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CONTOS AFRICANOS PARA TRABALHAR NA ESCOLA

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HH 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTOS AFRICANOS 
EDUCAÇÃO INFANTIL / CICLOS DE APRENDIZAGEM I e II/ EJA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOIO 
À PRÁTICA 
PEDAGÓGICA 
 
Prefeito da Cidade de Salvador 
JOÃO HENRIQUE DE BARRADAS CARNEIRO 
 
Secretário Municipal da Educação e Cultura 
NEY CAMPELLO 
 
Coordenadora de Ensino e Apoio Pedagógico - CENAP 
ANA SUELI PINHO 
 
 
 
Equipe Técnica da Edição Original (1996) 
Coordenação da Elaboração dos Cadernos 
Kadja Cristina Grimaldi Guedes 
 
Consultoria 
Maria Esther Pacheco Soub 
 
Sistematização 
Antônia Maria de Souza Ribeiro 
Maria de Lourdes Nova Barboza 
Elizabete Regina da Silva Monteiro 
 
Edição Atualizada (2007) 
Angela Maria do Espírito Santo Freire 
 
Coordenação da reedição dos Cadernos 
Maria de Lourdes Nova Barboza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta publicação destina-se exclusivamente para uso pedagógico nas escolas Municipais de Salvador, 
sendo vedada a sua comercialização. A reprodução total ou parcial deverá ser autorizada pela Secretaria 
Municipal da Educação e Cultura de Salvador. 
 
 
A edição deste caderno atende aos objetivos da SMEC em dar suporte 
didático/pedagógico às atividades de sala de aula. 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
É com muita satisfação que a Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico - CENAP – 
apresenta aos professores do Sistema Municipal de Ensino, a reedição dos Cadernos de 
Apoio à Prática Pedagógica. 
 
Nascidos em 1996, de um trabalho de vanguarda que conectava a teoria à prática da sala 
de aula das escolas municipais, tais cadernos procuravam ser – e certamente ainda são – 
um instrumento estratégico da nossa luta diária para aumentar os índices de desempenho 
acadêmico dos alunos da Rede Municipal de Ensino de Salvador. 
 
Os Cadernos de Apoio à Prática Pedagógica apresentam vários blocos de sugestões com 
diferentes gêneros textuais e algumas atividades voltadas para aquisição da base 
alfabética e ortográfica dos alunos, subsidiando os professores no seu saber-fazer 
pedagógico. 
 
Acreditamos que quanto mais investirmos na formação continuada, na prática reflexiva, 
na pesquisa de soluções originais, mais será possível uma progressiva redefinição do 
nosso ofício de professor, no sentido de uma maior profissionalização. 
 
Atualizamos e publicamos esses cadernos, apostando no potencial criativo dos 
professores, tendo em vista o bem comum de todas as crianças, jovens e adultos que 
freqüentam as escolas municipais de Salvador. 
 
Sucesso professor, é o que lhe desejamos! 
 
 
 
 
Ana Sueli Pinho 
Coordenadora da CENAP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Na cultura africana a fala ganha força, forma e sentido, significado e orientação para a 
vida. A palavra é vida, é ação, é jeito de aprender e ensinar. “O poder da palavra garante 
e preserva ensinamentos, uma vez que possui uma energia vital, com capacidade 
criadora e transformadora do mundo. Energia que possui diferentes denominações para 
as diversas civilizações, por exemplo, para os bantus essa energia é hamba, já para o 
povo iorubá a energia é o axé.”1 
 
A tradição oral pode ser vista como um cabedal de ensinamentos, saberes e 
conhecimentos que veiculam e auxiliam homens e mulheres, crianças, adultos/as e 
velhos/as a se integrarem no tempo e no espaço e nas tradições. Sem poder ser 
esquecida ou desconsiderada, a oralidade é uma forma encarnada de registro, tão 
complexa quanto a escrita, que se utiliza de gestos, da retórica, de improvisações e de 
danças como modos de expressão. 
 
A matriz africana mantém parte de sua essência pela tradição de contar e vivenciar 
histórias míticas, consideradas práticas educacionais que chamam a atenção para 
princípios e valores, para o autoconhecimento, socialização de saberes e convivência 
comunitária. 
 
Segundo Vanda Machado, “contar mitos, em muitos lugares da África, faz parte do jeito 
de educar a criança que, mesmo antes de ir a escola, aprende as histórias de sua 
comunidade, os acontecimentos passados, valorizando-os como novidade. Os mitos de 
matriz cultural evidenciam valores de convivência e solidariedade, considerando: 
 
• Saber sobre si mesmo (autoconhecimento). 
• Reconhecimento e manutenção de valores de convivência comunitária. 
• Reverência aos ancestrais e aos espíritos dos familiares. 
• Apreço à figura da mãe, venerada quase como entidade. 
• Reverência aos velhos e velhas, como portadores de conhecimento. 
• Preservação dos fazeres e saberes, costumes e histórias das comunidades. 
• Atenção para a educação de crianças e jovens, com os princípios e valores das 
comunidades. 
• Manutenção da família, enquanto instituição básica da sociedade. 
 
Nas obras dos escritores africanos, tem-se uma marcante presença do imaginário, do 
sobrenatural e dos elementos míticos. Os mitos, as lendas e os contos, via de acesso ao 
inconsciente de um povo, constituem, no fundo, a "história sagrada" dos povos. A maior 
parte dos mitos expressa a crença no ser humano, na eternidade e em Deuses. Eles são a 
memória de um povo que vai passando de geração em geração, numa versão sempre 
atualizada da realidade. 
 
A literatura oral africana tem vários papéis, dentre eles, o educativo, o recreativo e o da 
preservação cultural. No que diz respeito ao primeiro, ele é marcado pela presença de 
dois intervenientes: o iniciador e os iniciados. O primeiro geralmente é um velho ou 
simplesmente um adulto com mais experiência nas coisas da vida, enquanto que os 
 
1 Salto para o futuro, disponível no site: http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/. 
iniciados são na sua maioria jovens, com o desejo de conhecer o segredo das coisas que 
lhes estão à volta. Quanto ao papel recreativo, a literatura oral tem apenas a finalidade 
de entreter os mais novos. Neste caso, o contador de histórias não tem que ser 
obrigatoriamente um velho, mas sim um conhecedor e alguém com dom de contar 
histórias. 
 
As narrativas africanas não podem ser facilmente separadas como contos, fábulas ou 
lendas, pois nos trazem um entrelaçamento de todas essas formas. De fato, quanto mais 
próximas da transmissão oral, as histórias se transformam em um móbile ficcional que, 
a cada vez feito o reconto, resulta em uma nova composição, de acordo com o público e 
o momento, a cultura e a língua. 
 
O tempo da narração é sempre a noite, depois do jantar. As pessoas costumam se sentar 
em volta do contador de história para ouvir seus relatos. Ele acrescenta sempre palavras 
e expressões próprias, tais como sons, gestos e uma coreografia pessoal para o objetivo 
desejado (distração, transmissão de uma mensagem, uma advertência, etc.). Por seu 
lado, o/a ouvinte tem um papel ativo na criação do conto (é sempre um ouvinte-
participante), devendo também refletir, elaborar ou moralizar, de acordo com as 
estruturas culturais do seu grupo. 
 
Um mestre contador de histórias africano não se limitava a narrá-las, mas podia também ensinar 
sobre numerosos outros assuntos (...) porque um ‘conhecedor' nunca era um especialista no sentido 
moderno da palavra mas, mais precisamente, uma espécie de generalista. O conhecimento não era 
compartimentado. O mesmo ancião (...) podia ter conhecimentos profundos sobre religião ou 
história, como também ciências naturais ou humanas de todo tipo. Era um conhecimento (...) 
segundo a competência de cada um, uma espécie de ‘ciência da vida'; vida, considerada aqui como 
uma unidade em que tudo é interligado, interdependente e interativo; em que o material e o 
espiritual nunca estão dissociados. E o ensinamento nunca era sistemático, mas deixado ao sabor 
das circunstâncias, segundo os momentos favoráveis ou a atenção do auditório (Bâ, 2003, p. 174-
175).2 
 
Como exemplo desses contadores de histórias,vamos encontrar na África: 
 
• Os Griots e as Griotes, pessoas que têm o ofício de guardar e ensinar a memória 
cultural na comunidade. Eles armazenam séculos e mais séculos de segredos, 
crenças, costumes, lendas e lições de vida, recorrendo à memorização. 
• O Doma, conhecedor de todas as histórias, guardião dos segredos da gênese 
cósmica e das ciências da vida e mestre de si mesmo. Ele é tido como o mais 
nobre contador, porque desempenha o papel de criar harmonia, de organizar o 
ambiente e as reuniões da comunidade. 
 
CARACTERÍSTICAS 
 
• Marcante presença do imaginário, do sobrenatural e dos elementos míticos. 
• Animalização da natureza 
• Atribuem aos animais às propriedades que são exclusivamente dos seres 
humanos, a fala. 
• Descrevem a forma como qualquer coisa foi criada: seres humanos, o mundo, os 
animais, as relações entre os homens. 
• Trazem sempre uma lição de ética ou moral nas entrelinhas. 
 
