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ORIENTAÇÕES CURRICULARES MUNICIPAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL AUL A EOOOSADK J DUCAÇ PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL 2016 Dados internacionais de catalogação na publicação Bibliotecária responsável: Monique da Costa Martins – CRB 9/1445 Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais: Secretaria Municipal de Educação. Orientações Curriculares Municipais para a Educação Infantil. Costa, Chayane Evelis; Marilza Aparecida Pereira Teixeira (Org). São José dos Pinhais. Paraná. 2015. 1.Educação Infantil 2. Orientações Curriculares CDD - 375 Prefeito Municipal de São José dos Pinhais Luiz Carlos Setim Secretária Municipal de Educação Neide Maria Ferraz Setim Diretora Geral da Secretaria Municipal de Educação Joselita Drugovich Andriguetto Diretora do Departamento de Educação Infantil Andrea Bonatto Cardozo (de 2013 a 2015) Marilza Aparecida Teixeira (2016) Chefe de Divisão do Departamento de Educação Infantil Nadja Naira Negrão Equipe Técnica Pedagógica do Departamento de Educação Infantil Chayane Evelis Costa Claudia Regina Condello Candido de Oliveira Kluck (de 2013 a 2014) Danielle Cristine Ribeiro Ribas Paes Edna Martins dos Santos Fernandes Ellen Cristina Nascimento dos Santos Silva Marques Gisele Plantes de Meira Jocimara Rossa Rodrigues Joseli de Fátima Camillo Dallabrida (2016) Marilza Ap. Pereira Teixeira ( 2013-2015) Tania Freire Bento Equipe Técnica Administrativa Angela Maria Luczs da Maia Revisão Linguística Caroline Kappler Diagramação Chayane Evelis Costa Impressão SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ........................................................................................................ 01 1 O PERCURSO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO ................................... 05 1.1 HISTÓRICO DOS ATENDIMENTOS ...................................................................... 05 1.2 PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE VAGAS ............................................................. 08 1.3 HISTÓRICO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DESENVOLVIDAS ....................... 11 1.4 CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO 2013 – 2015 .............................................................................................. 29 1.5 COMUNIDADES DOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL ........ 31 2 INFÂNCIAS ................................................................................................................ 35 2.1 A CRIANÇA COMO SUJEITO DE DIREITO ........................................................... 35 3 GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA ......................................................... 38 3.1 GESTÃO DA UNIDADE EDUCACIONAL ............................................................... 38 3.2 PLANO DE AÇÃO ................................................................................................... 39 3.3 INDICADORES DE QUALIDADE DA EDUCAÇÃO ................................................. 40 3.4 CONSELHO CMEI .................................................................................................. 42 3.5 ASSOCIAÇÃO DE PAIS PROFESSORES E SERVIDORES .................................. 44 3.6 PROPOSTA PEDAGÓGICA ................................................................................... 44 3.7 REGIMENTO CMEI ................................................................................................. 45 4 O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TEMPOS, ESPAÇOS, EXPERIÊNCIAS ............................................................................................................ 47 4.1 O EDUCAR E O CUIDAR ........................................................................................ 50 4.1.1 Critérios para reflexão sobre saúde na Educação Infantil .................................... 51 4.1.2 Ambientes ............................................................................................................ 51 4.1.3 Espaços e materiais ............................................................................................. 52 4.1.4 Espaços de alimentação ...................................................................................... 52 4.1.5 Adaptação ............................................................................................................ 53 4.1.6 Um olhar sensível sobre a prática pedagógica ..................................................... 55 4.2 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO .................................................. 57 4.2.1 Roteiro de planejamento de rotina ....................................................................... 57 4.2.2 Sequência de atividades ...................................................................................... 58 4.3.3 Projetos ................................................................................................................ 59 4.3 EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA ............................... 60 4.3.1 Interações e Brincadeiras ..................................................................................... 61 4.3.2 Linguagem oral e escrita ...................................................................................... 66 4.3.2.1 Objetivos das aprendizagens em Linguagem oral e escrita .............................. 74 4.3.3 Conhecimento matemático ................................................................................... 76 4.3.3.1 Objetivos das aprendizagens em conhecimento matemático ............................ 84 4.3.4 Conhecimento de si e do mundo .......................................................................... 86 4.3.4.1 Objetivos das aprendizagens de conhecimento de si e do mundo .................... 89 4.3.5 Linguagens artísticas............................................................................................ 90 4.3.5.1 Linguagem Corporal .......................................................................................... 91 4.3.5.1.2 Objetivos das aprendizagens em Linguagem Corporal .................................. 96 4.3.5.2 Artes visuais..........................................................................................97 4.3.5.3 Objetivos das aprendizagens em Artes Visuais ................................................ 100 4.3.5.4 Linguagem Musical............................................................................................ 101 4.3.5.5 Objetivos das Aprendizagens em Linguagem Musical ...................................... 104 5 AVALIAÇÃO .............................................................................................................. 107 5.1 O PERCURSO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA CRIANÇA PEQUENA EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS ...................................................................................... 109 6 REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 119 7 ANEXOS .................................................................................................................... 132 Aos profissionais da Educação Infantil A elaboração deste material, só foi possível pela colaboração de todos os profissionais dos Centros Municipais de Educação Infantil de São José dos Pinhais, os quais aceitaram o desafio de produzir práticas pedagógicaslocais respeitosas às crianças pequenas. Agradecemos, por acreditarem neste projeto, o qual resultou neste documento orientador rico em possibilidades. Agradecemos pela dedicação, pelo zelo, pelo carinho dedicado à Educação Infantil. Secretária Municipal de Educação Estas orientações são fruto de um projeto. Projeto para amparar a educação infantil do município, com orientações para o possível e o legal. Ainda, este reflete um esforço de todos os profissionais, seja com apontamentos, sugestões e até mesmo críticas. Uma proposta audaciosa, que partiu da prática para o teórico, alinhavando fio a fio, tecendo uma história, história esta que ninguém apaga. De certo modo, propomos uma estruturação para o trabalho pedagógico, dando visibilidade ao pedagogo e ao fazer educativo com as crianças. É certo que ainda há muito a se fazer, mas temos que considerar o que dizem: “a educação é uma colcha de retalhos, que cada um costura um pedacinho. Alguns com grandes pedaços, outros com pedaços menores. Nós costuramos grandes pedaços, o que facilitará o avanço nesta etapa educativa"... Diretora Departamento de Educação Infantil 1 APRESENTAÇÃO No ano de 2013 a Secretaria Municipal de Educação de São José dos Pinhais, por meio do Departamento da Educação Infantil, mobilizou-se para promover a adequação curricular desta etapa da Educação Básica em consonância com as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução 05/2009 do Conselho Nacional de Educação) e Resolução 02/2008 do Conselho Municipal de Educação (CME). A Educação Infantil é pauta de debates e embates políticos, pois o desafio de ampliar o atendimento às crianças, não apenas na etapa obrigatória de 4 e 5 anos, mas, também na faixa etária de 0 a 3 anos, tem revelado que é indispensável combinar o acesso, a permanência com práticas pedagógicas que respeitem os direitos das crianças de brincar e aprender. À partir das orientações nacionais, adotou-se um conjunto de ações organizativas facilitadoras do trabalho pedagógico, identificadas como “Experiências Significativas na Primeira Infância”, arranjadas entre os saberes: linguagem oral e escrita, conhecimento matemático, conhecimentos de si e do mundo e linguagens artísticas (artes visuais, música e linguagem corporal). Tendo em vista estes encaminhamentos, os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) organizaram-se em suas práticas pedagógicas, garantindo os eixos norteadores: interações e brincadeiras. Desse modo, estas práticas, são desenvolvidas com as crianças, através do “Quadro de Atividades Permanentes” e das “Sequências de Atividades” ou “Projetos” que devem contemplar os diferentes saberes das infâncias. O currículo na Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade. FONTE: CNE/BRASIL, 2009. 2 Tais ações ocorreram na tentativa de relacionar os eixos resguardados nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, por meio da emissão de orientações que garantem às crianças vivenciar experiências articuladas com os diferentes saberes. A partir destas orientações locais, amplia-se a rotina em sala, norteada pelas atuais legislações vigentes1, que asseguram às crianças, experiências e saberes necessários para o bem viver, e, também incumbe ao gestor público e ao Conselho Municipal de Educação, o acompanhamento e promoção de políticas educacionais que articulem a proposta pedagógica municipal com as propostas pedagógicas institucionais dos CMEIs. É válido citar que, a Educação Infantil tem ganhado amplitude política, com maior notoriedade na agenda política e na proposição de novas práticas pedagógicas que respeitem as infâncias das nossas crianças e tem sido alargada a partir das legislações nacionais, locais e internacionais. “A educação abrange os processos formativos amplos que se desenvolvem na convivência humana ao longo da vida” (BRASIL/1996), portanto, é na primeira infância que se garante o viver social e comunitário à criança. Ainda, nesta esteira de concepções, a intenção deste município é fomentar experiências e saberes que atendam as necessidades infantis, garantindo aos Centros Municipais de Educação Infantil, o papel de Unidade Educativa, responsável pela condução dos processos de apropriação de conhecimentos e, facilitador das aprendizagens e do desenvolvimento infantil, condições inerentes à educação pública de qualidade. Portanto, é indispensável que o espaço da Educação Infantil, proporcione convivências sociais e políticas às crianças, as quais deixam o ambiente familiar para o convívio em sociedade. É de responsabilidade dos educadores, conectados ou não, com o lugar social desta criança, compreender a principal função de garantir o direito educacional de cada menino e menina, guiando-se pelas diretrizes do sistema de ensino com o qual tem vínculo de trabalho (CASTRO;REGATTIERI, 2009, p.12). 1 Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, a Resolução do Conselho Nacional de Educação de nº 05 de 17/12/2009, Pareceres 20 CNE/CEB, de 11 de novembro de 2009, 3 Esta perspectiva dá ao professor/educador, a centralidade mediadora do trabalho com os pequenos, pois este adulto também passou pelo processo de formação para alcançar a condição de profissional da educação (CASTRO; REGATTIERI, 2009, p.12). Tal indicativo propõe a este profissional que atua com os pequenos a obrigação de entender as crianças que chegam aos CMEIs, como membros- dependentes de um núcleo familiar que lhes dá um nome e um lugar no mundo (CASTRO; REGATTIERI, 2009, p.12). Nesta busca pelo direito da criança à Educação Infantil, bem como a garantia de experiências e saberes necessários à primeira infância, neste município, a prática pedagógica orientar-se-á pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil pela Resolução nº 5 de 17/12/2009 do CNE e demais orientações legais. As duas primeiras As duas primeiras legislações mencionadas sistematizam a prática pedagógica na Educação Infantil, ao apresentar diretrizes que facilitam a organização das experiências das crianças. Art. 9º. As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que: I - promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança; II - favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical; III - possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos; IV - recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais; V - ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas; VI - possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar;4 E, no: Com vistas a respeitar as crianças pequenas e a garantir o atendimento à legislação vigente, se propõe esta adequação curricular, com arranjos infantis e docentes, para o atendimento com qualidade nas unidades de Educação Infantil VII - possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e reconhecimento da diversidade; VIII - incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza; IX - promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura; X - promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais; XI - propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras; XII - possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos. Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo: I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano; II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.); III - a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental). IV – documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil (p. 4) 5 1 O PERCURSO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO 1.1 HISTÓRICO DE ATENDIMENTOS Assim como se deu em todo o Brasil, o município de São José dos Pinhais seguiu ao mesmo ordenamento legal indicado a partir da LDBEN 9394/96 sobre a Educação Infantil, reconhecendo-a como parte integrante da educação básica, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. No plano da organização municipal, isto ocorreu em 26 de março de 2001, por meio do Decreto Municipal nº 227/2001, o qual anexou à educação 22 creches, antes administradas pela Secretaria de Promoção Social, transformando-as em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs)2. No que se refere ao atendimento naquele período, a faixa etária das crianças de 0 a 3 anos frequentavam as Unidades no período integral, enquanto as de 4 a 6 anos, eram atendidas em meio período nos espaços das Escolas Municipais. “É a partir da legislação que estabelece o Ensino Fundamental de 9 anos que as crianças de 4 a 6 anos retornam a Educação Infantil, sendo atendidas unicamente nos CMEIs (ALMEIDA, 2008). Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, em 2002, 4.496 crianças eram atendidas em 25 Unidades e, um ano depois, houve o aumento para 5.713 crianças distribuídas em 26 CMEIs. Posteriormente, em 2004, havia 30 unidades CMEIs os quais atendiam 80% da demanda manifesta nas modalidades de creche e pré-escola. 2 A partir desta página utilizaremos a sigla CMEIs para nos referir aos Centros Municipais de Educação Infantil deste município. 6 TABELA 1- MODALIDADE CRECHE Modalidade Faixa etária Quantidade de Professor/Educador Nº de crianças por sala Berçário 0 meses a 18 meses 02 Até 16 Maternal 18 meses a 3 anos 02 Até 18 Fonte: Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil da Rede Pública Municipal de São José dos Pinhais. Secretaria Municipal de Educação. São José dos Pinhais: Curitiba: PMSJP/SEMED,2004. TABELA 2- MODALIDADE PRÉ-ESCOLA Faixa etária Quantidade de Professor/Educador Nº de crianças por sala Jardim I 4 anos 02 Até 22 Jardim II 5 anos 01 Até 25 Jardim III 6 anos 01 Até 25 Fonte: Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil da Rede Pública Municipal de São José dos Pinhais. Secretaria Municipal de Educação. São José dos Pinhais: Curitiba: PMSJP/SEMED, 2004. Outra possibilidade dada às famílias, em relação ao atendimento das crianças da pré-escola era meio período, no Programa Contraturno, cujo objetivo era de propiciar às crianças momentos de diálogo, brincadeiras, cuidados e atenção, que se somariam às atividades já desenvolvidas no período de aula regular, ou seja, eram ofertadas atividades complementares a serem realizadas no período oposto ao que a criança frequentava. Já em relação aos profissionais das Unidades, as Diretrizes Curriculares para os Centros de Educação Infantil (2004, p. 71), dispunha a seguinte organização: Coordenação: a coordenadora atualmente exerce a função administrativa e pedagógica dos Centros. Pedagogos: profissional que, através da SEMED, responde pelos encaminhamentos administrativos e pedagógicos dos CMEIs, divididos por modalidades. Professores: o cargo de professor é exercido por servidor da carreira do Magistério, provido, através de aprovação em concurso público, realizado pela Administração Municipal. O professor para atuar no Centro de Educação Infantil deve ter Ensino Médio com habilitação em Magistério, consoante a legislação e as normas específicas que regem a Educação Infantil. 7 A organização do trabalho pedagógico era realizada por profissionais do Departamento de Educação Infantil que, dirigiam-se aos CMEI para prestar assistência pedagógica aos professores/educadores em relação aos planejamentos. Os coordenadores pedagógicos eram nomeados pela Secretaria Municipal de Educação, em cargo comissionado, e tinham como função executar as funções administrativas da Unidade, e também prestar auxílio em questões pedagógicas aos profissionais que atuavam com as crianças. Em relação aos atendimentos das crianças realizados no período de 2001 a 2008, a tabela abaixo apresenta uma crescente, em 7 anos, o número de crianças matriculadas passaram de 4.513 (Quatro mil quinhentos e treze) para 6.959 (Seis mil novecentos e cinquenta e nove). Desta maneira, foram criadas 2.386 (Duas mil trezentos e oitenta e seis) novas vagas. TABELA 3 - ATENDIMENTOS 2001 A 2008 Anos Crianças CMEIs 2001 4.573 22 2002 4.496 25 2003 5.713 26 2004 6.071 29 2005 7.086 30 2006 7.264 30 2007 6.178 30 2008 6.959 30 Fonte: Currículo para as Escolas do Sistema Público Municipal de Ensino: Educação Infantil. ALMEIDA, Geraldo Peçanha. São José dos Pinhais, PR: Pró-Infantil, 2008, p. 4. Regente II: é exercido pelo professor ou educador, conforme disponibilidade do CMEI. Sua função é desenvolver as linguagens culturais e esportivas, bem como garantir a hora atividade do professor regente. Educadores: é um servidor da carreira de serviços gerais que desenvolve a prática de educadora, executando, participando, discutindo, elaborando, cuidando, educando, controlando e avaliando a ação intencional e sistemática que possibilitao desenvolvimento pleno da criança. Serviços Gerais: a equipe de Serviços Gerais é composta por Atendentes de Creche, cozinheiras, Lactaristas e Serventes, providos através de aprovação em concurso público, realizado pela Administração Municipal. As atividades de Cozinheiras e Lactaristas são acompanhadas pela nutricionista da Secretaria Municipal de Educação. 8 No período de 2009 a 20153, o número de crianças matriculadas nas rede muniicpal de Educação Infantil, passou de 6.532 (Seis mil quinhentos e trinta e dois) para 7.736 (Sete mil setecentos e trinta e seis), portanto, verifica- se um aumento de 1.204 (mil duzentas e quatro) vagas. Além disto, de 2013 a 2015, o número de unidades educacionais ampliou-se de 34 (trinta e quatro) para 42 (quarenta e duas), ou seja, em dois anos, 8 CMEIs foram inaugurados pela atual gestão. E, em 2016 passou para 44, os Centros Municipais de Educação Infantil em São José dos Pinhais, atendendo assim a 9.187 (Nove mil cento e oitenta e sete) crianças. 1.2 PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE VAGAS Segundo Costa (2015), no ano de 2012, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio em parceria com o Ministério da Educação, demonstrou que das 10,3 milhões crianças de 0 a 3 anos de idade, somente 2,54 milhões, o equivalente a 24,2%, estavam matriculadas em creches. E, ainda, em Abril de 2013, constatou-se a falta de um milhão de vagas no Brasil para crianças de 4 a 5 anos de idade. No Estado do Paraná, percebe-se a necessidade da abertura de 100 mil vagas para atendimento de crianças na pré-escola quando se traça um comparativo entre os dados do Censo Demográfico de 2010, com as Sinopses Estatísticas da Educação Básica de 2012, publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Para Lima (2013), é preciso criar, em média 262 milhões de vagas por ano no país e 33,4 mil no Estado do Paraná. A crescente necessidade de ampliar o número de vagas e as possibilidades de investimentos dos municípios, há certa distância, pois, a imediata necessidade, de atendimento à emenda constitucional nº 59 prevista para 2016, a qual legisla obrigatoriedade ao atendimento de crianças de 4-5 anos, desafia gestores municipais, pois não ocorreu previsão orçamentária para garantir a gradual criação de vagas em comparação ao número de nascidos vivos. Tendo em vista, que o aporte da União firmou-se apenas na 3 Dados fornecidos pelo Departamento de Educação Infantil, ano 2015 9 construção de estrutura física e aquisição de materiais, e não em apoio para ampliação de recursos humanos. QUADRO 1 – TOTAL DE NASCIDOS VIVOS, SEGUNDO AS GRANDES REGIÕES – 2000 A 2006 Grandes Regiões Total de nascidos vivos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Brasil 3.206.761 3.115.474 3.059.402 3.03888.548 3.026.548 3.035.096 2.944.928 Norte 290.708 299.388 301.208 311.335 309.136 314.858 317.493 Nordeste 926.104 942.141 929.717 930.145 910.775 924.983 887.306 Sudeste 1.306.235 1.230.473 1.195.168 1.181.131 1.178.915 1.171.841 1.139.935 Sul 451.009 415.957 406.116 389.675 398.126 392.107 379.062 Centro- Oeste 232.705 227.515 227.193 225.965 229.596 231.307 221.672 FONTE: Ministério da Saúde, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos 2000-2006. No caso do Município de São José dos Pinhais, de acordo com as pesquisas do Sistema de Informações dos Nascidos Vivos (SINASC), o número é o seguinte: GRÁFICO 1 – NASCIDOS VIVOS DE ACORDO O ANO DE NASCIMENTO Fonte: Organizado pelo Departamento de Educação Infantil à partir dos dados Ministério da Saúde. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinasc/cnv/nvpr.def. Acesso em 19 Jun. 2015 Diante deste cenário, o município, com o intuito de ampliar o atendimento às crianças, implantou via legislação local, no dia 20 de Dezembro de 2010, a Lei Municipal nº 1663 o Programa de Aquisição de Vagas, a qual, de acordo com o seu art. 1º, “regula o processo de matrícula para os alunos da Educação Infantil domiciliados no município de São José dos Pinhais, cujo atendimento não for possível na rede pública municipal”. 10 Este Programa possibilita a compra de vagas na rede particular da educação infantil, pela Administração Pública, em Centros de Educação Infantil (CEIs) e escolas que atendem esta etapa. Para isto, segue critérios estabelecidos pela lei: as vagas devem ser adquiridas para atender unicamente às requisições do Conselho Tutelar de São José dos Pinhais, e para a sua contemplação, será necessário observar: FONTE: PARANÁ/SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, 2010 O credenciamento dos CEIs e escolas da rede privada, ocorre via licitatório, que avalia a documentação necessária, a partir de especificações contidas no edital. Durante o período de 2012 a 2015, foram aprovados pelo processo licitatório apenas 6 CEIs, e os números de atendimentos, foram os seguintes: TABELA 4 – NÚMERO DE CRIANÇAS ATENDIDAS EM CEIS POR ANO DE NASCIMENTO Ano: 2012 2007 2008 2009 2010 2011 2012 09 43 108 96 27 4 Total de Atendidos: 287 crianças FONTE: Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, 2015. TABELA 5 – NÚMERO DE CRIANÇAS ATENDIDAS EM CEIS CONVENIADOS POR ANO DE NASCIMENTO Ano: 2013 2008 2009 2010 2011 2012 2013 21 116 144 129 42 8 Total de Atendidos: 460 crianças FONTE: Dados do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, 2015. Art. 2º, § 1º - o atendimento das crianças deverá obedecer a sequência abaixo: a) as crianças em situação de risco; b) as crianças cujos pais ou responsáveis exerçam alguma função remunerada, devidamente comprovada cuja renda familiar não ultrapasse a 3 (três) salários mínimos; c) crianças com renda familiar de 3 (três) a 5 (cinco) salários mínimos e d) demais inscritas. 11 TABELA 6 – NÚMERO DE CRIANÇAS ATENDIDAS EM CEIS CONVENIADOS POR ANO DE NASCIMENTO Ano: 2014 2009 2010 2011 2012 2013 2014 6 129 128 105 43 7 Total de Atendidos: 418 crianças FONTE: Dados do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, 2015. TABELA 7 – NÚMERO DE CRIANÇAS ATENDIDAS EM CEIS CONVENIADOS POR ANO DE NASCIMENTO Ano: 2015 2010 2011 2012 2013 2014 2015 33 119 150 153 80 8 Total de Atendidos: 543 crianças FONTE: Dados do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, 2015 Considerando os dados, percebemos que houve crescente aumento na procura pelo atendimento por meio deste programa. Para tanto, a compra de vagas não é a saída ideal, mas necessária neste município. Diante do cenário anteriormente apresentado, é uma tentativa do gestor público em assegurar o direito da criança à vaga na Educação Infantil. 1.3 HISTÓRICO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DESENVOLVIDAS No ano de 2004, o Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, editou as primeiras Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil de São José dos Pinhais, as quais apresentavam as orientações e encaminhamentos para a prática pedagógica na Educação Infantil da rede pública de ensino. As diretrizes apoiavam-se em dois eixos: Formação pessoal e social e Conhecimento de mundo. A partir deles, ocorriam desdobramentos em áreas: Identidade e autonomia, Movimento, Artes Visuais, Música, Linguagem oral e escrita, Natureza e Sociedade e Matemática, os quais se alinhavam aos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (MEC, 1998). 12 Este documento também indicava a prática pedagógica a ser desenvolvida nas unidades educacionais, sendo que, para a realização do planejamento,os profissionais que atendiam as crianças de 0 a 3 anos (creche), deveriam seguir a seguinte estrutura: tema, subtema, estimulação (Visual, Auditiva, Tátil, Olfativa, Gustativa, Motora e Linguagem) e os eixos citados anteriormente. Enquanto isto, os profissionais da pré-escola (crianças de 4 a 6 anos), deveriam organizar o seu planejamento em: tema, subtema, eixos, objetivos e desenvolvimento. Tais práticas eram desenvolvidas por meio da metodologia de projetos, os quais deveriam conter três aspectos: “Fatos e conceitos (o que o aluno precisa saber), procedimentos (o que o aluno precisa saber fazer), normas, valores e atitudes (o que o aluno precisa ser)”. Nos dois anos seguintes, as orientações estavam embasadas no currículo de 2004, amparadas pelo material didático adquirido por meio de convênio com a Instituição Bom Jesus (CUNHA, et al., 2007). Em 2008, a Secretaria Municipal de Educação com a assessoria pedagógica, esboçou o chamado “Currículo para as escolas do Sistema Público Municipal de Ensino: Educação Infantil” (ALMEIDA, 2008), o qual resultou em uma nova organização das práticas pedagógicas. Esta nova reconfiguração manteve o trabalho com projetos, entretanto, organizados através da metodologia denominada “Sequência Didática”, composta por passos denominados: emoção, sentidos, linguagens, psicomotricidade e brincadeiras. É 13 também neste momento que é incorporado dois novos projetos à prática pedagógica nas unidades educacionais: PLEI (Programa Lúdico na Educação Infantil): desenvolvido na hora atividade do professor regente. Tinha como foco o trabalho com o lúdico de forma experimental com as seguintes linguagens: Literatura, Artes Visuais, Música, Expressividade, Artes Cênicas, Equilíbrio e Coordenação. O intuito era possibilitar à criança desafios, descobertas, experimentações, culinária, aulas-passeios, pesquisas, festas, desfiles, entre outras. SEMEANDO O FUTURO (Hortas nos CMEIs): tinha como objetivo possibilitar às crianças o contato com a natureza e questões relacionadas ao meio ambiente saudável. Ainda em 2008, O Conselho Municipal de Educação (CME)4 homologou a Resolução nº 02/2008, que estabelece as normas e os critérios, para garantir a qualidade do atendimento das crianças pequenas em São José dos Pinhais. Esta normatização trouxe ganhos a Educação Infantil do Município, pois norteia tanto o atendimento nas unidades educacionais da rede pública de Educação Infantil, quanto as instituições particulares, em relação às suas finalidades e objetivos, na elaboração das propostas pedagógicas, as quais devem ser organizadas, a partir dos parâmetros indicados, traz também a qualificação necessária dos profissionais que atuam nestas instituições, define os espaços, instalações e equipamentos necessários, para uma Educação Infantil com qualidades mínimas necessárias, além de citar o caminho para a obtenção da autorização de funcionamento.5 4 No dia 29 de Outubro de 2004, com base na Constituição da República Federativa do Brasil, na Constituição do Estado Paraná, na Lei nº 9394/96 e nº 9424/96, na Lei Orgânica do Município e demais disposições legais relativas à educação, é sancionada a Lei nº 632 a qual dispõe sobre a Organização do Sistema Municipal de Ensino do Município de São José dos Pinhais. Esta determinação legal, em seu Art. 16, estabelece o Conselho Municipal de Educação (CME) como “órgão de caráter permanente, consultivo, deliberativo e normativo, com a finalidade de estabelecer as políticas de educação”. 5 No ano de 2015, o Conselho Municipal realizou a alteração de certos dispositivos desta normativa visando ampliar a qualidade para o atendimento da criança, baseando-se nas atuais legislações vigentes. Esta iniciativa originou a Resolução nº 2/2015. 14 Em 2009, o Conselho Nacional de Educação (CNE) / Câmara de Educação Básica, homologou uma nova normatização: as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, por meio da Resolução nº 05/2009 e em seguida o Parecer 20/2009. Ambas as legislações abordam questões sobre a concepção e objetivos da Educação Infantil, princípios, práticas pedagógicas, avaliação, articulação necessária com o Ensino Fundamental, proposta pedagógica, organização dos espaços, dos tempos e dos materiais. Nos anos seguintes a Secretaria Municipal de Educação deste município, realizou encontros para a discussão sobre a necessidade de adequar as Propostas Pedagógicas (PPs) dos CMEIs, e possíveis reformulações para atender às novas exigências legais. No ano de 2013, a partir de novas formas de interpretação das Diretrizes Nacionais e da apropriação de saberes de referenciais teóricos, percebeu-se a necessidade de reestruturar os encaminhamentos curriculares municipais, na tentativa de aproximar as práticas pedagógicas da legislação vigente. Para isso, inicialmente o Departamento de Educação Infantil realizou um levantamento das condições estruturais e pedagógicas dos CMEIs. A partir deste diagnóstico, elaborou-se um novo modelo de organização dos ambientes, diminuindo o quantitativo mobiliário e reorganizando a disposição dos materiais e produções das crianças de modo a favorecer o desenvolvimento destas, garantindo-lhes maior condição de escolha. Para nortear este fazer, o este Departamento encaminhou às Unidades a orientação intitulada “Olhar sensível sobre os ambientes”, construída a partir dos seguintes documentos do MEC: Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (MEC, 1998). “Critérios para um atendimento em creches que respeite os Direitos Fundamentais das crianças” (MEC, 2009); “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil” (MEC, 2010); “Brinquedos e brincadeiras de creche” (MEC, 2012). 15 Outro ponto percebido nas unidades relacionou-se com o modus operandi da prática pedagógica, isto é, a necessidade de estabelecer rotinas pedagógicas às práticas docentes, por isso, elaborou-se o Quadro de atividades permanentes, onde se reúne fazeres pedagógicos diários: chamada, momento do desenho, roda da conversa, momento da leitura, práticas de movimento, cantos de atividades diversificadas. Embora em um primeiro momento, o quadro de rotina de atividades permanentes trouxe maior significado ao trabalho, ainda havia a necessidade de organizá-lo, de modo mais sistematizado, que garantisse à criança pequenas experiências, com os diferentes saberes socialmente construídos, garantindo certa graduação nas aprendizagens, conforme estabelece Parecer nº 20/2009 do CNE. FONTE: BRASIL/CNE, 2009, p. 16 Seguindo a mesma formalidade dada pelas Diretrizes Nacionais e por este Parecer, o Departamento de Educação Infantil, optou por denominar as experiências pedagógicas na Educação Infantil como Experiências Significativas na Primeira Infância, as quais foram dividas em: Linguagem Oral e Escrita, Conhecimento Matemático, Conhecimento de Si e do Mundo, Linguagens Artísticas: Artes Visuais, Música e Linguagem Corporal. Em 2013, com vistas a promover mudanças na cultura escolar, nas práticas pedagógicas e institucionais, a Secretaria Municipal de Educação, contratou a consultoria do Instituto Avisa Lá (organização não governamental (ONG), prestadora de assessoria pedagógica, de gestão e de formação continuada), o qual atua em diferentes municípios brasileiros e junto ao Ministério da Educação (MEC). O modelo selecionado pelo município sofreu alterações anuais, sendo que no ano de 2013, a formação incidiu pelo viés da assessoria pedagógica, com encontros mensais com a equipe pedagógica do Departamento de Educação Infantil, com ospedagogos das unidades educacionais, enquanto no A organização curricular da Educação Infantil pode se estruturar em eixos, centros, campos ou módulos de experiências que devem se articular em torno dos princípios, condições e objetivos propostos nesta diretriz. 