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DIREITO CONSTITUCIONAL
ARTIGO 1º
Introdução
O Estudo do Direito Constitucional requer, entre outras coisas, a leitura atente do texto
constitucional e também o conhecimento de informações básicas, no entanto, primordiais
a sua compreensão.
Este artigo prima por trazer de forma direta e sucinta informações importantes sobre a
Constituição e sobre o artigo primeiro de nossa Carta Magna.
ASSERTIVAS IMPORTANTES:
a) O direito constitucional é um ramo do direito público;
b) Tem como base a dignidade da pessoa humana;
c) É a norma superior a todas as outras, ocupando o topo da pirâmide normativa;
d) A Constituição pode ser a norma hipotética fundamental ou ainda a norma que trata dos
assuntos mais importantes do Estado.
e) Nossa Constituição adotou o sistema democrático;
f) Tivemos oito constituições em geral promulgadas, sendo outorgadas apenas as de
1824, 1937 e 1969.
g) Nossa constituição se divide em: preâmbulo, disposições permanentes, disposições
transitórias e emendas constitucionais.
h) No artigo 1º ao 4º temos os Princípios fundamentais.
Artigo 1º
No artigo 1º da Constituição temos a consagração dos princípios materiais estruturantes
que constituem diretrizes fundamentais para toda a ordem constitucional.
Com relação a este artigo 1º é importante conhecer que adotamos como forma de Estado
a Federação, como forma de governo a República, como sistema de governo o
Presidencialista e como regime de Governo o Democrático.
Quando a Constituição Federal fala em “A República”, isso remete ao passado, o que
pode ser constatado diante da consagração entre nós desde a Constituição de 1891 do
princípio republicano.
Com relação ao princípio federativo, temos como principal fundamento a autonomia
político-administrativa dos entes que compõem a federação. Num Estado federativo
existem vários entes políticos que compões a federação.
Ainda quanto a federação temos a indissolubilidade do pacto federativo, vedando aos
Estados o Direito de secessão.
Quanto ao Estado democrático de direito, essa noção está ligada a realização dos
direitos fundamentais.
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de
Direito e tem como fundamentos: 
I - Soberania
Pode ser definida como um poder político supremo
II - Cidadania
Decorre diretamente do princípio do Estado Democrático de Direito, consistindo na
participação política do indivíduo nos negócios do Estado.
III - Dignidade da pessoa humana
É o “norte” da constituição, permitindo uma nova reconstrução de todo o ordenamento.
Passou a ser considerado também o valor constitucional supremo e, dessa forma, o
individuo passou a ser o ponto central do sistema e não mero objeto dele.
IV - Valores sociais do trabalho: Busca impedir a concessão de privilégios econômicos
condenáveis, por ser o trabalho imprescindível à promoção da dignidade da pessoa
humana. e Livre iniciativa: Ligada ao liberalismo econômico, envolve a liberdade de
empresa e a liberdade de contrato. Importa ressaltar que a livre iniciativa é também um
princípio fundante da ordem econômica
V - Pluralismo político
Diz respeito a uma sociedade plural onde exista diversidade e onde as liberdades devem
ser respeitadas. O pluralismo é social, político, religioso, econômico, de ideias, cultural,
dos meios de informação.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
ARTIGO 2º
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário. 
O Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria da tripartição do Poder do
Estado, como está disposto no artigo 2º da Constituição Federal.
Montesquieu idealizou a fórmula que trata de atribuir o exercício do Poder do Estado a
órgãos distintos e independentes, cada qual com uma função específica, prevendo-se
ainda um sistema de controle entre poderes, de modo que nenhum dos integrantes dos
três Poderes pudesse agir em desacordo com as leis e a Constituição.
Esse sistema de controles recíprocos é também conhecido como "sistema de freios e
contrapesos", expressão tomada da doutrina norte-americana.
O Poder Legislativo elabora as leis, respeitando os parâmetros da Constituição.
Ao Poder Executivo é atribuída a função administrativa e adota os princípios da
soberania popular e da representação.
O Poder Judiciário tem a obrigação de julgar quaisquer conflitos que possam surgir no
País, baseando-se nas Leis em vigor.
Quando se fala em harmônicos significa que cooperaram, colaboram entre os Poderes,
trabalham juntos para garantir a vontade da União.
Quando se fala em independentes trata-se de ausência de subordinação entre os
poderes. Todos eles estão no mesmo patamar de hierarquia.
