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Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 83 4. GESTÃO DE ESTOQUES 4.1 Introdução A função de gerir estoques é muito ligada ao PCP, que tem por objetivo a coordenação das atividades de produção para a consecução de um plano de ação, predeterminado. A Gestão de Estoques é, sem dúvida, uma dessas atividades de produção. Preocupa-se com os problemas quantitativos dos materiais sejam eles matérias-primas, material auxiliar, material em processamento ou produtos acabados. A Gestão de Estoques pode funcionar como parte de um grupo de controles de materiais que incluiria, também Compras, Almoxarifado, Recebimento e Expedição. Entretanto, aqui é defendida sua subordinação ao PCP, eliminando um problema de coordenação entre duas unidades administrativas e evitando-se possíveis dificuldades no apressamento das entregas de material à Produção. 4.2 Definição e Objetivos Cabe ao gestor de estoques controlar a disponibilidade total, isto é, estoque nos Almoxarifados e o saldo dos Pedidos de Compras não entregues. Tem por objetivo não deixar faltar material, sem imobilizar demasiadamente os recursos financeiros. Há companhias que, em certas ocasiões, mantêm estoques anormalmente altos para proceder as compras com objetivos Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 84 especulativos ou por prever alta acentuada no preço de certos produtos. Estas situações não serão consideradas neste texto. 4.3 Tipos de Estoque Podem existir diversos tipos de estoque, mantidos em um ou vários almoxarifados: ♦ Estoque de matérias-primas; ♦ Estoque de material em processamento ou em trânsito; ♦ Estoque de peças componentes (fabricadas ou compradas); ♦ Estoque de produtos acabados; ♦ Estoque de material auxiliar; ♦ Estoque de material de uso geral; ♦ Estoque de ferramentas e dispositivos. Por matéria prima entende-se, em geral, o material que vai sofrer processamento na fábrica. Os materiais em processamento são as matérias-primas já em elaboração, como peças em fabricação ou em montagem. As peças componentes costumam ser guardadas em Almoxarifado apropriado, porém, quando este não existe, podem ser mantidos no Almoxarifado de Matérias-Primas ou no Almoxarifado Geral. Material Auxiliar é todo aquele que é necessário à Produção, porém não entra, diretamente no produto como óleos, solventes, ferramentas, material de limpeza, material de manutenção, formulários, material de escritório, sais de tratamento térmico, galvanoplastia etc. A gestão de estoques de matérias-primas e de peças componentes pode ou não ser encontrado sob responsabilidade Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 85 do PCP. A gestão do material em processamento sempre pertence ao PCP. O controle do material auxiliar raramente se encontra sob a responsabilidade do PCP sendo muito comum encontrá-lo associado a Compras. O Estoque de Produtos Acabados deve ficar sob a responsabilidade do Departamento de Vendas. 4.4 Classificação ABC A Classificação ABC serve para reconhecer a ordem de prioridade dos itens de uma lista de problemas, de uma lista de pessoas, de uma lista de projetos etc. É uma maneira de pensar, uma filosofia de trabalho que pode ser aplicada em todas as atividades. A filosofia ABC em controle de estoques foi aplicada, pela primeira vez, na General Eletric Corporation, e seu introdutor foi H.F. Dixie que publicou um artigo sobre o assunto, onde emitiu os princípios básicos que, através dos anos têm resistido a todos os testes. Na sua metodologia ele reporta que os itens A, embora constituindo apenas 8% da variedade dos itens em estoque, representam, em conjunto 75% do valor desse estoque. Os itens B constituem 25% dos itens do estoque, porém 20% do valor do estoque e os itens C, embora cheguem a 67% em quantidade, representam, apenas 5% do valor desse estoque. Nesse texto utiliza-se a seguinte classificação: Classe Itens Valor A 10% 70% B 30% 25% C 60% 05% A constatação primordial da classificação ABC é que se deve tratar de uma maneira diferente os diferentes itens de Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 86 um estoque. É vantajosa a aplicação da classificação porque se pode reduzir as imobilizações em estoque sem prejudicar os itens classe A e mais superficialmente os itens classe C. No Controle de estoques, a classificação ABC pode ser usada em relação a várias unidades de medida. Pode-se fazer uma classificação por peso, por tempo de reposição, por volume, por preço unitário etc.. E, para qualquer dessas unidades, seria obtida uma solução específica. Porém, o mais correto e de aplicação mais generalizada é fazer a classificação ABC pelo valor mensal, isto é, o valor do consumo médio mensal, que é expresso da seguinte maneira: Valor Mensal = custo unitário x consumo médio mensal. 4.5 Método Prático de Fazer uma Classificação ABC Faz-se uma listagem dos vários itens comprados de um produto acabado hipotético e o cálculo do valor mensal, conforme Tabela 4.1. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 87 Tabela 4.1 Listagem dos Itens Comprados PEÇAS PREÇO UNITÁRIO ($) CONSUMO MENSAL VALOR ($) MATÉRIAS PRIMAS PREÇO UNITÁRIO ($) CONSUMO MENSAL VALOR ($) p1 p2 p3 p4 p5 p6 p7 p8 p9 p10 p11 p12 p13 p14 0,08 0,08 0,10 0,02 0,03 0,02 0,18 0,01 0,10 0,01 0,05 0,04 0,06 0,02 20.000 3.500 1.000 1.000 20.000 20.000 20.000 5.000 3.500 5.000 1.500 1.500 1.500 1.000 1.600 280 100 20 600 400 3.600 50 350 50 75 60 90 20 mp1 mp2 mp3 mp4 mp5 mp6 0,00200 0,00120 0,00104 0,00080 0,00084 0,00008 120.000 220.000 65.000 130.000 90.000 75.000 240 264 68 104 76 60 T O T A L 8.107 Em seguida, reorganiza-se o quadro por ordem decrescente de valor (o quadro apresenta apenas a metade dos itens, uma vez que o restante será, sem dúvida, da classe C). Tabela 4.2 Itens Comprados em Ordem Decrescente de Valor VALOR ($) ITEM DO ITEM ACUMULADO % p7 p1 3.600 1.600 3.600 5.200 44 64 A p5 p6 p9 p2 mp2 mp1 mp4 p13 600 400 350 280 264 240 104 90 5.800 6.200 6.550 6.830 7.094 7.334 7.438 7.528 72 76 81 84 87 90 92 93 B Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 88 Finalmente, para se obter uma melhor visualização, faz- se a representação gráfica conforme Figura 4.1 seguinte. 