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MARINGÁ-PR
2012
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
GRADUAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Atualização: Esp. Adriano Aparecido de Oliveira
Av. Guedner, 1610 - Jd. Aclimação - (44) 3027-6360 - CEP 87050-390 - Maringá - Paraná - www.cesumar.br
NEAD - Núcleo de Educação a Distância - bl. 4 sl. 1 e 2 - (44) 3027-6363 - ead@cesumar.br - www.ead.cesumar.br
Reitor: Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor: Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração: Wilson de Matos Silva Filho
Presidente da Mantenedora: Cláudio Ferdinandi
“As imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do site PHOTOS.COM”.
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Diretoria do NEAD: Willian Victor Kendrick de Matos Silva
Coordenação Pedagógica: Gislene Miotto Catolino Raymundo
Coordenação de Polos: Diego Figueiredo Dias
Coordenação Comercial: Helder Machado
Coordenação de Tecnologia: Fabrício Ricardo Lazilha
Coordenação de Curso: Reginaldo Aparecido Carneiro
Supervisora do Núcleo de Produção de Materiais: Nalva Aparecida da Rosa Moura
Capa e Editoração: Daniel Fuverki Hey, Fernando Henrique Mendes, Luiz Fernando Rokubuiti e Renata Sguissardi
Supervisão de Materiais: Nádila de Almeida Toledo 
Revisão Textual e Normas: Cristiane de Oliveira Alves, Janaína Bicudo Kikuchi, Jaquelina Kutsunugi e Maria Fernanda 
Canova Vasconcelos
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação
 a distância:
 
C397	 	 Administração	financeira/	Claudir	Rheinheimer,	Adriano	Apa	
	 recido	de	Oliveira.	Maringá	-		PR,	2012.
	 	 175	p.
 “Curso de Graduação em Administração - EaD”.
 
	 					1.	Administração.	2.	Finanças	-	Empresa.	3.EaD.	I.	Título.
	 	 	 	 			CDD	-	22	ed.	658.15	 	
	 	 		 	 			CIP	-	NBR	12899	-	AACR/2
 
Ficha	catalográfica	elaborada	pela	Biblioteca	Central	-	CESUMAR
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Professor Me. Claudir Rheinheimer
5ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
APRESENTAÇÃO
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para 
todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de 
qualidade, novas habilidades para liderança e solução de problemas com 
eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho.
Cada um de nós tem uma grande responsabilidade: as escolhas que 
fizermos por nós e pelos nossos fará grande diferença no futuro.
Com essa visão, o Cesumar – Centro Universitário de Maringá – assume o compromisso 
de democratizar o conhecimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos 
brasileiros.
No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas 
do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária” –, o Cesumar busca a integração do ensino-pesquisa-
extensão com as demandas institucionais e sociais; a realização de uma prática acadêmica que 
contribua para o desenvolvimento da consciência social e política e, por fim, a democratização 
do conhecimento acadêmico com a articulação e a integração com a sociedade.
Diante disso, o Cesumar almeja ser reconhecido como uma instituição universitária de referên-
cia regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de compe-
tências institucionais para o desenvolvimento de linhas de pesquisa; consolidação da extensão 
universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação 
da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrativa; compromisso social 
de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também 
pelo compromisso e relacionamento permanente com os egressos, incentivando a educação 
continuada.
Professor Wilson de Matos Silva
Reitor
6 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Caro aluno, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua 
produção ou a sua construção” (FREIRE, 1996, p. 25). Tenho a certeza de que no Núcleo de 
Educação a Distância do Cesumar, você terá à sua disposição todas as condições para se 
fazer um competente profissional e, assim, colaborar efetivamente para o desenvolvimento da 
realidade social em que está inserido.
Todas as atividades de estudo presentes neste material foram desenvolvidas para atender o 
seu processo de formação e contemplam as diretrizes curriculares dos cursos de graduação, 
determinadas pelo Ministério da Educação (MEC). Desta forma, buscando atender essas 
necessidades, dispomos de uma equipe de profissionais multidisciplinares para que, 
independente da distância geográfica que você esteja, possamos interagir e, assim, fazer-se 
presentes no seu processo de ensino-aprendizagem-conhecimento.
Neste sentido, por meio de um modelo pedagógico interativo, possibilitamos que, efetivamente, 
você construa e amplie a sua rede de conhecimentos. Essa interatividade será vivenciada 
especialmente no ambiente virtual de aprendizagem – AVA – no qual disponibilizamos, além do 
material produzido em linguagem dialógica, aulas sobre os conteúdos abordados, atividades de 
estudo, enfim, um mundo de linguagens diferenciadas e ricas de possibilidades efetivas para 
a sua aprendizagem. Assim sendo, todas as atividades de ensino, disponibilizadas para o seu 
processo de formação, têm por intuito possibilitar o desenvolvimento de novas competências 
necessárias para que você se aproprie do conhecimento de forma colaborativa.
Portanto, recomendo que durante a realização de seu curso, você procure interagir com os 
textos, fazer anotações, responder às atividades de autoestudo, participar ativamente dos 
fóruns, ver as indicações de leitura e realizar novas pesquisas sobre os assuntos tratados, 
pois tais atividades lhe possibilitarão organizar o seu processo educativo e, assim, superar os 
desafios na construção de conhecimentos. Para finalizar essa mensagem de boas-vindas, lhe 
estendo o convite para que caminhe conosco na Comunidade do Conhecimento e vivencie 
a oportunidade de constituir-se sujeito do seu processo de aprendizagem e membro de uma 
comunidade mais universal e igualitária.
Um grande abraço e ótimos momentos de construção de aprendizagem!
Professora Gislene Miotto Catolino Raymundo
Coordenadora Pedagógica do NEAD - CESUMAR
7ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
APRESENTAÇÃO
Livro: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Neste momento lhe está sendo apresentado o livro de Administração Financeira. Certamente 
a curiosidade de conhecer o conteúdo é imensa, bem como, uma grande expectativa para 
adquirir novos conhecimentos.
Partindo deste princípio, apresentamos um breve resumo do que você vai encontrar neste 
material, visando empolgá-lo ainda mais para o novo aprendizado que ora se inicia.
Vamos apresentar nossa introdução separada por unidades, já que o material é composto por 
cinco unidades.
Unidade I
O início do estudo passa pelas principais definições de finanças. Recorremos aos grandes 
mestres da área para lhe dar uma noção clara e direta do que realmente é administração 
financeira. Empresários, investidores e homens de negócios em geral, recorrem aos 
profissionais das finanças para obter orientação acerca de suas decisões de investimentos ou 
aplicações. O objetivo principal é obter o maior ganho ao menor risco, ou seja, ganhar bastante 
e não perder. 
Em função disso faz-se uma análise da relação das variáveis-chave da administração 
financeira, que são o retorno, o risco e o tempo.
O planejamento financeiro pode ser separado de curto prazo e longo prazo. Nesta unidade 
falaremos do planejamento financeiro de curto prazo, já que na unidade IV falaremos do 
planejamento financeiro de longo prazo.
No curto prazo, temos uma ferramenta fundamental para realizarmos o planejamento 
financeiro, que é o orçamento de caixa, já que ele apresentatudo que uma empresa tem para 
receber e tudo que tem para pagar em um período futuro. Desta forma, pode-se administrar 
adequadamente o caixa da empresa.
Ainda na unidade I iremos conhecer um pouco sobre a questão tributária das empresas, 
8 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
mais especificamente sobre o imposto de renda da pessoa jurídica, que se constitui em um 
componente relevante para qualquer análise financeira.
A principal fonte de informações para o profissional de finanças são os demonstrativos 
financeiros, principalmente o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultado do exercício. 
Por esta razão iremos fazer uma análise detalhada destes dois, que são os principais 
demonstrativos financeiros das organizações.
Unidade II
Nesta unidade, partiremos para os cálculos, já que não se pode falar em finanças sem lançar 
mão de algumas fórmulas, equações e modelos matemáticos.
No caso da análise com uso de índices financeiros, veremos que os demonstrativos financeiros 
de uma organização podem ser escritos em índices e esses, pautados na teoria, nos permitem 
elaborar parecer sobre a situação econômico-financeira das companhias. Claro que existem 
algumas limitações no uso de índices financeiros, que serão contempladas em nosso estudo.
Outro assunto que não poderia ficar de fora é a administração do capital de giro das empresas. 
O capital de giro, como o próprio nome sugere, é o capital que garante a movimentação da 
empresa, desenvolvendo sua atividade e buscando os resultados almejados.
Unidade III
A administração financeira de curto prazo contempla as contas circulantes do patrimônio, mais 
especificamente do ativo circulante e do passivo circulante. Desta forma, iniciaremos o estudo 
pela administração das disponibilidades, que são os fundos imediatamente disponíveis, como 
caixa e bancos conta corrente.
A política de crédito cria uma importância crucial para o desempenho das empresas, já que 
dela depende, em parte, o volume de vendas. Quanto maior o prazo concedido ao cliente, 
teoricamente maior será o volume de vendas, e vice-versa. Logo, o profissional das finanças 
deve conhecer algumas técnicas para aplicar e administrar corretamente a política de crédito 
de uma empresa.
Outro componente patrimonial que pode levar a empresa ao sucesso ou ao fracasso é a 
questão dos estoques. Estoques em quantidade e qualidade adequados constituem fator 
9ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
determinante para o sucesso. Agora, estoques de qualidade e quantidade inadequados, 
são caminho fácil e rápido ao insucesso das companhias. Apresentamos algumas técnicas 
importantes para auxiliá-lo na compreensão e correta administração deste item tão importante 
no contexto das finanças.
As empresas precisam de muitos recursos para desenvolverem suas atividades e nem 
sempre os recursos próprios são suficientes. Precisam, então, buscá-los de fontes externas. 
Estas fontes podem ser espontâneas e sem custo financeiro, como é o caso do crédito junto 
aos fornecedores; ou ser com custo financeiro, no caso de empréstimos e financiamentos 
bancários.
Unidade IV
Nesta unidade iremos falar um pouco das decisões financeiras de longo prazo. Essas decisões 
não constituem o dia a dia do profissional das finanças. Já que dizem respeito a decisões de 
capital, ou seja, de investimentos de longo prazo, como a decisão para comprar uma máquina 
nova, a decisão para ampliar a construção, a decisão de se abrir uma filial entre outras. Verifica-
se-á que estas decisões não são tomadas todos os dias, são eventuais, esporádicas. Então, 
iremos conhecer alguns métodos para auxiliar o profissional a decidir corretamente sobre 
questões tão relevantes e que normalmente envolvem grande soma de recursos e modificam 
a estrutura da empresa para sempre.
Entre os métodos de avaliação de projetos você vai conhecer os mais populares e mais 
utilizados, sem abandonar o rigor técnico que a matéria exige. Selecionamos o Valor Presente 
Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Período de Recuperação do Investimento 
(PRI), também conhecido por payback.
Unidade V
Nesta unidade, discutiremos o mercado financeiro. Certamente você já conhece muitos 
destes processos, em função da sua experiência prática. Mas, talvez carecem de definições e 
procedimentos técnicos mais apurados.
Iniciaremos com a estrutura no Sistema Financeiro Nacional, já que toda e qualquer entidade 
do mercado financeiro, de capitais, de seguros ou de previdência privada, faz parte do SFN.
O profissional do século XXI precisa conhecer as modernas práticas do dia a dia dos mercados, 
10 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
não só financeiro, como é o caso de operações bancárias, mas especialmente do mercado de 
capitais. A globalização da economia trouxe novidades para os mercados e estas novidades 
devem ser absorvidas, compreendidas e aplicadas.
A exemplo de todos os conteúdos já citados, esta unidade é de especial importância para 
formar profissionais atualizados e conectados com o mundo financeiro globalizado. 
SUMÁRIO
UNIDADE I
AMBIENTE FINANCEIRO
ALGUMAS DEFINIÇÕES: O QUE É ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA? ...............................19
RESPONSABILIDADES CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA...........19
RISCO E RETORNO............................................................................................................................21
PLANEJAMENTO FINANCEIRO.......................................................................................................22
DEPRECIAÇÃO E IMPOSTO DE RENDA........................................................................................28
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS................................................................................................32
UNIDADE II
DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA E ÍNDICES
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS .............................................................49
TIPOS DE COMPARAÇÕES DE ÍNDICES......................................................................................50
CATEGORIA DE ÍNDICES FINANCEIROS......................................................................................52
CAPITAL DE GIRO...............................................................................................................................59
O CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO.........................................................................................................60
UNIDADE III
FINANCIAMENTOS
CAIXA ......................................................................................................................................67
ELEMENTOS DE UMA POLÍTICA GERAL DE CRÉDITO.............................................................71
DESCONTOS FINANCEIROS POR PAGAMENTOS ANTECIPADOS........................................73
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DOS ESTOQUES......................................................................77
FONTES DE FINANCIAMENTO.........................................................................................................80
AS FONTES ESPONTÂNEAS DE FINANCIAMENTO EM CURTO PRAZO..............................87
UNIDADE IV
POLÍTICAS DE INVESTIMENTOS DE CAPITAL
ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA ............................................................................92
ORÇAMENTO DE CAPITAL................................................................................................................91
CRITÉRIOS QUANTITATIVOS DE ANÁLISE ECONÔMICA........................................................95
VPL - VALOR PRESENTE LÍQUIDO ......................................................................................96
PRI - PERIODO DE RECUPERAÇÃO DO INVESTIMENTO - PAYBACK ..............................98
TAXA INTERNA DE RETORNO - TIR.............................................................................................100UNIDADE V
SISTEMAS FINANCEIROS
SFN – SISTEMA FINACEIRO NACIONAL ............................................................................ 111
BANCO CENTRAL DO BRASIL.......................................................................................................115
SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP....................................................142
HISTÓRIA DO SEGURO...................................................................................................................144
PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS.......................................................................................160
CONCLUSÃO ........................................................................................................................165
REFERÊNCIAS .....................................................................................................................175
UNIDADE I
AMBIENTE FINANCEIRO
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Objetivo de Aprendizagem
•	 Abordar	os	principais	conceitos	de	administração	financeira,	as	metas	e	objetivos	
do	administrador	financeiro	e	os	principais	pontos	para	introduzir	o	estudante	a	as-
suntos	específicos	das	finanças.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 O	que	é	administração	financeira?
•	 Responsabilidades	contemporâneas	do	administrador	financeiro
•	 Meta	do	gerente	financeiro
•	 Risco	e	retorno
•	 Planejamento	financeiro
•	 Depreciação	e	imposto	de	renda
•	 Demonstrações	financeiras
19ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
A principal pergunta que se pode fazer neste momento: por que estudar finanças? Existem 
muitas razões pelas quais você precisa ter conhecimento de finanças. A escolha da carreira de 
administrador deve ser a principal resposta. Mas, também, para organizar sua vida pessoal. O 
conhecimento das principais técnicas e procedimentos de finanças, que serão estudados neste 
livro, certamente permitirá que você tome as decisões acertadas em sua vida profissional e na 
gestão do patrimônio pessoal.
ALGUMAS	DEFINIÇÕES:	O	QUE	É	ADMINISTRAÇÃO	FINANCEIRA?
Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos para maximizar a riqueza ou 
valor total de um negócio. Mais especificamente, maximizar a riqueza significa obter o lucro 
mais elevado possível ao menor risco (GROPPELLI e NIKBAKT, 2006).
Para Gitman finanças são a arte e a ciência para administrar fundos.
Se observarmos os dois conceitos, verificamos que dizem a mesma coisa com palavras 
diferentes. Groppelli diz ter o maior lucro com o menor risco, enquanto Gitman diz que finanças 
administram fundos.
Esta administração de fundos tem, naturalmente, o objetivo de obter o melhor resultado 
possível e para as empresas esse resultado só pode ser o maior lucro.
RESPONSABILIDADES CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA
A administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente, 
assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos 
20 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
de capital. Nesse contexto, a administração financeira envolve-se tanto com a problemática da 
escassez de recursos, quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das 
empresas, assumindo uma definição de maior amplitude.
A administração financeira insere-se em um campo de atuação bastante abrangente e 
crescentemente complexo, exigindo maior conhecimento técnico e sensibilidade no trato de 
seus diversos instrumentos (NETO, 2003).
Verificam-se, claramente, as necessidades de grande conhecimento técnico-científico, além 
da sensibilidade, que nada mais é do que bom-senso na análise e decisão.
A escassez referida pelo autor é a chave dessa equação de difícil solução, já que, em geral, os 
recursos são escassos e as necessidades ilimitadas.
Todo momento encontramos empresas que necessitam de recursos para despesas 
operacionais, para investimentos, para expansão, para pesquisa entre outros. Captar e aplicar 
adequadamente esses recursos é, em última análise, o grande desafio do administrador de 
finanças.
Metas do gerente financeiro
Segundo Gitman algumas pessoas acreditam que o objetivo da empresa é sempre maximizar 
o lucro. Para alcançar essa meta, o gerente financeiro tomaria apenas as ações que gerassem 
uma grande contribuição esperada para o total dos lucros da empresa.
A maximização do lucro fracassa por várias razões: o tempo de retorno ignorado, os fluxos de 
caixa disponíveis para acionistas e o risco.
Ainda no raciocínio de Gitman, a maximização da riqueza deve ser a meta de todos os gerentes 
financeiros, pois é ela que maximiza a riqueza dos proprietários da empresa.
21ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Como maximização da riqueza ele cita o preço das ações, ou seja, quanto mais valorizadas 
forem as ações (ações são partes do capital da empresa), maior será a riqueza dos proprietários.
O lucro certamente contribui para a valorização e aceitação das ações das empresas, por esta 
razão deve ser considerado como fator que conduz à maximização da riqueza.
Toda essa questão citada por Gitman, de que o lucro fracassa em muitos casos e entre as 
causas cita o risco, que estudaremos em tópicos adiante.
RISCO E RETORNO
Definição de risco:
Para Groppelli o risco é uma medida de volatilidade ou incerteza dos retornos.
Já para Lawerence J. Gitman, o risco é a chance de perda financeira.
Qual o risco associado a uma decisão? Certamente a resposta seria o quanto se pode perder 
caso o negócio não dê certo. Então, se tem como clara a compreensão de risco.
Definição de Retorno
O total de ganho ou perda ocorrido por meio de um dado período de tempo (Gitman, 2006). 
Para Groppelli retorno são receitas esperadas ou fluxos de caixa antecipados de qualquer 
investimento.
Note-se que agora podemos fazer uma melhor interpretação das metas do administrador 
financeiro.
Se ele considerar apenas a maximização do lucro, despreza o risco e este risco pode 
representar a grande ameaça ao lucro.
22 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Muitas vezes é melhor ganhar menos, com tempo mais prolongado e com pouco risco do que 
querer muito, mesmo que o risco de perder tudo seja grande.
Podemos resumir a maximização do lucro como a combinação entre risco elevado, retorno 
elevado e curto espaço de tempo. Já a maximização da riqueza como a relação de risco 
menor, retorno menor e tempo maior.
PLANEJAMENTO FINANCEIRO
O planejamento financeiro começa com planos financeiros em longo prazo, ou estratégicos 
que, por sua vez, guiam a formulação de planos e orçamentos em curto prazo ou operacionais. 
Geralmente, os planos e orçamentos em curto prazo implementam os objetivos estratégicos 
da empresa em longo prazo.
Neste aspecto deve-se compreender bem que os planos de longo prazo formulam a estratégia 
da empresa, ou seja, o que ela pretende, onde pretende chegar. Com base nestas estratégias 
se formulam as ações de curto prazo e estas ações, por sua vez, encaminham a empresa para 
atingir os objetivos maiores, as estratégias estabelecidas.
Pode-se dizer que as empresas, em geral, tomam decisões em três níveis:
Nível estratégico: são decisões que modificam a estrutura da empresa, que mudam sua 
relação com o meio ambiente.
Nível administrativo: são aquelas que se relacionam com a forma da empresa.
Nível operacional: são as decisões associadas ao processo de transformação.
23ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O planejamento financeiro de curto prazo pode ser melhor compreendido na figura abaixo:
Fonte: Adm. Financeira – Gitman (2006)
Pode-se destacar como plano financeiro de curto prazo o planejamento de caixa, ou 
orçamentos de caixa.Nota-se, no esquema acima, que ele aparece no centro, interligado com 
os demais planos.
Para Gitman (2006) o orçamento de caixa, ou previsão de caixa, é uma demonstração das 
entradas e saídas planejadas no caixa da empresa. É usado pela empresa para estimar o 
caixa exigido a curto prazo, com atenção especial ao planejamento para excedentes de caixa 
e para escassez de caixa.
24 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O orçamento de caixa pode ser apresentado semanalmente, quinzenalmente, mensalmente 
ou qualquer outro período que a empresa desejar. Prazos menores são mais confiáveis e mais 
fáceis de serem previstos, mas o prazo de até um ano pode ser recomendável.
O principal insumo do planejamento de caixa é a previsão de vendas.
A previsão das vendas de uma empresa em um dado período é preparado pelo departamento 
de marketing. Com base na previsão de vendas, o gerente financeiro estima o fluxo de caixa 
mensal que resultará das receitas de vendas projetadas e das despesas relacionadas à 
produção, estoque e vendas. Determina também o nível de ativos fixos exigidos e o montante 
de financiamentos, se houver, necessário para apoiar o nível de previsão de vendas e de 
produção.
A previsão de vendas pode se basear em uma análise de dados externos, usando-se as 
relações observadas entre as vendas da empresa e certos indicadores econômicos externos 
significativos, como o produto nacional bruto (PNB), renda pessoal disponível, taxa de inflação 
e desemprego entre outros. Por outro lado, os dados internos obtidos por meio dos próprios 
canais de vendas da empresa. As empresas, em geral, usam uma combinação de dados 
externos e internos de previsão para fazerem a previsão final de vendas.
Nota-se que estamos falando de previsões, que são dados prováveis. Todo planejamento de 
caixa depende da confiabilidade da previsão das vendas, já que a maior parte dos outros 
insumos é decorrente desta.
Vejamos: a quantidade de matéria-prima que deve ser comprada depende da quantidade de 
vendas estimadas; o valor dos impostos a ser pago depende da quantidade vendida; o gasto 
com salários e encargos está diretamente ligado ao volume das vendas; o desembolso com 
investimentos fixos depende da quantidade que precisa ser produzida (vendida) e assim, mais 
insumos dependem do volume das vendas.
25ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O formato geral do fluxo de caixa:
Mais: caixa inicial
desembolso de caixa
Fonte: Adm. Financeira – Gitman (2006)
Gitman (2006) apresenta um exemplo detalhado de um orçamento de caixa. Considere que as 
vendas previstas na tabela a seguir abaixo sejam com os seguintes prazos:
20% à vista, 50% em 30 dias, ou seja, recebidos no mês seguinte e 30% recebidos em 60 
dias, equivalente a dois meses após a venda ser efetivada. Além da venda prevê-se outros 
recebimentos no valor de 30 (em $ 1000).
A Intercon Company reuniu os dados a seguir, necessários para a preparação de um programa de 
desembolsos de caixa para outubro, novembro e dezembro. 
26 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Compras. As compras da empresa representam 70% das vendas. Desse montante, 10% são pagos 
em dinheiro, 70% são pagos no mês imediatamente seguinte ao mês de compra e os 20% restantes 
são pagos dois meses após o mês da compra. 
Pagamentos de aluguel. Um aluguel de $ 5.000 será pago a cada mês. Ordenados e salários O 
custo	fixo	de	salários	para	o	ano	é	de	$	96.000	ou	é	de	$	8.000	por	mês.	Além	disso,	estima-se	que	os	
ordenados correspondam a 10% das vendas mensais. 
Pagamento de impostos. Os impostos de $ 25.000 devem ser pagos em dezembro. 
Despesas	com	ativos	fixos. Nova maquinaria custando $ 130.000 será comprada e paga em no-
vembro. 
Pagamentos de juros O pagamento de juros de $ 10.000 vence em dezembro. 
Pagamentos de dividendos em dinheiro Os dividendos em dinheiro de $ 20.000 serão pagos em 
outubro. 
Pagamentos	do	principal	(empréstimos). O pagamento do principal de m empréstimo no valor de 
$ 20.000 vence em dezembro. 
Recompras	ou	resgates	de	ações. Nenhuma recompra ou resgate de ações é esperado entre ou-
tubro e dezembro.
A programação de desembolsos de caixa a empresa, usando os dados precedentes, é mostrado na 
Tabela 14.3. Alguns itens na tabela são explicados mais detalhadamente a seguir. 
Compras. Esse lançamento serve apenas para informação. Os dados representam 70% das vendas 
previstas para cada mês. Foram incluídos para facilitar o cálculo das compras à vista e os pagamentos 
relacionados. 
Compras à vista As compras à vista representam 10% das compras do mês.
Pagamentos de C/P Esses lançamentos representam o pagamento de contas a pagar (C/P) resultan-
tes das compras nos meses anteriores. 
27ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Prazo de um mês Esses dados representam compras feiras no mês anterior que são pagas no mês 
corrente. Como 70% das compras da empresa são pagas no mês seguinte, as com- pras com prazo 
de mês para pagamento mostrados em setembro representam 70% das compras de agosto, os paga-
mentos de outubro representam 70% das compras de setembro e assim por diante. 
Prazo de dois meses Esses dados representam as compras feitas nos dois meses anteriores, que 
serão pagas no mês corrente. Visto que 20% das compras da empresa são pagas dois meses depois, 
as compras com dois meses de prazo para pagamento mostradas em outubro representam 20% das 
compras de agosto e assim por diante. 
Ordenados e salários Essas quantias foram obtidas adicionando-se $ 8.000 aos 10% vendas a cada 
mês.	Os	$	8.000	representam	o	componente	de	salário	fixo;	o	restante	representa	os	ordenados.	
Os itens restantes em cada programa de desembolsos de caixa são auto-explicativos
Fluxo	de	caixa	líquido,	caixa	final,	financiamento	e	excedente	de	caixa
Examine novamente o orçamento de caixa de formato geral na Tabela 14.1. Temos dados de entrada 
para os dois primeiros lançamentos e depois calculamos as necessidades e caixa da empresa. O 
fluxo	de	caixa	liquido da empresa é encontrado subtraindo-se os desembolsos de caixa dos rece-
bimentos	de	caixa	em	cada	período.	Então	adicionamos	o	caixa	inicial	ao	fluxo	de	caixa	líquido	para	
determinar o caixa	final para cada período Finalmente, subtraímos o saldo de caixa mínimo do caixa 
final	para	encontrar	o	financiamento	total	necessário ou o excedente de caixa.	Se	o	caixa	final	for	
menor que o saldo mínimo de caixa, o financiamento	será	necessário.		Este	financiamento	costuma	
ser	visto	como	de	curto	prazo	e,	portanto,	é	representado	por	títulos	a	pagar.	Se	o	caixa	final	for	maior	
que o saldo de caixa mínimo, há excedente de caixa. Considera-se que qualquer excedente seja 
investido em uma aplicação líquida, de curto prazo, que renda juros, ou seja, em títulos negociáveis 
de curto prazo. 
A Tabela 14.4 apresenta o orçamento de caixa da Intercon Company, com base dados já desenvol-
vidos.	No	final	de	setembro,	o	saldo	de	caixa	da	Intercon	foi	de	$	50.000	e	suas	duplicatas	a	pagar	
e títulos negociáveis foram iguais a $ 0. A empresa deseja manter como reserva para necessidades 
inesperadas, um saldo de caixa mínimo de $ 25.000.
Para	a	Intercon	Company	manter	seu	caixa	final	exigido	de	$	25.000,	ela	precisará	tomar	emprestado	
um total de $76.000 em novembro e $ 41.000 em dezembro. Em outubro, a empresa terá um saldo de 
caixa excedente de $ 22.000, que pode ser mantido em títulos negociáveis que rendam juros. O total 
de	financiamento	necessário	no	orçamento	de	caixa	refere-se	a	quanto	será	devido	no	final	do	mês;	
eles não representam as mudanças mensais nos empréstimos. 
As mudanças mensais nos empréstimos tomados e no excedente de caixa podem ser encontradas 
em uma análise posterior do orçamento de caixa. Em outubro, os $ 50.000 de caixa inicial, que se 
tornam $ 47.000 após a saída líquida de caixa de $ 3.000, resultam em um saldo de caixa excedente 
de $22.000, uma vez que o caixa mínimo de $ 25.000 foi deduzido. Em novembro, os $ 76.000 do 
financiamento	total	exigido	resultaram	da	saída	líquida	de	caixa	de	$	98.000	menos	os	$	22.000	de	
caixa	excedente	de	outubro.	Os	$	41.000	do	financiamento	 total	 exigido	em	dezembro	 resultaram	
da	dedução	de	$	35.000	da	entrada	líquida	de	caixa	em	dezembro	o	financiamento	total	exigido	em	
novembro,	de	$	76.000	em	novembro	menos	$	35.000.	Resumindo,	as	atividades	financeiras	de	cada	
mês foram as seguintes:
Outubro: Investir os $ 22.000 de saldo de caixa excedente em títulos negociáveis.
Novembro: Liquidar os $ 22.000 de títulos negociáveis e tomar emprestados $ 76.000 (títulos a pagar).
28 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Dezembro:	Saldar	$	35.000	de	títulos	a	pagar	para	manter	$	41.000	do	financiamento	total	necessário.	
Fonte: Adm. Financeira – Gitman (2006)
DEPRECIAÇÃO E IMPOSTO DE RENDA
Depreciação pode ser definida como uma despesa pelo desgaste dos bens ou simplesmente 
pela perda de valor pelo passar do tempo.
Nas finanças as depreciações são classificadas como item não monetário, já que seu valor 
não representa efetiva saída de caixa, mas sim um lançamento contábil para ajustar o valor 
dos bens à realidade e reduzir a base de cálculo para o imposto de renda, já que ela é tratada 
como uma despesa comum.
O imposto de renda merece um tratamento mais detalhado, já que a matéria é um pouco mais 
abrangente. Podemos dividir o importo de renda pra pessoa jurídica em lucro real e lucro 
presumido.
29ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O Lucro Real
De acordo com informações obtidas no site <www.receita.
fazenda.gov.br> acessado em 14/10/2010, define-se lucro 
real como a base de cálculo do imposto sobre a renda 
apurada segundo registros contábeis e fiscais efetuados 
sistematicamente de acordo com as leis comerciais e 
fiscais. A apuração do lucro real é feita na parte A do Livro 
de Apuração do Lucro Real (LALUR), mediante adições e 
exclusões ao lucro líquido do período de apuração (trimestral ou anual) do imposto e 
compensações de prejuízos fiscais autorizados pela legislação do imposto de renda, de 
acordo com as determinações contidas da Instrução Normativa SRF n. 28, de 1978, e demais 
atos legais e infralegais posteriores. 
Data da Apuração
Para efeito de incidência do imposto sobre a renda, o lucro real das pessoas jurídicas deve ser 
apurado na data de encerramento do período de apuração.
O período de apuração encerra-se:
a) nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, no caso de apura-
ção trimestral do imposto de renda;
b) no dia 31 de dezembro de cada ano calendário, no caso de apuração anual do imposto de 
renda;
c) na data da extinção da pessoa jurídica;
d) na data do evento, nos casos de incorporação, fusão ou cisão da pessoa jurídica.
Fonte: PHOTOS.COM
30 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Pessoas Jurídicas obrigadas ao Lucro Real
Estão obrigadas ao regime de tributação com base no lucro real, em cada ano calendário, as 
pessoas jurídicas:
a) cuja receita total, ou seja, o somatório da receita bruta mensal, das demais receitas e 
ganhos de capital, dos ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos mercados 
de	renda	variável	e	dos	rendimentos	nominais	produzidos	por	aplicações	financeiras	de	
renda	fixa,	da	parcela	das	receitas	auferidas	nas	exportações	às	pessoas	vinculadas	ou	
aos países com tributação favorecida que exceder o valor já apropriado na escrituração da 
empresa, no ano calendário anterior, seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta 
e oito milhões de reais), ou de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo 
número de meses do período, quando inferior a doze meses;
b) cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de de-
senvolvimento,	caixas	econômicas,	sociedades	de	crédito,	financiamento	e	investimento,	
sociedade de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e 
câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercan-
til, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades 
de previdência privada aberta;
c) que tiveram lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;
d)	 que,	autorizada	pela	legislação	tributária,	usufruam	de	benefícios	fiscais	relativos	à	isenção	
ou redução de impostos;
e) que, no decorrer do ano calendário, tenham efetuado pagamento mensal do imposto de 
renda, determinado sobre a base de cálculo estimada, na forma do artigo 2º da Lei n. 9.430, 
de 1996;
f) que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria 
creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a 
pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo 
ou de prestação de serviços (factoring).
Alíquotas	Aplicadas	à	base	de	Cálculos
Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) 15% e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
é de 9%.
31ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Está obrigado a declarar imposto de renda o contribuinte que no ano anterior: 
- Recebeu rendimentos superiores a R$ 15.764,28 no último ano, como salário, aposentadoria, pen-
sões, aluguéis ou benefícios de atividade rural.
- Recebeu rendimentos não tributáveis ou tributáveis exclusivamente na fonte (como heranças e doa-
ções) cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.
- Participou, em qualquer mês do ano, de uma empresa como titular, sócio ou acionista, ou de coop-
erativa.
- Tem patrimônio (imóveis, telefones, veículos, joias e terra nua) de valor total superior a R$ 80.000,00.
- Obteve em qualquer mês do ano anterior ganho de capital na alienação de bens ou direito sujeito à 
incidência do imposto.
- Obteve ganho de capital em operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e asse-
melhadas.
- No caso de atividade rural, obteve receita bruta superior a R$ 78.821,40 e deseja compensar 
prejuízos do ano passado ou do ano anterior.
- Passou à condição de residente no Brasil (neste caso, o contribuinte não pode apresentar a opção 
simplificada).	
Fonte: <http://poupaclique.ig.com.br/materias/000001-000500/185/185_1.html>. Acesso em: 16 jan. 