ARTIGO 3º
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
Estado tem de propiciar todos os meios para que a democracia seja exercida. Esse
preceito foi estabelecido para os brasileiros no intuito de proporcionar bem estar,
qualidade de vida e harmonia social. Contudo, ainda não é uma realidade vista na prática,
existem mecanismos constitucionais de garantia, porém muitos indivíduos ainda não
sabem como usá-los.
II - garantir o desenvolvimento nacional;
O Desenvolvimento Nacional dá-se pelo aperfeiçoamento do ser humano, das
propriedades e das Instituições. Que esse desenvolvimento seja estendido à política, a
economia, a vida social e a todas as áreas que contribuam para o aperfeiçoamento da
nação.
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e
regionais;
Por esse enunciado podemos entender que é objetivo da nossa República tomar medidas
de governo que possibilite uma igualdade de condições para todos os cidadãos. Medidas
essas que tragam melhorias para áreas como educação, saúde e emprego, dando às
classes mais pobres maiores possibilidades a esses direitos.
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
Que o nosso país seja o país do respeito. Todo direito e todo dever tem de ser estendido
a qualquer indivíduo, respeitando-se as normas da constituição e até aonde for o direito
do próximo.
ARTIGO 4º
Princípios que regem as relações internacionais do Brasil.
Art. 4°- A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais 
pelos seguintes princípios:
I- independência nacional;
A República Federativa do Brasil não se submeterá a nenhum outro ordenamento jurídico.
II- prevalência dos direitos humanos;
Os direitos humanos têm de estar em posição hierárquica acima do que qualquer outro 
bem jurídico local.
III- autodeterminação dos povos;
Esse princípio pode ser interpretado como o respeito a soberania dos outros países.
IV- não-intervenção;
Pode ser entendida como a não aceitação de invasão armada de outros países a nossa 
República.
V- igualdade entre os Estados;
Não chega ser uma igualdade absoluta, mas relativa, na medida de suas desigualdades, 
que se mostram mais específicas no plano econômico, sendo que é uma tentativa de 
diminuir essa distância entre uns e outros Estados. Como premissa fundamental de 
Direito Internacional Público, a igualdade está intimamente associada ao princípio da 
reciprocidade.
VI- defesa da paz;
É status quo estabelecido de respeito à ordem.
VII- solução pacífica dos conflitos;
Complementao princípio anterior, pois busca solução pacífica e repudia a guerra para 
que ocorram mudanças nos países.
VIII- repúdio ao terrorismo e ao racismo;
O terrorismo internacional não encontrará refúgio aqui e qualquer tipo de terrorismo em 
solo nacional sofrerá as penas da lei.
IX- cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
A interação pelo progresso da humanidade baseia-se no dever de solidariedade e de 
auxílio mútuo entre as nações.
X- concessão de asilo político.
Esse asilo é concedido a quem esteja sendo perseguido por motivos políticos ou de 
opinião em seus países ou em outros países que estejam habitando.
Parágrafo único - A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica,
política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma 
comunidade latino-americana de nações.
ARTIGO 5º
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta
Constituição;
Homens e mulheres serão tratados pela Constituição de forma igualitária, não havendo
distinção entre os sexos.
II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude
de lei;
Ninguém está autorizado a obrigar ninguém a não ser determinado por lei.
III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
É garantido a todos a integridade física e psíquica.
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Desde que haja a identificação, é autorizada qualquer manifestação de pensamento.
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da
indenização por dano material, moral ou à imagem;
É autorizado o pedido de indenização a outrem por qualquer pessoa que tenha um
prejuízo material ou a sua imagem.
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e as suas liturgias;
Cada um pode escolher livremente a sua religião
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas
entidades civis e militares de internação coletiva;
 É direito receber assistência religiosa, independente de onde estejam internados.
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Não se pode privar alguém de seus direitos por razões religiosas. No entanto, não pode
utilizar a religião como uma razão de descumprimento da lei, ou extinção de punibilidade.
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença;
Todos podem manifestar seus pensamentos através dos meios de comunicação etc, não
sendo necessária prévia autorização para isso.
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;
À pessoa que se sentir lesada em relação a intimidade, vida privada, honra e imagem é
garantido o direito de ingressar com ação judicial para pleitear a devida indenização.
XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
A ninguém é permitido entrar na casa de outrem sem consentimento, a não ser durante o
dia por mandado judicial, para prestar socorro ou por cometimento de crime.
XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de
dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial,
nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996)
Não é autorizado abrir correspondência alheia, nem ouvir conversas por telefone,
inclusive acessar dados pessoais de uma pessoa a não ser que seja determinado pelo
juiz para ajudar na investigação de um crime ou obtenção de provas em um processo
penal.
XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as
qualificações profissionais que a lei estabelecer;
O individuo é livre para escolher qualquer profissão, entretanto a lei pode exigir certos
requisitos antes do exercício de algumas atividades, como a aprovação na OAB para
exercer a advocacia.
XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte,
quando necessário ao exercício profissional;
Todos têm o direito de ter acesso às informações, e quando necessário é resguardado o
direito de manter a fonte em sigilo visando a segurança.
XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer
pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
Todos podem se locomover livremente dentro do território brasileiro com seus bens, nos
termos da lei.
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente;
As pessoas podem se reunir em lugares públicos de sua cidade, desarmadas, mas antes
da reunião, a autoridade competente deve ser avisada para que não atrapalhe uma
possível reunião anteriormente marcada.
XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter
paramilitar;
Todos podem criar e participar de agrupamentos, contanto que não pratiquem atos ilícitos.
XVIII – a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem
de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
Desde que respeitada a lei correspondente, a criação desses grupos independem de
autorização do Estado.
XIX – as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito
em julgado;
 Somente poderão ser suspensas essas atividades após todos o trâmite do processo.
XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
Ninguém poderá ser obrigado a se associar ou permanecer associado, se não for de sua
vontade.
XXI – as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm
legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
As associações podem representar pessoas físicas por trás dela, desde que haja
documento autorizando expressamente.
XXII – é garantido o direito de propriedade;
Quando uma pessoa se torna proprietária de algo, pode fazer o que quiser com a
propriedade, dentro dos limites da lei.
XXIII – a propriedade atenderá a sua função social;
A propriedade deve estar dentro dos limites legais.
XXIV – a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou
utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
Se houver interessedo governo de tomar posse de uma propriedade para fins de utilidade
pública ou necessidade, este deve avisar o proprietário do bem e indenizá-lo, salvo nos
casos previstos na CF.
XXV – no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano;
Em caso de algum risco público, o governo pode utilizar uma propriedade particular,
garantindo indenização para possíveis perdas e danos.
XXVI – a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada
pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
desenvolvimento;
Se uma propriedade rural pequena for utilizada para labor pela família, esta não poderá
ser objeto de penhora por dívidas decorrentes de seu cultivo, existindo lei específica para
o devido financiamento.
XXVII – aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
Apenas o autor de uma obra poderá utilizá-la, publicá-la, reproduzi-la, sendo passados os
mesmos direitos para seus herdeiros.
XXVIII – são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da
imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;
Outro inciso que garante a proteção ao criador ou inventor de uma obra.
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou
de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;
É direito das pessoas supracitadas fiscalizar a forma como outras pessoas ou empresas
ganham dinheiro com as obras que eles criaram e ajudaram a construir.
XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário
para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das
marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o
interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;
A lei assegura aos autores de inventos industriais o direito temporário de utilizar sua
criação com exclusividade e a proteção ao que a indústria criar visando o interesse e
desenvolvimento econômico de determinada região ou país.
XXX – é garantido o direito de herança;
Quando alguém morre o seu patrimônio é transferido para o herdeiro legal, tendo este o
direito de recebê-la.
XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei
brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do “de cujus”;
A transferência de bens estrangeiros que estão no Brasil será regulada pela lei brasileira
em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros, salvo se a lei estrangeira for melhor para
quem vai receber os bens, passando esta a ser utilizada. 
XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
O governo irá promover (o que já ocorreu) uma lei para garantir os direitos do consumidor.
XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo
da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (Regulamento)
Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações particulares, ou do interesse
de um grupo. Essas informações serão dadas para nós no prazo estabelecido pela lei,
sob pena de responsabilização. A não ser que o fornecimento dessas informações possa
de alguma forma colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado.
XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
Para usufruir de tais direitos não é necessário o pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder;
Todos têm o direito de fazer um pedido para a autoridade competente para defender seus
direitos, contra ilegalidades ou contra abusos de poder.
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e
esclarecimento de situações de interesse pessoal;
É o direito de retirar certidões em repartições publicas, para a defesa de direitos e
esclarecimento de situações de interesse particular.
XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a
direito;
A lei não pode retirar do Judiciário o poder de analisar e julgar lesão ou ameaça a direito
das pessoas.
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada;
A lei, mesmo que ocorra uma mutação não poderá prejudicar o direito que já foram
conseguidos, os atos e negócios que estão feitos de acordo com a lei e os casos que já
foram julgados e decididos, portanto não retroage nesse aspecto.
XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção;
O individuo só está sujeito a condenação nos limites do poder judiciário.
XXXVIII – é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei,
assegurados:
A lei assegura para o júri:
a) a plenitude de defesa;
O réu pode utilizar todos os meios legais a fim de provar sua inocência
b) o sigilo das votações;
As votações serão secretas
c) a soberania dos veredictos;
as decisões dos jurados não podem ser modificadas.
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
O júri é competente para julgar crimes que atentam dolosamente contra a vida, o bem
mais precioso tutelado pelo Direito.
XXXIX – não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia
cominação legal;
Só existe crime e pena se estes estiverem descritos no ordenamento jurídico.
XL – a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
A lei em princípio não retroage, somente em casos que beneficiem o réu.
XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades
fundamentais;
A lei irá punir qualquer ato discriminatório que atente contra os direitos e liberdades
fundamentais.
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à
pena de reclusão, nos termos da lei;
O racismo é crime inafiançável, sendo ainda um dos poucos que não prescrevem.
XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os
executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
A lei considera como crimes inafiançáveis e que não podem ser perdoados a tortura, o
tráfico de drogas, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos, respondendo por
eles seus autores, mandantes ou pessoas que se omitiram.
XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis
ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;
Constituem crimes inafiançáveis os cometidos por grupos que atentam contra o Estado.
XLV – nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de
reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei,
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do
patrimônio transferido;
A pena que um condenado deve cumprir não poderá passar para outra pessoa, mas o
dever de pagar o prejuízo pelo crime e a perda de bens podem passar, de acordo com a
lei, para osherdeiros do condenado, que pagarão a dívida só até o limite do valor dos
bens que receberam em herança.
XLVI – a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as
seguintes:
Existe lei regulamentando as penas, mas entre outras destacam-se:
a) privação ou restrição da liberdade;
Perda ou controle da liberdade.
b) perda de bens;
Bens confiscados ou transferidos.
c) multa;
pagamento pecuniário
d) prestação social alternativa;
 Prestação de serviços para a comunidade.
e) suspensão ou interdição de direitos;
direitos suspensos ou impedidos.
XLVII – não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
Proibido a aplicação de pena de morte no Brasil, salvo em caso de guerra declarada, nos
termos da lei.
b) de caráter perpétuo;
Que dure para sempre.
c) de trabalhos forçados;
Não existe uma pena de trabalhos forçados.
d) de banimento;
Que expulse um brasileiro do país.
e) cruéis;
Penas de agressão física ou moral
XLVIII – a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a
natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
O local onde será cumprida a pena será determinado de acordo com o tipo de crime,
idade e sexo do condenado.
XLIX – é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
Os presos têm direito de serem respeitados, sendo proibidas as agressões físicas e
morais.
L – às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com
seus filhos durante o período de amamentação;
É garantido que durante o período de amamentação a lactante poderá ficar com o filho.
LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime
comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
Nenhum brasileiro poderá ser entregue para um país estrangeiro para neste ser julgado.
Somente no caso de ser brasileiro naturalizado e ter praticado o crime antes desta
naturalização ou se for comprovado a participação no tráfico de drogas, entorpecentes e
afins, previsto em lei.
LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
O estrangeiro não será enviado a outro país pelo cometimento de crime político ou de
opinião.
LIII – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente;
O individuo só pode ser processado e julgado por autoridade competente para tanto.
LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo
legal;
A liberdade das pessoas ou seus bens só serão privados da mesma com o devido
processo legal.
LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a
ela inerentes;
É assegurado o princípio do contraditório e da ampla defesa, desde que utilizados com os
meios a ela inerentes.
LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
Provas obtidas ilicitamente não poderão ser utilizadas.
LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença
penal condenatória;
Todos são considerados inocentes até que se tenha uma sentença transitada em julgado.
LVIII – o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo
nas hipóteses previstas em lei; (Regulamento).
Quem já tem documentos de identidade só precisará apresentar identificação criminal nas
hipóteses previstas em lei.
LIX – será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for
intentada no prazo legal;
Se o promotor não se manifestar no prazo legal, cabe ação privada ao invés de ação
pública.
LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa
da intimidade ou o interesse social o exigirem;
A lei só pode impedir a publicidade de atos processuais para preservar a intimidade das
partes ou evitar um mal para a sociedade.
LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
Um individuo só poderá ser preso em flagrante ou por ordem da autoridade competente. A
não ser em casos crimes militares onde a lei poderá indicar prisão.
LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada;
Se alguém for preso a sua família ou alguém que o mesmo indique deverá ser
comunicada do ocorrido e do local onde ele se encontra.
LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer
calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;
Aquele que prender uma pessoa deve informar os direitos que ela tem, tendo o preso
ainda o direito de receber assistência de sua família e de seu advogado.
LXIV – o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por
seu interrogatório policial;
 O preso tem o direito de saber a identidade de quem o prendeu ou quem o interrogará.
LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
No caso de alguém ser preso ilegalmente, deve ser liberado imediatamente.
LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a
liberdade provisória, com ou sem fiança;
Se a lei permitir liberdade provisoria, com ou sem fiança, o individuo não poderá ser preso
ou mantido em prisão.
LXVII – não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo
inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do
depositário infiel;
Ninguém será preso por responsabilidade civil, salvo quando devedor de obrigação de
alimentos ou o depositário que não cumpre com o seu dever.
LXVIII – conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por
ilegalidade ou abuso de poder;
Qualquer presidiário que se sentir ameaçado, ou quando na prisão há abuso de poder ou
vem de abuso de autoridade deverá receber “habeas corpus”, ou seja, uma ordem escrita
para que ela seja solta ou continue em liberdade.
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo,
não amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica
no exercício de atribuições do Poder Público;
O requisito básico do mandado de segurança é o direito líquido e certo, ou seja, quando
uma ação não necessita de muitas provas, restando explícito o direito da parte.
LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
O mandado de segurança também pode ser concedido para um grupo de pessoas
representado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
Partido político que possua representantes no Congresso Nacional.
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e
em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus
membros ou associados;
Esse prazo de um ano vem a afirmar a solidez da empresa em apreço.
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais
e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
O mandado de injunção vem a ser outragarantia constitucional ao prejudicado de
manifestar e exercer seu direito de cidadão que vem sendo prejudicado por uma norma
ou lei.
LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:
Será concedido o “habeas-data” (o habeas data vem a ser uma garantia constitucional
que tem por base o fornecimento de dados as partes interessadas)
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
Para garantir o conhecimento de informações contidas nos registros ou bancos de dados
do governo ou de repartições públicas sobre a pessoa interessada.
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo;
Para a correção dos dados, quando a pessoa não preferir que isso seja feito em processo
sigiloso.
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência;
Qualquer pessoa tem o direito de entrar com uma ação popular para pedir a anulação de
um ato prejudicial ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, que vá
contra a honestidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
sendo que, a não ser que seja comprovada a má-fé, não precisará pagar nada por isso.
LXXIV – o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que
comprovarem insuficiência de recursos;
A pessoa que comprovar não poder pagar as despesas de um processo tem o direito de
receber do Estado a assistência gratuita.
LXXV – o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que
ficar preso além do tempo fixado na sentença;
Se alguém for condenado por um erro da justiça, ou se ficar preso mais tempo do que o
determinado na sentença, o Estado terá a obrigação de pagar uma indenização para essa
pessoa.
LXXVI – são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
São gratuitos para todas as pessoas que comprovarem pobreza de acordo com a lei:
a) o registro civil de nascimento;
O registro de nascimento de alguém.
b) a certidão de óbito;
A certidão de que a pessoa faleceu.
LXXVII – são gratuitas as ações de “habeas-corpus” e “habeas-data”, e, na forma da
lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.
Esse inciso vem garantir o direito de acesso à justiça a todos os cidadãos.
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável
duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Esse é outro inciso que garante ao cidadão o pleno acesso à justiça, bem como a sua
proteção.
§ 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação
imediata.
Isto é, são aplicadas desde já.
§ 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
Os direitos e garantias desta constituição não fazem com que outros que já existem ou
vierem a existir sejam excluídos.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas
constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos
aprovados na forma deste parágrafo)
Até então, os tratados e convenções internacionais não eram equivalentes à emenda
constitucional, que tem força de alterar o que está previsto na Constituição.
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação
tenha manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
O Brasil é submetido ao Tribunal Penal Internacional, ao qual aderiu à criação.

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