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Exercícios Fertilidade do solo e Nutrição das plantas

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profundidades de incorporação do calcário sobre a produtividade de soja. Justifique o observado.
Se o sorgo tivesse sido irrigado sempre que necessário, qual deveria ser o efeito da profundidade de incorporação sobre sua produtividade?
Algumas plantas possuem sistemas radiculares extensos e profundos, o que amplia o volume de solo explorado de forma considerável. Quando o solo apresenta impedimentos físicos ou químicos à penetração das raízes, a água que existe na camada abaixo dos mesmos fica inacessível para as plantas. Desta forma a maior produção de sorgo pode se explicar com o fato de que a incorporação de calcário em camadas profundas permitiu o crescimento do sistema radicular da cultura fazendo com que este alcançasse a água em camadas profundas de solo e produzisse mais consequentemente. Em condições de solo irrigado não existe o aumento de produção com a incorporação de calcário em camadas profundas, porque as raízes não precisam de crescimento extenso por água.
A “quinta aproximação” recomenda, para a cultura do milho, doses de N variando entre 50 e 80 kg ha-1. Em algumas condições de solos nos Estados Unidos, o milho recebe algo em torno de 400-500 kg ha-1 de N. Comente sobre essa diferença.
Os solos Estadunidenses são pobres em matéria orgânica, a qual caracteriza a maior reserva de nitrogênio dos solos. Para o nitrogênio da Matéria orgânica ficar disponível às plantas é preciso a amonificação seguida da nitrificação. Outro fator e o alto teor de umidade e de precipitação, pelo fato de o nitrogênio apresenta alta dinamicidade no solo, perdendo-se com facilidade por lixiviação e volatilização há a necessidade de utilizar de uma aplicação mais intensiva, assim a planta conseguirá requerer a quantidade necessária para seu desenvolvimento.. 
Um fazendeiro diz que tem usado, como fonte de N, uréia ou sulfato de amônio com resultados semelhantes, entre as duas fontes. Um outro, diz que toda vez que utiliza uréia, os resultados são inferiores àqueles obtidos com a aplicação de sulfato de amônio. Como você justificaria a diferença de resultados obtidos pelos fazendeiros?
A diferença encontrada entre os resultados das fontes pode ter sido causada pela interferência de diversos elementos. Pode ter sido pela aplicação de ureia em condições de ambiente e manejo que beneficiam a perda (lixiviação, volatilização, erosão. Outro fator a ser considerado é a concentração de nitrogênio em cada uma fonte, levando em consideração que a ureia é possui um teor mais elevado que o sulf. Amônio. 
Por que não se dispõe de métodos analíticos adequados a laboratório de rotina para estimar a disponibilidade de N?
O nitrogênio apresenta alta dinamicidade no solo, perdendo-se com facilidade por lixiviação e volatilização, sendo assim de difícil análise nas amostras de solo. 
Um fosfato natural cálcico, de baixa reatividade, aplicado alguns meses antes da calagem, será uma fonte mais efetiva de P para as plantas do que quando aplicado depois de calagem. (F ou V) Justifique.
Verdadeiro, porque são pouco reativos no solo, isto é, não ocasionam efeito instantâneo no solo. Além de fornecer fósforo, o fosfato auxiliar no fornecimento de calcário no solo, uma vez que, contribui para a elevação do pH do solo. Com um solo mais básico, a acessibilidade de fósforo para as plantas será maior. 
O extrator Mehlich-1 é o “fim-da-picada” para solos que receberam fosfato de Araxá. (F ou V) Justifique.
Verdadeiro, porque o extrator de Mehlich-1 é desvantajoso pela extração preferencial de compostos cálcicos, que levam a valores de fósforo extraíveis, sendo superestimados em solos alcalinos que possuem fosfato de cálcio, ou em solos de origem ácida, os quais recebem adubação com fosfatos naturais.
Qual é o efeito do tempo sobre o fosfato de Araxá, aplicado em um solo, como fonte de fósforo para as plantas? Justifique.