16 ano de 2014 além do trabalho de formação direcionado ao pedagógico, também incluiu formação para diretores e diretores auxiliares. Para o trabalho com os pedagogos dos CMEIs, a assessoria deste Instituto promove discussões, reflexões e análise, a partir de um foco de estudo, o qual é indicado anualmente pelo Departamento de Educação Infantil, com base nas observações realizadas pela sua equipe de supervisão nas unidades educacionais. No ano de 2013, o foco de estudo foi em Artes Visuais. Naquele momento o objetivo principal era promover discussões sobre os modos de encaminhamento do trabalho pedagógico nesta experiência com crianças pequenas, fomentando assim a utilização de suportes, riscantes e outros materiais, os quais favorecem as vivências e experiências infantis de forma autônoma e criativa. Já em 2014 o foco de estudo foi a literatura, com o objetivo de repertoriar o imaginário das crianças, por meio do acesso a bons livros de literatura, boas histórias, cantos de literatura, os quais criam oportunidade de escolha para elas. E, em 2015, o Brincar foi escolhido na tentativa de promover a cultura deste nas unidades de Educação Infantil, de modo mais sistematizado, com os cantos de atividades de atendimento diversificado, ocupação e exploração dos espaços externos das unidades educacionais, para assim garantir o pleno desenvolvimento das crianças São-Joseenses. Além dos pedagogos, a equipe do Departamento de Educação Infantil também é instrumentalizada com novos saberes em encontros de formação, para aprofundamento dos estudos do foco, com o objetivo de promover práticas pedagógicas afinadas com a legislação vigente e, com as necessidades das crianças. Formação de pedagogos Formação da Equipe do Departamento de Educação Infantil 17 Em 2015, o Instituto Avisa Lá realizou a formação sobre gestão com o grupo de diretores e diretores auxiliares dos CMEIs de São José dos Pinhais. As questões discutidas nesta formação versavam sobre a necessidade e as características de um bom planejamento, além da importância de organizar as ações dos diretores, por meio de um plano de ação e de formação. Durante o processo formativo, os diretores participaram da construção de um quadro de suas funções profissionais, a partir de um diagnóstico das prioridades institucionais. Posteriormente, foram incentivados a perceber sua responsabilidade e papel na supervisão do trabalho diário no CMEI, no gerenciamento de recursos materiais e no estabelecimento de parcerias com a família, instituições de saúde, instâncias governamentais, instituições sociais e culturais. Uma das metodologias adotadas por esta assessoria é a de filmagem6, para tematização da prática, a qual ocorre em duas unidades educacionais de referência, indicadas pela equipe pedagógica do Departamento de Educação Infantil. Tal sistemática contempla o desenvolvimento de práticas pedagógicas diretas da formadora7 com as crianças; estas propostas são acompanhadas por uma dupla de técnicos pedagógicos do mencionado Departamento que realizam as filmagens. O material digital produzido é organizado pela formadora, a qual recorta trechos curtos e, os utiliza nos encontros com pedagogos para a tematização da prática8. Ainda na unidade de referência a formadora do instituto, realiza orientações e formação com o pedagogo da unidade, com os profissionais 6 A filmagem é a principal metodologia de trabalho deste Instituo, pois é a partir dela que se observa e se constrói possibilidades de intervenção nos fazeres docentes da Educação Infantil. 7 Formadora é a nomenclatura utilizada pelo Instituto Avisa lá para identificar a profissional que presta a assessoria direta ao município. 8 Tematização da prática é uma estratégia formativa realizada a partir de recortes de filmagens, textos e materiais, a partir de bons modelos apresentados e discutidos a partir de reflexões teóricas. Metodologia utilizada para as formações Formação sobre gestão 18 educador(a)/ professor(a) da turma na qual as atividades acontecem e com a dupla de técnicos pedagógicos da SEMED. Embora haja um foco de estudo definido, os encaminhamentos promovidos pelo instituto visam desenvolver um acompanhamento permanente da prática pedagógica docente, dos modos de planejar na Educação Infantil, de forma organizada e orientada pelo pedagogo, desenvolvendo a cultura pedagógica, do pedagogo formador9, bem como a sistemática de supervisão técnica10 do Departamento de Educação Infantil. No ano de 2014, além do foco de aprendizagem, o Instituto Avisa Lá realizou a formação de diretores e diretores auxiliares, com os temas de saúde e bem- estar das crianças pequenas, os quais resultaram na implantação e desenvolvimento dos seguintes Projetos Institucionais: Do meu nariz cuido eu, Lavagem das mãos e Projeto Autosserviço. Além destes, as Unidades também foram incentivadas a realizar o Comunidade Leitora, fruto da formação sobre Literatura. Do meu nariz cuido eu O projeto consiste em educar a criança para autonomia e autocuidado. Desde muito pequena a criança percebe que seu nariz está escorrendo, pois muitas vezes, fica com gripe, resfriado ou alergia. Entretanto, são poucos os que pedem para o adulto limpá-lo. Antes do projeto, o professor/educador era o único responsável por este cuidado, independente da idade da criança. A partir do projeto, a criança de 2 anos e meio, é incentivada por meio de situações planejadas, brincadeiras e técnicas para que ela aprenda a “assoar” o nariz. Embora, pareça um processo 9 Pedagogo formador é uma nomenclatura dada ao profissional que atua na unidade de Educação Infantil responsável pelo fazer pedagógico, pela orientação e acompanhamento dos profissionais educadores/professores/pais/responsáveis pelas crianças, o qual deve, promover momentos de formação com base teórica, utilizando diferentes estratégias formativas. 10 A supervisão técnica visa acompanhar a organização do trabalho pedagógico na unidade, atuando como suporte para as unidades de Educação Infantil, fornecendo subsídios teóricos e sugestões práticas. Projetos Institucionais 19 simples e fácil, na verdade, este é um hábito que precisa ser incentivado, pois enquanto algumas crianças aprendem a assoar o nariz rapidamente e sem muitas explicações, outras precisam de um tempo maior. Até a idade de 2 anos e meio, sugere-se que o professor/educador limpe o nariz da criança em frente a um espelho, mostrando a ela como faz, pois, segundo Damaris Maranhão, “As crianças aprendem a cuidar de si ao serem cuidadas” (2010, p. 5). Com o intuito de desenvolver este hábito de autocuidado e a autonomia infantil, todas as salas e alguns espaços externos de uso coletivo dos CMEIs foram equipados com o “Cantinho do Nariz” que deve ter espelho, papel higiênico/lenços de papel, cortados em pedaços suficientes, para limpeza do nariz e álcool gel para higienização das mãos (quando não há torneira por perto), todos os acessórios devem estar na altura das crianças para facilitar o uso, caso aja necessidade de assoar o nariz. Com esse projeto, as crianças aprendem a cuidar de si, construindo a cultura do autocuidado e da autonomia, bem como colaborando para a prevenção das doenças infecciosas. Lavagem das mãos Assim como o projeto “Do Meunariz cuido eu” a lavagem das mãos é também uma preocupação com a saúde e bem estar das crianças nas unidades de Educação Infantil, porque é na faixa etária de 0 a 5 anos que elas são mais vulneráveis a doenças infecciosas, ficam mais vezes doentes e, o convívio em ambientes coletivos aumenta o risco de adquirir determinadas doenças. A lavagem das mãos é uma medida simples, mas eficaz e de grande importância para diminuir a disseminação de doenças, pois é a principal via de transmissão de microrganismos, pelo contato com tudo o que é levado à boca, olhos e outras cavidades. Os hábitos de higiene são construídos na infância, e por isso, os Centros Municipais de Educação Infantil de São José dos Pinhais, desenvolvem o projeto com as crianças, equipe e comunidade sobre a lavagem correta das mãos com água e sabão e também com álcool 70% em gel. O educador/professor, deve lavar as mãos do bebê de até 1 ano depois das 20 atividades externa, de artes e das trocas de fraldas, assim como, antes e depois das refeições, mesmo que ele não alimente-se sozinho. Com as crianças de 1 a 3 anos é necessário criar o hábito de lavar as mãos e experimentar a sensação de usar o sabão liquido, a espuma e a água, sempre que usar o banheiro, na volta do parque, atividades de artes, antes e depois das refeições e depois de assoar o nariz. A partir de 3 anos e meio, as crianças devem lavar as mãos sozinhas e com a supervisão do adulto, seguindo os passos corretos da higienização orientada. Projeto autosserviço: O processo de alimentar-se é inerente à sobrevivência humana. A alimentação é uma experiência muito intensa na vida, por isso, é de extrema importância proporcionar às crianças situações que ampliem seus conhecimentos sobre os processos de alimentar-se enquanto processo de experiências sensoriais e nutricionais. Alimentar-se não é apenas nutrir o corpo, é também inserir-se na cultura, reconhecer regras de convivência, exercitar a autonomia e o desenvolvimento do sentimento de pertença do indivíduo ao grupo, validando a construção da identidade. A alimentação não deve ser vista simplesmente como momento de comer, mas sim, como parte de um processo educativo e de desenvolvimento infantil. Considerando a devida importância deste processo, a partir de 2015, os CMEIs de São José dos Pinhais estão reorganizando os espaços dos refeitórios a fim de que se tornem ambientes aconchegantes e agradáveis para as crianças. Ao mesmo tempo, estão implantando o que chamamos de autosserviço (self service) para as crianças. Dessa maneira, ao invés de serem servidas, com prato pronto, são estimuladas pelos educadores a se servirem, com todo o cuidado e preparação necessária para o bem alimentar-se11. 11 O professor/educador precisa organizar momentos que possibilitam a progressiva apropriação de aprendizagens necessárias para as crianças servirem-se sozinhas, com autonomia. 21 Projeto Comunidade Leitora: Este projeto visa aproximar a comunidade interna e externa, dos Centros Municipais de Educação Infantil, da cultura literária. Ao elaborar este projeto, os CMEIs devem guiar-se pelos seguintes objetivos: ampliar a parceria entre CMEI e famílias; incentivar as relações pessoais por meio da leitura literária em família; ampliar a cultura leitora local; criar um espaço de troca de saberes entre CMEI e comunidade; desenvolver o gosto pela leitura; criar espaços de leitura para os profissionais; promover experiências de leitura literária para adultos; expandir conhecimentos sobre o manuseio, escolha, organização e incentivo à leitura como processo humanizador. O projeto poderá ser desenvolvido com diferentes estratégias, tais como: a criação de sacolinhas literárias para leitura de livros em casa, organização de diferentes espaços que possibilitem momentos de leitura dentro dos CMEIS, saraus literários, empréstimos, entre outros. Com isto, os profissionais do CMEI, bem como a comunidade externa, podem apropriar-se de conhecimentos ligados à cultura literária e tornar-se leitores, não só de livros, mas de mundo, de sociedade. O hábito da leitura é algo que deve ser incentivado em nossas comunidades escolares, pois, os constantes avanços tecnológicos têm distanciado as pessoas das bibliotecas, da compra de livros, do hábito de ler como diversão ou mesmo como momento de apropriação de novos saberes e vivências. 22 IMAGEM 1: PROJETOS INSTITUCIONAIS. Fonte: PROJETOS INSTITUCIONAIS: Imagens cedidas pelas Unidades Educacionais: da esquerda para a direita em sentido horário: CMEI A Baba do Passarinho, CMEI Cantinho Feliz, CMEI Santo Antonio e CMEI Joana Razzoto de Castro. Além dos investimentos realizados na formação pedagógica e nas relações sociais e culturais com a comunidade, desde o ano de 2013, de modo simultâneo aos trabalhos desenvolvidos com a parceria com o Instituto Avisa Lá, o Departamento de Educação Infantil organizou distintas frentes de trabalhos. PROJETO CRIARTE Em 2013, entre os investimentos para a qualificação do trabalho pedagógico na Educação Infantil e, em cumprimento ao disposto no Art. 26 da Lei 11.769/2008, que versa sobre a obrigatoriedade do ensino da Música na Educação Básica, e a qual alterou alguns dispositivos da lei 9394/96, o Departamento da Educação Infantil, organizou uma formação mensal, com o foco em música e posteriormente, Linguagem Corporal, para educadores e professores responsáveis pela hora atividade. Momentos organizados pelo Departamento de Educação Infantil 23 Ainda neste ano, na busca pelo fortalecimento e identidade do projeto, houve a escolha do nome (CRIARTE)12 e da “logo” pelos participantes da formação. A definição deste último veio da escolha, pelo Departamento de Educação Infantil, de um dos desenhos realizados pelas crianças dos CMEIs e enviados à SEMED. A preocupação do CRIARTE é o de aprofundar o conhecimento docente na Linguagem Musical por meio de leituras, reflexões, tematização da prática, análise de bons modelos com fotos e vídeos e análise de situações homólogas. Já em relação ao planejamento, as profissionais mantiveram a estrutura utilizada pelas regentes das turmas (Quadro de Atividades Permanentes) e elaboração de Sequências de Atividades nas Experiências de Linguagem Musical e de Linguagem Corporal. PROJETO HORTA O Projeto Horta13 foi desenvolvido no ano de 2013 e ancora-se nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (MEC, 2009), o qual salienta a importância de um trabalho com as crianças pequenas que envolva o cultivo de determinados vegetais e hortaliças, facilitando às crianças a percepção das necessidades vitais do plantio e dos cuidados que se deve ter no processo de crescimento e colheita desses alimentos. Além disso, na fase da colheita, as crianças são estimuladas a experimentarem legumes e verduras plantados por elas, contribuindo para uma alimentação saudável e sustentável. FORTALECIMENTO DA GESTÃO O fortalecimento da gestão do CMEI foi outra preocupação, paralelamente a todas as frentes de trabalho. O Conselho CMEI, foi estimulado a assumir o compartilhamento das responsabilidades com a gestão, entre estas, as de realizar a análise das Fichas de Intenção de Matrícula das famílias que buscam por vagas, para seus filhos nos CMEIs. Junto a isto, as diretoras dos CMEIs foram orientadas a elaborar o Plano de Ação da Unidade, com as 12 O projeto Criarte em alguma medida dá continuidade a projetos desenvolvidos em gestões anteriores, a exemplo do PLEI e do Projeto Permanência, ambos com o objetivo de enriquecimentocurricular no trabalho pedagógico com as crianças na educação infantil. 13 Este projeto se assemelha ao Semeando o Futuro citado na página 16 deste documento. 24 dimensões pedagógicas, administrativas, financeiras e institucionais da unidade planejadas em parceria gestão/ Conselho CMEI. Ainda, na esteira da gestão democrática, com o intuito de fomentar a participação da família, da comunidade interna e externa nas ações do CMEI, deu-se continuidade na aplicação, iniciada em 2010, dos Indicadores Nacionais da Qualidade da Educação Infantil (MEC, 2009). PROJETO BRINCADIQUÊ Na busca da garantia de práticas educativas significativas às crianças, a Secretaria Municipal de Educação, no período de 2014 a 2015, em parceria com a Rede Marista de Solidariedade (Grupo Marista), realizou a formação intitulada, “O direito de brincar”, o qual visava formar educadores e professores em agentes do Sistema de Garantia de Direitos das Crianças bem como, fortalecer o direito ao brincar na infância, em escolas, ONGs, ruas, parques e demais espaços onde as crianças convivem e conscientizar as famílias e os profissionais deste direito. Esta formação contou com 11 encontros de 8 horas com os profissionais educadores/professores de 33 CMEIs. Além dos encontros com os formadores internos do grupo Marista, houve dois seminários abertos, oportunizando aos profissionais um encontro com especialistas renomados nacionalmente. IMAGEM 2: SEMINÁRIO BRINCADIQUÊ Fonte: Departamento de Educação Infantil. Produções apresentadas Seminário Brincadiquê, dezembro/2014. 25 Com o objetivo de conscientizar as famílias e os profissionais sobre o brincar enquanto direito, uma das estratégias deste projeto, foi de provocar cada CMEI a organizar no ano de 2015, o “Dia do Brincadiquê”, um momento para que todos resgatassem com as famílias das crianças, brincadeiras antigas, realizarem oficinas de jogos e confecção de brinquedos. Além do trabalho mencionado, no ano de 2014, ocorreram outras duas iniciativas do Departamento de Educação Infantil: SEMANA DE TROCA DE EXPERIÊNCIA Fundamentado na ideia de que a comunicação de trabalho é uma importante ação formativa, cujo foco principal, é o desenvolvimento de uma argumentação sobre o fazer educativo-pedagógico, o Departamento de Educação Infantil organizou a Semana de Troca de Experiência para a disseminação de boas práticas. Aproximadamente 35 educadores/professores compartilharam suas sequências de atividades com demais profissionais inscritos para o evento. Nesse período, o público foi de aproximadamente 407 pessoas, distribuídas em 5 dias da semana (manhã e tarde). VIVENDO, APRENDENDO E PREVENINDO Esta iniciativa oportunizou um momento de diálogo com os educadores dos CMEIs, a fim de que estes pudessem conhecer e discutir ações vinculadas aos encaminhamentos na organização da Educação Infantil, seguindo a nova proposta educativa do município, a partir dos seguintes assuntos: - História da Educação Infantil; - cuidar e educar; - adaptação; - objeto de apego; - rotina; - alimentação; - sono; - rotina de higiene e cuidados (troca de fraldas, banho); - prevenção de acidentes; 26 - sugestão de atividades por idade; - lidando com comportamentos difíceis; - sexualidade da criança pequena; - vídeos: Mordidas e Síndrome do bebê sacudido. Este momento contou com aproximadamente 490 educadores das modalidades de Infantil 1, Infantil 2, Infantil 3 e Infantil 4. Além destas formações, no período de 2013 a 2015, o Departamento de Educação Infantil organizou seis encontros com vistas à qualificação do trabalho pedagógico nas unidades educacionais, os quais contaram com a presença de renomados educadores. Palestra: “O direito ao brincar e a construção de jogos para crianças de 0 a 6 anos na Linguagem Matemática”. Público participante: 40 profissionais da Educação Infantil. Objetivos: ampliar os conhecimentos e habilidades dos profissionais que atuam com crianças sobre o jogo para o trabalho com o conhecimento matemático. Palestra: “A organização dos Espaços na Educação Infantil – Implicações Pedagógicas”. Público participante: aproximadamente 785 profissionais da Educação Infantil. Objetivos: Promover a ampliação do conhecimento a respeito dos espaços e as implicações de sua utilização para o desenvolvimento infantil. sensibilizar os profissionais da Educação Infantil sobre as possibilidades latentes e inexploradas nos espaços de atividade e descanso das crianças. instrumentalizar professores e educadores para uma prática pedagógica de excelente qualidade, diminuindo as lacunas entre o que se realiza e o que se pretende. otimizar a utilização dos recursos físicos e humanos a disposição em cada unidade. Palestra: “A leitura da literatura na Educação Infantil” O foco deste evento foi proporcionar ao público presente uma reflexão acerca da importância da literatura para a criança, a escolha de bons livros, a necessidade da organização de cantos de leitura e disponibilização de materiais objetivando o acesso a cultura. Público participante: aproximadamente 785 profissionais da Educação Infantil. ADRIANA KLISYS CINTHIA MANZANO 27 Seminário: “Formação: concepção de criança e brincadeira” Em 2015, através da parceria realizada com a Rede Marista de Solidariedade, o Departamento de Educação Infantil organizou este seminário no qual os presentes puderam participar de práticas de danças, cantigas e brincadeiras cantadas, vinculadas ao folclore nacional. Público participante: 112 profissionais da Educação Infantil. Palestra: “Leitura e escrita na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental: do lúdico e do aprender”. Esta palestra ocorreu em 2015, também através da parceria do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação com a Rede Marista de Solidariedade. A palestrante, doutora em Linguística e semiótica, discorreu sobre a qualidade dos livros de literatura, grafismo, encaminhamentos pedagógicos e a necessidade do professor/educador romper com práticas tradicionais do ensino de leitura e escrita. Público participante: aproximadamente 110 profissionais da Educação Infantil e Ensino Fundamental de São José dos Pinhais. Seminário:“O direito ao brincar e o encontro entre as diferentes culturas territoriais para o adulto brincante”. Por meio de brincadeiras a temática apresentada pelo palestrante trouxe conceitos provenientes do campo da Sociologia da Infância e da Antropologia para repertoriar os presentes acerca das diferentes culturas do brincar. Além disto, Nelio Sprea sensibilizou o público sobre a necessidade de respeitar, acolher e entender as diferenças entre as crianças. Público participante: 142 profissionais da Educação Infantil. LEANDRO MEDINA MARIA LOURDES REMENCHE NELIO SPREA 28 Seminário:“Sensibilizar pela paz”. Este evento ocorreu em 2013, na Semana de enfrentamento da violência doméstica e exploração sexual contra a criança e o adolescente, a qual foi organizada pelo Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Comissão de Enfrentamento a Violência Doméstica e Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente. O palestrante, Dr. Murilo José Digiácomo, procurador do Estado do Paraná, trouxe ao público reflexões acerca do fenômeno da violência doméstica e sexual o qual acontece em diferentes classes sociais, etnias, religiões, raças e culturas. Público participante: Secretários do Município, 102 profissionais da EducaçãoInfantil, diretores de Departamento da Secretaria Municipal de Educação e representantes da Comissão de enfrentamento a violência doméstica e exploração sexual contra criança e adolescente 1.4 CARACTERIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO 2013- 2015 Entendendo que a construção curricular não é solitária e sim fruto de uma análise do contexto social, econômico e ambiental, a Secretaria Municipal de Educação realizou, no ano de 2013, um levantamento de dados, junto aos CMEIs, para caracterizar as comunidades atendidas e as necessidades de intervenções. Naquele momento, havia no município 34 Centros Municipais de Educação Infantil e outros 7, provenientes da parceria entre o Município e o FNDE/PROINFÂNCIA, encontravam-se em construção. Já no ano de 2014, após a inauguração das novas unidades, o número passou a ser 42 CMEIs. Embora insuficientes, representam um avanço na busca pela universalização do atendimento das crianças de 4 e 5 anos e, dos 50% na faixa etária de 0 a 3 anos, conforme legislação vigente. Inicialmente, o Departamento de Educação Infantil organizou os dados acerca da demanda por modalidade, capacidade e matrícula e o número de profissionais atuantes nas Unidades. Tais informações foram transformadas nos gráficos a seguir: MURILO JOSÉ DIGIÁCOMO 29 Do Atendimento GRÁFICO 2: DEMANDA POR MODALIDADE - D1 GERAL Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais, 2014. GRÁFICO 3 - CAPACIDADE E MATRÍCULA POR MODALIDADE – D2 Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais, 2014. GRÁFICO 4: DEMANDA MANIFESTA X VAGAS Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais Junho/2014 30 GRÁFICO 5: PROFISSIONAIS ATUANTES NOS CMEIS Fonte: Departamento de Educação Infantil. Junho/2014 Em relação ao quantitativo de profissionais em 38 CMEIs no ano de 2014, verifica-se que a grande maioria são educadores (33%), seguido por professores (21%) e atendentes (13%). As demais funções representam 33% da totalidade de profissionais. TABELA 9: NÚMERO DE PROFISSIONAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DO MUNICÍPIO CARGO Qtd. Atendentes 132 Educadores 340 Professores 220 Serviços gerais 98 Serviços gerais terceirizados 40 Preparadores de alimentos 58 Lactarista 6 Prep. Alimentos terceirizados 25 Cozinheiro (a) 7 Diretora 35 Diretora Auxiliar 31 Pedagogos 27 Agente Administrativo 9 Estagiária 2 Quantidade de profissionais 1027 Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais Junho/2014. 1.5 COMUNIDADE DOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL O Departamento de Educação Infantil promoveu em parceria com os CMEIs uma pesquisa de contexto, com o objetivo de sensibilizar diretores, pedagogos, diretores auxiliares, das necessidades da comunidade interna e do 31 entorno do CMEI, considerando que ao conhecer as famílias e suas origens, bem como as questões socioeconômicas de formação acadêmica, faixa etária, poderão promover um clima organizacional com relações mais significativas entre a criança - o profissional - o ambiente - famílias. A investigação teve início no ano de 2014, a partir de questionário semi estruturado, encaminhado às unidades, os quais buscaram atualizar informações à respeito das crianças e das famílias. Isto ocorreu por meio das seguintes questões: Quais são suas raízes familiares? A origem socioeconômica? Qual a formação acadêmica dos membros da família? A faixa etária de cada um? Participação em programas de redistribuição de renda? Após finalização da coleta de dados, o Departamento organizou os dados em gráficos, os quais seguem abaixo: GRÁFICO 6: DOS RESPONSÁVEIS PELAS CRIANÇAS NOS CMEIS Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/Junho/2014 Como explicitado no gráfico verifica-se que 73% das crianças vivem em famílias nucleares (pai e mãe), 21% delas possuem as mães como única responsável, 2% são cuidadas pelas avós, 2% representam das crianças são abrigadas, 1% moram com o avô e 1% com outros arranjos familiares. 32 GRÁFICO 7: FORMAÇÃO DOS PAIS/RESPONSÁVEIS PELAS CRIANÇAS NOS CMEIS Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/Junho/2014 Já na questão da formação dos pais/responsáveis, nota-se que 39% possuem Ensino Médio completo, 18% Ensino Médio incompleto, 18% ensino fundamental incompleto, 12% Ensino Fundamental completo, 5% Superior incompleto, 5% Superior completo, 2% com pós-graduação e 1% não são escolarizados. GRÁFICO 8: FAIXA ETÁRIA DOS PAIS/RESPONSÁVEIS Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/ Junho/2014. Sobre a faixa etária dos pais/responsáveis, 44% estão na faixa de 21 a 30 anos, 42% possuem entre 31 a 40 anos, 9% entre 41 a 50 anos, 3% estão na faixa etária de 16 a 20 anos, 2% com mais de 51 anos. 33 GRÁFICO 9: MÉDIA SALARIAL DOS PAIS/RESPONSÁVEIS PELAS CRIANÇAS NOS CMEIS Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/ Junho/2014 Outro aspecto importante é a faixa salarial das famílias atendidas na Educação Infantil. Verifica-se que 62% declararam receber de 1 a 2 salários mínimos, 22 % de 3 a 4 sálários, 11% menos de 1 salário mínimo e 5% mais de 4 salários mínimos. 34 GRÁFICO 10: PROGRAMAS DE REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA Fonte: Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/ Junho/2014. Somado à questão da faixa salarial, outra importante informação é a participação das famílias nos programas sociais: 75% não participam de nenhum e 25% participam do programa bolsa família. 35 2 INFÂNCIAS Neste documento não temos a intenção de descrever ou caracterizar todas as formas de infância, pois como nos destaca Giraldelli Jr. (2001, p.26) “mais, que toda e qualquer descrição da infância, seja ela posta pela ciência, pela filosofia, pela literatura e pelas artes em geral são, enfim, apenas novas descrições”. Desse modo, não “permitem que as mensuremos nos referindo a uma super descrição que seria, então, a “verdade sobre o que é o menino de verdade” (Id.,p.26). Não há uma única concepção de infância, o que existem são infâncias, definidas e concebidas a partir das culturas e, das concepções de sociedade. Por isso, não se pode caracterizar de um único modo as vivências e experiências das crianças. Todavia há consenso que existem algumas constantes invariáveis no modo como crianças agem em todo o mundo, nas brincadeiras que criam e recriam nos saberes infantis que constroem e desconstroem, no desenvolvimento biológico e nas necessidades que apresentam na aprendizagem enquanto processo humanizador. 2.1 A CRIANÇA COMO SUJEITO DE DIREITO Na leitura feita por Giraldelli, o que Arièsi, principal autor da história da infância vê, é um modelo, [...] algo que vai sendo montado, criado a partir das novas formas de falar e sentir dos adultos em relação ao que fazer com as crianças (p.26). [...] de modo mais abrangente e radical, as próprias noções que diferenciam um menino de um adulto aparecem como criação prática, a partir da conversação e dos afetos que os grupos urbanos desenvolvem a respeito de seus filhos (GIRALDELLI JR, 2001, p.26). Para Muller (2006, p.554) “a idéia de infância como categoria social, emerge com a Modernidade e tem como principal berço, a escola e a família”. A infância conquistou espaço nas sociedades, a visão de criança ampliou-se, ela ganhou status de sujeito de direitos (ARROYO, 2011, p.179). 36 O que antecede a issoé: Entender a criança, como sujeito de direitos, significa aceitá-la, com condições de intervir na sociedade. Segundo Zabalza (1998, p.19) as crianças por vezes, na história, foram deixadas à margem (social, cultural, econômica, inclusive educativa), compartilhavam de um mundo, o qual não era seu, conduzida pelo adulto, em uma vida de adulto. Ver a criança desse modo significa garantir a ela espaços pedagógicos escolares e não escolares, onde lhe permita o desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Sendo assim, a infância, é uma etapa da vida humana que se consolida pelas formas de ser e experienciar o mundo em sua volta, A presença da infância na sociedade era reconhecida, ora como objeto de cuidados, de proteção, de assistência, ora como incômodo, como um ser pré-humano submetido aos instintos, irracional, in-fans, não falante porque ainda não pensante; na minoridade intelectual, moral, humana. Um ser humano em potencial, logo sem direitos. (ARROYO,2011,p.179). Quando afirmamos que a criança é um cidadão de direitos, estamos considerando que, independentemente de sua história, de sua origem, de sua cultura e do meio social em que vive, lhe foram garantidos legalmente direitos inalienáveis que são iguais para todas as crianças. (SALLES ; FARIA, 2012,p.57). [...] nas relações e práticas diárias por elas vivenciadas, experimentando a cada instante suas brincadeiras, invenções, fantasias, desejos que lhes permitem construir sentidos e culturas das quais fazem parte permitindo-nos afirmar que são ativos, capazes, com saberes diversos, que se manifestam com riqueza demonstrando suas capacidades de compreender e expressar o mundo. (GOBBI,2010). 37 Infância é tempo de brincadeira, de fantasia, de conhecer o mundo por meio das interações lúdicas, pois as crianças brincam individualmente e no coletivo, Segundo Sarmento (2002, p.14) “as crianças aprendem com as outras, nos espaços de partilha comum”, estabelecem a cultura de pares, a partir de atividades comuns, rotineiras, partilham valores, rituais. Ainda, segundo este autor, as crianças que experienciam a vida por meio da cultura de pares, realizam um conjunto de ações, designadamente: a associação da palavra “amigo”, aos companheiros com quem realizam atividades partilhadas observáveis (brincar); a defesa, para continuar partilhando, dos espaços e brincadeiras (espaço interativo) das crianças exteriores ao seu grupo de amigos; a partilha de rituais, sobretudo baseados em lendas e mitos culturais; a criação [...]. (SARMENTO, 2002, p.14). Desse modo, a Educação Infantil tem a responsabilidade de propiciar, às crianças pequenas, nos espaços escolares, interações, aprendizagens, brincadeiras, relações no ambiente educacional com o objetivo de fortalecer a cultura de pares. [...] e neste ato experimentam e descobrem a vida que pulsa em diferentes ritmos a partir das linguagens com as quais aprendem a relacionar-se com os outros: trata- se da extraordinária capacidade em provar a vida de modo intenso, com tudo o que isso envolve, tais como, confrontos, tristezas, alegrias, amizades, tensões. (GOBBI, 2010, p.236). 38 3. GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA Gestão escolar, gestão da escola, administração escolar são palavras sinônimas, estas são empregadas para designar a forma como se organiza e se articula o trabalho pedagógico e administrativo da escola, em todas as etapas de atendimento. (TEIXEIRA, 2011, p.41). A face pedagógica se centra na condução da atividade escolar com o objetivo de atender a função específica da educação, e à formação dos sujeitos. A face administrativa, por seu turno, foca a organização e a execução dos afazeres referendados pelos sistemas de ensino [...] (TEIXEIRA, 2011, p. 50). A democracia escolar participativa é também uma das faces da gestão da escola/unidade educacional, talvez a primeira, pois deve transformar a escola/CMEI em instância de pertencimento e identidade da comunidade em seu entorno oportunizando a participação de todos, no exercício da cidadania escolar, sem perder o foco, a formação humana integral. 3.1 GESTÃO DA UNIDADE EDUCACIONAL A gestão escolar é entendida como um conjunto de ações pedagógicas e administrativas que garantem o bom funcionamento da unidade educacional, permeada por legislações locais e, também as de nível nacional e estadual. Nesse sentido, a essência da gestão escolar na educação pública é a compreensão do seu papel político, preferencialmente calcado na democracia, “pois este é o espaço pelo qual a política educacional opera” (SOUZA, 2008, p. 1). Essa face política, todavia, traz complexidades para a gestão da unidade educacional. Pois, embora se possa compreender a gestão democrática como “um processo político, baseado na alteridade e no diálogo, praticado por pessoas que integram a comunidade escolar” (Id.), entende-se que a sua efetividade depende das ações do seu principal representante, o gestor. Portanto a ação do gestor ocorre de forma assinalada por relações de poder e por disputas internas. (Teixeira, 2011, p.45). No entanto, intrínseco ao processo político e de disputa de poder, encontra-se o seu principal objetivo, o de cuidar e educar, neste caso, educar e cuidar das crianças pequenas, o qual 39 denota grande responsabilidade, de modo articulado com o gerenciamento e articulação dos profissionais e das famílias que atuam diretamente na/sobre a gestão. Para facilitar este gerenciamento e a articulação, face às necessidades das instituições educativas, caberá ao gestor utilizar-se das instâncias de apoio à gestão democrática, do Conselho CMEI, e da APPS, fomentando assim, a participação de todos os envolvidos na gestão da unidade educacional. 3.1.1 Plano de Ação O plano de ação é um instrumento de gestão democrática, que promove o planejamento estratégico das ações futuras, da organização, pedagógica e administrativa de forma conjunta e participativa no CMEI. Na elaboração do plano de ação não se pode esquecer as dimensões da Gestão Escolar contempladas, sendo de responsabilidade do dirigente escolar/diretor, da Unidade de Educação Infantil, a condução do processo de elaboração, de modo a promover a participação de toda a comunidade escolar, representadas nas instâncias colegiadas. Para isso, cabe ao dirigente assumir este lugar (cargo) a ele delegado, a fim de articular, coordenar e promover uma gestão democrática, organizada, segundo as Leis Nacionais e diretrizes emanadas pela Secretaria Municipal de Educação (Souza, 2012). 40 3.1.2 Indicadores de Qualidade da Educação Definir o que é qualidade, não é algo fácil, pois é uma categoria composta por uma série de fatores internos e externos à unidade educacional. A qualidade da educação da primeira infância deve, primeiramente, levar em conta o contexto no qual a Unidade de Educação Infantil está inserida, o momento sócio-histórico e cabe aos sujeitos envolvidos definir o que querem e qual a qualidade que esperam no atendimento de suas crianças. A qualidade é definida de forma diversa e depende de muitos fatores: os valores nos quais as pessoas acreditam; as tradições de uma determinada cultura; os conhecimentos científicos sobre como as crianças aprendem e se desenvolvem; o contexto histórico, social e econômico. (BRASIL/MEC, 2009, p.13). Nesse sentido, os Indicadores da Qualidade da Educação Infantil, instrumento elaborado pelo MEC, é um instrumento facilitador do planejamento institucional, ou seja, fornece informaçõesfundamentais para a gestão da unidade educacional. Segundo o MEC (2009, p.14) este é um instrumento de autoavaliação da qualidade das creches e pré-escolas, com a participação das famílias e das pessoas da comunidade interna, gerando assim, um diagnóstico. Esta autoavaliação é composta a partir de sete dimensões que expressam um conjunto e condições de qualidade: Este instrumento é autoexplicativo, identificando com cores as fragilidades e avanços da unidade: “as cores simbolizam a avaliação que é 1. planejamento institucional; 2. multiplicidade de experiências e linguagens; 3. interações; 4. promoção da saúde; 5. espaços, materiais e mobiliários; 6. formação e condições de trabalho das professoras e demais profissionais; 7. cooperação e troca com as famílias e participação na rede de proteção social. (MEC/2009, p. 20) 41 feita: se a situação é boa, coloca-se cor verde; se é média, cor amarela; se é ruim, cor vermelha” (Id). A partir deste diagnóstico, o CMEI e a mantenedora podem planejar ações conjuntas para a melhoria da qualidade do atendimento à Educação Infantil no município. Neste município, os indicadores são aplicados a partir do ano de 2010, gerando assim boas informações de análise das unidades educacionais. Neste ano, em relação à dimensão 1 dos Indicadores Nacionais da Educação Infantil, Planejamento Institucional, com base nas 32 unidades educativas. GRÁFICO 11 – ANÁLISE DA DIMENSÃO Fonte: Departamento de Educação Infantil.2015. Proposta pedagógica em forma de documento conhecida por todos. 