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TOSSE CRÔNICA

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diagnóstico específico em 92% dos indivíduos e a terapia específica melhorou o sintoma em 98% deles. Este estudo mostra que é fundamental o tratamento da causa básica, porém nem sempre isto é possível e, em algumas ocasiões, um medicamento paliativo, principalmente de uso noturno, pode ser recomendado.
Os antitussígenos só devem ser usados em último caso, como por exemplo para cessação de hemoptise. O Dextrometorfano possui um antídoto específico que é a naloxana e, portanto, tem sido considerado o medicamento antitussígeno mais seguro. Segundo Howard Eigen, “a tosse em si mesma não é uma doença, porém o resultado de um estímulo ou de uma doença básica, e por tanto, novamente enfatiza-se que a avaliação e o tratamento da tosse devem ser dirigidos para a doença básica e não para a própria tosse".
CONCLUSÃO
	
	Como já categoricamente afirmado, a tosse é um mecanismo de defesa e não uma doença; um sintoma presente em um processo patológico que ocorre após a estimulação das vias respiratórias, traqueia e brônquios para liberar a passagem de ar e facilitar a respiração. É um dos sintomas mais comuns que encontramos na prática médica. 
Com tudo o que foi anteriormente exposto é evidenciado que a tosse, seja ela aguda, subaguda ou crônica, estará associada a alguma doença, sendo, contudo um sintoma tratável, necessitando da investigação de suas causas e associações patológicas para estabelecer um diagnóstico seguro e a realização do tratamento correto.
Este trabalho certamente proporcionou elevação nos conhecimentos teóricos do tema em questão, sendo proporcionada a pesquisa de conceitos até então desconhecidos. Portanto, o mesmo é válido, nos ajudando a sabermos como agir, quando diante da tosse crônica e das patologias a ela relacionadas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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