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Resolução de Problemas Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Profa. Ms. Viviane Di Gesu Macedo Revisão Textual: Profa. Ms. Rosemary Toffoli Crises de Antigerência 5 • Introdução • Estudo das Fases do Ciclo de Vida Organizacional • O Papel do Gerente como Empreendedor • O Papel do Gerente de Integrar Pessoas • Conclusão · O objetivo desta unidade consiste em mostrar os papéis da atividade gerencial dentro do clico de vida das organizações. A importância do gerente em administrar bem a empresa para evitar problemas e se organizar para resolver os problemas que surgirem. Bons gerentes sabem que, a qualquer momento, pode ocorrer um imprevisto, então, devem tem pleno domínio da atividade que exercem para que consigam lidar com qualquer eventualidade. Agora, iniciaremos a unidade: Crises de Antigerência Para deixar bem organizado seu estudo, recomendo que siga as orientações abaixo: • Acesse o arquivo contextualização, nele você encontrará uma atividade bem dinâmica: assistir a um filme! • Acesse o material teórico, lendo-o com bastante atenção. • Depois veja o Power point (narrado) para melhor compreender os principais assuntos da unidade. • Em seguida, realize a atividade de sistematização do conhecimento para verificar sua aprendizagem sobre o tema. • Assita com bastante atenção à vídeoaula. • Na sequência, realize a atividade do aprofundamento que associa os assuntos que estudamos ao nosso cotidiano. • Acesse o explore também o material complementar. E não se esqueça de observar com bastante atenção a representação visual por meio do esquema gráfico. Boa sorte na avaliação!!! Tenha um excelente estudo! Crises de Antigerência 6 Unidade: Crises de Antigerência Contextualização Nossa contextualização desta vez será diferente, proponho que assita ao filme: “O gerente desorganizado” • O Gerente Desorganizado - Parte 1: A Maldição Um gerente do tipo faço tudo, sei tudo, sofre um enfarte. São Pedro, ao recebê-lo no céu, dá-lhe uma nova chance e lhe mostra como conseguiu criar o caos ao seu redor. Retorna à Terra para aprender a gerenciar. • O Gerente Desorganizado - Parte 2: A Salvação Com o auxílio de São Pedro, o gerente aprende a se organizar, organizar os outros, delegar, dividir o seu tempo e fixar prioridades. • Pontos-chave: Conseguir se organizar - Tarefas ativas e positivas - Tarefas reativas - Fixar prioridades Organizar outras pessoas - Qual a tarefa? Quem a fará? - Instruir e treinar o pessoal - Informar aos outros - Estar disponível para dar conselhos. Bom filme a todos! 7 Introdução Antes de entramos no estudo da crise em si, vamos abordar alguns conceitos, papéis e personagens que circundam o cenário organizacional. Leia na tabela abaixo cada conceito com atenção: Papéis da Gerência Para que uma organização funcione e opere bem, de forma a atender às necessidades do mercado a curto, médio e longo prazos é necessário: produzir, administrar, empreender e interagir. Veja os papéis que o gerente assume perante a organização para que tudo possa funcionar bem dentro de uma empresa. Gerente - Produtor O gerente é também um produtor, um produtor de resultados, pois ele deve produzir serviços ou produtos e sempre com qualidade para superar seus concorrentes. Para que o gerente consiga cumprir bem a função de produção, ele deve conhecer muito bem o ramo de sua atividade. Gerente - Administrador O gerente precisa ter mais do que energia e conhecimento, ele precisa saber administrar. Neste papel, os gerentes devem programar, coordenar e verificar a implementação de qualquer projeto. Gerente - Empreendedor Ser gerente não é apenas saber produzir e saber administrar, é necessário também ser capaz de fixar metas para o projeto e criar políticas. E a junção de todas essas tarefas é a capacidade de empreender. Em um ambiente de constante mutação, o gerente organizacional precisa ser um empreendedor, para identificar novas ações que devem ser tomadas, aproveitando todas as oportunidades que tiver. Gerente - Integrador Todos os papéis que foram citados acima ainda não são suficientes para um gerente ser completo, é preciso ainda que ele desempenhe um quarto papel. É essencial que o gerente seja um grande integrador, unindo todos os colaboradores da organização, fazendo com que eles trabalhem em conjunto e busquem os mesmos objetivos; dessa forma, metas individuas tornam-se metas coletivas e grupais. Existe um teste para saber se o gerente está exercendo bem seu papel de integrador, e é bem simples: um integrador competente é dispensável, e a