2 Salto para o futuro, disponível no site: http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/. 
• Enredos carregados de metáforas e desfechos surpreendentes, falam de valores 
importantes para descortinar as múltiplas dimensões da vida na sociedade. 
 
ABORDAGEM PEDAGÓGICA DOS CONTOS AFRICANOS 
 
As atividades de leitura e escrita, assim como a prática de comunicação oral com contos 
africanos possibilitam que os/as alunos/as pensem sobre: 
• A percepção da forma e do valor sonoro convencional das letras. 
• A constatação da conservação de letras e sílabas nas palavras. 
• A quantidade de letras necessária para escrever as palavras. 
• A variedade, posição e ordem das letras em uma escrita convencional. 
• A diferença entre letras e números, letras e desenho. 
• A função social da escrita. 
 
Além de: 
• Ampliar o volume de escrita e o vocabulário. 
• Favorecer a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética. 
• Possibilitar o trabalho com letras, sílabas e palavras. 
• Permitir o contato com diferentes sílabas e diferentes tamanhos de palavras. 
• Possibilitar a compreensão da orientação e alinhamento da escrita. 
• Desenvolver as habilidades grafo-motoras. 
• Funcionar como modelo de escrita convencional. 
• Possibilitar construção da base alfabética e ortográfica. 
• Trabalhar a análise lingüística da estrutura das palavras do texto (letra e silaba 
(inicial e final), número de letras e sílabas, posição das letras na palavra, relação 
entre som e grafia). 
 
Em síntese, a organização do ensino sistemático e freqüente com os contos africanos 
representa importante estratégia didática, tanto do ponto de vista da promoção da 
igualdade das relações étnico-raciais na escola, como do ponto de vista pedagógico, 
posto que esta espécie de gênero contribui para construção da base alfabética e 
ortográfica dos/as alunos/as, assim como na apropriação das normas convencionais da 
Língua Portuguesa. Entretanto, cabe ressaltar que a competência do/a professor/a é 
fundamental neste processo, pois ele/a é o mediador/a entre o/a aluno/a e o objeto do 
conhecimento: as práticas de comunicação oral, de leitura e de escrita dos contos. 
 
OBJETIVOS 
 
Os objetivos de se trabalhar com contos africanos com os/as alunos/as são: 
• Valorizar a leitura com fonte se formação, informação e via de acesso ao mundo 
da literatura africana. 
• Interagir com a literatura africana em um ambiente escolar onde ainda reinam 
personagens brancas como padrão de representação literária, modelo ocidental 
eurocêntrico. 
• Contribuir, em sentido amplo, para a promoção da igualdade das relações étnico-
raciais na escola e fora dela. 
• Conhecer e aprender respeitar a cosmovisão africana. 
• Resgatar os saberes e conhecimento do universo africano. 
• Valorizar a cultura oral. 
• Valorizar a identidade do sujeito afro-descendente, permitindo-lhe a condição de 
ser, pertencer e participar de seu grupo étnico, reconhecendo valores da sua 
comunidade. 
 
 
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS 
 
• Identificação da idéia principal e a mensagem do texto. 
• Solicitação ao aluno para dizer o que entendeu. 
• Produção de texto lacunado, palavra-cruzada, caça-palavra e forca com as 
palavras do texto. 
• Criação de novos finais para a história. 
• Criação de uma nova história com as mesmas personagens. 
• Seleção de palavras da história para criar outras palavras 
• Organização de um tribunal para defender personagens opostos. 
• Criação de rimas a partir de palavras da história. 
• Leitura e biografia do/a autor/a dos textos trabalhados. 
• Realização de escrita de listas com os nomes das personagens ou com as 
palavras da história. 
• Ordenação da seqüência narrativa através do texto recortado em parágrafos ou 
em tirinhas. 
• Organização da turma para realizar dramatização espontânea, sem ser necessário 
decorar e seguir o texto. 
• Solicitação aos alunos/as para ilustrar a história ou desenhar os seus 
personagens. 
• Analise, juntamente com os/as alunos/as, semelhanças e diferenças da história 
coma vida real. 
• Trabalho coletivo. 
 - Organização dos alunos em equipe. 
 - Preenchimento da ficha de identificação e de leitura. 
 
FICHA DE IDENTIFICAÇÃO 
Tipo de texto 
Para que serve esse texto? 
Quem utiliza? 
Onde encontrar? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA DE LEITURA 
Título do texto 
Nome do/a autor/a 
Nome dos personagens 
Lugar onde acontece a história 
Opinião sobre o texto 
Ilustração 
 
- Solicitação da reescrita do texto a equipe. 
- Solicitação de cada equipe que leia o seu texto, objetivando socializar as 
produções. 
- Escolha de uma produção escrita (com a permissão da equipe) para transcrevê-la 
em um cartaz ou na lousa. 
- Reestruturação do texto (revisão). 
 
LOUSA 
REESCRITA DO TEXTO 
História escrita pela equipe – (hipóteses sobre 
a escrita – padrão oral) 
REVISÃO DO TEXTO 
História reestruturada (intervenção do 
professor – padrão escrito) 
 
- Escolha de algumas palavras do texto para fazer a análise lingüística. 
 
Alunos/as não-alfabéticos/as 
 
 
 
Alunos/as alfabéticos/as 
 
 
HIPÓTESE 
(ALUNO/A) 
 
 
CORREÇÃO 
 (ALUNOS/AS 
+ 
 PROFESSOR/A) 
 
 
NÚMERO 
DE 
SÍLABA 
 
1ª 
SÍLABA 
 
ÚLTIMA 
SÍLABA 
 
ENCONTRO 
DE VOGAIS 
(A E I O U) 
 
ENCONTRO DE 
CONSOANTES 
(B C D F G H J K 
L M N P Q R S T 
V W X Y Z) 
CAXORO CACHORRO 3 CA RO ----- ---- 
TORRO TOURO 2 TOU RO OU ---- 
COBA COBRA 2 CO BRA ---- BR 
MACACU MACACO 3 MA CO ---- ---- 
 
Alunos/as ortográficos/as: 
 
 
HIPÓTESE 
INDIVIDUAL 
(ALUNO/A) 
 
 
CORREÇÃO 
COLETIVA 
 (ALUNOS/AS + 
PROFESSOR/A) 
 
 
NÚMERO 
DE 
SÍLABA 
 
CLASSIFICAÇÃO DE 
SÍLABAS: 
MONOSSÍLABO = 1 SÍLABA 
DISSÍLABA = 2 SÍLABAS 
TRISSÍLABA = 3 SÍLABA 
POLISSÍLABA = 4 SÍLABAS 
 
 
ENCONTRO 
DE VOGAIS 
(A E I O U) 
 
ENCONTRO DE 
CONSOANTES 
(B C D F G H J K L 
M N P Q R S T V W 
 X Y Z) 
CAXORO CACHORRO 3 CA – CHOR – RO ----- ---- 
TORRO TOURO 2 TOU – RO OU ---- 
COBA COBRA 2 CO – BRA ---- BR 
MACACU MACACO 3 MA – CA – CO ---- ---- 
 
 
DÍGRAFOS 
(RR, SS, SC, 
SÇ, XC, XS, 
NH, LH, 
CH, QU, 
GU) 
 
 
PLURAL 
 
DIMINUITIVO 
 
AUMENTATIVO 
 
MASCULINO / 
FEMININO 
 
ARTIGO 
RR – CH CACHORROS CACHORRINHO CACHORRÃO CADELA O CACHORRO 
----- TOUROS TOURINHO TOURÃO O TOURO 
----- COBRAS COBRINHA COBRÃO COBRA A COBRA 
----- MACACOS MACAQUINHO MACACÃO MACACA O MACACO 
 
 
 
 
HIPÓTESE 
(ALUNO/A) 
 
 
CORREÇÃO 
(ALUNOS/AS 
+ PROFESSOR/A) 
 
 
NÚMERO 
DE 
LETRA 
 
1ª 
LETRA 
 
ÚLTIMA 
LETRA 
 
VOGAIS 
(A E I O 
U) 
 
CONSOANTES 
(B C D F G H J K L M 
N P Q R S T V W X Y 
Z) 
C E B CACHORRO 8 C O A O O C C H R R 
O U G N L TOURO 5 T O O UO T R 
AO COBRA 5 C A O A C B R 
MCA MACACO 6 M O A A O M C C 
Procedimento: 
• Solicitar que os/as alunos/as escrevam, individualmente, do jeito que souberem 
(hipóteses de escrita), as palavras que o/a professor/a ditar. As palavras devem ser 
retiradas de um texto trabalhado em sala de aula. 
• O/a professor/a deverá escolher alguns/algumas alunos/as e pedir que cada um/a 
diga a sua hipótese de escrita, em seguida, escrevê-las na lousa. 
• Solicitar que os/as demais alunos/as observem cada uma das hipóteses e vejam 
se estão escritas corretamente. Caso não estejam, pedir que façam as correções e, 
se eles/as tiverem alguma dificuldade, o/a professor/a fará as devidas intervenções, 
mas sempre os levando a analisar e refletir sobre a língua escrita. 
• Em seguida, escrever na lousa a escrita da palavra correta, mas sempre a partir 
das intervenções feitas. Na medida em que os/as alunos/as confrontarem as suas 
hipóteses de escrita (padrão oral – escreve como fala) com a escrita correta 
(padrão da norma culta), se estabelecerá o conflito cognitivo e, conseqüentemente, 
a aprendizagem da língua. 
• Pedir aos alunos e alunos que façam a análise lingüística das palavras, tomando 
como referência as que já foram corrigidas. Em seguida, fazer a correção da 
análise e, se eles/as tiverem alguma dificuldade, o/a professor/a fará as devidas 
intervenções. 
 
