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Trabalho de Conclusão de Curso (1)

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é pouco aplicada. No DF existe apenas uma usina que recicla materiais de classe A. Com isso, ela sozinha não suporta a carga de tantos resíduos gerado por dia.
Para realizar a reciclagem é necessário a contribuição desde os canteiros de obras, para uma triagem rigorosa dos resíduos. Segundo Elcio Carelli, o reciclador precisa operar de maneira ótima, e não consegue fazer isso com materiais misturados (SILVA, 2015). Em visita à empresa X, única recicladora de resíduos de classe A no DF, a empresa relatou que não recebem materiais misturado de obras, apenas materiais de obras com licenciamento ambiental. Disseram, ainda, que exigem o controle de transporte de resíduos para saber a origem e a qualidade do material.
Durante as visitas à esta empresa, onde foram realizadas observações e questionamentos, constatou-se que o processo de reciclagem é simples e rápido:
1º Passo: Normalmente materiais de reformas e demolições chegam em tamanhos de pedras médias e grandes, logo, é preciso que passem antes pelo britador para uma redução de seu tamanho (Figura 10).
Figura 10 - Resíduos de obras, reformas e demolições
Fonte: Arquivo dos autores.
2º Passo: Depois do britador, os resíduos estão prontos para ir ao triturador (Figura 11), onde ocorre a trituração até ficarem no tamanho ideal (Figura 12).
 
Figuras 11 e 12 - Resíduos após passar pelo britador vão para dentro do triturador. 
 Fonte: Arquivo dos autores. Fonte: Arquivo dos autores.
3º Passo: Após a trituração os resíduos passam por peneiras onde executam a granulagem separando estes resíduos por frações que são classificados em areia, pedrisco e brita. Após a granulagem seguem ao seu destino por esteiras automáticas. Após este processo estão prontos para serem comercializados (Figuras 13 e 14). 
 
 Figuras 13 e 14 – Maquinário de usina de reciclagem / Brita reciclada pronta para comercialização
 Fonte: Arquivo dos autores.
ESTUDO DE CASO
Neste capítulo apresenta-se o estudo de caso desenvolvido para o alcance dos objetivos desta pesquisa. O estudo de caso trata de uma comparação entra práticas adotadas de gestão de resíduos sólidos classe A. Em que observou-se alguns pontos referentes às diferenças entre as Construções A e B.
Construções Selecionadas
A seleção das empresas construtora e seus respectivos canteiros de obras foi norteada por critérios pré-estabelecidos, a saber:
Localização: Foram priorizados os canteiros em duas áreas de diferentes, uma no bairro Noroeste (Construção A), local planejado para ser ambientalmente correto e outra na cidade de Águas Claras (Construção B), local com um crescimento acelerado de novas construções.
Construções com e sem certificados de qualidade ambiental;
Construções de médio porte;
Construções na mesma etapa construtiva (Estrutura/Alvenaria);
Construções com o mesmo sistema construtivo (Concreto armado e alvenaria de bloco cerâmico e bloco de concreto);
Estudo de caso
O estudo de caso trata de uma comparação entre práticas adotadas de gestão de resíduos sólidos de classe A. Em que observou-se alguns pontos referentes às diferenças entre as Construções A e B.A primeira, localizada no bairro Noroeste de Brasília - Distrito Federal (Figura 12), constituída por um Edifício Residencial de 28.700 m² de construção, distribuída em 10 (nove) pavimentos, incluindo os subsolos. O referido empreendimento foi planejado para ser ecologicamente correto, seguindo padrões estabelecidos pela Companhia Imobiliária de Brasília - TERRACAP, através do Manual Verde e a Resolução 307 CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. a construção contava com 120 (cento e cinco) funcionários, treinados pela empresa construtora, no período em que foi aplicado o devido questionário, a fim de manter o padrão de qualidade ambiental. Além de ser submetida a fiscalização de uma empresa particular e o órgão ambiental responsável (IBRAM) para o cumprimento do Manual Verde e Resolução 307. A segunda, Construção B, um Edifício Residencial e Comercial (Figura 13) de 15.000 m² de construção, 19 pavimentos incluindo o subsolo, composta de um quadro de 207 funcionários e localizada na cidade de Águas Claras - Distrito Federal; cidade, que em poucos anos de sua fundação, teve um grande crescimento com o surgimento acelerado de novas construções, sem um planejamento adequado, principalmente do ponto de vista dos cuidados ambientais. 
Figura 15 – Construção A.
Fonte: Arquivo dos autores.
 Figura 16 – Construção B.
Fonte: Arquivo dos autores.
Dentro da ação de análise e acompanhamento das respectivas construções, aplicou-se o questionário (Apêndice B), elaborado pelos autores, nas duas obras. Ao analisar as respostas, foi possível encontrar diferenças nas práticas adotadas da gestão de resíduos de classe A. Neste processo, o questionário foi aplicado aos engenheiros das duas construções, consideradas de médio porte. O Quadro 1 traz sucintamente o resultado categorizado das respostas:
Quadro 1 – Diferenças na qualidade de gestão de resíduos de classe A 
na Construção A e Construção B (DF) / 2015
	
