Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Diagnóstico Bucal 2 – Prof. Adriana Terezinha – 09/11/2017
Aula 08 – Lesões Mais Frequentes das Glândulas Salivares
- Parótida
- Submandibular	bilaterais
- Sublingual
Parótida
- Única glândula salivar maior puramente serosa -> saliva totalmente fluida
- Por esse motivo, é muito raro ter cálculo em parótida
- Entremeada entre estruturas nobres, em íntimo contato com nervo facial, sob a fáscia do masseter
- Possui um único ducto que desemboca na altura do 1º molar
- Trajeto longo, porém trabalha a favor da gravidade
Submandibular
- Glândula serosa e mucosa -> saliva mais viscosa
- Trabalha contra a gravidade, pois se situa abaixo do seu ducto de saída
- O trajeto que o ducto (carúnculo) faz é tortuoso
- Logo, a glândula tem que trabalhar mais para que a saliva produzida vá para a boca
- É a glândula mais comum de ter cálculo
Sublingual
- Glândula serosa e mucosa -> saliva mais viscosa
- Trabalha contra a gravidade
- Possui mais de 1 ducto de saída que saem no assoalho de boca, porém é mais fácil de ocorrer a obstrução do ducto, levando a um extravasamento do conteúdo (rânula)
Sítios Ricos em Glândulas Menores
- Lábios superior e inferior
- Palato
As alterações patológicas das glândulas salivares podem ser provenientes tanto das unidades secretoras (parte serosa, mucosa ou células mioepiteliais) quanto das estruturas ductais.
Todas as estruturas de uma glândula são de origem epitelial, então todos os tumores malignos dessa região são epiteliais! Ex: carcinoma ou adenocarcinoma
Carcinoma de células escamosas é oriundo do epitélio de revestimento. Tumores malignos de origem epitelial tem o nome ‘carcinoma’.
Tumor maligno de origem mesenquimal: sarcoma
Tumor benigno de osso: osteoma
Tumor maligno de osso: osteosarcoma 
Classificação
Alteração de desenvolvimento (raríssimas)
Desordens obstrutivas (mais comuns)
Doenças sistêmicas e infecciosas (podem ter comprometimento das glândulas salivares)
Doenças idiopáticas 
Lesões linfoepiteliais e Síndrome de Sjogren (bem comum)
Neoplasias: benignas e malignas
Mucocele
Lesão arredondada, de aspecto cupular, normalmente séssil (raramente pedunculada).
Pode ter 3 colorações: translúcida, normocrônica e azulada. O que vai influenciar é a profundidade da lesão. Se o extravasamento aconteceu perto do conjuntivo vamos ter uma cor da mucosa normal. Se for mais para a superfície vamos ter fluidez. Já o tom mais azulado ocorre por trauma devido à vascularização.
É uma lesão flutuante (quando apertamos, sentimos o líquido em seu interior), totalmente benigna que pode chegar a tamanhos avantajados. Porém quando a lesão é muito profunda, podemos perder essa sensação.
Exemplo: sempre vai acontecer assim, aparece a lesão por algum motivo, ela estoura, sai um líquido salgado e depois volta. Mecanismo: vai haver produção de muco que não saiu pelo ducto na cavidade oral. Ele vai vazar dentro do tecido conjuntivo e vai ser reconhecido como algo estranho, gerando uma resposta inflamatória ou reação de granulação.
- Mucocele de Blandin-Nuhn: no ventre da língua, linha média, quase no ápice da língua.
- Mucocele Superficial: totalmente indolor, formando uma vesícula ou bolha (mucosa jugal, lábio inferior e palato), é muito tênue, ocorre quase na saída do ducto. A superfície fica íntegra, sem formar úlceras.
Tratamento
- Conservador cirúrgico: tentar remover a lesão como um todo, sem estourar, junto das glândulas acessórias próximas
- Dificilmente tem recidiva
Diagnóstico Diferencial
- Cisto verdadeiro de retenção de muco: tem o mesmo aspecto que a mucocele (por isso ela não é patognomônica)
 
Rânula
É uma lesão também flutuante, porém localiza-se em assoalho de boca, lateral à linha média, com a mesma flutuação da mucocele.
Caracteriza-se como extravasamento de líquido da glândula sublingual, onde temos que ter muito cuidado. 1% dos tumores acontecem nessas glândulas, mas quando acontecem 90% são malignos.
Também possui 3 colorações: translúcida, azulada e normocrônica.
Tratamento
- Técnica de Marsupialização
- Sempre enviar para exame histopatológico
- Suturar o fundo da lesão com as bordas, tendo uma cicatrização por segunda intenção
Obs: micromarsupialização
Sutura a lesão e a linha do fio de sutura vai formar uma camada de epitélio em volta de si, por onde a saliva vai saindo. Na prática é bem incômodo para o paciente.
 
Sialolitíase (Sialoadenite -> inflamação de glândula salivar)
- Cálculo dentro do ducto
- Se o ducto for totalmente obstruído, vai haver um aumento de volume da região e dor
- Acontece principalmente nas horas de refeição, quando tem maior estímulo da salivação e tal saliva não tem por onde sair
- A lesão aumenta e diminui de tamanho (horas de estímulos), o que é bom, pois tumores não tem esse mecanismo
- O exame mais/melhor utilizado é a radiografia oclusal ou tomografia, porque se tiver presença de cálculo, o veremos na radiografia, uma vez que ele é radiopaco. Assim, saberemos o tamanho da lesão, morfologia da pedra, o que interfere n a modalidade de tratamento.
Tratamento
- Conservador: se a lesão for pequena, estiver em uma posição favorável e próxima do ducto de saída -> ela pode sair espontaneamente, com comidas e bebidas que estimulem essa saída (muita água, pingar limão, gengibre cortado, abacaxi)
- Em alguns casos, é necessário remover totalmente a glândula: se a lesão for muito grande, se estiver no corpo da glândula. Nesse caso, a inflamação é muito grande e ocorre inflamação e fibrose, tornando a glândula não funcional.