Cabe ressaltar que como a lista é um gênero textual que favorece a aquisição da base 
alfabética e ortográfica, sua utilização deve ser mais intensa enquanto houver alunos/as 
que não lêem e escrevem convencionalmente. 
 
 
 
� LEMBRETES 
 
Ao planejar as situações didáticas com esse tipo de gênero textual, faz-se necessário que 
o/a professor/a: 
 
• Leia freqüentemente contos para seus alunos e suas alunas, visto que o contato 
diário com este tipo de gênero estimula o gosto e o prazer pela leitura. 
• Os contos longos devem ser lidos por etapas. 
• Criar expectativas nos/as alunos/as com relação ao texto que irá ser trabalhado, 
perguntando-lhes: Qual o tipo de texto que vamos ler? Para que serve? Quando 
podemos utilizá-lo? Onde encontrá-lo? Qual será o título? Têm personagens? 
Falará de quê? Registrar na lousa as suas respostas e fazer a comparação no final 
do trabalho. 
• Intervenção: o/a professor/a deverá falar sobre o gênero textual trabalhado, 
deixando claro o tipo, a finalidade, o público alvo e onde encontrar, bem como 
informações sobre o/a autor/a. 
• Oferecer informações que situe a leitura (autor/a, nome do livro etc.). 
• Propor situações em que os/as alunos/as possam inferir e antecipar significados 
antes, durante e depois da leitura. 
• Antes da leitura: ler o título do texto e, a partir da leitura, levantar hipóteses 
sobre o tema, sondando os conhecimentos prévios dos/as alunos/as. 
• Durante a leitura: fazer várias inferências sobre o que irá acontecer na história, 
perguntando aos alunos/as: O que será que irá acontecer? O objetivo destas 
inferências é levá-los a fazer antecipações sobre o texto. 
• Após a leitura: fazer a comparação entre as hipóteses iniciais dos/as alunos/as 
sobre o texto. O objetivo é confirmar ou não as suas inferências. 
• Fazer a leitura do texto inteiro em voz alta garantindo que os/as alunos/as 
possam ouvi-lo tal qual está escrito, imprimindo ritmo e dando uma idéia correta 
do que significa ler. 
• Fazer a leitura compartilhada (professor/a e alunos/as). 
• Realizar o reconto, a interpretação oral e escrita do texto. 
 
CONTOS AFRICANOS 
 
A LUA FEITICEIRA E A FILHA QUE NÃO SABIA PILAR 
A lua tinha uma filha branca e em idade de casar. Um dia apareceu-lhe em casa um 
monhé pedindo a filha em casamento. A lua perguntou-lhe: — Como pode ser isso, se 
tu és monhé? Os monhés não comem ratos nem carne de porco e também não apreciam 
cerveja... Além disso, ela não sabe pilar... 
O monhé respondeu: 
__ Não vejo impedimento porque, embora eu seja monhé, a menina pode continuar a 
comer ratos e carne de porco e a beber cerveja... Quanto a não saber pilar, isso também 
não tem importância pois as minhas irmãs podem fazê-lo. 
A lua, então, respondeu: 
__ Se é como dizes, podes levar a minha filha que, quanto ao mais, é boa rapariga. 
O monhé levou consigo a menina. Ao chegar a casa foi ter com a sua mãe e fez-lhe 
saber que a menina com quem tinha casado comia ratos, carne de porco e bebia cerveja, 
mas que era necessário deixá-la à-vontade naqueles hábitos. Acrescentou também que 
ela não sabia pilar mas que as suas irmãs teriam a paciência de suprir essa falta. 
Dias depois, o monhé saiu para o mato à caça. Na sua ausência, as irmãs chamaram a 
rapariga (sua cunhada) para ir pilar com elas para as pedras do rio e esta desatou a 
chorar. 
As irmãs censuraram-na: 
__ Então tu pões-te a chorar por te convidarmos a pilar?... Isso não está bem! Tens de 
aprender porque é trabalho próprio das mulheres. 
E, sem mais conversas, pegaram-lhe na mão e conduziram-na ao lugar onde 
costumavam pilar. 
Quando chegaram ao rio puseram-lhe o pilão na frente, entregaram-lhe um maço e 
ordenaram que pilasse. 
A rapariga começou a pilar mas com uma mágoa tão grande que as lágrimas não 
paravam de lhe escorrer pela cara. Enquanto 
pilava ia-se lamentando: 
__ Quando estava em casa da minha mãe não 
costumava pilar... Ao dizer estas palavras, a 
rapariga, sempre a pilar e juntamente com o 
pilão, começou a sumir-se pelo chão abaixo, 
por entre as pedras que, misteriosamente, se 
afastavam. E foi mergulhando, 
mergulhando... até desaparecer. 
 
 
 
 
 
História africanas. Janelas! 20 contar. http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html 
 
A MENINA QUE NÃO FALAVA 
Certo dia, um rapaz viu uma rapariga muito bonita e apaixonou-se por ela. Como se 
queria casar com ela, no outro dia, foi ter com os pais da rapariga para tratar do assunto. 
__ Essa nossa filha não fala. Caso consigas fazê-la falar, podes casar com ela, 
responderam os pais da rapariga. 
O rapaz aproximou-se da menina e começou a fazer-lhe várias perguntas, a contar 
coisas engraçadas, bem como a insultá-la, mas a miúda não chegou a rir e não 
pronunciou uma só palavra. O rapaz desistiu e foi-se embora. 
Após este rapaz, seguiram-se outros pretendentes, alguns com muita fortuna mas, 
ninguém conseguiu fazê-la falar. 
O último pretendente era um rapaz sujo, pobre e insignificante. Apareceu junto dos pais 
da rapariga dizendo que queria casar com ela, ao que os pais responderam: 
__ Se já várias pessoas apresentáveis e com muito dinheiro não conseguiram fazê-la 
falar, tu é que vais conseguir? Nem penses nisso! 
O rapaz insistiu e pediu que o deixassem tentar a sorte. Por fim, os pais acederam. 
O rapaz pediu à rapariga para irem à sua machamba, para esta o ajudar a sachar. A 
machamba estava carregada de muito milho e amendoim e o rapaz começou a sachá-los. 
Depois de muito trabalho, a menina ao ver que o rapaz estava a acabar com os seus 
produtos, perguntou-lhe: 
__ O que estás a fazer? 
O rapaz começou a rir e, por fim, disse para regressarem a casa para junto dos pais dela 
e acabarem de uma vez com a questão. 
Quando aí chegaram, o rapaz contou o que se tinha passado na machamba. A questão 
foi discutida pelos anciãos da aldeia e organizou-se um grande casamento. 
 
 
 
 
 
 
A GAZELA E O CARACOL 
Uma gazela encontrou um caracol e disse-lhe: 
__ Tu, caracol, és incapaz de correr, só te arrastas pelo chão. 
O caracol respondeu: 
__ Vem cá no Domingo e verás! 
O caracol arranjou cem papéis e em cada folha escreveu: «Quando vier a gazela e disser 
"caracol", tu respondes com estas palavras: "Eu sou o caracol"». Dividiu os papéis pelos 
seus amigos caracóis dizendo-lhes: 
__ Leiam estes papéis para que saibam o que fazer quando a gazela vier. 
No Domingo a gazela chegou à povoação e encontrou o caracol. Entretanto, este pediraaos seus amigos que se escondessem em todos os caminhos por onde ela passasse, e eles 
assim fizeram. 
Quando a gazela chegou, disse: 
__ Vamos correr, tu e eu, e tu vais ficar para trás! 
O caracol meteu-se num arbusto, deixando a gazela correr. 
Enquanto esta corria ia chamando: 
__ Caracol! 
E havia sempre um caracol que respondia: 
__ Eu sou o caracol. 
Mas nunca era o mesmo por causa das folhas de papel que foram distribuídas. 
História africanas. Janelas! 20 contar. http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html 
 
A gazela, por fim, acabou por se deitar, esgotada, morrendo com falta de ar. O caracol 
venceu, devido à esperteza de ter escrito cem papéis. 
 
Comentário do narrador : «Como tu sabes escrever e nós não, nós cansamo-nos mas tu 
não. Nós nada sabemos!». 
 
Eduardo Medeiros (org.). Contos populares moçambicanos, 1997. 
http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto1.html 
 
O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA 
Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido 
com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. 
Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe 
disse: 
__ Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é 
bom estará lá. 
O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou 
uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu um outro 
passarinho que lhe disse: 
__ Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás 
coisa melhor do que isso. 
Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma 
mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar pois 
estava muito esfarrapado. 
__ Chega aqui!, insistiu a mulher. 
Namarasotha aproximou-se então. 
__ Entra, disse ela. 
Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, 
finalmente. 
 
__ Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher. E ele lavou-se e vestiu as calças 
novas. Em seguida, a mulher declarou: 
__ A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a 
mandar. 
E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. 
Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a 
mulher disse a Namarasotha: 
__ Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás. 
Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de 
mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a 
música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar. 
E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: 
pobre e esfarrapado. 
 
NOTA: Todo o homem adulto deve casar-se com uma mulher de outra linhagem. Só 
assim é respeitado como homem e tido como «bem vestido». O adulto sem mulher é 
«esfarrapado e pobre». A verdadeira riqueza para um homem é a esposa, os filhos e o 
lar. 
Os animais que Namarasotha encontrou mortos simbolizam mulheres casadas e se 
comesse dessa carne estaria a cometer adultério. Os passarinhos representam os mais 
velhos, que o aconselham a casar com uma mulher livre. Nas sociedades matrilineares 
do Norte de Moçambique (donde provém este conto), são os homens que se integram 
nos espaços familiares das esposas. Nestas sociedades, o chefe de cada um destes 
espaços é o tio materno da esposa. O homem casado tem de sujeitar-se às normas e 
regras que este traça. Se se revolta e impõe as suas, perde o seu estatuto de marido e é 
expulso, ficando cada cônjuge com o que levou para o lar. 
Cumprindo sempre o que os passarinhos lhe iam dizendo durante a sua viagem em 
busca de «riqueza», Namarasotha acabou por encontrá-la: casou com uma mulher livre 
e obteve um lar. Mas por não ter seguido o conselho da mulher, perdeu o estatuto 
dignificante de homem adulto e casado. 
 
Eduardo Medeiros (org.). Contos Populares Moçambicanos, 1997 
http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto8.html 
 
O RATO E O CAÇADOR 
Antigamente havia um caçador que usava armadilhas, abrindo covas no chão. Ele tinha 
uma mulher que era cega e fizera com ela três filhos. 
Um dia, quando visitava as suas armadilhas, encontrou-se com um leão: 
__ Bom dia, senhor! Que fazes por aqui no meu território? (perguntou o leão) 
__ Ando a ver se as minhas armadilhas apanharam alguma coisa, respondeu o homem. 
__ Tu tens de pagar um tributo, pois esta região pertence-me. O primeiro animal que 
apanhares é teu e o segundo meu e assim sucessivamente. 
O homem concordou e convidou o leão a visitar as armadilhas, uma das quais tinha uma 
presa __ uma gazela. Conforme o combinado, o animal ficou para o dono das 
armadilhas. 
Passado algum tempo, o caçador foi visitar os seus familiares e não voltou no mesmo 
dia. A mulher, necessitando de carne, resolveu ir ver se alguma das armadilhas tinha 
presa. Ao tentar encontrar as armadilhas, caiu numa delas com a criança que trazia ao 
colo. 
O leão que estava à espreita entre os arbustos, viu que a presa era uma pessoa e ficou à 
espera que o caçador viesse para este lhe entregar o animal, conforme o contrato. 
No dia seguinte, o homem chegou a sua casa e não encontrou nem a mulher nem o filho 
mais novo. Resolveu, então, seguir as pegadas que a sua mulher tinha deixado, que o 
guiaram até à zona das armadilhas. Quando aí chegou, viu que a presa do dia era a sua 
mulher e o filho. O leão, lá de longe, exclamou ao ver o homem a aproximar-se: 
__ Bom dia amigo! Hoje é a minha vez! A armadilha apanhou dois animais ao mesmo 
tempo. Já tenho os dentes afiados para os comer! 
__ Amigo leão, conversemos sentados. A presa é a minha mulher e o meu filho. 
__ Não quero saber de nada. Hoje a caçada é minha, como rei da selva e conforme o 
combinado, protestou o leão. 
De súbito, apareceu o rato. 
__ Bom dia titios! O que se passa?, Disse o pequeno animal. 
__ Este homem está a recusar-se a pagar o seu tributo em carne, segundo o combinado. 
__ Titio, se concordaram assim, porque não cumpres? Pode ser a tua mulher ou o teu 
filho, mas deves entregá-los. Deixa isso e vai-te embora, disse o rato ao homem. 
Muito contrariado, o caçador retirou-se do local da conversa, ficando o rato, a mulher, o 
filho e o leão. 
__ Ouve, tio leão, nós já convencemos o homem a dar-te as presas. Agora deves-me 
explicar como é que a mulher foi apanhada. Temos que experimentar como é que esta 
mulher caiu na armadilha (e levou o leão para perto de outra armadilha). 
Ao fazer a experiência, o leão caiu na armadilha. 
Então, o rato salvou a mulher e o filho, mandando-os para casa. 
A mulher, vendo-se salva de perigo, convidou o rato a ir viver para a sua casa, comendo 
tudo o que ela e a sua família comiam. 
Foi a partir daqui que o rato passou a viver em casa do homem, roendo tudo quanto 
existe... 
 
http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto9.html 
 
OS SEGREDOS DA NOSSA CASA 
Certo dia, uma mulher estava na cozinha e, ao atiçar a fogueira, deixou cair cinza em 
cima do seu cão. 
O cão queixou-se: 
__ A senhora, por favor, não me queime! 
Ela ficou muito espantada: um cão a falar! Até parecia mentira... 
Assustada, resolveu bater-lhe com o pau com que mexia a comida. Mas o pau também 
falou: 
__ O cão não me fez mal. Não quero bater-lhe! 
A senhora já não sabia o que fazer e resolveu contar às vizinhas o que se tinha passado 
com o cão e o pau. 
Mas, quando ia sair de casa a porta, com um ar zangado, avisou-a: 
__ Não saias daqui e pensa no que aconteceu. Os segredos da nossa casa não devem ser 
espalhados pelos vizinhos. 
A senhora percebeu o conselho da porta. Pensou que tudo começara porque tratara mal 
o seu cão. Então, pediu-lhe desculpa e repartiu o almoço com ele. 
 
 
 
Comentário : é fundamental sabermosconviver uns com os outros, assegurar o respeito 
mútuo, embora às vezes seja difícil... 
 
"Eu conto, tu contas, ele conta... Estórias africanas", org. de Aldónio Gomes, 1999 
http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto7.html 
 
 
 
TODOS DEPENDEM DA BOCA... 
Certo dia, a boca, com ar vaidoso, perguntou: 
__Embora o corpo seja um só, qual é o órgão mais importante? 
Os olhos responderam: 
__ O órgão mais importante somos nós: observamos o que se passa e vemos as coisas. 
__ Somos nós, porque ouvimos __ disseram os ouvidos. 
__ Estão enganados. Nós é que somos mais importantes porque agarramos as coisas, 
disseram as mãos. 
Mas o coração também tomou a palavra: 
__ Então e eu? Eu é que sou importante: faço funcionar todo o corpo! 
__ E eu trago em mim os alimentos! __ interveio a barriga. 
__ Olha! Importante é aguentar todo o corpo como nós, as pernas, fazemos. 
Estavam nisto quando a mulher trouxe a massa, chamando-os para comer. Então os 
olhos viram a massa, o coração emocionou-se, a barriga esperou ficar farta, os ouvidos 
escutavam, as mãos podiam tirar bocados, as pernas andaram... mas a boca recusou 
comer. E continuou a recusar. 
Por isso, todos os outros órgãos começaram a ficar sem forças... 
Então a boca voltou a perguntar: 
__ Afinal qual é o órgão mais importante no corpo? 
__ És tu boca, responderam todos em coro. Tu és o nosso rei! 
 
Nota: todos nós somos importantes e, para viver, temos de aprender a colaborar uns com os outros..."Eu 
conto, tu contas, ele conta... Estórias africanas", org. de Aldónio Gomes, 
1999http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto5.html 
 
UMA IDÉIA TONTA 
Um dia a hiena recebeu convite para dois banquetes que se realizavam à mesma hora 
em duas povoações muito distantes uma da outra. Em qualquer dos festins era abatido 
um boi, carne que a hiena é especialmente gulosa. 
__ Não há dúvida de que tenho de assistir aos dois banquetes, pois não quero 
desconsiderar os anfitriões. Também as oportunidades de comer carne de boi não são 
muitas... mas como hei-de fazer, se as festas são em lugares tão distantes um do outro? 
A hiena pensou, pensou... e, de repente, bateu com a mão na testa. 
__ Descobri! Afinal é simples... __ disse ela, muito contente com a sua esperteza. 
Saiu à pressa de casa. Assim que chegou ao local donde partiam os dois caminhos que 
levavam aos locais das festas, começou a andar pelo caminho que ficava do lado direito 
com a perna direita e pelo caminho que ficava do lado esquerdo, com a perna esquerda. 
Pensava chegar deste modo a ambas as festas ao mesmo tempo. Mas começou a ficar 
admirada de lhe custar tanto caminhar dessa maneira. E fez tanto esforço, que se sentiu 
dividir em duas de alto a baixo. 
Coitada, lá a levaram ao médico __ que a proibiu, desde logo, de comer carne de boi 
durante um mês. 
É muito tonta a hiena! 
 