2012.
Lucro Presumido
É a forma de tributação onde se usa como base de cálculo do imposto, o valor apurado 
mediante a aplicação de um determinado percentual sobre a receita bruta.
Empresas	que	podem	optar	pelo	lucro	presumido
Podem optar pelo lucro presumido as pessoas jurídicas, não obrigadas à apuração do lucro 
real, cuja receita bruta total, no ano calendário imediatamente anterior, tenha sido igual ou 
inferior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais) ou ao limite proporcional de 
R$ 4.000.000,00 multiplicados pelo número de meses de atividade no ano, se inferior a 12 
meses.
Igualmente não podem todas aquelas obrigadas pelo lucro real, já definidas.
32 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Percentuais aplicados sobre a receita bruta
Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta são os abaixo discriminados (RIR/1999, 
art. 223):
Alíquotas	para	apuração	do	Imposto	de	Renda
A alíquota do IRPJ sobre o lucro presumido é de 15% e a alíquota da contribuição social é de 
9%, como regra geral.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Estrutura do Balanço Patrimonial
LEI nº 6.404/1976
Como os limites e critérios fiscais, limitavam a evolução dos Princípios Fundamentais da 
Contabilidade, foi instituída a Lei 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações), que veio para 
solucionar o problema e determinar que a escrituração contábil deve seguir seus preceitos.
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem. 
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TOS.
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33ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Ativo Circulante
Composta pelas disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social 
subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.
Ativo Realizável em Longo Prazo
Composta pelos direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os 
derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, 
diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios 
usuais na exploração do objeto da companhia:
Ativo Permanente
O Ativo Permanente será dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
* Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qual-
quer	natureza,	não	classificáveis	no	ativo	circulante,	e	que	não	se	destinem	à	manutenção	
da atividade da companhia ou da empresa; IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham 
por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da 
empresa	ou	exercidos	 com	essa	 finalidade,	 inclusive	os	decorrentes	de	operações	que	
transfiram	à	companhia	os	benefícios,	riscos	e	controle	desses	bens.
* Imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção 
das	atividades	da	companhia	ou	da	empresa	ou	exercidos	com	essa	finalidade,	inclusive	
os	decorrentes	de	operações	que	transfiram	à	companhia	os	benefícios,	riscos	e	controle	
desses bens.
* Diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, 
efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não con-
figurem	tão	somente	uma	redução	de	custos	ou	acréscimo	na	eficiência	operacional.
Passivo Circulante
Composta pelas contas que representam as obrigações da empresa vencíveis até o final do 
34 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
exercício seguinte.
Passivo Exigível em Longo Prazo
As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo 
permanente, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício 
seguinte, e no passivo exigível em longo prazo, se tiverem vencimento em prazo maior.
Resultados de Exercícios Futuros
Serão classificadas como resultados de exercício futuro as receitas de exercícios futuros, 
diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes.
Representam as receitas pertencentes a exercícios futuros.
Patrimônio	Líquido
O Patrimônio Líquido será dividido em capital social, reservas de capital, reservas de 
reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.
* Capital Social: discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não rea-
lizada.
* Reservas de Capital: será composta pela contribuição do subscritor de ações que ultra-
passar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que 
ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de 
conversão	em	ações	de	debêntures	ou	partes	 beneficiárias;	 o	 produto	da	alienação	de	
partes	beneficiárias	e	bônus	de	subscrição;	o	prêmio	recebido	na	emissão	de	debêntures;	
as doações e as subvenções para investimento.
* Reservas de Reavaliação: será composta pelas contrapartidas de aumentos de valor atri-
buídos a elementos do ativo em virtude de novas avaliações com base em laudo nos ter-
mos do artigo 8º, aprovado pela assembleia geral.
* Reservas de Lucros: serão compostas pelas contas constituídas pela apropriação de lucros 
da companhia.
35ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
* Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Modelo da estrutura do Balanço Patrimonial
Da Obrigatoriedade e Vigência
A obrigatoriedade se destina às Cias. Abertas (S/A), às Cias. Fechadas (S/A) e também às 
Sociedades de Grande Porte, porém nada impede que as empresas comerciais utilizem a Lei 
das SA como padrão para estrutura de suas demonstrações contábeis.
Publicada em 17/12/1976, entrou em vigor 60 (sessenta) dias após a sua publicação, aplican-
do-se, todavia, a partir da data da publicação, às companhias que se constituírem.
36 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Estrutura do Balanço Patrimonial
LEI Nº 11.638/2007
As novas regras introduzidas pela Lei nº 11.638/2007 estão alinhadas ao mercado contábil 
internacional e possui como objetivo principal, possibilitar a eliminação de barreiras regulatórias 
e impedem a inserção total das companhias abertas no processo de convergência contábil 
internacional.
A partir de 2007, com a publicação da Lei nº 11.638/2007, a estrutura do Balanço Patrimonial, 
com as devidas alterações, passa a ser dividido da seguinte forma:
* Ativo Circulante.
* Ativo Realizável em Longo Prazo.
* Ativo Permanente: será dividido em investimentos, imobilizado, intangível e diferido.
* Passivo Circulante.
* Passivo Exigível em Longo Prazo.
* Resultado de Exercícios Futuros.
* Patrimônio Líquido: será divido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avalia-
ção Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.
Diante desta nova estrutura de Balanço Patrimonial, podemos observar as seguintes alterações 
em algumas contas patrimoniais:
Ativo Permanente
O Ativo Permanente será dividido em investimentos, imobilizado, intangível e diferido.
* Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção 
da	companhia	ou	exercidos	com	essa	finalidade,	inclusive	o	fundo	de	comércio	adquirido.
37ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Patrimônio	Líquido
O Patrimônio Líquido será divido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação 
Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.
*	 Ajustes	de	Avaliação	Patrimonial:	serão	classificadas	como	ajustes	de	avaliação	patrimo-
nial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de 
competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos 
do ativo. 
* Reservas de Lucros: o saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de 
incentivos	fiscais	e	de	lucros	a	realizar,	não	poderá	ultrapassar	o	capital	social.	Atingindo	
esse limite, a assembleia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no 
aumento do capital social ou na distribuição de dividendos.
A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a 
reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções 
governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo 
obrigatório.
Quanto às Reserva de Lucros a Realizar, o lucro, rendimento ou ganho líquido em operações 
ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira 
ocorra após o término do exercício social seguinte.
* Ações em Tesouraria: deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do 
patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
* Lucros Acumulados: no encerramento do exercício social, a conta de lucros e prejuízos 
acumulados não deverá apresentar saldo positivo. Eventual saldo positivo remanescente 
na conta de lucros e prejuízos acumulados deverá ser destinado para reserva de lucros 
ou distribuído como dividendo. Embora a redação original da Lei nº 6.404, de 1976, já 
tenha determinado a destinação de todo o resultado do exercício, a redação anterior, ao 
prever	a	existência	de	saldo	final	na	conta	de	lucros	acumulados,	suscitou	dúvidas	e	até	a	
possibilidade	de	retenções	indiscriminadas	e	não	devidamente	justificadas.	Tendo	em	vista	
que todo o lucro líquido do exercício deve ser destinado, de acordo com os fundamentos 
contidos nos art. 194 a 197, a redação atualda Lei nº 6.404, de 1976, eliminou a possibi-
38 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
lidade de existência de saldo de lucros acumulados no encerramento do exercício social. 
Evidentemente, não foram eliminadas a conta de lucros acumulados e a demonstração da 
sua movimentação, que deverão ser apresentados de forma isolada ou, no caso das com-
panhias abertas, como parte da demonstração das mutações de patrimônio líquido. Essa 
conta, entretanto, possui natureza absolutamente transitória, e será utilizada para servir de 
contrapartida às reversões das reservas de lucros e às destinações do lucro.
Modelo da estrutura do Balanço Patrimonial
Da Obrigatoriedade e Vigência
A obrigatoriedade se destina às Cias. Abertas (S/A), às Cias. Fechadas (S/A) e também às 
Sociedades de Grande Porte, porém nada impede que as empresas comerciais utilizem a Lei 
das SA como padrão para estrutura de suas demonstrações contábeis.
39ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Publicada em 28/12/2007, entrou em vigor no primeiro dia do exercício seguinte à sua 
publicação.
Como o exercício social não precisa seguir o ano calendário, podendo, por exemplo, ter iniciado 
em 01/06/2007 e encerrado em 31/05/2008, as alterações da Lei nº 11.638/2007 somente 
serão aplicadas às demonstrações financeiras encerradas a partir de 2009, nos casos das 
companhias que iniciaram suas atividades anteriormente à 01/01/2008.
Estrutura do Balanço Patrimonial
MP 449/2008
A partir de 2009, com a publicação da MP 449/2008 a estrutura do Balanço Patrimonial, com 
as devidas alterações, passa a ser dividido da seguinte forma:
* Ativo Circulante.
* Ativo Não Circulante: será dividido em Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imo-
bilizado e Intangível.
* Passivo Circulante.
* Passivo Não Circulante.
* Patrimônio Líquido: será dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Ava-
liação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.
Diante desta nova estrutura de Balanço Patrimonial, 
podemos observar as seguintes alterações em algumas 
contas patrimoniais:
Ativo Não Circulante
O Ativo Não Circulante será dividido em Ativo Realizável 
em Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível.
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40 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Fica eliminado o grupo Ativo Diferido, e o saldo existente em 31/12/2008 nesse grupo que, pela 
sua natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no Ativo sob 
essa classificação até sua completa amortização, sujeito à análise sobre a recuperação dos 
valores registrados no Imobilizado e no Intangível.
O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido que, pela sua natureza, não 
puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no ativo sob essa classificação 
até sua completa amortização, sujeito a análise sobre a recuperação. Caso esta amortização 
se finalize até o final do exercício seguinte, poderá ser classificado no Ativo Circulante.
Passivo Circulante
As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo 
não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício 
seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior.
Passivo não Circulante
As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do Ativo 
Não circulante, serão classificadas no Passivo Circulante, quando se vencerem no exercício 
seguinte, e no Passivo Não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior.
As obrigações, encargos e riscos classificados no passivo não circulante serão ajustados ao 
seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
Fica eliminado o grupo Resultados de Exercícios Futuros (REF), e o saldo existente no REF em 
31/12/2008 deverá ser reclassificado para o Passivo Não circulante em conta representativa 
de receita diferida, e esse registro deverá evidenciar a receita diferida e o respectivo custo 
diferido.
41ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Patrimônio	Líquido
O Patrimônio Líquido será dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação 
Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados.
Os Ajustes de Avaliação Patrimonial serão classificados como ajustes de avaliação patrimonial, 
enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, 
as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do 
passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em 
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.
Registros Contábeis
A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer 
modificação da escrituração mercantil e das demonstrações, as disposições da lei tributária, ou 
de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou 
incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, 
lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras. 
As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas 
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas à 
auditoria por auditores independentes nela registrados. 
42 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Modelo da estrutura do Balanço Patrimonial
Da obrigatoriedade e vigência
A obrigatoriedade se destina às Cias. Abertas (S/A), às Cias. Fechadas (S/A) e também às 
Sociedades de Grande Porte, porém nada impede que as empresas comerciais utilizem a Lei 
das S/A como padrão para estrutura de suas demonstrações contábeis.
Demonstrativo do resultado do exercício
Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício, diante do confronto das 
receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de competência, a DRE oferece uma 
síntese econômica dos resultados operacionais de uma empresa em certo período. Embora 
sejam elaboradas anualmente para fins de divulgação, em geral são feitas mensalmente pela 
administração e trimestralmente para fins fiscais.
43ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo principal apresentar de forma 
vertical resumida o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas em um 
determinado período, normalmente, de doze meses.
De acordo com a legislação, as empresas deverão na Demonstração do Resultado do Exercício 
discriminar:
•	 a	receita	bruta	das	vendas	e	serviços,	as	deduções	das	vendas,	os	abatimentos	e	os	im-
postos; 
•	 a	receita	líquida	das	vendas	e	serviços,	o	custo	das	mercadorias	e	serviços	vendidos	e	o	
lucro bruto; 
•	 as	despesas	com	as	vendas,	as	despesas	financeiras,	deduzidas	das	receitas,	as	despe-
sas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; 
•	 o	lucro	ou	prejuízo	operacional,	as	receitas	e	despesas	não	operacionais;	
•	 o	resultado	do	exercício	antes	do	Imposto	sobre	a	Renda	e	a	provisão	para	o	imposto;	
•	 as	participações	de	debêntures,	empregados,	administradores	e	partes	beneficiárias,	e	as	
contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados; 
•	 o	lucro	ou	prejuízo	líquido	do	exercício	e	o	seu	montante	por	ação	do	capital	social.	
Na determinação da apuração do resultado do exercício serão computados em obediência ao 
princípio da competência:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em 
moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas 
receitas e rendimentos.
44 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educaçãoa Distância
Modelo de demonstrativo do resultado do exercício.
 RECEITA OPERACIONAL BRUTA
 (-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
 (=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 
 (-) CUSTOS DAS VENDAS
 (=) RESULTADO OPERACIONAL BRUTO 
 (-) DESPESAS OPERACIONAIS
 (-) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS
 (-) OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
 (=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO 
 RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS
 (=) LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 
E SOBRE O LUCRO 
•	 (-)	Provisão	para	Imposto	de	Renda	e	Contribuição	Social	Sobre	o	Lucro.	
 (=) LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
•	 (-)	Participações	de	Administradores,	Empregados,	Debêntures	e	Partes	Beneficiárias.	
 (=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Estimado	acadêmico,	se	você	se	identificou	e	gostou	desta	matéria,	veja	as	oportunidades	de	carreira	
na	administração	financeira	na	tabela	1.1	do	livro	de	Gitman	(2006).
45ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro acadêmico, começamos a perceber que as Finanças são parte essencial do conhecimento 
do administrador. Costuma-se dizer que se as finanças de uma organização não vão bem, as 
demais áreas também não vão.
A gerência financeira é um cargo muito almejado por administradores, pois é bem remunerado. 
Mas trata-se de um cargo de altíssima responsabilidade, pois todos os setores da empresa 
estão ligados diretamente a esta área. 
Já imaginou você sendo o executivo de uma empresa e todos os setores dependentes da sua 
gerência?
Caberá, então, a você, caro aluno, identificar se gostou ou não desta área de conhecimento 
da administração.
As demais unidades lhe darão base para esta sua decisão.
46 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
1- Qual a relação das variáveis do retorno, risco e tempo com o objetivo do administrador 
financeiro,	de	acordo	com	Gitman?
2- Apresente a estrutura do balanço patrimonial, conforme MP 449/2208.
3- Qual a relação entre risco, retorno e tempo para a maximização do lucro e para a maximi-
zação da riqueza, apresentada pelos autores?
4- Uma empresa apresenta as seguintes projeções para entrada e saída de caixa:
 Previsão de vendas: fev 180.000; mar 185.000; abr 190.000; mai 210.000 e jun 
220.000.
 Condições de crédito: 15% à vista; 35% em 30 dias e 50% em 60 dias.
 As compras representam 60% do valor mensal das vendas e serão pagas da se-
guinte forma: 10% à vista; 50% em 30 dias e o restante em 60 dias.
 Impostos: 7% de ICMS; 3% de COFINS e 0,65% de PIS, incidentes sobre as vendas 
do mês anterior.
	 Os	salários	são	fixos	e	mensais	de	25.000,	acrescidos	de	encargos	de	84%.
 No mês de abril a empresa deverá efetuar o pagamento de uma parcela relativa à 
aquisição de um imóvel no valor de 40.000.
 Haverá recebimento de juros, mensalmente, na ordem de 3% sobre o valor da ven-
da mensal.
	 No	mês	de	junho	a	empresa	poderá	resgatar	uma	aplicação	financeira	no	valor	de	
60.000, acrescida de 10% de juros.
 Saldo inicial = 2.000,00.
 Com base nestas informações pede-se para estruturar um orçamento de caixa para os 
meses de abril, maio e junho e produzir um relatório de análise dos saldos, considerando 
10% da venda do mês como saldo ideal.
UNIDADE II
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ÍNDICES
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Objetivo de Aprendizagem
•	 Abordar	 os	 índices	 financeiros,	 cujo	 estudo	 permite	 ao	 profissional	 de	 finanças		
fazer	uma	leitura	econômico-financeira	da	situação	das	entidades.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Análise	das	demonstrações	financeiras
•	 Usando	os	índices	financeiros
•	 Tipos	de	comparações	de	índices
•	 Categorias	de	índices	financeiros
•	 Capital	de	giro
•	 Capital	de	giro	líquido
49ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Os administradores devem saber que as analises e índices financeiros não são suficientes 
para dizer se uma empresa está em níveis bons ou ruins, as analises são demonstrativos 
que relacionam caixa e os ativos da empresa. Desta forma nesta unidade através do estudo 
das demonstrações financeiras e capital de giro, os administradores poderão entender as 
necessidades da empresa, para que sua decisão seja de forma pontual.
É através das analises e índices financeiros, que o administrador poderá avaliar o desempenho 
de uma empresa, possibilitando ao gestor ter uma noção geral de como está os ativos, 
produzindo resultados financeiros para que se possa tomar decisões e fazer o planejamento 
do exercício. Gropelli e Nikbakht (2006, p.348) cita que pelo estudo desses demonstrativos, os 
administradores podem localizar pontos fracos nas operações financeiras e adotar medidas 
corretivas apropriadas. 
Os demonstrativos financeiros são uma importante ferramenta para que os gestores possam 
aperfeiçoar o processo, criando situações favoráveis e fazendo a realocação de recursos e 
investimentos, garantindo assim a continuidade e expansão de suas riquezas, agregando valor 
a suas marcas e produtos.
O capital de giro exige que o administrador financeiro tenha direcionamento estratégico, pois 
desenvolve atividades em um cenário constante de risco e sempre precisa estar se adequando 
a mudanças, buscando o equilíbrio financeiro de acordo com as necessidades da empresa, 
ligando diretamente o capital de giro ao planejamento estratégico da empresa.
Desta forma o capital de giro necessita muito mais que demonstrações financeiras, precisa de 
planejamento estratégico, para que a empresa atinja seus objetivos a curto e ao longo prazo, 
para estar dentro das necessidades da empresa, sustentando as operações do dia dia.
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Existem vários meios para avaliar o desempenho de uma empresa. Um deles consiste na 
análise de seus demonstrativos financeiros. Pode-se fazer isso de três maneiras:
1- estudar o conteúdo da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial;
2-	 analisar	os	demonstrativos	de	fluxo	de	caixa;
50 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
3- examinar as relações entre os demonstrativos de resultado e o balanço patrimonial, reali-
zando	uma	análise	de	índices	financeiros.
O propósito final da análise financeira dos demonstrativos contábeis por meio desses três 
procedimentos é auxiliar os administradores a realizarem um planejamento consistente 
(GROPPELLI, 2006).
Verifica-se, claramente, que o insumo mais importante para uma análise com uso de índices 
financeiros são os demonstrativos contábeis, em especial o demonstrativo do resultado 
do exercício e o balanço patrimonial. Logo, é necessária uma boa compreensão destes 
demonstrativos para elaborar relatórios, interpretar adequadamente a situação das entidades 
e elaborar um planejamento seguro.
Groppelli prossegue na sua análise dizendo que a administração responsável de uma empresa 
exige o constante acompanhamento das operações. Por exemplo, os executivos financeiros 
precisam saber se suas empresas possuem ou não suficiente liquidez; isto é, eles devem 
assegurar-se de que fundos suficientes estão disponíveis para pagar as dívidas pontualmente. 
As empresas também estabelecem diretrizes em relação aos montantes de empréstimos e de 
compromissos financeiros fixos aceitáveis.
TIPOS DE COMPARAÇÕES DE ÍNDICES
Gitman (2006, p. 191) estabelece os tipos de comparação de índices.
A análise de índices não é apenas o cálculo de um índice. O mais importante é a interpretação 
do valor do índice. Uma base significativa para comparação é necessária para responder a 
perguntas como “é baixo ou alto demais”? e “é bom ou ruim?”.
Cabe fazer um parêntese aqui e ressaltar a definição de 
finanças dada por Gitman, justamente quando ele afirma que 
administrar as finanças é a arte e a ciência. No momento em 
que secalcula o índice, aplica-se a ciência, ou seja, fórmulas 
especialmente desenvolvidas para esta finalidade. Mas a 
interpretação precisa da arte, e esta arte consiste em interpretar e investigar adequadamente 
a composição desse índice que se obteve, sob pena de fazer uma leitura equivocada sobre o 
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51ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
real significado do resultado. 
Destacam-se dois tipos de comparação de índices: comparativa setorial e série-temporal.
Análise comparativa setorial
A análise comparativa setorial envolve comparação de índices financeiros de diferentes 
empresas na mesma data. Os analistas frequentemente estão interessados em comparar o 
desempenho da empresa com o de outras em seu setor. Muitas vezes, uma empresa compara 
os valores de seus índices com os de uma concorrente ou grupo importante de concorrentes 
que deseja imitar. 
Em algumas situações pode-se utilizar a média dos índices da concorrência como parâmetro 
e em outras são preferidos os índices da empresa líder do setor.
Análise	da	série-temporal
A análise da série-temporal avalia o desempenho com o tempo. A comparação do atual 
desempenho com o antigo, por meio de índices, permite que os analistas avaliem o progresso 
da empresa. Tendências em desenvolvimento podem ser notadas, usando-se comparações 
de vários anos. Como na análise comparativa setorial, quaisquer mudanças significativas de 
ano para ano podem ser sintomas de um problema importante.
Este tipo de análise encontra restrições de uso em empresas novas, com apenas um período 
de informações, já que não é possível fazer uma evolução histórica dos dados. Para estas 
empresas deve ser utilizada a comparação setorial.
Análise combinada
Esta talvez seja a melhor maneira de utilizar análise com índices financeiros, pois permite uma 
visão combinada possível de avaliar a tendência do comportamento do índice em relação à 
tendência para o setor.
52 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Conforme Gitman (2006, p 193), antes de abordar índices específicos, devemos tomar as 
seguintes precauções:
1) Os índices com grandes desvios da norma só indicam sintomas de um problema. 
Uma análise complementar costuma ser necessária para isolar as causas do 
problema.
2) Um índice único muitas vezes não fornece informações suficientes para julgar o 
desempenho geral da empresa. Somente quando um grupo de índices é utilizado 
podem ser feitos julgamentos razoáveis.
3) Os índices que estão sendo comparados devem ser calculados usando-se as 
demonstrações efetuadas na mesma data durante o ano. Caso contrário, os efeitos 
da sazonalidade podem gerar conclusões e decisões errôneas.
4) É preferível utilizar demonstrações financeiras auditadas para análise de índices. 
Pois os dados nelas contidos podem não ser verdadeiros.
5) Os dados financeiros que estão sendo comparados devem ter sido desenvolvidos 
da mesma maneira.
6) Os resultados correm risco de serem distorcidos pela inflação, que pode fazer os 
valores contábeis do estoque e dos ativos depreciáveis diferirem muito de seus 
verdadeiros valores.
Estes são cuidados que se deve tomar para obter uma correta interpretação do resultado da 
análise de índices financeiros.
CATEGORIAS DE ÍNDICES FINANCEIROS
A seguir, apresentam-se alguns índices financeiros, não esgotando o assunto. Esses 
índices são os mais utilizados e permitem uma leitura confiável, se utilizadas as precauções 
anteriormente elencadas.
Para Gitman (2006, p. 194) os índices financeiros podem ser divididos em cinco categorias 
básicas: liquidez, atividade, endividamento, lucratividade e índices de mercado.
ÍNDICE DE LIQUIDEZ
A liquidez de uma empresa é medida por sua capacidade de satisfazer suas obrigações 
no vencimento. A liquidez se refere à solvência da posição financeira geral da empresa – a 
facilidade com a qual ela pode pagar suas contas.
53ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Índice	de	liquidez	de	curto	prazo
Esse índice mede a capacidade que a empresa tem para pagar suas obrigações no curto 
prazo. Faz uma relação dos valores a receber com os valores a pagar, no curto prazo. Mostra 
quantos reais ela tem para cada real de dívidas. A fórmula utilizada é a seguinte:
Índice de liquidez de curto prazo = ativo circulante/passivo circulante.
Um índice de curto prazo aceitável comumente citado é 2,0. Mas deve-se atentar aos 
componentes patrimoniais que originam este índice. O analista financeiro não deve se ater 
simplesmente ao índice, mas deve investigar a qualidade dos componentes. Veja o exemplo 
abaixo:
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa.............................1.000,00 Fornecedores....................15.000,00
Banco c/c......................4.000,00 Outras contas a pagar..........5.000,00
Duplicatas a receber....20.000,00 Total.................................20.000,00
Estoques......................15.000,00
Total.............................40.000,00
Aplicando a fórmula teremos: 40.000,00/20.000,00 = 2,0.
Isto quer dizer que a empresa tem R$ 2,00 para receber para cada R$ 1,00 de dívidas a pagar. 
Certamente apresenta uma situação de liquidez confortável. 
Ao analisar a qualidade dos componentes do ativo circulante esse índice pode não ser tão bom 
assim. Suponha que metade das duplicatas a receber sejam incobráveis e outra metade dos 
estoques seja de produtos não vendáveis, estoque obsoleto. Teríamos, então, um novo valor 
real para o ativo circulante:
54 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
AC = 22.500,00/20.000,00 = 1,12, ou seja, situação muito diferente da anterior, cujo índice 
representa risco de inadimplência.
Desta forma ,deve-se analisar, além do índice, a composição dos componentes patrimoniais.
Índice	de	liquidez	seca
Também chamado de quociente ácido, porque se extrai os estoques do valor do ativo circulante. 
O estoque representa o componente de menor liquidez do ativo circulante e sem ele o índice 
de liquidez contém apenas componentes facilmente convertidos em liquidez.
Acima de 1,0 é recomendado, mas sempre levando em consideração a qualidade dos 
componentes.
A fórmula utilizada é a seguinte:
Índice seco = Ativo circulante – estoques/passivo circulante.
Índice	de	liquidez	geral
Este índice retrata a saúde financeira, incluindo o longo prazo. Por isso chamada de liquidez 
geral.
Este índice é determinado pela seguinte expressão:
Liquidez Geral = Ativo circulante + ativo realizável em longo prazo/passivo circulante + Passivo 
exigível em longo prazo.
Índice desejado 2,0 ou acima, respeitada a qualidade dos componentes.
ÍNDICES DE ATIVIDADE
Os indicadores de atividade visam à mensuração das 
diversas durações de um ciclo operacional, o qual envolve 
todas as fases operacionais típicas de uma empresa, que 
vão desde a aquisição de insumos básicos ou mercadorias 
até o recebimento das vendas realizadas (NETO, 2003). F
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55ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Lembre-se
Lembre-se, os índices financeiros e as demonstrações contábeis de resultados, não podem 
ser parâmetros únicos para medir se uma determinada empresa está boa ou ruim. A análise 
de índices contribui para a empresa identificar os pontos fortes e pontos fracos. Isso deve 
ser feito por meio das comparações dos resultados da empresa com o resultado do setor, 
relacionando a outras informações, cabendo ao gestor tomar as ações corretivas.
Giro	de	estoque
O giro de estoque mede comumente a atividade do estoque de uma empresa. É calculado 
desta maneira:
Giro de estoque = Custo de produtos vendidos/estoque.
O giro de estoques só é significativo quando comparado ao de outra empresa no mesmo setor 
ou ao giro de estoqueanterior da empresa.
O giro de estoque pode ser convertido facilmente em uma idade média de estoque, dividindo-
-se por 360.
Em outras palavras: o giro de estoque significa quantas vezes o estoque médio da empresa 
foi vendido em um ano. Ele mede a velocidade das vendas. A idade média de estoque indica 
o tempo médio que os estoques ficam na empresa até serem vendidos.
Prazo	médio	de	recebimento
Mede a idade média das contas a receber. É útil para comprar com a política de crédito 
praticada pela empresa.
Por exemplo: a empresa concede, em média, 45 dias para seus clientes. Se o prazo médio 
de recebimento apontar para 50 dias, significa que a empresa recebe, em média, suas contas 
com atraso de 5 dias.
56 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Pode ser calculado da seguinte forma:
Prazo médio de recebimento = contas a receber/vendas médias diárias.
Vendas médias diárias = Vendas anuais/360
Prazo	médio	de	pagamento
Calcula a idade média das contas a pagar e pode ser calculado da seguinte forma:
Prazo médio de pagamento = contas a pagar/compras médias diárias.
Compras médias diárias = Compras anuais/360.
Giro do ativo total
Esse índice indica a eficiência com que a empresa utiliza seus ativos para gerar vendas. 
Quanto maior o índice melhor a utilização dos ativos. 
Pode ser calculado utilizando a fórmula:
Giro do ativo total = Vendas/ativos totais.
ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO
Groppelli diz que uma empresa pode tomar dinheiro emprestado em curto prazo, principalmente 
para financiar seu capital de giro, ou em longo prazo, sobretudo para comprar instalações 
ou equipamentos. Quando a empresa se endivida em longo prazo, compromete-se a efetuar 
pagamentos periódicos de juros – e liquidar o principal na data do vencimento. Para fazer isso, 
deve gerar lucro suficiente para cobrir os pagamentos das dívidas. Uma forma para descobrir 
o grau de endividamento de uma empresa é analisar vários índices de endividamento.
57ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Índice de endividamento geral
Esse índice indica o percentual de ativos totais que é financiado por capital de terceiros.
Pode ser calculado por meio da fórmula:
Índice de endividamento geral = exigível total/ativos totais.
Índice de capitais de terceiros/capital próprio (D/E)
Um índice de endividamento mais comum envolve a relação entre o capital de terceiros e o 
capital próprio.
Para calcular aplica-se a fórmula abaixo:
D/E = Passivo circulante + Passivo exigível a longo prazo/patrimônio líquido.
Índice de cobertura de juros
Mede a capacidade que a empresa tem de pagar juros. Este índice pode ser calculado 
aplicando a fórmula:
Índice de cobertura de juros = Lucro antes de juros e imposto de renda/juros do período.
Quanto maior for este índice, melhor será a capacidade de pagar juros da empresa.
ÍNDICES DE LUCRATIVIDADE
São índices que avaliam os lucros da empresa com relação a um dado nível de vendas ou ao 
investimento dos proprietários.
58 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
A demonstração, em geral, é feita em termos percentuais, para facilitar a interpretação dos 
resultados.
Margem bruta de lucro
A margem bruta mede a porcentagem de ganho da empresa na pura compra e venda. Pode 
ser calculada utilizando-se da fórmula a seguir:
Margem bruta de lucro – Lucros brutos/vendas x 100
Margem de lucro operacional
Mede a porcentagem de cada unidade monetária em vendas restantes depois que todos os 
custos e despesas são deduzidos. Calcula-se assim:
Margem de lucro operacional = Lucro operacional/vendas x 100
Margem	líquida	de	lucro
Mede a porcentagem restante depois de deduzidas todos os custos e despesas, inclusive juros 
e imposto de renda. A fórmula para o cálculo é a seguinte:
Margem líquida de lucro = Lucro líquido/vendas x 100
Retorno sobre o ativo total (ROA)
Mede a eficiência geral da administração a gerar lucros com seus ativos. Quanto mais alto o 
retorno sobre o ativo total da empresa, melhor. Pode ser calculado da seguinte maneira:
Retorno sobre ativo total = Lucro líquido/ativo total x 100
Retorno	sobre	o	patrimônio	líquido	(ROE)
Mede o ganho dos proprietários da empresa, já que o patrimônio líquido representa o montante 
dos sócios investido na empresa. Pode ser calculado pela seguinte fórmula:
Retorno sobre o patrimônio líquido = Lucro líquido/patrimônio líquido x 100
59ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
CAPITAL DE GIRO
Neto (2003) diz que o conceito de capital de giro apresenta usualmente diferentes interpretações 
que são aplicadas segundo os critérios e a natureza do estudo desenvolvido. Em virtude de 
terem sido esboçadas, muitas vezes, metodologias alternativas de cálculo de acordo com as 
definições consideradas, é fundamental que se descrevam os principais conceitos e formas de 
remuneração do capital de giro.
O capital de giro corresponde ao ativo circulante de uma empresa. Em sentido amplo, o capital 
de giro representa o valor dos recursos demandados pela empresa para financiar seu ciclo 
operacional, o qual engloba as necessidades circulantes identificadas desde a aquisição de 
matérias-primas até a venda e o recebimento dos produtos elaborados.
A figura desenvolvida por Neto, apresentada abaixo, retrata o fluxo de capital de giro de acordo 
com o ciclo de produção e venda de uma empresa industrial.
Fonte: Neto, 2003 - livro Finanças corporativas e valor
60 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO
É a interpretação mais usual. Representa, de maneira geral, o valor líquido das aplicações 
processadas no ativo circulante da empresa.
A forma mais direta de obter o capital de giro líquido, ou capital circulante líquido, como também 
é denominado, é mediante a simples diferença entre ativo circulante e passivo circulante, ou 
seja:
CGL (CCL) = Ativo circulante – passivo circulante.
O capital de giro líquido pode também ser entendido como a parcela do ativo circulante 
financiada pelos recursos de longo prazo da empresa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos, nesta segunda unidade, que existem várias maneiras para avaliarmos o desempenho 
de uma empresa. Qual a importância disto? Mensurar o que é rentável, tomar decisões sobre 
compra, venda etc.
Uma destas maneiras de avaliar desempenho refere-se à análise das demonstrações 
financeiras. 
Vimos, então, que podemos fazer isto de três modos. O primeiro consiste em estudar o 
conteúdo da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial. O segundo 
modo é analisar os demonstrativos de fluxo de caixa. E, por fim, o último modo é examinar as 
relações entre os demonstrativos de resultado e o balanço patrimonial, realizando uma análise 
de índices financeiros. 
