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25/04/2018 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/24
 
 
Caro(a) aluno(a) 
Gostaríamos de dar início ao nosso trabalho, convidando-o(a) à leitura de um texto de Clarice
Lispector.
 
FELICIDADE CLANDESTINA 
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.
Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não
bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o
que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
 
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um
livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por
cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do
que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e
"saudade". 
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas
com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente
bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade
o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me
submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. 
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura
chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de
Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo
com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-
me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. 
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia,
nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. 
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado
como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos,
disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia
seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo
me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo
estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do
livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o
amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí
nenhuma vez. 
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era
tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso
e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu
poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da
vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo. 
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido,
enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar
que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às
vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que
eu sofra. 
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela
dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo
que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras
se cavando sob os meus olhos espantados. 
25/04/2018 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/24
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a
sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária
daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma
confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava
cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa
entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro
nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a
descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de
perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao
vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma
para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o
livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo
tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a
ousadia de querer. 
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão.
Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí
andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos,
comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco
importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o
susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo,
fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não
sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais
falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade
sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu
vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo,
em êxtase puríssimo. 
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Clarice Lispector. In: "Felicidade Clandestina" 
Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998 
 
 
Ler significa aproximar-se de algo que acaba de ganhar existência. 
Ítalo Calvino
 
 
O ato de ler é soberano. Implica desvendar e conhecer o mundo. É pela leitura que desenvolvemos
o processo de atribuir sentido a tudo o que nos rodeia: lemos um olhar, um gesto, um sorriso, um
mapa, uma obra de arte, as pegadas na areia, as nuvens carregadas no céu, o sinal de fumaça
avistado ao longe e tantos outros sinais. Lemos até mesmo o silêncio! 
 
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https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/24
 
Nos dias de hoje, a comunicação, mesmo presencial, está mediada por uma infinidade de signos.
Na era da comunicação interplanetária, estabelecemos infinitas conexões com pessoas de todos os
cantos do mundo, o que nos obriga a decodificar um universo poderoso de mensagens e a nos
adaptar a elas: comunidades virtuais do Orkut, conversas pelo MSN, compras e negócios fechados
pela rede e, se essa informação foi dominantemente verbal até então, agora se torna também
visual com a chegada do YouTube. 
 
Sabemos o quanto a força da imagem exerce fascínio e entendemos, definitivamente, que não há
mais como sobreviver neste mundo sem que haja, de nossa parte, uma adaptação constante no
que se refere ao acesso às diferentes linguagens disponíveis. 
 
 
É fundamental reconhecer que o sentido de todas as coisas nos vem, principalmente, por meio do
olhar, da compreensão e interpretação desses múltiplos signos1 que enxergamos, desde os mais
corriqueiros – nomes de ruas, por exemplo – até os mais complexos – uma poesia repleta de
metáforas. O sentido das coisas nos vem, então, por meio da leitura, um ato individual deconstrução de significado num contexto que se configura mediante a interação autor/texto/leitor.
 
A leitura é uma atividade que solicita intensa participação do leitor e exige muito mais que o
simples conhecimento lingüístico compartilhado pelos interlocutores: o leitor é, necessariamente,
levado a mobilizar uma série de estratégias, com a finalidade de preencher as lacunas e participar,
de forma ativa, da construção do sentido. Dessa forma, autor e leitor devem ser vistos como
estrategistas na interação pela linguagem para que se construa o sentido do texto. 
 
Segundo Koch & Elias (2006), 
[...] numa concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como
atores/construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos
no texto. [...} Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos e
não algo que preexista a 
essa interação. A leitura é, pois, uma atividade interativa altamente complexa de produção de
sentidos, que se realiza evidentemente com base nos elementos lingüísticos presentes na
superfície textual e na sua forma de organização, mas requer a mobilização de um vasto conjunto
de saberes no interior do evento comunicativo.
 
Para esclarecer as idéias até aqui apresentadas, leia a tira a seguir:
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https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/24
http://tiras-hagar.blogspot.com/ (acesso em
16/02/2007)
 
Na tira, Hagar, o viking, revela o papel do leitor que interage com o texto, no caso, da placa, e
atribui-lhe o sentido, considerando tanto as informações explícitas, como também o que é
sugerido de maneira implícita, subentendida. 
 
Podemos, então, concluir que 
a) a leitura de qualquer texto exige do leitor muito mais do que o conhecimento do código
lingüístico; 
 
b) o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir, entre
outros aspectos, de seu conhecimento lingüístico, textual e, ainda, de seu conhecimento de
mundo. 
Leitura é, assim, uma atividade de produção de sentido. É nesse intercâmbio de leituras que se
refinam, se reajustam e redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a
nossa compreensão dos outros, do mundo e de nós mesmos. 
 
O exercício pleno da cidadania passa necessariamente pela garantia de acesso aos conhecimentos
construídos e acumulados e às informações disponíveis socialmente. E a leitura é a chave dessa
conquista. 
 
 
Sugestão de leitura 
 
Ler e compreender os sentidos do
texto 
Ingedore V. Koch e Vanda Maria Elias 
Editora Contexto 
Texto e Leitor: aspectos cognitivos
da leitura 
Ângela Kleiman 
Pontes
 
1Signos: entidades lingüísticas dotadas de duas faces: o significante (imagem acústica) e o
significado (conceito).
 
Exercício 1:
Para entender o significado de uma frase, é preciso considerar também o que fica implícito, e não
apenas ler a superfície da informação. Desse modo, observe o que fica implícito nesta frase: “Jim
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disse que as abelhas não picariam idiotas; mas eu não acreditei nisso, porque eu mesmo já tentei
muitas vezes, e elas não me picaram.” (Mark Twain. The adventures of Huckleberry Finn)
 
A)
O personagem se considera inteligente, pois não foi picado.
 
B)
O personagem não é inteligente por ter insistido em ser picado pelas abelhas.
 
C)
Jim testou a inteligência de Huckle e afirmou que ele era idiota.
 
D)
O personagem se considera idiota, mesmo não tendo sido picado pelas abelhas.
 
E)
Jim sabia que as abelhas somente picariam Huckle se ele fosse inteligente.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) conforme texto 
Exercício 2:
(ENADE) 
 INDICADORES DE FRACASSO ESCOLAR NO BRASIL 
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Observando os dados fornecidos no quadro, percebe-se:
 
 
A)
um avanço nos índices gerais da educação no País, graças ao investimento aplicado nas escolas.
 
B)
um crescimento do Ensino Médio, com índices superiores aos de países com desenvolvimento
semelhante.
 
C)
um aumento da evasão escolar, devido à necessidade de inserção profissional no mercado de
trabalho.
 
D)
um incremento do tempo médio de formação, sustentado pelo índice de aprovação no Ensino
Fundamental.
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E)
uma melhoria na qualificação da força de trabalho, incentivada pelo aumento da
escolaridade média.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E) conforme texto 
Exercício 3:
O tema que domina os fragmentos poéticos abaixo é o mar. 
Identifique, entre eles, aquele que mais se aproxima do quadro de Pancetti. 
 
A)
Os homens e as mulheres 
adormecidos na praia 
que nuvens procuram 
agarrar? 
 
(MELO NETO, João Cabral de. Marinha. Os melhores poemas. São Paulo: Global, 1985. p. 14.)
 
B)
Um barco singra o peito 
rosado do mar. 
A manhã sacode as ondas 
e os coqueiros. 
 
(ESPÍNOLA, Adriano. Pesca. Beira-sol. Rio de Janeiro: TopBooks, 1997. p. 13.)
 
C)
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Na melancolia de teus olhos 
Eu sinto a noite se inclinar 
E ouço as cantigas antigas 
Do mar. 
 
(MORAES, Vinícius de. Mar. Antologia poética. 25 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984. p. 93.)
 
D)
E olhamos a ilha assinalada 
pelo gosto de abril que o mar trazia 
e galgamos nosso sono sobre a areia 
num barco só de vento e maresia. 
 
(SECCHIN, Antônio Carlos. A ilha. Todos os ventos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. p. 148.)
 
E)
As ondas vêm deitar-se no estertor da praia larga... 
No vento a vir do mar ouvem-se avisos naufragados... 
Cabeças coroadas de algas magras e de estrados... 
Gargantas engolindo grossos goles de água amarga... 
 
(BUENO, Alexei. Maresia. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 19.)
 
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) conforme texto 
Exercício 4:
Leia o trecho abaixo e responda corretamente ao que será perguntado:
“Alguns estudos mostram que os alunos não são seres passivos. Assistem à TV apreendendo as
mensagens que mais se adaptam ao seu modo de ser e de ver as coisas, utilizando-se das
representações sociais para compor sua leitura: tornam-se ‘operadores das mensagens”. Tânia
Esperon
Do texto é possível fazer a seguinte inferência:
 
A)
Um dos aspectos negativos da televisão é que, diante dela, os jovens em idade escolar perdem a
capacidade de interagir com as mensagens veiculadas.
 
B)
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Como “operadores de mensagens” os alunos ficam totalmente presos aos sentidos gerados pela
televisão.
 
C)
Apreendendo as mensagens geradas pela televisão, os alunos acabam não aprendendo os sentidos
que os programas colocam em circulação.
 
D)
Os alunos têm como superar as condições impositivas das mensagens televisivas, pois como seres
históricos e marcados por variáveis culturais possuem, também, maneiras de ampliar os sentidos e
significados que lhes tentam impor.
 
E)
Os alunos não se utilizam das representaçõessociais para compor sua leitura.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
B) conforme texto 
C) conforme texto 
Exercício 5:
 
Leia atentamente o poema que segue:
Mar português
Ó mar salgado, quanto de teu sal 
São lágrimas de Portugal! 
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu. 
 
(Fernando Pessoa)
Pela leitura do poema de Fernando Pessoa, pode-se afirmar que:
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A)
o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de mães e de viúvas dos
guerreiros portugueses que morreram em batalhas.
 
B)
o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas dos navegadores que
morreram afogados e chorando em suas águas.
 
C)
o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de mães, filhos e noivas
que esperavam chorando a volta de seus entes queridos durante as viagens dos navegadores
portugueses.
 
D)
o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de mães, filhos e noivas
que morreram em suas águas quando viajavam de volta ao país.
 
E)
o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de mães, filhos e noivas
que perdiam seus entes queridos nas viagens que os navegadores portugueses empreendiam pelo
mundo – sem voltar.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
D) CONFORME TEXTO 
E) CONFORME TEXTO 
Exercício 6:
Leia atentamente o poema que segue:
Mar português
Ó mar salgado, quanto de teu sal 
São lágrimas de Portugal! 
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
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Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu. 
 
(Fernando Pessoa)
O significado dos dois últimos versos da segunda estrofe é:
 
A)
Deus premiou os portugueses, dando-lhes o céu e o mar.
 
B)
Deus deu-lhes o mar cheio de perigos, mas lhes deu também o céu.
 
C)
Deus deu aos portugueses a beleza e os perigos do mar, mas lhes deu a beleza do céu.
 
D)
Deus deu-lhes apenas as belezas do céu e do mar.
 
