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Síndrome do impacto estagio clinica

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Síndrome do impacto
Definição e estruturas
A Síndrome do Impacto é uma patologia inflamatória e degenerativa que se caracteriza por impactação mecânica ou compressão de determinadas estruturas que se localizam no espaço umerocoracoacromial, especialmente o tendão do supraespinhal, o tendão da cabeça longa do bíceps, a Bursa subacromial e a articulação acromioclavicular. Essa síndrome progride com o efeito acumulativo do impacto, podendo causar microlesões nas estruturas supracitadas com possibilidade de fibrose da Bursa subacromial, tendinite ou até mesmo ruptura do manguito rotador.  Sendo de natureza microtraumática e degenerativa, se caracterizando por tendinite do manguito rotador, compossíveis rupturas tendinosas parciais ou totais. As inúmeras passagens do manguito rotador sob o arco coracoacromial resultam na irritação contínua do tendão do supraespinhal, estrutura com maior acometimento, com aumento da espessura da Bursa subacromial por fibrose, desta forma, o espaço, já comprometido, se torna cada vez mais reduzido¹.
1.1 Base da biomecânica e anatomia tendão do supra espinal ser o mais acometido.
As inúmeras passagens do manguito rotador sob o arco coracoacromial resultam na irritação contínua do tendão do supraespinhal, estrutura com maior acometimento, com aumento da espessura da bursa subacromial por fibrose, desta forma, o espaço, já comprometido, se torna cada vez mais reduzido. A degeneração ocorre pelos constantes atritos causados pela compressão das partes moles contra o arco coracoacromial e a permanência do mecanismo de impacto pode causar lacerações parciais ou totais no manguito rotador. Portanto, o uso excessivo do membro superior em elevação, durante determinadas atividades esportivas ou profissionais, favorece o surgimento da síndrome do impacto. Outro mecanismo que pode predispor um indivíduo para a SIO é a formação anatômica, pois pessoas com acrômio plano e pouca inclinação, presença de esporões na articulação acromioclavicular ou que possuam cabeça umeral posicionada mais superiormente apresentam maiores chances de desenvolver a patologia. Estudos em cadáveres mostram incidência de 80% de rupturas no manguito, associadas com as formas acromiais curvas e ganchosas. A fraqueza dos músculos do manguito rotador também pode levar a uma superiorização do úmero, ocasionando o impacto, além disso, uma hipovascularização tendinosa pode ocorrer, enfraquecendo o tendão do supraespinhal ao nível de sua inserção¹.
Fotos tiradas: Google imagens
Arco doloroso envolvido na síndrome do impacto
Localizam-se pontos de maior sensibilidade à simples pressão digital (inserção Supraespinhoso, longa porção do bíceps, articulação acrômio-clavicular, apófise coracóide, bolsa subacromial) O arco doloroso de Simmonds é frequente. A abdução é dificultada na passagem da grande tuberosidade do úmero sob o acrômio. A manobra de Yergason é positiva para alteração a longa porção do bíceps quando o braço estiver em abdução e o antebraço flexionado em 90 graus. A supinação e a contra resistência despertam dor na corrediça biciptal.Importante é o exame em nível do tendão do Supra-espinhoso, em que se instalam lesões mais graves.Elas se localizam em áreas correspondentes ao assoalho da bolsa subacromial, na qual o tendão do supra-espinhoso se adere totalmente à cápsula articular (LAGO, 2002)².
Fotos tiradas: Google imagens
Alterações ósseas observadas no raio-x
De forma a favorecer a identificação evolutiva da patologia, Neer (16), em 1995, descreveu a fase clínica em três: a fase I é caracterizada por dor aguda, hemorragia e edema, causados pelo uso exagerado do membro superior no trabalho ou esporte, ocorrendo tipicamente em indivíduos jovens até 25 anos, cessando se com o repouso; na fase II fica evidenciado um processo inflamatório acarretando fibrose com espessamento da bursa subacromial e tendinite do manguito rotador, sendo comum em pacientes entre 25 e 40 anos; enfim, na fase III ocorrem lacerações parciais ou totais do manguito rotador ou bíceps braquial associado a alterações ósseas, sendo prevalente em pacientes a partir da 4ª década de vida¹.
Os principais métodos diagnósticos utilizados para identificação das lesões do manguito rotador são ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética, no entrando, o raio x (RX) na incidência ântero-posterior (AP) ou perfil, em vários ângulos, pode auxiliar na identificação de alterações estruturais. A incidência AP com a manobra de rotação interna verifica-se achatamento, esclerose e cistos subacromiais na tuberosidade maior do úmero, na AP com 30º caudal observa-se a presença ou não de osteófito ântero-inferior no acrômio e o RX da escápula, em perfil, possibilita ver a forma do acrômio e pode confirmar a presença do osteófito acromial¹.
 