Tudo isso é feito para que o administrador possa fazer um bom planejamento para a empresa.
Para que esta análise seja consistente, é preciso ter uma irretocável compreensão dos 
demonstrativos contábeis para elaborar relatórios, interpretar adequadamente a situação das 
entidades e elaborar um planejamento seguro. 
Você, como executivo financeiro, necessitará saber se a sua organização possui ou não 
liquidez, isto é, dinheiro para pagar as contas no vencimento certo. Empresa que não paga 
61ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
corretamente suas contas vive entrando em elevadas taxas de juros e comprometendo o 
resultado futuro. 
Na próxima unidade trataremos sobre o assunto liquidez, pois o tema é Caixa. Já ouviu falar? 
Pois bem, vamos continuar nossa leitura.
ATIVIDADES DE AUTOESTUDO
1) Por meio do Balanço Patrimonial gerado em 31/12/2011 da companhia Rede Verde, calcule 
os indicadores de liquidez seca e liquidez geral, mediante os dados do balanço a seguir.
Disponível: 1.200 Realizável em Longo Prazo: 7.500
Estoques:	14.000 Ativo permanente: 32.000Despesas Antecipadas: 1.500 Patrimônio	Líquido:	12.500
Clientes: 20.000 Exigível em Longo Prazo: 25.000
Ativo Circulante: 37.600 Passivo Circulante: 37.600
a) Liquidez Seca: Ativo Circulante – Estoques-Despesas = 
 Passivo Circulante 
b) Liquidez Geral: Ativo Circulante + Realiz.Longo Prazo = 
 Passivo Circulante + Exigível em Longo Prazo 
2-	 Na	análise	financeira	com	o	uso	de	 índices,	segundo	Gitman,	pode-se	aplicar	a	análise	
setorial, análise da série-temporal e a análise combinada. Explique o processo de cada 
uma. 
3-	 Com	base	nos	demonstrativos	financeiros	a	seguir:
62 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
CONTA 2007 2008 2009
ATIVO
CIRCULANTE 175.300 197.450 222.950
DISPONÍVEL
Caixa 8.500 10.100 11.950
Bancos c/c 17.500 21.200 20.000
CRÉDITOS 76.300 79.150 91.000
Dupl. a receber 85.300 89.850 102.000
(-) Dupl. descontadas 12.200 15.900 17.000
Adiantamento a funcionários 3.200 5.200 6.000
ESTOQUES 73.000 87.000 100.000
Produtos prontos 48.000 57.000 62.000
Matéria-prima 25.000 30.000 38.000
63ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ARLP
NP a receber 10.000 10.000 0
PERMANENTE 252.000 234.000 231.000
INVESTIMENTOS
Ações 20.000 20.000 20.000
IMOBILIZADO
Veículos 30.000 30.000 30.000
Máquinas 40.000 40.000 55.000
Prédios 100.000 100.000 100.000
Terrenos 80.000 80.000 80.000
(-) Depreciação acumulada 18.000 36.000 54.000
T O T A L A T I V O 437.300 441.450 453.950
PASSIVO
CIRCULANTE 96.000 99.500 115.100
Fornecedores 48.000 53.000 102.000
Impostos a pagar 15.000 8.500 13.100
Empréstimos 33.000 38.000 0
PELP
Financiamentos 80.000 40.000 20.000
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 261.300 301.950 318.850
CAPITAL SOCIAL
Integralizado 161.300 165.950 166.850
RESERVAS
Legal 40.000 55.000 60.000
LUCROS OU PREJ. ACUMULADO
Lucros 60.000 81.000 92.000
 T O T A L D O P A S S I V O 437.300 441.450 453.950
64 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
CONTA 2007 2008 2009
Receita bruta 1.700.000 2.100.000 2.800.000
( -) Deduções
Devoluções 50.000 94.000 102.000
Impostos sobre vendas 85.000 107.000 140.000
= Receita Líquida 1.565.000 1.899.000 2.558.000
(-) CPV 798.000 1.100.000 1.412.000
= Resultado bruto 767.000 799.000 1.146.000
(-) Despesa administrativa 357.000 370.000 405.000
(-) Despesa com vendas 208.000 270.000 380.000
+ Receita Financeira 10.000 35.000 25.000
(-) Despesa financeira (juros pagos) 27.000 38.000 12.000
= Resultado operacional 185.000 156.000 374.000
(-) Despesa não operacional 15.000 0 0
= Resultado antes da CS e IR 170.000 156.000 374.000
(-) CS e IR 42.500 39.000 93.500
= Lucro líquido 127.500 117.000 280.500
Informações complementares:
Saldos em 31/12/2006:
Dupl. a receber = 72.000 Estoques = 60.000 Fornecedores = 48.000
Prazo concedido para os clientes = 15 dias
Prazo obtido dos fornecedores = 25 dias
Calcule os índices de liquidez, atividade, endividamento e lucratividade para cada exercício e 
elabore um relatório técnico evidenciando a situação econômico-financeira da empresa.
UNIDADE III
FINANCIAMENTOS
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Objetivo de Aprendizagem
•	 Aprender	sobre	a	administração	financeira	de	curto	prazo.	Gitman	diz	que	setenta	
porcento	do	tempo	gasto	pelos	administradores	financeiros	é	com	as	decisões	de	
curto prazo, que é o dia a dia da empresa. Logo, é de vital importância a correta 
compreensão das ferramentas disponíveis para a tomada de decisões no curto 
prazo.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Administração	financeira	de	curto	prazo
•	 Disponibilidades
•	 Política	de	crédito	–	duplicatas	a	receber
•	 Administração	financeira	de	estoques
•	 O	financiamento	em	curto	prazo
•	 Fontes	espontâneas	de	financiamento	em	curto	prazo
•	 Fontes	de	financiamento	em	curto	prazo	sem	garantia
67ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
A administração financeira de curto prazo contempla as ações do dia a dia do gerente 
financeiro, já que envolve decisões relacionadas à gestão do caixa, da política de crédito, 
da administração dos estoques, bem como as fontes de financiamento para as atividades da 
empresa.
Conforme já foi mencionado, Gitman diz que setenta porcento do tempo dos gerentes 
financeiros é gasto com a administração de curto prazo. É de fundamental importância o 
domínio destes instrumentos, por isso convidamos o estudante a fazer uma leitura detalhada 
dos textos, refletir e compreender o conteúdo e, por fim, resolver os exercícios propostos.
É importante que se inicie esta discussão definindo liquidez. Que nada mais é do que algo 
facilmente transformado em dinheiro e sem perda significativa em seu valor. Podemos dizer, 
então, que o caixa representa o grau máximo de liquidez do grupo do ativo circulante, já que é o 
próprio dinheiro. O critério do grau decrescente de liquidez será aqui utilizado para a ordem das 
contas que serão estudadas. Com isto teremos a conta caixa em primeiro lugar, posteriormente 
a política de crédito, cuja conta principal são as duplicatas a receber e finalmente os estoques,que representam o menor grau de liquidez entre as contas do ativo circulante.
No lado do passivo circulante iremos estudar as principais fontes de financiamento de curto 
prazo, que são as espontâneas sem custo financeiro como, por 
exemplo, os fornecedores e aquelas com custo financeiro, no 
caso de empréstimos.
CAIXA
Para conhecer os principais instrumentos de administração do 
caixa, iniciamos pelo estudo do ciclo de caixa. Para Gitman (2006), 
é o ponto central da administração financeira de curto prazo.
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68 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Para encontrar o ciclo de caixa precisa-se, inicialmente, apurar o ciclo operacional, que é o 
período de tempo desde o início do processo de produção até a data de recebimento do dinheiro 
da venda do produto acabado. O ciclo operacional abrange duas importantes categorias de 
ativos de curto prazo: estoques e contas a receber.
Para compreender melhor o ciclo operacional podemos dizer que é o tempo transcorrido 
entre o pedido da matéria-prima e o recebimento do dinheiro proveniente da venda do produto 
elaborado com esta matéria-prima. 
Pode-se imaginar o momento em que a matéria-prima é efetivamente pedida, começa 
a contagem de tempo, inclui o transporte até a empresa, o tempo que ela permanece no 
estoque, mais o período em que está em transformação, depois o produto pronto vai para o 
estoque a espera de cliente, temos ai parte do ciclo operacional, que denominamos tempo de 
estoque. No momento em que se encontra o comprador para este produto, inicia o período de 
cobrança, que consiste no prazo concedido ao cliente para efetuar o pagamento. O somatório 
de todo tempo de estoques na matéria-prima e do produto pronto com o período de crédito 
concedido ao cliente, resulta no ciclo operacional.
O ciclo operacional pode ser escrito com a fórmula abaixo:
 Co + PME + PMC
Co = Ciclo operacional
PME = Período médio de estoque
PMC = Período médio de cobrança
Agora sim podemos conhecer o ciclo de caixa. 
Ciclo de caixa é o tempo em que os fundos da empresa estão parados, ou seja, utilizados para 
financiar a atividade.
É importante conhecer o PMP (Período médio de pagamento), pois este é o prazo que o 
69ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
fornecedor concede à empresa e este prazo é fundamental para ajudar a financiar o ciclo de 
caixa. Quanto maior o prazo concedido pelo fornecedor, menor será a necessidade de caixa 
da empresa.
A fórmula para calcular o ciclo de caixa é a seguinte:
Cc = Co – PMP
Cc = Ciclo de caixa
Co = Ciclo operacional
PMP= Período médio de pagamento
Fonte: Adm. Financeira – Gitman (2006)
70 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Exemplo:
A empresa faz o pedido de matéria-prima e demora 5 dias para recebê-la, fica no estoque de 
materiais por mais 4 dias. Vai para o processo de produção onde fica por mais 3 dias até o 
produto ficar pronto. O produto vai para o estoque a espera de um comprador durante 5 dias. 
O comprador aparece e recebe mais 45 dias de prazo da empresa para efetuar o pagamento.
A empresa obteve 30 dias de prazo do fornecedor de matéria-prima.
Com esses dados podemos, facilmente, calcular o ciclo operacional e o ciclo de caixa, basta 
utilizar as fórmulas acima:
Co = PME + PMP ou seja:
Co = 5 dias + 4 dias + 3 dias + 5 dias + 45 dias
Co = 62 dias
Cc = Co - PMP
Cc = 62 - 30
Cc = 32 dias
Esse resultado quer dizer que a empresa precisa ter caixa para financiar 32 dias do seu ciclo 
operacional, já que 30 dias são cobertos pelo fornecedor.
Em resumo: quanto menor for o ciclo de caixa melhor.
Os esforços dos gerentes financeiros, então, devem ser no sentido de diminuir ao máximo o 
ciclo de caixa, ou seja, utilizar o mínimo de recursos próprios possível.
Para reduzir o ciclo de caixa podem-se apresentar algumas providências:
- Reduzir os prazos envolvidos no período médio de estoque.
- Reduzir o prazo concedido aos clientes (PMC).
71ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
- Negociar prazos maiores com os fornecedores (PMP).
Em relação à idade média dos estoques, pode-se melhorar a logística, ou seja, a estrutura 
de transporte e locomoção dos insumos, melhora de tecnologia para apressar o processo de 
produção entre outros.
Já na redução do prazo concedido aos clientes deve-se tomar cuidado com o prazo oferecido 
pela concorrência, pois uma simples redução deste prazo pode resultar em perda de vendas.
Para obter prazos maiores dos fornecedores é necessário negociar e ter um leque de 
fornecedores, para que a empresa consiga avaliar as melhores opções.
Agora que já conhecemos o ciclo de caixa, seu método de cálculo e sua importância, podemos 
avançar na sequência das contas do ativo circulante, pelo grau decrescente de liquidez e 
encontrados as contas a receber, cujo componente mais importante são as duplicatas a 
receber, originadas das vendas a prazo que, por última análise, são decorrentes da política de 
crédito das empresas.
ELEMENTOS DE UMA POLÍTICA GERAL DE CRÉDITO
Neto (2003) diz que de acordo com o enfoque usualmente adotado, o estabelecimento de uma 
política de crédito envolve, basicamente, o estudo de quatro elementos, a saber: análise dos 
padrões de crédito, prazo de concessão, descontos financeiros por pagamentos antecipados 
e políticas de cobrança.
Análise	dos	padrões	de	crédito
No processo de análise de risco, conforme deve a empresa também fixar seus padrões de 
crédito, ou seja, requisitos de segurança mínimos que devem ser atendidos pelos clientes para 
que se conceda o crédito.
72 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Gitman (2006) utiliza-se dos cinco Cs como técnica para seleção de crédito, a saber:
Caráter: o registro do solicitante em satisfazer as obrigações anteriores.
Capacidade: a capacidade do solicitante de pagar o crédito solicitado, ou seja, sua capacidade 
de liquidez.
Capital: análise da dívida do solicitante em relação ao patrimônio líquido.
Colateral: o montante de ativos que o solicitante tem disponível para usar como garantia ao 
crédito; e
Condições: condições econômicas atuais, gerais e específicas ao setor e quaisquer condições 
exclusivas envolvendo uma transação específica.
Nota-se que a aplicação dos cinco Cs diminui o risco de vender para clientes que não têm 
condições para pagar suas dívidas posteriormente, ou mesmo vender para quem não quer 
efetuar o pagamento.
Prazo	de	concessão	de	crédito
O prazo de concessão de crédito refere-se ao período de tempo que a empresa concede a 
seus clientes para pagamento das compras realizadas. Esse prazo é normalmente medido em 
número de dias representativo do mês comercial (por exemplo: 30 dias, 60 dias etc.), sendo 
normalmente contado a partir da data da emissão da fatura.
Para Neto (2003), o ideal seria a realização das vendas totalmente à vista, pois além da 
inexistência das despesas provenientes do crédito, não teria que assumir custos financeiros 
nos valores a receber, nem tampouco correr o risco da inadimplência. 
A definição de prazos de concessão de créditos depende de vários fatores, mas o principal é 
a política adotada pela concorrência. 
73ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
DESCONTOS FINANCEIROS POR PAGAMENTOS ANTECIPADOS
Neto define o desconto financeiro como o abatimento no preço de venda efetuado quando 
os pagamentos das compras realizadas forem feitos à vista ou a prazos bem curtos. Da 
mesma forma que o prazo de concessão de crédito, o desconto financeiro por pagamentos 
antecipados, podem afetar todos os seus elementos.
Existe	outra	definição	para	pagamentos	antecipados	que	é	feito	quando	o	primeiro	pagamento	é	efet-
uado	no	ato	do	financiamento,	considerando	como	entrada,	neste	caso	veja	o	exemplo	abaixo.
Seu	João	adquiriuum	financiamento	 junto	ao	banco	no	valor	de	R$	3.000,00	por	um	prazo	de	12	
meses para pagar, a taxa de 1,5% ao mês. Qual o valor das prestações, sendo que a primeira parcela 
foi paga antecipadamente?
PV: 3.000,00 
I: 1,5 ao mês
N: 12 meses
PMT?
Teclado	financeiro	HP	12C		
								g						BEG	(Begin	significa	prestação	antecipada	para	o	início	do	período)
 3.000 CHS PV
 12 n
 1,5 i
 PMT R$ 270,98 (Esse é o valor da parcela antecipada)
Mais adiante vamos conhecer uma fórmula matemática para calcular a conveniência ou não de 
se oferecer algum desconto financeiro.
74 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Políticas de cobrança
As políticas de cobrança devem levar vários aspectos em consideração, por exemplo: se o 
prazo for aumentado certamente a empresa terá aumentos em suas vendas. Por outro lado, 
precisa investimento maior em duplicatas a receber, já que mais clientes irão levar mercadorias 
e pagar mais adiante.
Com o aumento das vendas as perdas com incobráveis tendem a aumentar. Neste caso, 
precisa-se confrontar estas variáveis.
As variáveis-chave segundo Gitman (2006), são as seguintes:
- Volume de vendas.
- Investimento marginal em duplicatas a receber.
- Incobráveis.
-	 Custo	do	desconto	financeiro.
Para avaliar alterações na política de crédito pode-se aplicar os cálculos seguindo as fórmulas 
abaixo:
1- Contribuição adicional para o lucro líquido. 
 CAL = Venda adicional x (preço de venda – custo variável unitário).
2- Investimento marginal em duplicatas a receber.
 IMDR = Custo variável unitário x quantidade vendida/giro das contas a receber.
 Giro das contas a receber = 360/período médio de cobrança.
3- Custo com incobráveis marginais.
 C Inc = Quantidade de vendas x preço unitário x porcentagem de incobráveis.
4-	 Custo	com	desconto	financeiro	para	pagamento	antecipado.
 C DF = Quantidade vendida a prazo x preço unitário x porcentagem das vendas que irão 
aproveitar	o	desconto	x	percentual	do	desconto	financeiro.
75ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Acompanhe os exemplos abaixo:
Inicialmente vamos alterar apenas o prazo concedido aos clientes. 
Atualmente a empresa venda 3.000 unidades de seu produto, ao preço unitário de R$ 20,00 
e o custo variável por unidade é de R$ 9,00. O prazo que concede atualmente é de 45 dias e 
pretende elevá-lo para 60 dias. Com o prazo maior, acredita-se que as vendas aumentarão em 
20%. A empresa exige uma taxa de retorno para seus investimentos na ordem de 15%.
Os incobráveis representam 2% das vendas e com o aumento de vendas devem passar para 
3%.
Avalie a viabilidade desta proposta.
Solução:
1- Contribuição adicional ao lucro líquido
 CAL = 600 x (R$ 20,00 – R$ 9,00)
 CAL = 600 x R$ 11,00
 CAL = 6.600,00
2- Investimento marginal em duplicatas a receber
 IMDR = 3.000 x R$ 9,00/8 = 27.000,00/8 = R$ 3.375,00 (com o prazo atual)
 IMDR = 3.600 x R$ 9,00/6 = 32.400,00/6 = R$ 5.400,00 (com o prazo novo)
O investimento marginal (adicional) deverá ser de:
R$ 5.400,00 - R$ 3.375,00 = R$ 2.025,00
O custo financeiro é de 15% = R$ 303,75 (R$ 2.025,00 x 15% = R$ 303,75)
3- Custo marginal com incobráveis
 C Inc = 3.000 x R$ 20,00 x 2% = R$ 1.200,00 (Incobráveis atuais)
 C Inc = 3.600 x R$ 20,00 x 3% = R$ 2.160,00 (Incobráveis novos)
 Acréscimo em incobráveis = R$ 2.160,00 - R$ 1.200,00
 Acréscimo em incobráveis = R$ 960,00
Em resumo:
Aumento no lucro líquido R$ 6.600,00
Aumento no IMDR R$ (303,75)
76 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Aumento com incobráveis R$ (960,00)
Ganho líquido R$ 5.336,25
Como o resultado se refere a um ganho líquido, podemos concluir que a proposta da empresa 
pode ser aceita.
Em um segundo momento, vamos considerar a situação inicial da empresa, mas agora ela 
pretende introduzir um desconto financeiro para antecipação de recebimento.
Veja o cálculo abaixo para avaliar a viabilidade da proposta de introduzir um desconto financeiro 
de 3% para quem antecipar o pagamento. Presume-se que 60% dos clientes irão aproveitar o 
desconto financeiro. Note que o prazo médio de cobrança deve cair para 30 dias e as vendas 
terão aumento de 10% e os incobráveis não devem sofrer alteração.
1- CAL = 300 x (R$ 20,00 – R$ 9,00)
 CAL = 300 x 11,00
 CAL = 3.300,00
2- IMDR = 3000 x R$ 9,00/8
 IMDR = R$ 27.000.00/8
 IMDR = R$ 3.375,00 (situação atual)
 IMDR = 3.300 x R$ 9,00/12
 IMDR = R$29.700,00/12
 IMDR = R$ 2.475,00 (situação futura)
 R$ 3.375,00 - R$ 2.475,00 = R$ 900,00 x 15% = R$ 135,00
3- C DF = 3.300 x 
 C DF = 3.300 x R$20,00 x 0,60 x 0,03 = 1.188,00
 RESUMO:
 CAL = R$ 3.300,00
 IMDR = R$ 135,00
 C.DF = R$ (1.188,00)
 TOTAL = R$ 2.247,00
A proposta poderá ser aceita, pois o aumento nas vendas (de 10%) irá provocar aumento nos 
lucros de R$ 3.300,00 e a necessidade menor de investimentos em duplicatas a receber trará 
um ganho de R$ 135,00, que cobrem tranquilamente o valor que será dado em descontos, que 
é de R$ 1.188,00, restando, ainda positivo, R$ 2.247,00 para acrescentar ao lucro líquido da 
empresa. 
77ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DOS ESTOQUES
Groppelli (2006) diz que o principal propósito da administração de estoques é determinar e 
manter um nível de estoque que assegure o atendimento pontual dos pedidos dos clientes em 
quantidade satisfatória. Entretanto é dispendioso porque mobiliza um dinheiro que não rende 
juros nem gera renda.
Talvez esse seja o item do ativo circulante de uma empresa 
que precisa de maior perícia para a correta administração. 
Não deve haver lotes grandes demais, já que representa 
dinheiro para o custo financeiro e nem lotes insuficientes 
para atender aos pedidos dos clientes.
Manter a quantidade ideal é fundamental para o gerente financeiro otimizar os recursos e 
maximizar os lucros da empresa.
A seguir, serão apresentadas algumas técnicas para gerenciar o estoque.
Sistema ABC
Esta técnica classifica os estoques em três grupos, A, B e C. O grupo A inclui os itens de 
maior investimento em dinheiro. Em geral, esse grupo consiste em 20% dos itens de estoque 
da empresa, mas responde por 80% de seu investimento total em estoque. O grupo B consiste 
em itens que respondem por 30% dos itens e aproximadamente 15% do valor do investimento 
em estoque. Já o item C representa 50% dos itens em estoque, mas o valor não passa de 5% 
do total do investimento em estoques.
Nota-se que a empresa deve ter atenção total para os itens do grupo A, que representam a 
maior parte absoluta do valor de estoques. Já o grupo C é númeroso em quantidade, mas 
representa uma soma em dinheiro muito pequena e pode ser controlado por métodos simples 
e nada custosos.
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78 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Modelo do lote econômico de compra (LEC)
Uma das técnicas mais comuns para determinar o tamanho ótimo do pedido. Esse modelo 
considera vários custos de estoque e, então, determina qual deles minimiza o custo total do 
estoque. Os custos de pedir incluem os custos fixos administrativos de colocar e receber 
pedidos. Os custos de pedir são estabelecidos em dinheiro por pedido. Os custos de 
manter são os custos variáveis, por unidade, de manter um item em estoque por um período 
específico de tempo. Pode-se citar os custos de armazenamento, de seguro, de deterioração 
e obsolescência e o custo de oportunidade do valor investido. 
Matematicamente pode ser calculado pela fórmula:
 Lec=√2x5x0			
 S = consumo, em unidades por período.
 O = custo de pedir por pedido.
 C = custo de manter, por unidade e por período.
 Q = quantidade do pedido em unidades.
Vejamos um exemplo:
Uma empresademanda 36.000 unidades de um item por ano. O custo por pedido é de R$ 3,00 
e o custo para manter uma unidade em estoque é R$ 1,50. Calcule a quantidade que minimiza 
o custo do estoque, utilizando o modelo do lote econômico de compras.
 Q = 2 x 36000 x R$ 3,00/R$ 1,50
 Q = 144.000
 Q = 379,47 unidades.
Ponto de pedir (reencomenda ou ponto de suprimento)
Agora que a empresa já sabe quanto pedir (LEC) precisa definir quando pedir. O ponto de 
pedido reflete a quantidade diária consumida pela empresa e o tempo que leva para receber 
c
79ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
um pedido. Matematicamente pode ser assim calculado:
 PP = tempo de reposição x uso diário
Aproveitando o exemplo acima, vamos considerar que a empresa trabalha 360 dias por ano e 
leva dias para receber os insumos a partir da data do pedido, logo:
 PP = 2 x 100 = 200 unidades.
Se a empresa consome 36.000 unidades por ano de 360 dias, tem-se uma demanda diária de 
100 unidades. O tempo para receber o pedido é de 2 dias, então quando a empresa estiver 
com 200 unidades em estoque fará um novo pedido. 
Exercícios
1- Apresente as variáveis-chave a serem consideradas caso a empresa decida introduzir um 
desconto	financeiro	para	clientes	que	queiram	antecipar	os	pagamentos,	bem	como	a	dire-
ção de mudança e o efeito sobre os lucros para cada uma.
2- Uma empresa pretende fabricar lotes maiores para reduzir seus custos de preparação 
associados à produção de seu produto. A redução total anual em custos de preparação foi 
estimada em R$ 20.000,00. Como consequência dos lotes maiores de produção, é espera-
do que o investimento médio em estoques aumente de R$ 340.000,00 para R$ 460.000,00. 
A empresa pode ganhar 20% por ano em investimentos igual risco. 
 Avalie a proposta da empresa e faça uma recomendação.
3- Uma fábrica está contemplando aumentar seu período de crédito de 45 para 60 dias e 
acredita que como resultado desta mudança suas vendas atuais de 23.000 unidades irão 
aumentar em 25%. O preço de venda por unidade é de R$ 65,00 e o custo variável unitário 
é de R$ 42,00. Os incobráveis devem aumentar de 2% para 3%. O retorno exigido é de 
15%. Avalie esta proposta e faça uma recomendação à empresa. 
4- Considere as informações abaixo e responda o que se pede:
 a) Qual o ciclo de caixa?
	 b)	Qual	o	valor	para	financiar	o	ciclo	de	caixa	do	item	“a”?
80 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
 c) Qual o custo para manter o ciclo de caixa de “a”?
 d) Caso a empresa consiga reduzir o ciclo de caixa de “a” em 5 dias, qual será o custo para 
manter o novo ciclo?
 Informações:
 IME = 23 dias PMC = 45 dias PMP = 50 dias
 Taxa de retorno = 12% a.a.
 Custo operacional anual = 18.000.000,00
 OBS.: Co = IME + PMC Cc = Co – PMP
5- A empresa apresenta as seguintes projeções para entrada e saída de seu caixa. 
 Com base nestas informações pede-se para estruturar um planejamento de caixa para os 
meses abril, maio e junho, bem como produzir um relatório de análise dos saldos de cada 
mês, considerando como ideal um saldo de 10% do valor da venda bruta do respectivo 
mês.
 Previsão de vendas: fev. 80.000 mar. 85.000 abr. 90.000 maio. 100.000 e jun. 110.000
 Condições de vendas: 10% à vista; 20% 30 dias e 70% 60 dias.
 Compras: representam 60% das vendas de cada mês e serão pagas nas mesmas condi-
ções.
 Impostos: 7% de ICMS; 3% de COFINS e 0,65% de PIS, incidentes sobre as vendas do 
mês anterior.
	 Salário	fixo	e	mensal	de	10.000,	encargos	de	35%	sobre	os	salários.
 Saldo inicial de caixa: 5.000,00
FONTES DE FINANCIAMENTO
Dileep Rao (2003) escreveu os vinte e cinco princípios para a empresa captar dinheiro e 
crescer. Entre outras afirmações diz que DINHEIRO GERA DINHEIRO.
Será que dinheiro gera dinheiro, mesmo quando se tratar de recursos de terceiros, de 
financiamentos? Cujo recurso tem prazo e condições para ser devolvido, além de encargos 
financeiros, caros muitas vezes.
81ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Vamos conhecer os princípios defendidos pelo autor:
Princípio 1: planeje com antecedência.
Isso pode parecer óbvio, mas existe um número surpreendentemente elevado de 
empreendedores que esperam até o último momento para procurar financiamentos. Só que 
nessa hora seu desespero torna-se visível – o que deixa os potenciais fornecedores de 
empréstimos desconfiados.
Princípio	2:	defina	quanto	dinheiro	você	precisa,	quando	irá	precisar	dele	e	como	irá	
usá-lo.
Essas são três primeiras perguntas que qualquer financiador irá fazer, e você precisa ter 
respostas concretas e detalhadas para demonstrar credibilidade.
Princípio	3:	eventos	e	forças	que	afetam	as	necessidades	de	caixa.
Não há nada que evolua totalmente de acordo com o planejado. Algumas circunstâncias 
podem afetar sua necessidade de caixa e você precisa saber como lidar com as mudanças.
Princípio	4:	onde	você	deve	procurar	dinheiro?
Procure dinheiro na fonte certa. Devido à especialização dos mercados financeiros nos últimos 
anos, a maior parte das instituições oferece algumas modalidades de financiamento. Se você 
recorrer ao tipo inadequado de instituição financeira para tentar obter qualquer modalidade de 
financiamento, irá perder tempo e esforço.
Princípio 5: compatibilize suas necessidades com as metas de risco dos financiadores.
Para tornar mais fácil sua tarefa de procurar por financiamento, você precisa compatibilizar as 
fontes financeiras e as suas necessidades. Os financiadores têm capacidades diferentes de 
financiar e absorver riscos. 
82 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Princípio	6:	amigos	e	familiares:	o	que	eles	podem	fazer	por	você.
Se você não tem histórico de empréstimos, amigos e familiares costumam ser os únicos que 
podem investir no seu negócio. O dinheiro deles vai lhe dar condições de provar quem você é 
a outros investidores.
Princípio	7:	há	vários	tipos	de	financiadores.	Escolha	o	mais	adequado	à	você.
Informe-se sobre os diferentes tipos de instituições que emprestam dinheiro, incluindo 
fornecedores, empresas de leasing entre outros.
Princípio	 8:	 explore	 um	 amplo	 leque	 de	 alternativas	 para	 definir	 onde	 procurar	
financiamento.
Empreendedores costumam descartar algumas fontes de financiamento atraentes porque não 
dedicam suficiente tempo e esforço para descobrir o que existe à sua disposição. O mais 
comum é que eles conversem apenas com uma ou duas pessoas. Isso é um erro. Deve-se 
explorar todas as alternativas, mesmo que leve tempo.
Princípio 9: disponibilidade para financiamento em agências de desenvolvimento.
Uma das ironias do financiamento é que seu custo é mais alto para aqueles que menos podem 
pagar por ele. O risco afeta o custo do dinheiro, e geralmente considera-se que nas empresas 
menores o risco é mais alto.
A boa notícia para essas empresas é que existe um tipo de financiador que não leva tanto em 
conta a lei do financiamento que diz que o retorno deve contrabalançar o risco: as instituições 
de financiamento do desenvolvimento. Em geral são públicas.
Princípio	10:	o	processo	para	levantar	financiamento.	O	que	parece	fácil	pode	se	revelar	
o mais difícil.
83ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Existem muitas maneiras para se levantar dinheiro para o seu negócio. Muitas operações 
requerem garantias variadas, projetos para análise de viabilidade, entre outras exigências 
burocráticas. Aconselha-se sempre ter por perto um advogado e um técnico da área financeira.
Princípio	11:	associe	investidores	aos	instrumentos	de	investimento	adequados.
Os investidores têm apetites diferentes para o risco. O risco pode ser influenciado pelo estágio 
do negócio, pela vantagem competitiva e pela propriedade de tecnologia, pela competência e 
experiência da administração e por muitos outrosfatores.
Princípio 12: compreenda os estágios do negócio, seu custo e impacto da diluição do 
controle acionário.
As fontes de financiamento devem ser compatíveis com seu estágio e histórico. Os 
financiadores classificam os negócios segundo o ponto em que eles se encontram dentro do 
ciclo de desenvolvimento.
Princípio	13:	selecione	os	instrumentos	financeiros	adequados	para	atingir	suas	metas.
Existem dois grandes grupos de recursos: o endividamento e a venda de ações.
Princípio	14:	use	instrumentos	conversíveis,	garantias	e	opções	em	proveito	próprio.
Os instrumentos híbridos são úteis quando a companhia precisa de financiamentos por meio 
de ações, enquanto os investidores querem juros sobre a dívida, melhor garantia do que a 
obtida por meio da propriedade de ações ordinárias ou preferenciais, pagamento do principal 
e a perspectiva de ganhar com o aumento no valor de suas garantias.
Princípio	15:	alavancagem	ou	mix	adequado	entre	venda	de	ações	e	endividamento	na	
estrutura de capital da empresa.
A estrutura de capital inclui tanto endividamento como a venda de ações para financiar os 
84 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ativos da empresa. Esse mix é frequentemente descrito como alavancagem e significa o 
montante de dívida dividido pela base de ações, o que é tipicamente medido por uma relação 
“endividamento/ações emitidas”.
Princípio 16: compare cuidadosamente os diversos custos do financiamento.
Examine o custo total de cada tipo de capital, incluindo não apenas a taxa de juros e os 
pagamentos da dívida, mas também considerações a respeito da diluição, risco, controle, 
flexibilidade e reservas.
Princípio	17:	para	crescer,	é	preciso	controlar	a	empresa	por	meio	de	desempenho.	Mas	
não concentre demais o controle.
A maneira pelo qual você financia seu negócio irá afetar o controle que você tem sobre ele. 
Obter dinheiro vendendo ações é mais fácil se você procura controle por meio de desempenho, 
e não por meio de ações.
Para manter 100% de controle sobre o negócio:
•	 não venda ações a ninguém;
•	 não tome dinheiro emprestado;
•	 não contrate funcionários para postos-chave;
•	 não obtenha nenhum recurso (tecnologia) de uso restrito.
Princípio	18:	use	reservas	de	patrimônio	líquido	para	necessidades	de	capital	de	giro	e	
despesas de desenvolvimento.
Os financiadores estão mais inclinados a emprestar tendo como garantia ativos permanentes 
em vez de ativos correntes. Isso porque os bens permanentes não costumam desaparecer em 
caso de ação judicial, já os bens correntes, como estoques, facilmente desaparecem.
85ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Princípio	19:	ao	oferecer	ações,	avalie	o	negócio	do	modo	mais	justo	e	preciso	possível.
Em transações que envolvam capital aberto, a avaliação do valor da companhia é muito 
importante, porque afeta a proporção de ações das quais se abre mão.
