia da audição? 
O som entra no pavilhão auditivo, segue pelo meato acústico externo, vibra a membrana timpânica, que por sua vez 
vibra os ossículos (martelo vibra bigorna, que vibra o estribo). 
A placa do estribo vibra a janela oval, que movimenta a perilinfa da rampa vestibular. A vibração passa pela 
helicotrema e chega na rampa timpânica, vibra a membrana basilar e chega ao órgão de corti. 
No órgão de Corti os estereocílios das células ciliadas externas são estimulados, contraem-se e fazem a membrana 
tectórica encostar nas células ciliadas internas, que ao se movimentarem irão abrir canais catiônicos, gerando um 
impulso elétrico. Este impulso atingirá o gânglio espiral, passará ao nervo coclear e irá para o SNC. 
A via no SNC é: as fibras chegam aos núcleos cocleares, algumas cruzam e seguem pelos núcleos Olivares superiores 
contralaterais, enquanto outras seguem pelos núcleos Olivares superiores homolaterais. Daí chegam ao núcleo do 
lemnisco lateral, passam para o colículo inferior, chegam ao núcleo geniculado medial e acabam no córtex auditivo 
primário, que enviará neurônios de associação ao córtex auditivo secundário (área de Wernick) e a área de Brocca 
(responsável pela fala). 
 
OBS: Olhar o Guyton! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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135- Até quando é recomendado realizar o teste da orelhinha? 
 
TESTE DA ORELINHA (TRIAGEM AUDITIVA) TESTE DO OLHINHO ( TESTE DO REFLEXO VERMELHO) 
Visa a detecção precoce da perda (total ou parcial) da 
audição. Esta perda, se não diagnosticada no início da 
vida, pode prejudicar o desenvolvimento da criança 
(principalmente da fala e da linguagem) e alterar seu 
comportamento. 
É baseado no mesmo fenômeno que se observa quando 
se fotografa alguma pessoa, e a pupila fica vermelha. 
Utiliza-se um oftalmoscópio direto. Este aparelho 
permite ao médico que realiza o exame observar um 
reflexo avermelhado na pupila. Quando isto ocorre, 
significa que o exame está normal. Ou seja não existe 
nenhum obstáculo a luz que penetra no olho: os meios 
estão transparentes. 
Um teste simples feito 48 horas após o nascimento do 
bebê. A avaliação é rápida, indolor e importante para 
toda a vida da pessoa. De preferência no 2º ou 3º dia 
de vida 
Deve ser realizado dentro das primeiras 48 horas de 
vida. Deve ser realizado, se possível, antes da alta da 
maternidade, ou pelo menos dentro da primeira 
semana de vida. 
 
Deve ser realizado na maternidade ou nas unidades de 
saúde nos primeiros meses de vida. 
Caso esse teste não tenha sido realizado na 
maternidade, poderá ser feito a nível ambulatorial. 
Detecta se ele tem algum problema auditivo e evitar 
problemas na fala e no aprendizado da criança 
Teste utilizado p/ triagem de anormalidades do fundo 
de olho (segmento posterior) e também opacidades no 
eixo visual.Entre as anormalidades do fundo-de-olho, a 
de maior preocupação é o retinoblastoma. Outras 
doenças: catarata, glaucoma congênito. 
 
 
OBSERVAÇÃO: O Exame de Emissão Otoacústica 
Evocada - EOA é o método de escolha por ser simples, 
de rápida realização e poder ser feito durante o sono, 
não exigindo sedação. 
 
OBSERVAÇÃO: É um exame simples, realizado pelo 
pediatra ou neonatologista, utilizando-se um 
oftalmoscópio direto a uma distância de 20 cm a 30 cm 
do olho da criança. 
 
O método mais utilizado para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs) de 
acordo com o código (51.01.039-9 AMB). 
Considerado bastante objetivo, este exame é indolor e de execução rápida, realizada durante o sono natural do 
bebê. 
Utiliza-se um fone na parte externa da orelha do bebê. Demora de 5 a 10 minutos e não tem qualquer contra-
indicação, não acorda nem incomoda o bebê. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro, bem como na percepção do retorno desse 
estímulo (eco), o registro é feito através do computador, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está 
normal, ou seja, em funcionamento, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame. 
Orienta-se realizar o teste da orelhinha, nos primeiros anos de vida do bebê (3 meses), detectando perdas precoces 
que possam influenciar no aprendizado da linguagem. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, 
de preferência no 2º ou 3º dia de vida. O tempo de duração varia entre 5 e 10 minutos, não tem qualquer contra-
indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou 
qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo. A triagem auditiva é feita inicialmente atravésdo exame de 
Emissões acústicas evocadas (código 51.01.039-9 AMB). 
136- Qual a frequência audível pelo ser humano? 
As frequências audíveis pelo ouvido humano ficam entre 16 Hz e 20000 Hz (kHz). Dentro dessa faixa encontram-se a 
voz humana, instrumentos musicais, alto-falantes. 
Abaixo de 16 Hz tem-se os infra-sons, produzidos por vibrações da água em grandes reservatórios, batidas do 
coração... 
Acima de 20kHz estão os ultra-sons emitidos por alguns animais e insetos (morcegos, grilos, gafanhotos), sonares, 
aparelhos médicos e industriais. 
Baixas frequências ou sons graves 
As 4 oitavas de menor frequência – 31,25; 62,5; 125 e 250 Hz 
Médias frequências ou sons médios 
As 3 oitavas centrais – 500; 1000 e 2000 Hz 
Altas frequências ou sons agudos 
As 3 oitavas de maior frequência – 4000;8000 e 16000 Hz 
 