 
"Eu conto, tu contas, ele conta... Estórias africanas", org. de Aldónio Gomes, 1999 
http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto6.html. 
 
 
A HIENA E O GALA-GALA 
A Hiena estabeleceu relações de amizade com o Gala-Gala. 
Um dia, a Hiena preparou cerveja e foi chamar o seu amigo lagarto: 
__ Vamos beber cerveja. 
Foram. O Gala-Gala embriagou-se. Perguntou à sua amiga Hiena: 
__ Amiga, tu que gostas tanto de carne, se me encontrares morto no caminho, és capaz 
de me comer? 
__ Não, isso nunca. Eu quero ser tua amiga. 
O lagarto embriagou-se muito e despediu-se: 
__ Amiga, vou para minha casa. 
__ Está bem. 
O Gala-Gala partiu. A meio do caminho, deitou-se a dormir. A Hiena pensou: "O meu 
amigo bebeu muito. É melhor ir ver se ele chega bem a casa". Encontrou-o no 
caminho, deitado. Levantou-o: 
__ É sono, amigo? É embriaguez? 
Segurou-o, virando-o. O lagarto calou-se, sem respirar. A Hiena agarrou nele e atirou-
o para o mato. Depois saiu do caminho, foi ver onde é que o Gala-Gala tinha caído e 
encontrou-o. 
__ O meu amigo morreu. 
Cortou lenha, fez fogo, e agarrou no lagarto para o assar na fogueira. O Gala-Gala, 
sentindo o calor do fogo, bateu com a cauda nos olhos da Hiena e subiu, depressa, 
para uma árvore. 
A amizade entre eles acabou ali. O Gala-Gala passou a viver nas árvores e a Hiena 
continuou a andar no chão, para nunca mais se encontrarem. 
 
História africanas. Janelas! 20 contar. http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html 
 
 
CORAÇÃO-SOZINHO 
O Leão e a Leoa tiveram três filhos; um deu a si próprio o nome de Coração-Sozinho, 
o outro escolheu o de Coração-com-a-Mãe e o terceiro o de Coração-com-o-Pai. 
Coração-Sozinho encontrou um porco e apanhou-o, mas não havia quem o ajudasse 
porque o seu nome era Coração-Sozinho. 
Coração-com-a-Mãe encontrou um porco, apanhou-o e sua mãe veio logo para o ajudar 
a matar o animal. Comeram-no ambos. 
Coração-com-o-Pai apanhou também um porco. O pai veio logo para o ajudar. Mataram 
o porco e comeram-no os dois. 
Coração-Sozinho encontrou outro porco, apanhou-o mas não o conseguia matar. 
Ninguém foi em seu auxílio. Coração-Sozinho continuou nas suas caçadas, sem ajuda 
de ninguém. Começou a emagrecer, a emagrecer, até que um dia morreu. 
Os outros continuaram cheios de saúde por não terem um coração sozinho. 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/leao.html 
 
 
O FIM DA AMIZADE ENTRE O CORVO E O COELHO 
O Corvo era muito amigo do Coelho. Combinaram, um dia, que cada um deles 
transportasse o companheiro às costas, indo de povoação em povoação, para dar a 
conhecer às pessoas a amizade que os unia. 
O Corvo começou a carregar o Coelho. Andou com ele às costas pelas aldeias e a gente, 
quando o via, perguntava-lhe: 
__ Ó Corvo, que trazes tu aí? 
__ Trago um amigo meu que acaba de chegar de Namandicha. 
Passou assim com ele por muitas terras. 
Chegou depois a vez de ser o Coelho a carregar com o Corvo. Ao passar por uma aldeia, 
os moradores perguntaram-lhe: 
__ Ó Coelho, que trazes tu às costas? 
__ Ora, ora, trago penas, penugem e um grande bico __ respondeu, a troçar, o Coelho. 
O Corvo não gostou que o companheiro o gozasse daquela maneira, saltou logo para o 
chão e deixaram de ser amigos. 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/corvo.html 
 
 
O CÁGADO E O LAGARTO 
Num ano em que havia pouca comida, o Cágado pegou no dinheiro que tinha 
economizado e foi a Nanhagaia onde comprou um saco de milho. 
Quando voltava para casa, viu, a certa altura, um tronco de árvore atravessado no 
caminho. Como não conseguia passar por cima dele, atirou o saco de milho para o outro 
lado e depois foi dar a volta. 
Quando estava a dar a volta, ouviu uma voz a gritar: 
__ Viva, viva, tenho um saco de milho que caiu lá de cima. 
Era o Lagarto, que segurava o saco que o Cágado tinha atirado. 
O Cágado protestou: 
__ Não. O saco é meu. Comprei-o agora e vou levá-lo para casa. 
O Lagarto não quis ouvir nada e levou o saco para casa dele, dizendo: 
__ Eu não o roubei a ninguém. Achei-o. Vou comer o milho porque encontrei o saco. 
O Cágado ficou muito zangado mas não podia fazer nada. Cheio de fome, no dia 
seguinte foi com os filhos ver se encontrava alguma coisa para comer. 
A certa altura, viram o rabo do Lagarto que saía de dentro de um buraco, só com o rabo 
de fora. 
O Cágado agarrou no rabo e numa faca e preparou-se para o cortar. Depois de cortado, 
levou-o para casa e comeu-o com os filhos. 
O Lagarto que, entretanto tinha conseguido sair do buraco, foi queixar-se ao 
responsável da aldeia: 
__ O Cágado cortou-me o rabo. Mande-o chamar para ele dizer porque é que me cortou 
o rabo. 
O responsável convocou o Cágado e perguntou-lhe: 
__ É verdade que tu cortaste o rabo ao Lagarto? 
O Cágado, que era muito esperto, disse: 
__ É verdade que eu encontrei um rabo perto de um buraco e o levei para casa para 
comer, mas não erade ninguém. Eu não vi mais nada senão o rabo. 
__ Mas o rabo era meu __ gritou o Lagarto __ tens de o pagar. 
O Cágado respondeu: 
__ Não, não pago. Eu fiz o mesmo que tu fizeste ontem. Tu ontem encontraste o meu 
saco de milho e comeste-o. Eu hoje encontrei o teu rabo e comi-o. Agora estamos 
pagos. 
O responsável achou que ele tinha razão e mandou-os embora. 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/cagado.html 
 
 
O CARACOL E A IMPALA 
Uma Impala, muito vaidosa da sua agilidade e da rapidez com que corria, encontrou 
um Caracol e começou a fazer pouco dele: 
__ Ó Caracol, tu não és capaz de correr. Que vergonha, só és capaz de te arrastar pelo 
chão. 
O Caracol, que era esperto, resolveu enganar a Impala. Por isso desafio-a: 
__ Vem cá no próximo domingo e vamos fazer uma corrida por esta estrada, desde aqui 
até ao rio. 
__ Uma corrida comigo? __ perguntou, espantada, a Impala. — Está bem, cá estarei. 
E afastou-se a rir, pensando que o Caracol era maluco por querer correr com ela. 
O Caracol, entretanto, como tinha ido à escola e sabia ler e escrever, escreveu uma carta 
a todos os caracóis amigos dele que moravam ao longo da estrada até ao rio. Nessa carta 
ele dizia aos amigos para, no domingo, estarem junto à estrada e, quando passasse a 
Impala, se ela chamasse pelo Caracol, eles responderem: "Cá estou eu, o Caracol." 
No domingo, a Impala encontrou-se com o Caracol e, a rir muito, disse-lhe: 
__ Vamos lá então correr os dois e ver quem chega primeiro ao rio. 
O Caracol deixou-a partir a correr e escondeu-se num arbusto. A Impala corria e, de vez 
em quando, gritava: 
__Caracol, ó Caracol, onde é que tu estás? 
E havia sempre um dos amigos do Caracol que estava ali perto e respondia: 
__ Cá estou eu, o Caracol. 
A Impala, que julgava ser sempre o mesmo Caracol que ia a correr com ela, corria cada 
vez mais, mas havia em todos os momentos um Caracol para responder quando ela 
chamava. 
De tanto correr, a Impala acabou por se deitar muito cansada e morrer com falta de ar. 
O Caracol ganhou a aposta porque foi mais esperto que a Impala e tinha ido à escola 
junto com os outros caracóis e todos sabiam ler e escrever. Só assim se puderam 
organizar para vencer a Impala. 
 
