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O ensino de ciências naturais em espaços não formais

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O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAS EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS* 
 
Ricardo Moreira de Queiroz
1
 
Hebert Balieiro Teixeira
2
 
Thaiany Guedes da Silva
3
 
 
 
RESUMO 
O presente texto é fruto de uma pesquisa realizada no Parque Municipal do Mindu localizado no 
perímetro urbano de Manaus, no bairro do Parque Dez de Novembro. O texto Desenvolve-se 
através da prática educacional, propiciando uma educação científica através dos espaços não 
formais. Desenha-se um movimento da fenomenologia dos processos/produtos didáticos baseados 
nas ciências (empíricas e teóricas). Aplicou-se este processo em situação concreta no ensino das 
Ciências. A conservação dos recursos naturais é imprescindível para uma melhor qualidade de vida 
e a educação em espaços não formais, vem de contraponto para o conhecimento científico e para 
conscientização do meio em que vivemos. A utilização desses espaços não formais de Ensino 
auxilia no processo de ensino e aprendizagem e torna as aulas nestes espaços, motivacionais e 
inspiradoras devendo o professor assumir o fazer pedagógico com a responsabilidade e de 
proporcionar ao estudante, o privilégio de construir o conhecimento científico. 
PALAVRAS-CHAVE: Espaços não formais. Conceitos científicos. Educação científica. 
 
 
Introdução 
 
Esta pesquisa abordou o parque do Mindu como um dos recursos naturais e metodológicos 
para a prática pedagógica do professor na formação do estudante, pois entendemos que o Ensino de 
Ciências deve privilegiar espaços de ensino não formais, que possibilitem ao estudante a 
ressignificação de saberes adquiridos no contexto da sua experiência, para um processo de 
aprendizagem através da junção entre a teoria com a prática. 
A utilização desses espaços não formais auxilia no processo de ensino e aprendizagem, 
sendo uma responsabilidade dos professores para com a educação, devendo estes assumir o fazer 
pedagógico com a responsabilidade de proporcionar ao estudante o privilégio de construir o 
conhecimento científico de forma prazerosa e signicativa. Pois a partir de uma visão geral do 
ecossistema o qual Odum (1983), nos fala, esclarecendo que a interação dos ambientes produz os 
 
* Trabalho publicado nos anais do I Simpósio de Educação em Ciências na Amazônia. Programada Pós-Graduação em 
Educação em Ciências na Amazônia. Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, Amazonas, Brasil. 2011. ISSN: 
2237-146x 
1
 Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia. Bolsista FAPEAM. 
ricardomdequeiroz@hotmail.com 
2
 Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia. Bolsista CAPES. 
balieiroteixeira@yahoo.com.br 
3
 Acadêmica do Curso de Pedagogia, da Universidade do Estado do Amazonas. silva.thaianyguedes@gmail.com 
sistemas funcionais característicos, e que um sistema consiste em componentes interdependentes 
que interagem regularmente e formam um todo unificado. 
Entendemos que o professor deve aproveitar mais dos espaços não formais como recurso 
metodológico para a produção e ampliação do conhecimento dos estudantes, tendo em vista que é a 
partir da interação entre teoria e prática que o conhecimento floresce no estudante de forma mais 
eficaz. Assim, podemos perceber a importância dos espaços não formais para melhor aliar seus 
recursos aos conteúdos trabalhados em sala de aula, construindo com uma educação científica. 
Segundo Rocha e Terán (2010) estes espaços não formai de educação não estão sendo totalmente 
explorados, isto é, o professor ao levar seus alunos a este ambiente, não utiliza-se de todo potencial 
educativo que ele pode proporcionar. 
É saliente informar que, assim como no parque do Mindu, existem outros espaços não 
formais que proporcionam a interação entre conhecimento inato, subjacente no estudante, e o 
adquirido, pois a partir das bases científicas, o profissional da educação pode auxiliar o estudante a 
compreender o que acontece ao seu redor de forma científica explorando o seu meio. 
 
 
Breve histórico do Parque Municipal do Mindu 
 
O Parque Municipal do Mindu, como local de educação científica, localizado no perímetro 
urbano de Manaus, foi criado em 1992 com o objetivo de tornar-se uma área de interesse ecológico. 
Administrado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente – SEDEMA, 
voltado às atividades científicas, educativas, culturais e turísticas, possui uma área de 330.000 m² 
(33 ha) da mata remanescente dentro do Município de Manaus. 
O local onde está instalado o Parque do Mindu é um dos últimos refúgios do sauim-de-
coleira, macaco ameaçado de extinção que existe na região de Manaus, bem como, de outros 
animais da biosfera amazônica. Em 1996 a Prefeitura de Manaus implantou toda a infra-estrutura do 
parque, através de um moderno projeto arquitetônico, bem integrado à floresta em forma e escala, 
permitindo a perfeita interação entre homem e meio ambiente. Com a urbanização das trilhas, 
tornou-se possível caminhar, com segurança, através de quatro ecossistemas distintos: mata de 
capoeira secundária, mata de terra firme, mata de baixio; e áreas degradadas, que ainda sofreram 
com a ação do homem, pois com o passar do tempo o espaço está sendo deteriorado pela própria 
população ao poluir as áreas do igarapé. Ultimamente o Parque tem apresentado diversos problemas 
estruturais por falta de um investimento em sua manutenção. 
O Mindu possui biblioteca com um centro de informações sobre meio ambiente, 
estacionamento, anfiteatro (atualmente em reforma) para cerca de seiscentas pessoas, canteiros de 
ervas com propriedades medicinais e aromáticas, orquidário, trilha suspensa e sinalização. 
 
 
A importância da educação científica nos espaços não formais 
 
A prática pedagógica, sob a ótica da educação em espaços não formais, deve desenvolver-
se a partir da capacidade de observação do meio ambiente natural, cultural e artificial, de forma que 
os estudantes possam descrever as inter-relações presentes neste ambiente, proporcionando uma 
análise do processo desenvolvido no local da prática de campo. 
Propomos a metodologia da educação científica em espaços não formais no ensino das 
ciências por entendemos que: deve haver no estudante o reconhecimento das principais relações 
entre os seres vivos, a compreensão de como ocorrem estas relações de sobrevivência e 
dependência dos mesmos, a exploração e a observação deste ambiente, de forma a identificar os 
efeitos da ação antrópica no meio ambiente. Esta compreensão na nossa concepção, só se dará 
através de uma educação científica com base nos espaços não formais, pois os estudantes poderão 
apropriar-se dos conceitos científicos teóricos da sala de aula e percebê-los na sua prática. 
A observação deve seguir as orientações do professor, que ao escolher um ecossistema 
adequado para o trabalho, levando em conta os conteúdos trabalhados em sala de aula, deve pedir 
aos estudantes para observarem e descreverem as principais interações entre os seres vivos em seus 
cadernos, relatando as observações realizadas referentes às relações harmônicas e desarmônicas 
entre estes seres vivos. A partir daí, buscar entender na prática as relações entre os seres vivos. O 
professor neste momento deve agir como mediador nesse processo, pois de acordo com Hard et.ali. 
(2010), a função do professor é incentivar a observação, perguntar aos alunos o que eles notaram e 
esclarecer dúvidas. 
 
 
Os resultados de uma educação em espaços não formais 
 
O Parque Municipal do Mindu proporciona ao professor, como ao estudante, a 
oportunidade de observação a partir do portão de entrada, pois é um lugar em que podemos 
encontrar