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Drogas antifúngicas Antônio Raphael Lima de F. Cavalcanti Gabriela Keylla Alvarenga Militão Vitória Pereira Gama DROGAS ANTIFÚNGICAS INTRODUÇÃO DROGAS ANTIFÚNGICAS Fungos → vida livre → leveduras, fungos filamentosos ou combinação de ambas as formas Fungos → eucarióticos → semelhança filogenética → seres humanos → vias metabólicas homólogas → produção de energia, a síntese de proteínas e a divisão celular → dificuldade no desenvolvimento de agentes antifúngicos seletivos Pacientes → suscetíveis às infecções fúngicas → pacientes cirúrgicos e na UTI, com próteses e pacientes com comprometimento das defesas imunológicas Uso indiscriminado → antibióticos de amplo espectro → cateteres intravenosos a longo prazo → infecção pelo vírus da imunodeficiência humana → crescente micoses oportunistas e sistêmicas DROGAS ANTIFÚNGICAS Os fungos são microrganismos de vida livre que ocorrem na forma de leveduras (células isoladas, fungos de forma esférica), de bolores (fungos filamentosos multicelulares) ou de uma combinação de ambas as formas (os denominados fungos dimórficos). Todos os fungos são organismos eucarióticos. 2 ASPECTOS NECESSÁRIOS DOS ANTIFÚNGICOS DROGAS ANTIFÚNGICAS O agente antifúngico ideal deve possuir quatro características: Amplo espectro de ação contra uma variedade de fungos patogênicos Baixa toxicidade farmacológica Múltiplas vias de administração Excelente penetração no líquido cefalorraquidiano (LCR), na urina e nos ossos DROGAS ANTIFÚNGICAS 3 BIOQUÍMICA DA MEMBRANA FÚNGICA DROGAS ANTIFÚNGICAS Membrana → semelhança com as células eucarióticas de humanos → pequenas alterações → ERGOSTEROL → estrutura e função Biossíntese → multietapas: Esqualeno → Lanosterol (Esqualeno Epoxidase) Lanosterol → Ergosterol (14α Esterol Desmetilase) DROGAS ANTIFÚNGICAS 4 INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos DROGAS ANTIFÚNGICAS A anfotericina B e a nistatina → macrolídios poliênicos → Agentes naturais → Streptomyces → ligação ao ergosterol → canais ou poros + radicais com atividade oxidante → permeabilidade da membrana → extravasamento de constituintes celulares essenciais → morte da célula Efeito terapêutico e toxicidade → relacionados → afinidade pelos esteróis das membranas plasmáticas (500 x maior pelo ergosterol). Concentração de ergosterol → membrana do fungo → anfotericina B será fungicida ou fungistática. Resistência à anfotericina B → diminuição no conteúdo de ergosterol da membrana fúngica. DROGAS ANTIFÚNGICAS A anfotericina B e a nistatina são agentes antifúngicos macrolídios poliênicos 5 INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos DROGAS ANTIFÚNGICAS Características farmacocinéticas: Baixa solubilidade → anfotericina B → suspensão coloidal de desoxicolato tamponada → pouco absorvida TGI Sangue → 90% liga-se rapidamente a sítios teciduais → 10% → liga-se às proteínas plasmáticas. Penetração → LCR é extremamente baixa DROGAS ANTIFÚNGICAS Baixa solubilidade → anfotericina B → suspensão coloidal de desoxicolato tamponada → pouco absorvida TGI → via prefenrecial → I.V. Sangue → 90% liga-se rapidamente a sítios teciduais → 10% → liga-se às proteínas plasmáticas. Penetração → LCR é extremamente baixa. terapia intratecal pode ser necessária em caso de doença meníngea grave. 6 INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos DROGAS ANTIFÚNGICAS Toxicidade: A toxicidade → seu uso clínico → efeitos adversos → divididos em três grupos: reações sistêmicas imediatas: liberação do fator de necrose tumoral-alfa e IL-1 → febre, calafrios e hipotensão dentro das primeiras horas após a administração do fármaco efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido → vasoconstrição de arteríolas aferentes → isquemia renal. efeitos hematológicos: anemia → secundária → produção diminuída de eritropoetina Efeitos tóxicos → minimizadas → diminuir a taxa de administração → pré-tratamento com agentes antipiréticos (AINES OU CORTICOIDES) DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. As tentativas de reduzir a nefrotoxicidade também levaram ao desenvolvimento de formulações lipídicas de anfotericina B. A estratégia é acondicionar a anfotericina B em lipossomos ou outros carreadores lipídicos com o objetivo de impedir uma exposição significativa do túbulo proximal ao fármaco. Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® Essas formulações são menos tóxicas do que o composto nativo, porém de maior custo. 7 INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA MEMBRANA DOS FUNGOS: Polienos DROGAS ANTIFÚNGICAS Reduzir a nefrotoxicidade → desenvolvimento de formulações lipídicas → lipossomos ou outros carreadores lipídicos com o objetivo de impedir uma exposição significativa do túbulo proximal ao fármaco. Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® Uso terapeutico: Anfotericina B: Aspergilose potencialmente fatal, criptococose, blastomicose, candidíase sistêmica, coccidioidomicose, histoplasmose e zigomicose Nistatina: Candidíase mucocutânea DROGAS ANTIFÚNGICAS Reduzir a nefrotoxicidade → desenvolvimento de formulações lipídicas → acondicionar em lipossomos ou outros carreadores lipídicos com o objetivo de impedir uma exposição significativa do túbulo proximal ao fármaco. Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® 8 BIOQUÍMICA DA PAREDE CELULAR FÚNGICA DROGAS ANTIFÚNGICAS Parede Celular → circundando toda a célula fúngica → estrutura rígida → quitina, β-(1,3)-glucano, β-(1,6)-glucano e glicoproteínas manona → proteção contra agressores externos e osmolaridade Humano → sem parede celular → fármacos → parede celular fúngica → alto índice terapêutico DROGAS ANTIFÚNGICAS A quitina é um polissacarídio linear que consiste em mais de 2.000 unidades de N-acetilglicosamida unidas por ligações -(1,4); essas cadeias são reunidas em microfibrilas que formam o suporte fundamental da parede celular. O -(1,3)-D-glicano e o -(1,6)-D-glicano, que são polímeros de unidades de glicose unidas por ligações -(1,3) e -(1,6) glicosídicas, respectivamente, constituem os componentes mais abundantes da parede celular. As glicoproteínas da parede celular constituem um grupo diverso de proteínas, que estão associadas de modo nãocovalente a outros componentes da parede celular ou ligadas de forma covalente à quitina, ao glicano e a outras proteínas da parede celular. 9 INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: Equinocandinas DROGAS ANTIFÚNGICAS Células humanas → não possuem parede celular → componentes da parede celular → alvos exclusivos → terapia antifúngica → fármacos → tendem a ser relativamente atóxicos Nova classe → antifúngicos → alvo → síntese da parede celular fúngica através da inibição não-competitiva da síntese de β-(1,3)-D-glicanos A ruptura da integridade da parede celular → estresse osmótico, lise da célula fúngica → morte do fungo DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. As tentativas de reduzir a nefrotoxicidade também levaram ao desenvolvimento de formulações lipídicas de anfotericina B. A estratégia é acondicionar a anfotericina B em lipossomos ou outros carreadores lipídicos com o objetivo de impedir uma exposição significativa do túbulo proximal ao fármaco. Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® Essas formulações são menos tóxicas do que o composto nativo, porém de maior custo. 10 INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: Equinocandinas DROGAS ANTIFÚNGICAS Caspofungina, Micafungina e a anidulafungina → agentes são lipopeptídios semisintéticos derivados de produtos naturais. Atividade antifúngica → in vitro e in vivo contra espécies de Cândida e Aspergillus.As equinocandinas → Cândida → fungicidas → Candida glabrata e Candida krusei As equinocandinas → Aspergillus → fungistáticas Farmacocinética: Os três fármacos são atualmente disponíveis apenas na forma parenteral → biodisponibilidade insuficiente por via oral DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. As tentativas de reduzir a nefrotoxicidade também levaram ao desenvolvimento de formulações lipídicas de anfotericina B. A estratégia é acondicionar a anfotericina B em lipossomos ou outros carreadores lipídicos com o objetivo de impedir uma exposição significativa do túbulo proximal ao fármaco. Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® Essas formulações são menos tóxicas do que o composto nativo, porém de maior custo. 