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Questão 1/5 - Administração Judiciária 
A Constituição da República, com a Emenda Constitucional 45/2004 (art. 5º, LXXVIII), 
adequando-se a algumas normas internacionais, consagra o direito à razoável duração do 
processo. Portanto, todos têm direito à duração razoável do processo. 
O art. 4º do CPC/2015 igualmente destaca que as partes têm o direito de obter em prazo 
razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa. Para que isso 
aconteça, há um rol de variáveis que precisam ser atendidas. Assinale a alternativa que 
apresenta uma das variáveis: 
Nota: 20.0 
 
A Macroambiente e Microambiente. 
 
B Ambiente gerencial e operacional. 
 
C Complexidade ou simplicidade da causa. 
Você acertou! 
Algumas das variáveis a serem consideradas para entender o “prazo razoável” 
são: “a) complexidade ou simplicidade da causa; b) valor da causa; c) número de 
partes (de autores ou réus); d) lealdade ou deslealdade no comportamento 
processual (das partes e dos advogados); e) atuação do juiz como bom ou mau 
gestor do processo; f) adequada ou inadequada condução dos trabalhos 
decorrentes da serventia (servidores públicos e auxiliares da Justiça); g) 
complexidade das provas a serem produzidas; h) quantidade de exceções, 
impugnações ou recursos interpostos.” 
(BACELLAR, Roberto Portugal. Administração judiciária – com justiça. Curitiba: 
InterSaberes, 2016, p. 148.) 
 
D Controle interno e externo. 
 
E Controle estratégico e tático. 
 
Questão 2/5 - Mediação e Arbitragem 
Acerca do processo de mediação, o mediador tem variados papéis para garantir que, mesmo 
sem acordo, as partes tenham a oportunidade de se comunicarem e saiam satisfeitas do 
processo. 
Com relação às funções do mediador, associe as letras da Coluna 1 (conduta do 
mediador) aos números da Coluna 2 (explicação). 
COLUNA 1: 
Z) Defensor do processo. 
D) Tom de voz eficiente. 
F) Atenção à comunicação não verbal. 
H) Evite que as partes firmem posições em vez de interesses. 
J) Confiança no processo. 
Y) Linguagem apropriada. 
 
COLUNA 2: 
8) Note-se aqui que temos diferentes tipos de partes, possivelmente com níveis 
socioeconômicos e culturais diferentes. A linguagem, mal empregada, pode distanciar as partes 
cada vez mais de um provável acordo. 
1) A entonação da voz do mediador pode produzir reações diversas nas partes. Da maneira 
mais calma à maneira mais incisiva, a voz constitui um importante mecanismo de controle da 
sessão de mediação. 
40) O mediador é um modelo de comportamento para as partes e está, a todo o momento, 
ajustando a forma como as partes agem no processo por meio de suas próprias atitudes. Seus 
gestos, seu modo de se comunicar e seu semblante influenciam as partes. Os gestos, se bem 
utilizados, podem evitar situações desagradáveis ou repetições desnecessárias. Não devem 
transparecer preocupações pessoais, mau humor ou tampouco deve-se fixar o olhar sempre em 
um mesmo participante. Devem ser evitados gestos bruscos ou hostis. 
6) Deve-se lembrar que, quando as partes percebem que seus sentimentos e emoções foram 
bem recebidos e aceitos pelo mediador, sentem que podem confiar no processo e no mediador. 
Isso não significa concordar com o que a parte diz, pois o mediador deve ser imparcial. Significa 
que a parte foi ouvida e sua mensagem foi passada ao mediador. Uma boa relação de confiança 
reflete uma melhor eficiência do processo no sentido de que facilita a obtenção de informações e 
a atuação do mediador. 
0) O mediador não deve demonstrar parcialidade quanto às questões materiais, isto é, qual parte 
tem ou não tem razão sobre determinada questão. Em hipótese alguma pode o mediador fazer 
algum comentário que transpareça estar dando apoio à posição de uma das partes ou 
assessorando a parte como se seu advogado fosse. Contudo, o mediador deve estar 
invariavelmente engajado na defesa do seguimento regular do processo, não sendo imparcial 
quanto às garantias e direitos inerentes a cada parte no transcorrer do processo de mediação. 
10) A identificação dos interesses das partes é etapa essencial para a obtenção de um acordo 
no processo de mediação, já que, ao menos tacitamente, as partes começam a perceber as 
perspectivas e necessidades uma da outra, tornando-as mais capacitadas na solução de 
determinadas questões quando da elaboração do acordo. 
A associação correta é: 
Nota: 20.0 
 
