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PoriferaUFPE2013

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06/06/14 
1 
Porifera 
 
 Ulisses dos Santos Pinheiro 
DZ/UFPE 
Bibliografia Indicada 
Pode ser também! NUNCA! 
Uma Boa Leitura! 
06/06/14 
2 
Porifera 
•  Animais sésseis (fixos) e filtradores que se utilizam de uma única camada 
de células flageladas para bombear água através do corpo. 
•  Sem órgãos ou tecidos desenvolvidos como outros animais. 
•  Funcionamento baseado em células. Peixes (~500 m) 
Porifera (~1000 m) 
Dinossauros (~230 m) 
Mamíferos (~180 m) 
Humanos (~13 m) 
Escala de Tempo 
Milhares de anos 
0 250 500 750 1000 
Ø Animais multicelulares mais primitivos, com 
origem na era Pré-cambriana (mais de 1 bilhão de 
anos) 
Ø São exclusivamente aquáticas, encontradas desde 
ambientes de água doce até as fossas abissais. 
Ø Possuem cerca de 7000 espécies conhecidas 
Esponjas 
Ø São encontradas espécies desde 1 milímetro de 
comprimento até outras com mais de 1 metros 
Ø Apresentam coloração bastante variada. 
Ø Sua fisiologia esta centrada no bombeamento 
unidirecional da corrente de água 
Esponjas 
Organização das Esponjas 
Ø São animais diblásticos 
Ø  Não possuem tecidos 
verdadeiros 
Ø Um tecido verdadeiro 
possui: 
Ø  junções comunicantes 
Ø  lâmina basal 
Organização das Esponjas 
Ø As células possuem grande mobilidade 
Ø Suas principais células são: 
Ø Arqueócitos (células totipotêntes) 
Ø Coanócitos (alimentação e respiração) 
Ø Pinacócitos (revestimento) 
Ø Esclerócitos (produção de espículas) 
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Reagregação 
Reagregação da esponja 
Malha de nylon 
Células isoladas Esponjas 
Cultura 
sandwich 
Reagregação 
Arqueócitos 
Nucléolo marcado e 
citoplasma vacuolizado 
Totipotentes: originam todos os outros 
tipos celulares (semelhante as células-
tronco em vertebrados) 
Macrófagos ativos (partículas e outras 
células) 
Também secretam colágeno 
Lofócitos 
Secretam a matriz extracelular (colágeno fibrilar) 
Esclerócitos 
Megascleras (principais e de tamanho maior) 
Microscleras (secundárias e de 
 tamanho menor) Nomenclatura segundo a forma 
em ~230 tipos diferentes. 
Secretam o esqueleto 
inorgânico 
(espículas de sílica e 
carbonato de cálcio). 
Pinacócitos 
Pinacoderme 
Dispostas em camada unicelular 
Podem também fagocitar alimento 
Sem lâmina basal desenvolvida 
Contato direto com o meio externo 
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Coanócitos 
Flageladas 
Câmara coanocitária 
Dispostas em camada unicelular 
Sempre em grupos 
Organização das Esponjas 
Ø Seus principais “tecidos” são: 
Ø Pinacoderme 
Ø Mesoílo 
Ø Coanoderme. 
Ø Nestes “tecidos” podemos encontrar 
espículas e fibras de espongina que tem 
funções estruturais na esponja. 
Organização das Esponjas 
•  Sua fisiologia esta focada principalmente 
em torno de seu sistema aqüífero. 
•  O sistema aqüífero permanece em constante 
reorganização 
•  Através dele se processa sua respiração, 
alimentação e reprodução 
Sistema aqüífero 
Cubo Volume Superfície Sup x Vol 
2m3 8m 24m 3,00 
3m3 27m 54m 2,00 
4m3 64m 96m 1,50 
5m3 125m 150m 1,20 
6m3 216m 216m 1,00 
7m3 343m 294m 0,86 
8m3 512m 384m 0,75 
Volume X Superfície Organização 
Ósculo 
(Siconóide) Poro 
Átrio 
Ósculo 
(Asconóide) Poro 
Ósculo 
(Leuconóide) 
Poro 
Mais eficiente 
Não há relação evolutiva!! 
Mais comum 
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Alimentação 
•  Filtração não seletiva. 
•  Partículas menores que 0,05 mm 
•  Grande capacidade de captação de bactérias 
do meio (ca. 98%) 
•  1 Kg de esponja filtra 13000 litros/dia 
Esponjas Carnívoras 
 
 
Esponjas carnívoras Taxonomia das Esponjas 
•  A classificação das esponjas se dá pelo 
estudo: 
– Morfologia Externa 
– Morfologia Interna 
•  Forma das espículas 
•  Arranjo da arquitetura esquelética 
Classificação e Filogenia 
 
Classe Homoscleromorpha 
 
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Classe Homoscleromorpha 
 
Demospongiae 
Maior grupo (~95%) 
Ocorrem em todos os ambientes 
aquáticos do planeta 
 
Único grupo com representantes 
em ambientes dulciaquícolas 
 
Possuem espículas silicosas e/
ou fibras de espongina ou 
nenhum dos dois. 
 