137- Quais os fatores de risco para surdez em cada faixa etária? 
FATORES DE RISCO 
Bebê - 0 a 28 dias 
 HISTÓRIA FAMILIAR - ter outros casos de surdez na família 
 INFECÇÃO INTRA-UTERINA - provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose 
 ANOMALIAS CRÂNIOS-FACIAIS - deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto 
fechado) 
 PESO INFERIOR A 1.500 GR AO NASCER 
 HIPERBILIRUBINEMIA - doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do 
aumento de uma substância chamada bilirubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosangüíneo 
transfusão 
 MEDICAÇÃO OTOTÓXICAS - uso de antibióticos do tipo aminoclicosídeos que podem afetar o ouvido interno 
 MENINGITE BACTERIANA - a surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de 
meningite 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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 NOTA APGAR MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO 
MINUTO - Todo bebê quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliação que inclui muitos 
fatores. Apgar era o nome do médico que inventou o teste. 
 VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS - quando o bebê teve que ficar entubado 
por não conseguir respirar sozinho 
 OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - p.ex.: Síndrome de Down ou de 
Waldemburg 
 
Criança - 29 dias a 2 anos 
 OS PAIS DEVEM OBSERVAR SE HÁ ATRASO DE FALA OU DE LINGUAGEM - aos 7 meses ele já deve imitar 
alguns sons; com 1 ano já deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulário deve estar em torno de 
100 palavras 
 MENINGITE BACTERIANA OU VIRÓTICA - esta é a maior causa de surdez no Brasil 
 TRAUMA DE CABEÇA ASSOCIADA À PERDA DE CONSCIÊNCIA OU FRATURA CRANIANA MEDICAÇÃO 
 OTOTÓXICA - uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos que podem afetar o ouvido interno 
 OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - por ex.: Síndrome de Down e de 
Waldemburg 
 INFECÇÃO DE OUVIDO PERSISTENTE OU RECORRENTE POR MAIS DE 3 MESES - OTITES - SAIBA MAIS 
o adulto 
Além daqueles encontrados nas crianças, os adultos podem adquirir a surdez através de: 
 Uso continuado de aparelhos com fone de ouvido (I-Pod, MP3, etc) 
 Trabalho em ambiente de alto nível de pressão sonora 
 Infecção de ouvido constante e acidentes 
138- Quais as funções do nariz? 
 
 Olfação; 
 Respiração; 
 Filtração da poeira; 
 Umidificação do ar inspirado; 
 Recepção de secreções provenientes dos seios paranasais e dos ductos lacrimonasais. 
 
139- Quais estruturas formam a cavidade nasal? 
 
Moore: O termo cavidade nasal refere-se a toda a cavidade ou à metade direita ou esquerda, dependendo do 
contexto. A entrada de cavidade nasal é anterior, através das narinas. Abre-se posteriormente na parte nasal da 
faringe através do cóanos. É revestida de mucosa, exceção do vestíbulo nasal que é revestido por pele. 
 
 São duas: direita e esquerda; 
 Penetram anteriormente através das narinas, se abrem posteriormente na parte nasal da faringe através dos 
coanos. 
 A túnica mucosa reveste a cavidade nasal exceto o vestíbulo que é revestido com pele: vibrissas crescem a 
partir dessa pele. A túnica mucosa está aderida ao periósteo e ao pericôndrio do osso de sustentação e 
cartilagem do nariz. A túnica mucosa é continua com o revestimento de todas as câmaras com as quais a 
cavidade nasal se comunica: parte nasal da faringe posteriormente, os seios paranasais (frontal, etmoidal, 
esfenoidal e maxilar) superior e lateralmente e o saco lacrimal e a túnica conjuntival, superiormente. 
 Os dois terços inferiores da túnica mucosa formam a área respiratória e o terço superior é a área olfatória. 
O ar que passa pela área respiratória é aquecido e umedecido antes de passar pelo restante do trato 
respiratório superior para o pulmão. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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 A área olfatória contem o órgão periférico do olfato: aspirar pelo nariz puxa ar para o área. os processos 
centrais das células olfatórias, situados no epitélio olfatório, se unem para formar os feixes nervosos que 
passam através da lamina cribriforme e entram no bulbo olfatório do cérebro. 
 
 
 
 
 
140- Quais os limites da cavidade nasal? 
 
Moore: As cavidades nasais tem teto, assoalho e parede medial e lateral 
 
 O teto da cavidade nasal é curto e estreito, exceto na sua extremidade posterior. O teto é dividido em três 
partes: frontonasal, etmoidal e esfenoidal, de acordo com os ossos que o formam. 
 Assoalho da cavidade nasal mais largo que o teto, é formado pelo processo palatino da maxila e lamina 
horizontal do palatino. 
 A parede medial da cavidade nasal é formada pelo septo nasal. 
 A parede lateral do septo nasal é irregular devido a três elevações enroladas – as conchas nasais- que se 
projetam inferiormente como rolos. 
 As conchas se curvam ínfero-medialmente. Cada uma formando um teto para um sulco ou meato – uma 
passagem na cavidade nasal. 
 
141- Onde é produzido o muco? Pelas glândulas mistas e pelas células caliciformes 
 
Moore: A mucosa nasal está firmemente unida ao periósteo pericôndrio dos ossos e cartilagens que sustentam o 
nariz. A mucosa é continua com o revestimento de todas as câmaras com as quais as cavidades nasais se 
comunicam: a parte nasal da faringe na parte posterior, os seios paranasais nas partes superior e lateral e o saco 
lacrimal e a conjuntiva posterior. Os dois terços inferiores da mucosa nasal correspondem à área respiratória e terço 
superior é a área olfatória. O ar que passa sobre a aérea respiratória é aquecido e umedecido antes de atravessar o 
restante das vias respiratórias superiores até os pulmões. A área olfatória contém o órgão periférico do olfato; a 
aspiração leva ar até essa área. 
 