O fosfato de Araxá tende a aumentar sua eficiência ao longo dos anos, quando o solo é sujeito ás práticas normais de preparo (aração e gradagem), no sistema convencional de produção que levam a uma mistura do mesmo na camada arável, já que é de baixa reatividade. 
Por que falta de água em solos menos intemperizados, como em alguns do Nordeste, não afeta tanto a difusão de fósforo como em solos mais intemperizados, como os de cerrado, em geral? Justifique.
O fósforo em solo pouco intemperizado está mais explícito em sua composição. Enquanto que em solos vítimas de maior ação do intemperismo, o fósforo é móvel desde que se tenha água o bastante, por sua menor mobilidade no solo. 
Por que os níveis críticos pelo extrator de Mehlich são menores em solo argilosos do que em arenosos?
A argila desgasta o extrator Mehlich-1. A argila é a porção do solo que possui maior quantidade de carga negativa. Dessa forma, o fósforo se associa mais fortemente a essas partículas, fazendo com que a quantidade de fósforo removida pelo extrator seja menor do que para solos arenosos. 
Um solo apresenta 120 mg dm-3 de P-disponível pelo Mehlich-1. O proprietário, desejando plantar tomate nesse solo, pergunta-lhe sobre a recomendação de adubo fosfatado. O que você lhe diz?
Para os fertilizantes fosfatados, a porcentagem de absorção pela planta é de aproximadamente 10% (muito baixa). O que sobra fica no solo, na forma de resíduo, onde plantas daninhas podem absorvê-lo, e também pode ser transportado pela água ou ser retido por partículas do solo. 
Um vendedor de adubos argumenta que, desde que as fontes de P sejam solúveis, qualquer uma que o fazendeiro adotar, seja superfosfato simples ou fosfato monoamônico a efetividade do produto como fonte de P para as plantas é a mesma. O que você acha? Justifique.
O vendedor está equivocado, pois o MAP tem difusão muito maior do que o superfosfato simples, mesmo com água em quantidades adequadas para dois fertilizantes.
Entusiasmado com o “milagre” do gesso, um agricultor resolveu conduzir um experimento em sua propriedade para testar o efeito da aplicação de 1,5 t gesso/ha (juntamente com a dose de calcário recomendada, segundo a análise do solo) sobre o comportamento de duas culturas, obtendo os seguintes resultados:
	Culturas
	Calcário + 1,5 t gesso
	Calcário sem gesso
	Soja (kg/ha)
	2.650
	2.562
	Tomate (kg/ha)
	11.520
	28.200
Justifique os resultados encontrados.
O gesso é um considerável insumo agrícola, porém, por sua natureza, tem sua aplicação delimitada a particularidades bem determinadas, dado que o uso abusivo e sem critérios pode ocasionar problemas em vez de benefícios para o agricultor. A adição de gesso teve resposta distinta nas duas culturas citadas, uma vez que cada cultura irá se proceder ou carecer de uma suplementação diferente conforme o balanço de outros fatores exigidos pela cultura. A adição do gesso, dessa maneira deve estar aliada aos teores de cálcio, de enxofre, de P2O5, de flúor, de magnésio, à presença de micronutrientes e de outros elementos o que irá influir na utilização do gesso agrícola para os fins desejados. De acordo a utilização de gesso como fonte de cálcio para as culturas, levam-se em observação algumas perspectivas importantes: há contrastes entre as culturas quanto à demanda de cálcio, plantas como tomate têm maior resposta ao elemento, enquanto espécies florestais como o eucalipto são pouco exigentes ao cálcio. 
Freqüentemente, o sintoma de deficiência de molibdênio caracteriza-se por clorose uniforme das folhas mais velhas (deficiências de N). Comente, procurando considerar plantas como o milho e a soja.
O molibdênio age em um papel imprescindível na assimilação do nitrato que é absorvido pelo milho, procedendo à nível da redutase do nitratro. , qualquer déficit do elemento pode prejudicar o metabolismo do nitrogênio, diminuindo a eficiência das culturas. A aplicação de molibdênio é eficaz em solos com pH abaixo de 5,5 e a soja apresentando sintomas de deficiência em fase inicial de desenvolvimento, pelo amarelecimento das folhas, ocasionada pela baixa eficiência