100 90 C 80 70 B 60 50 40 30 20 A 10 Figura 4.1 Gráfico ABC Referente a Tabela 4.2 Alguns comentários se fazem necessários. O primeiro sobre o consumo médio mensal. Para que a classificação seja significativa, é preciso que o consumo médio mensal seja razoavelmente constante. Felizmente, isso ocorre na maioria dos casos, com duas importantes exceções: itens de manutenção e itens de mercado com forte sazonabilidade. Nesses dois casos não se pode usar a classificação ABC ou tem-se que usá-la com cuidados especiais. Também é preciso cuidado com as unidadesempregadas pois, freqüentemente, a unidade de compra não é a mesma que a unidade de utilização. É óbvia a dificuldade trazida pelo uso inadequado das informações, multiplicando preços referentes a unidades diferentes. Finalmente é comum encontrar-se alguns itens cujo valor relativo se situaria numa classe B ou C, mas que se deseja, 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 $ quantidade Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 89 por outros motivos, aplicar-lhes um controle mais rigoroso. Como por exemplo podemos ter peças de grande valor unitário, ou de difícil aquisição ou propensos a roubo, ou ainda, são itens de grande valor unitário ou alta deteriorabilidade. Assim sendo, nada impede que esses itens sejam “promovidos” de sua classificação automática e trazidos à classe A, onde se sabe, de antemão, que o controle será justificadamente mais atento e a quantidade mantida em estoque, menor. 4.6. Escolha do Tamanho do Lote de Fabricação ou Compra Há dois métodos para a determinação do tamanho do lote de fabricação ou compra. O primeiro, modelo supondo certeza, onde se supõe que tanto o consumo médio mensal como o tempo de reposição são invariáveis (Figura 4.2), e o segundo, modelo reconhecendo risco, onde seus valores são encarados como números aleatórios e seria necessário valer-se da Estatística para resolver seus problemas. A forma simplificada e adequada para o uso nas empresas, no segundo método, é adotar-se o conceito de Estoque Mínimo ou Estoque de Segurança(Figura 4.4). Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 90 Figura 4.2 Modelo Supondo Certeza 4.6.1. Modelo Supondo Certeza Deve-se procurar um tamanho de lote que minimize o custo total anual. Os elementos que influenciam essa determinação são: ♦ Custo de aquisição, despesas de procura, inspeção, registro, transportes e manuseio (compra), e preparação de máquinas (fabricação). ♦ Custo do material – valor do seu consumo ou de sua fabricação. ♦ Custo de estocagem – impostos, seguros, obsolescência, deterioração, juros do capital empatado e manutenção. O custo de aquisição, consiste de todos aqueles custos referentes ao processo de reposição do item pela compra ou fabricação do lote de itens. Fazem parte destes custos os seguintes elementos: mão-de-obra para emissão e processamento das ordens de compra ou de fabricação, custos dos materiais e decorrentes do uso de equipamentos utilizados para a confecção das ordens, custos indiretos dos departamentos de J F Mar Ab Mai Jun Jul Ag S O N D LE LE – Lote de Encomenda tempo quantidade Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 91 compras e de PCP para a confecção das ordens, e, quando for o caso de compra, custos de transporte dos itens adquiridos, ou custo de preparação dos equipamentos produtivos, quando se tratar de ordem de fabricação. O custo de aquisição é proporcional a cada compra ou cada fabricação de um item e ao número de vezes em que este item será adquirido ou fabricado. Assim, tem-se: CA = [(12 x CMM) / LE] x A; sendo CA o custo de aquisição, CMM o consumo médio mensal, LE a quantidade adquirida de cada vez e A o custo unitário de cada aquisição (Figura 4.3). O custo do material, é o valor despendido exclusivamente na sua compra, no caso de materiais adquiridos prontos para o uso, ou com os custo diretos de sua fabricação, no caso de componentes fabricados internamente. Assim, tem-se: CM = 12 x CMM x p; sendo CM o custo do material, CMM o consumo médio mensal e p o preço unitário de aquisição ou custo direto de fabricação (Figura 4.3). Por sua vez, o custo de estocagem, é aquele decorrente do fato do sistema produtivo necessitar manter itens em estoques para o seu funcionamento. Isto implica numa série de custos, tais como: mão-de-obra para armazenagem e movimentação dos itens, aluguel, luz, seguro, telefone, sistemas computacionais, custos do uso de equipamentos do almoxarifado, custos de deterioração e obsolescência dos estoques, e, principalmente, o custo do capital investido. O custo de estocagem é proporcional à quantidade de estoques médio do período e ao custo unitário de estocagem. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 92 Fica, CE = (LE/2) x tp; sendo CE o custo de estocagem, LE a quantidade adquirida de cada vez, t a taxa de estocagem (relação entre o custo de estocagem do item e seu valor total) e p o valor unitário do material (Figura 4.3). Veja-se um exemplo numérico cujos dados são: A = R$ 10,00; m = 10.000/12 peças/mês; p = R$ 1,00 t = 20% ao ano. Solução: ♦ Custo do Material = R$ 1,00 x 10.000 = 10.000,00 ♦ Custo de Aquisição = R$ 10,00 x 10.000/q = 100.000/q ♦ Custo de Estocagem = q/2 x 0,20 x 1,00 = 0,1q ♦ Custo Total Anual = CM + CA + CE Pode-se então construir a Tabela 4.3 a seguir: Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 93 Tabela 4.3 Cálculo dos Custos de Estocagem do Exemplo Anterior Valores ($) QUANTIDADE DO LOTE CUSTO DO MATERIAL (CM) CUSTO DE AQUISIÇÃO (CA) CUSTO DE ESTOCAGEM (CE) CUSTO TOTAL ANUAL (CT) 700 10.000,00 142,85 70,00 10.212,86 800 10.000,00 125,00 80,00 10.205,00 900 10.000,00 111,11 90,00 10.201,11 1.000 10.000,00 100,00 100,00 10.200,00 1.100 10.000,00 90,91 110,00 10.200,91 1.200 10.000,00 83,33 120,00 10203,33 1.300 10.000,00 76,92 130,00 10.206,92 Conforme se observa na Tabela 4.3 anterior ilustrada na Figura 4.3, o Custo Total de manter materiais em estoque toma seu menor valor quando o custo de adquirir é igual ao custo de estocar. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 94 Figura 4.3 Custos de Estocagem Como se pode observar na Figura 4.3, o estoque se torna econômico quando o Custo de Adquirir fica igual ao Custo de Estocar. Tem-se então: CA = CE, logo [(12 x CMM) / LE] x A = (LE/2) x tp. O que eqüivale dizer que: 12 x A x CMM / LE = t x p x LE / 2. Isto resulta em: LE = 24 A x m t x p Onde: A = custo de uma aquisição; m = consumo médio mensal; 700 800 900 1.000 1.300 Valor $ Custo de Aquisição Custo de CT CE CM CA 100 10.200 Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 95 t = taxa de estocagem; p = preço unitário. Nota-se pela Tabela 4.3 que o ponto mínimo não é muito destacado. Realmente entre comprar 1.000, 900 ou 1.100 unidades de cada vez a diferença não vai além de R$ 1,11. Pode-se concluir então que não se deve falar propriamente em Lote Econômico e sim em Faixa Econômica É muito utilizado o seguinte critério empírico: Classe Lote de Encomenda A 1 mês de estoque B 2 meses de estoque C 3 meses de estoque 4.6.2 Modelo Reconhecendo Risco Estoque Mínimo ou Estoque de Segurança é um amortecedor que se deve prever para minorar os efeitos de variações, tanto no consumo médiomensal como no tempo de reposição, ou de ambos. Deve ser estabelecido com certo cuidado, pois é responsável direto pela imobilização de capital em estoque. Para sua determinação envereda-se pelo mesmo caminho do Lote Econômico adotando o critério empírico. ES = k x CMM x TR adote o fator K os seguintes valores: Classe A 1/3 B 1/2 Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 96 C 1,0 Obviamente, cada empresa, a partir de sua classificação ABC, de sua desejada rotatividade, de sua maior ou menor disposição de assumir riscos, pode chegar a seu próprio critério. 4.7 Métodos de Controle de Estoques Existem, basicamente, dois tipos de controles de estoque, a saber: ♦ Método do inventário periódico; ♦ Método do ponto de encomenda ou inventário permanente. O método do ponto de encomenda é o mais largamente usado na indústria, uma vez que com a adoção desse método a empresa não corre o risco de ficar sem suprimento de algum tipo de material. 4.7.1 Método do Período Fixo O método do período fixo é aquele no qual se verifica, a um período fixo, a situação do estoque e, caso necessário, se providencia sua complementação. Esse período pode ser um dia, uma semana ou um mês, dependendo da classificação ABC. Ele é mais usado em controles de estoque de empresas comerciais, onde, periodicamente, o controlador percorre as prateleiras, verificando os níveis e anotando as quantidades necessárias à complementação do estoque. Ele se recomenda a esse tipo de empresa por dois motivos principais: Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 97 ♦ A falta de um determinado item não impedirá o funcionamento normal da empresa; ♦ Seria difícil a adoção de um sistema que exigisse o registro para cada saída de material, o que é muito freqüente. 4.7.2 Método do Ponto de Encomenda O método do ponto de encomenda ou pondo de pedido é aquele em que, a intervalos irregulares, se providencia nova quantidade de material (fixa), caso a disponibilidade total atinja determinado valor previamente calculado, o ponto de encomenda (Figura 4.4). Figura 4.4 Modelo Admitindo Risco Portanto, ponto de encomenda é a quantidade de disponibilidade total (estoque físico mais saldo de pedidos) que, ao ser atingida, indica que deve ser tomada nova Quan- tidade DT EMax ES PE tempo SP EF SP – Saldo de Pedidos; EF – Estoque Físico; DT – Disponibilidade Total; PE – Ponto de Encomenda; Emax – Estoque Máximo; ES – Estoque de Segurança Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 98 providência de reposição de material. É um método automático e se presta muito bem para ser computadorizado. A fórmula do ponto de pedido pode ser facilmente deduzida com o auxílio da Figura 4.4 anterior. Ao se encomendar novo material, deseja-se naturalmente, que este chegue na fábrica quando o estoque físico igualar o estoque mínimo. Obviamente não deve chegar depois e não é aconselhável receber antes pois significaria antecipação de pagamento e conseqüente acréscimo de imobilização no estoque. Portanto, deve-se solicitar esse material com estoque suficiente para agüentar o tempo de reposição. Assim, tem-se: PE = ES + TR x CMM 4.7.3 – Modos de Execução do Método do Ponto de Encomenda O método do ponto de encomenda pode ser executado de 3 maneiras: manualmente por fichas, manualmente sem fichas e informatizadamente. A maneira mais comum na pequena e média empresa é, provavelmente, a primeira – manualmente por fichas. A Segunda – manualmente sem fichas – é pouco usada e, diríamos, pouco conhecida no Brasil. É conhecida nos EUA por two bins system (sistema de duas gavetas) e se presta muito bem para o controle dos itens C ou D. 4.7.4 – Método do Ponto de Encomenda por Fichas No quadro seguinte (Figura 4.5), mostra-se um dos muitos modelos existentes de ficha dupla de controle de estoques (ficha de movimento e ficha de providências), onde Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 99 exemplifica-se numericamente para melhor compreensão do método apresentado. FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE NOME: EIXO DO MANCAL CÓDIGO: 203 LE: 4.000 PE: 3.000 ES: 1.000 Emax: 5.000 M JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ CONTROLE DE PEDIDOS DATA Rc Pc PARC. Saldo ENT. DATA Rc Pc PARC. Saldo ENT . 13.7 81 - - 4.000 13.8 CONTROLE DOS ESTOQUES DATA DOCUM ENT SAÍDA SALDO DATA DOCUM ENT SAÍDA SALDO 12.6 Trans. - - 4.980 25.6 R.3991 - 1.000 3.980 13.7 R.4609 - 990 2.990 26.7 R.4710 - 1.100 1.890 12.8 R.5030 - 900 990 Figura 4.5 Ficha de Duplo Controle Na ficha anterior (Figura 4.5) encontra-se registrado o Consumo Médio Mensal (mês a mês), o Lote de Encomenda, o Ponto de Encomenda, o Estoque de Segurança e o Estoque Máximo. Ela serve para se anotar as providências tomadas. A ficha inferior é a ficha de controle de estoque propriamente dita, onde se anotam as entradas e saídas de material. Em 12.6, o saldo de estoque era de 4.980 unidades, não havia pedido pendente e, como essa quantidade era maior que o Ponto de Encomenda (3.000), nenhuma providência se tornou necessária. No dia 25.6, houve saída de 1.000 unidades e o novo saldo de estoque passou para 3.980, ainda acima do ponto de encomenda, portanto ainda nada deveria ser feito. Em 13.7, a situação se alterou porque, com a saída de 990 unidades, o saldo de estoque ficou em 2.990, abaixo do Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 100 ponto de encomenda. Foi necessário tomar-se uma providência, que foi o pedido de uma quantidade igual ao lote de encomenda. Emitiu-se, então, um pedido para 4.000 unidades e registrou-se na ficha superior. O saldo de disponibilidade passou para 6.990 = 2.990 + 4.000, acima do ponto de encomenda. Em 12.8, aconteceu algo interessante. O estoque baixou para 990 porém ainda não houve necessidade de novo pedido, pois a disponibilidade 4.990 = 990 + 4.000, ainda é maior que o ponto de encomenda. Entretanto, como não se deve permitir que o estoque físico fique abaixo do estoque mínimo – 1.000, deve-se apressar a entrega do pedido colocado em 13.7, que aliás está para ser recebido, pois sua entrega foi prevista para 13.8. 