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Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária
Fascículo 
Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida 
no Contexto da Atenção Primária à Saúde
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Saúde
Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde
Superintendência de Atenção Primária
Fascículo 
Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida 
no Contexto da Atenção Primária à Saúde
Rio de Janeiro
2017
©Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro
Marcelo Crivella
Secretário Municipal de Saúde
Marco Antônio de Mattos 
Subsecretária Geral Executiva
Ana Beatriz Busch Araújo 
Subsecretária de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde
Claudia Nastari
Superintendente de Atenção Primária 
Leonardo Graever
Organizadoras 
Fernanda Prudencio 
Nina Prates
Fabiane Minozzo
Equipe Técnica de Elaboração, Revisão e Apoio
Alexandro Ribeiro
Ana Carolina Moraes Lamberti 
Ana Helena Rissin
Ana Karinny Clímaco de O. Grego
Andréa Silveira Manso 
Camila do Desterro
Carmem Lopes
Daniele Pinheiro E Silva 
Fernanda Prudencio
Gabriela Rêgo de Almeida Muñoz 
Isadora Siqueira de Souza
Jéssica de Barros Ribeiro
Juliana Paulo e Silva
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
Juliana Rodrigues Ferreira de Oliveira
Juliana Rodrigues C. Langsdorff 
Lidiane Dias Reis
Luciana Quagliane Ribeiro
Márcia Soares Vieira
Margareth G. Sgambato Ferreira
Nadja Greffe
Neyse da Silva Couto
Natacha Carvalho Silva
Paulenir Costa vieira
Rosane Rito
Roseli Cruz de O. Vicente
Silvana Holanda
Revisão Técnica
- Secretaria Municipal de Saúde 
Andrea Silveira Manso 
Fátima Virgínia
Fernanda Prudencio
Nina Prates
– Universidade Federal do Rio de Janeiro
Elizabete Pimenta de Araújo Paz 
– Câmara Técnica de Gestão e Assistência de Enfermagem – COREN/RJ
Gisele Marques 
Projeto Gráfico e Diagramação
Cláudia Araujo
Normatização 
Ercilia Mendonça – Núcleo de Publicação e Memória 
CARTA COREN
1 - INTRODUÇÃO
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
1. Acolhimento Mãe-Pai - Bebê Nas Unidades De Atenção Primária À Saúde 
2. Condutas de Enfermagem a queixas específicas
3. Solicitações de exames complementares em crianças assintomáticas
3.1 Hemograma completo
3.2 Exame de Fezes e Exame de Urina Simples
4. Protocolo para acompanhamento de recém-natos com sífilis congênita, egressos da maternidade na APS
5. Orientações sobre Alimentação em Crianças Menores de Dois Anos
5.1 Orientações sobre Alimentação Para Crianças Menores de Dois Anos
5.2 Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois Anos
5.3 Orientações de Alimentação Nos Casos de Crianças Não Amamentadas
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
6. O Cuidado do Adolescente pelo Enfermeiro (idade entre 10 e 19 anos)
7. Orientações sobre Alimentação para Adolescentes
8. Principais agravos na adolescência
8.1 Transtornos Alimentares – Anorexia Nervosa E Bulimia
9. Protocolo de atendimento às crianças e adolescente vítimas de violência
10. Imunização em adolescentes
11. Saúde Sexual E Reprodutiva
11.1 Infecções Sexualmente Transmissíveis
13
17
82
SUMÁRIO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
4 - SAÚDE DA MULHER
12. Assistência ao Pré-Natal
12.1 Atribuições dos Enfermeiros(as) no pré-natal
12.2 Exames laboratoriais na assistência pré-natal e condutas
12.3 Calendário das Consultas de Pré-Natal
12.4 Manejo do ganho de peso na gestação
12.5 Conduta nas Alterações da Pressão Arterial
12.6 Diabetes na gestação
12.7 Vacinação da gestante
12.8 Condutas Nas Queixas Mais Frequentes
12.9 Principais Sinais de Alerta na Gestação
12.10 Doença Exantemática em Gestante
12.11 Normatizações e Legislações Vigentes para boas práticas ao pré-parto, parto e puerpério
12.12 Cegonha Carioca
12.13 Direitos Sociais da Gestante e do Pai
12.14 Gestantes em Vulnerabilidade Social
12.15 Direitos Trabalhistas das Gestantes e do Pai
13. Puerpério
13.1 Assistência ao Puerpério
13.3 Condutas na Consulta de Puerpério
13.4 Anticoncepção no Puerpério
14. Planejamento Sexual e reprodutivo
14.1 Assistência à Pré-Concepção
98
14.2 Assistência à Contracepção
15. Climatério e Menopausa
15.1 Alterações Orgânicas no Climatério e Resposta Sexual
15.2 Recomendações aos Profissionais de Saúde na Atenção a Mulher no Climatério
15.3 Terapia de Reposição Hormonal
16. Rastreio do câncer de mama e colo do útero
16.1 Câncer de mama
16.2 Classificação dos resultados de mamografia e conduta pós rastreamento
16.3 Linha de cuidado do câncer de mama
16.4 Cãncer de colo de útero
17. Atenção às mulheres em situação de violência doméstica e sexual
17.1 O Atendimento da equipe e o processo de trabalho frente à violência
17.2 Atenção humanizada na situação de interrupção legal da gestação
17.3 Anticoncepção hormonal de emergência – AHE 
5 - SAÚDE DO HOMEM 
18. CUIDADO DE ENFERMAGEM AO HOMEM DE 20 A 59 ANOS
18.1 Consulta de Enfermagem
18.2 Rastreamento tabagismo
18.3 Rastreamento de abuso do álcool
18.4 Paternidade E Cuidado
18.5 Sexualidade E Reprodução
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
183
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
1966 - CUIDADO DA PESSOA IDOSA
Introdução 
19. Política De Atenção À Saúde Da Pessoa Idosa (Morbimortalidade)
19.1 Acesso Ao Serviço De Aps Da Pessoa Idosa Do Território (Diagnostico De Saúde)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LISTA DE QUADROS:
QUADRO 01. Calendário de Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento de Crianças de Baixo Risco (0 a 10 anos)
QUADRO 02. Tratamento medicamentoso para parasitose intestina
QUADRO 03. Tópicos da legislação brasileira sobre situação da mulher e parceiro no momento da gestação, adoção e puerpério 
QUADRO 04- Síntese na atenção ao planejamento reprodutivo: critérios de elegibilidade.
QUADRO 05. Métodos contraceptivos ofertados na Atenção Primária
QUADRO 06. Avaliação de risco para os cuidados profiláticos e de tratamento decorrentes da violência sexual
QUADRO 07. Síntese: Atenção às Mulheres no Climatério
QUADRO 08. Conduta pós ratreamento do câncer de mama
QUADRO 10. Avaliação de risco para os cuidados profiláticos e de tratamento decorrentes da violência sexual
LISTA DE FLUXOGRAMAS
FLUXOGRAMA 01. Fluxo de acolhimento mãe-pai-bebê nas unidades da APS após alta da maternidade 
FLUXOGRAMA 02. Avaliação e Acompanhamento da Criança de 0 a 02 meses pelo Enfermeiro
FLUXOGRAMA 03. Avaliação e Acompanhamento da Criança de 02 meses a 05 anos pelo Enfermeiro
FLUXOGRAMA 04. Avaliação e Acompanhamento da Criança de 05 anos a 11 anos pelo Enfermeiro 
FLUXOGRAMA 05. Atendimento a criança com Escabiose (sarna) 
FLUXOGRAMA 06. Atendimento a criança com Pediculose
FLUXOGRAMA 07. Atendimento a criança com Dermatite de Fralda
FLUXOGRAMA 08. Atendimento a Criança com Brotoeja
FLUXOGRAMA 09. Atendimento ao lactente com Cólica
FLUXOGRAMA 10. Atendimento a Criança com Monilíase Oral
FLUXOGRAMA 11. Atendimento a Criança com Parasitose Intestinal
FLUXOGRAMA 12. Atendimento a criança com Diarreia
FLUXOGRAMA 13. Atendimento a criança Com Constipação Intestinal
FLUXOGRAMA 14. Atendimento a Criança com Febre
FLUXOGRAMA 15. Atendimento a Criança com Dor de ouvido-Otite média (maior de 02 anos até 11 anos 11 meses e 29 dias) 
26
46
129
136
144
158
166
171
177
23
28
30
32
34
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40
42
44
48
50
52
54
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos deVida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
FLUXOGRAMA 16. Atendimento a criança com alteração respiratória 
FLUXOGRAMA 17. Atendimento a criança com alteração no coto umbilical 
FLUXOGRAMA 18. Atendimento a criança com Anemia
FLUXOGRAMA 19. Acompanhamento de recém-natos com sífilis congênita, egressos da maternidade, na APS
FLUXOGRAMA 20. Atendimento do enfermeiro ao adolescente
FLUXOGRAMA 21. Atendimento às crianças e adolescente vítimas de violência
FLUXOGRAMA 22. Diagnóstico da Gravidez 
FLUXOGRAMA 23. Fluxo de Atendimento à Gestante nos Três Níveis de Atenção
FLUXOGRAMA 24. Roteiro para as Consultas de Pré-Natal
FLUXOGRAMA 25. Auxílio à concepção – Planejamento de uma gravidez
FLUXOGRAMA 26. Auxílio à contracepção – Escolha do método
TABELA 27. Anticoncepcional oral combinado(AOC) e minipílula
TABELA28. anticoncepção injetável (AI) trimestral e mensal
TABELA 29. Dispositivo Intra-uterino (DIU) de cobre
FLUXOGRAMA 30. Esterilização voluntária feminina e masculina (métodos definitivos e cirúrgicos)
FLUXOGRAMA 31. Consulta de Enfermagem para Exame Citopatológico
FLUXOGRAMA 32. Atenção em Violência Doméstica e Sexual no IML (Após a Mulher Prestar Queixa em Delegacia)
FLUXOGRAMA 33. Acesso e acolhimento de enfermagem ao homem na APS em demanda livre
FLUXOGRAMA 34. Rastreamento do Tabagismo
Fluxograma 35. Atendimento Individual da Pessoa Dependente de Tabaco
FLUXOGRAMA 36.Rastreamento de abuso de álcool
FLUXOGRAMA 37. A estratificação de risco de todos os idosos cadastrados pela equipe
56
58
60
66
84
92
101
102
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148
150
152
154
169
179
185
188
189
191
199
1
Introdução
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
14
1- INTRODUÇÃO
Este documento foi elaborado visando instrumentalizar os (as) enfermeiros (as) que trabalham diretamente 
na Atenção Primaria a Saúde (APS) na Cidade do Rio de Janeiro, trazendo recomendações sobre as áreas de 
Saúde da Criança, Adolescente, Mulher, Homem e Idoso, baseadas nas principais referencias de saúde, como 
WHO, NICE e Ministério da Saúde, entre outras, adaptados para a realidade brasileira e carioca.
Esperamos auxiliar os Enfermeiros no desenvolvimento da atenção a saúde individual, familiar e coletiva. 
Implementando ações de promoção, prevenção, assistência, reabilitação e redução de danos, desenvolvendo 
uma assistência de enfermagem integral, articulada com sua equipe multiprofissional e com a rede de saúde. 
Atendendo os princípios da coordenação do cuidado, longitudinalidade e equidade que são os pilares da 
APS. Utilizando-se como instrumento organizador dos processos de trabalho a SAE, que apresenta-se como 
uma questão deontológica para a enfermagem.
 A Resolução COFEN nº. 358/2009 enfatiza a necessidade de aplicação da sistematização da assistência 
e a implementação do Processo de enfermagem na prática cotidiana da enfermagem em seus diferentes 
cenários de trabalho: utiliza método e estratégia de trabalho científico para a identificação das situações de 
saúde/doença, subsidiando ações de assistência de Enfermagem que possam contribuir para a promoção, 
prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, família e comunidade, considerando assim a 
evolução dos conceitos de Consulta de Enfermagem. (FULY, 2008)
O Decreto nº 94.406/1987 COFEN afirma ainda que cabe ao enfermeiro: A implantação, planejamento, 
organização, execução e avaliação do processo de enfermagem. 
Segundo a Resolução COFEN 358/2009, o processo de Enfermagem é um instrumento metodológico 
que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional. O registro no 
prontuário não é sinônimo de sistematização, mas é um requisito legal indispensável à prática de enfermagem. 
E constitui uma etapa importante para cumprirmos com a SAE. 
Ainda baseado nesta resolução, o Processo de Enfermagem deve estar baseado num suporte teórico e se 
organiza em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes, são elas: Histórico de Enfermagem, 
Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento de Enfermagem, Implementação e Avaliação de Enfermagem.
Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem) – realizado com o auxílio de métodos e 
técnicas variadas, tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou coletividade 
humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e doença.
15
Diagnóstico de Enfermagem – processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira 
etapa, que culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, 
com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo 
saúde e doença; e que constituem a base para a seleção das ações ou intervenções com as quais se objetiva 
alcançar os resultados esperados.
Planejamento de Enfermagem – determinação dos resultados que se espera alcançar; e das ações ou 
intervenções de enfermagem que serão realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana 
em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de Diagnóstico de Enfermagem.
Implementação – realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de 
Enfermagem.
Avaliação de Enfermagem – processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas 
respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença, para 
determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado; e de verificação da 
necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do Processo de Enfermagem.
2
Saúde da 
Criança
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
18
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
A Atenção à Saúde da Criança tem como relevância garantir desde seu nascimento um desenvolvimento 
intelectual, emocional, cognitivo e físico saudável. Este capítulo busca orientar o Enfermeiro a implementar 
assistência à criança, sua família e/ou ao cuidador, de maneira integral, atuando sobre condicionantes que 
possam reduzir a morbidade e mortalidade na infância (0 a 5 anos).
Para isso, este protocolo busca orientar os Enfermeiros a desenvolverem e organizarem suas ações para: 
• Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento Infantil; 
• Realização da Triagem Neonatal (Teste do Pezinho, Teste da Orelhinha, Teste do Olhinho e Teste do 
Coraçãozinho); 
• Estímulo e apoio ao aleitamento materno e orientação para alimentação saudável; 
• Diagnóstico e tratamento das doenças prevalentes na infância;
• Imunização.
1. ACOLHIMENTO MÃE-PAI - BEBÊ NAS UNIDADES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
- APÓS ALTA DA MATERNIDADE
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Município do Rio de Janeiro vem desenvolvendo, desde 
setembro de 2003, a estratégia de Acolhimento mãe-bebê, a qual foi implantada em parceria com o Programa 
de Saúde da Mulher nos mesmos moldes das ações “Primeira Semana Saúde Integral”. 
Considerando que as unidades de APS são as portas de entrada organizada para o acompanhamento 
do Crescimento e Desenvolvimento da criança, esta estratégia tem o objetivo de estabelecer uma referência 
para uma recepção humanizada, após alta da maternidade, do binômio mãe-bebê na unidade de APS mais 
próxima de sua residência realizando as seguintes ações:
1. Estabelecer referência para recepção humanizada da família, após alta da maternidade;
2. Realizar as ações preconizadas para a 1ª semana de vida do bebê e, no caso da mulher, as ações 
referentes à 1ª semana após o parto e;
3. Possibilitar o estabelecimento precoce do vínculo da família com a Unidade de Saúde.
19
Os profissionais deverão orientar as mães sobre os cuidadoscom o bebê e apoiá-las neste período de 
intensas mudanças na família com a chegada da criança (CAB33). As ações prioritárias neste momento são:
 - Incentivo ao aleitamento materno exclusivo;
 - Vacinação recomendada para o bebê e a mãe;
 - Teste do pezinho para detecção precoce de doenças;
 - Avaliação de risco do bebê e das condições de saúde das mães. 
Neste momento considera-se muito importante o estímulo à participação do pai/parceiro(a). Neste sentido, 
é de suma importância minimizar qualquer tipo de exclusão do pai/parceiro(a), que gera, muitas vezes, um 
grande sentimento de frustração e que reforça ainda mais o seu distanciamento das questões relativas à saúde 
dos filhos.
Para a ampliação e o fortalecimento da participação do pai/parceiro(a), os profissionais devem estar 
atentos para o acesso e o acolhimento de qualidade dos mesmos, incluindo-os como sujeitos na lógica das 
consultas realizadas em conjunto com as mães e as crianças (CAB33).
Além disso, o profissional de saúde deve estimular o desenvolvimento da parentalidade, a qual é definida 
como o conjunto de remanejamentos psíquicos e afetivos que permitem ao adulto tornar-se pai ou mãe. O 
termo parentalizar designa a influência positiva que uma pessoa exerce sobre o sentimento que um adulto tem 
de ser pai e mãe e refere-se à vivência da identidade parental e aos sentimentos de competência dos pais com 
relação aos cuidados que eles dispensam ao seu bebê(CAB33).
Quem pode exercer a parentalização? 
 - O bebê (durante suas interações com os pais);
 - Os cônjuges (que podem parentalizar um ao outro)
 - A família ampliada
 - Os profissionais que trabalham com pais e bebês.
Portanto, para efetivação do Acolhimento Mãe-Pai-Bebê, é importante considerar que o acolhimento não é 
um momento fixo ou uma etapa, mas uma postura ética, política e, sobretudo empática, que pode ocorrer em 
boa parte dos momentos de interação entre usuários e profissionais de saúde (MS, 2016).
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
20
- NO PRÉ-NATAL
O Enfermeiro deve preparar a gestante, seu companheiro e sua família para as ações do Acolhimento 
Mamãe – Papai – Bebê durante as consultas de pré-natal, seguindo as sugestões abaixo:
- A Gestante deve ser orientada sobre ações que devem ser realizadas para ela e seu bebê entre o 3º 
e 5º dia de vida. Quando o bebê permanece internado após o 5º dia, a coleta do teste do pezinho 
deve ser realizada na maternidade.
- Nas consultas do 3º trimestre orientar sobre os Testes de Triagem Neonatal, vacinação e apresentar 
a Caderneta de Saúde da Criança.
- Orientar sobre as vantagens do aleitamento materno, a importância de iniciar o aleitamento na 1ª 
meia hora de vida e outras informações pertinentes. 
- VISITA DOMICILIAR DO RN ATÉ 5º DIA
O Enfermeiro junto a sua equipe deve realizar ou orientar a agenda de vistas domiciliares baseado na LISTA 
DE GESTANTES para os ACSs. Reiterando as seguintes ações:
- Orientar sobre a importância da família comparecer à unidade de saúde para o Acolhimento Mãe-
Pai-Bebê (3º ao 5º dia de vida do RN)
- Utilizar o Guia de VD para o ACS - Avaliação de Vulnerabilidade em menores de 1 ano (Disponível 
na Plataforma Subpav no link http://subpav.org/download/crianca/cartelasFrente_geral_ascom_
curvas.pdf)
- Realizar BUSCA ATIVA PARA OS FALTOSOS.
- AÇÕES REALIZADAS NA UNIDADE DE APS NO MOMENTO DA CONSULTA DE ACOLHIMENTO 
MÃE-PAI-BEBÊ
E muito importante estimular a participação dos pais/responsáveis nos cuidados do bebê e convidá-los a 
acompanharem as consultas de “Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento”.
21
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
O Enfermeiro deve realizar, orientar ou encaminhar a ações pontuadas abaixo:
• Coleta do Teste do Pezinho (idealmente do 3º ao 5º dia de vida);
• Vacinas: BCG (checar, aplicar se ainda não realizado e registrar na Caderneta) e anti-hepatite B 
(checar / aplicar/ registrar). Verificar a situação vacinal da mãe para tétano e rubéola (completar 
esquema iniciado no pré-natal/iniciar esquema vacinal); Acesse o calendário de vacinação da criança 
atualizado no link a seguir: http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4860791/4153019/SVS_
CalendarioImuno_Site_CriancaJAN2016.pdf
• Avaliação do aleitamento materno: orientação, proteção e apoio; utilizar também orientações e dicas 
da Caderneta;
• Verificar na Caderneta de Saúde da Criança se há registro de realização do Teste do Reflexo Vermelho. 
Encaminhar para atendimento médico, caso não tenha sido realizado. 
• Verificar na Caderneta de Saúde da Criança se há registro de realização do Teste da Orelhinha. 
Agendar via SISREG, caso não tenha sido realizado e registrar na Caderneta;
• Verificar na Caderneta de Saúde da Criança se há registro de realização do Teste do Coraçãozinho;
• Identificar situações de violência doméstica entre pais e/ou outros familiares e dos pais/cuidadores 
com o bebê;
• Orientar sobre cuidados com o bebê: coto umbilical, banho e posição de dormir - ver orientações na 
Caderneta da Criança; Incentivar a família na leitura da Caderneta de Saúde da Criança;
• Agendar 1ª consulta médica para acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento, até 7º dia 
de vida, para o RN que se encontra em situação de vulnerabilidade;
• Consulta Médica Imediata na presença de um dos sinais de perigo abaixo:
 - Se “não estiver bem”, irritado, “está diferente”
 - Não pode mamar no peito
 - Se tem vômitos
 - Temperatura axilar <35,5 ou >37,8ºC
 - Convulsões
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
22
 - Letárgico, inconsciente ou flácido
 - Tiragem subcostal grave
 - Apneia
 - Gemido, estridor ou sibilância
 - Cianose central
 - Palidez severa
 - Icterícia abaixo do umbigo
 - Manifestação de sangramento (equimoses, petéquias, hemorragia)
 - Secreção purulenta do umbigo com eritema que se estende à pele
 - Distensão abdominal
 - FR > 60 ou <30 por minuto
 - Pústulas ou vesículas na pele (em grande número ou extensas)
 - Retardo no enchimento capilar (>2 segundos)
 - Anomalias congênitas maiores
• Agendamento ou consulta da puérpera de acordo com a avaliação do risco: 
 - Verificar presença de sinais de alerta (hemorragia, febre, dor, sinais de infecção, 
depressão e outros): consulta imediata e agendamento de consulta pós-natal.
• Verificação do uso de Imunoglobulina Anti-Rh na maternidade, no caso da mulher Rh negativo (com 
parceiro Rh positivo);
• Avaliação do método contraceptivo que está sendo utilizado (orientação, oferta de método de espera 
e encaminhamento para grupo de planejamento familiar);
• Agendamento para retirada de pontos em caso de cesariana;
• Agendamento de consulta odontológica/avaliação saúde bucal.
23
Fluxograma 01. Acolhimento Mãe – Pai – Bebê nas unidades da APS após alta da maternidade
ALTA DA MATERNIDADE
ACOLHIMENTO MAMÃE, PAPAI, BEBÊ
Até o 5º dia de vida prioritariamente pela visita domiciliar ou na unidade de saúde.
Utilizar o ROTEIRO DE ACOLHIMENTO MÃE, PAI, BEBÊ ** como instrumento norteador.
AÇÕES P/ MÃE:
- Orientações sobre amamentação e 
contracepção;
- Avaliação de Saúde;
- Agendamento de consulta do puerpério (02 
consultas até 42 dias após o parto);
- Vacinação;
- Encaminhar para a consulta de odontologia;
AÇÕES P/ PAI:
- Orientações sobre os cuidados com o bebê;
- Orientações sobre as necessidades e auxílio 
a parceira.
AÇÕES P/ RN 
- Anamnese e exame físico;
- Avaliar as vacinas ( aplicação da BCG e Hepatite B);
- Registrar os dados na caderneta da vacina;
- Avaliar a amamentação;
- Aconselhamento e manejo da amamentação;
- Enfatizar a importância da realização do teste do pezinho entre o 3º e 5º dia de vida, na 
unidade de saúde;
*Riscos:
• Peso ao nascer <2500g;
• Mãe ≤ 15 anos;
• Nenhum grau de instrução materna• IG<37 Semanas e > 42 semanas;
• Anomalias congênitas;
• Tipo de parto;
• PC< 32 cm;
• Nenhuma consulta Pré-Natal;
• Apagar nos 5' <6;
• Sífilis congênita;
• Violência domestica;
• Álcool e drogas;
O teste do reflexo vermelho deve ser realizado 
pelo médico. Caso não tenha sido realizado na 
maternidade, sugere-se que seja feito no 
Acolhimento Mãe, Pai, Bebê, ou agendar uma 
consulta médica com até 30 dias de vida (MS)
Agendamento de consulta para 
companhamento do crescimento e 
desenvolvimento (consulta médica até 
o 15° dia de vida)
Encaminhamento para 
Atendimento Médico IMEDIATO
Avaliação de risco do Bebê
Bebê sem risco
FONTE: Cab 32 e cab 33
Bebê com risco *
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
24
ROTEIRO DE ACOLHIMENTO MÃE - PAI - BEBÊ
Nome da Unidade: _______________________________________________________________
Dados Gerais de identificação
Nome da mãe:_____________________________________ Idade:________________________
Nome do pai: ______________________________________ Idade: _______________________
Nome do(a) RN: __________________________________________________________________
Local do Parto: _________________________ Tipo do Parto: ( ) Normal ( ) Fórcipe ( ) Cesáreo
Data do parto: ____/____/____ Data alta: ____/____/____ Data acolhimento: ____/____/____
Registro de Nascimento: ( ) Sim ( ) Não CPF: ____________________________
Avaliação do(a) RN
RNR (RN de Risco): ( ) Sim - Qual? ____________________________________ ( ) Não 
Icterícia? ( ) Sim ( ) Não Lesão de pele: ( ) Sim ( ) Não
Coto umbilical: ( ) secreção ( ) eritema ( ) sem alterações
Aleitamento materno: ( ) somente leite materno (LM) ( ) LM + água, chá ou suco
 ( ) LM + outro leite ( ) somente outro leite
Avaliação da mamada: mamilos, pega e posição – alterações: ( ) Sim ( ) Não
Quais: _______________________________________________________________________
Encaminhada para apoio ao AM? ( ) Sim ( ) Não Onde? ____________________________
Vacinas aplicadas na maternidade: ( ) BCG ( ) Hepatite B 
Pai tem contato com a criança? ( ) Sim ( ) Não
Quem ajuda você com o bebê? ( ) Pai ( ) Ninguém ( ) Outro: ________ 
Avaliação da Mãe
Relação com bebê: ( ) tranquila ( ) conflituosa
Relação com parceiro: ( ) tranquila ( ) conflituosa
Queixa: _________________________________________________________________________________
Boas condições gerais de saúde? ( ) Sim ( ) Não Por quê? __________________________________
Cicatriz cirurgia em boas condições? ( ) Sim ( ) Não – Febre? ( ) Sim ( ) não
Sangramento normal? ( ) Sim ( ) Não - Evacuação e micção s/alteração? 
( ) Sim ( ) Não
Mamas com alteração? ( ) Sim ( ) Não – Qual? _______________________
25
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Encaminhada para o planejamento familiar? ( ) Sim ( ) Não, por quê? ____________________________
Fornecido método contraceptivo de espera? ( ) Sim ( ) Não
Desde que o bebê nasceu, você tem se sentido triste ou deprimida na maior parte do tempo? 
( ) Sim ( ) Não
Desde que o bebê nasceu, você tem se sentido incapaz de sentir prazer nas atividades que antes eram 
prazerosas para você? ( ) Sim ( ) Não
Caso a paciente seja Rh (-), foi administrado imunoglobulina anti-Rh no pós-parto imediato? 
( ) Sim ( ) Não. Caso não, encaminhar com urgência para maternidade de origem. 
Avaliação do Pai
Relação com o bebê: ( ) tranquila ( ) conflituosa
Relação com a parceira: ( ) tranquila ( ) conflituosa
Período da ultima consulta: ( ) < 6 meses ( ) > 1 ano
Ações de saúde realizadas:
Para o bebê
( ) Teste do pezinho ( ) Teste da orelhinha 
( ) Teste de coraçãozinho ( ) Reflexo vermelho 
( ) BCG ( ) Apoio aleitamento materno. Peso = ___________
Encaminhamento para atendimento de urgência? ( ) Sim, por quê? ______________________( ) Não
Agendada consulta p/ acompanhamento do crescimento / desenvolvimento ____/____/____
Outras? Quais? ___________________________________________________________________________
___________________________________________
Para mãe
( ) recepção ( ) informação ( ) Esquema Vacinal
( ) retirada de pontos – data: ____/____/____
Encaminhada para atendimento de urgência? ( ) Sim, por quê? ____________________________( ) Não
Agendada consulta de puerpério para: ____/____/____ - ____/____/____
Agendada na saúde bucal para: ____/____/____
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
26
Quadro 01. Calendário de Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento de 
Crianças de Baixo Risco (0 a 10 anos)
IDADE Calendário de consultas
Aleitamento 
Materno 
exclusivo
Teste do
 Pezinho
Reflexo 
Vermelho(*)
 Imunização 
Fonte: CPI/SVS/SUBPAV/SMS-Rio baseado no 
Calendário Nacional de Vacinação da CGPNI/
MS
Chegada da 
maternidade
Medico Enfermeiro
Grupo 
Educativo
Visita Domiciliar
3º/5º dia Acolhimento Mãe-bebê BCG, Hepatite B (se não recebeu na maternidade)
< 7 dias Hepatite B
30 dias
2 meses VORH, VIP, Pentavalente, Pneumocócica
3 meses Meningocócica C
4 meses VORH, VIP, Pentavalente, Pneumocócica
5 meses Meningocócica C
6 meses VIP, Pentavalente
7 meses
8 meses
9 meses
10 meses
11 meses
12 meses Triplice viral, Pneumocócica e Meningocócica C
15 meses VOP, DTP, Hepatite A e Tetra Viral
18 meses
2 anos
2 anos e 6 m
3 anos
3 anos e 6 m
27
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
4 anos DTP e VOP
4 anos e 6 m
5 anos
5 anos e 6 m
6 anos
6 anos e 6m 
7 anos
7 anos e 6 m
8 anos
8 anos e 6 m
9 anos HPV Quadrivalente 
9 anos e 6m
10 anos 
Hepatite B e Triplice Viral- SRC (caso não vacinado) 
e DT (reforço de 10 em 10 anos
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
28
Fluxograma 02. Avaliação e Acompanhamento da Criança de 0 a 02 meses pelo Enfermeiro
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
OBSERVAR:
1.Letargia, inconsciência, flacidez, irritabilidade, “não 
está bem”;
2.Vômitos;
3.Tiragem intercostal;
4.Apneia;
5.Batimento de asas de nariz;
6.Gemido, estridor e /ou sibilância;
7.Cianose, palidez e icterícia;
8.Pústulas ou vesículas na pele;
9.Equimoses, petéquias, hemorragias;
10.Secreção purulenta no umbigo, olhos e ouvidos;
11.Distensão abdominal;
12.Movimentos anormais;
13.Placas esbranquiçadas na boca;
14.Enchimento capilar lento (>02 segundos)
15.Outros problemas (ex: anomalias congênitas).
Determinar:
1.Peso;
2.Frequência respiratória;
3.Temperatura axilar;
4.Enchimento capilar
Perguntar:
1.Pode mamar no peito ou tomar leite?
2.Tem vômitos?
3.Tem dificuldade para respirar?
4.Tem febre ou hipotermia?
5.Tem convulsões?
Avaliar e acompanhar de acordo com o risco:
OS RN PIG, GIG, com restrição de crescimento 
intrauterino (RCIU), prematuros e os que nascem 
deprimidos têm maior risco de hipoglicemia, por isso 
deve se prevenir se possível medir a glicemia 
sanguínea.
•Temperatura < 36° C ou > 37,5° C;
•Está mal ou irritado, 
•Não pode mamar no peito; vômitos;
•Convulsões, letárgico. Inconsciente ou flácido;
•Tiragem intercostal grave;
•Apneia;
•Gemido, sibilância ou estridor;
•Cianose central, palidez severa;
•Icterícia abaixo do umbigo;
•Manifestações de sangramento (equimoses, petéquias ou 
hemorragias);
•Distensão abdominal;
•Peso < 2000g;
•Frequência respiratória > 60 ou < 30 irpm;
•Pústulas ou vesículas na pele (em grande número ou 
extensas);
•Retardo no enchimento capilar (>02 segundos);•Olhos fundos;
•Sinal de prega cutâneo positivo;
•Diarreia ≥07 dias;
•Sangramento nas fezes;
Atendimento médico imediato na APS 
•Secreção purulenta conjuntival;
•Umbigo eritematoso ou com secreção purulenta;
•Pústulas na pele (pequeno número);
•Placas brancas na boca (monilíase oral).
Atendimento médico na APS em até 60 minutos
Realizar cuidados e orientações de enfermagem:
1.Ensinar a mãe a tratar as infecções localizadas 
em casa;
2. Ensinar a mãe a medidas preventivas e sinais 
de perigo para retorno imediato;
3.Aconselhar a mãe a prosseguir com o 
•Diarreia sem desidratação há menos de 
07 dias e sem sangramento, problemas 
de amamentação/alimentação;
•Cólicas;
•Dermatite amoniacal;
•Nenhum dos sinais anteriores.
•Orientar a mãe sobre o AME e o 
retorno da criança da consulta de 
puericultura;
•Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
•Orientar a mãe sobre o AME e o 
retorno da criança da consulta de 
puericultura; SEGUIR O FLUXO DE 
QUEIXA
•Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta ou 
Visita Domiciliar de acordo com o 
caso.
Não apresenta sinais de perigo ou 
outros sinais descritos 
anteriormente.caso.
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
29
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
OBSERVAR:
1.Letargia, inconsciência, flacidez, irritabilidade, “não 
está bem”;
2.Vômitos;
3.Tiragem intercostal;
4.Apneia;
5.Batimento de asas de nariz;
6.Gemido, estridor e /ou sibilância;
7.Cianose, palidez e icterícia;
8.Pústulas ou vesículas na pele;
9.Equimoses, petéquias, hemorragias;
10.Secreção purulenta no umbigo, olhos e ouvidos;
11.Distensão abdominal;
12.Movimentos anormais;
13.Placas esbranquiçadas na boca;
14.Enchimento capilar lento (>02 segundos)
15.Outros problemas (ex: anomalias congênitas).
Determinar:
1.Peso;
2.Frequência respiratória;
3.Temperatura axilar;
4.Enchimento capilar
Perguntar:
1.Pode mamar no peito ou tomar leite?
2.Tem vômitos?
3.Tem dificuldade para respirar?
4.Tem febre ou hipotermia?
5.Tem convulsões?
Avaliar e acompanhar de acordo com o risco:
OS RN PIG, GIG, com restrição de crescimento 
intrauterino (RCIU), prematuros e os que nascem 
deprimidos têm maior risco de hipoglicemia, por isso 
deve se prevenir se possível medir a glicemia 
sanguínea.
•Temperatura < 36° C ou > 37,5° C;
•Está mal ou irritado, 
•Não pode mamar no peito; vômitos;
•Convulsões, letárgico. Inconsciente ou flácido;
•Tiragem intercostal grave;
•Apneia;
•Gemido, sibilância ou estridor;
•Cianose central, palidez severa;
•Icterícia abaixo do umbigo;
•Manifestações de sangramento (equimoses, petéquias ou 
hemorragias);
•Distensão abdominal;
•Peso < 2000g;
•Frequência respiratória > 60 ou < 30 irpm;
•Pústulas ou vesículas na pele (em grande número ou 
extensas);
•Retardo no enchimento capilar (>02 segundos);
•Olhos fundos;
•Sinal de prega cutâneo positivo;
•Diarreia ≥07 dias;
•Sangramento nas fezes;
Atendimento médico imediato na APS 
•Secreção purulenta conjuntival;
•Umbigo eritematoso ou com secreção purulenta;
•Pústulas na pele (pequeno número);
•Placas brancas na boca (monilíase oral).
Atendimento médico na APS em até 60 minutos
Realizar cuidados e orientações de enfermagem:
1.Ensinar a mãe a tratar as infecções localizadas 
em casa;
2. Ensinar a mãe a medidas preventivas e sinais 
de perigo para retorno imediato;
3.Aconselhar a mãe a prosseguir com o 
•Diarreia sem desidratação há menos de 
07 dias e sem sangramento, problemas 
de amamentação/alimentação;
•Cólicas;
•Dermatite amoniacal;
•Nenhum dos sinais anteriores.
•Orientar a mãe sobre o AME e o 
retorno da criança da consulta de 
puericultura;
•Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
•Orientar a mãe sobre o AME e o 
retorno da criança da consulta de 
puericultura; SEGUIR O FLUXO DE 
QUEIXA
•Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta ou 
Visita Domiciliar de acordo com o 
caso.
Não apresenta sinais de perigo ou 
outros sinais descritos 
anteriormente.caso.
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
30
Fluxograma 03. Avaliação e Acompanhamento da Criança de 02 meses 05 anos pelo Enfermeiro
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
Pergunta a mãe se a criança:
 1. Consegue beber ou mamar no peito?
 2. Vomita tudo o que ingere?
 3. Apresentou convulsões?
 4. Letárgica ou inconsciente?
Observar e/ou verificar:
 1. Letargia ou inconsciência;
 2. Inquietação ou irritação;
 3. Tiragem intercostal;
 4. Estridor e sibilancia em repouso;
 5. Respiração rápida;
 6. Olhos fundos;
 7. Sinal de prega volta >02 segundos;
 8. Febre (T> 37,5 °C);
 9. Rigidez na nuca, abaulamento de fontanela;
 10. Petequias;
 11. Secreção purulenta de ouvido;
 12. Palidez palmar, cianose;
 13. Diarreia 
 14. Sangue nas fezes;
 15. Edema;
Determinar:
 1. Temperatura Axilar;
 2. Peso;
 3. Verificação de PA nas crianças > 03 anos;
 4. Frequência respiratória*
Palpar:
 Tumefacção dolorosa atrás da orelha
 Verificar outros problemas;
 Classificar e acompanhar de acordo com o risco
• Qualquer sinal de perigo;
• Desidratação;
• Rigidez de nuca ou Petequias ou abaulamento de fontanela;
• Tumefação dolorosa ao toque atrás da orelha;
• Emagrecimento acentuado visível;
• Não pode mamar no peito ou vômitos;
• Letárgico ou Inconsciente;
• Tiragem intercostal grave;
• Gemido, sibilância ou estridor;
• Retardo no enchimento capilar (>02 segundos);
• Palidez palmar grave;
• Sinais de violência física;
• Pacientes psiquiátricos com agitação psicomotora;
• Intoxicação exógena.
Atendimento médico imediato na APS 
Realizar os cuidados de enfermagem 
necessários.
ADMINISTRAR A 1ª DOSE de Antibiótico 
supervisionado após prescrição médica
 
• Febre (sem sinais de perigo);
• Respiração rápida; 
• Inquieta ou irritada;
• Olhos fundos;
• Bebe avidamente (com sede);
• Retardo no enchimento capilar (>02 
segundos);
• Secreção purulenta visível no ouvido 
há menos de 14 dias;
• Sinais de violência psicossocial
Atendimento médico na APS em 
até 60 minutos.
Realizar cuidados e orientações de 
enfermagem:
Agendar retorno até 48 horas para 
consulta médica.
- Ensinar a mãe como dar medicação por 
V.O ou tratar infecções locais em casa;
- Aliviar a tosse com medidas caseiras.
Não apresenta sinais 
de perigo ou outros 
sinais descritos 
anteriormente
* IDADE 
02 a < 12 meses
01 a < 05 anos
Definição de respiração rápida
50 ou mais irpm
40 ou mais irpm
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta 
ou Visita Domiciliar de acordo 
com o caso.
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno da criança da 
consulta de puericultura; SEGUIR O FLUXO DE QUEIXA
- Avaliar e registrar na caderneta de saúde da criança.
• Tosse há < de 1 semana sem sinal de 
pneumonia ou esforço respiratório;
• Diarreia sem desidratação há menos 
de 7 dias e sem sangramento;
• Febre sem sinal de perigo e risco ou 
doença febril grave; dor no ouvido;
• Problemas na 
amamentação/alimentação;
• Dermatite amoniacal;
• Profilaxia de anemia ferropriva.
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
Retornar em 02 dias, para consulta 
médica caso não haja melhora. Orientar 
a Mãe sobre sinais de gravidade, com 
retorno imediato à Unidade ou 
emergência (durante à noite).
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno 
da criança da consulta de puericultura;
- Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
31
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
Perguntaa mãe se a criança:
 1. Consegue beber ou mamar no peito?
 2. Vomita tudo o que ingere?
 3. Apresentou convulsões?
 4. Letárgica ou inconsciente?
Observar e/ou verificar:
 1. Letargia ou inconsciência;
 2. Inquietação ou irritação;
 3. Tiragem intercostal;
 4. Estridor e sibilancia em repouso;
 5. Respiração rápida;
 6. Olhos fundos;
 7. Sinal de prega volta >02 segundos;
 8. Febre (T> 37,5 °C);
 9. Rigidez na nuca, abaulamento de fontanela;
 10. Petequias;
 11. Secreção purulenta de ouvido;
 12. Palidez palmar, cianose;
 13. Diarreia 
 14. Sangue nas fezes;
 15. Edema;
Determinar:
 1. Temperatura Axilar;
 2. Peso;
 3. Verificação de PA nas crianças > 03 anos;
 4. Frequência respiratória*
Palpar:
 Tumefacção dolorosa atrás da orelha
 Verificar outros problemas;
 Classificar e acompanhar de acordo com o risco
• Qualquer sinal de perigo;
• Desidratação;
• Rigidez de nuca ou Petequias ou abaulamento de fontanela;
• Tumefação dolorosa ao toque atrás da orelha;
• Emagrecimento acentuado visível;
• Não pode mamar no peito ou vômitos;
• Letárgico ou Inconsciente;
• Tiragem intercostal grave;
• Gemido, sibilância ou estridor;
• Retardo no enchimento capilar (>02 segundos);
• Palidez palmar grave;
• Sinais de violência física;
• Pacientes psiquiátricos com agitação psicomotora;
• Intoxicação exógena.
Atendimento médico imediato na APS 
Realizar os cuidados de enfermagem 
necessários.
ADMINISTRAR A 1ª DOSE de Antibiótico 
supervisionado após prescrição médica
 
• Febre (sem sinais de perigo);
• Respiração rápida; 
• Inquieta ou irritada;
• Olhos fundos;
• Bebe avidamente (com sede);
• Retardo no enchimento capilar (>02 
segundos);
• Secreção purulenta visível no ouvido 
há menos de 14 dias;
• Sinais de violência psicossocial
Atendimento médico na APS em 
até 60 minutos.
Realizar cuidados e orientações de 
enfermagem:
Agendar retorno até 48 horas para 
consulta médica.
- Ensinar a mãe como dar medicação por 
V.O ou tratar infecções locais em casa;
- Aliviar a tosse com medidas caseiras.
Não apresenta sinais 
de perigo ou outros 
sinais descritos 
anteriormente
* IDADE 
02 a < 12 meses
01 a < 05 anos
Definição de respiração rápida
50 ou mais irpm
40 ou mais irpm
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta 
ou Visita Domiciliar de acordo 
com o caso.
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno da criança da 
consulta de puericultura; SEGUIR O FLUXO DE QUEIXA
- Avaliar e registrar na caderneta de saúde da criança.
• Tosse há < de 1 semana sem sinal de 
pneumonia ou esforço respiratório;
• Diarreia sem desidratação há menos 
de 7 dias e sem sangramento;
• Febre sem sinal de perigo e risco ou 
doença febril grave; dor no ouvido;
• Problemas na 
amamentação/alimentação;
• Dermatite amoniacal;
• Profilaxia de anemia ferropriva.
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
Retornar em 02 dias, para consulta 
médica caso não haja melhora. Orientar 
a Mãe sobre sinais de gravidade, com 
retorno imediato à Unidade ou 
emergência (durante à noite).
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno 
da criança da consulta de puericultura;
- Avaliar e registrar na caderneta de 
saúde da criança. 
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
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 Fluxograma 04. Avaliação e Acompanhamento da Criança 05 a 11 anos ,
11 meses e 29 dias pelo Enfermeiro
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
Perguntar ou observar:
 1. Há comprometimento das vias aéreas?
 2. A respiração é ineficaz?
 3. A criança estã não reativa?
 4. Sinais de choque?
 5. Alteração do estado de consciência?
 6. Dor moderada a severa?
 7. Hemorragia?
 8. Vômitos persistentes?
 9. Febre?
 10. Rigidez na nuca;
 11. Petequias;
 12. Convulsão;
 13. Cianose;
 14. Edema.
Verificar:
 1. Temperatura;
 2. FR (Normal até 30irpm);
 3. Peso/altura;
 4. Verificação de Pressão Arterial;
 5. Sinais de violência física e psicossocial;
 6. Outros problemas.
• Comprometimento das vias aéreas;
• Febre >37,8 °C;
• Respiração ineficaz;
• Criança não reativa;
• Alterações do estado de consciência;
• Sinais de choque;
• Dor severa;
• Hemorragia;
• Rigidez na nuca;
• Petequias;
• Vômitos persistentes e convulsão;
• Sinais de violência física ou intoxicação exógena;
• Pacientes psiquiátricos com agitação psicomotora.
Atendimento médico imediato na APS ou 
pela central de regulação para o hospital.
Realizar os cuidados de enfermagem 
necessários.
ADMINISTRAR A 1ª DOSE de Antibiótico 
supervisionado após prescrição médica.
• Febre (sem sinais de perigo);
• Respiração rápida; 
• Inquieta ou irritada;
• Olhos fundos;
• Bebe avidamente (com sede);
• Retardo no enchimento capilar (>02 
segundos);
• Secreção purulenta visível no ouvido 
há menos de 14 dias;
• Sinais de violência psicossocial
Atendimento médico na APS em 
até 60 minutos.
Realizar cuidados e orientações de 
enfermagem:
Agendar retorno até 48 horas para 
consulta médica.
Não apresenta sinais 
de perigo ou outros 
sinais descritos 
anteriormente
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta 
ou Visita Domiciliar de acordo 
com o caso.
- AVALIAR E REGISTRAR NA CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANCA
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno da criança da consulta de 
puericultura.
• Tosse há < de 1 semana sem sinal de 
pneumonia ou esforço respiratório;
• Diarreia sem desidratação há menos 
de 7 dias e sem sangramento;
• Febre sem sinal de perigo e risco ou 
doença febril grave; dor no ouvido;
• Problemas na 
amamentação/alimentação;
• Dermatite amoniacal;
• Profilaxia de anemia ferropriva.
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
Retornar em 02 dias, para consulta 
médica caso não haja melhora. Orientar 
a Mãe sobre sinais de gravidade, com 
retorno imediato à Unidade ou 
emergência (durante à noite).
- AVALIAR E REGISTRAR NA CADERNETA 
DE SAÚDE DA CRIANCA
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno 
da criança da consulta de puericultura.
SEGUIR O FLUXO DE QUEIXA
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
33
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
AVALIAR OS SINAIS DE PERIGO:
Perguntar ou observar:
 1. Há comprometimento das vias aéreas?
 2. A respiração é ineficaz?
 3. A criança estã não reativa?
 4. Sinais de choque?
 5. Alteração do estado de consciência?
 6. Dor moderada a severa?
 7. Hemorragia?
 8. Vômitos persistentes?
 9. Febre?
 10. Rigidez na nuca;
 11. Petequias;
 12. Convulsão;
 13. Cianose;
 14. Edema.
Verificar:
 1. Temperatura;
 2. FR (Normal até 30irpm);
 3. Peso/altura;
 4. Verificação de Pressão Arterial;
 5. Sinais de violência física e psicossocial;
 6. Outros problemas.
• Comprometimento das vias aéreas;
• Febre >37,8 °C;
• Respiração ineficaz;
• Criança não reativa;
• Alterações do estado de consciência;
• Sinais de choque;
• Dor severa;
• Hemorragia;
• Rigidez na nuca;
• Petequias;
• Vômitos persistentes e convulsão;
• Sinais de violência física ou intoxicação exógena;
• Pacientes psiquiátricos com agitação psicomotora.
Atendimento médico imediato na APS ou 
pela central de regulação para o hospital.
Realizar os cuidados de enfermagem 
necessários.
ADMINISTRAR A 1ª DOSE de Antibiótico 
supervisionado após prescrição médica.
• Febre (sem sinais de perigo);
• Respiração rápida; 
• Inquieta ou irritada;
• Olhos fundos;
• Bebe avidamente (com sede);
• Retardo no enchimento capilar (>02 
segundos);
• Secreção purulenta visível no ouvido 
há menos de 14 dias;
• Sinais de violência psicossocial
Atendimento médico na APS em 
até 60 minutos.
Realizar cuidados e orientações de 
enfermagem:
Agendar retorno até 48 horas para 
consulta médica.
Não apresenta sinais 
de perigo ou outros 
sinais descritos 
anteriormente
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Pode ser agendada a consulta 
ou Visita Domiciliar de acordocom o caso.
- AVALIAR E REGISTRAR NA CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANCA
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno da criança da consulta de 
puericultura.
• Tosse há < de 1 semana sem sinal de 
pneumonia ou esforço respiratório;
• Diarreia sem desidratação há menos 
de 7 dias e sem sangramento;
• Febre sem sinal de perigo e risco ou 
doença febril grave; dor no ouvido;
• Problemas na 
amamentação/alimentação;
• Dermatite amoniacal;
• Profilaxia de anemia ferropriva.
CONSULTA DE ENFERMAGEM NO 
MESMO TURNO.
Retornar em 02 dias, para consulta 
médica caso não haja melhora. Orientar 
a Mãe sobre sinais de gravidade, com 
retorno imediato à Unidade ou 
emergência (durante à noite).
- AVALIAR E REGISTRAR NA CADERNETA 
DE SAÚDE DA CRIANCA
- Orientar a mãe sobre o AME e o retorno 
da criança da consulta de puericultura.
SEGUIR O FLUXO DE QUEIXA
ACOLHIMENTO E AVALIAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
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2. Condutas de Enfermagem a queixas específicas:
Fluxograma 05. Atendimento a criança com Escabiose (sarna): 
Não
Sim ALTA
Consulta de Enfermagem
Consulta Médica
Marcar retorno 
em 07 a 14 dias
Melhora do 
quadro
Apresenta purido intenso, lesões 
disseminadas e com exsudato purulento 
e/ou eczematização.
Orientações de Enfermagem:
1. Manter a precaução;
2. Lavar as roupas e objetos pessoais em temperatura 
mínima de 55 °C;
3. Tratar a pessoa infectada e contatos ao mesmo tempo;
Loção de Permetrina a 5%: É usada a partir de 02 
anos. A aplicação deverá ser feita em toda a superfície 
corporal, exceto em mucosas, deixar atuar durante 08 a 
12 horas à noite antes de dormir, retirar o produto com um 
banho na manhã no dia seguinte, durante seis noites 
consecutivas. Dose de reforço: deve-se repetir uma semana 
após a primeira aplicação para eliminação definitiva.
OU
Benzoato Benzila a 10 a 25%: crianças até 02 anos 
aconselha-se a diluição de 01 parte de produto para duas 
a três partes de água. Crianças entre 02 a 12 anos 
aconselha-se a diluição de uma parte do produto para 
uma parte de água.
Sem exsudato purulento, apresenta 
prurido e lesões disseminadas.
Planejamento de Enfermagem
35
Não
Sim ALTA
Consulta de Enfermagem
Consulta Médica
Marcar retorno 
em 07 a 14 dias
Melhora do 
quadro
Apresenta purido intenso, lesões 
disseminadas e com exsudato purulento 
e/ou eczematização.
Orientações de Enfermagem:
1. Manter a precaução;
2. Lavar as roupas e objetos pessoais em temperatura 
mínima de 55 °C;
3. Tratar a pessoa infectada e contatos ao mesmo tempo;
Loção de Permetrina a 5%: É usada a partir de 02 
anos. A aplicação deverá ser feita em toda a superfície 
corporal, exceto em mucosas, deixar atuar durante 08 a 
12 horas à noite antes de dormir, retirar o produto com um 
banho na manhã no dia seguinte, durante seis noites 
consecutivas. Dose de reforço: deve-se repetir uma semana 
após a primeira aplicação para eliminação definitiva.
OU
Benzoato Benzila a 10 a 25%: crianças até 02 anos 
aconselha-se a diluição de 01 parte de produto para duas 
a três partes de água. Crianças entre 02 a 12 anos 
aconselha-se a diluição de uma parte do produto para 
uma parte de água.
Sem exsudato purulento, apresenta 
prurido e lesões disseminadas.
Planejamento de Enfermagem
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
36
Fluxograma 06. Atendimento a criança com Pediculose
Alta
Repetir o tratamento e 
investigar as causas
Sim
Não
Retorno em 05 dias Melhora do quadro
OPÇÃO TRATAMENTO FITOTERÁPICO: Loção 
antiparasitária com arruda, boldo, e melão de 
São Caetano. Disponível em frasco de 200 ml. 
Aplicar a loção no couro cabeludo, abafar com 
uma touca, e deixar agir por 6 horas ou por 
toda noite. Pela manhã passar o pente fino para 
retirar as lêndeas e lavar os cabelos. Repetir o 
procedimento 7 dias depois.
ATENÇÃO: A arruda é rica em furanocumarinas 
(bergapteno), substância que pode gerar 
fotodermatite de contato, assim deve ter evitado 
o uso do produto e posterior exposição ao sol. 
•Orientar quanto aos hábitos de higiene;
•Remoção de lêndeas – realizar manualmente lavando previamente os cabelos e secando bem com uma toalha. Umedecer os 
cabelos com vinagre morno diluído em água – 1:1. Deixar agir por 20/30 min. Usar pente fino após as aplicações. Pode aplicar 
em crianças < 2 anos;
•Prevenção na família e na escola – tratar contactantes; 
•Eliminar as formas adultas; 
•Roupas de cama e de uso pessoal - lavar com água quente ou lavar normalmente e passar a ferro; 
•Higienizar escovas, chapéus e bonés.
Loção de Benzoato de Benzila a 25% diluído em duas partes de água, Ou
Permetrina 1% por 10 a 15 minutos durante três dias seguidos e repetir após sete dias (usar com cautela em <02 anos
Consulta de Enfermagem
Localização de lêndeas e/ou parasitas 
no couro cabeludo
Planejamento de Enfermagem 
Consulta Médica 
Com infecção secundária e < 2 anos
37
Alta
Repetir o tratamento e 
investigar as causas
Sim
Não
Retorno em 05 dias Melhora do quadro
OPÇÃO TRATAMENTO FITOTERÁPICO: Loção 
antiparasitária com arruda, boldo, e melão de 
São Caetano. Disponível em frasco de 200 ml. 
Aplicar a loção no couro cabeludo, abafar com 
uma touca, e deixar agir por 6 horas ou por 
toda noite. Pela manhã passar o pente fino para 
retirar as lêndeas e lavar os cabelos. Repetir o 
procedimento 7 dias depois.
ATENÇÃO: A arruda é rica em furanocumarinas 
(bergapteno), substância que pode gerar 
fotodermatite de contato, assim deve ter evitado 
o uso do produto e posterior exposição ao sol. 
•Orientar quanto aos hábitos de higiene;
•Remoção de lêndeas – realizar manualmente lavando previamente os cabelos e secando bem com uma toalha. Umedecer os 
cabelos com vinagre morno diluído em água – 1:1. Deixar agir por 20/30 min. Usar pente fino após as aplicações. Pode aplicar 
em crianças < 2 anos;
•Prevenção na família e na escola – tratar contactantes; 
•Eliminar as formas adultas; 
•Roupas de cama e de uso pessoal - lavar com água quente ou lavar normalmente e passar a ferro; 
•Higienizar escovas, chapéus e bonés.
Loção de Benzoato de Benzila a 25% diluído em duas partes de água, Ou
Permetrina 1% por 10 a 15 minutos durante três dias seguidos e repetir após sete dias (usar com cautela em <02 anos
Consulta de Enfermagem
Localização de lêndeas e/ou parasitas 
no couro cabeludo
Planejamento de Enfermagem 
Consulta Médica 
Com infecção secundária e < 2 anos
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
38
Fluxograma 07. Atendimento a criança com Dermatite Amoniacal ou de Fralda
Planejamento de Enfermagem
Alta Consulta Médica
Sim Não
Retorno em 05 dias
Melhora do quadro
Consulta de Enfermagem
Avaliar sinais flogísticos
Orientações:
1. Lavar o local com água morna a cada troca de fralda;
2. Suspender o uso de lenços umedecidos, assim como outros produtos industrializados (óleos, lavandas, soluções de limpeza de pele);
3. Usar amido de milho na água do banho e/ou fazer pasta (diluir em agua até obter cremosa) para uso local;
4. Suspender fraldas descartáveis;
5. Lavar as fraldas com sabão neutro, enxaguar bem e evitar o uso de produtos perfumados;
6. Usar Nistatina creme após a cada troca de fralda por 05 dias;
7. Usar cremes a base de óxido de zinco;
8. Expor a área ao sol de 05 a 10 minutos - uma vez ao dia;
9. Fazer o último enxague das fraldas com água e vinagre (01 litro de água adicionar 01 colher de sopa de vinagre branco).
39
Fluxograma 08. Atendimento a Criança com Miliária (Brotoeja)
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Alta
Sim
NãoRetorno em 07diasSem sinais de infecção
Planejamento de enfermagem Consulta Médica Imediata
Com Sinais de infecção ou 
lesões extensas
Melhora do quadro
Consulta de Enfermagem
1. Usar roupas leves;
2. Banhos frequentes com sabonete neutro;
3. Enxaguar o bebê após o banho com: 01 litro de água 
contendo 02 colheres (sopa) de amido de milho,3 vezes 
ao dia ou aplicar o amido diretamente na pele como se 
fosse talco ou aplicar a pasta d´água em três vezes ao 
dia após o banho, caso as lesões sejam das formas 
mais rubras e/ou profunda;
4. Orientar ao pai e a outros contatos da criança sobre a 
barba.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
40
Fluxograma 09. Atendimento ao lactente com Cólica
Consulta de Enfermagem
Aleitamento Materno Exclusivo
SimSim
NãoNão
Cuidados de Enfermagem*Planejamento de Enfermagem*
Cuidados de Enfermagem*Retorno em 07 dias ou quando necessário.Cuidados de Enfermagem*Retorno em 07 dias ou quando necessário.
SimSim SimNão
Cuidados de Enfermagem*Consulta Médica
Avaliar
1. Colocar a criança em decúbito dorsal 
apoiada sobre os braços;
2. Massagear o abdome com movimentos 
circulares;
3. Aplicar a compressa morna (orientar bem o 
responsável sobre o uso da compressa);
4. Dieta da nutriz (evitar café, chocolate, 
pimenta, doces, dentre outros).
1. Orientar quanto a diluição e preparo do 
leite;
2. Orientar sobre a observação da frequência 
e consistência das evacuações;
3. Orientar e avaliar sobre a possibilidade de 
resgatar o aleitamento materno exclusivo.
• Distensão abdominal associado ao choro persistente;
• Quadro febril ou gemência
41
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Consulta de Enfermagem
Aleitamento Materno Exclusivo
SimSim
NãoNão
Cuidados de Enfermagem*Planejamento de Enfermagem*
Cuidados de Enfermagem*Retorno em 07 dias ou quando necessário.Cuidados de Enfermagem*Retorno em 07 dias ou quando necessário.
SimSim SimNão
Cuidados de Enfermagem*Consulta Médica
Avaliar
1. Colocar a criança em decúbito dorsal 
apoiada sobre os braços;
2. Massagear o abdome com movimentos 
circulares;
3. Aplicar a compressa morna (orientar bem o 
responsável sobre o uso da compressa);
4. Dieta da nutriz (evitar café, chocolate, 
pimenta, doces, dentre outros).
1. Orientar quanto a diluição e preparo do 
leite;
2. Orientar sobre a observação da frequência 
e consistência das evacuações;
3. Orientar e avaliar sobre a possibilidade de 
resgatar o aleitamento materno exclusivo.
• Distensão abdominal associado ao choro persistente;
• Quadro febril ou gemência
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
42
Fluxograma 10. Atendimento a Criança com Monilíase Oral
Consulta de Enfermagem
Consulta MédicaNãoNão
Cuidados de Enfermagem*Retorno em 02 dias, caso ocorra dificuldades na alimentação e em 07 dias se não houver complicações.
SimSim
Melhora do quadro
Manter orientações e ALTA
Cuidados de enfermagem:
1. Limpar as lesões superficiais com solução bicarbonatada: 01 xícara 
de chá com água (fervida e já fria) e 01 colher de chá de bicarbonato 
de sódio. A higiene oral deve ser feita antes da mamada e a higiene 
do seio materno antes e após cada oferta ao bebê;
2. Remover, quando possível, bicos de mamadeiras, chupetas, 
mordedores e outros. Caso não seja possível, suspendê-los ou lavá-los 
com água e sabão e ferver por 15 minutos;
3. Evitar beijar a criança próxima aos lábios;
4. Lavar sempre as mãos antes e após o contato com a criança, antes 
e após higienizar as mamas;
5. Limpar as crostas com o dedo envolvido em uma fralda limpa, ou 
gaze umedecida nesta solução. Realizar durante 7 a 10 dias;
43
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Consulta de Enfermagem
Consulta MédicaNãoNão
Cuidados de Enfermagem*Retorno em 02 dias, caso ocorra dificuldades na alimentação e em 07 dias se não houver complicações.
SimSim
Melhora do quadro
Manter orientações e ALTA
Cuidados de enfermagem:
1. Limpar as lesões superficiais com solução bicarbonatada: 01 xícara 
de chá com água (fervida e já fria) e 01 colher de chá de bicarbonato 
de sódio. A higiene oral deve ser feita antes da mamada e a higiene 
do seio materno antes e após cada oferta ao bebê;
2. Remover, quando possível, bicos de mamadeiras, chupetas, 
mordedores e outros. Caso não seja possível, suspendê-los ou lavá-los 
com água e sabão e ferver por 15 minutos;
3. Evitar beijar a criança próxima aos lábios;
4. Lavar sempre as mãos antes e após o contato com a criança, antes 
e após higienizar as mamas;
5. Limpar as crostas com o dedo envolvido em uma fralda limpa, ou 
gaze umedecida nesta solução. Realizar durante 7 a 10 dias;
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
44
 Fluxograma 11. Atendimento a Criança com Parasitose Intestinal
Consulta de Enfermagem
Consulta de Médica
≥02 anos
≤02 anos 
Abaixo de 10kgQueixa de prurido anal e/ou 
vermes nas fezes
Tratar Oxiúros ou Ascaris
Sim Não
Alta
Cuidados de Enfermagem*
Retorno em 30 dias
Melhora do quadro clínico? Cuidados de Enfermagem*
Orientar Cuidados de Enfermagem
Tratar conforme quadro da página xx.
Cuidados de Enfermagem*
CONSULTA MÉDICA
SOLICITAR PARASITOLÓGICO
Cuidados de enfermagem:
1. Utilizar água tratada ou fervida;
2. Lavar bem os alimentos e deixa-los de molho 
em água com hipoclorito 2% (02 gotas por 
litro) por 30 minutos e lavar novamente;
3. Comer carne bem cozidas ou assada e 
nunca carne crua;
4. Manter as unhas limpas e curtas;
5. Lavar as mãos antes das refeições e após as 
evacuações e ao preparar os alimentos;
• Saída de verme pela boca ou nariz
• dor Periumbilical, 
• cólicas de repetição,
• diarreia persistente, 
• constipação intestinal, 
• dor, náuseas ou vômitos.
45
Consulta de Enfermagem
Consulta de Médica
≥02 anos
≤02 anos 
Abaixo de 10kgQueixa de prurido anal e/ou 
vermes nas fezes
Tratar Oxiúros ou Ascaris
Sim Não
Alta
Cuidados de Enfermagem*
Retorno em 30 dias
Melhora do quadro clínico? Cuidados de Enfermagem*
Orientar Cuidados de Enfermagem
Tratar conforme quadro da página xx.
Cuidados de Enfermagem*
CONSULTA MÉDICA
SOLICITAR PARASITOLÓGICO
Cuidados de enfermagem:
1. Utilizar água tratada ou fervida;
2. Lavar bem os alimentos e deixa-los de molho 
em água com hipoclorito 2% (02 gotas por 
litro) por 30 minutos e lavar novamente;
3. Comer carne bem cozidas ou assada e 
nunca carne crua;
4. Manter as unhas limpas e curtas;
5. Lavar as mãos antes das refeições e após as 
evacuações e ao preparar os alimentos;
• Saída de verme pela boca ou nariz
• dor Periumbilical, 
• cólicas de repetição,
• diarreia persistente, 
• constipação intestinal, 
• dor, náuseas ou vômitos.
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
46
 Quadro 02. Tratamento medicamentoso para parasitose intestinal
Doença
Idade/
peso
Medicamento Posologia Observando
Ascaridiase
Acima de 
l0Kg Acima 
de 2 anos
Mebendazol 20mg/
ml Albendazol 
400mg
5ml 2x/dia VO por 3 
dias 01 cp ou l0ml VO/
dose única
Repetir após 3 semanas
Ancilostomíase
Acima de 
l0Kg
Mebendazol 20mg/
ml
5 mi 2 x/dia por 3 dias Repetir após 3 semanas
Amebíase
Acima de 2 
anos
Metronidazol Não 
exceder 750 mg/
dose
35 mg/kg/dia 3x/
dia nos casos leves por 
5 dias
Extra intestinal ou 
sintomática 
50 mg/kg/dia por 10 
dias
Efeitos Colaterais: náuseas, 
cefaleia gosto metálico, 
vômitos, diarréias, erupção 
cutânea, ataxia, leucopenia, 
convulsões
Enterobíase
ou
Oxiuríase
Dose para 
todas as 
crianças, 
independente 
do peso e da 
idade
Mebendazol 20mg/
ml5 ml 2 x/dia VO 
por 3 dias
Repetir após 3 semanas 
Tratar todas as crianças da 
casa
Estrongiloidíase
Acima de 2 
anos
Albendazol 400 mg 1 cp VO dose única
Repetir em 3 semanas 
Tratar todas as crianças da 
casa
47
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Giardíase
Acima de 2 
anos
Metronidazol
15 mg/kg/dia (máximo 
250mg) VO 2x/dia por 
5 dias
Efeito Colateral: náuseas, 
cefaleia gosto metálico, 
vómitos, diarreias, erupção 
cutânea, ataxia, leucopenia, 
convulsões.
Tricocefalíase
Acima de 2 
anos
Albendazol 400 mg
10ml em dose única ou 
1 cp de 400 mg VO
Repetir após 14 dias s/n 
Efeitos colaterais: dor 
abdominal, cefaleia, diarreia, 
náuseas e vômitos
Teníase
Acima de 2 
anos
Mebendazol 20mg/
ml ou Albendazol 
400 mg
10 mi 2x/dia por 3 dias 
1 cp VO dose única
Tratar todas as crianças da 
casa
 Fonte: SMS/SP, Saúde da Criança e do Adolescente ñas Unidades Básicas de Saúde, 2012.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
48
Fluxograma 12. Atendimento a criança com Diarreia 
Idade
Menores de 01 ano
01 a 10 anos
Maiores de 10 anos
Quantidade de SRO 
após evacuação 
diarreica
50 a 100 ml
100 a 200 ml
Tudo que quiser
Quantidade de SRO 
para levar para o 
domicilio
1 envelope por dia
02 envelopes por dia
04 envelopes por dia
Fonte: Manejo da diarreia, Ministério da Saúde, Brasil, 2011.
• Desinteria (sangue nas fezes) Consulta de Médica
Consulta de Médica
Tempo de diarreia
02 meses a 05 anos
Consulta de enfermagem
• <02 meses;
Cuidados de Enfermagem*Diarreia aguda
Cuidados de Enfermagem*Planejamento de enfermagem
Cuidados de Enfermagem*Verificar o estado de Hidratação
Cuidados de Enfermagem*Diarreia persistente
Cuidados de Enfermagem*Consulta médica
≥14 dias <14 dias
Cuidados de Enfermagem*
Sem desidratação
Criança em alerta, olhos brilhantes, sem sede, 
fontanela normal e turgor da pele preservado. 
Cuidados de Enfermagem*
Com desidratação
Criança inquieta, irritada, olhos fundos, bebe 
avidamente com sede, turgor da pele 
diminuído.
Cuidados de Enfermagem*
Desidratação grave
Letárgica ou inconsciente; Olhos fundos; Não 
consegue beber ou bebe mal; Turgor da pele 
muito diminuído.
Orientação da enfermagem
1. Aumentar a oferta líquida;
2. Oferecer líquidos ou solução de reidratação oral (SRO) após 
a cada evacuação diarreica;
3. Aleitamento materno deve ser mantido e estimulado, caso a 
criança não mama na mãe continuar com o leite habitual e 
manter a dieta normal pra criança > 04 meses que comem 
alimentos sólidos;
4. Caso a criança não melhore em 02 dias ou apresentar sinais 
de desidratação e perigo orientar os pais a levar a unidade de 
saúde.
1. Oferecer SRO em pequenas quantidades de acordo com a 
sede da criança e deverá ser contínuo até desaparecer os sinais 
de desidratação;
2. SRO: 50 -100 ml /kg em 04 a 06 horas;
3. Avaliação periódica pelo médico se após este período a 
criança estiver hidratada passar para o PLANO A;
4. Durante a reidratação reavaliar o paciente com os sinais de 
desidratação, caso continue, repetir o PLANO B por mais de 02 
horas e reavaliar, caso a criança evolua para desidratação com 
choque, passar para o PLANO C; 
5. As crianças que estiverem em estado de desidratação deverão 
permanecer na Unidade de saúde até a reidratação completa;
6. Levar à criança a unidade de saúde se a criança não melhorar 
em 02 dias ou se apresentar qualquer dos sinais.
49
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Idade
Menores de 01 ano
01 a 10 anos
Maiores de 10 anos
Quantidade de SRO 
após evacuação 
diarreica
50 a 100 ml
100 a 200 ml
Tudo que quiser
Quantidade de SRO 
para levar para o 
domicilio
1 envelope por dia
02 envelopes por dia
04 envelopes por dia
Fonte: Manejo da diarreia, Ministério da Saúde, Brasil, 2011.
• Desinteria (sangue nas fezes) Consulta de Médica
Consulta de Médica
Tempo de diarreia
02 meses a 05 anos
Consulta de enfermagem
• <02 meses;
Cuidados de Enfermagem*Diarreia aguda
Cuidados de Enfermagem*Planejamento de enfermagem
Cuidados de Enfermagem*Verificar o estado de Hidratação
Cuidados de Enfermagem*Diarreia persistente
Cuidados de Enfermagem*Consulta médica
≥14 dias <14 dias
Cuidados de Enfermagem*
Sem desidratação
Criança em alerta, olhos brilhantes, sem sede, 
fontanela normal e turgor da pele preservado. 
Cuidados de Enfermagem*
Com desidratação
Criança inquieta, irritada, olhos fundos, bebe 
avidamente com sede, turgor da pele 
diminuído.
Cuidados de Enfermagem*
Desidratação grave
Letárgica ou inconsciente; Olhos fundos; Não 
consegue beber ou bebe mal; Turgor da pele 
muito diminuído.
Orientação da enfermagem
1. Aumentar a oferta líquida;
2. Oferecer líquidos ou solução de reidratação oral (SRO) após 
a cada evacuação diarreica;
3. Aleitamento materno deve ser mantido e estimulado, caso a 
criança não mama na mãe continuar com o leite habitual e 
manter a dieta normal pra criança > 04 meses que comem 
alimentos sólidos;
4. Caso a criança não melhore em 02 dias ou apresentar sinais 
de desidratação e perigo orientar os pais a levar a unidade de 
saúde.
1. Oferecer SRO em pequenas quantidades de acordo com a 
sede da criança e deverá ser contínuo até desaparecer os sinais 
de desidratação;
2. SRO: 50 -100 ml /kg em 04 a 06 horas;
3. Avaliação periódica pelo médico se após este período a 
criança estiver hidratada passar para o PLANO A;
4. Durante a reidratação reavaliar o paciente com os sinais de 
desidratação, caso continue, repetir o PLANO B por mais de 02 
horas e reavaliar, caso a criança evolua para desidratação com 
choque, passar para o PLANO C; 
5. As crianças que estiverem em estado de desidratação deverão 
permanecer na Unidade de saúde até a reidratação completa;
6. Levar à criança a unidade de saúde se a criança não melhorar 
em 02 dias ou se apresentar qualquer dos sinais.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
50
Fluxograma 13. Atendimento a criança Com Constipação Intestinal
Consulta de enfermagem
Crianças > 06 meses
Consulta médica
Planejamento de enfermagem
Melhora do quadro RETORNO EM 07 DIAS
Sim
Sim
Alta
Não
Não
Cuidados de Enfermagem*
Febre, vômito, dor ou distensão abdominal, 
fissura anal, anorexia e/ou hemorroidas.
IMPORTANTE: Nos recém-nascidos com aleitamento 
materno exclusivo pode ocorrer ausência de 
evacuação até sete dias (constipação intestinal 
fisiológica), porém devem ser avaliados pelo médico. 
Se houver eliminação de flatos, o abdome estiver 
flácido ou mesmo ocorrer eliminações de fezes 
amolecidas em intervalos longos, sem a presença de 
outros sintomas, isto indica normalidade para crianças 
em aleitamento materno exclusivo.
Cuidados de enfermagem:
1. Diminuir os alguns alimentos: batata, cenoura cozida, 
banana-maçã e farináceos;
2. Oferecer alimentos ricos em fibras (verduras, mamão, 
laranja, tomates verdes, cenoura crua, farelo de trigo e aveia);
3. Aumentar ingesta hídrica;
4. Oferecer chá de ameixa preta (01 a 02 ameixas de molho 
em meio copo-75 ml de água filtrada;
5. Exercício e massagem abdominal.
51
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Consulta de enfermagem
Crianças > 06 meses
Consulta médica
Planejamento de enfermagem
Melhora do quadro RETORNO EM 07 DIAS
Sim
Sim
Alta
Não
Não
Cuidados de Enfermagem*
Febre, vômito, dor ou distensão abdominal, 
fissura anal, anorexia e/ou hemorroidas.
IMPORTANTE: Nos recém-nascidos com aleitamento 
materno exclusivo pode ocorrer ausência de 
evacuação até sete dias (constipação intestinal 
fisiológica), porém devem ser avaliados pelo médico. 
Se houver eliminação de flatos, o abdome estiver 
flácido oumesmo ocorrer eliminações de fezes 
amolecidas em intervalos longos, sem a presença de 
outros sintomas, isto indica normalidade para crianças 
em aleitamento materno exclusivo.
Cuidados de enfermagem:
1. Diminuir os alguns alimentos: batata, cenoura cozida, 
banana-maçã e farináceos;
2. Oferecer alimentos ricos em fibras (verduras, mamão, 
laranja, tomates verdes, cenoura crua, farelo de trigo e aveia);
3. Aumentar ingesta hídrica;
4. Oferecer chá de ameixa preta (01 a 02 ameixas de molho 
em meio copo-75 ml de água filtrada;
5. Exercício e massagem abdominal.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
52
 Fluxograma 14. Atendimento a criança com Febre
Idade
2 a 11 meses (6 a 9 kg)
1 a 2 anos (10 a 14 kg)
3 a 4anos(15 a 19 kg)
Paracetamol gts 
200mg/ml
1 gt/ kg/ dose
6 a 9
10 a 14
15 a 19
Dipirona gts 
500mg/ml
1 gt/ 2 kg/ dose
3 a 5
5 a 7
8 a 9
Fonte: Protocolo Coren RJ.2012 ( Adaptado).
Consulta de Médica
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
Retorno em 2 dias para reavalição ou 
imediatamente se:
• não consegue beber ou mamar
• piora do estado geral
• piora da febre.
Orientação da enfermagem
1. Indicar o uso de antitérmico - Paracetamol ou Dipirona;
2. Orientar sobre o risco de administração de antitérmicos em 
intervalos menores de 06 horas;
3. Usar vestimentas leves;
4. Orientar retorno imediato a qualquer sinal de perigo ou 
piora do quadro;
Avaliar sinais de perigo:
• Febre acima de 37,8°C 
• Letargia;
• Desconforto respiratório;
• Rigidez da nuca;
• Abaulamento da fontanela
Sim
Não
53
Idade
2 a 11 meses (6 a 9 kg)
1 a 2 anos (10 a 14 kg)
3 a 4anos(15 a 19 kg)
Paracetamol gts 
200mg/ml
1 gt/ kg/ dose
6 a 9
10 a 14
15 a 19
Dipirona gts 
500mg/ml
1 gt/ 2 kg/ dose
3 a 5
5 a 7
8 a 9
Fonte: Protocolo Coren RJ.2012 ( Adaptado).
Consulta de Médica
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
Retorno em 2 dias para reavalição ou 
imediatamente se:
• não consegue beber ou mamar
• piora do estado geral
• piora da febre.
Orientação da enfermagem
1. Indicar o uso de antitérmico - Paracetamol ou Dipirona;
2. Orientar sobre o risco de administração de antitérmicos em 
intervalos menores de 06 horas;
3. Usar vestimentas leves;
4. Orientar retorno imediato a qualquer sinal de perigo ou 
piora do quadro;
Avaliar sinais de perigo:
• Febre acima de 37,8°C 
• Letargia;
• Desconforto respiratório;
• Rigidez da nuca;
• Abaulamento da fontanela
Sim
Não
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
54
 Fluxograma 15. Atendimento a Criança com Dor de ouvido - Otite média 
Consulta Médica
Consulta Médica
<02 ANOS
Consulta de Enfermagem
Consulta de Enfermagem
>02 anos até 
11 anos 11 meses e 29 dias
Melhora do Quadro
Retorno em 2 dias
Cuidados de enfermagem:
1. Controle da temperatura e prescrição do antitérmico caso 
a temperatura ≥37,8°C;
2. Secar o pavilhão auditivo três vezes ao dia com algodão 
ou gaze e substituir o chumaço de algodão até quando o 
pavilhão auditivo estiver seco;
3. Fazer compressa morna no período noturno (explicar 
cuidado)
4. Tratar a dor com analgésico e retornar em 02 dias.
• Apresenta secreção purulenta ou apresenta tumefação 
atrás da orelha;
• Inspecionar ao toque (palpação) presença de tumefação 
dolorosa na parte posterior do pavilhão auricular, dor de 
ouvido secreção purulenta no ouvido.
Sim
Sim
Não
Alta
Não
55
Consulta Médica
Consulta Médica
<02 ANOS
Consulta de Enfermagem
Consulta de Enfermagem
>02 anos até 
11 anos 11 meses e 29 dias
Melhora do Quadro
Retorno em 2 dias
Cuidados de enfermagem:
1. Controle da temperatura e prescrição do antitérmico caso 
a temperatura ≥37,8°C;
2. Secar o pavilhão auditivo três vezes ao dia com algodão 
ou gaze e substituir o chumaço de algodão até quando o 
pavilhão auditivo estiver seco;
3. Fazer compressa morna no período noturno (explicar 
cuidado)
4. Tratar a dor com analgésico e retornar em 02 dias.
• Apresenta secreção purulenta ou apresenta tumefação 
atrás da orelha;
• Inspecionar ao toque (palpação) presença de tumefação 
dolorosa na parte posterior do pavilhão auricular, dor de 
ouvido secreção purulenta no ouvido.
Sim
Sim
Não
Alta
Não
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
56
 Fluxograma 16. Atendimento a criança com alteração respiratóriaanos 11 meses e 29 dias)
Planejamento de enfermagem 
Consulta de enfermagem 
Consulta com Médico
Tosse e/ou dificuldade respiratória 
Retorno em 05 dias
Melhora do quadro clínico 
• Valorizar a queixa da tosse ou dificuldade respiratória;
• Observar se existem sinais ou sintomas de alerta;
• Identificar crianças em situações de risco (Quadro 01);
• Perguntar sobre a febre e medir a temperatura axilar, se ≥37,8°C, medicar 
com dipirona antes de encaminhar para consulta médica;
• História pregressa de asma ou “bronquite” ou uso de vasodilatadores;
• Valorizar a taquipnéia (Quadro 02).
QUADRO 01
SITUAÇÃO DE RISCO
• Desnutrição grave;
• Desmame grave;
• Prematuridade /ou baixo peso ao nascimento;
• Mãe adolescente ou analfabeta;
• Historia pregressa de internação;
• Idade <01 ano (o lactente é mais susceptível a falência 
respiratória e septicemia).
Tratamento Fitoterápico
Tratamento Fitoterápico - Guaco: Xarope indicado para a tosse 
(expectorante). Posologia: Crianças de três a sete anos: tomar 2,5 mL do 
xarope, duas vezes ao dia. Crianças de acima de sete a 12 anos: tomar 
2,5 mL do xarope, três vezes ao dia. Acima de 12 anos: tomar 5 mL do 
xarope, três vezes ao dia. Agitar antes de usar. Nota: nos casos de 
afecções respiratórias agudas, recomenda-se o uso por sete dias 
consecutivos. Em casos crônicos, usar por duas semanas. Precauções: Não 
usar em pessoas com Diabetes Mellitus, gestantes, lactantes e crianças 
menores de dois anos. Não usar em caso de tratamento com 
anticoagulantes.
QUADRO 01
• ≤02 MESES- Fr ≥ 60 IRPM
• 03 A 12 Meses- Fr ≥ 50 irpm
• 13 meses a 05 anos- Fr ≥40 irpm
• ≥06 anos- Fr > 30 irpm
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
• Aumenta a ingesta hídrica para fluidificar as secreções;
• Inalação com 03 a 05 ml de SF 0,9%- 03 X AO DIA;
• Remover a umidade, mofo ou bolor da casa;
• Manter a casa ventilada;
• Evitar fumar na presença da criança;
• Caso apresente os sinais de alerta: respiração rápida, tiragens e ruídos;
• Controle da temperatura.
Sim
Sim Alta
Não
Não
57
Planejamento de enfermagem 
Consulta de enfermagem 
Consulta com Médico
Tosse e/ou dificuldade respiratória 
Retorno em 05 dias
Melhora do quadro clínico 
• Valorizar a queixa da tosse ou dificuldade respiratória;
• Observar se existem sinais ou sintomas de alerta;
• Identificar crianças em situações de risco (Quadro 01);
• Perguntar sobre a febre e medir a temperatura axilar, se ≥37,8°C, medicar 
com dipirona antes de encaminhar para consulta médica;
• História pregressa de asma ou “bronquite” ou uso de vasodilatadores;
• Valorizar a taquipnéia (Quadro 02).
