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Resumo_da_disciplina_Teoria_Geral_do_Processo_-_TGP_Ada,_Cintra_e_Dinamarco

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prevalece o Princípio do Juiz Natural(aquele juiz que recebe competência para julgar determina conflito de interesse, só ele pode julgar. Ex. se alguém bate o carro no carro do Presidente do Tribunal de Justiça ele não pode escolher um Juiz para julgar o processo, o julgamento é feito pelo Juiz Natural). Se o processo for julgado por quem não tem competência, esse processo pode ser(porque existe competência Relativa ou Absoluta) nulo ou anulado.
CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO DA COMPETÊNCIA
Estão contidos no Art. 12 da LICC – Lei de Introdução ao Código Civil, reproduzido pelos Artigos 88 e 89, do CPC. A Competência da Justiça Brasileira está assim dividida:
1)- COMPETÊNCIA INTERNACIONAL DA JUSTIÇA BRASILEIRA(ARTS. 88 E 89, CPC) - É a competência que tem a Justiça Brasileira para julgar estrangeiros.
- Se o réu for domiciliado no Brasil, qualquer que seja a nacionalidade(Art. 88, I, CPC); 
- Se a obrigação tiver que ser cumprida no Brasil(Art. 88, II, CPC);
- Se a ação surgir de ato ou fato praticado no Brasil e também A Pessoa Jurídica estrangeira que tenha filial no Brasil(Art. 88, III, CPC). Exemplo:. se um americano estiver passeando no Brasil e cometer um crime aqui, ele será processado no Brasil). 
- Imóveis situados no Brasil(Art. 89, I, CPC);
- Inventário de bens situados no Brasil(Art. 89, I, CPC)
2)- COMPETÊNCIA INTERNA DA JUSTIÇA BRASILEIRA - É a competência que têm os órgãos de jurisdição para proferir julgamentos dentro do território brasileiro. Para definir a competência entre os órgãos da justiça brasileira são utilizados os seguintes critérios:
a)- CRITÉRIO OBJETIVO – Leva em conta elementos da lide, ou seja, leva em consideração os elementos do próprio processo. CRITÉRIO OBJETIVO 
Dependendo da Matéria, da Pessoa ou do Valor da Causa o julgamento vai ser realizado por um juiz distinto(diferente).
- Em razão da matéria - Dependendo da matéria envolvida na lide o procedimento é diferenciado.
a)- Em razão da matéria(Art.91, CPC) – Por exemplo, se a matéria é trabalhista o julgamento será por um juiz do trabalho, se a matéria é de Família o julgamento será por um juiz de uma Vara de Família, etc.
- Em razão da pessoa – Dependendo da pessoa envolvida na lide o procedimento é diferenciado.
b)- Em razão da pessoa – Dependendo da pessoa envolvida no processo a competência e de determinado juiz. Por exemplo, se um crime for cometido por um Governador de Estado, o julgamento será julgado pelo TJ e não pelo juiz do local, diferentemente se o crime fosse cometido por pessoa comum; Art. 102, I, b, Constituição Federal que outorga competência ao STF para julgar Ministros de Estado; Art. 109, I, CF, que outorga competência especial para causas envolvendo a União.
c)- Em razão do valor da causa(Art.132, CPC) – O valor da causa critério utilizado para determinar qual juiz fará o julgamento. Por exemplo, as causas com valor de até 40 salários mínimos pode(opção do autor) ser julgado pelo Juizado Especial Civil(lei 9099/95).
- Em razão do valor da causa - Dependendo do valor da causa envolvida na lide o procedimento é diferenciado.
CRITÉRIO FUNCIONAL(ART.132, CPC)
O Legislador parte do pressuposto que num mesmo processo(não no mesmo instante, mas em instâncias distintas) mais de um juiz pode proferir decisão. Por esse critério o Legislador estabelece quando começa e até onde vai a competência de cada juiz no processo. b)- CRITÉRIO FUNCIONAL – A competência é estabelecida de acordo com a função do julgador(mais de um juiz pode ter função em determinados processos. Ex. No Tribunal a competência do julgamento é de mais de um juiz e em primeiro grau é julgamento monocrático).
CRITÉRIO TERRITORIAL
c)- CRITÉRIO TERRITORIAL – A competência é estabelecida levando em conta elemento geográfico, ou seja,m o Juiz de Araraquara só tem competência dentro da Comarca de Araraquara, o de São Carlos só tem competência dentro da Comarca de São Carlos, e assim sucessivamente.