Princípio 20: leia as cláusulas dos contratos de financiamento. Todas admitem 
flexibilidade.
As cláusulas são os itens do contrato que você assina para obter um empréstimo ou 
investimento. Existem cláusulas positivas e negativas.
Princípio	21:	não	corra	risco	com	taxas	de	juros	flutuantes.	Opte	por	taxas	fixas	que	
permitam obter lucro.
O que é melhor: ter algum lucro, embora relativamente pequeno, ou lançar sua companhia na 
incerteza para conseguir lucros altamente flutuantes?
Princípio 22: teste a capacidade do negócio de gerar rendimentos positivos e fluxo de 
caixa.
Não desperdice dinheiro com coisas supérfluas.
Princípio	23:	monitore	suas	projeções.	Talvez	precise	de	mais	dinheiro	ou	precise	dele	
antes	do	que	você	espera.
O primeiro passo para monitorar é compreender suas projeções. Isso exige que você faça 
suas próprias projeções ou tenha um papel ativo quando seu contador ou consultor as fizer.
Princípio	24:	mantenha	seus	financiadores	informados.	Não	espere	até	o	último	minuto,	
especialmente se as notícias forem ruins.
Muitos empreendedores acreditam que guardar para si as notícias ruins lhes dará tempo para 
tentar consertar o estrago.
86 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Quando os relatórios atrasam ou nem chegam aos financiadores, surgem as desconfianças.
Princípio 25: seu planejamento para financiamento futuro nunca está concluído.
Não importa que tipo de negócio você dirija – uma loja familiar de varejo, uma companhia de 
alta tecnologia com rápido crescimento ou uma fábrica de porte médio – deve sempre fazer 
planos para futuros financiamentos.
5	fontes	de	financiamentos	para	as	pequenas	empresas
São Paulo - Que dinheiro é ponto fundamental para começar ou aumentar um negócio até os mar-
cianos estão cansados de saber. O problema é que a falta dele também é uma situação recorrente 
nas empresas. Mas antes de sair pedindo empréstimos nos bancos, é importante ter em mente qual 
a	finalidade	e	qual	será	o	prazo	para	retorno.	“A	dica	é	tentar	entender	o	que	soluciona	o	problema	de	
forma mais rápida e barata”, diz Márcio Iavelberg, sócio da Blue Numbers, consultoria especializada 
em	finanças	para	pequenas	e	médias	empresas.
A professora Dariane Fraga Castanheira, do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvi-
mento da Fundação Instituto de Administração (Proced/FIA), diz que é importante mostrar segurança 
para o banco na hora de pedir recursos. “Toda empresa tem que atualizar anualmente o plano de 
negócios. O banco quer garantia de que o cliente vai pagar a conta”, explica. Vale lembrar que con-
versar com sócios e até com o gerente do banco é uma prática saudável para evitar fazer uma es-
colha	errada.	Confira	a	lista,	elaborada	com	a	ajuda	dos	especialistas,	das	opções	mais	procuradas	
e quando usá-las. 
1) Cheque especial: ele é o vilão de muitas contas físicas e jurídicas. É uma opção para situações 
emergenciais e quando o empresário sabe que poderá pagar a dívida em um prazo de poucos dias. 
“Ele pode ser vantajoso nestas circunstâncias. Juros mais altos, mas por poucos dias compensa. Até 
porque um empréstimo cobra outras coisas, como IOF e taxa de contrato”, ensina Márcio. 
2) Conta garantida: é parecida com o cheque especial, mas pode ter juros um pouco mais baixos. É 
uma	linha	de	crédito	rotativo,	que	pode	ser	usada	para	qualquer	finalidade.	“O	empresário	usa	o	valor	
e paga juros sobre o limite que pediu”, conta Márcio. 
3) Leasing: esta é uma opção de médio em longo prazo, indicada para adquirir máquinas, veículos 
e outros equipamentos. Depois de pagar as prestações, a pessoa pode optar por comprar o bem ao 
final	do	contrato.	
4) Empréstimo: para ampliar as instalações, investir em um maquinário novo ou na modernização da 
sua empresa, vale buscar empréstimos no BNDES. Os juros são mais baixos do que o banco comer-
87ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
cial	e	ainda	há	um	período	de	carência.	Para	isso,	é	preciso	ter	um	projeto	justificando	para	que	o	din-
heiro	seja	usado.	Já	os	empréstimos	dos	bancos	comerciais	são	diferentes	e	não	é	preciso	justificar	o	
uso do dinheiro. São uma boa opção para ampliar o capital de giro, por exemplo. “Mas o mais indicado 
é	sempre	insistir	nos	financiamentos	das	fontes	governamentais”,	diz	Dariane.
5) Antecipação de recebível: esta é uma forma aconselhada principalmente para quem trabalha com 
comércio. Você pode vender um produto no cartão e pedir a antecipação do pagamento para a op-
eradora. “Se você precisa de um dinheiro urgente, ao invés de receber daqui 30 dias, pede e recebe 
antes”, ensina Márcio. 
Fonte: <http://exame.abril.com.br/>. Acesso em: 18 jan. 2012.
A FONTES ESPONTÂNEAS DE FINANCIAMENTO EM CURTO PRAZO
As duas obrigações espontâneas, as significativas, segundo Gitman (2006) são as provisões 
e as contas a pagar com fornecedores. As provisões não devem ser administradas como fonte 
de fundos. Por outro lado, as contas a pagar (fornecedores)constituem uma importante fonte 
de financiamento de curto prazo e são um componente-chave do ciclo de caixa.
Financiamentos de curto prazo com garantia
Quando a empresa exauriu suas fontes de financiamento de curto prazo sem garantia, ela 
pode ser capaz de obter empréstimos adicionais de curto prazo com garantia. As garantias 
para tais operações normalmente são duplicatas a receber ou os estoques.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos, nesta terceira unidade, que a administração financeira de curto prazo é muito importante 
para a empresa. Por exemplo, se sua empresa vende muito a prazo, ela deve saber que pode 
ter problema de caixa. 
Esta administração financeira de curto prazo diz respeito, então, às ações cotidianas do 
gerente financeiro. 
Como vimos, envolve decisões relacionadas à gestão do caixa, da política de crédito, da 
88 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
administração dos estoques, bem como as fontes de financiamento para as atividades da 
empresa. 
O renomado autor Gitman diz que 70% do tempo do gerente financeiro é gasto com a 
administração dos recursos de curto prazo. Ou seja, o Caixa!
Caixa, conforme mencionamos, significa a liquidez da empresa. 
Um ativo que possui liquidez nada mais é do que algo facilmente transformado em dinheiro e 
sem perda significativa em seu valor. 
Em ordem decrescente de liquidez temos a conta caixa, a política de crédito da empresa, cuja 
conta principal são as duplicatas a receber e também os estoques que representam o menor 
grau de liquidez entre as contas do ativo circulante.
Na quarta unidade, veremos conceitos importantes que utilizamos no cotidiano da empresa 
como o cálculo da TIR e do Payback.
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO 
1. Na empresa Ramos materiais de construção os estoques em média são de 60 dias e as 
contas a receber são pagas em 35 dias. As contas a pagar são pagas em 21 dias. 
a) Qual o ciclo operacional da empresa?
b) Qual o ciclo de caixa da empresa?
c) Qual providência a empresa poderá tomar para reduzir o ciclo de caixa? 
2.	Quais	as	principais	diferenças	entre	ciclo	operacional	e	ciclo	financeiro?
3.	Explique	o	significado	de	cada	um	dos	5c	citados	por	Gitman.
4.	Cite	3	exemplos	de	fontes	de	financiamentos.
UNIDADE IV
POLÍTICAS DE INVESTIMENTOS DE CAPITAL
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Objetivo de Aprendizagem
•	 Conhecer	 ferramentas	e	métodos	de	decisões	de	 longo	prazo.	As	 técnicas	para	
analisar a viabilidade de planos de longo prazo e tomar decisões que maximizam o 
resultado da empresa.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Decisões	financeiras	de	longo	prazo
•	 O	custo	do	capital
•	 Alavancagem	e	estrutura	de	capital
•	 Orçamento	de	capital
•	 Métodos	de	orçamento	de	capital
•	 Valor	presente	líquido
•	 Taxa	interna	de	retorno
•	 Payback
91ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Nesta unidade falaremos das decisões de investimento no longo prazo. É importante que 
se diga que são decisões estratégicas, que vêm da alta direção. Estas decisões modificam 
a relação da empresa com o meio ambiente, ou seja, altera a posição da empresa com 
o mercado, com o governo, com as instituições financeiras e com o próprio quadro de 
colaboradores.
Para que se entenda melhor esta mudança na empresa, é importante dizer que as decisões 
de longo prazo, em geral, envolvem novos investimentos, seja para ampliar a empresa, seja 
para modernizar, para relocalizar ou mesmo para diversificar os produtos. Qualquer uma das 
circunstâncias provoca grandes alterações na estrutura até aí existente. Essas são razões 
suficientemente fortes para se estudar métodos e procedimentos para a tomada acertada das 
decisões de longo prazo, já que irão alterar definitivamente a empresa.
Para Neto (2003), as decisões de investimento envolvem a elaboração, avaliação e seleção 
de propostas de aplicação de capital efetuadas com objetivo, normalmente de médio e longo 
prazo, de produzir determinado retorno aos proprietários de ativos. 
Todo processo de tomada de decisões financeiras requer uma compreensão dos princípios de 
formação e utilização das taxas de juros de mercado.
A princípio cabe aqui discutir o custo de capital.
Para Groppelli (2006), as pessoas devem decidir em que investir a renda que poupam. A meta, 
obviamente, é obter o maior retorno possível. Para determinar quais ativos são rentáveis e 
quais não são, os investidores precisam de um pouco de referência. Esse ponto de referência 
é conhecido como taxa requerida de retorno.
Dadas as preferências individuais e as condições de mercado, os investidores estabelecem 
uma taxa de retorno esperada para cada ativo que podem comprar. Retorno esperados são 
92 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
as receitas futuras que os investidores preveem receber ao assumir o risco de investir. Se o 
retorno esperado ficar abaixo da taxa de retorno desejada, o investimento não será feito.
Vamos ao exemplo:
Um investidor possui R$ 100.000,00 para investir e a taxa mínima que ele aceita é equivalente 
a taxa de juros do mercado, no nosso caso 15% ao ano. Ele avalia várias opções e só aceitará 
aquelas que lhe garantirem retorno acima dos 15% ao ano.
ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA
Para Gitman (2006), é uma composição de dívidas de longo prazo e capital próprio mantida 
pela empresa.
Vale lembrar que as origens ou fontes de recursos ocorrem no passivo e as aplicações são 
feitas no ativo.
Vejamos a estrutura simplificada do balanço patrimonial:
Fonte: Adm. Financeira – Gitman (2006)
93ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
A	estrutura	de	capital	são	as	fontes	de	financiamentos	de	uma	empresa	e	capitais	próprios,	não	ex-
istindo uma escolha ideal para a estrutura de capital, mais aquela que melhor se adéqua à realidade 
da empresa. Observando as opções de acordo com as necessidades:
Capital próprio: quando uma empresa inicia suas atividades, ela geralmente recorre às fontes de 
capitais próprios dos sócios, conforme a empresa vai expandindo o mix de produtos ou aumentando 
sua produção, surge então a necessidade de investimentos em infraestrutura, e a empresa poderá 
recorrer	às	fontes	de	financiamentos,	para	assegurar	os	compromissos.	
Capital de Terceiros: quanto maior o valor que comprometa os rendimentos da empresa, maior será 
o	da	taxa	de	juros	cobrado	no	financiamento,	o	ideal	para	uma	empresa	é	sempre	buscar	financiamen-
tos entre 20% e 30% do valor do investimento, para que a empresa possa obter as melhores taxas de 
juros, sendo o restante oriundo de capital próprio.
ORÇAMENTO DE CAPITAL
Orçamento de capital é uma ferramenta gerencial necessária. Uma das responsabilidades 
de um gerente financeiro é escolher investimentos com fluxos de caixa e taxas de retornos 
satisfatórios. Portanto, um gerente financeiro deve ser capaz de decidir se um investimento 
é um empreendimento valioso ou não, e de escolher, de maneira inteligente, entre duas ou 
mais alternativas. Para conseguir isso, é necessário um sólido conjunto de procedimentos 
para avaliar, comparar e selecionar projetos. Esse conjunto de procedimentos é chamado de 
orçamento de capital (GROPPELLI e NIKBAKHT, 2006).
Os principais tipos de despesas de capital são:
- Novas máquinas e equipamentos adquiridos para novos propósitos.
- Substituição de equipamentos existentes.
- Projetos obrigatórios.
- Outras despesas de capital.
Para avaliar projetos de aquisição de novas máquinas e equipamentos, deve-se considerar, 
essencialmente, dois valores: o investimento inicial e os fluxos de caixa esperados.
94 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Já para substituição de equipamentos surge um fato novo, que é o equipamento velho. Esse 
equipamento velho deve ser substituído por umnovo, mas em geral ele ainda possui algum 
valor de mercado e pode ser vendido. O preço das vendas é abatido no valor do preço e 
demais despesas do equipamento novo. Além disso, tem ainda a questão tributária. A venda 
da máquina velha pode gerar lucro ou prejuízo. Se gerar lucro teremos despesa com imposto 
de renda. Se gerar prejuízo teremos redução de imposto de renda a pagar.
No caso de substituição de equipamentos trabalha-se com valores adicionais, ou incrementais, 
o que quer dizer que somente o valor novo que seja empregado no projeto é considerado e 
também somente o valor do fluxo de caixa incremental.
Determinando os custos iniciais
Esse é o primeiro passo para decidir se um projeto deve ser aceito. Consiste na apuração do 
custo real de se iniciar um investimento.
Vamos ao exemplo:
Uma empresa deseja adquiri uma máquina nova, cujo preço no mercado é de R$ 230.000,00 
e tem despesas de transporte, liberação e instalação de R$ 30.000,00. Neste caso, o custo 
inicial do investimento é de R$ 260.000,00.
Determinando os Fluxos de Caixa
Esse é o segundo passo. Deve-se, então, fazer previsão das vendas, de todos os custos e 
despesas envolvidas e apurar o fluxo de caixa líquido, que pode ser chamado, também, de 
lucro antes do imposto de renda.
A questão mais importante é que estes fluxos ocorrem no decorrer do tempo, ou seja, a 
empresa vai tendo lucros com o projeto ao longo de sua vida útil.
Supomos que o projeto pode ser uma máquina, para facilitar nossa compreensão, tenha vida 
95ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
útil de cinco anos e os fluxos de caixa, anualmente, são representados abaixo:
 Ano Fluxo de caixa
 ____________________
 1 80.000,00
 2 110.000,00
 3 140.000,00
 4 160.000,00
 5 180.000,00
Vamos, de maneira simplista, supor que estes fluxos já estejam no valor presente, assunto que 
será abordado adiante.
Fazendo a somatório dos lucros auferidos pela máquina, ao longo de sua vida útil de cinco 
anos, obteremos R$ 670.000,00.
Numa análise preliminar pode-se comparar este valor com o custo do investimento inicial, 
apurado no exemplo anterior, de R$ 260.0000. Facilmente chega-se a conclusão que temos 
um bom projeto, porque descontado o investimento inicial ainda sobram R$ 410.000,00.
Agora vamos conhecer alguns métodos utilizados para avaliar melhor estes projetos e 
principalmente para decidir entre duas ou mais opções. 
CRITÉRIOS QUANTITATIVOS DE ANÁLISE 
ECONÔMICA
Como já foi falado anteriormente, a nova proposta 
deve render no mínimo a taxa de juros equivalente 
à rentabilidade das aplicações correntes e de pouco 
risco.
Convém estabelecer, então, esta taxa mínima, que será chamada de TMA – Taxa mínima de 
atratividade.
Agora que já conhecemos a TMA, ou seja, nossa taxa mínima de atratividade, vamos conhecer 
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S.
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96 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
algumas técnicas de análise de investimentos.
As principais são: VPL – Valor presente líquido; TIR – Taxa interna de retorno; PRI – Período 
de recuperação de investimento (payback).
Payback é uma ferramenta para fazer avaliação de investimentos, medindo o tempo necessário para 
que uma empresa possa recuperar os investimentos iniciais. Existem os prós e contras nesse método 
de avaliação de investimentos iniciais.
Prós:	o	payback	só	considera	os	fluxos	de	caixa	e	não	os	lucros	contábeis,	fazendo	uma	distribuição	
dos	fluxos	de	caixa,	considerando	o	que	a	empresa	tem	em	dinheiro	em	caixa.
Contra:	só	com	avaliação	do	fluxo	de	caixa	descontado	não	se	pode	determinar	se	o	projeto	acres-
centa valor à empresa, precisa de outros métodos como do valor presente líquido e da taxa interna 
de retorno.
VPL	–	Valor	presente	líquido.
O valor presente líquido é o método de análise mais conhecido e utilizado. É a concentração 
dos fluxos de caixa na data zero, para tal a usa-se o TMA.
É indispensável entender que os valores envolvidos nos projetos estão em tempos diferentes. 
O investimento inicial está no presente, ou seja, no tempo zero. Já os fluxos de caixa serão 
recebidos ao longo dos anos, que podemos chamar de t1 para o ano 1, t2 para o ano 2, t3 
para o ano 3, t4 para o ano 4 e t5 para o ano 5, visto que trabalhamos com projetos com vida 
útil de cinco anos.
Não se pode simplesmente somar os fluxos de caixa em diferentes tempos e confrontar com 
o investimento inicial, precisa-se primeiro, ter todos no mesmo tempo. É recomendável que se 
traga todos os fluxos de caixa futuros para o presente, dando, assim, condições de confrontar 
os lucros com o investimento necessário.
Para trazer um valor futuro para o presente, pode ser utilizada uma fórmula ou mais rapidamente, 
uma calculadora financeira (HP 12c).
97ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Vejamos a fórmula:
 VP= [FCVF]
 (1 + i)n 
Ou utilizando uma calculadora HP 12c:
FCVF Enter CHS
FV
I
n
PV
Vamos ao exemplo, utilizando as duas técnicas:
Considere R$ 20.000,00 para o custo do investimento inicial e fluxos de caixa para os períodos 
1, 2 e 3 respectivamente: 5000,00; 10.000 e 15.000,00.
Pelo método da fórmula, aplica-se a mesma para cada um dos fluxos.
Ano 1: 
 VP= [5.000,00] VP = 5.000,00 VP = 4.545,45
 (1 + 0,10)1 1,10
Ano 2: 
 [10.000,00] VP = 10.000,00 VP = 8.264,46
 (1 + 0,10) 2 1,2100
Ano 3:
 VP= [15.000,00] VP = 15.000,00 VP = 11.269,72
 (1 + 0,10) 3 1,3310
Agora que os três fluxos de caixa estão no valor presente, podem ser somados:
VP = 24.079,63
98 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Para saber o valor presente líquido basta aplicar a fórmula abaixo:
VPL = VP – I
VP = Valor presente
I = Investimento inicial
No caso do nosso exemplo:
VPL = 24.079,63 - 20.000,00
VPL = 4.079,63
Com este resultado pode-se afirmar que temos um bom projeto, pois com VPL positivo os 
projetos podem ser aceitos. Significa que cobre o investimento inicial e ainda proporciona 
ganho líquido.
Com a utilização de uma calculadora HP 12c:
20.000,00 CHS g CFo
 5.000,00 g CFj
10.000,00 g CFj
20.000,00 g CFj
10 i
f NPV 4.079,63
Claro que o valor encontrado é exatamente o mesmo, só que de maneira rápida e prática. 
PRI	–	PERÍODO	DE	RECUPERAÇÃO	DO	INVESTIMENTO		–	PAYBACK
O número de anos necessários para recuperar o investimento inicial é chamado de tempo 
de retorno do investimento (payback). Se o período de payback encontrado representa um 
99ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
período de tempo aceitável para a empresa, o projeto poderá ser selecionado (GROPPELLI e 
NIKBAKHT, 2006).
Exemplo:
Ano FCVP
-----------------------
1 10.000,00
2 15.000,00
3 20.000,00
4 25.000,00
5 30.000,00
Investimento inicial 45.000,00.
Pode-se verificar que serão necessários exatos 3 anos para o investimento inicial retornar. 
Neste caso, o tempo de retorno foi exatamente em 3 anos e foi fácil fazer o cálculo. Mas, às 
vezes, o resultado pode ser representado e anos, meses e dias. 
Vamos utilizar nosso exemplo do VPL para calcular o tempo de retorno do investimento 
(payback):
Investimento que deve ser coberto: 20.000,00.
Fluxos de caixa pelo valor presente:
Ano FCVP
-------------------
1 4.545,45 
2 8.264,45
3 11.269,72
100 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Neste caso, deve-se somar os fluxos de caixa até aquele que mais se aproxima com o valor 
do investimento inicial, mas com o cuidado de não ultrapassar. No nosso caso somamos os 
dois primeiros fluxos, que totalizam 12.809,90. Pois, se somarmos o terceiro fluxo também, 
ultrapassao valor do investimento inicial. Vamos ver quanto falta para cobrir o investimento 
inicial: 20.000,00 – 12.809,90 = 7.190,10 este valor deverá sair do terceiro fluxo de caixa. A 
questão é saber quantos meses serão utilizados, já que se percebe que não necessita de 
todo valor. Vamos então dividir os 7.190,10 pelo próximo fluxo que é de 11.269,72 que resulta 
em 0,6380 de um ano, multiplica-se por 12 meses que tem um ano e descobre-se que isto 
representa 7 meses. O restante são dias, parte de um mês, então se multiplica 0,6560 por 30 
dias do mês e obtemos 19 dias.
A resposta é de 2 anos, 7 meses e 19 dias. 
Sempre que o tempo de retorno ocorre dentro da vida útil do projeto, pode ser considerado 
viável. O projeto em análise tem 3 anos de vida útil e os lucros recuperam o valor investido em 
tempo menor, ou seja, 2 anos, 7 meses e 19 dias.
TAXA	INTERNA	DE	RETORNO	–	TIR
A TIR é uma taxa de desconto que torna o VPL igual a zero. A taxa abaixo da qual os projetos 
são rejeitados.
Para calcular a TIR deve-se, primeiro, determinar a TMA – Taxa mínima de atratividade. Caso 
o VPL resulte em zero, então podemos dizer que a própria TMA é a TIR. Mas, se o VPL for 
positivo, então se deve tentar com taxas maiores até o VPL ficar igual a zero. Se aplicada a 
TMA e o VPL for negativo, deve-se tentar com uma taxa de desconto menor, até o VPL ficar 
igual a zero.
Esse método descrito acima é denominado de tentativa e erro. Pode ser muito trabalhoso 
101ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
encontrar a taxa que iguala o VPL a zero por este método. Para facilitar o processo sugere-se 
a utilização de uma calculadora financeira, que será demonstrado mais adiante.
Projetos que apresentam a TIR acima da TMA podem ser aceitos. Claro, se a TMA significa a 
taxa mínima exigida, então qualquer taxa acima dela pode selecionar projetos. Se a TIR estiver 
abaixo da TMA o projeto deve ser rejeitado. Pois, não satisfaz o retorno mínimo exigido.
Formas de calcular a TIR:
a) Método da tentativa e erro:
 Neste método utiliza-se a mesma fórmula do VPL, com tentativa de taxas até o VPL se 
igualar a zero.
 VP = [FCVP]
 (1 + i)n
 Lembrando que VPL igual a zero é quando o VP se iguala ao Investimento inicial, ou seja:
 VPL = VP – I
b)	 Com	auxílio	de	uma	calculadora	financeira	(HP	12c)
 Investimento inicial CHS g CF o
 FC g CFj
 FC g CFj
 i
 f NPF
 f IRR
Aplicação	do	método
O investimento inicial de um projeto é de R$ 200.000,00, a TMA de 12% e os fluxos de caixa 
futuro são os seguintes:
102 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Ano FCVF
 1 60.000,00
 2 80.000,00
 3 110.000,00
 4 130.000,00
 5 150.000,00
Calculando a TIR com utilização da calculadora HP 12c:
 -200.00,00 CHS g CFo
 60.000,00 g CFj
 80.000,00 g CFj
 110.000,00 g CFj
 130.000,00 g CFj
 150.000,00 g CFj
 12 i
 f NPV
 f IRR 36,31%
A TIR do projeto é de 36,31%, bem acima da TMA que é de 12%. Portanto, um projeto viável.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade vimos a importância das decisões financeiras de longo prazo, diferentemente 
das decisões e políticas de caixa.
Conforme vimos, essas decisões modificam a relação da empresa com o meio ambiente, 
ou seja, altera a posição da empresa com o mercado, com o governo, com as instituições 
financeiras e com o próprio quadro de colaboradores.
Decisões de longo prazo são decisões de financiamento e investimento.
- Quanto investir? Em qual ativo? Em produção? Investimento financeiro? Vamos investir com 
103ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
capital próprio? Vamos buscar recursos de terceiros?
As perguntas são diversas e as possibilidades para decisões também. As decisões de 
investimento envolvem a elaboração, avaliação e seleção de propostas de aplicação de capital.
Vimos, então, três maneiras de avaliação muito utilizadas pelos gestores, o VPL, a TIR e o 
Payback. Todos eles devem ser utilizados com ressalvas, pois possuem suas vantagens e 
desvantagens.
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
Exercício I
Considere as informações abaixo para calcular o VPL (Valor presente líquido) e o Período de 
recuperação do investimento (payback). Elabore um parecer de viabilidade para cada projeto.
1) Investimento inicial = 330.000,00
 Fluxos de caixa = 75.000,00 95.000,00 120.000,00 150.0000,00 
 150.000,00 - TMA 9% 
2) Investimento inicial = 1.150.000,00
 Fluxos de caixa = 320.000 410.000 430.000 450.000 e 550.000
 TMA = 11% 
3) Investimento inicial = 25.000,00
 Fluxos de caixa = 5.000 8.000 12.000 16.000 e 17.000
 TMA = 5% 
4) Investimento inicial = 150.000,00
 Fluxos de caixa = 25.000 28.000 30.000 35.000 40.000
 TMA = 12% 
5) Investimento inicial = 820.000,00
 Fluxos de caixa = 180.000 210.000 250.000 230.000 e 250.000
 TMA 6% 
6) Investimento inicial = 500.000,00
 Fluxos de caixa = 100.000 110.000 120.000 130.000 140.000
 TMA 8% 
104 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
7) Investimento inicial = 5.000,00
 Fluxos de caixa = 1.200 1.500 2.000 2.100 2.500
 TMA 10% 
Obs.:
Todos os cálculos para encontrar o Valor Presente devem ser feitos pela fórmula e o VPL deve 
ser calculado pela fórmula (VPL = VP – I) e pela HP 12c, com respectivas memórias de cálculo. 
Exercício II
Considere as informações relativas aos projetos abaixo (A, B e C) e calcule a Taxa Interna 
de Retorno - TIR, Valor Presente Líquido - VPL, e Período de recuperação do investimento 
(payback). Elabore um parecer de viabilidade, escolhendo o melhor projeto, se houver.
A TMA é de 8%
Projeto A:
Período Fluxo de caixa Investimento Inicial: 320.000,00
1 95.000,00
2 105.000,00
3 110.000,00
4 115.000,00
5 120.000,00
Projeto B:
Período Fluxo de caixa Investimento Inicial: 450.000,00
1 115.000,00 
2 125.000,00
3 145.000,00
4 160.000,00
5 165.000,00
105ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Projeto C:
Período Fluxo de caixa Investimento Inicial: 530.000,00
1 135.000,00 
2 150.000,00
3 160.000,00
4 180.000,00
5 195.000,00
UNIDADE V
SISTEMAS FINANCEIROS 
Professor Me. Claudir Rheinheimer
Objetivo de Aprendizagem
•	 Abordar	os	principais	campos	de	atuação	do	mercado	financeiro,	que	consistem		
em	um	conjunto	de	informações	fundamentais	para	o	profissional	da	administração.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Mercado	financeiro
•	 Sistema	financeiro	nacional	(SFN)
•	 Mercado	de	capitais
•	 Mercado	de	seguros
•	 Produtos	e	serviços	bancários
•	 Leasing	–	Arrendamento	mercantil
•	 Factoring
109ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Compreender a dinâmica do funcionamento do mercado financeiro, por meio de sua estrutura, 
consiste em um ponto central para o desempenho profissional.
O Sistema financeiro nacional está dividido em três grupos: normativos, fiscalizadores e 
operadores. Vamos conhecer as atribuições de cada grupo, bem como seus componentes, 
a fim de compreender o funcionamento do dinâmico mercado financeiro. Não é exagero dizer 
que os instrumentos que sete estudos apresentaram até agora, nas unidades anteriores, só 
fazem sentido se complementados pelas informações desta unidade.
O MERCADO FINANCEIRO
Acyr E. Freire Jr (<www.ebookbyte.com>) faz uma retrospectiva histórica do mercado 
financeiro brasileiro, desde o Brasil Império. Trata, também da função social dos bancos 
e da dinâmica do mercado interbancário.
O BANCO TRADICIONAL 
O modelo bancário trazido ao Brasil pelo Império foi o europeu.Entendiam-se como 
atividades básicas de um banco as operações de depósitos e empréstimos (descontos). 
Outros serviços praticamente inexistiam.
FUNÇÃO SOCIAL DOS BANCOS 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 
Dificilmente se poderá identificar uma data a partir da qual os bancos passaram a 
exercer as funções de grandes prestadores de serviços. Procurando atrair sempre 
um maior número de clientes, os bancos passaram a oferecer serviços mais rápidos 
e sofisticados, que, com o tempo, acabaram se tomando rotina. Essa agilização 
beneficiou sobremaneira os correntistas, principalmente os institucionais.
DINÂMICA DO MERCADO INTERBANCÁRIO 
O sistema financeiro tem, hoje, como único instrumento capaz de traduzir suas 
expectativas o mercado interbancário de reais. Neste segmento, o Banco Central não 
tem acesso. Nele, os preços estão livres da intervenção e, portanto, de balizamentos 
oficiais. Este mercado é privativo dos bancos e dos brokers, que fazem a ponte 
110 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
entre compradores e vendedores de dinheiro com lastro em títulos privados. Não 
está imune, contudo, às influências sazonais do fluxo de recursos mantidos entre o 
sistema bancário e o Governo. Normalmente, o custo do dinheiro de um dia negociado 
no mercado interbancário (CDI) é muito próximo do custo de troca das reservas 
bancárias disponíveis lastreadas em títulos federais que ocorrem no mercado aberto 
(Selic) podendo, inclusive, ser uma referência para o custo do Selic no dia seguinte. 
Eventualmente, pode haver distorções entre esses dois custos por causa de impactos 
mais fortes dos recolhimentos bancários sobre a disponibilidade de moeda na economia 
que levem os bancos a uma procura maior por moeda. 
A sazonalidade típica da primeira quinzena do mês, quando aumenta consideravelmente 
o recolhimento de tributos e contribuições federais, normalmente amplia a retirada de 
moeda do sistema bancário. Pequenos ajustes no fluxo dos recursos recolhidos pelo 
BC ou Tesouro contribuem para evitar as Autuações exageradas e bruscas dos juros 
que, naturalmente, tendem a diminuir na segunda quinzena do mês, quando o Tesouro 
Nacional passa de arrecadador para pagador, injetando moeda no mercado financeiro.
No Manual de economia da equipe de professores da USP (2006), faz-se uma análise 
mais clara dos intermediários bancários atuais do Brasil. 
Os intermediários bancários mais importantes no Brasil são os bancos 
comerciais e múltiplos e as caixas econômicas, embora seja comum referir-se 
a todos como bancos.
As funções essenciais de um banco são a intermediação financeira, 
transmutação de ativos e câmara de compensação
Como intermediação financeira entende-se a tarefa de deslocar recursos de unidades 
superavitárias para unidades deficitárias, ou seja, de fazer a ponte entre poupadores e 
tomadores de recursos. 
Também existem os intermediários não-bancários, que são instituições financeiras com 
objetivos específicos e não de banco múltiplo e a característica mais importante é de 
não captar recursos juntos ao público, ou seja, a inexistência de conta corrente.
Os principais intermediários não bancários são:
a) Bancos de investimento. Captam recursos através da emissão de CDB (Certificado 
de depósito bancário) e a captação de recursos externos;
b) Sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras): Suas fontes de 
recursos são as letras de câmbio e empréstimos;
c) Sociedades de crédito imobiliário: As fontes dos recursos são letras de câmbio, 
depósitos de poupança e empréstimos externos;
d) Sociedade de arrendamento mercantil – firmas de leasing: As principais fontes de 
111ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
recursos são emissão de debêntures e empréstimos;
e) Sociedades corretoras e distribuidoras: Estas são instituições auxiliares do sistema 
financeiro operando com a compra e venda de derivativos e títulos e valores mobiliários.
 
Na sequência estudaremos com mais detalhes os principais serviços bancários e 
também as atividades das instituições não bancárias.
(Amaury Patrick Gremaud, 2006)
Fonte: <www.ebookbyte.com> Autor: Acyr E. Freire Jr – Acesso em: 16 dez. 2010.
SFN	–	SISTEMA	FINANCEIRO	NACIONAL
Para que possamos compreender melhor o mercado financeiro, 
vamos conhecer o sistema financeiro nacional, afinal, todas as 
ações e operações que fazemos no mercado financeiro estão 
de alguma forma, inseridos na estrutura do sistema financeiro nacional.
Inicialmente, vamos apresentar a estrutura do sistema financeiro nacional e sua composição:
Fonte: <http://www.bcb.gov.br
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112 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Este esquema mostra claramente que temos três grandes autoridades no sistema, que são: 
CMN, CNSP e CNPC. Quatro entidades supervisoras, que são: BACEN, CVM, SUSEP e 
PREVIC. Cada entidade supervisora é responsável por seus operadores no mercado, que 
são as instituições que o público utiliza para suas necessidades, como bancos, financeiras, 
seguradoras, bolsas de valores, corretoras e outras.
