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ATLAS DE PARASITOLOGIA
Entamoeba coli
 
Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados nas fezes, sendo que os cistos, conforme o grau de desenvolvimento, contêm de cinco a oito núcleos e possuem a membrana externa bem marcada e delimitada. É uma ameba comensal, ou seja, não causa doenças.
 
Figura 1 - Cisto de Entamoeba coli, 6 núcleos visíveis. Figura 2- Cisto de Entamoeba coli, 6 núcleos visíveis 
Figura 3- Trofozoíto de Entamoeba coli
Endolimax nana 
Os cistos são ovais e tem tamanho aproximado de 6 a 10 µm, é encontrado nas fezes. Os cistos possuem quatro núcleos e geralmente aparecem em grandes quantidades.
 
Figura 4- cisto de Endolimax nana corado por iodo Figura 5- Cisto de Endolimax nana
Entamoeba histolytica
Cistos esféricos ou ovais, com até 4 núcleos, cromatina delicada, cariossoma puntiforme e central, possível presença de corpos cromatóides – bastões que são perdidos conforme vão amadurecendo
 
Figura 6- Cisto de Entamoeba histolytica/díspar Figura 7- Cisto de Entamoeba histolytica/díspar
 
Figura 8- Trofozoíto de Entamoeba histolytica/díspar Figura 9- Trofozoíto de Entamoeba histolytica/díspar corada
 por tricrômio
Entamoeba hartmani
Parasita humanos acidentalmente, provavelmente patogênica e contém 1 núcleo
 Figura 10- Cisto de Entamoeba hartmani 
Figura 10- Cisto de Entamoeba hartmani. Figura 11- Cisto de Entamoeba hartimani com um núcleo visível 
Iodamoeba butshilli
 
Figura 12- cisto de Iodamoeba butshilli Figura 13- cisto de Iodamoeba butshilli, com
 vacúolo de glicogênio característico e núcleo
Giardia lamblia
 
	
Figura 14- Cisto de Giardia lamblia, Figura 15- cistos de Giardia lamblia,
corado com iodo corado com tricrômio
 
 
 Figura 16- Trofozoíto de Giardia lamblia Figura 17- Trofozoíto de Giardia lamblia
 Corado com tricrômio 
Balantidium coli
Figura 18: Cistos de Balantidium coli Figura 19- Cistos de Balantidium col com
 vacúolo de glicogênio 
Isospora belli
Figura 20- Oocisto imaturo de Isospora belli. Figura 21-Oocistos imaturos de Isospora belli.
Exame direto a fresco Exame direto a fresco
Cryptosporidium sp.
 
Figura 22- Oocistos de Cryptosporidium sp. Figura 23- Oocistos de Cryptosporidium sp.
Em coloração por tricrômio.
Taenia sp.
Os ovos medem de 30 a 40 mm de diâmetro. São esféricos e constituídos pelo embrióforo (membrana radiada) e pelo embrião hexacanto com 6 acúleos.
 
Figura 24 - Verme adulto Figura 25- Ovo de Taenia sp.
 
Figura 26- Ovos de Taenia sp. Figura 27- Ovos de Taenia sp.
Hymenolepis nana:
Figura 28- Verme adulto
 
 Figura 29 e 30 – Ovos de Hymenolepis nana:
 
Figura 31- Ovo de Hymenolepis nana
Hymenolepis diminuta
Helminto cestódeo conhecido como "tênia do rato", infecta comumente roedores e sua forma adulta mede de 10 a 60 cm. Os ovos se desenvolvem no intestino de artrópodes (principalmente pulgas); os artrópodes são ingeridos pelos ratos (e acidentalmente pelo homem). A infecção humana é geralmente assintomática, mas pode ocorrer diarreia em crianças. As medidas de prevenção incluem a proteção dos alimentos contra ratos e insetos e o cozimento adequado dos alimentos.
 