equipe é capaz de sobreviver sem ele, então, caso a equipe prossiga bem sem seus direcionamentos, significa dizer que o gerente cumpriu bem seu papel de integrador. Antigerência A antigerência é um termo que foi criado para indicar quando um dos papéis designados ao gerente não for desempenhado como de fato deve ser. 8 Unidade: Crises de Antigerência A vida em sociedade, assim como a rotina organizacional exige dos seres humanos e principalmente dos que se encontram à frente de certas situações como as de liderança uma série de tarefas. O que é tarefa? Tarefa é um tipo de situação ou um trabalho que deve ser executado dentro de algumas condições e prazo estipulados. Cada tarefa tem suas próprias características. Podemos concluir que determinadas tarefas exigem determinados comportamentos das pessoas. Por o exemplo: a tarefa do professor de matemática do ensino fundamental é diferente do advogado de prevenção de acidentes do trabalho dentro das empresas, o primeiro tem que ensinar seus alunos a raciocinar de forma lógica para resolver os problemas propostos em sala de aula, enquanto que o segundo deve ensinar aos funcionários dos diversos setores medidas profiláticas para não se exporem à riscos desnecessários. É um grande erro achar que todas as pessoas que ocuparam o cargo de gerência irão ter o mesmo estilo, pois cada ser humano tem seu jeito próprio de organizar, planejar e controlar. Mas essas variações são irrelevantes, o importante é que o estilo gerencial e o trabalho do gerente combinem bem; quando os estilos são incompatíveis caímos nos problemas de antigerência. Os quatro papéis do gerente (produtor, administrador, empreendedor e integrador) são também de grande valia para analisar os ciclos de vida das organizações. Os ciclos de vida das organizações são os estágios pelos quais as empresas passam desde o seu nascimento até o seu fim, ou seja, são as etapas de seu desenvolvimento. Adizes (2002) definiu estágios segundo os quais as empresas crescem e morrem, comparando-os a organismos vivos, os diversos estágios de crescimento são apresentados na seguinte sequência: • Infância, • Pré-Adolescência, • Adolescência, • Plenitude, • Estabilidade, • Aristocracia, • Pré-burocracia, • Burocracia, • Morte. 9 Estudo das Fases do Ciclo de Vida Organizacional Infância Essa fase é a inicial, quando os maiores desafios encontrados pelo administrador são: captação de recursos e capital de giro. Aqui o comprometimento é crucial, é a fase na qual o gerente deve estar mais presente o possível, acompanhando o fluxo de caixa. Pré-Adolescência Aqui é a fase em que o gerente deve selecionar os melhores investimentos a se fazer na organização, buscando sempre equilíbrio para a organização e novos negócios. Ainda não existe muito controle, portanto, não é uma atitude inteligente delegar autoridade, a centralização do poder deve ser mantida. Adolescência Nessa etapa, já começa acontecer a mudança de liderança, do empreendedor ao gerente profissional. É inadmissível qualquer espécie de desentendimento entre sócios e administradores. Aqui, a prioridade é organizar o andamento da empresae, assim sendo, reuniões acontecem com grande frequência. Plenitude Este é o estágio mais desafiador e atraente, pois a empresa deve atingir a plenitude com autocontrole e flexibilidade sem perder o espírito empreendedor. Estabilidade Esse estágio é o início de envelhecimento da empresa, é um grande desafio do administrador retomar o espírito de criatividade, inovação e incentivo às mudanças. Aristocracia Também de grande desafio ao administrador, pois ele deve voltar a tomar decisões essenciais, para fazer frente aos adversários, em outras palavras, para que sua empresa se imponha no mercado, seja competitiva. A organização tem que identificar qual é a necessidade de seus clientes e procurar supri-las o máximo possível. 10 Unidade: Crises de Antigerência Pré-burocracia É uma fase de grande estresse gerencial, pois os maus resultados vêm à tona, os gerentes começam a lutar entre si, ao invés de se unirem e formarem um grupo para lutarem contra os concorrentes. Aqui o desafio consiste em substituir as pessoas que são ineficazes ou que talvez não sejam tão eficazes como deveriam ser. É também importante a empresa poder contar com uma pessoa que assume o controle, levando a empresa à sua lucratividade máxima e atingindo os objetivos traçados, sempre evitando a ocorrência de problemas e solucionando os problemas que surgirem. Burocracia e morte Nesse estágio, o administrador não tem mais autoridade, não há mais mudança a ser feita, a