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PSICOLOGIA E 
COMPORTAMENTO 
ORGANIZACIONAL 
 
AULA 4 
 
Professores Fernando Eduardo Mesadri e Neusa Vitola 
Pasetto 
 
 
 
 
CONVERSA INICIAL 
 
Olá! Seja bem-vindo a mais uma aula da disciplina Psicologia e 
Comportamento Organizacional do curso de Administração de Empresas. O 
tema de hoje será a retenção de pessoas, portanto, abordaremos os 
seguintes tópicos: 
 Liderança 
 Grupos e Equipes 
 Conflitos Organizacionais 
 Mediação e Negociação 
 Queixas no contexto do trabalho 
Para uma apresentação da aula de hoje, assista ao vídeo no qual a 
professora Neusa fala um pouco sobre os tópicos que serão abordados. 
Acesse o material on-line! 
 
CONTEXTUALIZANDO 
 
Conforme já dissemos anteriormente, hoje estudaremos a retenção de 
pessoas. No entanto, o que significa o termo “retenção”? No termo amplo, 
“retenção” quando extraída do dicionário significa: “Ato ou efeito de reter-se. 
Atraso, retardamento, demora, detenção, cárcere privado, conservação da 
posse de uma coisa alheia para garantir um direito próprio”. 
Será que é esse o significado que queremos abordar na rota retenção 
de pessoas? É claro que não! Retenção de pessoas é uma política de 
Recursos Humanos: são aquelas ações que as organizações tomarão para 
que os seus talentos sejam mantidos dentro do seu ambiente organizacional 
por uma decisão pessoal, ou seja, os empregados querem permanecer de 
forma voluntária naquele contexto, ou por estarem satisfeitos com aquilo que 
fazem, como também com a dinâmica do seu grupo de trabalho e, por que 
não dizer, com a sua gestão. Sabemos que uma boa gestão é aquela que 
surpreende positivamente, que avalia justamente, que premia de forma 
equitativa, acompanha, alia objetivos, reconhece, está junto na dificuldade e 
nas vitórias da equipe. Vocês percebem que estamos falando do líder? 
Nesta aula, falaremos inicialmente sobre o líder, quem esse 
profissional é e quais são as suas características. Passaremos pelas diversas 
teorias e concluiremos que a liderança é uma capacidade que pode e deve 
ser desenvolvida nos gestores. 
Em seguida, falaremos sobre os grupos e as equipes de trabalho. 
Vocês verão quanta diferença existe entre uma porção de pessoas juntas com 
uma porção de pessoas juntas trabalhando. 
Trataremos dos conflitos e daremos um foco especial a eles, pois, em 
primeira instância ou em um primeiro olhar, são eles que acabam tornando os 
grupos improdutivos. Portanto, falaremos sobre os tipos de conflitos, como 
eles são tratados nos diversos tipos de culturas organizacionais. Depois, 
veremos o conceito de mediação e como desempenhar o papel de mediador 
e, por último, abordaremos as técnicas para lidar com as queixas no ambiente 
de trabalho. 
Todos esses assuntos são de suma importância para o nosso 
desenvolvimento tanto na relação com nossos colegas de trabalho, quanto 
com nossos superiores e também com nossos subordinados. Vocês verão 
que se tivermos um bom grupo de trabalho, uma boa liderança, políticas 
claras para lidar com queixas e com os conflitos quando surgem, estaremos 
aplicando ações que terminarão na retenção dos talentos. 
 
Então vamos partir para o estudo? 
 
No vídeo disponível no material on-line, a professora Neusa Pasetto 
fala um pouco mais sobre as propostas desta aula. Assista com atenção! 
 
PROBLEMATIZAÇÃO 
Coloque-se na seguinte posição: você é o Gestor da área de 
manutenção mecânica e tendo 30 pessoas sob a sua subordinação nos mais 
diversos cargos (auxiliares de mecânicos, mecânicos, estagiários do curso 
Técnico de Mecânica e Engenharia, Aprendizes do Senai, Técnicos 
Mecânicos e Engenheiros Mecânicos). Isso implica a você lidar 
cotidianamente com os mais diversos perfis profissionais. 
 