É importante conhecer as atribuições e funções de cada componente deste dinâmico sistema, 
a começar pela autoridade máxima, que é o CMN – Conselho monetário nacional. 
Composição
É constituído pelos seguintes membros:
•	Ministro	de	Estado	da	Fazenda	(presidente	do	conselho):	Guido	Mantega.	
•	Ministro	de	Estado	do	Planejamento,	Orçamento	e	Gestão:	Paulo	Bernardo.	
•	Presidente	do	Banco	Central	do	Brasil:	Henrique	Meirelles.	
•	Os	serviços	de	secretaria	do	CMN	são	exercidos	pelo	Banco	Central.	
Seus integrantes são nomeados diretamente pela função que exercem, ou seja, o 
presidente do CMN sempre será o Ministro de Estado da Fazenda. Se este é destituido 
de sua função, automaticamente deixa de ser o presidente do CMN.
Competências
Ao CMN compete:
•	Estabelecer	as	diretrizes	gerais	das	políticas	monetária,	cambial	e	creditícia.	
•	Regular	as	condições	de	constituição,	funcionamento	e	fiscalização	das	instituições	
financeiras. 
•	Disciplinar	os	instrumentos	de	política	monetária	e	cambial.	
 Objetivos 
De acordo com o artigo 3º, que refere-se a política do Conselho Monetário Nacional, 
este terá como objetivo:
•	 Adaptar	 o	 volume	 dos	 meios	 de	 pagamento	 às	 reais	 necessidades	 da	 economia	
nacional e seu processo de desenvolvimento. 
•	 Regular	 o	 valor	 interno	 da	moeda,	 para	 tanto	 prevenindo	 ou	 corrigindo	 os	 surtos	
inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas 
e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais.
113ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
•	Regular	o	valor	externo	da	moeda	e	o	equilíbrio	no	balanço	de	pagamento	do	País,	
tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira. 
•	Orientar	 a	 aplicação	dos	 recursos	das	 instituições	 financeiras,	 quer	 públicas,	 quer	
privadas, tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do País, condições favoráveis 
ao desenvolvimento harmônico da economia nacional. 
•	 Propiciar	 o	 aperfeiçoamento	 das	 instituições	 e	 dos	 instrumentos	 financeiros,	 com	
vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos. 
•	Zelar	pela	liquidez	e	solvência	das	instituições	financeiras.	
•	Coordenar	as	políticas	monetária,	creditícia,	orçamentária,	fiscal	e	da	dívida	pública,	
interna e externa. 
•	Autorizar	emissões	de	papel	moeda.	
•	Aprovar	orçamentos	monetários	preparados	pelo	Banco	Central	do	Brasil.	
Fonte: <www.bcb.gov.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
Comissão	de	Valores	Mobiliarios	–	CVM
A Comissão de Valores Mobiliários, com sede na cidade do Rio de Janeiro, é administrada 
por um Presidente e quatro Diretores nomeados pelo Presidente da República. O 
Presidente e a Diretoria constituem o Colegiado, que definepolíticas e estabelece 
práticas a serem implantadas e desenvolvidas pelo corpo de Superintendentes, a 
instância executiva da CVM. 
O Superintendente Geral acompanha e coordena as atividades executivas da comissão 
auxiliado pelos demais Superintendentes, pelos Gerentes a eles subordinados e pelo 
Corpo Funcional. Esses trabalhos são orientados, especificamente, para atividades 
relacionadas a empresas, aos intermediários financeiros, aos investidores, à 
fiscalização externa, à normatização contábil e de auditoria, aos assuntos jurídicos, ao 
desenvolvimento de mercado, à internacionalização, à informática e à administração. 
O colegiado conta ainda com o suporte direto da Chefia de Gabinete, da Assessoria de 
comunicação social, da Assessoria Econômica e da Auditoria Interna. 
A estrutura executiva da CVM é completada pelas Superintendências Regionais de São 
Paulo e Brasília. 
Objetivos
De acordo com a lei que a criou, a Comissão de Valores Mobiliários exercerá suas 
funções, a fim de: 
•	assegurar	o	funcionamento	eficiente	e	regular	dos	mercados	de	bolsa	e	de	balcão;	
114 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
•	proteger	os	titulares	de	valores	mobiliários	contra	emissões	irregulares	e	atos	ilegais	
de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de 
carteira de valores mobiliários; 
•	evitar	ou	coibir	modalidades	de	fraude	ou	manipulação	destinadas	a	criar	condições	
artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado; 
•	assegurar	o	acesso	do	público	a	informações	sobre	valores	mobiliários	negociados	e	
as companhias que os tenham emitido; 
•	assegurar	a	observância	de	práticas	comerciais	equitativas	no	mercado	de	valores	
mobiliários; 
•	estimular	a	formação	de	poupança	e	sua	aplicação	em	valores	mobiliários;	
•	promover	a	expansão	e	o	 funcionamento	eficiente	e	 regular	do	mercado	de	ações	
e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias 
abertas. 
Fonte: <www.cvm.gov.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
115ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Fonte: <http://www.bcb.gov.br>
116 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Banco	Central	do	Brasil	–	BACEN
A seguir, apresentaremos parte do Regimento interno do Bacen.
REGIMENTO INTERNO DO BANCO CENTRAL DO BRASIL
TÍTULO I
DA NATUREZA E FINALIDADE
Art. 1º O Banco Central do Brasil, criado pela Lei n° 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é uma autar-
quia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, com sede e foro na Capital da República e atuação 
em todo o território nacional. (NR) (5)
Art.	2º	O	Banco	Central	tem	por	finalidade	a	formulação,	a	execução,	o	acompanhamento	e	o	controle	
das	 políticas	monetária,	 cambial,	 de	 crédito	 e	 de	 relações	 financeiras	 com	o	 exterior;	 a	 organiza-
ção,	disciplina	e	fiscalização	do	Sistema	Financeiro	Nacional;	a	gestão	do	Sistema	de	Pagamentos	
Brasileiro e dos serviços do meio circulante.
Art.	3º	As	competências	do	Banco	Central	estão	definidas	no	art.	164	da	Constituição	Federal,	na	Lei	
n° 4.595, de 1964, e em legislação complementar. (NR) (5)
TÍTULO II
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Art. 4º O Banco Central tem a seguinte estrutura: I - Diretoria Colegiada:
1. Presidente
2. Diretor de Administração
3. Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos (NR) (5)
4. (Revogado) (3)
5. Diretor de Fiscalização
6. Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (NR) (5)
7. Diretor de Regulação do Sistema Financeiro (NR) (5) 8. Diretor de Política Econômica
9. Diretor de Política Monetária
II - Unidade Especial:
1. Secretaria-Executiva (Secre)
1.1. Assessoria de Imprensa (Asimp)
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117ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
1.2. (Revogado) (2)
1.3. Secretaria da Diretoria e do Conselho Monetário Nacional (Sucon) 1.4. Gerência-Executiva de 
Comunicação (Comun) (NR) (5)
1.5. Gerência-Executiva de Apoio Administrativo e Tecnológico (Geate) (NR) (3)
II-A - Unidade de assistência direta e imediata ao Presidente (Presi):
1. Gabinete do Presidente (Gapre) (NR) (3)
III - Unidades Centrais:
1. Subordinadas ao Presidente (Presi):
1.1. (Revogado) (2)
1.2. Procuradoria-Geral do Banco Central (PGBC) (NR) (1)
1.3. Corregedoria-Geral do Banco Central do Brasil (Coger) (NR) (2) (3) 1.4. Auditoria Interna do Banco 
Central do Brasil (Audit) (NR) (2) (3) 1.5. Assessoria Parlamentar (Aspar) (NR) (2)
1.6. Ouvidoria do Banco Central do Brasil (Ouvid) (NR) (2)
2. Subordinadas ao Diretor de Administração (Dirad)
2.1.	Departamento	de	Contabilidade	e	Execução	Financeira	(Deafi)	(NR)
2.2. Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf)
2.3. Departamento de Recursos Materiais e Patrimônio (Demap)
2.4. Departamento de Gestão de Pessoas (Depes) (NR) (5)
2.5. (Revogado) (5)
2.5-A. Departamento de Planejamento, Orçamento e Gestão (Depog) (NR) (5)
2.6. Departamento do Meio Circulante (Mecir)
2.7. (Revogado) (5)
2.8. Departamento de Segurança (Deseg) (NR) (2)
2.9. Universidade Banco Central do Brasil (UniBacen) (NR) (5)
3. Subordinadas ao Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos (Direx): 
(NR) (5)
3.1. Departamento de Assuntos Internacionais (Derin) (NR) (5)
3.2. (Revogado) (5)
3.3. Gerência-Executiva de Riscos Corporativos e Referências Operacionais (Geris) (NR) (5)
4.	Subordinadas	ao	Diretor	de	Fiscalização	(Difis):
4.1. (Revogado) (5)
4.2. Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento
de Demandas de Informações do Sistema Financeiro (Decic) (NR) (1) (3)
4.3. Departamento de Controle de Gestão e Planejamento da Supervisão (Decop) (NR) (1)
4.4. Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação (Desig) (NR) 
(1) (3)
4.5. Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não-Bancárias (Desuc) (NR) (1) (3)
118 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
4.6. Departamento de Supervisão de Bancos e de Conglomerados Bancários (Desup) (NR) (1) 4.7. 
(Revogado)(5)
5. Subordinadas ao Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédi-
to Rural (Diorf): (NR) (5)
5.1. Departamento de Liquidações Extrajudiciais (Deliq)
5.2. (Revogado) (5)
5.3. Gerência-Executiva de Regulação, Fiscalização e Controle das Operações do Crédito Rural e do 
Proagro (Gerop) (NR) (3)(5)
5.4. Departamento de Controle e Análise de Processos Administrativos Punitivos (Decap) (NR) (5)
5.5. Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) (NR) (5)
6. Subordinadas ao Diretor de Regulação do Sistema Financeiro (Dinor): (NR) (5)
6.1. Departamento de Normas do Sistema Financeiro (Denor)
6.2. (Revogado) (5)
6.3. Gerência-Executiva de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros (Gence) (NR) (5)
7. Subordinadas ao Diretor de Política Econômica (Dipec):
7.1. Departamento Econômico (Depec)
7.2. Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep)
7.3. Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) (NR) (5) 7.4. 
(Revogado) (5)
8. Subordinadas ao Diretor de Política Monetária (Dipom):
8.1. Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban)
8.2. Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) 8.3. Departamento das Reservas Inter-
nacionais (Depin) (NR) (5) 8.4. (Revogado) (5)
IV - Unidades e Componentes Descentralizados: (NR) (5)
1. Gerências Administrativas Regionais 2. Gerências Técnicas Regionais
3. Procuradorias-Regionais (NR) (1)
V - Órgãos Colegiados: (NR) (5)
1. Comitê de Política Monetária (Copom) (NR) (5)
2. Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) (NR) (5)
3. Comissão de Ética do Banco Central do Brasil (CEBCB) (NR) (5)
TÍTULO III
DA DIRETORIA COLEGIADA
CAPÍTULO I
DA COMPOSIÇÃO E DAS REUNIÕES
Art. 5º A Diretoria Colegiada é composta por até nove membros, um dos quais o Presidente,todos 
nomeados pelo Presidente da República, entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade 
119ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
em	assuntos	econômico-	financeiros,	após	aprovação	pelo	Senado	Federal,	sendo	demissíveis	ad	
nutum. (NR) (5)
Art. 6º A Diretoria Colegiada é o órgão de deliberação superior, responsável pela formulação de políti-
cas e diretrizes necessárias ao exercício das competências do Banco Central.
Art. 7º A Diretoria Colegiada reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por semana e, extraordinariamente, 
na forma prevista neste Regimento, presentes, no mínimo, o Presidente, ou seu substituto, e metade 
do número de Diretores.
Parágrafo único. As decisões da Diretoria Colegiada serão tomadas por maioria de votos, cabendo ao 
Presidente, ou a seu substituto, o voto de qualidade.
Art. 8° O Presidente e os Diretores serão empossados em seus cargos mediante assinatura de termo 
de posse lavrado em livro próprio.
Art. 9º O Presidente será substituído, em seus impedimentos e ausências do território nacional, por um 
Diretor, por ele designado, que acumulará as funções.
Art. 10. Os Diretores serão substituídos, em seus impedimentos e ausências do território nacional, 
por outros membros da Diretoria Colegiada, designados pelo Presidente, que acumularão as funções.
CAPÍTULO II 
DAS COMPETÊNCIAS
Art. 11. Compete à Diretoria Colegiada:
I	-	fixar,	em	reunião	do	Comitê	de	Política	Monetária	(Copom)	a	meta	da	Taxa	Selic;
II	-	definir	e	aprovar	as	orientações	e	diretrizes	estratégicas	para	a	atuação	do	Banco	Central;
III - formular, acompanhar e controlar, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Mon-
etário Nacional (CMN):
a) as políticas monetária, cambial e de crédito;
b)	os	critérios	e	os	procedimentos	relacionados	à	organização,	à	disciplina	e	à	fiscalização	do	Sistema	
Financeiro Nacional;
c)	as	operações	de	crédito	do	Banco	Central	com	instituições	financeiras;
d) os serviços do meio circulante;
IV - aprovar:
a) anteprojetos de lei e minutas de medidas provisórias, decretos,
regulamentos e outros normativos, para o encaminhamento necessário;
b) regulamentações diversas e manuais de uso interno e externo, exceto
aqueles de competência das unidades; (NR) (5)
c) o plano anual de auditoria interna e os programas de comunicação do Banco Central; (NR) (3) d) 
(Revogado) (3)
e) os balancetes do Banco Central;
f) as propostas de inclusão de ações do Banco Central no Plano Plurianual (PPA); (NR) (3)
120 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
g) a revisão das dotações constantes do orçamento das receitas e encargos das operações de auto-
ridade monetária, na forma que for decidida pelo CMN;
h) o Plano Anual de Capacitação; (NR) (5)
i) o programa plurianual de recrutamento e seleção do Banco Central a ser encaminhado ao Ministério 
do Planejamento;
j) o número de vagas e a seleção dos candidatos para o programa de pós-graduação stricto sensu, 
sob o patrocínio do Banco Central;
k) as condições para o encerramento de regimes especiais;
l)	as	regras	para	fixação	de	honorários	de	interventor,	liquidante	e	conselho	diretor	e	de	abono	dos	
respectivos assistentes;
m)	a	previsão	para	a	inflação	futura,	a	ser	publicada	no	Relatório	de	Inflação;
n) a indicação de servidores para compor os conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação Banco 
Central de Previdência Privada (Centrus); (NR) (3)
o) a proposta do orçamento organizacional do Banco Central; (NR) (3)
p) os indicadores de gestão e as metas estratégicas corporativas; (NR) (3)
q) os projetos estratégicos e aqueles a serem custeados pela Reserva para o Desenvolvimento Insti-
tucional do Banco Central do Brasil (Redi-BC); (NR) (3)
r) as contas da Redi-BC; (NR) (3)
V - aprovar para encaminhamento ao CMN:
a)	solicitações	de	 instalação	no	País	de	novas	agências	de	 instituições	financeiras	domiciliadas	no	
exterior, bem como pedidos de cancelamento das autorizações concedidas; (NR) (3)
b)	pedidos	 relativos	à	participação	estrangeira	no	capital	de	 instituições	financeiras	e	demais	 insti-
tuições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, em funcionamento ou em constituição, quando 
necessária autorização do Presidente da República; (NR) (3)
c) (Revogado) (3)
d)	propostas	de	regulamentação	aplicável	a	instituições	financeiras	e	demais	instituições	autorizadas	
a	 funcionar	pelo	Banco	Central,	 bem	como	a	operações	praticadas	nos	mercados	 financeiro	e	de	
capitais, relativas às competências daquele Conselho;
e)	propostas	de	 cancelamento	de	autorização	para	 funcionamento,	 no	País,	 de	 filial	 de	 instituição	
financeira	estrangeira;
f) os balanços do Banco Central;
g) a proposta do orçamento de receitas e encargos das operações de autoridade monetária; (NR) (3)
h) as características de cédulas e moedas e as respectivas datas de lançamento em circulação;
i) as alterações no Regimento Interno do Banco Central;
j) o processo de prestação de contas anual do Presidente do Banco Central ao Tribunal de Contas da 
União (TCU);
121ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
k)	propostas	para	a	fixação	das	Taxas	de	Juros	de	Longo	Prazo	(TJLP);	l)	demais	assuntos	que	de-
pendam de decisão daquele Órgão;
l) demais assuntos que dependam de decisão daquele Órgão;
m)	proposta	de	extensão	de	gravame	de	indisponibilidade	a	bens	específicos	ou	patrimônio	de	pes-
soas que, além dos ex-administradores, de direito ou de fato, e controladores, tenham concorrido, nos 
últimos doze meses, para a decretação de regime especial; (NR) (3)
VI - decidir sobre:
a) (Revogado) (5)
b)	critérios	e	procedimentos	de	natureza	administrativa,	financeira	e
contábil a serem adotados para o desempenho das atividades do Banco Central;
c) assuntos relativos às atividades do Banco Central a serem apreciados pelo CMN;
d) critérios relacionados a autorizações e registros previstos em lei ou em decisões do CMN;
e) política de aplicação de recursos do Banco Central;
f) (Revogado) (3)
g) (Revogado) (3)
h) doação de imóveis recebidos em dação em pagamento, submetida a matéria à apreciação do CMN;
i)	alterações	da	estrutura	organizacional	do	Banco	Central,	quando	houver	acréscimo	na	fixação	de	
funções comissionadas das unidades e nos casos de criação ou extinção de unidades; (NR) (3)(5)
j) constituição, reforço, baixa ou reversão de reservas de contingência na contabilidade do Banco 
Central, quando de interesse desta Autarquia;
k) (Revogado) (3)
l) (Revogado) (3)
m) decretação de intervenção, de liquidação extrajudicial e de administração especial temporária e a 
fixação	das	condições	para	o	encerramento	desses	regimes;
n) (Revogado) (3)
o) enquadramento, como sistemicamente importantes, de sistemas de liquidação de câmaras e de 
prestadores de serviços de compensação e de liquidação;
p) funcionamento de sistemas de liquidação de câmaras e de prestadores de serviços de compensa-
ção e de liquidação;
q) mudanças relevantes no funcionamento de câmaras e de prestadores de serviços de compensação 
e de liquidação, relacionadas com o controle acionário, com a concepção dos modelos de liquidação 
e de administração de risco ou qualquer alteração com impactos sistêmicos imediatos ou potenciais;
r) medidas necessárias ao funcionamento regular do mercado de câmbio e ao equilíbrio do balanço 
de	pagamentos,	podendo	para	esse	fim	autorizar	a	compra	e	a	venda	de	ouro	e	moeda	estrangeira	e	
a realização de operações de crédito no exterior, inclusive as referentes a direitos especiais de saque, 
segundo diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN); (NR) (5)
122 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
s) solicitações de interesse de instituições sujeitas à autorização do Banco Central para funcionar, 
relativas a:
1. constituição e transferência de controle acionário de banco múltiplo, banco comercial, banco de 
investimento ou banco de câmbio; (NR) (5)
2. constituição de cooperativasde crédito de livre admissão; (NR) (4) 
3. mudança de objeto social que resultar em banco múltiplo, banco comercial, banco de investimento 
ou banco de câmbio, quando a nova instituição tiver exigência maior de patrimônio e capital mínimos; 
(NR) (3)(5)
4. (Revogado) (5)
5. fusão, incorporação ou cisão da qual decorra nova autorização para funcionamento de banco múlti-
plo, banco comercial, banco de investimento ou banco de câmbio; (NR) (3)(5)
6.	 participação	 estrangeira	 no	 capital	 de	 instituições	 financeiras	 e	 demais	 instituições	 autorizadas	
a funcionar pelo Banco Central, em funcionamento ou em constituição, quando não necessária a 
autorização do Presidente da República; (NR) (3)
t)	atos	que	demandem	a	avaliação	dos	níveis	de	concorrência	entre	as	instituições	financeiras	e	de-
mais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central ou dos níveis de concentração dessas 
instituições;
u) propostas de regulamentação aplicável:
1.	a	 instituições	financeiras	e	demais	 instituições	autorizadas	a	 funcionar	pelo	Banco	Central,	bem	
como	a	operações	praticadas	nos	mercados	financeiro	e	de	capitais,	 relativas	às	competências	do	
Banco Central;
2. a operações de grupos de consórcio e às instituições e empresas que os administram e outras 
formas associativas assemelhadas que objetivem a aquisição de bens de qualquer natureza baseada 
em competências detidas pela Autarquia;
v)	 propostas	 de	 normas	 específicas	 de	 contabilidade,	 auditoria	 e	 estatística,	 a	 serem	 observadas	
pelas instituições e pelas empresas mencionadas na alínea anterior;
w)	o	não	atendimento	ao	público	por	parte	das	instituições	financeiras	e	demais	instituições	autoriza-
das a funcionar pelo Banco Central, no estrito interesse público, em situações especiais que venham 
a se apresentar, em todo ou em parte do território nacional;
x)	pedidos	de	credenciamento	de	entidades	para	divulgação	de	ofertas	firmes	e	de	negócios	(introduc-
ing broker);
y) matérias que, por sua natureza, exijam deliberação colegiada ou disciplina aplicável a questões não 
regulamentadas, no âmbito de ação do Banco Central;
z) proposição do Comitê de Projetos Corporativos (CPC); (NR) (5)
za) critérios para o credenciamento, descredenciamento de instituições para realizar operações do 
mercado aberto e operações de compra e venda de moeda estrangeira, no mercado interbancário, 
123ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
com o Banco Central, bem como para a aplicação de sanções por descumprimento da regulamenta-
ção pertinente; (NR) (5)
zb) propostas relativas ao: (NR) (5)
1. Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro); (NR) (5)
2. crédito rural, especialmente quanto às exigibilidades de aplicação de
recursos no setor agropecuário; (NR) (5)
3. sistema Registro Comum de Operações Rurais (Recor); (NR) (5)
VII - baixar normas e determinar providências relacionadas às atividades
das unidades do Banco Central;
VIII - autorizar a associação do Banco Central a instituições e entidades
representativas de segmentos relevantes no contexto do Sistema Financeiro Nacional ou internacio-
nal, bem como o pagamento das respectivas contribuições a título de manutenção ou anuidade;
IX - submeter ao CMN questões relacionadas ao ajuste do Sistema Financeiro Estadual que escapem 
à sua alçada;
X - julgar recursos contra a aplicação, a prestadores de serviços necessários à condução do processo 
de privatização de bancos federais e estaduais, das penalidades de advertência, multa e suspensão 
temporária de participação em licitação, impedimento de contratar com o Banco Central e declaração 
de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração Pública;
XI	-	exercer	o	controle	da	fiscalização	das	instituições,	das	câmaras	e	dos	prestadores	de	serviços	de	
compensação e de liquidação sujeitos à autorização do Banco Central, bem como da aplicação das 
penalidades previstas em lei e regulamentos;
XII	-	estabelecer	diretrizes	e	parâmetros	(benchmarks)	para	que	a	administração	das	reservas	oficiais	
de ouro e moeda estrangeira e de direitos especiais de saque esteja de acordo com as políticas mon-
etária e cambial do Governo;
XIII - propor ao CMN prazos para perda do poder liberatório de cédulas e moedas;
XIV	-	autorizar	a	subscrição	brasileira	em	aumentos	de	capital	de	organismos	financeiros	internacio-
nais, cuja responsabilidade pela integralização seja do Banco Central;
XV - estabelecer limites operacionais para os bancos brasileiros autorizados a operar no Convênio de 
Pagamentos e Créditos Recíprocos - CCR, bem como os valores das linhas de crédito concedidas aos 
Bancos Centrais participantes do referido convênio; (NR) (3)
XVI - decidir sobre alterações na área de atuação territorial das Gerências Técnicas Regionais e das 
Procuradorias Regionais e nos Estados; (NR) (3)
XVII - decidir, em última instância, ressalvada a competência do CMN e do Conselho de Recursos do 
Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), bem como os recursos de servidores contra decisões do Dire-
tor de Administração, recursos contra atos da competência originária do Presidente ou dos Diretores; 
(NR) (5)
124 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
XVIII - decidir, em última instância, recursos contra ato do Diretor de Organização do Sistema Finan-
ceiro e Controle de Operações do Crédito Rural que tenha por objeto juízo sobre a reputação de con-
troladores	ou	de	membros	de	órgãos	estatutários	de	instituições	financeiras	e	das	demais	instituições	
autorizadas a funcionar pelo Banco Central; (NR) (5)
XIX - decidir sobre alterações no regulamento do Comitê de Segurança (Coseg) e no regulamento de 
segurança de Tecnologia da Informação. (NR) (5)
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE
Art. 12. São atribuições do Presidente:
I - representar o Banco Central no País e no exterior, ou indicar representante e respectivo suplente;
II - participar, como membro integrante, com direito a voto, das reuniões do CMN;
III	-	definir	a	competência	e	as	atribuições	dos	membros	da	Diretoria;
IV	-	entender-se,	em	nome	do	Governo	Brasileiro,	com	as	instituições	financeiras	estrangeiras	e	in-
ternacionais;
V - submeter à Diretoria Colegiada:
a) os recursos interpostos contra seus atos;
b) o processo de prestação de contas anual do Presidente do Banco Central ao TCU;
VI - submeter ao CMN, após aprovação pela Diretoria Colegiada:
a) a proposta do orçamento de receitas e encargos das operações de autoridade monetária; (NR) (3)
b) o processo de prestação de contas anual do Presidente do Banco Central ao TCU;
c) proposta de utilização de recursos da reserva monetária por instituições sob regime especial;
d) a programação monetária;
e) proposta de emissão adicional de moeda;
f)	a	definição	das	características	das	cédulas	e	das	moedas	e	das	respectivas	datas	de	lançamento	
em circulação; g) (Revogado) (5)
h) alterações no Regimento Interno do Banco Central;
i) outras matérias que dependam de aprovação ou de homologação daquele Colegiado;
j) os balanços do Banco Central; (NR) (3)
VII - convocar e coordenar as reuniões da Diretoria Colegiada, do Copom e da Comissão Técnica da 
Moeda e do Crédito (Comoc);
VIII - submeter à Controladoria Geral da União – CGU, ao CMN e ao TCU a prestação de contas anual 
do Presidente do Banco Central; (NR) (3)
IX - designar entre os membros da Diretoria Colegiada, o seu substituto em suas ausências do ter-
ritório nacional, nos seus afastamentos ou em outros impedimentos legais ou regulamentares;
X - designar os substitutos dos Diretores, nos seus afastamentos e nos seus impedimentos legais ou 
regulamentares; (NR) (3)
125ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
XI - designar servidores para missões no exterior;
XII - (Revogado) (5)
XIII (Revogado) (3)
XIV - decidir, em última instância, sobre os recursos administrativos interpostos: (NR) (5)
a) por servidores contra atos da competência originária do Diretor deAdministração; (NR) (5)
b) por servidores membros da Carreira de Procurador do Banco Central do Brasil contra atos da com-
petência originária do Procurador-Geral; (NR) (5)
XV - comunicar às autoridades competentes, após a manifestação da Procuradoria-Geral, situações 
que	possam	ser	 tipificadas	 como	crime,	 cuja	 autoria,	 ainda	que	por	 indícios,	 tenha	 sido	atribuída,	
administrativamente, a servidor desta Autarquia; (NR) (1)
XVI - julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades de suspensão acima de 
trinta dias, demissão, cassação de aposentadoria ou de disponibilidade de servidores e destituição de 
função comissionada;
XVII - decretar intervenção, liquidação extrajudicial e administração especial temporária em institu-
ições	submetidas	à	fiscalização	do	Banco	Central,	bem	como	o	encerramento	desses	regimes;
XVIII - autorizar prorrogação do prazo de intervenção e de administração especial temporária;
XIX - exercer o direito de voto, como Governador ou Governador suplente pelo Brasil, sobre matérias 
decididas nos organismos internacionais mediante escrutínio;
XX	-	firmar:
a) convênios de pagamentos e créditos entre bancos centrais;
b) instrumentos de subscrição e notas promissórias referentes à
participação do Brasil no capital de organismos internacionais cuja responsabilidade pela integraliza-
ção seja do Banco Central;
c) acordos, contratos, convênios ou quaisquer outros documentos representativos de ajuste de que 
deva participar o Banco Central, quando previamente autorizado pela Diretoria Colegiada;
XXI - aprovar contratos de prestação de serviço no exterior; (NR) (3)
XXII - autorizar a divulgação das decisões do CMN, assinando as respectivas Resoluções, quando 
for o caso;
XXIII - autorizar a adoção, em caráter excepcional, da licitação do tipo “melhor técnica” ou “técnica 
e preço” para fornecimento de bens e execução de obras ou prestação de serviços de grande vulto 
majoritariamente	dependentes	de	tecnologia	sofisticada	e	de	domínio	restrito;	(NR)	(5)
XXIV - decidir ad referendum da Diretoria, nos casos de urgência e de relevante interesse, submet-
endo a matéria ao Colegiado na primeira reunião que se seguir à referida decisão;
XXV - julgar recursos contra atos do Secretário-Executivo, do Procurador-Geral, do Chefe de Gabinete 
do Presidente, do Corregedor-Geral, do Ouvidor, do Auditor-Chefe, do Chefe da Aspar e dos Chefes 
de Departamento que lhe sejam diretamente subordinados; (NR) (3)(5)
XXVI - decidir sobre matéria nova ou interpretativa relacionada com as atividades das unidades dire-
126 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
tamente subordinadas;
XXVII - submeter à Diretoria Colegiada os assuntos de competência das unidades diretamente subor-
dinadas, com vistas a decisões e regulamentações necessárias; (NR) (3)
XXVIII - assinar os balanços e os balancetes do Banco Central;
XXIX - estabelecer diretrizes e critérios relacionados ao desenvolvimento das atividades das unidades 
sob sua supervisão;
XXX - aprovar e submeter à consideração da Diretoria Colegiada, do CMN ou do Ministério da Fa-
zenda, conforme aplicável, anteprojetos de lei, minutas de medidas provisórias, de decretos, de regu-
lamentos e atos da espécie elaborados no Banco Central;
XXXI - cumprir e fazer cumprir as decisões e normas emanadas do CMN e da Diretoria Colegiada, 
relativas às atividades das unidades que lhe são subordinadas;
XXXII - avocar a decisão sobre qualquer assunto que se situe no âmbito das unidades que lhes são 
subordinadas;
XXXIII - responder a requerimento de informação oriundo do Poder Legislativo;
XXXIV - comunicar ao Ministério Público, após a manifestação da Procuradoria-Geral, os crimes 
definidos	em	lei	como	de	ação	pública,	ou	indícios	da	prática	de	tais	crimes;	(NR)	(1)
XXXV - determinar a instauração de processo administrativo disciplinar e a abertura de sindicância 
disciplinar ou patrimonial, quando envolver servidor em exercício de função comissionada superior a 
FDE-1; (NR) (2)
XXXVI	-	determinar	o	afastamento	de	servidor	que	possa	influir	na	apuração	de	irregularidades,	como	
medida cautelar; (NR) (2)
XXXVII - julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, quando envolver servi-
dor em exercício de função comissionada superior a FDE-1; (NR) (2)
XXXVIII - deliberar sobre requerimentos relacionados com revisão de penalidades aplicadas em 
decorrência de sindicâncias ou de processos administrativos disciplinares; (NR) (2)
XXXIX - julgar os procedimentos revisionais de processo disciplinar, quando tiver sido a autoridade 
que aplicou a penalidade; (NR) (2)
XL - designar:
a) o Secretário-Executivo e o seu substituto;
b) o Procurador-Geral, mediante prévia aprovação do nome pelo Advogado-Geral da União;
c) o Chefe de Gabinete e o seu substituto;
d) o Corregedor-Geral e o Auditor-Chefe, mediante prévia aprovação dos nomes pela Controladoria-
Geral da União;
e) o Ouvidor, o Chefe da Aspar e os seus substitutos;
f) os Consultores da Diretoria de sua área;
g) por indicação do Procurador-Geral, do Corregedor-Geral, do Auditor-Chefe e do Chefe da Aspar, 
o Procurador-Geral Adjunto, os Subprocuradores- Gerais, o Subcorregedor-Geral, o Auditor-Chefe 
127ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Adjunto e o Chefe Adjunto da Aspar, respectivamente; (NR) (3)(5)
XLI - indicar os servidores a serem designados na forma prevista nas alíneas “b” e “d” do inciso XL; 
(NR) (3)
XLII - dispensar os servidores designados na forma do inciso XL, sendo que, caso se trate do Auditor-
Chefe, após a aprovação da Controladoria-Geral da União; (NR) (3)(5)
XLIII - designar e dispensar os interventores, liquidantes e membros do conselho diretor de instituições 
submetidas a regime especial, ressalvado o disposto no inciso XVI do art. 18; (NR) (3)
XLIV - designar os membros da CEBCB, e dentre eles escolher o seu Presidente; (NR) (5)
XLV - submeter ao Conselho Monetário Nacional os recursos interpostos contra decisões da com-
petência originária da Diretoria Colegiada, devidamente instruídos, salvo aqueles cuja competência 
seja do CRSFN; (NR) (5)
XLVI	-	classificar,	reclassificar	e	desclassificar	documentos	de	qualquer	natureza	e	os	conhecimentos	
no	Banco	Central	nos	graus	ultrassecreto,	secreto,	confidencial	e	reservado;	(NR)	(5)
XLVII - indicar representante da área para participar do Coseg. (NR) (5) 
CAPÍTULO IV
DAS ATRIBUIÇÕES COMUNS AOS DIRETORES
Art. 13. São atribuições dos Diretores, nas respectivas áreas de atuação:
I - representar o Banco Central por indicação do Presidente do Banco;
II - autorizar a divulgação das decisões da Diretoria Colegiada, assinando os normativos decorrentes, 
inclusive as respectivas Circulares, quando for o caso; (NR) (5)
III	 -	 firmar	contratos,	convênios	ou	quaisquer	outros	documentos	 representativos	de	ajuste	de	que	
deva participar o Banco Central, quando previamente autorizado pela Diretoria Colegiada;
IV	-	comunicar	ao	Ministério	Público,	após	manifestação	da	Procuradoria-Geral,	os	crimes	definidos	
em lei como de ação pública, ou indícios da prática de tais crimes; (NR) (1)
V - comunicar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à 
Superintendência de Seguros Privados (Susep) e à Superintendência Nacional de Previdência Com-
plementar (Previc), as irregularidades e os ilícitos administrativos de que tenham conhecimento, ou 
indícios de sua prática; (NR) (5)
VI - designar e dispensar:
a) o Chefe de Gabinete, os Chefes de Departamento, os Gerentes- Executivos e os respectivos sub-
stitutos; (NR) (3)(5)
b) os Chefes-Adjuntos, por indicação dos Chefes de Departamento; (NR) (3)
c) os demais detentores de funções de assessoramento, lotados no gabinete de sua área; (NR) (5)
VII - solicitar, em conjunto com pelo menos outro Diretor, reunião extraordinária da Diretoria Colegiada;
