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02. REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO

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limitada passou a ser eficácia contida. 
Esta transformação não é aceita pela maioria porque o fato de ser plena, contida ou limitada decorre de uma vontade do constituinte. Não é o legislador ordinário ou até mesmo o entendimento do STF que vai modificar este status das normas em termos de eficácia constitucional.
No CESPE a questão era colocada como verdadeira que uma norma constitucional não passará de norma de eficácia limitada para norma de eficácia contida segundo o entendimento do STF ou de um legislador infraconstitucional. Vale o estabelecimento do constituinte. 
Direito da continuidade dos serviços e o princípio da exceptio non adimpleti contractus. Este princípio da exceção do contrato não cumprido é aplicado junto aos contratos nos quais figuram como parte a Administração Pública. Se em até 90 dias a Administração Pública não pagar com suas obrigações, a empresa poderá suspender o serviço contratado com ela. 
A regra da exceptio não é aplicada de imediato em nome do princípio da continuidade e da essencialidade que representa os serviços da Administração, mas é mitigada, pois será aplicada aos contratos administrativos a partir dos 90 dias.
Art. 78, 8666/1993 -  Constituem motivo para rescisão do contrato:
(…)
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou executados (exceptio non adimpleti contractus mitigado), salvo em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação; (...)
 
	A posição da doutrina tradicional é de que não haveria a possibilidade de aplicação do princípio da exceptio dentro dos contratos administrativos. Mas, esta é uma posição ultrapassada, prevalece pela aplicação da exceptio segundo a maioria da doutrina.
PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA
O princípio diz que a administração poderá fazer a revisão de seus próprios atos. Poderá revê-los segundo os seguintes instrumentos:
Súmula 346, STF - A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PODE DECLARAR A NULIDADE DOS SEUS PRÓPRIOS ATOS. 
Súmula 473, STF - A ADMINISTRAÇÃO PODE ANULAR SEUS PRÓPRIOS ATOS, QUANDO EIVADOS DE VÍCIOS QUE OS TORNAM ILEGAIS, PORQUE DELES NÃO SE ORIGINAM DIREITOS; OU REVOGÁ-LOS, POR MOTIVO DE CONVENIÊNCIA OU OPORTUNIDADE, RESPEITADOS OS DIREITOS ADQUIRIDOS, E RESSALVADA, EM TODOS OS CASOS, A APRECIAÇÃO JUDICIAL. 
	Professora Di Pietro diz que esta autotutela que possui a administração é a exigência do dever de zelo, de cuidado da administração. Este entendimento vem do próprio nome do princípio.
PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE
A pessoa jurídica da administração direta, para criar qualquer das pessoas jurídicas da administração indireta, deverá editar uma lei. A lei criará efetivamente ou autorizará a criação da pessoa jurídica.
Esta lei indicará a FINALIDADE ESPECÍFICA que terá cada uma destas pessoas jurídicas. Esta vinculação da pessoa jurídica à finalidade específica para a qual foi criada é a essência da aplicação do princípio da especialidade. 
PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE
Este princípio da presunção de legitimidade está ligado a dois desdobramentos:
 
	A presunção de legitimidade é RELATIVA (iuris tantum). Normalmente quem alega é o administrado; e o ônus da prova caberá a quem alega a informação.
	Qual é a consequência prática da presunção de legitimidade? Praticado um ato administrativo, ele mediante a presunção, será aplicado desde já. Há APLICAÇÃO IMEDIATA DO ATO ADMINISTRATIVO como decorrência deste princípio da presunção da legitimidade.