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09. SERVIÇOS PÚBLICOS

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a determinação constitucional); a prestação do serviço de segurança pública também é incluída neste contexto.
Art. 21, CF - Compete à União:
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Estado tem a obrigação de prestar, sendo a sua prestação de forma direta ou de forma indireta o serviço público;
O Estado tem liberdade para escolher se a prestação do serviço público será realizada de forma direta ou de forma indireta (sendo prestado o serviço nesta hipótese pelo particular). 
De agora em diante, neste material serão estudados estes serviços públicos delegados, com a sua prestação de forma indireta, pelos particulares, contratados pelo Estado, pela Administração.
Há desta forma, um caso de DESCENTRALIZAÇÃO que poderá ser efetuada através da outorga ou através da delegação (que poderá ser feita por lei, por contrato ou por ato administrativo).
A delegação realizada por lei já foi estudada anteriormente (quando da constituição e criação das pessoas jurídicas da administração indireta).
Será estudada agora a descentralização por delegação por contrato ou por ato administrativo unilateral: 
Contrato de Concessão de Serviço Público
INTRODUÇÃO
	É importante não confundir o contrato de concessão de serviço público com a chamada concessão de uso de bem público (que nada mais é que a transferência dada pela Administração para que o particular faça a utilização de um bem público).
	Em 1995 o Governo Federal aprova a lei 8987/1995 que cuida dos contratos de concessão e de permissão de serviço público. Posteriormente, no ano de 2004, o Governo Federal também apresenta ao Congresso Nacional o projeto de lei da Parceria Público-Privada (PPP). Alguns questionamentos surgiram neste momento:
Qual é a natureza jurídica da PPP? Congresso Nacional e os elaboradores da lei decidiram que se deveria realizar a PPP através de um contrato da espécie de concessão. 
E como diferenciar a concessão da PPP com a velha concessão da lei 8987/1995? Decidiu o Congresso Nacional e os elaboradores da lei chamar de velha concessão da lei 8987/1995 de concessão comum e a nova concessão da PPP de concessão especial, prevista na lei 11.079/2004. Esta última lei foi alterada pela lei 12.409/2011.
O ideal é que se estude primeiro a concessão comum; sabendo bem seu regramento, deve-se estudar a lei da parceria público-privada, para delimitar as suas especialidades.
	Neste estudo primeiramente desta forma também será feito. Primeiramente será estudado o regramento geral da concessão comum, e depois será feita a análise da concessão especial da parceira público-privada.
CONCEITO DE CONCESSÃO
	A concessão é uma delegação de serviço público, isto é, a transferência da execução do serviço, pelo poder concedente, o ente político que possui o serviço em sua órbita de competência, para um particular, que será o concessionário.
	É a Constituição Federal que delimita qual ente político possui a titularidade de determinado serviço. Caso o serviço não esteja previsto na Constituição, será delimitada a competência do ente responsável pelo serviço através de seu interesse:
Se serviço de interesse nacional: competência da União;
Se serviço de interesse regional: competência dos Estados-membros;
Se serviço de interesse local: competência do Município ou do Distrito Federal.
Receberá a concessão de serviço, isto é, a delegação contratual, os particulares, que serão chamados de concessionários. A lei não permite a concessão de serviço público realizada à pessoa física; poderá ser transferido o serviço pelo contrato de concessão apenas para a pessoa jurídica ou para um consórcio de empresas (empresas reunidas, especializadas em áreas diferentes, para atender a transferência do serviço público de modo eficiente).
FORMALIZAÇÃO DA CONCESSÃO ATRAVÉS DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
LICITAÇÃO		
A concessão será formalizada através de contrato administrativo, com a devida licitação prévia. E a modalidade licitatória utilizada nesta hipótese será, obrigatoriamente, a modalidade de concorrência.
Art.23, lei 8666/1993
§ 3o  A concorrência é a modalidade de licitação cabível, qualquer que seja o valor de seu objeto, tanto na compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o disposto no art. 19, como nas concessões de direito real de uso e nas licitações internacionais, admitindo-se neste último caso, observados os limites deste artigo, a tomada de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
Na licitação da modalidade de concorrência, utilizada para as concessões de serviços, é utilizado o regramento da lei 8666/1993. FALSO. Esta concorrência não segue o regramento da lei 8666/1993 totalmente; segue-se neste procedimento pelo menos a base da lei geral de licitações, mas as peculiaridades do certame estão exatamente na lei 8987/1995:
	Nos seguintes artigos são destacadas as peculiaridades deste procedimento especial da modalidade de concorrência para a licitação do contrato de concessão de serviço público, como diferentes critérios de seleção, procedimento invertido, lances verbais, sendo:
Art. 14, lei 8987/1995 - Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório.
     
Art. 15, lei 8987/1995 - No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes critérios (tipos de licitação): (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) – critério próprio de seleção da proposta dentro do procedimento de licitação da modalidade de concorrência para o contrato de concessão de serviços públicos.
        
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital; (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica; (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
§ 1o A aplicação do critério previsto no inciso III só será admitida quando previamente estabelecida no edital de licitação, inclusive com regras e fórmulas precisas para avaliação econômico-financeira. (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
§ 2o Para fins de aplicação do disposto nos incisos IV, V, VI e VII, o edital de licitação conterá parâmetros e exigências para formulação de propostas técnicas. (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
§ 3o O poder concedente recusará propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis com os objetivos da licitação. (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
§ 4o Em igualdade de condições, será dada preferência à proposta apresentada por empresa brasileira. (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
        
Art. 16, lei