E)
Deus deu-lhes as belezas do céu e os perigos do mar.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
E) conforme texto 
D) conforme texto 
D) conforme texto 
C) conforme texto 
Exercício 7:
Leia o texto abaixo. A seguir, responda a questão. 
 “A maneira como o consumo é visto no Brasil explica um
bocado de coisas.
(2) Muita gente no Brasil vê o consumismo como um gesto um
pouco nobre. Atribuem-se à sua lógica coisas como depauperação
dos valores e acirramento de desigualdades sociais. Essa postura
está refletida já no nosso léxico. O verbo ‘consumir’,
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https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 12/24
segundoAurélio, significa ‘1. gastar ou corroer até a destruição;
devorar, destruir, extinguir [...] 2. gastar, aniquilar, anular [...] 3.
enfraquecer, abater [...] 4. desgostar, afligir, mortificar [...] 5.
fazer esquecer, apagar[...] 6. gastar, esgotar [...]’. Os sentidos são
negativos; as conotações, pejorativas. Não há uma única
referencia à idéia de comprar ou adquirir. Muito menos uma
associação com o ato de satisfazer uma necessidade ou saciar um
desejo. Um marciano de boa índole, que tivesse chegado à Terra
pelo Brasil e estivesse estudando a humanidade munido da língua
portuguesa, certamente anotaria na agenda que ‘consumir’ é uma
das coisas ruins que se fazem por aqui (...). Mas então, por que,
enfim, tantas reservas em relação ao consumo?
(15) O primeiro foco de explicação para essa antipatia reside no
fato de que a nossa economia fechada sempre encurralou os
consumidores no país. A falta de um leque efetivo de opções de
compra tem deixado os consumidores à mercê dos produtores no
Brasil. Não por acaso, os apologistas do consumo entre nós têm
sido basicamente aqueles que podem exercer seu inchado poder
de compra sem tomar conhecimento das fronteiras nacionais. O
resto da população, mantida em situação vulnerável, ignora os
benefícios de uma economia baseada no consumo. Mais do que
isso, o entrincheiramento de consumidores no mercado doméstico
fez, ao longo dos anos, com que a própria imagem do cliente se
deturpasse no país. No capitalismo avançado, a oferta corre atrás
da demanda – o vendedor lisonjeia o comprador, trata-o bem,
estende à sua frente o tapete vermelho.
(25) No Brasil, ao contrário, os clientes servem às empresas
docilmente. É como se o capital no país, ao produzir e vender,
fizesse um favor aos consumidores. Quem tem chiliques para ter
seus caprichos, desejos e necessidades atendidos por aqui são os
produtores, e não os clientes – um disparate (...)
(29) Só se pode falar efetivamente em sociedade de consumo se
a competição entre os produtores for aberta, aguda e justa. Essa é
a alavanca que coloca o consumidor no camarote, no centro e
acima da arena econômica.
Silva, Adriano – Revista Exame,
adaptado 
Com relação às definições do verbo “consumir”, o autor pretende:
 
A)
Demonstrar o cuidado que se deve ter quando do uso inadequado de certas
palavras;
 
B)
Enfatizar a idéia de que o consumo excessivo pode ser prejudicial à sociedade;
 
C)
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Esclarecer algumas dúvidas que o leitor tem a respeito do significado do termo;
 
D)
Mostrar a incoerência entre o significado do termo e o comportamento das
pessoas.
 
E)
Explicar o comportamento preconceituoso de muita gente quanto ao ato de
consumir;
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D) Segundo texto 
Exercício 9:
Responda a questão abaixo com base neste texto:
 
“Essa ideia serve também para desviar as atenções das necessidades básicas da
vida humana – alimentação, saúde, habitação, educação etc. – para cuja
satisfação devem orientar-se os esforços de cientistas, economistas, políticos e de
todos os cidadãos.”
 
Assinale a opção que está de acordo com as idéias do trecho acima:
 
A)
Os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos devem ser
satisfeitos.
 
B)
As necessidades básicas de cientistas, economistas, políticos e de todos os
cidadãos devem ser satisfeitas.
 
C)
Os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos devem
orientar-se para a satisfação das necessidades básicas da vida humana.
 
