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Coberturas em estruturas de madeira   exemplos de cálculo

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• pelo sistema de contraventamento que confere á estrutura a capacidade de absorver 
as ações horizontais atuantes, mantendo a estabilidade do conjunto; 
• pelo sistema de captação das águas pluviais para recolher e conduzir para um local 
determinado as águas provenientes da chuva. 
As partes de uma cobertura podem ser definidas de acordo com os itens apresentados 
a seguir e que estão ilustrados na Figura 1.1, 
Água: superfície plana de um telhado; 
Água Ales tf a: nos telhados retangulares de quatro águas, é o nome que se dá às duas 
águas de forma trapezoidal. As duas outras águas triangulares são chamadas de ta-
ça n iças; 
Beiral: projeção do telhado para fora do alinhamento da parede; 
Cumeeira: aresta horizontal na parte mais alta do telhado, delimitada pelo encontro 
entre duas águas; 
Espigão: aresta inclinada formada pelo encontro de duas águas, formando um ângulo 
saliente. É um divisor de águas; 
Rincão: aresta inclinada e reentrante formada pelo encontro de duas águas. É também 
chamada de Agua furtada; 
Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede; 
Calhas: coletores de águas da chuva geralmente instalados nas extremidades dos 
beirais com ramificações até o solo. 
figuro í.f. 
Partes dc uma 
(oberim. 
1.2.1. Telhas 
O primeiro passo para se construir uma cobertura eficiente, que atenda a toda sua 
necessidade, é a escolha da telha. Essa escolha determina a Inclinação das águas e o desempe-
nho termoacústico da cobertura. As telhas devem garantir a segurança das residências contra 
a ação do vento, poeira, ruídos, sol, chuva granizo e outras intempéries. 
Quando se constata que a telha nãoé capaz de responder adequadamente às deman-
das de bom desempenho termoacústico, pode-se procurar adotar novas telhas que possuam 
propriedades de isolamento termoacústico ou, ainda, optar por outras técnicas, como, por 
exemplo, a utilização de subcoberturas ou forros especiais, que contenham na sua composição 
material isolante. 
Segundo Cardoso (2000), a estanqueidade e o desempenho térmico constituem os 
dois principais pontos para a avaliação da utilização de um telhado. Dentre as causas das falhas 
de adequabil idade a esses aspectos, têm-se: 
• grande número de juntas; 
cumetlrt 
/ bal r i l 
• deslocamento dos componentes durante fortes ventos (dedividades e assentamentos 
inadequados); 
• deslocamento das telhas decorrentes de deformações excessivas das estruturas de 
sustentação; 
• projeto inadequado de arremates (encontro de telhados e paredes), extravasares de 
água, etc,; 
• acúmulo de algas, liquens e musgos nos encaixes que escurecem as telhas e podem 
contribuir para algum refluxo de água pelas telhas; 
• trasbordamento de calhas e rufos, 
1,2,1,1. Tipos de telhas 
Atualmente no mercado existe uma série de alternativas, sendo que, dentre elas, estão 
as telhas cerâmicas, as telhas de fibrocimento e as telhas metálicas. Há também telhas de con-
creto, vidro, fibra vegetal, plástico e de madeira. Na sequência estão apresentados os principais 
tipos de telhas com suas principais características. 
Telhas cerâmicas: são feitas de barro cozido e encontradas em vários modelos; apre-
sentam bom desempenho termoacústico, boa durabilidade e resistência mecânica e são muito 
utilizadas em residências. Por outro lado, são mais pesadas e permeáveis do que as demais, além 
de remeterem a telhados de execução mais onerosa, Geralmente não permitem telhados com 
inclinações pequenas. As telhas cerâmicas podem ser dos seguintes modelos: 
Paulista: composta por duas partes denominadas capa e bica. Este tipo de telha apre-
senta a capa com largura ligeiramente inferior ao canal, É também conhecida como 
Colonial Redonda; 
Colonial: esta telha caracteriza-se por apresentar o mesmo tipo de peça para a capa 
e bica (larguras iguais), e é também conhecida como Paulistinhc; 
Portuguesa: caracteriza-se por apresentar capa e bica unidas, corpo arredondado e 
quadrado e é também conhecida como Telha Dupla; 
Plan: é uma variação da telha colonial, que apresenta formas retas, e é também co-
nhecida como Planzirtha; 
Romana: ests telha ê uma evolução da telha Plan; 
Francesa: tem forma quadrada e é composta de uma só peça, algumas reentrâncias 
e pequenas saliências para fixação. 
