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AP v2 Administração de Terminais e Armazéns 09022017

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ou docas de carga e de descarga (ALVARENGA; NOVAES, 1994):
• Posicionamento dos veículos perpendicularmente à plataforma, ou a 90 graus.
• Posicionamento dos veículos diagonalmente à plataforma, ou a 45 graus.
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Vejamos cada uma delas!
1.1.1 Posicionamento dos Veículos Perpendicularmente à 
Plataforma
Conhecida como acostagem a 90 graus, nesse caso a plataforma 
forma uma linha reta e contínua e a descarga é realizada pela 
traseira do veículo. Caminhões-baú, por exemplo, são 
descarregados pela traseira. 
Há alguns cuidados que devem ser 
tomados para garantir a execução dos 
serviços de carga e descarga dos veículos. 
Vamos ressaltar aqui o cuidado mais 
importante: a extensão mínima de cada 
posição de acostagem, que chamaremos 
de doca, é de 3,3 m.
No entanto, para não prejudicar o 
rendimento com a espera por manobras 
de veículos, a prática recomenda docas 
de 3,5 m de largura. Dependendo do caso, os equipamentos utilizados para descarga 
dos caminhões (como empilhadeiras, carrinhos, paletes etc.) podem exigir que essa 
largura seja maior, podendo chegar, por exemplo, a 5 m.
 a
Outra dimensão que deve ser prevista é o espaço de manobra 
para os veículos. O mínimo absoluto é de 33,5 m, para situações 
extremas, sendo que a recomendação para situações normais é 
de que esse espaço não seja menor do que 35 m. 
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Deve-se também prever uma faixa operacional de descarga, para que as pessoas tenham 
acesso aos veículos e para reservar um espaço para as primeiras movimentações da 
mercadoria. Essa faixa fica entre a carroceria e a porta de descarga do armazém e faz 
parte da doca. A faixa deve ter aproximadamente 5 m de largura.
Além da faixa operacional de descarga, outra área deve ser prevista no interior do 
armazém para o processo de recebimento ou de expedição. É a chamada área de 
acumulação da carga que foi retirada dos veículos (carga recebida) ou que vai ser 
carregada (carga a ser expedida). Nessa área, a mercadoria passará pela primeira 
triagem para ser, depois, encaminhada ao local de armazenagem ou à plataforma de 
embarque, se for o caso de um transit point ou um cross docking.
1.1.2 Posicionamento dos Veículos Diagonalmente à 
Plataforma, ou a 45 Graus
Esta é a forma mais usada quando a carga e a descarga dos 
veículos são realizadas não só pela parte traseira, mas também 
pela lateral do veículo. 
Da mesma forma que na acostagem a 90 
graus, há alguns cuidados que devem ser 
tomados para garantir a execução dos 
serviços de carga e descarga dos veículos. 
Vamos ressaltar aqui os cuidados mais 
importantes.
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 a
A largura da doca a 45 graus deve ser um pouco maior que a da 
forma a 90 graus, passando de 3,5 m para 4,4 m, com a plataforma 
formando uma linha em dente de serra. 
 
O espaço de manobra de veículos, nesse caso, é bem menor que 
a forma a 90 graus, pois a manobra é facilitada. Sugere-se uma 
área com dimensão de 25 m. 
 