Junqueira: A área respiratória compreende a maior parte das fossas nasais. A mucosa dessa região é reoberta por 
epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado, com muitas células caliciformes (epitélio respiratório). Nesse local a 
lâmina própria contém glândulas mistas (serosas e mucosas), cuja secreção é lançada na superfície do epitélio. 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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O muco produzido pelas glândulas mistas e pelas células caliciformes prende microrganismos e partículas inertes, 
sendo deslocada ao longo da superfície epitelial em direção à faringe, pelo batimento ciliar. Esse deslocamento do 
muco protetor, na direção do exterior, é importante para proteger o aparelho respiratório. 
 
142- Qual a composição do muco? 
 
A região olfativa cobre a região superior das cavidades. 
O resto da mucosa nasal é mucosa respiratória, formada por um epitélio estratificado ciliado que tem dispersas 
células caliciformes. 
Repousa sobre uma lâmina própria rica em glândulas mucosas e serosas. Estas glândulas segregam diariamente 
cerca de 1 litro demuco rico em lisozima e antiproteases que destroem as bactérias e a poeira que o muco 
aprisinou. 
As células epiteliais segregam um antibiótico, a defensina. 
As células ciliadas criam uma corrente de ar que pode atingir 10mm/min e encaminha o muco contaminado para a 
orofaringe para ser engolido e depois para ser digerido pelo suco gástrico. 
 
IMUNOLOGIA: Junqueira: A mucosa da porção condutora é um componente importante do sistema imunitário, sendo 
rica em linfócitos isolados e nódulos linfáticos, além de plasmócitos e macrófagos. As áreas da lâmina própria que 
contem nódulos linfáticos recobertas por células M. São células que captam antígenos, transferindo-os para os 
macrófagos e linfócitos dispostos em cavidades amplas do seu citoplasma. Esses linfócitos migram, levando para 
outros órgãos linfáticos informações sobre as macromoléculas antigênicas, que podem fazer parte de um 
microrganismo. A mucosa do aparelho respiratória é uma interface do meio interno com o ar inspirado (meio 
externo) e protege o organismo contra as impurezas do ar. 
 
 
143- Qual a função do muco? 
 
Biometrio.blogspot: As fossas nasais têm a função de filtrar, umedecer e aquecer o ar que é inspirado para os 
pulmões, tornado-o mais propício para o seu devido processamento. São revestidas internamente pela mucosa 
nasal, que possui um grande número de vasos sanguíneos. O calor do sangue nesses vasos aquece o ar e, assim, as 
demais vias respiratórias e os pulmões recebem ar aquecido e parcialmente filtrado. 
A mucosa tem, também, pequenos pêlos e produz uma substância viscosa, levemente amarelada, denominada 
muco. Além de lubrificar a mucosa, junto com os pêlos, retêm micróbios e partículas de poeira da ar, funcionando 
como um filtro. 
A mucosa nasal é o principal orgão afetado por consumidores de cocaína, onde em alguns casos, as misturas 
inseridas na droga como lidocaína, éter ebicarbonato de sódio, chegam a destruir também as paredes cartilaginosas 
que as dividem. 
 
144- Onde é drenado o muco? 
 
Otorrino_USP: Normalmente, tanto a mucosa do nariz quanto a dos seios são recobertas por um muco que é 
formado por duas camadas. A camada mais externa,de maior viscosidade, é chamada de fase gel e a camada mais 
interna, de menor viscosidade, de fase sol. Esta fica em contato íntimo com as células ciliadas. Partículas presentes 
no ar são aprisionadas na fase gel e removidas pelos batimentos ciliares. 
A secreção mucosa é regulada predominantemente pelo sistema parassimpático. A substância P parece ser o 
neurotransmissor mais importante, sendo responsável pela hipersecreção, vasodilatação e extravasamento de 
plasma. O batimento ciliar é composto por dois tipos de movimentos: sincronizado ou transversal e metacronizado 
ou longitudinal. A coordenação do batimento de um cílio individual, que previne a colisão entre cílios em diferentes 
fases de movimento, é chamada metacronia. Esta ajuda a coordenar diferentes ondas de batimentos para adquirir 
fluxo unidirecional do muco. Os cílios se movem apenas na fase sol e fazem contato com a fase gel apenas por um 
breve momento, resultando na movimentação da fase gel sobre a fase sol (Figura1). 
O transporte mucociliar também é auxiliado pelofluxo inspiratório, uma vez que determina pressão negativa, 
promovendo transporte de muco para fora dos seios. 
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A diminuição da produção de muco ou a desidratação tornam o muco mais viscoso e levam a um aumento 
proporcional da fase gel, aumentando o contato dos cílios durante o batimento, e diminuindo assim sua efetividade. 
Infecções bacterianas ou virais podem acometer a mucosa causando lesão tecidual ou mesmo alteração mecânica 
(edema, disfunção da movimentação ciliar). 
Muitas medicações também podem alterar o batimento ciliar ou causar espessamento do muco, prejudicando assim 
sua drenagem natural. 
Os cílios respiratórios batem aproximadamente mil vezes por minuto, isso significa que os materiais da superfície são 
movidos numa proporção de 3 a 25 mm por minuto (Figura 2). 
A depuração mucociliar ocorre adequadamente quando existem condições ideais de ventilação, umidade, pH, 
pressão osmótica e metabolismo. O batimento ciliar varia de 8 a 20 batimentos por segundo. A temperatura ideal é 
de 33oC, sendo que o batimento ciliar diminui quando a temperatura está abaixo de 18oC ou acima de 40oC. O pH 
ideal deve estar entre 7 e 8. 
Em algumas pessoas a depuração pode estar lentificado, por uma variedade de fatores que alteram o batimento 
ciliar e/ou a viscosidade do muco, como imobilidade ciliar, lesão do sistema mucociliar por trauma físico, infecções 
virais, desidratação, secreções excessivamente viscosas, como na fibrose cística, medicamentos (atropinae anti-
histamínicos), cigarro e corpo estranho. 
 
 
145- Qual a histologia da cavidade nasal? 
 
http://medicina.ucpel.tche.br/atlas/sistemas/respiratorio/: Histologicamente dividida em três regiões: 
Área vestibular 
Área Respiratória 
Área Olfatória 
Observar o revestimento das mucosas das diferentes regiões. 
 