QUADRO 01
SITUAÇÃO DE RISCO
• Desnutrição grave;
• Desmame grave;
• Prematuridade /ou baixo peso ao nascimento;
• Mãe adolescente ou analfabeta;
• Historia pregressa de internação;
• Idade <01 ano (o lactente é mais susceptível a falência 
respiratória e septicemia).
Tratamento Fitoterápico
Tratamento Fitoterápico - Guaco: Xarope indicado para a tosse 
(expectorante). Posologia: Crianças de três a sete anos: tomar 2,5 mL do 
xarope, duas vezes ao dia. Crianças de acima de sete a 12 anos: tomar 
2,5 mL do xarope, três vezes ao dia. Acima de 12 anos: tomar 5 mL doxarope, três vezes ao dia. Agitar antes de usar. Nota: nos casos de 
afecções respiratórias agudas, recomenda-se o uso por sete dias 
consecutivos. Em casos crônicos, usar por duas semanas. Precauções: Não 
usar em pessoas com Diabetes Mellitus, gestantes, lactantes e crianças 
menores de dois anos. Não usar em caso de tratamento com 
anticoagulantes.
QUADRO 01
• ≤02 MESES- Fr ≥ 60 IRPM
• 03 A 12 Meses- Fr ≥ 50 irpm
• 13 meses a 05 anos- Fr ≥40 irpm
• ≥06 anos- Fr > 30 irpm
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:
• Aumenta a ingesta hídrica para fluidificar as secreções;
• Inalação com 03 a 05 ml de SF 0,9%- 03 X AO DIA;
• Remover a umidade, mofo ou bolor da casa;
• Manter a casa ventilada;
• Evitar fumar na presença da criança;
• Caso apresente os sinais de alerta: respiração rápida, tiragens e ruídos;
• Controle da temperatura.
Sim
Sim Alta
Não
Não
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
58
 Fluxograma 17. Rastreio e atendimento a criança com alteração no coto umbilical
Sinais de Infecção e/ou presença 
de granuloma
Consulta Médica imediata
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
Sim Não
Cuidados de Enfermagem*
Avaliação do coto umbilical
Apresenta anormalidade?
Cuidados de enfermagem:
• Realizar higiene diária com água e sabão, enxaguar e 
secar bem;
• Aplicar álcool a 70% com cotonete ou gaze limpa após 
cada troca de fralda e após o banho – 3x ao dia;
• Procurar atendimento mediante sinais de infecção 
(secreção purulenta, odor fétido, vermelhidão na apele ao 
redor do umbigo);
• Não cobrir o coto umbilical com faixas;
• Não utilizar outros produtos como: pomadas, talcos, 
moedas, dentre outros.
59
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Sinais de Infecção e/ou presença 
de granuloma
Consulta Médica imediata
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
Sim Não
Cuidados de Enfermagem*
Avaliação do coto umbilical
Apresenta anormalidade?
Cuidados de enfermagem:
• Realizar higiene diária com água e sabão, enxaguar e 
secar bem;
• Aplicar álcool a 70% com cotonete ou gaze limpa após 
cada troca de fralda e após o banho – 3x ao dia;
• Procurar atendimento mediante sinais de infecção 
(secreção purulenta, odor fétido, vermelhidão na apele ao 
redor do umbigo);
• Não cobrir o coto umbilical com faixas;
• Não utilizar outros produtos como: pomadas, talcos, 
moedas, dentre outros.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
60
 Fluxograma 18. Atendimento a criança com anemia
Palidez palma leve e/ou Hb 
de 10 a 11 g/dl
Palidez palmar grave e/ou 
Hb de < 10 g/dl.
Consulta médica
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
ANEMIA
Exames de rastreio
1. Hemograma completo:
- Solicitar durante a realização da consulta de enfermagem e com duvidas 
ao grau de palidez palmar ou mucosas;
- Em crianças com história anterior de anemia.
2. Protoparasitológico (PPF):
- Solicitar 03 amostras, quando ocorrer diarreia frequente, infestação por 
parasitas recorrentes, fezes com presença de muco.
Marcar retorno em 14 dias
Orientações de enfermagem:
• Avaliar o tipo de aleitamento;
• Avaliar antecedentes da criança: prematuridade, baixo peso, e morbidade neonatal;
• Associar o sulfato ferroso a suco de vitamina C e Administrar 30 minutos antes das refeições;
• Alertar para mudança de coloração das fezes e aos cuidados com os dentes.
Melhora do quadro clínico 
Sim
Não
Seguir as orientações e prescrição do 
sulfato ferroso de acordo com a 
idade e peso
Manter acompanhamento, conforme a proposta do fluxo de 
atendimento da criança na unidade de saúde básica.
61
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Palidez palma leve e/ou Hb 
de 10 a 11 g/dl
Palidez palmar grave e/ou 
Hb de < 10 g/dl.
Consulta médica
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
ANEMIA
Exames de rastreio
1. Hemograma completo:
- Solicitar durante a realização da consulta de enfermagem e com duvidas 
ao grau de palidez palmar ou mucosas;
- Em crianças com história anterior de anemia.
2. Protoparasitológico (PPF):
- Solicitar 03 amostras, quando ocorrer diarreia frequente, infestação por 
parasitas recorrentes, fezes com presença de muco.
Marcar retorno em 14 dias
Orientações de enfermagem:
• Avaliar o tipo de aleitamento;
• Avaliar antecedentes da criança: prematuridade, baixo peso, e morbidade neonatal;
• Associar o sulfato ferroso a suco de vitamina C e Administrar 30 minutos antes das refeições;
• Alertar para mudança de coloração das fezes e aos cuidados com os dentes.
Melhora do quadro clínico 
Sim
Não
Seguir as orientações e prescrição do 
sulfato ferroso de acordo com a 
idade e peso
Manter acompanhamento, conforme a proposta do fluxo de 
atendimento da criança na unidade de saúde básica.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
62
Recomendação quanto à suplementação de ferro:
Todo prematuro e recém-nascido com baixo peso, mesmo em aleitamento materno exclusivo, devem receber, 
a partir do 30º dia após o nascimento, suplementação de ferro, conforme tabela abaixo:
RN a termo, de peso adequado para idade 
gestacional em aleitamento materno
RN pré termo e RN de baixo peso até 1.500g
RN pré termo com peso entre 1.500 e 1.000g
RN pré termo com peso < que 1.000g
1mg/kg/dia a partir do sexto mês (ou da introdução 
de outros alimentos) até o 24º mês de vida
2mg/kg/dia durante um ano. Após este período, 
1mg/kg/dia por mais de um ano
3mg/kg/dia durante um ano. Posteriormente, 
1mg/kg/dia por mais um ano
4mg/kg/dia
SITUAÇÃO RECOMENDAÇÃO
63
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
3. Solitações de exames complementares em crianças assintomáticas
3.1 Hemograma completo:
Não há, até o momento, estudos sobre um delineamento adequado para avaliar o impacto (a eficácia 
ou a efetividade) do rastreamento de anemia em crianças assintomáticas. Existem apenas estudos 
que associam a anemia a desfechos mórbidos. Por isso, enfatiza-se que todas as recomendações no 
sentido do rastreamento da anemia são baseadas em desfechos substitutos, estando sujeito a vieses.
Na ausência de estudos bem delineados, deve-se levar em conta a prevalência da anemia em cada grupo 
populacional para decidir quais são os de maior risco e aqueles que mais provavelmente se beneficiariam 
de rastreamento. Então, sugere-se avaliar as características, os fatores de risco e a proteção da criança e da 
comunidade em que vive para que, assim, possa haver o posicionamento sobre a pesquisa de anemia para 
cada paciente.
 O grupo etário de maior prevalência (e, portanto, de maior risco) de anemia é aquele composto 
por crianças entre 6 e 24 meses de idade, pelo rápido crescimento associado à ingestão frequentemente 
inadequada de ferro na referida faixa etária (CENTERS..., 1998; BRASIL, 2005; STOLTZFUS; DREYFUSS, 
1998; U.S. PREVENTIVE..., 2006; HOHLI-KUMAR, 2001; BLANK apud DUNCAN ET AL., 2004).
 O Programa Nacional de Suplementação de ferro recomenda suplementação a todas as crianças de 
6 a 18 meses (a partir dos 4 meses para as que não estiverem em aleitamento materno exclusivo) e mais cedo 
para as de baixo peso ao nascer e as prematuras (com menos de 37 semanas) (BRASIL, 2005).
 Por tal razão, não há necessidade de diagnóstico laboratorial de rotina para todas as crianças, desde 
que ocorra suplementação de ferro para a prevenção.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
64
Recomenda-se o rastreamento sistemático para anemia apenas para crianças de risco, conforme está 
descrito no quadro abaixo:
Grupo 1 (com menos de 12 meses)
A. Criança em aleitamento materno exclusivo até os 6 meses.
B. 1 a 2 mg/Kg/dia de ferrodos 6 aos 18 meses. Se não tiver 
sido suplementada, solicite hemograma entre 9 e 12 meses.
C. Criança em uso de fórmulas com leite de vaca não 
enriquecidas com ferro.
A. 1 a 2 mg/Kg/dia de ferro dos 4 aos 18 meses. Se não tiver 
sido suplementada, solicite hemograma entre 9 e 12 meses.
B. Prematuros sadios e bebês pequenos para a idade 
gestacional (PIG).
C. 2mg/Kg/dia após 1 mês de vida por 2 meses. Depois, 
reduza a dose para 1 a 2 mg/Kg/dia até os 18 meses. 
Solicite hemograma aos 15 meses.
C. Prematuros com história de hemorragia perinatal, gestação 
múltipla, ferropenia materna grave durante a gestação (Hb<8), 
hemorragias uteroplacentárias e hemorragias neonatais (ou 
múltiplas extrações sanguíneas).
D. 2 a 4 mg/Kg/dia de ferro dos 2 aos 6 meses, quando 
deve ser solicitado hemograma. Se o resultado do exame for 
normal, reduza a dose para 1 a 2 mg/Kg/dia até os 18 
meses. Se houver anemia, mantenha a dose de tratamento. 
Nova pesquisa de anemia deve ser feita aos 15 meses.
Grupo 2 (de risco para maiores de 24 meses)
• Dieta pobre em ferro: vegetarianos, excesso de laticínios 
(mais de 2 copos de leite por dia ou equivalente) e baixa 
ingesta de frutas e verduras.
• Infecções frequentes, hemorragias frequentes ou profusas 
(epistaxes, sangramentos digestivos), cardiopatias congênitas 
acianóticas, uso prolongado de AINE e/ou corticóides por 
via oral, fatores ambientais (pobreza, acesso limitado a 
alimentos).
Solicite hemograma e aja conforme o resultado. Sugere-se 
pesquisa anual neste grupo de risco até os 5 anos de idade. 
Trate a anemia com 3mg/Kg/dia de ferro e aconselhe os pais 
sobre dieta rica em ferro.
Fonte: CENTERS ...1998; brasil, 2005. STOLTZFUS, DREYFUSS, 1998; RUIZ-CABELLO, 2011. 
65
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Atenção: crianças advindas de áreas endêmicas de malária devem ser primeiramente tratadas de 
forma adequada para a malária para que depois recebam a suplementação de ferro.
3.2 Exame de Fezes e Exame de Urina Simples
 Não há documentação científica que comprove que a realização rotineira dos citados exames em 
crianças assintomáticas tenha qualquer impacto em sua saúde. Muitos protocolos recomendam, com bases 
empíricas, a realização dos exames qualitativos de urina e testes rápidos para triagem de bacteriúria 
assintomática, mas sem especificar os benefícios clínicos da realização de tais exames. O exame parasitológico 
de fezes pode ser realizado em crianças que vivam em áreas de maior prevalência de parasitoses intestinais, 
mas não existem recomendações a respeito da frequência ideal (RUIZ-CABELLO, 2011). De qualquer modo, 
devem ser estimuladas medidas preventivas contra verminoses (como uso de calçados, lavagem e/ou cocção 
adequadas dos alimentos, lavagem das mãos antes das refeições, manutenção de unhas curtas e limpas, boa 
higiene pessoal e proteção dos alimentos contra poeira e insetos) (DUNCAN; SCHMIDT; GIUGLIANI, 2006).
Convém ainda destacar que, embora não se recomende exame comum de urina para crianças 
assintomáticas, o profissional de saúde deve estar atento para manifestações inespecíficas em 
crianças pequenas, tais como febre, irritabilidade, vômitos, diarreia e desaceleração do crescimento 
pôndero-estatural, que podem estar relacionadas á infecção urinária (LIMA, 2006, p.103-138).
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
66
4. Protocolo para acompanhamento de recém-natos com sífilis congênita, egressos da maternidade na APS
A sífilis congênita é a infecção da criança pelo T. pallidum a partir da mãe. Quando não tratada pode 
evoluir para uma enfermidade crônica com sequelas irreversíveis em longo prazo. É um importante agravo 
em saúde pública, com elevada incidência, responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade 
(abortamento, óbito fetal e neonatal).
Cabe ao enfermeiro estar ciente desta rotina e de sua importância para a redução de complicações e 
sequelas nesta população.
Fluxograma 19. Acompanhamento de recém-natos com sífilis congênita, egressos da maternidade, na APS
EN
FE
RM
AG
EM
Todo o recém-nato de mãe com sorologia positiva para sífilis deve ser acompanhado 
por pelo menos dois anos, de acordo com o seguinte protocolo
• Acolhimento Mãe-Pai-bebê; 
• Avaliação da Caderneta; 
• Acompanhamento Crescimento e 
Desenvolvimento; 
• Vacina; 
• Incentivo ao aleitamento materno e 
orientação sobre alimentação saudável;
• Orientação sobre saúde bucal;
• Orientação sobre prevenção de acidentes; 
• Avaliação clínica da criança; 
• Visita Domiciliar. 
Observação: Em caso de crianças no período pós-natal (após 28ª dia de vida) sem registro de tratamento na maternidade e 
com quadro clínico e sorológico sugestivos de sífilis congênita, estas devem ser cuidadosamente investigadas, obedecendo-se à 
rotina utilizada no período neonatal. Confirmando-se o diagnóstico, as crianças devem ser encaminhadas para unidade 
hospitalar de referência para tratamento.
*Realizar o VDRL, interrompendo o seguimento com 2 testes não treponêmicos negativos consecutivos;
• Caso sejam observados sinais clínicos** compatíveis com um quadro de sífilis congênita, após a interrupção do seguimento 
laboratorial, deve-se proceder à repetição dos exames sorológicos;
• Diante da elevação do título sorológico ou da sua não negativação até os 18 meses de idade, reinvestigar o paciente e proceder ao 
re-tratamento;
• Realizar teste treponêmico (teste rápido ou TPHA) após 18 meses de idade para confirmação do caso;
• Recomenda-se o acompanhamento oftalmológico, audiológico e neurológico semestral até 2 anos de idade;
• Nos casos em que, o RN com sífilis congênita apresentou alterações liquóricas, recomenda-se o acompanhamento em serviço de 
infectologia pediátrica de referência.
1 mês
Consulta 
Médica + 
VDRL
2 meses
Consulta 
Médica 
4 meses
Consulta 
Médica 
3 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL
Consulta 
Enfermagem/Grupo
5 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
6 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
9 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
12 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
15 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
18 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
24 meses
Consulta 
Médica 
Além das ações de monitoramento das crianças rastreadas e da busca ativa dos faltosos.
Cabe ao enfermeiro realizar as ações definidas nos fluxos de 
acolhimento e puericultura na página 21 e 26 tais como: 
67
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
EN
FE
RM
AG
EM
Todo o recém-nato de mãe com sorologia positiva para sífilis deve ser acompanhado 
por pelo menos dois anos, de acordo com o seguinte protocolo
• Acolhimento Mãe-Pai-bebê; 
• Avaliação da Caderneta; 
• Acompanhamento Crescimento e 
Desenvolvimento; 
• Vacina; 
• Incentivo ao aleitamento materno e 
orientação sobre alimentação saudável;
• Orientação sobre saúde bucal;
• Orientação sobre prevenção de acidentes; 
• Avaliação clínica da criança; 
• Visita Domiciliar. 
Observação: Em caso de crianças no período pós-natal (após 28ª dia de vida) sem registro de tratamento na maternidade e 
com quadro clínico e sorológico sugestivos de sífilis congênita, estas devem ser cuidadosamente investigadas, obedecendo-se à 
rotina utilizada no período neonatal. Confirmando-se o diagnóstico, as crianças devem ser encaminhadas para unidade 
hospitalar de referência para tratamento.
*Realizar o VDRL, interrompendo o seguimento com 2 testes não treponêmicos negativos consecutivos;
• Caso sejam observados sinais clínicos** compatíveis com um quadro de sífilis congênita, após a interrupção do seguimento 
laboratorial, deve-se proceder à repetição dos exames sorológicos;
• Diante da elevação do título sorológico ou da sua não negativação até os 18 meses de idade, reinvestigar o paciente e proceder ao 
re-tratamento;
• Realizar teste treponêmico(teste rápido ou TPHA) após 18 meses de idade para confirmação do caso;
• Recomenda-se o acompanhamento oftalmológico, audiológico e neurológico semestral até 2 anos de idade;
• Nos casos em que, o RN com sífilis congênita apresentou alterações liquóricas, recomenda-se o acompanhamento em serviço de 
infectologia pediátrica de referência.
1 mês
Consulta 
Médica + 
VDRL
2 meses
Consulta 
Médica 
4 meses
Consulta 
Médica 
3 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL
Consulta 
Enfermagem/Grupo
5 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
6 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
9 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
12 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
15 meses
Consulta 
Enfermagem
/Grupo
18 meses
Consulta 
Médica + 
VDRL*
24 meses
Consulta 
Médica 
Além das ações de monitoramento das crianças rastreadas e da busca ativa dos faltosos.
Cabe ao enfermeiro realizar as ações definidas nos fluxos de 
acolhimento e puericultura na página 21 e 26 tais como: 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
68
5. Orientações sobre Alimentação em Crianças Menores de Dois Anos
5.1 Orientações sobre Alimentação Para Crianças Menores de Dois Anos
A alimentação da criança é importante para manter o crescimento e desenvolvimento adequados, formar 
hábitos alimentares saudáveis e prevenir a anemia, o baixo peso, o sobrepeso e a obesidade.
O crescimento deve ser acompanhado conforme orientações do MS. Seguir passos da Caderneta de 
Saúde da Criança.
O profissional enfermeiro deve recorrer ao atendimento compartilhado, quando necessário, m com o 
nutricionista do NASF de sua unidade, sempre que necessário.
Introdução da alimentação complementar saudável
O aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses e continuado até os dois anos ou mais.
A partir dos 6 meses a criança deve receber a alimentação complementar saudável. Introduzir os alimentos 
de forma lenta e gradual.
Orientar que no início a criança pode recusar alguns alimentos, por isso estes devem ser oferecidos várias 
vezes e em dias diferentes para estimular o seu paladar.
Aos 7 meses introduzir o jantar e aos 8 meses a criança já pode receber gradativamente os alimentos 
preparados para a família.
A alimentação complementar saudável deve ser variada, saborosa, de boa qualidade, colorida com a 
presença dos diversos grupos de alimentos para ser rica em energia e nutrientes.
Orientar a escolha de alimentos frescos, naturais e da safra.
69
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Esquema alimentar para os dois primeiros anos de vida de crianças amamentadas
A água deve ser introduzida assim que inicia a alimentação complementar. Deve ser tratada, filtrada e 
fervida e oferecida nos intervalos das refeições.
Alimentação Ao completar 6 meses Aos 7 meses 8 a 11 meses 12 a 24 meses
H
O
RÁ
RI
O
Início da manhã
Leite materno sob livre 
demanda
Leite materno Leite materno 
Leite materno +
fruta ou pão ou 
cereal
Meio da manhã Papa de fruta Papa de fruta Fruta Fruta
Final da manhã Almoço Almoço Almoço Almoço
Meio da tarde Papa de fruta
Papa de fruta
Leite materno
Fruta
Leite materno
Leite materno +
fruta ou pão ou 
cereal
Final da tarde Leite materno Jantar Jantar Jantar
Antes de dormir Leite materno Leite materno Leite materno Leite materno
Quantidade¹
2 a 3
colheres de sopa
4 a 5
colheres de sopa
6 a 7
colheres de sopa
8 a 10
colheres de sopa
Consistência
Alimentos bem amassados
(papa ou purê)
Alimentos bem 
amassados
(papa ou purê)
Alimentos bem 
picados ou
levemente 
amassados
Alimentos picados
¹ As quantidades sugeridas podem variar de acordo com apetite e desenvolvimento da criança. É importante orientar o responsável que observe o 
quanto foi oferecido e o quanto a criança comeu.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
70
Grupos de alimentos por refeições - Orientar um alimento de cada grupo no Almoço e no Jantar
Cereais e batatas 
(tubérculos)
Arroz, batata inglesa, batata-doce, batata-baroa ou mandioquinha, aipim, inhame, 
cará, macarrão, fubá e farinhas
Leguminosas (caldo e grão) Feijões (preto, carioca, rajado, manteiga, branco), lentilha, ervilha seca.
Verduras e legumes
Agrião, bertalha, brócolis, couve, couve-flor, caruru, chicória, espinafre, repolho, 
alface, acelga, taioba. Cenoura, abóbora, abobrinha, chuchu, beterraba, quiabo, 
vagem, berinjela, nabo, maxixe, tomate.
Frutas
Abacate, banana, caqui, goiaba, laranja, mamão, manga, melão, melancia, 
maracujá, pêra, tangerina.
Carnes e ovos
Frango, peixe (viola, cação, merluza, linguado), boi, vísceras, miúdos e ovo inteiro 
(avaliar histórico de alergia na família).
Lanche da manhã e da tarde:
Orientar o uso da fruta natural sem adição de açúcar, mel ou geléias nem farinhas.
Lembrar que o mel não pode ser oferecido a menores de 1 ano, pelo risco de contaminação por Clostridium 
Botulinum.
Orientar que não é saudável oferecer à criança: balas, gelatinas, geléia de mocotó, refrigerantes, guaraná 
natural, groselha, sucos artificiais, bebidas a base de soja, café, achocolatados, iogurtes industrializados, 
biscoitos recheados ou salgados, macarrão instantâneo, enlatados, embutidos (salsicha, presunto, mortadela), 
frituras, bebidas alcoólicas.
Ao longo do dia orientar a variação dos alimentos entre aqueles:
• Que prendem o intestino: cenoura cozida, maçã, banana, goiaba, caju, arroz, batatainglesa, 
macarrão, farinhas.
• Que soltam o intestino: vegetais, espinafre, bertalha, taioba, abóbora, abobrinha, quiabo, beterraba, 
mamão, abacate, manga, laranja, tangerina, aipim, feijões.
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2 - SAÚDE DA CRIANÇA
• Ricos em ferro: carnes, feijões, folhas verde-escuras junto com os ricos em vitamina C como laranja, 
tangerina, acerola, limão.
• Ricos em vitamina A: frutas e legumes de cor amarela ou alaranjada.
Orientações para o preparo e oferta dos alimentos
 - A alimentação a partir dos seis meses deve ser desde o início espessa, em forma de papa ou purê, para 
garantir a densidade energética e estimular a mastigação.
 - Os alimentos devem ser bem cozidos, refogados ou ensopados, com pouca água, até ficarem macios.
 - As carnes devem compor as grandes refeições sendo oferecidas bem cozidas, desfiadas ou bem picadas.
 - Orientar o uso de tempero natural como óleo, alho, cebola, salsa, cebolinha e bem pouco sal.
 - Depois de prontos os alimentos devem ser amassados com garfo e oferecidos com colher. O liquidificador 
e a peneira não devem ser utilizados.
 - Destacar que os alimentos não devem ser misturados no prato para que a criança possa reconhecê-los.
 - Os líquidos como água, água de coco e sucos de fruta natural (sem adição de açúcar) devem ser ofere-
cidos no copo.
 - Lembrar que os alimentos devem ser oferecidos sem rigidez de horários, mas com intervalos regulares para 
que a criança sinta vontade de se alimentar.
5.2 Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois Anos:
A prática do Aleitamento Materno Exclusivo até o sexto mês de vida da criança deve ser recomendada por 
todos os profissionais de saúde como importante estratégia para a promoção da saúde da população infantil. 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
72
Além disso, o Ministério da Saúde recomenda a adequação das práticas da alimentação complementar ao 
Leite Materno, também a partir dessa idade (BRASIL, 2010).
01. Alimentar a criança com leite materno até os 6 meses de idade, sem oferecer água, chás ou quaisquer 
outros alimentos:
 
Colostro – É o leite dos primeiros dias pós-parto, é ideal nos primeiros dias de vida, principalmente se o bebê for prematuro, pelo 
alto teor de proteína. O leite maternocontém tudo que o bebê precisa até o 6º mês de vida, inclusive água, além de proteger 
contra infecções. O leite materno contém quantidade de água suficiente para as necessidades do bebê, mesmo em climas 
muito quentes. A oferta de água, chás ou qualquer outro alimento sólido ou líquido, aumenta a chance do bebê adoecer, além 
de substituir o volume de leite materno a ser ingerido, que é mais nutritivo. A criança que recebe outros alimentos além do leite 
materno, antes dos 6 meses, principalmente através de mamadeira, incluindo água e chás, pode adoecer mais e ficar desnutrida.
A pega errada prejudica o esvaziamento total da mama, impedindo que o bebê mame o leite do final da mamada, que é rico em 
gordura e que dá maior saciedade. O tempo de esvaziamento da mama depende de cada bebê; existem aqueles que conseguem 
fazê-lo em pouco minutos e aqueles que o fazem em trinta minutos ou mais. A produção adequada de leite vai depender 
basicamente da sucção do bebê, da pega correta e da frequência de mamadas. A mãe que amamenta deve beber, no mínimo, 
dois litros de água pura diariamente e estimular o bebê a sugar corretamente e com mais frequência.
02. A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os 
dois anos de idade ou mais:
A partir dos 6 meses, o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes do leite materno, que são 
chamados de alimentos complementares.
A alimentação complementar, como o nome diz, é para complementar o leite materno e não para substituí-lo.
A introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. O bebê tende a rejeitar as primeiras ofertas do(s) alimento(s), 
pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor.
 No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena e a mãe pode oferecer o peito após a refeição com os 
alimentos complementares. Há crianças que se adaptam facilmente às novas etapas e aceitam muito bem os novos alimentos. 
Quando introduzir a alimentação complementar, é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições. Mesmo 
recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua 
alimentando a criança e protegendo-a contra doenças.
73
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
03. A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e 
legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada:
Os alimentos complementares são constituídos pela maioria dos alimentos básicos que compõem a alimentação das famílias.
Complementa-se a oferta de leite materno com alimentos que são mais comuns à região e ao hábito alimentar da família.
A introdução dos alimentos complementares deve ser feita com colher ou copo no caso da oferta de líquidos.
Se a criança está mamando no peito, três refeições por dia com alimentos adequados são suficientes para garantir uma boa 
nutrição e crescimento, no primeiro ano de vida.
No segundo ano de vida, devem ser acrescentados mais dois lanches, além das três refeições. Se a criança não está mamando 
no peito, deve receber cinco refeições por dia com alimentos complementares a partir do sexto mês. A partir do momento que 
a criança começa a receber qualquer outro alimento, a absorção do ferro do leite materno reduz significativamente: por esse 
motivo a introdução de carnes e vísceras (fígado, rim, coração, moela de frango, etc.), mesmo em pequena quantidade, é muito 
importante.
04. Os alimentos para complementar a alimentação da criança a partir dos seis meses devem ser oferecidos 
sem rigidez de horário, respeitando-se sempre a vontade da criança:
Crianças amamentadas no peito, em livre demanda, desenvolvem muito cedo a capa-cidade de auto-controle sobre a ingestão 
de alimentos, aprendendo a distinguir as sen-sações de saciedade após as refeições e de fome após períodos sem oferta de 
alimentos.
É importante a mãe distinguir o desconforto da criança com fome de outras situações como: sede, sono, frio, calor, fraldas 
molhadas ou sujas. Não se deve oferecer comida, ou insistir para que a criança coma, quando ela não está com fome.
Oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos que coincidem com o desejo de comer 
demonstrado pela criança. Após a oferta dos alimentos, a criança deve receber leite materno, caso demonstre que não está 
sacia-da. Oferecer três refeições complementares (no meio da manhã, no almoço, no meio da tarde) para crianças em aleitamento 
materno; para aquelas já desmamadas, adicionar mais duas refeições: no início da manhã e no início da noite.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
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05. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher, começar com 
consistência pastosa (papas, purês), e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da 
família:
No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela. Os 
alimentos devem ser bem cozidos. Nesse cozimento deve sobrar pouca água na panela, ou seja, os alimentos devem ser cozidos 
apenas em água suficiente para amaciá-los. Ao colocar os alimentos no prato, amasse--os bem com o garfo e a consistência 
deverá ter o aspecto pastoso (papa/purê). Não há necessidade de passar pela peneira e nem bater no liquidificador.
A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, 
picados ou cortados em pedaços pequenos. Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.
Deve-se evitar o uso da mamadeira, pois a mesma pode atrapalhar a amamentação e é a principal fonte de contaminação e 
transmissão de doenças. Recomenda-se o uso de copinhos para oferecer água ou outros líquidos; dar os alimentos semi-sólidos e 
sólidos com prato e com colher.
06. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida:
No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela. Os 
alimentos devem ser bem cozidos. Nesse cozimento deve sobrar pouca água na panela, ou seja, os alimentos devem ser cozidos 
apenas em água suficiente para amaciá-los. Ao colocar os alimentos no prato, amasse--os bem com o garfo e a consistência 
deverá ter o aspecto pastoso (papa/purê). Não há necessidade de passar pela peneira e nem bater no liquidificador.
A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, 
picados ou cortados em pedaços pequenos. Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.
Deve-se evitar o uso da mamadeira, pois a mesma pode atrapalhar a amamentação e é a principal fonte de contaminação e 
transmissão de doenças. Recomenda-se o uso de copinhos para oferecer água ou outros líquidos; dar os alimentos semi-sólidos e 
sólidos com prato e com colher.
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07. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições, pois são ricas em vitaminas e sais 
minerais, importantes para o desenvolvimento da criança:
As frutas e as hortaliças (legumes e verduras) são as principais fontes de vitaminas, minerais e fibra.
Normalmente, os alimentos do grupo dos vegetais são inicialmente pouco aceitos pelas crianças porque, em parte, a criança 
pequena aceita melhor os alimentos doces.
Quando a criança recusa determinado alimento, deve-se oferecer novamente em outras refeições. Para que um novo alimento 
seja aceito pela criança, é necessário em média, 8 a 10 repetições, em momentos diferentes. No primeiro ano de vida, não é 
recomendado que os alimentos sejam muito misturados, porque a criança está aprendendo a conhecernovos sabores e texturas. 
Deve ser oferecida uma fruta, uma hortaliça de cada vez, na forma de papa ou purê. Para temperar os alimentos, recomenda-se o 
uso de cebola, alho, pouco óleo, pouco sal e ervas (salsinha, cebolinha e coentro). Quando a criança já senta à mesa, o exemplo 
do consumo dos alimentos pela família vai encorajar a criança a consumi-los. As refeições devem ser momentos tranqüilos e felizes.
08. Evitar açúcar, café, enlatados, refrigerantes, frituras, salgadinhos, balas, sucos artificiais e outras 
guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação. Fazer opção por produtos naturais:
É comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce; no entanto, a adição de açúcar é desnecessária e 
deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida. Até completar um ano de vida, a criança possui a mucosa gástrica sensível e, 
portanto, as substâncias presentes no café, enlatados e refrigerantes podem irritá-la, comprome-tendo a digestão e a absorção dos 
nutrientes, além de terem baixo valor nutritivo. Deve ser evitado o uso de alimentos industrializados, enlatados, embutidos e frituras, 
que contenham gordura e sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais. A família deve ser orientada para não oferecer doces, 
sorvetes e refrigerantes para a criança pequena. É importante também, ler o rótulo dos alimentos infantis antes de comprá-los para 
evitar oferecer à criança alimentos que contenham aditivos e conservantes artificiais.
Os alimentos muito condimentados também devem ser evitados como: pimenta, mostarda,catchup, temperos industrializados e 
outros.
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
76
09. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e 
conservação adequada, protegendo-os dos riscos de contaminação:
Quando a criança passa a receber a alimentação complementar aumenta a possibili-dade de doenças diarreicas que constituem 
importante causa de adoecimento e morte, entre as crianças pequenas. Para uma alimentação saudável, deve-se usar alimentos 
frescos, maduros e em bom estado de conservação. Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do 
consumo e nunca oferecer restos de uma refeição. Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças, a pessoa 
respon sável pelo preparo das refeições deve lavar bem as mãos e os alimentos, assim como os utensílios em que serão preparados 
e servidos. Os alimentos devem ser guardados em local fresco e protegidos de insetos e outros animais. Oferecer água limpa 
(tratada, filtra-da ou fervida) para a criança beber. O mesmo cuidado deve ser observado em relação à água usada para preparar 
os alimentos. Lavar as mãos com água e sabão, toda vez que for preparar ou oferecer o alimento à criança.
10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e 
seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
As crianças doentes, em geral, têm menos apetite, ingerindo menos alimentos e gas-tando mais energia devido à febre. Por isso, 
devem ser estimuladas a se alimentarem, no entanto, não devem ser forçadas a comer. Se a criança estiver sendo amamentada 
exclu-sivamente no peito, aumentar a frequência da oferta, várias vezes ao dia. O leite materno é o alimento que a criança aceita 
melhor. Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente, aconselha-se oferecer os alimentos de sua preferência, 
sob a forma que a criança aceita melhor e aumentar a oferta de líquidos. Oferecer quantidades pe-quenas de alimentos por 
refeição, porém, com maior frequência. Se a criança aceitar apenas um tipo de preparação, mantê-la até que se recupere. É 
importante sentar-se ao lado da criança na hora da refeição e ser mais flexível com horários e regras. Não forçar a criança a 
comer. Isso aumenta o estresse e diminui ainda mais o apetite
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de 2 anos: álbum seriado / 
Ministério da Saúde,. – Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
5.3 – Orientações de Alimentação Nos Casos de Crianças Não Amamentadas
O aleitamento materno exclusivo deve ser mantido até o sexto mês de vida da criança.
É responsabilidade do profissional de saúde promover, orientar e apoiar a manutenção do aleitamento 
materno.
77
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
A proteção à amamentação e a orientação apropriada sobre alimentação devem estar ente as prioridades 
de ação dos profissionais de saúde que trabalham com a população infantil.
No entanto, esses profissionais poderão se deparar com situações de contraindicação do Aleitamento 
Materno ou Desmame Precoce, por isso necessitarão de informações acerca da alimentação recomendada 
para a criança que não é amamentada.
Esquema Alimentar para crianças não amamentadas
 - De 0 a 4 meses oferecer apenas refeições lácteas compostas por preparação caseira (leite 
de vaca diluído + óleo + mucilagem) ou por fórmula infantil industrializada.
 - Aos 4 meses, introduzir lanche da manhã, almoço e lanche da tarde, seguindo o esquema 
alimentar de criança amamentada e observando as orientações quanto aos grupos de 
alimentos, consistência, cuidados no preparo e na oferta.
 - A partir dos 4 meses o leite de vaca integral não deve ser diluído nem acrescido de óleo e 
mucilagem.
 - Aos 5 meses introduzir o jantar.
 - Aos 2 meses, iniciar suplementação com vitamina C (30 mg/dia), por meio de suplemento vitamínico 
disponível na rede, até que a alimentação complementar seja introduzida e supra as necessidades.
 - Entre 2 a 3 meses, iniciar suplementação preventiva com ferro (1 a 2 mg/kg/dia). Em caso de uso de 
fórmula infantil industrializada não é necessária a suplementação. A partir dos 4 meses, seguir o Protocolo 
para Prevenção da Anemia.
 - A água deve ser introduzida desde o início do aleitamento artificial. Deve ser filtrada e 
fervida e oferecida nos intervalos das refeições.
 - Nos casos em que há necessidade de se orientar o preparo das fórmulas lácteas e diluições 
de leite, tais orientações devem ser feitas de forma individualizada e compartilhada com um 
profissional qualificado (matriciamento por nutricionista do NASF).
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
78
Volume de refeição láctea caseiraa de acordo com o número de mamadas por dia e com o peso da 
criança até os 4 meses
Peso da criançab
Volumec de acordo com número de mamadas/dia
8 por dia 7 por dia 6 por dia 5 por dia
2,5 Kg 50 ml 60 ml 70 ml -
3,0 Kg 60 ml 70 ml 80 ml -
3,5Kg 70 ml 80 ml 90 ml -
4,0 Kg 80 ml 90 ml 100 ml -
4,5 Kg - 90 ml 110 ml 130 ml
5,0 Kg - 100 ml 120 ml 140 ml
5,5 Kg - 110 ml 130 ml 150 ml
6,0Kg - - 130 ml 150 ml
6,5 Kg - - 130 ml 160 ml
7,0 Kg - - 130 ml 160 ml
7,5Kg - - 140 ml 170 ml
8.0Kg - - 150 ml 180 ml
a Preparação caseira (leite de vaca diluído + óleo + mucilagem).
b Peso variando entre os limites de adequação peso/idade de 0 a 4 meses. Avaliar o estado nutricional, 
acompanhando o crescimento nos gráficos da Caderneta da Criança, e adequar o volume da alimentação 
láctea quando necessário. Crianças com índice peso/idade ou IMC/idade fora da faixa de normalidade 
deverão ser encaminhadas para o nutricionista.
c Os volumes indicados podem variar com a aceitação da criança.
79
Reconstituição do leite de vaca integral em pó para menores de 4 meses: quantidade em medidas 
caseiras, de acordo com o volume da refeição.
Volume Total (mL)
Leite de vaca em pó Mucilagem1 Óleo
Medida caseira (colher de chá)2
60 2 1 ½
80 2 e ½ 1 e ½ 1
100 3 2 1
120 4 3 1 e ½
150 5 4 1 e ½
180 6 5 2
Notas: Reconstituição considerando 10% de leite de vaca integral em pó, 2% de mucilagem e 2%de óleo 
vegetal.
1 Mucilagem: farinhas de arroz ou de milho pré-cozidas
2 Uma colher de chá corresponde a 3 g de leite em pó, 1 g de mucilagem e 2 mL de óleo.
Preparo do leite de vaca integral em pó: Dissolver o leite em pó em um pouco da água filtrada e fervida, 
acrescentar a mucilagem e o óleo e em seguida adicionar a água restante para completar o volume total. 
Não é recomendado o uso de açúcar.
Em caso de uso da fórmula infantil deve-se seguir a diluição e volume recomendados no rótulo.
2 - SAÚDE DA CRIANÇA
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
80
Reconstituição do leite de vaca integral fluido para menores de 4 meses: quantidade em medidas 
caseiras, de acordo com o volume da refeição.
Volume Total (mL) Leite de vaca Fluido (ml)
Mucilagem1 Óleo
Medida caseira (colher de chá)2
60 40 1 ½
80 50 1 e ½ 1
100 70 2 1
120 80 3 1 e ½
150 100 4 1 e ½
180 120 5 2
Notas: Reconstituição considerando 2/3 de leite de vaca integral fluido, 1/3 de água, 2% de mucilagem e 
2% de óleo vegetal.
1 Mucilagem: farinhas de arroz ou de milho pré-cozidas.
2 Uma colher de chá corresponde a: 1 g de mucilagem e 2 mL de óleo.
Preparo do leite de vaca integral fluido: misturar o leite fluido fervido, mucilagem e óleo nas quantidades 
indicadas e em seguida adicionar a água filtrada e fervida para completar o volume total. Não é 
recomendado o uso de açúcar.
81
3
Saúde do 
Adolescente
83
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
6. O Cuidado do Adolescente pelo Enfermeiro (idade entre 10 e 19 anos)
A adolescência é uma etapa do desenvolvimento do ser humano situada entre a infância e a vida adulta, 
e marcada por profundas transformações biopsicossociais. Essas transformações modificam o relacionamento 
do indivíduo consigo mesmo, com a família e o mundo, proporcionando a formação da identidade e a busca 
da autonomia.
Como cidadãos, os adolescentes têm direito a saúde e é dever do Estado garantir este acesso, dentro dos 
preceitos do SUS. 
As características desse grupo, bem como sua vulnerabilidade às questões econômicas e sociais e a 
importância desse período na formação de hábitos, determinam a necessidade de uma atenção mais específica.
Visando proporcionar um atendimento qualificado ao adolescente o Protocolo de Enfermagem traz a consulta 
de Enfermagem como fator preponderante na avaliação do crescimento e desenvolvimento, a sexualidade e 
dificuldades encontradas nesta fase da vida.
DIREITOS DOS ADOLESCENTES:
• Privacidade no momento da avaliação;
• Garantia de confidencialidade e sigilo;
• Consentir ou recusar atendimento;
• Atendimento à saúde sem autorização e desacompanhado dos pais, a partir de 12 anos de idade;
• A informação sobre o seu estado de saúde.
(Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei nº 8.069, 13 de julho de 1990) 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
84
Fluxograma 20. Atendimento do enfermeiro ao adolescente
Odontólogo
Médico
Assistente social
Nutricionista
Psicólogo
Educador Físico
NASF
Consulta de Enfermagem
Adolescente em risco ?