A Z-0; D-1; F-40; H-10; J-6; Y-8. 
Você acertou! 
(KAMEL, Antoine Youssef. Mediação e Arbitragem. Curitiba: InterSaberes, 
2017, p. 87-88.) 
Defensor do processo. O mediador não deve demonstrar parcialidade quanto 
às questões materiais, isto é, qual parte tem ou não tem razão sobre 
determinada questão. Em hipótese alguma pode o mediador fazer algum 
comentário que transpareça estar dando apoio à posição de uma das partes 
ou assessorando a parte como se seu advogado fosse. Contudo, o mediador 
deve estar invariavelmente engajado na defesa do seguimento regular do 
processo, não sendo imparcial quanto às garantias e direitos inerentes a cada 
parte no transcorrer do processo de mediação. 
Tom de voz eficiente. A entonação da voz do mediador pode produzir 
reações diversas nas partes. Da maneira mais calma à maneira mais incisiva, 
a voz constitui um importante mecanismo de controle da sessão de mediação. 
Atenção à comunicação não verbal. O mediador é um modelo de 
comportamento para as partes e está, a todo o momento, ajustando a forma 
como as partes agem no processo por meio de suas próprias atitudes. Seus 
gestos, seu modo de se comunicar e seu semblante influenciam as partes. Os 
gestos, se bem utilizados, podem evitar situações desagradáveis ou repetições 
desnecessárias. Não devem transparecer preocupações pessoais, mau humor 
ou tampouco deve-se fixar o olhar sempre em um mesmo participante. Devem 
ser evitados gestos bruscos ou hostis. 
Evite que as partes firmem posições em vez de interesses. A identificação 
dos interesses das partes é etapa essencial para a obtenção de um acordo no 
processo de mediação, já que, ao menos tacitamente, as partes começam a 
perceber as perspectivas e necessidades uma da outra, tornando-as mais 
capacitadas na solução de determinadas questões quando da elaboração do 
acordo. 
Confiança no processo. Deve-se lembrar que, quando as partes percebem 
que seus sentimentos e emoções foram bem recebidos e aceitos pelo 
mediador, sentem que podem confiar no processo e no mediador. Isso não 
significa concordar com o que a parte diz, pois o mediador deve ser imparcial. 
Significa que a parte foi ouvida e sua mensagem foi passada ao mediador. 
Uma boa relação de confiança reflete uma melhor eficiência do processo no 
sentido de que facilita a obtenção de informações e a atuação do mediador. 
Linguagem apropriada. Note-se aqui que temos diferentes tipos de partes, 
possivelmente com níveis socioeconômicos e culturais diferentes. A 
linguagem, mal empregada, pode distanciar as partes cada vez mais de um 
provável acordo. 
 
B Z-8; D-1; F-10; H-40; J-6; Y-0. 
 
C Z-0; D-1; F-10; H-40; J-6; Y-8. 
 
D Z-0; D-1; F-40; H-8; J-10; Y-6 
 
E Z-1; D-40; F-0; H-10; J-6; Y-8. 
 
Questão 3/5 - Mediação e Arbitragem 
O mediador deve utilizar uma linguagem apropriada. Note-se aqui que temos diferentes tipos de 
partes, possivelmente com níveis socioeconômicos e culturais diferentes. A linguagem, mal 
empregada, pode distanciar as partes cada vez mais de um provável acordo. E quanto ao 
senso de humor, qual é a orientação ao mediador? 
I – O senso de humor deve, como regra, ser evitado nas sessões de mediação, exceto quando 
se tratar de casos mais amenos, como um conflito leve entre vizinhos, mas nãoquando estiver 
envolvido um caso de família ou questões mais graves. 
II - O senso de humor, desde que não seja ofensivo às partes, pode ser utilizado. Isso significa 
que são vedadas as piadas que envolvam determinado tipo social, crença ou qualquer aspecto 
cultural ou racial que possa estar ligado às partes. O que se sugere é o uso do humor ingênuo, 
apenas para tornar o ambiente mais agradável e que não desvirtue o propósito da sessão. 
III – O humor é um traço de caráter essencial ao mediador pois, caso não consiga trazer as 
partes para perto com base no humor, elas permanecerão distantes. Por isso, é recomendável 
que o mediador se aperfeiçoe nesse quesito. 
IV - O humor não é essencial para que alguém torne-se um excelente mediador – trata-se 
apenas de um instrumento positivo que pode ou não ser incorporado por um mediador – a 
depender da sua orientação pessoal como mediador e personalidade. 
É correto apenas o que se afirma em: 
Nota: 20.0 
 
A I e IV. 
 
B I, II e III. 
 
C II e IV. 
Você acertou! 
Corretas apenas: 
II - O senso de humor, desde que não seja ofensivo às partes, pode ser utilizado. 
Isso significa que são vedadas as piadas que envolvam determinado tipo social, 
crença ou qualquer aspecto cultural ou racial que possa estar ligado às partes. O 
que se sugere é o uso do humor ingênuo, apenas para tornar o ambiente mais 
agradável e que não desvirtue o propósito da sessão. 
IV - O humor não é essencial para que alguém torne-se um excelente mediador –
 trata-se apenas de um instrumento positivo que pode ou não ser incorporado por 
um mediador – a depender da sua orientação pessoal como mediador e 
personalidade. 
 
