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CINÉTICA PLANA DOS CORPOS RÍGIDOS Capítulo 6 – Aula 18 CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO A equação de força é dada por: Ela estabelece que a resultante das forças externas, atuantes no corpo, é igual à massa m do corpo multiplicada pela aceleração de seu centro de massa G. A equação de momentos em relação ao centro de massa mostra que o momento resultante, em relação ao centro de massa, das forças externas atuantes sobre o corpo é igual à taxa de variação com o tempo da quantidade de movimento angular do corpo em relação ao centro de massa. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Da estática sabemos que um sistema genérico de forças pode ser substituído por uma força resultante aplicada a um ponto qualquer previamente escolhido e um binário equivalente A parte c da figura é um diagrama cinético, que representa os efeitos dinâmicos resultantes. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Plano A figura abaixo representa um corpo rígido movendo-se com movimento plano em x-y. O centro de massa G tem uma aceleração 𝒂 , e o corpo tem uma velocidade angular 𝝎 = 𝜔𝒌, e uma aceleração angular 𝜶 = 𝛼𝒌. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Uma vez que as direções de 𝝎 e 𝜶 permanecem perpendiculares ao plano do movimento, pode-se utilizar a notação escalar 𝜔 e α = 𝜔 . A quantidade de movimento angular em relação ao centro de massa para um sistema genérico, é expressa por , onde: 𝜌𝑖 é o vetor posição da partícula de massa 𝑚𝑖 em relação a G. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Para o corpo rígido a velocidade da massa 𝑚𝑖 em relação a G é dada por: 𝝆𝑖 = 𝝎 𝑥 𝝆𝑖 Que é um vetor de módulo 𝝆𝑖 . 𝝎 que se apoia no plano do movimento perpendicular a 𝜌𝑖. O produto 𝝆𝑖 𝑥 𝝆𝑖 é, portanto, um vetor perpendicular ao plano x-y no sentido de 𝝎 e seu módulo é 𝜌𝑖 2. 𝜔. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Desta forma, escrevemos que o módulo de 𝑯𝑮, vale: 𝐻𝐺 = 𝜌𝑖 2. 𝑚𝑖 . 𝜔 = 𝜔 𝜌𝑖 2. 𝑚𝑖 = 𝜔 𝜌 2 𝑑𝑚 onde 𝜌2 𝑑𝑚 é o é definido como o momento de inércia de massa 𝐼 do corpo em relação ao eixo z que passa por G. OBS: Estudar o Apêndice B. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Desta forma, escrevemos que : 𝐻𝐺 = 𝐼 𝜔 onde 𝐼 é uma propriedade constante do corpo, e é uma medida de inércia de rotação, que representa a resistência do corpo a uma variação de sua velocidade de rotação em decorrência da distribuição radial da massa em torno do eixo z que passa por G. 𝑀𝐺 = 𝐻𝐺 = 𝐼 𝜔 = 𝐼 𝛼 onde 𝛼 é a aceleração angular do corpo. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações do Movimento Generalizando as equações de Newton, escrevemos que: CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações Alternativas de Momentos Utilizando a equação geral para os momentos em relação ao ponto P arbitrário, podemos expressar para o corpo bidimensional: CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações Alternativas de Momentos Utilizando ainda uma equação alternativa para o momento em relação a P, e se P é escolhido como um ponto fixo ao corpo, podemos escrever: CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Equações Alternativas de Momentos Onde 𝒂𝑝 é a aceleração de P e o vetor posição com origem em P e extremidade em G é 𝝆 . Quando 𝝆 = 0, o ponto P é o centro de massa G e então a equação fica: Quando o ponto P coincide com um ponto O fixo a um sistema de referência inercial e solidário ao corpo, então 𝒂𝑝 = 0 e, podemos escrever: CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Movimento com e sem Restrições O movimento pode ocorrer com ou sem restrição. Na figura da esquerda as acelerações podem ser calculadas de forma independente uma da outra. Já na figura da direita uma é dependente da outra. CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Sistemas com Corpos Interligados A figura mostra dois corpos interligados por um pino em A e sujeitos às forças externas mostradas. As forças no pino A são internas ao sistema e não estão indicadas. . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/2 EQUAÇÕES GERAIS DO MOVIMENTO Sistemas com Corpos Interligados A resultante de todas as forças externas deve ser igual à soma vetorial das duas resultantes, e a soma dos momentos em relação a um ponto qualquer ser igual ao momento das resultantes. . