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FACULDADE CAPIVARI - FUCAP CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL EM UMA EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE VEÍCULOS MARIA HELENA OURIQUES VIEIRA CAPIVARI DE BAIXO 2014 2 3 FACULDADE CAPIVARI - FUCAP CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS MARIA HELENA OURIQUES VIEIRA A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL EM UMA EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE VEÍCULOS Trabalho de Conclusão de curso submetido ao Curso de Graduação de Ciências Contábeis da Faculdade Capivari para a obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador (a): Profº Especialista Marcos Danilo Rosa Viana CAPIVARI DE BAIXO 2014 4 5 Maria Helena Ouriques Vieira A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL EM UMA EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE VEÍCULOS Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do Título de Bacharel em Ciências Contábeis eaprovado em sua forma final pela Banca Examinadora. Capivari de Baixo, 04 de dezembro de 2014 _________________________________ Prof.ªMsc. Maria Aparecida Cardozo Coordenadora do Curso Banca Examinadora: ________________________________ Prof.º Esp. Marcos Danilo Rosa Viana Orientador Faculdade Capivari ________________________________ Prof.ª Patrick Prates Alves Membro da banca Faculdade Capivari ________________________________ Profº Edilson Citadin Rabelo Membro da banca Faculdade Capivari 6 7 Dedico este trabalho a meus pais Manoel Aires Vieira e Jaqueline Ouriques Vieira, que tanto me ajudaram a realizar esse sonho!E a minha filha Maria Caroline Vieira Aguiar, que tantas noites não pode ter a minha presença junto a ela nesses anos de estudo. Obrigada! Amo muito vocês! 8 9 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela força Divina durante todo o período da formação, principalmente na fase que me acidentei e que por pouco não desisti. Certamente Deus, minha família e todos os colegas e professores da Fucap fortaleceram minha fé possibilitando a continuidade da caminhada. Aos meus pais, Manoel e Jaqueline, que com muito amor, incentivo e compreensão, dedicaram todos os esforços para que eu pudesse alcançar esse sonho em minha vida. As minhas irmãs, Rosilene e Jucilene, por toda aenergiacontagiantedurante esses anos. A minha filha Maria Caroline, pela paciência e compreensão, pelo apoio e principalmente pelo amor e carinho quemotivaram a conclusão dessa jornada. Aos meus colegas de curso que impediram meu desânimo; e em especial a minha grande amiga Charlene Siqueira, incansavelmente me apoiando, evitando minha desistência. Aos meus colegas de trabalho pelo companheirismo e ao orientador, professor Marcos Viana, pelo apoio, pela paciência e pela dedicação com que me orientou. A Fucap (Faculdade Capivari), representada pela coordenação de ciências contábeis. E finalmente, todas as pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para a realização desse trabalho, o meu MUITO OBRIGADO! 10 11 ―Somos insignificantes. Por mais que você programe sua vida, a qualquer momento tudo pode mudar.‖ Ayrton Senna 12 13 RESUMO O trabalho constitui-se de um levantamento de dados a respeito das rotinas internas de trabalho de uma empresa, com a finalidade de mostrar as contribuições que os trabalhos da Auditoria Interna pode oferecer as sociedades mercantis. As empresas necessitam de ferramentas que as auxiliem no seu processo de gestão, detectando e prevenindo possíveis falhas, bem como avaliando e examinando as atividades desempenhadas pelos setores. No decorrer do estudo busca-se evidenciar ocorrências de irregularidades que indiquempontos que podem levar a empresa a adotar procedimentos aplicáveis nos trabalhos de auditoria, passíveis de detectar situações que careçam de melhorias. A empresa estudada possui matriz localizada na grande Florianópolis- SC e filiais distribuídas nas principais cidades do Estado. O tema justifica-se pelo crescimento dessa organização em foco, requerendo a necessidade de ampliar o controle e estabelecer procedimentos mais eficientes, resultando em mais segurança e confiabilidade no desempenho das atividades; com oobjetivo de analisar a estrutura administrativa e os sistemas de controles internos de uma empresa no ramo automobilístico. A adoção dos procedimentos usuais à auditoria interna são consoantes aos objetivos específicos relacionados de forma teórica. Foi adotada a forma descritiva cujos fatos foram analisados e interpretados pela pesquisadora. Para amenizar as dúvidas sobre a implantação do departamento de Auditoria Interna ou não, foram utilizadas perguntas informais aos colaboradores da empresa, a fim de identificar deficiências nas operações e fragilidades nos mesmos. Diante do estudo e as análises dos processos organizacionais, pode-se afirmar que a empresa estudada detecta a necessidade da implantação de um departamento de auditoria interna vislumbrando iniciar, no mínimo a adoção de procedimentos usuais à auditoria interna, visando dar maior segurança aos controles internos, além de oferecer suporte às tomadas de decisões dos administradores. Palavras Chave: Auditoria Interna; Controles Internos; EstruturaOrganizacional. 14 15 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Fluxograma de um departamento de auditoria.........................62 Figura 2 Logo da marca Citroen representada pela empressa................66 Figura 3 Imagem da fábrica da Peugeot Citroen....................................68 Figura 4 Organograma das filiais da empresa FELIX............................75 16 17 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Classes de membros da Audibra...........................................54 Quadro 2: Diferença entre Auditor Interno e Externo............................57 Quadro 3: Sistema Documentário..........................................................73 Quadro 4:Cartografia da documentação.................................................73 1819 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ADM Administração Central do Grupo AUDIBRA Instituto dos Auditores Internos do Brasil BACEN Banco Central do Brasil CFC Conselho Federal de Contabilidade CRC Conselho Regional de Contabilidade CVM Comissão de Valores Mobiliários DC’s Demonstrações Contábeis FELIX Nome fictício da empresa estudada ISAs Normas Internacionais de Auditoria IIA InstituteOfInternalAuditors IBRACONI instituto dos auditores IndependentesIndependente MQ Manual da Qualidade Documento que especifica o Sistema deGestão da Qualidade de um organismo. NBC PI Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais Auditor interno NBCTA Normas Brasileiras de Contabilidade – Técnicas de Auditoria independenteSC Santa Catarina NBC PA Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais Auditor OS Ordem de Serviço PDV Ponto de Venda – é cada uma das lojas PQRH Processo de Qualidade de Recursos Humanos PQ-AI Processo de Qualidade Auditoria Interna PR Peças de Reposição PV Pós Vendas RQ Responsável pela Qualidade SGQ Sistema de Gestão da Qualidade VN Veículo Novo VU Veículo Usado 20 21 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................................................25 1.1 TEMA E PROBLEMA.....................................................................25 1.2 OBJETIVOS.....................................................................................26 1.3 JUSTIFICATIVAS DA PESQUISA................................................26 1.4 DELIMITACÕES DA PESQUISA..................................................27 1.5 ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA..................................................27 2 REFERENCIAL TEÓRICO............................................................28 2.1 ORIGENS DA CONTABILIDADE................................................28 2.1.1 A Importância da contabilidade...............................................29 2.1.2 Uma Abordagem comportamental da contabilidade...............30 2.1.3 A função da contabilidade nas organizações ............................31 2.1.4 Finalidade macroeconômica da contabilidade..........................31 2.1.5 Abordagem sociológica da contabilidade..................................32 2.2 RESPONSABILIDADES LEGAIS DA CONTABILIDADE.........33 2.2.1 Considerações sobre a ética na contabilidade...........................34 2.3 A CONTABILIDADE E A GESTÃO ORGANIZACIONAL........35 2.3.1 Informação contábil e gestão de pessoas...................................36 2.4 Evolução do conceito de auditoria...............................................38 2.4.2 Auditoria como instrumento de gestão......................................39 2.5 GENEROS DA AUDITORIA FUNÇÕES E DIFERENÇAS.........40 2.5.1 Objeto dos trabalhos de auditoria.............................................42 2.5.2 Forma de realização dos trabalhos ...........................................43 2.5.2.1 Auditoria interna......................................................................46 2.5.2.2 Objetivos da auditoria interna................................................47 2.5.2.3 Auditoria externa......................................................................49 2.5.3 Orgãos relacionados ao auditor.................................................51 22 2.5.3.1 CVM...........................................................................................51 2.5.3.2 IBRACON.................................................................................52 2.5.3.3 CFC e CRC...............................................................................53 2.5.3.4 AUDIBRA.................................................................................53 2.5.4 Perfil do auditor...........................................................................54 2.5.4.1 Relacionamento entre o auditor interno e o externo.............55 2.5.5 Diferença entre auditoria interna e auditoria externa.............57 2.6 CONTROLES INTERNOS..............................................................58 2.6.1 A importância dos controles internos........................................60 2.6.2 Técnicas de departamentalização..............................................61 2.6.3 Indicadores de problemas dentro da organização....................63 2.6.4 Auditoria organizacional na gestão empresarial......................64 3 ESTUDO DE CASO..........................................................................65 3.1 METODOLOGIA DO ESTUDO.....................................................65 3.2 HISTÓRIA DA MARCA REPRESENTADA PELA EMPRESA. 66 3.3 BREVE HISTÓRICO DA EMPRESA ESTUDADA......................68 3.3.1 Caracterização da empresa e direção........................................70 3.3.1.1 Atividades..................................................................................70 3.3.1.2 Objetivo.....................................................................................70 3.3.1.3 Missão da empresa FELIX.....................................................70 3.3.1.4 Visão...........................................................................................70 3.3.1.5 Pontos fortes e pontos fracos...................................................71 3.3.1.6 Oportunidades e ameaças........................................................71 3.3.1.7 Estratégias de negócios.............................................................72 3.4 ANÁLISES DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL..................72 3.4.1 Atividades internas da empresa FELIX....................................75 3.4.2 Serviço comercial de venda de veículos novos..........................76 23 3.4.3 Seviço comercial de venda de veículos usados..........................76 3.4.4. Serviços de peças de reposição..................................................77 3.4.5 Serviço de pós-venda...................................................................77 3.4.6 Administração geral da empresa FELIX..................................77 3.5 POLÍTICA DA QUALIDADE........................................................78 3.5.1 Responsável pela qualidade........................................................80 3.6 RECURSOS HUMANOS RH..........................................................81 3.6.1 Generalidades..............................................................................81 3.6.2 Infra estrutura da empresa.........................................................82 3.6.3 Ambiente de trabalho..................................................................82 3.7 PLANEJAMENTOS DA REALIZAÇÃO DO PRODUTO............83 3.7.1 Determinação de requisitos relacionados ao produto .............83 3.7.1.1 Análise critica dos requisitos relacionados ao produto.........83 3.7.2 Processos realcionados aos clientes...........................................84 3.7.2.1 Comunicação com o cliente......................................................84 3.7.2.2 Projeto e desenvolvimento.......................................................84 3.7.2.3 Processo de aquisições.............................................................84 3.7.2.4 Informações de aquisições.......................................................85 3.7.2.5 Verificação do produto adquirido...........................................85 3.8 PRODUÇÃO E FORNECIMENTO DE SERVIÇO........................85 3.8.1 Validação dos processos de produção e fornecimento de serviços...................................................................................................86 3.8.2 Identificação erastreabilidade..................................................86 3.8.3 Propriedade do cliente................................................................87 3.8.4 Preservação do produto..............................................................87 3.8.5 Mediçoes e análise de melhoria.................................................88 3.8.6 Satisfação do cliente...................................................................88 24 3.8.7 Auditoria interna de acordo com o manual de qualidade da empresa..................................................................................................89 3.8.7.1 Medição e monitoramento do processo..................................90 3.8.7.2 Medição e monitoramento do produto...................................90 3.8.7.3 Controles de produtos não conforme.....................................90 3.8.7.4 Análise de dados.......................................................................91 3.9 AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS INTERNOS............................91 3.9.1 Planejamento de auditoria interna............................................91 3.9.2 Análise dos controles internos na empresa estudada...............92 3.9.3 Controles internos financeiros utilizados pela empresa...........95 3.9.4 Análise do estudo de caso............................................................95 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................97 REFERÊNCIAS...................................................................................99 25 1 INTRODUÇÃO O próprio desenvolvimento das empresas requer que elas busquem ferramentas que auxiliem em seu processo de gestão. Muitas adotam modelos deficientes, talvez pela falta de conhecimento dos gestores que utilizam padrões que se enquadram aos seus interesses pessoais e financeiros ou ainda pela utilização equivocada de alguns mecanismos de controles internos e acabam deixando de lado os interesses reais da empresa. Desta forma, espera-se que os contadores se aperfeiçoem e que se familiarizem ao novo ambiente organizacional das sociedades mercantis, buscando novos métodos de trabalho atendendo a necessidade das mesmas. A auditoria interna é um dos diversos instrumentos, senão a mais eficiente forma de controle, que as empresas podem utilizar para desenvolver suas atividades, a fim de avaliar e examinar o desempenho em um determinado período de tempo e também identificar as áreas com maiores problemas, apresentando ou mesmo sugerindo por esse profissional responsável pela auditoria,ações e correções das questões problemáticas da empresa. Sendo assim, a auditoria interna se constitui como fundamental apoio a gestão, auxiliando a organização a alcançar suas metas e objetivos, tornando-se ferramenta indispensável, direcionadaa melhoria dos controles e processos internos, diminuindo riscos e melhorando suas atividades. 1.1 TEMA E PROBLEMA Diante das grandes mudanças no mercado contemporâneo, de um ambiente globalizado e competitivo, o contador não pode ser um mero espectador ou o responsável por emitir apenas relatórios contábeis; ele deve assumir também uma postura participativa na tomada de decisões. Os avanços tecnológicos e as modernizações ocorridas nos últimos tempos obrigam as empresas a se adaptarem as novas exigências de mercado, devendo investir no aperfeiçoamento de seus negócios, aprimorando os seus controles internos, desenvolvendo a rotina de trabalho com visão de crescimento e estabilidade financeira. Buscando todas essas formas de controles mais adequados e eficientes, a pesquisa proposta vai nortear a seguinte interrogação: quais 26 são os fatos, ou fatores, que caracterizam a necessidade da implantação de um departamento de Auditoria Interna? 1.2 OBJETIVOS O objetivo geral e os objetivos específicos da pesquisa são apresentados de forma clara e objetiva, a fim de fundamentar o trabalho. Sendo o objetivo geral identificar os fatos ou fatores que caracterizam a necessidade da implantação de um departamento de Auditoria Interna, os objetivos específicos devem atender o geral: a) Apresentar os aspectos teóricos da contabilidade e da auditoria; b)Caracterizar a empresa objeto de estudo proporcionando ênfase nas questões que envolvam a auditoria interna; b)Identificar pontos, que se for o caso,indiquem a necessidade de implantação de um setor de auditoria na empresa; c)Verificar a opinião dos gestores sobre um sistema de auditoria; e por fim, d)Sugerir alternativas e ações que possam contribuir com a implantação de um sistema de auditoria interna para a empresa. 1.3 JUSTIFICATIVAS DA PESQUISA A contabilidade nos dias de hoje passou a ter um papel importante na visão dos gestores diante das grandes mudanças do mercado. A auditoria por sua vez é a ferramenta dentro da contabilidade que acompanha e auxilia no momento da tomada de decisões. Ela contribui para que grandes decisões em qualquer que seja o ramo da instituição interessada na prevenção e correção dos processos internos, tenha sucesso na hora de buscar metas lucrativas e sociais almejadas pela empresa. O trabalho proposto poderá contribuir para uma melhor decisão quanto à implantação de um departamento de auditoria interna. Ele irá identificar o grau de dificuldade dos trabalhos internos ao serem executados; se há erros intencionais ou não, se há irregularidade nos processos, entre múltiplos fatores que poderão surgir no decorrer da pesquisa. E após todas essas questões serem estudadas, a conclusão exata dos fatos, contribuirão para a implantação ou não, de um departamento de auditoria interna. 