 
Maiores tamanhos 
Esqueleto variado 
Classificação de Demospongiae 
13 ordens 
1000 gêneros (apenas ~500 considerados válidos) 
Identificação baseada em: 
Tipos de esqueleto 
Organização do esqueleto 
Características gerais do animal 
Bastante complexa: 
Esterráster 
Triênio 
Oxiesferáster 
Tiloto 
Estilo 
Sigma 
Óxea 
Micróxea 
Toxa 
Anisoquela 
Classificação: Tipos de esqueleto 
Megascleras 
Microscleras 
Fibras (colágeno) 
Fibras de colágeno 
Fibras reticuladas 
Classificação: Organização do esqueleto 
Reticulado 
Axial 
Confuso 
Fibras primárias 
 e secundárias 
Classificação: Cor, forma, textura 
e consistência 
As mais variadas 
possíveis... 
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Classe Demospongiae Calcarea 
Espículas de Carbonato de Cálcio 
Tamanho geralmente pequeno 
Até 300 metros de profundidade 
Classe Calcarea Hexactinellida 
Espículas de Sílica com seis raios 
Grandes profundidades (até 10.000 metros) 
Organização celular sincicial 
“Esponjas de vidro” 
Classe Hexactinellida 
Ecologia 
 
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Locomoção 
Larvas, Tethya 
Reprodução 
Sexuada Assexuada 
Brotamento 
Maioria hermafrodita 
Maioria vivípara 
Gêmulas 
Óvulo Espermat. 
Maioria com fecundação interna 
Reprodução Sexuada 
Parenchymela Amphiblastula 
Liberação de gametas 
Reprodução Sexuada 
n  Esponjas vivíparas: 
n  Gametogênese não-localizada 
n  Coanócitos – espermatócitos – espermátides - espermatozóides 
n  Arqueócitos – ovócitos 
n  Esperma lançado na água 
n  Captura do esperma pela fêmea nos coanócitos 
n  Coanócitos – células carreadoras: FECUNDAÇÃO INDIRETA 
n  Zigoto – larva planctônica 
 
n  Esponjas ovíparas: 
n  Esperma e ovócitos lançado na água 
n  Fecundação externa 
n  Zigoto – larva planctônica 
 
 
Reprodução 
n  Tipos de Larvas 
Trichimella 
(Hexactinellida) 
Amphiblastula 
(Calcaronea) 
Cinctoblastula 
(Homosclero- 
morpha) 
Coeloblastula 
(Tetractinomorpha) 
Parenquimela 
(Ceractinomorpha) 
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Larvas X Adultos 
Larvas Adultos 
Vida livre Sésseis 
Horas a dias Meses a milênios 
Lecitotróficas Planctotróficos 
Mortalidade alta Mortalidade baixa 
Reprodução Sexuada 
Ø Duração: 
Ø Clathriidae: de 2-3 horas 
Ø Polymastia: 18-20 dias 
Ø Esponjas que atrasam o assentamento das 
larvas tem taxas de mortalidades 6 x maiores do 
que as que se assentam no tempo correto 
Ø  Graças a esta limitada capacidade de dispersão 
as esponjas são um excelente instrumento de 
estudo para biogeografia. 
Ecologia da larva: 
-  Planctônicas ou reptantes, 50 µm a 5 mm 
-  Vida livre curta: pk 3-48 h 
-  Halichondria – 60 h pk 
-  Tethya, Cliona – vida curta pk 
-  Crambe crambe – 0 h-2 d pk (max. 7 d) 
-  Ophlitaspongia – 24 hs superfície em água calma 
-  Scypha sp. – fototaxia negativa 3 d 
-  Microciona – 2 hs pk + 2 h reptação 
-  Halichondria moorei - reptação 
-  Polymastia – blastula 15-20 d reptação 
-  Tetilla serica – sem larva 
 
Halichondria (reptante) 
Haliclona (natante) 
Phorbas (natante) Spongia (natante) 
Vida larval, fixação e metamorfose 
 
Ephydatia (natante) Fixação 
- Liberação: de manhã, parada de 
circulação da água do aquário 
- Nado em espiral, sentido horário 
ou anti-horário 
- 1 cm/s 
- Reações a estímulos: luz, 
gravidade, turbulência 
- Seleção de substrato (estrutura e 
orientação) 
- Mortalidade pré-fixação: 
predação (Pomacentrus) e fatores 
físicos (estenotérmicas)