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Apostila de Organização & Métodos I.pdf

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UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS 
DISCIPLINA: O&M I 
PROFESSOR: FABIO SIQUEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Organização & Métodos I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. A ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL 
Segundo Maximiano (1992) "uma organização é uma combinação de esforços individuais 
que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização torna-se 
possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma 
grande empresa ou uma pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um 
hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações." Uma organização é formada 
pela soma de pessoas, máquinas, recursos, financeiros e outros. 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES 
A organização da empresa também pode ser definida como a ordenação e agrupamento de 
atividades e recursos, visando o alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. 
 
A estrutura organizacional é o conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, 
comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa. 
 
O termo ORGANIZAÇÃO freqüentemente tem sido empregado como sinônimo e arrumação, 
ordenação, eficiência. O dicionário prático da Língua Portuguesa define organização “Ato ou 
efeito de organizar”. 
 
A ORGANIZAÇÃO deve ser entendida como o quadro estrutural de cargos definidos por 
(respectivos títulos, responsabilidades, relações formais, nível de autoridades, atribuições 
básicas e aspectos culturais). A função básica de organização, é o estudo da estrutura 
organizacional da empresa, para que esta seja bem definida e possa atender as 
necessidades e os objetivos estabelecidos de forma integrada com a organização informal e 
as estratégias estabelecidas na empresa. 
 
A Estrutura Formal: É definida na empresa com todas as formalidades e padrões vigentes. 
Ela é feita por: manuais de procedimentos ou organização, comunicados, instruções, forma 
gráfica (organograma), forma descritiva (descrição dos cargos). 
 
A Estrutura informal: Organizações são conjuntos de pessoas e recursos que trabalham 
juntos para se alcançar um objetivo comum. Chinelato (2004, p.3) afirma que elas não são 
estáticas, uma vez que são formadas por pessoas. Elas também possuem duas realidades: 
a interna e a externa. Para sobreviver, as organizações precisam se readaptar 
continuamente. Trabalhar em grupo pode ajudar a multiplicar idéias e para alcançarmos 
resultados, precisamos da autuação simultânea de forças – sinergia – e para que ocorra o 
sucesso é preciso dos seguintes pontos (Chinelato, 2004, p.4): 
 
O objetivo do trabalho em equipe; 
A associação, reunião de pessoas que partilhem os mesmos interesses; 
A auto-imagem (motivações pessoais); 
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A circunstância e o clima psicológico (ambiente propícios para realização do trabalho). 
 
Para que este trabalho dê certo é preciso disseminar a idéia de que: 
 
 Sozinhos somos incompetentes; 
 Quando questionados, enriquecemo-nos; 
 Quanto mais sabemos, mais amplo é nosso horizonte do não-saber; 
 As vezes é necessário retroagir para avaliar e corrigir rumos; 
 
Os funcionários pertencem à vida informal das empresas, deste relacionamento do 
cotidiano, surgem: 
 
 entendimentos extra-estruturais, 
 desentendimentos, 
 lideranças naturais, 
 amizades e ações prejudiciais ou benéficas à empresa. 
 
RESUMINDO 
 
A estrutura informal é a rede de relações sociais que não é estabelecida ou requerida pela 
estrutura formal. Surge da interação social das pessoas. Surge da interação social de 
pessoas, o que significa que se desenvolve espontaneamente quando as pessoas se 
reúnem entre si. Portanto, apresenta relações que usualmente não aparecem no 
organograma. 
 
CONCEITOS DA FUNÇÃO DE O&M 
O conceito de organização dentro do campo administrativo é de gerir capital, recursos 
humanos, equipamentos e processos com o objetivo de se atingir um determinado 
resultado. 
 
A Organização no sentido sistêmico ou no sentido puro da atividade de OSM é vista como o 
desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da Empresa, de forma a capacitá-la 
ao desenvolvimento de suas atividades dentro dos conceitos de produtividade. 
 
Quanto ao Método, de forma mais prática, seria traduzido como a forma de executar os 
referidos sistemas com o menor dispêndio de energia e maior eficácia do executante. 
 
EVOLUÇÃO DA FUNÇÃO: história, relacionamento sistêmico. 
Dentro dos princípios da Escola Clássica de Administração, o pioneirismo ditava o 
desenvolvimento dos métodos de trabalho a serem cumpridos rigidamente por seus 
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executores, dando ênfase, exclusivamente, à forma de se fazer o trabalho e à forma final do 
produto. 
 
A função da área de OSM era voltada para o desenvolvimento de um sistema "entre quatro 
paredes" para as várias unidades organizacionais da Empresa, às quais cabia a 
implantação. 
 
A prática mostrou inviável esta forma de atuação uma vez que: 
 
 não havia comprometimento das unidades com o sistema implantado; 
 o sistema era imposto "de cima para baixo" e, não raras vezes, deixado de lado 
depois de algum tempo; 
 os empregados não se sentiam parte integrante da Empresa, uma vez que não eram 
ouvidos no desenvolvimento de sistemas que afetavam diretamente suas atividades; 
 depois de implantado, verificava-se que o sistema não atendia ao usuário, cuja visão 
e conhecimento específico não eram levados em consideração; 
 choque de poder entre as unidades, com a área de OSM sendo vista como impostora. 
 
Na atualidade, analisa-se o homem como peça fundamental do processo, estuda-se o 
comportamento das funções e o comportamento do indivíduo. 
 
Assim, as normas ou métodos de trabalho deixam de ser trilhos rígidos e passam a ser 
trilhas orientadoras. Abre-se espaço para a criatividade e para as metas desafiadoras, 
jogando-se com estes mecanismos motivacionais para o atingimento dos propósitos da 
Organização, aliado ao desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados. 
 
Atualmente é considerado o ideal que os sistemas sejam desenvolvidos "pelas" várias 
unidades organizacionais usuárias, sob a atuação efetiva do princípio sistêmico da área de 
Sistemas, Organização e Métodos. 
 
Esta filosofia de atuação propicia, entre outros aspectos: 
 
 melhor entrosamento entre as unidades organizacionais usuárias de um sistema; 
 maior qualidade do sistema, pois os próprios usuários estarão atuando; 
 maior facilidade de implementação; 
 menor nível de resistência à aceitação do sistema, pois os usuários o conhecem 
desde o início do desenvolvimento; 
 maior nível de conhecimento e treinamento automático dos usuários do sistema; 
 menor custo no desenvolvimento e implementação do sistema. 
 
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REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA: OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistema, Organização e 
Métodos – Uma abordagem gerencial. São Paulo: Atlas, 1998. Capítulo 3 – Estrutura 
Organizacional. 
 
RESUMO: São apresentados os aspectos básicos de delineamento, implementação e 
avaliação da estrutura organizacional nas empresas, considerando seus componentes, 
condicionantes, níveis de influencia e níveis de abrangência. O analista de sistemas, 
organização e métodos deve ter consciência de que a estrutura organizacional é básica para 
o desenvolvimento de todos os seus outros trabalhos. 
 
2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
A estrutura organizacional deve ser delineada de acordo com os objetivos