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Introdução a Farmacologia

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álcool. 
** Glicose é importante quando se usa álcool, porque o álcool inibe a neoglicogenese hepática. Se você está bebendo e não está ingerindo glicose, a glicemia diminui e causa hipoglicemia -> desmaio, coma. 
** Quando eu uso álcool eu faço down regulation dos receptores GABA e up regulation nos receptores NMDA, glutamatérgicos.
** Nunca vou poder tirar o álcool de uma pessoa viciada.
** Álcool induz duas tolerâncias: SNC e a metabólica.
** DOWN REGULATION DOS RECEPTORES GABAERGICOS: quando uma pessoa é etilista crônica e bebe todos os dias. Respostas inibitórias reduzidas e respostas excitatórias aumentadas. Mas ele funciona com a droga (o álcool) se você tirar a droga dele, ele poderá morrer. 
** Isso pode acontecer com qualquer outra droga, não necessariamente com o álcool. 
** Posto de gasolina: etanol e metanol – no metanol tanto o metabólito intermediário quanto o final são prejudiciais. 
Metanol -> Formaldeido -> Acido Fórmico (induz acidose metabólica e morte). Tanto o formaldeído e o acido fórmico ainda tem tropismo, uma alta chance de alcançar fibras nervosas, exemplo, fibras do nervo ótico.
	- Pessoa com hálito de solvente;
	- Pontos luminosos.
No pulmão não causa nada de problemático
- Atrasar a via de metabolização: injetar no paciente glicose e 5% de etanol – Porque o etanol também é substrato dessa enzima, enquanto a enzima se distrai com o metanol. Ela não metaboliza o etanol, dando assim, mais chance de a molécula ser metabolizada pelo pulmão.
** Quando eu bebo qualquer tipo de álcool terá a presença de etanol, o etanol vai ser metabolizado por uma CIP 450, uma fase 1. Só que essa enzima é tão conhecida que é chamada de Álcool Desidrogenase, ela vai transformar, vai oxidar a molécula de álcool em acetaldeido. Esta molécula já foi inativada, metabolito fase 1 inativo, não tem mais ação no SNC como depressor. Tem outros efeitos no meu corpo, porque o acetaldeido causa cefaleia, rubor, vomito, irritação, sensação de mal-estar... (RESSACA). Outra enzima também citocromo P450, também de fase 1 que transforma o acetaldeido em ácido acético ou acetato. O acetato vai ser transformado via acido mevalonico em ácidos graxos (triglicerídeos) – 90% de cada dose de álcool nós vamos formar triglicerídeos (calorias vazias – porque você não ganhou nada de nutricional, apenas gordura). Em média, 10% do que bebemos é metabolizado no pulmão e é eliminado na forma dos mais diversos corpos cetônicos (cheiro de álcool exalando da pessoa). Os outros 90% são metabolizados no fígado, sem excreção. Porque o nosso corpo aproveita o produto formado para produzir ácidos graxos e colesterol. O etilismo crônico está relacionado ao fígado gorduroso (esteatose hepática). 
Vânia: vocês tem aqui o exemplo do etanol, que é metabolizado por enzimas fase I, que são denominadas enzimas do complexo citocromo P450 (citocromo é uma organela que tem várias enzimas especializadas em metabolização dentro do hepatócito), nesse caso a álcool desidrogenase e a aldeído desidrogenase, que possuem nome próprio porque possuem um efeito característico. A molécula de etanol é metabolizada pela enzima álcool desidrogenase e forma o metabolito acetaldeido, que é metabolizado pela enzima aldeído desidrogenase formando acido acético, que depois é convertido em acetato, que irá formar colesterol e ácidos graxos, mas ai é a continuação da bioquímica pro metabolismo do álcool. Precisamos saber que a enzima álcool desidrogenase metaboliza a função álcool, então varias moléculas e medicamentos que possuam a função álcool, serão metabolizados, formando a função aldeído, o acetaldeido é característica da metabolização da molécula de etanol. A enzima álcool desidrogenase nós temos em grande quantidade, pq a função álcool ta presente em várias moléculas. Sempre iremos formar em uma velocidade maior o metabolito acetaldeido, e aos poucos ele será convertido em ácido acético devido ao numero diminuído de enzimas aldeído desidrogenase. Ou seja, quando a gente ingere álcool em uma velocidade ou em uma quantidade muito grande, nós vamos acumular acetaldeido, pq a primeira conversão acontece relativamente rápido, enquanto a segunda leva um tempo maior, o que leva a um acumulo de acetaldeido. É o acetaldeido que nos faz passar mal por ser um metabólito toxico para o nosso corpo. Existem alguns medicamentos que inibem a enzima aldeído desidrogenase, que faz com que a pessoa, mesmo bebendo pouco, sofra os efeitos de maneira muito forte. Vamos supor que ela esteja fazendo o uso de ciprofloxacina, ou de metronidazol, esses medicamentos inibem diferentes enzimas do complexo citocromo P450, inclusive a aldeído desidrogenase. Isso quer dizer que com um único copo de cerveja, ele vai transformar o álcool em acetaldeido porém vai levar muitas e muitas horas para transformar esse acetaldeido em uma substancia uqe não lhe faz mal, que é o acido acético. Por isso podemos encontrar na bula dos medicamentos “esse medicamento não pode ser usado com álcool pq causa o efeito dissulfiram/pode ocorrer o efeito antabuse.