 
Contos moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/caracol.html 
 
 
O ELEFANTE, ESCRAVO DO COELHO 
Uma vez, o Coelho andava a passear e encontrou um grande ajuntamento de animais 
sentados à sombra de uma árvore. Cheio de curiosidade, quis logo saber do motivo 
daquela reunião e perguntou: 
__ Então o que é que se passa? Que novidades há por aqui? 
Um dos animais explicou: 
__ Trata-se de um milando e estamos à espera do Elefante, o nosso chefe, para o 
resolver. 
__ O quê?... O quê?... O Elefante vosso chefe? __ perguntou o Coelho, franzindo a testa. 
E continuou: 
__ O Elefante não é chefe nenhum! O Elefante é meu escravo e leva-me sempre às costas 
a qualquer parte que eu queira! 
Alguns do grupo admiraram-se: 
__ Como pode o Elefante ser teu escravo se tu és tão pequeno? 
__ O ser pequeno nada tem a ver com o meu valor __ replicou o Coelho. 
E, em tom autoritário, acrescentou: 
__ Já vos disse e torno a dizer que o Elefante não é chefe, é meu escravo, e por isso, 
vocês podem ir embora daqui, que nesta coisa de resolver milandos ele não tem nada 
que se meter. 
Dito isto, o Coelho dirigiu os passos para sua casa e muitos dos animais foram-se 
também embora dali por terem acreditado nas suas palavras. 
Algum tempo depois, chegou o Elefante e perguntou: 
__ Então onde estão os outros que aqui faltam? Atrasaram-se na viagem? 
__ Não! __ explicaram-lhe os poucos animais que lá tinham ficado. — Os que aqui 
faltam foram-se embora há pouco tempo, porque passou neste lugar o Coelho e disse-
nos que tu, Elefante, não és chefe, mas sim, um escravo dele. 
O Elefante tremeu todo de indignação e, muito furioso, resmungou: 
__ Ah, Coelho malandro! Coelho vigarista!... Deixa lá que, hoje mesmo, me darás conta 
de palavras tão injuriosas e tão vis!... 
Entretanto, o Coelho chegou a casa e fingiu-se doente. A mulher, cheia de pena, foi 
estender uma esteira e o Coelho deitou-se nela. 
Daí a momentos chegou a Impala, que era cunhada do Coelho, avisando-o de que o 
Elefante já se aproximava para lhe fazer mal. E, transmitido o recado, retirou-se. 
O Coelho, manhoso, entrou então em grandes convulsões, soltando, ao mesmo tempo, 
gemidos tão lastimosos que era mesmo de partir o coração. 
Chegou o Elefante que se pôs a roncar, muito mal disposto: 
__ Ó Coelho, ó malandro, salta depressa cá para fora, que tens de me acompanhar. 
O Coelho murmurou, a gemer e entrecortando as palavras: 
__ Oh! Por... fa... vor! Des... cul... pe-me... porque eu... não... es...tou... bom!... dói-me 
mui...to... o cor... po to...do! Isto foi... um mal que me deu de re... pen... te... 
__ Não quero saber! Seja como for, tens de vir comigo ao lugar onde estão reunidos os 
outros animais, porque ouvi dizer que tiveste o descaramento de enxovalhar o meu 
título de chefe e de dizer que eu sou teu escravo __ replicou o Elefante. 
__ Tens to... da a ra... zão... mas o cer... to é que eu... não aguen... to ca... mi... nhar... 
para te po... der... acom... pa... nhar! 
__ Já te disse, tens de vir comigo, custe o que custar, mesmo que eu tenha de te levar às 
costas __ ordenou o Elefante. 
__ Então só se for desse mo... do, mas fi... ca... sa... ben... do que mes... mo assim a via... 
gem me vai ser muito... pe... no... sa. 
E, logo a seguir, chamou a mulher e disse, chorosamente: 
__ Dá cá a minha ca... mi... sa nova. Hi... Hi... Hi... Hi... vai tam... bém bus... car as 
minhas cal... ças no... vas. 
E, depois: 
__ Já a... go... ra, traz tam... bém os meus sa... pa... tos no... vos! É que po... de a... con... 
te... cer que eu morra e, ao me... nos, que... ro morrer com os meus tra... jes mais ricos. 
Uma vez o Coelho vestido e calçado, o Elefante abaixou-se e o Coelho saltou-lhe para 
as costas, onde se instalou muito bem instalado. 
Estava um calor de rachar pedras. Antes de partir, o Coelho gritou para a mulher: 
__ Ó mulher, dá-me cá a sombrinha porque está muito calor... e posso agravar os meus 
males com alguma insolação. 
O Elefante, em grandes e rápidas passadas, pôs-se a caminho da reunião. 
Quando se aproximavam do lugar, o Coelho, deixando de fingir que estava doente, 
ensaiou uma atitude de pessoa importante e esboçou um sorriso feliz. 
Os outros animais ao verem o Coelho assim todo solene e bem apresentado, às costas do 
Elefante, começaram todos com grandes exclamações: 
__ Olha! Olha!... Sempre é verdade o que o Coelho dizia. O Elefante é escravo dele... 
pois que o traz às costas. 
Quando o Elefante parou, o Coelho deu um salto, muito ágil e elegante, para o chão e, 
tomando a palavra, dirigiu-se assim aos outros animais: 
__ Estão a ver?... Estão a ver?... Eu não vos dizia que o Elefante é o meu escravo? 
Todos os animais presentes romperam em grande gritaria, clamando: 
__ É verdade, sim senhor, é verdade. Tu, Elefante, não és chefe nenhum!... És escravo do 
Coelho pois o carregas às costas. 
O Elefante só então deu pelo acto de estupidez que cometera e, cheio de vergonha, 
desandou dali para fora. 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/elefante.html 
 
 
O GATO E O RATO 
O Gato e o Rato tornaram-se amigos. Um dia combinaram fazer uma viagem a uma 
terra distante. Pelo caminho tinham de atravessar um rio. 
__ Por onde passaremos? __ perguntou o Gato. __ O rio leva muita água. 
O Rato respondeu: 
__ Não faz mal. Fazemos um barco. 
O Gato concordou e logo ali os dois colheram uma grande raiz de mandioca e fizeram 
um barco com ela. Meteram o barco na água, entraram para ele e começaram a 
atravessar o rio. 
Pelo caminho começarama ter fome e repararam que não tinham levado comida. 
O Gato perguntou então: 
__ O que é que nós havemos de comer? 
__ Não te preocupes, amigo Gato, porque podemos comer o nosso próprio barco. 
E os dois começaram a comer o barco. O Gato pouco comeu porque a mandioca não lhe 
sabia bem, mas o Rato comeu, comeu, comeu até que acabou por furar o barco, que foi 
ao fundo. 
O Gato e o Rato tiveram que nadar até à margem, mas, enquanto o Rato nadava bem e 
depressa, o Gato que mal sabia nadar, só com muita dificuldade e muito envergonhado é 
que conseguiu chegar a terra. 
O Gato olhou então para o Rato e viu que ele estava com a barriga bem cheia por causa 
da mandioca, enquanto ele continuava cheio de fome. Por isso lembrou-se de comer o 
Rato. 
__ Sinto muita fome, Rato. Vou ter de te comer. 
__ Está bem __ disse o Rato espertalhão __ mas olha que eu estou muito sujo. É melhor ir 
primeiro lavar-me. Espera aí. 
O Rato afastou-se e desapareceu. O Gato ainda hoje está à espera. 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/gato1.html 
 
 
PORQUE É QUE OS CÃES SE CHEIRAM UNS AOS OUTROS 
Há muito tempo, quando os cães ainda não tinham sido domesticados pelo homem, 
viviam organizados em dois países. Cada país tinha um chefe e cada chefe gabava-se de 
ser mais poderoso que o outro. Um desses chefes quis um dia casar com a irmã do 
outro. Mas, como eles estavam sempre zangados, o outro respondeu: 
__ Não. Não quero que sejas o marido da minha irmã. 
O chefe que queria casar ficou furioso, porque gostava muito da irmã do outro chefe. 
Por isso mandou um dos seus servidores à terra do outro para lhe dizer: 
__ Se me recusas a tua irmã eu vou aí com o meu exército e destruo tudo. 
Quando o servidor se preparava para partir, os conselheiros do chefe viram que ele 
estava todo sujo. Não tinha lavado a cara e tinha a cauda muito suja. 
Ora era costume naqueles países uma pessoa ir limpa e bem apresentada quando ia à 
terra dos pais da noiva pedir-lhes a filha em casamento. Por isso perguntaram-lhe: 
__ Como se compreende que não te tenhas lavado? 
Ele ficou muito envergonhado e os conselheiros encarregaram outros servidores de o 
lavarem muito bem e de lhe deitarem perfume na cauda para que ele cheirasse bem. 
Quando o mensageiro ia pelo caminho, sentia-se muito vaidoso por ir tão limpo e com a 
cauda perfumada. Por isso esqueceu-se do que ia fazer. Começou a procurar uma esposa 
para ele próprio e desapareceu sem cumprir a sua tarefa até hoje. 
É por isso que, desde essa altura, os cães andam todos sempre muito ocupados a cheirar 
a cauda uns dos outros para ver se encontram o mensageiro que desapareceu. 
 
