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Sistema Circulatório - Fisiologia - PBL

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MÓDULO IV – TUTORIA 03
Descrever a anatomia do coração e a pequena circulação (função de cada câmara / veias e artérias)
Explicar automatismo cardíaco e como o impulso elétrico é gerado e distribuído.
Automatismo (Cronotropismo) - Diz respeito a capacidade de o coração gerar seus próprios estímulos elétricos, independentemente de influências extrínsecas ao órgão. No entanto, o automatismo pode ser modificado por diversos fatores, adaptando a frequência de contração do coração as necessidades fisiológicas ou alterando-se em situações patológicas. Os fatores que exercem influência mais importante sobre o automatismo são a atividade do sistema nervoso autônomo, os íons plasmáticos, a temperatura e a irrigação coronariana. Os estímulos responsáveis pela excitação automática do miocárdio podem nascer em qualquer parte do coração. Certas regiões (zonas de marca-passo), no entanto, possuem a capacidade de gerar estímulos de forma especial, fazendo-o com uma frequência própria e mais elevada que aquela das demais regiões do coração, devido à sua diferenciação morfofuncional e consequente peculiaridade eletrofisiológica (tecido nodal). A zona de automatismo que possui a frequência de descarga mais rápida comanda a ativação elétrica cardíaca, submetendo a excitação de todo o coração ao seu próprio ritmo, pelo que é denominada de marca-passo do coração representada pelo nodo sinusal.
DIVISÃO
Nó atrial: 
- Situado na parede posterolateral superior do átrio direito, imediatamente abaixo e pouco lateral à abertura da VCS.
- Iniciar todo impulso elétrico que vai percorrer o coração;
- Marca-passo natural;
- Fibras intermodais: conduzem o estimulo para o átrio esquerdo e direito e conecta com o nó atrioventricular
Nó atrioventricular:
- Situado na parede posterior do átrio direito, imediatamente atrás da valva tricúspide.
- Responsável por retardo da condução do estimulo;
- Esse retardo permite que os átrios se contraiam e esvaziem seu conteúdo nos ventrículos antes que comece a contração ventricular.
- Manda o impulso para os ventrículos a partir de feixes denominados feixes de His.
Feixe de His:
- Quando entra no septo interventricular, ele se divide em dois ramos (direito e esquerdo)
- Quando se ramifica, vai se dividir pelas paredes dos ventrículos.
Fibras de Purkinje:
- Penetram nos ventrículos e fazer a contração ventricular.
GERAÇÃO DO IMPULSO:
- Tudo ocorrerá devido a movimentação de cargas, ou seja, devido ao movimento de íon pela membrana da célula do nó sinoatrial. E isso ocorrerá a partir de seus respectivos canais especializados. Canais esses que possuem características diferentes.
- Situação inicial:
Célula do nó sinoatrial polarizada:
- Maior [K+] no meio intracelular;
- Maior [Na+] e [Ca2+] no meio extracelular;
- Potencial de ação: -60 mV
Estruturas envolvidas:
- Canais lentos de sódio: permitem um fluxo constante de sódio.
- Canais rápidos de cálcio e potássio: permitem um fluxo grande rápido quando se abrem. São voltagem-dependentes 
- Bomba Na+/K+ ATPase
- Bomba de Ca2+
Os canais de sódio permite um fluxo constante de sódio, o que vai positivando esse potencial, ou seja, esse potencial sai do -60 e vai em direção ao zero. Só que quando chega ao potencial de -40, abrem-se os canais de cálcio, o que ocorre um grande fluxo de cálcio, despolarizando a membrana. E é quando que o potencial chega ao 0 mV que os canais de potássio vão se abrir e permitir a saída de potássio, repolarizando a célula. Agora, a bomba vai atuar para reestabelecer o sódio que entrou e o potássio que saiu e outra bomba que vai expulsar o cálcio de dentro da célula.