27 1.4 DELIMITAÇÕES DA PESQUISA O estudo deste trabalho de conclusão de curso foi realizado em uma empresa de concessionárias de veículos, onde a sede de administração fica localizada na cidade de Florianópolis-SC, com filial nas cidades de Blumenau, Florianópolis, Joinville, Criciúma, Itajaí, Lages, Jaraguá do Sul e Tubarão, todas no Estado de Santa Catarina. Uma vez que, é a filial de Tubarão, localizada na Rua Deputado Olices Pedro Caldas, nº 1280 no bairro Humaitá, a estrutura organizacional onde a pesquisadora trabalha, será tomada por foco, considerando que todas as filiais da empresa seguem o mesmo padrão de trabalhos internos e externos, tornando-sepossível a comparação de um modo geral. O estudo ocorreu inicialmente pelo reconhecimento e investigação de cada setor da empresa. Seguida por uma análise sobre a execução dos trabalhos internos de cada setor, verificando assim a fragilidade e as dificuldades reveladas. 1.5 ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA Aspirando organizar melhor o estudo, o trabalho é apresentado por capítulos. No 1º capítulo faz-se um levantamento da importância e da necessidade de abordar o tema dentro da empresa, colocando em evidência a pergunta de pesquisa consoante ao objetivo geral e específicos do trabalho apresentado, além da estrutura e metodologia utilizadas. O 2º capítulo trata dos aspectos históricos da contabilidade, a importância dela para as organizações, sua função e perspectivas ao perfil do novo profissional contábil;mais a frente faz-se um esclarecimento à abordagem nas relações sociológicas, legal e ética,bem como as técnicas de departamentalização. Relata-se também sobre o conceito de auditoria, pontos de atuação, vantagens na utilização dessa ferramenta nas organizações junto à contabilidade. No 3º capítulo,a finalidade foi apresentar o estudo de caso,descrevendo a empresa e as funções por setores.E por fim, no 4º capítulo são apresentadas as conclusões e as considerações finais. 28 2 REFERENCIAL TEÓRICO A fundamentação teórica é uma apresentação de idéias presentes nas obras estudadas, criadas no decorrer do trabalho, com o objetivo de mostrar a relação que possuem com o tema pesquisado. Por meio dela, formularam-se alguns conceitos envolvidos. 2.1 ORIGEM DA CONTABILIDADE À medida que o homem começou a possuir maior quantidade de valores desencadeava a preocupação de saber quanto poderiam render- lhe e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses; tais informações tornavam-se difíceis de memorização especialmente quando volumes maiores requeriam registros. Foi o pensamento do ―futuro‖ que levou o homem aos primeiros registros a fim de que pudesse conhecer as suas reais possibilidades de uso, de consumo, de produção etc. Com o surgimento das primeiras administrações particulares, aparecia a necessidade de controle que não poderia ser feito; lembrando que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras, vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvores assinalados como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever)no Egito antigo, facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios. À medida que as operações econômicas se tornavam complexas, o seu controle se redefinia. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões. No período medieval, diversas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela igreja. Mas é somente na Itália que surge o termo Contabilitá. Diante do exposto, é possível resumir a evolução da ciência contábil da seguinte forma: (a)Contabilidade do mundo Antigo: período que se inicia com as primeiras civilizações e vai até 1202 da Era Cristã, quando apareceu o Líber Abaci, da autoria Leonardo Fibonaci, o Pisano. (b) Contabilidade do mundo Medieval: período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, quando apareceu o Tratactus de Computis ET Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo, publicado 29 em 1494, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra quecontribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano. (c) Contabilidade do Mundo Moderno: período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento da Obra ―La Contabilitá Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche‖, da autoria do Franscesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da Contabilidade. (d) Contabilidade do Mundo Científico: período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje. SILVA (b) (2008) enfatiza que a origem da Contabilidade se perde no tempo, pois se acredita que as civilizações antigas eram concentradas em pequenos grupos de pessoas, comandados por uma autoridade, que tinha a necessidade de controlar o seu patrimônio, dando início aos primeiros registros contábeis, relacionado com o controle das quantidades de cabeça de gado ou sacos de grãos. A Contabilidade foi concebida como ciência com o método das partidas dobradas, criado pelo frade franciscano Luca Pacioli, sendo utilizada universalmente até os dias atuais como um instrumento de controle muito eficiente, aplicado para pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos. (RIBEIRO, 2005). E assim a contabilidade começou a se expandir e hoje é uma ferramenta indispensável dentro das organizações. 2.1.1 A importância da contabilidade A importância da contabilidade reverenciada à sua teoria ganhou mérito a partir das transformações ocorridas nas últimas décadas. As empresas a partir do surgimento de novos produtos e serviços, que somados aos avanços tecnológicos, trouxeram dúvidas e questionamentos sobre os registros contábeis das transações econômicas e suas implicações na divulgação aos usuários (clientes, acionistas, etc.). Embora algumas questões contábeis estejam bem detalhadas, ainda existem muitas que geram muito questionamento. Tais contrapontos não são resolvidos por completo pelas autoridades e órgãos reguladores, dependendo inúmeras vezes da decisão pessoal dos profissionais da contabilidade envolvido com casos específicos. 30 Entretanto, Iudícibus (2000) apresenta como idéia fundamental o ―[...] estabelecimento dos objetivos e limites da atuação da contabilidade na construção de suas teorias.‖ Na sua concepção é necessário o conhecimento de modelo decisório, do usuário dado à relevância da informação. Um dos principais objetivos da contabilidade e de seus relatórios é definido por Iudícibus (2000, pg.28), como sendo ―[...]fornecer informação econômica relevante para que cada usuário possa tomar suas decisões e realizar seus julgamentos com segurança.‖ Dentro dos vários enfoques, Iudícibus (2000, pg.29) expõe, dentro de sua concepção que: ‖[...] uma vez estabelecidos os objetivos, é preciso verificar a metodologia ou abordagem a ser utilizada‖. Conquanto, esse fato indica que a contabilidade deverá percorrer um longo caminho de pesquisa na tentativa de contribuir para o avanço da disciplina como ciência. 2.1.2 Uma abordagem comportamental da contabilidade A globalização, ao longo dos tempos, tem exigido dos governos, empresas, administradores e investidores uma grande variedade de informações que norteiam investimentos eficientes e geradores de riquezas capazes de atrair e mobilizar esses recursos. Os empreendedores modernos, de frente a essa nova realidade mundial, buscam nas teorias da administração financeira elementos importantes para análise de seus planos estratégicos e dos projetos de investimentos, procurando minimizar os riscos e continuidade de suas empresas. Esses novos sonhadores somam valor econômico à empresa e aos investidores, pois suas decisões empresariais e de investimentos são marcadas de forma a projetar seus empreendimentos no longo prazo, afastando, desde já a incapacidade de pagar suas próprias dívidas. Alguns empreendedores ainda se utilizam dos resultados extraídos da contabilidade tradicional na definição de valor econômico de seus investimentos, de uma maneira geral, dando ênfase aos dados financeiros tradicionais originados na contabilidade. No final da década de 1980 a obra Relevance Lost de Johnson e kaplan (1987) provocou grandes discussões ao divulgar o ―enfraquecimento da contabilidade gerencial.‖ Essa constatação acabou despertando a partir daí, o interesse por outros fatores que poderiam explicar as mudanças na contabilidade gerencial das empresas até os dias de hoje. 31 2.1.3 A função da contabilidade nas organizações Por longo tempo a contabilidade foi compreendida como representação da situação patrimonial da empresa, demonstrada através dos seus relatórios. Esta concepção evoluiu à medida que a necessidade de informação útil e tempestiva passou a ser premissa na competitividade global. Colocando isto, é possível considerar um ponto em comum na evolução histórica da contabilidadequanto a divulgação de informações. A informação sempre foi o produto da contabilidade, sendo apenas medida com graus de relevância diferentes de acordo com a época. A priori representava a divulgação de fatos passados, visto que,atualmente tem a responsabilidade de suprir a necessidade de informações úteis na tomada de decisões futuras. Iudícibus (2000, pg.19-20) diz que: A função fundamental da Contabilidade [...] tem permanecido inalterada desde seus primórdios.Sua finalidade é prover aos usuários dos demonstrativos financeiros com informações que ajudarão a tomar decisões. Desta forma, todas as informações como montante de venda, contas a receber e a pagar, montante de estoques, saldos monetários, resultados das operações e muitas outras com mais relevância, desde os primórdios da historia da contabilidade, só poderão ser obtidas por meio dos registros contábeis; estabelecendo, pois, um controle e uma segurança maior ao gestor na hora de tomar qualquer decisão na empresa, processo que vem evoluindo continuamente com o passar dos tempos. 2.1.4 Finalidade macroeconômica da contabilidade Falar da relação entre a macroeconomia e a contabilidade é falar de dois instrumentos imprescindíveis para o processo de tomada de decisão numa determinada empresa, país ou região. Porquanto, urge saber que a Macroeconomia estuda os grandes processos da Economia nacional como um todo. Ela observa as variáveis econômicas (oferta, demanda, preços, etc.) em termos agregados, ou seja, abrange todos os agentes econômicos na escala de todo o território do país que está em 32 foco. Por isso, costuma-se falar nos agregados macroeconômicos, que são as variáveis mais abrangentes da Economia. Produção, emprego e desemprego, nível de preços e inflação, participação do Governo na economia, exportações. A Macroeconomia estuda as grandes e diferentes variáveis macroeconômicas tais como: Inflação, juros, câmbio, emprego, desemprego, comércio exterior (importação e exportação), PIB. Ela se preocupa com os aspectos de um curto prazo. Os estudos macroeconômicos tiveram seu início a partir da quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. A macroeconomia concentra-se no estudo das principais tendências (a partir de processos macroeconômicos) da economia no que se refere principalmente à produção, à geração de renda e ao uso de recursos. A macroeconomia pode ser entendida como ciência que estuda o comportamento da Economia de forma agregada, através da análise de variáveis globais tais como a produção, o rendimento, a procura, o investimento, a poupança, o desemprego, as taxas de juro, as taxas de câmbio ou o nível geral de preços. O nascimento da macroeconomia enquanto ciência dá-se com a publicação da obra verdadeiramente revolucionária e inicialmente polemica: ―Teoria Geral do emprego, do Juro e do Dinheiro‖ da auditoria de John M. Keynes em 1936. Desde então desta data para cá, muitas têm sido as evoluções da macroeconomia, entretanto, as variáveis e instrumentos continuam sensivelmente as mesmas. Ela estuda o comportamento da economia como um todo, examinando as forças que afetam o conjunto das empresas, dos consumidores e dos trabalhadores ao mesmo tempo. Dimensionada com a Microeconomia que estuda os preços, as quantidades e os mercados individualmente. 2.1.5 Abordagem sociológica da contabilidade Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE-SP (2009) revelou que em cada 10 empresas que são abertas, sete não chegam ao 6º ano de vida. Alguns dados numéricos apresentam a dimensão do custo social desde quadro, não obstante, em um ano quase 500 mil postos de trabalho desaparecem, deixando de gerar R$ 5 bilhões de reais. Entre os fatores que contribuem para a mortalidade das empresas está: a)Falta de planejamento do negócio; 33 b) Falta de dedicação exclusiva do proprietário, principalmente no primeiro ano de atividade; c)Descuido com as questões pertinentes ao fluxo de caixa; d)Descuido com o aperfeiçoamento e melhoria dos produtos e serviços oferecidos; e)Fatores extras- econômicos. Reconhece-se nos fatores apresentados, que a contabilidade através da compilação dos dados e estruturação de um sistema de informações criado a partir dos registros contábeis da empresa, seria capaz de suprir tais barreiras. Dessa forma, o Contador, a partir de uma visão ampla de seu papel na organização, como orientador gerencial e responsável pelas informações contábeis úteis ao gerenciamento desta, cumpre sua missão dentro do contexto social. 2.2 RESPONSABILIDADES LEGAIS DA CONTABILIDADE Negar a existência das atitudes antiéticas nas pequenas empresas seria demagogia, principalmente nas obrigações ao recolhimento de tributos. Entretanto tal prática leva os gestores a desprezarem ferramentas importantes na construção de seu espaço na competitividade diária do mercado. Preocupado exclusivamente com o faturamento e o caixa presente, despreza outras informações que a contabilidade deve nesse caso conhecer: a)De maneira profunda os princípios contábeis geralmente aceitos; b)A legislação tributária vigente, acompanhando as atualizações; c)Conhecer de forma ampla a atividade da empresa; d)Conhecer o modelo de decisão dos usuários da informação contábil. Dentro desta gama de informações cujo Contador deve estar atento, já surgem os primeiros contrapontos. A legislação tributária, mais especificamente o Regulamento do Imposto de Renda, ao dispensar algumas empresas do registro de completo das informações contábeis, deixa o Contador um dos dilemas éticos a que se depara o profissional da contabilidade: que tipo de informação fornecer? 34 Segundo Attie(2011 pg. 171); As informações quantitativas que a contabilidade produz, quando aplicada a uma entidade, devem possibilitar ao usuário avaliar a situação e as tendências desta, como menor grau de dificuldade possível. LONGO, Claudio Gonçalo (2011 pag. 152), também aborda a questão; [...]uma vez que o contador tenha entendido os conceitos, a importância do entendimento da entidade e de seu ambiente, inclusive seus controles internose dos procedimentos de avaliação de riscos, chegamos ao âmago da NBC TA 315, que é o processo de identificação e avaliação dos riscos de distorção relevantes [...]. Assim, a contabilidade vem assumindo cada vez mais responsabilidades dentro do contexto empresarial e cabe ao contador saber passar corretamente de forma clara e principalmente ética, todas as informações que lhe são de responsabilidade, tanto em um ambiente organizacional empregatício, quanto de forma autônoma. 2.2.1 Considerações sobre a ética na contabilidade A ética profissional é de grande importância em todas as profissões, mas em notável na de auditor, que detem grandes responsabilidades, pois mediante seus serviços é possível conhecer todas as irregularidades, erros e falhas dentro das empresas. O bom auditor sempre se comporta dentro dos princípios rígidos do código de ética, pois somente assim garantirá os resultadosque exige a administração da empresa a qual presta seus serviços. Responsabilidade ética segundo CARNEIRO, Juarez Domingues (2010 pg.58); 35 Art. 2º- são deveres do profissional da Contabilidade... exercer a profissão com zelo diligencia, honestidade, capacidade técnica, observada toda a legislação em especial aos Princípios da Contabilidade e as Normas Brasileira de Contabilidade [...] Em conformidade com Lisboa (1997) [...]O Contador deve assumir uma postura ética, negando-se a assinar documentos não idôneos e praticaratos contrários à legalidade, que longe de debilitar a posição social da empresa, fortalecem-na. Neste contextoa contabilidade desempenha importante papel no aperfeiçoamento da ética na profissão contábil. Por mais que o contador tenha os princípios contábeis e os órgãos reguladores para auxiliá-lo através de suas normas e leis, sempre permanecerão as dúvidas. Por vezes, tais dúvidas constituem-se em certezas, ou seja, se tomada esta decisão, ação correta, por outro lado, ao tomar aquela, ação incorreta. Tais dilemas são freqüentes no dia-dia do profissional, e sem dúvida recaem no campo da ética. Todavia, prevalecerá dentro do contexto ético profissional, a execução da profissão com zelo, diligência e honestidade em todas as situações cabíveis ao profissional. 2.3 A CONTABILIDADE E A GESTÃO ORGANIZACIONAL Nacontabilidade, o planejamento é uma das funções que mais utilizam os dados contábeis. Para Attie (2011), a relação de contabilidade com a gestão organizacional das empresas no âmbito dos profissionais e usuários da mesma, é identificada como ―[...] gerador de informações para a tomada de decisão‖. Ou seja, para que se possa planejar o futuro, a organização necessita de informações relativas ao processo produtivo, como os custos,os gastos com as despesas administrativas, como telefonia, treinamento de funcionários, despesas legais, como o alvará de funcionamento, salários, encargos sobre salários, média de horas-extras nos períodos anteriores, consultoria, auditoria, tecnologia de informação, inventário, fluxo de materiais, entre outras. A Contabilidade permite ao usuário extrair com toda precisão as informações 36 relacionadas ao fluxo de caixa, que também são de fundamental importância no momento de executar o planejamento organizacional. Segundo Arnold (1999), ―[...] administrar operações significa planejar e controlar recursos utilizados no processo‖. Quanto a esse pensamento em relação ao trabalho, ao capital e ao material, o cotroller da Charlotte Hornets, ShoonLedyard diz o seguinte: [...] O planejamento de caixa é a espinha dorsal da empresa. Sem ele não se saberá quando haverá caixa suficiente para sustentar as operações ou quando se necessitará de financiamentos bancários. Portanto, planejar é pimordial em todas as situações e é de grande valia preparar um roteiro a ser seguido nos processos internos para que as empresas estejam adequadas a esses tipos de competências a serem empregadas na organização. Outras ferramentas contábeis utilizadas para a montagem do planejamento são as análises horizontais e verticais dos demonstrativos: As horizontais avaliam os itens de patrimônio ou de resultado em relação aos períodos anteriores projetando assim o comportamento futuro. Já as análises verticais avaliam os mesmos itens dentro do mesmoperíodo, ou seja, dentro do mesmo exercício fiscal. A adoção da análise de índices como os de liquidez, rentabilidade, estrutura de capital e rotação, também contribui para uma avaliação mais confiável do comportamento da organização até mesmo em relação a outras empresas. Os índices de liquidez demonstram a capacidade de pagamento das dívidas da organização, possibilitando uma série de análises utilizadas no planejamento financeiro. Os índices de rentabilidade apresentam os percentuais de ganho em relação às receitas e ao investimento aplicado. Os índices de estrutura de capital são fundamentais para conhecer os níveis de endividamento e imobilização enquanto os índices de rotação auxiliam a conhecer melhor o comportamento do estoque. 