4.7.5 – Método do Ponto de Encomenda sem Fichas Este tipo de controle é, nada mais nada menos, que o próprio método do ponto de encomenda usado sem o auxílio das fichas de controle. Aplica-se para itens classe C ou D. Até o ponto de determinação dos valores dos índices de controle de estoques, o método é idêntico ao do controle por fichas. Em seguida, destina-se para todas as unidades dos recipientes: num se coloca a quantidade correspondente ao ponto de encomenda e no outro o restante do material. Ao receber as requisições de material, vai-se entregando as unidades estocadas no segundo recipiente até ele se esvaziar. Ao se ter que lançar mão do outro recipiente (onde está a quantidade correspondente ao ponto de encomenda), emite-se uma providência de reposição de material. Continua- Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 101 se a gastar desse primeiro recipiente até chegar o material solicitado. Ao chegaresse material, coloca-se no segundo recipiente (que está vazio) até completar-se a quantidade correspondente ao ponto de encomenda e coloca-se no primeiro o que restou. Continua-se a gastar do primeiro até se esvaziar e volta-se a proceder como no início. Vale registrar que, com a troca de recipientes que guardam a quantidade correspondente ao ponto de encomenda e o conseqüente uso alternado de dois recipientes, garante-se um dos princípios básicos da boa estocagem, que é o de garantir que os primeiros itens a entrar no Almoxarifado sejam os primeiros a sair. Esse método apresenta a desvantagem de exigir dois recipientes para cada item, o que aumenta a necessidade de espaço no Almoxarifado. 4.8 – Questionário 4.8.1 Tempo de Reposição é: a) O prazo normal que deve decorrer entre a tomada da providência e seu atendimento; b) O somatório dos tempos de processamento dos documentos, de procura, da fabricação, do transporte e do recebimento e inspeção; I PE PE II Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 102 c) As duas respostas. 4.8.2 Estoque Mínimo ou de Segurança é uma certa quantidade de material que se mantém no Almoxarifado para amortecer os efeitos de variações tanto no Consumo Médio Mensal como no Tempo de Reposição. Esta definição está: a) Certa; b) Errada; c) Incompleta. 4.8.3 Se duas peças têm o mesmo Consumo Médio Mensal porém Tempos de Reposição diferente, qual tem o maior Ponto de Encomenda? a) A que tem maior Tempo de Reposição; b) A que tem menor Tempo de Reposição; c) Depende da Classificação ABC. 4.8.4 No dia 15.4, O Controle de Estoque foi informado que a entrega de 3.000 unidades previstas para esse dia teria que ser adiada para 15.5. Nessa ocasião o estoque físico era de 1.500 unidades. Que providência deveria ser tomada, sabendo- se que o item é da Classe C e seu Tempo de Reposição é de um mês? a) Insistir para entregar no prazo; b) Colocar novo pedido; c) Nenhuma. 4.8.5 Cabe ao Controle de Estoques: a) Controlar apenas o estoque físico existente nos almoxarifados e em processos na fábrica; b) Controlar a disponibilidade total de estoque; Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 103 c) Controlar o Saldo de Pedidos de Compra não entregues. 4.8.6 Qual o objetivo do Controle de Estoque? a) Não deixar faltar material a qualquer custo; b) Reduzir ao mínimo as imobilizações em estoque; c) Procurar não faltar material, sem imobilizar demasiadamente em recursos no estoque. 4.8.7 Para aumentar a segurança em não faltar material é preciso recorrer a maiores inversões (imobilizações) em estoque? a) Sim, sempre. Segurança é proporcional às imobilizações em estoque; b) Nem sempre. É sempre possível recorrer a técnicas que contornem a situação; c) Para evitar excesso de imobilizações no estoque. 4.8.8 Um item de estoque, Classe A, CMM de 400 e TR de 3 meses, cujo estoque físico era de 600 e tinha pendente 3 Pedidos de 400 cada, teve um refugo de 200 unidades. Qual providência deverá ser tomada? a) Colocar novo Pedido para 400 e apressar os demais; b) Colocar novo Pedido para 400 e apressar apenas o mais antigo; c) Aumentar o Pedido mais novo em mais 200 unidades e apressar o mais antigo. 5.8.9 – Quais são os métodos de controle de estoques? a) Controle por fichas ou mecânico; b) Inventário periódico e ponto de encomenda; Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 104 c) Pondo de pedido e ponto de encomenda. 4.9 – Estudo de Caso Calcular os índices de controle de estoques para um item cujos dados são os seguintes: ♦ Classificação – A; ♦ Consumo médio mensal: 100 unidades; ♦ Tempo de reposição: 3 meses. Em seguida completar as Fichas de Controle (Quatro seguinte) com os índices calculados, esclarecendo: a) Em que data o pedido n.º 2 foi colocado e para que quantidade? b) Houve necessidade de apressar a entrega do pedido n.º 1? Quando? Faça o mesmo exercício supondo que a classificação da peça mudou para B e depois para C. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 105 CONTROLE DE ESTOQUES A B C FICHA DE CONTROLE DE PEDIDOS LOTE DE ENCOMENDA 17 X 50 ARRUELA DE PRESSÃO N.º 8 PONTO DE PEDIDO DATA PEDIDO ENTREGA SALDO DADA PEDIDO ENTREGA SALDO 15/2 N.º 1 - 240 N.º 1/6 - 240 0 A B C FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES ESTOQUE MÍNIMO 17 X 50 ARRUELA DE PRESSÃO N.