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Aula 07

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Recursos Ambientais e Naturais e Desenvolvimento Sustentável | A influência do impacto am-
biental no planejamento estratégico organizacional: um mal necessário?
Terminou hoje a I Oficina de Ecologia da Restauração de Áreas Degradadas do 
Oeste da Bahia, que reuniu cerca de 50 profissionais no campus da Universidade 
Federal da Bahia (UFBA) em Barreiras (BA) para debater práticas de restauração 
florestal que vêm sendo adotadas na região, além de iniciativas de sucesso já 
desenvolvidas em outros Estados nos biomas do Cerrado e da Amazônia.
O evento, que aconteceu nos dias 29 e 30 de março, contou com a presença de 
profissionais do Instituto Florestal de São Paulo e do Instituto Socioambiental 
(ISA), entre outros. Ontem, no primeiro dia, foram apresentadas iniciativas de 
sucesso já desenvolvidas em outros Estados, como nas cidades de Canarana e 
Querência (MT), para recuperação de áreas consideradas prioritárias, como mar-
gens de nascentes e rios, veredas e encostas de serras e morros, classificadas pelo 
Código Florestal como Áreas de Preservação Permanente (APP). 
O dia terminou com a discussão dos projetos do Centro de Recuperação de Áreas 
Degradadas da UFBA, das iniciativas da prefeitura de Luis Eduardo Magalhães 
(BA) e da Associação dos Irrigantes e Agricultores da Bahia (Aiba), e com a apre-
sentação do projeto do ISA na Bacia do Xingu, que envolve plantio mecanizado de 
mudas e já foi implantado em 2,4 mil hectares de nascentes e beiras de rios, em 
mais de 215 propriedades, no Mato Grosso. Segundo Rodrigo Junqueira, do ISA, ‘o 
principal ponto para um projeto de recuperação de áreas degradadas ter sucesso 
é a mobilização de diversos perfis de produtores, pequenos, médios e grandes, e 
inseridos em associações de produtores rurais’. 
Hoje aconteceu um dia de campo, com visitas a duas fazendas. Na primeira, foi 
feito o replantio de 15 hectares degradados com 5 mil mudas nativas do Cerrado. 
Na outra fazenda, houve um processo de regeneração natural de 150 hectares. A 
visita foi conduzida pela pesquisadora do Instituto Florestal de São Paulo, Giselda 
Durigan, considerada uma referência na pesquisa de restauração florestal no Bra-
sil. As técnicas de recuperação florestal apresentada durante o dia de campo surpre-
enderam a pesquisadora. Na opinião de Giselda, os proprietários de terra precisam 
planejar melhor a sua área, ao delimitar as áreas corretas para produção e para a 
reserva legal, além de respeitar as APP’s. ‘Este planejamento evita a erosão e o asso-
reamento, muito visto principalmente nas estradas abertas dentro das propriedades, 
mas que podem se tornar uma ameaça à prática agrícola.
Fonte: http://www.conservation.org.br/noticias/noticia.php?id=523 de 30/03/2011.
Após a leitura do texto, responda às seguintes perguntas:
a) Como você definiria recuperação ambiental de uma vegetação?
b) Cite uma modalidade de recuperação ambiental encontrada no texto. Explique a sua 
importância.
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Resposta Comentada
a) O papel da recuperação ambiental é o de propiciar o restabelecimento e a 
sucessão vegetal, segundo os padrões naturais, favorecendo, assim, a recom-
posição da vegetação original de uma região. O projeto Centro de Recuperação 
de Áreas Degradadas da UFBA analisa o grau de alteração vegetal e indica as 
medidas a serem tomadas para a sua recuperação ambiental, como a implanta-
ção de 5.000 espécies nativas, pertencentes aos ambientes naturais do cerrado.
b) A restauração. Pois reproduz as condições originais do local, tais como eram 
antes de serem alteradas pela intervenção. Ainda que as condições não levem em 
sua totalidade ao bioma de origem, restabelecer uma parte de suas características 
é de suma importância para o processo de recuperação ambiental.