	Construção B
	Construção A
	Sistema construtivo
	Estrutura de concreto armado e alvenaria com bloco cerâmico.
	Estrutura de concreto armado e alvenaria com bloco de concreto e bloco cerâmico.
	Fase da construção
	Estrutura / Alvenaria
	Estrutura / Alvenaria
	Gerenciamento de resíduos sólidos de classe A
	Não existe. Por falta de orçamento.
	Existe. Seguindo a PNRS, resolução 307 e o Manual Verde.
	Ações preventivas
	Não existe.
	Existe. Reuniões a cada 2 semanas, políticas de conscientização.
	Média de resíduos de classe A gerado.
	235m³ por mês
	190m³ por mês
	Separação dos resíduos
	Apenas madeira, plástico e papel.
	Existe separação de acordo com a resolução 307.
	Destinação dos resíduos de classe A.
	Lixão do Jóquei.
	Usina de reciclagem e terrenos de reservação.
	Utilização de agregado reciclado
	Não utiliza.
	Não utiliza.
Fonte: Os autores.
Análise
De acordo com as respostas obtidas através do questionário, foi possível constatar que existe uma grande diferença em relação à qualidade da gestão de resíduos de classe A, entre as duas construções.
A Construção A consegue manter um padrão mais adequado na gestão de resíduos de classe A, mesmo com mais metros quadrados de construção e menos funcionários, proporcionando menos impacto ambiental e menor prejuízos financeiros do que a Construção B. Sendo que esta diferença começa no projeto para o empreendimento da Construção A, localizada em um bairro planejado para ser ecologicamente correto, e neste sentido, para alcançar o “padrão verde” estabelecido pela TERRACAP, necessita de construções com boa qualidade na gestão de resíduos.
Constatou-se que na Construção B, a não existência de uma preocupação na gestão dos resíduos de classe A, em que às práticas para melhorar a gestão não foram inclusas no orçamento inicial da referida obra. Falha orçamentária, que deixou os engenheiros impossibilitados, segundo eles, de tomar atitudes para reformar e melhorar a gestão ao longo da construção.
Na Construção A, observou-se uma preocupação desde o projeto até a fase em que se encontrava a construção. Na mesma, foram adotados padrões estabelecidos pela TERRACAP e Resolução 307. Além disso, a construção é submetida a fiscalização de empresas particulares contratadas para avaliar e se necessário, corrigir, bem como do órgão ambiental IBRAM.
As duas construções adotam uma política de não geração e redução de resíduos sólidos de classe A, porém, a partir do momento que o mesmo é gerado, somente a Construção A dá continuidade ao processo de segregação correta, transporte e destinação adequada para os resíduos. Porém, depois de reciclados, nenhuma das construções utilizam a matéria prima secundária.
CONCLUSÃO
 
O aumento populacional dos centros urbanos de capitais de estados brasileiros impulsiona o setor da construção civil na produção

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