º 8 ESTOQUE MÁXIMO DATA ENTRADA SAÍDA SALDO DADA ENTRADA SAÍDA SALDO 22/2 - - 380 13/5 - 10 110 1/3 - 20 360 20/5 - 20 90 10/3 - 30 330 31/5 - 40 50 15/3 - 40 290 1/6 240 - 290 21/3 - 10 280 1/4 - 30 250 8/4 - 20 230 14/4 - 20 210 20/4 - 60 150 7/5 - 30 120 Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 106 5 EMISSÃO DE ORDENS 5.1 Estimativa de Vendas A Estimativa de Vendas pode ser definida como a tentativa de se determinar o volume de vendas que pode ser razoavelmente esperado a médio prazo. Empresas que utilizam o sistema de produção “empurrada”, trabalham geralmente com estimativas de três meses que irão gerar as Ordens de Compra de matérias primas e peças compradas bem como as Ordens de Fabricação para as peças fabricadas. Empresas que utilizam o sistema de produção “puxada”, emitem as Ordens de Montagem a partir do Pedido Firme, vendas já consagradas geralmente para um mês. Embora baseada na Previsão Geral, admite-se que a Estimativa de Vendas dela se distancie um pouco. Entretanto um desvio de 20%, já indicaria a necessidade de nova reunião do Comitê Executivo, a fim de fixar nova Previsão Geral. É baseado na Estimativa de Vendas que se executa a Emissão de Ordens, que consiste na preparação do Plano Mestre de Produção, geralmente trimestral, e na tomada de providências para se ter a tempo todos os itens necessários a esse programa através de Ordens de Compras e Ordens de Fabricação. 5.2 Plano Mestre de Produção Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 107 Muitas vezes, a Estimativa de Vendas é formada apenas como um somatório dos pedidos dos clientes, não servindo para o trabalho de fábrica. Por sua vez, é muito freqüente que a fábrica trabalhe com um número menor de modelos, isto é, alguns clientes são atendidos pelo mesmo modelo de fábrica, em que se introduzem modificações de pequena monta, principalmente no acabamento e na embalagem. Tem-se então que grupar por modelos para se chegar ao Plano de Produção. Também freqüentemente a Estimativa de Vendas não corresponde exatamente à Previsão Geral, baseada na qual se preparou a fábrica para operar. Há necessidade, portanto, de ajustar a Estimativa de Vendas à Previsão Geral aprovada. Suponha que uma fábrica de componentes para televisores produza três modelos diferentes para oito clientes, conforme a Tabela 5.1 seguinte: Tabela 5.1 Modelos Produzidos e Clientes MODELO CÓDIGO CLIENTE Pequeno 2.000 01 02 Médio 3.000 03 04 05 06 07 Grande 4.000 08 Suponha-se, por outro lado que a PrevisãoGeral para o ano indique a fabricação de 7.000 unidades mensais e que a Estimativa de Vendas seja a da Tabela 5.2. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 108 Tabela 5.2 Estimativa de Vendas CLIENTE OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO 08 125 125 125 07 3.200 2.900 2.900 02 - 730 730 05 440 400 400 01 400 370 370 04 500 450 450 03 1.480 1.350 1.350 06 310 310 310 TOTAL 6.455 6.635 6.635 De posse dessas informações, calcula-se o Plano de Produção, apresentado na Tabela 5.3, obedecendo a seguinte metodologia: ♦ Grupam-se as informações de Vendas por modelo, obtendo-se o total mensal de cada um; ♦ Totaliza-se cada modelo por trimestre; ♦ Obtém-se o plano trimestral de cada modelo, de modo que a soma dos três totaliza 21.000 (3 x 7.000); mantendo-se a proporcionalidade entre eles; obtém-se o Plano de Produção ou seja, a média mensal. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 109 Tabela 5.3 Plano Mestre de Produção ESTIMATIVA DE VENDAS PLANO DE PRODUÇÃO CLIENTE/MODELO Out. Nov. Dez Total Total Média 02 - 730 730 01 400 370 370 2.000 400 1.100 1.100 2.600 2.750 917 07 3.200 2.900 2.900 05 440 400 400 04 500 450 450 03 1.480 1.350 1.350 06 310 310 310 3.000 5.930 5.410 5.410 16.750 17.850 5.950 08 125 125 125 4.000 125 125 125 375 400 133 T O T A L 6.455 6.635 6.635 19.725 21.000 7.000 5.3 Emissão Propriamente Dita Baseado na Estimativa de Vendas devidamente arrumada, em termos industriais, é que se tomam as providências para o suprimento dos Almoxarifados de Matéria-Prima e Peças Componentes através de: ♦ Compra de matérias-primas; ♦ Aquisição de peças compradas; ♦ Fabricação de peças. Para tanto são emitidas as Ordens de Compras e as Ordens de Fabricação. Para tal, faz-se necessário calcular as quantidades necessárias e os prazos a serem atendidos. Existem dois métodos para a tomada dessas providências: o direto e o indireto. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 110 5.3.1 Cálculo das Quantidades pelo Método Direto Este método é muito trabalhoso e somente pode ser aplicado, sem o auxílio da informática, quando os produtos acabados são constituídos de poucas peças componentes. Suponha um produto constituído de dois componentes com as necessidades conforme a Tabela 5.4. Tabela 5.4 Necessidades do Produto Compo- nente Necessi- dade Bruta Estoque Disponí- vel Saldo de Pedido Disponi- bilidade Total Necessi- dade Líquida Quanti- dade a Encomen- dar 10.100 45.000 15.000 - 15.000 30.000 30.000 10.200 45.000 5.000 6.000 11.000 34.000 35.000 10.300 45.000 3.000 8.000 11.000 34.000 35.000 10.400 45.000 14.000 - 14.000 31.000 35.000 O estoque disponível representa o estoque físico subtraído do estoque de segurança e do estoque necessário as ordens em andamento. Somando-se o estoque disponível com o saldo de pedido, obtém-se a disponibilidade total. A necessidade parcial de cada peça é obtida pela multiplicação da aplicação da peça no modelo pelo Plano Mestre de Produção do modelo. Somando-se essas necessidades parciais tem-se a necessidade bruta. Descontando-se da necessidade bruta a disponibilidade total tem-se a necessidade líquida. A quantidade encomendada pode não ser exatamente igual à necessidade líquida, não só por causa da provisão para refugos ou arredondamento mas, principalmente, por razões econômicas, que exigem lotes de determinada grandeza. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 111 5.3.2 Cálculo das Quantidades pelo Método Indireto Neste método usa-se o Plano Mestre de Produção para encontrar os itens de controle de estoques de cada peça, subconjunto e matéria-prima. Dessa forma, esse método somente pode ser utilizado pelos sistemas de produção que trabalham com estoques. Este cálculo é realizado através da Tabela 5.5, voltando à fábrica de componentes para televisores. Determina-se o Plano Mensal de cada item multiplicando-se a aplicação do mesmo pelo Plano Mensal de cada modelo e somando. Conhecendo-se o Tempo de Reposição em meses, calcula-se-o em unidades multiplicando o número de meses pelo Planjo Mensal do item. O Estoque de Segurança e o Lote de Encomenda são obtido a partir dos critérios estabelecidos no capítulo de gestão de estoques, da mesma forma que o Ponto de Encomenda e o Estoque Máximo. Portanto, pelo método indireto a Emissão de Ordens não se toma diretamente nenhuma providência, a não ser a de informar ao Planejamento e Controle de Estoques quais os novos índices de estoque. As providências serão tomadas por este último quando se caracterizar a ocasião oportuna, conforme visto no Capítulo 4. É o método mais recomendável na produção contínua ou na repetitiva. É considerado menos preciso que o método direto porque não leva em consideração as variações mensais da Estimativa de Vendas. Tem, entretanto, a grande vantagem de distribuir melhor a tomada de providências ao longo do tempo. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 112 Tabela 5.5 CÁLCULO DOS ÍNDICES DE CONTROLES DE ESTOQUES Nome do Item: 2 100 Classe A B C ES 1/3 TR CMM 1/2 TR CMM 1 TR CMM LE 1 CMM 2 CMM 3 CMM Código Classe B Data Modelo Apli- cação CMM TR CMM ES PE LE Emax 10/10 2.000 1 917 3.000 1 5.950 4.000 1 133 (1,5 x 7.000) 7.000 10.500 5.250 15.750 14.000 19.250 5.3.3 Cálculo dos Prazos pelo Método Direto Utilizando-se as informações referentes as quantidades estabelecidas no método direto para o componente 10.400: ♦ Necessidade Bruta = 45.000 ♦ Disponibilidade Total = 14.000 ♦ Necessidade Líquida = 31.000 A necessidade bruta significa a necessidade de peças para o trimestre em questão, suponha-se com cerca de 60 dias úteis. Fica-se então com uma necessidade média diária de: n.m.d = 45.000 / 60 = 750 peças/dia Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 113 Como se tem 14.000 peças disponíveis 14.000 / 750 = 18,7 essas serão consumidas em 19 dias. O que corresponde ao 19º dia útil do primeiro mês. 5.3.4 Cálculo dos Prazos pelo Método Indireto Utilizar-se-á agora os dados da peça 2.100, utilizada no método indireto de estabelecer as quantidades, e suponha-se que ao encaminhar as novas informações ao controle de estoques, a situação seja a seguinte: ♦ Estoque Físico = 8.940 ♦ Saldo de Pedido = 6.200 Portanto, a disponibilidade total = 8.940 + 6.200 = 15.140 Comparando com o Ponto de Encomenda (15.750), verifica- se ser necessária a colocação de uma nova ordem. Como essa ordem deverá chegar a fábrica quando o Estoque de Segurança for atingido, a disponibilidade de fato se reduz a: 15.140 – 5.250 = 9.890 e, como o CMM = 7.000, 9.890 / 7.000 = 1,4 mês Ou seja, a peça deverá estar disponível em 0,4 do 2º mês. Se o mês tiver 20 dias úteis, deverá encontrar-se pronta para uso em seu almoxarifado no 8º dia útil do segundo mês. 5.4 Verificação da Capacidade Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizadopor: Antônio de Mello Villar 114 A carga estática de máquinas é o documento de que se utiliza o PCP para conhecer o índice de ocupação de cada máquina no mês. A elaboração da carga estática é conseguida a partir da seqüência de operações e dos tempos padrões estabelecidos pela engenharia, acrescentando-se o plano de produção e calculando-se a utilização média de cada operação Conforme Tabela 5.6. Tabela 5.6 Verificação da Capacidade Setor: 20 PRENSA PNEUMÁTICA Quantidade: 2 Peça Op Quant H / 100 Utilização % de Utilização Acumulada 10.100 10 15.000 0,2 30 9 10.200 10 40 15.000 15.000 0,2 0,3 30 45 19 33 10.300 10 30 15.000 15.000 0,2 0,4 30 60 43 61 10.400 10 40 15.000 15.000 0,2 0,3 30 45 70 84 MÁQUINAS HORAS DISPONÍ- VEIS* HORAS NECESSÁ- RIAS % 10 30 60 70 90 Prensa Automá- tica (1) 160 135 84 Prensa Automá- tica (2) 160 135 84 *Disponibilidade = 8 x 20 = 160 horas / mês Na indústria mecânica de produção intermitente, as máquinas com utilização superior a 89% são consideradas sobrecarregadas. Medidas que podem ser tomadas: Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 115 ♦ Utilizar outra máquina; ♦ Propor um segundo turno; ♦ Subcontratar alguns serviços; ♦ Comprar mais equipamentos; ♦ Transferir pedidos para mais tarde; ♦ Recusar pedidos. 5.5 Questionário 5.5.1 Qual a principal desvantagem do Método Direto de Emissão de Ordens? a) Exige muitos cálculos; b) Demora muito a dar resultados; c) Concentra todos os trabalhos num período muito curto. 5.5.2 Suponha-se que, ao anotar os novos índices de controle de estoque (Ponto de Pedido = 6.000 e Estoques de Segurança = 2.000), a situação de uma certa matéria-prima seja a seguinte: Estoque Físico = 2.000 e Saldo de Pedido = 5.000. Que providências você recomenda? a) Emitir novo Pedido de Compra; b) Reclamar o Pedido de Compras Pendentes; c) As duas respostas. 5.5.3 Em que circunstâncias o Método Indireto de Emissão é mais aconselhável do que o Método Direto? a) Na produção contínua e/ou repetitiva; b) Na produção sob encomenda; c) Sempre. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 116 5.5.4 Que indicações principais a Emissão de Ordens deve fornecer numa ordem de fabricação? a) Nome da peça, Matéria-Prima e Operações; b) Consumo Médio Mensal, Aplicação aos Modelos e Máquinas; c) Especificações, Quantidade a Fabricar e Data da Entrega. 5.6 Estudo de Caso Calcule o Plano de Produção de uma fábrica de iogurte, cuja Previsão Geral Trimestral é igual a 219kg de Iogurte e cuja Estimativa de Venda é a seguinte, em unidades: ABRIL MAIO JUNHO Embalagem de 100g - simples 180 200 220 - com morango 40 60 80 - com chocolate 100 90 70 Embalagem de 200g - simples 70 80 100 - Com morango 20 15 10 - Com chocolate 20 15 10 Embalagem de 500g - simples 10 12 14 - com morango 04 06 02 - com chocolate 02 02 02 Responda: a) Qual o Plano de Produção médio mensal do Iogurte Simples? b) Qual o consumo médio mensal de chocolate, sabendo-se que, em cada quilo de iogurte com chocolate, entram 100g deste material? Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 117 6 PROGRAMAÇÃO DE ORDENS DE FABRICAÇÃO 6.1 Introdução Como se viu anteriormente, as atividades de curto prazo de programação da produção, realizadas pelo PCP, buscam implementar um programa de produção que atenda ao Plano Mestre de Produção (PMP) gerado para os produtos acabados. Estas atividades apresentam-se de forma diferenciada, dependendo de como o sistema produtivo está projetado para empurrar ou para puxar o programa de produção. Nos sistemas de puxar a produção, normalmente implementado com o kanban, as atividades da programação da produção, são deixadas a cargo dos próprios funcionários, conforme será explicado mais tarde. Já nos sistemas convencionais de empurrar a produção, há necessidade de definir a cada programa de produção qual a sua seqüência básica. Em produções contínuas, a preocupação maior no atendimento de uma programação da produção concentra-se no fluxo de chegada de maatérias-primas e na manutenção das instalações produtivas, como forma de garantir que o sistema produtivo não parasse por qualquer problema em um destes dois pontos. Nas produções intermitentes, quando cada produto apresenta um seqüenciamento de operações e uma duração Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 118 diferenciada, torna-se necessário a programação detalhada das ordens de fabricação, como se verá a seguir. 