Figura 1.2. 
Tellw aiámkas 
(Escolha íuo telha, 
2009). 
Telha Paulista Telha Colonial Telha Portuguesa 
Telha Plan Telha Romana Telha francesa 
Telhas de fibrocimento: é resultado da adição de fibras de amianto no cimento e apre-
senta como vantagens permitir executar com rapidez telhados de custo reduzido e com boa 
resistência mecânica. Para fazer frente ao seu fraco desempenho como isolante térmico, reco-
menda-se projetar beirais maiores, com pés-direitos maiores, e pintar as telhas com tinta acrílica 
branca nas duas faces. Com o envelhecimento passa a apresentar problemas de manutenção 
antes do que as telhas cerâmicas de mesma idade. Existem vários modelos destas telhas, sendo 
alguns apresentados na Figura 1.3. 
Figuro 13. 
Telhas de fibrocimento 
{Portal das 
Telhas, 2009). \ v / 
Tabela f.í. 
(aratíeristkas 
técnicos dos telhei de 
fibrocimento 
(Eternit,2009). 
Kolhetâo 90 Pibrotex Brasilit 
Ca racte j í st ica s Técn ica s 
Ondulada 6 mm Ondulada 8 mm 
Cimento e fibras de Cimento e libras de 
Composição básica amianto (totalmente presas amianto (totalmente presas 
ao cimento) ao cimento) 
Condutibilidade férmiça (20K)K=0,3l W/m «C (20°C) K-0,31 W/m 6Ç 
Dilatação térmica 0,01 mm/m °C 0,01 mm/m ÚC 
Dilatação por absorção 2 mm/m (reversível) 2 mm/m (reversível) 
Módulo de elasticidade entre E - J5.000 e 20.000 MPa entre E = 15.000 e 20.000 MPo 
Resistência ao fogo até 300 "C até 300 "C 
Resistência a 
ataques químicos 
Imune a gases secos. Imune a gases secos. Resistência a 
ataques químicos Imune a vapores úmidos 
(com Pb superior a 6) 
Imune a vapores úmidos 
(com Ph superior a 6) 
Resistência ò flexão (carga de 
ruptura mínima) 5 kN (500 kgf)/m 6,5 kN (650 kgf)/m 
Isolamento sonoro Bom, inerte a vibrações Bom, inerte a vibraçòes 
Tolerância dimensional na 
largura ±!0 mm ±10 mm 
Tolerância dimensional na 
espessura -0,3 mm -0,4 mm 
Tolerância dimensional no 
comprimento ±10 mm ±10 mm 
Normas ABNT 758} 7m8055 9066 7581 7196 8055 9066 
Telhas metálicos: as telhas metálicas (alumínio ou aço galvanizado) são encontradas 
em perfis ondulados e trapezoidais, com diferentes espessuras e em várias ligas e acabamentos. 
Apresentam ainda dimensões variadas (podem chegarem bobinas à obra, onde são cortadas e 
preparadas de acordo com a necessidade do projeto) e cores naturais ou pintadas (pré-pintadas ou 
pós-pintadas). Por serem leves, as telhas metálicas reduzem o peso das coberturas, com vantagem 
no dimensionamento de terças e tesouras e no manuseio para transporte e montagem. A elevada 
resistência à corrosão atmosférica (principalmente das de alumínio) garante ao produto longa vida 
útil. Além de leves, são impermeáveis, de fácil manuseio e de montagem rápida; algumas são du-
plas, tipo sanduíche, com preenchimento de espaço entre lâminas com materiais isolantes térmicos 
e acústicos para fazer frente ao fraco desempenho quanto ao conforto termoacústico. As telhas 
em lâminas simples não apresentam resistência mecânica (operários não podem andar sobre o 
telhado), Um dos tipos de telhas mais utilizados em edifícios industriais de grandes dimensões são 
as zipadas {em aço ou alumínio), que garantem estanqueidade e velocidade de execução. O limite 
de dimensão é od3 possibilidade de transporte, em geral em rolos de chapas de 12 m de largura. 
Elas chegam á obra em bobinas, que podem vir pintadas ou não, e lá são cortadas no tamanho 
necessário e preparadas com o formato solicitado pelo projeto. Como as telhas são praticamente 
peças únicas (as junções são

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