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ANTI-HIPERTENSIVOS Conceito: São fármacos usados no tratamento da hipertensão. Hipertensão: Condição na qual a pressão sistólica excede 160 mmHg ou a pressão diastólica excede 95 mmHg. Efeitos adversos: letargia, fraqueza e hipotensão ortostática. Usado muitas vezes em associação Complicações da hipertensão: AVC, perda da visão (retinopatia hipertensiva), danos nos vasos sanguíneos (aterosclerose), ataque cardíaco e falência renal. Mecanismo de ação dos Anti-hipertensivos: Diuréticos: ↑a velocidade de formação da urina. Diminuem o volume dos fluidos corporais. Ex: Tiazidas Bloqueadores de Canal de Cálcio: ↓ o influxo de Cálcio no miocárdio (diminui a contração) e nos vasos (causa vasodilatação). Ex: Verapamil, nifedipina. Bloqueadores α1 adrenérgicos. Ex: Prazosina Adrenalina → se liga ao receptor α1 → liberação de Ca2+ → contração do músculo liso Bloqueadores β1 adrenérgicos. Ex: Propanolol Adrenalina → se liga ao receptor β → forma cAMP →contração do músculo cardíaco, relaxamento do músculo liso, glicogenólise Bloqueadores de neurônios adrenérgicos. Ex: guanetidina Agonistas α2 adrenérgicos. Ex: α-metildopa Adrenalina → se liga ao receptor α2 → inibe liberação de Ca2+ → inibe liberação de neurotransmissores Adrenalina → se liga ao receptor α2 → inibe formação de cAMP → contração do músculo liso Agentes vasodilatadores diretos. Ex: Minoxidil, nitroprussiatode sódio (usado em emergências). Classificação dos Anti-hipertensivos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) Antagonistas da Angiotensina Inibidores da Renina Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona - Conjunto de proteínas, enzimas e receptores que controlam o volume do líquido extracelular e na pressão arterial. - Envolve vários órgãos: SNC, Rins, Fígado, Pulmão e Córtex adrenal O sistema renina-angiotensina é uma cascata proteolítica que é encontrada no sistema circulatório e exerce um papel importante na regulação da pressão sangüínea e no balanço de eletrólitos. A enzima renina é altamente específica e converte o angiotensinogênio em angiotensina I; esta é posteriormente convertida em angiotensina II pela enzima conversora de angiotensina (ECA). A angiotensina II é um vasopressor octapeptídico que se liga ao seu receptor para regular a pressão sangüínea. A ECA também impede a ação de um potente vasodilatador, a bradicinina Quando há ↓ do volume ocorre uma queda de pressão e sensores nos néfrons detectam essa queda. Liberam Renina A renina converte o Angiotensinogênio(produzido no fígado) em Angiotensina I. A Angiotensina I é convertida em Angiotensina II pela enzima conversora de angiotensina (ECA) produzida nos pulmões. - Efeitos da Angiotensina II: Vasoconstrição. No SNC induz liberação de adrenalina (hormônio da fuga). No córtex adrenal induz liberação do hormônio aldosterona (induz reabsorção de Na+e Cl- e de água) - Aldosterona induz ↑ da expressão de bombas de Na+/K+ATPases nos túbulos coletores e túbulo contorcido distal. Induz a reabsorção de quase 100% do sódio para o sague e junto leva água aumentando a pressão arterial. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) - São substâncias que inibem a conversão da angiotensina I em angiotensina II, pela inibição da (ECA), sendo assim há um ↑ de bradicinina que é um potente vasodilatador (Angiotensina II – vasoconstritor - degrada bradicinina) - Efeitos: ↓ a pressão arterial – efeito mais pronunciado em pessoas com pressão alta do que em pessoas com a pressão normal Efeitos adversos: Hipotensão postural, tosse seca, dor de cabeça, fadiga, problemas renais. A tosse seca provém do acúmulo de cininas (Bradicinina) 3 grupos: Inibidores contendo um grupo sulfidrila. Ex: Captopril Inibidores contendo um grupo dicarboxilato. Ex: Enalapril Inibidores contendo um fosfonato. Ex: Fosinopril Desenvolvimento do Captopril – 1º inibidor da ECA comercializado Inibidores contendo Dicarboxilado Enalaprilato - Fenilmimetiza a cadeia lateral do aminoácido Pheda angiotensina. - O ácido carboxílico ionizado pode formar uma ligação iônica com o Zn2+ - ↓ biodisponibilidade oral devido a baixa lipofilicidade – 2 ácidos carboxílicos ionizados Enalapril - Formado a partir da esterificação do enalaprilato Outros Inibidores Dicarboxilato-Lisinopril Inibidores contendo Fósforo - Pró-fármaco: Contém um grupo aciloxialquilque aumenta a lipofilicidade - 1º desenvolvido – Baixa biodisponibilidade oral RELAÇÂO ESTRUTURA ATIVIDADE Anel N •Deve conter um acido carboxílico para