Área Vestibular 
Região anterior das fossas nasais a qual aquece, lubrifica e comunica as vias respiratórias com o meio externo. Nesta 
região a mucosa de revestimento é formada pelo epitélio estratificado pavimentoso e uma lâmina própria rica em 
fibras colágenas conferindo grande resistência. 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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Área Respiratória 
A maior parte das fossas nasais apresenta-se revestida por uma mucosa contendo epitélio "típico respiratório", o 
epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes. A produção de muco e o batimento ciliar são 
responsáveis pela corrente viscosa formada no interior deste aparelho a qual elimina impurezas e lubrifica as vias 
respiratórias. 
 
Área Olfatória 
Apresenta-se revestida por um epitélio especializado na captação de estímulos olfativos. 
A população celular do epitélio que reveste esta mucosa contém células nervosas (neurônios bipolares) interpostos 
com células cilíndricas ciliadas e arredondadas basais. 
 
146- Qual a função dos cílios? 
 
Filtração do ar por orientar seus batimentos em direção à faringe. 
A filtração é possível graças à presença de muco secretado pelas células caliciformes e dos cílios que orientam seus 
batimentos em direção à faringe, impedindo a entrada de partículas estranhas no pulmão; enquanto o aquecimento 
é garantido pela rica vascularização do tecido, principalmente nas fossas nasais. 
 
O transporte mucociliar também é auxiliado pelo fluxo inspiratório, uma vez que determina pressão negativa, 
promovendo transporte de muco para fora dos seios. 
 
147- Quais as limitações de uma pessoa sem o olfato? Anosmia é a perda total do olfato e hiposmia é a 
diminuição do olfato, ocorrida por lesão no nervo olfativo, obstrução das fossas nasais ou outras doenças. 
 
MundoEducação: Como a identificação de sabores mais refinados dependem do olfato, o anósmico permanente tem 
dificuldades quanto à identificação de certos gostos, podendo, inclusive, ingerir um alimento estragado sem 
perceber. Além disso, a dificuldade em perceber a presença de gases, substâncias químicas ou mesmo sentir o cheiro 
de fogo, pode ter como conseqüência graves acidentes. 
 
Além dessas questões, a frustração de não se ter o prazer de sentir certos cheiros e gostos pode levar o indivíduo à 
perda de apetite, distúrbios alimentares e até depressão e problemas com auto-estima. Quanto a estes dois, buscar 
meios de se compensar estas sensações - como desenvolver atividades que envolvam os outros três sentidos - ou 
auxílio psicológico, podem ajudar o paciente a lidar com tais questões. 
 
148- Como é o mecanismo fisiológico da percepção do cheiro? 
Membrana Olfatória: A membrana olfatória se invagina ao 
longo da superfíciedo septo superior; lateralmente, ela se 
dobra sobre a concha nasal superior e mesmo sobre pequena 
porção da superfície da concha nasal média. Em cada narina, a 
membrana olfatória tem área de superfície de 
aproximadamente 2,4 cm². 
 
Células Olfatórias: As células receptoras para sensação de 
olfação são as células olfatórias que são na realidade neurônios 
bipolares derivados originalmente, do sistema nervoso central. 
Essas células se localizam no epitélio olfatório, intercaladas 
entre as células de sustentação. A superfície apical das células 
olfatórias forma um botão, do qual se projetam de 4 a 25 pelos 
olfatórios (também chamados cílios olfatórios),para o muco que 
recobre a superfície interna da cavidade nasal. Esses cílios 
olfatórios formam denso emaranhado no muco, e são esses 
cílios que respondem aos odores presentes no ar que estimulam as células olfatórias na membrana olfatória, 
encontram-se muito pequenas glândulas de Bowman secretoras de muco, na superfície olfatória. 
Estimulação das Células Olfatórias 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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Mecanismo de Excitação das células olfatórias: A porção das células olfatórias que responde ao estimulo químico 
olfatório é o cílio olfatório. As substancias odorantes, ao entrarem em contato com a superfície da membrana 
olfatória, inicialmente se difundem no muco que recobre o cílio. Em seguida, se ligam às proteinas receptoras da 
membrana de cada cílio. Cada proteína receptora é na realidade uma longa molécula que atravessa e membrana de 
cada cílio. Cada proteína receptora é na realidade uma longa molécula que atravessa a membrana por cerca de 7 
vezes, dobrando-se em direção ao seu interior e ao seu exterior. A molécula odorante liga-se à porção extracelular 
da proteína receptora. A porção intracelular da proteína receptora, no entanto, está acoplada a proteína G, que é 
formada por combinação de 3 subunidades. Quando o receptor é estimulado, a subunidade alfa se separa da 
proteína G e ativa imediatamente a adenilil ciclase, a que está ligada na face intracelular da membrana ciliar, 
próxima ao receptor. A adenilil ciclase ativada, por sua vez, converte muitas moléculas de trifosfato de adenosina em 
monofosfato de adenosina cíclico (AMPc). Por fim o AMPc ativa outra proteína de membrana próxima, o canal iônico 
de sódio, o qual se “abre”, permitindo que grande quantidade de íon atravesse a membrana em direção ao 
citoplasma da célula receptora. Os íons sódio aumentam o potencial elétrico intracelular, tornando-o mais positivo, 
e excitando, assim, o neurônio olfatório e transmitindo os potencias de ação pelo nervo olfatório para o sistema 
nervoso central. 
A importância desse mecanismo de ativação dos nervos olfatórios reside no fato de que ele amplifica muito o efeito 
excitatório, mesmo de substancias odorante fraca. 
Resumindo: 
(1) Ativação da proteína receptora pela substancia odorante ativa o complexo da proteína G 
(2) Esta por sua vez, ativa moleculas de adenilil ciclase, que se encontram no lado intracelular da membrana da 
célula olfatória 
(3) Em consequência, muitas moléculas de AMP são formadas. 
(4) Finalmente o AMPc induz a abertura de número muitas vezes maior de canais de sódio. 
Portanto, mesmo pequena concentração de substancia odorante específica inicia o efeito cascata que abre 
quantidade extremamente grande de canais de sódio. Isso explica a sensibilidade extraordinária dos neurônios 
olfatórios às quantidades extremamente pequenas de substancias odorantes. 
Além do mecanismo químico básico, pelo qual as células olfatórias são estimuladas, muitos fatores físicos afetam o 
grau de estimulação. Primeiro, apenas as substancias voláteis que podem ser aspiradas para dentro das narinas 
podem ser percebidas pelo olfato. Segundo, a substancia estimulante deve ser pelo menos pouco hidrossolúvel, de 
modo que possa atravessar o muco e atingir os cílios olfatórios. Terceiro, é útil que a substancia seja pelo menos 
ligeiramente lipossolúvel, provavelmente porque constituintes lipídicos do cílio constituem fraca barreira para 
odorantes não lipossolúveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo da transdução do sinal olfatório. A ligação do 
odorante a receptor acoplado a proteína G causa ativação da 
adenilato ciclase, que converte adenosina trifosfato (ATP) em 
adenosina monofosfato cíclica (AMPc). O AMPc ativa um canal 
de sódio com comportas que aumenta o influxo de sódio e 
despolariza a célula, excitando o neurônio olfatório e 
transmitindo potencial de ação ao SNC. 
 