1.1.2 – Proposta pedagógica periodicamente atualizada com a participação de todos 1.2.3 – Proposta pedagógica valoriza diferenas e combate todo tipo de discriminação. Na dimensão que se relaciona com a proposta pedagógica, documento base para todas as ações educativas da unidade educacional, foram percebidas fragilidades: 16 unidades consideraram como eventual a dimensão da atualização deste documento, contudo a dimensão da proposta pedagógica que valoriza diferenças e combate a todo tipo de discriminação foi identificada como consolidada em 19 unidades. 42 No ano de 2013, a aplicação dos Indicadores nos CMEIs demonstrou os seguintes resultados: TABELA 11 - DIMENSÕES AVALIADA PELOS INDICADORES 2013 DIMENSÃO CONSOLIDADO Proposta pedagógica 44% Planejamento, acompanhamento e avaliação 81% Registro da prática educativa 100% Crianças Construindo sua autonomia 92% Crianças relacionado-se com o ambiente natural e social 74% Crianças tendo experiências agradáveis com o próprio corpo 94% Crianças expressando-se por meio de diferentes linguagens 92% Crianças têm experiências agradáveis/variadas/ estimulantes com a linguagem oral/escrita 91% Crianças reconhecendo suas identidades e valorizando as diferenças 88% FONTE: Departamento de Educação Infantil. 2015. Neste ano, das 34 unidades existentes, 15 avaliaram como consolidada a proposta pedagógica. Dezoito (18) CMEIs afirmaram que a sua atualização era realizada periodicamente. Enquanto isto, a dimensão combate as diferenças e a todo tipo de discriminação foi avaliada como consolidada em 27 CMEIs; 14 Unidades avaliaram que o documento era de conhecimento de todos, e a atualização era feita periodicamente; apenas uma unidade disse ser inexistente, ou não possuíam qualquer informação acerca da proposta pedagógica. Nesse sentido, a autoavaliação apresentou subsídios relevantes sobre o instrumento, embora, aplicado desde o ano de 2010, ainda, há dúvidas na sua execução e função, necessitando de maiores esclarecimentos, para que se efetive como instrumento de avaliação da rede. 3.1.3 O Conselho CMEI O Conselho CMEI é uma instância colegiada de participação, facilitadora da democracia na unidade de Educação Infantil, com estatuto próprio. É um dos instrumentos de Gestão Escolar que tem por finalidade garantir a Gestão Democrática e Participativa, de toda a comunidade escolar 43 (pais/profissionais da educação). Segundo Souza (2009, p.287): “a democracia, para se constituir como cultura, cobra um tributo de tempo que demanda paciência e insistência” na manutenção e aperfeiçoamento dos conselhos, por representarem uma contribuição significativa para a gestão escolar democrática (ibidem, 2009, p. 273). O Conselho CMEI possui as funções de natureza: deliberativa, consultiva, avaliativa, fiscalizadora sobre a organização e realização do trabalho pedagógico e administrativo da unidade de ensino. É, órgão máximo de apoio à Gestão, por isso, é papel do diretor mantê-lo em validade, convocar reuniões, promover a integração, a fim de articular a gestão da unidade educacional. A função deliberativa do conselho refere-se tanto à tomada de decisões relativas às diretrizes e linhas gerais das ações pedagógicas e administrativas, quanto ao direcionamento das políticas públicas, desenvolvidas no âmbito da instituição. Isto significa atuar segundo as leis e instruções vigentes emanadas pela mantenedora e demais normatizações nacionais. A função consultiva refere-se à emissão de pareceres para dirimir dúvidas e tomar decisões quanto às questões pedagógicas e administrativas, no âmbito de sua competência. Enquanto, a função avaliativa refere-se ao acompanhamento sistemático das ações educativas desenvolvidas pela unidade de Educação Infantil, objetivando a identificação de problemas e alternativas para melhoria de seu desempenho, garantindo o cumprimento das normas da instituição. Já, a função fiscalizadora refere-se ao acompanhamento e fiscalização da gestão pedagógica e administrativa da unidade educacional, garantindo a legitimidade de suas ações. O Conselho CMEI, em sua composição deve garantir o princípio da representatividade e proporcionalidade, sendo 50% dos profissionais da educação e 50% dos pais/responsáveis pelas crianças/membros da comunidade escolar ou de outras entidades de representação. 44 3.1.4 A Associação de Pais Professores e Servidores A Associação de Pais, Professores e Servidores (APPS) é um órgão colegiado, personificado em uma entidade sem fins lucrativos, que integra a unidade de educação com a finalidade de promover ações de apoio à gestão. Trata-se de uma instituição auxiliar do CMEI, com personalidade jurídica privada de natureza civil, sem fins lucrativos, com finalidade de colaborar no aprimoramento do processo educacional na assistência a criança e na integração família-centro-comunidade. Os objetivos e atribuições são: representação dos interesses da comunidade e dos pais das crianças, contribuindo para a melhoria do ensino e adequação da proposta pedagógica, por meio de atividades sócio-educativas, desportivas e culturais, promoção de ações para assistências às crianças, na busca pela melhoria e aprimoramento entre o cuidar e o educar, ações para integração das famílias-centro-comunidade. É também de responsabilidade da APPS, gerir recursos provenientes de convênios e de contribuição voluntária, em conformidade com as normas exaradas pelo Poder Executivo e do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. No que se refere à formação continuada, a APPS pode promover palestras, conferências e círculos de estudos que possibilitem professores e demais servidores do CMEI, aperfeiçoar metodologias de atendimento e desenvolvimento da criança em suas necessidades. 3.1.5 Proposta Pedagógica A Proposta Pedagógica (PP) é um instrumento democrático de gestão, pois garante à unidade escolar condições de efetividade do trabalho a partir do olhar local, de suas concepções, ou seja, explicitaem condições reais de aplicação da política educacional do município. Nesse sentido, ela, demonstra: A Proposta Pedagógica é um instrumento de as concepções de educação se relacionam e se traduzem nas propostas ou projetos pedagógicos de creches e escolas e nos diferentes níveis de gestão de situações educativas nelas encontradas, quer seja a própria gestão da unidade, no que diz respeito às decisões administrativas e formativas, e também à gestão dos grupos infantis de 0 a 5 anos por seus professores. A proposta pedagógica, ou o projeto pedagógico, é o plano orientador das ações da instituição e define as metas almejadas para o desenvolvimento e aprendizagem dos meninos e meninas que nela são educados e cuidados. (VEIGA, 2010, p. 20). 45 busca e construção da identidade, da organização e da gestão do trabalho de cada unidade educativa, elaborada de forma democrática, garantindo a participação dos diferentes interlocutores. Seu papel é de reconhecer e legitimar a unidade educacional como histórica e socialmente situada, constituída por sujeitos culturais, os quais desenvolvem ações educativas planejadas, por meio do compartilhamento de ideais, de valores e concepções. Segundo (SALLES; FARIAS, 2012, p.21) a proposta pedagógica traz em sua organização, um saber construído, forjado no cotidiano, certamente norteado por crenças e concepções, que fundamentam a construção de uma prática pedagógica coerente, intencional e consciente. A construção coletiva, discutida, elaborada e assumida, oferece garantia visível e sempre aperfeiçoável da qualidade esperada no processo educativo. (VEIGA, 2010, p.38). 3.1.6 Regimento CMEI O Regimento é um instrumento norteador de um trabalho-diálogo, pois em educação, a produção deve ser resultado de esforços coletivos de pensar e de agir com um mesmo objetivo traçado pela comunidade CMEI. É, um importante instrumento de referência para a gestão da unidade educacional, pois materializa as intenções da Proposta Pedagógica, na forma de procedimentos, funções, atribuições e composição de cada um dos diferentes segmentos. No Regimento deve-se procurar explicitar, a filosofia, os fins e objetivos educacionais da unidade de forma clara para que, não haja dúvidas, confusões, quanto ao funcionamento, bem como as regras que regem cada um deles, calendário letivo, matrículas, transferências, expedição de documentos devem ter sua definição expressa no documento. Também as disposições gerais e os casos omissos, ou seja, aqueles que não foram previstos, deverá explicitar quem decidirá, a partir desta necessidade. É nessa construção coletiva da comunidade escolar, a qual se organiza para efetivar uma educação de qualidade, gratuita e para todos, formando cidadãos críticos, em relação à sua realidade e, capazes de transformá-la, 46 uma vez que representa a concretude da legislação em vigor, regulando de forma particular cada unidade educacional. É no Regimento que se estruturam as definições, que se transformam em tomadas de posição política, teórica e ideológica pelo coletivo da comunidade escolar. Nele deve constar a organização administrativa, didática e disciplinar de cada unidade educacional que será regulada, posteriormente aprovado pelo órgão próprio do sistema, com observância de normas fixadas pelo Conselho Municipal de Educação. 47 4 O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TEMPOS, ESPAÇOS E EXPERIÊNCIAS O currículo na Educação Infantil é consolidado pelo conjunto sistematizado de práticas culturais nas quais se articulam as experiências e saberes das crianças, de suas famílias, dos profissionais e de suas comunidades de pertencimento, as quais formam o sujeito a partir da articulação com os conhecimentos integrantes do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico. Para que a criança possa usufruir desse direito de aprender, o cotidiano das Unidades de Educação Infantil são contextos de vivência, aprendizagem e desenvolvimento e, isto requer certa organização dos tempos de realização das atividades, nos espaços internos e externos, que são desenvolvidas, de modo a favorecer as interações infantis na exploração do mundo e ampliar suas experiências. A partir desta concepção, os materiais disponíveis adquirem grande importância, e isto reflete, em especial, nas formas de atuação do professor/educador, o qual é visto como mediador do processo, organizando o ambiente, ouvindo as crianças, agindo como facilitador, dispondo materiais, dando apoio emocional e promovendo condições para a ocorrência de situações de aprendizagens, interações e brincadeiras criadas e recriadas pelas crianças. (OLIVEIRA, 2010, p.4 e 5). É nesse contexto que as crianças experimentam novas aprendizagens, entram em contato com diferentes conhecimentos, ampliam repertório, se tornam sabedoras de coisas novas e produtoras de novas culturas. Para que isso seja garantido, a organização curricular necessita seguir os princípios e condições apresentadas pelas Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, bem como outras orientações emanadas pela Secretaria Municipal de Educação e pelo Conselho Municipal de Educação. Tais orientações norteiam a prática pedagógica nas unidades de Educação Infantil, favorecendo a criação de ambientes de aprendizagens criativos, e autônomos, ou seja, contextos que promovem as aprendizagens infantis com respeito aos tempos das crianças. 48 A criança é o centro do planejamento curricular, é considerada, sujeito histórico e de direitos, que se desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas, estabelecidas com adultos e crianças de diferentes idades nos grupos e contextos culturais nos quais estão inseridos. De igual modo, as formas como a criança é alimentada, se dorme com barulho ou no silêncio, se brinca com crianças ou adultos, ou se fica mais tempo quietinha, as entonações de voz e contatos corporais que ela reconhece nas pessoas, o tipo de roupa que usa, os espaços mais abertos ou restritos que costuma brincar, os objetos que manipula, o modo como conversa – são elementos da sua história, de seu desenvolvimento, de sua cultura. Desse modo, a atividade dela não se limita à passiva incorporação de elementos da cultura, mas ela afirma sua singularidade atribuindo sentidos à sua experiência através de diferentes linguagens, como um meio para o seu desenvolvimento em diversos aspectos (afetivos, cognitivos, motores e sociais). A criança busca compreender o mundo e a si mesma, experimentando de alguma forma as significações que constrói, modificando-as continuamente em cada interação, seja com o outro ou com objetos. Em outras palavras, a criança desde pequena não só se apropria de uma cultura, mas o faz de um modo próprio, construindo cultura. Nesse sentido, as experiências vividas no espaço de Educação Infantil devem possibilitar o encontro de explicações pela criança sobre o que ocorre à sua volta e consigo mesma enquanto desenvolvem formas de sentir, pensar e solucionar problemas. Nesse processo, é preciso considerar que as crianças necessitam envolver-se com diferentes linguagens e valorizar o lúdico, as brincadeiras, as culturas infantis. Não se trata assim de transmitir à criança uma cultura considerada pronta, mas de oferecer condições para que ela se aproprie de determinadas aprendizagens, as quais lhe promovam o desenvolvimento de formas de agir, sentir e pensar. Afinal, as crianças são capazes de materializar suas ideias, ainda que, incompreendidas pelo adulto, interessam-se por muitas coisas. Portanto, são capazes de interagir com diferentes conhecimentos, formulam e reformulam49 hipóteses a partir de suas experiências. (GOBBI, 2010, p.1). Segundo Gobbi (2010, p.1), Nesse sentido, o currículo da Educação Infantil, deve garantir às crianças a exploração dos ambientes, o conhecimento sobre as diferentes linguagens infantis e as dos adultos, assim, facilitando a expressão, aceitando as condições de gênero, classe social, etnia, faixa etária a qual integram. Ainda segundo Gobbi (2010, p.2), o reconhecimento das potencialidades das crianças, na visão do adulto, implica adentrar o terreno das incertezas, aproveitando os diferentes modos das crianças em expressar-se e reconhecer- se para promover o diálogo na construção de práticas pedagógicas que valorizem o mundo da criança, “[...] buscar a garantia de que diferentes pontos de vista sejam compreendidos, e que a escuta e o diálogo permaneçam presentes constantemente nos espaços de educação e cuidado destinados a primeira infância”. As idéias das crianças, quando ouvidas, nos mostram que “um mais um pode ser muito mais que dois”, como ensinam alguns artistas ou mesmo que é possível formular conhecimentos e saberes muito além das linguagens verbais ou escritas. Essas crianças altamente capazes e desejosas de expressar-se utilizam diferentes linguagens, contudo, não são raras as ocasiões em que encontram certa resistência às suas manifestações expressivas (desenhos, pinturas, esculturas, dança), nem sempre compreendidas pelas instituições pré- escolares ou creches que freqüentam. O espaço da padronização nem sempre reconhece como direito as expressões das crianças. Afinal, como trabalhar objetivando garantir as criações de meninos e meninas? Como contrapor-se aos espaços cerceadores das capacidades criativas das crianças? Como incentivá-las a explorar os ambientes e expressarem-se com palavras, gestos, danças, desenhos, teatro, música, sem recriminar os choros e o aparente excesso de movimentos? Há nisso um grande desafio a ser enfrentado quando se quer construir uma Educação Infantil de qualidade e que respeite seus direitos. As manifestações linguageiras das crianças e dos artistas convidam a reorganizar o mundo e experimentá-lo em outras versões, mediados pelos corpos que se mexem, que nem sempre falam com palavras e letras, mas que tanto dizem, provocando a conhecer o desconhecido ao mesmo tempo em que se constroem outros lugares de experiências, estranhando e conhecendo a todo instante. (GOBBI, 2010, p.2) 50 Para tanto, o trabalho com crianças pequenas deve considerar: Além disto, é imprescindível observar as necessidades específicas do desenvolvimento bio-psico-motor que nesta faixa etária (0 a 5 anos) encontram-se amplamente acelerados. Deste modo, as ações entre o cuidar e o educar perpassam o currículo da Educação Infantil, garantindo o desenvolvimento integral da criança em todas as suas necessidades. 4.1 O EDUCAR E O CUIDAR O educar e o cuidar na Educação Infantil são dimensões indissociáveis no que se refere ao trabalho pedagógico com crianças pequenas. Nesta fase da vida, o ser humano necessita de atenção, de cuidados na alimentação, na higiene, na organização pessoal, pois este momento da vida da criança é de pleno desenvolvimento. Por isso, a organização do trabalho pedagógico com crianças pequenas deve observar alguns critérios, alguns cuidados, fundamentais. [...] as diferentes linguagens das crianças implica, além de elaborar, para elas e com elas, ricos ambientes contendo materiais diversos, que se garanta também a aproximação da arte em suas formas: teatro, cinema, dança, exposições, literatura, música ampliando e reivindicando o direito às manifestações artístico-culturais além do contexto escolar, transpondo-o de modo corrente e constante. (GOBBI, 2010, p.2). Educar cuidando inclui acolher, garantir a segurança, mas também alimentar a curiosidade, a ludicidade e as expressividades infantis. Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças explorarem o ambiente de diferentes maneiras (manipulando materiais da natureza ou objetos, observando, nomeando objetos, pessoas ou situações, fazendo perguntas etc) e construírem sentidos pessoais e significados coletivos, à medida que vão se constituindo como sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais de agir, sentir e pensar. Isso requer do professor ter sensibilidade e delicadeza no trato de cada criança, e assegurar atenção especial conforme as necessidades que identifica nas crianças. (BRASIL/CNE, 2009, p.10). 51 4.1.1 Critérios observáveis de saúde na Educação Infantil A observação atenta é o melhor caminho para manter o ambiente da Educação Infantil um espaço prazeroso, com condições plenas ao desenvolvimento infantil. Por isso, é necessário ao gestor e aos demais profissionais manter a rotina de observação dos espaços ocupados pelas crianças. O Departamento de Educação Infantil organizou os seguintes critérios de observação: 4.1.2 Ambientes a. Paredes internas, externas e pisos limpos; b. espaços iluminados e arejados, ventilados o suficiente, para garantir o bem estar nas salas de atividades e outras dependências internas; c. os berços14, quando necessário, são de uso exclusivo dos bebês e livres do armazenamento de objetos; d. manter um cronograma para a higiene dos espaços, mobílias e brinquedos destinados aos bebês, sob a supervisão da Equipe Pedagógica; e. os banheiros devem ser mantidos higienizados e livres de qualquer armazenamento possível.; f. os trocadores das salas devem ser limpos com água e sabão e, em seguida higienizados com álcool g. os sacos de lixo onde são depositadas as fraldas, lenços umedecidos, toalhas de papel devem ser retirados com frequência para evitar a proliferação de germes e bactérias; h. nos espaços de troca, os recipientes devem ser individuais e identificados para acondicionar os diferentes objetos da criança, toalhas, fraldas, lenços umedecidos; i. ministrar medicamentos apenas com receituário médico; 14 Os berços devem ser utilizados por crianças que ainda não engatinham apenas. 52 j. os medicamentos devem ser guardados em local visível ao educador/professor e fora do alcance das crianças; k. atentar para que os produtos de limpeza utilizados na unidade possuam registro no Ministério da Saúde e as embalagens não devem ser reutilizadas. 4.1.3 Espaços e materiais a. As crianças devem brincar nas áreas externas e nos solários, respeitados os horários recomendados pelos médicos, para que não haja danos à saúde, após estes horários, o melhor, é brincar em espaços ventilados ou com sombra; b. os brinquedos do(s) espaço(s) externo(s) devem passar por higienização, quinzenalmente e limpos sempre que necessário; c. os brinquedos disponibilizados às crianças, dos infantis I e II devem passar por higienização semanalmente, dando preferência para materiais emborrachados; d. os brinquedos devem ser guardados em caixas organizadoras, transparentes, tampadas, evitando o acúmulo de poeira e a proliferação de insetos. 4.1.4 Espaços de alimentação a. A hidratação é condição para a manutenção da saúde, por isso, os profissionais devem manter-se atentos, oferecendo a água e/ou possibilitando o acesso a ela de acordo com a faixa etária; b. o local das refeições das crianças, devem ser limpos e higienizados; c. os alimentos servidos às crianças devem estar em recipientes adequados, com boa temperatura e apresentação; d. os horários de alimentação são preestabelecidospelas unidades em parceria com a Secretaria Municipal de Educação; 53 e. verificar se os alimentos disponibilizados às crianças, nas refeições, são preparados, manipulados, servidos, acondicionados seguindo as normas da Vigilância Sanitária; f. atentar para a necessidade da lavagem das mãos, das crianças e dos adultos, os quais auxiliam as crianças, antes e depois da alimentação e, se necessário durante, para garantir a saúde de todos; g. as crianças com alergias/intolerâncias e outros problemas de saúde devem receber alimentação específica e alimentar-se no mesmo espaço que as demais crianças. 4.1.5 Adaptação Adaptação ou acolhimento inicial identificam o primeiro momento da criança na Unidade de Educação Infantil e, caracteriza-se por episódios de choro, momentos de birra, negativas em receber alimentos. Segundo Rezende e Veríssimo (2004, p.63) o tempo da adaptação da criança exige atenção redobrada, é neste momento que as crianças estão mais propensas a adoecer. “Adaptação é o processo de acostumar-se ao novo ambiente, às pessoas, às rotinas e às novas formas de interação, pois o desconhecido tende a causar medo e insegurança a todas as crianças, em menor ou maior intensidade.”(Id.p.63). Neste momento tão intenso para a criança e para as famílias, é preciso atentar para as possíveis intercorrências geradas, pois: A adaptação pode ser entendida como o esforço que a criança realiza para ficar, e bem, no espaço coletivo, povoado de pessoas grandes e pequenas desconhecidas. Onde as relações, regras e limites são diferentes daqueles do espaço doméstico a que ela está acostumada. Há de fato um grande esforço por parte da criança que chega e que está conhecendo o ambiente da instituição, mas ao contrário do que o termo sugere não depende exclusivamente dela adaptar-se ou não à nova situação. Depende também da forma como é acolhida. (ORTIZ, 2012, p.3) amedrontada, a criança fica menos propensa a explorar o ambiente e a viver novas situações de aprendizagem. Também pode se alimentar de modo pior, ou até, em situações extremas, negar-se a comer. Para os próprios pais, não é fácil deixar seus filhos com pessoas que ainda não conhecem bem. Mas são as crianças que sofrem o maior impacto, devido a suas capacidades e recursos restritos para lidar com situações novas. (REZENDE ; VERÍSSIMO, 2004, p.63). 54 Segundo Bove (2002, p.135) o inserimento ou na tradução para o português, inserção/período de transição/adaptação, é uma palavra que denomina a estratégia de dar início a uma série de relacionamento e comunicações, entre adultos e crianças; é quando a criança ingressa em uma creche ou em uma pré - escola pela primeira vez. Também, designa o processo inicial de acolhida dela à nova comunidade. Neste momento de inserção da criança e das famílias a uma nova organização social, a unidade de Educação Infantil deve propiciar situações que as deixem segura, em um contexto planejado, estimulador de novos relacionamentos. Durante o processo de inserção, a presença de uma pessoa com quem a criança já esteja familiarizada é de grande importância. Isso pode ocorrer depois de uma série de comunicações, reuniões de orientação, conversas individuais, entre a família e a creche e de algumas visitas ao local. Pode-se também convidar os pais a ficarem na Unidade, por um tempo, junto com a criança, até que ela se familiarize com o espaço (BOVE, 2002, p.135). Este momento de interação das famílias iniciantes, profissionais da unidade e os outros pais das crianças matriculadas, facilitam a adaptação por constituir-se em um momento de interação, entre todos. “Essa estratégia também oferece aos professores oportunidade de aprenderem sobre os padrões individuais de interação e sobre as diferentes formas de relação entre pais e filhos”. (BOVE, 2002, p.135). Tendo em vista as complexas relações que se estabelecem no contato criança-adulto, adulto-criança nos processos de adaptação das crianças pequenas e das famílias nas unidades de Educação Infantil, Rezende e Veríssimo (2004) destacam algumas situações possíveis que favorecem este momento: - Apresentar os espaços da instituição às famílias, visita, apresentação da equipe, da proposta pedagógica, do regimento, das rotinas das crianças; - combinar os horários de entrada das crianças, de modo escalonado, durante os primeiros dias, para facilitar a atenção do adulto com a criança; - combinar com a equipe responsável pela modalidade, a profissional de referência da criança e, caso a criança escolha outra pessoa, diferente daquela 55 indicada inicialmente, deve-se respeitar a opção da criança; - apresentar às famílias o plano de recepção da criança durante este período de adaptação, rotina, organização dos tempos e espaços; - promover um cronograma de acompanhamento das famílias, com tempos definidos, até que a criança pequena sinta-se segura com o novo parceiro e percebe que há sempre o retorno da família; - o tempo de permanência deve aos poucos ser ampliado, até que se sinta à vontade neste novo ambiente, aumentado gradativamente, observando a aceitação da criança; - nos casos em que é inviável a presença da família, o educador/professor de referência deverá ficar mais próximo e atento à criança; - caso a criança possua um objeto de apego/transicional, este deverá acompanhá-la ao CMEI, até que ela ganhe segurança nas relações e interações com o grupo novo. No entanto, crianças e famílias são diferentes nos seus modos de se relacionar com as instituições, por isso, os tempos de adaptação não ocorrem em uma única configuração, e é de responsabilidade dos educadores/ professores, dos gestores, do pedagogo organizarem-se de modo a garantir atendimento adequado com segurança aos pequenos, assim reduzindo o desgaste emocional, das crianças, das famílias e dos profissionais, gerados neste período. 4.1.6 Um olhar sensível sobre a prática pedagógica A organização do espaço físico, do ambiente, dos materiais, brinquedos, instrumentos sonoros e o mobiliário não devem ser vistos como elementos passivos, mas como componentes ativos do processo educacional. Tal cuidado deve ser considerado para garantir a função educativa do ambiente em relação à criança. “O olhar do educador atento e sensível a todos os elementos que estão postos em uma sala de aula” avaliza o trabalho educativo ali realizado, sua finalidade, o seu modo de ver a criança enquanto ser ativo e social. (HORN, 2004, p.15). Nesse sentido, para a organização do espaço educativo destinado às crianças, não basta que seja desafiador, mas, “[...] é preciso que ela interaja 56 com esse espaço para vivê-lo intencionalmente” (HORN, 2004, p.15). Os espaços destinados às crianças pequenas devem ser seguros, ricos em desafios, com propostas de interação e de ampliação do repertório das crianças que ali estão. Segundo pesquisadores do Instituto Avisa lá15, o espaço de convívio das crianças pequenas, nas unidades de Educação Infantil deve propor a integração entre o educador, o planejamento pedagógico e a organização de tempos, espaços e dos lugares das coisas, denotam elementos educativos, coexistentes nos ambientes como um educador a mais. Segundo Horn (2004, p.18) a organização dos espaços infantis, deve ser planejada, estruturada, de modo a propor vivências e experiências às crianças, atentando para a faixa etária, com desafios progressivos, com móveis e objetos que contribuem para o pleno desenvolvimento infantil. É nesse ambiente, que ganham espaço as histórias, memórias, produções e materiais, os quais demonstram e facilitam a construção da identidade infantil que habita as salas da Educação Infantil.Na organização desse espaço, cabe ao educador/professor atentar-se para garantir, de modo diversificado em cantos e áreas, arranjos semiabertos que facilitem a movimentação das crianças, com desafios de materiais e objetos, disponibilizados ao alcance delas e, além de, propor a realização de atividades orientadas ou de livre escolha, em espaços diferenciados, garantindo as interações sociais tão necessárias às crianças na primeira infância. 15 Como já mencionado, trata-se de uma organização não-governamental (ONG), sem fins lucrativos, com finalidade pública. Vários membros da equipe técnica do Avisa Lá colaboraram intensamente com a elaboração dos Referenciais Curriculares para a Educação Infantil do MEC (1998). Disponível em: http://avisala.org.br/index.php/quem-somos/. Consulta em: 02 Abril de 2015. Partindo do entendimento de que as crianças também aprendem na interação com seus pares, é fundamental o planejamento de um espaço que dê conta dessa premissa permitindo que, ao conviver com grupos diversos, a criança assuma diferentes papéis e aprenda a se conhecer melhor. (HORN, 2004, p.18). 57 Tais propostas geram implicações pedagógicas, pois o espaço transforma-se num parceiro pedagógico do educador, permitindo a construção da autonomia moral e intelectual da criança. Desse modo, a análise construtiva dos espaços e ambientes do CMEI, deve ocorrer com frequência por toda equipe, pois o olhar se acomoda pela rotina. 4.2 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO No ano de 2013, o trabalho pedagógico na Educação Infantil, recebeu novas orientações. Inicialmente os focos principais foram: a organização dos ambientes, internos e externos, a sistematização de instrumentos de acompanhamento do trabalho docente, por meio do quadro de atividades permanentes e das sequências de atividades, que visam o aprofundamento dos conhecimentos e experiências das crianças. Nesse sentido entende-se que, o trabalho pedagógico é fruto de uma ação coletiva permeada por reflexões teóricas e práticas, que demandam certa organização. É também um trabalho coletivo, desenvolvido pelo diretor, diretor auxiliar, e especialmente encaminhado, sistematizado e aplicado pelo pedagogo e pelo educador/professor. Assim, destaca-se o papel formativo do pedagogo no apoio ao desenvolvimento profissional do educador/professor o qual resulta em ações práticas desenvolvidas com as crianças nas unidades de Educação Infantil. Para tanto, é de responsabilidade do pedagogo promover planos de formações em serviço, articulando as orientações curriculares municipais e referenciais teóricos da Educação Infantil de seu amplo domínio. De tal modo, o trabalho pedagógico na Educação Infantil, para além do acompanhamento dos registros de classe, das crianças em suas necessidades, do cuidar e educar, do trabalho com as atividades de rotina e sequências de atividades, deve contemplar formações complementares, com o objetivo de facilitar a atuação dos educadores/professores. 4.2.1 Roteiro de planejamento de rotina A construção de uma rotina é importante para que as crianças compreendam noções de espaço e tempo, devendo ser organizada de modo a 58 valorizar as condições reais das crianças. Segundo Salles e Faria (2012, p.33), a organização dos tempos na unidade de Educação Infantil dever ser pensada por meio de duas vertentes: a institucional e do cotidiano do trabalho. Os CMEIs devem considerar: os períodos de atendimento, parcial ou integral; a cobertura do atendimento, ou seja, o calendário letivo; os horários de funcionamento, o público atendido; o período de adaptação das crianças e de suas famílias; a frequência das crianças. (SALLES; FARIA, 2012, p.33). A outra dimensão a ser considerada na construção da rotina das crianças é aquela do cotidiano da unidade que são as ações articuladas do cuidar e do educar. Nesse sentido “a organização mensal, semanal, a rotina diária das atividades, articulada com as atividades coletivas da instituição, ou seja, a dinâmica do planejamento; a alternância entre os diversos tipos de atividades” (SALLES; FARIA, 2012, p.34). Por isso, a sistematização do quadro de atividades permanentes é flexível, considerando as necessidades da unidade de Educação Infantil e as condições efetivas reais. No entanto, tais condições não devem prejudicar as experiências necessárias para o desenvolvimento das aprendizagens infantis, compondo os tempos infantis com as sequências de atividades construídas pelo professor/educador. Ambos são complementares na busca por uma Educação Infantil com qualidade que respeite os interesses da criança pequena. 4.2.2 Sequência de atividades A sequência de atividades é uma ação pedagógica, intencional, com o objetivo de estruturar a prática educativa. É na sequência de atividades que se efetiva o compromisso de promover a ampliação das experiências (dos conhecimentos) das crianças a outro patamar, isto, por meio de desafios com diferentes graus de complexidade. Isto é, possibilitar de forma ordenada e organizada experiências às crianças com os conhecimentos socialmente construídos e referenciados pelos objetivos de aprendizagem. A prática educativa via sequência de atividades, deverá ser consistente, sobretudo, no que se refere ao atendimento qualificado às necessidades das crianças, tendo em vista saberes já conhecidos pelas crianças. 59 Para que se proponha fazeres e saberes significativos, a partir disso, o ato de organizar as práticas cotidianas, implica em manter o olhar atento e crítico para a realidade das crianças em seu contexto social e cultural. 4.2.3 Projetos Esta escolha metodológica envolve a definição de um tema/objetivo o qual, para ser significativo, deverá surgir dos interesses das crianças. A partir destes interesses, é necessário que o professor/educador alinhe o projeto aos propósitos de aprendizagem/objetivos previamente definidos e assuma o papel de mediador, provocando a curiosidade e a criatividade das crianças no decorrer do desenvolvimento. Afinal, as crianças são as protagonistas de suas próprias aprendizagens, portanto, devem sugerir, opinar, escolher os caminhos dos projeto. Barbosa e Horn (2008, p.31) definem projeto como: Os projetos possibilitam a articulação entre as diversas experiências significativas na primeira infância e ao findar-se, podendo ou não resultar em um produto: livros de regras de jogos, álbum de figurinha, filmagens, elaboração de cartazes, livros e painéis sobre um assunto pesquisado, confecção de maquete, saraus literários, organização de coletânea de livros. Além disto, o educador/professor deve ter ciência de que o planejamento do projeto deverá ser flexível já que não poderá prever o que as crianças irão pensar, relacionar e falar após “serem estimuladas por perguntas, pelos contextos de pesquisa, pelo acesso às informações de variadas fontes e, sobretudo, pela socialização dos conhecimentos com o grupo” (CORTEZ, 2013, p. 3). Uma abertura para possibilidades amplas de encaminhamento e de resolução, envolvendo uma vasta gama de variáveis, de percursos imprevisíveis, imaginativos, criativos, ativos e inteligentes, acompanhados de uma grande flexibilidade de organização. 60 4.3 EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA A criança pequena necessita de um ambiente desafiador para desenvolver-se, pois as experiências vivenciadas na primeira infância determinarão suas aprendizagens ao longo de sua vida. “[...] já no período de suas primeiras perguntas, quando a criança assimila os nomes dos objetos em seu ambiente, ela está aprendendo” (VIGOTSKI, 2002, p.110). E, de fato as aprendizagense o desenvolvimento das crianças estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida. (Id., p.110). Desse modo, o ambiente e as práticas pedagógicas na Educação Infantil devem garantir à criança experiências significativas, pois aprendem e se desenvolvem quando participam juntamente com adultos e com seus pares, por meio da mediação pedagógica. Os saberes e aprendizagens necessitam de “ambientes adequados, culturalmente organizados, para que as crianças possam emergir e desenvolver-se” (BARBOSA ; HORN, 2008, p.26). Tendo em vista tais concepções, se faz necessário estabelecer, um modus operandi do fazer pedagógico. Um fazer intencionalmente planejado e permanentemente avaliado, com práticas que estruturam o cotidiano das instituições de Educação Infantil, as quais considerem a integralidade e indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural das crianças, apontando as experiências de aprendizagem que se espera promover junto às crianças e que efetivem-se por meio de modalidades que assegurem as metas educacionais de seu projeto pedagógico ( BRASIL/CNE, 2009). Com esta concepção de que a criança é um ser individual, integral e social, culturalmente constituído, e com o direito de acessar conhecimentos historicamente produzidos, por meio de experiências e saberes, entendemos Essa visão propicia a passagem de uma perspectiva da aprendizagem individual e racional para uma perspectiva social e multidimensional. Destaca-se a concepção de que os processos de aprendizagem são racionais, sensoriais, práticos, emocionais e sociais ao mesmo tempo, isto é, todas as dimensões da vida – a emoção, a cognição, a corporeidade- estão em ação quando se aprende. (BARBOSA ; HORN, 2008, p.26). 