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Projeto Integrador Versão 4.1

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Sistemas Integrados: sistemas de informação como auxiliares na elaboração do manual de qualidade
Kleber Aristides Ribeiro – RA: 1713100951
kleberaristides@uninove.edu.br
Orientador: Alessandro D. Vieira
Resumo
Este trabalho versa sobre a importância da documentação como fator decisivo para a melhoria da qualidade empresarial, já que aponta para a eficácia dos processos organizacionais e para o progresso das relações interpessoais. Para atender este requisito, é possível com a implantação de um sistema de informação armazenar os dados o que possibilita uma correta informação à complexidade da empresa, oferecendo aos administradores uma visão sistêmica, já que estão mapeados e diagnosticados seus processos, atividades, tarefas e funções. Cabe salientar que tal prática possibilita ainda uma adequação legal e uma possível prática para implantação de certificações, como a ISO 9001, o que faz com que a empresa tenha diferencial de mercado.

Palavras-chave: Processos Organizacionais, Sistema de Informação, Mapeamento de Processos, Documentação e Certificação ISO 9001.
Abstract

This paper deals with the importance of documentation as a decisive factor for the improvement of business quality , since points to the effectiveness of organizational processes and progress of interpersonal relationships. To meet this requirement , it is possible with the implementation of an information system to store the data which enables correct information to the complexity of the company, giving administrators a systemic view , as they are diagnosed and mapped their processes , activities, tasks and functions . It should be noted that this practice also enables legal compliance and a possible practice for the implementation of certifications such as ISO 9001 , which means that the company has market differential.

Keywords: Organizational Processes , Information System , Process Mapping , Documentation and ISO 9001 ..
Introdução
Com a globalização e diante da atual conjuntura econômica brasileira, micros, pequenas e médias empresas (MPMEs) estão enfrentado uma grande concorrência no mercado.

O ponto mais acirrado desta “disputa” é com relação aos preços dos produtos e/ou serviços que, de certa forma, deixaram de ser um diferencial a partir do momento em que as empresas passaram a cobrá-los pelo valor praticado pelo mercado, e não mais pelo cálculo de formação de custo e/ou pelo que valem. Exemplo clássico é a indústria automobilística brasileira, que passa a compor o preço do veículo pelo valor praticado pelo mercado e não pela soma dos custos, impostos, frete, lucro e etc.
	
Neste novo cenário, as empresas foram obrigadas a oferecerem outras maneiras para destacarem-se no mercado. Promoções, descontos, qualidade dos produtos e/ou serviços, atendimento pré e pós-venda, entre outras estratégias competitivas, passaram a ser oferecidas.

Segundo Carpinetti (2012, p.30) a gestão da qualidade como estratégia competitiva também parte do princípio de que o ciclo do produto, incluindo a pesquisa de mercado com foco no cliente, leva a uma contínua identificação de novos requisitos e necessidades. Ao mesmo tempo, em um mercado verdadeiramente competitivo, empresas concorrentes esforçam-se para melhor atender às expectativas do mercado. Surge então, o conceito de melhoria contínua de produtos e processos, de forma a poder oferecer maior valor ao mercado.
	
A Norma NBR ISO 9001 destaca que os documentos requeridos pelo Sistema de Gestão da Qualidade devem ser controlados, gerenciados e ter rastreabilidade. É importante ainda estabelecer uma sistemática para remoção dos documentos obsoletos e a preservação dos documentos de valores históricos a partir da implantação da Gestão de Documentos.

O problema encontrado é como elaborar ou obter a documentação dos processos internos da organização para o desenvolvimento do manual de qualidade.

A falta de documentação nos processos empresariais ocasiona situações de ingerência de métodos, procedimentos e pessoas que por vezes, geram perdas de produção, foco dos negócios e desgastes profissionais e interpessoais pela inexistência de uma estratégia de negócios presente e forte.

Este artigo visa demonstrar a importância dos sistemas de informação para o auxílio no desenvolvimento da documentação da empresa, e foi dividido em sete tópicos, a saber:
1º. Objetivo
2º. Metodologia de pesquisa;
3º. Fundamentação teórica;
4º. Sistemas de informação;
5º. Implantação dos sistemas de informação;
6º. Sistemas de Informação auxiliando a elaboração do Manual da qualidade
7º. Considerações finais.

Para a elaboração foram observadas as referências bibliográficas, que objetivam contribuir para a fundamentação teórica dos principais conceitos sobre o assunto.
Objetivo

Orientar empreendedores e administradores de Micro, Pequenas e Médias Empresas quanto ao benefício da implantação de sistemas de informação na organização, auxiliando na documentação e no desenvolvimento do manual de qualidade para governança corporativa.

Metodologia de Pesquisa
Barros e Lehfeld (2007, p.81) conceituam pesquisa como um ato dinâmico de questionamento, indagação e aprofundamento na busca de uma resposta significativa a uma dúvida ou problema.
Definido o tema, o problema, iniciou-se o processo de coleta de dados, que foi baseado na pesquisa bibliográfica.
A pesquisa bibliográfica de acordo com Cervo e Bervian (1996: 48) consiste em explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos. A etimologia grega da palavra bibliografia (biblio=livro; grafia=descrição, escrita) sugere que se trata de um estudo de textos impressos. Assim, pesquisar no campo bibliográfico é procurar no âmbito dos livros e documentos escritos as informações necessárias para progredir na investigação de um tema de real interesse do pesquisador.
Neste estudo as principais fontes bibliográficas se concentraram em autores que tratam de maneira geral os conceitos de gestão empresarial, sobretudo na importância da documentação como prática e requisitos de qualidade.
Fundamentação teórica

Segundo pesquisa encomendada pelo SEBRAE [1], em 2011 as micro e pequenas empresas eram as principais geradoras de riqueza no comércio no Brasil, respondendo por 53,4% do PIB deste setor. No PIB da indústria, a participação destas empresas (22,5%) já se aproximavam das médias empresas (24,5%) e no setor de serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) têm origem nos pequenos negócios. Assim como, o segmento das pequenas empresas empregavam 52% da mão de obra formal do país e respondiam por 40% da massa salarial brasileira.

Luiz Barretto, presidente do SEBRAE [1], afirma que “os dados demonstram a importância de incentivar e qualificar os empreendimentos de menor porte, inclusive os microempreendedores individuais. Isoladamente, uma empresa representa pouco, mas juntas, elas são decisivas para a economia”.

Na atual conjuntura as empresas se diferenciam pela qualidade dos seus produtos e serviços. Para que este fator possa ser uma vantagem competitiva é necessária à conformidade com os requisitos de normalização e padrões de desempenho.

Prazeres (1996, p. 411) define vantagem competitiva como sendo a vantagem sobre os concorrentes, obtida pela oferta de produtos e/ou serviços de maior valor, maior qualidade e maior benefício aos clientes.

É possível mensurar também a qualidade por meio das certificações recebidas em função dos seus processos organizados e documentados (padronizados). Esta questão não é uma tarefa fácil e sim um trabalho árduo que necessita de um desprendimento de tempo, tanto por parte dos colaboradores quanto daqueles que farão o levantamento dos procedimentos dos processos que intrinsecamente envolvem os recursos necessários à produção.
Pereira e Santos (2001, p. 49) afirmam que um processo empresarial consiste em grupo de tarefas interligadas logicamente, que fazem uso dos recursos da organização para gerar