O Legislador atribuiu competência para o julgamento dentro do Território nacional. Por esse critério são estabelecidas regras para definir a competência de cada juiz dentro do território nacional. Por esse critério as regras para julgamento são as seguintes:
1)- FORO GERAL(ART. 94, CPC) 
a)– Ações Pessoais e Ações Reais Sobre Bens Móveis - O julgamenrto será no local de domicílio do réu;
b)– Réu com vários domicílios(Art.94,§ 1°, CPC) – O julgamento pode ser em qualquer um dos endereços;
c)– Réu com domicílio incerto(Art.94,§ 2°, CPC) – O julgamento será onde o réu for encontrado ou no domicílio do Autor;
d)– Réu sem domicílio(Art. 94, § 3°, CPC) – O julgamento será no local de domicílio do Autor, ou em qualquer foro;
e)– Ação contra vários réus com domicílios diversos(Art.94,§ 4°, CPC) – O julgamento será no local de domicílio de qualquer um dos réus, por opção do Autor da Ação.
2)- FORO ESPECIAL – São critérios especiais estabelecidos pelo Legislador para determinados julgamentos, que são(alguns):
a)- Foro de ações de bens reais imobiliários(Art.95, CPC)- O local de julgamento será aquele onde está situada a coisa, podendo o autor optar pelo Foro de Eleição(aquele estabelecido pelas partes em contrato).
b)-- Foro de sucessões(Art. 96, CPC) – O local de julgamento será o local de domicílio do autor da herança.
c)- Foro de incapazes(Art. 98, CPC) – O local de julgamento será no local de domicílio do Representante do incapaz.
d)- Foro de pessoas jurídicas(- Art. 100, IV, "a", "b", "c" e "d", CPC) - Existem 4 hipóteses:
- Local da sede da empresa;
- Local onde a obrigação foi contraída, se for filial;
- Local da atividade principal se a empresa carece de personalidade jurídica;
- Local do cumprimento da obrigação, se houver exigência para tal;
e)- Contra a União(Art. 109, § 2º, CF) – Existem 4 opções, a critério do autor:
- Distrito Federal;
- Domicílio do autor;
- Local do bem;
- Local dos fatos. 
f)- Contra Estados, Municípios e Pessoas Jurídicas Privadas(Art. 100, IV, "a" e "b", CPC) – O foro é o local da sede da Pessoa Jurídica.
g)- Foro de separação e divórcio(Art 100, I, CPC)- O foro será o local de domicílio da mulher. 
h)- Foro de ações de alimentos(Art. 100, II, CPC) – O foro será o local de domicílio do Alimentando(aquele que vai receber os alimentos).
i)- Foro de acidente de veículos(Art.100, § único, CPC) – O foro será o local de domicílio do autor ou local do fato.
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO NO PROCESSO PENAL
- Em regra, a competência é do Juiz do lugar do fato (Art. 70, CPP);
- Na tentativa, a competência é do juiz do local de realização do último ato(Art. 72, CPP)
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE AÇÕES TRABALHISTAS
Em regra, é competente para julgar causas trabalhistas o juiz do local da prestação dos serviços, independente do domicílio do empregado(Art. 651, CLT). A exceção é para ações de empregados que prestam serviços em locais diversos(ex.: o viajante). Nesse caso o julgamento é no local da sede da empresa ou no local onde esta possuir filial.
COMPETÊNCIA
É aquele poder que o órgão judicial ou o juiz recebe para poder proferir uma decisão, resolver o conflito de interesses. Não pode resolver conflito quem não tem competência para tal. Essa competência é outorgada pela lei(Constituição e leis infraconstitucionais).
PRINCÍPIO DO JUIZ NATUTAL(ART. 5°, LIII, CF)
É uma garantia constitucional. Significa que a Constituição Federal estabelece que ninguém será julgado ou sentenciado senão pela autoridade judiciária competente, pelo juiz que a lei outorga poder(antes do fato). Fora disso o julgamento será nulo. Essa Competência pode ser de duas ordens:
1)- COMPETÊNCIA ABSOLUTA – A Competência Absoluta tem as seguintes características:
a)- Leva em conta o interesse público - É a primeira e maior característica da Competência Absoluta. A Competência Material é Absoluta(ex.: o Juiz do Trabalho não pode julgar matéria criminal porque o interesse público faz com que a matéria criminal não seja da sua competência,