2.3.1 Informação contábil e gestão de pessoas A administração de recursos humanos, ou gestão de pessoas, como está sendo chamada esta função atualmente, tem um papel duplo 37 dentro de uma empresa. Atua tanto nas tarefas de rotina (linha), quanto nas tarefas de apoio (staff). 1 Este fato a torna ainda mais dependente das informações referentes às atividades organizacionais. Todas as tarefas da administração de recursos humanos, que podemir desde uma tarefa rotineiracomo o controle do ponto eletrônico, até o planejamento anual de treinamento, tarefa de apoio, utilizando informações como cálculo de encargos, trabalhistas e recursos financeiros disponíveis paratreinamento, tudo definido com base em números disponibilizados pela contabilidade. A geração da folha de pagamento, atividade que divide a responsabilidade entre o setor pessoal e a contabilidade, é um exemplo de que existe uma real interdependência entre tais departamentos. O primeiro atua como gerador de informação, enquanto osegundo realiza os registros que irão servir de base para planejamentos futuros, além de assegurar que o trabalho seja feito de acordo com o que recomenda a legislação trabalhista brasileira. De acordo com Assis (2007), ‖ [...] remuneração é o ato ou efeito de remunerar [...]‖, ou seja, dar ou receber recompensa, prêmio, gratificação por ter realizado algo. Remuneração é toda importância paga pelo empregador ao seu empregado como contraprestação do trabalho (arts. 457 a 467 da CLT). Segundo Bohlander e Sneel (2009), ―[...] não há leis ou princípios universais para a Administração dos Recursos Humanos (ARH), pois, nada é absoluto [...]‖. Ou seja, vai depender da situação organizacional da empresa, pois nos últimos anos a forma de administrar recursos humanos tem mudado constantemente, causado por questões que envolvem esses recursos, tais como novas tecnologias, a forma de gerenciar mudanças, capital das empresas e do próprio colaborador emresponder ao mercado concorrente, conter custos para a empresa entre outros; torna-se, portanto, cada vez mais essencial a descoberta de talentos humanos capazes de acompanhar todas essas mudanças. 1 Staff é um termo inglês que significa "pessoal", no sentido de equipe ou funcionários. O termo é utilizado para designar as pessoas que pertencem ao grupo de trabalho de uma organização particular. Também se refere ao quadro de funcionários de uma empresa, aos recursos humanos ou órgão de staff. 38 2.4 AUDITORIA Auditoria é o processo de confrontação entre a situação encontrada e um determinado critério, ou seja, é a comparação entre o fato ocorrido e o que deveria ocorrer. De uma forma bastante simples, é possivel definir auditoria como sendo o levantamento, o estudo e a avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações financeiras de uma entidade. (CREPALDI, Silvio Aparecido, 2012). Consiste em controlar as diversas áreas chaves da empresa, a fim de evitar situações que podem vir a propiciar fraudes, desfalques e subornos financeiros, através de testes regulares nos controles internos da organização. No Brasil, surgiu por empresas estrangeiras que instalaram suas filiais no país e exigiam confirmação de fatos verídicos de seus processos decorrentedanecessidade legal de suas filiais no exterior serem auditadas para verificação de sua realidade financeira. Conforme LOPES DE SÁ,( 2002, pg. 22); No Brasil o movimento de arregimentação dos auditores iniciou-se em São Paulo, há cerca de 30 anos, através do instituto de Contadores Públicos do Brasil; mais tarde surgiram outras instituições, como o instituto brasileiro de auditores independentes na Guanabara, assim como instituições decontadores, no Rio Grande do Sul. É notável o crescimento das empresas brasileiras, e apartir desse crescimento surgiram empresas de auditoria nacionais com o objetivodeauxiliar os gestores no controle dos subordinados e dar uma atenção mais ampla às normase aos procedimentos internos. É ai que nasce a figura docontador, do auditor interno mais atuante nas organizações, surgindocomo uma ramificação da profissão de auditor independente. 2.4.1 Evolução do conceito de auditoria Considerando o tema desse estudo, é importante destacar alguns pontos,como por exemplo: 39 1. As primeiras auditorias atingiam as operações e registros contábeis e se destinavam a detectar desfalques e fraudes e verificar a honestidade dos administradores; 2. Posteriormente ganhou o enfoque das próprias demonstrações contábeis. Portanto, a função do auditor contábil passou a ser de examinador do sistema de controles internos e do sistema contábil, avaliando se a forma projetada e elaborada refletiam relatórios dignos de confiança. 3. Juntamente com a evolução das definições da auditoria estabelecidas no decorrer do tempo, foram criados diversos órgãos como a BACEN (Banco Central do Brasil), a CVM (Comissão de Valores Imobiliários- para as sociedades anônimas de capital aberto) e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privativos para as companhias e sociedades seguradoras) entre outras; que normatizam a relação entre as organizações e as auditoria. Diz Lins (2011, pg. 06), ―[...] que a auditoria interna presta alguns serviços para a auditoria externa, principalmente em relação à abertura de papéis de trabalho e contagens físicas‖. Também BOYNTON; JOHNSON; KELL, 2002,pg.72 ; ―[...] o auditor independente geralmente desenvolve uma relação de trabalho bastante próxima com os auditores internos‖. Isso ocorre devido a auditoria externa dar importância aos controles internos, nos quais a auditoria interna possui um acompanhamento sempre frequente. 2.4.2 Auditoria como instrumentode gestão Trata-se de um trabalho mais específico, pois a auditoria de gestão acaba tendo como principal objetivo a validação da qualidade da estrutura e cultura organizacional, utilizando-se da contabilidade para retirar informações referente a situação econômica, financeira e patrimonial das empresas, avaliando as formas de informações e a forma que estão sendo utilizados os controles internos. Segundo Almeida, na apresentação de seu livro (6ª Edição, Auditoria, 2003), destaca que : 40 Refere à auditoria da época, uma atividade relativamente nova no Brasil, ainda no estágio embrionário em termos de técnicas, haja vista que a legislação específica brasileira, vem abordando superficialmente o assunto, sem definir de forma clara e precisa os procedimentos que os profissionais da area deveriam adotar por ocasião das auditorias das demonstrações financeiras. A atividade de auditoria é bastante dinâmica e está em permanente mutação, o que requer maior atenção dos órgãos específicos ligados a essa área, no sentido de padronizar e estabelecer os procedimentos, fortalecer o sistema da auditoria e mercado de capitais e, como conseqüência, dar maior segurança para os investidores, principalmente para os acionistais minoritários que aplicam suas economias nas companhias abertas. Auditoria é uma atividade de levantamento de ados e de avaliação sistemática de procedimentos e tarefas de uma determinada área. Esse levantamento e avaliação estão geralmente associados a um conjunto de normasinternas ou externas, legais ou não, que devem ser verificadas, ou auditadas, por um profissional especializado. Essas normas,dependendo do tipo de auditoria, podem ser: a) Normas implantadas pela própria empresa, (tais como manuais de procedimentos); b) Normas estabelecidas pelos órgãos reguladores contábeis- (auditoria contábil externa); e outras normas de conformidade. As normas implantadas pela própria empresa são geralmente as mais utilizadas, através de manuais próprios e adequados a gestão. 2.5 GÊNEROS DA AUDITORIA FUNÇÕES E DIFERENÇAS Quanto ao objeto do trabalho de auditoria é possível considerar: auditoria contabil; auditoria operacional (de avaliação dos controles internos, auditoria fiscal e tributária), além da auditoria de aspectos legais quanto as regras trabalhista e previdenciária. 41 a) Auditoria contábil: representa o conjunto de procedimentos técnicos aplicados de forma independente, segundo as normas definidas, com objetivo de se emitir uma opinião sobre as DCs tomadas em conjunto com as normas e princípios de contabilidade e aos aspectos financeiros. CREPALDI,Silvio Aparecido; na8ª Edição de Auditoria Contábil (Teoria e Pratica,2012 pg 03 e 04), diz que: A auditoria Contábil é aplicada as companhias abertas, sociedades e empresas que integram os sistema de distribuição de valoes imobiliários, art. 26 da Lei n°6.385/76. Também terão suas DCs auditadas regularmente as empresas que: Faturarem mais que R$ 300 milhoes por ano; possuírem ativos superiores a R$ 240 milhões, Lei n° 11.638/07. Sendo assim,auditoria contábil é a confirmação dos registros contábeis e administrativos. Por consequência,proporciona credibilidade às informações divulgadas através das DCs, fazendo com que os bens, direitos e obrigações estejam demonstrados e valorizados dentro das práticas contábeis. b) Auditoria operacional: também denominada de auditoria de gestão é o conjunto de procedimentos aplicados com objetivo de avaliar o desempenho e a eficácia das operações, dos sistemas de informação e organizacional. A auditoria operacional busca melhorar os informes gerenciais. De acordo com CREPALDI; Silvio Aparecido na 8ª Edição de Auditoria Contábil (Teoria e Pratica,2012 pg 12), destaca: A auditoria operacional consiste em revisões metódicas de programas, orgnizações, atividades ou segmentos operacionais dos setores publico e privado, com a finalidade de avaliar e comunicar se os recursos da organização estão sendo usados eficientemente e se estão sendo usados eficientemente e se estão sendo alcançados os objetivos operacionais. 42 Desta forma, na auditoria operacional os critérios utilizados não se restringem apenas a constatação do cumprimento de normas ou regulamentos, mas também no fato de medir o desempenho da empresa avaliando a economia, a eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão em todos os níveis . c) Auditoria fiscal e trabalhista: compreende o conjunto de procedimentos técnicos, aplicados por prepostos dos governos com o objetivo de verificar se os impostos e obrigações trabalhistas, bem como taxas e contribuições devidas aos cofres públicos, estão sendo reconhecidos conforme a legislação. Para CREPALDI,Silvio Aparecido na 8ª Edição de Auditoria Contábil (Teoria e Pratica,2012 pg 14), expressa que: A auditoria Fiscal ou Tributária, objetiva o exame e a avaliação de planejamento tributário e a eficiência e eficácia dos procedimentos adotados paraoperação, pagamento e recuperação de impostos , taxas e quaisquer outro ônus de natureza- fisco-tributária que incidem nas operações, bens e documentos da empresa. Neste enfoque, deve ser observado a relação de responsabilidades do auditor nos procedimentos com o fisco. Fica evidente o quanto seu trabalho e suas informações podem ser reguladoras e fiscalizadoras no que diz respeito a entidade auditada. Cabe comentar também, que a forma de realização dos trabalhosde auditoria podem ser realizados atravésda auditoria interna e a externa. 2.5.1 Objeto dos trabalhos de auditoria Os trabalhos de auditoria tem por objetivo apresentar uma opinião sobre a propriedadedas DCs e assegurar que elas representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da empresa, como também o resultado de suas operações e os fluxos de caixa e equivalente correspondente ao período examinado, de acordo com os princípios e as normas de contabilidade e de auditoria. 43 De acordo com HOOG; Wilson Alberto Zappa e CARLIN, Everson Luiz Breda; O objetivo da auditoria é a certificação do patrimônio como um todo. É averiguar a exatidão, integridade e autenticidade do conjunto das demonstrações financeiras, dos processos de controles internos e demais documentos administrativos e contábeis apresentados pela direção. Portanto, a finalidade da auditoria contábil é a confirmação dos registros e demonstrações contábeis. Dar a credibilidade às informações divulgadas através das DCs, fazendo com o que os bens, direitos e obrigações estejam demonstrados e valorizados dentro das práticas contábeis, sendo expresso na opinião do auditor em seu parecer final. Logo, a atividade essencial do auditor externo é de expressar uma opinião sobre as DCs examinadas. Os papéis na execussão dos trabalhos de auditoria são peças fundamentais pelo fato de representar provas sobre a execução das atividades. Dessa forma, eles estão relacionados à toda documentação elaborada pelo auditor, para que possa dar subsídios a realização de suas tarefas. 2.5.2 Forma de realização dos trabalhos de auditoria Quanto a forma de realização destaca-se a auditoria interna e a externa, também chamada de auditoria independente.Os trabalhos de Auditoria Interna podem ser definidas da seguinte maneira: a) Atividade de avaliação independente e de assessoramento da administração: examina e avalia adequação, eficiência e eficácia dos sistemas de controle e da qualidade do desempenho das áreas, em relação às atribuições e aos planos, metas, objetivos e políticas definidos para elas; b) Parceria com os demais responsáveis pela administração: para o melhor cumprimento das políticas traçadas, da legislação e dos normativos internos, com o objetivo de preservar o patrimônio confiado à guarda de todos, para cumprir sua missão; c) Órgão de staff independente: examina e avalia os sistemas de controle de todas as áreas e atividades da empresa; 44 d) Responsável pela avaliação: provoca a melhoria nos controles internos; e) Facilitador de processos de negócio da empresa; age pro ativamente de modo a garantir que os produtos e serviços estejam chegando ao consumidor final com qualidade; f) Fornecedor de subsídios à administração na tomada de decisão; g) Responsável pela aferição e divulgação aos acionistas da eficácia, efetividade e confiabilidade do controle interno existente na organização. g) A principal função é auxiliar a empresa a alcançar seus objetivos. A auditoria interna pode ser realizada tanto por auditor interno, empregado da empresa, como por auditor independente contratado para esse fim. FRANCO, Hilario (Auditoria Contabil.4ª Ed.Atlas, 2001), define a auditoria interna como: ―[...] aquela exercida por um funcionário da própria empresa, em caráter permanente[...]‖, sendo portanto este, ligado ao departamento da auditoria interna, que deva estar diretamente ligado ao conselho de administração, e na falta deste, a direção da empresa. Dentre as principais finalidades da auditoria interna destaca-se: a) Examinar a integridade, a adequação e a eficácia dos controles internos da organização. Sua opinião é manifestada por meio de seus relatórios. Quanto aos trabalhos de auditoria externa, pode ser definida da seguinte maneira: a) Constitui-se por um conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão do parecer sobre a adequação das DC’s que representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, às mutações do Patrimônio Líquido a DFC e a DVA da entidade auditada. FRANCO, Hilario (Auditoria Contabil.4ª Ed. Atlas, 2001) enfatiza a auditoria externa como: É aquela realizada por um profissional liberal, auditor independente, sem vinculo de emprego com a entidade auditada e que poderá ser contratado para auditoria permanente ou eventual. 45 Assim, é nítida a responsabilidade do auditor externo sobre as DC’s auditadas; conquanto, vai até o último dia de serviço da equipe no campo, carecendo não ter nenhuma ligação com a equipe de trabalho da entidade, conservando assim a credibilidade nas informações conforme os preceitos determinados pelas normas de auditoria e práticas contábeis. Existem diferenças entre o trabalho da auditoria interna para o da externa, destacando-se e exemplificando,dentre outras, as seguintes: A extensão dos trabalhos: do auditor externo é determinado pelas normas regulamentares, enquanto que a do auditor interno é determinado pela gerência; A direção: o auditor interno dirige seus trabalhos para assegurar que o sistema contábil e de controle interno funcionam eficientemente para que os dados contábeis sejam exatos. O trabalho do auditor independente é determinado por seu dever de fazer com que as DC’s a serem apresentadas a terceiros, reflitam a propriedade da posição contábil da empresa em determinada data. A responsabilidade: do auditor interno é para com a sua gerência, a do auditor externo é mais ampla, pois sua independência é total diferentemente do auditor interno que é restrita. O método: o auditor interno segue mais as rotinas de cunho interno, ou seja, observa o cumprimento rígido das normas internas. Enquanto que o auditor externo observa mais ocumprimento das normas associadas às leis de forma mais ampla, de interesse coletivo. Nesses casos citados, a aplicação dos trabalhos de auditoria seguem, por exemplo as seguintes situações: Conceito dos princípios adotados pela entidade e a eficiência das suas operações; Exame dos registros contábeis dos ativos e passivos da instituição auditada; Observação, pesquisa, confrontos necessários. Ainda quanto aos papéis de trabalho, é importante destacar a Resolução 1.024/05 do CFC, que conceitua e define como devem ser evidenciados e conservados ao longo do tempo e determina a obrigatoriedade da guarda destes papeis pelo prazo de cinco anos (capítulo 8º) 46 2.5.2.1 Auditoria interna Auditoria interna é uma atividade de avaliação considerada independente dentro das empresas, destinada a revisar todas as operações, como sendo um serviço prestado a administração. Constitui um controle gerencial que funciona por meio de análises feitas por um profissional devidamente qualificado, cuja avaliação de eficiência dos processos internos, tem como objetivo auxiliar todos os membros da administração. A auditoria interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações da integridade e o bom funcionamento dos controles internos. Segundo Marra, Franco (2000, pg. 217): [...] pelo fato de permanecer em tempo integral na empresa, o auditorconsegue programar uma auditoria geral e contínua com revisão integral de todos os registros contábeis e verificações periódicas das existências físicas- estoques, títulos, dinheiro, ativo fixo etc. Este procedimento é de suma importância para as organizações, sendo que deve ser utilizado para encontrar falhas e conseqüentemente encontrar soluções, podendo ser aplicados no dia-a-dia de uma organização, representando competência e segurança nos processos executados do início ao término das atividades de uma empresa. Realizada, geralmente, por funcionárioda própria empresa, em caráter permanente; trata-se, pois, do vínculo para com a empresa e não deve ser confundido com a independência profissional inerente à sua função. A administração da empresa pesquisada, com a expansão dos negócios, sentiu a necessidade de dar maior ênfase as normas ou aos procedimentos internos, decorrente do fato de que o administrador, ou em alguns casos o proprietário da empresa, não conseguia supervisionar pessoalmente todas as atividades. Entretanto, de nada valeria a implantação desses procedimentos internos sem que houvesse um acompanhamento, no sentido de verificar se estavam sendo seguidos pelos empregados da empresa. Adicionalmente, os auditores externos ou independentes, além de sua opinião ou parecer sobre demonstrações contábeis, passaram a 47 emitir um relatório-cometário, no qual apresentavam sugestões para solucionar os problemas da empresa, chegando a seu conhecimento no curso normal do trabalho de auditoria. Entretanto, ao passar um período de tempo muito curto na empresa, seu trabalho estava diretamente direcionado para o exame de demonstrações contábeis. De acordo com MARRA, Franco (2000, pg217): [...] pelo fato de permanecer em tempo integral na empresa, o auditor consegue programar uma auditoria geral e contínua com revisão integral detodos os registros contábeis e verificações periódicas das existências físicas- estoques, títulos, dinheiro, ativo fixo etc. Então, para atender a administração da empresa, seria necessária uma auditoria mais periódica, com maior grau de profundidade, visando também as outras áreas não relacionadas com a contabilidade (sistema de controle de qualidade, administração de pessoal, etc.), surgindo então a auditoria interna. O auditor interno,por sua vez, surge como uma ramificação da profissão de auditor externo e, conseqüentemente, do contador. Ele é um empregado da empresa, e dentro de uma organização ele não deverá estar subordinado àqueles cujo trabalho examina. Além disso, o auditor interno não deverá desenvolver atividades que ele possa a vir, algum dia, examinar (como por exemplo, elaborar lançamentos contábeis), para que não interfira em sua independência. 