Logo Passei Direto
Buscar
Material
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Questão 1: Relacione e explique as passagens.
“A riqueza das sociedades onde reina o modo de produção capitalista aparece como uma “enorme coleção de mercadorias”, e a mercadoria individual como sua forma elementar. Nossa investigação começa, por isso, com a análise da mercadoria.” (O Capital p. 113, Ed. Boitempo) 
Marx inicia o 1º capitulo do livro “O Capital” afirmando que a Mercadoria é determinante para “A riqueza das sociedades” e, portanto, no decorrer do capitulo se preocupa em explicar o que ele entende como Mercadoria na sociedade capitalista, porem o objetivo principal de Marx não é explicar o capital e a mercadoria, mas sim por que ele existe. A mercadoria é apenas parte de um todo ou seja um objeto particular para entender um todo geral do funcionamento da sociedade. A mercadoria deve ser entendia para se ter uma análise mais problematizada da sociedade para entender como funciona o capitalismo. 
Ele faz isso explicando a essência da existência do capital e como toda produção capitalista se torna capital, explica o carácter duplo do trabalho exposto nas mercadorias e toda sua essência através do trabalho abstrato.
“Prescindindo do valor de uso dos corpos das mercadorias, resta nelas uma única propriedade: a de serem produtos do trabalho. Mas mesmo o produto do trabalho já se transformou em nossas mãos. Se abstraímos seu valor de uso, abstraímos também os componentes [Bestandteilen] e formas corpóreas que fazem dele um valor de uso. O produto não é mais uma mesa, uma casa, um fio ou qualquer outra coisa útil. Todas as suas qualidades sensíveis foram apagadas. E também já não é mais o produto do carpinteiro, do pedreiro, do fiandeiro ou de qualquer outro trabalho produtivo determinado. Com o caráter útil dos produtos do trabalho desaparece o caráter útil dos trabalhos neles representados e, portanto, também as diferentes formas concretas desses trabalhos, que não mais se distinguem uns dos outros, sendo todos reduzidos a trabalho humano igual, a trabalho humano abstrato.” (O Capital p.116, Ed. Boitempo) 
Contudo ele define a mercadoria como algo que possui valor de uso (Algo que, por suas propriedades características, satisfaz às necessidades humanas) e Valor de troca (Quantitativo material do valor de troca.) Como podemos ver nessa passagem do livro Marx afirma que no processo de troca mais conhecido como escambo o valor de uso não é considerado mais sim é valorizado a força de trabalho empregada naquela mercadoria, ou seja a utilidade da mercadoria muitas vezes é considerada um valor individual por isso é mais justo analisar o esforço empregado para produzir determinada mercadoria, o valor analisado é o valor trabalho. 
Marx ainda sobre o valor de troca cita Bardon: “Um tipo de mercadoria é tão bom quanto outro se seu valor de troca for da mesma grandeza. Pois não existe nenhuma diferença ou possibilidade de diferenciação entre coisas cujos valores de troca são da mesma grandeza.” 
“Todo trabalho é, por um lado, dispêndio de força humana de trabalho em sentido fisiológico, e graças a essa sua propriedade de trabalho humano igual ou abstrato ele gera o valor das mercadorias. Por outro lado, todo trabalho é dispêndio de força humana de trabalho numa forma específica, determinada à realização de um fim, e, nessa qualidade de trabalho concreto e útil, ele produz valores de uso.” (O Capital p.124, Ed. Boitempo)
Marx no decorrer do Capital vai desnudando a mercadoria considerada existência molecular do capital e isso permite uma investigação maior do modo de produção, o trabalho, e de certa forma da exploração do trabalho. Assim ele desenvolve o conceito de “Carácter duplo do trabalho exposto nas mercadorias” onde o trabalho concreto se manifesta no valor de uso e o trabalho abstrato no valor de troca.
Assim, considerando a mercadoria como forma estruturante do capital, entender o duplo caráter do trabalho se torna essencial para a compreensão da economia política, dos processos econômicos pois relaciona as condições matérias e históricas.
O utilidade e criação da mercadoria torna o trabalho: “uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana”
A medida que o trabalho se desenvolve como essencial da sociedade capitalista até a própria força de trabalho se tornar mercadoria o trabalho abstrato é atribuído ao dinheiro e é a partir disso que percebemos quando o dinheiro se torna capital, pois quem possui o dinheiro passa a comandar os meios de produção e para se utilizar dele contrata a força de trabalho dos trabalhadores que necessitam dos meio de produção para a sobrevivência no sistema capitalista e para isso utilizam a troca da força de trabalho. Já o trabalho concreto e qualitativo, cria valor de uso para satisfazer socialmente as necessidades sociais das pessoas.

Mais conteúdos dessa disciplina