Grupo de Adolescentes – Educação 
em Saúde
Atendimento compartilhado, caso 
necessário - Matriciamento
Situação de risco não inerente à 
adolescência**
Consulta de Enfermagem
Semestral e/ou com periodicidade a critério do 
enfermeiro, com avaliação do risco e encaminhamento 
para consulta médica. Matriciamento por profissionais 
NASF, caso necessário. Grupos periódicos de educação 
em saúde.
 Consulta de Enfermagem semestral, com avaliação do 
risco. Matriciamento por profissionais do NASF, caso 
necessário. Grupos periódicos de educação em saúde.
Situação de risco inerente à 
adolescência*
Encaminhar ao atendimento no 
serviço especializado de 
referência, caso necessário
Agendar atendimento no serviço, 
caso necessário
* Adolescente com risco inerente à faixa etária: 
aquele que apresenta riscos inerentes à faixa etária, como por 
exemplo, a impulsividade, a onipotência juvenil, o pensamento 
mágico, imaturidade emocional, a influência do grupo de pares e 
outros.
No entanto identifica-se no seu contexto de vida um número maior 
de fatores de proteção em relação aos fatores de rico.
** Adolescente em situação de risco não inerente à 
faixa etária: 
aquele que apresenta riscos biológicos, emocionais, familiares 
e/ou sociais.
- risco biológico: obesidade, doenças crônicas; de risco 
emocional: depressão/ansiedade, uso e abuso de drogas;
- risco familiar: pais alcoolistas/drogadictos, com 
paternidade/maternidade prejudicada (conflito no desempenho 
do papel mãe/pai), com transtornos mentais e déficit intelectual;
- risco social: morar em áreas de tráfico de drogas, pobreza 
extrema, exploração sexual infantil, violência, negligencia do 
cuidador. Identifica-se no seu contexto de vida um número menor 
de fatores de proteção em relação aos fatores de risco.
Sim Não
85
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
Odontólogo
Médico
Assistente social
Nutricionista
Psicólogo
Educador Físico
NASF
Consulta de Enfermagem
Adolescente em risco ?
Grupo de Adolescentes – Educação 
em Saúde
Atendimento compartilhado, caso 
necessário - Matriciamento
Situação de risco não inerente à 
adolescência**
Consulta de Enfermagem
Semestral e/ou com periodicidade a critério do 
enfermeiro, com avaliação do risco e encaminhamento 
para consulta médica. Matriciamento por profissionais 
NASF, caso necessário. Grupos periódicos de educação 
em saúde.
 Consulta de Enfermagem semestral, com avaliação do 
risco. Matriciamento por profissionais do NASF, caso 
necessário. Grupos periódicos de educação em saúde.
Situação de risco inerente à 
adolescência*
Encaminhar ao atendimento no 
serviço especializado de 
referência, caso necessário
Agendar atendimento no serviço, 
caso necessário
* Adolescente com risco inerente à faixa etária: 
aquele que apresenta riscos inerentes à faixa etária, como por 
exemplo, a impulsividade, a onipotência juvenil, o pensamento 
mágico, imaturidade emocional, a influência do grupo de pares e 
outros.
No entanto identifica-se no seu contexto de vida um número maior 
de fatores de proteção em relação aos fatores de rico.
** Adolescente em situação de risco não inerente à 
faixa etária: 
aquele que apresenta riscos biológicos, emocionais, familiares 
e/ou sociais.
- risco biológico: obesidade, doenças crônicas; de risco 
emocional: depressão/ansiedade, uso e abuso de drogas;
- risco familiar: pais alcoolistas/drogadictos, com 
paternidade/maternidade prejudicada (conflito no desempenho 
do papel mãe/pai), com transtornos mentais e déficit intelectual;
- risco social: morar em áreas de tráfico de drogas, pobreza 
extrema, exploração sexual infantil, violência, negligencia do 
cuidador. Identifica-se no seu contexto de vida um número menor 
de fatores de proteção em relação aos fatores de risco.
Sim Não
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
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7. Orientações sobre Alimentação para Adolescentes 
A alimentação tem papel crítico no desenvolvimento do adolescente sendo o consumo de dieta inadequada 
uma influência desfavorável sobre o crescimento e maturação. Outro fator que influencia é a realização ou não 
de exercício físico.
Para realizar o exame físico de adolescentes, o método mais adequado é o da avaliação do índice de 
massa corporal (IMC).
PARA MELHOR ESTILO DE VIDA 
É NECESSÁRIO ORIENTAR:
- Fazer as refeições em ambiente tranquilo, juntamente com a família (criar 
rotina) sem associar à atividades de entretenimento (televisão, revistas, 
computador, etc.);
- Incorporar ao cotidiano, técnicas como comer devagar e mastigar bem os 
alimentos, permitindo um melhor controleda ingestão e uma adequada 
percepção da saciedade e plenitude;
- Ingerir todos os grupos de alimentos (pães, massas e tubérculos, frutas e 
hortaliças, carnes e peixes, feijão e outras leguminosas, leite e derivados e 
quantidades moderadas de gorduras, sal e açúcares);
- Reduzir o consumo de sanduíches, biscoitos recheados, frituras, balas e outras 
guloseimas. Esses alimentos possuem elevados teores de gorduras saturadas, 
açúcar simples, corantes e conservantes;
- Aumentar a ingestão de líquidos, principalmente, água, nos intervalos das 
refeições, evitando o excesso durante as mesmas. Diminuir o consumo de 
refrigerantes e sucos artificiais;
- Consumir regularmente alimentos fontes de fibra: hortaliças, leguminosas, 
cereais integrais como arroz, pães e aveia, frutas;
Incorporar a prática de atividade física regular como caminhar, andar de 
bicicleta, jogar bola e outras;
- Estimular busca de atividades prazerosas como hobbies, ter animal de 
estimação, fazer trabalho voluntário, participação em atividades de grupos 
como dança, teatro, música, arte, etc.
87
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
8. Principais agravos na adolescência
OBESIDADE
É um distúrbio do estado nutricional traduzido por aumento de tecido adiposo localizado ou generalizado, 
provocado por desequilíbrio nutricional associado ou não a distúrbios genéticos ou endócrino-metabólicos. 
Doença crônica multifatorial, de difícil tratamento, disseminada em todas as camadas sociais, sendo sua 
etiologia uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais.
CONSULTA DE ENFERMAGEM
No histórico de enfermagem investigar:
- A vontade de emagrecer;
- Hábito alimentar da família;
- Hábito alimentar do adolescente;
- Prática de atividade física;
- Obesidade na família - pai, mãe, 
irmãos e avós;
- Tratamentos anteriores na tentativa de 
emagrecimento: dietas, medicamentos 
e exercícios;
- Problemas de saúde associados e 
internações 
- Cabe à UBS/ESF e/ou a equipe - a identificação e acompanhamento do adolescente 
com sobrepeso; 
- Todo obeso deve ser acompanhado pelo médico generalista em consultas periódicas;
- Quando possível deve ocorrer, de forma articulada com a equipe, o matriciamento 
pelos profissionais do NASF (nutricionista, educador físico) e o encaminhamento para 
atendimento especializado (endocrinologista)
No exame físico observar:
- Peso, estatura e IMC;
- Pressão arterial;
- Pescoço, axilas e regiões de dobras: 
presença de acanthose nigricans;
- Hiperqueratose e hiperpigmentação em 
regiões de dobras;
- Distribuição de gordura corporal;
- Maturação sexual.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
88
8.1 TRANSTORNOS ALIMENTARES – ANOREXIA NERVOSA E BULIMIA
A anorexia e bulimia constituem transtornos alimentares frequentemente de prognóstico reservado, e que 
acometem, principalmente, adolescentes e adultos jovens, mais do sexo feminino, apresentando gravidade 
semelhante em ambos os sexos.
ANOREXIA NERVOSA
O diagnóstico de anorexia nervosa, cujo significado é perda do apetite, requer quatro critérios diagnósticos 
definidos no Manual das Desordens Mentais (1994), Diagnóstico e Estatística (DSM-IV).
1. Recusa em manter o peso dentro dos limites considerados normais para altura e idade (abaixo de 15% 
do peso considerado ideal). 
2. Medo de ganhar peso.
3. Distúrbio grave da imagem corporal, medida predominante da auto avaliação, com negação da 
gravidade da doença.
4. Ausência de ciclos menstruais ou amenorreia (mais que três ciclos).
Geralmente, o quadro é desencadeado por um fator estressante como, por exemplo, comentários sobre o 
peso, pressão profissional ou uma ruptura afetiva. Apesar de emagrecido, o adolescente costuma perceber-se 
gordo ou desproporcional, o que se denomina insatisfação ou distorção da imagem corporal.
BULIMIA
Os critérios para o diagnóstico de bulimia pelo Manual das Desordens Mentais (1994), Diagnóstico e 
Estatística (DSM-IV), incluem os seguintes itens: 
1. Episódios de ingestão excessiva com sensação de perda de controle (às vezes em períodos de duas 
horas, ingerem quantidades consideradas muito grandes, que outras pessoas não afetadas não 
ingeririam nesse mesmo período nem nessas circunstâncias). 
2. A ingestão excessiva é compensada por comportamento de expurgo (vômitos auto induzidos, laxantes 
ou diuréticos) ou não expurgo. 
3. A ingestão excessiva e os comportamentos compensatórios ocorrem pelo menos duas vezes por semana, 
por três meses.
4. Insatisfação com a forma do corpo e com o peso.
89
A etiopatogenia da bulimia nervosa também inclui, com grande frequência, conflitos familiares, história de 
abuso sexual na infância e questões sobre o desenvolvimento de feminilidade.
ABORDAGENS PARA OS TRANSTORNOS ALIMENTARES
• Realizar um exame físico completo, com especial atenção para os sinais vitais, pele, sistema 
cardiovascular e evidências de abuso de laxantes ou diuréticos e vômitos. 
• Observar as seguintes informações: peso atual e desejado; início e padrão da menstruação; restrições 
alimentares e padrões de jejum; frequência e extensão da hiperfagia e dos vômitos; uso de laxantes, 
diuréticos, pílulas para emagrecer; perturbações na imagem corporal; preferências e peculiaridades 
alimentares; padrões de exercícios.
• Avaliar os indicadores de crescimento, desenvolvimento sexual e desenvolvimento físico.
• Explorar a compreensão do adolescente sobre o seu impacto nos relacionamentos sociais, na escola 
e no trabalho, procurando identificar fatores socioculturais que influenciam o tipo e a quantidade de 
alimento que o adolescente consome e sua percepção sobre o tamanho corporal ideal.
• Verificar a história psiquiátrica, história de uso de substâncias e avaliação familiar.
• Analisar a estrutura familiar, bem como eventuais mudanças nas alianças de poder, padrões e rituais, 
relacionados aos membros da família e a alteração do estado de saúde de um de seus membros.
• Fazer as seguintes perguntas, as quais podem ser mais eficientes do que qualquer questionário extenso 
para identificar se o adolescente tem predisposição para desenvolver transtorno alimentar: Você está 
satisfeita (o) com seus padrões de alimentação? Você já comeu em segredo?
• Ressaltar os aspectos positivos, mantendo uma observação e uma escuta sensível. Auxiliar para que 
o adolescente perceba os seus limites, sendo colocados de maneira firme, carinhosa e coerente por 
parte de enfermeiro. Estimular o adolescente a imaginar mudanças e um futuro positivo e auxiliar a 
identificação da própria responsabilidade e do controle da situação.
 - Cabe à UBS/ESF e/ou a equipe - a identificação e acompanhamento/encaminhamento do 
caso
 - Encaminhar para consulta médica com médico generalista
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
90
 - Quando possível deve ocorrer, de forma articulada com a equipe, o matriciamento pelos 
profissionais do NASF (Saúde mental – psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional. 
Nutricionista)
9. Protocolo de atendimento às crianças e adolescente vítimas de violência
A violência é um fenômeno que se desenvolve e dissemina nas relações sociais e interpessoais, implicando 
sempre uma relação de poder que não faz parte da natureza humana. A violência sexual é uma das principais 
causas de morbimortalidade, especialmente na população de crianças, adolescentes e adultos jovens 
(MS,2002). 
Há diversos tipos de violência, tais como: física, psicológica, sexual, negligência e Síndrome de Münchausen. 
A síndrome de Münchausen ocorre quando um parente, quase sempre a mãe, de forma persistentemente ou 
intermitentemente produzem (fabrica, simula, inventa), de forma intencional, sintomas em seu filho, fazendo que 
este seja considerado doente, ou provocandoativamente a doença, colocando-a em risco e numa situação 
que requeira investigação e tratamento. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade 
do cuidador, de tratamento difícil e prognóstico reservado. 
• No atendimento à criança e adolescente em situação de violência, é importante fazer o levantamento 
da história de vida, para avaliar o grau de vulnerabilidade e risco que está sujeita, além dos fatores 
de proteção (aspectos que favoreçam a resiliência), como também as características individuais, 
autoestima e competência social, apoio afetivo familiar ou da rede social, apoio social externo 
representado por pessoas ou instituições da comunidade. 
• Dessa forma o atendimento holístico é espaço fértil para garantia de direitos, tendo como princípio a 
prioridade atendimento integral. As ações devem potencializar a autonomia, favorecer a participação 
na rede, reduzir danos, mudanças nas condições que geram, mantém ou facilitam a dinâmica na 
situação de violência, facilitar acesso às políticas de saúde e sociais, educação, trabalho, renda e 
assistência (encaminhamentos para rede de saúde e social).
• Direito a convivência familiar e comunitária, proteção integral e preservação de vínculos familiares e 
comunitários (LEI 8069) ECA- MATRICIAMENTO NAS FAMÍLIAS COM CASOS DE VIOLÊNCIA. 
• Reconhecer no exame físico sinais de violência: equimoses, escoriações, hiperemia, mordeduras, 
incisões com arma branca e lesões em genitália. Acionar o conselho tutelar.
91
• Realizar notificação de violência (em ficha própria – SINAN Violência). 
• Utilizar metodologias lúdicas (desenho, brinquedo e artes cênicas) para identificar situações de 
violência. 
• Propiciar um ambiente seguro, terapêutico para expressão de seus sentimentos.
• Propiciar informações exatas e explicações em termo que possam ser entendidos. 
O enfermeiro deve ter uma atitude de acolhimento, não julgadora, não punitiva, ainda que o agressor esteja 
presente. É importante a escuta qualificada, apoiar o cuidador, vítima e família, criar vínculo de confiança. 
Notificar, orientando ao cuidador e família o desdobramento desta notificação. 
Em crianças e adolescentes menores de 18 anos de idade, a suspeita ou confirmação de abuso sexual 
deve, obrigatoriamente, ser comunicada ao Conselho Tutelar ou à Vara da Infância e da Juventude, sem 
prejuízo de outras medidas legais, conforme art. 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n.º 
8.069, de 13 de julho de 1990. Essa medida é de extremo valor para oferecer a necessária e apropriada 
proteção para crianças e adolescentes. 
A atenção e a notificação dos casos é também responsabilidade da Unidade, e não apenas dos profissionais 
que fizeram o atendimento. A instituição deve estar atenta à identificação dos casos e comprometida com o 
acompanhamento das crianças e adolescentes.
A criança e a adolescente que forem submetidos a situação de exploração sexual tem garantido o 
aborto previsto em lei.
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
92
Fluxograma 21. Atendimento às crianças e adolescente vítimas de violência
1NASF: Núcleos de Apoio à Saúde da Família; 2Caps: Centros de Atenção Psicossocial; 3Capsi: Centros de Atenção Psicossocial Infantil; 4Cras: Centro de 
Referência de Assistência Social; 5Creas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social; 6CTA: Centro de Testagem e Aconselhamento.
Acolhimento Atendimento
- Receber crianças, adolescentes e 
famílias de forma empática e 
respeitosa, por qualquer membro da 
equipe;
- Acompanhar o caso e proceder aos 
encaminhamentos necessários, desde a 
sua entrada no setor saúde até o 
seguimento para a rede de cuidados e 
de proteção social;
- Adotar atitudes positivas e de proteção 
à criança ou ao adolescente;
- Atuar de forma conjunta com toda a 
equipe.
Notificação
- Preencher a ficha de notificação 
(SINAN Violência);
- Encaminhar a ficha ao Sistema de 
Vigilância, Secretaria Municipal de 
Saúde;
- Comunicar o caso ao Conselho Tutelar, 
da forma mais ágil possível (telefone, 
pessoalmente ou com uma via da ficha 
de notificação);
- Anexar cópia da ficha ao 
prontuário/boletim do paciente;
- Acionar o Ministério Público quando 
necessário.
- Acompanhar a criança ou adolescente 
e sua família até a alta, com 
planejamento individualizado para 
cada caso;
- Acionar a rede de cuidado e de 
proteção social, existente no território, 
de acordo com a necessidade de 
cuidados e de proteção, tanto na 
própria rede de saúde, quanto na rede 
de proteção social e defesa.
Segmento na rede de cuidado e de 
proteção social
Violência física, sexual ou 
negligencia/abandono
- Consulta médica: tratamento 
e profilaxia;
- Avaliação psicológica;
- Acompanhamento 
terapêutico, de acordo com 
cada caso;
- Acompanhamento pela 
atenção primária/ ESF/ 
NASF¹;
- Caps² ou Capsi³ ou pela 
rede de proteção Cras4, 
Creas5/escolas, CTA6 ou 
outros complementares.
Realizar consulta clínica: anamnese, 
exame físico e planejamento da 
conduta para cada caso
Violência psicológica
- Avaliação psicológica
- Acompanhamento 
terapêutico, de acordo com 
cada caso;
- Acompanhamento pela 
atenção primária/ ESF/ 
NASF¹;
93
1NASF: Núcleos de Apoio à Saúde da Família; 2Caps: Centros de Atenção Psicossocial; 3Capsi: Centros de Atenção Psicossocial Infantil; 4Cras: Centro de 
Referência de Assistência Social; 5Creas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social; 6CTA: Centro de Testagem e Aconselhamento.
Acolhimento Atendimento
- Receber crianças, adolescentes e 
famílias de forma empática e 
respeitosa, por qualquer membro da 
equipe;
- Acompanhar o caso e proceder aos 
encaminhamentos necessários, desde a 
sua entrada no setor saúde até o 
seguimento para a rede de cuidados e 
de proteção social;
- Adotar atitudes positivas e de proteção 
à criança ou ao adolescente;
- Atuar de forma conjunta com toda a 
equipe.
Notificação
- Preencher a ficha de notificação 
(SINAN Violência);
- Encaminhar a ficha ao Sistema de 
Vigilância, Secretaria Municipal de 
Saúde;
- Comunicar o caso ao Conselho Tutelar, 
da forma mais ágil possível (telefone, 
pessoalmente ou com uma via da ficha 
de notificação);
- Anexar cópia da ficha ao 
prontuário/boletim do paciente;
- Acionar o Ministério Público quando 
necessário.
- Acompanhar a criança ou adolescente 
e sua família até a alta, com 
planejamento individualizado para 
cada caso;
- Acionar a rede de cuidado e de 
proteção social, existente no território, 
de acordo com a necessidade de 
cuidados e de proteção, tanto na 
própria rede de saúde, quanto na rede 
de proteção social e defesa.
Segmento na rede de cuidado e de 
proteção social
Violência física, sexual ou 
negligencia/abandono
- Consulta médica: tratamento 
e profilaxia;
- Avaliação psicológica;
- Acompanhamento 
terapêutico, de acordo com 
cada caso;
- Acompanhamento pela 
atenção primária/ ESF/ 
NASF¹;
- Caps² ou Capsi³ ou pela 
rede de proteção Cras4, 
Creas5/escolas, CTA6 ou 
outros complementares.
Realizar consulta clínica: anamnese, 
exame físico e planejamento da 
conduta para cada caso
Violência psicológica
- Avaliação psicológica
- Acompanhamento 
terapêutico, de acordo com 
cada caso;
- Acompanhamento pela 
atenção primária/ ESF/ 
NASF¹;
3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
94
10. Imunização em adolescentes
A maioria dos adolescentes frequentemente apresenta carteira de vacinação incompleta, com esquema 
básico de vacinação interrompido. Nesse caso, não é necessário reiniciar o esquema e sim completá-lo. 
Outra situação comum é aquela em que não há informaçãodisponível sobre vacinação anterior. Se a 
informação for muito duvidosa, recomenda-se considerar como não vacinado.
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO – ADOLESCENTE
Idade Vacina História vacinal Esquema/Dose indicada
Idade máxima para 
início do esquema
Local de 
aplicação
10 a 19 
anos
Hepatite B (recombinante)
DOENÇAS EVITADAS: Hepatite B
Com 3 doses Não há reforço
Sem limite de idade
-
Com menos de
3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
DD
Não vacinado 3 doses
HPV quadrivalente* (inativada):
meninas de 9 a 14 anos e
meninos de 11 a 14 anos
DOENÇAS EVITADAS: Câncer de cólo de 
útero e Câncer da região genital masculina
Com 2 doses Não há dose adicional
MENINAS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
MENINOS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
DDCom 1 dose
Completar o 
esquema com 2ª 
dose
Não vacinado(a) 2 doses
Dupla adulto (toxoide)
DOENÇAS EVITADAS: Difteria e Tétano
Com 3 doses de 
Penta/DTP/dT
Reforço, se última 
dose ≥10 anos
Sem limite de idade. 
1 Reforço de
10 em 10 anos
DECom menos de3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
Não vacinado 3 doses
Meningocócica C (inativada)
meninos e meninas de 12 e 13 anos
DOENÇAS EVITADAS: Doença invasiva 
causada por
Neisseria meningitidis do grupo C
Com 1, 2 ou 3 
doses feitas 1 reforço
até 13 anos, 11 
meses e 29 dias DENão vacinado Dose única
Com 4 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional
Tríplice viral - SCR (atenuada)
DOENÇAS EVITADAS: Sarampo, 
Caxumba e Rubéola
Com 2 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional - -
Com 1 dose 2ª dose
Até 19 anos, 11 
meses e 29 dias 
(grupo adolescentes)
DD
Não vacinado 2 doses
* A vacina HPV está indicada em 3 doses (esquema 0, 2 e 6) para quem vive com HIV na faixa etária de 09 a 26 anos de idade, necessitando de prescrição médica para ser vacinado.
Fonte: CPI/SVS/SUBPAV/SMS-Rio baseado no Calendário Nacional de Vacinação da CGPNI/MS / Portaria GM/MS nº 1533/2016 e NI n° 384/2016 atualizado em 26/06/2017
Arte Ascom – SMS-Rio
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO – ADOLESCENTE
Idade Vacina História vacinal Esquema/Dose indicada
Idade máxima para 
início do esquema
Local de 
aplicação
10 a 19 
anos
Hepatite B (recombinante)
DOENÇAS EVITADAS: Hepatite B
Com 3 doses Não há reforço
Sem limite de idade
-
Com menos de
3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
DD
Não vacinado 3 doses
HPV quadrivalente* (inativada):
meninas de 9 a 14 anos e
meninos de 11 a 14 anos
DOENÇAS EVITADAS: Câncer de cólo de 
útero e Câncer da região genital masculina
Com 2 doses Não há dose adicional
MENINAS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
MENINOS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
DDCom 1 dose
Completar o 
esquema com 2ª 
dose
Não vacinado(a) 2 doses
Dupla adulto (toxoide)
DOENÇAS EVITADAS: Difteria e Tétano
Com 3 doses de 
Penta/DTP/dT
Reforço, se última 
dose ≥10 anos
Sem limite de idade. 
1 Reforço de
10 em 10 anos
DECom menos de3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
Não vacinado 3 doses
Meningocócica C (inativada)
meninos e meninas de 12 e 13 anos
DOENÇAS EVITADAS: Doença invasiva 
causada por
Neisseria meningitidis do grupo C
Com 1, 2 ou 3 
doses feitas 1 reforço
até 13 anos, 11 
meses e 29 dias DENão vacinado Dose única
Com 4 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional
Tríplice viral - SCR (atenuada)
DOENÇAS EVITADAS: Sarampo, 
Caxumba e Rubéola
Com 2 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional - -
Com 1 dose 2ª dose
Até 19 anos, 11 
meses e 29 dias 
(grupo adolescentes)
DD
Não vacinado 2 doses
* A vacina HPV está indicada em 3 doses (esquema 0, 2 e 6) para quem vive com HIV na faixa etária de 09 a 26 anos de idade, necessitando de prescrição médica para ser vacinado.
Fonte: CPI/SVS/SUBPAV/SMS-Rio baseado no Calendário Nacional de Vacinação da CGPNI/MS / Portaria GM/MS nº 1533/2016 e NI n° 384/2016 atualizado em 26/06/2017
Arte Ascom – SMS-Rio
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3 - SAÚDE DO ADOLESCENTE
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO – ADOLESCENTE
Idade Vacina História vacinal Esquema/Dose indicada
Idade máxima para 
início do esquema
Local de 
aplicação
10 a 19 
anos
Hepatite B (recombinante)
DOENÇAS EVITADAS: Hepatite B
Com 3 doses Não há reforço
Sem limite de idade
-
Com menos de
3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
DD
Não vacinado 3 doses
HPV quadrivalente* (inativada):
meninas de 9 a 14 anos e
meninos de 11 a 14 anos
DOENÇAS EVITADAS: Câncer de cólo de 
útero e Câncer da região genital masculina
Com 2 doses Não há dose adicional
MENINAS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
MENINOS
1ª dose: até 14 anos, 
11 meses e 29 dias
2ª dose: sem limite de 
idade
DDCom 1 dose
Completar o 
esquema com 2ª 
dose
Não vacinado(a) 2 doses
Dupla adulto (toxoide)
DOENÇAS EVITADAS: Difteria e Tétano
Com 3 doses de 
Penta/DTP/dT
Reforço, se última 
dose ≥10 anos
Sem limite de idade. 
1 Reforço de
10 em 10 anos
DECom menos de3 doses
Completar o 
esquema com 2ª ou 
3ª dose
Não vacinado 3 doses
Meningocócica C (inativada)
meninos e meninas de 12 e 13 anos
DOENÇAS EVITADAS: Doença invasiva 
causada por
Neisseria meningitidis do grupo C
Com 1, 2 ou 3 
doses feitas 1 reforço
até 13 anos, 11 
meses e 29 dias DENão vacinado Dose única
Com 4 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional
Tríplice viral - SCR (atenuada)
DOENÇAS EVITADAS: Sarampo, 
Caxumba e Rubéola
Com 2 doses feitas 
na infância
Não há dose 
adicional - -
Com 1 dose 2ª dose
Até 19 anos, 11 
meses e 29 dias 
(grupo adolescentes)
DD
Não vacinado 2 doses
* A vacina HPV está indicada em 3 doses (esquema 0, 2 e 6) para quem vive com HIV na faixa etária de 09 a 26 anos de idade, necessitando de prescrição médica para ser vacinado.
Fonte: CPI/SVS/SUBPAV/SMS-Rio baseado no Calendário Nacional de Vacinação da CGPNI/MS / Portaria GM/MS nº 1533/2016 e NI n° 384/2016 atualizado em 26/06/2017
Arte Ascom – SMS-Rio
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
96
11. SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
É na puberdade que se inicia o aparecimento dos caracteres sexuais secundários: broto mamário no sexo 
feminino e no masculino aumento dos testículos e desenvolvimento dos pelos pubianos em ambos os sexos.
MATURAÇÃO SEXUAL
SEXO FEMININO
 - A primeira manifestação é o surgimento do broto mamário, em média aos 9 anos, que pode ser doloroso e unilateral, demorando 
até 6 meses para o crescimento do contralateral. No mesmo ano há o aparecimento dos pelos pubianos.
 - Aproximadamente aos 10 anos de idade começam a aparecer os pelos axilares acompanhados pelo desenvolvimento das 
glândulas sudoríparas, o que pode proporcionar o odor característico do adulto.
 - A primeira menstruação, denominada menarca, pode vir prescindida de uma secreção vaginal clara. A idade média para a 
menarca gira em torno de 12 anos aproximadamente. Os primeiros ciclos menstruais geralmente são anovulatórios e irregulares, 
por até 3 anos pós menarca.
SEXO MASCULINO
 - A primeira manifestação de maturação sexual é o aumento do volume testicular, por volta dos 10 anos. O crescimento peniano 
ocorre geralmente um ano após o crescimento dos testículos, sendo que primeiro o pênis cresce em comprimento e depois em 
diâmetro.
 - Os pelos pubianos aparecem em torno dos 11 anos, em seguida são os pelos axilares, faciais e os do restante do corpo.
 - A primeira ejaculação denominada espermarca, ocorre em média aos 12 anos.
 - No adolescente masculino é comum identificarentre os 13 e 14 anos, a ginecomastia púbere (aumento do tecido mamário), 
frequentemente bilateral, com consistência firme e móvel e, ás vezes pode ser bem doloroso. Regride espontaneamente em até 2 
anos. Quando não involui em 24 meses, deverá ser avaliada pelo médico da equipe/unidade para possível encaminhamento.
 - A polução noturna é a ejaculação noturna involuntária, ou seja, saída de sêmen durante o sono, decorrente de um estímulo cere-
bral para sonhos eróticos que levam ao orgasmo. É um evento fisiológico normal, mas ás vezes pode causar constrangimentos e 
dúvidas aos adolescentes, que devem ser orientados e tranquilizados pelo enfermeiro ou outro profissional da equipe.
97
Considera-se retardo puberal a ausência de qualquer característica sexual secundária em meninas 
após os 13 anos de idade, e em meninos após 14 anos. Considera-se puberdade precoce, quando 
ocorre o aparecimento de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos, nas meninas, e antes dos 
9 anos nos meninos.
11.1 INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são prevalentes entre adolescentes e aumentam o risco de 
infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A abordagem sindrômica das IST indicada pelo 
Ministério da Saúde (MS) para o acompanhamento até a cura e a busca de contactantes, são as medidas 
mais adequadas para o controle efetivo das IST na adolescência. 
Aconselhar sobre a importância do tratamento, oferecer testes rápido (HIV, Sífilis e Hepatite).
As principais infecções genitais e uretrais são:
- Uretrites gonocócicas
- Uretrites não gonocócicas
- Cervicites
- Vulvovaginites
- Vaginose bacteriana
- Candidíase vulvovaginal
- Tricomoníase genital
- Doença inflamatória pélvica
- Infecção por HPV
Quanto ao acompanhamento das ISTs consultar:
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Atenção 
Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente 
Transmissíveis (IST)
4
Saúde da 
Mulher
99
4 - SAÚDE DA MULHER
Introdução
A atenção integral à saúde da mulher pressupõe que os direitos sexuais e os direitos reprodutivos sejam 
compreendidos como direitos humanos, assim como levar em conta a diversidade e as necessidades específicas 
da população feminina. Portanto, é necessário que em qualquer planejamento de ações de saúde da mulher, 
além do enfoque de gênero, sejam incorporadas também as questões relativas à raça/etnia, ou seja, o 
“quesito cor” na saúde, visando a que todos os indicadores de saúde considerem estas variáveis (MS, 2005).
Em 1994, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a saúde reprodutiva foi 
definida como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social em todas as matérias concernentes 
ao sistema reprodutivo, suas funções e processos, e não apenas mera ausência de doença ou enfermidade. 
A saúde reprodutiva implica, por conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, 
tendo a capacidade de reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo” (CIPD, 
1994). 
A “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes”, elaborada pelo 
MS em 2004, incorpora, num enfoque de gênero, a integralidade e a promoção da saúde como princípios 
norteadores e busca consolidar os avanços no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase na 
melhoria da atenção obstétrica, no planejamento familiar, na atenção ao abortamento inseguro e no combate 
à violência doméstica e sexual. Agrega, também, a prevenção e o tratamento de mulheres vivendo com HIV/
aids e as portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e de câncer ginecológico. Além disso, amplia 
as ações para grupos historicamente alijados das políticas públicas, nas suas especificidades e necessidades 
(BRASIL, 2004). 
Neste contexto, a Atenção Básica à Saúde tem sido considerada um dos pilares da organização de 
qualquer sistema de saúde, configurando-se como o primeiro contato do usuário com o sistema de saúde. 
O nível básico de atenção à saúde tem um grande potencial de resolver parte significativa das queixas/
demandas apresentadas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2008).
Cabe aos profissionais de saúde, dentre eles o enfermeiro, a partir do atendimento integral empoderar a 
mulher quanto sua saúde e seu corpo. Ainda mesmo neste nível de atenção a relação profissional-usuário de 
saúde se faz presente em condições que possibilita um vínculo sem necessariamente a mulher estar doente ou 
não, criando uma relação de corresponsabilidade e permitindo o protagonismo desta mulher perante a sua 
saúde (CECÍLIO, 2001).
A atenção de enfermagem nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) tem como propósito a avaliação 
e acompanhamento sistemático da saúde da mulher com enfoque nas linhas de cuidados prioritários e nas 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
100
ações de promoção da saúde, redução de risco ou manutenção de baixo risco, rastreamento/detecção 
precoce, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças, considerando-se a individualidade, necessidades 
e direitos da mulher.
A base legal que fundamenta a atuação do profissional enfermeiro está respaldada pela Lei do Exercício 
Profissional de Enfermagem nº 7.498/86, Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 
195/1997, nº 223/1999, nº 271/2002 e nº 272/2002, Pareceres Cofen nº 040/95 e nº 15/97, e 
Portaria nº 1459/2011 que institui a Rede Cegonha. 
Assim, cabe ao enfermeiro da atenção primária em saúde acompanhar o pré-natal de baixo risco e o 
puerpério, conforme garantido pela Lei do exercício Profissional, regulamentada pelo Decreto nº 94.406/87. 
O enfermeiro da atenção primária em saúde, além da competência para atuar na atenção à saúde da 
mulher, cabe-lhe promover ações educativas que busquem atender a mulher na sua perspectiva de gênero, 
na análise de seu perfil epidemiológico e no planejamento de ações de saúde, que tenham como objetivo 
promover a melhoria das condições de vida, a igualdade e os direitos de cidadania da mulher, sua família 
e comunidade. 
101
12. Assistência ao Pré - Natal
Fluxograma 22. Diagnóstico da Gravidez 
Mulher com suspeita de gravidez
Acolhimento e escuta qualificada
Avaliar a regularidade do uso do método contraceptivo; atentar para situação oportuna para uso de método contraceptivo de emergência 
(relação desprotegida nos últimos 3 dias) e ocorrência de violência sexual
Orientar situações em que o aborto é permitido por lei e possibilidade de adoção; 
aconselhar/discutir com pessoa de confiança e, se gestação em fase inicial, aguardar pelo 
menos uma semana para amadurecer a decisão; orientar sobre os riscos de práticas inseguras 
e interrupção da gestação; marcar retorno para reavaliação, após ter sido realizada ou não a 
interrupção; se for realizado abortamento, assegurar planejamento reprodutivo para evitar 
nova gestação indesejada.
Atraso menstrual de 15 dias e/ou, 
náuseas, vômitos e aumento do volume 
abdominal
DUM maior que 12 semanas 
Orientar sobre saúde sexual e 
reprodutiva; encaminhar para avaliação 
médica
Ofertar/realizar teste rápido de 
gravidez. Realizar aconselhamento pós 
–teste (enfermeiro/médico)
Resultado negativo 
SIM 
SIM 
SIM 
NÃO
NÃO
Persiste suspeita de 
gravidez?
Solicita β-HCG 
sérico
Resultado negativo
Resultado positivo Acolher a mulher e abordar seus medos, ideias e 
expectativas; explicar a rotina de acompanhamento 
PN; realizar testes rápidos para HIV, sífilis e 
Hepatite;iniciar acompanhamento pré-natal.
Gravidez 
confirmada
Gravidez 
desejada?
Presente
Ausente Ausculta do BCF
Há risco de 
abortamento
Oferecer ambiente acolhedor e 
privativo para escutar a mulher de 
forma aberta e não julgadora; oferecer 
mediação de conflitos pessoaise/ou 
familiares decorrentes de gravidez não 
planejada; questionar abertamente 
sobre a intenção de abortar, 
oferecendo esclarecimentos.
Resultado positivo
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
102
Fluxograma 23. Fluxo de Atendimento à Gestante
1º Contato na APS com confirmação 
da gestação:
• Início do PN na APS
• Acolhimento
• Teste rápido HIV, sífilis e hep B e C
• Agendamento de consulta
• Passaporte Cegonha Carioca e 
Sisprenatal
1ª Consulta:
• Acolhimento
• Anamnese
• Exames laboratoriais
• Avaliação do risco obstétrico em todas 
as consultas, como consta guia no guia 
rápido de PN
• Oferecer atividades de promoção
• Avaliar vulnerabilidade social e violência
• Ações de valorização da paternidade
• Encaminhar para avaliação de saúde 
bucal
Retorno para APS quando 
não confirmado o risco
 Gestação de alto risco 
com co-morbidade
 Gestação de 
alto risco
Risco 
Habitual
Captação precoce das gestantes: 
Recomenda-se o início do PN antes 
da 12º semana de gestação
Garantia do vínculo com a maternidade de referência- 
Cegonha Carioca com agendamento da visita na 28ª 
semana de gestação
Garantia de consulta na 
atenção especializada 
segundo os critérios
Após a alta da maternidade, a 
APS acolhe mãe-pai-bebê 
preferencialmente até o 5º dia, 
e/ou avaliação da mulher em 
caso de aborto ou que o RN não 
tenha tido alta
Seguimento na APS com 
avaliação de risco em 
cada consulta
• Encaminhar para a atenção 
terciária VIA SER pelo Médico
• Manter vínculo com APS
 • Encaminhar para a 
atenção secundária VIA 
SISREG pelo Médico
• Manter vínculo com APS
103
1º Contato na APS com confirmação 
da gestação:
• Início do PN na APS
• Acolhimento
• Teste rápido HIV, sífilis e hep B e C
• Agendamento de consulta
• Passaporte Cegonha Carioca e 
Sisprenatal
1ª Consulta:
• Acolhimento
• Anamnese
• Exames laboratoriais
• Avaliação do risco obstétrico em todas 
as consultas, como consta guia no guia 
rápido de PN
• Oferecer atividades de promoção
• Avaliar vulnerabilidade social e violência
• Ações de valorização da paternidade
• Encaminhar para avaliação de saúde 
bucal
Retorno para APS quando 
não confirmado o risco
 Gestação de alto risco 
com co-morbidade
 Gestação de 
alto risco
Risco 
Habitual
Captação precoce das gestantes: 
Recomenda-se o início do PN antes 
da 12º semana de gestação
Garantia do vínculo com a maternidade de referência- 
Cegonha Carioca com agendamento da visita na 28ª 
semana de gestação
Garantia de consulta na 
atenção especializada 
segundo os critérios
Após a alta da maternidade, a 
APS acolhe mãe-pai-bebê 
preferencialmente até o 5º dia, 
e/ou avaliação da mulher em 
caso de aborto ou que o RN não 
tenha tido alta
Seguimento na APS com 
avaliação de risco em 
cada consulta
• Encaminhar para a atenção 
terciária VIA SER pelo Médico
• Manter vínculo com APS
 • Encaminhar para a 
atenção secundária VIA 
SISREG pelo Médico
• Manter vínculo com APS
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
104
12.1 Atribuições dos Enfermeiros(as) no pré-natal
O enfermeiro deve atender integralmente a saúde das mulheres e promover atividades que contribuam no 
favorecimento de uma gestação e nascimento saudáveis.
 Identifica-se a importância de realizar atividades educativas e lúdicas, que facilitem e trabalhem a 
compreensão da mulher nesta fase tão importante da vida: a gestação, o parto e o puerpério.
 É função do enfermeiro, enquanto educador e cuidador, sanar as dúvidas que possam estar 
angustiando esta mulher, tentando ajudá-la, para isso utilizando de todo seu conhecimento técnico-científico e 
a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
 - Atribuições específicas do enfermeiro no Pré-Natal;
• Iniciar o pré-natal o mais precocemente possível;
• Avaliar risco em todas as consultas de pré-natal;
• Preencher adequadamente o cartão de pré-natal e atualizá-lo a cada consulta, identificando a 
Unidade de referência para o Rede Cegonha;
• Realizar testagem rápida – com orientações pré e pós teste – e solicitar exames de rotina, 
segundo protocolo;
• Avaliar o calendário de vacinas, atualizando-o, se necessário, com orientações;
• Realizar coleta de exame citopatológico (considerando faixa etária da mulher e o último exame 
realizado);
• Realizar avaliação ginecológica, quando a gestante apresentar queixa específica;
• Encaminhar as gestantes identificadas como risco para a consulta médica, imediatamente;
• Realizar busca ativa das gestantes que não compareceram às consultas de pré-natal, num 
prazo de até 72 horas;
• Realizar atividades com grupos de gestantes, trabalhando a troca de conhecimento entre elas.
12.2 Exames laboratoriais na assistência pré-natal e condutas
Os exames laboratoriais de rotina na assistência pré-natal deverão ser solicitados pelos profissionais que 
realizam o pré-natal, Médicos e Enfermeiros, conforme protocolo da SMS, com realização dos testes rápidos 
no 1º contato da gestante com a Unidade de Saúde.