A faixa de descarga e a área de acumulação de cargas podem ter 
as mesmas configurações e dimensões da doca a 90 graus. 
2 Outras Recomendações para as Áreas Externas
Algumas outras recomendações podem ser bastante úteis para o planejamento e a 
gestão das áreas de circulação e plataformas de um terminal ou armazém. Vamos ver 
algumas delas.
Portaria: a portaria é o ponto de contato do terminal ou armazém 
com o ambiente externo. Quanto mais portarias houver no 
terminal ou armazém, mais “aberto” será o terminal ao ambiente 
externo. 
Existem diversos motivos para utilizar somente uma portaria, mas também não se 
pode esquecer os inconvenientes desta escolha.
Nesse sentido, os motivos para a utilização de apenas uma portaria são:
• Centralização do controle de entradas e saídas do pessoal e de visitantes, bem 
como dos veículos de carga;
• Maior segurança devido à facilidade de controle de entrada e saída; e
• Diminuição do número de funcionários (porteiros) necessários.
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Por outro lado, os inconvenientes são:
• Congestionamento de veículos nos horários de início e fim de expediente de 
trabalho;
• Confusão entre veículos de passeio (visitantes e funcionários) e veículos de carga; 
e
• Confusão entre veículos entrando e saindo do terminal ou armazém.
 a
Uma boa sugestão é que se tenha uma portaria de entrada para 
veículos que chegam com a carga unitizada dos fornecedores, 
uma portaria de saída para veículos que farão a distribuição aos 
clientes e uma portaria para funcionários e visitantes. 
Balança: a balança deve ficar próxima à portaria. Ela deve 
permitir a conferência do peso do veículo antes e depois de 
descarregado, permitindo a verificação da quantidade de carga 
que ficou ou que saiu do armazém. 
Também deverá ser previsto pelo layout espaço para circulação de veículos. Depois de 
entrarem no terminal, os veículos deverão circular na área do terreno até o 
estacionamento na doca de recebimento e, após a descarga, devem circular até a saída, 
ou vice-versa.
Acrescente-se, a todos os espaços 
que acabamos de estudar, o espaço 
de manobra dentro do terminal para 
estacionamento e partida de veículos. 
Sugere-se que a entrada no terminal siga 
um fluxo horário, para que os veículos 
estacionem de ré na doca, no sentido anti-
horário. Isso permitirá que o motorista 
tenha a perfeita visão do terminal, não 
tendo que confiar exclusivamente em 
espelhos retrovisores.
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Resumindo 
 
A elaboração adequada do layout do pátio externo é fundamental para que 
o prazo de preparação dos pedidos e os tempos de carga e descarga das 
mercadorias sejam minimizados. Isso contribui com a melhoria do nível de 
serviço logístico. 
 
Os veículos podem encostar nas docas para a carga e a descarga das 
mercadorias a 90 e a 45 graus de inclinação com as docas. 
 
Balança, área de estacionamento e circulação e portarias são aspectos 
fundamentais da elaboração do layout das áreas externas dos armazéns e 
terminais.
Glossário
Acostagem: aproximar-se ao cais, à costa ou a outra embarcação; encostar.
Diagonalmente: transversalmente; inclinadamente.
Perpendicularmente: formando ângulo reto com outra linha.
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 a
1) Assinale as alternativas com F (falso) ou V (verdadeiro). 
 
a. ( ) As docas para descarga podem ser projetadas a 90 graus 
e a 30 graus. 
 
b. ( ) Não há necessidade de prever espaço para estacionamento 
de veículos no pátio dos terminais. 
 
c. ( ) A balança somente deve ser construída em terminais. Nos 
armazéns ela não é necessária. 
 
d. ( ) O layout externo refere-se aos procedimentos necessários 
para estocar o produto no armazém. 
 
2) As duas maneiras mais comuns de projetos de docas para 
carga e descarga de mercadorias são: 
 
a. ( ) 90 e 45 graus. 
 
b. ( ) 90 e 50 graus. 
 
c. ( ) 45 e 100 graus. 
 
d. ( ) 90 e 120 graus. 
 
e. ( ) Enhuma das alternativas. 
 
3) Marque Falso (F) ou verdadeiro (V). O layout possibilita: 
 
a. ( ) Melhor utilização do espaço disponível. 
 
b. ( ) Aumento da movimentação de material e pessoal. 
 
c. ( ) Fluxo mais racional. 
 
d. ( ) Aumento dos acidentes de trabalho.
Atividades
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4) A balança deve permitir a conferência do peso do veículo 
antes e depois de descarregado, permitindo a verificação da 
quantidade de carga que ficou ou que saiu do armazém. 
 
( ) Verdadeiro ( ) Falso
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Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.
BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização 
e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística. 
Rio de Janeiro: Campus, 2007.
DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 
2015.
MOURA, R. A. Logística: