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Ventura, M. Direitos H e Saúde

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Artigo
122
Artigo
123
A CONSTRUÇÃO DAS INTERVEN-
ÇÕES EDUCATIVAS EM SAúDE JUNTO 
À POBREzA
João Vinicius dos Santos Dias1 
Jaqueline Ferreira2 
1 Especialista e Mestrando em Saúde Coletiva do Instituto 
de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (IESC/UFRJ).
2 Doutora em Antropologia Social e Professora Adjunta do 
Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do 
Rio de Janeiro (IESC/UFRJ)
Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar uma 
breve retrospectiva histórica das ideias e discursos sobre a 
pobreza que influenciaram as intervenções educativas em 
saúde no Brasil. As segmentações sucessivas que marcaram a 
história e a produção da pobreza trouxeram uma multiplicidade 
de discursos e a perspectiva do que constitui a boa intervenção 
educativa na saúde: o reconhecimento de certas populações 
como vulneráveis e aos problemas que ultrapassam o domínio 
do simples registro médico para o âmbito moral. 
Palavras-chave: pobreza, pobres urbanos, educação em 
saúde
THE ELABORATION OF EDUCATIONAL IN-
TERVENTIONS IN HEALTH UNDER POVERTy
Abstract: The aim of this paper is to introduce a brief historical 
retrospective of the ideas and discourses on poverty that have influen-
ced the educational interventions in health in Brazil. The successive 
segmentations that marked the history and the production of poverty 
brought on a multiplicity of discourses, and the perspective of what 
constitutes the good educational intervention in health: the recognition 
of certain populations as vulnerable ones, and the problems that overs-
tep the domain of the simple medical record towards the moral scope.
Key words: poverty, urban impoverished people, health education
João Vinicius dos Santos Dias e Jaqueline Ferreira A construção das intervenções educativas em saúde junto à pobreza
124
A pobreza no Brasil é um fenômeno conhecido 
desde o período colonial e passou por mudanças 
importantes do ponto de vista social na passagem 
dos séculos XIX e XX em virtude da passagem de uma 
sociedade escravista para capitalista. Com as trans-
formações ocorridas no mercado de trabalho urbano e 
com a inserção espacial/residencial da população pobre 
nas cidades que surgem uma multiplicidade de discursos 
(sanitarista, econômico, político e jurídico) sobre a mesma 
(Valladares, 1991). 
No princípio do século XX o discurso sobre a higiene 
com a ênfase no cortiço abriu caminho para os sanitaristas 
realizarem intervenções sobre o corpo, comportamentos 
e moradia do pobre. O Brasil deste