2.5.2.2 Objetivos da auditoria interna Os objetivos da auditoria interna compreendem: Assessorar a administração, passando-lhes informações para a tomada de decisão; e para o exame e avaliação dos sistemas de controle; Salvaguardar os ativos e comprovar sua existência, assim como assegurar a exatidão dos ativos e passivos; Certificar se os objetivos operacionais e de negócios estão sendo atingidos; Agregar valor aos produtos; contribuindo com os negócios da companhia, utilizando-se de recomendações às áreas auditadas; 48 Assegurar a observância às políticas, planos, procedimentos, leis; Acompanhar e avaliar providências e soluções adotadas em relação às recomendações e sugestões apresentadas; Realizar análise prévia de matérias a serem apreciadas pela diretoria; Responder pelo atendimento e apoio ao conselho fiscal, quando houver, no desempenho de suas funções; Identificar possíveis desvios e propor medidas para a melhoria e o aprimoramento de desempenho operacional; Desenvolver controles que possibilitem informar à direção os riscos que podem influir no resultado da empresa. ATTIE, William em Auditoria: conceitos e aplicações ( 1998 pg.32), expressa a importância da auditoria: Qualquer controle interno que foi auditado não esta imune a problemas contábeis, administrativos ou a outros fatores de mercado, porém a margem de erro nas informações que foram auditadas fica razoavelmente reduzida. Além das colocações de ATTIE, a auditoria nos controles internos levam ao conhecimento da alta administraçãoo retrato fiel do desempenho da empresa, seus problemas, pontos críticos e necessidades de providências, sugerindo soluções. Mostra os desvios organizacionais existentes no processo decisório e no planejamento, podendo ainda: Apresentarsugestões para a melhoria dos controles implantados ou em estudos de viabilização; Recomenda redução de custos, eliminação de desperdícios, melhoria da qualidade e aumento da produtividade; Assegura que os controles e as rotinas estejam sendo corretamente executados, e que as diretrizes traçadas estão sendo observadas; Estimulam o funcionamento regular do sistema de controle interno e o cumprimento da legislação; Avaliam, de forma independente, as atividades desenvolvidas pelos diversos órgãos da companhia; Ajuda a administração na busca de eficiência e do melhor desempenho, nas funções operacionais e na gestão dos negócios da companhia. 49 2.5.2.3 Auditoria Externa A auditoria externa constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão do parecer sobre a adequação das DC’s que representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, às mutações do Patrimônio Líquido a DFC e a DVA da entidade auditada. De acorco com ALMEIDA, Marcelo Cavalcante (Um curso Moderno e Completo , 7ª Edição 2010, pg 01): A auditoria externa ou auditoria independente surgiu como parte da evolução do sistema capitalista. No início, as empresas eram fechadas e pertenciam a grupos familiares [...] Nas últimas décadas, instalaram-se no Brasil diversas empresas com associações internacionais de auditoria externa. Esse fato ocorreu em função da necessidade legal, principalmente nos USA, de os investimentos do exterior serem auditados. Essas empresas praticamente iniciaram a auditoria no Brasil e trouxeram um conjunto de técnicas de auditoria, que posteriormente foram aperfeiçoadas. Basicamente, somente em 1965, pela lei nº 4.728 (disciplinou o mercado de capitais e estabeleceu medidas para seu desenvolvimento), foi mencionado pela primeira vez na legislação brasileira a expressão ―auditores independentes‖. Posteriormente, o Banco do Brasil- BCB- estabeleceu uma série de regulamentos, tornando obrigatória a auditoria externa ou independente em quase todas as entidades integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e companhias abertas. O BCB estabeleceu também na época, por meio da circular nº 179, de 11-5-1972, as normas gerais da auditoria . Em 1976, a lei das sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76, art.177) determinou que as demonstrações financeiras ou contábeis das companhias abertas (ações negociadas em bolsa de valores) serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na Comissão de Valores Imobiliários- CVM). De acordo com ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um curso moderno e completo. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2003, pg.33 – 34, os principais motivos que levam uma empresa a contratar os serviços de um auditor externo ou independente são: 50 Obrigação Legal (companhias abertas, fundos de pensão, seguradoras e quase todas as entidades do SFN); Como medida de controle interno tomada pelos acionistas, proprietários ou administradores da empresa; Imposição de um banco para ceder empréstimo; Imposição de um fornecedor para financiar a compra de matéria-prima; A fim de atender as exigências do próprio estatuto ou contrato social da companhia ou empresa; Para efeitos de compra da empresa (o futuro comprador necessita de uma auditoria a fim de determinar o valor contábil correto do patrimônio líquido da empresa a ser comprada); Para efeito de incorporação da empresa (é a operação pela qual a empresa é absorvidapor outra, que lhe sucede em todos os direitos e obrigações); Para efeito de fusão da empresa (é a operação pela qual se unem duas ou mais empresas para formar uma nova sociedade, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações); Para fins de cisão da empresa (é a operação pela qual a empresa transfere parcelas de seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a empresa cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se seu capital, se parcial a distribuição); Para fins de consolidação das demonstrações contábeis (a consolidação é obrigatória para a companhia que tiver mais de 30% do valor de seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas). 51 Por esses motivos, a empresa busca obtenção de informações e confirmações da auditoria externa, pois ela é uma forte evidência e é utilizada com bastante freqüência nos trabalhos de demonstrações financeiras, se estão sendo executados corretamentea fim de confirmar a propriedade de suas aplicações. Conforme Araújo, Arruda e Barreto (2008, pg 31): O auditor deve emitir uma opinião assim como, em certos casos, emitir um relatório sobre o cumprimento das clausulas contratuais, sobre a regularidade das operações ou o resultado das gestões financeira e administrativa, independente, com base em normas técnicas, sobre a adequação ou não das demonstrações contábeis, Tendo por objetivo reduzir a possibilidade do comprometimento da qualidade dos serviços de auditoria externa,a Resolução CVM n°308/1999estabeleceu o prazo máximo de cinco anos consecutivos para o auditor manter aprestação de serviços a um mesmo cliente, exigindo- se um intervalo mínimo de três anos para sua recontratação. 2.5.3Orgãos relacionados ao auditor externo Os principais órgãos relacionados com os auditores são: -CVM; -IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores) -CFC e CRC (Conselhos Regionais de Contabilidade) - AUDIBRA ( Instituto dos Auditores Internos do Brasil). 2.5.3.1 CVM A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada pela lei nº 6.385/76, é uma entidade autárquica e vinculada ao Ministério da Fazenda. Ela funciona como um órgão fiscalizador do mercado de capitais do Brasil. O auditor externo ou independente, para exercer a atividade no mercado de valores imobiliários (companhias abertas e instituições, sociedades ou empresas que integram o sistema de distribuição e 52 intermediação de valores mobiliários), está sujeito ao prévio registro na CVM, respeitando à instrução normativa daCVM N°. 308/99. 2.5.3.2 IBRACON O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON) foi fundado em 13-12-1971. O IBRACON é uma pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. Os principais objetivos desse instituto são: a) Fixar princípios de contabilidade; b) Elaborar normas e procedimentos relacionados com auditoria (externa e interna) e perícias contábeis. No livro de ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um curso moderno e completo. 6ª Ed. São Paulo, 2003 (pg. 31 -33), divide o Ibracon em seis câmaras: -Câmara de auditores independentes; -Câmara de auditores internos; -Câmara de contadores da area privada; -Câmara de contadores da area pública; -Câmara de professores. Além das seis camaras ligadas ao instituto, o IBRACON tem as categorias de associados, membros e estudantes. Os membros devem ser registrado no CRC e atuantes na área profissional correspondente a câmara que deseja participar. O estudante deve comprovar que está atuando no curso de Ciências Contábeis. O Ibracon a exemplo da CVM, também emite normas de contabilidade, a seguir exemplificadas: a. Empréstimo compulsório a Eletrobrás; b. Contabilização de variações Cambiais; c. Receitas e despesas-resultados; d. Investimentos; e. Estoques; f. Consolidação; g. Contratos de construção, fabricação ou serviços; h. Contingências; i. Imobilizado; j. Ativo diferido; k. Imposto de renda diferido; 53 l. Reavaliação de ativos. Cabe destacar que a CVM, sempre que julga necessário aos interesses do mercado, referenda em ato próprio as normas emitidas pelo Ibracon. 2.5.3.3 CFC e CRC O Conselho Federal de Contabilidade, criado pelo Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, é uma autarquia especial coorporativa, dotado de personalidade jurídica de direito público. Sua estrutura, organização e funcionamento são estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 9.295/46 e pela Resolução CFC nº 960/03, que aprova o Regulamento Geral dos Conselhos de Contabilidade. O CFC é integrado por um representante de cada estado e mais o distrito federal, no total de 27 conselheiros efetivos e igual número de suplentes; Lei nº 11.160/05, e tem, dentre outras finalidades, nos termos da legislação em vigor, principalmente a de orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil, por intermédio dos Conselhos Regionais de Contabilidade , cada um em sua base jurisdicional, nos Estados e no Distrito Federal; decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos Regionais, além de regular acerca dos princípios contábeis, do cadastro de qualificação técnica e dos programas de educação continuada, bem como editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional. Esses conselhos, principalmente os ―Conselhos Regionais‖, representam entidades de classe de Contadores, ou seja, é o local onde o aluno, após concluir o curso de Ciências Contábeispresta um exame de suficiência e registra-se na categoria de Contador. A finalidade principal desses conselhos é o registro e a fiscalização do exercício da profissão de contabilista. 2.5.3.4 AUDIBRA O Instituto dos Auditores Internos do Brasil (AUDIBRA), fundado em 20-11-1960, é uma sociedade civil de direito privado e não tem fins lucrativos, sendo que seu principal objetivoé promover o desenvolvimento de auditoria interna, mediante o intercâmbio de idéias, reuniões, conferências, intercâmbiocom outras instituições, congressos, 54 publicações de livros e revistas e divulgação da importância da auditoria interna junto a terceiros. Os membros da Audibra constituem-se de três classes, conforme mencionados a seguir: Membros Efetivos Para essa classe somente são aceitos auditores internos Membros Associados Auditores independentes, educadores, escritores e outros, desde que se ocupem de assuntos relativos a auditoria e correlatos, mas não possam qualificar-se como membros efetivos. Membros Honorários Esta classe é composta de pessoas que, por grandes serviços prestados a auditoria interna ou ao Instituto, mereçam distinção por recomendação unânime da diretoria e aprovação do conselho deliberativo. Quadro 01 Fonte: Adaptada pela Autora( ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um curso moderno e completo. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2003. Pg. 31 -33 2.5.4 Perfil do auditor Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de DCs estão inseridos no código de ética profissional da contabilidade e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade, cujos princípios são: (a) integridade; (b) objetividade; (c) competência e zelo profissional; (d) confidencialidade; (e) comportamento (ou conduta) profissional. É necessário que o auditor tenha conhecimentose equilíbrio, pois seus trabalhosse baseiam na tomada de decisões. Seus princípios éticos e profissionais devem basear-se na : 55 a) Independência: Ser imparcial na interpretação do que lhe é apresentado. Evitar interesses, conflitos, vantagens, etc. b) Integridade:íntegro em seus compromissos envolvendo a empresa auditada, ao público em geral (interessado em sua opinião) e a entidade de classe à qual pertença (sendo leal quanto à concorrência, não concedendo benefícios financeiros nem, tampouco, aviltando honorários). c) Eficiência: a responsabilidade pelo exercício da auditoria independente é intransferível, sendo do profissional inteiramente a responsabilidade pelos serviços executados. d) Confidencialidade: não podem divulgar fatos que conheça ou utilizar- se dessas informações em seu próprio benefício ou de terceiros. 2.5.4.1 Relacionamento entre o auditor interno e o externo Um bom relacionamento entre o auditor interno e o auditor externo, facilita arealização do trabalho do auditor independente, o que acaba trazendo benefícios à empresa auditada. Neste sentido, o auditor interno deve participar dos processos de planejamento da auditoria externa, ajudando a execultar as atividades planejadas dentro das normas e preparando os papéis de trabalho que deverão ser utilizados pelo auditor externo durante seu período na empresa. De acordo com Lins (2011, pg 6), ―[...]a auditoria interna presta alguns serviços paraa auditoria externa, principalmente em relação à abertura de papéis de trabalho e contagens físicas [...]‖. BOYNTON; JOHNSON; KELL, 2002, pg72; também enfatiza: ―[...] o auditor independente geralmente desenvolve uma relação de trabalhobastante próxima com os auditores internos [...]‖. Isto pelo fato da auditoria externa dar importância aos controles internos, nos quais a auditoria interna possui um acompanhamento freqüente dentro da organização. Em se tratando da relação entre o trabalho dos dois auditores, o objetivo principal é a redução do número de horas gastas pela auditoria externa, diminuindoconsequentemente os custos dos trabalhos efetuados. Conforme Sá, Antônio Lopes de (2002, pg 472) O auditor externo pode valer-se do trabalho do auditor interno para emitir a 56 sua opinião. E não se trata de duplo serviço, pois enquanto a auditoria interna é uma opinião emitida dentro da própria empresa, a auditoria externa é uma opinião de natureza independente. Mesmo utilizando-se do serviço uma da outra, a auditoria externa nãopode ser substituída pela auditoria interna e nem a auditoria interna substituída pela externa, sendo que as duas atingem objetivas e públicos distintos. Segundo Sá (2002, pg 472-473): O auditor externo para apoiar-se nos trabalhos da auditoria [...], precisa avaliar: • se o auditor interno está assegurado à inteira liberdade de ação, ou plenaautonomia dentro da azienda; • se o pessoal que trabalha na auditoria interna é qualificado e experiente; • se a metodologia de trabalho é confiável; • se as evidencias conseguidas são adequadas; • se a extensão dos exames é satisfatória e se os universos verificados sãoconvincentes para uma opinião; • se as falhas apontadas pela auditoria interna são consideradas ecorrigidas pela administração. Assim, a auditoria interna apresenta informações importantes para a concretização dos trabalhos da auditoria externa. Mas, mesmo que o auditor externo utilize de evidências expostas pelo auditor interno, é de responsabilidades do auditor externo, fundamentar a exatidão de todas as evidências por eles encontradas, já que é o único que pode expressar opinião no parecer. Conforme Lins (2011, pg.15), em nenhuma hipótese a responsabilidade do auditor poderá ser modificada, mesmo quando o auditor interno contribuir para a realização dos trabalhos. O fato dos papéis de trabalhos serem preenc hidos pelo profissional responsável pela auditoria interna, não isenta o auditor independente da responsabilidade sobre qualquer tipo de erro ou fraude que possa acarretar no seu parecer final. Os auditores na realização dos trabalhos 57 realizados em conjunto, trarão muitos benefícios, não só à entidade auditada, mas também aos próprios auditores. Desta forma tem-se uma nova visão de auditoria integrada, podendo ser utilizadaà auditoria interna e a externa, uma complementando a outra. 2.5.5 Diferença entre auditoria interna e auditoria extena As principais diferenças entre o auditor interno e o auditor externo são as seguintes: Auditor Interno Auditor Externo É empregado da empresa auditada; Não tem vinculo empregatício com a empresa auditada; Menor grau de independência; Maior grau de independência; Executa auditoria contábil e operacional Executa apenas auditoria contábil; Os principais objetivos são: a. Verificar se as normas internas estão sendo seguidas; b. Verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes; c. Verificar a necessidade de novas normas internas; d. Efetuar auditoria de diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais; O principal objetivo é emitir um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis, no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial e líquida e as origens e aplicações de recursos da empresa examinada. Também, se essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os princípios foram aplicados com uniformidade em relação ao exercício social anterior; Quadro 02 Fonte: Adaptado pela Autora. (ALMEIDA, 2010 pg. 06) 2.6 CONTROLES INTERNOS Os controles internos são caracterizados por um conjunto de procedimentos que a empresa compreende e determina, podendo envolver toda a parte funcional, com o objetivo de facilitar a avaliação 58 das atividades e das funções desenvolvidas dentro da organização, garantindo assim melhores resultados nas operações e a confiabilidade nos processos. Attie (2007, pg. 182) faz a seguinte definição para controle interno: [...] o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração. Boynton, Johnson e Kel (2002, p.321) faz também alguns comentarios: ―[...] os controles internos não são meramente um manual de políticas e um conjunto de formulários, mas o resultado da interação de pessoas em todos os níveis da organização[...]