O “senso de humor, desde que não seja ofensivo às partes, pode ser utilizado. 
Isso significa que são vedadas as piadas que envolvam determinado tipo social, 
crença ou qualquer aspecto cultural ou racial que possa estar ligado às partes. O 
que se sugere é o uso do humor ingênuo, apenas para tornar o ambiente mais 
agradável e que não desvirtue o propósito da sessão. Vale ressaltar também que 
esta característica pessoal de alguns bons mediadores não é essencial para que 
alguém torne-se um excelente mediador – trata-se apenas de um instrumento 
positivo que pode ou não ser incorporado por um mediador – a depender da sua 
orientação pessoal como mediador e personalidade.” 
 
(KAMEL, Antoine Youssef. Mediação e Arbitragem. Curitiba: InterSaberes, 2017, p. 
89.) 
 
D III. 
 
E II e III. 
 
Questão 4/5 - Administração Judiciária 
Sobre a disciplina de Administração Judiciária, entendemos que: 
“De acordo com o fundamento do Estado, o Poder Judiciário tem a Missão de, perante a 
sociedade, prestar a tutela jurisdicional, a todos e a cada um, indistintamente, conforme 
garantida na Constituição e nas leis, distribuindo justiça de modo útil e a tempo.” (TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL. Sobre o Poder Judiciário. Disponível em: 
<http://www.tjrs.jus.br/site/poder_judiciario/sobre.html>. Acesso em: 2 mar. 2017). 
Os órgãos do Poder Judiciário são definidos pela Constituição. O art. 92 da Constituição 
Federal define quais são os órgãos do Poder Judiciário. Assinale a alternativa que 
apresenta um dos órgãos: 
Nota: 20.0 
 
A Ministério da Justiça. 
 
B Supremo Tribunal Federal. 
Você acertou! 
BACELLAR, Roberto Portugal. Administração judiciária – com justiça. Curitiba: 
InterSaberes, 2016, p. 77; aula 2. 
 
C Secretaria de Reforma do Poder Judiciário (SRJ-MJ). 
 
D Promotorias de Justiça Procuradorias de Justiça. 
 
E Tribunais Arbitrais. 
 
Questão 5/5 - Administração Judiciária 
Na obra-base, descobrimos como deve se proceder para haver eficiência na execução de 
tarefas: 
“Em uma gestão centralizadora, quando um presidente de tribunal ou um juiz administrador ‘faz 
tudo’, desempenha várias tarefas diversificadas e assume sozinho a responsabilidade de sua 
execução, não há necessidade de se implementarem os mecanismos de coordenação. 
Henry Mintzberg ao descrever os fundamentos da planificação organizacional, relata a história 
da senhora Raku, que fabricava cerâmicas no porão de sua casa. Isso envolvia certo número de 
tarefas distintas, como amontoar a argila, dar-lhe forma de vaso, modelar, preparar e depois 
aplicar o esmalte e, por fim, cozer os vasos no forno. 
A coordenação de todas essas tarefas não apresentava problemas, pois ela própria as 
executava. Esclarece que toda a atividade humana organizada – desde fazer vasos até colocar 
um homem na lua – dá origem a duas exigências fundamentais e opostas: 
 
a) a divisão do trabalho em várias tarefas a serem executadas; 
b) a coordenação dessas tarefas para se obterem resultados.“ 
(BACELLAR, Roberto Portugal. Administração judiciária – com justiça. Curitiba: InterSaberes, 
2016.) 
Desse texto, que nos traz muitos ensinamentos, podemos concluir que: 
I – A estrutura de uma organização pode ser simplesmente definida como a soma total das 
maneiras pelas quais o trabalho é dividido em tarefas distintas e como é feita a coordenação 
entre essas tarefas” 
II – O bom funcionamento de qualquer organização depende de uma pessoa que realize todas 
as tarefas sozinha, a fim de garantir a padronização da produção e da prestação dos serviços. 
III – A execução de uma tarefa qualquer, em especial as mais complexas, requerem uma gestão 
centralizadora, sem que se lance mão do empowerment, pois ele geraria perda de poder. 
IV – O caminho do aperfeiçoamento recomenda a divisão de trabalho, descentralização, 
contratação e qualificação de pessoas para o desempenho de atividades segundo as suas 
habilidades operacionais e seus níveis técnicos. 
É correto apenas o que se afirma em: 
Nota: 20.0 
 
A I e II. 
 
B I e IV. 
Você acertou! 
“A estrutura de uma organização pode ser simplesmente definida como a soma 
total das maneiras pelas quais o trabalho é dividido em tarefas distintas e como é 
feita a coordenação entre essas tarefas (MINTZBERG, 1995, p. 10). O caminho do 
aperfeiçoamento recomenda a divisão de trabalho, descentralização, contratação e 
qualificação de pessoas para o desempenho de atividades segundo as suas 
habilidades operacionais e seus níveis técnicos.” (BACELLAR, Roberto 
Portugal. Administração judiciária – com justiça. Curitiba: InterSaberes, 2016, p. 
165-166). 
Perceba que as alternativas erradas trazem conceitos equivocados: 
o empowerment fortalece as pessoas, e não retira poder; enquanto que a ideia do 
texto traz ideia completamente diferente da assertiva II: as tarefas devem ser 
divididas segundo as competências de cada pessoa. 
 
C III e IV. 
 
D I e III. 
 
E II e III.

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