61 que práticas relacionadas à: linguagem oral e escrita, conhecimento matemático, conhecimento de si e do mundo e linguagens artísticas (artes visuais, música, linguagem corporal) promoverão a inserção da criança à vida social e cultural, desde que, mediadas pela ação intencional docente com experiências significativas nesta primeira infância. 4.3.1 Interações e Brincadeiras Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, toda a proposta de trabalho com as crianças deve conter como eixos norteadores a interação e a brincadeira. (OLIVEIRA et al., 2012, p.57-58). Assim, o brincar constitui-se uma das ações humanas mais primitivas, pois o ser humano desde muito pequeno brinca: o bebê brinca com as mãos, com os pés, com o corpo e, isso se aprimora com o seu crescimento e desenvolvimento cognitivo, passando a criança a empregar objetos de mediação, utilizando-se deles para compor seu imaginário, suas fantasias, e suas vivências. Segundo Friedmann (2012, p.19) o brincar já existia desde a antiguidade e, ao longo do tempo histórico, nas diversas regiões geográficas, há evidências de que o homem sempre brincou. Ainda segundo esta autora, a brincadeira infantil pode ser analisada por diferentes perspectivas do comportamento: afetivas, cognitivas, sociais, morais, culturais, corporais, linguísticas. (Id.). A abordagem educacional, “com um forte acento nas questões culturais e antropológicas” contribui com a recuperação e preservação do patrimônio lúdico-cultural e o conhecimento da atividade lúdica infantil. (FRIEDMANN, 2012, p.20). A preservação e a recuperação, citada por Friedmann (2012, p.19), se relacionam com “a preocupação gerada com a diminuição dos tempos brincar e de brincadeiras”, dada ao avanço das tecnologias, a redução dos espaços físico e temporal, a institucionalização da infância, via escolarização, crescimento das indústrias de brinquedos. Com esse tempo reduzido de expressar-se da criança, há certa preocupação dos teóricos da área, pois 62 alguns temem pelo esquecimento de brincadeiras populares, onde adulto e crianças envolviam-se em tempos passados. É de comum acordo, também entre especialistas, a exemplo Vygostky, compreender que as brincadeiras são utilizadas pela criança para manifestar seus anseios, medos, angústias, alegrias, desejos, dando ao adulto a responsabilidade de reconhecer esta ação como necessária ao desenvolvimento integral do ser humano. O brincar é uma atividade peculiar da criança, “embora não seja exclusivo das crianças”, constitui-se em uma forma privilegiada de expressão, importante para o desenvolvimento integral e de valores culturais, bem como para a socialização e convívio familiar, além de expressão da cultura infantil e transmissão cultural entre gerações. Além disso, é um direito previsto no artigo 31 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. (MARISTA, 2014). A brincadeira é uma atividade, uma ação da criança, e nela o brinquedo/objeto é, A não neutralidade dos objetos interfere nas relações e interações estabelecidas pela criança, nos espaços, na sociedade, a exemplo de: bonecas e bonecos de cor branca e nenhum de cor negra; a disposição dos objetos, dos materiais, dos brinquedos pedagógicos, dos materiais não estruturados, que agem como instrumentos simbólicos. Ainda, em relação aos objetos e espaços de brincar, não podemos esquecer que a organização dos espaços de brincadeiras tem se modificado. Há pouco tempo, as infâncias possuíam a rua, a praça, os quintais, onde as crianças, corriam, criavam, e recriavam jogos e brinquedos, ou seja, a criança [...] concebido como um instrumento sociocultural, um mediador que transmite valores, sendo submetido às condições dos espaços nas IEIs. Há duas implicações importantes sobre esse dado: o brinquedo é portador de significados ideológicos; o espaço irá restringir ou ampliar as possibilidades de brincar das crianças. Ou seja, ambos não são neutros e irão interferir diretamente na educação que queremos realizar. (PARANÁ/SEED, 2006, p.42). 63 não brincava sozinha, compartilhava a alegria de ser criança com outros. (SERIDIUK et al., 2003, p.79). Desta maneira, cabe a unidade de Educação Infantil, garantir às crianças, salas adequadas ao desenvolvimento infantil, com a adequada distribuição dos móveis, a utilização das paredes para exposição das atividades realizadas, a distribuição dos materiais e brinquedos adequados e propiciar a interação entre os pares e os adultos, refletindo assim a visão e a concepção de educação e de infância assumida pelos educadores (SERIDIUK et al.,2003, p.79), em respeito ao direito da criança de manter, criar e recriar cultura. Segundo (SARMENTO, 2002, p.12): Aduz o autor que crianças partilham espaços com seus pares, em seu grupo de amigos, ocorrem “a partilha de rituais, sobretudo baseados em lendas e mitos culturais; a criação de estratégia para evitar fazer o que não querem; a elaboração de ajustes secundários para contornar as regras dos adultos”, são ajustes que garantem a permanência do modus operandi próprio da infância. (SARMENTO, 2002, p.14). No entanto o desafio ao reconhecer a criança como um sujeito produtor de cultura é entender que existe a cultura infantil, seus modos de produção e expressão, e que se planejem situações capazes de desafiá-las, ajudando-as a avançar nas suas potencialidades. (OLIVEIRA et al.,2012, p.58). Todavia, algumas concepções diferenciam o brincar e as brincadeiras, embora as duas ocorram a partir das interações que se estabelecem entre crianças – criança, criança- adultas, criança- objeto. Assim, uma possível compreensão do brincar é que ele ocorre a partir do desejo da criança, sem interferência do adulto, a não ser que a ela o requisite para ser integrante de sua brincadeira. Partindo dacompreensão que a criança é produtora de cultura, isto independente das interferências do adulto e, que ela ressignifica as suas as culturas da infância exprimem a cultura societal em que se inserem, mas fazem-no de modo distinto das culturas adultas, ao mesmo tempo em que veiculam formas especificamente infantis de inteligibilidade, representação e simbolização do mundo. 64 aprendizagens criando novas formas de interferência no mundo, compreendemos que, o brincar não se ensina, porém se aprende a partir das condições dadas à criança e, sendo este, o brincar, a principal atividade dela, percebe-se que é por meio das atividades lúdicas que elas aprendem como o mundo funciona, experimentam outros papéis, constroem narrativas, ampliam seu repertório e inventam novas formas de brincar. Segundo Friedmann (2012, p.46) ao possibilitar às crianças experiências lúdicas espontâneas em relação ao brincar, o educador/professor poderá entender melhor o que acontece com elas por meio da observação, além disto, estabelecer um diagnóstico. Tal ação também facilita às crianças a aquisição da autonomia, da criatividade, da experimentação, da pesquisa e das aprendizagens significativas. É por meio das brincadeiras espontâneas, livres do controle do adulto que as crianças criam e recriam novas regras, definem ações, resolvem problemas, interagem entre si, definem os papéis que desejam assumir. Embora elas necessitem desta ausência do adulto, cabe ao educador/professor propor espaços que facilitam esta brincadeira espontânea, não dirigida por ele, apenas observada. Segundo Friedmann (2012, p.105) a criança não brinca em uma ilha deserta, ela brinca com substâncias materiais e imateriais que lhe são propostas, brinca com coisas que lhe estão à mão e com o que tem na cabeça, brinca com o que tem e com a criatividade. O brincar espontâneo abre a possibilidade de observar e escutar as crianças nas suas linguagens expressivas, mais autênticas. Esse brincar incentiva a criatividade e constitui um dos meios essenciais de estimular o desenvolvimento infantil e as diversas aprendizagens. (FRIEDMANN, 2012, p.47). O educador pode, portanto, construir um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se tem certeza que a criança vá agir com esse material, como desejaríamos, mas aumentamos assim as chances de que ela o faça; num universo sem certezas, só podemos trabalhar com probabilidades. Portanto é importante analisar os objetivos, por isso propor materiais que otimizem as chances de preencher tais objetivos (FRIEDMANN, 2012, p.105) 65 Em relação ao ambiente e aos materiais, para os pequenos os espaços devem ser organizados de modo a garantir a segurança, mas que possibilitem a exploração e no caso das crianças muito pequenas são modos de brincar, que ocorrem na exploração de seu próprio corpo, objetos coloridos e com movimento, móbiles e brinquedos com sons, cabaninhas, jogos para empilhar e encaixar, caixas, cestos. (PEREIRA, 2014, p.15-24). Enquanto para os maiores, situações que possibilitem o faz de conta, o jogo de papéis, a exploração dos espaços, seja por meio de brinquedos estruturados ou não, são favoráveis à criança. (PEREIRA, 2014, p.15-24). Entre estes facilitadores estão, cordas, bolas, tecidos, materiais recicláveis, tecidos, tintas, gravetos, cantos de atividades diversificadas internos e externos, de médico, de casinha, da fantasia, estes podem/devem ser montados/substituídos a partir do interesse das crianças. Segundo texto do MEC (2012, p.11) disponibilizado na publicação Brinquedos e brincadeiras nas creches, a importância do brincar enquanto ação livre, que é iniciada e conduzida pela criança, dá condições a ela de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si mesma, as outras pessoas e o mundo em que vive. Outro ponto importante para ser discutido são as brincadeiras16. Em uma concepção mais contemporânea, a brincadeira é a aprendizagem das diferentes formas de brincar desconhecidas pela criança, mediadas, em propostas dos (as) profissionais com a finalidade de repertoriar as crianças, para que estas as explorem nos momentos livres de brincar. Além das brincadeiras tradicionais, as folclóricas também precisam ser ensinadas. “As crianças são diferentes, cada qual com sua identidade, vivem 16 Esta é a concepção assumida pelo MEC(2012, p11), no texto da publicação no manual de orientações, Brinquedos e brincadeiras nas creches, “ o brincar ou a brincadeira- considerados com o mesmo significado neste texto”[...]. Brincar é repetir e recriar ações prazerosas, expressar situações imaginárias, criativas, compartilhar brincadeiras com outras pessoas, expressar sua individualidade e sua identidade, explorar a natureza, os objetos, comunicar-se e participar da cultura lúdica para compreender seu universo (BRASIL/MEC, 2012, p.11). 66 em famílias distintas, em comunidades étnicas, ambientes culturais e níveis econômicos diversos” (BRASIL/MEC, 2012, p.43). Ainda segundo o MEC, ao repertoriar as crianças com diferentes brincadeiras, propiciam-se a elas experiências relacionadas à diversidade cultural, portanto é importante aproveitar as múltiplas brincadeiras existentes para a prática pedagógica com crianças pequenas (BRASIL/MEC, 2012, p.43). É possível aprender brincadeiras típicas de outros países, de outras comunidades, “indígenas, quilombolas, ribeirinhas, do campo, afrodescendentes”, de outros Estados/Municípios, além da possibilidade de resgate das brincadeiras tradicionais locais e das brincadeiras antigas. (BRASIL/MEC, 2012, p.43). Tanto as brincadeiras como os tempos de brincar são experiências, as quais ensinam, ampliam saberes, humanizam, e repercutem nas aprendizagens, são imprescindíveis, às crianças pequenas e favorecem outros saberes, o da linguagem oral e escrita, o conhecimento matemático, as linguagens artísticas (artes visuais, linguagem corporal e linguagem musical) e conhecimento de si e do mundo. Constituem estruturas de aprendizagens, facilitadoras para o processo de alfabetização promovido historicamente pelo ensino fundamental. Assim, tais saberes integram as propostas de atividades orientadas na Educação Infantil, desenvolvidas com o auxílio das sequências de atividades, projetos e do quadro de atividades permanentes/projetos, aqui, nomeadas como “Experiências Significativas na Primeira Infância”. A criança desde muito pequena participa de situações que envolvem a oralidade e a escrita, portanto vivencia a utilização da linguagem como forma de comunicação. Inicialmente a comunicação estabelece-se pela oralidade, sendo este o primeiro momento de interlocução dos pequenos com o mundo que os rodeia. Isso ocorre pelo processo de mediação da fala do adulto com a criança, da criança com a criança, nas relações com a família e, no convívio dela com 4.3.2 Linguagem oral e escrita 67 outros na sociedade e no CMEI e, ainda das relações que estabelece com as tecnologias midiáticas disponíveis. Na concepção de Vygotsky a principal função da linguagem se constitui no intercâmbio social, pois a linguagem é o sistema simbólico básico dos grupos sociais, princípio básico para a comunicação, “o homem teve de criar sistemas de linguagem convencionais, compartilhados e compreendidos pelo grupo”, de modo a garantir a construção de categorias conceituais próprias, que articulam a comunicação e a cultura (CARDOSO, 2012, p.11). A construção de conceitos envolve a utilização de atividades mentais complexas. A criança pequena ainda não domina tal situação e este fato não a desqualifica na criação deconceitos, pois mesmo antes de compreender os significados ela já faz uso de determinadas palavras. Isso é possível porque, ao vivenciar momentos de utilização de determinados conceitos, ela apropria- se das palavras e, emprega em seu discurso. Outro ponto da comunicação da criança é a mediação do adulto para resolver seus problemas de linguagem. Segundo Vigotski (2002) ela busca novos modos de expressão verbal sempre que se sente afrontada nas suas necessidades de expressão (p.36-37), por isso, é papel do adulto promover situações desafiadoras para que a criança amplie suas formas de comunicação, e, isto permanece até que ela internalize o suficiente para agir sem a mediação do adulto. Para o teórico a criança aperfeiçoa as ações de comunicação e estas se sofisticam, originando a função planejadora, ou seja, ela reflete e planeja suas ações antecipadamente. Com isso, aprende a usar a linguagem de um modo que lhe permita ir além das experiências, “[...] as funções emocionais e comunicativas da fala são ampliadas pelo acréscimo da função planejadora”. (VIGOTSKI, 2002, p.38) [...] quando as crianças se confrontam com um problema um pouco mais complicado para elas, apresentam uma variedade complexa de respostas que incluem: tentativas diretas de atingir o objetivo, uso de instrumentos, fala dirigida à pessoas que conduz o experimento ou a fala que simplesmente acompanha a ação e apelos verbais diretos ao objeto de sua atenção ( VIGOTSKI, 2002, p.40). 68 Desse modo, para que se estabeleçam relações comunicativas entre os sujeitos é necessário balizar-se pelos gêneros de discurso, ou seja, pelas formas verbais de expressão, o falado e o escrito, que promovem as situações de comunicação social, permitindo a interatividade entre sujeitos falantes. Com isso, o receptor não é um ser passivo, ao contrário, ao ouvir e compreender um enunciado adota para consigo uma atitude responsiva, quer dizer, ele pode concordar ou não, pode complementar, discutir, ampliar, direcionar, enfim, atuar de forma ativa. (BAKHTIN apud SIGNOR, 2009). O sujeito que se propõe a ser o interlocutor, na relação, adulto – criança- adulto, não busca uma reação passiva do ouvinte, mas propõe um retorno, uma vez que age no sentido de provocar uma resposta, é uma atitude principal, que se caracteriza pela escolha do enunciado, ou seja, provoca reações de interlocução no outro. Tal sentido de interlocução, segundo Bassedas; Huget; Solé (1999, p.37) é percebido pela criança, mesmo antes do nascimento, pois, o bebê é capaz de reconhecer ruídos e sons à sua volta, e, por isso, a criança pequena se mostra interessada por sons que possuem a frequência da voz humana e, identificam diferentes vozes. Tendo em vista, que na Educação Infantil o principal papel é promover experiências significativas, o trabalho com crianças pequenas exige que se criem situações rotineiras de comunicação, entre adulto e elas, entre crianças- crianças. Esse fazer permite, tanto ao adulto quanto as crianças, o exercício da cooperação, assim, facilitando o progresso da linguagem, com intercâmbio e interlocuções, fortalecendo laços afetivos e a troca de informações, pois partilham temas e ampliam pouco a pouco as formas de expressão por meio da comunicação verbal. (BASSEDAS; HUGET & SOLÉ, 1999, p. 38). Estas experiências de aprendizagem devem ser proporcionadas às crianças, de modo a possibilitar a evolução da linguagem, seja por meio das relações que estabelecem com o meio social, da ampliação da capacidade comunicativa e da simbolização. 69 A linguagem oral ocorre de modo gradual, aos poucos se intensifica, se amplia, é o momento mais importante da vida da criança. Neste percurso da linguagem oral, um aspecto importante e reconhecido se refere ao que Bruner (1983, p.34), indica da importância da brincadeira, citado por este autor como o “jogo idealizado” que favorece o desenvolvimento do simbolismo infantil, por meio das brincadeiras de faz de conta, que trazem à criança situações que mediam o desenvolvimento da linguagem. Para Vigotski, é por meio da brincadeira que a criança primeiramente imita a realidade e posteriormente, utiliza objetos diferentes do real, como pivô do significado desse objeto, utiliza-se do faz-de-conta, que possibilita o sustentáculo para o desenvolvimento intencional nas ações posteriores, pois diferentemente da ação impulsionada pelos próprios objetos, no brinquedo a criança substitui objetos e ações, ressignifica, e ao mesmo tempo, submete-se às regras do significado envolvido na brincadeira, neste processo de ressignificação a criança escolhe ações por ela já conhecidas correspondentes a situações reais, a experiências anteriores. (2002, p.34-35). Ainda sobre a importância da brincadeira, Smith e Sperb (2007), apontam para o faz-de-conta, como um suporte para o desenvolvimento da narrativa, sendo que a narrativa, é uma forma de pensamento discursivo e auxilia o desenvolvimento da linguagem oral, é desse modo, que se evidencia o potencial do brincar simbólico (ou as várias formas de brincadeiras simbólicas), enquanto propositor e facilitador de novas narrativas, e essas ainda, organizam a experiência de vida da criança. No momento em que se adquire uma nova palavra ocorre um impacto no desenvolvimento infantil, pois tal movimento se converte numa ferramenta de análise e síntese que capacita a compreensão do seu entorno e a regulação de sua própria conduta. (FRANÇA et al., 2004, p.469). [...] alguns jogos com a linguagem que se prestam mais à promoção da compreensão da escrita alfabética na Educação Infantil. São os jogos de palavras. As situações de jogos com as palavras podem constituir atividades permanentes na rotina da classe da Educação Infantil e por meio delas as crianças poderão refletir, de forma lúdica, sobre as dimensões, sonora e escrita das palavras da língua [...]. (BRANDÃO; ROSA, 2011, p.68) 70 Desse modo, a origem da oralidade e a interação dessa linguagem com outras potencialidades infantis, indicam que a fala não se desenvolve através de repetições ou acúmulo de vocabulário, mas, por meio de atividades inteligentes, sistematizadas para esse fim. Bassedas; Huguet; Solé (1999, p.51), descrevem que existem funções gerais da linguagem oral, as quais consideram como instrumento de interação e representação humana, para as autoras, são três as funções básicas: a função comunicativa, que permite a interação dos sujeitos com o meio que o cerca; a representativa, que permite aos indivíduos criarem e compreenderem símbolos e signos; e a função lúdico-criativa, que possibilita a diversão com atividades linguísticas. A linguagem oral aplicada na Educação Infantil deve possibilitar às crianças diferentes modos de comunicação, de representação, de compreensão. A função comunicativa: do fazer-se entender, do demonstrar e do compreender; enquanto, a função representativa: possibilita o imaginar, as ideias e as emoções; a função lúdica criativa: é demonstrada no jogo e na brincadeira com diferentes jogos de linguagem (Id., p.52). Por isso, as atividades adequadas ao desenvolvimento da linguagem oral, devem contemplar a valorização da argumentação da criança, entendendo que ela é autônoma, com preconceitos próprios, formulações lógicas e raciocínio relevante. Assim, as atividades que envolvem a expressão das crianças, a exemplo, da roda de conversa, dos cantos da literatura, do ouvir e contar histórias são situações privilegiadas para o desenvolvimento da oralidade infantil e a organização do raciocínio (Ibd.,p.69). Ainda, no que tange ao desenvolvimento das experiências infantis, se faz necessário enriquecer o repertório da criança com textos significativos,que se expressam nas brincadeiras e cantigas, aprendidas em suas (con)vivências culturais, situações que facilitem o reconhecimento da identidade, bem como o reconhecimento das singularidades infantis. O conteúdo da linguagem oral infantil é o ponto de partida de um longo e largo caminho que se estende desde o nascimento até a morte. No entanto, na criança pequena, a oralidade é expressa pela fala, pelos gestos, pelos desenhos, os quais dão sentido aos seus desejos, são palavras a 71 serem ouvidas. Por isso, todo o conteúdo da linguagem oral infantil deve ser valorizada e utilizada nas rodas de conversa, nos momentos de leitura, seja pelo professor ou pela criança e nas experimentações de escrita, de forma lúdica e prazerosa. A linguagem oral é detentora de importante papel para o processo de aquisição da escrita, que ocorrerá, a partir dos estímulos vivenciados pela criança. Segundo Cardoso (2012, p.28) a linguagem oral e a escrita são práticas sociais que apresentam singularidades e complementaridades. Segundo Vigotski (2002, p.141) a linguagem escrita é constituída do simbolismo de segunda ordem, composta por um sistema de signos, os quais designam sons e as palavras da linguagem falada, são signos das relações e entidades reais. Durante o processo de aquisição da escrita, a linguagem falada, de forma gradual, desaparece, dando espaço para primeira. Este processo converte-se num sistema de signos, simbolizando diretamente as condições reais e as relações entre elas. O gesto é o signo visual inicial que contém a futura escrita da criança, “os gestos são a escrita no ar, e os signos escritos são, frequentemente, simples gestos que foram fixados” (VIGOTSKI, 2002, p.141-142). Segundo Derdyk (1989, p.47) o desenvolvimento gráfico infantil ocorre de forma processual e orgânica, com idas e vindas, não de forma linear e ascendente, acontece por meio da pesquisa gráfica, dos gestos experimentados pela criança. Assim, as primeiras produções das crianças são desenhos, os quais aos olhos do adulto não possuem sentido, contudo para ela, é fruto de um esforço neurológico. A garatuja, “[...] não é uma atividade sensório-motora descomprometida e ininteligível. Nesta aparente “inutilidade”, no ato de rabiscar, estão latentes segredos existenciais, confidências emotivas, necessidades de comunicação” (DERDYK,1989, p.50). Desse modo podemos entender que a criança inicialmente experimenta situações de escrita, que ocorrem por meio do desenho, do gesto, condição que “à medida que o desenvolvimento prossegue o processo geral de nomeação”, de significação, de equivalência ou a relação desenho e palavra, 72 se desloca, culminando na escrita significativa, por volta dos sete anos de idade (VIGOTSKI, 2002, p.141-147). Portanto as crianças pequenas produzem desenhos e experiências gestuais, subsidiadas pela linguagem verbal e pelas experiências significativas vivenciadas, “[...] os esquemas que caracterizam os primeiros desenhos infantis lembram conceitos verbais que comunicam somente os aspectos essenciais dos objetos, e fornecem elementos para a interpretação desse desenho como um estágio preliminar do desenvolvimento da escrita” (VIGOTSKI, 2002, p.149). Embora, desenhar e escrever sejam ações distintas e independentes, elas ainda não percebem isso, o que diferencia é a intenção do professor/educador, o qual deve, Ao mesmo tempo, não se pode esquecer que as crianças pequenas, mesmo antes de atingirem a hipótese alfabética na compreensão do sistema de escrita, são capazes de reconhecer gêneros textuais, suas diferentes finalidades, a linguagem dos textos escritos e sua disposição gráfica nas páginas de portadores e suportes textuais distintos (GIRÃO ; BRANDÃO, 2010, p. 120). Segundo Baptista (2010, p.4) as crianças quando não dominam o sistema da escrita alfabética, elegem brincadeiras com situações que imitam a escrita, criam histórias, a partir de textos verbais e visuais. Assim, mostrar que se pode ler algo e extrair sentido sem apoio de desenhos, ilustrações ou imagens; escrever bilhetes, cartas, mensagens para pessoas ausentes; registrar um fato importante ocorrido em sala de aula e reler alguns dias ou semanas depois são exemplos de situações de aprendizagem que mostram para a criança funções da escrita de preservar a memória, de comunicar algo, de nos emocionar, e também possibilitam que a criança pense sobre o funcionamento da escrita e sua relevância para a vida social.(BAPTISTA, 2010, p.11). A criança reelabora, reconstrói, reformula elementos constitutivos da escrita, lançando mão da sua forma peculiar de pensar e das suas referências muito próprias sobre o mundo. Não é preciso que a criança compreenda as relações entre fonemas e grafemas para construir sentidos ao escutar a leitura de uma história ou ao elaborar narrativas a partir de um livro de imagens, por exemplo. As crianças formulam hipóteses, criam histórias, inventam sentidos atestando, assim, o seu protagonismo em relação ao processo de construção de conhecimentos sobre a linguagem escrita. (BAPTISTA, 2010, p.4). 73 Elas buscam novas formas de compreender o mundo que as rodeia, assim, reelaboram, reconstroem, reformulam, novos elementos constitutivos da escrita, se lança em um novo mundo com novas hipóteses, protagoniza situações, as quais auxiliam o processo de aquisição da linguagem escrita. Por isso, “não é preciso que a criança compreenda as relações entre fonemas e grafemas para construir sentidos ao escutar a leitura de uma história ou ao elaborar narrativas a partir de um livro de imagens” (BAPTISTA, 2010, p.3). Embora, a criança não domine a escrita convencional, ela “pode e deve familiarizar-se com os usos e as funções da escrita e as incontáveis possibilidades que ela admite”, com textos literários e narrativas visuais. (BAPTISTA, 2010, p.10-11). É de igual importância, oportunizar por meio da prática pedagógica, situações significativas em relação à cultura letrada e à cultura infantil, por meio de estratégias de aprendizagem que respeitem os tempos de infância, tendo em vista, os significados que a linguagem escrita ganha para os sujeitos que vivenciam essa fase da vida. (BAPTISTA, 2010, p.4). Sem esquecer que as crianças pequenas necessitam ser repertoriadas, e é o tamanho do repertório que irá facilitar a construção de novas hipóteses e conhecimentos, fundamentais ao processo de aprendizagem infantil. Baptista (2010, p.11) descreve a atuação do profissional da educação infantil: este pode/deve utilizar-se de diferentes suportes, para ampliar o repertório infantil, com desenhos, fotografias, ilustrações, objetos que possibilitam a imitação de sons, contar histórias, cantar músicas ou recitar poesias, para ajudar as crianças a entender que os objetos podem ser representados, introduzindo-as no universo simbólico. Desse modo, a fim de estimular as capacidades delas, na linguagem oral Nesse sentido, pode-se dizer que a criança, mesmo sem ser ainda uma leitora e uma produtora de textos por ainda não dominar a tecnologia da escrita, pode ser uma usuária competente desse sistema e dominar capacidades e habilidades próprias de leitores proficientes. Ela pode ser introduzida no mundo da leitura, compartilhando com colegas situações de leituras de histórias, reportagens, piadas, receitas, cartas e e-mails, feitos por sua professora. Em ambas as situações, a criança exercita capacidades e habilidades envolvidas na compreensão dos usos e das funções sociais da escrita. (BAPTISTA, 2010, p.10-11). 74 e escrita, os objetivos das aprendizagens (relacionados abaixo) se constituem um caminho inicial para o educador/professor experimentar com as criançassituações de aprendizagem. 3.2.1 Objetivos das aprendizagens em: Linguagem Oral e Escrita Crianças de 0 a 3 anos Expressar-se oralmente em diferentes situações de interação;. Comunicar-se por meio de gestos, expressões e movimentos; Participar de situações coletivas de comunicação, expressando-se com ou sem o apoio do adulto; Apreciar, manusear e escolher livros de literatura expostos no ambiente; Participar de situações de leitura planejadas pelo educador/professor; Recontar histórias ouvidas utilizando-se de recursos expressivos próprios; Relatar situações, brincadeiras, fatos, sentimentos e ideias do cotidiano; Demonstrar postura de leitor em situações que envolvam o faz-de-conta; Solicitar a leitura de diferentes livros de sua preferência; Demonstrar habilidades orais por meio do uso de frases simples; Nomear ações representadas por figuras conforme contextualização; Reconhecer vozes comuns ao seu cotidiano; Participar e comunicar-se em espaços de conversa coletiva, apoiando-se não apenas na fala complementar do adulto, mas também em sua memória e em seus próprios recursos expressivos; Acompanhar, reconhecer e recitar cantoria de parlendas, cantigas ou brincadeiras cantadas, expressando-se corporalmente, emitindo sonorizações, com o apoio do educador/professor; Vivenciar situações de leitura de diferentes gêneros textuais bem como reconher algumas de suas características; Vivenciar situações de uso da escrita percebendo a semelhança entre o seu nome e o dos colegas; Distinguir a entonação do professor quando ele conta histórias e quando se comunica em situações cotidianas; Solicitar objetos, atenção ou ajuda por meio do choro, sons, palavras ou gestos; Atender quando for chamado por seu nome; Distinguir intenções (aprovação, negação, descontentamento) na fala do adulto; Compreender e responder a perguntas e solicitações simples; Reconhecer e acompanhar verbalmente contos de repetição a partir das narrações do professor; Nomear e identificar objetos do cotidiano em situações de comunicação para atender às suas necessidades; Participar da construção de texto oral com destino escrito pelo educador/professor (estes como escriba); Experimentar, de acordo com suas hipóteses, situações significativas de escrita/ Reconhecer e relatar sequências de histórias a partir das imagens/ilustrações de um livro; Organizar oralmente as etapas de uma instrução; 75 Linguagem Oral e Escrita Crianças de 4 a 5 anos Vivenciar a função da escrita em diferentes contextos, avançando gradativamente suas hipóteses de leitura e escrita; Ler símbolos convencionados e criados pelo grupo; Construir repertório pessoal de informações a respeito da língua escrita; Fazer tentativas de escrita do próprio nome na identificação de suas produções, nos seus pertences e nas brincadeiras e interações para conquistar progressivamente a escrita do nome próprio com total autonomia; Diferenciar textos escritos de outras formas de representação; Formalizar oralmente instruções específicas (regras de jogos, receitas) Conhecer diferentes formas de comunicação escrita. Narrar e recontar histórias de repetição e/ou acumulativas com apoio nos livros, preservando os elementos da linguagem escrita; Reconhecer a semelhança entre as letras de seu nome e as dos colegas. Dialogar e formular perguntas em diferentes situações do cotidiano expondo suas ideias e criando pequenos discursos estruturados; Recitar parlendas e outros textos da tradição oral; Imitar o comportamento do adulto em situações de escrita e leitura em suas brincadeiras simbólicas; Conhecer narrativas literárias e desenvolver o comportamento leitor; Reconhecer as características e acompanhar a leitura de histórias, parlendas, histórias em quadrinhos, adivinhas, rimas, poemas e outros gêneros textuais; Diferenciar narrativas orais das leituras de histórias; Nomear características comuns em diferentes textos do mesmo autor; Identificar diferentes gêneros literários; Relacionar texto e imagem ao antecipar sentidos na leitura; Narrar acontecimentos a partir de situações vivenciadas; Relatar fatos e histórias com sucessão ordenada de acontecimentos; Expressar oralmente suas ideias sobre um relato apresentado ao grupo por um colega ou pelo professor. Recontar histórias de repetição a partir das narrações do professor; Reconhecer o seu nome e dos seus colegas. Comunicar recados compreendendo os assuntos. Construir texto oral individual e/ou coletivo com destino escrito tendo o educador/professor como escriba; Antecipar oralmente pequenos textos a partir de imagens e ilustrações; Reconhecer nomes e características principais dos personagens das histórias ouvidas; Fazer uso da escrita de acordo com suas hipóteses em situações significativas; Compreender a função da escrita em diferentes contextos; Identificar e diferenciar tipos de livros e nomea-los; Diferenciar letras, números e símbolos; Estabelecer relações da história ouvida com um fato real; Vivenciar jogos simbólicos nos quais tenham acesso a diversos materiais gráficos como blocos para escrever, talões impressos, livros de receitas. 76 Tal modo de pensar permeou as propostas curriculares em creches, pré- escolas e escolas durante décadas, promovendo práticas educativas por vezes desprovidas de um significado real para as crianças, a exemplo tem-se colagem de papel crepom sobre os números, apresentação destes um a um (um dia trabalha-se o numeral 1, no outro o 2 e assim sucessivamente), atividades de pontilhado sobre o número, repetição da sua escrita várias vezes em folhas, escrevê-lo ao lado ou ligá-lo a uma coleção de objetos, repetição da récita feita pelo adulto, nomeação de formas geométricas. Esta abordagem não considera os conhecimentos construídos pelas crianças em suas interações fora da escola, nem o sentido social da utilização dos números (MONTEIRO, 2014, p. 113). Segundo Pinto e Ferreira (2006), foi com a chegada do Movimento da Matemática Moderna no Brasil, nas décadas de 60 a 80, que se procurou superar o ensino tradicional, e se propôs a aproximação da matemática com as situações reais vividas pela criança. E a partir desta concepção, percebeu-se que ela vivencia diariamente, ao lado de seus pais, familiares ou cuidadores, situações que envolvem o conhecimento matemático: pagamento de contas, preparação de receitas, cálculo de dias ou horas que faltam para determinado evento, a distância e o trajeto que precisam percorrer para chegar em determinado local, realização de contagem de objetos e assim por diante. Portanto, a mudança de paradigma trazida por este pensamento, favoreceu a percepção de que as crianças chegam à Educação Infantil com noções matemáticas informais e de caráter intuitivo e, não como uma folha em branco. Este fato ressignificou o trabalho com elas, cabendo às Unidades, identificar os saberes prévios destas e, sistematizar, ampliar e aprofundar, por meio de vivências, bem como ampliar estes saberes de forma significativa. Durante muito tempo a escola teve por única tarefa transmitir à criança os conhecimentos adquiridos pelas gerações precedentes e exercitá-la nas técnicas especiais do adulto. Povoar a memória e treinar o aluno na ginástica intelectual pareciam, pois, ser as únicas coisas necessárias, uma vez que se concebia a estrutura mental da criança como idêntica a do homem feito e que, portanto, parecia inútil formarum pensamento já plenamente constituído que apenas exigia ser exercitado (LERNER, 1995, p. 11). 