‖. Assim, entende-se que o controle interno é um planejamento organizacional desenvolvido para informar a administração da empresa a rotina e o andamento das operações e se estas estão sendo desenvolvidas de forma correta. Deste modo, o controle interno tem um papel fundamental para a gestão na tomada de decisões, desde que seja realizado por funcionários quepassem confiança na execução dos trabalhos que desenvolvem. A empresa deve definir no manual de organização todas as suas rotinas internas. Essas rotinas compreendem formulários internos e externos, como por exemplo: -Requisição para aquisição de material e serviços; -Formulário de cotação de preços (para solicitar preços aos fornecedores); -Mapa de licitação (para selecionar o fornecer que ofereceu as melhores condições comerciais); -Mapa de controle de formação financeira; -Fichas de lançamentos contábeis;-Boletim de fundo fixo (para fins de prestação de contas de valores pagos por meio do caixa); -Carta de comunicação com os bancos; -Formulário de devolução de material; 59 -Pedido de vendas; -Adiantamento para viagens; - Relatório de prestação de adiantamento para viagens; -Instruções para o preenchimento e destinação dos formulários Internos e Externos; -Evidências das execuções dos procedimentos internos de controle (assinaturas, carimbos, etc.). Franco e Marra (2001, pg 22) limitam os controles internos : • a exigência normal da administração de que o custo de um controleinterno não exceda os benefícios a serem obtidos; • a maioria dos controles internos tende a ser direcionados para transações rotineiras em vez de transações não rotineiras; • o potencial de erro humano devido a descuido, distração, erros de julgamento e instruções mal-entendidas; • a possibilidade de contornar os controles internos por meio de conluiode um membro da administração ou empregado com partes de fora (terceiros) ou de dentro da entidade; • a possibilidade de que uma pessoa responsável por exercer um controleinterno possa abusar dessa responsabilidade. Por exemplo, um membro da administração que passe por cima de um controle interno; • a possibilidade de que procedimentos se tornem inadequados devido a mudanças nas condições. Então, entende-se que controle interno é um planejamento organizacional que tem por finalidades informar a administração sobre o andamento das operações internas e se as mesmas estão sendo desenvolvidas corretamente. Deste modo, o controle interno dentro das entidades, tem um papel fundamental para a gestão, desde que seja realizado corretamente e acompanhado por um funcionário que demonstre confiança na realização dos trabalhos. 60 A auditoria externa, por sua vez, constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão do parecer sobre a adequação das DC’s que representam a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, às mutações do Patrimônio Líquido a DFC e a DVA da entidade auditada. Sua função é dar credibilidade as DC’s examinadas conforme os preceitos determinados pelas normas de auditoria e práticas contábeis. Todos esses processos internos devem servir para que a empresa siga uma rotina de trabalhos diários eficientes, onde cada membro da organização responsável pelos setores específicos possa realizar suas tarefas com maior exatidão e confiabilidade. 2.6.1 A importância dos Controles Internos É possível entender a importância do controle interno a partir do momento em que se verifica que é ele que pode garantir a continuidade do fluxo de operações com as quais convivem as empresas. O controle interno gira em torno dos aspectos administrativos, que tem influência direta sobre os aspectos contábeis. Por isso é preciso considerá-los, também conjuntamente, para efeito de determinação de um aspecto adequado do sistema de controle interno. A função da contabilidade como instrumento de controle administrativo é atualmente reconhecido por todos. Um sistema de contabilidade que não esteja apoiado em eficiente controle interno é, até certo ponto, inútil, uma vez que não é possível confiar nas informações contidas em seus relatórios. Informações contábeis distorcidas podem gerar conclusões erradas e danosas para a empresa. Apesar disso, embora pareça absurdo, existem muitas empresas para qual o controle interno eficiente é desconhecido. Suas direções pensam que, tendo empregado de confiança, estarão isentas de qualquer irregularidade. Confiar nos subordinados é desejável, entretantoé necessário admitir que confiança exagerada possa dar margem a toda espécie de fraudes. Basta dizer que grande parte das irregularidades nos negócios, segundo pesquisas, deve-se a empregadosde profunda confiança. Além disso, quando não existem procedimentos adequados de controle interno, são freqüentes os erros involuntários e os desperdícios. Portanto, de acordo com Hilário Franco e Ernesto Marra (2000): 61 [...] são meios de controle interno todos os registros, livros, fichas, mapas, formulários, pedidos, notas, faturas, documentos, ordens internas, regulamentos e demais instrumentos de organização administrativa [...] Desta forma cria-se um sistema de vigilância, fiscalização e verificação utilizadas pelos administradores para exercer o controle sobre todos os fatos ocorridos na empresa e também pelos atos praticados por aqueles que têm influência direta e indiretamente nas funções relacionadas com a organização, o patrimônio e o funcionamento da empresa. 2.6.2 Técnicas de Departamentalização A Departamentaçãoconsiste na segregação de setores da empresa e a divisão de funções. Almeida (2010, pg.46) diz que ―[...] a segregação de funções consiste em estabelecer que uma mesma pessoa não pode ter acesso aos ativos e aos registros contábeis, devido ao fato de essas funções serem incompatíveis dentro do sistemade controle interno [...]‖. Pois o acesso à essas informaçoes poderiam levar a desvios físicos de ativos no qual permitiria o executante baixar para uma despesa ocultando essa transação. Portanto, a segregação de funções separa as funções deautorização, aprovação, execução, controle e contabilização de operações, de talmaneira que nenhum funcionário detenha poderes e atribuições em desacordo comeste princípio de controle interno. Segundo Almeida (2010, pg.43): A administração da empresa é responsável pelo estabelecimentode controle interno, pela verificação de se está sendo seguido pelos funcionários, e por sua modificação, no sentido de adaptá-las às novas circunstâncias. De acordo com o autor, as funções departamentadas da empresa tem como vantagens a especialização de tarefas, visando um uso de 62 recursos especializados mais concentrados, levando a uma satisfação maior dos funcionários. A departamentalização por clientes consiste em separá-los por grupos semelhantes e, portanto mantendo o foco ideal para cada tipo de cliente. É vantajoso no que tange ao reconhecimento e atendimento aos grupos, podendo haver uma vantagem mercadológica frente a estes. Mas também enfrenta o problema de uma coordenação geral, pois os diferentes gestores exigirão diferentes recompensas, de acordo com os respectivos grupos. Departamentalização por processos ocorre na divisão das atividades segundo o processo produtivo, como na administração pública, gerando uma especialização maior dos recursos alocados e comunicação das informações técnicas maior também, mas também pode comprometer a flexibilidade de alguns ajustes necessários nos processos. A departamentalização por produtos e serviços ocorre geralmente na indústria de bens de consumo, pois gera uma facilidade maior para a criação de novos produtos, além de facilitar a coordenação dos resultados individuais dos produtos e serviços da empresa. Porém dificulta a coordenação geral dos resultados, além de gerar uma disparidade de poder entre funcionários de mesma hierarquia. Por último e não menos importante, tem-se a departamentalização por projetos, que consiste na atribuição das atividades frente aos projetos existentes nas organizações, considerando que cada projeto é de grande conhecimento de seu gestor, esta prática permite um melhor cumprimento das metas e prazos, uma vez que a adaptação dos gestores aos seus projetos é maior em relação ao todo.A título de ilustração,em uma estrutura organizacional, o departamento de auditoria interna ficaria situadoda seguinte forma: Fonte: Adaptado pela Autora (Almeida 2003, pg.35) 63 Analisando o quadro acima é fundamental à empresa avaliar os componentes internos ligados a cada um daqueles departamentos da empresa, a fim de produzir trabalhos de auditoria com maior exatidão de resultados. 2.6.3 Indicadores de problemas dentro da organização Um tabu dentro das organizações, é considerar que a existência do conflito pode indicar que algo está errado; contudo é possível admitir que existem oportunidades nos processos nem sempre o conflito é algo negativo. Com a intensidade de informações e tecnologias que a globalização trouxe para dentro das organizações, ocorreu certamente o aumento da competitividade e conseqüentemente cresceram as tensões das relações humanas, que por deterem propósitos e interesses diferentes, podem acarretar no surgimento de situações conflituosas. Este conflito muitas vezes acontece de forma inconsciente e de difícil percepção para os gestores. Então, é necessário analisar as várias características que são imperiosas para um líder gerenciar os conflitos em sua organização, seja ela pública ou privada. Cada pessoa possui um conjunto de valores diferentes, com crenças, credos, comportamentos, gostos, que podem até se assemelhar em alguns aspectos, porém jamais idênticos. Partindo deste ponto de vista, é possível afirmar que, não são apenas esses conjuntos de valores que contribuem para a causa do conflito em si, mas também existem outras forças que atuam para o princípio do conflito. Segundo Crepaldi (2011 pg.393): Conluio de funcionários na apropriação de bens da empresa; Instrução inadequada dos funcionários com relação às normas internas; Negligência dos funcionários na execução de tarefas diárias; Ou seja, as atribuições e responsabilidades de todas as pessoas dentro de uma organização devem ser estabelecidas de forma clara e objetiva, para que cada um possa desempenhar suas funções adequadamente evitando assim conflitos inúmeras vezes desnecessários. Para Crepaldi (2012 pg.417) ―[...] o ambiente de controle deve demonstrar o grau de comprometimento em todos os níveis de 64 administração com a qualidade de controle interno em seu conjunto [...]‖.Ou seja, cada membro querendo buscar seu espaço, exibir seus talentos; este tipo de ambiente pode tornar-se ideal para a geração dos conflitos se não bem administrado. O conflito acontece geralmente quando há confronto com nossos valores ético-morais; conquanto, é decorrente dessas forças que o bem estar do indivíduo fia afetado, pois todas as pessoas são alimentadas por sentimentos capazes de interferir nas próprias atitudes; quando o sujeito está bem, tudo ao redor tende a ir bem, enxerga-se tudo de uma maneira diferente, entretanto, quando há algum tipo de problema, seja ele, de saúde, financeiro, oude outra ordem, é difícil controlar as emoções, liberando de maneira excessiva todos os problemas e assim nasce um grande conflito. 2.6.4 Auditoria organizacional na gestão empresarial A auditoria organizacional, também conhecida como auditoria interna, tem sido considerada uma estratégia eficiente para acompanhamento e avaliação das atividades contábeis, de forma a atender as peculiaridades da organização e as necessidades do mercado. CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria Contábil teoria e prática 4ª Edição 2007, pg.12-14; difunde auditoria organizacional como uma técnica contábil que tem sido destacada por váriosautores e pesquisadores da área, como instrumento para garantir a maximização e qualidade dos resultados organizacionais. Com o objetivo de assessorar a parte administrativa e provar que transparência e exatidão das demonstrações econômico-financeiras, a auditoria nas organizações tem sido um forte aliado aos gestores na hora da tomada de decisões. Através de um fluxo de informações constantes e rápidos resultados, a auditoria organizacionalminimiza ou até mesmo, em alguns casos, extinguem possíveis dolos que aterrorizam as atividades das empresas. A auditoria organizacional surge então como proposta de responder as exigências de um mundo empresarial complexo, abrangente e dinâmicoe que pode ser aplicada pelas diversas organizações, independentemente de seu tamanho ou natureza, desenvolvendo não apenas o papel de fiscalização, mas principalmente como estratégia de orientação para os gestores de alto nível e para os proprietários de capital. 65 3 ESTUDO DE CASO Considerando o referencial teórico da pesquisa proposta, chega à hora de conhecer como funciona o sistema interno da empresa estudada, bem como a possibilidade de criação deum departamento de auditoria interna,com a intenção de provocar reflexões aos interessados pelo tema proposto e verificar se realmente é viável a empresa dispor de tal departamento, a fim de tornar os controles internos mais confiáveis. 3.1 METODOLOGIA DO ESTUDO Quanto aos fins, a pesquisa caracteriza-se como bibliográfica descritiva, pois ela trazà tona problemas já enfrentados e descritos para o qual se procura uma resposta ou uma hipótese ao que se quer experimentar. Segundo Fachin (2001, pg.125) pesquisa bibliográfica [...] diz respeito ao conjunto de conhecimentos humanos reunidos em obras. Tem como base fundamental conduzir o leitor a determinado assunto [...]. A fim de conseguir chegar ao objetivo esperado, senão o mais próximo possível, o procedimento utilizado será um estudo de caso, pois é uma forma metodológica de investigação que procura compreender, explorar ou descrever os acontecimentos a cerca do tema abordado. Conforme YIN (1989) ―[...] esse método é um método das ciências sociais e, como outras estratégias, tem as suas vantagens e desvantagens que devem ser analisadas à luz do tipo de problema e questões a serem respondidas, do controle possível ao investigador sobre o real evento comportamental e o foco na atualidade, em contraste com o caráter do método histórico [...]‖. Enquanto que Cervo, Bervian e Silva (2007, pg.62), afirmam que o ―[...] estudo de caso é uma análise profunda e exaustiva de um ou de poucos objetos, de modo a permitir o seu amplo e detalhado conhecimento‖. Este tipo de pesquisa estabelece relação entre as variáveis, no objeto de estudo analisado. Variáveis relacionadas à classificação, medida ou quantidade que podem se alterar mediante um processo realizado. 66 De acordo com Sampieri (2006, pg.5): O enfoque qualitativo em geral utilizado, sobretudo para descobrir e refinar as questões da pesquisa. Com frequência esse enfoque está baseado e métodos de coleta de dados sem medição numérica, com as descrições e observações. Regularmente, questões e hipóteses surgem como parte do processo de pesquisa, que é flexível e se move entre os eventos e sua interpretação. Entre as respostas e o desenvolvimento da teoria. ―Seu propósito consiste reconstruir a realidade, tal como é observada pelos atores de um sistema social predefinido. Para finalizar, todas as formas de abordagem relacionadas ao tipo de pesquisa utilizadas nesse trabalho, a arte bibliográfica, a abordagem qualitativa, o estudo de caso e as questões interpretativas baseada nas pesquisas aplicadas aos participantes e membros da empresa em questão, são formas de uma aproximação dos resultados esperados. E, para facilitar o entendimento, os diretores, membros da administraçãoda empresa e colaboradores (que são subordinados aos gerentes de cada filial), não serão mencionados nesta explicitação a pedido da própria diretoria, mas estarão atuantes colaborando na busca das informações mencionadas no trabalho a seguir. 3.2 HISTÓRIA DA MARCA REPRESENTADA PELA EMPRESA Figura 02- Logo da Marca Fonte: site da Citroen, 2013 No início do século passado André Citroen, um jovem engenheiro francês, iniciou uma das mais incríveis histórias empresariais do mundo 67 contemporâneo. Em 1919, com os primeiros protótipos, começou-se a desenhar uma marca que nascia para trazer novo conceito ao ainda jovem mundo dos automóveis. Perspicaz por natureza, André Citroen inovou desde os seus primeiros atos à frente dos negócios. Foi a Citroen a primeira fábrica a produzir carros em série no continente europeu. Foi ainda a inventora da garantia de fábrica, da tração dianteira do automóvel e do sistema de controle hidráulico, que engloba a suspensão, embreagem, direção e freios. Nos anos 20, foi a primeira marca a possuir uma rede de concessionárias autorizadas e também foi precursora do que hoje é conhecido por serviços de Pós-Vendas. A Citroen sempre foi destaque por sua ousadia e inovação. Seus carros são referenciais na indústria automobilística mundial. Veículos como o 2CV, DS19, XM, Xsara Picasso e C5, são exemplos de automóveis que estabeleceram novos padrões de design e tecnologia. Não bastasse o espírito pioneiro de seu fundador no desenvolvimento de produtos diferenciados, a Citroen inovou também no merchandising da época, utilizando-se por mais de quinze anos da estrutura da Torre Eiffel em Paris para divulgar seu nome. Sua iniciativa gerou uma incrível aceitação. Jamais uma empresa havia ousado tanto no requisito propaganda. Logo depois, o primeiro carro de uma das marcas do Grupo PSA Peugeot Citroen a desembarcar no Brasil foi também o primeiro automóvel da história a rodar no país. O modelo, da marca Peugeot, foi trazido da França para o solo brasileiro no fim do Século XIX pelos irmãos Alberto e Henrique Santos Dumont. O inventor do avião, Alberto Santos Dumont, teve uma relação forte com a marca, tendo, inclusive, usado motores Peugeot em alguns de seus dirigíveis criados em Paris. Nas décadas que seguiram, veículos Peugeot e Citroen chegaram a ser importados para o Brasil, mas apenas no início dos anos 1990 as marcas se estabeleceram oficialmente no território nacional. Para desenvolver as atividades do Grupo na América Latina e possibilitar uma dinâmica propícia ao desenvolvimento comercial de suas duas marcas, foi criada, em setembro de 1997 a filial do grupo PSA Peugeot Citroen no país, denominada ―Peugeot Citroen do Brasil‖. Em 2001, foi inaugurado o centro de Produção de Porto Real, no estado do Rio de Janeiro. O grupo iniciava assim sua participação industrial no Brasil. No ano seguinte, a empresa começou a fabricar motores no Centro de Produção. 