6.2 Ordens de Fabricação A Ordem de Fabricação (Tabela 6.1)é o documento emitido pelo PCP, que determina e autoriza a quantidade de peças a ser fabricada bem como o tempo necessário a sua execução, isto é, o início e o término das operações. Tabela 6.1 Ordem de Fabricação 100.000 Nome da Peça 10.400/01 MATE- RIAL LATÃO MOLE EM BOBINA 0,30 X 52mm QUANTIDADE: 625 Kg AUTO- RIZA- ÇÃO José da Silva D. Emissão: 02/10 D. Entrega: 26/12 HORA DIA DATA OP DESCRIÇÃO SEÇÃO DE FABRI- CAÇÃO MÁQUINA PEÇAS/ HORA 10 Estampar 20 P.Pneumá- tica 5.000 20 Rosquear 20 Rosqueade ira 2.000 30 Furar 20 P.Pneumá- tica 5.000 40 Recozer 30 Forno Elét. 5.000 50 Polir 40 Tambor Rotativo 1.500 60 Lavar 40 Tanque 10.000 70 Secar 40 Secador 1.000 6.3 O Trabalho da Programação de Ordens de Fabricação Uma OF, após emitida, não segue às Seções de Fabricação sem a certeza de que pode realmente ser executada. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 119 A OF, vai, portanto à programação a fim de ser verificada a viabilidade de seu atendimento pelas Seções de Fabricação na quantidade e prazos solicitados. Além da disponibilidade de máquinas, deve-se verificar as disponibilidades de mátérias-primas e de mão-de-0bra. A disponibilidade de mão-de-obra, é costume deixar-se a verificação por conta das próprias Seções de Fabricação. 6.4 Tempos Necessários às Operações de Fabricação Para a determinação do numero de dias necessários à execução de uma OF, faz-se necessário o conhecimento das seguintes tarefas: ♦ Operações de fabricação; ♦ Tarefas preliminares; ♦ Tarefas intermediárias; ♦ Tarefas finais. 6.4.1 Operações de Fabricação O cálculo para a obtenção deste espaço de tempo é o quociente da quantidade a ser fabricada e a quantidade de peças/hora de cada operação. Para a Operação de Estampar: Tempo de Oper. = 100.000 / 5.000 = 20 horas O cálculo dos dias necessários a operação vai depender de dois fatores. O número de horas do dia de trabalho da Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 120 Seção de Fabricação respectiva e a eficiência média de produção na Seção de Fabricação (a relação média obtida periodicamente entre os tempos padrões e os tempos reais das ordens de Fabricação). E = Tempo Padrão / Tempo real Seguindo o nosso exemplo, consideremos: 1) Regime de produção = 8 horas/dia 2)E = 5.000 peças/hora / 4.000 peças/hora= 0,0002 / 0,00025 = 0,8 n.º de dias = Tempo de operação em horas / Regime de produção x eficiência. Logo: n.º de dias = 20 horas / (8 horas / dia x 0,8) = 20/6,4 = 3 dias. 6.4.2 Tarefas Preliminares São chamadas Preliminares, as tarefas a serem realizadas antes do início da produção, tais como: Programação da OF, envio dessa à Movimentação de OF, envio da Requisição de Matéria-Prima ao Almoxarifado, separação da matéria-prima, envio da matéria-prima à Seção de Fabricação respectiva, envio da cópia da Ordem de Fabricação à Seção de Fabricação respectiva e preparação da maquinaria. O tempo necessário a essas tarefas varia consideravelmente de fábrica para fábrica, situando-se normalmente entre 3 e 5 dias. Para o nosso exemplo consideraremos 5 dias. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 121 6.4.3 Tarefas Intermediárias e Finais Estas tarefas dependerão do fato de a operação ser seguida por uma outra dentro da mesma seção de fabricação ou em outra seção ou num almoxarifado (caso de última operação). Esse tempo tem uma função de folga para prever tarefas como transporte das peças em processamento ou acabadas, contagem das quantidades produzidas, registro dessas quantidades e, às vezes, limpeza e separação de peças. Varia de fábrica para fábrica, porém, de uma maneira geral, é razoável destinar 1 dia quando a operação seguinte é executada na mesma seção e 2 dias quando em seção diferente ou num almoxarifado. Se a OF é emitida corretamente, provavelmente ter-se-á um prazo disponível maior ou pelo menos igual ao Tempo de Reposição. Se o prazo disponível for menor do que o Tempo de Reposição, com uma diferença igual ou maior que 10%, a OF deve ser tratada como urgente. Outra razão para destinar esses dias entre as operações é para termos folga entre as mesmas e, portanto evitar que o Tempo de Reposição fique muito rígido. Seguindo o exemplo, passa-se a OF programada (Tabela 6.2) Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 122 Tabela 6.2 Ordem de Fabricação Programada 100.000 Nome da Peça 10.400/01 MATE- RIAL LATÃO MOLE EM BOBINA 0,30 X 52mm QUANTIDADE: 625Kg AUTORI- ZAÇÃO José da Silva D. Emissão: 02/10 D. Entrega: 26/12 OP DESCRI- ÇÃO SEÇÃO DE FABRICA- ÇÃO MÁQUINA PEÇAS/ HORA H O R A S D I A S D A T A S 10 Estampar 20 P.Pneumá- tica 5.000 20 5 3 1 11/10 20 Rosquear 20 Rosquea- deira 2.000 50 8 1 24/10 30 Furar 20 P.Pneumá- tica 5.000 20 3 2 30/10 40 Recozer 30 Forno Elét. 5.000 20 3 2 07/11 50 Polir 40 Tambor Rotativo 1.500 67 10 1 24/11 60 Lavar 40 Tanque 10.000 10 2 1 29/11 70 Secar 40 Secador 1.000 100 16 2 23/12 28/12 60 6.5 Disponibilidade de Máquinas A verificação da disponibilidade de máquinas é feita com o auxílio da Carga Dinâmica de Máquinas (Tabela 6.3) que nada mais é que um cronograma onde se assinala o comprometimento de ocupação das máquinas da fábrica. Assim, à medida que se vai programando as OF, elas vão sendo lançadas na Carga Dinâmica de Máquinas e passam a constituir os comprometimentos da ocupação. 