105
4 - SAÚDE DA MULHER
Exames de rotina no pré-natal de baixo risco e condutas
EXAME PERÍODO INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS E CONDUTAS
Hemoglobina
1ª Consulta
3º Trimestre
• Hemoglobina > 11d/dl – normal;
• Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – anemia leve a moderada:
• 200 mg/dia de sulfato ferroso, uma hora antes das refeições (dois cp. antes do café, 
dois cp. antes do almoço e um cp. antes do jantar), de preferência com suco de frutas 
cítricas;
• Avaliar a presença de parasitose intestinal e tratá-la;
• Repetir hemoglobina em 60 dias;
• Hemoglobina < 8 g/dl – anemia grave: encaminhar para o pré-natal de alto risco.
Tipo Sanguíneo e Fator Rh 1ª Consulta
• Tipo sanguíneo + fator Rh positivo: nada a fazer.
• Tipo sanguíneo + fator Rh negativo: Se o fator Rh for negativo encaminhar para consulta 
médica imediata, para avaliação clínica, solicitação de Coombs Indireto e referência 
ao alto risco.
Coombs Indireto
A partir da 24ª 
semana
• Coombs indireto positivo: Encaminhar ao Médico para referenciar ao alto risco.
• Coombs indireto negativo: segue protocolo do pré-natal.
Glicemia em Jejum
1ª Consulta
3º Trimestre
• Entre 85-90 mg/dl sem fatores de risco: normal.
• Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: realizar o teste de tolerância 
à glicose na 24ª-28ª semana de gestação. Orientar medidas de prevenção primária 
(alimentação saudável e atividade física regular).
• Se > 140 mg/dl no TTG, confirmar diagnóstico de diabetes mellitus gestacional 
(DMG).
Teste de tolerância à glicose 
(jejum e 2 horas pós-
sobrecarga com 75g de 
glicose anidro)
1ª Consulta
3º Trimestre
• Diagnóstico de DMG na presença de qualquer um dos seguintes valores:
• em jejum > 95 mg/dl;
• após 2 horas > 155 mg/dl.
• No diagnóstico de DMG, orientar medidas de prevenção primária e referir ao alto 
risco, mantendo o acompanhamento na UBS.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
106
Urina Tipo I 24ª-28ª Semana
• Leucocitúria: presença acima de 10.000 células por ml ou 5 células/campo: 
Encaminhar para avaliação médica imediata.
• Cilindrúria, hematúria sem ITU ou sangramento genital e proteinúria maciça ou dois 
exames seguidos com traços, encaminhar para avaliação médica e, se necessário, 
ao alto risco.
• Na presença de traços de proteinúria: repetir em 15 dias; caso se mantenha, 
encaminhar a gestante ao médico para referência ao alto risco.
• Na presença de proteinúria maciça: é necessário referir ao alto risco.
• Na presença de pielonefrite, referir imediatamente à Maternidade; se ITU refratáriaou 
de repetição, referir ao alto risco.
• Presença de outros elementos: não necessitam de condutas especiais.
• Atenção: Sintomas de infecção do trato urinário (ITU):
– dor ao urinar;
– dor suprapúbica;
– urgência miccional;
– aumento da frequência urinária;
– nictúria;
– estrangúria;
– presença de sangramento visível na urina.
Urocultura e Antibiograma
1ª Consulta
3º Trimestre
• Urocultura negativa: < 100.000 unidades formadoras de colônias por mL (UFC/mL).
• Urocultura positiva: >100.000 UFC/mL: Encaminhar ao médico para iniciar 
antibioticoterapia.
Teste Rápido para Hepatite B
(HBsAg)
1ª Consulta
3º Trimestre
• HBsAg não reagente: normal.
• HBsAg reagente: encaminhar para atendimento médico. Destacar esta informação no 
cartão de Pré-natal.
Teste Rápido para HIV
1ª Consulta
3º Trimestre
• Teste rápido não reagente: Normal.
• Teste rápido reagente: realizar confirmação com o 2º TR. Confirmar HIV positivo.
Teste Rápido para Sífilis 1ª Consulta
• Teste rápido não reagente: Normal.
• Teste rápido reagente: realizar VDRL para confirmar titulação. Iniciar tratamento:
• Tratar como Sífilis latente tardia ou latente com duração ignorada e sífilis terciária: 
Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, (1,2 milhão UI em cada glúteo), semanal, 
por três semanas. Dose total de 7,2 milhões UI.
107
4 - SAÚDE DA MULHER
12.3 Calendário das Consultas de Pré-Natal
 As consultas de Pré-natal de risco habitual podem ser realizadas por Enfermeiros e Médicos, devendo 
impreterivelmente ser avaliado o risco gestacional a cada consulta e estas serem intercaladas entre os 
profissionais.
 Nas Unidades de Saúde da Família a Equipe Multidisciplinar deve participar ativamente com avaliação 
dos casos e atendimento conjunto entre os profissionais, podendo intercalar as consultas. Este processo fortalece 
o atendimento e cria um vínculo entre a equipe e a gestante. Estas consultas poderão ser realizadas na unidade 
de saúde ou em visitas domiciliares, quando necessário.
 O calendário de atendimento pré-natal deve ser programado em função dos períodos gestacionais que 
determinam risco materno e perinatal. 
 Deve ser iniciado precocemente (primeiro trimestre) e deve ser regular e completo, garantindo que todas 
as avaliações propostas sejam realizadas com o preenchimento do cartão de pré-natal e do prontuário da 
gestante.
 Durante o pré-natal, deverá ser realizado um número mínimo de seis consultas, seguindo o cronograma:
Semanas de Gestação Intervalo entre as consultas
Até a 28ª semana Mensalmente
Da 28ª à 36ª semana Quinzenalmente
Da 36ª à 41ª semana Semanalmente
A maior frequência de visitas no final da gestação visa à avaliação do risco perinatal e das intercorrências 
clínico-obstétricas mais comuns nesse trimestre, como trabalho de parto prematuro, pré-eclâmpsia e eclampsia, 
amniorrexe prematura e óbito fetal.
 Importante que seja realizada uma visita domiciliar pelo Enfermeiro no terceiro trimestre da gestação para 
identificar as adaptações do domicílio que venham favorecer o acolhimento do recém-nascido. Proporcionando 
informações sobre ventilação e ambiente, cuidados com a higiene, banho, troca de fraldas, vestimentas, 
participação dos familiares e principalmente a importância do aleitamento materno e posicionamento do 
recém-nascido após as mamadas.
 É muito importante orientar a gestante e seus familiares para não esquecerem de levar o Cartão da 
Gestante e seus exames, a cada consulta e quando for para a Maternidade, como também orientar sobre o 
direito de acompanhante, escolhido pela gestante, durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto 
(Lei 11.108/2005).
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
108
Não existe “alta” do pré-natal antes do parto. O acompanhamento da mulher no ciclo gravídico-
puerperal deve ser iniciado o mais precocemente possível e só se encerra após o 42º dia de 
puerpério, período em que deverá ter sido realizado ao menos duas consultas puerperais.
109
4 - SAÚDE DA MULHER
Fluxograma 24. Roteiro para as Consultas de Pré-Natal
ANAMNESE – 1ª Consulta
Aspectos 
Socioepidemio-lógicos:
- Espaço ambiental ou 
ocupacional de risco;
- Fatores sócio-econômicos;
- Condições de moradia.
EXAME FÍSICO GERAL:
- Avaliação Nutricional: Peso e IMC (avaliar em cada consulta);
- Veri�cação de Pressão Arterial;
- Exame da Tireoide;
- Ausculta Pulmonar;
- Ausculta cardíaca;
- Ausculta Abdominal;
- Avaliação de edemas.
EXAME FISICO OBSTÉTRICO:
- Palpação Abdominal e Percepção Dinâmica;
- Medida da Altura Uterina (Após 12ª semana);
- Ausculta de BCF (Após 10ª-12ª semana);
- Registro de MF;
- Exame Ginecológico:
- Coleta de Material para Citopatológico;
- Exame Clínico das Mamas. 
Antecedentes Familiares:
- História familiar de doenças 
hereditárias e má-formação.
Antecedentes Pessoais 
Gerais:
- Hospitalizações anteriores;
- Uso de medicações;
- Reação alérgica;
- Uso de tabaco, álcool, 
drogas lícitas e ilícitas;
- História de infecção prévia;
- Vacinação prévia;
 - Atividade física;
- História nutricional;
- Saúde bucal.
Antecedentes 
Ginecológicos- obstétricos:
- Regularidade dos ciclos;
- Uso de anti-concepcionais;
- -Histórias clínicas, 
obstétricas e cirúrgicas;
- Detalhes de gestações 
prévias;
- História de IST;
- Gemelaridade anterior;
- Número de parceiros.
Situação da Gravidez Atual:
- DUM;
- Cálculo IG;
- DPP;
- Aceitação da gravidez 
pela mulher, parceiro e 
família;
- Peso prévio e altura;
- Sinais e sintomas da 
gestação em curso;
- Hábitos alimentares;
- Internação durante a 
gestação atual.
EXAME FÍSICO - Em todas as consultas
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
110
12.4 Manejo do ganho de peso na gestação:
Índice de Massa 
Corpórea (Kg/m2)
Ganho Total no 1º 
Trimestre (Kg)
Ganho Semanal no 2º 
e 3º Trimestres (Kg)
Ganho Total na 
Gestação (Kg)
Baixo Peso (< 18,5) 2,30 0,45 – 0,58 12,60 – 18,00
Adequado 
(18,5 a 24,9) 1,60 0,35 – 0, 45 11,25 – 15,75
Sobrepeso (25 a 29,9) 0,90 0,25 – 0,30 7,75 – 11,25
Obesa (> 30) 0,00 0,18 – 0,27 4,95 – 9,00
Condutas a serem adotadas no manejo do ganho de peso na gestação:
Baixo Peso Excesso de Peso Recomendações
Verificar alimentação, 
hiperêmese gravídica, anemia, 
parasitose intestinal, outros.
Verificar história, presença 
de edema, elevação da PA, 
macrossomia, gravidez múltipla, 
polidrâmnio.
Acompanhamento com 
intervalos menores, apoio do 
NASF e encaminhamento ao 
Alto Risco para os casos que 
persistem com ganho de peso 
inadequado.
Conduta
Orientar planejamento dietético 
e acompanhar em intervalos 
menores, com apoio do NASF.
Orientar alimentação adequada 
e saudável e acompanhar em 
intervalos menores, com apoio 
do NASF.
12.5 Conduta nas Alterações da Pressão Arterial: 
Objetivo: detectar precocemente estados hipertensivos. A avaliação da pressão arterial deverá ser 
realizada em todas as consultas/atendimentos realizados à gestante.
111
4 - SAÚDE DA MULHER
1. A observação de níveis tensionais iguais ou maiores que 140 mmHg de pressão sistólica, e iguais ou 
maiores que 90 mmHg de pressão diastólica, mantidos em duas verificações em dias diferentes, com 
duas medidas em cada avaliação. Esse conceito é mais simples e preciso;
2. O aumento de 30 mmHg ou mais na pressão sistólica (máxima) e/ou de 15 mmHg ou mais na pressão 
diastólica (mínima), em relação aos níveis tensionais pré-gestacionais e/ou conhecidos até a 16ª 
semana de gestação. Este critério é utilizado para controlar com maior frequência e identificar a HA. 
3. A presença de pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg em uma única oportunidade deaferição.A 
aferição da PA poderá ser realizada pelo Técnico de Enfermagem, que deverá comunicar os níveis 
encontrados ao Enfermeiro ou Médico da Equipe.
Ao Enfermeiro(a) cabe identificar a alteração pressórica segundo a tabela abaixo e em caso de alterações 
encaminhar à consulta médica.
A hipertensão na gestação é definida por PAS ≥ 140 ou PAD ≥ 90 mmHg, e pode corresponder 
a uma variedade de situações, que demandam seguimentos diversos:
 - Hipertensão Crônica: Preexistente, detectada antes de 20 semanas de gestação, ou 
persistente por mais de 12 semanas após o parto.
 - Hipertensão Gestacional: Hipertensão sem proteinúria iniciada após 20 semanas de 
gestação. É um diagnóstico transitório, podendo ser seguida por após o parto), ou 
ser chamada de Hipertensão pré-eclâmpsia (se surgir proteinúria), hipertensão crônica 
(se persistir 12 semanas após o parto), ou ser chamada de Hipertensão Transitória, 
quando se resolve até 12 semanas após o parto.
 - Pré-eclâmpsia: Hipertensão com proteinúria (≥ 300 mg em 24h), iniciada após 20 
semanas de gestação.
 - Eclâmpsia: Pré-eclâmpsia associada à crise convulsiva. 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
112
12.6 Diabetes na Gestação
 O diabetes na gravidez é uma categoria ampla que inclui o diabetes prévio à gestação e o diabetes 
gestacional que é uma elevação da glicemia, detectada na gravidez, em geral a partir da 24-28ª semanas 
de gestação, e está associada a desfechos adversos gestacionais, como macrossomia, distócia de ombro e 
pré-eclâmpsia.
 Toda mulher com diabetes tipo 1 ou tipo 2 em idade fértil deve receber aconselhamento pré-
concepcional, com método contraceptivo eficaz e, se plano de gestar, suplementação com ácido fólico, 
adequação do controle metabólico (hbA1C < 7%) e avaliação de complicações diabéticas (retinopatia e 
nefropatia). Em caso de gestação confirmada, ela deve ser encaminhada pelo Médico ao pré-natal de alto 
risco, mantendo acompanhamento conjunto na APS.
Rotina de pré-natal:
a) 1ª Consulta: Solicitar glicemia de jejum.
b) Avaliação da glicemia de jejum e condutas: 
 - Menor que 85 mg/dl: sem fatores de risco: Normal. Realizar o TOTG com ingestão de 
75g de glicose anidra entre a 24ª e 28ª semanas de gestação.
 - Entre 85-125 mg/dl ou qualquer fator de risco para diabetes: Rastreamento positivo. 
Realizar o TOTG com ingestão de 75g de glicose anidra.
 - Se > 125 mg/dl: Deve-se repetir o exame imediatamente com jejum de 8 - 12 
horas. Duas glicemias de jejum maiores que 125mg/dl confirmam o diagnóstico de 
Diabetes Mellitus. A aferição de glicemia ≥200mg/dl em qualquer horário também 
é indicativo de diabetes. 
113
4 - SAÚDE DA MULHER
Realização do TOTG para diagnóstico de DMG
Valores de referência para o TOTG 75g
Jejum 95 mg/dl
60 min 180 mg/dl
120 min 155 mg/dl
Atenção: Os achados de uma ou duas glicemias alteradas confirmam o 
diagnóstico de diabetes na gestação
Fonte: SMS/RJ: Protocolo de Diabetes Gestacional
Caso seja diagnosticado diabetes mellitus gestacional, a paciente deverá ser encaminhada ao Pré-
Natal de Alto Risco, pelo Médico da Equipe.
12.7 Vacinação da gestante
 A vacinação durante a gestação objetiva a proteção da gestante, mas também a proteção do feto.
 
Calendário de Vacinação em Gestantes
Hepatite B Dupla Adulto dTpa
3 Doses
(a depender da situação 
vacinal anterior)
3 Doses
(Considerar histórico vacinal)
Uma dose
(A partir da 27ª semana de 
gestação)
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
114
Tétano:
O tétano neonatal é uma doença aguda, grave, não transmissível e imunoprevinível, causada pelo 
Clostridium tetani, que acomete recém-nascidos, geralmente na primeira semana de vida ou nos primeiros 
15 dias de vida. Ocorre devido a contaminação durante a secção do cordão umbilical, com o uso de 
substâncias e instrumentos contendo esporos do bacilo e/ou pela falta de higiene nos cuidados ao recém-
nascido. 
 A prevenção do tétano neonatal se dá por meio da garantia da atenção pré-natal de qualidade, 
com vacinação das gestantes, do atendimento higiênico ao parto, com uso de material estéril para a secção 
do cordão umbilical e da adequada higiene do coto umbilical e curativo com solução de álcool a 70%.
 A vacinação das mulheres em idade fértil (10 a 49 anos), gestantes e não gestantes é medida 
essencial para a prevenção do tétano neonatal. 
dTpa
O objetivo da introdução da vacina dTpa é induzir a produção de altos títulos de anticorpos contra a 
doença coqueluche na gestante, possibilitando a transferência transplancentária destes anticorpos para 
o feto, resultando na proteção do recém-nascidos, nos primeiros meses de vida, até que se complete o 
esquema vacinal contra a coqueluche, preconizado no Calendário Nacional de Vacinação.
A vacina dTpa realizada durante o terceiro trimestre, proporciona a maior concentração de anticorpos 
maternos para serem transferidos ao feto.
Vacinar com dTpa todas as gestantes a partir da 27ª semana, preferencialmente até a 36ª semana 
de gestação, independente do número de doses prévias de dT ou se a mulher recebeu dTpa em outras 
gestação(ões).
115
Situações e condutas para a vacinação da gestante com dTpa e dT
Situações Condutas
Gestantes NÃO 
vacinadas previamente.
Administrar três doses de vacinas contendo toxoides tetânico e diftérico com 
intervalo de 60 dias entre as doses. Administrar as duas primeiras doses 
de dT e a última dose de dTpa entre 27ª e, preferencialmente até a 36ª 
semana de gestação
Gestantes vacinadas 
com uma dose de dT.
Administrar uma dose de dT e uma dose de dTpa, entre 27ª e, 
preferencialmente até a 36ª semana de gestação, com intervalo de 60 dias 
entre as doses, mínimo de 30 dias
Gestantes previamente 
vacinadas com duas 
doses de dT
 Administrar uma dose da dTpa, entre 27ª e, preferencialmente até a 36ª 
semana de gestação, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 
30 dias
Gestantes previamente 
vacinadas com três 
doses de dT.
Administrar uma dose de dTpa entre 27ª e, preferencialmente até a 36ª 
semana de gestação, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 
30 dias
Gestantes vacinadas 
com três doses de dT e 
com dose de reforço há 
menos de cinco anos.
Administrar uma dose de dTpa entre 27ª e, preferencialmente até a 36ª 
semana de gestação, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 
30 dias
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
116
Hepatite B (recombinante)
A Hepatite B representa agravo de grande em todo o mundo. Devido a seu potencial de cronificação 
pode conduzir à cirrose hepática e ao carcinoma hepatocelular, após evolução variável, que pode 
apresentar até três décadas.
O risco de transmissão do vírus da mãe para o filho durante a gestação e o parto chega a 90%, 
dependendo do estado sorológico da mãe. O potencial de cronificação da doença nos recém-nascidos é 
de 85 a 95%, e a evolução da doença é mais rápida do que nos adultos. Aos cinco anos de idade, 40% 
das crianças já apresentam sintomas, e aos dez, muitas já evoluíram para cirrose hepática. Não existe, 
até o momento, profilaxia medicamentosa para a gestante, visando a prevenção da transmissão vertical da 
hepatite B. 
 Situações e condutas para a vacinação da gestante com Hepatite B
Situações Condutas
Gestantes NÃO 
vacinadas previamente
Iniciar o esquema vacinal a qualquer momento, com três doses, com 
intervalo de 30 dias da 1ª para a 2ª dose e de 6 meses (180 dias) entre a 
1ª e 3ª dose. 
Gestantes com menos de 
três doses
Completar as três doses em qualquer momento da gestação, respeitando o 
intervalo entre as doses.
Avaliar e considerar sempre asituação vacinal da gestante. Registrar as doses administradas e 
agendar as próximas doses no cartão da gestante.
117
Influenza (fragmentada)
A vacina contra influenza é recomendada a todas as gestantes em qualquer período gestacional. 
O esquema consta de uma dose no período de campanha.
Vacinas Contraindicadas na Gestação
• Vacinas que contêm vírus vivo atenuado (Sarampo, Rubéola, Caxumba e Febre Amarela): não são 
recomendadas em situações normais, devendo-se avaliar riscos e benefícios individualmente em 
situações especiais.
• Se a gestante não tem comprovação prévia de vacinação contra Rubéola, planejar a realização 
desta no período puerperal.
12.8 Condutas Nas Queixas Mais Frequentes:
QUEIXAS 1ª CONDUTA 2ª CONDUTA(Sem Melhora)
3ª CONDUTA
(Sem Melhora)
NÁUSEAS E 
VÔMITOS
Orientações de hábitos alimentares:
• Fazer alimentação fracionada, pelo menos 
três refeições e dois lanches por dia;
• Alimentar-se logo ao acordar; 
• Evitar jejum prolongado; 
• Variar refeições conforme a tolerância 
individual;
• Comer devagar e mastigar bem os alimentos;
• Dar preferência a alimentos pastosos e secos 
(pão, torradas, bolachas);
• Evitar alimentos gordurosos e condimentados;
• Evitar doces com grande concentração de 
açúcar; 
Prescrever Antieméticos Orais:
• Metoclopramida 10 mg de 
8/8 horas (ou SOS);
• Dimenidrato 50 mg de 8/8 
horas (ou SOS. Não exceder 
400 mg/dia)
• Reforçar orientações de hábitos 
alimentares. 
Encaminhar para 
avaliação médica.
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
118
• Evitar alimentos com odor forte; 
• Manter boa ingestão de água e outros 
líquidos;
• Apoio psicoterápico, se necessário;
Pirose e Azia Orientações de hábitos alimentares:
• Avaliar presença de sintomas iniciados antes 
da gestação;
• Orientar alimentação fracionada;
• Evitar chá preto, café, mate; alimentos doces, 
gordurosos, picantes; álcool e fumo.
Prescrever:
• Hidróxido de Alumínio ou 
Sulfato de Magnésio – 
suspensão: 1 colher de sopa 
após as refeições; comprimido: 
2 a 4 cp mastigáveis após 
as refeições e ao deitar-se.
Melhora do quadro:
• Reforçar orientações de hábitos 
alimentares;
• Orientar medidas posturais.
Encaminhar para 
avaliação médica.
Flatulência e 
Obstipação 
intestinal
Orientações de hábitos alimentares:
• Alimentação rica em fibras;
• Aumentar a ingestão de água
Prescrever:
• Dimeticona: 1 cp de 8/8 horas.
• Melhora do quadro:
• Reforçar orientações de hábitos 
alimentares.
Encaminhar para 
avaliação médica.
Dor abdominal, 
cólicas
Investigar causas:
• Certificar-se que não são contrações uterinas.
• Afastar infecção urinária (excluir disúria ou 
febre).
Prescrever:
• Hioscina 10 mg: 1 cp de 8/8 
horas.
Encaminhar para 
avaliação médica.
Corrimento 
vaginal 
abundante, com 
odor fétido
Tratar vaginose bacteriana e/ou Tricomoníase:
• Primeiro Trimestre: Metronidazol gel vaginal 
100mg/g, um aplicador cheio via vaginal, 
à noite ao deitar-se, por 5 dias.
• Após primeiro trimestre: Metronidazol 
250mg, 02 comprimidos VO, 12/12h, por 
7 dias.
Encaminhar para avaliação 
médica.
Encaminhar para 
avaliação médica.
119
4 - SAÚDE DA MULHER
CEFALÉIA • Afastar Hipertensão Arterial e Pré-eclâmpsia
• Avaliar sempre: Sinais de cefaleia 
secundária; Sintomas antes da gravidez; 
Diagnóstico prévio de enxaqueca; Uso de 
medicamentos.
• Orientar: Repouso em local com pouca 
luminosidade e boa ventilação;
Considerar o uso de analgésicos 
comuns:
Paracetamol (500-750 mg), de 
6/6 horas;
Dipirona (500-1.000 mg), de 
6/6 horas.
Encaminhar para 
avaliação médica
EDEMA • Avaliar sempre: A possibilidade do 
edema patológico, em geral associado à 
hipertensão e proteinúria, sendo sinal de 
pré-eclâmpsia; A maioria das grávidas 
edemaciadas exibe gestação normal. 
• Orientar: Evitar ortotatismo prolongdo; Evitar 
permanecer sentada por longo período; 
Fazer repouso periódico em decúbito lateral 
e/ou com os membros elevados; Usar meia 
elástica; Evitar diuréticos e dieta hipossódica 
(proscritos na gestação).
Encaminhar para avaliação 
médica
Encaminhar para 
avaliação médica
DOR LOMBAR • Avaliar sempre: Características da dor 
(mecânica ou inflamatória, tempo de 
evolução, fatores de melhora ou piora, 
relação com o movimento); Sinais e sintomas 
associados (alerta para febre, mal-estar 
geral, sintomas urinários, enrijecimento 
abdominal e/ou contrações uterinas, déficit 
neurológico); História de trauma.
• Orientar: Corrigir a postura ao se sentar 
e andar; Observar a postura adequada, 
evitando corrigir a lordose fisiológica; 
Recomendar o uso de sapatos confortáveis e 
evitar saltos altos; Recomendar a aplicação 
de calor local e massagens especializadas; 
Indicar atividades de alongamento e 
orientação postural.
Se não melhorarem as 
dores, considerar o uso de 
medicamentos: Paracetamol 
(500-750 mg), de 6/6 horas; 
Encaminhar para 
avaliação médica
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
120
VARIZES • Avaliar sempre: Dor contínua ou ao final do 
dia; Presença de sinais flogísticos; Edema 
persistente.
• Orientar Mudar de posição com maior freq 
Repousar por 20 minutos com as pernas 
elevadas, várias vezes ao dia; Utilizar 
Utilizar meia elástica com suave ou média 
compressão, que pode aliviar o quadro de 
dor e edema dos membros inferiores; 
Não usar roupas muito justas, ligas nas pernas 
e nem meias 3/4 ou 7/8
uência; Não permanecer por muito tempo em 
pé, sentada ou com as pernas cruzadas; 
Encaminhar para avaliação 
médica
Encaminhar para 
avaliação médica
HEMORRÓIDA • Avaliar sempre sinais de gravidade: 
Aumento da intensidade da dor; 
Endurecimento do botão hemorrodário; 
Sangramento retal.
• Orientar: Dieta rica em fibras, estimular 
a ingestão de líquidos e, se necessário, 
supositórios de glicerina; Higiene local 
com duchas ou banhos após a evacuação; 
Banho de assento com água morna; Usar 
anestésicos tópicos, se necessário.
Encaminhar para avaliação 
médica.
Encaminhar para 
avaliação médica.
Fonte: Adaptado de MS: Protocolos de Atenção Básica: Saúde das Mulheres, 201
12.9 Principais Sinais de Alerta na Gestação
 Durante o acompanhamento da gestante, é preciso estar alerta aos sinais que podem representar 
risco à gestante/feto, para a adoção de conduta adequada e em tempo hábil, evitando assim, desfechos 
desfavoráveis ao binômio.
REALIZAR CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA GESTANTES EM TODOS OS ENCONTROS COM A 
GESTANTE: CONSULTAS, VISITAS DOMICILIARES OU ATIVIDADE DE GRUPO
121
SINAL DE ALERTA INTERPRETAÇÃO CONDUTA
SANGRAMENTO VAGINAL
• Anormal em qualquer período da 
gestação
• Avaliação médica imediata
CEFALEIA 
ESCOTOMAS VISUAIS
EPIGASTRALGIA 
EDEMA EXCESSIVO 
• Alerta: tais sintomas, principalmente no 
final da gestação, podem sugerir pré-
eclâmpsia.
• Avaliação da PA imediatamente e 
avaliação médica imediata
CONTRAÇÕES REGULARES
PERDA DE LÍQUIDOS
• Sintomas indicativos de início de trabalho 
de parto.
• Avaliação médica imediata e 
encaminhamento para a Maternidade 
de referência
DIMINUIÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO 
FETAL
• Pode indicar sofrimento fetal.
• Avaliação médica imediata e avaliação 
do BCF
FEBRE • Pode indicar infecção.
• Avaliação médica no mesmo dia e 
encaminhamento para urgência, se 
necessário.
12.10 Doença Exantemática em Gestante
 A saúde da gestante e seu concepto dependem de cuidados realizados durante a gestação. O pré-
natal continua a ser atribuição dos profissionais da atenção básica, mesmo se a gestante tiver suspeita de 
infecção pelo vírus Zika. Neste momento, deve-se acolher a gestantee sua família, realizar as orientações 
oportunas, esclarecer as dúvidas e realizar o seguimento do pré-natal seguindo os protocolos disponíveis 
(Municipal e do MS). 
Considerando este momento epidemiológico, foi estabelecido a NOTA TÉCNICA 01 DO GRUPO TÉCNICO 
ASSISTENCIAL – GTA: Procedimentos assistenciais a serem adotados nos casos de Doença Exantemática 
em Gestante e Microcefalia Fetal ou Neonatal, uma parceria entre FIOCRUZ, SESRJ, SMSRJ, SOPERJ, HFSE:
Considerando a Portaria do MS Nº 1.813 de 11 de novembro de 20015, que declara emergência de 
saúde pública de interesse nacional (ESPIN) por alteração do padrão de ocorrência de microcefalia no Brasil; 
Considerando a RESOLUÇÃO SES Nº 1.296 DE 18 DE NOVEMBRO DE 2015, que estabelece a 
notificação compulsória imediata de gestantes com síndrome exantemática;
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
122
Considerando a Resolução SMS 2.760 de 22 de outubro de 2015 que estabelece a notificação 
compulsória para doença causada pelo Zika vírus e 
Considerando a necessidade de manter as unidades informadas com rotinas e fluxos divulgados pela 
vigilância de casos suspeitos de doença exantemática em gestante e microcefalia.
Procedimentos a serem adotados nos casos de DOENÇA EXANTEMÁTICA EM GESTANTE:
1. Notificação Notificar no link do formulário FORMSUS disponível em: 
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642
2. 2nvestigação Diagnóstica
Coletar amostra de sangue:
ZIKA (PCR*): Primeiras 72h após o início do exantema– colher duas amostras:
1ª amostra: Sangue e urina – cadastrar no GAL (Sistema de Gerenciamento de Ambiente laboratorial), 
preencher a ficha de cadastro do Gal e enviar junto com a amostra. Unidades sem acesso ao GAL 
encaminhar a amostra com a cópia impressa da notificação do FORMSUS
2ª amostra: Sangue e urina coletados entre o 10º e 14º dia após o início do exantema, cadastrar também 
no GAL. 72h após o início do exantema – colher somente uma amostra:
Amostra única: Urina (somente) – coletar na primeira oportunidade
Só tem acesso ao GAL as unidades que são cadastradas. Não esquecer de colocar na ficha do Gal 
a IDADE GESTACIONAL
CASO SUSPEITO DE DOENÇA EXANTEMÁTICA EM GESTANTE: 
Toda gestante que apresente exantema, independente da idade gestacional, deverá ser 
notificada em até 24h.
123
4 - SAÚDE DA MULHER
Dengue (Hemograma, NS1* e PCR*): Rotina de coleta e notificação já usadas pela unidade
* Enviar todas as amostras ao LACEN
Assistência à Gestante com Exantema
1. Atendimento à Gestante om Exantema: Gestante em atendimento médico obstétrico ou em qualquer 
porta emergencial (APS, UPA, CER, Hospitais de Emergência) com quadro de doença exantemática:
Em acompanhamento pré-natal - anotar no cartão de pré-natal a intercorrência observada e os exames 
solicitados (item 2 investigação diagnóstica) para devido acompanhamento ambulatorial.
Sem acompanhamento pré-natal - referenciar para a atenção primária com descrição da intercorrência 
observada e os exames solicitados (item 2 investigação diagnóstica).
ATENÇÃO:
USG: Realizar USG para diagnóstico de microcefalia após a 30ª semana de gestação. 
Cartão de pré-natal: ANOTAR no cartão a ocorrência de exantema uma vez que a criança deve ser 
investigada após o nascimento.
Notificar: Toda unidade que atenda a gestante com exantema deve notificar.
2. Suspeita de microcefalia fetal 
Em acompanhamento pré-natal - anotar no cartão de pré-natal a intercorrência observada e os exames 
solicitados para devido acompanhamento ambulatorial, que será feito em pré-natal de baixo risco. 
Sem acompanhamento pré-natal - referenciar para a atenção primária com descrição da intercorrência 
observada.
ATENÇÃO:
USG: Realizar USG para diagnóstico de microcefalia após a 30ª semana de gestação. 
Notificar: Qualquer unidade que atenda a gestante com suspeita de microcefalia fetal deve notificar.
Acompanhamento e Seguimento da Gestante com ZIKA
A gestante diagnosticada com ZIKA deverá continuar seu atendimento na atenção primária, com 
avaliação de risco a cada consulta, ser avaliado a necessidade de matriciamento do NASF ou 
encaminhamento a atenção secundária, quando avaliado esta necessidade.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
124
12.11 Normatizações e Legislações Vigentes para boas práticas ao pré-parto, parto e puerpério:
É importante a gestante e seu companheiro saberem que existem leis que garantem direitos e a utilização 
de boas práticas no momento do parto e pós-parto. Sendo assim o enfermeiro durante o pré-natal precisa o 
acesso a tais informações, que são:
• Direito ao acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto: Lei 11.108/2005, RDC nº 
38/2008 da ANVISA e do Estatuto da Criança e do Adolescente (no caso de adolescente grávida):
• Direito a ser orientada sobre todos os procedimentos considerados invasivos e danosos à mulher no 
atendimento ao trabalho de parto e parto normal, tais como:
 - A episiotomia indiscriminada e de rotina se configura como uma violação dos direitos 
sexuais e reprodutivos da mulher e uma violação da integridade corporal feminina.
 - Verificação e aceleração do parto pela manobra de redução do colo: Em um parto 
normal, para a verificação da dilatação do colo do útero, é feito o procedimento 
conhecido como exame de toque. Uma manobra muito comum durante o exame de 
toque é a “dilatação” ou “redução manual do colo do útero”, que é um procedimento 
doloroso, realizado a fim de acelerar o trabalho de parto. Pode ser prejudicial para a 
dinâmica do trabalho de parto, e que na grande maioria das vezes é realizado sem 
esclarecimento ou consentimento da paciente.
 - Manobra de Kristeller: “A compressão abdominal pelas mãos que envolvem o fundo 
do útero constitui a manobra de Kristeller. Este recurso foi abandonado pelas graves 
consequências que lhe são inerentes (trauma das víceras abdominais, do útero, 
descolamento da placenta)” (Obstetrícia Normal, manual de BRIQUET) (DELASCIO; 
GUARIENTO, 1970:329)
125
4 - SAÚDE DA MULHER
• Direito a ser orientada e de negar intervenções com finalidades “didáticas”: Submeter uma mulher a 
procedimentos desnecessários, dolorosos, com exposição a mais riscos e complicações, com a única 
e exclusiva finalidade do exercício da prática.
• Direito a liberdade de locomoção e posição para o parto: deve ser garantido à mulher condições de 
escolha das diversas posições durante o parto, desde que não existam impedimentos clínicos” (RDC 
36 de 2008 da ANVISA). 
• Direito a atendimento humanizado e respeitoso
 - Apoio humanizado à amamentação precoce: Apesar do Programa Nacional de 
Incentivo ao Aleitamento Materno ser muito difundido, muitos serviços não respeitam o 
desejo da mãe em amamentar seu bebê logo ao nascer, mesmo que não haja nenhum 
impeditivo clínico para isso. 
12.12 Cegonha Carioca
 No Município do Rio de Janeiro, a partir de 2011 foi instituído o Cegonha Carioca, como forma de 
ofertar atenção humanizada no ciclo gravídico-puerperal e ao recém-nato/criança.
As gestantes acompanhadas na rede pública de saúde no Município têm desde o início do pré-natal 
vinculação com a Maternidade onde o parto ocorrerá. A partir da 28ª semana de gestação, é ofertado uma 
visita as Maternidades de referência, junto com um acompanhante de sua escolha. Neste momento, participa 
de ações educativas, e também recebe, ao final da visita, o enxoval Cegonha Carioca.
A vinculação a estas Maternidades ocorre conforma a área de residência da gestante. 
No Cegonha Carioca, a gestante também conta com um sistema de transporte, que a busca onde ela 
estiver, dentro do município do 
Rio de Janeiro e leva para a Maternidade de referência, sendo acionada através do número de telefoneque ela recebe no início do pré-natal.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
126
12.13 Direitos Sociais da Gestante e do Pai
As gestantes têm direitos sociais garantidos, conquistados por uma luta pelos direitos das mulheres, 
desenvolvida a partir de um entendimento da necessidade de proteção à gestante e seu bebê. A legislação 
brasileira prevê a proteção dos direitos das mulheres, inclusive na seção referente aos direitos dos trabalhadores, 
enfatizando a proteção da mulher no mercado de trabalho e na sociedade, mediante dispositivos específicos. 
Resumidamente, a legislação federal define que:
• A gestante tem direito a prioridade em filas de bancos e supermercados, ao acesso pela porta da 
frente em coletivos e ao assento preferencial em estabelecimentos e meios de transporte coletivo.
• Na época do pré-natal é assegurado o acompanhamento de saúde gratuito, a realização de pelo 
menos seis consultas durante toda a gravidez e de levar um acompanhante de sua escolha nas 
consultas (companheiro, mãe, amiga ou outra pessoa). 
• Deve realizar gratuitamente exames durante o pré-natal, entre eles: exames de sangue para pesquisa 
de diabetes, sífilis, anemia e classificação do tipo sanguíneo; exames de urina; preventivo de câncer 
de colo do útero; e teste anti-HIV. 
• Deve ser imunizada contra o tétano e tem o direito de conhecer antecipadamente o hospital onde será 
realizado seu parto. 
• Na hora do parto a gestante tem o direito: 
a) de ser escutada em suas queixas e reclamações, de expressar os seus sentimentos e suas 
reações livremente, isso tudo apoiada por uma equipe preparada e atenciosa.
b) a um parto normal e seguro. 
c) a cesárea deve ser feita em caso de risco para a criança e para a mãe.
d) a um acompanhante: companheiro, mãe, irmã, amiga ou outra pessoa.
127
• Durante o pós-parto mãe e filho têm o direito de ficar juntos no mesmo quarto e, ao sair do hospital, 
ela deve receber as orientações sobre o retorno a atenção primária em saúde para a consulta de pós-
parto e de puericultura.
• No retorno à Unidade de Saúde deverá receber atendimento para si, seu RN e seu companheiro 
quanto às necessidades requeridas e orientações para evitar ou planejar uma nova gravidez. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS, s.d) promulgou os Dez Direitos da Gestante, que são: 
• Receber informações sobre gravidez e escolher o parto que deseja.
• Conhecer os procedimentos rotineiros do parto.
• Não se submeter a tricotomia (raspagem dos pelos) e a enema (lavagem intestinal), se não desejar.
• Recusar a indução do parto, feita apenas por conveniência do médico (sem que seja clinicamente 
necessária).
• Não se submeter à ruptura artificial da bolsa amniótica, procedimento que não se justifica cientificamente, 
podendo a gestante recusá-lo. 
• Escolher a posição que mais lhe convier durante o trabalho de parto.
• Não se submeter à episiotomia (corte do períneo), que também não se justifica cientificamente, 
podendo a gestante recusá-la.
• Não se submeter a uma cesárea, a menos que haja riscos para ela ou o bebê.
• Começar a amamentar seu bebê sadio logo após o parto. 
• A mãe pode exigir ficar junto com seu bebê recém-nascido sadio. 
12.14 Gestantes em Vulnerabilidade Social
É preciso considerar as condições de vulnerabilidade social em que vivem as gestantes atendidas e 
acompanhadas na atenção primária em saúde. 
De acordo com Katzman (1999; 2001), as situações de vulnerabilidade social devem ser analisadas 
a partir da existência ou não, por parte dos indivíduos ou das famílias, de ativos disponíveis e capazes de 
enfrentar determinadas situações de risco. Logo, a vulnerabilidade de um indivíduo, família ou grupos sociais 
refere-se à maior ou menor capacidade de controlar as forças que afetam seu bem-estar, ou seja, a posse ou 
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
128
controle de ativos que constituem os recursos requeridos para o aproveitamento das oportunidades propiciadas 
pelo Estado, mercado ou sociedade. Afirma que as vulnerabilidades sociais, que incluiriam as redes de 
reciprocidade, confiança, contatos e acesso à informação. Assim, a condição de vulnerabilidade deveria 
considerar a situação das pessoas a partir dos seguintes elementos: a inserção e estabilidade no mercado de 
trabalho; a debilidade de suas relações sociais e, por fim, o grau de regularidade e de qualidade de acesso 
aos serviços públicos ou outras formas de proteção social.
Assim, atender as gestantes em condições de vulnerabilidade social requer um olhar diferenciado da equipe 
de saúde e inclui avaliar suas dificuldades socioeconômicas e psicossociais, avaliar as situações de violência 
doméstica e dependência química, ofertar uma à vulnerabilidade individual. Rede de apoio para atendimento 
em serviços especializados, quando assim se fizer necessário, e que atendam especificamente 
Recomenda-se (NICE, 2010) o acompanhamento através de protocolos e equipes especializadas 
de gestantes vítimas de violência doméstica e gestantes que sofrem com a dependência química. Para o 
atendimento a estas gestantes, a equipe de saúde da família com apoio dos profissionais especializados do 
NASF, coordenarão o cuidado desta gestante. 
12.15 Direitos Trabalhistas das Gestantes e do Pai
Informações sobre benefícios concedidos pela Previdência Social podem ser obtidos gratuitamente pelos 
telefones 0800.780191 e 135 ou pelo site www.previdenciasocial.gov.br 
 Em relação à gestação e ao exercício da maternidade e da paternidade a legislação brasileira 
assegura o seguinte:
129
Quadro 3. Tópicos da legislação brasileira sobre situação da mulher e parceiro no momento da 
gestação, adoção e puerpério
Gestação Constituição Federal, art. 7º: A Constituição Federal de 1988 igualou homens e mulheres em direitos e deveres. 