68 Com sua sede para o Brasil e a América Latina situada na cidade do Rio de Janeiro, a PSA Peugeot Citroen tem como objetivo tornar-se um dos principais atores do mercado brasileiro. Por isso, desde sua instalação no país, o Grupo PSA Peugeot Citroen vem desenvolvendo e ampliando sua estrutura e equipes no Brasil. Como importador oficial da marca, o Sr. Sérgio Habib trouxe os primeiros modelos XM para a comercialização no país. Criou para tanto, uma rede de concessionárias específica para a representação da marca que estabeleceu nas principais capitais. Ao longo do tempo outros modelos importados foram sendo trazido, como o BX, ZX, Xantia, Xsara e a Evasion. A decisão de fabricar no país o Xsara Picasso mudou a trajetória da Citroen no mercado interno. Com investimentos de mais de seiscentos milhões de dólares, o Complexo Industrial de Porto Real transformou a Citroen em uma fábrica genuinamente nacional. A partir daí, os esforços de vendas, distribuição e comunicação com o mercado nacional, passaram a ser muito maiores. A existência de um modelo Citroen brasileiro colocou a marca em evidência no mercado automotivo doméstico e permitiu que o maior volume de produtos a disposição paraas vendas, ampliasse a rede de concessionárias autorizadas por todo o país. Figura 3 -Fábrica Citroen Porto Real-RJ Fonte: SitePeugeot Citroën - Porto Real - RJ 3.3 BREVE HISTÓRICO DA EMPRESA ESTUDADA No ano 2000, ao sul de Santa Catarina, a família interessada na Marca Citroen passava por uma reestruturação em seus negócios. Representantes da marca Volkswagen há mais de 35 anos nas cidades de 69 Tubarão e Laguna; contudo, a grande mudança do mercado de carros no Brasil após a era de Collor fazia com que a família buscasse alternativas para o desenvolvimento dos negócios, que com a abertura da economia haviam tornado-se críticos. Concorrência forte e acirrada, estreitamento das margens de comercialização, necessidade de volume de vendas cada vez maior paradiluição dos custos crescentes e consumidores cada vez mais exigentes por novidades tecnológicas, foram fatores relevantes que, aliados a um cenário de reformulação interna do grupo empresarial, que já se encontrava no mercadohá quase quatro décadas, geraram uma forte mudança de conceitos. No final do ano 2000, após contato com os representantes da Citroen do Brasil em São Paulo, na pessoa de um dos representantes da família, solicitou à marca francesa que estudasse o dossiê empresarial apresentado, almejando com isto a configuração de um contrato de representação comercial em Santa Catarina, Estado que até então, ainda não contava com nenhum representante oficial da marca. Importante enfatizar que, o Estado de Santa Catarina na época, não só não dispunha de concessionárias autorizadas Citroen, como também era rara a presença de um carro da marca em solo catarinense, sendo motivo de curiosidade quanto à circulação de um destes no trânsito local. Sendo assim, na visão dos empreendedores do negócio, definido como um ótimo investimento. Com uma proposta de trabalho diferenciada, onde a satisfação do consumidor e a felicidade dos funcionários foram colocadas como focos principais da organização, o grupo conseguiu conquistar uma importante fatia do mercado automobilístico do estado. Após a definição clara do tipo de consumidor que teria que atingir para vender os carros Citroen, a empresa desenhou uma estratégia de administração onde a imagem da marca, o marketing ampliado e intenso e a agressividade em vendas foram os traços mais marcantes. As concessionárias da empresa FELIX são completas, possuindo departamento de veículos novos e veículos usados, grande estoque de peças de reposição e também amplas oficinas para prestação de serviços de assistência técnica autorizada. Comercializam toda a gama de produtos Citroen, tanto nacionais como importados, e oferecem facilidades como financiamento direto ao consumidor, seguros para automóveis, além de uma linha de acessórios originais da Citroen. Hoje, a empresa é uma das principais concessionárias Citroen do país, e tem aproximadamente 5% do mercado de carros de Santa Catarina. Uma marca expressiva, uma vez que nacionalmente a Citroen 70 detém 2,5% deste mercado. O grupo possui lojas nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma, Itajaí, Lages, Jaraguá do Sul e Tubarão. 3.3.1 Caracterização da empresa e direção A empresa FELIX tem como princípios básicos, a constante busca pelo aperfeiçoamento da qualidade no atendimento aos clientes, a capacitaçãotécnica e profissional de seus colaboradores, a valorização de seu capital humano e a melhoria contínua na prestação de seus serviços realizados pelo Pós Vendas. A razão social e o nome fantasia são os mesmos para cada uma das lojas, mudando apenas o CNPJ. A loja focada a este trabalho é a filial de Tubarão, localizada na Rua Deputado Olices Pedro de Caldas no bairro Humaitá, município de Tubarão-SC. A filial tem por regime o lucro presumido e conta hoje com 22 funcionários totalizados entre o departamento de vendas e pós vendas. 3.3.1.1 Atividades A empresa FELIX tem como ramo de atividade a comercialização de veículos Novos, Semi-Novos e a prestação de serviços. 3.3.1.2 Objetivo A empresa tem por principal objetivo, atender e fidelizar o maior número de clientes conhecedores da marca e os migrantes de marcas concorrentes, procurando colocar nas ruas um grande numero de veículos circulantes da marcaCitroen. 3.3.1.3 Missão da empresa FELIX Atender bem o cliente com foco na comercialização de veículos novos e usados, bem como o atendimento ao pós - vendas buscando sempre satisfazer todas as expectativas dos clientes, fornecedores e colaboradores do grupo. 71 3.3.1.4 Visão Ser empresa de referência, reconhecida como a melhor opção por clientes, colaboradores, comunidade, fornecedores e investidores, pela qualidade de nossos produtos, serviços e relacionamento. 3.3.1.5 Pontos fortes e pontos fracos Fortes: - Estrutura de última geração, padronizada pela marca. - Padronização nos processos internos. - Treinamento e qualificação dos profissionais. - Satisfação do cliente ao atendimento. Fracos: - Carência de um profissional qualificado em cada filial no setor de RH. - Investimentos em divulgação dos produtos em cada região das filiais. - Ausênciadeum departamento de auditoria interna para todo o grupo. 3.3.1.6 Oportunidades e ameaças Oportunidades - Parceria com outros concessionários da marca, de autorizadas pela Citroen; - Distribuição de peças autorizadas Citroen, oportunizando negócios; -Novos modelos de veículos exclusivos da marca todos os anos, aumentando as vendas; - Acessórios personalizados; - Parceria com várias Companhias de Seguros; - Espaço físico da estrutura de cada filial sempre adequando aos veículos que passam pelo Pós Venda; Ameaças - Concorrência acirrada por marcas concorrentes, -Comercialização desleal de peças e serviços por oficinas não credenciadas Citroen; 72 - Carga tributária alta no preço final dos produtos e serviços; - Demora na entrega de peças pela autorizada Citroen, comprometendo os negócios; - Rotatividade da mão de obra humana, tanto no setor de serviços internos quanto externos. 3.3.1.7 Estratégias de negócios Atender sempre melhor os clientes, fornecendo veículos com cada vez mais tecnologia, conforto e segurança. Recepcionar com a máxima atenção e responsabilidade aos clientes que passam pelo pós venda, oportunizando assim a fidelização com a marca e com a empresa. Investimento com cursos de aperfeiçoamento oferecidos pela Citroen aos colaboradores da empresa, bem como premiações e um cuidado especial ao ambiente de trabalho, fazendo com que a motivação e a transparência organizacional caminhem juntas com as equipes de cada filial. 3.4 ANÁLISES DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL A estrutura organizacional da ADM está dividida em três diretorias. Os três diretores por sua vez são: Diretor Administrativo, Diretor Financeiro e o Diretor Geral. As diretorias da empresa e o departamento de contabilidade que é subordinado ao diretor financeiro, ficam sediados na região da grande Florianópolis em uma das lojas da empresa. Como meio de divulgação de informações, a empresa conta também com um site eletrônico onde apresenta aos Clientes as atividades e serviços propostos por cada concessionário do Grupo. Para controlar os processos e direcioná-los corretamente, um sistema documentário foi criado e definido da seguinte forma: 73 Quadro 03- Sistema Documentário Fonte: Manual de Qualidade da empresa pg.14 Quadro 04- CARTOGRAFIA DA DOCUMENTAÇÃO PROCESSOS DE QUALIDADE PQ VENDA DE VEÍCULOS NOVOS Venda de veículos novos PQ-VN VENDA DE VEÍCULOS USADOS Venda de veículos Usados PQ-VU PEÇAS DE REPOSIÇÃO Venda de Peças de reposição PQ-VP PÓS VENDA Recepção e Serviços Pós-Vendas PQ-PV PRESTAÇÕES ASSOCIADAS Prestações Associadas PQ-PA SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 74 Sistema de Gestão PQ-SG Manual da Qualidade PQ-MQ Contribuir às Melhorias de Qualidade em Serviços PQ-SG-q Pilotagem do Ponto de Venda e Alocação de Recursos PQ-SG-qs Gestão de Recursos Materiais e Financeiros PQ-GR Gestão de Recursos Humanos PQ-RH Gestão da Tecnologia da Informação PQ-TI Auditoria Interna PQ-AI Lista Mestra de Guardas e Registros DGR Fonte: Manual de Qualidade da Empresa pag. 15 O armazenamento de documentos que exercem o papel de evidências para atestar a validade dos Processos em todosos postos de utilização, quer sejam de origem interna, da montadora, normativa, regulamentarou legal. Para qualquer processo, procedimento, e inclusive para o manual da qualidade documentado,deve haver a Ficha de Identificação do mesmo, onde consta o nome do Processo, suaReferência, a data da criação e/ou da revisão, bem como os nomes do Redator, Verificador e Aprovador do Documento. O manual da qualidade é o documento que descreve o sistema de gestão de qualidade e é construído pelo grupo, visando responder às exigências do mercado em relação à excelência no atendimento,processos e procedimentos realizados. É uma referência segura aos colaboradores do ponto de venda, além de elemento de fortalecimento da imagem da empresa perante os clientes. A gestão utilizada deste manual encontra-se aos cuidados O controle do Sistema de Gestão da Qualidade da empresa FELIX requer da Administração Central do Grupo, sendo ela a responsável por dirigir sua redação, alterações e atualizações conforme os resultados dasRevisões de Direção e autorização da Diretoria. A descrição de cada serviço apresentado neste documento foi realizada em conjunto aos responsáveis dos departamentos, em consonância à Política da Qualidade da empresa. O Manual faz referência aos procedimentos estabelecidos, à definição das responsabilidades e atribuições a cada membro do grupo, e às instruções e documentos que regem os métodos de trabalho dos diversos serviços de todos os integrantes da empresa. 75 Figura 04- Organograma de cada filial da empresa.Fonte: Adaptado pela autora (Manual de qualidade da empresa, pg.08) 3.4.1 Atividades internas da empresa FELIX A empresa segue os seguintes requisitos no seu processo de gestão: -Venda de Veículos Novos e Usados; -Manutenção e Reparo Mecânico e Elétrico de Veículos Pós Vendas; -Venda de Peças de Reposição e de Acessórios; -Comercialização de Financiamentos e Contratos de Serviço de Seguro e Despachante. 76 3.4.2 Serviço comercial de venda de veículos novos O serviço de venda de veículos novos tem como principais atribuições orientar o cliente na relação comercial, e aperfeiçoar através deste procedimento os volumes de vendas de veículos, agregando a estes possibilidades de contratos de serviço, manutenção, financiamentos e acessórios. A descrição deste processo é verificada no documento PQ- VN (processo de qualidade-veículos novos) A solicitação de insumos para operar os procedimentos descritos com qualidade, é realizada junto à administração central da empresa(ADM), que realiza as aquisições e controla os fluxos de pedidos. É também atribuição dos executores do serviço VN (veículos novos), ofertar ao cliente acessório opcionais aos veículos adquiridos, e prestações de serviço associadas ao ponto devenda (PDV), descritos no processo PQ-PA (prestações associadas), além de viabilizar a documentação e trâmites para transferência do veículo. Além disso, é de responsabilidade deste serviço executar a entrega técnica dos veículos, conforme descrito no processo PQ-VN. O processo de preparação do veículo novo a ser entregue é de responsabilidade da Oficina do Ponto de venda autorizado. 3.4.3 Seviço comercial de venda de veículos usados Cabe ao serviço de Venda de Veículos Usados instruírem os clientes na negociação comercial de Venda de Veículos Semi-novos e aperfeiçoar através deste procedimento os volumes de vendas de veículos, contratos de serviço, financiamentos e acessórios do PDV. A descrição deste Processo localiza-se no documento PQ-VU (processo de qualidade de veiculo usado) no Manual de Qualidade. É responsável pelo atendimento às exigências do cliente, e opera as diversas cláusulas do pedido realizado, viabilizando a documentação de transferência do veículo e prestações de serviços associadas ao PDV. Este serviço aprovisiona-se de Veículos Usados em conseqüência das disponibilizações ofertadas pela Administração Central do Grupo, sendo que as operações realizadas para que a ADM adquira tais Veículos estão exclusas do Escopo de Certificação do PDV. Desta forma, o Departamento de Administração de Vendas atua também como Fornecedor de Veículos semi-novos aos pontos-de-venda. Os Veículos Usados são avaliados com base no valor de mercado, e seu destino é definido pelo Departamento de Administração de Vendas do Grupo, que 77 poderá ser revendido à cliente particular, repassado para garagistas ou permanecerá nos estoques de usados para Venda. As eventuais restaurações, bem como o preparo de cada um dos veículos, são coordenadas pela ADM e efetuadas pelo departamento de Pós Vendas de cada filial (onde o veículo encontra-se). 3.4.4. Serviços de peças de reposição O serviço Peças de Reposição é responsável por solicitar, armazenar e distribuir as peças e acessórios necessários à manutenção, reparos, restauração e personalização dos veículos em serviço no PDV. Este processo realiza as vendas de peças e acessórios para Clientes no balcão (aqueles que não trocam a peça na empresa), e os aconselha sobre os novos produtos, bem como a respeito dos prazos de entrega de eventuais materiais em falta controlados pela agenda do sistema corporativo. É responsável pelo acompanhamento do serviço e do prazo de aprovisionamento de peças que não se encontrem em estoque. A solicitação de peças se dá através da ADM e não se enquadra no Escopo de Certificação do PDV. Desta forma, a ADM de Peças permanece cadastrada como Fornecedora do departamento de peças do PDV. 3.4.5 Serviço de pós-venda O serviço Pós-Venda realiza a manutenção e o reparo elétrico e mecânico dos veículos dos clientes. Este serviço é responsável pela competência e treinamento do pessoal da oficina. O mesmo tem o dever de garantir a qualidade de suas atividades e respeitar os prazos de execução, assim como de coordenar meios de controle e calibragem necessários ao funcionamento do serviço. Antes da devolução do veículo ao cliente, o mesmo é examinado por um controlador qualificado. 3.4.6 Administração geral da empresa (ADM) Na ADM são executadas diversas atividades, dentre elas as orientações necessárias conforme aceitas pela Direção do Grupo, com destaque: * Em conjunto à Direção da Empresa e à Montadora, verifica a elaboração dos cronogramas detreinamento dos colaboradores, com base no levantamento das necessidades apontado pelos Gerentes; 78 * Realiza a autorização para compra dos materiais de expediente e limpeza feitos pelas lojas, e supre os Pontos-de-venda com materiais de gráfica conforme solicitações; * Efetua o aprovisionamento dos Veículos para o estoque de Veículos Novos, Veículos Usados e Peças de Reposição disponíveis nas Lojas, sendo cada um destes departamentos caracterizado como Fornecedor dos setores do PDV; * Armazena informações do pessoal (documentos pessoais e legais); * Encarrega-se da contabilidade da empresa; * Registra as faturas e realiza o acompanhamento contábil de clientes e fornecedores; *Organiza e controla as situações financeiras, contas de resultados e balanços. 3.5 POLÍTICA DA QUALIDADE A Política da Qualidade foi construída pela Direção do Grupo tomando como base o perfil e a cultura da empresa, em consonância aos seus objetivos de médios e longos prazos. Tal conceito é amplamente disponível em Painéis divulgado ao corpo colaborativo, clientes e parceiros, como forma de transparecer sua dinâmica de atuação. Ela fica permanentemente transmitindoInformação instalados em cada Filial. Conforme os resultados dos indicadores de medição dos objetivos da Política da Qualidade, a evolução das expectativas dos clientes, ou das modificações nos métodos da Montadora, o Gerente, com o aval da Direção do Grupo, pode decidir por modificar suas estratégias de ação,ou alterar os parâmetros de definição dos indicadores. A nova dinâmica de gestão deve serentão distribuída e comentada aos colaboradores e permanecerá disponível nos painéis deinformações e na intranet da empresa. A Política da Qualidade do Grupo é entendida como: ―Convergir eficácia, agilidade, lucratividade e visibilidade, para, através da melhoria contínua, agregar valor aos serviços prestados e produtos vendidos aos clientes.‖ Para que a qualidade plena em todos os níveis da empresa se dê de forma coerente, o Grupo persiste no fortalecimento diário de seus valores principais, sendo estes: Convergência – Agrupamento de ações em busca de um resultado comum; 79 Lucratividade – Aperfeiçoar os ganhos mantendo níveis aceitáveis de qualidade; Agilidade – Ter mobilidade para adaptar-se às transformações; Visibilidade – Manter-se no mercado e na memória dos clientes. Ser referência; Eficácia – Gerir os processos com maximização dos resultados. Para que cada membro da empresa contribua à implementação da Política da Qualidade e arealização dos Objetivos, foram definidas ferramentas de comunicação e mensuração de algunsdados como meio de compartilhar as informações e facilitar o acompanhamento das operaçõescotidianas, sendo estas:a. A exposição de Painéis de Informação, disponibilizando nestes as notas correspondentes aoserviço e outros documentos ligados ao SGQ, como a Carta de Comprometimento daDireção, a Política da Qualidade, e os objetivos da empresa; b. Os e-mails que orientam os colaboradores sobre a evolução da empresa e do SGQ; c. A intranet, onde são divulgados os assuntos gerais da empresa e onde são disponibilizados os procedimentos; d. Reuniões periódicas dos setores e intersetoriais; e. Relatórios periódicos das Vendas de Veículos Novos e Usados do PDV. Nas Reuniões da Qualidade, bem como durante as Revisões de Direção, as ações a seremtomadas em relação ao SGQ são debatidas e analisadas. Os relatórios destas reuniões permitem o acompanhamento das ações empreendidas. Quando da inclusão de novo colaborador no PDV, o Gerente solicita que o responsável pela área onde o novo integrante irá trabalhar, exerça a função de orientador, apresentando-o ao SGQ conforme procedimento de «Integração de Novo Colaborador», relacionada ao Processo PQRH (Processo de Qualidade de Recursos Humanos). A eficácia desta comunicação é verificada no decorrer da realização das auditorias internas e através da entrevista anual individual realizada. Para responder a seus comprometimentos contratuais, garantir a satisfação cada vez maior dosClientes, e assegurar a implantação e a melhoria dos processos, o Gerente auxilia na administração dos recursos necessários de caráter: 80 - Humano (formação, patrocinadores, emprego); -Material (instalações, organização); -Financeiro. Para aperfeiçoar a alocação dos recursos e investimentos, o Gerente permanece em estreito contato com a Direção do Grupo e ADM Central para dinamizar os aspectos técnicos, comerciaise financeiros do PDV. Quando percebida a necessidade, as informações necessárias podem ser obtidas junto ao Representante da Direção do Grupo nos aspectos que envolvem notadamente: As instalações internas e externas do PDV; A imagem da marca; O empréstimo de material (publicitário e ferramentas específicas); A ajuda ao diagnóstico e auxílio técnico nos procedimentos relativos aos serviços prestados. Os chefes de serviço e suas equipes intervêm junto à Gerência para promoverem suas atividades conforme os objetivos da Empresa. Os Gerentes e a Direção do Grupo atuam em conjunto para estabelecerem as estratégias quanto às ações comerciais, publicitárias e promocionais que devem ser incorporadas ao PDV. 3.5.1 Responsável pela qualidade O serviço Qualidade da empresa FELIX está diretamente ligado ao Gerente do PDV e à Direção do Grupo. É responsável pelo desenvolvimento do espírito de excelência na equipe, a realização daimplantação e aplicação do SGQ, a busca por encontrar métodos, conselhos e formações necessários à qualidade e a melhoria contínua nas operações da organização. O Gerente nomeia um RQ (Responsável pela Qualidade), que lhe responde diretamente, para certificar-se de que os processos do SGQ (Sistema Gestão de Qualidade) estão sendo estabelecidos, implementados e seguidos. O RQ analisa o bom funcionamento do SGQ. Ele informa permanentemente os colaboradores a respeito da evolução dos objetivos definidos e do funcionamento do SGQ, e organiza reuniõesperiódicas com os chefes de serviço e seus colaboradores, conforme orientação da ADM. Sua responsabilidade, bem como sua autoridade, é definida em sua Ficha Funcional. A estetítulo, ele tem todos os poderes para interromper qualquer processo 81 que não esteja conforme as especificações de qualidade da empresa e empreender as ações preventivas ou corretivasnecessárias. 