CONCLUSÃO
Definir com clareza o significado dos termos que emprega é uma 
obrigação do profissional ambiental. Esse profissional está sempre em 
contato com leigos e técnicos das mais diversas áreas e especialidades. 
Conceituar o tipo de impacto ambiental em dada localidade não é tarefa 
fácil. Além de exigido por lei, o gestor da empresa responsável pela área 
deve incluir em seu planejamento estratégico os custos e as fases do pla-
nejamento de recuperação ambiental bem detalhadamente, a fim de que 
sejam anulados os impactos negativos que a empresa causa na região.
Mineradoras coniventes com a degradação ambiental (Texto 1)
Sobre a degradação ambiental envolvida no processo de produção, o estudo aponta que 
as áreas mais prejudicadas são as reservas indígenas e Áreas de Preservação Permanente 
(APP). ‘O carvão é retirado ilegalmente de terras indígenas e de áreas de preservação 
sendo esquentado (tornado legal) com o uso de documentos forjados e mediante a co-
nivência de servidores do governo do Pará. O carvão é usado para fabricar ferro gusa, 
posteriormente vendido para grandes siderúrgicas do mundo’, revela o jornalista.
O estudo aponta que há diversas formas de esquemas na operação dos grandes comple-
xos carboníferos, usados para levar carvão ilegal para as siderúrgicas. Umas das mais em-
blemáticas reveladas é o caso da Indústria de Carvão Vegetal Boa Esperança, situada 
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Atividade Final
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biental no planejamento estratégico organizacional: um mal necessário?
em Jacundá (PA), de onde controla 96 fornos. “Em março deste ano, a empresa declarava 
ter no pátio 325 metros cúbicos de carvão (MDC) de carvão”.
A contagem forno a forno, realizada por fiscais do IBAMA, mostrou que a empresa só tinha 
de fato 113 MDC de carvão. “A diferença (212) vinha de carvoarias clandestinas”, ou seja, 
“o carvão produzido em outro local usa o crédito da carvoaria legalizada para esquentar 
o produto e dar a ele uma aparência legal. Somente na Boa Esperança, 66% do carvão 
declarado pela empresa não está, de fato, no pátio. Com isso, a empresa pode vender 
66% dos seus créditos de carvão”, afirma a pesquisa.
O estudo revela que não só as empresas beneficiam-se desse processo, como têm co-
nhecimento das irregularidades que fomentam o Grande Projeto Carajás de mineração.
Fonte: http://www.justicanostrilhos.org/nota/756. Por Marcio Zonta em 14/06/2011.
O caso Minas da Serra Geral (texto 2)
Um exemplo de estratégia em empresa do setor, implementado pela mineradora Minas 
da Serra Geral, é o desenvolvimento do programa Tecnologia para Pequenos Agricultores, 
que capacita cerca de 100 famílias da região (Itabirito, Ouro Preto e Santa Bárbara), téc-
nicas de cultivo alternativo, como produção de húmus, horta orgânica, cogumelo shitake 
e apicultura. A mesma empresa mantém outro projeto social, voltado à comunidade com 
doações de materiais, verduras, legumes e pessoal para manutenção das instalações da 
entidade que abriga dependentes de álcool e drogas.
Fonte: TACHIZAWA (2007, p. 184).
Por que empresas de um mesmo setor divergem em relação à sua responsabilidade em praticar 
programas que reduzem o impacto ambiental?
Resposta Comentada
Como observamos na primeira aula, alguns setores empresariais são mais propícios a 
causar impactos ambientais consideráveis, entre eles o setor da mineração. Também 
pudemos constatar que algumas empresas utilizam-se de promoção verde e praticam 
um marketing falso, ou seja, o discurso adota práticas sustentáveis, mas na prática 
isto não ocorre. Pelos exemplos dos textos, o primeiro caso trata de um típico exemplo 
de empresa brasileira que contribui para que o impacto ambiental seja ainda maior. 
A busca pelo lucro e custos baixos não devem ser justificativas para se eximir de 
suas responsabilidades ambientais. Os minérios são recursos não renováveis, 
além da possibilidade

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