D)
As necessidades básicas da vida humana são desviadas pelos esforços de
cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos.
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E)
A idéia de que a vida humana tem necessidades básicas é desviada a fim de que
os interesses de cientistas, economistas, políticos ede todos os cidadãos sejam
satisfeitos.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C) Conforme texto. 
Exercício 10:
A arte brasileira dos anos 1960 começa com um movimento aparentemente
conservador. A volta à figura depois do domínio dos abstratos na década de 1950.
Mas estava ali a senha para uma revolução. A pop arte não incorpora só os
símbolos do consumo, tirados da propaganda, dos quadrinhos e das placas de
trânsito. Tenta incorporar os objetos do mundo.
 E o mundo não se reduz a quadros, esculturas e gravuras - suporte
tradicional da arte.
 
Assinale o trecho que corresponde a uma conclusão coerente com a idéia central
do texto:
 
 
A)
Além disso, a reação à arte abstrata busca pintar imagens do inconsciente.
 
B)
Assim, a arte brasileira dos anos 60 termina com a instalação da "Tropicália".
 
C)
Dessa maneira, participação é a palavra chave para se entender a pop arte.
 
D)
Enfim, a revolução da linguagem artística dessa década não é nem conservadora
nem inovadora.
 
E)
Começa, a partir daí, uma explosão de nova linguagem nas artes.
 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E) Conforme texto. 
Exercício 11:
Leia as afirmações a seguir:
I-O leitor que corresponde ao modelo ascendente de leitura é aquele que analisa cuidadosamente
a superfície lingüística do texto.
II- O leitor imaturo é aquele que sempre e só faz leitura ascendente.
III- O leitor que corresponde ao modelo descendente de leitura é aquele que se apóia
principalmente em seus conhecimentos prévios.
Assinale a alternativa CORRETA em relação a essas afirmações:
 
A)
 I e III estão corretas;
 
B)
I e II estão corretas;
 
C)
 II e III estão corretas;
 
D)
todas estão corretas;
 
E)
só III está correta.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D) Conforme texto. 
Exercício 12:
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Assinale a alternativa correta:
 
A)
Quanto maior o repertório do leitor, menos condições ele tem para identificar vários níveis
de leitura.
 
B)
Quanto maior o repertório do leitor, mais condições ele tem para identificar vários
níveis de leitura.
 
C)
O repertório do leitor é um conceito que nada tem a ver com sua capacidade de
compreender um texto nos seus vários níveis.
 
D)
O repertório do leitor independe de sua formação social, religiosa, cultural, etc.
 
E)
Quanto maior o repertório do leitor, mais confusa se torna a compreensão que ele
faz de um texto, uma vez que ele pode confundir as informações.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) Conforme texto. 
Exercício 13:
Leia o texto a seguir.
“Para alguns milhares de adolescentes brasileiros férias de julho são sinônimo de pegar um avião
rumo ao mundo mágico da Disney. No ano passado, porém, um grupo de 70 garotos
paulistanos, entre 11 a 16 anos, optou por conhecer a dura realidade brasileira, atendendo ao
chamamento de uma das várias escolas que vêem hoje nessa linha de projeto as mais eficientes
aulas de cidadania. Abdicando do conforto de seus luxuosos apartamentos, conviveram durante
uma semana com colonos sem-terra no interior do Paraná. ‘Aprendi a ver o mundo com olhos
diferentes, e percebi que tem muita coisa que posso fazer’, afirma um dos jovens, que ao retornar
engajou-se em outro projeto social da escola, dando aulas de reforço para meninos de uma favela
adjacente. ‘Foi uma experiência marcante, e quero ajudar outros a entender que a realidade é
muito maior do que as festas e o shopping que curto’, relata outra adolescente, que este
ano volta ao projeto como monitora.”
 Com base nos dados do texto, é possível concluir que:
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A)
milhares de adolescentes paulistas viajam para a Disney nas férias de julho.
 