organização deixa de reagir às mudanças ao meio ambiente. A única coisa que pode ser feita é a empresa entrar em uma tentativa de reabilitação, tentando contornar os problemas existentes. Ameaças de demissões não farão efeito. É totalmente possível que uma organização passe por mudanças radicais ao ponto de se reabilitar e se reintegrar no sistema e mercado. Veja, no gráfico abaixo, o comportamento das fases, segundo Adizes: Estabilidade CRESCIMENTO ENVELHECIMENTO Plenitude Aristocracia Divórcio Caso Mortalidade Infantil Cilada do Fundador (Cilada Familiar) Empreendedor Não-Realizado Envelhe- cimento Precoce Burocracia Incipiente Burocracia Morte Adolescência Toca-Toca Infância Namoro 4mconsultoria.com.br 11 O Papel do Gerente de Produzir Resultados As organizações deparam-se, constantemente, com uma série de problemas como vimos nas unidades anteriores, os problemas podem ser de variadas proporções, e é preciso que exista uma pessoa à frente capaz de evitar e identificar tais problemas para, posteriormente, solucioná-los, esta pessoa é o gerente. Um gerente só produz resultados positivos quando evita resultados negativos. Um bom gerente, geralmente, é uma pessoa comprometida com seu trabalho e tem conhecimento pleno de sua atividade, pois é diligente e, assim, produz resultados. A pessoa para assumir um cargo de gerência e desempenhar o papel de produzir tem que ter alguns atributos pessoais como: • deve ser um produtor de resultados; • conseguir que as coisas sejam feitas; • ter foco e atenção; • dedicar-se totalmente ao trabalho; • ser autocrítico; • toma decisões com facilidade, não é indeciso e nem lento. O Papel do Gerente de Administrar uma Organização O administrador é uma pessoa que conhece cada detalhe da organização. Tem o controle de cada etapa e atua buscando com que o sistema opere da forma como foi planejado, supervisionando tudo para manter a atividade em ordem dentro da organização. É essencial para toda empresa, de qualquer ramo de atuação, que ela seja bem administrada, uma boa administração engloba atividades rotineiras e sistematizadas. Administrar é fazer com que pessoas e recursos sejam utilizados de forma desejada. Produtor O papel de produtor proporciona EFICÁCIA Administrador O papel de administrador proporciona EFICÁCIA 12 Unidade: Crises de Antigerência Ao estudar a administração, é importante entender à diferença dos termos “eficiência” e “eficácia”. Enquanto a eficiência refere-se a fazer as coisas de forma correta e, portanto, relacionada aos processos de trabalho; a eficácia refere-se a fazer as coisas certas, pois seu foco de preocupação não são os processos, mas os resultados e o alcance dos objetivos. Para ajudar você a entender esse pensamento, veja o exemplo de um time de futebol: o time que joga bem é eficiente (faz correto às coisas), porém o time que ganha o jogo, ou seja, que faz mais gols, é eficaz (faz o que é o certo). O gerente deve fazer mais do que apenas produzir resultados, ele precisa dar conta de administrar pessoas e conduzi-las a produzir resultados também, pois um ente sozinho, em hipótese alguma, leva a empresa adiante. Quem administra “serve” a empresa, em outras palavras, está à inteira disposição da empresa. O gerente administrador implementa sistemas e controla o trabalho. Muitos estudiosos falam que o gerente administrador tem um estilo burocrata, pois age de acordo com as normas, conhece muito bem os procedimentos administrativos e dirige a organização por ordens. É muito fácil reconhecer quando uma empresa é administrada pelo modelo burocrático, pois, ao olho nu, percebe-se a ordem, todos os funcionários seguem um cronograma, fazem suas atividades da forma como devem ser feitas, evitando, o máximo, qualquer transgressão ao sistema. Exemplo: a empresa “Z” é administrada por um gerente que segue o estilo burocrático, para facilitar o bom andamento e a ordem dentro de suas dependências, o gerente criou um organograma e fez várias cópias, fixando-as em locais estratégicos para que seus funcionários tivessem fácil acesso e jamais falhassem. iStock/Getty Images O burocrata não aceita atraso por parte de sua equipe, tampouco se atrasa, ele é extremamente rigoroso, evita mudanças e conflitos, gosta de sistemas tradicionais. 