Radiofármacos Parte I  2017 1
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Radiofármacos Parte I 2017 1


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Disciplina: Imunorradiobiologia Clínica \u2013 Nota de aula 2017-1
RADIOFÁRMACOS \u2013 Parte I
INTRODUÇÃO:
Radiofarmácia é um ramo da ciência que estuda os aspectos químicos, farmacológicos, bioquímicos, fisiológicos e disciplinas similares que se relacionam com o desenvolvimento de substância marcada com radioisótopo. Radiofarmácia é uma especialidade atribuída aos farmacêuticos que lidam com drogas radioativas, tendo também atribuições como o preparo e dispensa de medicamentos radioativos. A radiofarmacêutico também armazena e distribui materiais radioativos. Portanto, o radiofarmacêutico é um farmacêutico que se especializa em medicamentos de prescrição radioativos como radiofármacos e radioisótopo. Um radioisótopo é a forma radioativa de um elemento químico de ocorrência natural ou criado artificialmente. O radioisótopo pode ser usado para ajudar a diagnosticar, explorar e investigar, e tratar doenças. É utilizado como medicamento empregado em procedimentos de diagnóstico, ou radioterapia, uma opção de tratamento de câncer. 
		 \u201cA Radiofarmácia é definida como uma especialidade farmacêutica orientada para o paciente, que engloba conhecimentos científicos e julgamento profissional necessários para melhorar e promover a saúde, através do uso seguro e eficaz dos radiofármacos empregados para diagnóstico e tratamento\u201d. AphA (Americam Pharmaceutical Association) 
Radiofármacos são substâncias que contêm átomos radioativos que podem ser usados seguramente em humanos. É principalmente usado para diagnóstico, ou ajudar na identificação de certos problemas ou condições dentro do corpo. Porém, radiofármacos às vezes são usados como uma forma de terapia ou tratamento para doenças específicas. Podem ser usadas drogas radioativas independentemente ou em combinação com quimioterapia. Neste caso o radiofármaco é seletivamente usado para destruir o tecido para erradicar a doença. 
O efeito da radiação sobre os tecidos ou órgãos alvo promove a destruição das células tumorais. A captação do radiofármaco no órgão alvo deve ser seletiva, de modo a minimizar os efeitos secundários, que são uma das grandes desvantagens da radioterapia externa em que é delicado controlar a dose de radiação fornecida, especialmente para tratamento de metástases disseminadas. Porém, quando quantias pequenas forem usadas, a radiação que o corpo recebe deles é muito baixa e é considerada seguro. Os radiofármacos utilizados para ajudar a diagnosticar problemas médicos são dados somente em quantidades pequenas ao paciente. O radiofármaco atravessa ou é levado até um órgão do corpo. Assim a radioatividade é detectada, e são produzidas imagens, através de equipamento especial. Estas imagens permitem estudar como o órgão está funcionando e descobrir câncer ou tumores que podem estar presente no órgão. Os radiofármacos são sempre prescritos por médicos especialistas em medicina nuclear.
DEFINIÇÃO:
 Os radiofármacos são compostos, sem ação farmacológica, que têm na sua composição um radionuclídeo, são utilizados em Medicina Nuclear para diagnóstico e terapia de várias doenças (European Pharmacopeia, 2005). Apresentam afinidades biológicas por determinados órgãos do corpo e são utilizados para transportar a substância radioativa para o órgão a ser estudado. As características físico-químicas do radiofármaco determinam a sua farmacocinética, isto é, a sua fixação no órgão alvo, metabolização e eliminação do organismo, enquanto que as características físicas do radionuclídeo determinam a aplicação do composto em diagnóstico ou terapia. Portanto, os radiofármacos são compostos químicos marcados com uma substância radioativa, apresentam desintegração espontânea de um núcleo instável, com a consequente emissão de partículas nucleares ou fótons. Os radiofármacos são denominados como produtos radiofarmacêuticos e têm a mesma característica dos medicamentos com aplicações em diagnósticos e terapias, desde 1960, qualquer que seja a via de administração empregada.