4.3.3 Conhecimento matemático 77 Tendo o conhecimento prévio reconhecido como saber, os novos modos de ensinar modificaram-se, não só no que tange ao conhecimento matemático, mas também nos demais saberes. Com relação ao Conhecimento Matemático, a criança deverá experimentar diversas situações que: E também vivenciar experiências, as quais lhe permitam perceber que o número representa unidades, que as unidades podem ser colocadas em relações biunívocas (correspondência “um a um”) e em sequências lógicas. (MACCARINI, 2009, p. 7). O Parecer 20/2009 (CNE) orienta que, as propostas da Educação Infantil precisam garantir às crianças diversas experiências com as linguagens, as quais devem ocorrer por meio de propostas aplicadas a partir de uma frequência determinada e “serem, ao mesmo tempo, imprevistas, abertas a surpresas e a novas descobertas” (p. 15), pois, desta maneira, poderão construir “saberes, fazer amigos, aprender a cuidar de si e a conhecer suas próprias preferências e características” (p. 14). Todas estas situações precisam ser mediadas pelo educador/professor no sentido de propor práticas reflexivas às crianças; é necessário entender como elas aprendem e desenvolvem o pensamento matemático, propiciar diferentes situações, para que encontrem soluções, formulem questionamentos e exercitem as relações matemáticas. Segundo Duro e Censi (2003), o conhecimento matemático é uma ciência que exige elevado grau de abstração. Desta maneira, sua apropriação dar-se-á através de um longo e complexo processo. Para Werner (2008), na “aprendizagem da matemática e na construção do número, é fundamental que a criança se aproprie dos conceitos que antecedam à escrita do número propriamente dito” (p. 6). Afinal, esta escrita, a faça perceber que os números possuem diversas funções: número localizador (para designar um endereço, coordenadas, distâncias, datas, telefones, páginas...), número ordenador (indica velocidade, consumo, remuneração, altura), número/numerosidade (com significado de quantidade total, em que é forte a cardinalidade), número cálculo (como resultado de operações), número medida, como resultado de mensuração (LORENZATO, 2006, p. 29). 78 que é a representação de uma ideia, só fará sentido para ela quando compreender o que o número significa. É por este motivo que professores/educadores precisam propiciar experiências significativas pelas quais as crianças possam construir progressivamente conceitos de classificação, seriação, inclusão, conservação e outros. Aduz Piaget, apud Kamii (1990) que o número é mentalmente construído pela criança e não poderá, portanto, ser conhecido inatamente, por intuição, pela simples observação e é por esta razão que antes dos 5 anos de idade as crianças não o conservam. É necessário recordar que a conservação, também chamada de invariância numérica, é uma propriedade na qual a criança irá entender que uma determinada quantidade será a mesma, independente da disposição dos elementos que a compõe. “É saber que o número de um conjunto de objetos pode apenas ser mudado por adição ou subtração” (WERNER, 2008, p. 17). Isto é fundamental para ela entender posteriormente o conceito de reversibilidade. Compreende-se, portanto, que a conservação do número precisa de um longo processo no qual deverão ser excluídas práticas tradicionais que tem como proposta, por exemplo, solicitar que a criança “ligue cada elemento de um conjunto ao elemento correspondente de outro conjunto” (KAMI, 1990, p. 7), ou seja, que “ligue”, por exemplo, o desenho de 5 borboletas ao numeral “5” que está no outro lado da folha. ressalta-se que é nas experiências ou situações do cotidiano da criança, nas experiências vividas no seu universo cultural, nas proporcionadas pelo educador, nas atividades do brincar, nas dinâmicas envolvidas em cada intencionalidade – por parte do educador - que os conceitos de conservação, seriação, inclusão, sequências e classificação vão sendo organizados, pois os significados são construídos a partir das comparações que a criança estabelece e a construção do conceito de número vai se efetivando. O trabalho com esses conceitos não se constitui momento estanque ou específico, mas se encontra presente numa diversidade de atividades, podendo e devendo ser explorado em todos os eixos e de forma simultânea (AMOP, 2010, p.101). 79 De acordo com Kamii, “as crianças não aprendem conceitos numéricos com desenhos. Tampouco aprendem conceitos numéricos meramente pela manipulação dos objetos” (1990, p. 58). Desta maneira, Garcia, Camargo e Franca (2012, p.8), sugerem o trabalho com atividades manipulativas “com líquido, areia, argila, massinha e com objetos, tampinhas, canudos”. Acerca de como a criança constrói o conceito de número que, segundo Silva (s.d, p. 6), trata-se de “uma operação mental e consiste de relações que não podem ser observáveis”, pode-se dizer que é mediante o seu pensar sobre o mundo, a sua ação mental realizada, somado ao fato de agir sobre os objetos, manipulá-los, vivenciar experiências ricas e apropriando-se das informações recebidos pelo meio que a cerca. Por estas razões, é necessário criar situações apara que as crianças construam gradativamente estruturas mentais dos números e isto acontece através do processo de ação-reflexão e reflexão-ação que será feito internamente por elas. As relações matemáticas, portanto, são criadas pela própria criança uma vez que faz parte do seu processo de construção mental, sendo o papel do educador/professor neste contexto, é extremamente importante, pois, serão eles os organizadores de propostas, de espaços, tempos, materiais e atitudes que irão encorajar a autonomia e o pensamento das crianças. O pensamento matemático contribui para “fabricar nossas subjetividades, nossas representações, nosso modo de olhar para a realidade”. Desafiar a criança a contar e comparar a mesma quantidade ou quantidades diferentes de objetos organizados de diferentes formas, posições. Trabalhar conservação de quantidades com embalagens diversificadas contendo sempre a mesma quantidades de líquido, areia, grãos. Colocar o líquido em diferentes tamanhos de embalagens para perceber que o líquido continua o mesmo, não importando a forma que ele tomou. (GARCIA et al., 2012, p. 8 - 9). Fazer matemática é expor ideias próprias, escutar as dos outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas, confrontar, argumentar e procurar validar seu ponto de vista, antecipar resultados de experiências não realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas, entre outras coisas (BRASIL/MEC, 1998, p. 107). 80 Por isto, este conhecimento precisa ser trabalhado de modo que a criança consiga progressivamente problematizar aspectos da sua própria vivência, interagindo com o mundo. Para tanto, é necessário rememorar as determinações da Resolução nº 5/2009 (CNE) a qual nos traz os dois eixos norteadores das práticas pedagógicas: interações e a brincadeiras. Através da brincadeira e das interações, as noções matemáticas vão sendo elaborados progressivamente e espontaneamente. Para Piaget, a manipulação de objetos (brinquedos) pelo sujeito e a experiência do concreto, em qualquer nível do desenvolvimento, atuam sobre a vida intelectual, na medida em que desencadeiam um processo de pensamento operatório, ocasião em que a criança constrói os conceitos permanentes de espaço, tempo, relações, classes, combinações e outros (RICHMOND, 1981,p.72). Quando ela brinca, percebe que um objeto está ao lado e próximo de outro (noção de vizinhança), que mesmo estando desta forma eles ocupam posições distintas no espaço (noção de separação), começa a compreender progressivamente a ordem dos elementos e objetos, explora o espaço e inicia a representação deste e das características dos objetos contidos nele, percebe diferentes tamanhos, imagina e comunica trajetos, percebe a utilização do número em diferentes contextos, realiza contagem apropriando-se progressivamente das leis internas de organização do sistema numérico, compara e ordena números, observa a passagem do tempo e assim por diante. A aprendizagem da organização espacial para um bebê, por exemplo, poderá ser intensificada quando propomos um ambiente rico em objetos que possam ser empurrados e empilhados, ou quando propiciarmos a organização de espaços com “obstáculos com cadeiras, mesas, pneus e panos por onde as crianças possam engatinhar ou andar – subindo, Art. 9º As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que: IV - recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais. ( BRASIL/MEC,1998). 81 descendo, passando por dentro, por cima, por baixo” (BRASIL/MEC, 1998). O conhecimento das formas, para as crianças de 2 ou 3 anos de idade, pode ser trabalhado com propostas de quebra-cabeças simples, brinquedos de encaixe e blocos de construção. E por fim, para os maiores, de 4 e 5 anos, é interessante propor: Esta é uma concepção de ensino que parte da resolução de problemas e a medida que as crianças brincam apropriam-se de conceitos que a ajudarão a solucioná-los. Para que elas possam se apropriar e atribuir sentido a um conteúdo é preciso que tenham contato com ele mais de uma vez, por meio de problemas similares ou diferentes (MONTEIRO, 2014, p. 17). É necessário também que o ambiente seja um colaborador para a aprendizagem e para isto, é importante organizá-lo com diversos recursos didáticos para que as crianças possam investigá-los. O quadro numérico é um excelente instrumento que “possibilita a criança identificar as regularidades na série numérica para interpretar, produzir e comparar escritas numéricas com diferentes quantidades de algarismos” (MONTEIRO, 2014, p. 13). O educador/ professor deverá, então, propor diversos problemas que possibilitem esta exploração. Deve-se recordar que os portadores numéricos (fitas métricas, réguas, calculadoras, jogos, calendários), são colaboradores durante as situações de aprendizagem. Além da brincadeira, outro contexto rico para que a criança possa apropriar-se do conhecimento matemático, é o jogo, pois, ele também contribui para que ela enfrente desafios, busque soluções, desenvolva críticas, dialogue, crie estratégias, compare resultados, aprenda a consultar a sequência o aprofundamento em jogos de mosaicos, de construção, com formas mais complexas, contribuem para formação das noções espaciais. Até mesmo o tanque de areia pode ser um excelente pretexto para colocar em prática o conhecimento referente à espacialidade. Assim, ao construir escavações, túneis, fazer pontes e construções com gravetos e pedrinhas, a criança faz uso prático da matemática em situação de uso real, completamente integrada à ciência do jogo. (KLISYS, 2014, p. 123). 82 numérica para enumerar as casas de um tabuleiro, registre a pontuação que obtive, realize a correspondência termo a termo e assim por diante. O jogo inicia para a criança, segundo Piaget, desde os primeiros meses de vida e torna-se significativo à medida que ela se desenvolve. Primeiramente, surge o jogo de exercícios no qual ela irá manipular objetos. Depois, acompanhado da linguagem e representação, ela inicia o jogo simbólico. De acordo com Barbosa (2006), o objeto perde seu valor em si e passa a estar em função daquilo que a criança representa no momento. Por exemplo, um graveto pode representar para ela, um boneco. Os símbolos são utilizados individualmente e especificamente por cada criança dependendo da situação. No jogo simbólico, é importante vivenciar situações de contato com os números utilizando para tanto os cantos de atividades diversificadas: no canto do supermercado, do escritório e da loja poderá ter contato com os valores dos produtos, grandezas e medidas. À medida que a criança vai crescendo, inicia o jogo de regras que marca a transição da atividade individual para a coletiva. Para Piaget, segundo Kishimoto (1994, p.40), “a regra pressupõe a interação de dois indivíduos e a sua função é regular e integrar o grupo social”. É interessante, também, que a criança tenha a oportunidade de construir suas próprias regras, sem considerar apenas as estabelecidas pelo adulto. Nesta perspectiva, as atividades em grupo, coletivas, terão papel fundamental para a aprendizagem da criança, pois, “atuam como informantes e contrapõem ou defendem suas ideias e decisões. Além de favorecer as O jogo apresenta um verdadeiro desafio para iniciantes que precisam cuidar de contar a quantidade de pontos que sai no dado e saber nomeá-la, associar esse número à quantidade de casas que deverá andar, não contar a mesma casa mais de uma vez nem se esquecer de contar alguma delas (KLISYS, 2014, p. 125). As regras impõem condições para o jogador que precisa adaptar-se a elas para participar do jogo. No processo de construção de estratégias eficazes para ganhar, as crianças colocam conhecimentos em ação e os reformulam para jogar cada vez melhor. (MONTEIRO, 2014, p. 115). 83 relações interpessoais, essa interação enriquece o conhecimento” (MONTEIRO, 2014, p. 116). Portanto, jogar com parceiros ou em grupo propicia a interação entre os mesmos, o que é um fator de avanço cognitivo, pois quando está jogando, “a criança estabelece decisões, conflitua-se com seus “adversários” e também reexamina seus conceitos” (PETRY ; QUEVEDO, 1993, p. 35). O jogo, assim como a brincadeira, permite que as crianças possam voltar ao aprendido e apropriarem-se de novas formas de pensar a solução que havia dado em outro momento. Desta forma, quando jogam “passam por diversas etapas, e cada uma delas tem seus esquemas específicos para assimilar o meio” (PETRY ; QUEVEDO, 1993, p. 34). O papel do educador/professor neste contexto é fundamental, pois, além de disponibilizar o jogo com intencionalidade, ele deverá mediar as situações de aprendizagem e problematizar as questões que aparecerão durante e depois. Caberá, também a ele, observar como cada criança atua, quais são os seus limites e avanços para que possa intervir no processo de conhecimento. De acordo com Barbosa (2006) quando as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto para estimular certos tipos de aprendizagem, surge a dimensão educativa. É necessário, portanto, que o professor planeje etapas para alcançar objetivos determinados previamente. O conhecimento matemático, portanto, precisa ser trabalhado através de metodologias que dão condições às crianças a entenderem progressivamente o que fazer, enquanto fazem. Utilizar o jogo na Educação Infantil significa transportar para o campo do ensino-aprendizagem condições para maximizar a construção do conhecimento, introduzindo as propriedades do lúdico, do prazer, da capacidade de iniciação e ação educativa e motivadora (KISHIMOTO, 2003, p. 36 e 37). Precisam perceber que utilizar a linguagem matemática não é aprender diferentes símbolos e regras,mas desenvolver uma competência no sentido de utilizar essa linguagem, adequadamente, nos mais variados contextos durante a vida. (CAMARA ; SANDI, 2014, p. 107). 84 4.3.3.1 Objetivos das aprendizagens em: Conhecimento Matemático Crianças de 0 a 3 anos Explorar os espaços internos e externos de diferentes formas: agachada, se arrastando, pulando e rolando; acompanhar a passagem de tempo em calendário; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de perto/longe, parte/todo, dentro/fora, pequeno/grande; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de dia/noite, manhã/tarde, presente/passado/futuro, antes/agora/depois; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de comprido/curto, longe/perto; manipular e explorar objetos e brinquedos de diferentes tipos, tamanhos, formatos bem como vivenciar suas possibilidades associativas (empilhar, rolar, transvasar, encaixar ); desenvolver progressivamente as noções de orientação como proximidade, interioridade e direcionalidade; recompor e remodelar objetos percebendo as mudanças que ocorrem; vivenciar situações que possibilitam a classificação dos objetos; experimentar situações combinando diferentes objetos à partir de experiências anteriores; selecionar objetos ou materiais segundo o jogo que se faz; 85 Conhecimento Matemático Crianças de 4 a 5 anos Vivenciar situações que envolvam a exploração de objetos de diferentes tipos, tamanhos e formatos; descrever, relatar, elaborar e registrar orientações orais ou gráficas sobre a localização de trajetos, bem como os pontos de referência existentes entre eles; explorar o espaço de diferentes formas: agachados, se arrastando, pulando e rolando. explorar espaços físicos internos e externos; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de perto/longe, parte/todo, dentro/fora, pequeno/grande; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de dia/noite, manhã/tarde, presente/passado/futuro, antes/agora/depois; vivenciar progressivamente situações que envolvam noções de comprido/curto, longe/perto; pesquisar, reconhecer e fazer uso de unidades de medidas convencionais e não convencionais; manipular e explorar objetos e brinquedos para observar suas características e propriedades principais e suas possibilidades associativas (empilhar, rolar, transvasar, encaixar ); desenvolver progressivamente as noções de orientação como proximidade, interioridade e direcionalidade; utilizar portadores numéricos e identificar regularidades na escrita numérica. perceber, refletir, elaborar e registrar hipóteses sobre as regularidades e funcionamento do sistema de numeração; comparar e confrontar com seus pares ideias matemáticas, hipóteses, estratégias e processos utilizados para obtenção de resultados em situações-problema; interagir com diversos tipos de materiais objetivando conhecer a série numérica oral a fim de realizar contagem e sobrecontagem em situações de numeração; pesquisar os diferentes lugares em que os números se encontram, investigar como são organizados e para que servem; utilizar noções simples de cálculo mental para resolver situações problema; pesquisar, conhecer, compreender, vivenciar e confeccionar jogos bem como registrar, através de desenhos, suas regras; 86 O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (MEC,1998) dispõe que a criança é um ser social e histórico e, por esta razão, é marcada pelo meio social em que se desenvolve. Através deste, ela irá entender o mundo, as relações que nele existem, os chamados códigos culturais e também a sua própria história de vida. No início, o bebê não se percebe como ser único; ainda se vê como parte do adulto. Wallon (1934) chama isto de simbiose afetiva, sendo este um momento muito difícil, pois ele é acometido por vários sentimentos, sensações corporais, estímulos sonoros e visuais por ele desconhecidos. Esta fase é nomeada de estágio impulsivo emocional, na qual o bebê recém-nascido é regido pelo meio, pelas pessoas que o cuidam, afinal, a satisfação de suas necessidades dependerá dos adultos. (WALLON, 1934). A partir da consciência disto, é imprescindível que os responsáveis aprendam a reconhecer os gestos, choros, expressões faciais dos bebês. À medida que acontece o desenvolvimento das capacidades mentais, físicas e emocionais, somado à interação que o bebê estabelece com os objetos e as pessoas, ele começa a compreender a sua individualidade. Entende que possui pensamentos, sentimentos e “será capaz de reconhecer, no plano das sensações, os limites de seu corpo, isto é, constrói-se o recorte corporal”. (ORTIZ ; CARVALHO, 2012, p. 6). Campos (2007), apud Wallon (1934), afirma que ela já será capaz de se reconhecer no espelho antes de nomear seu corpo ou nomear-se. Inicialmente, quem ela vê é o outro, depois se reconhece. “Ou seja, vê primeiro o outro, depois o outro que é ela mesma, criando assim um jogo de alternância eu- outro”. (CAMPOS, 2007, p. s.d) Nesta etapa da vida, o adulto pode auxiliá-la em seu processo de conhecimento de si propondo, por exemplo, a utilização do espelho como recurso de interação e atividades em que ele possa: Essa é a etapa da formação do eu corporal, que ocorre no primeiro ano de vida. Nessa fase, os bebês miram fixamente para o reflexo no espelho, com a curiosidade de quem olha e se admira intrigado e pesquisador. (ORTIZ & CARVALHO, 2012, p. 6). 4.3.4 Conhecimento de si e do mundo 87 Além disto, as ações de cuidado despendido pelo adulto (vestir, pentear, alimentar) é fundamental não apenas para atender às necessidades básicas das crianças, mas, também para dar segurança a estas e colaborar na construção da sua identidade. A interação afetiva que a criança experimenta quando alguém a pega no colo, lhe toca, faz carinho ou massagem, colabora para que ela desenvolva “novas referências sobre seu corpo, suas necessidades e sentimentos e sobre sua sexualidade” (BRASIL/MEC, 1998, p. 16). Ao conhecer-se, a criança amplia sua interação com o adulto e com os seus colegas e, consequentemente, ela desenvolverá várias atitudes: fazer escolhas, vivenciar confrontos e suas soluções, comunicar-se, expressar-se, demonstrar sentimentos, construir novos conceitos e comportamentos, ter autonomia. Outro aspecto a considerar relaciona-se ao fato de que, ao interagir com o outro, sendo estimulada a refletir, resgatar e valorizar a origem deste e da sua própria identidade, a criança poderá, além de ter acesso a diferentes culturas étnicas, perceber diferenças e semelhanças entre ela, seus colegas e as pessoas que convivem ao seu redor. Deve-se ressaltar que, nesta ocasião, o(a) educador/professor deverá “trabalhar por um reconhecimento positivo das diferenças étnicas, combatendo preconceitos e discriminações” (SÃO PAULO/SEME, 2007, p. 49). O Parecer nº 20/2009 do CNE/CEB, manifesta-se acerca do aprender sobre o mundo através “da experimentação e da inter-relação com diferentes conceitos, valores, ideias, objetos e representações dos inúmeros temas acessíveis a sua vida cotidiana” (p.10) Diante disto, é importante que as crianças vivenciem momentos de: nomear as partes do corpo enquanto a criança as reconhece, mudar as expressões de acordo com narrativas, fazer comentários no momento da conversa, chamando a atenção específica dela para algumadescoberta específica. (ORTIZ ; CARVALHO,2012, p. 8). (...) brincar em pátios, quintais, praças, bosques, jardins, praias, e viver experiências de semear, plantar e colher os frutos da terra, permitindo a construção de uma relação de identidade, reverência e respeito para com a natureza. Elas necessitam também ter acesso a espaços culturais diversificados: inserção em práticas culturais da comunidade, participação em apresentações musicais, teatrais, fotográficas e plásticas, visitas a bibliotecas, brinquedotecas, museus, monumentos, equipamentos públicos, parques, jardins. (BRASIL/MEC, 2009). 88 Esta concepção apresentada por este parecer indica que o dia-a-dia no CMEI deverá ser permeado por experiências que permitam à criança agir sobre o meio físico e cultural, pois, desta maneira, ela progressivamente começa a compreender as características dos seres existentes, a importância do respeito e preservação destes, a desenvolver “saberes relativos ao planeta Terra e às formas como os homens exercem ações que preservam ou destroem o ambiente da natureza e aquele culturalmente construído” (SÃO PAULO/SEME, 2007, p.53). A criança ampliará gradativamente o entendimento de que o ambiente onde vive é também decorrente da ação do homem sobre a paisagem natural devido às necessidades que se apresentam para ele: construir um local para morar, trabalhar, modificar espaços em virtude das produções existenciais necessárias à humanidade, historicamente construídas. No processo de conhecimento do mundo, a criança deverá ser incentivada a criar hipóteses, imaginar soluções, manifestar suas opiniões sobre os fatos, fenômenos, buscar informações, questionar, confrontar ideias, aprender a lidar com conflitos. Vinha apud Larréia (2006, p.9), aduz que a criança constrói sua autonomia em um ambiente que lhe “permita a livre expressão de pensamentos e desejos, a tomada de decisões de pequenas responsabilidades”. 89 4.3.4.1Objetivos das aprendizagens em: Conhecimento de Si e do mundo Crianças de 0 a 3 anos: Fazer e expressar escolhas; expressar e reconhecer sentimentos; aplicar estratégias para enfrentar os conflitos provenientes da interação com o outro; conhecer, controlar, perceber as necessidades e sensações de seu corpo bem como controlá-lo, adquirindo consciência dos seus limites e possibilidades; adquirir de forma progressiva autonomia para utilizar materiais disponibilizados; desenvolver progressivamente hábitos de saúde, nutrição, auto-organização e bem estar; saber diferenciar-se como um ser individual, com características próprias, construindo sua identidade e auto-imagem; reconhecer as pessoas que estão em seu entorno; aprender e executar movimentos de vestir-se ou desnudar-se e calçar-se. reconhecer situações de perigo identificando elementos que lhe causam medo; reconhecer seus pertences, os das outras crianças, compartilhando quando necessário; organizar brinquedos, materiais e objetos; vivenciar situações que envolvam o meio ambiente: semear, plantar, colher conservar e respeitar a natureza; demonstrar suas preferências sobre brinquedos e espaços; identificar a localização da sua sala no CMEI; solicitar e prestar ajuda; reconhecer alguns ambientes e paisagens naturais; reconhecer alguns seres vivos e seu modo de vida; observar fenômenos da natureza. 90 As linguagens artísticas produzem nos sujeitos humanidades, isto acontece pelo contato que estabelece com as diferentes manifestações culturais e artísticas. A música, pintura, modelagem, escultura, dança, dramatização, apresentam à criança desafios, experiências, com diferentes materiais, que intensificam o processo criativo. Este, por sua vez, tem implicações diferentes para os sujeitos: a criança quando cria, toma contato com o mundo social e cultural, o qual lhe modifica. Com relação à Linguagem Dramática, deve-se ter ciência que ela envolve uma ruptura com práticas tradicionais as quais tinham como objetivo a apresentação de peças para os pais, ou a utilização do teatro para que as crianças aprendam a escovar os dentes, alimentar-se corretamente e assim por diante. Ao contrário disto, esta linguagem deverá ser entendida como um momento para que a criança possa expressar-se, construir seu ato performativo, sem a obrigatoriedade de gestos, falas, cenários e figurinos Conhecimento de Si e do mundo Crianças de 4 a 5 anos Elaborar e expressar escolhas, planos e decisões; expressar e compreender sentimentos; desenvolver estratégias para o enfrentamento dos conflitos; conhecer, controlar e nomear as partes do próprio corpo; utilizar os materiais e objetos com autonomia. desenvolver hábitos de saúde, higiene, nutrição, auto-organização e bem estar; conhecer e perceber as necessidades e sensações de seu corpo bem como controlá-lo adquirindo consciência dos seus limites e possibilidades; saber diferenciar-se como um ser individual, com características próprias, construindo sua identidade e auto-imagem; identificar e reconhecer suas características, sua história de vida e do grupo ao qual pertence (características físicas e culturais, hábitos, costumes e valores); reconhecer-se como sujeito nas relações familiares, de consumo, de trabalho e de lazer; vivenciar situações que lhe permitam expressar pensamentos, desejos e adquirir pequenas responsabilidades; interagir com diferentes parceiros em diferentes agrupamentos, duplas, pequeno grupos; negociar decisões e resolver conflitos a partir de diálogos provenientes das interações, respeitando e reconhecendo as necessidades, direitos e opiniões de seus colegas; 4.3.5 Linguagens artísticas 91 determinados pelo adulto. Caberá a este ocupar-se da proposição de trocas entre o brincar e o fazer teatral, para que ela possa progressivamente entender as diferenças e semelhanças entre estas práticas. Sobre a dança, a criança deve ser pensada no contexto da Educação Infantil, como um processo de busca de movimentos livres e espontâneos, longe de serem determinados pelo adulto com padrões corporais, coreografias e técnicas a seguir. De acordo com Nanni (2008, p. 8) Bregolato (2007, p.143) expõe que, “os movimentos são realizados espontaneamente movidos pelo sentimento que a música proporciona”, assim, percebemos que as capacidades rítmicas da criança serão ampliadas, favorecendo o domínio do seu corpo, aprimorando suas possibilidades de movimentação, seu repertório motor, superando suas limitações, enfrentando desafios motores, apropriando-se da estrutura espacial (já que é no espaço que o corpo desenvolve os movimentos expressivos) e assim por diante. 4.3.5.1 Linguagem Corporal O domínio das funções corporais é condição para a vida, o controle do tronco, dos membros, da cabeça, são momentos importantes do processo humano. A consciência corporal desenvolve-se naturalmente na infância, se este for estimulado e isto, implica em experimentar os movimentos, aprender a dominar o próprio corpo. (PIAGET apud FARIAS, 2009). [...] a dança deve proporcionar situações que lhes possibilitem desenvolver habilidades várias de possibilidades de movimento, exercer possibilidades de autoconhecimento e ser o agente efetivo da harmonia entre a razão e o coração. O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e dasmímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da atividade da criança. O ato motor faz-se presente em suas funções expressiva, instrumental ou de sustentação às posturas e aos gestos. 92 De acordo com Galvão (1996), o ato motor é compreendido por Wallon (1975) como um elo entre o plano afetivo e cognitivo dos seres humanos. Existem neste ato, duas funções da musculatura denominadas tônico- postural e cinética as quais juntas possibilitam que o adulto dê significados específicos ao movimento que a criança executa. A primeira função mencionada é compreendida como a motricidade expressiva e, desta maneira, responderá pela dimensão afetiva do movimento (GALVÃO, 1996, p.39). É devido a ela, portanto, que a criança modificará sua mímica facial, postura e gestos com o intuito de transmitir alguma emoção, alegria, desconforto, tristeza ao adulto. Já a função cinética é responsável por regular as fibras musculares e, portanto, pela motricidade de realização, ou seja, pelo movimento em si. No começo de sua vida, unindo a dimensão expressiva com a de realização, o recém-nascido inicia sua primeira forma de expressão, de linguagem não verbal, para conhecer o mundo e comunicar-se com este: o movimento. Ao selecionar os movimentos do seu corpo, o bebê aproxima-se do adulto para satisfazer as suas necessidades. Portanto, de acordo com Mahoney apud Garanhani (2000, p. 2018), no início do desenvolvimento infantil, “os movimentos do corpo se apresentam como instrumentos expressivos de bem estar e mal estar”. Isto significa dizer que o movimento trata-se muito mais que um prazer funcional, ele é a maneira que a criança vai expressar sua orientação no ambiente, demonstrar suas ações inteligentes de comportamento social e também as suas preferências, gostos e afetos. Através da maturação de suas habilidades motoras e das possibilidades de exploração oferecidas pelo adulto a criança, progressivamente, amplia seu movimento e ao aprender a andar e também a falar, adquire uma autonomia e independência muito maior, e isto lhe possibilita investigar o espaço e os objetos que a cerca até chegar ao “domínio intencional de um sistema complexo de coordenação de gestos e percepções” (PILKER, 2015). O papel do adulto neste contexto é importantíssimo, pois, primeiramente, é necessário que ele confie na competência da criança e 93 respeite o tempo desta, o seu deslocamento natural, e crie condições para a sua movimentação autônoma, porém, segura. Neste sentido, ele não deverá forçar ou adiantar o movimento dela. É sabido que o nosso cérebro gasta muita energia para nos manter equilibrados no movimento em que estamos. Se uma criança está sentada antes do corpo ter maturidade, o seu cérebro está todo voltado para manter-se sustentado nesta posição, impedindo que ela desfrute as coisas, observe o que acontece ao seu redor e descubra o mundo. Desde o início, o bebê precisa ser incentivado a movimentar-se, a explorar e interagir com o meio de forma independente e jamais inativa em berços isto porque, segundo Pikler (1940), o desenvolvimento motor é produzido de forma espontânea, através da atividade autônoma, em função da maturidade orgânica e nervosa. Conforme nos lembra Falk (2004, p. 31): A competência mencionada pela autora poderá ser desenvolvida através da organização de situações nas quais os bebês possam engatinhar, possam ser colocados de bruços, de lado, sentados com ou sem apoio e em pé. Paralelamente, é necessário que eles conheçam o próprio corpo para que iniciem o processo de construção da representação deste o qual será desenvolvido mediante a vivência de experiências cognitivas, verbais, motoras e sensoriais que irão possibilitar, o controle, aperfeiçoamento, exploração e conhecimento das limitações e possibilidades de seu movimento. O bebê, pelo que faz na direção de seus movimentos e na aquisição de experiências sobre ele mesmo e sobre o seu entorno – sempre a partir do que consegue fazer – é capaz de agir adequadamente e de aprender de maneira independente. Para o desenvolvimento da independência e da autonomia da criança, é necessário – além da relação de segurança – que ela tenha a experiência de competência pelos seus atos independentes. Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, o bebê não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a atentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência (PIKLER, 2015) 94 Neste contexto, a organização espacial do ambiente onde a criança ficará está diretamente ligada ao desenvolvimento do seu movimento. Portanto, para favorecer o processo de pesquisa deste pela criança, é essencial que o professor/educador organize o espaço com elementos pertinentes, instigantes, desafiadores e ao mesmo tempo seguros, com brinquedos adequados, e também garanta espaços livres para sua exploração autônoma, mas, sempre sob o olhar cuidadoso do adulto. Uma sugestão dada por Post e Hohmann (2003), é deixar a disposição objetos de diversos tamanhos e mais próximos ao chão, pois estes permitem que os bebês investiguem maneiras para alcançá-los. Esclarece Piaget que a assimilação sensório-motora leva à criação de uma lógica que organizará o mundo real, a qual irá embasar as posteriores operações do pensamento. Assim, progressivamente, a criança vai ampliando suas competências corporais as quais permitirão que ela possa “incorporar a dimensão expressiva do movimento, ou seja, o aprendizado de gestos comunicativos (...) e, sobretudo os criativos” (SÃO PAULO, 2007, p.24). Garanhani (2005) afirma que dos 3 a 6 anos a criança começa a dominar as praxias culturais (alimentar-se sozinha, amarrar os sapatos, escovar os dentes) e isto colabora para o “aperfeiçoamento da expressividade infantil e, consequentemente, uma autonomia na movimentação do corpo” (p. 2020). Ainda segundo a autora, neste momento, a criança possui certa dependência em experimentar modelos de movimentos do seu meio sócio- cultural. Desta maneira, os movimentos do corpo também formam uma linguagem a qual é construída no processo histórico-cultural. A criança, ao conquistar a capacidade de simbolização (por volta dos 2 anos de idade), irá “imitar o que vê ao redor e a expressar o seu pensamento por ideomovimentos – pensamento apoiado em gestos” (GARANHANI, sd). Ou seja, ela irá imitar a cultura corporal (gestos, expressões faciais, posturas corporais) do meio onde está inserida, desenvolvendo os gestos simbólicos ligados tanto ao faz-de-conta (gesto de ninar uma boneca com a boca, de 95 segurar uma colher para dar de comer a esta, por exemplo) quanto os ligados a função indicativa (gesto de indicar algo, de acenar com a mão, de dar tchau). Através das experiências motoras vividas, somadas ao amadurecimento do sistema nervoso da criança, ocorre à especialização dos seus gestos instrumentais, o aperfeiçoamento dos movimentos do corpo, da linguagem oral e da representação (verbal e não verbal), assim é visto que a linguagem corporal torna-se mais elaborada com o passar do tempo. Progressivamente, o movimento “submete-se ao controle voluntário, o que se reflete na capacidade de planejar e antecipar ações” (BRASIL/MEC, 1998), em outras palavras, a criança torna-se capaz de planejar seu movimento. Portanto, para a criança maior, os professores/educadores poderão propor experiências que a possibilite desenvolver:Os RCNs (MEC, 1998) já sugeriam a utilização de brincadeiras do próprio repertório infantil e provenientes da cultura regional de cada criança, como estratégias para que esta possa desenvolver suas habilidades motoras. Além disto, ela poderá vivenciar situações de exploração das possibilidades criativas de seu corpo, conhecendo-o, experimentando-o e explorando-o. Afinal, “fica explícito que a expressão corporal é uma linguagem, é um aprender sobre si mesmo; é usar a nossa própria máquina: o nosso corpo, para transmitirmos o que sentimos” (PEDROSA, 2009, p.199). É por esta razão que se pode afirmar que o movimento além de ser um deslocar-se no ambiente, também possibilita que as crianças demonstrem, através de gestos e mímicas faciais, seus desejos e sentimentos. os seus aspectos físico-motores e, ao mesmo tempo, pode ser levada a entender os significados de sua movimentação. Pode compreender também que os movimentos do corpo que envolvem possibilidades de deslocamento (caminhar, correr, saltar, rolar, etc), de projeção-recepção e manipulação de objetos (lançar, pegar, tocar, arremessar etc) e de equilíbrio (girar, balançar, inclinar, agachar etc. (GARANHANI, p.7). 