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1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ESCOLA POLITÉCNICA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL EMILY DE AZEVEDO DELSOTO GIOVANNA DO VALE RIBEIRO TAYNÁ XAVIER SISTEMA TRINÁRIO CURITIBA 2018 2 EMILY DE AZEVEDO DELSOTO GIOVANNA DO VALE RIBEIRO TAYNÁ XAVIER SISTEMA TRINÁRIO Trabalho apresentado na disciplina de Construção Civil do curso de Graduação em Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR. Orientador: Prof. Rafael Êrico Kalluf Pussoli CURITIBA, ABRIL DE 2018 3 Sumário 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 5 2 O SISTEMA TRINÁRIO .............................................................................................. 5 2.1 O CONTEXTO ............................................................................................................ 5 2.2 O SISTEMA ................................................................................................................ 5 2.3 O ADENSAMENTO..................................................................................................... 6 2.4 OS EIXOS ................................................................................................................... 8 3 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 11 4 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 12 4 ÍNDICE – FIGURAS 1. VISTA FRONTAL DO SISTEMA TRINÁRIO ...................................................................................... 6 2. AVENIDA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO .................................................................................. 7 3. ADENSAMENTO ........................................................................................................................ 8 4. MAPA DE EIXOS ....................................................................................................................... 8 5. AVENIDA PARANÁ .................................................................................................................... 9 6. VISTA SUPERIOR DO SISTEMA TRINÁRIO .................................................................................. 10 7.VISTA SUPERIOR DO SISTEMA TRINÁRIO ................................................................................... 10 5 1 INTRODUÇÃO O Sistema Trinário foi uma pequena revolução na geografia da cidade, a solução para os parâmetros impostos pelo Plano Diretor da época, onde os requisitos eram implantar os eixos estruturais que conduziram o crescimento linear proposto. 2 O SISTEMA TRINÁRIO 2.1 O CONTEXTO Ex-presidente do IPPUC, Rafael Bernardo Dely, viu a necessidade de fazer o crescimento da cidade ir em direção aos bairros, de forma linear. Dessa forma, as atividades de trabalho estariam cada vez mais próximas aos bairros: residências e comércios. Ele acredita que a linearização é a solução mais viável para o crescimento das atividades da cidade. “É muito melhor circular ao longo de uma linha que dentro de uma área”, diz o arquiteto. Assim nasceu a ideia de desafogar o centro em direção aos bairros, sem deixar com que ele fosse essencial para o desenvolvimento da cidade. O Plano Preliminar definiu a largura das vias estruturais de 60 metros, mas na hora da implementação, esse comprimento se tornou inadequado. Não existia recursos suficientes para construir 20 km de vias com 30 metros de largura. Mas mesmo que existisse, isso iria impactar diretamente na cultura urbana da cidade. Porém, ainda era necessário a implementação de vias com dimensões maiores para atender todas as funções, inclusive o transporte público. Nesse contexto nasceu a ideia do Sistema Trinário para fazer a divisão do tráfego por meio de vias paralelas. 2.2 O SISTEMA Em meados da década de 70, houve a implantação do Plano Diretor na cidade de Curitiba. Nesse plano diretor foi o começo do Sistema de Transporte Coletivo. Para atender a necessidade desse sistema foram feitas canaletas exclusivas para ônibus nos Eixos Sul e Norte, as quais começaram a ser utilizadas em 1974 pelos expressos. À esquerda e à direita, nas ruas paralelas aos eixos, foram invertidas em Vias Rápidas, de mão única e sentidos opostos, ou seja, uma via vai dos bairros para o centro e a outra do centro sentido bairros. E ao lado das canaletas, foram feitas Vias Lentas também de mão única e sentidos opostos. 6 Essas vias possibilitaram o aumento da velocidade dos ônibus, sem comprometer a segurança dos passageiros. A solução apresentou três pontos importantes: o No lugar de uma rodovia dentro da cidade, surgiram três vias que resolveram o problema; o A possibilidade de implantar o ônibus expresso com circulação em uma pista exclusiva; o E a implantação de 20km no tempo de um ano, com custo totalmente viável. 