 
Potenciais de Membrana e Potenciais de Ação nas Células 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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Olfatórias 
A maioria das substancias odorantes induz a despolarização da membrana olfatória, reduzindo o potencial negativo 
da célula olfatória, reduzindo o potencial negativo da célula, isto é, a voltagem passa a ser positiva. Paralelamente, o 
numero de potenciais de ação aumenta para 20 a 30 segundo, que é frequência alta para as fibras do nervo 
olfatório. 
 
Rápida adaptação dos sentidos olfatórios 
Aproximadamente, 50% dos receptores olfatórios se adaptam em cerca do primeiro segundo de estimulação. Em 
seguida, elas se adaptam muito pouco e lentamente. Além disso, todos nos sabemos, por experiência própria, que as 
sensações de olfação se adaptam quase até a extinção em aproximadamente 1 minuto após entrar em ambiente 
fortemente odorífico. Por causa disso, a adaptação psicológica é muito maior do que o grau de adaptação dos 
próprios receptores e é quase certo que a maior parte da adaptação adicional ocorre no sistema nervoso central. 
Isso parece ser verdadeiro também para a adaptação das sensações gustatórias. 
O mecanismo neuronal, postulado para o fenômeno de adaptação, é o seguinte: grande numero de fibras nervosas 
centrifugas trafega das regiões olfatórias do encéfalo, em direção posterior ao longo do trato olfatório e terminam 
próximas as células inibitórias especiais, no bulbo olfatório, as células granulares. Tem sido postulado que, após o 
inicio do estimulo olfatório, o sistema nervoso central desenvolve rapidamente forte feedback inibitório, de modo a 
suprimir a transmissão dos sinais olfatórios do bulbo olfatório. 
 
Transmissão dos Sinais olfatórios para o Sistema Nervoso central 
As porções olfatórias do encéfalo estão entre as primeiras estruturas cerebrais desenvolvidas nos animais primitivos, 
e muitas das estruturas restantes do encéfalo se desenvolveram ao redor dessas estruturas olfatórias iniciais. De 
fato, do encéfalo que originalmente estava envolvida com a olfação evoluiu mais tarde, dando origem a estruturas 
encefálicas basais que controlam as emoções e outros aspectos do comportamento humano. 
 
Transmissão dos sinais olfatórios para o bulbo olfatório 
As fibras nervosas olfatórias, que se projetam posteriormente do bulbo são chamadas nervo cranial I ou trato 
olfatório. Entretanto, na realidade, tanto o trato como o bulbo olfatório são protuberância anterior do tecido 
cerebral da base do encéfalo; a dilatação bulbosa, na sua terminação, o bulbo olfatório, fica sobre a placa 
cribriforme que separa a cavidade encefálica da parte superior da cavidade nasal. A placa cribriforme tem várias 
perfurações pequenas por meio das quais quantidade de pequenos nervos passam com trajeto ascendente, da 
membrana olfatória, na cavidade nasal, para entrar no bulbo olfatório, na cavidade craniana. 
Cada bulbo tem muitos milhares desses glomérulos, cada um dos quais recebe terminações axônicas, proveniente de 
células olfatórias. Cada glomérulo também é sitio para terminações dendríticas, cujos corpos celulares residem no 
bulbo olfatório superiores ao glomérulo. Esses dendritos fazem sinapses com os neurônios das células olfatórias, e as 
células mitrais e em tufo enviam axônios pelo trato olfatório, transmitindo os sinais olfatóriospara níveis superiores 
no sistema nervosa central. 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
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149- Onde estão localizadas as células olfatórias?Qual a histologia dessas células? (diferentes 
receptores para diferentes estímulos?) 
 
Terço superior da túnica mucosa. 
 
Área Olfatória: É uma região situada na parte superior das fossas nasais, sendo responsável pela sensibilidade 
olfativa. Essa área é revestida pelo epitélio olfatório, que contem quimiorreceptores da olfação. 
O epitélio olfatório é um neuroepitelio clunar pseudoestratificado, formado por três tipos celulares. 
 As células de sustentação são prismáticas, largas no seu ápice e mais estreitas na sua base; apresenta, na 
sua superfície, microvilos que se projetam para dentro da camada de muco que cobre o epitélio. Essas 
células tem pigmento acastanhado que é responsável pela cor amarelo-castanha da mucosa olfatória. 
 As células basais são pequenas, arredondadas, e situam-se na região basal do epitélio, entre as células 
olfatórias e as de sustentação; são as células-tronco (stem cells) do epitélio olfatório. 
 As células olfatórias são neurônios bipolares que se distinguem das células de sustntação porque seus 
núcleos se localizam numa posição mais inferior. Suas extremidades (dendritos) apresentam dilatações 
elevadas, de onde partem 6-8cílios, sem mobilidade, que são quimiorreceptores excitáveis pelas substancias 
odoríferas. A presença dos cílios amplia enormemente a superfície receptora. Os axônios que nascem nas 
porções basais desses neurônios sensoriais reúnem-se em pequenos feixes, dirigindo-se para o SNC. 
 
