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Introdução a Farmacologia

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com problemas respiratórios, a dose pode ser titulada, se o alvo do efeito é localizado nos pulmões são usadas doses menores comparadas aquelas que usam a via oral ou parenteral, menos efeitos adversos sistêmicos. Desvantagens – principal via de adictos (o fármaco pode acessar facilmente o cérebro), os pacientes podem ter dificuldades em regular a dose, alguns pacientes têm dificuldades com o uso de inaladores. 
- Corticoides, quando o paciente usa como bombinha, o paciente vai ter menos efeitos adversos pois a principal quantidade de fármaco ficou nos brônquios e não foi para a circulação sistêmica. O maior problema é que os pacientes muitas vezes usam errado o aerossol, a bombinha tem que estar a 4 dedos da boca, porém muitos pacientes colocam o spray perto demais da boca, engolindo quase toda a dose do medicamento, absorver o medicamento, se torna sistêmico, porém como é muito pequena a quantidade de fármaco, não tem efeito nenhum e pode “não funcionar”. 
Sublingual: absorção depende do fármaco, alguns podem ter absorção rápida e sistêmica como o nitrato sublingual, a maioria tem absorção errática e incompleta. Vantagens – evita o efeito de primeira passagem, evita a destruição pela acidez gástrica, mantém a estabilidade do fármaco porque a saliva tem pH relativamente neutro, pode causar efeitos farmacológicos imediatos – AÇÃO RÁPIDA. Desvantagens – limitada a certos tipos de fármacos, limitadas a fármacos que podem ser tomados em pequenas doses, pode perder parte do fármaco ao ser deglutido. 
** A formulação tem que desmanchar rapidamente em contato com a saliva (boa lipossolubilidade) e o fármaco não pode ser amargo (deve ter uma característica organoléptica aceitável). Demora o mesmo tempo que a IM. 
** É um erro receitar Captopril sublingual pois ele não se dissolve com a saliva, a pessoa acaba engolindo e indo pelo trato digestivo.
Dérmica (efeito local): diferenciar cremes e pomadas. 
Emulsões: quando o fármaco está em formulações oleosas, para uso tópico. Poucos medicamentos.
Pomadas (formulação gordurosa) e cremes (base de composição mais aquosa): uso tópico. Mesmo medicamento, diferem de acordo com a área de aplicação. Pomadas em áreas secas/pele de formulação oleosa e cremes para áreas úmidas/mucosas, base aquosa. 
Ação localizada: aplicar o produto SEM ESFREGAR. Diclofenaco gel, por exemplo, em lesão muscular com massagem depois da aplicação. Quanto mais fricção no local, maior a irrigação sanguínea. Quando o fármaco penetrar no vaso, ele vai para qualquer lugar, menos ficar na lesão. Quando aplicar medicamento em lesão tópica preferencialmente não aplicar depois do banho quente, devido a alta irrigação periférica. Ideal seria realizar pequena compressa fria antes de aplicar o medicamento para que a irrigação seja menor e o fármaco se mantenha no seu lugar desejado. 
Vânia: Muitas pessoas reclamam que o colírio tem gosto amargo. O paciente está administrando errado, o colírio deve ser aplicado no saco conjuntival e pressionar o canal que drena para que o colírio se distribua no globo ocular e tenha efeito localizado.
DIA 2
FARMACOCINÉTICA
** Está relacionada com a absorção, distribuição, biotransformação e excreção dos fármacos. Esses fatores, associados às propriedades físico-químicas dos mesmos, determinam a concentração destes no seu local de ação e o seu tempo de permanência no organismo. A velocidade com que esses processos ocorrem determina o início, a intensidade e a duração da atividade do fármaco no organismo. 
Farmacocinética é um ramo da farmacologia que estuda toda a trajetória do fármaco no organismo até a sua completa eliminação; é o estudo da velocidade de movimento dos fármacos pelo corpo.
Vania: o fármaco administrado pela via oral, antes de passar para a circulação sistêmica, passa pela circulação porta, e esse é um dado muito importante, porque quando o fármaco passa por esse processo o fígado pode transformar o fármaco antes mesmo de ele chegar na circulação. Por isso muitos medicamentos não podem ser administrados via oral, porque se passarem pelo fígado o fármaco pode perder o efeito. 