Dispõe sobre os Direitos dos Trabalhadores, dando ênfase à proteção do mercado de trabalho da mulher. Proíbe 
a diferença de salários, (também art. 5º da CLT) assim como no exercício de funções e de critério de admissão 
por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Proíbe o trabalho da gestante no período de 4 semanas antes e 8 
semanas após o parto, garantindo a licença gestante de 120 dias. Obs. A licença gestante pode ser ampliada 
para 180 dias caso a empresa opte e/ou se for Empresa Cidadã.
Constituição Federal, art. 10, inciso II: Está prevista a estabilidade da empregada não doméstica gestante 
desde a confirmação da gravidez até 05 meses após o parto. Obs: A trabalhadora doméstica não é regida pela 
CLT e portanto não tem estabilidade no emprego, nem no período gestacional. 
CLT, art. 391: Não constitui justo motivo para a rescisão do contrato de trabalho da mulher o fato de haver 
contraído matrimônio ou de encontrar-se em estado de gravidez. 
CLT, art. 392, inciso 1 a 3: É proibido o trabalho da mulher grávida no período de 4 (quatro) semanas antes 
e 8 (oito) semanas depois do parto. O início do afastamento da empregada de seu trabalho será determinado 
por atestado médico. Dispensa de horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, 
seis consultas médicas e demais exames complementares. É garantido à empregada, durante a gravidez, sem 
prejuízo do salário e demais direitos: transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, 
assegurada a retomada da função anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho; dispensa do horário 
de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames 
complementares. Independente do período gestacional que nascer a criança (parto antecipado), a mulher terá 
sempre direito às 12 semanas de licença. Em casos excepcionais, mediante atestado médico, na forma do 
parágrafo 1º, é permitidoà mulher gestante mudar de função. 
CLT, art. 393: Durante o período a que se refere o art. 392, a mulher terá direito ao salário integral e, quando 
variável, calculado de acordo com a média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho, bem como os direitos e 
vantagens adquiridos, sendo-lhe ainda facultado reverter à função que anteriormente ocupava. 
CLT, art. 394: Mediante atestado médico, à mulher grávida é facultado romper o compromisso resultante de 
qualquer contrato de trabalho, desde que este seja prejudicial à gestação. 
Lei nº 9.029/1995: Proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização e outras práticas 
discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da trabalhadora. 
Portaria GM nº 569/2000: Institui o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, no âmbito do SUS.
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
130
Parto Constituição Federal, art. 7º, inciso XVIII: A licença-maternidade é paga pelo empregador, que efetivará sua 
compensação junto à Previdência Social quando do recolhimento das contribuições sobre as folhas de salário. 
Em se tratando de segurada avulsa ou empregada doméstica, será pago diretamente pela Previdência Social. 
A mulher terá direito ao salário integral que efetivará sua compensação junto à Previdência Social quando do 
recolhimento das contribuições sobre as folhas de salário. Em se tratando de segurada avulsa ou empregada 
doméstica, será pago diretamente o salário maternidade pela Previdência Social, para tanto deverá apresentar-se 
ao Posto do INSS com atestado do parto e declaração de nascido vivo no pós-parto. 
Portaria GM nº 2.418/2005. Regulamenta, em conformidade com o art. 1º da Lei nº 11.108 de 7 de abril 
de 2005, a presença de acompanhante para mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato nos 
hospitais públicos e conveniados com o SUS.
Lei nº 11.634/2007: Toda gestante tem direito ao conhecimento e à vinculação prévia com a maternidade na 
qual será realizado seu parto; a maternidade na qual será atendida nos casos de intercorrência pré-natal, o que 
dar-se-á no ato de sua inscrição no programa de assistência pré-natal; e a maternidade à qual se vinculará a 
gestante deverá ser apta a prestar a assistência necessária conforme a situação de risco gestacional, inclusive no 
puerpério.
Amamentação CLT, art. 396: Para amamentar o próprio filho, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá 
direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um. Quando o exigir 
a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente. 
CLT, art. 400: Os locais destinados à guarda dos filhos das operárias durante o período da amamentação 
deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação 
sanitária.
Aborto CLT, art. 395: Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial, a mulher terá um 
repouso remunerado de 2 (duas) semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava 
antes de seu afastamento.
Pós-parto Lei nº 8.069 (Estatuto da Criança e do Adolescente), artigo 9º: Determina que a proteção ao aleitamento 
materno é direito assegurado aos bebês. 
Portaria GM nº 1.016/1993: Aprova as normas básicas para a implantação do sistema “Alojamento Conjunto”. 
Lei Federal 10.048/2000: As gestantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento 
prioritário nas repartições públicas, empresas concessionárias de serviços públicos e nas instituições financeiras. 
As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo precisam reservar assentos 
devidamente identificados a essas pessoas.
131
Licença
Maternidade
Lei nº 11.770/2008: Determina que as empregadas de “empresas cidadãs”, isto é, de empresas que aderiram 
ao programa previsto na mencionada lei, terão o prazo da licença maternidade prorrogado em 60 (sessenta) 
dias. Garante à gestante que estuda, 120 dias de licença para se ausentar da escola. As atividades escolares 
podem ser feitas em casa e os exames finais, remarcados.
Licença 
Paternidade
Constituição Federal, art. 7º, inciso XIX, c/c art. 10, § 1º: Garante ao pai recente a ausência do empregado 
ao serviço por ocasião do nascimento do filho. Fixada em cinco dias, a licença-paternidade possui natureza 
salarial, a cargo do patrão. Seu pagamento está condicionado à apresentação da certidão de registro do filho, 
podendo aceitar como suficiente o atestado da maternidade onde ocorreu o nascimento da criança. A sua 
contagem inicia-se a partir da data em que ocorreu o parto da mulher.
Adoção Lei nº 10.421/2002: Ficam garantidos a licença e o salário-maternidade às mulheres que adotem ou estejam 
com a guarda judicial de uma criança, para fins de adoção. A duração da licença vai de 30 a 120 dias, 
dependendo da idade da criança. O início dos benefícios da licença começa a partir da data de deferimento 
da medida liminar nos autos de adoção ou da guarda judicial. 
Garante às mulheres que adotarem crianças de zero a oito anos o direito à licença maternidade. O tempo da 
licença varia de acordo com a idade da criança. Mães que adotarem crianças com até um ano têm direito 
a 120 dias de licença. Se a criança tiver entre um e quatro anos, o benefício será de 60 dias, e para filhos 
adotados com idade entre quatro e oito anos a licença maternidade será de 30 dias. 
O pai adotivo tem licença-paternidade garantida somente pela legislação referente aos servidores públicos.
 
13. Puerpério
 O cuidado da mulher no puerpério é fundamental para a saúde materna e neonatal e deve incluir o 
pai, a família e toda a rede social envolvida nesta fase do ciclo vital e familiar (BRASIL, 2013). O puerpério 
se inicia imediatamente após o parto e dura, em média (visto que o término é imprevisto), seis semanas após 
este, havendo variabilidade na duração entre as mulheres. Esta variação está relacionada especialmente 
a mudanças anatômicas e fisiológicas no organismo da mulher, embora questões de ordem psicossocial 
relacionadas à maternidade, à sexualidade, à autoestima, à reorganização da vida pessoal e familiar estejam 
ocorrendo concomitantemente e influenciem a passagem desse período. Para facilitar a organização das ações 
de saúde, o puerpério pode ser dividido em imediato (do 1o ao 10o após o parto), tardio (do 11o ao 45o 
dia) e remoto (após o 45o dia, com término imprevisto) (UFRJ, 2015).
 A equipe de Atenção Básica, no planejamento de suas ações, deve-se garantir o acompanhamento 
integral da mulher e da criança, além de estimular (desde o pré-natal) o retorno precoce da mulher e do recém-
nascido à Unidade de saúde após o parto.
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
132
13.1 Assistência ao Puerpério:
As consultas de puerpério são de competência do(a) médico de família e do enfermeiro(a). Elas são 
fundamentais no processo de acompanhamento da saúde materna e do neonato, iniciado no pré-natal. A 
puérpera deverá receber no mínimo 2 consultas no puerpério.
• Calendário de Consultas no Puerpério:
 - 1ª Consulta: Entre o 7º e o 10º dias pós-parto;
 - 2ª Consulta: Até o 42º dia pós-parto (no puerpério tardio).
• Objetivos das Consultas de Puerpério:
 - Avaliar interação entre Mãe e o RN e o Pai;
 - Avaliar o estado de saúde da mulher e do RN;
 - Identificar e conduzir situações de risco e/ou intercorrências;
 - Orientar e apoiar a família;
 - Orientar os cuidados básicos com o RN;
 - Orientar quanto ao planejamento da vida sexual e reprodutiva com o parceiro;
 - Orientar, incentivar e avaliar quanto à amamentação e quanto ao apoio do parceiro 
e família.
A Equipe de Saúde deverá acolher a puérpera e acompanhante comrespeito, escutando atentamente suas 
dúvidas, queixas e expectativas, procurando esclarecê-las e dar o apoio necessário. Por ser um período de 
significativas alterações, a família deverá ser orientada quanto às modificações fisiológicas e psicológicas, 
promovendo apoio ao trinômio Mãe-Pai-Bebê.
 É importante um olhar especial ao período puerperal, a fim de evitar agravos ao binômio Mãe-Bebê. 
A morbi-mortalidade materna e neonatal é preponderante nas primeiras semanas após o parto, assim, a 
prestação de um cuidado integral e o envolvimento de todos os profissionais corrobora para a qualificação da 
assistência prestada ao binômio, prevenindo riscos presumíveis. 
133
• Condutas Imediatas da ESF no Puerpério:
Realizar visita domiciliar na primeira semana após a alta da maternidade;
 - Orientar quanto aos cuidados com o RN;
 - Orientar quanto à higiene pessoal;
 - Orientar quanto à amamentação, observando a inter-relação familiar neste contexto.
 - Dar suporte à puérpera e sua família para as situações especiais, como no caso de óbito 
neonatal, doação do RN ou internação em Unidade de Neonatologia, oportunizando 
um diálogo abeto e sem censuras, promovendo o apoio necessário e os devidos 
encaminhamentos (atendimentos multiprofissionais) para garantir a integralidade do 
cuidado. 
13.3 Condutas na Consulta de Puerpério:
MOMENTO CONDUTA
Acolhimento com escuta 
qualificada
• Acolher as demandas da puérpera e sua família e identificar suas necessidades.
• Direcionamento para o atendimento e realização de procedimentos necessários.
Puerpério Imediato • Verificar Cartão da Gestante, dados da gestação (quantidade de consultas, uso de 
medicamentos, intercorrências no pré-natal);
• Informações do parto e de possíveis intercorrências, uso de imunoglobulina anti-D para as 
puérperas Rh negativo;
• Avaliar a situação das sorologias para Sífilis e HIV;
• Informações sobre a alta do RN (caso não tenha ocorrido em conjunto com a mãe, registrar 
motivos);
• Verificar dados do recém-nascido (peso, comprimento, Apgar, imunização, registro civil, 
realização dos testes do reflexo vermelho, do pezinho e da orelhinha, etc.) e identificar RN 
de risco (baixo peso ao nascer, internação por intercorrência ao nascimento;
• Avaliar estado geral: nível de consciência, situação psicológica, pele, presença de edema;
• Realizar exame abdominal: atentar para avaliar involução uterina e dor à palpação, e 
condições da incisão cirúrgica, se cesárea;
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
134
• Realizar exame ginecológico: observar loquiação, lacerações, equimoses, edemas, 
episiotomia, presença de secreções e sianis flogísticos ou outras alterações;
• Avaliar mucosas;
• Avaliar mamas;
• Avaliar os MMII: varizes, edemas, sinais de flebite, aumento da sensibilidade e sinal de 
Homan;
• Avaliar sinais vitais;
• Observar vínculo Mãe-Bebê;
• Avaliar situação vacinal;
• Registrar os dados da consulta no prontuário e no cartão da gestante;
• Prescrever suplementação de Ferro (60 mg/dia) de ferro elementar até 3 (três) meses após o 
parto, para as mulheres com anemia diagnosticada;
• Agendar consulta de retorno (puerpério tardio até 42 dias.
Puerpério Tardio • Avaliar condições maternas e realizar exame físico geral;
• Incentivar a prática de atividade física;
• Orientar e recomendar método contraceptivo de acordo com a preferência da mulher.
Puerpério Imediato e Tardio • Em caso de comorbidades (como DHEG, DMG, outros), encaminhar para avaliação médica 
para que seja revisado terapêutica medicamentosa (quando houver) e outras condutas 
relacionadas. 
• Estar atento às situações que contraindicam a amamentação.
13.4 Anticoncepção no Puerpério:
 A orientação relativa ao Planejamento da Vida Sexual e Reprodutiva deverá ser o mais precoce possível. 
Dentre os métodos indicados está o método da Amenorreia da Lactação (LAM) que é um método temporário 
que só pode ser utilizado pelas puérperas sob as seguintes condições:
• Aleitamento Materno Exclusivo;
• Amenorreia;
• RN com menos de seis meses de vida;
 A ausência de qualquer uma destas três condições reduz a eficácia do método.
135
Métodos Contraceptivos Disponíveis na Rede:
MOMENTO ESPECIFICAÇÕES
Anticoncepcional Hormonal Oral de 
Progestogênio
• Princípio ativo: Noretisterona 0, 35 mg.
• Apresentação: Cartela com 35 comprimidos.
• Dosagem: 01 cp vo ao dia, sem descontinuar a cartela.
Anticoncepcional Hormonal Injetável 
Trimestral
• Princípio ativo: Medroxiprogesterona 150 mg
• Apresentação: Ampola
• Dosagem: 1 ampola IM a cada três meses.
• Indicação: utilizado principalmente no pós-parto, pois não alteram a qualidade nem a 
quantidade do leite materno, e por mulheres que têm contraindicações ao estrogênio das 
pílulas combinadas.
Anticoncepcional Hormonal Oral 
Combinado
• Princípio ativo: 
• Apresentação: cartela com 21 comprimidos
• Dosagem: 1 cp Vo ao dia, com interrupção de 7 dias entre as cartelas.
• Indicação: se não estiver amamentando OU se não for aleitamento exclusivo.
DIU • Indicação: logo após o parto ou em torno de 40 dias pós-parto.
Preservativo Masculino ou Feminino • Indicação: Indicar o uso do preservativo desde a primeira relação sexual pós-parto.
A busca do êxito nas ações desenvolvidas junto à mulher no seu ciclo gravídico-puerperal é resultado do 
envolvimento e compromisso multiprofissional com o binômio mãe-bebê no seu contexto.
O parceiro e a família devem contribuir em todo o processo, discutindo e repensando práticas alternativas. 
14. Planejamento Sexual e reprodutivo
A ampliação do acesso de mulheres e homens à informação e aos métodos contraceptivos é uma das ações 
imprescindíveis para que possamos garantir o exercício dos direitos reprodutivos no país.
A Atenção à Vida Sexual e Reprodutiva tem como base a Constituição Brasileira de 1988 e a Lei do 
Planejamento Familiar de 1996, além do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. O planejamento 
familiar é um ato consciente: torna possível ao casal programar quantos filhos terá e quando os terá. Permite 
às pessoas e aos casais a oportunidade de escolher entre ter ou não filhos de acordo com seus planos e 
expectativas.
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
136
Pautado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento 
familiar é de livre decisão do casal. Cabe ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o 
exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte das instituições oficiais ou privadas. O 
Planejamento Familiar no Brasil é regulamentado pela a Lei n° 9263 de 12/11/1996, que é ampla e 
abrangente, e garante o Planejamento Familiar como um direito de todos, sob a perspectiva da equidade de 
gênero. Em seu artigo 3° define um conjunto de ações que garante direitos iguais de constituição, limitação ou 
aumento da prole, pela mulher, pelo homem ou pelo casal. 
A atuação dos (as) profissionais de saúde na assistência pré-concepcional, anticoncepcional e infertilidade 
envolvem o atendimento individual, para casais, ou em grupo, sendo o aconselhamento parte indissociável 
desta assistência. As ações de planejamento reprodutivo são voltadas para o fortalecimento dos direitos sexuais 
e reprodutivos dos indivíduos e se baseiam em ações clínicas, preventivas, educativas, oferta de informações 
e dos meios, métodos e técnicas para regulação da fecundidade. Devem incluir e valorizar a participação 
masculina, uma vez que a responsabilidade e os riscos das práticas anticoncepcionais são predominantemente 
assumidos pelas mulheres (CARVALHO, PIROTTA e SCHOR, 2000).
É a OMS quem define os critérios de elegibilidade dos métodos anticoncepcionais que permitemescolher 
com segurança aquele(s) mais adequado(s) para cada pessoa (ver quadro 1). As principais referências para 
este capítulo foram os documentos da OMS de 2010, 2011 e 2013. 
O enfermeiro no atendimento às necessidades/cuidados ao planejamento familiar deverá realizar a SAE, 
com registro no PEP.
QUADRO 04- Síntese na atenção ao planejamento reprodutivo: critérios de elegibilidade.
O QUE FAZER? COMO FAZER?
Acolhimento com escuta qualificada
• Identificar os motivos do contato da mulher
• Direcionar para o atendimento necessário
Avaliação global
Entrevista:
• Registrar os antecedentes pessoais obstétricos e patológicos (com atenção especial 
às DST e às doenças cardiovasculares e metabólicas) 
• Abordar, sempre que pertinente, as questões referentes às parcerias, à identidade de 
gênero, à orientação sexual e à satisfação sexual pessoal ou do casal.
• Questionar se há medicações em uso.
• Investigar presença de dispaurenia e de sangramentos vaginais pós-coito ou 
anormais, principalmente se há intenção de uso do DIU.
137
4 - SAÚDE DA MULHER
• Questionar sobre o desejo de concepção ou anticoncepção por parte da mulher ou 
do casal.
• Indagar sobre o conhecimento e uso prévio de métodos anticoncepcionais.
Exame físico geral e específico:
• Realizar se necessário, conforme o método de escolha e os critérios de elegibilidade.
Plano de cuidados
Educação em saúde:
• Orientar individual ou coletivamente pessoas em idade fértil (10-49 anos), 
considerando os aspectos biopsicossociais relacionados ao livre exercício da 
sexualidade e do prazer, além dos aspectos culturais e transgeracionais relacionados 
à sexualidade e à reprodução.
• Orientar acerca de temas importantes como direitos sexuais e direitos reprodutivos, 
sexo seguro, métodos anticoncepcionais papéis sociais e projeto de vida, reprodução 
humana assistida, atenção humanizada ao abortamento, riscos implicados em certas 
práticas sexuais.
Indicação de preservativos:
• Orientar sobre o uso e formas de inserção dos preservativos masculinos e femininos.
• Orientar sobre sua função como método de barreira e a importância da dupla 
proteção.
• Ofertar preservativos masculinos e femininos para as usuárias e usuários.
• Atentar em especial para aquelas (es) desproporcionalmente afetadas (os) pelo 
HIV/aids: profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, população 
transgênera e transexual, pessoas que utilizam substâncias psicoativas injetáveis e 
população em privação de liberdade.
Abordagem de casais sorodiscordantes:
• Orientar para os cuidados preventivos, prestar esclarecimentos sobre os tratamentos 
disponíveis e sobre as medidas para o controle da infeção materna e para a 
redução da transmissão vertical do HIV.
• Acompanhar conjuntamente com o serviço de atenção especializada.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
138
Plano de cuidados
Escolha do método anticoncepcional:
• Orientar sobre os métodos anticoncepcionais existentes e disponíveis na Atenção 
Básica.
• Informar a eficácia de cada método, sua forma de uso e possíveis efeitos adversos.
• Orientar sobre suas contraindicações diante de certos antecedentes clínicos e/ou 
ginecológicos.
• Reforçar a importância do retorno para acompanhamento clínico conforme método 
em uso e disponibilidade da usuária.
• Recomendar métodos de acordo com adequação e escolha informada da usuária, 
considerando fatores individuais e contexto de vida dos usuários (as) no momento da 
escolha do método.
Escolha do método contraceptivo de emergência:
• Informar sobre a forma de uso e indicações (relação sexual sem uso de preservativo 
ou falha do método em uso.) Inclui também a indicação em casos de violência sexual 
– ver página ..., sobre Atenção às Mulheres em Situação de Violência).
• Ofertar o método sempre que necessário, uma vez que é um direito da usuária. 
Mulheres que mantenham relações sexuais ocasionalmente podem optar pelo 
contraceptivo de emergência sem que isso lhe acarrete qualquer dificuldade de 
acesso ao método.
Abordagem de jovens e adolescentes:
• Respeitar o sigilo profissional inerente à abordagem em saúde.
• Orientar sobre os métodos de escolha, reforçando a necessidade da dupla proteção.
• Abordar as necessidades de jovens e adolescentes em educação sexual e 
planejamento reprodutivo sem que haja a necessidade do acompanhamento de 
pais ou responsáveis legais, exceto em caso de incapacidade daqueles.
Responsabilização da figura masculina na anticoncepção:
• Estimular a participação do casal no momento da escolha do método.
• Estimular a participação masculina nos demais momentos além da escolha do 
método, como durante o acompanhamento de pré-natal e na saúde da criança.
• Orientar sobre direitos sexuais e reprodutivos para além do controle de natalidade.
139
Plano de cuidados
Abordagem da usuária ou do casal em possibilidade ou confirmação de gravidez 
indesejada:
• Propor planejamento reprodutivo em caso de exame negativo de gravidez com 
orientação para início de método anticoncepcional. Em caso de confirmação e 
acompanhamento da gestação, propor métodos para posterior adesão.
• Orientar sobre as consequências e fatores relacionados a um abortamento inseguro: 
clínicas não equipadas e profissionais não capacitados; método empregado; idade 
gestacional.
• Conversar e orientar acerca dos métodos que colocam a vida da mulher em maior 
risco:
1. inserção de uma substância ou objeto (uma raiz, um galho, um cateter) no 
útero; 
2. dilatação e curetagem feitas de forma incorreta por profissional não 
capacitado; 
3. ingestão de preparados caseiros; 4) aplicação de força externa.
• Informar e orientar para as principais consequências de abortamento inseguro e 
acionar os demais membros da equipe ou serviços de saúde especializados, quando 
necessário. A saber: óbito materno; hemorragia; septicemia; peritonite; traumatismo 
do colo do útero e dos órgãos abdominais etc.
• Acolher e acompanhar de forma humanizada a mulher com histórico de abortamento.
14.1 Assistência à Pré-Concepção
A Assistência à pré-concepção tem como objetivo orientar e assistir as mulheres/casal que queiram 
engravidar, com o intuito de identificar os fatores de risco ou doenças que interferem na evolução saudável de 
uma futura gestação. 
A equipe de saúde deverá, ao assistir as mulheres/ casais, prevenir, detectar e tratar fatores que possam 
interferir na fertilidade e na concepção. O desafio dessa forma é conscientizar a população os usuários que 
a saúde sexual e reprodutiva é um direito garantido tanto para as mulheres quanto para os homens, fazendo 
com que ambos se sintam importantes e com direitos à informação e ao atendimento igualmente respeitado 
(BRASIL, 1996). No fluxograma abaixo, temos a abordagem da mulher ou do casal que planeja a gravidez. 
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
140
FLUXOGRAMA 25: Auxílio à concepção – Planejamento de uma gravidez
ACOLHIMENTO COM ESCUTA 
QUALIFICADA ENFERMEIRO(A)
Enfermeiro (a)
- Avaliação e orientação preconcepcional 
na Atenção Básica (AB).
- Orientação quanto ao uso de 
medicamentos.
- Ensinar a calcular o período ovulatório 
do ciclo (orientar ara o registro 
sistemático das datas das menstruações; 
estimular para o que intervalo entre as 
gestações seja de, no mínimo, dois 
anos).
Se após avalição inicial na 
Atenção Básica ocorrer 
alguma das situações a 
seguir.
Mulher com menos de 30 anos, 
mais de dois anos de vida 
sexual ativa, sem 
anticoncepção. 
Mulher com 30 a 39 anos e 
mais de um ano de vida 
sexual ativa, sem 
anticoncepção. 
Mulher com 40 a 49 anos, 
mais de seis meses de vida 
sexual ativa, sem 
anticoncepção. 
Encaminharao Médico para 
iniciar a abordagem do casal 
infértil na Atenção Básica.
Cônjuges em vida sexual ativa, 
sem uso de anticonceptivos, e 
que possuem fator impeditivo 
de concepção (obstrução 
tubária bilateral, amenorreia 
prolongada, azoospermia 
etc.), independentemente do 
tempo de união.
Ocorrência de duas ou mais 
interrupções gestacionais 
subsequentes. 
Sobre a adoção:
Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode adotar, independentemente do estado civil. Para quem optar pela 
adoção, orientar sobre o Cadastro Nacional de Adoção (que conta com o preenchimento de informações e 
documentos pessoais, antecedentes criminais e judiciais), a ser feito em qualquer Vara da Infância e Juventude ou no 
fórum mais próximo. 
Enfermeiro (a)
- Administração preventiva do ácido 
fólico (400mg ou 0,4mg. VO/dia, pelo 
menos 30 dias antes da concepção). 
Mulheres com história de distúrbio de 
tubo neural devem usar dose diária de 
4mg, iniciadas pelo menos 30 dias 
antes da concepção.
- Ofertar testes rápidos para o casal.
- Realização de colpocitologia oncótica, 
de acordo com o protocolo vigente.
- Suspender qualquer métodos 
anticoncepcionais em uso e avaliar a 
prática sexual do casal (frequência de 
relações sexuais, prática de sexo do 
casal com ejaculação na vagina, uso de 
lubrificantes e de duchas após a relação 
etc. )
Fonte: Adaptado Brasil/MS: Protocolos de Atenção Básica: Saúde das Mulheres, Brasília: DF, 2015.
141
4 - SAÚDE DA MULHER
14.2 Assistência à Contracepção
A orientação/aconselhamento com relação à contracepção constitui de informação sobre todos os métodos 
contraceptivos disponíveis pelo Ministério da Saúde e de acordo com as necessidades do usuário. Após a 
seleção dos métodos, o profissional deve fornecer informações detalhadas sobre o mesmo e certificar-se de 
que o mesmo tenha compreendido as informações essenciais: uso correto, eficácia, vantagens e desvantagens, 
efeitos secundários, facilidade de uso, possíveis complicações e importância da consulta de retorno e do 
acompanhamento. 
A seguir destacamos as ações dos profissionais de saúde na escolha do método anticoncepcional.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
142
FLUXOGRAMA 26. Auxílio à contracepção – Escolha do método
Importante:
Perguntar se a mulher é tabagista, se há risco 
de estar grávida, se está amamentando, se 
está com exames citopatológico em dia, se 
sofre de cefaleia ou problemas hepáticos, se 
faz uso de medicamentos anticonvulsivantes, 
rifampicina ou griseofulvina, se sofre com 
sangramentos uterinos anormais.
Nestes casos Encaminhar para Avaliação 
Médica. 
Situação 4 - A mulher, o homem ou 
casal manifesta o não desejo ou a 
não demanda em iniciar uso de 
anticoncepção.
Situação 3 - A mulher, o homem ou 
casal manifesta o desejo de 
interromper o uso de 
anticoncepção.
Situação 2 – A mulher, o homem ou 
o casal manifesta o desejo de trocar 
o método anticoncepcional em uso
Situação1 – A mulher, o homem ou 
casal manifesta o desejo de iniciar 
uso de anticoncepção.
ACOLHIMENTO COM ESCUTA 
QUALIFICADA ENFERMEIRO (A)
Avaliação clinica 
Enfermeiro (a)
Problematização dos métodos 
disponíveis 
Enfermeiro (a)
Escolha e oferta do método 
Enfermeiro (a)
Orientações e abordagem de 
dúvidas 
Enfermeiro (a)
Escolha da mulher, do 
homem ou casal
Abordagem em saúde sobre direitos 
sexuais e planejamento reprodutivo. 
• Condições econômicas. 
• Estado de saúde e condições clínicas 
correlacionadas. 
• Aspirações reprodutivas.
• Características da personalidade da mulher e/ou 
dos parceiros e parceiras.
• Fatores culturais e religiosos. 
• Outros fatores, como medo, dúvidas e vergonha. 
Manter vínculo para reavaliação do uso do método 
escolhido.
“Volte quando quiser”. Encoraje a mulher, o 
homem ou o casal para que se sinta à vontade para 
retornar quando quiser – por exemplo, caso tenha 
problemas, dúvidas ou queira usar outro método; caso 
ela tenha alguma alteração na saúde; ou se a mulher 
achar que possa estar grávida. 
143
Importante:
Perguntar se a mulher é tabagista, se há risco 
de estar grávida, se está amamentando, se 
está com exames citopatológico em dia, se 
sofre de cefaleia ou problemas hepáticos, se 
faz uso de medicamentos anticonvulsivantes, 
rifampicina ou griseofulvina, se sofre com 
sangramentos uterinos anormais.
Nestes casos Encaminhar para Avaliação 
Médica. 
Situação 4 - A mulher, o homem ou 
casal manifesta o não desejo ou a 
não demanda em iniciar uso de 
anticoncepção.
Situação 3 - A mulher, o homem ou 
casal manifesta o desejo de 
interromper o uso de 
anticoncepção.
Situação 2 – A mulher, o homem ou 
o casal manifesta o desejo de trocar 
o método anticoncepcional em uso
Situação1 – A mulher, o homem ou 
casal manifesta o desejo de iniciar 
uso de anticoncepção.
ACOLHIMENTO COM ESCUTA 
QUALIFICADA ENFERMEIRO (A)
Avaliação clinica 
Enfermeiro (a)
Problematização dos métodos 
disponíveis 
Enfermeiro (a)
Escolha e oferta do método 
Enfermeiro (a)
Orientações e abordagem de 
dúvidas 
Enfermeiro (a)
Escolha da mulher, do 
homem ou casal
Abordagem em saúde sobre direitos 
sexuais e planejamento reprodutivo. 
• Condições econômicas. 
• Estado de saúde e condições clínicas 
correlacionadas. 
• Aspirações reprodutivas.
• Características da personalidade da mulher e/ou 
dos parceiros e parceiras.
• Fatores culturais e religiosos. 
• Outros fatores, como medo, dúvidas e vergonha. 
Manter vínculo para reavaliação do uso do método 
escolhido.
“Volte quando quiser”. Encoraje a mulher, o 
homem ou o casal para que se sinta à vontade para 
retornar quando quiser – por exemplo, caso tenha 
problemas, dúvidas ou queira usar outro método; caso 
ela tenha alguma alteração na saúde; ou se a mulher 
achar que possa estar grávida. 
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
144
É importante que a mulher tenha acesso a Unidade de Saúde e ao Profissional de Saúde para que possa 
realizar a mudança do método quando desejar ou necessitar. Cabe destacar que no SUS (lei 9.263 de 1996) 
todo homem tem direito ao planejamento familiar para limitação ou aumento do número de filhos de acordo 
com sua vontade, a de sua esposa ou do próprio casal (BRASIL, 1997, 2013). No quadro 2, apresentamos 
os métodos contraceptivos ofertados na Atenção Primária.
QUADRO 5: Métodos contraceptivos ofertados na Atenção Primária
DEFINITIVOS (ESTERILIZAÇÃO)
Feminino (ligadura tubária) Masculino (vasectomia)
TEMPORÁRIOS (REVERSÍVEIS)
Métodos de barreira
Diafragma Preservativo masculino DIU Tcu-380 A (DIU T de cobre)
Métodos hormonais
Via de administração Tipos Apresentação
Hormonais orais
Combinado (monofásico) – AOC
Etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 
0,15 mg
Minipílulas Noretisterona 0,35 mg
Pílula anticoncepcional de
emergência (AHE)
Levonorgestrel 0,75 mg
Hormonais injetáveis
Mensais (combinado)
Enantato de norestisterona 50 mg + 
valeratode estradiol 5 mg
Trimestrais (progestágeno) Acetato de medroxiprogesterona 150 mg
Fonte: OMS (2010).
MÉTODOS COMPORTAMENTAIS
Os métodos comportamentais de planejamento familiar são técnicas para obter ou evitar a gravidez 
mediante a auto-observação de sinais e sintomas que ocorrem no organismo feminino ao longo do ciclo 
menstrual. Baseando-se na identificação do período fértil da mulher, o casal pode concentrar as relações 
sexuais nesta fase, caso deseje obter uma gravidez, ou abster-se de ter relações sexuais, caso deseje espaçar 
ou evitar a gravidez.
145
Como métodos anticoncepcionais a taxa de falha, no primeiro ano de uso, atingir até 20%, em uso 
habitual. Entre usuários adaptados ao método (uso correto) esteíndice cai para 0,5 a 9% (BRASIL, 2002).
Não deixar de informar sobre os riscos de DST
Método Ogino-Knaus (tabelinha, ritmo ou calendário):
É um método de controle das relações sexuais no período fértil da mulher. O cálculo do período fértil é feito 
mediante a análise do ciclo menstrual prévio (6 a 12meses). Consiste em calcular a diferença entre o ciclo 
mais longo e o mais curto para saber se o método é adequado para a mulher. Se essa diferença for igual ou 
maior que10, não é indicado o uso. Caso o índice seja menor que 10, calcula-se o inicio do período fértil, 
diminuindo 18 do ciclo mais curto e o fim do período fértil, diminuindo11 do ciclo mais longo. Após esse 
cálculo será determinado o período do ciclo, considerado fértil e apropriado para a concepção. 
Ex.: Início do período fértil = ciclo mais curto (25) –18 = 7º dia
Fim do período fértil = ciclo mais longo (34) –11= 23º dia
Entre o 7º dia e o 23º dia do ciclo da mulher, constado a partir do primeiro dia da menstruação, tem-se o 
período fértil.
Método da temperatura basal corporal:
Esse método fundamenta-se nas alterações da temperatura basal (em repouso) que ocorrem na mulher 
ao longo do ciclo ovulatório e menstrual. O método baseia-se no fato que, por um ou dois dias próximo da 
ovulação, a temperatura em repouso da mulher aumenta um pouco.
Para usar esse método, a mulher deve medir e anotar sua temperatura logo de manhã, todos os dias, 
antes de comer ou fazer qualquer esforço, e observar os resultados, durante dois ou mais ciclos. Depois 
estabelecer qual é a sua variação normal, e qual o padrão de aumento por volta do 14o dia (ovulação) após 
a menstruação.
Método de Billing ou do muco cervical:
Este método baseia-se na identificação do período fértil, através da auto-observação diária das características 
do muco cervical e da sensação por ele provocada na vulva. Na fase ovulatória, com a ação estrogênica, o 
muco fica mais elástico, transparente, escorregadio e fluído, semelhante à clara de ovo, indicando o período 
de fertilidade. 
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
146
Método sinto-térmico:
Consiste na combinação dos múltiplos indicadores de ovulação (temperatura basal corporal e muco 
cervical), com a finalidade de determinar o período fértil com maior precisão e confiabilidade.
MÉTODOS DE BARREIRA
São métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos espermatozóides no 
canal cervical. Os métodos de barreira disponíveis em nosso meio são: preservativos masculinos e femininos; 
diafragma; e os espermicidas químicos.
Preservativo masculino e feminino
O preservativo é um método que, além de evitar a gravidez, reduz o risco de transmissão do HIV e de 
outros agentes sexualmente transmissíveis. A taxa de falha do preservativo masculino, no primeiro ano de uso, 
varia de 3%, quando usados, corretamente em todas as relações sexuais, a 14%, quando avaliado o uso 
habitual. Sua segurança depende de armazenamento adequado, da técnica de uso e da utilização em todas 
as relações sexuais. A taxa de falha feminino nos primeiros 12 meses de uso do método, varia de 2,1%, 
quando utilizado correta e consistentemente, a 20%, em uso habitual.
Atuação do Profissional de Saúde:
a) Primeira consulta (feita preferencialmente com o casal): 
• Avaliar o grau de participação masculina na prática da contracepção. Reforçar o 
aconselhamento. 
• Explicar detalhadamente e discutir com os usuários a técnica de uso do método. Insistir na 
importância e necessidade de utilizar o preservativo a cada relação. 
• Recomendar a manipulação cuidadosa do preservativo, evitando o contato com unhas longas. 
Alertar que não se deve esticar ou inflar o preservativo para efeito de teste. 
• Recomendar a guarda dos preservativos em lugar fresco, seco e de fácil acesso ao indivíduo 
e/ou casal. 
147
• Considerar o oferecimento de outro método contraceptivo, para uso associado ao preservativo, 
com vista à redução do risco de gravidez por falha de uso do método. Em caso de retenção 
do preservativo masculino na vagina após a ejaculação, orientar para retirar o preservativo. 
• Caso não consiga, procurar o serviço de saúde. Em caso de coito desprotegido ou ruptura do 
preservativo, os usuários devem ser orientados para o uso da anticoncepção de emergência.
• Não associar os preservativos masculino e feminino no mesmo ato.
b) Consultas de retorno:
Primeiro retorno depois de um mês para avaliar uso correto, efeitos secundários e orientações que se fizerem 
necessárias. Demais retornos anuais.
IMPORTANTE!
O fornecimento sistemático dos métodos não precisa estar vinculado à consulta com profissional de 
saúde.
DIAFRAGMA
É um método anticoncepcional de uso feminino que consiste num anel flexível, coberto no centro com uma 
delgada membrana de látex ou silicone em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente 
o colo uterino e a parte superior da vagina, impedindo a penetração dos espermatozóides no útero e trompas. 
Para maior eficácia do método, antes da introdução, colocar, na parte côncava, creme espermaticida. 
Entretanto, essa associação limita-se às mulheres com baixo risco para o HIV e outras DST (BRASIL, 2002).
A taxa de falha, nos primeiros 12 meses de uso do método, varia de 2,1%, quando utilizado correta e 
consistentemente, a 20%, em uso habitual (BRASIL, 2002).
A vida média útil do diafragma é em torno de 3 anos, se observadas as recomendações do produto.
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
148
MÉTODOS HORMONAIS
 Tabela Anticoncepcional oral combinado(AOC) e minipílula.
AOC e MINIPÍLULA
Quando indicar?
• Para qualquer mulher, independentemente se adolescente ou adulta, e se no climatério, que 
preencha os critérios de elegibilidade para anticoncepção com AOC ou minipílula (ver quadro 
2). A anticoncepção oral pode ser fornecida à mulher em qualquer momento para que inicie a 
ingestão posteriormente. Não há motivo para que isso não seja feito
• Não necessita realizar colpocitologia, exame de mamas ou pélvico para iniciar o uso
• Aquelas infectadas com o HIV, que tenham AIDS ou estejam em terapia antirretroviral (ARV) 
podem utilizar os AOC com segurança. Incentive-as a também utilizarem preservativos (dupla 
proteção)
Como utilizar?
AOC: iniciar preferencialmente entre o 1º e o 5º dia do ciclo menstrual. Manter o intervalo de 
sete dias entre as cartelas, no caso do AOC monofásico.
Minipílula: ingerir 1 comprimido ao dia sem intervalo entre as cartelas.
Quando começar?
• Se está mudando de método não hormonal: a qualquer momento do mês. Se em uso de DIu, 
iniciar imediatamente após retirada. Utilizar método de apoio por sete dias
• Mudança de método hormonal: imediatamente. Se estiver mudando de injetáveis poderá 
iniciar quando a injeção de repetição já estiver sido dada
• Ausência de menstruação (não relacionada ao parto: se não grávida, a qualquer momento. 
Uso de método de apoio por sete dias
E se esquecer de 
tomar o AOC?
1. Tomar uma pílula assim que se notar o esquecimento dela
2. Esqueceu uma ou duas pílulas ou atrasou o inpicio da nova cartela em um ou dois dias? 
Tomar uma pílula de imediato e tomar a pílula seguinte no horário regular. Nesses casos, o risco 
de gravidez é muito baixo
3. Esqueceu de tomar três ou mais pílulas? Tomar uma pílula de imediato e utilizar outro método 
contraceptivo de apoio por sete dias. Caso a usuária tenha feito sexo nos últimos cinco dias, 
avaliar necessidade de uso do anticoncepcional de emergência. Se o esquecimento tiver ocorrido 
na 3ª semana da cartel, iniciar nova cartela após sete dias
4. Vômitos ou diarréia? Se vomitar nas primeiras duas horas após tomar o AOC, pode tomar 
outra pílulaassim que possível. Continuar tomando as pílulas normalmente. Se estiver vomitando 
ou com diarréia por mais de dois dias, seguir instruções no tópico 4.
149
4 - SAÚDE DA MULHER
AOC e MINIPÍLULA
Quais os efeitos 
colaterais/ adversos 
mais comuns?
Alterações da menstruação, náuseas ou tonturas, alterações de peso (AOC), alterações de humor 
ou no desejo sexual, acne (AOC), cefaléia, dores de cabeça com enxaqueca, sensibilidade dos 
seios, dor aguda na parte inferior do abdomêm (minipílula) etc. Ver mais informações no quadro 6.