 
Reflexão: esta área da empresa vive em constante pressão por 
entregas, prazos, custos e resultados imediatos. Sendo assim, elenque suas 
características de liderança que o permitem atingir os objetivos operacionais e 
sociais da sua área, além de listar as queixas mais frequentes com as quais 
um tipo de gestor de uma área específica de manutenção se depara. 
No vídeo disponível no material on-line, a professora Neusa Pasetto 
fala um pouco mais sobre o que será estudado nesta aula. Assista com 
atenção! 
 
LIDERANÇA 
 
O tema liderança vem sendo muito discutido na atualidade, 
especialmente em função dos desafios organizacionais e do preparo 
(qualificação) dos profissionais que assumem esta posição nas organizações. 
Arrisca-se a dizer que as empresas carecem de líderes e aqueles que 
desenvolvem essa habilidade em sua plenitude terão empregos garantidos. 
Geralmente o que se vê é a ascensão de profissionais com muita experiência 
técnica à posição de liderança com pouquíssimas condições de gerir pessoas. 
A liderança é um conceito trabalhado há muito tempo no ambiente das 
organizações e também no acadêmico. Os teóricos constataram que a 
liderança não possui em sua essência um caráter genético, ou seja, nenhum 
líder nasce pronto, contudo esta é uma capacidade que pode ser 
desenvolvida. 
O líder é aquele indivíduo que consegue influenciar as pessoas que 
estão sob sua supervisão para que atinjam os resultados esperados, 
acreditando que os objetivos não são do líder, mas sim dos componentes das 
equipes de trabalho. 
Sob essa perspectiva, Lacombe (2004), citado por Lotz e Gramms 
(2012), nos diz que: 
 
Liderar é conduzir um grupo de pessoas, influenciando seus 
comportamentos e suas ações, para atingir objetivos e metas de 
interesse comum desse grupo, de acordo com uma visão do futuro 
baseada em um conjunto coerente de ideias e princípios. 
 
Já para Vecchio (2008), a liderança pode ser definida como um 
processo pelo qual uma pessoa tenta levar os membros de uma organização 
a fazerem algo que ela deseja. Acrescenta ainda esse mesmo autor que 
“liderança é a influência incremental, ou adicional, que uma pessoa detém 
além de sua autoridade formal”. Pode-se entender então que a liderança 
decorre de um processo de influência por parte de uma pessoa sobre outra ou 
outras. 
Uma liderança competente é aquela que possui em torno de si pessoas 
que foram formadas para exercerem a liderança em situações que são 
necessárias. Procuram estimular as pessoas a buscar o autoconhecimento, a 
terem comportamentos que possam despertar nelas o líder que habita em 
cada um e que com ele se relaciona e por isso tem por incumbência a 
formação de novos líderes. 
A seguir, vamos abordar as principais teorias de liderança, a saber: a 
teoria dos traços, a teoria comportamental, a teoria dos três estilos e a teoria 
contingencial ou situacional. 
A teoria dos traços revela que o perfil de liderança é composto por 
traços de personalidade, características físicas, sociais e intelectuais, esses 
atributos é o que fazem essas pessoas se diferenciarem das demais. 
Já a teoria comportamental diz respeito a condicionamentos 
comportamentais onde a liderança poderá ser aprendida e determinados 
traços poderão ser treinados até o ponto de serem efetivados. 
A teoria mais conhecida é a dos três estilos, o autocrático, o 
democrático e liberal. A liderança autocrática é centralizadora das decisões; 
praticamente há pouca liberdade de escolha para os subordinados; é 
dominadora e espera que aqueles que o seguem o façam de forma plena e 
obediente. O líder democrático busca atuar como um facilitador interagindo 
bem com os grupos e pessoas, coordenando e auxiliando-os a resolver os 
problemas que surgem com ideias e sugestões. Em geral, sob este tipo de 
liderança os grupos sentem-se mais comprometidos e satisfeitos. O estilo de 
liderança