96 4.3.5.1 Objetivos das aprendizagens em: Linguagem Corporal Crianças de 0 a 3 anos Explorar e conhecer as possibilidades de movimento do próprio corpo e suas limitações; observar as diferenças e semelhanças dos movimentos corporais em relação aos outros; desenvolver a coordenação corporal na execução de diferentes formas de movimento; construir progressivamente a confiança nos movimentos corporais; controlar e aperfeiçoar gradativamente o próprio movimento; participar de diferentes brincadeiras que lhe proporcionem o controle sobre o corpo e movimento; vivenciar situações que envolvam movimentos corporais, (andar, puxar, lançar, pegar, quicar, empurrar,carregar, correr e lançar); experimentar as potencialidades e limites do próprio corpo (força, resistência, flexibilidade e coordenação motora); vivenciar situações de exploração do corpo, por meio de desafios (escalar, arrastar, pendurar, balançar, equilibrar, subir, descer, rolar, girar, agachar); vivenciar vários ritmos corporais de nossa cultura de maneira lúdica; vivenciar situações de dança que explorem a expressão de sentimentos (alegria, tristeza, medo), ritmo, espaço e conjunto; experimentar habilidades de expressividade, equilíbrio e coordenação a partir da corporeidade. experimentar e explorar elementos da dança; 97 4.3.5.2 Artes Visuais Para Barbieri (2012, p.25) “a arte de uma sociedade pluralista dialoga com o universo das crianças pequenas porque trata de todos os assuntos do mundo, aqui e agora”. Então, o ensino com esta visão conecta-se ao tempo da criança, o de ser criança em um determinado espaço e tempo, tendo em vista que as produções da arte contemporânea apresentam “os mais variados aspectos da vida ressoam nas poéticas dos artistas: aspectos sociológicos, científicos, Linguagem Corporal Crianças de 4 a 5 anos Explorar e conhecer as possibilidades de movimento do próprio corpo e suas limitações; construir progressivamente a confiança nos movimentos do seu corpo de forma autônoma para a satisfação das necessidades básicas e às situações cotidianas; observar as diferenças e semelhanças dos movimentos corporais em relação aos outros; experimentar e desenvolver a expressão corporal na execução de diferentes formas de movimento; controlar e aperfeiçoar gradativamente o próprio movimento; participar em diferentes brincadeiras que lhe proporcionem o controle sobre o corpo e movimento; comunicar-se intencionalmente através de movimentos corporais; aprender a utilizar combinações de movimentos (andar, puxar, lançar, pegar, quicar, empurrar, carregar e correr); conhecer as potencialidades e limites do próprio corpo (força, resistência, flexibilidade e coordenação motora); vivenciar situações de exploração do corpo, por meio de desafios (escalar, arrastar, pendurar, balançar, equilibrar, subir, descer, rolar, girar e agachar); experimentar situações corporais em relação à ocupação do espaço; vivenciar situações de exploração de diferentes formas de movimento; conhecer, experimentar e explorar elementos da dança; vivenciar vários ritmos corporais de nossa cultura de maneira lúdica; vivenciar situações de dança que explorem a expressão de sentimentos (alegria, tristeza, medo), ritmo, espaço e conjunto. 98 antropológicos, cotidianos – tudo é assunto para a arte” (BARBIERI, 2012, p.25). Na arte contemporânea e na produção dos artistas que a representam, muitos circulam entre os campos da arte e não estabelecem fronteiras entre a pintura, desenho, instalação, performance e vídeo, reconhecem, assim, a permeabilidade e a simultaneidade nos acontecimentos, situação que se aproxima do modo infantil de ser. (BARBIERI, 2012, p.25). A partir desta concepção, as artes visuais são entendidas com um conjunto de manifestações artísticas que integram o campo de linguagem e do pensamento, sobre o olhar e os sentidos que o ser humano produz para sua existência. Desse modo, as artes visuais não devem ficar restringidas apenas ao visual, pois, através dessas manifestações artísticas, desenho, pintura, modelagem, recorte colagem, entre outras, há vários significados que o artista deseja passar (SILVA et al., 2010, p.97). O mais importante é possibilitar as diferentes expressões infantis, pois as crianças sabem o que querem, possuem necessidades poéticas e urgências a serem supridas. “As crianças trazem questões de vidas em seus trabalhos de arte. Muitas vezes, desenham e pintam contando histórias misturando super- herói com pai, vizinho”. (BARBIERI, 2012, p.27). Nesse campo, o desenho para a criança não se limita a um fazer obrigatório, mas, é uma das múltiplas formas de expressar-se, de explorar o mundo, de reconhecer e experimentar materiais (suportes e riscantes). “A criança desenha, entre outras tantas coisas, para se divertir. O desenho é o palco de suas encenações, a construção de seu universo particular” (DERDYK, 2010, p.48). O desenho é uma maneira de brincar no mundo, pensar o mundo, de estar no mundo, de se comunicar, a criança desenha para: brincar, jogar, afirmar sua capacidade de designar, organizar seu espaço, registrar sua fala, expressar-se (medos, descobertas, alegrias e tristezas) – ao desenhar a ela se reorganiza internamente e reconstrói a realidade, e desenha pelo prazer do gesto (ALBANO, 1987; BARBIERI, 2012, p.85). Por meio do desenho as crianças desenvolvem a criatividade e a imaginação, não é só o momento do riscar, é também um momento de 99 apreciação da sua produção e da produção do outro com um olhar sensível, pois é a marca deixada por elas. As experiências infantis em linguagem visual possibilitam que ela desenvolva outras linguagens, pois favorece as explorações e expressões, de modo a ampliar seus conhecimentos, seus desejos, emoções, movimentos. Nesse sentido, necessitam de planejamento com possibilidades exploratórias e expressivas, com cores, tecidos, diferentes papéis, tintas, imagens, exposição de ideias, apreciação, produção e fruição de arte. O desenho da criança pequena é inicialmente exercício, com registro apenas de garatujas e, é exclusivamente expressão de um movimento, sem ligação alguma com a representação, isto é, a cor de seu desenho ainda não tem intenção, é a ocupação do espaço. Este momento para ela é de conquista do controle de sua mão,do giz, do lápis, das habilidades de preensão, do reconhecimento das texturas (ALBANO, 1987). Aos poucos as garatujas modificam-se, ganham forma e revelam o caráter do jogo simbólico. A construção do círculo demonstra a necessidade de nomear os desenhos, é o início da representação que culmina na figuração, ou seja, desenhos com formas e significados aparentes. O desenho jogo-simbólico se modifica e a criança começa a se expressar por analogia, até figurar. Nesse momento, “o desenho, aos poucos, perde o caráter mágico do jogo simbólico para assumir regras e convenções definidas” iniciando o processo de escrita (ALBANO,1987,p. 41). A criança, inicialmente, vê o desenho como simplesmente uma ação sobre uma superfície, sentindo prazer em “rabiscar”, explorar e descobrir as cores e novas superfícies. Essa é a chamada fase da garatuja (SILVA et al., 2010, p.98). Com as novas experiências de mundo que a criança adquire, as garatujas vão evoluindo, ganhando formas definidas com maior ordenação. O papel não é mais apenas uma superfície para os rabiscos infantis. Ele passa a ser uma superfície na qual a criança expressará o que vive diariamente, ou seja, expressará a alegria, a tristeza, os passeios que mais interessaram, a dinâmica familiar. (SILVA et al., 2010, p.98-99). Dessa forma, o desenho passa a ter uma significação muito mais ampla na Educação Infantil e, assim, merece ser tratado como mais que simples rabiscos, sendo valorizado como um auxiliador importante no desenvolvimento da criança (SILVA et al., 2010, p.99). 100 4.3.5.4 Objetivos das aprendizagens em: Artes Visuais Crianças de 0 a 3 anos Explorar e conhecer diferentes possibilidades de combinação entre misturas e materiais; explorar diferentes gestos com diferentes materiais; pesquisar o gesto na experiência com desenho; explorar a utilização de diferentes riscantes e suportes; vivenciar situações de apreciação de produções artísticas; experienciar situações que possibilitem a ampliação da criatividade, da imaginação e do senso estético; vivenciar momentos de apreciação das produções das crianças e dos colegas; experimentar situações que favoreçam a aprendizagem dos elementos da linguagem visual: cores, texturas, formas, linhas, estilos, ponto, contraste; perceber e reconhecer os diferentes registros gráficos que podem fazer ao desenhar; explorar diferentes posições corporais para desenhar; Artes Visuais Crianças de 4 a 5 anos Explorar e conhecer diferentes possibilidades de combinação entre misturas e materiais; conhecer as transformações provocadas pelas misturas; explorar diferentes gestos e materiais, riscantes e suportes; pesquisar o gesto na experiência de desenhar; vivenciar atividades que ampliem a criatividade e o senso estético; explorar e reconhecer diferentes registros gráficos; vivenciar situações de apreciação das produções artísticas; experimentar elementos da linguagem visual: cores, texturas, formas, linhas, estilos, pontos e contrastes; explorar situações que envolvam a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem e da colagem; reconhecer a diversidade de padrões de uso das cores nas diferentes culturas; identificar diferentes produções artísticas; 101 4.3.5.5 Linguagem Musical A palavra “música” tem origem grega, “musikétéchne”, que significa: “a arte das musas” e é formada basicamente por uma sucessão de sons e pausas de silêncio, organizadas em um determinado tempo e ritmo. Apesar de o termo ter sido criado pelos gregos, há indícios que desde a Pré-História produzia-se música, pois, o homem, foi percebendo os sons ao seu redor e começou a distingui-los como sendo proveniente de uma tempestade chegando, das vozes de animais, das ondas do mar, entre outros. Assim, quando nos perguntamos sobre a origem da música, devemos saber antes qual é a origem do homem, pois, a música existe desde que este existe (STOKHAUSEN apud FREGTMAN, 1989, p.34). Apesar da longa história da música, a ampliação do interesse sobre o desenvolvimento cognitivo-musical dos seres humanos bem como sua ligação com a aprendizagem é algo recente, principalmente em relação às crianças pequenas. Werner (1993) afirma que ao nascer e até o seu décimo aniversário as crianças já são capazes de criar suas preferências e memórias musicais. Isto ocorre pelo fato de que no mundo de um recém-nascido, antes de existirem as palavras, existem os sons. Desse modo, é necessário que a criança entre em contato com múltiplas experiências sonoras de qualidade, perceba os elementos da música tais como a intensidade, altura e o timbre, pois, poderá desenvolver sua apreciação sensorial, definindo se gosta ou não de certos sons, reproduzindo-os e criando novos, estimulando sua imaginação. Alguns autores consideram que a música, é capaz de afetar o corpo dos sujeitos de duas maneiras: diretamente, quando o efeito do som age sobre as células e órgãos e indiretamente, quando age em suas emoções, provocando tensões e relaxamentos de seu corpo. Na primeira maneira, quando o som age sobre o corpo, temos a visão de Vygotski (1998a) que considera o cérebro humano um sistema extremamente plástico, sendo que as principais estruturas se formam com o contato do sujeito com uma cultura. Logo, ele irá formar determinadas estruturas e não outras, dependendo da cultura onde está inserido (diante desta perspectiva, 102 percebemos que não há a possibilidade de fixarmos etapas para o desenvolvimento musical). Esta ligação entre a cultura e as estruturas mentais, de acordo com Vygotski (1998a), é estabelecida através de mediações realizadas por mediadores simbólicos (a linguagem, arte, religião) os quais propiciarão aprendizagem, sendo esta a grande ativadora do desenvolvimento, pois, segundo o autor, sem ela não há possibilidade de ativar os mecanismos biológicos necessários para o desenvolvimento de capacidades. Assim, ao considerarmos a música como um mediador simbólico, percebemos que o desenvolvimento da musicalidade do sujeito não está ligado exclusivamente a fatores maturacionais, mas também, históricos e culturais. Isso significa dizer que, com os modelos musicais já construídos, a criança pode imitá-los. Esta imitação permite uma antecipação de etapas posteriores do desenvolvimento, uma elaboração interpsíquica de ações que mais tarde passarão para a esfera intrapsíquica (VYGOTSKI, 1998). Considerando o caráter ativo da Educação, que envolve o desafio de ser levado a mudar, repensar, reconstruir, construir hipóteses e tomar decisões baseadas em uma estrutura cognitiva que permite ao sujeito ir além da informação recebida e estabeleça relações de vida foi que Victório (2011), afirma que a Música tem papel fundamental para a aprendizagem, já que se apresenta como uma das possibilidades de ruptura de padrões e da busca de novos significados, a partir de vivências sensíveis organizadas reflexivamente de modo a promover a autonomia do indivíduo. Toda criança, independente do seu estágio de desenvolvimento musical, pode ser incluída no fazer musical. Para isso, pretende-se que a criança aprenda música fazendo música. Dessa forma, ela deve ser instigada a experimentar e a apropriar-se ativamente da experiência musical desde o seu Ensinar música nas escolas significa ensinar o sujeito a construir e conquistar a autonomia de criador e intérprete de sua própria trama musical, inserido na grande sinfonia da vida da qual todos participamos. Cada situação proporcionada pela vivência dos elementos sonoros se constitui em uma oportunidadede aprender e ressignificar preconceitos em busca de tramas sonoras cada vez mais harmônicas, envolvendo nesse processo, tanto sons considerados universais, como sons característicos de um determinado grupo ou de uma cultura. (VICTÓRIO, 2011, p. 26). 103 primeiro contato com o som. A música deve ser acessível a todas as crianças. (WUYTACK, 2005, p. 308). Segundo Sloboda (1985), durante o seu primeiro ano de vida, o bebê produz “balbucios musicais”, também conhecidos como cantos espontâneos. O que se tem observado é que a criança ao nascer já dispõe de um trato vocal que lhe permite, a partir de uma motivação intrínseca, explorar e brincar com os sons, bem antes de ser capaz de falar (PAPOUSEK, 1996, p. 88). Estes primeiros sons indicam algo importante do desenvolvimento cognitivo da criança e são os primeiros passos para a aquisição da fala e da capacidade de falar. Com o passar do tempo, o bebê expande o seu repertório vocal utilizando sua voz como uma brincadeira e repetindo sons ouvidos até que, em um determinado momento, ele consiga emitir balbucios canônicos, ou seja, repetição de sílabas até chegar a se transformar em palavras. Nesta última fase, a criança começa progressivamente a usar a fala para comunicar-se e as vocalizações para cantar. Para Swanwick(1988) apud Parizzi (2006, p. 43), outra mudança importante começa a acontecer: a criança passa a adequar seus movimentos corporais ao pulso da música que estiver ouvindo. Aproximadamente aos dois ou três anos de idade, o canto espontâneo começa “a soar como esboços de canções” (HARGREAVES, 1986, p. 69 – 70), a criança realiza tentativas de imitar canções e padrões rítmicos e melódicos. Progressivamente, torna-se capaz de reproduzi-los e, aos quatro anos de idade, segundo Parizzi (2006, p.44), “surge também outra forma de canto espontâneo, a canção imaginativa ou narrativa, através da qual a criança conta suas próprias histórias”. Com este breve resgate teórico, pode-se dizer que “antes de falar as crianças cantam” (ROMANELLI, 2013, p. 1). A partir disto, as crianças podem, por exemplo, cantar mais forte e mais fraco para que se possa verificar um dos elementos do som (intensidade); Aprender a escutar é um importante conteúdo da educação musical e falar sobre escuta envolve o despertar para um sentido pouco exercitado e fundamental para o início da Educação Musical. Se não há percepção de todo esse ruído do mundo contemporâneo, como poderíamos esperar uma percepção dos sons apresentados em uma sala de aula, ou de música? 104 Outra aprendizagem da Linguagem Musical necessária para as crianças é a escuta já que dificilmente elas perceberiam os sons de uma música se não exercitassem a percepção dos sons do meio que as cercam: do carro que passa na rua, dos passarinhos que cantam na janela, dos passos de alguém se aproximando. A escuta é parte integrante da identidade da pessoa e começa antes mesmo do nascimento. Segundo Lecanuet apud Romanelli (2013, p. 4), as pesquisas já realizadas, constaram que o “feto não apenas ouve os sons de seu entorno, mas é capaz de registrá-los”. É por este motivo, que o profissional da educação deve planejar situações para que as crianças possam pesquisar, reconhecer, classificar e discriminar sons do meio em que vive (unidade educacional, bairro, moradia...). Além da escuta, o fazer musical na Educação Infantil também envolve a exploração dos sons do corpo, de objetos e também de instrumentos musicais, bem como a construção destes. Durante a elaboração dos instrumentos, a criança pode ser estimulada a realizar pesquisas: e se alterarmos o material, dentro do chocalho, o som sofrerá alteração? E se fosse a quantidade? Para Delaladante (s.d), quando as crianças experimentam estes momentos, organizam sua pesquisa, repetem gestos e movimentos e os internalizam. E, com isto, desenvolvem seus repertórios sonoros. Portanto, é interessante que a criança da Educação Infantil construa arranjos musicais com seus instrumentos, nos quais estes vão surgindo aos poucos para que percebam um dos elementos do som (densidade). Uma outra possibilidade é que ela sonorize narrativas com estes instrumentos ou com seu O recém-nascido é capaz de reconhecer músicas que foram tocadas no seu entorno enquanto ainda era feto, o que permite afirmar que, diferentemente de outros aspectos culturais, a cultura musical da criança já começa a se formar antes mesmo de nascer (ROMANELLI, 2013, p. 4) 105 próprio corpo, que manuseie instrumentos com sons mais graves e mais agudos para discriminar a altura do som. Por fim, devemos recordar que as crianças conhecem várias músicas desde muito pequenas e trazem para a Educação Infantil diversas manifestações culturais. Entretanto, é importante garantir que no espaço educacional a criança tenha acesso a músicas com atrativos sonoros, riqueza de melodia, arranjos e letras, sensibilizando-as para uma escuta ativa, apreciação e reflexão das formas musicais, percepção de ritmos, exploração da oralidade, desenvolvimento da sua criatividade e conhecimento de novas culturas. 4.3.5.5.5 Objetivos das aprendizagens Linguagem Musical Crianças de 0 a 3 anos Perceber e interagir com elementos básicos do som (altura, intensidade, duração, timbre); perceber, reagir, distinguir e reproduzir os sons; perceber o som e silêncio nas obras musicais, brincadeiras e jogos; reconhecer músicas preferidas; apreciar obras de cancioneiros do folclore infantil, músicas populares, regionais, clássicas, cantadas, instrumentais, canções, acalantos e cantigas; acompanhar canções com objetos sonoros ou instrumentos musicais e sonorizar histórias; desenvolver a memória auditiva; cantar e tocar instrumentos ou objetos sonoros; descobrir possibilidades vocais; conhecer e explorar os princípios acústicos de instrumentos musicais e objetos sonoros; participar da confecção de instrumentos ou objetos sonoros; apreciar música ao vivo e vídeos de músicos, orquestras, instrumentos musicais e solos instrumentais; 106 Linguagem Musical Crianças de 4 a 5 anos Explorar os sons do corpo como objeto sonoro expressivo; perceber e interagir com elementos básicos do som (altura, intensidade, duração, timbre); perceber, reagir, distinguir e reproduzir os sons; perceber o som e silêncio nas obras musicais, brincadeiras e jogos; reconhecer músicas preferidas; apreciar obras de cancioneiros do folclore infantil, músicas populares, regionais, clássicas, cantadas, instrumentais canções, acalantos, cantigas. acompanhar canções com objetos sonoros ou instrumentos musicais; sonorizar histórias com objetos sonoros ou instrumentos musicais; desenvolver memória auditiva; cantar e tocar instrumentos ou objetos sonoros; descobrir possibilidades vocais; conhecer e explorar os princípios acústicos de instrumentos musicais e objetos sonoros; participar da confecção de instrumentos ou objetos sonoros; apreciar música ao vivo e vídeos de músicos, orquestras e instrumentos musicais e solos instrumentais; compartilhar com os adultos e outras crianças os estados emocionais e afetivos provocados pelos sons e pela música; produzir som e silêncio, com ou sem instrumentos e objetos sonoros; identificar sons da natureza ou da cultura (vozes humanas, instrumentos musicais, máquinas, objetos e outras fontes sonoras); criar músicas e sons, por meio do canto espontâneo com ou sem instrumentos musicais; registro dos sons por meiode formas gráficas (partituras não convencionais); diferenciar e perceber sons: agudos e graves, fortes ou fracos, rápidos ou lentos; identificar e vivenciar o ritmo e o pulso de músicas conhecidas; perceber timbres, agrupando e categorizando: sons de animais, sons de objetos sonoros, instrumentos musicais e voz de pessoas; identificar as características das músicas e os instrumentos utilizados em sua execução; explorar alguns instrumentos de pequena percussão: guizos, chocalhos, caxixis, castanholas e tambores; reconhecer e identificar diferentes tipos de músicas. 107 5. AVALIAÇÃO Para Oliveira & Pacheco (2005, p.119) nenhuma discussão sobre o currículo pode negligenciar o fato de que aquilo que se propõe e desenvolve em sala de aula dará origem a um processo de avaliação, ou seja, a avaliação é parte integrante do currículo, na medida em que a ele se incorpora como uma das etapas do processo pedagógico. Assim, se conclui que a avaliação educacional de aprendizagem é um movimento que busca captar e investigar os processos de aquisição dos conhecimentos, aos quais as crianças são submetidas, de modo a identificar as aprendizagens que emergem no contexto do CMEI, possibilitando a reflexão e a intervenção docente. O seu papel é de identificar na criança as aprendizagens, revelando a heterogeneidade, nas suas formas de aprender e de ensinar, expressando os avanços e as potencialidades individuais e coletivas. Tendo em vista isto, os tempos diferenciados para aprendizagem e o constante processo de desenvolvimento humano que as crianças se encontram, Oliveira & Pacheco (2005, p.125) observa que, se o objetivo da avaliação é de considerar os conhecimentos adquiridos em um determinado período, previamente definido e planejado pelo docente, então, as aprendizagens são tecidas por meio de processos de aprendizagens singulares, múltiplas e imprevisíveis, na medida que, cada criança incorpora novas informações às suas próprias redes de saberes de modo diferente dos demais. Portanto, é indispensável que se encontre formas e instrumentos de avaliação compatíveis com essa pluralidade de pessoas, de saberes e de processos de aprendizagem. A avaliação não deve valorar de forma negativa as não aprendizagens da criança – tais situações são um momento de ampliação, de transição gradativa dos saberes, integram o processo de formação e, como processo serão ampliados. 108 Na Educação Infantil o processo avaliativo se dá por meio da observação, dos modos de agir das crianças, nas relações que estabelecem com o conhecimento, nas interações, nas brincadeiras, já que esta se encontra em pleno desenvolvimento. E, na garantia disto, o parecer descritivo, na Educação Infantil, de certo modo, é uma ferramenta que possibilita o registro de modo mais aproximado à realidade observada. A observação é importante instrumento para o profissional que atua na Educação Infantil, o qual deve atentar para o conhecimento prévio das crianças, seus interesses, suas expressões, e, então poderá construir estratégias e condições para que os pequenos enfrentem os desafios propostos, construam novas aprendizagens e alcancem novos patamares em seu desenvolvimento afetivo, emocional e cognitivo. O papel do profissional Avaliar a aprendizagem significa investigar as potencialidades já estabelecidas no educando, seus limites, seus traços e seus ritmos específicos de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a avaliação oportuniza ao educador uma análise dos métodos e da maneira como está conduzindo-os, tendo em vista que este procedimento é reflexivo e poderá ser alterado em sentido de aperfeiçoar a ação docente e a aprendizagem do educando, oferecendo melhorias para que o aprendiz consiga alcançar a mais um nível, tendo consigo um aprender significativo. (SILVA, 2012,p.2). A Avaliação na Educação Infantil deve ser constante e diária. O educador deve ter conhecimento da realidade do seu aluno. Observar questões referentes a onde vive, como vive, respeitar as suas diferenças e sua individualidade é primordial, e faz com que o professor possa ser um agente transformador da aprendizagem do aluno. Com isto a avaliação se torna um processo simples e fácil (SILVA, 2012, p.5) Esta avaliação deve reunir um conjunto de dados que mostre os avanços dos alunos, identificando a aprendizagem feita e apontando o que deve ser refeito de forma que a criança atinja os objetivos propostos. Estes registros mostrarão a caminhada percorrida pelo aluno e a sua situação de aprendizagem. Quando se trata da Avaliação na Educação Infantil, acredita-se que se torna mais simples. Não há como dar “notas” ou “conceitos” a um desenho, uma pintura, uma dança, pois a criança se encontra em pleno desenvolvimento de suas potencialidades: não há acertos a considerar, mas processos a acompanhar e resultados a observar.(SILVA, 2012, p.5). 109 frente às crianças será, portanto, de mediador das “relações entre elas e o ambiente no qual estão inseridas” (MICARELLO, 2010). O Parecer Descritivo17 é importante instrumento para captar diferentes dimensões nas experiências das crianças, considerando seu desenvolvimento, apropriação de conhecimento e capacidade, sem basear-se em critérios pré- estabelecidos aos quais espera-se que elas respondam. 5.1 O PERCURSO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA CRIANÇA PEQUENA EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS As Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil da Rede Pública Municipal de São José dos Pinhais (2004), estabelecia a elaboração, por parte dos educadores/professores, do “Relatório de Acompanhamento Semestral”, o qual era emitido ao final de cada semestre e continha os avanços no desenvolvimento das crianças em quatro campos: Conhecimento de Mundo, Formação Pessoal e Social, Parecer dos Pais e Observações (em caso de situações ou encaminhamentos específicos). Para auxiliar no registro deste documento foi criado o Caderno Perfil, um instrumento de coleta de dados pessoais da criança, os quais deveriam basear-se em “níveis de desenvolvimento, das possibilidades e das conquistas de todas as capacidades” (p.93). 17 A opção pelo Parecer Descritivo, aqui apresentado como modelo ideal, se deu a partir de pesquisa realizada com os Centros Municipais de Educação Infantil, no ano de 2014, com o auxílio das pedagogas e professoras que foram oportunizadas a opinar nos modos de escrevê- lo. o ato de avaliar não pode levar a uma classificação das crianças em “aptas” ou “não aptas”, “prontas” ou “não prontas”, “maduras” ou “imaturas” e tampouco pode servir de instrumento para que as crianças sejam retidas em alguma etapa da Educação Infantil ou para que tenham seu ingresso no ensino fundamental adiado. Esse relatório, que servirá para instrumentalizar o professor, deverá ser compartilhado além das crianças, também com as famílias, pois os pais têm direito de acompanhar o processo de aprendizagem de seus filhos, compreendendo, assim, os objetivos e ações desenvolvidas pelo professor e pela escola (Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil da Rede Pública Municipal de São José dos Pinhais, 2004, p. 94). 110 Em 2005, a Secretaria Municipal de Educação contratou uma assessoria a qual elaborou a coleção “Nosso Jeito de Aprender”. Esta trazia uma “Ficha de Acompanhamento das Etapas do Desenvolvimento – Relatório de Acompanhamento Semestral” contendo os mesmos campos estabelecidos em 2004 para o registro pelo educador/professor. IMAGEM 6 - MODELO FICHA DE ACOMPANHAMENTO – ANO DE 2005FONTE: Modelo da Ficha de Acompanhamento das Etapas do Desenvolvimento – Relatório de Acompanhamento Semestral. Nosso jeito de Aprender, 2005. 111 No ano de 2007, esta mesma coleção trouxe uma nova concepção de avaliação ao reorganizar a Ficha de Acompanhamento com novos campos de observação utilizando para tanto, os eixos: Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Música, Artes Visuais, Movimento e Natureza e Sociedade, referendados e organizados em objetivos os quais o educador/professor deveria classificar em: “atende”, se a criança os atingiu, “atende parcialmente”, quando a criança havia apropriado-se parcialmente e “não atende” quando a criança não os alcançou. IMAGEM 7 - MODELO FICHA DE ACOMPANHAMENTO - ANO DE 2007 FONTE: Modelo da Ficha de Acompanhamento das Etapas do Desenvolvimento – Relatório de Acompanhamento Semestral. Nosso jeito de Aprender, 2007. Em 2008, o caderno perfil, existente desde 2004, foi retomado com maior ênfase, seguindo a orientação de que os registros realizados neste instrumento deveriam ser datados e assinados e, além disso, o professor/educador seria responsável por coletar os trabalhos demonstrativos dos avanços das crianças com o mesmo intuito: o de subsidiar a elaboração dos relatórios (Fichas de Acompanhamento Semestral) ao final dos semestres. 112 Para as crianças de 0 a 3 anos a orientação dada era que fossem observadas em seus aspectos sociais, motores, emocionais e cognitivos enquanto as de 4 a 6 anos deveriam considerar aspectos voltados à Formação Pessoal e Social e Conhecimentos de Mundo, desdobrados em eixos de aprendizagem (identidade e autonomia, música, movimento, artes visuais, linguagem oral e escrita, raciocínio lógico matemático e natureza e sociedade). Além das Fichas de Acompanhamento, a modalidade de berçário, a qual atendia as crianças de 0 a 2 anos, também tinha o “Relatório de Avaliação por Rendimento”, que trazia outros aspectos para a observação da criança: alimentação, higiene e saúde. No período de 2009 a 2012, a avaliação na Educação Infantil de São José dos Pinhais passa a ser estruturada de outro modo, e assim é criada uma série de passos para organização da denominada “Pasta do Aluno”. Esta pasta é justificada por meio do Art. 10º da Resolução 05/2009 do Conselho Nacional de Educação, Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil. Este modelo, assumido pelo Departamento de Educação Infantil, era organizado da seguinte maneira: Capa: com o nome da criança, do CMEI, do professor, da modalidade, turma, ano, foto ou desenho feito por ela. Ficha Individual do aluno: documento contendo dados do nascimento, saúde, alimentação e comportamento da criança com sua família. A ficha era preenchida pelos pais quando a criança ingressava no CMEI. Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo: I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano; II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.); III - a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental); IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil; V - a não retenção das crianças na Educação Infantil. 113 Parecer Individual: relatório semestral feito pelo educador/professor de acordo com a análise que realizou da criança, levando em consideração as áreas cognitiva, motora e social. Posteriormente, ele deveria avaliá-la quanto aos passos da Sequência Didática (emoção, sentidos, linguagens, psicomotricidade, jogos e brincadeiras). Parecer da Turma: documento elaborado pelo educador/professor do Projeto Permanência18 o qual deveria contemplar observações da criança durante a realização do mesmo. Atividades: as produções das crianças para compor a pasta eram escolhidas pelo educador/professor a partir dos passos da Sequência Didática trabalhados Neste período, o caderno perfil foi mantido a fim de subsidiar o educador/professor na construção do Parecer Descritivo. Neste caderno, eram registradas observações referentes ao desenvolvimento da criança, em seus aspectos cognitivo, social, emocional e motor. A proposta da “Pasta do Aluno” era acompanhar o desenvolvimento da criança ao longo dos anos. Para isto, mantinha-se a mesma pasta durante toda a Educação Infantil e era entregue às famílias em caráter definitivo apenas no momento da transferência da criança para outra unidade (pois, deveria ser entregue na nova) ou na sua passagem para o Ensino Fundamental. No ano de 2013 com o intuito de ressignificar o processo avaliativo na Educação Infantil a partir de novas orientações, já explicitadas no início, optou- se, por mudar o nome da “Pasta do aluno” para “Pasta da Criança”, por razões de concepção. Em 2014 entendendo que seriam necessárias reformulações nos modos de registrar as aprendizagens das crianças, o Departamento de Educação Infantil iniciou as discussões com os pedagogos da rede, a partir de referenciais teóricos e textos de consultas públicas disponibilizados pelo MEC. Assim, em abril deste mesmo ano, este Departamento encaminhou aos pedagogos dos CMEIs o texto de consulta pública do MEC: “Avaliação e transições na Educação Infantil” (MICARELLO, 2010) juntamente com questões para estudo na unidade. 18 Projeto realizado por educadores/professores que assumiam a turma enquanto o professor regente fazia sua permanência. Os focos de trabalho foram, primeiramente, as Artes Visuais e depois, a Música. 114 Posteriormente promoveu estudos e discussões em quatro momentos previamente agendados entre os técnicos do Departamento de Educação Infantil e os pedagogos. A cada encontro, estes tinham como tarefa trazer sugestões dos educadores/professores das unidades em que atuavam. Assim, o intuito era aperfeiçoar o modus operandi da Avaliação, uma vez que as práticas pedagógicas haviam passado por novas orientações. Os conteúdos destes foram os seguintes: breve histórico da avaliação na Educação Infantil no Brasil e em São José dos Pinhais, discussão das questões trazidas pelos pedagogos, os conceitos do campo da avaliação educacional trazidos no Capítulo 5 do Manual do Portfólio (SHORES, Elizabeth. GRACE, CATHY), os explicitados na Resolução 02/2008 do Conselho Municipal de Educação de São José dos Pinhais, das Diretrizes Nacionais da Educação Infantil e Parecer 20/2009 do Conselho Nacional de Educação/CEB e, por fim, a apresentação, por uma pedagoga da rede, da proposta de avaliação do 1º ano do Ensino Fundamental. As sugestões apresentadas pelos pedagogos foram convertidas em questionários, os quais, por sua vez, retornaram para os CMEIs a fim de gerar novas discussões com a participação dos profissionais que atuam diretamente com as crianças e, portanto aqueles que podem apresentar um maior número de sugestões significativas. 