 
Contos Moçambicanos: INLD, 1979 http://www.terravista.pt/Bilene/1494/caes.html 
 
 
PITA PONJE 
Quando um beb÷ nascia, tinha que ficar pelo menos três a quatro semanas dentro de 
casa e a mãe desse bebé não podia falar com pessoas de fora. Também a própria mãe 
tinha que ficar escondida, assim, dentro da cubata. 
Até esta altura, o bebé estava sem nome. Só quando a ponta do umbigo do bebé tivesse 
secado e tivesse caído é que se podia atribuir o nome ao bebé. E esta atribuição do nome 
ao bebé era especial, porque geralmente tinha que se fazer uma festa, a "Pita pondje". 
No dia de "pita pondje", o pai do bebé tinha que ter pelo menos um cabrito, e a 
família materna do bebé tinha que preparar bebidas fermentáveis, para servir como 
alimentação no momento do festejo. 
Quando a família do marido e da mulher tivessem chegado, o pai do bebé ia para dentro 
da cubata, saía com o bebé, punha-o por cima da cubata e dizia o nome completo do 
bebé - Mekondjo Mwetjihanga Mbutu. 
Entretanto, este nome era divulgado em voz alta para que toda gente o ouvisse. 
Finalmente , depois do anúncio do nome, era servida às pessoas a festa que se tinha 
preparado. 
 
Mbutu Tjipena Estudante da Universidade da Namíbia 
http://www.instituto-camoes.pt/CVC/projtelecolab/tintalusa/primeironumero/tl7.html 
 
 
ERA UMA VEZ... 
Era uma vez.... Numa aldeia havia uma senhora com duas filhas, uma chamada 
Kissanga e outra Binga. Ela era uma senhora que fazia o papel de pai e mãe. 
Nesta mesma região havia certos "Maquícis". Maquícis é uma palavra que em 
Kimbundo significa homens canibais ou seres gigantescos. As pessoas da aldeia, por 
vezes, eram presas por estes mesmos "Maquícis". 
A mãe, não tendo nenhum meio de sobrevivência a não ser lavrar, arriscava-se a ir 
lavrar e colher a alimentação para as suas filhas, que eram pequenas. 
Certo dia, quando ela caminhava para a lavra, deu de encontro com estes seres que a 
raptaram e a levaram para o local onde eles viviam, com o objectivo de a comer. 
As filhas, vendo que a mãe não aparecia, decidiram seguir pelo mesmo caminho para ir 
ao encontro da mãe. 
Durante a caminhada, elas deram de encontro com várias pessoas da aldeia, que não 
foram capazes de dizer se haviam visto a mãe delas. 
As meninas, desesperadas por não encontrarem a mãe, perguntavam por ela até mesmo 
aos animais. Até que uma pomba lhes disse onde estava a mãe delas. Sendo assim, 
pediram à pomba para salvar a mãe e a pomba assim fez . 
A mãe e as filhas voltaram a ser muito felizes. 
 
Augusto Jacinto Kihunga Estudante da Universidade da Namíbia 
http://www.instituto-camoes.pt/CVC/projtelecolab/tintalusa/primeironumero/tl7.html 
 
 
O PORCO E O MILHAFRE 
O Porco e o Milhafre eram dois inseparáveis amigos. O porco invejava as asas do 
Milhafre e insistia contínuamente com o amigo para que lhe arranjasse umas iguais para 
voar também. 
O Milhafre dispôs-se a fázer-lhe a vontade. Conseguiu arranjar penas de outra ave e, 
com cera, colou-as nos ombros e nas pernas do seu amigo Porco. Este ficou radiante e 
começou a voar ao lado do seu amigo Milhafre. 
Quis acompanhá-lo até às grandes alturas, mas a cera começou a derreter-se com o calor 
e as penas foram caindo uma a uma. À medida que as penas se despegavam, ía o porco 
descendo, contrariado. Quando as penas acabaram de se soltar, o porco caiu e bateu no 
chão com o focinho. E com tanta força bateu, que este, ficou achatado. 
Zangou-se o Porco com o Milhafre dizendo que tinha querido matá-lo, porque grudara 
mal as asas. 
Desde essa ocasião deixou de ser amigo do Milhafre e, quando o vê pairar no alto, dá 
um grunhido e olha para ele desconfiado. E aqui está a razão porque o Porco tem o 
focinho achatado e nunca mais quis voar. 
 
Contos tradicionais africanos. http://www.uarte.mct.pt. 
 
 
O LEÃO E O COELHO 
O Leão gostava de uma rapariga muito bonita. Decidido a casar, foi falar com os pais 
dela para obter o consentimento. 
Os pais concordaram com o namoro, mas puseram uma condição ao Rei da Selva: que 
lhes trouxesse dois coelhinhos. O Leão aceitou. 
Não tardou o Leão a encontrar o que pretendia - dois daqueles animaizinhos que 
estavam sós. Meteu-os dentro de um saco e dirigiu-se imediatamente para casa dos 
futuros sogros. 
No caminho encontrou o Coelho, e pediu-lhe o acompanhasse para o ajudar a fazer a 
entrega do dote. O das grandes orelhas acedeu ao convite. Durante a viagem, o Coelho, 
animal esperto e muito curioso, resolveu averiguar o que o Rei dos animais levava no 
saco. Serviu-se então de um truque, fazendo um pedido: 
- Senhor Leão, deixe-me ir fazer necessidades. 
- Vai lá! 
O Coelho aproveitou-se da ocasião e levou o saco consigo. Ficou muito espantado, 
quando viu os seus dois filhos lá dentro. 
Decidiu vingar-se. Tirou os dois coelhinhos e encheu o saco com um enxame de 
abelhas. Chegados a casa dos futuros sogros do Leão, este disse ao Coelho: -Amigo 
Coelho, podias sair por um bocado, pois queria tratar de uns assuntos particulares com 
estes senhores. 
- Com certeza, senhor Leão, eu saio, mas não será melhor fechar bem a porta e até 
amarrá-la para que eu não ouça as vossasimportantes conversas? 
A sugestão foi bem aceite e o Coelho amarrou, por fora, a porta, com cordas muito 
fortes. O Rei da Selva, abriu o saco, para que os futuros sogros vissem os dois 
coelhinhos. As abelhas começaram à ferroada a todos os que se encontravam dentro da 
casa. 
O Coelho regressou ao seu buraco, contente por ter salvo os filhos. 
 
Contos tradicionais africanos. http://www.uarte.mct.pt. 
 
 
O SEGREDO DE NOSSA CASA 
Certo dia, uma mulher estava na cozinha e, ao atiçar a fogueira, deixou cair cinza em 
cima do seu cão. 
O cão queixou-se: 
– A senhora, por favor, não me queime! 
Ela ficou muito espantada: um cão a falar! Até parecia mentira... 
Assustada, resolveu bater-lhe com o pau com que mexia a comida. Mas o pau também 
falou: 
- O cão não me fez mal. Não quero bater-lhe! 
A senhora já não sabia o que fazer e resolveu contar às vizinhas o que se tinha passado 
com o cão e o pau. 
Mas, quando ia sair de casa a porta, com um ar zangado, avisou-a: 
- Não saias daqui e pensas no que aconteceu. Os segredos da nossa casa não devem ser 
espalhados pelos vizinhos. 
A senhora percebeu o conselho da porta. Pensou que tudo começara porque tratara mal 
o seu cão. 
Então, pediu-lhe desculpa e repartiu o almoço com ele. 
Nota : é fundamental sabermos conviver uns com os outros e assegurar o respeito 
mútuo, embora às vezes seja difícil... 
 
História africanas. Janelas! 20 contar. http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html 
 
 
A CABAÇA UNIVERSAL 
A cabaça é um fruto do gênero do melão ou da abóbora, cuja casca grossa o torna útil 
para os homens, depois que se lhe retirar a polpa macia. Serve como jarro de água ou, se 
for cheio com sementes secas, dá para chocalho musical. Em alguns templos colocam 
uma cabaça redonda cortada ao meio horizontalmente, para receber pequenas oferendas 
ou objetos simbólicos. O fruto é muitas vezes decorado com gravuras, em ambas as 
metades, com enorme variedade de desenhos bem como figuras de seres humanos, 
animais e répteis. 
Em Abomei, O Universo é considerado como uma esfera semelhante à cabaça redonda, 
e o horizonte fica nos bordos da união das metades do fruto. É aí que céu e mar se 
juntam, num local hipotético inacessível ao homem. A terra é considerada plana, 
flutuando dentro da grande esfera, tal como uma cabaça pequena pode flutuar dentro da 
maior. Dentro da esfera estão as águas, não só no horizonte como por debaixo da Terra. 
Este aspecto particualr é explicado pelo fato de que se alguém fura o solo sempre 
descobre água, de modo que esta tem de rodear toda a terra. O Sol, a Lua e as estrelas 
movem-se na metade superior da cabaça. 
Quando Deus criou todas as coisas, a sua primeira preocupação foi formar a Terra, 
fixando os limites das águas e unindo bem os bordos da cabaça. Uma cobra divina 
enrolou-se à volta da Terra, para agregar e manter firme, e levou Deus a vários lugares, 
estabelecendo a ordem e sustentando todas as coisas com os seus movimentos 
essenciais. 
 