Na lâmina própria dessa mucosa, alem de abundantes vasos e nervos, observam-se glândulas ramificadas túbulo-
alveolares, as células de Bowman (serosas). Os ductos dessas glândulas levam a secreção para a superfície epitelial, 
criando uma corrente liquida continua, que limpa os cílios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas 
substancias odoríferas. 
 
150- Elas têm a capacidade de regeneração? Explique. 
 
PortalSãoFrancisco: As células receptoras são neurônios bipolares do epitélio nasal. Elas são únicas, na medita em 
que são capazes de se regenerar. Possuem cílios que se projetam na mucosa nasal e, na outra extremidade, axônios 
que se projetam no bulbo olfativo. De 10 a 100 axônios arranjam-se em embrulhos que penetram no platô etimoidal 
cribriforme e terminam no bulbo olfativo, convergindo no glomérulo sináptico. Existem dois bulbos ofltativos, um 
em cada cavidade nasal. Nos humanos, existem 6 milhões de células em cada narina. 
 
InstitutoPauloBrito: Existe um ciclo permanente de renovação dessas células receptoras, que apresentam uma vida 
média de 45 dias 
151- Qual o trajeto percorrido pelo estímulo olfatório até o córtex correspondente? 
 
 
 Cada bulbo tem muitos milhares desses glomérulos, cada um 
dos quais recebe terminações axônicas, proveniente de células 
olfatórias. Cada glomérulo também é sitio para terminações 
dendríticas, cujos corpos celulares residem no bulbo olfatório 
superiores ao glomérulo. Esses dendritos fazem sinapses com os 
neurônios das células olfatórias, e as células mitrais e em tufo 
enviam axônios pelo trato olfatório, transmitindo os sinais 
olfatórios para níveis superiores no sistema nervosa central. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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152- Onde se localiza a área de memória olfatória? 
 
IntitutoPauloBrito: A relação do bulbo olfativo com o córtex piriforme, entorrinal (área 28 de Brodmann) e prorinal 
é conhecida por ativar os circuitos de memória remota. A correlação entre o sistema olfativo, hipotalâmico e centros 
autonômicos está ligada a muitas funções viscerais, como o centro pneumostático, que inibe arespiração diante de 
inalação tóxica. 
153- Qual a histologia da língua? 
 
Junqueira: Massa de músculo estriado esquelético revestida por uma membrana mucosa que varia conforme a 
região. As fibras musculares se entrecruzam em três planos, estão agrupadas em feixes geralmente separadas por 
tecido conjuntivo. A membrana mucosa está fortemente aderida a musculatura porque o tecido conjuntivo da 
lamina própria penetra nos espaços entre os feixes musculares. 
A superfície ventral da língua é lisa, enquanto a dorsal é irregular, recoberta por uma grande quantidade de 
eminencias pequenas denominadas papilas. o terço superior da superfície dorsal da língua é separado do dois terços 
anteriores por uma região em forma de “V”. Posteriormente a essa região a superfície da língua apresenta saliências 
composta principalmente por dois tipos de agregados linfonóides: pequenos grupos de nódulos linfoides e as 
tonsilas linguais, onde nódulos linfonóides se agregam ao redor ao redor de invaginações da membrana mucosa 
denominadas de criptas. 
 
 
154- Onde é a fixação da língua? 
Moore: A língua é dividida em raiz, corpo e ápice. 
A raiz da língua é a parte posterior fixa que se estende entre a mandíbula, o hiooide e a face posterior, quase vertical 
da língua. 
O corpo da língua corresponde aproximadamente aos dois terços anteriores, entre a raiz e o ápice. 
O ápice (ponta) da língua é a extremidade anterior do corpo, que se apoia sobre os dentes incisivos. O corpo e o 
ápice da língua são muito moveis. 
 
155- Qual a inervação da língua? 
ClinicaLucano: A sensibilidade dolorosa e térmica da língua é feita pelo nervo trigêmio (V par craniano). 
O nervo sensitivo (que sente o gosto) dos 2/3 anteriores ao V lingual é o nervo intermédio de Wrisberg, ramo do 
nervo facial (VII par craniano). A porção que se encontra atrás do V lingual é inervada pelo nervo glossofaríngeo (IX 
par craniano). 
O nervo motor (que movimenta os músculos intrínsecos da língua) é o nervo hipoglosso (XII par craniano). 
 
 
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156- Quais as áreas da língua são responsáveis pela percepção dos diferentes gostos? 
 
Gosto Azedo: O gosto azedo é causado pelos ácidos, isto é, 
pela concentração do íon hidrogênio, e a intensidade dessa 
sensação é aproximadamente proporcional ao logaritmo da 
concentração de íon hidrogênio, isto é, quanto mais ácido o 
alimento, mais forte se torna a sensação de azedo. 
 
Gosto Salgado: O gosto salgado é provocado por sinais 
ionizados, principalmente pela concentração de íons sódio. 
A qualidade do gosto varia ligeiramente de um sal para o 
outro porque alguns sais provocam outras sensações 
gustatórias além do salgado. Os cátions dos sais, 
especialmente o sódio, são os principais responsaveis pelo 
gosto salvado, mas os anios também contribuem, mesmo 
que em menor grau. 
 