115 IMAGEM 8 - MODELO DE QUESTIONÁRIO ENVIADO EM 2014 FAMÍLIA Realizar um trabalho prévio com os pais para a conscientização da importância da Pasta da Criança.Manter o espaço da avaliação da família no Parecer Descritivo CADERNO PERFIL Efetivar a utilização do Caderno Perfil nas Unidades Não colocar apenas questões comportamentais mas, realizar análise sobre os aspectos cognitivos, afetivo e motor CRIARTE Elaboração de pautas de observação levando em consideração os objetivos para análise individual de cada criança. A profissional do CRIARTE realizará um diálogo com as profissionais regente da turma sobre cada criança. Elaboração de pautas de observação levando consideração os objetivos para análise individual de cada criança e inclusão no Parecer Descritivo de cada criança Relatório coletivo contemplando todo o trabalho que foi desenvolvido no CRIARTE. Quando há necessidade, individualizar. Sem relatar os pontos negativos da turma. No relatório do CRIARTE inserir as atividades que a turma mais se interessou. PASTA DA CRIANÇA Entrega da Pasta da Criança para os pais e Parecer Descritivo para as Escolas Não utilizar tantas fotos devido o custo da impressão. Articular com o Ensino Fundamental como condição no momento da matrícula PARECER DESCRITIVO Deverá constar os avanços, o que está afetando o desenvolvimento cognitivo da criança e sugestões de atividades a serem realizadas com ela para o próximo ano. Pode constar informações complementares. Inserir os encaminhamentos e atendimentos da criança FONTE:Departamento de Educação Infantil. Questionário I sobre a Avaliação, 2014. Sugestão: Sugestão: Sugestão: Sugestão: Sugestão: 116 IMAGEM 9 – QUESTIONÁRIO AVALIAÇÃO FONTE:Departamento de Educação Infantil. Questionário I sobre a Avaliação, 2014. A preocupação, no processo de construção do parecer descritivo e a importância das opiniões e das discussões, se deram por conta da trajetória e das múltiplas formas de registro das avaliações das crianças pequenas percebidas no levantamento histórico realizado pelo Departamento de Educação Infantil. Tendo em vista todos os múltiplos desejos, a avaliação das crianças nas Unidades de Educação Infantil da rede de São José dos Pinhais, após consenso coletivo, ocorrerá por meio de registro em Parecer Descritivo (em anexo) o qual deverá conter informações acerca do desenvolvimento das crianças em todas as Experiências Significativas na Primeira Infância. Este 117 documento deverá ser incluído na Pasta, juntamente com dois desenhos realizados pela criança no primeiro semestre e três no segundo. Estas produções deverão ser selecionadas pelo professor com o intuito de observar questões significativas ao percurso de desenvolvimento da criança, uma vez que, o desenho reflete a maneira como ela coloca-se no mundo, no espaço e como percebe a organização deste, entre outros aspectos possíveis de observação. Outro processo mantido, por conta do reconhecimento de sua importância pelos profissionais, foi o uso do Caderno Perfil ou da Pauta de Observação baseada nos objetivos de aprendizagem traçados nas atividades/sequências propostas. Por fim, é necessário inserir na Pasta da criança, o relatório do trabalho (Parecer da Turma) realizado pelo profissional do Projeto Criarte o qual descreverá as atividades desenvolvidas de acordo com os objetivos propostos para as aprendizagens. E, caso necessário, poderá informar ao regente da turma sobre as observações que realizou em relação a determinadas crianças ou de todas. Assim, resumindo, decidiu-se que a Pasta da criança deverá conter a seguinte documentação: Quando o professor/educador for relatar o que observou dos desenhos19, é necessário que ele comente brevemente o que observou ao comparar os desenhos, por exemplo: o que percebe sobre o percurso realizado pela criança? Ou o que mudou de um desenho para o outro? Quais materiais 19 Estas informações não poderão intervir na produção da criança. Sugere-se o registro no verso do desenho (se esta parte estiver em branco) ou em folha à parte. parecer descritivo da Criança (conforme modelo em anexo); ficha da Criança (documento preenchido pelos pais e/ou responsáveis pela criança no ato da matrícula, o qual contém informações acerca do nascimento, da saúde, alimentação e comportamento desta com sua família); parecer da turma; 5 desenhos durante o ano identificados com o nome da criança, data da realização da atividade, pequeno relato do que observou-se. 118 foram explorados por esta e qual foi a sua reação? como ocorreu o processo de criação realizado por ela com ou sem a interferência do profissional? Como foi o movimento de aprendizagem feito por esta criança? Ela possui algum traçado característico? Enfim, a avaliação deve possibilitar à criança superar as suas limitações, alcançar novos saberes, e também é um instrumento de reflexão para o profissional, pois, este pode utilizar-se das informações coletadas ao longo do processo avaliativo para modificar/ aperfeiçoar sua prática. Deste modo, o ganho pedagógico é de todos, de quem ensina, de quem aprende, das famílias, da unidade educacional e de toda a comunidade educativa. 119 ABRAHÃO, Cristiane. Pensamento Sincrético em conversas infantis. Revisa Avisa Lá nº 38/2009. ÀRIES. Philipi. História Social da Criança e da Família.Trad. Dora Flasksman. 2ed.1978. Rio de Janeiro. ALBANO, Ana Angélica. O espaço do desenho: a educação do educador.1987.São Paulo.Edições Loyola. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Currículo para as Escolas do Sistema Público Municipal de Ensino: Educação Infantil São José dos Pinhais, PR: Pró-Infantil, 2008, p. 4. AMARAL, Dejanira Rodrigues P.M. O desenvolvimento lógico-matemático em crianças de 0 a 5 anos. 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Os CMEIs que possuem o Buffet o utilizam para estimular a autonomia da criança, de modo protegido no entorno para evitar queimaduras nas crianças. 7. Há higienização das mãos das crianças e dos adultos antes da alimentação. Exposição das Atividades 1. A exposição das produções das crianças está na altura adequada possibilitando a apreciação. 2. O local escolhido para expor as produções das crianças não impede o acesso a espelhos ou portas. 3. Ocorre a valorização das atividades das crianças, evitando desenhos prontos. Banheiros 1. É evitado guardar objetos nos banheiros para impedir a contaminação por meio de agentes patogênicos. 2. Há disponibilidade de toalhas de papel, saboneteira e papel higiênico, na altura das crianças. Salas 1. O número de mesas nas salas é reduzido possibilitando o trabalho com diferentes ambientes e facilitando a movimentação das crianças. Sugestão da quantidade ideal de mesas: Infantil 1 e 2 : 1 mesa Infantil 3 e 4 : 3 mesas Pré : de acordo com o número de crianças 2. As salas sem armários aumentando o espaço para as crianças. 3.Os brinquedos encontram-se acondicionados em caixas plásticas com tampa e de fácil acesso às crianças. 4. As salas não possuem carrinhos de bebês. 5.Os berços, quando necessário, são utilizados em número mínimo e estão livres de objetos. 6. Nas modalidades, Infantil I e II, os educadores/professores usam calçados apropriados e, os visitantes usam sapatilhas. 7. Há espelhos nas salas, em local de fácil acesso das crianças. 8. Prateleiras de aço são evitadas. 9. Há, nas salas, o canto de leitura, ao alcance das crianças com livros de boa qualidade. 10. As crianças possuem acesso a água com copos descartáveis, ao alcance delas. 11. É evitado o manuseio de revistas, e quando necessário são selecionadas previamente. Espaço Externo 12. Os espaços externos possuem brinquedos adequados e seguros às diferentes faixas etárias. 13. Existem locais destinados às práticas de cuidado com a terra, (horta/jardim). 14. Todas as portas são identificadas, e esta identificação foi produzida com o auxílio das crianças e na altura delas. Segurança 15. Os portões de acesso à unidade ficam trancados, e nos momentos de entrada e saída são abertos sob a supervisão de um responsável. 16. Materiais de limpeza são armazenados em local adequado fora do alcance das crianças. 17. Degraus, elevações e pisos escorregadios estão devidamente sinalizados. 18. A Retirada da criança do CMEI é feita sob a apresentação da carteirinha; 19. As autorizações para a retirada das crianças, são feitas por pessoas devidamente autorizadas pelos pais/responsáveis. FONTE: Organização Departamento de Educação Infantil de São José dos Pinhais/2013 e atualizada em 2015. 133 ORGANIZAÇÃO DE AMBIENTES NOS CMEIS – CHECKLIST Registre comentários no que condiz com a sua modalidade de atuação Componente da sala Sim/ Não Justificativa/ Como está? Agenda do dia ou Rotina - em local de fácil acesso para as crianças com fotos e com possível alteração caso haja mudanças na rotina no dia. Canto da Apreciação - local reservado para colar imagens que serão trocadas no máximo quinzenalmente e que ampliem o repertório das crianças e façam parte do contexto em que estão inseridos ex: obras de arte/ imagens reais. Crachás- quadrados com nomes e fotos de material durável e em local de fácil visualização pelas crianças. Letra caixa alta ARIAL, conforme orientação da equipe gestora (diretora, diretora auxiliar e pedagoga). Identificação das Portas - Realizadas de acordo com padrão apresentado pela equipe gestora. Não descuidando da estética. Identificação das mochilas- identificação através de nome ou nome com fotos em local destinados as mochilas. Lembrando que se tiver foto não necessita de usar nome e sobrenome nos nomes duplicados. Letra caixa alta ARIAL; Armário ou prateleiras com material destinados as crianças- Os armários abertos destinam-se aos objetos de uso das crianças e brinquedos usados por eles, estando livres de material de limpeza e objeto das educadoras onde as crianças possam alcançar; Brinquedos - Brinquedos adequados a faixa etária em caixas organizadoras a disposição das crianças; Canto da Leitura - Livros de qualidade e espaço aconchegante para tal atividade. Cantos de Atividades Diversificadas (PARA INFANTIL 2) de interesse e adequados a faixa etária das crianças; Canto do Desenho- com propostas diversificadas e rotatividade de trocas Atividades expostas - Trocadas semanalmente com a folha de objetivo sempre exposta. Caixas organizadoras - caixas são usadas para dividir os ambientes, nunca ficam empilhadas e são nomeadas e colocadas para lavar juntamente com o seu conteúdo sempre que necessário. Berços – ( PARA INFANTIL 1) destinados a crianças que não sentam sozinhas, número reduzidos nas salas e livres de objetos. Painel de Controle de Trocas de fraldas Painel de Controle da Alimentação; Móbiles - existem móbiles que apresentem grande Modalidade: Infantil 1 e Infantil 2 134 interesse pelas crianças e sãotrocados quando o interesse diminui. Espelho grande que permita que a criança se visualize de corpo inteiro; Espaço livre de: Armários em exagero. Quantos Armários? Carrinhos de bebê Cadeirotes Tatame – compondo um canto Espaço para alimentação - Considerações: ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ________________________________________________ ORGANIZAÇÃO DE AMBIENTES NOS CMEIS – CHECKLIST Modalidade:______________ Registre comentários no que condiz com a sua modalidade de atuação Componente da sala Sim / Não Justificativa/ Como está? Calendário - apresenta todos os meses do ano, com marcações significativas que são realizadas no início de cada mês, já decididas em conjunto com as crianças e fotos dos aniversariantes. Agenda do dia ou Rotina - em local de fácil acesso para as crianças com fotos e com possível alteração caso haja mudanças na rotina no dia. Para os maiores pode ser realizado no quadro de giz. Canto da Apreciação - local reservado para colar imagens que serão trocadas no máximo quinzenalmente e que ampliem o repertório das nossas crianças e façam parte do contexto em que estão inseridos ex: obras de arte/ imagens reais. Crachás- filipetas ou quadrados com nomes e fotos (de acordo com a faixa etária) de material durável e em local de fácil visualização pelas crianças, analisar se 90% das crianças reconhece o nome sem a foto para após retirar. Letra caixa alta ARIAL; Identificação das mochilas- identificação através de nome ou nome com fotos em local destinados as mochilas. Lembrando que se tiver foto não necessita de usar nome e sobrenome nos nomes duplicados. Letra caixa alta ARIAL; Identificação das Portas - Realizadas de acordo com padrão apresentado pela equipe gestora (diretora, diretora auxiliar e pedagoga). Modalidade: Infantil 3, Infantil 4 e 135 Ateliê de Artes- Espaço destinados em armário ou prateleira para todo material riscantes e suportes, proporcionando autonomia para as crianças. Armário com materiais destinados as crianças - Os armários abertos destinam-se aos objetos de uso das crianças e brinquedos usados por eles, estando livres de material de limpeza e objeto das educadoras onde as crianças possam alcançar Canto da Leitura - Livros de qualidade e espaço aconchegante para tal atividade. Atividades expostas - Trocadas semanalmente com a folha de objetivo sempre exposta. Caixas organizadoras - caixas são usadas para dividir os ambientes, nunca ficam empilhadas e são nomeadas e colocadas para lavar juntamente com o seu conteúdo sempre que necessário. Quadro Numérico – de acordo com orientação da equipe gestora. Jogos – estão disponíveis e ao acesso das crianças, os comprados e os confeccionados. Alfabeto – encontra-se colado na altura das crianças livre de esteriótipos. Canto meu Nariz cuido eu - está composto com espelho, álcool em gel, papel e lixeira. Empréstimo de livros - as crianças tem garantido semanalmente empréstimo de livro em sacolinha identificada e com ficha de empréstimo. Cantos de Atividades Diversificadas adequados a faixa etária das crianças, totalizando 5 crianças no máximo em cada canto. Espelho grande que permita que a criança se visualize de corpo inteiro; Considerações: ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 136 SUGESTÃO DE PLANO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCADORES CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL COMECINHO DE VIDA São José dos Pinhais - PR Ano:2015 Diretora: Sandra Regina Ramos Diretora auxiliar: Maristela Escolaro Formadora: Domingas de Fatima Cardoso Amaral PLANO DE FORMAÇÃO DOS PROFESSORES E EDUCADORES OBJETIVO GERAL Contribuir com o processo de formação dos professores/educadores no estudo e reflexão sobre o campo de experiências de brincar e imaginar no âmbito da Educação Infantil. Espera-se que os professores/educadores criem subsídios para trabalharem com as crianças e fortaleçam suas práticas no cotidiano das rotinas do CMEI nas quais as crianças vivenciem experiências significativas de brincar e imaginar. JUSTIFICATIVA Nos anos anteriores deste projeto de Formação tivemos como focos de trabalho primeiramente a linguagem das Artes Visuais e depois a linguagem verbal, considerando o domínio da leitura. Os conteúdos são baseados nos pressupostos das Diretrizes Curriculares Nacionais que defendem que as práticas pedagógicas devem promover um pensar criativo e autônomo da criança que pode construir respostas singulares aos problemas que encontra em suas diversas experiências de conhecimento de mundo. Dessa forma, as situações criadas cotidianamente nas instituições de Educação Infantil devem ampliar as possibilidades para a criança expressar-se, comunicar-se, criar e reconhecer novas linguagens, além de conviver, brincar e desenvolver projetos em grupos ao compreender suas emoções e sentimentos e organizar seus pensamentos. O fortalecimento do trabalho que promove a expressão por meio da Arte, a ampliação da capacidade de imaginar e criar narrativas por meio de uma intensificação do trabalho da formação de leitores, soma- se agora à implantação de práticas bem sustentadas com relação aos ambientes e contextos para as brincadeiras infantis, buscando reconhecer suas necessidades, preferências e desejos ligados à construção do conhecimento, de relacionamentos interpessoais que ajudam a criança a formular um sentido de si mesmo que oriente suas ações. A brincadeira é a linguagem por excelência para a criança se expressar. Ao brincar a criança elabora suas vivências e conhecimento de mundo. Na brincadeira a criança recria e reinventa situações observadas ou vividas em seu cotidiano, bem como amplia essas amplia a percepção de si e dos outros implicadas em suas relações, ao imaginar e inventar outras formas de se viver no mundo. Se a brincadeira é a linguagem mais importante para a criança, na medida em que ao brincar a criança 137 organiza suas e percebe o mundo de outras formas, a brincadeira se mostra como principal atividade da infância. Em outras palavras, na infância, a forma pela qual a criança cria cultura é essencialmente pela brincadeira. Estudos em diversas áreas, tais como Linguística, Antropologia, Sociologia, Psicologia, Pedagogia, apontam a importância da brincadeira para o desenvolvimento da criança e sua inserção no meio cultural, de modo que é preciso garantir bons contextos para o brincar no cotidiano da Educação Infantil. Um currículo para esse segmento que atenda os interesses infantis deve priorizar os tempos, espaços e materiais que favoreçam as interações por meio da brincadeira, assumindo a educação em uma perspectivacriadora. É fundamental compreender que brincar se aprende na cultura. Quando compreendemos que desde bebê as crianças brincam ao observar os parceiros mais experientes, com parceiros da mesma idade ou mesmo com o próprio corpo ao imitar gestos, estabelecendo relações com o outro, por exemplo, consideramos a importância do planejamento de boas situações para a brincadeira. A formação dos professores para a organização de ambientes para as brincadeiras torna-se portanto um elemento fundamental a se considerar quando pensamos que a brincadeira deve ser uma atividade diária no cotidiano das instituições, possibilitando que as crianças aprendam novas formas de brincar conforme são provocadas por desafios que elas se colocam ou são colocados pelo professor. Quando tratamos do campo de experiências da brincadeira o papel do professor e educador em uma instituição de Educação Infantil é de criar contextos para brincadeiras nas quais as crianças possam estabelecer relações umas com as outras nas interações, se apropriar e produzir cultura, além de exercer sua capacidade de escolher, decidir e criar. É importante que o professor considere os jogos partilhados dos bebês, as brincadeiras tradicionais, as brincadeiras tradicionais e os jogos de regra ao pensar em como inserir em sua rotina o tempo para o brincar como uma atividade permanente. Com isso, um objetivo importante nesse ano de formação é a implantação de um momento de brincadeiras tradicionais, para ensinar novas brincadeiras ou brincar com as brincadeiras conhecidas, o que consistiria em um momento de cultura corporal e lúdica, preferencialmente diário. A proposta de brincadeiras e atividades diversificadas em cantos organizados na própria sala ou algum outro espaço do CMEI como uma atividade permanente na rotina de todos os grupos, por sua vez, parece também ser uma prática muito importante a ser implementada na rotina no sentido de viabilizar a brincadeira como atividade livre da criança e espaço de decisão no sentido de ampliar seu conhecimento de mundo. Nessa proposta as crianças se movimentam e conversam com autonomia, de modo que tem a oportunidade de pensar por meio da brincadeira. Com os “Cantos” também garantimos um equilíbrio entre iniciativa infantil e iniciativa adulta. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA OS PROFESSORES E EDUCADORES Reconhecer a brincadeira como linguagem por excelência para a expressão das crianças. Compreender o significado do faz-de-conta para a criança e oportunizar brincadeiras que promovam o jogo simbólico. 138 Conhecer um amplo repertório de brincadeiras dirigidas (jogos de regras, jogos de tabuleiro), além de brincadeiras tradicionais e brincadeiras cantadas. Ampliar o repertório de brincadeiras das crianças. Saber selecionar materiais e brinquedos para as propostas de brincadeiras. Saber planejar intencionalmente propostas de brincadeiras. Organizar cantos de atividades e brincadeiras diversificadas no interior da sala, transformando esse espaço em um ambiente para a brincadeira. Organizar situações com diversas possibilidades de brincadeiras segundo o interesse de diferentes faixas etárias, deixando que as crianças circulem pelos espaços e se envolvam em diferentes jogos. Garantir oportunidades para que as crianças possam brincar individualmente ou em grupo. Realizar com frequência e regularidade propostas de brincadeira. Inserir a brincadeira na rotina como atividade permanente. Organizar o ambiente para brincar considerando espaços externos e internos. Considerar as experiências e vivências das crianças fora dos CMEIs ao organizar contextos para a brincadeira. Promover mais oportunidades de interação entre as crianças nas propostas de “Integração”. Implantar propostas de “Cantos de atividades e brincadeiras diversificadas” como atividades permanentes e planejadas na rotina da turma. Saber observar e registrar a experiência de brincadeira da criança. Criar indicadores de aprendizagens das crianças ligados às experiências de brincadeiras. Saber quando e como intervir e participar das brincadeiras, estimulando e interagindo com as crianças. QUADRO DE CONTEÚDOS COM FOCO NO BRINCAR 1 – Culturas infantis. A importância da brincadeira na infância. A importância de observar a brincadeira da criança. Diagnóstico sobre os tempos, espaços e materiais para a brincadeira no CMEI. 2 – O jogo simbólico/ faz-de-conta. O imaginário infantil. Os jogos de papéis vivenciados na brincadeira. A brincadeira e a cultura: as questões étnico-raciais e de gênero. 3 – O lugar da brincadeira no CMEI. A rotina para brincar na unidade. Os cantos de atividades diversificadas. Organização de kits para brincadeira. Construção de jogos e brinquedos pelas crianças. 4 – A organização do ambiente para brincar (espaços externos e internos). A ludicidade no ambiente. As intervenções no espaço. A proposta de integração – a brincadeira entre diferentes faixas etárias. A brincadeira e o movimento. Possíveis sequências de brincadeiras. 139 5 – A brincadeira do bebê. Possíveis propostas de brincadeiras exploratórias para os bem pequenos. Os materiais de largo alcance. 6 – As brincadeiras dirigidas. Brincadeiras tradicionais, de roda, cantadas. Jogos de tabuleiro, jogos regrados, jogos de mesas. Possíveis sequências de brincadeiras 7 – As aprendizagens implicadas na brincadeira da criança. Os indicadores de aprendizagem. A observação e o registro das brincadeiras das crianças. A documentação das experiências. As brincadeiras contemporâneas – para essa análise, voltar à relação entre brincadeira e cultura. 8 – Avaliação Cronograma da formação reuniões pedagógicas 22/05 20/07 18/09 semanalmente uma vez na semana na hora permanência – 30 minutos de leitura de textos uma vez no mês – ultima semana do mês serão realizados momentos de conversa na hora permanência, com a pedagoga para analise, debate e discussão sobre os temas estudados. Material necessário: livros, textos, fotos e vídeos para pesquisa, analise e reflexão. Desenvolvimento das atividades das reuniões pedagógicas. 1ª reunião: Levantamento dos saberes 22/05/2015 Leitura como acolhimento: “A água” de Cisele Ortiz e Maria Tereza Venceslau. Multiplicadora do Projeto Brincadique? Apresentará algumas brincadeiras novas. (professora Inês). Apresentação de práticas das turmas, fazer analise e reflexão sobre as imagens. Pedir para os professores que tragam memórias de brincadeiras da infância, resgatando os temas, os participantes, a organização do ambiente e as regras. Depois, ajude-os a compreender o que está por trás da atividade. Os jogos e o faz de conta são duas modalidades. Segundo Lev Vygotsky (1896-1934), em ambas existe uma situação imaginária que contextualiza o comportamento da criança. Por exemplo, numa partida de xadrez, ela pode imaginar que é um rei lutando para derrubar o adversário, capturando os cavalos e tomando as torres do inimigo. Na casinha, a menina assume o papel de filha ou de mãe. Além disso, todas as brincadeiras têm em comum a existência de regras. A diferença é que, nos jogos, elas são claras e transmitidas de um para outro, enquanto no faz de conta são criadas durante a vivência de uma situação imaginária. Após a explicação, anote as experiências da equipe em um quadro como o que vem a seguir. 140 Apresentação de práticas com cantinhos. (professora Claudete) 2ª reunião: Aspectos do planejamento 20/07/2015 Exibir o vídeo Casinhas no Vale do Jequitinhonha, de Renata Meireles e David Reeks, e sugir a reflexão sobre os quatro elementos que envolveram as crianças na brincadeira: o tempo, a organização do espaço, os materiais eas interações de meninos e meninas de diferentes idades. Sistematize as conclusões em um quadro e, em seguida, convidar o grupo a explorar o registro e as imagens que ilustram o site do projeto itinerante Território do Brincar, também de Meireles e Reeks. Com base no exemplo, eles avaliarão se a instituição está assegurando as condições para o brincar. As brincadeiras do campo não são as mesmas da cidade, nem as da escola são as mesmas das de casa. Daí a importância de observar as crianças em ação, pesquisar e estudar o repertório delas. Para que todos possam brincar, é necessário flexibilizar as propostas, dando atenção às que têm Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) e deficiências. Informe-se sobre limites e possibilidades no documento Narrativas Infantis no Jogo de Faz de Conta, também da coleção Cadernos da Rede. Intervir ou investir? As crianças devem brincar sozinhas ou o adulto precisa participar? Para avançar nessa discussão, será lido para o grupo o registro de uma professora de crianças de 5 anos em uma creche municipal de São Paulo (veja o quadro Restaurante de faz de conta abaixo) e analise-o com base nos quatro aspectos do planejamento discutidos anteriormente: tempo, espaço, materiais e interações. A equipe elencará as condições de aprendizagem garantidas antes e depois da brincadeira e também durante a atividade, registrando como ela planeja cada etapa. Montar uma rodada de sugestões para ajudar no planejamento do faz de conta em sala. Discutir com o diretor e o grupo as mudanças necessárias para que as crianças brinquem todos os dias por cerca de uma hora - o mínimo necessário para arrumar os ambientes e para a devida exploração das propostas. Restaurante de faz de conta "Hoje propus pela primeira vez brincar de restaurante. Preparei um canto da sala com panelinhas e bloquinhos de anotação como os do garçom e fiz um fogão simbólico, colando papel na mesa para fazer de conta que eram botões e a boca do 141 fogo. Chamei as crianças. Como eu seria a cliente, saí da sala e aguardei o preparo do almoço. Algo interessante aconteceu: elas arrastaram e juntaram mesas, mudando tudo de lugar. Ficou bom! A arrumação fez parte da brincadeira. No começo, houve um pouco de confusão. Todos - garçom, cozinheiro e guarda - me serviam. A comida vinha da cozinha antes mesmo que o pedido fosse feito. As crianças colocaram água na cafeteira. Restos de farinha se espalharam pelo chão. Lucas queria comer a bolachinha de plástico. Certa hora, uma garçonete disse: ‘Agora o restaurante vai fechar, todo mundo tem de sair!’. Só faltou ela jogar água e sabão nos nossos pés. Mateus até pôs uma cadeira em cima da mesa. Tudo bem. O restaurante ia fechar. As crianças logo se envolveram na arrumação. Antes de começar tudo de novo, montei grupos menores para explorar as características de cada papel. - Cozinheiro pode ficar servindo a mesa? - perguntei. - Ele não pode sair da cozinha, senão queima a comida - disse Marcos. - Como o cozinheiro sabe o prato que vai preparar? - O garçom escreve o pedido num papelzinho para o cozinheiro ler - contou Igor. A conversa durou um tempão e mostrou quanto eles sabiam e o que estavam aprendendo. “Por fim, listamos objetos que existem em restaurantes e que poderiam ser trazidos no dia seguinte: guardanapo, toalha de mesa, ketchup, mostarda, pimenta, sal, aparelho de música, dinheirinho.” A importância dos objetos Um chocalho pode servir para várias explorações sensoriais. Ao balançá-lo com as mãos, é possível produzir barulhos mais ou menos intensos. Não raramente, os bebês os levam à boca para explorar a forma e a textura, entre outras investigações. O mesmo objeto pode ganhar função simbólica, representando algo semelhante, como um microfone para cantar em um show de rock. Ao brincar, as crianças transformam os objetos em elementos com outros significados. Surge o faz de conta, uma brincadeira que parte da imitação até chegar à criação de cenários e enredos. Leia o trecho de um texto de Gilles Brougère (abaixo) e discuta o que significa a idéia de que o brinquedo orienta e traz matéria à brincadeira. As substâncias materiais e imateriais do faz de conta "A criança não brinca numa ilha deserta. Ela brinca com as substâncias materiais e imateriais que lhe são propostas. Ela brinca com o que tem à mão e com o que tem na cabeça. Os brinquedos orientam a brincadeira, trazem-lhe matéria. Algumas pessoas são tentadas a dizer que eles a condicionam, mas, então, toda brincadeira está condicionada pelo meio ambiente. Só se pode brincar com o que se 142 tem, e a criatividade, tal como a evocamos, permite justamente ultrapassar esse ambiente, sempre particular e limitado. O educador pode, portanto, construir um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se tem certeza de que a criança vá agir com esse material como desejaríamos, mas aumentamos, assim, as chances de que ela o faça; num universo sem certezas, só podemos trabalhar com probabilidades." Trecho extraído de Brinquedo e Cultura, Gilles Brougère, 120 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9691 (edição esgotada) Em seguida, pedir que a equipe reflita sobre as idéias de planejamento apresentadas. Orientar os professores a enriquecer o faz de conta oferecendo às crianças brinquedos convencionais como, por exemplo, panelas de alumínio e colheres de pau. Na atividade seguinte, sugerir o acréscimo de materiais não estruturados, objetos que podem ser transformados em brinquedos - tais como caixas de papelão e tecidos. Ao observarem e registrarem as mudanças provocadas pela inclusão desses objetos, os professores devem estar atentos à utilização deles. As descobertas serão partilhadas na reunião seguinte. 3ª reunião:O espaço e as interações 18/09/2015 Ler o artigo Arranjo Espacial na Creche: Espaços para Interagir, Brincar Isoladamente, Dirigir-se Socialmente e Observar o Outro, de Renata Meneghini e Mara Campos e Carvalho, que analisa a preferência de ocupação espacial pelas crianças. fazer pausas para esclarecer dúvidas e convidar os professores a trazerem exemplos que contribuam para a compreensão. Em seguida, apresentar práticas de algumas turmas com atividades de brincadeiras em sala. Exponha as alternativas em um painel e proponha que cada professor, após a leitura do texto abaixo, planeje novamente mudanças para melhorar o ambiente das brincadeiras. Enfatize a importância de observar e registrar as interações. Leitura: As zonas circunscritas "A característica principal das zonas circunscritas é seu fechamento em pelo menos três lados, seja qual for o material que o educador coloca lá dentro, ou que as próprias crianças levam para brincar. Dessa maneira, você pode delimitar essas áreas usando mesinhas ou cadeirinhas. Elas também podem ser constituídas por caixotes de madeira ou cabaninhas, desde que contenham aberturas. As cabaninhas podem ser criadas aproveitando o espaço embaixo de uma mesa e colocando por cima um pano que caia para os lados, contendo uma abertura, tipo porta. As cortinas também 143 podem ser úteis para delimitar um ou dois lados. É importante que a criança possa ver facilmente a educadora, senão ela não ficará muito tempo dentro dessas áreas circunscritas." Trecho extraído do livro Os fazeres na Educação Infantil, Maria Clotilde Rossetti Ferreira (org.), 208 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9691, 58 reais A brincadeira de faz de conta é mais comum entre crianças com 3 anos ou mais, mas os bebês também podem ter experiências em zonas circunscritas. Cabanas com bonecas, mamadeira e bercinhos podem ambientar os primeiros jogos de representação para eles. Nesse caso, a intervenção do adulto é fundamental para haver avanços. Um ambiente complexo Apósestudo em profundidade realizado nas horas permanência, procurando qualificar os ambientes lúdicos da creche e da pré-escola, apontando o que ainda pode avançar e promovendo a troca de experiências entre os professores. Apresentar fotos dos lugares para análise, discussão e reflexão. Avaliação Os professores deverão sistematizar e discutir os resultados da formação. Apresentar vídeos de situações de brincadeira para analisar como as crianças criam e resolvem problemas em grupo, recorrendo à imaginação e aos conhecimentos que foram construídos. Para a reunião de pais, os professores produzirão painéis com fotografias e textos explicativos do processo de construção dos ambientes de faz de conta - um recurso importante para mostrar a eles o quanto as crianças podem aprender sobre o mundo e sobre si mesmas. TEXTOS, VÍDEOS, ARTIGOS, LIVROS QUE SERÃO UTILIZADOS PARA ESTUDO NAS HORAS PERMANENCIAS Documento Percursos de Aprendizagem: Jogar e Brincar, da coleção Cadernos da Rede, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Livros Cisele Ortiz e Maria Teresa Venceslau de Carvalho. Interações: ser professor de bebês – cuidar, educar e brincar, uma única ação.São Paulo, Ática 2012. Angelica Satiro. Brincar de pensar.São Paulo, Ática 2012. Aline Sommer Halder e Fernando Donizete Alves. Jogo e a Educação da Infancia, muito prazer em aprender. Curitiba, CRV 2011. 144 Vídeos Aprendizagens Significativas (vols. 1 e 2). Instituto Avisa Lá. Diretrizes em Ação (vol. Brincar). Instituto Avisa Lá. Pra que canto eu vou. Instituto Avisa Lá. A casa, o corpo e eu. Casa Redonda. Caixotes. Casa redonda. Abrindo espaços. Red Solare. Textos e vídeos citados no projeto de formação, e que ficaram para estudos nas horas permanências Documento Percursos de Aprendizagem: Jogar e Brincar Vídeo Casinhas no Vale do Jequitinhonha, de Renata Meireles e David Reeks Post do projeto Território do Brincar Documento Narrativas Infantis no Jogo de Faz de Conta, da coleção Cadernos da Rede, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo Artigo Arranjo Espacial na Creche: Espaços para Interagir, Brincar Isoladamente, Dirigir-se Socialmente e Observar o Outro, de Renata Meneghini e Mara Campos e Carvalho Artigos AVISA LÁ. “Brincar na quietude”. Revista Avisa Lá, nº 40, nov. 2009. BRESCIANE, Ana Lúcia. “Cestinhas-surpresa – regularidade e diversidade: componentes fundamentais no planejamento de atividades para bebês”. Revista Avisa Lá. São Paulo, n. 16, out. 2003. ____________. “Uma pirueta, duas piruetas: uma sequência para crianças pequenas”. Revista Avisa Lá. São Paulo, n. 24, out. 2005. CARVALHO, Ana Carolina; AUGUSTO, Silvana; PEREIRA, Carla Luizato. “Para planejar bem o brincar”. Revista Avisa Lá. São Paulo, n. 34, abr. 2008. CORTEZ, Clélia. “Entre as sombras e as luzes, um contraste que diverte”. Revista Avisa Lá. São Paulo, n. 22, abr. 2005. KLISYS, Adriana. “Muitos mundos numa única sala”. Revista Avisa lá, São Paulo, nº 27, jan. 2007. ____________. “Faz-de-conta, invenção do possível”. Revista Criança, n. 43. KLISYS, Adriana; CAIUBY, Renata. “Construções lúdicas”. Revista Avisa lá, São Paulo, nº 17, jan. 2004. Sites ou materiais na internet: Brincar e ler para viver: um guia para estruturação de espaços educativos e incentivo ao lúdico e à leitura, de Adriana Klisys e Edi Fonseca. São Paulo: Instituto Heddig-Griffo, 2008. http://www.caleido.com.br/uploads/2/2/8/0/2280950/brincar-e-ler-para-viver.pdf Brincar: um baú de possibilidades, do Núcleo de Projetos do Instituto Sidarta (org.). São Paulo, 2009. http://midiaomo.fbiz.com.br/biblioteca/brincar_umbaudepossibilidades.zip Educação Infantil e práticas promotoras de igualdade racial. São Paulo: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e desigualdade; Instituto Avisa Lá: formação continuada de educadores, 2012. 145 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download& gid=11284&Itemid= Território do brincar – site http://territoriodobrincar.com.br/ Mapa do brincar – site http://mapadobrincar.folha.com.br/ Especial Brincadeiras regionais Entrevista Gilles Brougère fala sobre o aprendizado do brincar BIBLIOGRAFIA Zilma de Moraes Ramos de Oliveira, Jogo de Papéis, um Olhar para as Brincadeiras 160 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9691, 33 reais Lev Vygotsky, O Papel do Brinquedo no Desenvolvimento, em Formação Social da Mente, 224 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 2167-9900, 52,08 reais Lev Vygotsky, Pensamento e Linguagem 530 págs., Ed. Martins Fontes, 99 reais ADELSIN. Barangandão arco-íris: 36 brinquedos inventados por meninos e meninas. São Paulo; Peirópolis, 2008. BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Editora 34, 2002. ____________. Rua de mão única: infância berlinense: 1900. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1994. FRIEDMAN, Adriana. O brincar na Educação Infantil: observação, adequação e inclusão. Editora Moderna, 2012. KISHIMOTO, Tizuko M. (org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 1988. ____________ (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2008. MEIRELLES, Renata. Giramundo. São Paulo: Terceiro nome, 2008. ____________. Cozinhando no quintal. São Paulo: Terceiro nome, 2014. OLIVEIRA, Zilma Ramos. Jogos de papéis: um olhar para as brincadeiras infantis. São Paulo: Cortez, 2001. RODULFO, Ricardo. O brincar e o significante. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. SOMMERHALDER, Aline; ALVES, Fernando Donizete. Jogo e a Educação da Infância, muito prazer em conhecer. Curitiba: Editora CRV, 2011. WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975. 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Esta possibilidade se amplia aos poucos passando para a exploração de situações com desenhos de referência, desenhos de memória e de desenhos com intervenção. Riscantes Suportes Posição CMEI Água e pincel Chăo De joelhos Meu Tesouro Agulha de croche Papel manteiga Sentado Criança Feliz Anilina Lixa fina e grossa Cantinho feliz Sulfite a4 De joelhos Luiz Stocco Sulfite Sentado Santo Antonio Anilina e canudinho (pintura soprada) Sulfite Mesa Meu Tesouro Aquarela Cartolina Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Sulfite Mesa Meu Tesouro Sulfite Em pé Joana Razzoto de Castro Tnt Deitado Primavera Cola Sentados Santo Antonio Areia + guache Sulfite Mesa Meu Tesouro Areia na tampa de caixa de sapato Graveto Sentado, deitado Nair Mafalda Zaniolo Ou de caixa de pizza Argila Kraft Sentados Otília Teixeira Pinto Barbante Sulfite Sentados/ mesa A Árvore dos Sapatos Barbante com tinta Papel bobina Mesa Meu Tesouro Riscantes Suportes Posição CMEI Barro Desenho livre Deitadas na calçada Gralha azul Bastăo de cera Lixa Livre Luiz Stocco Batom Espelho Em pé Joana Razzoto de Castro Cantiga de Roda Recanto de Gente Miúda Leone Décimo Dal'negro Profª Ivone Nester Ravaglio Batom Espelho Em pé Santo Antonio Santa Maria de Los Angeles Cantinho do céu Gralha azul Cantiga de Roda Profª Irena Aires Machado Mari Silva Primavera Espelho Sentado Cantiga de Roda Tecido Deitado Maria Scanhusso Vidolim Espelho Parede Meu Tesouro Batom/dedo/guache Espelho Em pé/ajoelhado/gatinho O Reino das Delícias Azulejo liso Chăo em pé e sentado O Reino das Delícias Baton Partes do corpo do colega Sentado Primavera Beterraba Sulfite a4 branco Deitado Cantinho do céu Sulfite Sentado Santa Maria de Los Angeles Caneta hidrocor Azulejo Mesinha Otilia Teixeira Pinto Azulejo Parede solário Otilia Teixeira Pinto Sulfite Em pé Luiza Possebom Tozzo Bexiga com água e anilina Kraft Preso no quadro Meu Tesouro Bombril Revista Sentados, em pé Santo Antonio Papel branco e revista Deitado Cantiga de Roda Caneta colorida Cartolina Sentado O Reino das Delícias Sulfite Sentado O Reino das Delícias Caneta de retroprojetor Cerâmica Deitado Santo Antonio Pacotes plásticos Em pé Primavera Transparência Sentado Primavera Cds usados Sentado Luiza Possebom Tozzo Caneta de retroprojetor Azulejo Em pé Recanto de Gente Miúda Azulejo Parede Meu Tesouro Cd Deitado Meu Tesouro Espelho Em pé Maria Scanhusso Vidolim Azulejo Em pé Maria da Piedade Souza Cortez Prancheta com sulfite Sentado Joana Razzoto de Castro Caneta esferográfica Cartolina Em pé Maria da Piedade Souza Cortez Carbono Sentado Santo Antonio Papel cartăo Deitado Cantiga de Roda Sulfite Sentado com olhos vendados Luiza Possebom Tozzo Papel claro Sentado / deitado Mari Silva Isopor Mesa Primavera Papelăo liso Deitado Doce Aconchego Papel colorido Sentado Cantinho feliz Transparência Em pé Cantiga de Roda Sulfite A4 Sentado Cantiga de Roda Transparęncia Sentado Doce Aconchego Prato de isopor Sentado Recanto de Gente Miúda Papelăo na parede Em pé Tio Joăo Tnt Deitado Primavera Cartolina recortada em retângulos Sentados em roda A Árvore dos Sapatos Caneta hidrocor Kraft Embaixo da mesa Meu Tesouro Sulfite Deitados no chăo A Árvore dos Sapatos Caneta hidrocor fina Grampo de roupa Deitado Primavera Caneta marca texto Camurça Deitado Doce Aconchego Cartolina Em pé Cantiga de Roda Caneta para tecido Tecido Sentado Mari Silva Caneta permanente Transparência Sobre a mesa Otília Teixeira Pinto Balăo cheio Deitado Primavera Plástico Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Papel laminado Deitado Recanto de Gente Miúda Papelăo Cantinho feliz Bexiga Várias Meu Tesouro Caneta tinta de tecido Copo de iogurte Mesa Primavera Canetăo Sulfite Deitado Primavera Calçada Joelhos Luiza Possebom Tozzo Papel kraft Deitado Luiza Possebom Tozzo Papel cartăo Em pé Cantinho Feliz Canetinha Eva Deitado Mari Silva Transparência Sentado ou em pé Mari Silva Papelăo Em pé Santo Antonio Sulfite Livre A Árvore dos Sapatos Papel molhado Sentado Mari Silva Lixa Perna de índio Luiza Possebom Tozzo Kraft Em pé Criança Feliz Kraft Na parede Joana Razzoto de Castro Kraft Ajoelhado Profª Ivone Nester Ravaglio Isopor Joelho Cantinho do céu Azulejo Em pé Santa Maria de Los Angeles Canetinha Espelho Em pé/sentado Mari Silva Cartolina em círculo Em pé Leone Décimo Dal'Negro Cartolina Em pé Criança Feliz Cartolina Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Bobina Deitado Cantiga de Roda Azulejo Chăo em pé e sentado O Reino das Delícias Sulfite Sentados/ mesa A Árvore dos Sapatos Azulejo Deitado Mari Silva Azulejo Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Espelho Em pé / sentado Mari Silva Potes de plásticos Sentado Maria Scanhusso Vidolim Quadro negro Agachado Cantinho feliz Tecido Deitado Cantiga de Roda Tecido Em pé, na mesa Luiza Possebom Tozzo Balőes Em pé Maria Scanhusso Vidolim Caixas de pizza Em pé Maria Scanhusso Vidolim Canetinha hidrocor Papel toalha Deitado no chăo Meu Tesouro Canetinhas hidrocor no cd Desenho Sentadas no pátio Gralha azul Canetinha hidrográfica Plástico Em pé Maria da Piedade Souza Cortez Papel bobina Deitados Maria da Piedade Souza Cortez Canetőes coloridos Tnt Em pé Maria Scanhusso Vidolim Canudo Cartolina Pé Santo Antonio Canudo (pintura soprada Sulfite a4 Deitado Santa Maria de Los Angeles Canudo e gelatina Mateira/tijolo/telha Em pé na mesa O Reino das Delícias Carbono (fixado na parede de lajota ou azulejo) Lápis grafite Em pé, de joelhos Nair Mafalda Carimbos diversos Papel camurça Cantinho Feliz Carimbo de massinha e tinta guache Tnt Sentados Leone Décimo Dal'Negro Cartolina Tinta na embalagem Em pé, de joelhos, Nair Mafalda Zaniolo Frasco com Rollon Sentado Carvăo A3 Sentado Criança Feliz A3 Livre Luiz Stocco A3 Embaixo da mesa Meu Tesouro Bobina Em pé Luiza Possebom Tozzo Bobina Deitado Santo Antonio Bobina Sentado Joana Razzoto de Castro Calçada Sentado/deitado Primavera Calçada Sentado Recanto de Gente Miúda Calçada Deitado Criança Feliz Cartolina Deitado Profª Irena Aires Machado Calçada Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Chăo Em pé Cantinho feliz Kraft Deitado Mari Silva Kraft Em pé (parede) Primavera Kraft Chăo (deitadas) A Árvore dos Sapatos Calçada Sentado Cantinho Feliz Camurça branco Sentado Cantiga de Roda Kraft Embaixo da mesa Meu Tesouro Espelho Em pé/sentado Mari Silva Eva Deitado Cantiga de Roda Muro Em pé Mari Silva Madeira Chăo Meu Tesouro Madeira Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Madeira Sentados a mesa Maria da Piedade Souza Cortez Papelăo Sentado Primavera Papelăo Sentado no chăo Leone Décimo Dal'Negro Sentado Cantinho do céu Prato de papelăo Deitadas na calçada Gralha Azul Prato papelăo Deitado O Reino das Delícias Quadro externo Em pé Santa Maria de Los Angeles Papelão Em pé / na mesa OtíliaTeixeira Pinto Sulfite a4 e kraft Sentado (chăo) Cantiga de Roda Terra De quatro Luiza Possebom Tozzo Cenoura Papel carmin Cantinho Feliz Cola + gliter Papel cartăo Mesa Meu Tesouro Cola alto relevo Madeira Mesas e cadeira Cantiga de Roda Cola colorida Tecido Deitado Maria Scanhusso Vidolim Lona plástica Agachado Cantinho Feliz Papelăo Em pé Cantinho do céu Plástico bolha Mesa Meu Tesouro Espelho Mesa Primavera Prato de isopor Sentado Criança Feliz Postura livre A Árvore dos Sapatos Sulfite Sentado Cantiga de Roda Tampa de plástico Sentado Santa Maria de Los Angeles Transparência Sentados no mesa Maria da Piedade Souza Cortez Vidro de janela Em pé Tio Joăo Vidro Mesinha Otília Teixeira Pinto Vidro Sentados na mesa Otília Teixeira Pinto Cartolina Sentados na Luiz Stocco Lixa Cantinho feliz Sulfite Cantinho feliz Cola Colorida Azulejo Em pé Mari Silva Kraft Sentado Luiza Possebom Tozzo Jornal / carbono Luiza Possebom Tozzo Isopor Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Eva Deitado Recanto de Gente Miúda Cd Sentado Doce Aconchego Cd Sentados Cantiga de Roda Cartolina Chăo Meu Tesouro Cartolina Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Cartolina Sentado Doce Aconchego Camurça branco Sentado Cantiga de Roda Cola colorida Kraft Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Isopor Deitado Primavera Cola e areia Papelăo Sentado Cantiga de Roda Isopor Sentado Primavera Papel paraná Deitados no chăo A Árvore dos Sapatos Papel cartăo Sentado Recanto de Gente Miúda Cotonete com tinta guache Sulfite Deitado Primavera Corretivo Azulejo colorido Deitado Cantinho feliz Cartăo preto Sentado Mari Silva Folha preta Cadeirinha Meu Tesouro Papel camurça Sentado Maria Scanhusso Vidolim Papel camurça Sentado Recanto de Gente Miúda Papel cartăo preto Em pé (parede) Primavera Tecido (escuro) Apoiado nas costas do colega Otilia Teixeira Pinto Corretivo/giz Disco vinil Em pé, sentado O Reino das Delícias Cotonete com álcool Papel laminado Sentado Maria Scanhusso Vidolim Cotonete e tinta Sulfite Sentado Santo Antonio Cotonete/cola colorida Transparęncia Em pé Cantiga de Roda Cotonetes Papel paraná Cantinho Feliz Cotonetes embebidos em suco de limăo Crepon Sentado Primavera Creme dental Papelăo Sentado Cantiga de Roda Crepom molhado Papel Deitado Maria Scanhusso Vidolim Crepom colorido Desenho vazado Sentados, deitados Santo Antonio Dedo Areia Sentados no chăo Luiz Stocco Tinta-cartolina Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Dedo / tinta guache Espelho Em pé Primavera Durex colorido Sulfite Deitado Primavera Escova de dente Kraft e pasta de dente Mesa Meu Tesouro Escova de dente com guache Papel bobina Sentado Cantiga de Roda Escova de dente com corantes comestíveis A3 Chăo Meu Tesouro Madeira Em pé Santo Antonio Esmalte Caixa de sapato Sentado Maria Scanhusso Vidolim Esmalte (cores fortes) Vidro Sentado no chão Otília Teixeira Pinto Tecido no chăo Sentados no chăo Tio Joăo Esponja Cartaz Mesa do refeitório Meu Tesouro Papelăo Sentado Santa Maria de Los Angeles Sulfite Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Esponja com tinta Muro Em pé Maria Scanhusso Vidolim Esponja tinta guache Dedoche dramatizaçăo Deitados no chăo A Árvore dos Sapatos Folhas de vegetais Sulfite Deitado Luiza Possebom Tozzo Folhas e flores Papelăo, cartolina Em pé, chăo, sentados Santo Antonio Frascos de rollon com tinta Papel branco flip chart Sobre a mesa Meu Tesouro Gelatina Sulfite a4 Sentados na cadeira/chão Luiz Stocco Sulfite Sentado Doce Aconchego Cartolina Deitado Primavera Papel kraft Deitado Primavera Giz branco molhado Parede ou quadro Em pé Cantiga de Roda Giz carvăo Isopor Em pé Cantinho feliz Giz de cera Lixa Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Lixa Sentado Luiza Possebom Tozzo Lixa Sentado Leone Décimo Dal'negro Giz de cera Espelho Em pé Luiza Possebom Tozzo Lixa Posiçăo de indio Recanto de Gente Miúda Microondulado e sulfite Em pé Cantiga de Roda Lixa Parede Meu Tesouro Lixa Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Lixa Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Lixa de pedreiro Sentados no chăo em círculos A Árvore dos Sapatos Giz de cera Lixa Sentado Primavera Lixa Sentado Santo Antonio Lixa Deitado Santo Antonio Lixa Em pé Santa Maria de Los Angeles Kraft Deitado Mari Silva Fogo Sentados Santo Antonio Cartolina Deitado Criança Feliz Camurça Deitado Doce Aconchego Calçada Deitado Primavera Madeira Sentado/em pé Mari Silva Kraft Sentado Criança Feliz Sulfite colado debaixo Deitado de barriga para cima Tio Joăo Da tampa da mesa Lixa sob sulfite Livre A Árvore dos Sapatos Vidro Deitado Santo Antonio Sulfite sobre lixa Sentados na cadeira Tio Joăo Sulfite em formato de círculo Sentados em cadeira A Árvore dos Sapatos Sulfite Sentados/ mesa A Árvore dos Sapatos Sulfite Sentados/ mesa A Árvore dos Sapatos Papelăo Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Papelăo Sentado Cantinho feliz Sulfite a4 livros Sentados A Árvore dos Sapatos Papel microondulado Mesa Meu Tesouro Papel kraft Deitado Doce Aconchego Papel kraft Deitado Cantinho Feliz Papel kraft Deitado Cantiga de Roda Papel e folha natural Sentados Cantiga de Roda Papel camurça Sentados no chăo Maria da Piedade Souza Cortez Papel creativo Parede Meu Tesouro Sulfite na calçada Deitado Leone Décimo Dal'Negro Papel cartăo preto Sentado Joana Razzoto de Castro Papel cartăo Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Papel molhado Deitado Cantinho Feliz Tecido Em pé Otília Teixeira Pinto Giz de cera branco Lixa escura Deitado Primavera Giz de cera grosso Lixa fina Sentado/em pé/deitado Mari Silva Giz de cera preto e prego Cartolina branca Sentado ou deitado Profª Irena Aires Machado Giz de quadro Papel bobina Deitado Cantiga de Roda Sulfite Deitado Luiza PossebomTozzo Calçada Sentado Cantiga de Roda Tnt Em pé Mari Silva Quadro negro Parede Meu Tesouro Quadro de giz Em pé A Árvore dos Sapatos Parede/chăo Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Papel carta Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Madeira Cócoras Cantinho Feliz Lixa Em pé Doce Aconchego Espelho Em pé Doce Aconchego Chăo Deitado Santa Maria de Los Angeles Giz de quadro Calçada Sentado Cantinho Feliz Camurça preta / Parede em pé Leone Décimo Dal'negro Muro Em pé Luiz Stocco Calçada áspera Ajoelhado Leone Décimo Dal'negro Muro Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Parede Em pé Joana Razzoto de Castro Calçada Agachado Primavera Espelho Em pé/sentado Mari Silva Na mesa (sulfite) Deitado Luiza POssebom Tozzo Papel cartăo preto Sentados na Luiz Stocco Chăo Deitado Maria da Piedade Souza Cortez Giz de quadro Lixa Sentado Criança Feliz Lixa Deitado no chão Otília Teixeira Pinto Papel cartăo Em pé Criança Feliz Papel camurça Sentado Profª Irena Aires Machado Calçada Em pé Cantiga de Roda Papel kraft Deitado no chão Otília Teixeira Pinto Camurça Em pé, apoiado na parede Otília Teixeira Pinto Quadro negro Em pé Tio Joăo Lixa Deitado no chăo Joana Razzoto de Castro Giz de quadro e cola Lixa grande Sentado Cantiga de Roda Giz de quadro molhado Kraft Deitado Profª Irena Aires Machado Kraft Deitado Recanto de Gente Miúda Folha preta Parede Meu Tesouro Quadro de giz Em pé Criança Feliz Carmim preto Deitados Cantinho do céu Cartolina Na parede A Árvore dos Sapatos Pratos de isopor em formato circular Sentados em pé A Árvore dos Sapatos Giz de quadro molhado Calçada Agachado Criança Feliz Giz dissolvido em água Papel Sentado Mari Silva Giz pastel Papel bobina Chăo Meu Tesouro Papel camurça Deitado Criança Feliz Papel creativo colorido Sobre a cadeira Meu Tesouro Papel kraft Sentadosa mesa Maria da Piedade Souza Cortez Papel vegetal Sentado Santo Antonio Camurça na cadeira De joelhos no chăo Tio Joăo Grafite Sulfite A4 colorido Sentado Cantinho do céu Graveto Areia Sentado Santa Maria de Los Angeles Areia molhada Agachado Joana Razzoto de Castro Areia Agachado Cantiga de Roda Graveto Areia Agachado Prof Ivone Nester Ravaglio Areia Sentado Recanto de Gente Miúda Areia Chăo Meu Tesouro Areia Deitado Primavera Areia Agachado Primavera Areia Agachado Maria da Piedade Souza Cortez Areia Cócoras Cantinho do céu Terra Ajoelhado Santo Antonio Areia Deitado Primavera Areia/terra/argila Chăo/deitada/sentado O Reino das Delícias Papelăo Em pé Doce Aconchego Terra Em pé, sentados Santo Antonio Terra Sentado numa Tio Joăo Terra ou areia Sentado no chăo Luiza Possebom Tozzo Camurça Deitado Santo Antonio Graveto A3 Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Eva, areia, terra e Sentado Mari Silva Cartolina Sentado Luiza Possebom Tozzo Calçada e areia Sentado, ajoelhado Profª Irena Aires Machado Caixa de areia Sentado Leone Décimo Dal'Negro Argila Em pé Luiz Stocco Areia, terra Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Terra Sentado Maria S. Vidolim Desenhos na areia Agachadas ou de Gralha Azul Papel manteiga Deitado Recanto de Gente Miúda Argila Ajoelhado no chão Otília Teixeira Pinto Graveto e tinta guache Papelăo Sentado Primavera Prato de papelăo Em pé sentado Joana Razzoto de Castro Tnt Parede Meu Tesouro Graveto e tinta guache Isopor Mesa Meu Tesouro Cartolina Chăo Meu Tesouro Carbono na mesa Sentados na cadeira Tio Joăo Algodăo Sentado Mari Silva Guache com pincel Papelăo Sentados no chăo Maria da Piedade Souza Cortez Guache com esponja Papel, lata, plástico Sentado Mari Silva Guache e bolinha de gude Cartolina na caixa Em pé Leone Décimo Dal'Negro Guache e canudinho Sulfite Deitado Leone Décimo Dal'Negro Hidrocor Espelho Em pé Luiz Stocco Lă picada Caixa de ovos De joelho / sentado Mari Silva Lápis Sulfite Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Prancheta No chăo Joana Razzoto de Castro Pratinho isopor Deitado Profª Ivone Nester Kraft Deitado Luiza Possebom Tozzo Madeira Luiza PossebomTozzo Papel seda Deitado Luiz Stocco Lápis de carpinteiro Madeira Em pé Cantiga de Roda Madeira Sentado e em pé Mari Silva Lápis de cor Sulfite com furo no meio No chăo Cantiga de Roda Sulfite com metade de Sentado ou em pé A Árvore dos Sapatos Sulfite branco Deitado Cantiga de Roda Sulfite Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Sulfite Em pé Luiza Possebom Tozzo Sulfite Sentados na mesa Maria da Piedade Souza Cortez Prancheta/sulfite No colo Primavera Lixa Sentado Mari Silva Isopor Mesa Meu Tesouro Espelho Sentados na Luiza Possebom Tozzo Cartăo Deitado Cantinho do Céu Tecido algodăo cru Cantinho Feliz Rosto Luiza Possebom Tozzo Papel / alpiste Sentado Santa Maria de Los Angeles Kraft Sentado / joelho Mari Silva Lapis de cor aquarela A3 Sentado Cantiga de Roda Lápis de maquiagem Rosto Em pé Luiza Possebom Tozzo Papel kraft Em pé Cantiga de Roda Espelho Em pé, sentados Santo Antonio Sulfite A4 Deitado Maria Scanhusso Vidolim Lixa Giz ou carvăo Em pé, de joelhos, Nair Mafalda Maquiagem Papel camurça Em pé Santo Antonio Tecido Deitado Primavera Marca texto Camurça Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Carmim Deitado Cantiga de Roda Massa de modelar Espuma Cantinho Feliz Madeira Sentado Doce Aconchego Palito de churrasco Em pé, de joelhos Nair Mafalda Zaniolo Prato de isopor Sentado Cantinho Feliz Vidro De joelho Luiza Possebom Tozzo Vidro Deitado Primavera Palito Isopor Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Isopor Em pé Recanto de Gente Miúda Papel manteiga Sentado Cantinho do céu Palito de churrasco Papel vegetal De joelhos no chăo Tio Joăo Prato de isopor Sentado Mari Silva Sulfite colorido Em pé Criança Feliz Prato de isopor Sentado O Reino das Delícias E.v.a Sentado Maria Scanhusso Vidolim Bandeja de isopor Posiçăo desejada Primavera Bandeja de isopor Sentado Santa Maria de Los Angeles Isopor Sentado Leone Décimo Dal'Negro Carbono Deitado Santo Antonio Palito de dente Papel/giz/ nanquim Sentado Cantiga de Roda Isopor Sentado no chão Otília Teixeira Pinto Palito de fósforo Argila Chão/pátio Otília Teixeira Pinto Papel cartăo Cola branco com Sentado Nair Mafalda Zaniolo Papel chambril sobre mesa Cotonete e nanquim Sentado na cadeira Nair Mafalda Zaniolo Papel crepo e alcool Cartolina Mesa Meu Tesouro Papel de seda sobre a mesa Cotonete e álcool Sentado na cadeira Nair Mafalda Zaniolo Papel kraft canetăo ou canetinha Cd - rádio Em pé A Árvore dos Sapatos Papel kraft (no chăo ou fixado na parede) Giz colorido Em pé/deitado Nair Mafalda Zaniolo Papel kraft ou azulejo Embalagem de leite fermentado t Em pé, de joelhos, Nair Mafalda Zaniolo Com tinta colorida e esponja no bico Sentado, deitado Papel microondulado Barbante Em pé apoiado sobre a mesa Nair Mafalda Zaniolo Parede (lajota) Arremesso de bexiga Deitado, em pé, de Nair Mafalda Zaniolo Caneta retroprojetor Em pé, de joelhos Nair Mafalda Zaniolo Tinta e pincel na boca Em pé Nair Mafalda Zaniolo Pasta de dente Papel camurça Sentado Leone Décimo Dal'negro Papel preto Preso no quadro Meu Tesouro Papel preto Em pé na parede Otilia Teixeira Pinto Camurça No chão Otília Teixeira Pinto Pasta de dente infantil Práto de papelăo Em pé Maria Scanhusso Vidolim Carmim preto Em pé Primavera Pasta na escova Cartolina na mesa Sentados na Tio Joăo Pedacinho tijolo Calçada Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Pedaços de tijolo ou telha Calçada de concreto Abaixado / deitado Cantiga de Roda Pedra Calçada Sentados no chăo Luiz Stocco Eva Mesa Meu Tesouro Pedrinhas coloridas Latas/calçada Livre Mari Silva Pena Tinta nanquim (sulfite) Sentado com apoio Cantiga de Roda Pente de cabelo Papel ou tecido Sentado Santa Maria de Los Angeles Pincel Plástica bolha Sentado Santa Maria de Los Angeles Papel bobina Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Espelho Sentado Santo Antonio Pincel Kraft Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Pincel alternativo confeccionado com Cartolina branca Em pé Joana Razzoto de Castro Pincel atômico Tecido/tnt Cantinho Feliz Acrílico Sentado Santo Antonio Madeira Em pé Cantiga de Roda Plastico transparente Parede Primavera Pincel e tinta Prato de papelăo Sentado Mari Silva Plástico bolha e tinta guache Folha A3 Sentado ou em pé Primavera Pó de café Tecido Sentado Mari Silva Pratinho de isopor Livro Sentados em A Árvore dos Sapatos Prego Tijolo Sentado Cantiga de Roda Prego (pré) Madeira Sentado no pátio Leone Décimo Dal'Negro Retro Acrílico Sentado Santo Antonio Rímel Papel bobina Em pé Maria Scanhusso Vidolim Riscantes Suporte Posiçăo A Árvore dos Sapatos Suporte Posiçăo A Árvore dos Sapatos Rolinho tinta pincel Fantoche placas de madeira Sentados em pé A Árvore dos Sapatos Agachados Roll on Papel kraft Ajoelhado Santa Maria de Los Angeles Serragem Papelăo Em pé Mari Silva Sombras coloridas Sulfite A4 Deitado Maria Scanhusso Vidolim Suco de beterraba Sulfite A4 Sentado Santo Antonio Tampinha de garrafa Tábua de madeira Mesa da sala Meu Tesouro Tecido Tinta acrilex ou cola alto-relevo Deitado, em pé, de joelho Nair Mafalda Zaniolo Tela Tintas diversas Em pé, de joelhos, sentado, deitado Nair Mafalda Zaniolo Telha Calçada Deitado Mari Silva Telha Quadro no muto Em pé Cantiga de Roda Terra Papel cartaz Sentado Profª Irena Aires Machado Papel crepom Cantinho Feliz Tijolinho de giz Papel camurça Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Tijolo Chăo Ajoelhado Santa Maria de Los AngelesMuro Em pé Mari Silva Muro Em pé Cantiga de Roda Lousa Cantinho feliz Chăo Deitado Meu Tesouro Calçada Ajoelhado Criança Feliz Calçada Cocoras Profª Irena Aires Machado Chăo ou parede Sentado (chăo) Cantiga de Roda Tijolo molhado Piso Joelho Cantinho do céu Tnt branco Deitado/sentado Mari Silva Tijolo ou telha Parede Olhos vendados Luiza Possebom. Tozzo Tinta Espelho grande Sentado Tio Joăo Rolo de papel higiênico Sentados Cantiga de Roda Tinta (pincel) Bandeja isopor Na parede (em pé) Cantiga de Roda Tinta acrílica Azulejo Sentado Primavera Tinta aquarela Sulfite em formas geométricas Sentados Maria da Piedade Souza Cortez Tinta com areia Papel cartăo Em pé Cantiga de Roda Tinta comestível No papel bobina Deitados Luiz Stocco Papelăo Deitado Profª Ivone Nester Ravaglio Tinta de tecido Retalhos Deitado Cantiga de Roda Tinta guache Sulfite Sentados/ mesa A Árvore dos Sapatos Parede de azulejo Em pé Profª Irena Aires Machado Papel microondulado Cantinho Feliz Papel bobina Em pé Luiz Stocco Tinta guache Papel reciclável Cantinho feliz Papelăo (xilografia) Sentados A Árvore dos Sapatos Papel cartăo Sentado Criança Feliz Espelho Em pé Cantiga de Roda Prato de papelăo Deitado Cantinho Feliz Caixa de papelăo Sentado Criança Feliz Rolinho de papelăo Sobre a mesa Primavera Tecido Sentado Cantiga de Roda Lona plástica Em pé Cantinho Feliz Prato de papelăo Sentado Recanto de Gente Miúda Isopor Sentado no chăo Luiza Possebom Tozzo Espelho Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Espelho Em pé Primavera Espelho Em pé Doce Aconchego Espelho Em pé Cantiga de Roda Cartolina Deitado Mari Silva Bandeja de isopor Sentado Maria Scanhusso Vidolim Azulejo Sentado Joana Razzoto de Castro Azulejo Em pé A Árvore dos Sapatos Azulejo Sentado (chăo) Cantiga de Roda Kraft Cócoras Cantinho do céu Chapa Ajoelhado Profª Ivone Nester Ravaglio Isopor Chão sobre jornal Otilia Teixeira Pinto Papelão Deitado Otilia Teixeira Pinto Cotonete / isopor Banco na área coberta Otilia Teixeira Pinto Tinta guache no rollon Muro Em pé Maria da Piedade Souza Cortez Nanquim Sulfite Mesa Otília Teixeira Pinto Cartolina/sulfite Fixado na parede Otília Teixeira Pinto Papel vegetal Sentados no chão Otília Teixeira Pinto Desenho nas paredes em pé sobre o banco Gralha Azul Tinta pinta cara Rosto do colega Em pé ou sentado Leone Décimo Dal'Negro Transparęncia Canetinha de retro Em pé, sentado, deitado Nair Mafalda Zaniolo Vela Camurça Chăo Meu Tesouro Carmim escuro Sentado Profª Ivone Nester Ravaglio Lixa Deitado Santo Antonio Lixa grossa Sentado (chăo) Cantiga de Roda Papel cartăo Em pé Profª Ivone Nester Ravaglio Papel craft Ajoelhado Criança Feliz Vela colorida Kraft Sentado/deitado Mari Silva Vela com erva de chimarrăo Papel canson Chăo O Reino das Delícias Vela de anilina Cartolina Sentado na cadeira A Árvore dos Sapatos MODELO ROTEIRO SEMANAL SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL CMEI________________________ Quadro de Atividades Permanentes (SUGESTÃO INF. 1, INF 2 E INF 3) Semana:___________________ Educadora/Professora:________________ Turma:___________ Modalidade:_________ Turno: ___________ PRÁTICAS EDUCATIVAS 2ª FEIRA 3ª FEIRA 4ª FEIRA 5ª FEIRA 6ª FEIRA Chamada Momento do Desenho Diferentes materiais de apoio (exemplo: canetinhas, lápis de cor, preto, entre outros) Roda de conversa Momento da Leitura- pelo adulto, pela criança, contação de história Linguagem Corporal Brincadeiras (cantadas/de roda/de mão) Cantos de atividades diversificadas (faz de conta/ jogos de tabuleiros/ materiais não estruturados) Pedagoga(o) ________________________________ data: ____________ MODELO ROTEIRO SEMANAL SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL CMEI________________________ Semana: _________________________________ Professora __________________ Turma:____________________ Modalidade:_____________ Turno:________ Práticas Educativas 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira Chamada Momento do Desenho Diferentes materiais de apoio (exemplo: canetinhas, lápis de cor, preto, etc) Roda de conversa Momento da Leitura- pelo professor, pela criança, contação de história Linguagem Corporal Cantos de atividades diversificadas (sala e pátio) Outras atividades: sequências de atividades/projetos Pedagoga(o) ________________________________ data: ____________ MODELO SUGESTÃO PARECER – CMEI SANTO ANTONIO A PARTIR DAS ATIVIDADES PERMANENTES PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL (nome da unidade) Nome: Modalidade: Educadoras: Período avaliado: ( ) 1º SEMESTRE ( ) 2º SEMESTRE I – ATIVIDADES PERMANENTES 1. Chamada 2. Roda de Conversa 3. Momento de Leitura 4. Linguagem Corporal 5. Brincadeiras e Cantos de Atividades Diversificadas II – ASPECTOS AFETIVOS e/ou OBSERVAÇÕES RELEVANTES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________ III – ENCAMINHAMENTOS / TRATAMENTOS PROLONGADOS REALIZADOS PELA CRIANÇA ( ) CAEP ( ) Psicólogo ( ) Neurologista ( ) Nutricionista( ) Fonoaudióloga( ) Outros: _____________ IV – FALTAS 1º semestre Fev Mar Abr Mai Jun São José dos Pinhais: _____/_____/2016. ____ _________________________ Assinatura dos pais/responsáveis __________________________ Pedagoga (o) _______________________ Assinatura Profª/Educ. 2º semestre Jul Ago Set Out Nov Dez logo do CMEI (neste MODELO DE PARECER DESCRITIVO – CONSTRUÇÃO COLETIVA 2014/2015 Centro Municipal de Educação Infantil:_________________________________________ PARECER DESCRITIVO – ________º SEMESTRE Nome: Turma: Educador (es) /Professor (a): Período Avaliado: I - EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA 1. Linguagem Oral e Escrita (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) 2. Conhecimento Matemático (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) 3. Conhecimento de Si e do Mundo (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) 4. Linguagem Corporal (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) 5. Linguagens Artísticas (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) II - ASPECTOS AFETIVOS e/ou OBSERVAÇÕES RELEVANTES (obs: considerar espaço para escrita ou digitação) III - ENCAMINHAMENTOS / TRATAMENTOS PROLONGADOS REALIZADOS PELA CRIANÇA ( ) CAEP ( ) Psicólogo ( ) Neurologista ( ) Nutricionista ( ) Outros. Quais? (obs: considerar espaço para escrita ou digitação, caso necessário) IV - FALTAS 1º Semestre Fev. Mar Abr Mai Jun Jul São José dos Pinhais, ..... (dia) ...................(mês)....................(ano V - PARECER DOS PAIS (obs: considerar espaço para escritaou digitação) ______________________________ Assinatura dos pais/responsáveis Educador (a) / Professor (a) regente ___________________________________ _____________________________ Educador/Professor CRIARTE Pedagogo (a) ___________________________________ Diretor (a) da Unidade 2º Semestre Jul Ago Set Out Nov Dez Esta Orientação Curricular foi ilustrada com os desenhos realizados por crianças matriculadas nos CMEIs de São José dos Pinhais. LISTAGEM DAS CRIANÇAS NOME UNIDADE 1 Alisha Vitória Argenton De Macedo Santa Maria De Los Angeles 2 Ana Beatriz Euzébio Dos Santos Bem- Te- Vi Crescer 3 André Gustavo Walachinski Pereira Primavera 4 André Yuri Osvaldo Dos Santos Joana Razzoto De Castro 5 Beatriz Rodolfi Storino Maria Vidolim 6 Brenda Vitória Pedroso De Oliveira Santo Antonio 7 Bruna G. Da Maia Profª Ivone Nester Ravaglio 8 Bruno Henrique Dos S Conceição Bem- Te- Vi Crescer 9 Carina Santos Papa João Paulo Ii 10 Cauã Savoreto Da Silva Tio João 11 Daniela Yasmin Cubilla Nascimento Primavera 12 Davi Felipe Lopes Negreiros Santa Maria De Los Angeles 13 Davi Lucas De Oliveira E Silva Júlia Pallu Zen 14 David Henrique Wendler Comecinho De Vida 15 David Perpiche De Lazari Ipê Amarelo 16 Denzel Gonçalves Dallagnol Santo Antonio 17 Emanuelly A. F. Basso Tio João 18 Emilly Priscila Andrade De Souza Santa Maria De Los Angeles 19 Erick Wallace L. Dos Santos Ao Alvorecer 20 Evelyn Grebodi Profª Maria Da Piedade De Souza Cortez 21 Felipe Cruz Macedo Cantiga De Roda 22 Fernando De Oliveira Goudard Santo Antonio 23 Gabriel Henrique Henning Borda Viva 24 Gabrielle De Oliveira Elke Profª Irena Ayres Machado 25 Geovana Talita Rodrigues Da Silva Profª Ivone Nester Ravaglio 26 Geovanna Cristina Pereira Ricardo Cantinho Feliz 27 Giovana Nobrega B. Da Cruz A Árvore Dos Sapatos 28 Giovana Soares Da Silva Profª Ivone Nester Ravaglio 29 Helena Guilen Da Cruz Ao Alvorecer 30 Hugo Felipe O. Machado Vovó Rozária 31 Iasmin Fialka Fernandes Luiza Possebom Tozzo 32 Ícaro Pietro Machado Capile A Árvore Dos Sapatos 33 Isabela Gama Domingos Joana Razzoto De Castro 34 Isabelly Dos Santos Da Rocha Profª Irena Ayres Machado 35 Isabelly Pereira De Lima Santa Maria De Los Angeles 36 Isadora Martins Pinto Flor-De-Lis 37 Italo Emanuel Alves Lima Recanto De Gente Miúda 38 Jorge Murilo Correa Borda Viva 39 Julia De Andrade Clarentino Nair Mafalda Zaniolo 40 Julia Giacon Leite Meu Tesouro 41 Julia Maynara Da Luz Papa João Paulo Ii 42 Julia Moro De Lima Cantinho Feliz NOME UNIDADE 43 Julio Cesar Marques Neto Júlia Pallu Zen 44 Kaue Vinicius Moreira Fagundes Maria Vidolim 45 Lana Victória Da Silva Alves Borda Viva 46 Lara Remedi Cortes De Araújo Cantiga De Roda 47 Laura Sofia Totski Cantinho Feliz 48 Livia Pereira Da Silva Otília Teixeira Pinto 49 Lucas Henrique Da Silveira Bem- Te- Vi Crescer 50 Magaly Amanda Aparecida Coutinho Luiz Stocco 51 Maria Clara Torres Da Cruz Nair Mafalda Zaniolo 52 Maria Eduarda Gomes Dos Santos Bem- Te- Vi Crescer 53 Maria Fernanda Cardoso Bosco Júlia Pallu Zen 54 Maria Heloísa De Oliveira Da Silva Sabiá Laranjeira 55 Maria Júlia Michalski Sabiá Laranjeira 56 Mayla Gabriela Paceli Da Paz Recanto De Gente Miúda 57 Miguel Antonio Bolda Luiza Possebom Tozzo 58 Mikaelly Grebogi Mendes Bem- Te- Vi Crescer 59 Mirella Braghim Alves Sossego Da Mamãe 60 Nathalia Dutra Bueno Cantinho Feliz 61 Nicolli Aparecida C. Bisewski Profª Maria Da Piedade De Souza Cortez 62 Noemy Rodrigues Da Silva Cantinho Feliz 63 Paulo Ricardo Kossovski Lopes Flor-De-Lis 64 Pedro Henrique V. De Almeira Otília Teixeira Pinto 65 Rafael Barbosa Dos Santos Luiz Stocco 66 Rayssa Ávila De Souza A Baba Do Passarinho 67 Rebeca Moreira Marques Santo Antonio 68 Rebeca Reinaldi Dos Santos Ipê Amarelo 69 Sábata Rios Dos Prazeres Meu Tesouro 70 Sofia Macedo Da Silva Vovó Rozária 71 Thais Soares De Souza Bem- Te- Vi Crescer 72 Valentina Filbert Ferreira Júlia Pallu Zen 73 Victória Scheneider Trevisan Júlia Pallu Zen LISTAGEM DE PROFISSIONAIS DOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL – 2014/2015 CMEI DIRETORAS DIRETORAS AUXILIARES 1 A ÁRVORE DOS SAPATOS Luiza Carla de Castro Cruz Pricilla Hitomi Akatsuka 2 A BABA DO PASSARINHO Ivani Luiza Souto Sara Da Silva Pereira 3 AO ALVORECER Maria. Margarete Siqueira Carmen Luiza Fillies 4 BAÚ DE FANTASIAS Simone Fulas Rocha Marisa S. Quartarolli 5 BEM-TE-VI CRESCER Ivete Greborge 6 BORDA VIVA Carla Martins 7 CANTIGA DE RODAS Maria Erli Jarek Vilma Aparecida De Oliveira 8 CANTINHO DO CÉU Daniela Varela Karin Cristiane Lamp da Silva 9 CANTINHO FELIZ Joseli De Fátima Camillo Dallabrida 10 CCMMEEII VVOOVVÓÓ RROOZZÁÁRRIIAA Luciane Kaseker 11 COMECINHO DE VIDA Sandra Regina Ramos Maristela Escolaro 12 CRIANÇA FELIZ Ângela Maria Vargas Marelvy Rosa P. Pugin 13 DOCE ACONCHEGO Daniela Medeiros De Oliveira Márcia R. Beyerstedt 14 FLOR-DE-LIS Caroline Gonçalves Cordeiro 15 GRALHA AZUL Thais Milene da R. Gluskoski 16 IPÊ AMARELO Marilise Garz De Almeida Patricia Cristiani de Lima Brito 17 JOANA RAZZOTO DE CASTRO Carolline Pereira De Araújo Cleiciane Cristina Ribeiro 18 JOÃO-DE-BARRO PRETO Sueli De Fátima Marques 19 JÚLIA PALLU ZEN Edicléia Kaseker Michiuye Daniele Carolina Strik Delmas 20 LEONE DÉCIMO DAL NEGRO Maria Lucia De Lima Sanches CMEI DIRETORAS DIRETORAS AUXILIARES 21 LUIZ STOCCO Rosana De Cassia Del Secchi Debora Da Veiga Santi “Ana Brocha 22 LUIZA POSSEBOM TOZZO Sandra Cristina S. Ferreira Ana Maria Uba Bittencourt Crefta 23 MARI SILVA Rosangela M. N. Socek Vania Maria Machado 24 MMAARRIIAA SSCCAANNHHUUSSSSOO VVIIDDOOLLIIMM Elisangela Champoski Vanieri Saraiva Varela 25 MMEEUU TTEESSOOUURROO Erica Fatel Aureliano 26 NNAAIIRR MMAAFFAALLDDAA Patrícia De Pieri Ziliotto 27 OO MMEEUU PPÉÉ DDEE LLAARRAANNJJAA LLIIMMAA Isabel Francisca Da Costa Michele Simone Cardoso Pereira 28 OO RREEIINNOO DDAASS DDEELLÍÍCCIIAASS Tatiane W. De Jesus 29 OOTTÍÍLLIIAA TTEEIIXXEEIIRRAA PPIINNTTOO Priscila M. Geremias Marcia Regina Rocha 30 PPAAPPAA JJOOÃÃOO PPAAUULLOO IIII Cristiane Luanda Pereira Agostinho Luciana Fernandes 31 PPRRIIMMAAVVEERRAA Glacilene Knopp Coelho Silvana Suchla 32 PPRROOFF..ªª IIRREENNAA AAYYRREESS MMAACCHHAADDOO Vilma Machado Munhoz 33 PPRROOFF..ªª IIVVOONNEE NNEESSTTEERR RRAAVVAAGGLLIIOO Eliane Kuster Claudiana Aparecida Xavier 34 PPRROOFF..ªª MMAARRIIAA DDAA PPIIEEDDAADDEE SS.. CCOORRTTEESS Derli Terezinha Princival Starepravo Marilene Ferreira dos Santos Schuertz 35 QQUUEERROO--QQUUEERROO AAPPRREENNDDEERR Vilma Machado Munhoz 36 RREECCAANNTTOO DDEE GGEENNTTEE MMIIÚÚDDAA Sueli Aparecida Carvalho Da Silva Cardoso Oneide De Lourdes Simione Leiroz 37 SSAABBIIÁÁ--LLAARRAANNJJEEIIRRAA Marislei Maria Bellaver 38 SSAANNTTAA MMAARRIIAA DDEE LLOOSS AANNGGEELLEESS Maria Aparecida B. C. Zanardini Cleide Pimentel 39 SSAANNTTOO AANNTTÔÔNNIIOO Marizete Do Carmo Lorena Wzorek Joceli de Fátima Mazepa 40 SSOOSSSSEEGGOO DDAA MMAAMMÃÃEE Carla Cauduro Mader Paulino Renata De Fátima Tozetti 41 TIO JOÃO Tatiana Aparecida Nardo Botini Fabiane De Fatima Costa Guadanhim De Matos 42 TTRRIILLHHAA DDAASS AARRAAUUCCÁÁRRIIAASSIrene de Melo Santos Maciel PROFISSIONAIS 1 Alessandra B. das F. Mendes 2 Aline Nascimento 3 Ana Cristina Lopes Moraes 4 Ana Paula Preu Vergne 5 Anne Patrícia Goes 6 Cristiane Feline 7 Daniele De Fátima Chaves 8 Débora Medeiros Ramalho Fonseca 9 Denise Marel de Oliveira 10 Domingas De Fátima Cardoso Do Amaral 11 Elenice Mecrute Iachenski 12 Elisa Wanderleia De França 13 Emi Marcia Blaskievicz Martins 14 Eneliran Soares de Campos 15 Gilsei Gaspar 16 Ilaine Rosane Waltmann Holz 17 Jaqueline Nicole Musihel Schibelbein 18 Karim Tatiana Gallo 19 Kátia Emi Unui Abe 20 Laudemir Monteiro Silva 21 Leilane Soares Pereira De Sousa 22 Liara Biss 23 Liliam Giovanna Alves 24 Luciane Bueno 25 Natália Zaccaro Pereira de Souza 26 Patrícia Sales de Souza 27 Renata Izabela Guibur Nart 28 Rita Sonair De Ataide 29 Rita Mantelmacher 30 Rogéria Costa de Souza 31 Sandra Ferreira Pinho 32 Tatiana Bidinotto