13 O Papel do Gerente como Empreendedor As organizações são entidades dinâmicas e muito complexas, que podem ser conceituadas de diversas maneiras. Uma organização existe quando um único indivíduo ou um grupo de pessoas trabalham juntos para alcançar um resultado em comum. Estabelecidos os objetivos de uma organização, são determinadas as funções que devem ser realizadas e a forma como serão executadas. A necessidade da quantidade de pessoas é estimada, e os recursos físicos necessários para alcançar os objetivos são determinados. As organizações têm como finalidade se tornar mais competitiva em seu mercado de atuação. Os aspectos físicos da empresa, desde a localização geográfica, a acomodação lógica de processos, com definição do posicionamento relativo das pessoas, dos equipamentos e dos recursos envolvidos, até o projeto detalhado de cada um dos postos de trabalho são fundamentais para obter um bom desempenho. Todas as empresas, independentemente de seu segmento, atividade, porte e localização, estão submetidas, de forma direta ou indireta, às normas do mercado competitivo, o que culmina na necessidade do oferecimento de serviços que atendam às expectativas dos clientes. Para isso, as empresas devem operar de forma cada vez mais rápida e dinâmica, melhorando, assim, as condições dos serviços oferecidos, a partir de estruturas operacionais mais flexíveis e organizadas, pois, dessa forma, é crível se garantir um fator de diferenciação, o que é vital, principalmente quando os produtos ou serviços de vários concorrentes são semelhantes. O assunto ultrapassa os fatores mercadológicos, pois, para se atender às demandas dos clientes, faz-se necessário levar em consideração sua diversidade cultural. A empresa deve ser sensível ao ambiente cultural que está em constante mutação e, para que ela sobreviva, é necessário que seu gerente empreendedor crie novas ideias e solucione de forma efetiva os problemas. Em meio a um ambiente mutável, um bom gerente devefazer mais do que produzir resultados e fazer com que os outros produzam também; deve ser um empreendedor, um iniciador de ações, uma pessoa inovadora. É extremamente necessário que um gerente empreendedor seja criativo, se não ele corre o risco de ser um administrador que necessite ser guiado, podendo virar um simples assessor ou consultor. Não basta ser criativo, é preciso mais, tem que colocar em prática a ideia e assumir o risco, do contrário, a ideia irá vira algum manual para um administrador mais corajoso implementá-la. 14 Unidade: Crises de Antigerência Atenção A capacidade de empreender está intimamente ligada ao estilo incendiário. O incendiário gosta de apreciar o furor resultante de suas iniciativas, ele trabalha e realiza todas suas ações sob pressão. O gerente incendiário delega tarefas, mas não entra em detalhes. O incendiário tem excelentes ideias, porém diferentemente do burocrata, não tem facilidade em coloca-las em prática. Por demandar muito tempo buscando inovar e ter ideias, o incendiário muitas vezes deixa a direção da organização em segundo plano. Ele é muito exigente com seus funcionários pois deseja que eles coloquem em prática o que criou. Diferenças Líder Gestor Um líder mobiliza pessoas para alguma direção. Um gestor precisa de algo a mais do que apenas influenciar pessoas, é uma atividade um pouco mais complexa. É necessário que a pessoa seja habilidosa no quesito comunicação. Gerir implica saber organizar e transformar conhecimentos, recursos e esforços em resultados palpáveis, que agreguem valor à organização. Liderança não se vincula a poder e à hierarquia, tampouco à autoridade. Gestão é um olhar atento ao mundo dos negócios, coletando informações e dados para se montar a melhor estratégia de trabalho. É uma espécie de relação de causa e efeito, toda ação tem sua reação. É fundamental o poder de persuasão e influência sob as pessoas. A persuasão geralmente acontece pela comunicação, argumentação e habilidade de debater pontos de vista para a resolução de problemas. Gerir é ter em mãos o que há de mais exato, e as informações mais precisas são extraídas pela análise minuciosa da prática organizacional. A análise é a única certeza de se conhecer a verdade dos fatos, contribuindo na tomada de decisões e na resolução de problemas. O melhor para qualquer organização é que o gestor seja também um bom líder, pois nada se faz sem o apoio e o esforço das pessoas. E bons líderes precisam ser bons gestores. Afinal, não adianta apenas influenciar pessoas, obter o apoio delas e mobilizar a todos para o trabalho forte e intenso. Se o líder não tiver a competência de gerir, será responsável por um grande esforço conjunto que pode não produzir resultado algum, daí o motivo pelo qual o gerente incendiário não consegue com o seu papel em isolado obter sucesso, é necessário que os demais papéis estejam juntos. 