Gosto Doce: O gosto doce não é induzido por categoria 
única de substancias químicas. Alguns tipos de substancias 
que provocam este gosto são: açúcares, glicóis, alcoóis, 
aldeídos, cetonas, amidos, ésteres, alguns aminoácidos, 
algumas proteinas pequenas, ácido sulfônicos, acido 
halogenados, e sais inorgânicos de chumbo e berílio. Deve-se ressaltar que a maioria das substancias que induzem o 
gosto doce é orgânica. É especialmente interessante o fato de que pequenas alterações na estrutura química, tais 
como a ação de radical simples, podem frequentemente mudar a substancia de doce para amarga. 
 
Gosto Amargo: O gosto amargo, assim como o gosto doce, não é induzido por tipo único de agente químico. Neste 
caso, novamente as substancias que provocam o gosto amargo são quase exclusivamente substancias orgânicas. 
Duas classes particulares de substancias destacam-se como indutoras das sensações de gosto amargo: 
(1) Susbtancias orgânicas de cadeia longa, que contem nitrogênio 
(2) Alcaloides. Os alcaloide incluem muitos dos fármacos utilizados como medicamentos, como quinina, cafeína, 
estricnina e nicotina. 
 
Gosto Umami: Sensação degosto prazeroso, qualitativamente diferente do azedo, do salgado, do doce ou do 
amargo. Presente em caldos de carne e queijo endurecido. 
 
157- O que são papilas gustativas? 
 
São elevações do epitélio oral e lamina própria que assumem diversas formas e funções. são de 4 tipos: 
 Papilas filiformes; 
 Papilas fungiformes; 
 Papilas foliadas; 
 Papilas circunvaladas. 
 
158- Qual a função das papilas gustativas? 
 
 Papilas filiformes: Possuem um formato cônico alongado e são numerosas e estão presentes em toda 
superfície dorsal da língua. Seu epitélio de revestimento que não possui botões gustativos é corneificado. 
 Papilas fungiformes: Assemelham-se a cogumelos possuindo uma base estreita e uma porção superior mais 
superficial dilatada e lisa.estas papilas que possuem poucos botões gustativos na sua superfície superior, 
estão irregularmente distribuídas entre as papilas filiformes. 
 Papilas foliadas: São pouco desenvolvidas em humanos. Elas consistem em duas ou mais rugas paralelas 
separadas por sulcos na superfície dorsolateral da língua, contendo muitos botões gustativos. 
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 Papilas circunvaladas: 7 a 12 estruturas circulares grandes, cujas superfícies achatadas se estendem acima 
das outras papilas. Elas estão distribuídas na região do “V” lingual, na parte posterior da língua. Numerosas 
glândulas Serosas( glândulas de Von Ebner) secretam seu conteúdo no interior de uma profunda depressão 
que circunda cada papila.este arranjo similar a um fosso permite o fluxo continuo sobre um grande numero 
de botões gustativos presentes ao longo da superfície lateral dessas papilas. Esse fluxo é importante na 
remoção de partículas de alimentos da vizinhança dos botões gustativos, para que eles possam receber e 
processar novos estímulos. As glândulas de Von Ebner também secretam uma lipase que provavelmente 
previne a formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, o que poderia prejudicar sua 
função. Além desse papel local, a lipase lingual é ativada no estomago e pode digerir até 30% dos 
triglicerídeos da dieta. 
 
159- Quais os tipos de papilas gustativas? 
160- Qual a histologia da papila gustativa? 
161- O que é botão gustativo? 
 
São estruturas especializadas que contem as células gustativas, detectoras de substancias capazes de elicitar o sabor. 
Estruturas em forma de cebola contendo de 50 a 100 células. O botão repousa sobre uma lamina basal e em sua 
porção apical, as células gustativas, possuem microvilosidades que se projetam por uma abertura denominada poro 
gustativo. 
Substancias dissolvidas na saliva contactam as células gustativas através do poro, interagindo com botões gustativos 
( sabor doce e amargo) ou canais iônicos( salgado e azedo) na superfície das células. O resultado é a despolarização 
das células gustativas, levando a liberação de neurotransmissores que por sua vez vão estimular fibras nervosas 
aferentes conectadas a estas células. Esta informação será processada por neurônios gustatórios centrais. Acredita-
se que cada estimulo gustativo gere um padrão único de atividade envolvendo um grande numero de neurônios, o 
que explicaria a descriminação de sabores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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162- Qual o mecanismo fisiológico da percepção do gosto? 
Botão Gustatório e Sua função: 
O botão gustatório é composto por cerca de 50 células epiteliais modificadas, algumas das quais são células de 
suporte, chamadas células de sustentação e outras são células gustatórias. As células gustatórias são 
continuadamente substituídas pela divisão mitótica das células epiteliais que as envolvem, assim algumas células 
gustatórias são jovens. Outras são células maduras, que se encontram próximas ao centro do botão; elas 
rapidamente se fragmentam e morre. A expectativa de vida de cada célula gustativa é de aproximadamente 10 dias 
nos mamiferios inferiores, mas é desconhecida nos humanos. 
As extremidades externas das células gustatórias estão dispostas em torno do minúsculo poro gustatório. Do ápice 
de cada célula gustatoria, muitas microvilosidades, ou pelos gustatorios, projetam-se para fora, através do poro 
gustatorio, aproximando-se da cavidade da boca. Essas microvilosidades proveem a superfície receptora para o 
gosto. 
Entrelaçadas, em tono dos corpos das células gustatórias, encontra-se rede de ramificações dos terminais das fibras 
nervosas gustatórias, estimuladas pelas células receptoras gustatórias. Algumas dessas fibras se invaginam para 
dentro das pregas das membrnas da célula gustatória. São encontradas muitas vesículas abaixo da membrana 
plasmática próxima das fibras. Acredita-se que essas vesículas contenham a substancia neurotransmissoras, que é 
liberada pela membrana plasmática, excitando as terminações das fibras nervosas em resposta ao estímulo 
gustatório. 
 