mimetizar a região C-terminal dos aminoácidos dos substratos da ECA. •Anéis heterocíclicos grandes e hidrofóbicos aumentam a potência e alteram a farmacocinética. GRUPOS LIGADORES DE ZINCO •Podem ser tanto um grupo sulfidrilquanto um grupo carboxilatoou fosfato. •O grupo sulfidrilse liga melhor ao zinco mas causa efeitos adversos como rashescutâneos e gosto metálico. • Esterificação do carboxilatoou do fosforo aumenta a lipossolubilidadee a absorção oral. Pró-fármacos. •X – Geralmente é um metil (CH3) para mimetizar a alanina e melhorar o reconhecimento da ECA. Antagonista de Angiotensina - Nova classe de anti-hipertensivos → Descobertos da década de 90 - São bloqueadores do receptor de angiotensina II (AT1). - Impedem a ação da angiotensina II. - Alternativa para os inibidores da ECA que interferem com a bradicinina e causam efeitos adversos. - 1º. Fármaco estudado: Losartan(1982). - Causa vasodilatação, reduz a secreção de vasopressina, reduz a produção e secreção de aldosterona, entre outras ações. O efeito combinado resulta na diminuição da pressão - Efeitos adversos: Bem tolerados mas podem causar desmaios, dores de cabeça e raramente rash, diarréia, dispepsia, função hepática anormal, mialgia, insoniaetc. Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II Conceito: São substâncias que bloqueiam de forma competitiva os receptores do peptídeo angiotensina II, inibindo a resposta deste receptor. Mecanismo de ação: Bloqueia os receptores AT1 da angiotensina II, inibindo a ação do eixo da renina. O mensageiro final do eixo renina-angiotensina é a angiotensina II, que ligando-se ao receptor AT1 causa vasoconstrição e retenção hídrica, ambos levando ao aumento da pressão arterial. O bloqueio do receptor AT1 resulta na redução da pressão arterial e nos efeitos benéficos na ICC. Portanto os efeitos são similares aos inibidores da enzima conversora, com as vantagens de não atuar sobre a bradicinina e de atuar sobre o ponto final do eixo renina angiotensina e, portanto, sobre a angiotensina II resultante das vias não dependentes da enzima conversora. Usos: Controle da hipertensão e na insuficiência cardíaca, como substitutos dos inibidores da ECA, nos pacientes com indicação de uso dessa droga, mas com intolerância devido efeitos colaterais. Principais pontos de interação do losartan com o receptor AGTII •O carboxilato ionizado se correlaciona com o carboxilato C - terminal da angiotensina II. •O anel imidazol se correlaciona com o anel imidazol do aminoácido histidina da angiotensina II. •O grupo n-butil se correlaciona com a cadeia de hidrocarbonetos do aminoácido isoleucina da angiotensina II. Losartan Pró-fármaco: A porção destacada é quebrada por esterases liberando o metabólito carboxilato ativo RELAÇÃO ESTRUTURA ATIVIDADE – ANTAGONISTAS DA ANGIOTENSINA II A porção ácida mimetiza o grupo fenol do AA tirosina4 ou o grupo carboxilatodo AA asparagina1 da estrutura da angiotensina II - O anel imidazol ou um anel isostérico equivalente mimetizam o AA histidina6 da angiotensina II - Substituições em R podem variar → São responsáveis pela interação com o receptor AT1. Ex: ác. Carboxílico, hidroximetil, cetona, anel benzimidazol - O grupo n-butil confere hidrofobicidade e mimetizao AA Isoleucina5 da angiotensina II. - Pode ser substituído por etiléter ou n-propil. Farmacocinética Em geral, possuem baixa biodisponibilidade oral. Não são compostos muito lipofílicos. Exceção: Telmisartan,Irbesartane Azilsartan Inibidores da Renina Inibidores da Renina – peptídeos análagos - Alterações estruturais no primeiro análogo peptídico levaram ao desenvolvimento do SCRIP. - Primeiro composto com atividade inibitória da renina que induziu diminuição da pressão arterial. - Problemas: curto tempo de meia vida e susceptibilidade a clivagem proteolítica (São PROTEÍNAS). - Alterações estruturais no SCRIP levaram ao desenvolvimento do enalcireno •O resíduo His6 é essencial para a atividade e foi deixado inalterado →uso IV • A tirosina acilada protege o composto da degradação e contribui para o reconhecimento enzimático. •O grupo isobuti le o ciclohexametila conferem hidrofobicidade para a molécula e mimetizam as cadeias lipofílicas da Ile e da Val presentes no angiotensinogênio. •O OH em vez do carboxilato protege o peptídeo da degradação enzimática •Análogo mais lipofílico. •Mais biodisponibilidade oral e eficácia. •Ficou fora dos testes clínicos por razões desconhecidas. •O FDA recentemente aprovou o Aliscireno •O 1º. Inibidor da renina não-peptídico. •Ativo pela via oral.