Vania: A partir do momento em que o fármaco é administrado, várias coisas acontecem ao mesmo tempo. Um pouco do fármaco já desagregou e já começou a ser absorvido. Então, algumas moléculas estão em absorção, outras já chegaram na circulação, outras estão no fígado sendo metabolizadas, algumas estão no local alvo fazendo a ação... dependendo da velocidade com que esse fármaco é absorvido, algumas moléculas podem estar sendo desagregadas enquanto outras já podem estar sendo eliminadas (fármacos de liberação lenta).
- Uma vez administrado via oral, o medicamento passa pelo estômago, lá no estômago o primeiro processo que deve ocorrer é a desagregação desse comprimido/rompimento da cápsula, e ele deve ser dissolvido, passando para o intestino aonde é efetivamente absorvido, principalmente no duodeno, em função das características histológicas que facilitam a absorção. 
- Uma vez absorvido (passagem da luz do tubo digestivo para a circulação) o medicamento não passa pela circulação sistêmica, mas sim pela circulação fechada, a chamada circulação porta/enterohepática (intestino-fígado), então tudo o que é absorvido pelo intestino passa pelo fígado. 
- Pode ser que o medicamento passe pelo fígado e já vá para a circulação sistêmica, porém existem fármacos que ao passarem pelo fígado são captados pelos hepatócitos, devido suas características químicas, aonde sofrem uma transformação. Ou seja, o fármaco nem chegou na circulação sistêmica e já pode sofrer uma biotransformação hepática. Entretanto isso ocorre com poucos fármacos, a grande maioria vai efetivamente ser absorvida, cair na circulação enterohepática, passar pelo fígado e já cair na circulação sistêmica. 
- Ao cair na circulação sistêmica o fármaco pode ser transportado de duas formas, livre ou ligado a proteína plasmática, quanto mais lipossolúvel é esse fármaco, maior vai ser a necessidade dele se ligar a um transportador, porque ele não consegue ficar livre e dissolvido nesse plasma. A principal proteína transportadora é a albumina. 
- Geralmente uma parte do fármaco circula livre e outra parte ligado. O fármaco que circula ligado a proteína, ele não sai do vaso sanguíneo, então ele não faz nenhum efeito, fica apenas circulando, temos um reservatório circulante de fármaco. Em algum momento ele pode se desligar da albumina e ficar na forma livre. Na forma livre o fármaco está apto a sair do vaso sanguíneo ir para a célula. O fármaco não vai só para o local alvo que eu desejo, ele vai para todo o corpo, até encontrar os receptores para que possa se ligar. 
- O local em que ele encontra receptores pode ser o local alvo para ação terapêutica ou pode ser um local que vai causar as reações adversas do fármaco. Em algum momento, quando o fármaco passar pelo fígado novamente, ele vai passar pela metabolização. 
- Quando o fármaco sofre a metabolização ele deixa de ser fármaco e passa a ser metabólito. Esse metabólito pode permanecer ativo, pode ter se tornado inativo (perdeu o efeito terapêutico), ou ainda pode ter se tornado reativo (ter se tornado uma substância danosa para o corpo). Para cada fármaco vai ter reações diferenciadas. 
- O fígado faz as reações de metabolização para que se tornem mais hidrossolúveis, visto que para sofrerem a excreção renal eles em que ser muito hidrossolúveis. Se ele for lipossolúvel ele não consegue ser eliminado e dissolvido na urina. Enquanto tem fármaco ainda sendo absorvido, tem fármaco já sendo excretado pelo rim. 
 
Vania: a maioria dos fármacos já é comercializado na forma de sal, para tentar facilitar o transporte livre do fármaco no plasma, pois o fármaco sozinho é muito lipossolúvel e não iria se dissolver. 
Absorção: é a passagem do fármaco do seu local de administração para a circulação sistêmica. Sempre que o tempo de absorção do fármaco e o início do efeito forem discutidos, é necessário observar que existe um período de tempo para que o fármaco seja