VIII - estabelecer orientação a respeito da correta aplicação denormativos editados pelo Banco Cen-
tral pertinentes aos assuntos relacionados com sua área de atuação;
128 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
IX - decidir, em segunda e última instância, recursos contra atos do Chefe de Gabinete, dos Chefes 
de Unidade, e dos Gerentes-Executivos que lhes sejam diretamente subordinados, ressalvadas as 
competências da Diretoria Colegiada, do CRSFN e do Ministro de Estado da Fazenda; (NR) (5)
X - (Revogado) (3)
XI - participar das reuniões do CMN, da Comissão Técnica da Moeda e do Crédito do CMN (Comoc), 
do	Copom,	do	Coseg	e	de	outros	colegiados,	na	forma	prevista	em	lei	e	nos	regulamentos	específicos;	
(NR) (2)(5)
XII - aprovar pareceres a respeito de anteprojetos e projetos de lei, medidas provisórias e demais atos 
normativos da espécie, com vistas a respostas de solicitações dos Poderes Executivo e Legislativo;
XIII - exercer, no que couber, as atribuições referidas nos incisos XXVII a XXXIII do artigo anterior;
XIV - submeter à Diretoria Colegiada, quando na condição de coordenador do Comitê de Projetos 
Corporativos (CPC):
a) os projetos aprovados pelo CPC;
b) as contas da Redi-BC; (NR) (3)
XV	-	definir	as	prioridades	de	ação	da	área,	de	acordo	com	os	objetivos	estratégicos,	e	monitorar	o	
cumprimento do plano de ação pelas unidades subordinadas; (NR) (5)
XVI - representar o Banco Central: (NR) (5)
a)junto aos organismos e entidades internacionais, em assuntos relacionados à sua área de atuação; 
(NR) (5)
b)em comitês e em comissões técnicas, no âmbito do Governo Brasileiro, que envolvam assuntos 
relacionados à sua área de atuação; (NR) (5)
c) em fóruns da sociedade civil nos quais o Banco Central participe; (NR) (5)
XVII - informar e solicitar informações relativas à sua área de atuação a entidades de outros países; 
(NR) (5)
XVIII	-	classificar,	reclassificar	e	desclassificar	documentos	de	qualquer	natureza	e	os	conhecimentos	
no	Banco	Central	nos	graus	secreto,	confidencial	e	reservado;	(NR)	(5)
XIX - zelar pela correta aplicação da Política de Proteção do Conhecimento do Banco Central do 
Brasil; (NR) (5)
XX - indicar representante da área para participar do Coseg. (NR) (5) 
CAPÍTULO V
DAS ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS DOS DIRETORES
Seção I
Do Diretor de Administração
Art. 14. São atribuições do Diretor de Administração:
I - autorizar:
a)	alterações	de	estimativas	das	receitas	e	fixação	das	despesas	organizacionais	constantes	do	or-
129ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
çamento; (NR) (3)
b) a cessão e a concessão de uso de bens móveis;
c) a doação de bens móveis;
d) a realização de despesas com locação de imóveis, bem como os atos e contratos decorrentes;
e) aquisição de bens imóveis, inclusive recebimento em dação em pagamento, assim como a con-
strução, locação e concessão de uso; (NR) (3)
II - decidir sobre cessão, permissão e autorização de uso de bens imóveis;
III - decidir sobre representações referentes a compras, contratações, alienação, cessão e concessão 
de bens móveis e imóveis, bem como aos atos e contratos decorrentes;
IV - homologar o resultado dos procedimentos licitatórios relativos à alienação de imóveis não desti-
nados a uso;
V - autorizar a realização de despesas com compras e serviços e com obras e serviços de engenharia, 
bem como a correspondente rescisão contratual;
VI - decidir sobre a padronização de móveis e utensílios, equipamentos e veículos;
VII - presidir o Colegiado para assuntos do Programa Geral de Construções;
VIII	-	firmar	contratos	e	termos	de	rescisão	contratual,	qualquer	que	seja	o	instrumento	de	sua	formal-
ização, relativos à execução de obras do Programa Geral de Construções do Banco Central;
IX - designar os membros das comissões de licitações e os pregoeiros, indicados pelo Chefe do 
Demap; (NR) (3)
X - quanto à gestão de pessoas e organização administrativa: (NR) (5)
a) autorizar a remoção de ofício, quando implicar deslocamento de servidor para cidade diversa 
daquela onde localizado;
b) autorizar a cessão de servidores do Banco Central, no âmbito do Poder Executivo Federal e delib-
erar nos demais casos cuja autorização seja de competência do órgão responsável pelo sistema de 
pessoal civil; (NR) (3)
c) decidir sobre os casos de reversão de servidores aos quadros do Banco Central;
d) submeter à Diretoria Colegiada a proposta do número de vagas e os nomes dos candidatos ao 
programa de pós-graduação stricto sensu; (NR) (3)
e) autorizar a concessão de licença para capacitação para eventos no exterior, ouvido o Diretor da 
área na qual o servidor esteja lotado;
f) designar servidores para treinamento ou estágio no exterior; (NR) (3)
g) autorizar a redução da jornada de trabalho para seis horas, para servidores que trabalham no 
período noturno cujo regime de turnos ou escalas seja igual ou superior a quatorze horas ininterruptas;
h) designar servidor para atuar como membro dos Comitês de Pós- Graduação e de concessão de 
gratificações	estabelecidas	em	lei;
i) (Revogado) (2)
j) (Revogado) (2)
130 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
k) (Revogado) (2)
l) (Revogado) (2)
m) (Revogado) (2)
n) decidir sobre casos omissos nas normas e regulamentos relacionados à gestão de pessoas; (NR) (3)
o)	homologar	os	resultados	do	processo	de	concorrência	e	conceder	as	gratificações	estabelecidas	
em lei; (NR) (3)
p) submeter à Diretoria Colegiada o programa plurianual de recrutamento e seleção;
q) aprovar proposta de realização de concurso público para provimento de cargos das carreiras do 
Banco Central a ser submetida ao Ministério do Planejamento;
r) autorizar a prorrogação do prazo de validade de concurso público;
s)	decidir	sobre	alterações	da	estrutura	organizacional	e	de	fixação	de	funções	comissionadas,	desde	
que	 não	 haja	 acréscimo	 no	 somatório	 da	 fixação	 das	 unidades	 e	 gerências	 envolvidas,	mediante	
concordância do Diretor da área ou, no âmbito da Secre e da PGBC, do Secretário-Executivo e do 
Procurador-Geral, respectivamente; (NR) (3)(5)
t) submeter à Diretoria Colegiada as alterações nas normas do programa de pós-graduação;
u) designar e dispensar os Gerentes Administrativos Regionais e os seus substitutos; (NR) (3)
v) autorizar a interrupção de férias, nas situações previstas em lei, vedada a subdelegação; (NR) (3)
x)	autorizar	a	utilização	de	recursos	disponíveis	para	a	cobertura	de	déficit	do	programa	de	saúde	dos	
servidores do Banco Central; (NR) (3)
y)	decidir	 sobre	alterações	de	fixação	de	cargos	das	unidades,	mediante	solicitação	do	Diretor	da	
área ou, no âmbito da Secre ou da PGBC, do Secretário-Executivo e do Procurador-Geral, respec-
tivamente; (NR) (5)
XI - (Revogado) (3)
XII	-	ratificar	e,	se	for	o	caso,	submeter	à	aprovação	da	Diretoria	Colegiada,	em	conjunto	com	o	Presi-
dente ou o Diretor da área respectiva, os critérios para constituição, reforço, baixa ou reversão de pro-
visões, bem como as metodologias utilizadas para a marcação a mercado de ativos na contabilidade 
do Banco Central, propostos pelo Comitê para a Análise de Riscos;
XIII - aprovar a programação e os assuntos a serem discutidos nos ciclos de planejamento institucio-
nal; (NR) (3)
XIV - baixar normas estabelecendo os procedimentos a serem adotados nos processos de planeja-
mento, elaboração, execução, controle e alteração de projetos;
XV - decidir sobre programa de emissão de moedas comemorativas e submeter a proposta à Diretoria 
Colegiada;
XVI - autorizar a programação anual de produção de cédulas e moedas proposta pelo Mecir;
XVII - autorizar ações de divulgação das características do dinheiro brasileiro;
XVIII - presidir o Comitê de Segurança do Banco Central do Brasil; (NR) (2)
XIX - aprovar a inclusão das despesas com a administração do meio circulante no orçamento de re-
131ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ceitas e encargos de operações de autoridade monetária, de acordo com a diretriz estabelecida pelo 
CMN;(NR) (3)
XX	-	decidir	sobre	alienação	de	imóveis,	condicionada	à	autorização	legislativa	específica,	dispensada	
esta para os imóveis recebidos em dação em pagamento; (NR) (3)
XXI - submeter à Diretoria Colegiada a indicação de servidores para compor os conselhos Deliberativo 
e Fiscal da Centrus; (NR) (3)
XXII	-	decidir	sobre	a	distribuição	dos	limites	orçamentários	e	financeiros	para	as	unidades	do	Banco	
Central,	em	função	dos	limites	aprovados	na	Lei	Orçamentária	Anual	e	programação	financeira	esta-
belecida pelo Poder Executivo; (NR) (3)
XXIII	-	providenciar	o	gerenciamento	dos	convênios	ou	acordos	firmados	entre	o	Banco	Central	e	a	
Centrus e autorizar os respectivos pagamentos; (NR) (3)
XXIV - submeter à Diretoria Colegiada:
a)	os	instrumentos	concernentes	a	convênios	ou	acordos	a	serem	firmados	entre	o	Banco	Central	e	
a Centrus;
b) as propostas de alterações regulamentares ou estatutárias apresentadas pela Centrus; (NR) (3)
c) as propostas de alteração na distribuição de funções comissionadas, cargos e competências que 
tenham impacto sobre as estruturas das Unidades, o Regimento Interno e as áreas de atuação territo-
rial do Banco Central; (NR) (5)
XXV	-	firmar	acordos	referentes	ao	pagamento,	em	até	trinta	(30)	parcelas	mensais	e	sucessivas,	de	
débitos cujo montante não exceda a R$ 100.000,00 (cem mil reais), constituídos em favor do Banco 
Central; (NR) (5)
XXVI - responder pelos assuntos relativos à área de administração do Banco Central; (NR) (5)
XXVII - decidir, em segunda e última instância, recursos contra atos dos Gerentes Administrativos 
Regionais; (NR) (5)
XXVIII - autorizar a adoção da licitação do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”, ressalvada a 
atribuição do Presidente; (NR) (5)
XXIX - representar o Banco Central, como titular, no Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). 
(NR) (5)
Seção II
Do Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos (NR) (5)
Art. 15. São atribuições do Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos: 
(NR) (5)
I - coordenar a avaliação da conjuntura internacional e dos seus possíveis desdobramentos; (NR) (5)
II	-	definir	e	validar	as	diretrizes	referentes	às	negociações	envolvendo	serviços	financeiros	e	investi-
mentos; (NR) (5)
III - representar o Banco Central em comitês e comissões técnicas constituídas no âmbito do Governo 
132 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Brasileiro e que envolvam assuntos da área internacional; (NR) (5)
IV - articular ações para fortalecer a inserção internacional do Banco Central; (NR) (5)
V - articular, quando necessário, as posições a serem defendidas pelo Banco Central em fóruns e 
organismos internacionais; (NR) (5)
VI - responder pelos assuntos relativos às áreas de assuntos internacionais, de gestão de riscos cor-
porativos e referências operacionais, de competência do Banco Central; (NR) (5)
VII - propor à Diretoria Colegiada: (NR) (5)
a)	acordos	de	cooperação	técnica	a	serem	firmados	pelo	Banco	Central	com	outros	bancos	centrais	e	
organismos internacionais; (NR) (5)
b) política de gestão de riscos corporativos aplicável a todas as áreas do Banco; (NR) (5)
c) referências operacionais (benchmarks), limites operacionais e critérios de mensuração dos resul-
tados no âmbito da política de gestão de risco; (NR) (5) VIII - avaliar os riscos e o impacto no Balanço 
do Banco Central das operações de política cambial, de política monetária, de aplicação das reservas 
internacionais e demais operações da instituição; (NR) (5)
IX	-	avaliar	os	riscos	não	financeiros	do	Banco	Central;	(NR)	(5)
X - zelar pela observância da política de gestão de riscos no Banco Central; (NR) (5)
XI - em conjunto com o Diretor de Política Monetária, em caráter temporário, adotar medidas restritivas 
para as aplicações das reservas internacionais, com o objetivo de redução de risco, com imediata 
comunicação das medidas adotadas à Diretoria Colegiada; (NR) (5)
XII - negociar convênios e acordos de cooperação técnica com bancos centrais e organizações inter-
nacionais e articular ações de cooperação técnica prestadas pelo Banco Central. (NR) (5)
Seção III
Do Diretor de Estudos Especiais
Art. 16. (Revogado) (3)
Seção IV
Do Diretor de Fiscalização
Art. 17. São atribuições do Diretor de Fiscalização:
I - representar o Banco Central:
a) junto ao Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia, do Banco de Compensações Internacionais 
(Bank for International Settlement - BIS) e aos seus subgrupos, em assuntos relacionados à área de 
Fiscalização;
b) (Revogado) (5)
c) (Revogado) (5)
II - administrar convênios de intercâmbio de informações de interesse corporativo do Banco Central 
com entidades de supervisão de outros países;
133ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
III - informar e solicitar informações a entidades de supervisão de outros países sobre a situação de 
instituições	financeiras	e	demais	instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central; IV- (Revogado) (5)
V - submeter à Diretoria Colegiada propostas de:
a) decretação de regime especial;
b)	afastamento	cautelar	de	administradores	de	instituições	submetidas	à	fiscalização	do	Banco	Cen-
tral;
c)	suspensão	cautelar	de	atividades	exercidas	por	instituições	sujeitas	à	fiscalização	do	Banco	Cen-
tral; (NR) (3)
d) substituição de empresa de auditoria contábil ou do auditor contábil independente de instituições 
sujeitas	à	fiscalização	do	Banco	Central.	(NR)	(3) VI - negociar, elaborar e executar convênios e acor-
dos de cooperação com autoridades de supervisão do exterior; (NR) (5)
VII	-	responder	pelos	assuntos	relativos	à	área	de	fiscalização	do
Sistema Financeiro Nacional. (NR) (5)
Seção V
Do	Diretor	de	Organização	do	Sistema	Financeiro	e	Controle	de	Operações	do	Crédito	Rural	
(NR) (5)
Art. 18. São atribuições do Diretor de Organização do Sistema
Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural: (NR) (5)
I - propor à Diretoria Colegiada soluções para a reestruturação e o reordenamento das instituições 
oficiais	de	crédito	controladas	pelos	governos	estaduais	e	do	Distrito	Federal,	buscando	seu	ajusta-
mento, observadas as diretrizes estabelecidas para o fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional;
II - submeter à Diretoria Colegiada propostas de:
a) encerramento de liquidação extrajudicial, mediante prosseguimento das atividades econômicas da 
empresa, com mudança de objeto social, ou por transformação em liquidação ordinária;
b)	instituição	de	regras	para	fixação	de	honorários	de	interventor,	liquidante,	conselho	diretor	e	abono	
dos respectivos assistentes;
c)	extensão	de	gravame	de	indisponibilidade	a	bens	específicos	ou	patrimônio	de	pessoas	que,	além	
dos ex-administradores e controladores, tenham concorrido, nos últimos doze meses, para a decreta-
ção de regime especial;
d) prorrogação de regime especial de intervenção ou administração especial temporária; (NR) (3)
e) autorização para o interventor requerer a falência de instituição submetida ao regime de interven-
ção; (NR) (3)
f) decretação de liquidação extrajudicial de instituições sob regime de intervenção; (NR) (3)
III - nomear e dispensar membros de comissão de inquérito relativa a processos de intervenção, liq-
uidação extrajudicial ou administração especial temporária;
134 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
IV - autorizar a prorrogação para encerramento dos trabalhos das comissões de inquérito;
V - propor ao Presidente o nome de liquidante, de interventor ou de membro de conselho diretor de 
administração especial para instituições em regimes especiais; (NR) (1)
VI - propor ao Presidente ato de encerramento da liquidação extrajudicial:
a)	em	razão	da	aprovação	das	contas	finais	do	 liquidante	e	conseqüente	baixa	no	registro	público	
competente e da decretação da falência;
b)	quando	decorrente	do	cumprimento	de	condições	anteriormente	fixadas	pela	Diretoria	Colegiada;
c)ou suspensão em razão de decisão excepcional emanada do Poder Judiciário;
VII	-	acompanhar	a	execução	e	o	cumprimento	das	medidas	saneadoras	das	instituições	oficiais	de	
crédito controladas pelos governos estaduais e do Distrito Federal;
VIII	-	firmar	contratos	e	termos	de	rescisão	contratual,	 relativamente	a	serviços	necessários	à	con-
dução do processo de privatização de bancos federais e estaduais, cuja despesa tenha sido previa-
mente autorizada por autoridade competente;
IX - decidir sobre:
a) aplicação, a prestadores de serviços necessários à condução do processo de privatização de ban-
cos federais e estaduais, das penalidades de advertência, multa e suspensão temporária de participa-
ção em licitação, impedimento de contratar com o Banco Central e declaração de inidoneidade para 
licitar e contratar com a Administração Pública;
b) prorrogação de prazos para a execução de serviços necessários à condução do processo de priva-
tização de bancos federais e estaduais;
c) honorários de interventores, liquidantes e conselho diretor e de abono dos respectivos assistentes;
X - autorizar a liberação das garantias efetuadas por licitantes ou contratados, em decorrência da 
prestação de serviços necessários à condução do processo de privatização de bancos federais e 
estaduais;
XI - homologar o resultado de procedimentos licitatórios relativos a serviços necessários à condução 
do processo de privatização de bancos;
XII - julgar os recursos contra decisões de comissões de licitação, relativamente a serviços necessári-
os à condução do processo de privatização de bancos federais e estaduais;
XIII	 -	 conduzir	 o	 processo	 de	 desestatização	 das	 instituições	 financeiras	 sob	 responsabilidade	 do	
Banco Central;
XIV - autorizar a realização e o pagamento de despesas decorrentes de serviços necessários à con-
dução do processo de privatização de bancos federais e estaduais;
XV - decidir pelo arquivamento ou encaminhamento ao Poder Judiciário dos autos do inquérito instau-
rado em decorrência da decretação dos regimes de intervenção, liquidação extrajudicial ou administ-
ração especial temporária, após manifestação da Procuradoria-Geral do Banco Central; (NR) (3)
XVI - dispensar, no curso dos respectivos regimes, os interventores, liquidantes e membros de con-
135ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
selho diretor e designar os respectivos substitutos; (NR) (3)
XVII	-	autorizar	liberação	ou	substituição	de	garantias	reais	ou	fidejussórias	vinculadas	a	dívidas	de	
instituições submetidas a regimes especiais, encerrados ou em curso, de suas coligadas, sucessoras, 
pessoas	físicas	e	jurídicas	controladoras	ou	diretamente	interessadas,	e	firmar	os	respectivos	contra-
tos e outros instrumentos; (NR) (3)(5)
XVIII - indicar representantes do Banco Central para integrar a Comissão Especial de Recursos (CER), 
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Comitê Técnico para Assuntos 
Rurais, vinculado ao Ministério da Fazenda, bem como para participar de outros comitês, comissões e 
grupos técnicos, convênios e acordos técnicos vinculados a sua área de atuação; (NR) (3)(5)
XIX - solicitar alocação de recursos orçamentários destinados aos pagamentos das despesas impu-
táveis ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro); (NR) (3)
XX - autorizar a divulgação de relatórios e anuários referentes ao crédito rural e ao Proagro; (NR) (3)(5)
XXI - decidir, em última instância, sobre recursos interpostos em processos administrativos destinados 
a apurar a existência, liquidez e certeza de créditos do Banco Central referentes a instituições sub-
metidas a regime especial ou falência; (NR) (3)
XXII - analisar propostas relativas ao: (NR) (5)
a) Proagro; (NR) (5)
b) crédito rural, especialmente quanto às exigibilidades de aplicação de recursos no setor agro-
pecuário; (NR) (5) c) sistema Recor; (NR) (5)
XXIII - decidir sobre: (NR) (5)
a) autorização para constituição de: (NR) (5)
1.	 sociedade	de	crédito,	 financiamento	e	 investimento;	 (NR)	 (5) 2. sociedade de crédito imobiliário; 
(NR) (5)
3. companhia hipotecária; (NR) (5)
4. sociedade de arrendamento mercantil; (NR) (5)
5. banco de desenvolvimento; (NR) (5)
6. cooperativa central de crédito; (NR) (5)
7. cooperativa de crédito de empresários; (NR) (5)
8. cooperativa de crédito de pequeno empresário, microempresário ou microempreendedor; (NR) (5)
b) criação de carteira de banco múltiplo; (NR) (5)
c) mudança de objeto social que resultar em instituição mencionada no inciso XXIIIV, alínea “a”, deste 
artigo; (NR) (5)
d) transferência de controle societário das instituições citadas no inciso XXIII, alínea “a”, itens 1 a 4 
deste artigo; (NR) (5)
e) eleição ou nomeação de membro de órgão estatutário ou contratual que não atenda na sua totali-
dade, os requisitos estabelecidos na regulamentação; (NR) (5)
136 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
f) instalação de dependência no exterior; (NR) (5)
g) participação societária de instituição sujeita a autorização do Banco Central no capital social de 
instituição	financeira	ou	assemelhada	sediada	no	exterior;	(NR)	(5)
h)	autorização	para	representação,	no	País,	de	instituição	financeira	estrangeira;	(NR)	(5)
i) projetos de transformação de sociedades cooperativas de crédito que resultem nas cooperativas 
citadas no inciso XXIII, alínea “a”, itens 7 e 8, deste artigo, ou em cooperativas de crédito de livre 
admissão; (NR) (5)
j) elegibilidade de instrumentos híbridos de capital e dívida e de dívida subordinada, para composição 
do Patrimônio de Referência (PR); (NR) (5)
k)	autorização	para	 instituição	financeira,	emissora	de	ações	sem	direito	a	voto,	participar	em	pro-
grama de depositary receipts; (NR) (5)
l) dispensa de entrega de demonstrações contábeis mensais e de contratação de auditor indepen-
dente por parte das administradoras de consórcio em processo de encerramento de atividades nesse 
segmento; (NR) (5)
m) cancelamento de autorização para funcionamento ou para administrar grupo de consórcio so-
licitado por administradora detentora de recursos não procurados por participantes desistentes ou 
excluídos e valores pendentes de cobrança judicial; (NR) (5)
n) fusão, incorporação, cisão ou desmembramento da qual decorra nova autorização para funciona-
mento de sociedade ou entidade citada na alínea “a” do inciso XXIII, deste artigo; (NR) (5)
o) mudança de objeto social que resultar em banco comercial, banco de investimento ou banco de 
câmbio, ressalvada a competência da Diretoria Colegiada; (NR) (5)
XXIV - solicitar informações a entidades de supervisão de outros países sobre a situação de institu-
ições, seus controladores e administradores, bem como de pessoas físicas e jurídicas, residentes e 
domiciliadas no exterior, que desejam instalar dependências no território nacional, participar no capital 
de instituição com sede no País sujeita à autorização do Banco Central ou integrar órgão estatutário 
numa	dessas	instituições	financeiras	e	assemelhadas;	(NR)	(5)
XXV - manifestar-se sobre: (NR) (5)
a) modelos de contratos admitidos a negociação em bolsas de mercadorias e de futuros ou em en-
tidades de compensação e liquidação de operações, quando solicitado pela Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM); (NR) (5)
b)	participação	das	instituições	financeiras	e	demais	instituições	autorizadas	a	funcionar	pelo	Banco	
Central em programas federais de subsídio à habitação; (NR) (5)
XXVI - revogar ato que homologou nome de eleito ou nomeado para integrar órgãos estatutários de 
instituições	financeiras	e	demais	instituições	autorizadas	a	funcionar	pelo	Banco	Central;	(NR)	(5)
XXVII	-	determinar	o	cancelamento	da	autorização	para	funcionamento	de	instituições	financeiras	e	
demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central; (NR) (5)
XXVIII - responder pelos assuntos relativos à área de organização do Sistema Financeiro Nacional, ao137ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
controle de operações do Crédito Rural e à administração do Proagro; (NR) (5)
XXIX - decidir, em primeira instância, sobre o arquivamento, com recurso de ofício, e sobre a aplicação 
de penalidades em processo administrativo punitivo; (NR) (5)
XXX - decidir, em última instância, recursos contra atos do Departamento de Organização do Sistema 
Financeiro, ressalvadas as competências da Diretoria Colegiada. (NR) (5)
Seção VI
Do Diretor de Regulação do Sistema Financeiro (NR) (5)
Art. 19. São atribuições do Diretor de Regulação do Sistema Financeiro: (NR) (5)
I - (Revogado) (5)
II - (Revogado) (5)
III - (Revogado) (5)
IV - (Revogado) (5)
V - (Revogado) (5)
VI - representar o Banco Central junto ao Comitê de Supervisão
Bancária da Basiléia, do Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements - 
BIS)	e	aos	seus	subgrupos,	em	assuntos	relacionados	à	área	de	regulação	financeira;	(NR)	(5)
a) (Revogado) (5)
b) (Revogado) (5)
c) (Revogado) (5)
VII - propor, em conjunto com o Diretor de Política Econômica, para apreciação pela Diretoria Cole-
giada, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP); VIII - autorizar a divulgação de cartas-circulares pelas 
unidades da área, bem como de comunicados, quando for o caso; IX - (Revogado) (5)
X - (Revogado) (5)
XI - (Revogado) (5)
XII	-	coordenar	ações	voltadas	para	a	inclusão	financeira	e	responsabilidade	socioambiental	do	Siste-
ma Financeiro; (NR) (5)
XIII - decidir, em conjunto com o Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Controle de Op-
erações do Crédito Rural, os assuntos remanescentes relativos às desestatizações; (NR) (5)
XIV - responder pelos assuntos relativos à área de regulação do Sistema Financeiro Nacional e do 
sistema de consórcios; (NR) (5)
XV - responder pelos assuntos relativos à área de regulação do mercado de câmbio e de capitais 
internacionais; (NR) (5)
XVI - coordenar estudos e ações voltadas à regulação do Sistema Financeiro Nacional e às atividades 
e instituições do sistema de consórcios, inclusive no que se refere à regulação prudencial e regras op-
eracionais, produtos e atividades de instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional; (NR) (5)
XVII - coordenar estudos e ações voltadas à regulação do mercado de câmbio, do capital estrangeiro 
138 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
no País e do capital brasileiro no exterior (capitais internacionais), inclusive no que se refere à regula-
ção prudencial e regras operacionais, produtos e atividades. (NR) (5)
Seção VII
Do Diretor de Política Econômica
Art. 20. São atribuições do Diretor de Política Econômica:
I - coordenar os estudos e o desenvolvimento dos modelos necessários ao regime de metas para a 
inflação;
II - coordenar:
a) o acompanhamento, o aperfeiçoamento e a publicação dos dados macroeconômicos nas áreas 
externa,	monetária,	fiscal	e	de	juros	e	spread	bancário;
b)	a	elaboração	do	Relatório	de	Inflação;
c) as atividades brasileiras relacionadas ao processo de harmonização dos indicadores macro-
econômicos para os países do Mercosul;
d) a elaboração da Programação Monetária, trimestral;
e) a elaboração de ata das reuniões do Copom;
f) a elaboração do Relatório de Economia Bancária e Crédito;
g) a elaboração, em conjunto com os Diretores de Fiscalização e de
Regulação do Sistema Financeiro, do Relatório de Estabilidade Financeira; (NR) (5)
h) as atividades de relacionamento com investidores;
i)	a	fixação	das	diretrizes	para	gestão	das	informações	relativas	a	capitais	internacionais,	em	conjunto	
com o Diretor de Regulação do Sistema Financeiro; (NR) (5)
III - avaliar a situação econômica geral do País e propor à Diretoria Colegiada diretrizes de política 
econômica com vistas à deliberação e ao estabelecimento de normas sobre a matéria;
IV - conduzir a realização de pesquisas relacionadas às áreas de responsabilidade do Banco Central;
V - supervisionar a aplicação dos instrumentos de política econômica de responsabilidade do Banco 
Central;
VI - coordenar, nas reuniões do Copom, a apresentação da situação macroeconômica do País, bem 
como os resultados dos modelos e apresentar, nessas reuniões, sugestões sobre as diretrizes de 
política	monetária	e	proposta	para	a	definição	da	meta	para	a	Taxa	Selic;
VII - acompanhar a evolução dos agregados monetários do País;
VIII - conduzir estudos especiais de interesse da Diretoria Colegiada; (NR) (3)
IX - acompanhar a formulação e a execução da política monetária, bem como conduzir estudos nessa 
área com vistas à competente deliberação e ao estabelecimento de normas sobre a matéria; (NR) (3)
X - responder pelos assuntos relativos à área de Política Econômica, de competência do Banco Cen-
tral. (NR) (5)
139ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Seção VIII
Do Diretor de Política Monetária
Art. 21. São atribuições do Diretor de Política Monetária:
I - acompanhar a evolução dos agregados monetários do País e atuar no sentido do ajustamento da 
liquidez	monetária	e	financeira	aos	objetivos	da	política	econômica	e	a	obtenção	da	estabilidade	de	
preços;
II - administrar a aplicação dos instrumentos de política monetária e de outros mecanismos colocados 
sob a sua supervisão;
III - apresentar, nas reuniões do Copom, sugestões sobre as diretrizes de política monetária e propos-
ta	para	a	definição	da	meta	para	a	Taxa	Selic,	bem	como	divulgar	as	decisões	tomadas	pelo	Comitê;
IV - (Revogado) (5)
V - presidir o Comitê de Estratégia de Investimento no gerenciamento ativo das reservas internacio-
nais, observados os critérios de segurança, liquidez e rentabilidade; (NR) (5)
VI - atuar no sentido de manter em níveis adequados as reservas internacionais do País; (NR) (5)
VII	-	fixar	critérios	para	compra	e	venda,	pelo	Banco	Central,	nos	mercados	doméstico	e	internacional,	
de	ativos	financeiros,	de	ouro	e	de	moedas	estrangeiras;
VIII	-	autorizar	a	execução	da	política	cambial	formulada	pela	Diretoria	Colegiada	e	definir	os	parâmet-
ros de atuação; (NR) (5)
IX - avaliar as ocorrências de inadimplência em câmaras e em prestadores de serviços de compensa-
ção e de liquidação, adotando as medidas cabíveis;
X - decidir sobre: (NR) (5)
a) mudanças no funcionamento de câmaras e de prestadores de serviços de compensação e de liq-
uidação, ressalvada a competência da Diretoria Colegiada; (NR) (5)
b) credenciamento ou descredenciamento de instituições para realizar operações de mercado aberto 
e operações de câmbio com o Banco Central; (NR) (5)
c) providências ou medidas que devam ser adotadas para assegurar o funcionamento regular dos 
mercados de títulos públicos federais e de câmbio; (NR) (5)
d) quantidade e características dos títulos da dívida pública mobiliária federal interna a serem emitidos 
pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para compor a carteira do Banco Central; (NR) (5)
e)	realização	de	operações	com	instituições	financeiras,	inclusive	de	redesconto	com	prazo	superior	
a um dia, submetendo à Diretoria Colegiada as operações destinadas a viabilizar o ajuste patrimonial 
de	instituição	financeira	com	problema	de	desequilíbrio	estrutural;	(NR)	(5)
f)	realização,	para	fins	das	políticas	monetária	e	cambial,	de	operações	com	derivativos	no	mercado	
interno, incluindo operações de swap referenciadas em taxas de juros e variação cambial; (NR) (5)
g) em conjunto com o Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, a 
adoção, em caráter temporário, de medidas restritivas para as aplicações das reservas internacionais, 
com o objetivo de redução de risco, com imediata comunicação das medidas adotadas à Diretoria 
140 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Colegiada; (NR) (5)
h) alteração dos horários de funcionamento do Sistema de Transferência de Reservas (STR), obser-
vado o seguinte: (NR) (5)
1. Horário de Abertura do STR: prorrogações superiores a 3 horas; (NR) (5)2. Horário de Fechamento do STR: prorrogações superiores a 2 horas; (NR) (5)
i) ajustes adicionais, em conjunto com o Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos 
Corporativos, em caráter temporário, para as aplicações das reservas internacionais, observados os 
limites estabelecidos pela Diretoria Colegiada; (NR) (5)
XI - aprovar as metas para a política operacional de mercado aberto;
XII - autorizar a aplicação em títulos da dívida pública mobiliária federal interna e baixar normas 
complementares;
XIII - (Revogado) (5)
XIV - propor à Diretoria Colegiada:
a) diretrizes de política monetária e do Sistema de Pagamentos
Brasileiro, com vistas à competente deliberação e ao estabelecimento de normas;
b) critérios para o credenciamento e descredenciamento de instituições para realizar operações do 
mercado aberto e operações de compra e venda de moeda estrangeira, no mercado interbancário, 
com o Banco Central, bem como para a aplicação de sanções por descumprimento da regulamenta-
ção pertinente; (NR) (5)
c) (Revogado) (5)
d) o enquadramento, como sistemicamente importantes, de sistemas de liquidação de câmaras e de 
prestadores de serviços de compensação e de liquidação;
e) o funcionamento de sistemas de liquidação de câmaras e de prestadores de serviços de compen-
sação e de liquidação;
f) mudanças relevantes no funcionamento de câmaras e de prestadores de serviços de compensação 
e de liquidação, relacionadas ao controle acionário, à estrutura organizacional e administrativa, à con-
cepção dos modelos de liquidação e de administração de risco ou qualquer alteração com impactos 
sistêmicos imediatos ou potenciais; (NR) (5)
XV - executar convênios celebrados na área de política monetária; (NR)(5)
XVI - representar o Banco Central no Comitê de Sistemas de Compensação e de Liquidação de 
Pagamentos da Basiléia (CPSS), do Banco de Compensações Internacionais (Bank for International 
Settlements - BIS), nos seus subgrupos, e em outros fóruns internacionais e nacionais, em assuntos 
relacionados à área de sistemas de pagamentos; (NR) (5)
XVII - responder pelos assuntos relativos à área de Política Monetária, de competência do Banco 
Central do Brasil. (NR) (5)
141ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Histórico	de	Atualizações
Edição:	Portaria	29.971,	de	4.3.2005,	publicada	no	Diário	Oficial	de	10.3.2005.