3.6 RECURSOS HUMANOS- RH 3.6.1 Generalidades Nas Fichas de Cargo, o perfil e as competências requeridos para ocupar cada função são descritos e definidos. Cada colaborador possui um cadastro funcional próprio que contém suas informações pessoais e seu cargo. Uma análise sobre o desempenho de cada indivíduo em relação às funções exercidas é realizada anualmente, após a entrevista individual anual que ocorre entre o colaborador e seu superior hierárquico imediato. A descrição desta operação é apresentada no Processo PQ-RH. Em conseqüência da realização das entrevistas individuais anuais, cada chefe de serviçoestabelece um plano de formação aos colaboradores de seu setor, transmitindo as necessidades de Treinamento ao Gerente, que solicita à ADM os recursos para viabilizar as ações necessárias. Os planos de formação de cada serviço são transmitidos à Direção do Grupo para todas as formações a serem realizadas no Centro de Formação da Montadora, ou outros cursos externos eventualmente proporcionados. Em virtude das evoluções de novos produtos, formações específicas são implementadas baseadas por iniciativa: Da Montadora através do Centro de Treinamento; Dos organismos de financiamento; Do Ponto de Venda; Da Direção do Grupo; De fornecedores. Estas formações permitem ter uma equipe qualificada podendo realizar uma excelente prestação em conformidade com as exigências e expectativas dos clientes e da Montadora. Na entrevista individual anual, os colaboradores são avaliados, avaliam seu grau de satisfaçãoemrelação à empresa, e conhecem os objetivos a serem atingidos para que possam contribuir àrealização da Política da Qualidade e das metas da empresa. 82 3.6.2 Infra estrutura da empresa Os Gerentes e a Auxiliar Financeira são os responsáveis pela segurança e pela estrutura física doPDV. Respondem pela manutenção e verificação dos equipamentos e materiais do PDV, com acolaboração dos encarregados envolvidos. São responsáveis pela gestão do material de expediente, periodicamente realizando o controledo estoque de seu setor, efetua o levantamento das necessidades de aquisições e solicita a ADM a reposição ou compra dos insumos para suprir as necessidades identificadas. O chefe de cada serviço fiscaliza periodicamente todos os equipamentos de seu setor, e solicitaà Direção do Grupo, sempre que necessário, um contrato de manutenção dos mesmos. Os equipamentos de controle, medição e simulações existentes em cada setor do PDV, são regularmente verificados e/ou calibrados conforme a necessidade e de acordo com a legislação em vigor. As fichas que comprovam este controle ficam arquivadas conforme DGR - Documento Lista Mestra de Guardas e Registros. Quando um material/equipamento torna-se obsoleto ou deteriorado, o Gerente, em conjunto com o chefe de serviço, decide pela necessidade ou não de sua substituição. (Recursos para essa atividade são solicitados à Direção da Empresa). 3.6.3 Ambiente de trabalho As condições de trabalho às quais os colaboradores são submetidos são planejadas de maneiraa obter a conformidade com as normas de segurança e higiene no ambiente de trabalho, além do máximo conforto permitido a cada tipo de serviço. Quando um projeto de melhoria é validado, o Gerente define, junto aos chefes de serviço, oplanejamento dos trabalhos e o cronograma das atividades. Em relação à integridade física do colaborador no ambiente de trabalho, os fatores humanos e físicos ligados ao ambiente de trabalho considerado para análise da conformidade no PDV são: A emissão de ondas sonoras; dos gases tóxicos (como os de escapamentos); A limpeza e higienização do ambiente de trabalho e equipamentos de proteção individual; 83 Produtos nocivos à saúde humana e/ou ao meio ambiente e o controle da validade dos produtos; A conformidade com a regulamentação em vigor; e as regras de segurança e preconizações da Montadora. 3.7 PLANEJAMENTOS DA REALIZAÇÃO DO PRODUTO Para a realização de cada atividade na empresa, foram definidos e estruturados processos, como objetivo de controlá-los e medir sua eficácia: Cada um dos processos citados é descrito nomeando seus responsáveis, apontando as entradase saídas pertinentes e listando a documentação necessária à sua operação. O controle da realização das ações planejadas ocorre através da aplicação cotidiana dosprocedimentos e informações detalhadas nos Cartões de Identidade do Processo, bem como nas Fichas Funcionais de cada colaborador partícipe do mesmo. 3.7.1 Determinação de requisitos relacionados ao produto Cada atividade é organizada para identificar as necessidades do cliente e definir uma ofertacomercial que corresponda à sua solicitação. Todos os colaboradores que mantém ligação direta com o cliente verificam a possibilidade de a empresa atender ao seu apelo (disponibilidade, preço, tempo ou modificações do produto). A toda evolução dos produtos e alterações da regulamentação, a Montadora informa ao PDV arespeito dos acontecimentos através de Notas de Informação eletrônicas. 3.7.1.1 Análise crítica dos requisitos relacionados ao produto O chefe de serviço de cada atividade efetua as revisões de contrato de sua área conforme ostermos dos diferentes procedimentos envolvidos de maneira a considerar os elementos necessários ao cumprimento do contratado pelo cliente. Esta análise materializa-se através de pedidos realizados à ADM para a disponibilidade de VN eVU; requisição à ADM por parte do Departamento de Peças de Reposição; Agenda para organização dos Serviços de Oficina Pós-Vendas; oferta de serviços associados conforme qualificação dos prestadores terceirizados. 84 É dever de cada pessoa habilitada conforme sua definição de função, certificar-se da realizaçãode cada termo do compromisso assumido. Toda solicitação de serviços a serem executados ao Cliente, devem ser autorizados por este conforme descrito nos Processos de qualidade de cada setor do PDV. Qualquer alteração nos termos de um contrato iniciado, quando de iniciativa do cliente, deve ser inclusos na ordem ou pedido, de forma a criar um novo termo aditivo que dependerá de suaaprovação para consolidar-se. 3.7.2 Processos realcionados aos clientes 3.7.2.1 Comunicação com o cliente Para estreitar o contato do cliente com a Marca, o PDV disponibiliza nas áreas de circulação comum documentos comerciais e técnicos a respeito da gama dos produtos e serviços ofertados. Ainda com o mesmo objetivo de ampliar o conhecimento da Marca, a empresa FELIX organiza periodicamente eventos comerciais em colaboração com a Montadora ou a Direção do Grupo. Adivulgação dos mesmos ocorre através de circulação na mídia e convites personalizados. As correspondências recebidas dos clientes, bem como qualquer observação obtida durante aspesquisas realizadas, são administradas pelos chefes de serviço e pelo Gerente. A análise dasinformações ali contidas é realizada entre o superior hierárquico do colaborador envolvido emconjunto com este. Em casos de reclamações, o PDV contata o cliente objetivando solucionar a divergência percebida. 3.7.2.2 Projeto e desenvolvimento Os produtos e serviços comercializados e os métodos aplicados pelo Grupo, são concebidos edesenvolvidos conforme orientação da Montadora. Os Veículos Usados de outras marcas são adquiridos, consertados e preparados conforme orientação da ADM. 3.7.2.3 Processo de aquisições A empresa tem a ADM como sua fornecedora principal, sendo que esta tem a Montadora como principal provedor de insumos para distribuição às Lojas e posterior comercialização. Para manter o nível de 85 qualidade condizente às exigências do Grupo e seus clientes, compromissos que garantam a prestação dos serviços conforme preconizados são assinados com os principais fornecedores e prestadores de serviço. A formalização do pedido é realizada por escrito, através de e- mail ou fax, sempre contendo aidentificação do contratado e do contratante. Este procedimento encontra-se excluso do escopode certificação da empresa, pois cabe à ADM a execução do mesmo. A seleção e a avaliação dos fornecedores são definidas conforme os critérios que respondam àsexigências de cada atividade e do SGQ. A lista dos fornecedores é preenchida, atualizada e conservada conforme Lista Mestra de Guardas e Registros. O acompanhamento de seu desempenho ocorre da mesma forma, sendoque as características exigidas são definidas em função do tipo de fornecimento. A reavaliação dos fornecedores é realizada conforme Cronograma da Qualidade. 3.7.2.4 Informaçoes de aquisições Os pedidos solicitados aos fornecedores são definidos, executados e armazenados pelos chefesdeserviço específicos a cada atividade. Tais pedidos são validados e aprovados pelo responsável envolvido de acordo com as habilitações de cada função. 3.7.2.5 Verificação do produto adquirido O produto ou serviço obtido é controlado desde seu recebimento para que a Empresa possa ter a segurança de sua conformidade em relação aos dados de compra definidos. Quando a Empresa desejar verificar a qualidade do produto ou da prestação de serviços nasdependências de um fornecedor, esta informação deve ser especificada na Ficha de Qualificação do mesmo. 3.8 PRODUÇÃO E FORNECIMENTO DE SERVIÇO O controle de todas as atividades, inclusive das Prestações Associadas do PDV, é asseguradoatravés do respeito às seguintes condições: O recrutamento e formação dos colaboradores envolvidos; 86 A aplicação pelos colaboradores dos procedimentos e instruções relativos a eles; A utilização de materiais adequados e a manutenção apropriada dos equipamentos cominfluência sobre a qualidade do resultado final; A verificação permanente do sistema de gestão de qualidadeatravés das Auditorias de Qualidade; O acompanhamento dos fornecedores que geram impacto direto sobre a qualidade dosserviços fornecidos ao cliente. 3.8.1 Validação dos processos de produção e fornecimento de serviços Nos serviços Pós Venda, alguns processos necessitam de certos tipos de qualificação específica (como solda, pintura, colagem dos vidros) para garantir o resultado conforme. Para verificar a realização destes procedimentos dentro das expectativas, ocorrem no PDV as seguintes ações, e seus correspondentes controles: A qualificação dos equipamentos utilizados, através de manutenção apropriada contínua; O preparo dos colaboradores envolvidos com base no perfil e nas competênciasdescritos nas Fichas de Identificação Funcional, e a formação contínua e prática regulardas operações dos mesmos. A aplicação integral de métodos e procedimentos definidos pela Montadora ou outrofornecedor (notas de organização, modos operacionais, notas de instrução e manuais deutilização dos equipamentos), bem como as alterações e modificações nas operações, sistemas ou materiais. 3.8.2 Identificação e rastreabilidade Para cada um dos processos, é possível associar em qualquer etapa, o cliente e a prestaçãode serviço ou produto a um número de identificação criado através do cadastro do Cliente noSistema Operacional da Empresa. Esta identificação pode evoluir no decorrer dos processos,porém a ligação permanece garantida. O PDV possui meios para visualizar e conferir o histórico doproduto ou do serviço após o fechamento da prestação executada, ou ainda determinar seu estado de adiantamento no decorrer do processo. 87 Tais controles encontram-se disponíveis nos bancos de dados do PDV, e arquivados conformeLista Mestra de Guardas e Registros. 3.8.3 Propriedade do cliente Os bens de propriedade do cliente que por ventura podem ficar sob os cuidados do PDV são: Quando este documento se encontrar impresso, caracteriza uma cópia não controlada; O Veículo; Produtos e equipamentos de sua propriedade para instalação em seu veículo; Acessórios deixados para reparos; Documentação pertinente a algum acordo em realização. Estes bens são identificados pelo executor do processo em questão, verificados, protegidos emantidos conforme o SGQ. Para os veículos deixados para reparos, é aberta uma Ordem de Serviço (OS) e são implementadas proteções de acordo com o Processo. Os documentos administrativos do cliente são depositados no dossiê do veículo correspondente, até a finalização do procedimento em curso. Caso os produtos apresentem irregularidades durante sua instalação/utilização, a Empresa informa ao cliente, e encontra uma solução em conjunto com este. 3.8.4 Preservação do produto A identificação, a manutenção, o acondicionamento, armazenamentoe a proteção do produtocolocadosob tutela do PDV são controlados até sua entrega ao cliente. Estas informações garantem a conformidade dos processos em relação às exigências e permitem o acompanhamento dos produtos até a finalização do serviço. O conjunto destas regras é apresentado nos Cartões de Identidade dos Processos. Os veículos são deslocados dentro dos serviços por colaboradores portadores de carteira de habilitação. Áreas específicas em cada serviço são definidas e identificadas para permitir o correto fluxo das atividades, preservarem os produtos e evitar que ocorram danos aos mesmos. Os veículos novos, usados e os em serviço são alocados em parques diferentes, os quais são fechados à chave e permanecem sob vigilância eletrônica fora do horário comercial. No 88 PDV, os veículos permanecem estacionados fechados, sendo que suas chaves são registradas e armazenadas em locais identificados e seguros. No setor de peças, um local de armazenamento é definido para cada referência de peça. Esta localização corresponde à natureza da peça e permite encontrá-la facilmente. As peças pequenas são guardadas em gavetas em forma de caixas, e suas referências são classificadas em ordem numérica ou alfabética. Os materiais perigosos são armazenados conforme as normase legislação vigentes. O armazenamento das baterias automotivas, de forma especial, ocorre sobre palites em local a elas reservado. Todas as peças de reposição em estoque permanecem armazenadas em suas embalagensoriginais. Os produtos com prazo de validade determinada são controlados e retirados da venda caso sua data limite de utilização seja ultrapassada. O controle do fluxo destes produtos corresponde à regra "Primeiro a chegar, Primeiro a sair".Aqueles com validade excedida, dependendo do caso, ou são devolvidos ao fornecedor oueliminados. Na oficina, antes da intervenção dos Mecânicos, os veículos são protegidos com: Capa de proteção do volante; Proteção da alavanca de mudança de marcha; Capa sobre a poltrona do motorista. A instalação destas capas de proteção é efetuada pelo receptor do veículo ou pelo Mecânico, sempre na presença do cliente, após este aprovar o orçamento elaborado, conforme PQ-PV. A entrega do veículo no Pós-Venda é efetuada pelo responsável do recebimento. Após ser submetido aos trabalhos, o veículo é alocado no pátio de veículos prontos. Os pátios são definidos com placas de identificação, e cada automóvel é identificado com um prisma numerado, conforme conteúdo descrito nos Cartões de Identidade dos Processos. 3.8.5 Mediçoes e análise de melhoria Para desempenhar seu papel de maneira eficaz, o PDV e a Direção do Grupo fazem uso doconhecimento adquirido através dos anos de experiência, para esmerarem-se na melhoria contínua do SGQ, seus processos, produtos e serviços. 89 3.8.6 Satisfação do cliente Todas as atividades da empresa são orientadas para suprir as exigências dos clientes e definir, caso necessário, soluções para eventuais problemas. Com a finalidade de medir a satisfação dos clientes, são realizadas pesquisas periódicas para osserviços de Pós Vendas e Venda de Veículos, aplicadas pela Montadora. Estas pesquisas geram relatórios periódicos que apresentam os resultados relativos às informações dos prazos e conformidade das entregas de VN conforme os pedidos realizados, a qualidade dos serviços, preços e prazos nos serviços Pós Venda. O PDV não possui participação na realização e/ou definição das pesquisas, porém administra eexplora os resultados provenientes destas. 3.8.7 Auditoria interna de acordo com o manual de qualidade da empresa A Direção da empresa denomina membros da ADM e das filiais como auditores internos do PDV, ou opta por contratar Auditores Terceirizados, devidamente habilitados para realizar o Processo deAuditoria Interna. Esta verificação visa confirmar que o SGQ está de acordo com as exigências da norma, e que sua implementação e evolução correspondem aos objetivos definidos. Para a elaboração do planejamento, os riscos inerentes a cada processo são considerados, uma vez que determinadas áreas requerem inspeção duas vezes ao ano, em virtude de sua complexidade, e outros serviços, apenas uma vez. O cronograma de auditorias é aprovado junto à Direção e consta na Agenda da Qualidade do PDV. Paralelamente, auditorias não programadas previamente podem ocorrer por decisão da ADM, com o objetivo de verificar o desempenho de um serviço especificamente As verificações são conduzidas pelos auditores internos com o auxílio do Gerente. O auditor deve concentrar-se em revisar e verificar o conjunto dos documentos e dos dados daárea analisada, confrontando-os para certificar-se da correta operação dos sistemas e ferramentasde gestão disponíveis no PDV. A verificação consiste na observação de se o fluxo das atividades ocorre tal como definido, e se os documentos presentes na Lista Mestra estão de acordo com o descrito. As inconsistências percebidas como impactantes no sistema de Qualidade são objeto de abertura de Documentos de Não-conformidade. 