Figura 32- verme adulto Figura 33- Ovo de Hymenolepis diminuta
 
Figura 34 e 35 - Ovos de Hymenolepis diminuta
 
Ascaris lumbricoides
Verme adulto
Figura 36- verme adullto
 
Figura 37- Ovo fértil Figura 38- Ovo infértil
Figura 39- Ovo infértil
OVO FÉRTIL de formato oval ou quase esférico de casca espessa e célula ovo no interior, formada por três camadas apresentando em média, 60µm de comprimento. A camada mais externa recebe o nome de membrana mamilonada.
OVO INFÉRTIL de formato alongado, apresentando 80 a 90µm de comprimento, casca mais delgada com camada albuminosa muito reduzida, irregular ou ausente. O interior do ovo infértil é cheio de grânulos refringentes, de aspecto grosseiro.
Trichuris trichiura
Figura40 : Verme adulto
Figura 41 
• Ovo com formato elíptico, massas mucóides nas extremidades (regiões polares).
• Massa germinativa ao centro.
• Presença de membrana interna (lipídica) e externa (casca).
• Material de sedimento fecal corado com lugol.
Figura 42
Figura 43
Figuras 41, 42 e 43: Ovos de Trichuris trichiura
Ancilostomídeos 
Figura44: Larva Rabditoide
Figura 45: Larva filarióide
 Figura 46
 Figura 47
 Figura 48 
Figuras46, 47 e 48: Ovos de ancilostomídeo
Os ovos são depositados pela fêmea no intestino delgado do hospedeiro e depois eliminados através das fezes. Não é possível distinguir ovos de A. duodenale e N. americanus. É um dos nematódeos causadores da ancilostomose no homem. Seu tamanho varia de 0,8 a 1,3 cm. Quando eliminados nas fezes são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrintestinal dos hospedeiros. O Ancylostoma duodenale tem bolsa copuladora e cápsula bucal com dois pares de dentes. Os ovos são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se larva filarióide. Essa penetra a pele do homem e o contamina. A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Loss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto. O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.
Enterobius vermicularis
Figura49: Verme adulto
 Figura 50
 figura 51
 figura 52
Figuras 50, 51 e 52: Ovo de Enterobius vermicularis
 É um helminto nematódeo de 0,3 a 1,0 cm, conhecido como oxiúros. Morfologicamente, apresenta como característica do verme adulto um par de asas cefálicas. Após o acasalamento, o macho é eliminado com as fezes e a fêmea adulta se dirige até o ânus para fazer a ovipostura, principalmente à noite. Com frequência, não consegue retornar para a ampola retal, morrendo nesse local. Os ovos maturam rapidamente na pele da região perianal ou no solo, apresentando larvas infectantes. Então, os ovos maduros devem ser ingeridos pelo hospedeiro para a continuidade do ciclo. Os ovos ingeridos eclodem no intestino delgado. As larvas migram pela mucosa intestinal até o ceco e intestino grosso, onde atingem a maturidade. O período pré-patente é de um a dois meses.
Strongyloides stercoralis
Figura 53: Larva Rabditoide
Figura 54 : Larva Filarioide
É o menor dos nematódeos que parasitam o homem em nosso meio (2 a 3 mm, quando parasitando o intestino humano). 
       Os ovos são eliminados nas fezes da pessoa contaminada, mas a eclosão e liberação das larvas é muito rápida, podendohaver autoinfecção. As larvas liberadas são rabditoides, podendo tornar-se filarióides e fazer a penetração na mucosa intestinal, ainda no intestino do homem. Em seguida, iniciam o ciclo de Loss até o duodeno (ciclo direto por autoinfecção) onde a única forma adulta parasitária é a fêmea partenogenética. No entanto, as larvas rabditóides podem ser eliminadas com as fezes, transformarem-se em filarióides no ambiente e infectarem o homem por penetração cutânea e realizarem o ciclo de Looss (ciclo direto com infecção externa). As larvas rabditóides no ambiente também podem transformar-se em machos ou fêmeas adultos de vida livre, realizando vários ciclos no solo até produzirem larvas filarióides de penetração cutânea (ciclo indireto). O período pré-patente é de quinze a vinte e cinco dias. 
       A penetração cutânea pode causar inflamação local e hipersensibilidade após várias infecções. Pode haver Síndrome de Loeffler, caracterizada por bronquite/pneumonite e eosinofilia. No intestino, ocorre inflamação da mucosa, mais severa em indivíduos imunocomprometidos. Os parasitos podem perfurar a parede intestinal e localizarem-se em sítios ectópicos, assim como causar peritonite. 
       