(NR)(1):	Portaria	31.175,	de	28.6.2005,	publicada	no	Diário	Oficial	de	30/6/2005.
(NR)(2):	Portaria	35.613,	de	27.7.2006,	publicada	no	Diário	Oficial	de	31/7/2006.
(NR)(3):	Portaria	43.003,	de	31.1.2008,	publicada	no	Diário	Oficial	de	1/2/2008,	com	ato	de	retifi-
cação em 11/2/2008.
(NR)(4):	Portaria	n°	64.255,	de	31.3.2011,	publicada	no	Diário	Oficial	de	4/4/2011.
(NR)(5):	Portaria	n°	67.022,	de	6.9.2011,	publicada	no	Diário	Oficial	de	8/9/2011.
Fonte: o texto na íntegra encontra-se disponível em: <http://www.bcb.gov.br/Adm/RegimentoInterno/
RegimentoInterno.pdf>. Acesso em: 8 nov. 2010.
O	que	é	e	o	que	faz	o	Banco	Central
O Banco Central do Brasil, criado pela Lei 4.595, de 31/12/1964, é uma autarquia federal, vinculada ao 
Ministério da Fazenda, que tem por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e 
um	sistema	financeiro	sólido	e	eficiente.
Entre as suas atividades principais destacam-se: a condução das políticas monetária, cambial, de 
crédito,	e	de	relações	financeiras	com	o	exterior;	a	regulação	e	a	supervisão	do	Sistema	Financeiro	
Nacional (SFN); e a administração do sistema de pagamentos e do meio circulante.
O Banco Central do Brasil atua também como Secretaria-Executiva do Conselho Monetário Nacional 
(CMN) e torna pública as Resoluções do CMN.
Fonte: <http://www.bcb.gov.br>. Acesso em: 17 jan. 2012.
142 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
SUPERINTENDÊNCIA	DE	SEGUROS	PRIVADOS	–	SUSEP
Estrutura 
A SUSEP é administrada por um Conselho Diretor, composto pelo Superintendente e por 
quatro Diretores. Também integram o Colegiado, sem direito a voto, o Secretário-Geral e 
Procurador-Geral. Compete ao Colegiado fixar as políticas gerais da Autarquia, com vistas 
à ordenação das atividades do mercado, cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP 
e aprovar instruções, circulares e pareceres de orientação em matérias de sua competência.
A presidência do Colegiado cabe ao Superintendente que tem, ainda, como atribuições, 
promover os atos de gestão da Autarquia e sua representação perante o Governo e à sociedade. 
Fonte: <http://www.susep.gov.br/menu/a-susep/estrutura>
A SUSEP conta com rígido código de ética:
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor da Superintendência de Seguros 
Privados - SUSEP.
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – 
SUSEP, no uso das atribuições que lhe confere o item IV do art. 19 do Regimento 
143ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Interno de que trata a Deliberação SUSEP Nº 132, de 18 de dezembro de 2008 e, tendo 
em vista o disposto no Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994,
 
 D E L I B E R O U:
Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor da Superintendência 
de Seguros Privados – SUSEP, que integra o Anexo desta Deliberação.
Art. 2º Obrigam-se ao cumprimento do disposto nesta Deliberação os servidores 
estatutários, os ocupantes de cargos em comissão, os diretores fiscais, liquidantes, 
interventores e seus assistentes, os servidores, funcionários ou empregados requisitados 
ou cedidos de outros órgãos públicos, os contratados, os estagiários, os prestadores 
de serviços e todos aqueles que, por força de lei, contrato ou qualquer outro ato 
jurídico, prestem serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda 
que sem retribuição financeira, direta ou indiretamente vinculados à Superintendência 
de Seguros Privados, que, para os efeitos deste Código de Ética, são genericamente 
denominados “servidores”.
Art. 3º A inobservância das normas estipuladas neste Código poderá acarretar, 
sem prejuízo de outras sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei, as 
seguintes consequências:
I - censura ética, a ser aplicada pela Comissão de Ética Pública;
II - exoneração do cargo em comissão ou do cargo de liquidante, interventor, assistente 
de liquidante ou assistente de interventor;
III - dispensa da função de confiança; e
IV - restituição do servidor, funcionário ou empregado cedido, requisitado ou contratado 
a seu órgão de origem ou à empresa contratada para prestação do serviço, com a 
devida comunicação, a seu empregador direto, das razões que embasaram tal ato.
Art. 4° Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a 
Deliberação SUSEP Nº 83, de 10 de fevereiro de 2003.
Fonte: <http://www.susep.gov.br/menu/a-susep/codigo-de-etica>. Acesso em: 21 jan. 
2012.
A SUSEP, como já vimos, é o órgão responsável pela execução e fiscalização das práticas do 
mercado de seguros.
É importante conhecer um pouco da história dos seguros:
144 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
HISTÓRIA DO SEGURO 
Início da Atividade Seguradora no Brasil
A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio 
internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi 
a “Companhia de Seguros BOA-FÉ”, em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por 
objetivo operar no seguro marítimo. 
Neste período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente 
em 1850, com a promulgação do “Código Comercial Brasileiro” (Lei n° 556, de 25 de 
junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulado em 
todos os seus aspectos. 
O advento do “Código Comercial Brasileiro” foi de fundamental importância para 
o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras 
seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamenteprevisto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre. Até mesmo a exploração 
do seguro de vida, proibido expressamente pelo Código Comercial, foi autorizada em 
1855, sob o fundamento de que o Código Comercial só proibia o seguro de vida quando 
feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de 
seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por 
volta de 1862, às primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior. 
Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos 
prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando 
proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, 
a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros 
de vida, determinando que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus 
recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos. 
Algumas empresas estrangeiras mostraram-se discordantes das disposições contidas 
no referido diploma legal e fecharam suas sucursais. 
O mercado segurador brasileiro já havia alcançado desenvolvimento satisfatório no 
final do século XIX. Concorreram para isso, em primeiro lugar, o Código Comercial, 
estabelecendo as regras necessárias sobre seguros marítimos, aplicadas também 
para os seguros terrestres e, em segundo lugar, a instalação no Brasil de seguradoras 
145ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
estrangeiras, com vasta experiência em seguros terrestres. 
Surgimento da Previdência Privada
O século XIX também foi marcado pelo surgimento da “previdência privada” brasileira, 
pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - 
Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado proposto pelo então Ministro da 
Justiça, Barão de Sepetiba, que, pela primeira vez, oferecia planos com características 
de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída por meio 
da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923. 
A Criação da Superintendência Geral de Seguros
O Decreto n° 4.270, de 10/12/1901, e seu regulamento anexo, conhecido como 
“Regulamento Murtinho”, regulamentaram o funcionamento das companhias de 
seguros de vida, marítimos e terrestres, nacionais e estrangeiras, já existentes ou 
que viessem a se organizar no território nacional. Além de estender as normas de 
fiscalização a todas as seguradoras que operavam no País, o Regulamento Murtinho 
criou a “Superintendência Geral de Seguros”, subordinada diretamente ao Ministério 
da Fazenda. Com a criação da Superintendência, foram concentradas, numa única 
repartição especializada, todas as questões atinentes à fiscalização de seguros, antes 
distribuídas entre diferentes órgãos. Sua jurisdição alcançava todo o território nacional 
e, de sua competência, constavam as fiscalizações preventiva, exercida por ocasião 
do exame da documentação da sociedade que requeria autorização para funcionar, e 
repressiva, sob a forma de inspeção direta, periódica, das sociedades. Posteriormente, 
em 12 de dezembro de 1906, por meio do Decreto n° 5.072, a Superintendência Geral 
de Seguros foi substituída por uma Inspetoria de Seguros, também subordinada ao 
Ministério da Fazenda. 
O Contrato de Seguro no Código Civil Brasileiro
Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo 
do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o “Código 
Civil Brasileiro”, com um capítulo específico dedicado ao “contrato de seguro”. Os 
preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, 
em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro. Esses preceitos fixaram os 
princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, 
de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios 
fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro. 
Surgimento da Primeira Empresa de Capitalização
A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de “Sul 
América Capitalização S.A”. Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março 
de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de 
capitalização por meio do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo 
Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria 
146 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
de Seguros. O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: “As únicas 
sociedades que poderão usar o nome de “capitalização” serão as que, autorizadas pelo 
Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela 
Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital mínimo perfeitamente determinado 
em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, 
à pessoa que subscrever ou possuir um titulo, segundo cláusulas e regras aprovadas e 
mencionadas no mesmo título”. 
Criação do Dnspc
Em 28 de junho de 1933, o Decreto n° 22.865 transferiu a “Inspetoria de Seguros” 
do Ministério da Fazenda para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. No 
ano seguinte, por meio do Decreto n° 24.782, de 14/07/1934, foi extinta a Inspetoria 
de Seguros e criado o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização 
-DNSPC, também subordinado àquele Ministério. 
Princípio de Nacionalização do Seguro
Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o 
“Princípio de Nacionalização do Seguro”, já preconizado na Constituição de 1934. Em 
consequência, foi promulgado o Decreto n° 5.901, de 20 de junho de 1940, criando 
os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços 
públicos, pessoas físicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes 
(ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), nas condições estabelecidas 
no mencionado regulamento. 
Criação do Instituto de Resseguros do Brasil - IRB
Nesse mesmo período foi criado, em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), por 
meio do Decreto-lei n° 1.186, de 3 de abril de 1939. As sociedades seguradoras ficaram 
obrigadas, desde então, a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua 
capacidade de retenção própria, que, por meio da retrocessão, passou a compartilhar 
o risco com as sociedades seguradoras em operação no Brasil. Com esta medida, o 
Governo Federal procurou evitar que grande parte das divisas fosse consumida com a 
remessa, para o exterior, de importâncias vultosas relativas a prêmios de resseguros 
em companhias estrangeiras. 
É importante reconhecer o saldo positivo da atuação do IRB, propiciando a criação efetiva 
e a consolidação de um mercado segurador nacional, ou seja, preponderantemente 
ocupado por empresas nacionais, sendo que as empresas com participação estrangeira 
deixaram de se comportar como meras agências de captação de seguros para suas 
respectivas matrizes, sendo induzidas a se organizar como empresas brasileiras, 
constituindo e aplicando suas reservas no País. 
O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes visando 
criar condições de competitividade para o aparecimento e o desenvolvimento de 
seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção 
147ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
e a criação do chamado excedente único. Por meio da adoção de baixos limites de 
retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos 
instrumentadas tecnicamente como era o caso das empresas de capital nacional 
passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que 
tinha assegurada a automaticidade da cobertura de resseguro. 
Criaçãoda SUSEP 
Em 1966, por meio do Decreto-lei n° 73, de 21 de novembro de 1966, foram reguladas 
todas as operações de seguros e resseguros e instituído o Sistema Nacional de 
Seguros Privados, constituído pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Instituto de Resseguros do Brasil 
(IRB); sociedades autorizadas a operar em seguros privados; e corretores habilitados. 
O Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização - DNSPC -foi substituído 
pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP - entidade autárquica, dotada de 
personalidade jurídica de Direito Público, com autonomia administrativa e financeira, 
jurisdicionada ao Ministério da Indústria e do Comércio até 1979, quando passou a estar 
vinculada ao Ministério da Fazenda. 
Em 28 de fevereiro de 1967, o Decreto n° 22.456/33, que regulamentava as operações das 
sociedades de capitalização, foi revogado pelo Decreto-lei n° 261, passando a atividade 
de capitalização a subordinar-se, também, a númerosos dispositivos do Decreto-lei n° 
73/66. Adicionalmente, foi instituído o Sistema Nacional de Capitalização, constituído 
pelo CNSP, SUSEP e pelas sociedades autorizadas a operar em capitalização. 
Fonte: <www.susep.gov.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
Sociedades	de	arrendamento	mercantil	–	Leasing
O que é Leasing? (Do livro Manual de Decisões Financeiras e Análise de Negócios). 
Conceito: 
Leasing é uma opção na qual é cedido um bem em troca de remuneração. A diferença 
Leasing e aluguel é sutil. Enquanto no aluguel o cedente tem intenção de conservar a 
propriedade do bem, findo o contrato, no Leasing existe a intenção da transferência do 
bem. 
É possível definir melhor Leasing como uma operação de empréstimo vinculada à 
aquisição de um determinado bem, na qual o bem permanece de prioridade do cedente 
até o final do contrato, quando então é transferido para o “tomador do empréstimo” 
mediante o pagamento de um valor residual, estimado no contrato. 
148 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Diferenças Fiscais 
As diferenças econômicas do Leasing e do empréstimo estão na área fiscal. No Leasing, 
o fisco permite a dedução do total dos pagamentos devidos no cálculo do imposto de 
renda. 
Já no empréstimo, só se permite a dedução dos juros. Entretanto, se o empréstimo for 
destinado à aquisição de equipamentos, pode-se reduzir a depreciação do mesmo. 
(Sendo X% a taxa (alíquota) do imposto de renda da Empresa) 
Será economicamente mais atraente aquela opção que apresentar o menor custo 
líquido, considerado como custo líquido o custo menos os benefícios fiscais. 
Uma vantagem não econômica do Leasing é que, não sendo formalmente um 
empréstimo, não entra no cálculo do coeficiente de endividamento da empresa.
Leasing 
É um contrato pelo qual uma pessoa física ou jurídica, consegue que uma instituição 
financeira adquira determinado bem móvel ou imóvel, alugando-o ao interessado 
por prazo certo mediante o pagamento de uma prestação, sendo que, findo o prazo 
pactuado, o locatário (arrendatário) possa optar por devolver o bem locado, renovar 
a locação ou adquirir o bem pelo preço residual fixado no momento da celebração do 
contrato. 
O leasing pode ser considerado contrato de adesão? 
Sim, uma vez que apenas a instituição financeira elabora as cláusulas contratuais, 
ficando o locatário/arrendatário condicionado à aceitação do inteiro teor do contrato. 
Enfim, as cláusulas são impostas ao locatário/arrendatário, que só pode escolher entre 
aceitar o contrato ou recusá-lo. 
O que é contrato de adesão? 
É aquele em as cláusulas são elaboradas por uma só das partes contratantes, sem 
permitir modificação pela parte que a ele adere. 
149ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O contrato de leasing está sujeito às regras do Código de Defesa do Consumidor? 
Sim, esse contrato elaborado por instituição financeira está sujeito às regras do Código 
de Defesa do Consumidor, principalmente ser classificado como contrato de adesão. 
A prestação paga pelo locatário/arrendatário abrange exclusivamente ao valor de 
aluguel do bem? 
Não, a prestação é composta pelo valor do aluguel, o valor da compra do bem, o lucro 
da instituição financeira bem como as taxas de administração. 
É correto afirmar que enquanto utiliza o bem, o locatário/arrendatário já está 
adquirindo-o? 
Sim, ao adimplir o contrato, o locatário/arrendatário está pagando, em prestações, o 
preço do bem, o que caracteriza a compra e venda a prazo. 
Estando o locatário/arrendatário inadimplente, é lícito à instituição financeira retirar 
judicialmente o bem da sua posse? 
Não, os Tribunais têm entendido que o fato do locatário pagar mensalmente, embutido 
na prestação devida, o valor do bem, o contrato de leasing caracteriza-se como se 
fosse de compra e venda, o que inviabiliza a retomada do bem pela instituição financeira 
mediante a propositura de ação judicial de reintegração de posse. 
O que é o valor residual, pago quando, ao final do contrato, o locatário/arrendatário 
decidir adquirir o bem? 
Tem-se entendido que o valor residual nada mais é do que a consumação da compra 
do bem através do pagamento da última parcela. 
É lícita a capitalização de juros (ou seja, a cobrança de juros sobre juros) nos contratos 
de leasing? 
Não, a prática de cobrança de juros sobre juros, também denominada anatocismo, é 
combatida pelo Judiciário, inclusive por meio de entendimento pacífico do Supremo 
Tribunal Federal (Súmula 121 STF).
Ao final do contrato, se o locatário/arrendatário optar pela devolução do bem, perderá 
as quantias pagas? 
Não, as cláusulas contratuais que dispõem nesse sentido são consideradas abusivas, 
uma vez que ao efetuar o pagamento das prestações o locatário/arrendatário está 
adquirindo o bem. 
É lícito ao consumidor, quando se sentir lesado com o contrato firmado, pedir a revisão 
contratual? 
Sim, o Código de Defesa do Consumidor garante essa possibilidade. 
A instituição financeira poderá cobrar multa de mora, ou seja, multa pelo atraso no 
150 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
pagamento? 
Sim, mas apenas quando houver expressa previsão contratual. 
A fixação do percentual da multa de mora pode ser feita livremente pela instituição 
financeira? 
Não, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor (art. 52, §1º), nos 
contratos em que há outorga de crédito ao consumidor, como é o caso do contrato de 
leasing, o limite da multa é de 2% sobre o valor da prestação e não, sobre o valor total 
do contrato. 
A cobrança dos juros de mora (ou seja, decorrente do atraso no cumprimento da 
obrigação) só pode ser feita quando especificada no contrato? 
Não, a cobrança dos juros de mora pode ser feita mesmo quando não prevista no 
contrato, uma vez que decorre de lei, que impõe o limite de 1% ao mês. Entretanto, na 
hipótese do contrato não prevê, os juros não poderão ser superior a 0,5% ao mês. 
Se o consumidor for vítima de cobrança ilegal, como deverá proceder? 
Deverá depositar a quantia que entende devida, e enviar uma carta com aviso de 
recebimento (AR) para empresa credora, notificando-a do depósito bancário efetuado. 
A partir da data em que receber a correspondência, a empresa terá dez dias para 
recusar formalmente ao pagamento. Havendo recusa do pagamento, o consumidor 
deverá propor ação judicial de consignação em pagamento, devendo, para tanto, 
contratar um advogado. 
E se o consumidor não ajuizar a ação de consignação? 
O consumidor estará sujeito ao pagamento de todos os encargos decorrentes da mora. 
Entretanto, não estará obrigado ao pagamento de honorários advocatícios, posto que, 
não houve processo judicial. 
Na hipótese em que o contrato de leasing tem como indexador o dólar norte-americano, 
o consumidor pode pedir a substituição desse indexador?Sim, a cláusula que prevê a utilização do indexador de atualização das parcelas devidas 
com base no dólar é abusiva, sendo cabível a substituição do indexador pelo INPC. 
Arrendamento Mercantil (Leasing) 
1- Histórico 
a) No LEASING financeiro, as contraprestações devem ser suficientes a que a 
arrendadora recupere o custo do bem arrendado e ainda obtenha um retorno, ou seja 
um lucro sobre os recursos investidos. 
151ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
b) LEASING operacional, as contraprestações destinam-se basicamente a cobrir o 
custo de arrendamento do bem e ainda dos serviços prestados pela arrendadora com 
a manutenção e assistência técnica postos à disposição do arrendatário, previsto ainda 
que o preço para a opção de compra será sempre o do “valor de mercado do bem 
arrendado”. 
2 - Irregularidades 
O LEASING na sua teoria deveria ser uma ferramenta essencial para aquisição de 
um bem igual usado pelo financiamento, porém sem o total desembolso, e ainda teria a 
opção de compra ou não do bem no final do prazo do contrato. Mas no Brasil não se 
respeita a verdadeira função do LEASING, onde podemos citar: 
O VRG (Valor Residual Garantido) deve ser cobrado quando o arrendatário optar pela 
compra do bem ou ainda, que ficasse determinado no início do contrato o desejo da 
compra. Concluímos que o valor pago a título de VALOR RESIDUAL GARANTIDO deve 
ser considerado um VALOR PAGO ANTECIPADO, não sofrendo acréscimos de juros 
remuneratórios, juros moratórios ou multa por atraso. 
A multa por atraso (contraprestações) não pode exceder 2 %. Conforme Lei 8.078, de 
11.9.90 (CDC) art. 52 § 1º. “§ 1º As multas de mora decorrentes do inadimplemento 
das obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor 
da prestação.”Referente ao contrato em dólar: De acordo com o código de defesa do 
consumidor, no art. 6º, são direitos do consumidor: [...] V - “ a modificação das clausulas 
contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de 
fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas” [...]. A variação do dólar 
norte-americano até janeiro de 1999, se manteve proporcional à variação dos índices 
da inflação mas a partir deste momento a variação do dólar se tornou excessivamente 
oneroso. Concluímos que o justo é usar o índice oficial do governo para inflação: INPC/
IBGE 
Referente a juros: 
Conforme art. 192, CF.”§ 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e 
quaisquer outras remunerações diretas ou indiretamente referidas à concessão de 
crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste 
limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, 
nos termos que a lei determinar”. 
DECRETO Nº 22.626, DE 7 DE ABRIL DE 1933 
Art. 4º - É proibido contar juros dos juros, esta proibição não compreende a acumulação 
de juros vencidos aos saldos líquidos em conta corrente de ano a ano.” 
3 - Documentos necessários 
 Contrato de arrendamento mercantil; 
152 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
 Planilha de evolução do saldo devedor ou Recibos de pagamentos; 
 Entrega em 5 dias úteis.
Fonte: <www.inpecon.com.br>. Acesso em: 5 nov. 2010.
Compra ou Leasing 
1ª Renda - primeiro pagamento que o Cliente faz no início do contrato. Pode fazer parte 
da entrada inicial. 
Aluguer de Longa Duração (ALD) - Contrato de aluguer celebrado por meio de uma 
locadora mediante o qual o locatário/comprador se torna proprietário do veículo, apenas 
no final do respectivo contrato, mas se este não pretender o carro, será lhe devolvido 
o respectivo caução. 
Capital em Dívida - montante que falta pagar pelo Cliente ao Banco. 
Capital Financiado - montante do empréstimo que o Cliente assume perante o Banco. 
Caução - O mesmo que penhor. Entrega por parte do Cliente de um determinado 
montante, como forma de segurança para o bom cumprimento do contrato. Dado ter 
um caráter de garantia, o seu pagamento tem lugar no início do contrato, fazendo por 
isso parte da entrada inicial.
Cheque	Bancário - cheque expedido por um Banco por conta e cargo de um Cliente 
ou a seu próprio cargo. 
Conta Corrente - conta que se inicia com o montante financiado ao Cliente e onde são 
registrados todos os momentos ao longo da vida do contrato. 
Crédito	 ao	Consumo - o mesmo que Crédito Tradicional. É um contrato de venda 
a prestações com financiamento para aquisição de automóvel novo ou usado a 
prestações, ficando a viatura em nome do Cliente. 
Crédito	Intersolução - sistema de financiamento de veículos, por meio de uma conta 
corrente, com a obrigatoriedade de um pagamento mínimo mensal, disponibilizado 
a empresários em nome individual, profissionais liberais e particulares, clientes ou 
potenciais clientes do Banco. 
Crédito	Tradicional - É um contrato de venda a prestações com financiamento para 
aquisição de automóvel novo ou usado a prestações, ficando a viatura em nome do 
Cliente. 
Despesas de Contrato - valores pagos pelo Cliente destinado a suportar as despesas 
administrativas relacionadas com a formalização do contrato ou constituição de 
garantias. 
153ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Entrada Inicial - montante entregue pelo Cliente que se deduz ao valor da viatura com 
IVA permitindo, dessa forma, calcular o valor a financiar. Quanto maior for à entrada 
inicial menor será o valor a financiar e, consequentemente, menor a prestação a pagar 
pelo Cliente. 
Franquia - percentagem do valor de reparação que fica sob a responsabilidade do 
segurado, quando existe sinistro. 
Indexação - é a acção de vincular uma operação, quanto ao juro aplicável, a uma 
variável. 
Leasing - o mesmo que locação financeira. Operação de financiamento por meio 
da qual uma das partes (locadora) cede a outra (locatário) o direito de utilização de 
um determinado bem, durante um período de tempo acordado, em contrapartida do 
pagamento de rendas periódicas. O locatário poderá adquirir o bem no final do contrato, 
mediante o pagamento do valor residual. 
Locação Financeira (Leasing) - o mesmo que leasing. Operação de financiamento por 
meio da qual uma das partes (locadora) cede a outra (locatário) o direito de utilização 
de um determinado bem, durante um período de tempo acordado, em contrapartida do 
pagamento de rendas periódicas. O locatário poderá adquirir o bem no final do contrato, 
mediante o pagamento do valor residual. 
Locadora - a empresa de leasing/ald que adquire o bem pretendido pelo Cliente 
(viatura), cedendo-lhe a utilização contra o pagamento de uma renda periódica. 
Locatário - o Cliente que pretende adquirir um bem (viatura) realizando o financiamento 
desse bem através de leasing/ald. 
Penhor - o mesmo que caução. Entrega por parte do Cliente de um determinado 
montante, como forma de segurança para o bom cumprimento do contrato. Dado ter 
um carácter de garantia, o seu pagamento tem lugar no início do contrato, fazendo por 
isso parte da entrada inicial. 
Prestação - encargo periódico que o Cliente assume perante o Interbanco no Crédito 
Tradicional e no Crédito Intersolução. 
Renda/Aluguer - encargo periódico que o Cliente assume perante o Interbanco nos 
produtos de Leasing (renda) e ALD (aluguer). 
Taxa de Juro Fixa ou Variável - a taxa dos produtos poderá ser fixa (não alterável ao 
longo da vida do contrato) ou variável (varia consoante o indexante). A taxa será fixa ou 
variável consoante o produto escolhido pelo Cliente ou de acordo coma as condições 
inicialmente acordadas com o Cliente. 
Valor a pagar no final do contrato - o mesmo que valor residual. 
Valor de Retoma - aplicável no produto ALD (Aluguer de Longa Duração). Corresponde 
parcialmente ao penhor contido na entrada inicial. Assim, o acto do pagamento do valor 
154 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA| Educação a Distância
de retoma fica completo no final do contrato, pelo que a responsabilidade financeira do 
Cliente extingue-se após o último pagamento. 
Valor Residual - valor a pagar pelo Cliente no final do contrato, caso deseje exercer a 
opção de compra. Este valor é acordado entre as partes no início do contrato, podendo 
o Cliente indicar, no final do contrato, que será uma terceira entidade a exercer a opção 
de compra. 
Leasing. Reajuste. Variação Cambial. Onerosidade Excessiva (INPC)
O contrato de leasing de veículo nacional em questão foi realizado em fevereiro de 
1998 e estabelecia o reajuste das parcelas pela variação do dólar. Com a posterior 
desvalorização do real, o valor das prestações aumentou e o arrendatário, ora recorrido, 
ajuizou ação ordinária buscando a substituição do índice de correção. 
Prosseguindo o julgamento, a Turma, por maioria, não conheceu do REsp, ao fundamento 
de que, considerando o momento em que a obrigação foi contraída, in casu, houve fato 
superveniente que tornou a cláusula da paridade cambial excessivamente onerosa ao 
arrendatário consumidor, a justificar sua revisão (art. 6° do CDC), devendo-se trocar tal 
reajuste por outro índice, como fez o Tribunal ao aplicar o INPC. 
Ressaltou-se que não se pode examinar a aplicação do aludido dispositivo fora do 
caso concreto, bem como que esta proteção diz respeito tão somente ao consumidor, 
considerado parte vulnerável pelo CDC. A divergência do voto vencido restringia-se 
ao fundamento de que a onerosidade superveniente não poderia ser afastada sem 
grave lesão à arrendadora, impondo-se solução de equidade pela qual as diferenças 
resultantes da desvalorização seriam suportadas concorrentemente pelas partes, 
à razão da metade. Precedentes citados: REsp 164.765-RJ, DJ 2/10/2000, e REsp 
119.773-RS, DJ 15/3/1999. REsp 268.661-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 
2/8/2001 (Informativo STJ 102, 25 de julho a 03 de agosto de 2001). 
 
Leasing e o Direito do Consumidor 
A Constituição Federal de 1988 possui o Princípio da Livre Iniciativa (art. 1.º, IV e art. 
170, caput) limitado ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana (art. 1.º, III) e ao 
Direito do Consumidor (art. 5.º, XXXII e 170, V). 
O Direito do Consumidor inserto no Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei 
8.078/90) visa regular as leis do consumo e proteger aquele considerado, legalmente, 
vulnerável. Ao Consumidor, despido de condições de prova de seu Direito, determinou 
a Lei a inversão do ônus da prova, significando que a Prova é do Fornecedor do Produto 
ou do Serviço. 
Assim, o empresário, que possui total liberdade de exploração de seu negócio, obriga-
-se a arcar com o ônus do risco do negócio, fundamentado, doutrinariamente, na Teoria 
do Risco do Negócio. 
155ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
O Leasing tem sido objeto de abusividade por parte das arrendadoras, conforme 
entendimento dos tribunais que determinam a aplicabilidade do Código de Defesa do 
Consumidor. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, a opção de compra em 
caso de Leasing transmutou o Direito de Aquisição do bem em um Dever do Consumidor, 
onerando-o demasiadamente ao obrigá-lo a antecipar um resíduo equivalente a 50% do 
valor financiado, sem opção de devolução dos valores pagos ao término do contrato. Se 
incorrer em atraso nas parcelas, as instituições financeiras requerem a devolução do 
bem sem direito a restituição do valor pago. 
As ilegalidades praticadas pelas operadoras de Leasing são tantas que inclui Cobrança 
antecipada do valor residual, Juros sobre Juros, indexação das prestações à TR e 
imposição de “spreads” abusivos, de modo que decisões de todo o Brasil favorecem o 
Consumidor, inclusive quanto à ilegalidade do Protesto e da Emissão de Duplicatas. A 
exemplificar, foram derrotadas, recentemente, três das maiores arrendadoras do país: o 
Banco Bradesco, o Banco Excel e a Autolatina. 
Com maestria ensina Luiz A. R. Nunes, Juiz do 1.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de 
São Paulo, em artigo publicado pela Saraiva (Ano 8 - n.º 1 - março de 1999 - p. 12) que :
O mercado de consumo não pertence ao fornecedor, mas sim à sociedade,[...] Não 
pode ele, por exemplo, através de cláusula contratual, repassar tal risco ao consumidor. 
Se da exploração decorrer lucro, é legítimo que o fornecedor fique com ele; mas, se vier 
prejuízo, este também é seu. Não é permitido que, de nenhuma forma, o risco da perda 
seja passado ao consumidor, nem sequer repartido com este[...] Assim, [...] a cláusula 
contratual que permite o uso da variação cambial é nula, pois estabelece obrigação 
iníqua, abusiva e que coloca o consumidor em desvantagem exagerada (art. 51, IV e 
parágrafo 1.º , I a III), incompatível com o princípio da equidade (art. 51, IV), e viola o 
sistema da Lei n.º 8.078 (art. 51, XV).
A primeira decisão de mérito sobre o Dólar e o Contrato de Leasing foi proferida pelo 
Juiz da 15ª. Vara Cível de São Paulo - Capital, Dr. Antonio Jeová da Silva Santos. Ele 
deu ganho de causa à bibliotecária Bernardete Pitta Chain e determinou a revisão da 
cláusula de contrato firmado com a Safra Leasing S.A. Ela financiou um automóvel 
Ford Fiesta 97 com prestações corrigidas pelo dólar. A bibliotecária já havia pagado 18 
prestações quando ocorreu a desvalorização do real, elevando subitamente o valor das 
parcelas. A decisão do juiz Santos determina que as prestações pagas a partir de 14 de 
janeiro tenham por base o dólar a R$ 1,32, valor fixado pelo Banco Central. A sentença 
foi baseada no “princípio da onerosidade excessiva” do contrato. Em sua opinião, a 
súbita desvalorização do real, a partir de 14 de janeiro, em nível muito superior do que 
vinha sendo anunciado pelo governo, jamais poderia ter sido prevista por Bernardete. 
Assim, o desequilíbrio que sobreveio aos contratos de Leasing atrelados à moeda 
norte-americana “vulnera o princípio da Justiça e da equidade que deve acompanhar o 
contrato em todo tempo em que perdurar”. 
Certamente as sucessivas e reiteradas derrotas forçarão os Bancos a outro tipo de 
156 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
atitude, em especial para aqueles que ousarem lutar pelos seus Direitos, que não finda 
com a redução dos valores a serem pagos, pois se a arrendadora incluiu o nome do 
consumidor no SPC e no SERASA, este terá direito, também, à indenização pelos 
danos (materiais e morais) sofridos. 
