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01
Ebook
Modelos de Administração
UNIDADE 2 - Escola de relações humanas, teoria comportamentalista, abordagem neo clássica e 
administração por objetivos
Contexto histórico em que emergiu a Escola de Relações Humanas ...........................................................07
A escola de Relações Humanas ...............................................................................................................07
A Teoria Comportamental ou Escola Behaviorista......................................................................................10
Abordagem Neoclássica .........................................................................................................................18
Administração por objetivos ....................................................................................................................27
Síntese ...................................................................................................................................................29
Referências Bibliográficas ........................................................................................................................30
Sumário
05
Nesta unidade você verá a abordagem desenvolvida pela Escola de Relações Humanas e 
pela Teoria Comportamentalista, que se desenvolveram numa espécie de contraponto à 
abordagem mecanicista da Teoria clássica. 
Você poderá visualizar a forte ênfase nos aspectos humanos, desenvolvida pelos 
teóricos desta Escola do pensamento administrativo. Também verá a abordagem prática 
estruturada pela escola neoclássica e da administração por objetivos, que desenvolveram 
premissas baseadas na ação administrativa.
Assim, você poderá avaliar se a administração por objetivos melhora a eficácia da 
organização como um todo e se este pressuposto pode ser adotado nas organizações 
atuais. Também refletirá sobre a melhor estruturação das ações administrativas: a 
centralização ou descentralização?
Unidade 2Apresentação
07
Capítulo 2Escola de relações humanas, teoria 
comportamentalista, abordagem neo 
clássica e administração por objetivos
2.1 Contexto histórico em que emergiu a Es-
cola de Relações Humanas
Em 1929, o mundo vivenciava a crise econômica, chamada de “crash da Bolsa”, considerada 
um dos maiores choques que a economia mundial já sofreu. Naquele ano, o preço das ações 
vinha crescendo de maneira constante. Cada vez mais pessoas decidiam comprar ações, 
inclusive buscando empréstimos bancários negociados a taxas inferiores à valorização das 
ações.
O lucro parecia garantido. Porém, a venda de ações explodiu e, além da constatada “bolha 
especulativa”, outros índices, como a produção industrial e fabril, estavam em queda, bem 
como a produção de aço. No início de uma semana de outubro de 1929, os valores das ações 
começaram a evidenciar queda e um frenesi levou os investidores a venderem suas ações 
maciçamente. Na quinta-feira, 24 de outubro, uma recuperação leve foi ensaiada, mas um 
outro baque se repetiu, aprofundando a crise na terça-feira seguinte, 29 de outubro. As ações 
perderam o seu valor e, além dos cidadãos comuns, muitos investidores estavam quebrados.
A produção industrial e fabril entrou em queda porque com o aumento da produtividade e 
eficiência, os estoques se elevaram e, com a manutenção dos salários, a demanda foi inferior 
à oferta. Isso conduziu à paralisação da produção, e na sequência, ao desemprego, o que 
prejudicou ainda mais o consumo.
É nesse período também que se verificam os primeiros movimentos sindicais e o 
desenvolvimento das Ciências Humanas, Psicologia e Sociologia.
2.2 A escola de Relações Humanas
Elton Mayo (1880 – 1949), imigrante australiano nos Estados Unidos, foi professor de Harvard, 
considerado o “pai das relações humanas”. Ele desenvolveu uma pesquisa relacionando 
produtividade e relações físicas do trabalho na planta da Western Electric em Hawthorne, bairro 
de Chicago, entre os anos de 1927 e 1932, culminando com a publicação da obra The Human 
Problems of an Industrial Civilization, em 1933.
O surgimento da Escola de Relações Humanas foi consequência imediata das conclusões 
de Elton Mayo e reflexo indireto do contexto da época. Teve como elemento motivador a 
necessidade de humanizar e democratizar a Administração, como alternativa às teorias 
científica e clássica.
A abordagem da escola de Relações Humanas implicou numa mudança conceitual significativa 
na teoria administrativa: a ênfase anterior nas tarefas (Administração Científica) e na estrutura 
(Teoria Clássica) para uma ênfase voltada para as pessoas que participam das organizações. 
É uma mudança da preocupação com máquinas, métodos de trabalho, organização formal e 
princípios de administração, para uma preocupação com as pessoas, os grupos e os aspectos 
sociológicos e psicológicos.
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08 Laureate- International Universities
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A pesquisa de Elton Mayo foi composta por quatro fases.
•	 Primeira fase – luminosidade: o objetivo era analisar o efeito da iluminação no 
rendimento dos operários. Foram selecionados dois grupos: um recebeu intensidade 
de luz variável e, o outro, intensidade constante. Ambos os grupos tiveram 
produtividade aumentada e se atribuiu esse resultado ao fato de estarem cientes de 
que estavam sendo observados.
•	 Segunda fase – intervalos e horários flexíveis: o objetivo era analisar o efeito de 
outras questões que influenciavam o trabalho dos operários, a fim de evitar fadiga, 
acidentes de trabalho e turnover.
Também aqui, os grupos experimental e de controle tiveram produtividade 
aumentada, atribuindo-se o resultado ao fato de estarem cientes de que estavam 
sendo observados. Ao se sentirem relevantes para a empresa, os operários se 
dedicaram mais às suas tarefas. 
Essa constatação conduziu à primeira importante conclusão do estudo de Hawthorne: 
os fatores físicos influenciam menos a produtividade que os fatores emocionais.
•	 Terceira fase – entrevistas sobre atitudes e sentimentos: foi implantado um amplo 
programa de entrevistas que contabilizou, ao longo de três anos, cerca de 20 mil 
operários entrevistados. Esse programa de entrevistas revelou a existência dos grupos 
informais.
Grupos informais são grupos que reúnem pessoas com interesses semelhantes e, 
muitas vezes, alheios à organização, como pessoas de diferentes departamentos que 
formam um time de futebol da empresa, que almoçam juntos todos os dias, ou um 
grupo de mães operárias com filhos na creche, entre outros exemplos. São variados 
os motivos que conduzem à formação de grupos informais. Até os experimentos de 
Hawthorne, a existência desses grupos não havia sido constatada.
•	 Quarta fase – análise dos grupos informais e da organização formal: um grupo 
foi separado dos demais, mas manteve as mesmas características do trabalho regular. 
Os operários desse grupo apresentaram similaridade de sentimentos e desenvolveram 
solidariedade com os seus membros. Foram desenvolvidas regras informais dentro da 
“micro-organização” formal, representada por aquele grupo de trabalho, de modo 
que a produção se estabilizasse em um nível aceitável para todo o grupo.
As duas últimas fases evidenciaram a segunda importante conclusão do estudo de Hawthorne: 
a identificação dos grupos informais e sua importância no contexto organizacional, bem como 
sua convivência paralela à organização formal.
O efeito positivo da Administração sobre o desempenho humano ficou conhecido como “efeito 
Hawthorne”. A ciência da importância do efeito Hawthorne despertou a consideração na 
avaliação da produtividade, além dos fatores materiais, também para fatores humanos.
Os estudos de Hawthorne permitiram a Elton Mayo definir alguns pressupostos a respeito do 
aspecto humano no trabalho:
•	 a integração