Se após gestação
• Amamentação de forma exclusiva ou não, com mais de seis semanas do parto: iniciar a 
minipílula a qualquer momento se há certeza razoável de que não está grávida. Método de apoio 
por sete dias. Em geral, os AOC não são usados em mulheres nos primeiros seis meses do pós parto 
que estejam amamentando
• Após aborto (espontâneo ou não): imediatamente. Se iniciar nos sete dias depois de aborto, 
não necessita de método de apoio. Se mais que sete dias, iniciar desde que haja certeza razoável 
que não está grávida
• Não Amamentando: 
1. Para iníciodo AOC: pode iniciar o uso de AOC em qualuqer momento após o 21‘ dia 
do pós parto, desde que com certeza razoável que não está grávida;
2. Para início de minipílula: se menos de quatro semanas de parto, começar a qualquer 
momento (sem necessidade de método de apoio) - não é um método muito eficaz para 
mulheres que não estão amamentando.
Fonte: BRASIL: MS. Procotolos da Atenção Básica das Mulheres. Brasília: DF, 2015
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
150
Anticoncepção Hormonal Injetável
Tabela Anticoncepção injetável (AI) trimestral e mensal.
AI TRIMESTRAL E MENSAL
Quando indicar?
• Para toda e qualquer mulher, independente se adolescente ou adulta, que preencha os 
critérios de elegibilidade para anticoncepção do Ai de escolha
• Não necessita realizar colpocitologia, exame de mamas ou pélvico para iniciar o uso
• Aquelas infectadas com o HIV, que tenham AIDS ou estejam em terapia antirretroviral 
(ARV) podem utilizar os AIs com segurança. Incentive-as a utilizarem preservativos juntamente 
com os injetáveis.
Como utilizar?
• Se trimestral, a cada três meses (13 semanas). Se mensal, a cada quatro semanas (30 dias)
• O AI trimestral pode ser adiantado ou atrasado em até duas semanas, AI mensal pode ser 
adiantado ou atrasado em até sete dias
O que orientar?
Para maior eficácia ,é importante aplicar o intervalo correto
• No caso de AI trimestral, o retorno à fertilidade é gradual, mas pode apresentar 
alguma demora
• Não protege contra doenças sexualmente trasmissíveis(IST)
Quando começar?
A usuária pode começar o uso a qualquer momento se houver certeza razoável de que não 
está grávida.Utilizar método de apoio por sete dias
Quais os efeitos 
colaterais/ adversos 
mais comuns?
Alterações da menstruação, alterações de peso (AI mensal), alterações de humor ou no 
desejo sexual (AI trimestral), cefaléia comum, dores de cabeça com enxaqueca, sensibilidade 
dos seios (AI mensal), etc. Ver mais informações no quadro 6
151
4 - SAÚDE DA MULHER
AI TRIMESTRAL E MENSAL
E se atrasar o AI?
• No caso de AI trimestral: independente do atraso, ela deve retornar para próxima injeção. Se o atraso 
for maior do que duas semanas, ela deve abster-se de fazer sexo ou utilizar método de apoio até que receba 
a injeção. Poderá tomar pílulas de AHE se o atraso foi maior do que duas semanas e ela tenha feito sexo 
desprotegido nos últimos cinco dias. Se o atraso for de mais de duas semanas, poderá receber a injeção 
seguinte se; se houver certeza que não está grávida(ela não fez sexo nas duas semanas após o período em 
que ela deveria ter recebido sua última injeção) ou utilizou método de apoio ou tomou AHE depois de ter feito 
sexo desprotegido nas duas semanas após o período em que ela deveriater tomado sua última injeção; ou se 
ela estiver em amamentação de forma exclusiva ou quase ou deu a luz há menos de seis meses. Ela precisará 
de método de apoio nos primeiros sete dias após a injeção.Se a usuária estiver mais do que duas semanas 
atrasada e não atender aos critérios citados,medidas adicionais(como teste rápido de gravidez) poderão ser 
tomadas para que tenha certeza razoável de que ela não está grávida.
• No caso de AI mensal: se houver menos de sete dias de atraso, realizar a próxima aplicação sem 
necessidade de testes,avaliação ou método de apoio .Se atrasar mais de sete dias, poderá receber a injeção 
seguinte se:houver certeza que não está grávida (ela não fez sexo nas duas semanas após o período em que 
ela deveria ter recebido sua última injeção,ou utilizou método de apoio ou tomou AHE depois de ter feito 
sexo desprotegido nas duas semanas após o período em que ela deveria ter tomado sua última injeção) .Ela 
precisará de método de apoio nos primeiros sete dias após a injeção. Se a usuária estiver mais do que sete 
dias atrasada e não atender aos critérios acima,medidas adicionais (como o teste rápido para gravidez) 
poderão ser tomadas para que se tenha certeza razoável de que ela não está grávida
Se após gestação
• Amamentando de forma exclusiva ou quase ou parcialmente para AI trimestral: se tiver mais de seis 
semanas do parto e não houver retorno da menstruação, iniciar a qualquer momento se há certeza razoável 
de que não está grávida. Método de apoio por 7 dias.
• Amamentando de forma exclusiva ou quase ou parcialmente para AI mensal: atrase a primeira injeção 
até completar seis semanas depois do parto ou quando o leite não for mais o alimento principal do bebê – o 
que ocorrer primeiro.
• Após aborto (espontâneo ou não): imediatamente. Se mais que sete dias, iniciar desde que haja certeza 
razoável de que não está grávida (método de apoio por sete dias)
• Não amamentando: 1) Para AI trimestral,se menos de quatro semanas,iniciar a qualquer momento (sem 
necessidade de método de apoio); 2) Para AI mensal,se menos de quatro semanas do parto ,iniciar qualquer 
momento a partir do 21° dia do parto; 3) Para ambos AI, se mais que quatro semanas do parto, iniciar a 
qualquer momento desde que tenha certeza razoável de que não está grávida. Se menstruação tiver retomado, 
começar tal como mulheres que apresentam ciclos menstruais.
Fonte: BRASIL: MS. Procotolos da Atenção Básica das Mulheres. Brasília: DF, 2015
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
152
MÉTODOS INTRA-UTERINOS
Tabela Dispositivo Intra-uterino (DIU) de cobre.
DIU DE COBRE
Quando indicar?
• Para toda e qualquer mulher,independentemente se adolescente ou adulta,que preencha 
os critérios de elegibilidade para anticoncepção o DIU de cobre.
• Mulheres que tenham risco de contrair ou estejam infectadas com o HIV ,ou tenham AIDS 
e que estejam em terapia antirretroviral(ARV) e estejam clinicamente bem podem colocar o 
DIU com segurança.As usuárias de DIU com AIDS devem ser reavaliadas sempre que surgirem 
sintomas adversos, como dor pélvica ou corrimento,na unidade básica (monitorização para 
doença inflamatória pélvica)
O que orientar?
• Possui alta eficácia
• Proteção de longo prazo contra gravidez (duradouro)
• A mulher retorna rapidamente à fertilidade quando retirado o dispositivo
• Não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (IST)
Quando começar?
• Se apresenta ciclos menstruais: a qualquer momento do mês.Caso se passarem mais de 
12 dias do início da menstruação ,poderá colocar o DIU a qualquer momento desde que se 
certifique a não possibilidade de gravidez.Não há necessidade de método de apoio
• Se está mudando de método: a qualquer momento se estiver usando o outro método de 
forma consistente e correta ou ainda se houver certeza razoável de quenão está grávida.Não 
há necessidade de método de apoio
• Após tomar AHE: o DIU pode ser inserido imediatamente após o us.
153
4 - SAÚDE DA MULHER
DIU DE COBRE
Quais os efeitos 
colaterais/ adversos 
mais comuns?
Alterações da menstruação,dor aguda na parte inferior do abdômen, cólicas e dor, 
possibilidade de anemia,possibilidade de perfuração uterina etc. Ver mais informações no 
Quadro 6.
Se após gestação
• Logo após o parto:a qualquer momento até 48 horas depois de dar a luz exigirá um 
profissional com treinamento específico em inserção pós-parto). Se já passaram mais de 48 
horas após o parto, retarde a inserção do DIU por quatro semanas ou mais.
• Após quatro semanas do parto:ela poderá colocar o DIU a qualquer momento desde que 
haja certeza razoável de que não está grávida. Se menstruação tiver retornado, ela poderá 
colocar o DIU como aconselhado para mulheres que apresentem ciclos menstruais
• Após aborto (espontâneo ou não): imediatamente se houver certeza razoável de que não 
está grávida e não houver infecção. Não há necessidade de um método de apoio.
• Se houver infecção, trate-a ou encaminhe a usuária e ajude-a a escolher outro método.
Se ela ainda quiser colocar o DIU,ele poderá ser inserido após a infecção ter desaparecido 
completamente. A inserção de DIU após aborto no segundo trimestre exige treinamento específico. 
Caso não haja alguém com este treinamento, retarde a inserção por no mínimo quatro semanas 
após o aborto.
Fonte: BRASIL: MS. Procotolos da Atenção Básica das Mulheres. Brasília: DF, 2015
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
154
MÉTODOS DEFINITIVOS - CONTRACEPÇÃO CIRÚRGICA
FLUXOGRAMA 30. Esterilização voluntária feminina e masculina (métodos definitivos e cirúrgicos)
ACOLHIMENTO COM ESCUTA QUALIFICADA
Equipe multiprofissional
Abordagem em saúde sobre direitos sexuais e planejamento 
reprodutivo,orientando sobre todos os métodos disponíveis
Orientar outros métodos 
anticoncepcionais.
Equipe multiprofissional
Aguardar prazo de 60 dias entre a 
expressão do desejo da esterilização 
e a realização
Se houver dúvida,orientar sobre outros métodos contraceptivos 
(ver quadros de 1 a 6 e fluxogramas de 4 a 6).
Equipe multiprofissional
Orientar sobre a dificuldade de reversão dos 
métodos definitivos no momento da escolha do 
método.A LT e a vasectomia possuem baixa de 
reversibilidade cirúrgica(na laqueadura tubária, o 
sucesso da reversibilidade pode chegar a 30% 
Esterelização 
masculina(vasectomia)
Serviço de referência
Esterelização Feminina 
(laqueadura tubária – LT)
Serviço de referência
Orientar sobre o preenchimento de documento que expresse a vontade do 
individuo contendo informações sobre o procedimento (e riscos,efeitos 
colaterais,dificuldade de reversão e opções de contracepção 
reversível).Esse documento deve ser assinado pelo cônjuge quando houver 
sociedade conjugal. Equipe multiprofissional dos casos).
Orientar sobre a dificuldade de 
reversibilidade do método de 
esterilização.
Equipe multiprofissional
Homem ou mulher com 
capacidade civil plena que 
tenha:
1)Idade maior que 25 anos;
2)Pelo menos dois filhos vivos
NÃO
SIM
155
4 - SAÚDE DA MULHER
ACOLHIMENTO COM ESCUTA QUALIFICADA
Equipe multiprofissional
Abordagem em saúde sobre direitos sexuais e planejamento 
reprodutivo,orientando sobre todos os métodos disponíveis
Orientar outros métodos 
anticoncepcionais.
Equipe multiprofissional
Aguardar prazo de 60 dias entre a 
expressão do desejo da esterilização 
e a realização
Se houver dúvida,orientar sobre outros métodos contraceptivos 
(ver quadros de 1 a 6 e fluxogramas de 4 a 6).
Equipe multiprofissional
Orientar sobre a dificuldade de reversão dos 
métodos definitivos no momento da escolha do 
método.A LT e a vasectomia possuem baixa de 
reversibilidade cirúrgica(na laqueadura tubária, o 
sucesso da reversibilidade pode chegar a 30% 
Esterelização 
masculina(vasectomia)
Serviço de referência
Esterelização Feminina 
(laqueadura tubária – LT)
Serviço de referência
Orientar sobre o preenchimento de documento que expresse a vontade do 
individuo contendo informações sobre o procedimento (e riscos,efeitos 
colaterais,dificuldade de reversão e opções de contracepção 
reversível).Esse documento deve ser assinado pelo cônjuge quando houver 
sociedade conjugal. Equipe multiprofissional dos casos).
Orientar sobre a dificuldade de 
reversibilidade do método de 
esterilização.
Equipe multiprofissional
Homem ou mulher com 
capacidade civil plena que 
tenha:
1)Idade maior que 25 anos;
2)Pelo menos dois filhos vivos
NÃO
SIM
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
156
CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
A anticoncepção hormonal de emergência é um método que utiliza concentração de hormônios para evitar 
gravidez após a relação sexual. O método apresentado utiliza Levonorgestrel em função dos efeitos colaterais 
reduzidos, por não produzir interação com outros medicamentos e conferir maior efetividade (BRASIL, 2010).
Apresentação
Comprimidos de 0,75 mg (cartela com 2 comprimidos). 
Efeitos colaterais
Os efeitos secundários mais frequentes para as mulheres que usam a anticoncepção hormonal de emergência 
são náuseas, em 40 a 50% dos casos, e vômito, em 15 a 20%. Outros efeitos secundários podem ocorrer, 
embora com menor frequência. Cefaleia, dor mamária e vertigens são de curta duração e têm remissão 
espontânea nas primeiras 24 horas após o uso. De modo geral, anticoncepção hormonal de emergência é 
bem tolerada pela maioria das mulheres e, excepcionalmente, ocorrem efeitos indesejáveis mais intensos ou 
severos.
Modo de usar Levonorgestrel na anticoncepção de emergência
1ª opção – 2 comprimidos de 0,75mg juntos, em dose única, num período de até cinco dias após a 
relação sexual desprotegida
2ª opção - Utilizar 1 comprimido de 0,75mg de 12/12 horas, num período de até cinco dias após a 
relação sexual desprotegida.
O uso do medicamento em dose única oferece vantagens, principalmente no que se refere à adesão. Este 
e outros estudos também demonstram efeito anticonceptivo no quarto e no quinto dia após a relação sexual 
desprotegida, embora com taxas significativamente menores de eficácia. Portanto, o prazo para início da AE 
não deve ser limitado ao período de 72 horas, ampliando-se seu uso até o 5º dia da relação sexual (BRASIL, 
2011).
Aconselhamento
• Informar que a anticoncepção hormonal de emergência não a protegerá nas relações sexuais 
157
4 - SAÚDE DA MULHER
posteriores; 
• Advertir de que a anticoncepção hormonal de emergência não protege das DST/HIV; 
• Estimular o uso do preservativo como dupla proteção, sempre que possível e indicado;
• Esclarecer que o uso repetitivo da anticoncepção hormonal de emergência é menos eficiente que os 
métodos anticonceptivos de rotina para prevenir a gravidez;
• Se o vômito ocorrer nas primeiras duas horas após a administração da anticoncepção hormonal de 
emergência, recomenda-se que a dose seja repetida. Caso o vômito ocorra novamente e dentro do 
mesmo prazo, recomenda-se que a administração da AE seja feita por via vaginal. A absorção da 
AE pelo epitélio da vagina oferece níveis plasmáticos semelhantes aos da absorção pela via oral. 
Mulheres com história recorrente de vômitos com o uso da anticoncepção hormonal de emergência 
podem ser orientadas a escolher, primariamente, a via vaginal em eventual uso futuro. O uso da 
anticoncepção hormonal de emergência por via vaginal é importante em situações especiais em que 
o uso oral encontre-se impedido, como no caso de mulheres inconscientes após trauma físico e/ou 
psicológico decorrente de violência sexual (BRASIL, 2011).
15. Climatério e MenopausaA Consulta de Enfermagem à mulher no climatério e menopausa deve ofertar acesso, com objetivo de 
orientar a mulher durante este período de mudanças, referenciar à consulta médica ou ao serviço de psicologia 
(NASF ou ambulatório, dependendo do caso), quando necessário.
O climatério é definido pela Organização Mundial de Saúde como uma fase biológica da vida da mulher 
que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo.
Inúmeras mulheres passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Outras têm sintomas que 
variam na sua diversidade e intensidade. No entanto, em ambos os casos, e fundamental que haja, nessa fase 
da vida, um acompanhamento sistemático visando à promoção da saúde, o diagnostico precoce, o tratamento 
imediato dos agravos e a prevenção de danos.
Dados atuais têm mostrado que o aumento dos sintomas e problemas da mulher neste período reflete 
circunstâncias sociais e pessoais, e não somente eventos endócrinos do climatério e menopausa.
A menopausa está relacionada ao último ciclo menstrual, somente reconhecido depois de passados 12 
meses da sua ocorrência e acontece geralmente em torno dos 50 anos de idade.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
158
15.1 Alterações Orgânicas no Climatério e Resposta Sexual
No climatério as repercussões hormonais no organismo da mulher se somam às transformações biológicas, 
psicológicas, sociais e culturais.
As modificações orgânicas não obrigatoriamente implicam na diminuição do prazer, mas podem influenciar 
a resposta sexual, que pode ser mais lenta.
Algumas alterações fisiológicas que podem ocorrer neste período:
• Redução da lubrificação vaginal;
• Hipotrofia vaginal;
• Dispaurenia;
• Fogachos;
• Menor efeito estrogênico sobre a pelve.
Quadro 6 Síntese: Atenção às Mulheres no Climatério
O QUE FAZER? COMO FAZER? QUEM FAZ?
Acolhimento com escuta 
qualificada
Identificação dos motivos de contato. Direcionamento para o atendimento 
necessário.
Equipe multiprofissional
Entrevista
• Data da última menstruação; 
• Uso de métodos anticoncepcionais; 
• Tabagismo e história familiar de câncer de mama; 
• Última coleta de citopatológico do colo do útero; 
• Sangramento genital pós-menopausa; 
• Explorar as queixas e outras demandas relacionadas ao ciclo de vida.
Equipe multiprofissional
159
Avaliação global
Exame físico geral 
• De acordo com as queixas, comorbidades, riscos relacionados 
(cardiovasculares e cânceres de mama e colo do útero). 
• Avaliar dados vitais e antropométricos (peso e altura para cálculo do IMC 
e circunferência de cintura). 
• Avaliação de risco cardiovascular.
Enfermeiro(a)/médico(a)
Exame físico específico 
• Exame ginecológico orientado para queixas e fatores de risco cardiovascular 
e quedas no idoso. 
• Coleta oportunística* de citopatológico de colo uterino, se necessário (ver 
protocolo de Prevenção do Câncer de Colo do Útero) 
• Solicitação oportunística de mamografia se mulher maior de 50 anos.
Enfermeiro(a)/médico(a)
Confirmação do climatério 
• Definir climatério quando a mulher encontra-se dentro da faixa etária 
esperada para o período e apresenta: a) Queixas sugestivas; e/ou b) 12 
meses consecutivos de amenorreia. 
• Nos casos em que há amenorreia e outras irregularidades menstruais, 
realizar abordagem ampliada considerando outros diagnósticos 
diferenciais.
Enfermeiro(a)/médico(a)
• A confirmação do climatério e menopausa é eminentemente clínica, 
sendo desnecessárias dosagens hormonais. Apenas em caso de dúvida 
diagnóstica, dosar FSH (valores acima de 40 mUI/ml indicam hipofunção 
ovariana; valores inferiores não confirmam climatério).
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
160
Plano de cuidados
Abordagem integral e não farmacológica das queixas no climatério 
• Cuidados não farmacológicos das queixas no climatério.
• Práticas integrativas e complementares, em especial a fitoterapia:
 - Alguns fitoterápicos podem auxiliar no alívio dos sintomas presentes no 
climatério, particularmente os fogachos, alteração transitória que pode com-
prometer a qualidade de vida das mulheres nesse período. 
 - Entre os fitoterápicos presentes na Relação Nacional de Medicamentos Es-
senciais (Rename), o único que está associado ao tratamento dos sintomas 
do climatério é a isoflavona da soja. 
• Abordagem motivacional quanto ao estilo de vida saudável (alimentação, 
atividade física, higiene do sono) e à elaboração de novos projetos e 
objetivos para essa nova fase da vida. 
• Atenção às redes de apoio social e familiar, relações conflituosas e situações 
de violência. 
• Orientar anticoncepção no climatério. 
• Realizar ações de prevenção de forma individualizada, em especial, 
quanto a doenças crônico-degenerativas cardiovasculares, metabólicas 
e neoplásicas, de acordo com faixa etária, história, fatores de risco e 
comorbidades:
 - Não há indicação da realização de exames de rotina no climatério, eles 
devem ser orientados de forma individualizada, quando necessário. 
 - Não está indicado o rastreamento universal da osteoporose com realização 
de densitometria óssea.
Enfermeiro(a)/médico(a) 
e outros profissionais de 
nível superior de acordo 
com as atribuições das 
categorias
Abordagem farmacológica 
• Terapias não hormonal e hormonal.
• Avaliação de necessidade, indicações, contraindicações absolutas e 
relativas. 
• Uso racional de medicamentos. 
• Acompanhamento clínico periódico das mulheres em uso de terapia 
farmacológica, sobretudo a hormonal.
Médico
161
4 - SAÚDE DA MULHER
Educação em saúde
 Realizar orientação individual e coletiva para as mulheres acerca de: 
• Ressignificação do climatério: 
 - Abordar a vivência da mulher nessa fase, do ponto de vista biopsicosso-
cial. Enfatizar que, como nas demais fases da vida, esta também pode ser 
experimentada de forma saudável, produtiva e feliz. 
 - Incentivar e promover a troca de experiências entre as mulheres e a realiza-
ção de atividades prazerosas, de lazer, de trabalho, de aprendizagem, de 
convivência em grupo, de acordo com os desejos, necessidades e oportu-
nidades das mulheres e coletivos. 
• Ressignificação dessa fase de vida, que pode ser saudável, produtiva e 
feliz. 
• Queixas do climatério .
• Exercícios da musculatura perineal. 
• Alimentação saudável:
 - Estimular a alimentação rica em vitamina D e em cálcio, por meio do con-
sumo de leite, iogurte, queijos (principais fontes), couve, agrião, espinafre, 
taioba, brócolis, repolho, sardinha e castanhas. 
• Manutenção do peso normal. 
 - Prática de atividade física: Orientar a prática de 150 minutos de atividade 
aeróbica de intensidade moderada/semana (sejam ocupacionais ou de 
lazer), sendo ao menos 10 minutos de atividades físicas de forma contínua 
por período. 
Equipe Multiprofissional
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
162
 - Promover a realização de atividades de fortalecimento muscular duas ou 
mais vezes por semana, além de práticas corporais que envolvem lazer, re-
laxamento, coordenação motora, manutenção do equilíbrio e socialização, 
diariamente ou sempre que possível. 
• Alterações e medidas de promoção à saúde bucal. 
• Doenças sexualmente transmissíveis, HIV, hepatites. 
• Transtornos psicossociais. 
• Prevenção primária da osteoporose e prevenção de quedas:
 - Informar sobre a prevenção primária da osteoporose e o risco de fraturas 
associadas. 
 - Orientar dieta rica em cálcio (1.200 mg/dia) e vitamina D (800-1.000 
mg/dia). 
 - Aconselhar exposição solar, sem fotoproteção, por pelo menos 15 minutos 
diariamente antes das 10h ou apósas 16h.
 - A suplementação de cálcio e vitamina D só está recomendada se não 
houver aporte dietético adequado destes elementos e/ou exposição à luz 
solar. 
 - Recomendar exercícios físicos regulares para fortalecimento muscular e ós-
seo, melhora do equilíbrio e da flexibilidade. 
 - Aconselhar a cessação do tabagismo e a redução do consumo de bebidas 
alcoólicas e de cafeína. 
 - Avaliar fatores de risco para quedas: ambiência doméstica; uso de psico-
trópicos; dosagem de medicamentos anti-hipertensivos, distúrbios visuais e 
auditivos.
Fonte: Brasília: MS. Protocolos de Atenção Básica: Saúde das Mulheres. Brasília:DF, 2015
163
4 - SAÚDE DA MULHER
15.2 Recomendações aos Profissionais de Saúde na Atenção a Mulher no Climatério
A atuação dos profissionais de saúde deve incorporar aspectos como a escuta qualificada, a integralidade 
na atenção, a possibilidade de diversas orientações sexuais e o estimulo ao protagonismo da mulher.
Avaliar cuidadosa e individualmente cada caso com objetivo de identificar quais os fatores relacionados à 
etiologia das dificuldades referidas, e muitas vezes até omitidas, favorece sensivelmente o resultado da conduta 
adotada.
No atendimento a essas mulheres, o profissional precisa entender as diferenças e semelhanças de cada 
uma, e antes de qualquer julgamento ou atitude preconceituosa, cumprir seu papel no auxilio da resolução 
dos problemas. Ajudar as pessoas a aceitar as mudanças físicas e a buscar sua própria forma de exercer a 
sexualidade é fundamental neste processo.
Atitudes positivas por parte dos profissionais devem incluir diversas ações, tais como:
• estimular o auto-cuidado (como não fumar, garantir um sono adequado, tomar sol pela manhã ou 
cuidar da pele), que influencia positivamente na melhora da auto-estima e da insegurança que pode 
acompanhar esta fase;
• estimular a aquisição de informações sobre sexualidade (livros, revistas ou por meio de outros recursos 
de mídia qualificada – programas direcionados sobre o assunto) que estiverem disponíveis;
• apoiar iniciativas da mulher na melhoria da qualidade das relações, valorizando a experiência e o 
auto-conhecimento adquiridos durante a vida;
• estimular a prática do sexo seguro em todas as relações sexuais.
• esclarecer às mulheres que utilizam a masturbação como forma de satisfação sexual, que essa é uma 
prática normal e saudável, independente de faixa etária;
• estimular a incorporar hábitos alimentares nutritivos e uma rotina com prática de exercícios físicos, 
que podem atuar na diminuição do estresse e da depressão, no aumento da oxigenação tecidual, 
na manutenção da massa muscular e óssea, na melhora da função cardiocirculatória, no aumento da 
resistência, na sensação de bem-estar pela produção de endorfinas, além de outros benefícios.
A conclusão desse capítulo reafirma a necessidade de romper os estereótipos culturais da diminuição do 
desejo sexual no climatério. A menopausa não é o fim da vida, mas o começo de uma nova etapa.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
164
15.3 Terapia de Reposição Hormonal:
A reposição hormonal é polêmica, porém, em alguns casos se faz necessária. Esta é uma conduta que deve 
ser avaliada pelo profissional médico.
16. Rastreio do câncer de mama e colo do útero
As estratégias para a detecção precoce do câncer de mama e colo do útero são rastreamento e diagnóstico 
precoce. O rastreamento é uma ação dirigida à população assintomática, na fase subclínica da doença, 
enquanto o diagnóstico precoce diz respeito à abordagem de indivíduos que apresentam sinais e/ou sintomas 
da doença em estágio inicial. 
16.1 Câncer de mama
O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre a população feminina em todo o Mundo. 
Ela é pouco comum antes dos 40 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida 
e progressivamente, com risco aumentado principalmente após a quinta década de vida, razão pela qual os 
programas de rastreio devem se iniciar a partir deste momento(INCA, 2016).
As ações para controle do câncer de mama no Brasil devem estar pautadas nas Diretrizes para Detecção 
Precoce do Câncer de Mama, recomendações baseadas em evidências científicas de qualidade, publicadas 
pelo MS/INCA em 2015. Este documento recomenda que o rastreamento do câncer de mama seja feito por 
mamografia em mulheres de 50 a 69 anos com periodicidade bienal. Não é recomendado o rastreamento 
por nenhum outro método de imagem nem em mulheres fora desta faixa etária.
Existem fatores de risco que estão fortemente associados ao desenvolvimento do câncer de mama:
• Fatores genéticos;
• Biológicos; 
• Hormonais; 
• Vida reprodutiva da mulher;
• Sedentarismo;
• Obesidade;
• Ingestão de álcool;
165
4 - SAÚDE DA MULHER
• Exposição a radiação; 
• Envelhecimento.
As mulheres com maior risco de desenvolvimento da doença são aquelas que possuem os seguintes 
antecedentes: 
• história pessoal pregressa de câncer de mama, ou que tiveram diagnóstico histopatológico de lesão 
mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ; 
• história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos; 
• história familiar de câncer de mama bilateral em qualquer idade ou que tiveram casos de câncer de 
mama masculino ou câncer de ovário na família. Importante ressaltar que os homens também podem ser 
acometidos, porém com menor frequência.
Sabe-se hoje que a prática regular de atividade física e hábitos alimentares saudáveis são importantes 
fatores de proteção contra esta doença.
Em situações especiais de mulheres com risco elevado, ou que demandem espontaneamente a realização 
de rastreamento, cabe ao profissional de saúde a orientação quanto aos riscos e benefícios e a decisão 
compartilhada quanto a essa prática. 
O Exame Clínico das Mamas (ECM) faz parte das ações de diagnóstico precoce e da investigação 
diagnóstica. Ele deve ser realizado por profissional de saúde treinado, que consegue identificar alterações 
suspeitas de câncer que necessitam prosseguir investigação.
Os principais sinais e sintomas suspeitos são: nódulos mamários, assimetria, abaulamentos e retrações na 
mama, alteração na pele da mama, como eczema, edema cutâneo semelhante à casca de laranja, distorção 
nos mamilos e saída de secreção sanguinolenta, transparente ou rosada, espontaneamente pelo mamilo. 
16.2 Classificação dos resultados de mamografia e conduta pós rastreamento
A conduta a ser adotada após realização de mamografia de rastreamento deve ser orientada pela 
classificação dos achados de imagem, uma vez que não há alteração clínica. Com a finalidade de alinhar 
a classificação dos resultados, o Colégio Americano desenvolveu, em 1992, o um sistema da padronização 
de laudo, o BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System).A tabela a seguir, montada pela Secretaria 
Municipal de Saúde do Rio de Janeiro SMS-Rio, é uma adaptação da 4ª edição do BI-RADS publicada em 
2003. 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
166
 QUADRO 07. Conduta pós ratreamento do câncer de mama
Categoria Classificação Achados Mamográficos Conduta
1 NEGATIVA Mamas normais
Mamografia de acordo com a 
faixa etária
2 B Benignos (B)
Mamografia de acordo com a 
faixa etária
3 PB Provavelmente benigno (PB)
Mamografia semestral no 1º ano, 
anual no 2º e 3º anos – após, de 
acordo com a faixa etária
4 S
Suspeitos de malignidade (S), não podem ser 
classificadas como PB
Realizar estudo histopatológico
4a Suspeição baixa
4b Suspeição intermediária
4c
Suspeição alta (sem lesões 
típicas)
5 AS Altamente suspeitos (AS) de malignidade Realizar estudo histopatológico
6 -
Diagnóstico de câncer já comprovado 
histologicamenteIniciar tratamento
0 - Inconclusivo
Realizar outras incidências 
mamográficas, ultrassografia etc.
167
4 - SAÚDE DA MULHER
Cabe a(o) enfermeira(o) orientar as mulheres sobre os fatores de risco e proteção, identificar a população 
de risco elevado para avaliação individualizada, realizar o exame clínico das mamas como parte da consulta 
em saúde da mulher, solicitar mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos e 
encaminhar para consulta pelo profissional médico as mulheres que apresentem qualquer alteração ao exame 
clínico das mamas ou resultado de mamografia de rastreamento diferente de BI RADS 1 e 2.
16.3 Linha de Cuidado do Cancêr de Mama
Consulta com exame clínico das 
mamas – ECM 
Risco 
50 a 69 anos 40 a 49 anos 
1 
3**
0***
4 e 5
2 
ECM e MMG
bienal 
Encaminhar para consulta 
pelo profissional médico 
Encaminhar para consulta 
pelo profissional médico 
Classificação
BI – RADS 
ECM anual
ECM
alterado 
35 anos
ou mais 
Consulta de enfermagem
Risco habitual
Rotina conforme idade
libera
NÃONÃO SIM
SIM
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
168
16.4 Câncer de colo do útero
Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o quarto tipo 
de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de 265 mil mulheres por ano (WHO, 
2012). Em 2013, ocorreram 5.430 óbitos por esta neoplasia, representando uma taxa de mortalidade 
ajustada para a população mundial, de 4,86/100 mil mulheres. (MS/INCA, 2016). 
O câncer de colo do útero é raro em mulheres até 30 anos. Sua ocorrência aumenta progressivamente 
até ter seu pico na faixa de 45 a 50 anos, e sua mortalidade aumenta progressivamente a partir de 40 
anos. Doença de desenvolvimento lento, passa por diferentes fases antes de se transformar em câncer e pode 
demorar anos para se desenvolver e gerar sintomas como sangramento vaginal, secreção vaginal anormal e 
dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.
Fatores de risco relacionados ao câncer de colo do útero: 
• Infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano), especialmente o 
HPV-16 e o HPV-18, responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais. Contudo, é importante ressaltar 
que na maioria das vezes, a infecção cervical pelo HPV é transitória e regride espontaneamente, entre seis 
meses a dois anos após a exposição, a evolução para neoplasia dependerá da presença de outros fatores 
associados;
• Idade;
• Baixa imunidade; 
• Tabagismo; 
• Iniciação sexual precoce; 
• Multiplicidade de parceiros sexuais; 
• Multiparidade; 
• Uso prolongado de anticoncepcional; 
• Fatores ligados à genética. 
169
4 - SAÚDE DA MULHER
Cabe a(o) enfermeira(o) orientar as mulheres sobre os 
fatores de risco e proteção, identi�car a população de 
risco elevado para avaliação individualizada
Consulta com exame clínico das 
mamas – ECM 
Idade entre 
25 e 64 anos 
Risco 
50 a 69 anos 40 a 49 anos 
1 
3**
0***
4 e 5
2 
ECM e MMG
bienal 
Encaminhar para consulta 
pelo profissional médico 
Consulta ginecológica
sem coleta e com orientação 
Coletar do citopatológico
com exame clínico 
Encaminhar para consulta 
pelo profissional médico 
Classificação
BI – RADS 
ECM anual
1º resultado negativo 
ou inflamatório:
repetir em 1 ano
2º resultado negativo
ou inflamatório:
repetir a cada 3 anos
ECM
alterado 
35 anos
ou mais 
Consulta de enfermagem
Planejamento de enfermagem
Consulta de enfermagem
para exame citopatológico
Risco habitual
Rotina conforme idade
libera
NÃO
NÃO
NÃO SIM
SIM
SIM
FLUXOGRAMA 31. Consulta de Enfermagem para Exame Citopatológico
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
170
O câncer de colo uterino apresenta alto potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. 
A identificação de lesões precursoras no teste de rastreio tem pequeno impacto na redução da incidência 
e da mortalidade por câncer do colo do útero, se não houver a confirmação diagnóstica e o tratamento 
adequado em tempo oportuno (JONES; NOVIS, 2000). Assim, de acordo com as Diretrizes Brasileiras para o 
Rastreamento do Câncer do Colo do Útero atualizadas em 2016, as mulheres que forem diagnosticadas com 
lesões intraepiteliais do colo do útero no rastreamento e/ou apresentarem achados de exame ginecológico 
(exame especular, toque vaginal) fortemente sugestivos de câncer, devem ser encaminhadas à unidade 
secundária para confirmação diagnóstica, para tratamento das lesões precursoras e definição da necessidade 
de encaminhamento à unidade terciária para tratamento oncológico. 
171
4 - SAÚDE DA MULHER
Quadro 8: Recomendações Para encaminhamento ao médico frente aos resultados do exame de 
rastreamento do câncer do colo uterino 
Diagnóstico citopatológico Faixa etária Conduta inicial
Células escamosas atípicas 
de significado indeterminado 
(ASCUS)
Possivelmente não neoplásicas 
(ASC-US)
< 25 anos Repetir em 3 anos
Entre 25 e 29 
anos
Repetir a citologia em 12 meses
≥ 30 anos Repetir a citologia em 6 meses
Não se podendo afastar lesão de 
alto grau (ASC-H)
Encaminhar para colposcopia
Células glandulares
atípicas de significado
indeterminado (AGC)
Possivelmente não neoplásicas
ou não se podendo afastar
lesão de alto grau
Encaminhar para colposcopia
Células atípicas de
origem indefinida (AOI)
Possivelmente não neoplásicas
ou não se podendo afastar
lesão de alto grau
Encaminhar para colposcopia
Lesão de Baixo Grau (LSIL)
< 25 anos Repetir em 3 anos
≥ 25 anos Repetir a citologia em 6 meses
Lesão de Alto Grau (HSIL) Encaminhar para colposcopia
Lesão intraepitelial de
alto grau não podendo
excluir microinvasão
Encaminhar para colposcopia
Carcinoma escamoso 
invasor
Encaminhar para colposcopia
Adenocarcinoma in situ
(AIS) ou invasor
Encaminhar para colposcopia
Fonte: Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero INCA,2016 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
172
17. Atenção às mulheres em situação de violência doméstica e sexual
 Para a OMS, considera-se violência o “uso intencional da força física ou do poder, real ou em 
ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha 
possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” 
(KRUG et al., 2002, p. 5).
 A atenção à violência contra a mulher e o adolescente é condição que requer abordagem intersetorial, 
multiprofissional e interdisciplinar, com importante interface com questões de direitos humanos, questões 
policiais, de segurança pública e de justiça.
 A violência contra a mulher, por sua magnitude e complexidade é reconhecida como questão de saúde 
pública, visto que afeta a saúde individual e coletiva e exige ações públicas e da sociedade civil para o seu 
enfrentamento.
 A violência doméstica e sexual contra a mulher deixa sequelas físicas e emocionais, além de algumas 
vezes levar à morte. Neste sentido, as equipes de saúde se encontram em posição estratégica na identificação 
e acompanhamento dessas mulheres.
 As Equipes de Saúde da Família estão diretamente vinculadas a assistência dessas mulheres e conhecem 
suas dificuldades e vulnerabilidades, devendo assim acolher, orientar, notificar e encaminhar as situações de 
violência conforme as indicações, considerando a importância da escuta qualificada e do sigilo profissional.
 É imprescindível a sensibilização de gestores e gerentes de saúde, no sentido de propiciarcondições 
para que os profissionais de saúde oferecem atenção integral às mulheres em situação de violência e sua 
família, em especial aos seus filhos sobre os quais rebatem profundamente a violência sofrida pelas mulheres/
mães.
 É fundamental que o enfermeiro conheça a linha de cuidados e o fluxo de atendimento no âmbito da 
saúde, para que possa orientar e encaminhar às mulheres quando necessário
Fique Alerta! 
Mulheres em situação de violência são usuárias assíduas dos serviços de saúde. Em geral, não 
relatam a agressão sofrida e apresentam queixas vagas. 
173
Sinais Clínicos de Violência
Tipo de Lesão O QUE OBSERVAR?
Lesões Físicas Agudas
Inflamações, queimaduras, contusões, hematomas e fraturas incluindo face, 
boca e dentes, qualquer tipo de lesão em cabeça ou pescoço provocadas 
por uso de armas, socos, pontapés, tentativas de estrangulamento e sacudidas
Agressões Sexuais
Lesões das mucosas oral, anal e vaginal, manifestando-se com inflamação, 
irritação, arranhões, edema, perfuração ou ruptura. Doenças sexualmente 
transmissíveis (DST/AIDS), infecções urinárias e/ou vaginais e gravidez.
Manifestações Tardias
Dor no baixo ventre ou infecções, transtornos digestivos, como falta de apetite, 
náuseas, vômitos, cólicas e dores de estômago, perda de peso, dores de 
cabeça e dores musculares generalizadas, lesões ou manifestações por DST 
em região de boca.
Sinais Psicossomáticos
SINAL O QUE OBSERVAR?
Stress Pós-traumático Insônia, pesadelos, falta de concentração e irritabilidade
Alterações Psicológicas
Choque, crise de pânico, ansiedade, medo, confusão, fobias, auto-
reprovação, sentimento de inferioridade, de fracasso e insegurança, sentimento 
de culpa, baixa auto-estima, comportamento autodestrutivo, uso de álcool e 
drogas, depressão, desordens alimentares/obesidade, tentativas de suicídio e 
disfunções sexuais (vaginismo).
Sinais Sociais
Isolamento, mudanças freqüentes de emprego ou moradia. 
17.1 O Atendimento da equipe e o processo de trabalho frente à violência
Cabe às Unidades de atenção primária:
• Os profissionais de Saúde devem incluir a violência como um dos critérios para a identificação de 
população de risco e para o atendimento priorizado na Unidade de Saúde;
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
174
• Acolher e escutar de forma qualificada a mulher, sem preconceitos ou julgamentos;
• Adotar atitudes positivas e protetivas à mulher;
• Escutar, procurando conhecer o contexto da violência, os riscos envolvidos, as necessidades e 
iniciativas já desenvolvidas por esta mulher, sempre estimulando o seu protagonismo;
• Assegurar a privacidade no atendimento e o sigilo profissional; 
• Acompanhar o caso, desde sua entrada no setor saúde até o encaminhamento/seguimento para a 
rede de cuidados e proteção; 
• Atuar de forma conjunta com toda a equipe;
• Realizar vacinação para esquemas incompletos ou não imunizadas;
• Encaminhar ao CRIE para realização de Imunoglobulina;
• Orientar sobre recursos da rede de atendimento de cuidados e de proteção;
• Nos casos de violência sexual é importante permitir a participação da mulher em todo o processo e 
orientá-la sobre a profilaxia DST/HIV e do direito ao aborto legal desde o primeiro atendimento;
• Realizar a profilaxia/contracepção de emergência;
• Ouvir e encaminhar para a rede de serviços especializados de atendimento à mulher em situação de 
violência, quando se fizer necessário ou for de interesse da mulher;
• Notificar os casos de suspeita ou confirmação de violência para o serviço de epidemiologia da 
Unidade, através da ficha SINAN, o qual encaminhará para a Divisão de Vigilância em saúde da 
CAP;
• Em caso de adolescentes, uma cópia deverá ser encaminhada ao Conselho Tutelar da área. 