Fotos tiradas: Google imagens
Músculos que compõem o Manguito rotador e suas funções
O manguito rotador é composto pelos tendões dos músculos subescapular, supraespinhal, infraespinhal e redondo menor, de forma que a fusão destes desenha um capuz que cobre a cabeça do úmero superiormente. A função principal do manguito rotador, além de participarem efetivamente na rotação interna (subescapular), abdução e rotação externa (supraespinhal) e abdução na horizontal e rotação externa (infraespinhal e redondo menor), é a de manter o úmero centralizado na cavidade glenoide durante algum movimento de elevação anterior¹.
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Avaliação
2.1 Avaliação da Goniometria dos movimentos do ombro
	DESCRIÇÃO
	MOVIMENTOS
	GRAUS
	 
O movimento deve ser realizado levando o braço para frente.
	
Flexão de ombro
	
0°- 180°
	
Paralela ao plano sargital, e o braço para trás.
	
Extensão de ombro
	
0°- 45°
	
É o retorno a partir da abdução e ocorre no plano frontal. A adução horizontal ocorre no plano transverso.
	
 Adução de ombro
	
0°- 40°
	
O movimento ocorre no plano frontal. A abdução da artic. glenoumeral é acompanhada por elevação clavicular, seguida por rotação lateral do úmero.
	
Abdução de ombro
	
0°- 180°
	
Para a avaliação goniométrica, esta é abduzida e a artic. do cotovelo é fletida em 90° portanto o movimento teste ocorre no plano sagital.
	
Rotação Medial do Ombro
	
0°- 90°
	
Para a avaliação goniométrica, esta é abduzida e a artic. do cotovelo é fletida em 90° portanto o movimento teste ocorre no plano sagital.
	
Rotação Lateral do Ombro
	
0°- 90°
Tabela baseada no livro da Amélia Pasqual (Manual da Goniometria)³
AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR 
Deltóide anterior
Teste: abdução do ombro com uma discreta flexão, com o úmero com uma ligeira rotação lateral. Na posição sentada ereta é necessário colocar o úmero em ligeira rotação lateral, para aumenta o efeito da força da gravidade nas fibras anteriores.
Pressão: Contra a superfície Antero medial no membro superior, na direção da adução e da extensão discreta4.
Deltóide posterior.
Teste: abdução do ombro com uma discreta extensão, com o úmero com uma ligeira rotação medial. Na posição sentada ereta é necessário colocar o úmero em ligeira rotação medial, para colocar as fibras posteriores em posição antigravitacional4.
Pressão: contra a superfície postero – lateral do membro superior, numa direção obliqua para baixo e a meio caminho entre adução e abdução horinzontal4.
Deltóide médio
Teste: abdução do ombro sem rotação
Fraqueza: acarreta incapacidade de levar o membro superior em abdução contra a força da gravidade4.
Manguito rotador
Supra-espinal: 
Teste: inicio da abdução do úmero
Fraqueza: a fraqueza do músculo ou ruptura do tendão diminui a estabilidade do ombro , permitindo que a cabeça do úmero altere sua relação com a cavidade glenoide4.
M. Infra espinal
Teste: rotação lateral do úmero com o cotovelo mantido em ângulo reto.
Fraqueza: usando uma alavanca a pressão é aplicada na direção da rotação medial do ombro4.
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