- Efeito dissulfiram: os fármacos que produzem esse efeito significam que são fármacos que inibem a enzima aldeído desidrogenase. Antibiótico cefalexina – “não recomendado o uso de álcool pq induz o efeito dissulfiram”, isso quer dizer que esse fármaco tem um efeito igual a substância dissulfiram. O dissulfiram, é uma substância que inibe a enzima aldeído desidrogenase, fazendo com que ocorra um acumulo desse metabolito causando o mal-estar. Dissulfiram é um medicamento utilizado no tratamento do etilismo de proposito, para que o paciente passe mal após ingerir álcool e com o tempo rejeite a bebida. Todos os medicamentos que apresentem o mesmo efeito do dissulfiram vão conter na bula o efeito dissulfiram ou efeito antabuse. Alcool NÃO corta o efeito do medicamento.
Vania: esse efeito significa que o fármaco inativa a aldeído desidrogenase. A molécula de dissulfiram inibe a aldeído desodrogenase. O paciente que tomar álcool com um antibiótico vai passar MUITO mais mal do que o “normal”, mas isso não vai implicar na terapêutica do medicamento. No entanto, é completamente diferente de pessoas que fazem uso crônico de álcool, essas pessoas tem o metabolismo hepático induzido, acelerado. Mas aí é uma situação diferente de consumo de álcool. 
Existem sim outros medicamentos que não são indicados serem tomados com álcool pelo efeito sinérgico. Exemplo: diazepam é um depressor do SNC e o álcool também é depressor do sistema nervoso central, nesse caso o uso do álcool junto do fármaco pode levar o paciente a um estado de coma devido a depressão do SNC causado por ambos.
Vânia: em casos de intoxicação acidental, quando a bebida está contaminada com metanol, que ao ser metabolizado pela mesma enzima (devido a função álcool) formara como metabólito o formaldeído, gerado pela enzima álcool desidrogenase, e também o ácido fólico, formado pela aldeído desidrogenase, ambos são metabolitos tóxicos reativos, que produzem dano no hepatócito e principalmente no nervo óptico, podendo levar a óbito se for em grande quantidade. Então, a mesma enzima metaboliza mais do que uma substancia, ela metaboliza uma mesma função orgânica que está presente em diferentes moléculas, podendo gerar metabolitos inativos ou tóxicos, dependendo de quem é o precursor.
Em torno de 80% a 90% vai ser conjugado em adultos com fase II, diretamente. De 1 a 2% vai ser excretado diretamente. Próximo a 10% vai sofrer reação de fase I, vai gerar um metabólito reativo, extremamente tóxico, gerado dentro dos microssomos.
DIA 4
Biodisponibilidade: quantidade de fármaco ativo que chega na circulação sistêmica. 
Biodisponibilidade: é a quantidade de fármaco ativo que chega na circulação sistêmica a partir da quantidade que foi administrada, não de seu metabólito. Ela é expressa como a fração do fármaco administrado que tem acesso a circulação sistêmica na forma química inalterada. 
Vânia: vocês vão ler lá que a biodisponibilidade da sinvastatina é baixa, isso significa que