90 O resultado das auditorias é de responsabilidade do Gerente de Loja e do Responsável pelaQualidade da filial, que os apresenta à ADM para que sejam discutidas as possíveis ações a seremexecutadas para a evolução do SGQ. 3.8.7.1 Medição e monitoramento do processo Para cada processo identificado, o Cartão de Identidade correspondente detalha a finalidade e os indicadores de medição de eficácia definidos. Para cada indicador, um objetivo é estipulado pela Direção da empresa em conjunto aos Gerentes. Os resultados são freqüentemente analisados pelos proprietários dos processos. Os valores-alvo podem ser revistos, e os indicadores alterados; as decisões são formalizadas nas Atas deReunião. 3.8.7.2 Medição e monitoramento do produto Para a realização de cada processo, procedimentos foram definidos nos quais controles foram estipulados. Estes controles são sistematicamente formalizados através de registros próprios a cada serviço. Os resultados dos controles são registrados nos documentos das operações e são detalhados nos indicadores dos diversos procedimentos.Os documentos que detalham os tipos de controles encontram- se em cada serviço e sãoguardados pelos chefes de serviço. Eles atestam que os controles foram de fato realizados. O conjunto desses processos permite que somente os produtos e serviços que passaram comsucesso pelos controles e ensaios requeridos possam ser entregues. Após o controle final, caso o produto ou serviço não atenda às exigências especificadas pelo cliente, o mesmo só será finalizado no momento em que houver um acordo prévio com o cliente. 3.8.7.3 Controles de produtos não-conforme Qualquer que seja a natureza da não-conformidade, a empresa é organizada para evitar que oproduto ou serviço seja entregue ao cliente ou comercializado de maneira inapropriada. 91 Estas disposições foram tomadas para interromper o processo caso o resultado de um controle ou ensaio não seja satisfatório e/ou para isolar produtos não conformes na espera de análise e de tratamento. Nas ocasiões em que uma disfunção ocorra após a entrega do produto, a garantia é fornecidanas condições definidas em contrato, sendo de responsabilidade do setor onde a falha se manifestou. Após o recebimento da reclamação de um cliente relatando uma disfunção ocorrida, o chefe doserviço abre um Documento de Não-conformidade com base no item «Tratamento dasReclamações de Clientes» integrado ao Procedimento Contribuir às Melhorias de Qualidade emServiços. 3.8.7.4 Análise de dados Para identificar qualquer possível fonte de melhoria a Direção da empresa em conjunto aosGerentes analisam nas Revisões de Direção: A definição dos indicadores da qualidade; Os resultados das auditorias que verificaram as não- conformidades e o desempenho das operações do PDV; A qualidade da prestação de serviço dos fornecedores; Os Documentos de não-conformidade abertos e os planos de ação incorporados; O acompanhamento das informações fornecidas pela montadora; Os registros das reclamações de clientes; A conformidade dos equipamentos e materiais utilizados para a operacionalização do PDV. A síntese da análise destes dados faz parte dos elementos de entrada das Revisões de Direção. 3.9 AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS INTERNOS Nesta parte do estudo de caso, abordam-se as etapas dos trabalhos da auditoria interna a ser aplicada na empresa, bem como destacam-se os mais importantes procedimentos utilizados para a avaliação dos controles internos adotados pela Empresa FELIX. A estrutura dos trabalhos da auditoria interna aplicada sobre os setores em estudo procura a eficiência bem como a eficácia dos controles internos nas situações detectadas quanto às fragilidades dos sistemas operacionais, para evitar prejuízos monetários e com isso a confiabilidade nas informações, reduzindo a possibilidade de erros nas decisões a serem tomadas futuramente. 92 3.9.1 Planejamento de auditoria interna O projeto de auditoria é o roteiro de procedimentos que devem ser utilizados pela auditoria interna para a avaliação das operações realizadas, na qual serve para definir a estrutura dos exames e para conhecer o grau de complexidade das atividades em cada setor. O planejamento cuida da parte de preparação deste roteiro projetado, tendo por objetivo avaliar os controles e verificar se os mesmo estão sendo cumpridos conforme a organização interna da Empresa. O planejamento é a parte inicial da auditoria, onde são estabelecidos os procedimentos que deverão ser realizados durante o ano. Por isso, os trabalhos deverão ser apresentados pela auditoria, contendo algumas sugestões em pontos críticos (setores internos com erros)e quando identificados devem ser avaliados periodicamente e se for necessário, em um espaço mais curto de tempo. Esses pontos devem ser debatidos com o setor de diretoria, que então avalia e mostra as alterações que julgar necessário, sempre atento aos interesses da empresa em primeiro lugar, a fim de alcançar os objetivos pré-definidos no período planejado. Determinado os trabalhos, é avaliado o grau de extensão que o mesmo alcançou. Em algumas ocasiões, os trabalhos deverão ter acrescentados intervalos de tempo com o objetivo de utilizar em trabalhos especiais. Esses intervalos deverão ser fixados e não podem ser superiores há uma semana, servindo tanto para avaliar ocorrências de erros ou fraudes, como para realizar trabalhos que não estavam programados dentro do cronograma estabelecido. Por exemplo: se a diretoria solicita um trabalho que não foi programado, a auditoria deve ter um período de tempo reservado para trabalhar esta solicitação, onde échamado de trabalho especial. Desse modo, o planejamento da auditoria na organização é realizado com base nos estudos de todos os exames que julgar necessários para obter a eficiência dos controles internos, detectando erros e fraudes nas operações Internas realizadas na empresa. 3.9.2 Análise dos controles internos na empresa estudada Os procedimentos realizados nos controles internos devem ser feitos de forma correta, a fim de avaliar se os processos adotados estão suprindo a necessidade geral da empresa FELIX. Os principais processos utilizados na auditoria interna devem ser: 93 Revisão; confirmação; questionamento;conferência de cálculos; contagem; observação; repetição; exame dos documentos originais; e escrituração. Nos procedimentos de revisão, avaliou-seque alguns controles internos não estão sendo seguidos conforme ―Manual de Qualidade‖. Exemplo disso é o próprio ―MQ‖ da empresa que está desatualizado, tendo sido revisionado em 29/09/2011 com o item 2.2 que trata da inclusão da Filial Tubarão e alteração de dados das demais filiaise até os dias de hoje não houve mais atualizações . O setor de vendas não dispõe atualmente de um funcionário responsável pela recepção, além da ausência de um motorista, conforme organograma apresentado no MQ da empresa, com exceção a algumas filiais onde o fluxo de clientes e serviços são maiores. Ainda em relação ao MQ, não há um responsável pela ―qualidade‖conforme consta no item ―3.1.6. O SERVIÇO QUALIDADE.‖ Quanto a auditoria interna, ela não é realizada por um colaborador nomeado pela ADM conforme consta no item ―8.2.2. AUDITORIA INTERNA‖ do ―MANUAL DE QUALIDADE da empresa‖. Há sim, a contratação de um auditor terceirizado pela PSA Citroen, onde periodicamente ele visita os PDVs e avalia toda estrutura externa das concessionárias a fim de verificar se as instalações estão de acordo com a padronização da marca. Há também a falta de acompanhamento por parte da administração da empresa, na contratação de oficinas de funilaria, bem como o acompanhamento dos serviços realizados por esses profissionais; e o descarte de peças e lataria dos veículos que utilizam essas oficinas. Na confirmação, avaliou-se que os controles internos da oficina mecânica tem sido ineficientes, principalmente na segregação de algumas funções. O departamento de estoque é de responsabilidade em algumas filiais por apenas um colaborador. Esse além de fazer a conferência das peças que chegam a filial é responsável também pelo atendimento de clientes no balcão a procura de peças originais Citroen, bem como atender aos mecânicos, elaborar orçamentos e fazer o atendimento telefônico. Há, portanto uma sobrecarga de tarefas concentradas em apenas uma pessoa. Nesse caso, há uma necessidade de ajustes na distribuição de tarefas e funções para melhoria do funcionamento do 94 setor de peças da empresa, setor esse de grande relevância para a organização.Para a questão de questionamentos, anualmente o setor de RH da empresa elabora questionários que são entregues para os colaborados e para líderes dos departamentos, a fim de conhecer de cada um como está sendo execultado os trabalhos; igualmente como está o relacionamento interpessoal com os membros das equipes internas de cada filial. Sobre a conferência de cálculos, os procedimentos avaliados estão corretos, visto que para essa tarefa, cada setor deve fazer os cálculos corretamente junto ao sistema integrado das filiais. Cada departamento, garantia, venda de peças, venda de serviços, segue uma tabela onde cada usuário utiliza seu código de acesso, e para cada usuário há liberações específicas onde é no caixa que o processo termina e é entregue a mercadoria comercializada ou o pagamento dos serviços prestados ao cliente final. Em relação a contagem, na empresa em questão, a filial de Tubarão, foi feito um processo de inspeção física no estoque de peças, sendo realizado um comparativo entre os números demonstrados nos relatórios através do sistema da empresa , com o exame físico de contagem de peças em estoque e foram verificados alguns erros tais como: -Algumas peças faltantes, bem como filtros e óleos , que são de grande circulação para venda, sem estoque na maioria das filiais. -Peças em sobra no estoque e outras obsoletas exigindo nesse departamento uma atenção redobrada pela administração. No que diz respeito às observações, examinou-se a existência de algumas irregularidades nos controles internos ao que mostram os ―papéis‖ ao que, de fato é feito. Nos exames de documentos, foram avaliadas algumas ordens de serviço sem o devido preenchimento correto pelo responsável da recepção dos veículos de pós vendas; assinaturas faltantes de clientes e diagnósticos dos veículos preenchidos incorretamente. Em algumas ordens de serviço a falta de preenchimento de diagnóstico pelos mecânicos e técnicos também pode ser observada. Os papéis comprovando as transações realizadas, como NF de serviço de terceiros, tambémfoi verificado e visto que em alguns processos não constavam corretamente as informações necessárias, bem como itens faltantes em outras O.S. Na escrituração são analisados os registros realizados e os atos e também os fatos que se designaram a apropriação de contas a qual foram 95 adequadas para cada lançamento, à composição dos saldos e toda conciliação bancária. O acesso a esses documentos são restritos ao departamento contábil na administração da empresa, onde os mesmos não foram avaliados. Para finalizar, o trabalho de auditoria interna aplicado na empresa teve a finalidade de apontar e avaliar alguns processos de maior deficiência e propor ações corretivas e preventivas que possam auxiliar os gestores em futuras tomadas de decisões. 3.9.3 Controles internos financeiros utilizados pela empresa Após explorar os procedimentos que devem ser utilizados pela auditoria, destaca-se a seguir os controles internos utilizados em algumas áreas da empresa, avaliando e também verificando a eficiência e eficácia desses procedimentos internos, com intuito de propor a implantação de um departamento de auditoria interna para adotar medidas de prevenção e de adequação dos controles que necessitem de mudanças ou mesmo de algumas melhorias. As lojas de todas as filiais da empresa FELIX possuem um caixa junto ao departamento Financeiro, utilizado para receber pagamento de Veículos novos ou usados vendidos, bem como peças vendidas no balcão do departamento de peças e materiais não mais utilizáveis e com defeitos, serviços efetuados pelo PV, entre outros. Sendo esse trabalho realizado por duas pessoas que ficam no caixa da empresa, os controles de caixa são realizados com auxílio do sistema, onde o fechamento do mesmo é diário, ficando sempre apenas uma pequena quantia para o dia seguinte. O restante é depositado em conta corrente da empresa. Os pagamentos de contas de cada filial bem como serviços de terceiros, são feitos pela administração do grupo, conforme Nota Fiscal ou conforme Ordem de Serviço realizada por colaboradores autorizados. Os pagamentos realizados pelo controle financeiro da empresa munida sempre de uma documentação, são prontamente encaminhados ou setor de contabilidade onde são registradas as devidas ocorrências. Sendo assim, essa é a forma que está estruturada os processos do departamento Financeiro de cada filial da empresa FELIX, havendo uma segregação de funções, ou seja, as pessoas que conciliam os pagamentos e recebimentos não são as mesmas que realizam a movimentação, tornando assim o controle interno mais seguro contra erros ou desvios financeiros. 96 3.9.4 Análise do estudo de caso A empresa FELIX possui controles eficazes, mas conforme análise de avaliação dos controles internos foi encontrada algumas fragilidades que justificam a implantação de um departamento de auditoria interna. Pelo fato de sua movimentação ser relevante seria desejável o monitoramento de todos os departamentos a fim de verificar se os funcionários estão realizando as funções adequadamente. De fato, há maneiras de cometer fraudes dentro da empresa na qual podem ser pela ineficiência dos controles, que é menos provável, ou pelo não cumprimento das normas e procedimentos da empresa. Deste modo, citam-se abaixo algumas fragilidades com intuito de justificar a necessidade do departamento de auditoria interna tencionando gerar recursos para a empresa: a) Não há segregação de algumas funções para alguns setores, deixando o colaborador sobrecarregado e muitas vezes na dúvida sobre as suas funções de fato, dando margem a possíveis erros; b) Nem todo o processo de contratação de serviços terceirizados possui um contrato formal e não existe a conferência se é realmente a empresa que está realizando o mesmo. Visto que, periodicamente essas empresas prestadoras de serviços que atendem a empresa FELIX, devem ser avaliadas a fim de verificar se vem atendendo todos os requisitos e exigências do grupo; c) Na contratação dos serviços terceirizados não existe pré- aprovação por uma pessoa apta da administração e nem constatação dos valores contratados com valores possivelmente confrontados com mercado prestador de serviços; d) No processo de compras de almoxarifado feito pelo financeiro da loja, o mesmo departamento que realiza a compra é o responsável parcialmente pelo recebimento, conferência e lançamento da nota fiscal para o pagamento; e) Para finalizar, no decorrer dos estudos, nota-se que muitas questões propostas dentro do MQ da empresa existem apenas no papel. Um exemplo disso é no que se refere à Auditoria Interna, onde diz que ―a Direção do Grupo denomina membros da ADM e das filiais como auditores internos do PDV, ou opta por contratar Auditores Terceirizados‖. Se há esse processo, ele apresenta-se falho e não atende aos requisitos básicos para uma auditoria interna nos controles internos a fim de transformá-los ou adequá-los livre de falhas e possíveis erros. 97 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Em relação à estrutura organizacional, cabe ressaltar que houve certa dificuldade no acompanhamento que define a estrutura organizacional da empresa, pois no decorrer das pesquisas, os colaboradores entrevistados mostraram-se confusos em alguns pontos relacionados aos cargos, funções e subordinação. Analisando o organograma da empresa e as repostas obtidas através de perguntas informais aos colaboradores, deduz-se uma dificuldade encontrada para a elaboração dos serviços desempenhadoem algumas funções. Exemplo disso é o setor de Estoque de peças da filial de Tubarão, onde uma mesma pessoa é responsável pela elaboração dos pedidos de peças, vendas no balcão (também de peças), elaboração de orçamentos para clientes que inúmeras vezes não obteve nem contato direto, apenas por email ou por pedidos do consultor de serviços ou até mesmo do gerente de pós- vendas. Alguns colaboradores sugeriram a colocação de mais alguns cargos de gerência , ironizando que há mais gente para mandar do que para trabalhar, acarretando por sua vez, uma deficiência no Plano de Organização da empresa que é uma característica fundamental dos Controles Internos. É evidente que algumas respostas contrariam ao comprometimento de ―alguns‖ ao trabalho desempenhado. No que diz respeito à questão da existência ou não de Auditoria Interna conforme profere o MQ, as respostas foram totalmente negativas. Inclusive durante a entrevista realizada com alguns líderes; referindo-se a ausência da Auditoria Interna a resposta foi à seguinte: ―uma vez ou outra é feita auditoria‖ por um profissional externo contratado pela PSA Pegout Citroen para fiscalizar os procedimentos visíveis externamente, ou seja, quanto a padronização da marca na filial, se estão sendo aplicadas ou não. Detecta-se, portanto um ponto a ser repensado pelos administrados, já que a Auditoria Interna conforme explicitado anteriormente, é uma atividade voltada para a avaliação e eficácia dos sistemas gerenciais e tem por objetivo não apenas observar se os controles estão funcionando corretamente, mas também verificar se as metas e objetivos estão sendo alcançados. O sistema possui áreas fragilizadas como, por exemplo, a contábil por parte das filiais, cuja contabilidade está presente apenas por auxílio telefônico, merecendo certamente, uma atenção especial dos administradores. 98 No Pós-Vendas, diante de algumas respostas e observações do investigador, notou-se que existe uma fragilidade nos controles referentes a venda de insumos já utilizados na oficina, bem como peças que são descartadas após a troca, pois não são emitidos documentos que comprovem que um diretor ou funcionário nomeado pela ADM conferiu esses itens descartados, como também não existe um controle eficiente para assegurar que as operações são reais. Deixando, portanto, uma margem para ocorrer fraude ou erro. Para tal conclusão acerca do tema estudado, a autora desse estudo destaca a necessidade da criação de um departamento de auditoria interna sugerindo que a sede desse departamento, localize-se na grande Florianópolis, sendo que para cada filial haja um profissional responsável por todo o funcionamento correto dos processos internos. Além disso, possa auxiliar para as questões relacionadas ao fisco municipal e estadual. Destaca-se ainda a adequação de procedimentos com vista a reduzir incorreções dos registros contábeis. Sendo assim, esse profissional de auditoria, prontamente treinado e qualificado pelo departamento de auditoria Interna e Contábil, teria a função de orientar e supervisionar junto aos colaboradores, situações problemas que devam ser resolvidas imediatamente no momento que elas ocorram. Enfim, a empresa estudada é marca líder em empreendedorismo e tem manifestado desejo de adequar continuamente as necessidades de mercado. 99 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. 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