 
Leasing –	Tabela	Price 
Todos os contratos de leasing utilizam como sistema de cálculo a “Tabela Price”, que 
tem por princípio em sua fórmula a capitalização dos juros, que é proibida pela Súmula 
121 do S.T.F. 
O consumidor por ignorar seus direitos, é lesado nestes contratos mesmo que estando 
em dia com suas prestações. Ao estar em atraso com alguma prestação, aí os abusos 
são maiores ainda, sendo que muitas vezes acaba perdendo o bem financiado, e ainda 
continua devendo para as instituições. 
Fique	Atento:	Contrato	de	Leasing pode esconder várias surpresas
Adquirir um bem por meio de leasing pode trazer surpresas no decorrer do negócio. O 
sistema, apesar de se parecer com um financiamento convencional, esconde diversas 
obrigações, muitas vezes estabelecidas de maneira obscura ao consumidor. 
•	trata-se	de	um	sistema	de	arrendamento	mercantil,	ou	seja,	de	aluguel	com	opção	de	
compra; 
•	é	utilizado	principalmente	na	aquisição	de	veículos	novos;	
•	as	principais	vantagens	em	relação	às	outras	opções	de	financiamento	praticadas	pelo	
mercado são as taxas de juros menores e a isenção do IOF (Imposto sobre Operações 
Financeiras). 
Atenção: o contrato é considerado de difícil compreensão até pelas próprias operadoras 
que atuam no negócio. Na maioria dos casos, as empresas não fornecem uma via 
ao cliente. A “opção de compra”, estabelecida na legislação que criou o sistema de 
arrendamento mercantil, na prática nãoexiste, ou seja, quem adere ao sistema de 
leasing já está optando por comprar o bem. 
•	 o	 que	 as	 empresas	 denominam	 “entrada”	 é,	 na	 realidade,	 uma	 parte	 do	 valor	
correspondente à opção de compra do bem, chamado de “Valor Residual Garantido” 
(VRG); 
•	nas	parcelas,	além	do	aluguel,	é	embutida	uma	parte	desse	resíduo;	
•	 para	 caracterizar	 um	 contrato	 de	 arrendamento	 mercantil,	 a	 operadora	 teria	 de	
oferecer todas as opções de pagamento (ou não) do VRG ao cliente – no início, no final 
157ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ou diluído com as parcelas do aluguel. 
Não existem parâmetros definidos para a determinação do VRG. Dependendo da 
instituição financeira, pode atingir até 90% do valor do bem. Antes de aderir aos sistemas 
de leasing disponíveis atualmente no mercado, compare o total a ser pago (VRG + 
aluguéis mensais) com outras formas de financiamento. Outra dica é verificar se o VRG 
está totalmente diluído na entrada e nas prestações ou se ao final dos pagamentos 
haverá algum resíduo. 
Atenção: o cliente deve tomar cuidado com os contratos pós-fixados em variação 
cambial, porque é um tiro no escuro. 
•	durante	a	vigência	do	contrato	de	leasing, o bem pertence à operadora; 
•	em	caso	de	 inadimplência,	as	empresas	podem	cobrar	multa	de	2%	por	atraso	de	
pagamento, juros de mora de 1% ao mês, além de comissão de permanência de acordo 
com as taxas de mercado, geralmente muito altas; 
•	se	o	consumidor	não	pagar	as	parcelas	em	atraso,	a	operadora	pode	entrar	na	justiça	
com ação de reintegração de posse; 
•	no	caso	de	cancelamento	do	contrato,	seja	por	inadimplência	ou	por	opção, negocie a 
devolução de parte do VRG que foi pago junto à operadora.
Fonte: <www.inpecon.com.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
Sobre o Factoring
ANFAC foi fundada em 1982 com o objetivo de disseminar a atividade de fomento 
mercantil no Brasil. Ao longo destes anos, a instituição vem estabelecendo normas 
de conduta e agindo no Congresso Nacional na defesa dos interesses do setor, 
contribuindo para a elaboração de legislação que regule a atividade no País.
Entidade civil, sem fins lucrativos, ela reúne as empresas de fomento, que atuam no 
mercado comprando créditos mercantis e vendendo serviços às empresas industriais 
e de varejo. Para auxiliar nas negociações realizadas entre a empresa de factoring e 
sua clientela, A ANFAC adotou uma metodologia de cálculo e criou o Fator de Compra, 
indicador publicado diariamente que serve de referência para os negócios do fomento 
no Brasil.
A ANFAC reúne as empresas de fomento, organiza e orienta as atividades do segmento 
e representa as empresas associadas judicial e extrajudicialmente. Também atua como 
Corte de Arbitragem, em caso de controvérsia entre suas associadas, e zela pelo 
cumprimento das normas éticas de autorregulamentação pelas empresas de factoring. 
Com a consolidação do segmento que hoje movimenta em torno de R$ 50 bilhões por 
ano, a entidade luta pela aprovação de legislação que consolide o balizamento legal do 
fomento mercantil no Brasil.
158 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Como entidade de ponta, patrocinou a primeira operação montada pelo BankBoston 
com Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no valor de R$ 10 milhões, 
em dezembro de 2005. Esse movimento estabelece novos horizontes e amplia as 
possibilidades de crescimento do segmento no Brasil. 
Fonte: <www.anfac.com.br>. Acesso em: 29 nov. 2010.
O que é factoring?
É a prestação contínua e cumulativa de assessoria mercadológica e creditícia, de 
seleção de riscos, de gestão de crédito, de acompanhamento de contas a receber e 
de outros serviços, conjugada com a aquisição de créditos de empresas resultantes de 
suas vendas mercantis ou de prestação de serviços, realizadas a prazo. Esta definição 
foi aprovada na Convenção Diplomática de Ottawa-Maio/88 da qual o Brasil foi uma 
da 53 nações signatárias, consta do Art. 28 da Lei 8981/95, ratificado pela Resolução 
2144/95, do Conselho Monetário Nacional.
Lei 8981/95 
Art. 28 - A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante 
a aplicação do percentual de cinco por cento sobre a receita bruta registrada na 
escrituração, auferida na atividade. 
§ 1º - Nas seguintes atividades o percentual de que trata este artigo será de: 
c) trinta por cento sobre a receita bruta auferida com as atividades de: 
c.4) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, 
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e 
a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou 
de prestações de serviços (factoring). 
Resolução 2.144 - 22.02.95 - factoring prática de operações privadas de instituições 
financeira - consequências. 
Estabelece sobre operações de factoring e operações privativas de instituições 
financeiras. 
O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei 4.595, de 31.12.64, torna público 
que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 22.02.95, tendo em vista 
o disposto no art.4º, inciso VI, da referida Lei, em face do contido no art.28, §1º, alínea 
“c.4”, da Lei 8.981, de 20.01.95, que conceitua como factoring atividade de prestação 
cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de 
crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de 
direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de pessoas de serviços, 
159ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Resolveu:
Art. 1º - Esclarecer que qualquer operação praticada por empresa de fomento mercantil 
(factoring) que se ajuste ao disposto no art. 28, § 1º alínea “c.4”, da Lei nº 8.981, de 
20.01.95, e que caracteriza operação privativa de instituição financeira, nos termos do 
art.17, da Lei 4.595, de 31.12.64, constitui ilícito administrativo (lei nº 4.595, de 31.12.64) 
e criminal (Lei nº 7.492, de 16.06.86). 
Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
A palavra “Factoring”, mundialmente conhecida, a partir do século XVII, não encontra 
tradução precisa em português. 
A desinformação sobre o Factoring, no Brasil, dificulta aos Micro e Pequenos 
Empresários, desfrutar destas atividades de desenvolvimento empresarial, quando 
necessárias ao empreendedor. 
O Factoring se diferencia do sistema bancário, dentro de seus novos e modernos 
conceitos, pelas suas características básicas. 
Factoring é uma atividade de fomento comercial, desenvolvida por empresas 
independentes e autônomas, caracterizada por: aquisição de ativos (contas a 
receber) de Micros e Pequenas Empresas, mediante um preço à vista, sem riscos de 
inadimplemento, ao cedente, dos créditos transferidos, sem direito de regresso, contra 
a empresa cedente. 
As empresas de factoring se inserem na livre concorrência empresarial, sendo 
reguladas pelas leis de mercado. 
São os seguintes, os agentes do Factoring: 
- Casa de factoring
- Empresa Cedente - vendedora
- Cessionária - empresa compradora.
Factoring	é	atividade	mercantil	mista	atípica	
À empresa de FACTORING é proibido, por lei, fazer captação de dinheiro no mercado e 
emprestar dinheiro. Quem capta dinheiro e empresta dinheiro é BANCO, que depende 
da autorização do Banco Central para funcionar. Quem pratica, sem autorização 
do Banco Central, qualquer atividade que legalmente é de banco, responde por um 
processo administrativo e por um processo criminal (Resolução 2144/95 do CMN). 
O FACTORING é instituto do direito mercantil. Presta serviços e compra créditos 
(direitos) de empresas resultantes de suas vendas mercantis a prazo. A transação do 
160 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
FACTORING é mercantil (pro soluto). É uma compra definitiva em que a empresa de 
FACTORINGassume riscos de insolvência. Constatada, porém, a fraude na formação 
do crédito, ela tem todo o direito de agir contra a sua empresa-cliente. A transação “pro 
solvendo” inscreve-se no direito financeiro bancário. FACTORING só pode ter como 
cliente empresa (pessoa jurídica). 
Como o factoring	está	organizado?	
O indicador da idoneidade de uma empresa de FACTORING é o fato de ser filiada 
ao SISTEMA ANFAC/FEBRAFAC, que provê ampla assistência jurídica, operacional, 
técnica, contábil, fiscal e política às cerca de 700 empresas associadas. O FACTORING 
existe institucionalmente no Brasil desde 1982 com a criação da ANFAC. O FACTORING 
é uma atividade mercantil rigorosamente legal amparado nas normas do direito 
vigente no País. As empresas de factoring associadas ao sistema Anfac/Febrafac são 
sociedades mercantis legalmente constituídas e registradas nas Juntas Comerciais, 
que: seguem as normas e procedimentos sistematizados no nosso Código de Ética, 
Disciplina e Arbitragem; investem em equipamentos e recursos humanos, que celebram 
o Contrato de Fomento Mercantil com uma clientela, hoje composta de quase 50.000 
pequenas e médias empresas, das quais 85% são do setor produtivo; contabilizam 
todas as suas operações, com um giro mensal de mais de R$1,5 bilhão, cuja cobrança é 
efetuada pelos bancos; pagam regularmente seus impostos, que geram riquezas e mão 
de obra, que concorrem para melhorar a liquidez do sistema econômico.
Fonte:<www.pa.sebrae.com.br>. Acesso em: 2 nov. 2010.
PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS
Conta Corrente
A porta de entrada para o mundo dos serviços financeiros é a conta corrente. É o mais 
básico dos serviços. Para abrir uma conta, o candidato à cliente preenche um cadastro 
com seus dados pessoais (identidade, CPF e endereço) e informa sua renda mensal. 
O banco dá então a ele uma conta para guardar e movimentar seu dinheiro. Uma conta 
corrente dá direito automaticamente a um cartão magnético. Com ele, o correntista 
movimenta seu dinheiro sozinho, sem ir à boca dos caixas. Faz saques e depósitos, tira 
extratos, transfere dinheiro para outras contas e faz pagamentos. 
O talão de cheque, sinônimo de conta corrente, é concedido a clientes que têm boa 
renda ou que o banco acredita que venha a ganhar bem no futuro. O mínimo varia 
de instituição para instituição, mas não é preciso muito. Com um salário mínimo ou 
161ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
pouco mais costuma ser possível abrir contas e ter talões. Para universitários, é mais 
fácil. Quase todos os bancos dão facilidades especiais a quem está estudando, como 
tentativa de conquistar a fidelidade de clientes potencialmente rentáveis no futuro. 
Aproveite. 
Cheque	Especial
Apesar do nome, a conta especial é na verdade uma forma de crédito pré-aprovado. 
O banco dá ao correntista o direito de sacar dinheiro ou passar cheques até um 
determinado limite mesmo quando não tem saldo na conta. Ou seja, a instituição 
empresta esse dinheiro sem fazer perguntas. Como em todo tipo de crédito, o banco 
cobra juros pelo uso do cheque especial. Atenção: costumam estar entre os juros mais 
caros do mercado. Hoje estão entre 8% e 9% ao mês nos grandes bancos de varejo. 
Use somente por poucos dias, e se for necessário.
Tarifas
Manter uma conta, claro, custa dinheiro. De cara, pode-se pagar uma taxa pela 
abertura e outra pelo cadastro. Na média dos bancos, essas taxas são de R$ 30 cada, 
segundo o Banco Central. Mas os preços são livres e há bancos que não cobram por 
uma delas. Há preços também para os demais serviços: cartão magnético, talão de 
cheques, emissão de extratos, cobranças, transferências e outros. Uma boa forma de 
saber se um banco é caro ou não é consultar o site do Banco Central (<www.bcb.gov.
br>). Há tabelas atualizadas que informam o custo médio das tarifas no mercado. E há 
comparações diretas dos preços cobrados em cada banco, para cada serviço.
Cartões	de	Débito
Em geral são os próprios cartões magnéticos dos bancos, acrescidos de uma função 
extra. Em uma loja, ao passar o cartão e digitar a senha, o cliente passa seu dinheiro 
diretamente de sua conta para a do estabelecimento. Não há riscos.
Para o correntista só há vantagens. Em primeiro lugar, ele deixa de precisar levar dinheiro 
no bolso para compras à vista em supermercados, farmácias e comércio em geral. Sua 
segurança cresce. Há também o conforto: lojista algum pede documento ou número de 
telefone a quem paga com esse tipo de cartão, porque o risco de inadimplência é zero. 
Há ainda um atrativo a mais: ter um cartão desses não exige qualquer gasto extra.
Quatro administradoras de cartões de débito atuam no país: Visanet, Redecard, 
Mastercard e TecBan. Confira se seus cartões magnéticos têm alguma dessas 
bandeiras. Elas podem estar associadas também a cartões de crédito.
162 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Cartões	de	Crédito
Com eles, você compra na hora e paga depois. O valor de seus gastos é acumulado 
durante um mês e enviado a você em seguida em um extrato, pelo correio, no fim do 
período. Quanto maior for o seu limite de crédito, mais você pode comprar com o cartão.
Se sua conta for toda quitada na data, não há custo financeiro a pagar. É a maneira 
correta de se usar o cartão de crédito.
Caso uma quantia deixe de ser paga, porém, ela cai automaticamente no que os bancos 
chamam de crédito rotativo. É um péssimo negócio. Os juros estão entre 11,5% e 14% 
ao mês e podem tornar uma dívida impagável. O melhor, se faltar dinheiro para quitar a 
fatura, é pegar um empréstimo bancário para pagar o cartão. Os juros saem muito mais 
baratos. Ficam na casa dos 4% a 6%.
A mesma advertência vale para comprar parceladas no cartão. A taxa é altíssima, 
igual à do crédito rotativo. Só aceite dividir pagamentos no cartão se a loja onde está 
comprando garantir a você que não há juros. Nesse caso, o cartão é apenas o meio de 
pagamento - quem está dando o crédito é a própria loja.
Cartão Inteligente
Trocar um cartão comum por um inteligente é dar um passo a mais em direção à era 
da alta tecnologia. Financeiramente, eles são como os cartões comuns de débito ou 
crédito, dependendo do emissor. A diferença é que eles podem guardar informações. 
Com eles, não é preciso pedir aprovação para a administradora do cartão na hora de 
fazer uma compra. O cartão já traz o seu saldo guardado em um chip. Aumentam a 
rapidez, já que não há problemas com linhas congestionadas, e a segurança, porque 
os dados do cliente não trafegam pelo telefone. 
A tendência é que eles se tornem cada vez mais comuns. Cartões desse tipo estão 
substituindo também os velhos tíquetes de refeições. A única dificuldade é que a rede 
preparada para ler esses cartões ainda é limitada, As maquininhas são caras e as 
administradoras estão dosando os investimentos. 
Fonte: <www.uniresia.com.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
163ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro aluno, estamos chegando ao final do nosso livro. Já decidiu se a área financeira é a sua 
“praia”?
Nesta última unidade estudamos o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Vimos que esse 
sistema é o conjunto de instituições que visa fazer a ponte entre os indivíduos que têm 
dinheiro sobrando (agentes superavitários) para aqueles que necessitam de dinheiro (agentes 
deficitários). 
Você já parou pra pensar o quanto é importante esse sistema para o desenvolvimento do país? 
E da sua empresa?
Você certamente já necessitou recorrer a uma instituição financeira. Nem que tenha sido para 
o simples fato de deixar o dinheiro guardado seguramente.
O Sistema Financeiro do país é composto pelos órgãos que normatizam e aqueles que 
operacionalizam.
Uma importância essencial neste sistema são as instituições financeiras que operacionalizam 
tudo. Os bancos, as financeiras e as cooperativas de crédito. 
Outrointegrante muito importante desse sistema, também, são as bolsas de valores, que no 
caso do Brasil é a Bovespa. A Bovespa faz parte do nosso mercado de capitais!
O mercado financeiro, que está inserido no sistema financeiro, pode ser divido em mercado de 
crédito e mercado de capitais.
O primeiro é um mercado de curto prazo, onde os bancos são os principais atuantes junto ao 
público, oferecendo créditos mais caros de prazos menores.
Uma empresa, então, ao necessitar de recursos para financiamento, pode decidir em qual 
mercado buscar!
164 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
1- Com base nos textos estudados nesta unidade, responda as questões a seguir:
I - O Conselho monetário nacional está dividido em três grupos. Quais são?
II - Quais são as principais atribuições do CMN? E do Bacen ?
III - É correto dizer que o leasing	é	uma	operação	de	financiamento?	Por	quê?
IV - Explique os termos utilizados no mercado de seguros: prêmio, apólice, sinistro, fran-
quia, segurado, seguradora e corretor.
V - Qual a principal função do IRB – Instituto de Resseguro do Brasil?
165ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
CONCLUSÃO
Agora que você já conheceu o conteúdo apresentado neste livro e certamente assimilou a 
maior parte, podemos chegar a algumas conclusões. 
Proponho analisar unidade por unidade, fazer alguns exercícios sobre os principais pontos 
estudados, avaliar, a partir daí, o desempenho e aproveitamento obtido com seus estudos.
Unidade I
Certamente as definições sobre finanças ajudaram a compreender, de imediato, a proposta 
desta disciplina, bem como sua importância para a formação de um profissional da 
administração. Quando Gitman diz que é a “arte e a ciência de administrar fundos”, já ficou 
evidente que todo estudo deve girar em torno dos recursos envolvidos, ou seja, é relevante 
aquilo que pode ser mensurado.
Outra coisa que deve ter ficado muito claro são as variáveis retorno, risco e tempo. Em geral 
os empresários, aplicadores, investidores e o público em geral, quer renda elevada, em pouco 
tempo e sem risco. Agora vimos que esta não é uma tarefa fácil, visto que o retorno elevado 
invariavelmente traz também um risco elevado. Conseguir uma combinação adequada para 
estas variáveis talvez seja a nossa tarefa mais difícil.
Na questão do planejamento financeiro elegemos o orçamento de caixa como ferramenta 
gerencial simples, prática e muito importante para dar apoio ao gerente financeiro.
A título de fixação, vamos resolver um exercício, que consiste na elaboração de um orçamento 
de caixa.
A Ca Alfa concluiu assim a previsão de vendas para os próximos meses:
Mar. R$ 30.000,00 Abr. R$ 45.000,00 Maio R$ 50.000,00
Jun. R$ 60.000,00 Jul. R$ 80.000,00
A política de crédito: 10% venda à vista; 40% para pagamento em 30 dias e os outros 50% para 
166 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
pagamento em 60 dias.
As compras, segundo estimativa, representam 45% do valor das vendas e são pagas da 
seguinte forma: 20% à vista; 50% em 30 dias e os 30% restantes em 60 dias.
Estimativas complementares indicam despesa com salários de R$ 5.500,00 ao mês, que 
devem sofrer acréscimo de 35% por conta de encargos sociais.
As despesas administrativas gerais importam em R$ 2.500,00 por mês.
O saldo inicial era de R$ 2.000,00.
O objetivo é estruturar um orçamento de caixa para o trimestre maio, junho e julho.
VENDA MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO
ESTIMADA
Em R$ 30.000,00 45.000,00 50.000,00 60.000,00 80.000,00
À vista 10% 3.000,00 4.500,00 5.000,00 6.000,00 8.000,00
40% em 30 dias 12.000,00 18.000,00 20.000,00 24.000,00
50% em 60 dias 15.000,00 22.500,00 25.000,00
TOTAL - - 38.000,00 48.500,00 57.000,00
COMPRAS 13.500,00 20.250,00 22.500,00 27.000,00 36.000,00
À vista 20% 2.700,00 4.050,00 4.500,00 5.400,00 7.200,00
50% em 30 dias 6.750,00 10.125,00 11.250,00 13.500,00
30% em 60 dias 4.050,00 6.075,00 6.750,00
Salários 5.500,00 5.500,00 5.500,00 
Encargos sociais 1.925,00 1.925,00 1.925,00
Despesas administrativas 2.500,00 2.500,00 2.500,00
TOTAL PGTO 28.600,00 32.650,00 37.375,00
SALDO CORRENTE 9.400,00 15.850,00 19.625,00
SALDO ANTERIOR 2.000,00 11.400,00 27.250,00
SALDO FINAL 11.400,00 27.250,00 46.875,00
167ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Algumas observações importantes que devem ser feitas:
a) Foram informadas estimativas de vendas de cinco meses, mas o orçamento de caixa se 
limita ao trimestre maio, junho e julho. Os meses de março e abril foram informados so-
mente por causa do prazo que a empresa concede para as vendas, ou seja, os 30 dias 
concedidos sobre as vendas de abril serão recebidas em maio, mês integrante do trimestre 
do orçamento desejado. As vendas de março, cuja parcela que tem prazo de 60 dias, serão 
recebidas em maio, logo se fez necessário conhecer as vendas dos dois meses anteriores 
ao período desejado para o planejamento do caixa.
b) Deve-se tomar cuidado para não somar o valor da venda total estimada para o mês e sim, 
somente os valores que serão recebidos no mês. Lembre-se, orçamento de caixa se refere 
a valores efetivamente recebidos e efetivamente pagos. 
c) Igualmente cuidar para não somar o valor estimado para as compras. Somente são soma-
das as parcelas a pagar dentro do período.
d) Somados os valores a receber e os valores a pagar, basta diminuir o valor a pagar da 
estimativa de entradas para encontrar o saldo corrente, ou seja, o saldo de caixa estimado 
para o movimento do mês.
e)	 Ao	saldo	corrente	adiciona-se	o	saldo	anterior	para	conhecer	o	saldo	final	com	que	a	em-
presa fechará o mês.
Unidade II
Nesta unidade, você aprendeu a analisar a situação econômico-financeira de uma empresa 
utilizando índices financeiros.
Para que possamos relembrar e fixar melhor, apresento uma tabela que representa a situação 
econômico-financeira de uma empresa. Vamos fazer uma análise destes índices, com base no 
referencial teórico que estudamos:
168 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
 
Fonte: o autor
Analisando os índices de liquidez verifica-se capacidade de pagamento decrescente. Isto quer 
dizer que a empresa está diminuindo sua capacidade de pagar as dívidas. A questão toda é 
descobrir as causas. Não basta descrever o que o quadro já está mostrando. É necessário 
identificar o porquê da queda.
Se prosseguirmos nossa análise vamos encontrar queda acentuada e continuada do giro 
dos estoques (GE) que representa queda nas vendas, já que o GE indica a velocidade das 
vendas. Mais uma vez se faz necessário identificar a causa da queda nas vendas. Até aqui 
temos duas constatações e ainda não identificamos a causa dessas anomalias. Seguindo com 
nossa análise chegamos aos prazos concedidos aos clientes, que estão, a partir de 2006, 
bem abaixo da média do setor (MS). Prazos menores, vendas menores e por consequência 
menos recursos para pagar as contas. Então, descobrimos uma das causas dos problemas 
que havíamos identificado. 
Analisando a margem bruta (MB) que é o resultado da compra e venda, ouseja, o preço 
de venda menos o preço da compra, verificamos que a MB desta empresa está crescendo. 
Deduzimos que ela está aumentando seus preços, já que lucro bruto maior pode ser originado 
de um aumento nos preços. Quando os preços sobem as vendas caem, é isso que está 
acontecendo.
Concluímos que as causas da redução da capacidade de pagamento, da queda nas vendas, 
do atraso no pagamento a fornecedores (PMP) e da elevação do lucro bruto (MB), foi a redução 
169ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
do prazo para as vendas e o aumento nos preços.
Unidade III
O cotidiano da administração financeira nas empresas está nas contas circulantes, caixa, 
conta corrente do banco, duplicatas a receber, estoques, fornecedores, empréstimos de curto 
prazo entre outras. Gitman diz que 70% do tempo dos profissionais de finanças são gastos 
com a administração das contas circulantes.
No decorrer do nosso estudo, conhecemos importantes ferramentas para administrar as 
contas de curto prazo.
A título de revisão e fixação, vamos resolver um exercício relativo ao ciclo de caixa. Vale 
relembrar que o ciclo de caixa é o período de tempo em que a empresa utiliza recursos 
próprios para bancar a atividade. Os fornecedores são importantes financiadores do ciclo de 
caixa, mas nem sempre o prazo que eles concedem é suficiente para cobrir o ciclo operacional 
da empresa. E, quando isso acontece, sobra um período que precisa de cobertura de recursos 
próprios que chamamos de ciclo de caixa.
As fórmulas são as seguintes:
Co = IME + PMC
Cc = Co – PMP
Legenda:
Co = Ciclo operacional
Cc = Ciclo de caixa
IME = Idade média dos estoques
PMC = Período médio de cobrança
PMP = Período médio de pagamento
Exercício:
Estudos realizados na empresa Cia Beta indicam que a IME é de 20 dias, PMC de 45 dias e 
170 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
o PMP de 30 dias.
Também descobrimos que a taxa de retorno que esta empresa exige para seus investimentos 
é de 15% ao ano.
Somadas as despesas operacionais totais de um ano encontramos R$ 7.200.000,00; e o ano 
considerado é de 360 dias.
A partir destas informações podemos calcular:
a) Ciclo operacional.
b) Ciclo de caixa.
c) Valor necessário para cobrir o ciclo de caixa;
d) Custo do ciclo de caixa;
a) Co = IME + PMC
 Co = 20 + 45
 Co = 65 dias
b) Cc = Co – PMP
 Cc = 65 – 30
 Cc = 35 dias
c) Se o montante das despesas operacionais de um ano é R$ 7.200.000,00 e o ano tem 360 
dias	(para	fins	de	cálculo),	logo:	R$	7.200.000,00/360	=	R$	20.000,00	é	o	valor	que	esta	
empresa gasta para funcionar um dia.
 Valor para cobrir o Cc = R$ 20.000,00 x 35 = R$ 700.000,00
 Este é o valor necessário para cobrir o ciclo de caixa apresentado por esta empresa.
d) Se R$ 700.000,00 são colocados na empresa para bancar seu ciclo de caixa, cujo ren-
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dimento direto é igual a zero, convém dizer que este montante “parado no caixa” custa à 
empresa: 
 R$ 700.000,00 x 15% = 105.000,00
A conclusão que se chega é que o administrador financeiro deve trabalhar no sentido de reduzir 
ao máximo o ciclo de caixa, preferencialmente reduzi-lo a zero, assim não haverá necessidade 
de colocar recursos próprios que poderiam render muito mais em outras aplicações.
UNIDADE IV
Vamos fazer uma retrospectiva do que foi assimilado sobre as decisões financeiras de longo 
prazo, em especial sobre a utilização dos métodos para analisar, selecionar e escolher projetos. 
Utilizou-se o VPL, a TIR e o payback. Então, vamos aplicar esses métodos em dois projetos, 
que disputam entre si, a indicação.
Como pressupostos, consideramos que os valores dos fluxos de caixa sejam descontados a 
uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) de 12%.
O projeto A apresenta os seguintes dados:
Investimento inicial (II) de R$ 200.000,00.
Fluxos de caixa futuros:
Ano Fluxo de caixa
1 80.000,00
2 100.000,00
3 130.000,00
4 150.000,00
5 180.000,00
O projeto B apresenta os dados abaixo:
Investimento inicial (II) de R$ 280.000,00.
172 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
Fluxos de caixa futuros:
Ano Fluxo de caixa
1 100.000,00
2 120.000,00
3 150.000,00
4 160.000,00
5 185.000,00
Primeiro passo trazer os fluxos de caixa futuros para presente, mediante aplicação da TMA 
de 12%.
VP= 80.000,00 + 100.000,00 + 130.000,00 + 150.000,00 + 180.000,00
 (1 + 0,12)1 (1 + 0,12)2 (1 + 0,12)3 (1 + 0,12)4 (1 + 0,12)5 
Note-se que a primeira equação é elevada a potência 1, a segunda a potência 2 e assim 
sucessivamente, até a quinta potência, que representa o respectivo período.
Em um simples cálculo matemático encontramos os valores no presente:
Ano VP
1 71.428,57
2 79.719,38
3 92.533,27
4 95.328,88
5 102.139,24
Total 441.149,34
Pela fórmula:
VPL = VP – II
VPL = 441.149,34 - 200.000,00
VPL = 241.149,34
VPL positivo indica um projeto que pode ser aceito.
Para calcular a TIR, utilizamos a calculadora HP 12C, conforme processo descrito na unidade 
173ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
IV desta apostila, cujo resultado é 46,99 %.
Utilizando a metodologia do payback encontramos 2 anos, 6 meses e 10 dias
A TIR está acima da TMA e o payback está dentro dos cinco anos da vida útil do projeto. 
Portanto, um bom projeto.
Agora vamos calcular os indicadores para o projeto B, a fim de compará-lo com o projeto A e 
fazer a escolha entre os dois.
Primeiro passo calcular o valor presente (VP)
VP = 100.000,00 + 120.000,00 + 150.000,00 + 160.000,00 + 185.000,00
 (1 + 0,12)1 (1 + 0,12)2 (1 + 0,12)3 (1 + 0,12)4 (1 + 0,12)5
Ano VP
1 89.285,71
2 95.663,26
3 106.769,16
4 101.684,14
5 104.976,45
Total 498.378,72
VPL = 498.378,72 - 280.000,00
VPL = 218.378,72
Apresenta VPL positivo. Portanto, um bom projeto.
Calculando a TIR: 36,82%.
Calculando o payback: 2 anos, 10 meses e 20 dias.
Concluímos que o VPL é positivo, a TIR está acima da TMA e o payback está dentro da vida 
útil do projeto, logo, é um projeto que pode ser aceito.
Agora, vamos escolher entre os dois bons projetos que temos.
O projeto A deve ser o escolhido, pois o VPL é maior, a TIR é maior e o payback é menor que 
174 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
os indicados pelo projeto B.
UNIDADE V
Nesta unidade temos um conjunto de procedimentos relativos ao mercado financeiro. Aqui 
conhecemos a estrutura do Sistema Financeiro Nacional, o mercado de capitais, o mercado 
de seguros, as operações de leasing, o factoring e os principais produtos e serviços bancários.
Entre as informações importantes conclui-se, então, que leasing não é um financiamento e 
sim uma operação de arrendamento mercantil, que tem características próprias, inclusive 
legislação específica sobre seu funcionamento. Outra constatação importante é que factoring 
não é agiotagem e nem é instituição financeira. É sim, uma empresa de fomento mercantil. 
Para que possamos atestar nosso conhecimento adquirido, vamos responder as questões que 
seguem:
1)	 O	sistema	financeiro	nacional	está	dividido	em	órgãos	normativos,	supervisores	e	operado-
res. Destaque as entidades de cada grupo.
2) Em se tratando do mercado de capitais, qual é a função da bolsa de valores e das correto-
ras de valores mobiliários?
3) Cite as principais atribuições da Superintendência de seguros privados (SUSEP).
4) Diferencie os tipos de leasing:	operacional,	financeiro	e	leasing back.
5) Quais são as principais atividades desenvolvidas por uma factoring?
Desta forma, chegamos ao final do nosso estudo das finanças. Certamente temos muito que 
aprender ainda, pois está longe de esgotarmoso assunto. Porém, certamente serviu para dar 
nosso primeiro passo rumo a excelência no estudo de tão importante tema. 
Convido você agora, para que continue a busca pelo conhecimento, que continue o estudo das 
finanças e certamente você se destacará no mercado como profissional qualificado e altamente 
capacitado, buscando os melhores resultados para empresas, pessoas e entidades em geral, 
que objetivam a maximização do resultado de suas atividades e que possam encontrar em 
você a confiança e as respostas que tanto almejam.
Um carinhoso abraço do autor deste trabalho.
175ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA | Educação a Distância
REFERÊNCIAS
CASAROTO, Nelson Junior. Análise de Investimentos. São Paulo, 2008.
GITMAN, Lawrence Jeffrey. Administração financeira: Uma Abordagem Gerencial. São 
Paulo: Pearson, 2006.
GROPPELLI, A.A. e NIKBAKHT, Ehsan. Administração financeira. São Paulo: Saraiva, 
2006.
NETO, Alexandre Assaf. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003.
RAO, Dillep. Financiamento de Empresas: 25 princípios para captar dinheiro e crescer. São 
Paulo: Publifolha, 2003. 96p 
Sites:
<www.bcb.gov.br>. 
<www.cvm.gov.br>. 
<www.susep.gov.br>. 
<www.inpecon.com.br>. 
<www.uniresia.com.br>. 
<www.pa.sebrae.com.br>. 
<www.conjural.com.br>. 
<http://contabilidade.wikidot.com>.

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