1. Vista Frontal do Sistema Trinário Esse sistema foi denominado de Trinário e proporcionou a transformação da estrutura da cidade de radial para linear, fazendo com que as ruas deixassem de convergir para o Centro. Isso possibilitou o desenvolvimento econômico da cidade, pois ao longo das avenidas foi sugerida a instalação de comércios, serviços e prédios residenciais. 2.3 O ADENSAMENTO As edificações que ocupam a circunvizinhança do eixo estrutural possuem caráter de serviços básicos, comércio nos térreos, nos primeiros andares salas comerciais e moradia nos andares restantes, fazendo com que a população não precise mais se deslocar até o Centro. 7 2. Avenida Marechal Floriano Peixoto Logo após esse primeiro estágio do sistema vem a ZR4, que são permitidos o uso de Habitação Transitória 1, Habitação Institucional, Habitação Coletiva, Comércio, Serviço Vicinal e de Bairro. A zona seguinte é a ZR2, nesta zona são permitidos Habitações Unifamiliares, Habitações Unifamiliares em Série, Habitação Institucional, Comércio e Serviço Vicinal 1 e 2 e Indústria Tipo 1. A segunda zona que vem depois do eixo estrutural, é a ZR3, onde são permitidos o uso de Habitação Unifamiliar (1), Habitações Unifamiliares em Série (1), Habitação Coletiva, Habitação Institucional, Comércio e Serviço Vicinal 1 e 2. Por fim, teremos a ZR1, que são permitidos Habitação Unifamiliar, Habitações Unifamiliares em Série e Comércio e Serviço Vicinal 1. 8 3. Adensamento 2.4 OS EIXOS Foram criados cinco grandes eixos que formam a base de todo o Sistema Viário de Curitiba: Norte-Sul, que liga o bairro Santa Cândida ao Pinheirinho, Leste-Oeste, fazendo a conexão do Capão da Imbuia e Cajuru com o Campo Comprido, e Boqueirão, ligando o mesmo com o Centro. Esses eixos fazem parte das vias rápidas. Já as vias estruturais possuem dois conjuntos: Avenida Sete de Setembro, com corredor exclusivo e duas vias de tráfego lento em sentidos opostos, e Visconde de Guarapuava com sentido Centro-bairro e Silva Jardim com sentido bairro-Centro. 4. Mapa de Eixos9 5. Avenida Paraná Para completar esse sistema, vias conectoras e coletoras, vias de ligação prioritária, vias de ligação interbairros ou perimetrais, anel central de tráfego lento e vias de ligação rodoviária foram implantadas. As vias conectoras fazem a ligação entre o município com a Cidade Industrial por meio do Eixo Estrutural Sul. Nessas vias, predominam os serviços de pequenas e médias escalas por estar em um setor de média densidade populacional. Já as vias de ligação prioritárias dão sequência ao fluxo das vias estruturais e conectoras, sem passar pelo Centro da cidade. As vias perimetrais possibilitam o deslocamento circular entre diversos bairros, também sem passar pelo Centro. Nessas vias, circulam as linhas Interbairros. As linhas coletoras distribuem e coletam o tráfego nas áreas residenciais, elas ligam as vias perimetrais e possuem um zoneamento que permite a instalação de serviços básicos para a população. Por estarem localizados na área central da cidade, existe um limite de circulação de veículos, dando prioridade aos pedestres. Por fim, as vias de ligação rodoviária satisfazem o grande volume de trânsito do município. VIA CALMA CANALETA 10 6. Vista Superior do Sistema Trinário 7.Vista Superior do Sistema Trinário 11 3 CONCLUSÃO É perceptível que a implementação desse sistema possibilitou desafogar o trânsito nas vias sentido Centro. Houve também um crescimento econômico nos bairros por conta da alta densidade comercial localizada nas laterais das vias lentas. O acesso entre bairros mais distantes (Ex: Boqueirão e Centro), ficou mais ágil e eficiente devido às vias rápidas. 12 4 REFERÊNCIAS IPPUC. 1960 a 1970 - O Plano Diretor. Disponível em: <www.ippuc.org.br/mostrarlinhadotempo.php?pagina=12>. Acesso em: 05 de abril de 2018. SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA. Disponível em: <http://www.biocidade.curitiba.pr.gov.br/biocity/33.htm>. Acesso em: 03 de Abril de 2018. O SISTEMA TRINÁRIO. Disponível em: <http://onibusdecuritiba.com/historia/>. Acesso em: 03 de Abril de 2018. THE CURITIBA EXPERIMENT. Disponível em: <https://boiseplanning.wordpress.com/2014/04/28/the-curitiba-experiment/>. Acesso em: 05 de Abril de 2018. ITDP. Disponível em: <http://2rps5v3y8o843iokettbxnya.wpengine.netdna-cdn.com/wp- content/uploads/2015/03/brtod.jpg>. Acesso em: 11 de Abril de 2018. PREFEITURA DE CURITIBA. Disponível em: <http://multimidia.curitiba.pr.gov.br/2010/00084664.pdf>. Acesso em: 11 de Abril de 2018 Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano - IPPUC. MEMÓRIA DA CURITIBA URBANA. Curitiba, fev.1990. 77: p.(Depoimentos, 2) SISTEMA VIÁRIO ORGANIZOU A CIDADE E INDUZIU O DESENVOLVIMENTO DE CURITIBA. Disponível em: <http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/sistema-viario-organizou-a- cidade-e-induziu-o-desenvolvimento-de-curitiba/37925>. Acesso em: 05 de Abril de 2018