	Os radiofármacos são constituídos de: (1) Traçador (fármaco): tem a capacidade de se ligar a um órgão-alvo específico e ligar-se a um radionuclídeo; (2) Radionuclídeo: elemento radioativo que, ao ser carreado pelo fármaco, terá a capacidade de evidenciar o órgão-alvo de acordo com sua assimilação pelo mesmo e produzir o sinal radioativo para ser identificado pelo aparelho detector. 
Os radiofármacos incluem compostos inorgânicos, compostos orgânicos, peptídeos, proteínas, anticorpos monoclonais e seus fragmentos, e oligonucleotídeos marcados com radionuclídeos com meias-vidas físicas que variam de poucos segundos a vários dias.
	Para cada órgão ou sistema do organismo a ser examinado há um radiofármaco específico, participando do processo metabólico, sem provocar nenhuma resposta fisiológica ou reação adversa após sua administração no paciente. 
	A fabricação dos radiofármacos deve ser realizada em conformidade com os princípios básicos de Boas Práticas de Fabricação de Radiofármacos. 
ATIVIDADE DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO
Art. 1º -São atribuições do farmacêutico na área de Radiofarmácia (Resolução nº 486 de 23 de setembro de 2008-Conselho Federal de Farmácia). § 1º - As atribuições descritas nas alíneas \u201cb\u201d, \u201cc\u201d, \u201cd\u201d, \u201ce\u201d, \u201cf\u201d, \u201cg\u201d, \u201ci\u201d e \u201co\u201d são privativas do farmacêutico.
a) Aquisição e controle dos insumos utilizados na preparação dos radiofármacos;
b) Realização das preparações farmacêuticas nas suas diversas apresentações;
c) Produção em indústrias, hospitais, clínicas, centros de medicina nuclear, centros de imagem e radiofarmácias centralizadas;
d) Controle de qualidade de radiofármacos (radionuclídico, radioquímico, biológico, microbiológico e farmacológico) em indústrias, hospitais, clínicas, centros de medicina nuclear, centros de imagem e radiofarmácias centralizadas;
e) Garantia da qualidade em indústrias, hospitais, clínicas, centros de medicina nuclear, centros de imagem e radiofarmácias centralizadas;
f) Fracionamento de radiofármacos em doses unitárias ou individualizadas;
g) Armazenamento, distribuição e dispensação de radiofármacos por meio do sistema coletivo ou de doses individualizadas e unitárias;
h) Controle farmacocinético e farmacodinâmico de formas e de sistemas de liberação de radiofármacos;
i) Ensaios de equivalência farmacêutica e bioequivalência com radiofármacos genéricos e similares;
j) Monitorização terapêutica de pacientes em uso de radiofármacos;
k) Pesquisa e desenvolvimento de novos radiofármacos;
l) Desenvolvimento e participação na elaboração de protocolos clínicos de radiofármacos;
m) Gerenciamento de resíduos e rejeitos radioativos relacionados a radiofármacos;
n) Direção, assessoramento e chefia técnica em indústrias, hospitais, clínicas, centros de medicina nuclear, centros de imagem e radiofarmácias centralizadas;
o) Responsabilidade técnica e desempenho de funções especializadas em empresas de produção, comercialização, importação, exportação, distribuição ou em instituições de pesquisa que produzam radiofármacos.
3. AÇÃO DOS RADIOISÓTOPOS:
A ação dos radioisótopos representa uma combinação e interação entre conhecimentos físicos, químicos e biológicos, ou seja, depende da combinação da natureza do radioisótopo com a estrutura química da molécula ligante ao isótopo. A natureza do radioisótopo determina o tipo de emissão (partículas \u3b1, \u3b2, \u3b3), uma vez que essas partículas liberam sua energia ionizante para atingir tecidos/células. A estrutura química da molécula ligante permite sua localização em órgão específico, pois o ligante deve apresentar alta seletividade e afinidade pelo receptor alvo. 
A maioria das técnicas usa ligações covalentes ou iônicas entre os elementos radioativos e as substâncias alvo, mas hoje já existem marcadores mais sofisticados, como o uso de anticorpos