 
Localização dos botões gustatórios 
Os botões gustatórios são encontrados em 3 tipos de papilas da língua: 
(1) Grande quantidade de botões gustatórios está localizada nas paredes dos sulcos que circundam as papilas 
cirunvaladas, que formam linha em V na superfície posterior da língua. 
(2) Quantidade moderada de botões gustatórios se localiza nas papilas fungiformes na superfície plana anterior 
da língua 
(3) Quantidade moderada de botões gustatórios se encontra nas papilas foliáceas, localizadas nas dobras ao 
longo das superfícies laterais da língua. 
Botões gustatórios adicionais estão localizados no palato, e alguns poucos nas papilas tonsilares, na epiglote e até 
mesmo no esôfago proximal. 
 
Especificidade dos Botões Gustatórios para um estímulo gustatório primário 
Cada botão gustatório frequentemente responde principalmente a um dos cinco estímulos gustatórios primários 
quando a substância identificada está em baixa concentração. O entanto, em altas concentrações, a maioria dos 
botões pode ser excitada por dois ou mais outros poucos estímulo gustatórios que não se encaixam nas categorias 
“primárias”. 
 
 
 
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Mecanismo de Estimulação dos Botões Gustatórios 
Potencial Receptor: A membrana da célula gustatória, como a maioria das outras células sensoriais receptoras, tem 
carga negativa no seu interior em relação ao exterior. A aplicação de substancia nos pelos gustatórios causa perda 
parcial desse potencial negativo – isto é, as células gustatórias são despolarizadas. Na maioria das vezes, a redução 
do potencial, dentro da faixa extensa, é aproximadamente proporcional ao logartimo da concentração da substancia 
estimulatória. Essa alteração no potencial elétrico da célula gustatória é chamada potencial receptor para a 
gustação. 
O mecanismo pelo qual a maioria das substancias estimulatórias interage com as vilosidades gustatórias, para iniciar 
o potencial receptor se dá por meio da ligação da substancia à molécula receptora proteica, localizada na superfície 
da célula receptora gustatória, próxima da membrana das vilosidades ou sobre elas. Essa interação resulta na 
abertura dos canais iônicos que permitem a entrada de íons sódio e hidrogênio, ambos com carga positiva, 
despolarizando a célula, que normalmente tem carga negativa. Então, a substancia estimulatória é deslocada da 
vilosidade gustatória pela saliva, removendo assim o estímulo. 
O tipo de receptor proteico em cada vilosidade gustatória determina o tipo de gosto que é percebido. Para os íons 
sódio e hidrogênio, que provocam as sensações gustatórias salgada e azeda, respectivamente, as proteinas 
receptoras abrem canais iônicos específicos, nas membranas apicais das células gustatórias, ativando, assim, os 
receptores. Entretanto, para as sensações gustatórias doce e amarga, as porções das moléculas proteicas receptoras, 
quese projetam através da membrana apical, ativam susbtancias transmissoras que são segundos mensageiros nas 
células gustatórias e esses segundos mensageiros produzem alterações químicas intracelulares, que provocam os 
sinais do gosto. 
 
Geração dos impulsos nervosos pelos botões gustatórios 
Na primeira aplicação do estímulo gustatório, a frequência da descarga das fibras nervosas, que se originam nos 
botões gustatórios, aumenta ate atingir o pico em fração de segundos, mas, então, se adapta nos próximos poucos 
segundos, retornando a nível mais baixo, constante e assim permanecendo durante a vigência do estímulo. Por isso, 
o nervo gustatório transmite sinal forte e imediato e sinal contínuo, mais fraco, que permanece durante todo o 
tempo em que o botão gustatório está exposto ao estímulo. 
 
Transmissão dos sinais gustatórios para o SNC 
Impulsos gustatórios, oriundos dos dois terços anteriores da língua, passam inicialmente pelo nervo lingual e, então, 
pelo ramo corda do tímpano do nervo fácil e,por fim, pelo trato solitário, no tronco cerebral. Sensações gustatórias, 
que se originam das papilas circunvaladas, na parte posterior da língua, e de outras regiões posteriores da boca e 
garganta, são transmitidas da base da língua e de outras partes da região faríngea pelo nervo vago para o trato 
solidário. 
Todas as fibras gustatórias fazem sinapse nos núcleos do trato solitário no tronco cerebral. Esses núcleos contém os 
neurônios de segunda ordem que se projetam para pequena área do núcleo central posteromedial do tálamo, 
situada ligeiramente medial às terminações talâmicas das regiões faciais do sistema da coluna dorsal-lemnisco 
medial. Do tálamo, neurônios de terceiro ordem se projetam para a extremidade inferior do giro pós-centrl no 
córtex cerebral parietal, onde eles penetram na fissura silviana e na área insular opercular. Esta área se situa pouco 
mais lateral, ventral e rostral à área para os sinais táteis da língua, na área somática cerebral I. Fica evidente, por 
essa descrição das vias gustatórias, que elas cursam paralelamente às vias somatossensoriais da língua. 
 
Reflexos gustatórios são integrados no tronco cerebral 
Do trato solitário, muitos sinais gustatórios são transmitidos pelo interior do tronco cerebral diretamente para os 
núcleos salivares superior e inferior e essas áreas transmitem os sinais para as glândulas submandibular, sublingual e 
parótidas, auxiliando no controle da secreção da saliva, durante a ingestão e digestão de alimentos. 
 
Rápida adaptação da gustação 
O grau de adaptação que ocorre na sensação gustatória, quase com certeza é de responsabilidade do SNC, embora 
os mecanismos e os locais dessa adaptação não sejam conhecidos. De qualquer maneira, é mecanismo diferente do 
da maioria dos outros sistemas sensoriais, que se adaptam quase que exclusivamente em nível dos receptores. 
 
 
 
MÓDULO VIII: INTERAÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
REVISÃO GERAL 
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163- Qual o trajeto percorrido pelo estímulo gustativo até o córtex correspondente?

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