11 INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: Equinocandinas DROGAS ANTIFÚNGICAS Caspofungina → primeira equinocandina → aprovada para uso terapia primária → candidíase esofágica e a candidemia terapia de recuperação → Aspergillus terapia empírica → neutropenia febril Micafungina → segunda equinocandina → aprovada para uso Tratamento → candidíase esofágica Tratamento profilático antifúngico → receptores de transplante de células-tronco hematopoiéticas Anidulafungina → terceira equinocandina → aprovada para uso Tratamento da candidíase esofágica e candidemia DROGAS ANTIFÚNGICAS Caspofungina → primeira equinocandina → aprovada para uso → administrado terapia primária → candidíase esofágica e a candidemia terapia de recuperação para infecções causadas por Aspergillus terapia empírica para neutropenia febril 12 INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: Equinocandinas DROGAS ANTIFÚNGICAS Toxicidade Em geral, as equinocandinas são bem toleradas → seu perfil de efeitos adversos é comparável ao do fluconazol Contém um arcabouço peptídico → observar sintomas relacionados com a liberação de histamina Outros efeitos adversos → cefaléia, febre (mais comum com a caspofungina), provas de função hepática anormais → raramentehemólise. DROGAS ANTIFÚNGICAS Toxicidade Em geral, as equinocandinas são bem toleradas → seu perfil de efeitos adversos é comparável ao do fluconazol Contém um arcabouço peptídico, podem-se observar sintomas relacionados com a liberação de histamina (ver Leituras Sugeridas). Outros efeitos adversos incluem cefaléia, febre (mais comum com a caspofungina), provas de função hepática anormais e, raramente, hemólise. 13 INIBIDOR DA SÍNTESE DE ÁCIDO NUCLEICO DOS FUNGOS: Flucitosina DROGAS ANTIFÚNGICAS Pirimidina fluorada, captada seletivamente pelas células fúngicas através de permeases específicas de citosina; Grande volume de distribuição, com excelente penetração no sistema nervoso central (SNC), olhos e trato urinário; Os efeitos adversos dependentes da dose consistem em supressão da medula óssea, que resulta em leucopenia e trombocitopenia, em náusea, vômitos, diarréia e disfunção hepática; A flucitosina está contra-indicada durante a gravidez. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 14 INIBIDOR DA SÍNTESE DE ÁCIDO NUCLEICO DOS FUNGOS: Flucitosina DROGAS ANTIFÚNGICAS Mecanismo de ação: Inibição da síntese de DNA e da divisão celular INIBIDOR DA SÍNTESE DE ÁCIDO NUCLEICO DOS FUNGOS: Flucitosina DROGAS ANTIFÚNGICAS A flucitosina é utilizada em associação com a anfotericina B no tratamento de micoses sistêmicas, gerando o aumento da captação de Flucitosina pelas células fúngicas, devido a lesão da membrana plasmática do fungo induzida pela Anfotericina B. Quando utilizado como único medicamento, verifica-se o rápido desenvolvimento de resistência devido a mutações na citosina permease ou citosina desaminase do fungo. O espectro de atividade da flucitosina administrada como único medicamento limita-se à candidíase, criptococose e cromomicose DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 16 INIBIDOR DA MITOSE DOS FUNGOS: Griseofulvina DROGAS ANTIFÚNGICAS A Griseofulvina derivada do Penicillium griseofulvum na década de 1950; O uso terapêutico da griseofulvina oral é limitado, devido à disponibilidade de medicamentos antifúngicos tópicos; A griseofulvina pode ser utilizada no tratamento da infecção fúngica da pele, dos cabelos e das unhas por Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton; O fármaco não é efetivo contra leveduras (como Pityrosporum) e contra fungos dimórficos. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 17 INIBIDOR DA MITOSE DOS FUNGOS: Griseofulvina DROGAS ANTIFÚNGICAS Mecanismo de ação: Inibe a mitose dos fungos através de sua ligação à tubulina e a uma proteína associada aos microtúbulos, rompendo, assim, a organização do fuso mitótico; Foi também relatado que o fármaco inibe a síntese de RNA e de DNA pelo fungo; A griseofulvina acumula-se nas células precursoras de queratina e liga-se firmemente à queratina nas células diferenciadas. Griseofulvina Griseofulvina DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 18 INIBIDOR DA MITOSE DOS FUNGOS: Griseofulvina DROGAS ANTIFÚNGICAS A associação prolongada e firme da griseofulvina com a queratina permite o novo crescimento da pele, dos cabelos ou das unhas livres de infecção por dermatófitos. Efeitos Adversos Na maioria das situações, a griseofulvina parece ser fungistática. O uso da griseofulvina não está associado a uma elevada incidência de efeitos adversos graves. Um efeito adverso relativamente comum da griseofulvina (até 15%) consiste em cefaléia, que tende a desaparecer com a continuação do tratamento. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 19 INIBIDOR DA MITOSE DOS FUNGOS: Griseofulvina DROGAS ANTIFÚNGICAS Outros efeitos sobre o sistema nervoso incluem letargia, vertigem e visão embaçada; podem ser exacerbados com o consumo de álcool. Pode-se observar a ocorrência de hepatotoxicidade ou de albuminúria sem insuficiência renal; Efeitos hematológicos, incluindo leucopenia, neutropenia e monocitose. A doença do soro, o angioedema, a dermatite esfoliativa e a necrólise epidérmica tóxica; Como a griseofulvina induz as enzimas hepáticas do citocromo P450, pode aumentar o metabolismo da varfarina e reduzir potencialmente a eficácia dos contraceptivos orais com baixo teor de estrogênio; A griseofulvina deve ser evitada durante a gravidez, visto que foram relatadas anormalidades fetais. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 20 CASO CLÍNICO DROGAS ANTIFÚNGICAS James F, de 31 anos de idade, HIV-positivo, procura o seu médico com uma história de febre, tosse e dor torácica de 3 semanas após uma viagem pelo sul da Califórnia. Seu histórico é notável pelo uso passado de drogas intravenosas. A avaliação clínica e a radiografia de tórax revelam infiltradono lobo inferior esquerdo adenopatia paratraqueal esquerda. As culturas de escarro são positivas para Coccidioides immitis, e os exames de sangue são notáveis pela presença de títulos elevados de anticorpos dirigidos contra esse patógeno fúngico. O médico estabelece um diagnóstico preliminar de coccidioidomicose pulmonar e prescreve um curso de anfotericina B. Todavia, no decorrer dos próximos dias, o Sr. F não apresenta nenhuma melhora. O paciente chega ao departamento de emergência com febre, calafrios, sudorese, tosse, fadiga e cefaléia. A sua temperatura é de 37,7ºC, porém não demonstra nenhuma evidência de meningite ou de adenopatia periférica. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 21 CASO CLÍNICO DROGAS ANTIFÚNGICAS O exame pulmonar revela sibilos difusos sobre os campos pulmonares esquerdos, tanto na inspiração quanto na expiração. A broncoscopia mostra estreitamento da luz da traquéia por numerosos granulomas mucosos do brônquio principal esquerdo até o nível da metade da traquéia. A cultura fúngica revela Coccidioides immitis, o médico estabelece o diagnóstico definitivo de coccidioidomicose pulmonar crônica, procede-se à remoção broncoscópica dos granulomas e a anfotericina B é mantida. Uma semana depois, os sintomas do paciente começam a ceder, a anfotericina B é suspensa, e inicia-se um curso de fluconazol. O tratamento com anfotericina B foi interrompido imediatamente após resolução dos sintomas agudos do paciente, a fim de evitar o desenvolvimento de toxicidade renal. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 22 CONSIDERAÇÕES FINAIS DROGAS ANTIFÚNGICAS O desenvolvimento de agentes antifúngicos progrediu significativamente desde a introdução da anfotericina B. Com o aumento da população de pacientes imunocomprometidos, as infecções fúngicas oportunistas que são resistentes à terapia antifúngica convencional representam um novo desafio para os pesquisadores e médicos. Com a identificação de alvos moleculares novos e singulares nos fungos patogênicos, serão desenvolvidos novos agentes antifúngicos com o objetivo de minimizar a toxicidade relacionada com o mecanismo “on target” e de expandir o espectro antifúngico de ação. DROGAS ANTIFÚNGICAS efeitos renais: O mecanismo de toxicidade renal não é conhecido mas pode estar relacionado com a vasoconstrição de arteríolas aferentes mediada pela anfotericina, resultando em isquemia renal. 23