6.3 CARGA DINÂMICA DE MÁQUINAS Máquinas Outubro 02 03 04 05 06 09 10 11 12 13 16 17 18 19 20 23 P. Pneumática 10 10 10 Rosqueadeira 20 20 20 20 20 20 20 Forno Tambor Rotativo Tanque Secador 02 03 04 05 06 09 10 11 12 13 16 17 18 19 20 23 Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 123 Máquinas Outubro Máquinas Outubro/Novembro 24 25 26 27 30 31 01 03 06 07 08 09 10 13 14 16 P. Pneumática 30 30 30 M M M M M Rosqueadeira 20 Forno 40 40 40 Tambor Rotativo 50 50 50 50 Tanque Secador 02 03 04 05 06 09 10 11 12 13 16 17 18 19 20 23 Máquinas Outubro/Novembro Máquinas Novembro/Dezembro 17 20 21 22 23 24 27 28 29 30 O1 04 05 06 07 11 P. Pneumática Rosqueadeira Forno Tambor Rotativo 50 50 50 50 50 50 Tanque 60 60 Secador 70 70 70 70 70 70 02 03 04 05 06 09 10 11 12 13 16 17 18 19 20 23 Máquinas Novembro/Dezembro Máquinas Dezembro 12 13 14 15 18 19 20 21 22 26 27 28 P. Pneumática Rosqueadeira Forno Tambor Rotativo Tanque Secador 70 70 70 70 70 70 70 70 70 70 12 13 14 15 18 19 20 21 22 26 27 28 Máquinas Dezembro 6.6 Métodos de Apressamento do Tempo Total É evidente que dificilmente o programador, ao consultar a Carga de Máquinas, encontre todas as máquinas livres como supusemos anteriormente. Algumas máquinas, geralmente já estarão carregadas e, portanto, a programação terá que ser feita utilizando os dias disponíveis. Isto leva, as vezes, a necessidade de encurtamento do tempo total, sendo necessário o apressamento, existindo alguns métodos para isso, o que veremos a seguir: 6.6.1 Corte dos Intervalos Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 124 O primeiro recurso é o corte puro e simples do intervalos entre as operações. Não se recomenda a eliminação do tempo necessário às tarefas preliminares, que devem ficar pelo menos em seu mínimo (1 dia). 6.6.2 Agrupamento das Operações Quando se necessita de uma redução maior no tempo, tem- se que recorrer ao agrupamento das operações, que consiste em não se esperar que todas as unidades da OF fiquem prontas para iniciar a operação seguinte. Exemplo: Dias Op. 10 1/3 1/3 1/3 Op. 20 1/7 1/7 1/7 1/7 1/7 1/7 1/7 6.6.3 Loteamento O loteamento consiste na divisão de toda a OF em lotes o que significa que em vez de produzir a quantidade toda de uma vez, fabrica-se parte, interrompe-se e prossegue-se novamente, em ocasião mais oportuna. Este recurso apresenta um grande inconveniente, de encarecer a produção, porque as máquinas terão de ser preparadas mais de uma vez durante a execução de uma OF. 6.6.4 Outros Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 125 Existem outros recursos de apressamento como o de horas extras que entretanto são mais recomendáveis para ser usados pela própria Seção de Fabricação. Turno adicional e subcontratação também podem ser utilizados pelo Planejamento da Produção. 6.7 Questionário 6.7.1 Chamemos de D o número de dias desde o início de uma operação N, com 4 dias, até o término da operação seguinte N + 10, executada em outra Seção de Fabricação, com 4 dias. O valor de D, numa programação normal seria igual a 10 pois teríamos: 4 + 2 + 4 = 10 Qual seria o menor valor que D poderia assumir sem se lotear a Ordem de Fabricação? a) 7; b) 6; c) 5. 6.7.2 Considere agora que é permitido o loteamento da Ordem de Fabricação em dois lotes iguais. Qual o menor valor de D, considerando, apenas o primeiro lote? a) 4; b) 3; c) 2 6.7.3 Por que, além dos tempos necessários às operações devemos prever folgas entre as mesmas? a) Para evitar que o Tempo de Reposição fique muito rígido; Planejamento, Programação e Controle daProdução Organizado por: Antônio de Mello Villar 126 b) Para prever tempos para as tarefas intermediárias; c) As duas respostas. 6.7.4 Considere uma Ordem de Fabricação, com apenas 2 operações: a primeira necessita de 6 dias e outra 2. Depois de que dia, contando logo após o dia de emissão (exclusive), poderemos contar com peças prontas no Almoxarifado, sem lotear? a) 7; b) 8; c) 9. 6.7.5 Se, na questão anterior, a primeira operação precisa de 2 dias e a outra 6. A resposta seria a mesma? a)Sim; b)Não. 6.7.6 Por que é importante que a Ordem de Fabricação não vá às Seções de Fabricação sem a certeza de que pode, realmente ser executada? a) Porque, caso contrário, as OFs ficarão acumuladas nas Seções de Fabricação; b) Porque ficará tumultuado o serviço nas Seções de Fabricação; c) Porque é responsabilidade do PCP verificar se todas as providências preliminares foram cumpridas, e, caso contrário tomar medidas corretivas. 6.7.7 Indique um motivo pelo qual uma OF deve ser identificada por um número próprio? Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 127 a) Diminuição do perigo de confundir as peças; b) Possibilidade de investigação de responsabilidades; c) Melhorar apropriação da eficiência. 6.7.8 Por que deve a Programação de Fabricação verificar a viabilidade do atendimento, pelas Seções de Fabricação, das várias Ordens de Fabricação? a) Porque nenhum outro setor do PCP se preocupa com essa viabilidade; b) Porque, mesmo garantida anteriormente, essa viabilidade pode ser prejudicada por fatores aleatórios; c) As duas respostas. 6.7.9 Para apressar uma montagem pode-se usar os seguintes métodos: a) Corte dos Intervalos e loteamento; b) Loteamento e agrupamento; c) Agrupamento e corte dos intervalos. 6.8 Estudo de Caso Pede-se programar a Ordem de Fabricação, seguinte sem usar o loteamento das operações. Considere todas as Seções de Fabricação com o mesmo horário de trabalho (10 horas diárias) e a mesma eficiência de 100%. A peça em questão destina-se ao estoque. Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 128 ORDEM DE FABRICAÇÃO NOME BRAÇO SUPORTE DO ESCAPAMENTO NÚMERO 42 768/02 MATERIAL 3123-8301 TIRA DE AÇO SAE 1010 15.500Kg José Silva DATA DA EMISSÃO: 14/5 DATA DE ENTREGA: 16/6 QUANT. 20.000 unid. Quantidade Op N.º Nome da Operação SF Máquina H/ 100 H D Datas de Entrega 10 Perfurar e estampar 11 Prensa Excêntrica 0,20 20 Rebarbar 11 Tambor Rotativo 0,15 34 Esmerilhar um lado 15 Retífica Universal 0,25 38 Esmerilhar outro lado 15 Retífica Universal 0,25 50 Alargar o furo 13 Furadeira 0,20 53 Escarear o furo 13 Furadeira 0,10 60 Tratar Termicamente 23 - 0,05 65 Limpar 21 Tambor Rotativo 0,05 70 Niquelar 21 Tambor Niquelagem 0,20 Planejamento, Programação e Controle da Produção Organizado por: Antônio de Mello Villar 129 Maio Máquinas 15 16 19 20 21 22 23 26 27 28 29 30 Furadeira Prensa Excêntrica Retífica universal Tambor niquelagem Tambor rotativo Trat. Térmico Máquinas 15 16 19 20 21 22 23 26 27 28 29 30 Maio Junho Máquinas 02 03 04 05 06 09 10 11 13 16 17 18 Furadeira Prensa Excêntrica Retífica universal Tambor niquelagem Tambor rotativo Trat. Térmico Máquinas 02 03 04 05 06 09 10 11 13 16 17 18 Junho