CONDUÇÃO DO ESTIMULO
Célula do nó sinoatrial polarizada:
- Maior [K+] no meio intracelular;
- Maior [Na+] e [Ca2+] no meio extracelular;
- Potencial de ação: -90 mV
Estruturas envolvidas:
- Juncoes comunicante (GAP): comunicam células 
- Reticulo sarcoplasmático: armazenando cálcio no interior das células 
- Canais lentos de cálcio
- Canais rápidos de sódio e potássio
- Bomba Na+/K+ ATPase
- Bomba de Ca2+
Os íons que entram na célula de sino atrial não necessariamente serão os mesmos íons que vão ser colocados para fora. O que ocorre é que por existir as junções comunicantes, parte desses íons que entraram passa para a célula adjacente e vão estartar um novo evento nessas outras células. Logo, o potencial de -90 mV vai se positivando lentamente e ai já dá para ver uma diferença da geração para condução: enquanto que na geração o que vai positivando o potencial é influxo lento de constante de sódio, na condução o que vai perturbar esse potencial inicial é essa passagem de íons pelas junções comunicantes. Essa perturbação inicial que vai positivar um pouquinho esse potencial já vai ser suficiente para abrir os canais de sódio rápido, o que vai permitir um influxo muito rápido de sódio para dentro da celular e ai o gráfico sobe de vez, despolarizando completamente a celula. E esse grande fluxo de sódio, vai afetar os outros dois canais, o canal de cálcio lento e o canal de potássio rápido. Logo, como o canal de cálcio é lento e o fluxo é muito pequeno, primeiro quem vai comandar é o canal de potássio, ou seja, a carga positiva vai sair, depois as cargas de cálcio vao conseguir equilibrar a saída de potássio e por isso vai se formar o que chamamos de platô no gráfico, vai ter um equilíbrio das cargas positivas que entram e as cargas positivas que saem, só que logo os canais de cálcio vão se fechar e só vai ter saída de potássio, por isso ocorre realmente a repolarização da celula. Essa entrada de cálcio por mais que seja pequena, ela vai ser suficiente para poder liberar o cálcio que está armazenado no reticulo sarcoplasmático, ou seja, vai ser nesse momento que vai ser induzido a contração muscular. E a retomada das concentrações acorrerá pelas bombas ativamente irão resgatar potássio e expulsar sódio e cálcio. Porem, também há passagem de ions que entraram para a celula adjacente através das junções. 
- Fase 0: despolarização
- Fase 1: repolarização inicial
- Fase 2: platô
- Fase 3: repolarização final
- Fase 4: restauração das concentrações
Discutir o débito cardíaco e o retorno venoso.
DÉBITO CARDÍACO:
- É a quantidade de sangue bombeado para a aorta a cada minuto pelo coração.
- É igual à frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico.
- Varia de forma acentuada com o nível de atividade do corpo.
- Fatores que afetam diretamente:
O nível basal do metabolismo corporal;
Se a pessoa está se exercitando;
A idade da pessoa: atividade corporal e a massa de alguns tecidos diminuem
As dimensões do corpo
- Homens e jovens em repouso: 5,6L/min
- Mulheres e jovens em repouso: 4,9L/min
- O controle do fluxo sanguíneo: Quando os tecidos encontram-se em atividade, eles necessitam de um fluxo sangüíneo muito maior do que suas necessidades no estado de repouso. Porém, ocasionalmente, esta demanda pode chegar a valores até 30 vezes maiores que os níveis basais. A questão é que o coração não é capaz de atender sozinho a esta demanda, pois ele consegue aumentar o débito cardíaco em cerca de 4 a 7 vezes apenas. Desta forma, é necessário um controle sistêmico, para que demandas teciduais específicas sejam atendidas, pois o coração não é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo genericamente, a ponto de suprir demandas particulares. Desta maneira, microvasos monitoram as necessidades de oxigênio, nutrientes, o acúmulo de dióxido de carbono, dentre uma série de outros parâmetros, controlando o diâmetro dos vasos que irrigam os tecidos, condicionando, assim, o fluxo sanguíneo local, de acordo com as necessidades específicas de cada tecido.
RETORNO VENOSO:
- É a quantidade de sangue que flui das veias para o átrio direito a cada minuto.
Descrever o ciclo cardíaco e explicar o gráfico.
- Ciclo cardíaco é o conjunto dos eventos cardíacos qu ocorre entre o inicio de um batimento e o inicio do próximo.
- Cada ciclo é iniciado pela geração espontânea de potencial de ação no nó sinoatrial.