15 O Papel do Gerente de Integrar Pessoas Falamos da necessidade de produzir, realizar, administrar, organizar e programar a atividade e, por fim, de uma capacidade de reconhecer e explorar oportunidades no ambiente. Mas todo esse processo, para que funcione bem, precisa estar integrado. Thinkstock/Getty Images As organizações só existem por ter pessoas que trabalham por ela, por ter pessoas que precisam da atividade delas, ou seja, o coração de qualquer empresa são as pessoas. Então, nada mais justo que os gerentes sejam sensíveis a essas pessoas. O gerente deve ser capaz de integrar as pessoas. Mas o que é integração? Integração é a capacidade de um indivíduo para gerar uma decisão apoiado nas pessoas que irão, de fato, implementá-la ou serão por ela afetadas. A integração é um processo de transformação, pelo qual a capacidade empreendedora individual passa a ser empreendedora grupal. Um gerente que não integra pessoas acaba trabalhando sozinho e o trabalho, além de ser mais custoso e menos produtivo, acaba-o sobrecarregando e ele será sempre o único iniciador de ações. Dessa forma, podemos notar que esse gerente gera problemas. O gerente que é um bom integrador deve se valer do estilo político de ação, pois junta pessoas para irem buscar uma causa em comum. Esse gerente é conhecido como político, porque ele busca o tempo todo descobrir qual plano será mais aceitável pela maior quantidade de pessoas e, assim, tenta unir essas pessoas que estão de acordo com determinada ideia. Se for analisar bem, ele não chega a liderar em si, mas apenas acompanha. Não busca atingir resultados e nem implementa ideias, o integrador preocupa-se única e exclusivamente com a integração do grupo. 16 Unidade: Crises de Antigerência A pessoa ideal para ocupar o cargo de gerente integrador (político) é: • aquela que se destaca por ser mediadora e conseguir acordo de uma forma tranquila e não impositiva; • que apresenta um comportamento de interação social o tempo todo; • aquela que aceita as coisas com facilidade; • uma pessoa sensível, suave e, acima de tudo, compreensiva; • aquela que apenas toma uma decisão, quando houver consenso grupal. O integrador pode ser passivo ou ativo. Será passivo, quando se integra a um grupo de pessoas que já existia antes dele aparecer e será ativo, quando conseguir integrar um grupo de pessoas entre si. Conclusão Organização é a entidade que possibilita que o trabalho em equipe seja mais eficiente que o trabalho individual na consecução de objetivos e na resolução de problemas. É praticamente impossível que uma pessoa isolada seja especialista em todas as atividades da organização, tampouco que esta mesma pessoa possa realizar todas as atividades sozinha. Dessa forma, o gerente no desenvolvimento de todos os seus papéis deve analisar todos os pontos fortes e fracos da equipe, equilibrar seus talentos e adicionar competências onde for necessário sanar problemas. A responsabilidade pelo bom andamento de uma organização é do gerente. Organiza- se uma empresa com a finalidade de alcançar as metas e objetivos traçados. Uma empresa existe com o propósito de atender às necessidades da comunidade que está inserida e de seus respectivos clientes. Dessa forma, a estrutura da empresa deve se direcionar em relação ao mercado. A estrutura de uma empresa deve sempre acompanhar sua estratégia. A estratégia decorre, primeiramente, do alcance do produto ou do mercado da empresa. 17 Material Complementar Para complementar seu estudo, segue a indicação de links interessantes. Neles, você encontrará informações que reforçam aquilo que já estudamos e também algumas informações adicionais a título de curiosidade. Vídeos: O papel dos gerentes https://www.youtube.com/watch?v=EXuTZOJgaAE O ciclo de vida das organizações https://www.youtube.com/watch?v=xfHcKr4N74U Leituras: O papel dos gerentes http://www.oocities.org/whisatugu/cap03_adm.pdf O ciclo de vida das organizações http://goo.gl/YRjpWl 18 Unidade: Crises de Antigerência Referências ADIZES, I. Como Resolver as Crises de Antigerência. Ed. Biblioteca Pioneira de Administração e Negócios: São Paulo. 1987. ASSIS, Arthur L. J. H. Manual de Gestão de Crise Financeira e Turnaround. Ed. IOB: São Paulo. 2009. AUSUBEL, P. D. Psicologia Educacional. Tradução Eva Nik. Ed. Interamericana: Rio de Janeiro. 1990. FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. Ed. Saraiva: São Paulo. 2001. MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de marketing (edição compacta). Ed. Atlas: São Paulo. 1996. SOBRAL, Felipe; PECI, Alketa Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Prentice Hall, 2008. 19 Anotações