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AP v2 Administração de Terminais e Armazéns 09022017

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A função do centro de distribuição é 
a de permitir a utilização dos veículos 
com maior capacidade de transporte de 
mercadorias pelo maior tempo possível 
ao longo da cadeia logística. Essa forma permite a redução dos custos com o transporte.
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 a
É fácil entender isso. Um veículo com maior capacidade 
consegue, em uma só viagem, levar uma quantidade maior de 
mercadorias. Dessa forma, pagando o frete uma só vez, é 
possível transportar maiores volumes de mercadoria. 
Quando se chega a um ponto predeterminado, não é viável continuar o transporte com 
esse tipo de veículo de grande capacidade, pois esse veículo perderia muito tempo 
nas visitas aos clientes, o que o tornaria improdutivo. Por isso, a partir do centro de 
distribuição, são usados veículos de menor capacidade de carga para atender aos 
diversos clientes que estão próximos ao CD.
 h
Quando existem diversos fornecedores, os centros de 
distribuição são ainda mais úteis, pois além de permitirem 
ganhos de escala no transporte, os produtos podem ser 
combinados. Ou seja, podem ser feitas entregas combinadas de 
diversos produtos aos clientes, como mostra a figura a seguir. 
Nessa situação, o armazém ou terminal desempenha primeiro a 
função de consolidação das cargas (produtos A, B e C) em 
grandes quantidades no CD e, depois, agrupa os três produtos 
nas quantidades requeridas por cada um dos clientes (A, B e C). 
2.2 Terminais do Tipo Pontos de Trânsito (“Transit Points”)
Nesse tipo de instalação, podem ser executadas funções de 
consolidação, de fracionamento, de agrupamento e de 
transbordo (transferência das cargas de um trem para um 
caminhão, por exemplo). 
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Em geral, as cargas chegam à recepção do terminal ou armazém em veículos de alta 
capacidade, unitizadas em paletes ou contêineres. Depois de recebidas, são separadas 
em lotes menores e, sem perda de tempo, encaminhadas para a área de embarque, 
onde serão colocadas em veículos menores para entrega aos clientes.
Porém, para que isso seja possível, é necessário um alto volume de pedidos em curtos 
espaços de tempo, para que a carga possa chegar e ser despachada na mesma hora, 
sem ter que ficar armazenada aguardando novos pedidos para a entrega.
A vantagem é que esse tipo de terminal ou armazém não envolve uma grande estrutura, 
pois não há área de estocagem. Além disso, assim como nos centros de distribuição, 
é possível ter economias de escala no transporte, transportando por veículos de 
alta capacidade até o transit point e, em seguida, transferindo pequenos lotes de 
mercadorias para diversos clientes em veículos pequenos, de menor capacidade. 
 c
São esses terminais os mais usados pela maioria das empresas 
de transporte de cargas, já que as mercadorias ficam paradas o 
menor tempo possível. 
2.3 Terminais do Tipo “Cross Docking”
São semelhantes aos armazéns e terminais 
do tipo transit points. Todavia, eles 
apresentam uma característica adicional. 
As mercadorias chegam de diversos 
fornecedores, unitizadas em contêineres 
ou paletes. A seguir, são fracionadas em 
volumes menores e encaminhadas para a 
área de embarque, onde são combinadas 
com outras mercadorias para formar um 
lote consolidado para entrega ao cliente.
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As vantagens relativas deste tipo de terminal são:
• Ganhos de escala no transporte;
• Combinação de mercadorias diversas para entrega aos clientes; e
• Não há necessidade de estocagem de produtos.
 e
Não podemos nos esquecer de que assim como os transit points, 
as instalações de cross docking necessitam de um grande 
volume de movimentação para que se tornem economicamente 
viáveis. 
 b Assista ao filme disponível no link a seguir para conhecer uma experiência real de terminal com função de cross docking. 
https://www.youtube.com/watch?v=CYyI8_ZshwI 
Resumindo 
 
Há uma diversidade muito grande de armazéns e terminais. Cada categoria 
tem a sua função. Há armazéns para estocar mercadorias, há terminais para 
triagem e consolidação de cargas e há terminais apenas para a realização 
do transbordo da mercadoria de uma modalidade de transporte para 
outra. 
 
Todos os tipos de armazéns e terminais fornecem serviços que melhoram o 
nível de atendimento aos clientes da cadeia logística. 
 
As operações realizadas em armazéns e terminais são distintas.
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Glossário
Contrapesagem: avaliar, pesar, compensar.
Unitizado: reunido em um único volume.
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 a
1) São funções dos armazéns ou terminais (marque Verdadeiro 
ou Falso). 
 
a. ( ) Guardar mercadorias. 
 
b. ( ) Produzir bens. 
 
c. ( ) Consolidar cargas. 
 
d. ( ) Executar operações de transferência de cargas. 
 
2) Assinale a alternativa que não contém operação executada 
nos armazéns. 
 
a. ( ) Recebimento de mercadorias. 
 
b. ( ) Desenvolvimento da embalagem. 
 
c. ( ) Preparação de pedidos. 
 
d. ( ) Estocagem de mercadorias. 
 
3) São tipos de armazéns e terminais: 
 
a. ( ) Transit points e cross docking. 
 
b. ( ) Centrais de distribuição e armazéns de consolidação. 
 
c. ( ) Fábricas e depósitos. 
 
d. ( ) Transit points e terminais de passageiros. 
 
e. ( ) Portos e aeroportos.
Atividades
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4) Nos terminais de cross docking, as mercadorias chegam de 
diversos fornecedores, unitizadas em contêineres ou paletes. 
A seguir, são fracionadas em volumes menores e encaminhadas 
para a área de embarque, onde são combinadas com outras 
mercadorias para formar um lote consolidado para entrega 
ao cliente. 
 
( ) Verdadeiro ( ) Falso
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Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.
BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização 
e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. 
Rio de Janeiro: Campus, 2007.
DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 
2015.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São 
Paulo: IMAM, 1998.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2015.
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UNIDADE 4 | ORGANIZAÇÃO 
DE TERMINAIS DE CARGA E 
ARMAZÉNS (LAYOUT DA ÁREA 
EXTERNA)
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Unidade 4 | Organização de Terminais de Carga e 
Armazéns (Layout da Área Externa)
 f Você já ouviu falar em layout? Sabe como organizar a área externa de um armazém ou terminal?
Nesta unidade, nós estudaremos como é organizada a área externa de um armazém 
ou terminal. Isso significa tratar do layout da área externa, que influencia muito nas 
atividades e nos fluxos de pessoas e mercadorias. 
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1 O Layout
O layout pode ser definido como sendo o arranjo de homens, 
máquinas e materiais. É a integração do fluxo típico de materiais, 
da operação dos equipamentos, combinados com as 
características que conferem maior produtividade ao elemento 
humano (DIAS, 2015). 
Segundo Moura (1998), os objetivos de um layout ou de um plano de armazenagem de 
um armazém são focados na busca de redução de custos e, também, de aumento da 
produtividade por meio de:
• Melhor utilização do espaço disponível;
• Redução da movimentação de material e pessoal;
• Fluxo mais racional;
• Menor tempo para o desenvolvimento dos processos; e
• Melhores condições de trabalho.
Nesta unidade, focaremos nossa atenção apenas na definição do layout das áreas 
externas do armazém. 
1.1 Layout das Áreas de Recebimento e Expedição
Um primeiro ponto a ser analisado diz respeito às áreas de acostagem de veículos ou 
plataformas de acostagem. Podemos citar duas principais formas para as plataformas 
de acostagem

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