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/3 TRANSLAÇÃO Na translação retilínea todos os pontos se movem segundo linhas retas, enquanto na translação curvilínea todos os pontos se movem segundo trajetórias curvas congruentes. . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/3 TRANSLAÇÃO Não há movimento angular em ambos os casos, logo 𝜔 𝑒 𝛼 são nulos. Portanto podemos escrever que: . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: EXEMPLO 6/2 A barra vertical AB possui uma massa de 150 kg e seu centro de massa G está no ponto médio entre suas extremidades. A barra é elevada do repouso em 𝜃 = 0 por meio de um mecanismo de hastes paralelas, cujas massas são desprezíveis, com um momento constante M=5 kN.m aplicado à haste inferior no mancal C. Determine a aceleração angular 𝛼 das barras em função de 𝜃 e obtenha a força B na haste DB no instante em que 𝜃 = 30𝑜 . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: SOLUÇÃO EXEMPLO 6/2 . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/4 ROTAÇÃO EM TORNO DE UM EIXO . Rotação de um corpo rígido em torno do eixo fixo O. Todos os pontos descrevem trajetórias circulares em torno do eixo e todas as linhas traçadas sobre o corpo têm a mesma velocidade angular w e a mesma aceleração angular α As componentes podem ser expressas em coordenadas n-t . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/4 ROTAÇÃO EM TORNO DE UM EIXO . Para este tipo de problema, geralmente é interessante aplicar uma equação de momento diretamente em relação ao eixo de rotação O. Para o caso comum de rotação em torno do eixo que passa pelo seu centro de massa:Pode-se combinar a componente da força resultante e o momento resultante , movendo-se para uma posição paralela que passa pelo ponto Q sobre a linha OG. . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/4 ROTAÇÃO EM TORNO DE UM EIXO . Pelo teorema dos eixos paralelos: Ponto Q é o centro de percussão: • todas as forças aplicadas ao corpo deve passar através dele; • soma de momentos de todas as forças é sempre nula . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: EXEMPLO 6/3 . O bloco de concreto de 300kg é elevado pelo mecanismo de içamento mostrado na figura, onde os cabos são enrolados sem folga em torno dos respectivos tambores. Os tambores, que são unidos e giram como um conjunto único em torno do seu centro de massa em O, possuem uma massa combinada de 150lg e um raio de giração de 450mm em relação a O. Se uma força de tração constante P de 1,8kN é mantida pela unidade de potência em A, determine a aceleração vertical do bloco e a força resultante sobre o mancal em O. . P=1,8kN M=150kg K0=450mm 300kg 600mm 300mm CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/5 MOVIMENTO PLANO GERAL . Combina movimento de translação e rotação. Expressa a equivalência entre forças externas aplicadas (diagrama de corpo livre) e resultantes de força e momento (diagrama cinético). CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/5 MOVIMENTO PLANO GERAL Em resumo, como resolver o problema: • Escolha o sistema de coordenadas – o que mais facilmente descreve a aceleração do centro de massa (retangulares, normais, tangenciais ou polares). • Escolha da equação de momentos – • Movimentos com restrições e sem restrições • Número de incógnitas – não deve ser superior ao de equações independentes • . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: 6/5 MOVIMENTO PLANO GERAL Em resumo, como resolver o problema: • Identificação do Corpo ou Sistema – isolamento do corpo através de um diagrama de corpo livre • Cinemática – entender a cinemática envolvida • Consistência das hipóteses – consistência com o princípio da ação e reação e com as condições de restrição • . CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: EXEMPLO 6/5 Um aro metálico com raio r=150mm é liberado do repouso sobre a ladeira com 20º de inclinação. Se os coeficientes de atrito estático e dinâmico são µe=0,15 e µd=0,12, determine a aceleração angular α do aro e o tempo t para que ele se mova de uma distância de 3m ladeira abaixo. 150mm CINÉTICA PLANA DE CORPOS RÍGIDOS: EXEMPLO 6/7 A barra esbelta AB de 30kg se move no plano vertical, com suas extremidades obrigadas a seguir as guias lisas horizontal e vertical. Se a força de 150N é aplicada em A com a barra inicialmente em repouso na posição para a qual o ângulo Θ = 30º, calcule a aceleração angular resultante da barra e as forças sobre os pequenos roletes das extremidades A e B. 150N 0,6m