• Incluir o tema violência nas ações educativas promovidas por toda a equipe da Unidade de Saúde;
• Estar atento para os sinais de alerta da violência contra a mulher, identificar as situações de violência, 
avaliando os determinantes sociais e econômicos.
175
Situações Especiais
Em caso de Violência Doméstica deve-se chamar a polícia quando houver:
• Lesões graves com risco de vida;
• Lacerações e hemorragias (corpo, face, boca e dentes);
• Queimaduras de maior gravidade;
• Traumas cranianos ou fraturas que necessitem redução cirúrgica;
• Trauma facial, inclusive maxilar e mandibular, que necessite de redução não cirúrgica;
• Traumatismo dentário;
• Lesão de articulação têmporo mandibular - ATM;
• Suspeita de lesão de órgãos internos;
• Estado de choque emocional. 
Em caso de Violência sexual antes de 72 horas todas as Unidades de Atenção Primária devem:
• Administrar a anticoncepção de emergência;
• Preencher a ficha de notificação e enviar para a epidemiologia;
• Anotar no prontuário;
• Encaminhar a mulher para atendimento psicológico se necessário no Ambulatório de Saúde Mental, 
ou encaminhar para atendimento pelo NASF.
17.2 Atenção humanizada na situação de interrupção legal da gestação
Cabe ao enfermeiro informar à mulher, desde seu primeiro contato com a Unidade de Saúde, o direito pela 
interrupção da gestação, caso esta venha ocorrer em decorrência da violência. 
 
São orientações importantes a serem fornecidas:
• Orientar que o aborto praticado por médico é legal em caso de gravidez resultante de estupro (Art. 
128 do Código Penal);
4 - SAÚDE DA MULHER
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
176
• Esclarecer sobre as ações previstas em caso de abortamento legal, as medidas de alívio da dor, o 
tempo e os riscos envolvidos no procedimento e a permanência no serviço de abortamento legal;
• Orientar que, no serviço de referência, será preenchido o Procedimento de Justificação e Autorização 
de Interrupção da Gravidez, e que não é obrigatória a apresentação de boletim de ocorrência ou 
autorização judicial no âmbito do SUS;
• Referenciar para os serviços de referência para interrupção legal da gravidez, nos casos previstos em 
lei;
• Acompanhar a usuária após o procedimento de abortamento legal, atentando para os riscos de 
intercorrências imediatas após o procedimento (sangramentos, dor pélvica, febre) e intercorrências 
tardias (infertilidade, alterações psíquicas, que requeiram acompanhamento e suporte especializado);
• Fornecer aconselhamento anticoncepcional e concepcional após o procedimento, assegurando e 
respeitando a vontade da mulher.
17.3 Anticoncepção hormonal de emergência – AHE 
A contracepção de emergência é uma medida essencial no atendimento de pacientes que sofreram estupro, 
que já tenham atingido a menarca e que não estejam em uso de contraceptivo eficaz ou na impossibilidade 
de avaliar a eficácia do método. A probabilidade média de ocorrer gravidez em um único coito sem proteção, 
na segunda ou terceira semana do ciclo menstrual é de 8%. Com a anticoncepção oral de emergência, esta 
taxa cai para 2%. Por isso, a anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte ou pós-coital) é medida 
essencial para a prevenção de gravidez pós-estupro e, consequentemente, do aborto. 
Este método inibe ou adia a ovulação, interferindo na capacitação espermática, possivelmente na 
maturação do oócito, na produção hormonal normal pós-ovulação. A anticoncepção oral de emergência 
não tem nenhum efeito após a implantação ter se completado. É indicado como primeira opção o uso de 
progestagênio puro, pela sua maior tolerância e eficácia. Caso o progestagênio puro não esteja disponível, 
é recomendado o método de Yuzpe, que consiste na administração oral de pílulas combinadas (estrogênio e 
progestagênio). Para garantir a eficácia do método, a primeira dose da AE deve ser iniciada até 72 horas 
após o coito desprotegido, existindo estudos que mostram que existe algumefeito, ainda que menor, até 5 
dias após a agressão. No entanto, quanto mais cedo utilizar o método, melhor é sua eficácia. Em caso da 
paciente apresentar vômitos, utilizar antieméticos. Repetir a dose do hormônio se o vômito ocorrer dentro das 
primeiras 2 horas após a ingestão. 
177
4 - SAÚDE DA MULHER
Modo de usar Levonorgestrel na anticoncepção de emergência
1ª Opção 2ª Opção
Levonorgestrel 1,5 MG: 1 comprimido via oral em até 
5 dias após a relação sexual. Levonorgestrel 0,75 MG: Utilizar 1 comprimido de 
0,75mg via oral de 12/12 horas, num período de até 
5 dias após a relação sexual.Levonorgestrel 0,75 MG: 2 comprimidos via oral em 
até 5 dias após a relação sexual.
QUADRO 9. Avaliação de risco para os cuidados profiláticos e de tratamento decorrentes da 
violência sexual
DST/não virais HIV/AIDS HEPATITE B GRAVIDEZ
Riscos
Contato com sêmen 
(oral, vaginal e/ou 
anal), sangue e outros 
líquidos corporais
Contato com sêmen 
(vaginal e/ou anal) e 
oral com ejaculação
Contato com sêmen 
(oral, anal e vaginal)
Contato com sêmen 
(após a primeira 
menstruação e antes da 
menopausa)
Cuidados
• Realização de 
aconselhamento;
• Intolerância gástrica;
• Histórico alérgico;
• Escolha adequada do 
medicamento;
• Dosagem a ser 
administrada de 
acordo com o peso.
• Solicitar e aconselhar 
teste (anti-HIV);
• Encaminhar para 
atendimento médico 
para prescrição 
da associação do 
medicamento;
• Avaliar intolerância 
gástrica;
• Administração (ideal 
em 24h ou até 72 
horas).
• Avaliar o esquema 
vacinal;
• Avaliar a exposição 
crônica/repetição da 
violência;
• Realizar a 
imunoprofilaxia;
• Encaminhar a 
atendimento médico 
para avaliação de 
marcadores.
• Escolha adequada do 
método;
• Avaliação da 
dosagem a ser 
administrada;
• Administrar o quanto 
antes (ideal até 72h 
ou em até 5 dias após 
a violência).
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
178
Rede de atendimento às mulheres em situação de violência
Atendimentos Especializados:
Saúde Mental: ambulatórios e os Centros de 
Atenção Psicossocial
DEAMs
CEAMs
Defensoria Pública
CEJUVIDA
Atenção Básica:
Centros Municipais de Saúde, Clínicas de Saúde da 
Família e Policlínicas
Unidades de Pronto Atendimento:
UPAs, Coordenação de Emergência Regional – CERs, 
Hospitais de Emergência e Maternidades Municipais
O termo Rede de Atendimento designa um conjunto de ações e serviços intersetoriais (setores de 
assistência social, da justiça, da segurança pública e da saúde), que “visam a ampliação e à melhoria da 
qualidade do atendimento, à identificação e ao encaminhamento adequados das mulheres em situação de 
violência e à integralidade e à humanização do atendimento” (SOARES E ILGENFRIT, 2002).
Os serviços de rede de saúde compõem a Rede de Atendimento às mulheres em situação de violência 
e devem esgotar todos os recursos disponíveis para oferecer a Atenção Integral às Mulheres em Situação 
de Violência desde o acolhimento com escuta qualificada até o monitoramento/seguimento das mulheres 
na rede de atendimento, fortalecendo a integração entre os serviços que compõem a rede.
Atenção: A atenção primária, como ordenadora do cuidado, mantém o acompanhamento conjunto à 
mulher, assistindo-a em todas as suas necessidades.
Fonte: Adaptado de MS: Protocolo de Atenção Básica - Saúde das Mulheres. Brasília: DF,2015
179
4 - SAÚDE DA MULHER
Fluxograma 32. Fluxo de Atenção em Violência Doméstica e Sexual no IML 
(Após a Mulher Prestar Queixa em Delegacia)
DELEGACIA (TJ)
OUTRAS VIOLÊNCIAS VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL
FLUXO DO IML
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:
Encaminhamento para 
Unidades de Saúde do 
Território de Residência e 
Outros Serviços
VIOLÊNCIA SEXUAL
• Testes Rápidos até 72 H 
(HIV, Sífilis, Hepatite B, TIG)
• Contracepção de 
emergência
• Encaminhamento para as 
Unidades de Saúde e outros 
serviços
PERITO
Exame de Perícia Médica
ACOLHIMENTO
IML
RECEPÇÃO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
180
SERVIÇOS DE DEFESA E PROTEÇÃO À MULHER
• Polícia Militar: 190
• Serviço de Atendimento à Mulher em Situação de Violência da Secretaria Especial de Políticas para 
as Mulheres da Presidência da República: 180
• Cejuvida – Tel: (21) 3133-3894 – Central de abrigamento provisório da mulher vítima de violência 
doméstica
• Rua Dom Manuel, s/nº - Térreo da Lâmina I do Tribunal de Justiça – Centro – RJ
• Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro
 3 Ouvidoria Mulher do TJRJ: Tel: (21) 3133-4730
 3 Ouvidoria do TJRJ: (21) 3133-3915
• Plantão Judiciário
De 18 horas às 11 horas. Nos finais de semana e feriado: 24 horas.
• Ministério Público do Rio de Janeiro
Ouvidoria – Tel: 127
• Disque Denúncia: Tel: (21) 2253-1177
• Disque Mulher: Tel: (21) 2761-6700
• Defensoria Pública do Estado/Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher Vítima de Violência (NUDEM)
Rua do Ouvidor, 90 – 4º andar – Centro – Rio de Janeiro
Tel:129, (21) 2332-6371 e (21) 2332-6370
181
4 - SAÚDE DA MULHER
• Disque Assembléia Direitos da Mulher
Tel: 0800 282 0119
• Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM)
Rua Camerino, nº 51 – Gamboa – RJ 
Tel: (21) 2334-9508 e 2334-9510 (portaria)
• CEAM – Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Secretaria de Políticas para as Mulheres)
CEAM Chiquinha Gonzaga – Rua Benedito Hipólito. 125 – Praça Onze – Cidade Nova
Tel: (21) 2517-2726
5
Saúde do 
Homem
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
184
5 - SAÚDE DO HOMEM
Introdução
A saúde dos homens de 20 a 59 anos é o foco de atenção, pois essa faixa etária é menos frequente nos 
serviços de saúde . Esses homens em geral acessam primeiro a rede especializada por conta de alguma 
morbidade. A Atenção Primária em Saúde (APS) deve ser estimulada como acesso preferencial para as questões 
relacionadas a saúde e doença.
Este protocolo segue as diretrizes da PNAISH que tem como objetivo geral a promoção à melhoria das 
condições de saúde do homem, contribuindo para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, 
através do enfrentamento dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, às ações e aos serviços de 
assistência à saúde. (BRASIL, 2009a)
18. CUIDADO DE ENFERMAGEM AO HOMEM DE 20 A 59 ANOS
O acesso e acolhimento da população masculina nos serviços de saúde tem sido um dos principais desafios 
atuais da APS a ser realizado pela equipe de saúde tendo o enfermeiro um papel fundamental na classificação 
de risco.
185
Fluxograma 33. Acesso e acolhimento de enfermagem ao homem na APS em demanda livre
SIM NÃO
Escuta Qualificada:
- Entendendo a pessoa como um todo;
- A pessoa: sua história de vida, aspectos pessoais e de desenvolvimento;
- Contexto próximo: sua família, comunidade, emprego e suporte social;
- Contexto distante: sua comunidade, cultura e ecossistema;
- Possui queixa clínica no momento;
CASO CRÔNICO
- cria vínculo com humanização;
- direciona para protocolos específicos
- oferece serviços prestados na UBS. (carteira de serviços APS)
- encaminhamentos oportunos e resolutivos
ORIENTAÇÃO E CONDUTA AO QUE 
NECESSITA
- cria vínculo com humanização;
- direciona para protocolos específicos;
- oferece serviços prestados na UBS;
- encaminhamentos oportunos e 
resolutivos; 
CASO AGUDO
- Encaminhar para consulta médica em sinais vitais alterados;
- Providenciar procedimentos: pesagem, glicemia capilar, curativos, 
nebulização, imunização, medicação, entre outros.
Se não for morador:
Realizar todas as etapas descritas e orientar para encaminhamentos 
necessários.
Consultar “ONDE SER ATENDIDO” e 
orientar a unidadede referência.
- aferir sinais vitais (Pressão Arterial, Temperatura axilar, AC e AR)
- escuta ativa das demandas do usuário sem julgamento moral
- avaliar Necessidades Humanas Básicas alteradas
- identificar as vulnerabilidades sociais e individuais
- priorizar intervenções de enfermagem (alcoolismo, tabagismo, IST, etc) 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PELO ENFERMEIRO
SIM NÃO
O USUÁRIO É MORADOR DO 
TERRITÓRIO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
186
18.1 Consulta de Enfermagem
A consulta de Enfermagem respalda-se na Lei do Exercício Profissional No 7.498/86, Decreto No 
94.406/87, Resoluções do Cofen 195/1997; 317/2007 e 358/2009 e Parecer Cofen 17/2010, O 
mesmo não pretende abordar os aspectos relativos às ações de enfermagem à saúde do homem em sua 
plenitude, mas serve como um norteador para a assistência de Enfermagem.
CONSULTA DE ENFERMAGEM AO HOMEM 20 A 59 ANOS
UTILIZAR MÉTODO SOAP PARA REGISTROS
SUBJETIVOS
• Queixa principal: início, duração, intensidade, fatores agravantes e minimizadores.
• Doença ou preocupação de saúde atual
• Perfil do homem: percepção de masculinidade, vulnerabilidade, identidade de gênero e orientação sexual, 
satisfação com o emprego, lazer, ambiente interpessoal e cultural, relacionamento familiar e sistema de apoio, 
autocuidado, padrão de estilo de vida, autoimagem, autorrealização, autoconceito e filosofia de vida.
OBJETIVOS
• Verificar e registrar peso e altura calculando o Índice de Massa Corpórea (IMC = kg/m2)
• Verificar e registrar a circunferência abdominal
• Verificar e registrar os valores da Pressão Arterial (PA)
• Verificar e registrar outros sinais vitais: temperatura, freqüência cardíaca e freqüênciarespiratória.
• Rastreamento de tabagismo
AVALIAÇÃO
• Avaliação cogniscente: realizar Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e avaliar se o homem faz uso de 
substâncias psicoativas (vide protocolo de saúde mental).
• Hidratação e nutrição: verificar estado de hidratação: turgor da pele, ressecamento, etc. Investigar quantidade 
de água e líquidos ingeridos por dia; avaliar estado nutricional, hábitos alimentares, etc.
• Oxigenação: cianose, perfusão tissular periférica, etc.
• Autocuidado, abrigo, liberdade e comunicação.
• Amor, gregária, segurança, criatividade, aprendizagem, atenção e aceitação:
• Regulação térmica, hormonal, vascular, neurológica, hidrossalina, eletrolítica, imunológica e crescimento celular.
• Sono e repouso: verificar prática regular de exercícios e atividade física, mecânica corporal/motilidade, 
locomoção, recreação, lazer e participação; investigar padrão de sono, insônia.
• Cuidador: verificar presença e dependência de cuidador formal ou informal.
187
5 - SAÚDE DO HOMEM
AVALIAÇÃO
• Inspeção e palpação da cabeça e pescoço: observar alopecia, dentição prejudicada, presença de 
estomatites, saburra, percepção olfativa, visual, auditiva, tátil, gustativa e dolorosa. Avaliar características: 
localização, tamanho, consistência, fixação, sensibilidade dolorosa, rapidez de aumento, comprometimento 
de gânglios ou cadeias ganglionares da cabeça e pescoço (gânglios occipitais, gânglios auriculares anteriores 
e posteriores, gânglios submandibulares, gânglios submentonianos, gânglios cervicais profundos inferiores e 
superiores, gânglios cervicais superficiais e posteriores); avaliar alterações da pele da cabeça e pescoço (rubor, 
temperatura, fístulas, lesões e cicatrizes);
• Exame torácico: realizar 1- Inspeção (frequência respiratória, tipo, ritmo e amplitude, formato do tórax, simetria, 
condições da pele e rede venosa visível); 2- Palpação (estrutura osteomusculares, hipersensibilidade dolorosa, 
frêmito tóraco-vocal e prega cutânea); 3- Percussão (verificar padrão de normalidade ou anormalidade a percussão 
torácica) e, 4- Ausculta (auscultar padrão de sons pulmonares - murmúrios vesiculares e/ou ruídos adventícios);
• Exame das mamas: realizar a avaliação das mamas, com base na inspeção estática e dinâmica e palpação. 
Mesmo com uma porcentagem menor 1:1.000 mulheres, o câncer de mama masculino deve ser investigado, 
uma vez que, assim como as mulheres, os homens se enquadram em uma população de risco, a qual precisa 
ser reconhecida e identificada (GETHINS, 2012);
• Exame cardíaco:O enfermeiro deve examinar buscando respostas às seguintes questões: 1- O ritmo é regular? 
2- As bulhas cardíacas estão hiperfonéticas, hipofoné- ticas ou desdobradas? 3- Apresenta bulhas B3 ou B4? 
4- Como está a sístole e diástole? 5- Possui sopro? 6- Apresenta click e atrito? 7- Tem sopro, estalido e/ou atrito? 
8- Ictus cordis palpável ou não? Com quantas polpas digitais? (PORTO, 2012);
• Exame abdominal:1- Inspeção estática e dinâmica (tipo de abdome, condições da pele, rede venosa, 
pulsações e movimentos peristálticos) 2- Ausculta (ruídos hidroaéreos: hipoativos ou hiperativos e sopros arteriais) 
3- Percussão (hepatometria, esplenometria, estômago e intestino) e4- Palpação superfi cial e profunda (verifi 
car sinal de Blumberg, Giordano e Murphy, piparote, presença de algia à palpação, circulação colateral 
e características da cicatriz umbilical: posição, forma, coloração e a presença de qualquer secreção ou de 
qualquer abaulamento). O examinador dever estar ciente 147 de que a respiração no sexo masculino é, 
predominantemente, abdominal, enquanto no sexo feminino é mais costal (PORTO, 2012).
PRESCRIÇÃO Oferecer aconselhamento e testes rápido de HIV, Sífilis e Hepatites B e C.
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
188
Fluxograma 34. Rastreamento do Tabagismo
SIM 
NÃO
Resposta POSITIVA na abordagem sobre tabagismo? 
• Contexto próximo sobre hábitos familiares, da 
comunidade e rede social de apoio;
• Realizar questionário de Tolerância de Fagerström, 
para avaliar o grau de dependência física à nicotina;
• Perguntar pelo uso do tabaco por familiares ou 
pessoas do seu convívio;
• Realizar questionário de Tolerância de 
Fagerström**, para avaliar o grau de dependência 
física à nicotina.
• De acordo com o resultado oferecer o atividades 
para o tratamento.
TESTE DE FAGERSTRÖM**
FORMULÁRIO PARA GRAU DE 
DEPENDÊNCIA (na página 192)
0 – 2 PONTOS -MUITO BAIXO
3 – 4 PONTOS - BAIXO
 5 PONTOS - MÉDIO
6 – 7 PONTOS - ELEVADO
Parabenizar e motivar o paciente a manter o hábito;
Esclarecer sobre tabagismo passivo e a importância 
dos ambientes livres de fumo para qualidade do ar 
para fumantes e não fumantes.;
ESCUTA QUALIFICADA BUSCANDO INFORMAÇÕES SOBRE SUA HISTÓRIA DE VIDA E 
HÁBITOS DIÁRIOS
18.2 Rastreamento tabagismo
O rastreamento para tabagismo deve ser realizado em todos os encontros com os pacientes e é realizado 
através de simples questionamento se a pessoa usa tabaco. Caso a resposta seja positiva, o indivíduo é 
considerado tabagista (*) e deverá ser avaliada a existência de dependência à nicotina, bem como a 
gravidade desta. Como realizar?
(*) É considerado fumante o indivíduo que fumou mais de 100 cigarros, ou 5 maços de cigarros, em toda 
sua vida e fuma atualmente (OPAS, 1995).
189
Fluxograma 35. Atendimento Individual da Pessoa Dependente de Tabaco
Avaliação da sua história, queixas e exame físico.
Avaliação da dimensão de:
- Sentimentos
- Ideias
- Efeitos sobre a funcionalidade do corpo
- Expectativas da pessoa
Elaborando um projeto comum de manejo:
Avaliação dos problemas e prioridades
Estabelecendo os objetivos do tratamento e do 
manejo
Avaliação e estabelecimento do papel da 
pessoa e do profissional de saúde
Incorporando a prevenção e promoção da saúde:
- Aconselhar a abandonar o uso do tabaco;
- Avaliar a disposição em parar de fumar (grau motivacional para mudança de hábito);
- Planejar condições para o seguimento e suporte do paciente;
- Esclarecer sobre otratamento e medicações disponíveis para tabagismo; 
Encaminhar para avaliação médica sobre achados no exame clínico 
- Explicar como lidar com a fissura;
- Orientar a só fumar em ambiente aberto para reduzir a exposição à fumaça;
- Aconselhar sobre outras mudanças de estilo de vida;
- Orientar sobre grupos ou serviços da unidade de interesse da pessoa;
- Planejar avaliação multiprofissional com equipe NASF;
- Pactuar estratégias para continuidade do acompanhamento;
Encaminhar para avaliação da equipe de saúde bucal;
5 - SAÚDE DO HOMEM
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
190
AVALIE SEU GRAU DE DEPENDÊNCIA
TESTE DE FAGERSTRÖM
1- Quanto tempo depois de acordar você fuma o primeiro cigarro?
( ) mais de 60 min ________________ 0
( ) entre 31 e 60 mim _______________ 1
( ) entre 6 e 30 min _________________2
( ) menos de 6 min _________________3
2 - Você tem dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos?
( ) não _________________ 0
( ) sim _________________1
3 - O primeiro cigarro da manhã é o que traz mais satisfação?
( ) não _________________ 0
( ) sim _________________ 1
4 - Você fuma mais nas primeiras horas da manhã do que no resto do dia?
( ) não _________________ 0
( ) sim _________________ 1
5 - Você fuma mesmo quando acamado por doença?
( ) não _________________0
( ) sim _________________ 1
6 - Quantos cigarros você fuma por dia?
( ) menos de 11 _______________ 0
( ) de 11 a 20 _________________ 1
( ) de 21 a 30 _________________ 2
( ) mais de 30 _________________3
TOTAL DE PONTOS – ( )
(FAGERSTRÖM; SCHNEIDER, 1989)
191
18.3 Rastreamento de abuso do álcool
O abuso de álcool está fortemente associado com problemas de saúde, incapacidades, mortes, acidentes, 
problemas sociais e violência. Há boa evidência de que o rastreamento na atenção primária pode identificar 
adequadamente aqueles usuários independente de gênero cujos padrões de consumo de álcool atendem 
aos critérios de dependência alcoólica e, portanto, estão sob maior risco de morbidade e mortalidade. A 
abordagem ao consumo de álcool deve ser realizada em todos os adultos durante o acolhimento, nas consultas 
de rotina, nas visitas domiciliares e em outros momentos possíveis.
Fluxograma 36. Rastreamento de abuso de álcool
Escuta Qualificada Entendo a pessoa como um todo
A pessoa: sua história de vida e hábitos diários
Resposta POSITIVA na abordagem sobre consumo de álcool?
Explorando a doença e a experiência da pessoa com a doença
Avaliação da sua história, queixas e exame físico. Avaliar alterações.
Abordar:
• Sentimentos;
• Ideias;
• Efeitos sobre a funcionalidade do corpo;
• Expectativas da pessoa.
Avaliação da dimensão da doença
Avaliação dos problemas e prioridades
Construção do Plano Terapêutico Singular
Realizar questionário AUDIT
(na página 194)
Parabenizar e motivar paciente a manter o hábito
Vide anexo*
Perguntar sobre o uso de álcool por familiares e 
pessoas do seu convívio.
Avaliação e estabelecimento do papel da pessoa e do profissional de saúde
SIM 
NÃO
5 - SAÚDE DO HOMEM
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
192
* O questionário poderá ser aplicado por outro profissional de saúde. As intervenções para o usuário 
de álcool devem estar direcionadas de acordo com a pontuação do AUDIT listada abaixo:
Pontuação do AUDIT Nível de Risco Intervenção
0 a 7 Consumo de baixo risco
 - Informar sobre o consumo de álcool, os limites de 
beber de baixo risco e a orientação de saúde em 
geral;
8 a 15 Uso de risco
 - Educar para o uso de álcool;
 - Propor o estabelecimento de metas para a redução ou 
abstinência;
16 a 19 Uso nocivo
 - Educar para o uso de álcool;
 - Aconselhamento breve de acordo com a motivação 
para mudança do padrão de beber;
 - Pactuar monitoramento regular deste processo;
20 ou mais Provável dependência
 - Avaliar diagnóstico de Síndrome de dependência 
do álcool;
 - Encaminhar para consulta médica;
 - Avaliar acompanhamento conjunto com Centros de 
Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas 
(CAPSad) ou NASF.
 - Abordar sobre ações para reduzir os danos à saúde;
193
18.4 PATERNIDADE E CUIDADO
A paternidade pode representar um momento de grandes transformações para a vida dos homens. 
Como todo período de transição, novas dúvidas e medos podem surgir, em especial, relacionados às novas 
responsabilidades e não deve ser vista apenas do ponto de vista de Política Nacional de Atenção Integral 
à Saúde do Homem, mas, sobretudo como um direito do homem a participar de todo o processo, desde o 
momento de decidir de ter ou não filhos, como e quando tê-los, bem como do acompanhante da gravidez, do 
parto, do pós-parto e da educação da criança.
Os homens ao participarem ativamente de todas as etapas da vida de seu filho ou filha, contribuirão com 
uma melhor qualidade de vida para toda a família e para a construção de vínculos afetivos saudáveis.
No quadro abaixo orientações para o pré- natal com participação paterna.
Período Pré-Natal do Ciclo de Vida Familiar
Primeiro Trimestre Segundo Trimestre Terceiro trimestre Pós - Parto
Significado da paternidade;
estar preparado para esta tarefa
Como vocês foram criados; quem 
cuidava de vocês; pais; irmãos 
mais velhos; babás; avós; tios; 
vizinhos
Novas rotinas (com a chegada 
do filho e com os afazeres do 
lar e com o trabalho)
Acolhimento mãe – pai 
– bebê (seguir fluxo de 
saúde criança.pag 22)
Preparos financeiros; que
gastos esperar
Quem será o cuidador principal; que 
tipo de educação quer dar ao seu 
filho
Relacionamento sexual no 
puerpério, orientações para o 
casal
Orientar e retirar dúvidas 
que o Pai/companheiro 
apresente ou demonstre 
em sua fala
Sexo na gestação
Tarefas a serem cumpridas pelo pai; 
mãe; avós; cuidadores... Dividir 
responsabilidades
Anticoncepção no puerpério
A presença do pai no pré-natal 
e no parto
Reconhecer sinais e sintomas do 
trabalho de parto na gestante
Cuidados com o RN como 
amamentação, cólicas, banho, 
cuidados com o coto umbilical
Qual o papel do pai na
Gestação
Reforçar positivamente e encorajar 
para diminuir a insegurança da 
paternidade ematernidade;
Preparar o lar para a chegada 
da criança;
5 - SAÚDE DO HOMEM
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
194
Orientações com relação a:
bebidas, álcool e drogas
Respeitar a cultura e os valores do 
outro sem impor os seus.
Diretos trabalhistas:
- a Lei do Acompanhante (Lei 
Federal nº 11.108/05) que 
determina que os serviços de
saúde do SUS, da rede 
própria ou conveniada. Este 
pai tem o direito, a partir da
permissão da gestante, de 
estar acompanhando durante 
todo o período de trabalho de 
parto, parto e pós-parto.
- a Licença paternidade de 
cinco dias concedida pela 
Constituição Federal e 1988
em seu art.7º, XIX; e art. 
10, § 1º.
Se tabagista e/ou alcoolista:
seguir fluxo do tabagismo e
alcoolismo;
Dúvidas sobre o parto normal, 
cesárea e a anestesia.
Testes rápidos:HIV, Sífilis, 
Hepatite B e C. Solicitar 
Tipagem Sanguínea e fator 
RH.
Realizar orientações sobre IST. 
Realizar abordagem específica 
caso seja identificado alguma 
IST.
Estimular a participação em 
grupos de promoção: casais, 
amamentação, gestantes, 
planejamento reprodutivo e 
outros de interesse do casal e 
ofertado na Unidade
Atualizar caderneta de vacinação
Ofertar/oportunizar consulta 
individual para que o 
homem se sinta a vontade 
em apresentar e discutir suas 
fragilidades
Avaliar e ofertar a 
atividade física, em 
conjunto com o NASF
195
18.5 SEXUALIDADE E REPRODUÇÃOA saúde sexual e reprodutiva envolve orientações de educação para a saúde, procedimentos técnicos, 
exposição de métodos conceptivos e contraceptivos e encaminhamentos com vista à promoção e qualidade 
de vida. Todas essas ações podem ser desenvolvidas em grupos de planejamento reprodutivo, consultas 
individuais e/ou sala de espera.
De uma forma geral se observa que a população ainda participa timidamente dessas ações, pois, devido 
às questões de gênero, vincula a saúde sexual reprodutiva apenas às mulheres.
Assim deve o enfermeiro(a) como integrante da APS o desafio de estimular o homem de que a saúde sexual 
e reprodutiva é também um direito garantido.
5 - SAÚDE DO HOMEM
6
Cuidado da
Pessoa Idosa
197
6 - CUIDADO DA PESSOA IDOSA
Introdução:
A atuação do enfermeiro na atenção a saúde da pessoa idosa, tem por objetivo previnir a doença,promover 
e recuperar a saúde. Dentre estas ações, devemos atentar para:
• Realizar atenção integral às pessoas idosas;
• Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
• Realizar consulta de enfermagem, incluindo a avaliação multidimensional rápida com instrumentos 
complementares, e se necessário, solicitar avaliação médica e matriciamento com o NASF, avaliando 
a necessidade de encaminhamento ao Geriatra;
• Supervisionar e coordenar o trabalho dos ACS e da equipe de enfermagem;
• Realizar atividades de educação permanente e interdisciplinar junto aos demais profissionais da 
equipe e com apoio do NASF;
• Orientar o idoso, seus familiares e/ou cuidador sobre a correta realização dos cuidados 
necessários(curativos,banho,alimentação,medidas de conforto,riscos de queda,adaptação domiciliar).
Na consulta de enfermagem:
O enfermeiro deverá estar atento para identificar aspectos positivos e negativos de sua saúde, avaliar 
incapacidades, limitações, de modo que possa promover uma atenção efetiva, e encaminhamentos necessários, 
visando promover o funcionamento mais satisfatório e prevenir a incapacitação e dependência. É fundamental 
que durante a consulta seja utilizado:
• Abordagem individual, centrada na pessoa idosa;
• Considerar o idoso como participante do cuidado e no controle e tratamento de sua doença;
• Enfatizar a capacidade funcional do idoso.
Realizar a SAE e registrar no PEP, todos as orientações/cuidados implementados. 
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
198
19. POLÍTICA DE ATENÇÃO À SAÚDE DA PESSOA IDOSA (MORBIMORTALIDADE)
A promoção do envelhecimento ativo e saudável e a manutenção da capacidade funcional das pessoas 
idosas são norteadores das ações da Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. 
É muito importante que o enfermeiro reflita sobre o conceito e o preconceito sobre o“idoso” e os desafios 
dessa etapa do ciclo de vida. Promovendo um acolhimento pautado:
 - Estabelecimento de relação respeitosa;
 - Comunicar-se diretamente com o idoso;
 - Chamar a pessoa idosa por seu nome e manter contato visual, preferencialmente, de frente e 
em local iluminado, considerando um possível declínio visual ou auditivo;
 - Utilizar linguagem clara.
Envelhecimento saudável e ativo – O envelhecimento não é sinônimo de incapacidades e 
dependência, mas de maior vulnerabilidade;
19.1. Diagnóstico de Saúde da Pessoa Idosa no Território.
Com o cadastramento das famílias no território se realiza o diagnostico de saúde do território, identifica o 
numero de idosos e se propõe o acompanhamento de todos as pessoas idosas (60 anos ou mais) da área de 
abrangência da Equipe de Saúde da Família.
Após a estratificação de risco o Enfermeiro deve agendar e realizar consulta de enfermagem para os idosos 
robustos e os idosos frágeis. Já a abordagem domiciliar de enfermagem deve ser realizada para todos os idosos 
impossibilitados de comparecer à unidade. Elaborando um projeto terapêutico singular da pessoa idosa. 
199
FLUXOGRAMA 37. A estratificação de risco de todos os idosos cadastrados pela equipe
CLASSIFICAÇÃO CLINICO-FUNCIONAL DOS IDOSOS
IDOSO ROBUSTO
DECLINIO FUNCIONAL IMINENTE
IDADE ≥ 80 ANOS
POLIPATOLOGIA: ≥ 5 DIAGNÓSTICOS
POLIFARMACIA 
≥ 5 DROGAS /DIA
SUBNUTRIÇÃO OU EMAGRECIMENTO 
SIGNIFICATIVO RECENTE
INTERNAÇÕES RECENTES
IRISCO PSICO-SOCIO-FAMILIAR 
ELEVADO
(INSUFICIENCIA FAMILIAR)
DECLINIO FUNCIONAL ESTABELECIDO
INCAPACIDADE COGNITIVA
POLIPATOLOGIA: ≥ 5 DIAGNÓSTICOS
INSTABILIDADE POSTURAL
IMOBILIDADE
INCONTINENCIA ESFINCTERIANA
INCAPAIDADE COGNITIVA
IDOSO FRÁGIL IDOSO FRÁGIL DE ALTA COMPLEXIDADE
IDOSO EM FASE 
FINAL DE VIDA
IDOSO PORTADOR DE DECLÍNIO FUNCIONAL 
IMININENTE OU ESTABELECIDO ASSOCIADO 
COM:
- ALTO GRAU DE COMPLEXIDADE CLÍNICA;
- PORTADOR DE POLI-INCAPACIDADES;
- DUVIDA DIAGNÓSTICA OU TERAPEUTICA;
(FLETCHER et al., 2004)
5 - SAÚDE DO IDOSO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
200
AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL RÁPIDA DA PESSOA IDOSA (CAB 19. P.48)
 Este instrumento faz uma síntese da estrutura da avaliação multidimensional da pessoa idosa 
que poderá ser realizada nas Unidades Básica de Saúde. Representa uma avaliação rápida que 
pode ser utilizado para identificar problemas de saúde condicionantes de declínio funcional em 
pessoas idosas. Indica, quando necessário, a utilização de outros instrumentos mais complexos, que 
estão em anexo.
 No entanto, qualquer instrumento tem limitações e, por si só, não é suficiente para o diagnóstico. 
Devendo ser tomado como complementar e não utilizado de forma mecânica. Nada substitui a escuta 
qualificada realizada por profissional de saúde habilitado e a investigação de todos os aspectos 
(familiares, sociais, culturais, econômicos, afetivos, biológicos, etc) que envolvem a vida da pessoa.
 Os problemas identificados, caso não sejam adequadamente tratados, podem conduzir à 
situações de incapacidade severa - imobilidade, instabilidade, incontinência, declínio cognitivo - 
colocando o idoso em risco de iatrogenia.
UNIDADE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
- ACOLHIMENTO;
- ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO
IDOSO ROBUSTO
IDOSO FRÁGIL
201
ÁREA AVALIADA AVALIAÇÃO BREVE ENCAMINHAMENTOS
NUTRIÇÃO
O/A Sr/a perdeu mais de 4kg no último 
ano, sem razão específica? _____
Peso atual:_kg Altura:_cm IMC =_
Refere perda de peso ou apresenta IMC 
alterado nos extremos (desnutrição ou 
obesidade). Encaminhar ao nutricionista para 
a avaliação nutricional detalhada
VISÃO
O/a Sr/a tem dificuldade para dirigir, ver 
TV ou fazer qualquer outra atividade de vida 
diária devido a problemas visuais?
Se sim, aplicar o cartão de Jaeger:
Olho Direito:_ Olho Esquerdo:_
Se houver incapacidade de ler alem de 
20/40 no cartão de Jaeger, encaminhar ao 
oftalmologista
AUDIÇÃO
Aplicar o teste do sussurro, pág. 137 A 
pessoa idosa responde a pergunta feita?
Ouvido Direito: Ouvido Esquerdo:
Se não, verificar a presença de cerume.
OD: _____ OE: _____
Na ausência de cerume e caso a pessoa 
idosa não responda ao teste, encaminhar ao 
otorrinolaringologista.
INCONTINÊNCIA
O/A Sr/a, às vezes, perde urina ou fica 
molhado/a?
Se sim, pergunte: Quantas vezes? Isso 
provoca algum incomodo ou embaraço?
Definir quantidade e freqüência.
Pesquisar a causas. Ver capítulo de 
incontinência urinária (pág. 30)
ATIVIDADE SEXUAL
O/A Sr/a tem algum problemas na 
capacidade de desfrutar do prazer nas 
relações sexuais?
Se sim, fornecer informações essenciaissobre 
as alterações da sexualidade. Identificar 
problemas fisiológicos e/ou psicológicos 
relacionados.
HUMOR/ DEPRESSÃO
O/A Sr/a se sente triste ou desanimado/a 
frequentemente? 
Se sim, Aplicar a Escala de Depressão 
Geriátrica (pág 142)
5 - SAÚDE DO IDOSO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
202
COGNIÇÃO EMEMÓRIA
Solicitar à pessoa idosa que repita o nome 
dos objetos: Mesa Maça Dinheiro
Após 3 minutos pedir que os repita
Se for incapaz de repetir os 3 nomes, 
aplique o MEEM. Complementando esse, 
pode ser aplicado o teste do Relógio (pág. 
138), Teste de Fluência verbal (pág. 138) e 
o Questionário de Pfeffer (pág. 138).
Caso, ao final dos testes, ainda haja 
dúvidas acerca do diagnóstico, a pessoa 
idosa deverá ser encaminhada para testes 
neuropsicológicos mais elaborados.
FUNÇÃO DOS MMSS
Proximal: Ver se a pessoa idosa é capaz de 
tocar a nuca com ambas as mãos.
Distal: Ver se a pessoa idosa é capaz de 
apanhar um lápis sobre a mesa com cada 
uma das mãos e colocá-lo de volta
Incapacidade de realizar o teste – fazer 
exame completo dos MMSS. Atenção 
para dor, fraqueza muscular e limitação de 
movimentos. Considerar possibilidade de 
fisioterapia (após teste).
FUNÇÃO DOS 
MMII
Ver se a pessoa idosa é capaz de:
Levantar da cadeira:
Caminhar 3,5m: 
Voltar e sentar: 
Atenção para dor, amplitude de movimentos, 
equilíbrio e avaliação da marcha.
Incapacidade de realizar o teste - fazer 
exame completo dos MMII. Atenção para 
dor, fraqueza muscular e limitação de 
movimentos. Aplicar escala de avaliação do 
equilíbrio e da marcha de Tinneti (página xx) 
e Medida de Independência Funcional – MIF 
(pág. 148). Considerar possibilidade de 
fisioterapia (após teste).
ATIVIDADES 
DIÁRIAS
Sem auxílio, o/a Sr/a é capaz de:
Sair da cama? Vestir-se? Preparar suas 
refeições? Fazer compras?
Se não > Determinar as razões da 
incapacidade (comparar limitação física com 
motivação), solicitar informações junto aos 
familiares.
Na presença de limitações, instituir 
intervenções de saúde, sociais e ambientais 
apropriadas. Aplicar escala de avaliação 
de MIF(pág. 148), de Katz (página 145) e 
escala de Lawton (pág. 147).
203
DOMICÍLIO
Na sua casa há: Escadas? Tapetes soltos? 
Corrimão no banheiro? 
Sim para escada ou tapete e Não para 
corrimão – Avaliar a segurança domiciliar e 
instituir adaptações necessárias.
QUEDA Quantas vezes?
Orientar prevenção, ver capítulo de quedas 
(pág. 37)
SUPORTE SOCIAL
Alguém poderia ajudá-lo/a caso fique doente 
ou incapacitado? 
Quem poderia ajudá-lo/a? 
Quem seria capaz de tomar decisões de 
saúde pelo/a Sr/a caso não seja capaz de 
fazê-lo?
Identificar, com o agente comunitário de 
saúde ou em visita domiciliar, a família/rede 
de pessoas que possam apoiá-lo/a. Realizar 
APGAR de família (pág. 168) e ECOMAPA 
(pág. 174).
Médico/Enfermeiro (ESF) 
Avaliação Multidimensional Rápida
Formulação das hipóteses diagnósticas
NASF + ESF
(Avaliação multidimensional por 
equipe multiprofissional)
ELABORAÇÃO DO PLANO TERAPÊUTICO SINGULAR
5 - SAÚDE DO IDOSO
Fascículo Enfermagem no Cuidado dos Ciclos de Vida no Contexto da Atenção Primária à Saúde
204
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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