Schistosoma mansoni
Figura55 : Verme adulto
 figura 56
 figura 57
 figura 58
Figuras 56, 57 e 58: Ovos de Schistosoma mansoni
Tem formato oval e na parte mais larga apresenta um espículo voltado para trás. O que representa um ovo maduro é a presença de um miracídio formado, visível pela transparência da casca. É a forma usualmente encontrada nas fezes.
Leishmania sp.
 
Figura 59 Figura 60
Nas Américas, o homem se infecta quando um flebotomíneo do gênero Lutzomyia (conhecido vulgarmente como mosquito-palha, cangalhinha, birigui) inocula formas promastigotas durante seu repasto sangüíneo - Estas formas são fagocitadas por macrófagos teciduais e convertem- se em amastigotas (forma intracelular do hospedeiro vertebrado) - Estas se reproduzem por divisão binária, até que a célula hospedeira fique repleta de parasitos e se rompa - Com a destruição da célula, inúmeras amastigotas são liberadas e fagocitadas por outros macrófagos, dando continuidade aos ciclos de reprodução assexuada - O vetor, por sua vez, se infecta durante a hematofagia quando ingere células parasitadas por amastigotas as quais, ao chegarem no intestino do flebotomíneo, transformam-se em promastigotas.
Trypanosoma cruzi:
Figura61: Amastigota de Trypanosoma cruzi
Figura 62 : Tripomastigota de Trypanosoma cruzi
Plasmodium sp.
Figura 63: Trofozoito de Plasmodium sp.
Figura 64: Formas sanguíneas de trofozoíto (setas azuis), esquizonte (setas verdes) e rosácea (seta preta).
Figura 65: Rosáceas de Plasmodium sp.
 
Figura66: Gametócitos de P. falciparum e P. vivax, respectivamente.
O ciclo do Plasmodium inicia-se quando o mosquito Anopheles inocula os esporozoítos diretamente na circulação. Eles vão para o fígado e se transformam em criptozoítos. No fim do crescimento, o núcleo do criptozoíto começa a se dividir várias vezes, de forma assexuada. Esse processo resulta em uma forma multinucleada, o esquizonte. Rompe-se o esquizonte e são liberados os merozoítos. Essa etapa completada é denominada esquizogonia pré-eritrocítica e dura entre seis e 16 dias após a inoculação.
Cada merozoíto, liberado na fase anterior, infecta uma hemácia. No interior da hemácia o merozoíto realiza esquizogonia e evolui para trofozoíto. O núcleo do trofozoíto começa a se dividir várias vezes, de forma assexuada, o que resulta em uma forma multinucleada, o esquizonte. O esquizonte rompe-se, liberando merozoítos que podem repetir o processo assexuado ou iniciar o ciclo sexuado. A repetição do ciclo assexuado nas hemácias é denominado ciclo eritrocítico. Nesse caso as esquizogonias se repetem com uma periodicidade que é específica de cada espécie e se relaciona com o ritmo das crises febris. Já no ciclo sexuado, dá-se a formação de gametócitos masculinos ou femininos, a partir dos merozoítos. Os gametócitos, formados no homem, são ingeridos por um mosquito anofelino, durante a hematofagia. A fecundação ocorre no tubo digestivo do mosquito. A fusão dos gametócitos leva a formação do oocisto, em célula do epitélio intestinal do mosquito. Com a esporulação, ocorre a ruptura do oocisto para dentro da hemocele do mosquito, liberando os esporozoítos. Estes migram para a glândula salivar do mosquito, sendo inoculados no hospedeiro vertebrado, posteriormente. Protozoário causador da malária. A doença é transmitida pelos mosquitos do gênero Anopheles e ocorre principalmente nas zonas equatoriais e tropicais do globo, sendo considerada a doença parasitária de maior letalidade mundial. No Brasil, ocorrem dezenas de milhares de casos de malária por ano, e 99% se localizam na Amazônia. Existem quase 100 espécies de plasmódios, porém aquelas que habitualmente parasitam o homem são quatro: P. falciparum, P. malariae, P. vivax, P. ovale.

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