Mito africano de origem Abomei antiga capital da República Popular de Benin, registrado por Parrinder 
em África. http://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/africa/processo.htm 
 
 
O CELEIRO DO MUNDO 
Quando Deus criou a Terra, serviu-se de um punhado de argila que amassou muito 
bem antes de a lançar para o espaço, onde se espalhou de norte a sul e de leste a oeste. 
Deus utilizou a mesma técnica para criar as estrelas, servindo-se desta vez, de bolinhas 
mais pequenas, que começaram a cintilar quando as projetou em todas as direções. 
Depois, aperfeiçoou a sua arte para formar o Sol e a Lua, enormes bolas de argila 
envolvidas numa espiral de cobre vermelho ou branco incandescente. 
Terra era deserta e árida: Deus enviou-lhe a chuva para a tornar fértil. Em seguida, uniu-
se ao novo planeta para gerar os seres vivos que o povoariam. O primeiro filho foi um 
chacal feroz e os seguintes foram gêmeos meio homem, meio serpentes. 
Decepcionado, Deus retomou a técnica da olaria e moldou quatro homens e quatro 
mulheres de argila, os quais foram enviados para a Terra. 
A missão dos oito primeiros seres humanos era simples: criar uma descendência 
numerosa e ensinar técnicas aos homens. A vida terrestre destes antepassados devia ter 
sido eterna, mas, passado algum tempo, Deus chamou-os para junto dele. Regressaram, 
pois, ao Céu, onde Deus os proibiu de se encontrarem, pois receava vê-los a discutir. A 
fim de poder matar a fome, deu a cada um deles sementes de oito plantas comestíveis, 
como o milho, o arroz e o feijão; a última planta, a digitária, era tão pequena e tão 
pouco prática de preparar que o primeiro dos oito antepassados jurou nunca comer. 
Ora, acontece que todas as sementes se esgotaram, exceto uma: a minúscula digitária. O 
primeiro antepassado decidiu-se, então, a consumir esta última semente. Tendo rompido 
o juramento, tornou-se indigno de permanecer no Céu. Preparou, pois, o regresso à 
Terra. 
O primeiro antepassado recordou-se então do estado miserável em que viviam os 
homens que abandonara à superfície da Terra: como formigas, habitavam galerias 
escavadas no chão; não possuíam nenhum utensílio, só conheciam o fogo e, além disso, 
teriam tido muita dificuldade em trabalhar, pois seus membros, como os dos 
antepassados, eram desprovidos de articulações e moles como serpentes. Antes de 
abandonar o Céu, reuniu, portanto, tudo o que considerou útil para os homens. Em 
primeiro lugar, um macho e uma fêmea de espécies desconhecidas na Terra: galinhas, 
galos, carneiros, cabras, gatos, cães e até mesmo ratos e ratazanas; entre os animais 
selvagens, escolheu os antílopes, as hienas, os gatos bravos, os macacos, os elefantes; 
pensou também nas aves, nos insetos e nos peixes. Ocupou-se igualmente do mundo 
vegetal, começando pelo baobá, e, naturalmente, não se esqueceu das oito sementes 
comestíveis que tão bem conhecia. Por fim, pretendia levar aos homens um fole, um 
martelo de madeira e uma bigorna, para os ensinar a fabricar instrumentos. Tudo isso 
era pesado e volumoso, mas ele teve uma idéia. 
Com "terra de céu", construiu uma pirâmide truncada, cuja base era circular e o topo 
quadrado. No interior, ordenou oito compartimentos, nos quais guardou as sementes 
comestíveis. Nas paredes do edifício, escavou quatro escadas, nas quais dispôs os 
animais e as plantas. Em seguida, espetou no cimo da pirâmide uma flecha, à volta da 
qual enrolou um fio. Prendeu a outra extremidade do fia a uma segunda flecha, que 
enviou para a abóboda celeste. Faltava-lhe fazer o mais perigoso: subtrair aos ferreiros 
do céu um pedaço de sol, a fim de levar o fogo aos homens. Introduziu-se na oficina dos 
ferreiros e, utilizando uma haste encurvada, apoderou-se de algumas brasas e de um 
fragmento de ferro incandescente, que ocultou no fole. Por fim, lançou seu curioso 
edifício para o vazio, ao longo de um arco-íris: enquanto o fio se desenrolava como uma 
serpentina, o antepassado mantinha-se de pé, pronto para se defender dos perigos do 
espaço. 
O ataque veio do céu. Furiosos, os dois ferreiros atiraram archotes acesos sobre o ladrão 
de fogo, obrigando-o a proteger-se com a pele de carneiro que envolvia o fole. Contudo, 
o edifício descia cada vez mais depressa, deixando no seu rastro um feixe de estrelas... 
A aterragem foi violenta: o antepassado perdeu o equilíbrio, a bigorna e o martelo 
quebraram-lhe os membros frágeis, criando as articulações de que tanto carecia. 
Observou-se imediatamente a mesma transformação no corpo de todos os homens. O 
antepassado delimitou então, o primeiro campo, construiu a primeira aldeia e a primeira 
forja. Em seguida, ensinou os homens a cavar com uma enxada. Os outros sete 
antepassados juntaram-se-lhe, possuindo cada um deles o segredo de várias técnicas, 
como o fabrico de sapatos ou de instrumentos musicais. 
 
Mito africano de origem Dogon citado por Ragache emA Criação do Mundo - Mitos e lendas. 
http://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/africa/processo.htm 
 
 
A CRIAÇÃO DO MUNDO 
No princípio, o Deus único criou o Sol e a Lua, que tinha a forma de cântaros, a sua 
primeira invenção. O Sol é branco e quente, rodeado por oito anéis de cobre vermelho, e 
a Lua, de forma idêntica tem anéis de cobre branco. As estrelas nasceram de pedras que 
Deus atirou para o espaço. Para criar a Terra, Deus espremeu um pedaço de barro e, tal 
como fizera com as estrelas, arremessou-o para o espaço, onde ele se achatou, com o 
Norte no topo e o restante espalhado em diferentes regiões, à semelhança do corpo 
humano quando está deitado de cara para cima. 
 
Mito africano de origem Dogon reveladas por um velho cego, Ogotemmêli, escolhido 
pela tribo para contar aos seus amigos europeus os segredos da mitologia dos Dogons, 
relatado por Parrinder em África. 
http://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/africa/processo.htm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO 
 
A avaliação é um ato diagnóstico contínuo que serve de subsídio para uma tomada de 
decisão na perspectiva da construção da trajetória do desenvolvimento do educando e 
apoio ao educador na práxis pedagógica. Nessa perspectiva, a avaliação funciona como 
instrumento que possibilita ao professor ressignificar a prática docente a partir dos 
resultados alcançados com os alunos, ou seja, o resultado é sempre o início do 
planejamento de intervenções posteriores. 
 
Sugerimos a utilização do instrumento avaliativo apresentado a seguir, para 
acompanhamento do desempenho dos seus alunos e replanejamento de suas ações. 
 
 
 
 
AVALIANDO O TRABALHO COM CONTOS NO 
CICLO DE APRENDIZAGEM I 
 
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1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIANDO O TRABALHO COM CONTOS NO CICLO DE 
APRENDIZAGEM II 
 
 
TÓPICOS DE REVISÃO 
Sim/ 
Não 
 
O texto produzido corresponde ao tema proposto? 
 
Foi produzido o suficiente para o desenvolvimento das idéias? 
O texto apresenta clareza 
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O texto apresenta coesão? 
O texto caracteriza-se como um conto? 
O texto apresenta: 
- Narrador/a? 
 
- Título? 
- Autor/a? 
- Ambientação? 
- Personagens e suas características físicas e psicológicas? 
- Enredo? 
- Conflito (problema)? 
- Clímax? 
- Desfecho? 
- Seqüência cronológica? 
C
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rí
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gê
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er
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- Diálogos? 
 
O texto foi escrito respeitando as linhas? 
 
A letra empregada é legível? 
O texto é legível, ainda que com borrões e rasuras? 
E
st
ru
tu
ra
 
es
té
ti
ca
 
O texto apresenta margem dos dois lados da página? 
 
 
De uma forma geral o aluno: 
- Escreve convencionalmente as palavras? 
 
- Acentua adequadamente as palavras? 
- Emprega a pontuação que facilita a leitura e compreensão do texto? 
- Usa letras maiúsculas e minúsculas adequadamente? 
- Emprega o vocabulário de maneira adequada? 
- Apresenta concordância nominal? 
E
st
ru
tu
ra
 
L
in
gü
ís
ti
ca
 
- Apresenta concordância verbal? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Contos africanos. In: Contos e recontos. Capturado em abril de 2006. Disponível na 
Internet: http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/. 
 
Contos Moçambicanos. Capturado em abril de 2006. Disponível na Internet: 
http://www.terravista.pt/Bilene. 
 
Mito africano. Capturado em abril de 2006. Disponível na Internet: 
http://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/africa/processo.htm 
 
Contos tradicionais africanos. http://www.uarte.mct.pt. 
 
Contos africanos. In: Janelas! 20 contar. Capturado em março de 2006. Disponível na 
Internet: http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html. 
 
MACHADO, Vanda. Mitos afro-brasileiros e vivências educacionais. In. Pasta de 
texto da professora e do professor. Secretaria Municipal de Educação e Cultura do 
Salvador, 2005. 
 
Salto para o futuro, disponível no site: http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/.