B)
a participação de um jovem em um projeto social pode estimular sua adesão a outros.
 
C)
os participantes do projeto deram aulas de cidadania aos colonos sem-terra.
 
D)
os jovens que conhecem a dura realidade brasileira deixam de “curtir” festas e idas ao shopping.
 
E)
os adolescentes que não se engajarem em projetos sociais não terão condições de auxiliar os
outros.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) Conforme texto. 
Exercício 14:
Leia o texto a seguir.
“Para alguns milhares de adolescentes brasileiros férias de julho são sinônimo de pegar um avião
rumo ao mundo mágico da Disney. No ano passado, porém, um grupo de 70 garotos
paulistanos, entre 11 a 16 anos, optou por conhecer a dura realidade brasileira, atendendo ao
chamamento de uma das várias escolas que vêem hoje nessa linha de projeto as mais eficientes
aulas de cidadania. Abdicando do conforto de seus luxuosos apartamentos, conviveram durante
uma semana com colonos sem-terra no interior do Paraná. ‘Aprendi a ver o mundo com olhos
diferentes, e percebi que tem muita coisa que posso fazer’, afirma um dos jovens, que ao retornar
engajou-se em outro projeto social da escola, dando aulas de reforço para meninos de uma favela
adjacente. ‘Foi uma experiência marcante, e quero ajudar outros a entender que a realidade é
muito maior do que as festas e o shopping que curto’, relata outra adolescente, que este
ano volta ao projeto como monitora.”
 
Segundo o sentido que têm no texto, pode-se dizer que estão em oposição as expressões da
alternativa:
 
A)
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mundo mágico da Disney / realidade brasileira.
 
B)
70 garotos paulistanos / um dos jovens.
 
C)
atendendo ao chamamento / abdicando do conforto.
 
D)
 
favela adjacente / a realidade.
 
E)
aulas de cidadania / projeto social.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A) Conforme texto. 
Exercício 15:
Leia o texto a seguir: 
“A explosão demográfica que ocorreu a partir dos anos 50, especialmente no Terceiro Mundo,
suscitou teorias ou políticas demográficas divergentes. Uma primeira teoria, dos neomalthusianos,
defende que o crescimento demográfico dificulta o desenvolvimento econômico, já que provoca
uma diminuição na renda nacional per capita e desvia os investimentos no Estado para setores
menos produtivos. Diante disso, o país deveria desenvolver uma rígida política de controle de
natalidade. Uma segunda, a teoria reformista, argumenta que o problema não esta na renda per
capita e sim na distribuição irregular de renda, que não permite o acesso à educação e saúde.
Diante disso, o país deve promover a igualdade econômica e a justiça social.”
 Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado para defender o ponto de vista neomalthusiano?
 
A)
“Controle populacional – nosso passaporte para o desenvolvimento.”
 
B)
“Sem reformas sociais o país se reproduz e não produz.”
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C)
“População abundante, país forte!”
 
D)
 “O crescimento gera fraternidade e riqueza para todos.”
 
E)
“Justiça social, sinônimo de desenvolvimento.”
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
B) Conforme texto. 
B) Conforme texto. 
A) Conforme texto. 
Exercício16:
Leia o texto a seguir. 
“A explosão demográfica que ocorreu a partir dos anos 50, especialmente no Terceiro Mundo,
suscitou teorias ou políticas demográficas divergentes. Uma primeira teoria, dos neomalthusianos,
defende que o crescimento demográfico dificulta o desenvolvimento econômico, já que provoca
uma diminuição na renda nacional per capita e desvia os investimentos no Estado para setores
menos produtivos. Diante disso, o país deveria desenvolver uma rígida política de controle de
natalidade. Uma segunda, a teoria reformista, argumenta que o problema não esta na renda per
capita e sim na distribuição irregular de renda, que não permite o acesso à educação e saúde.
Diante disso, o país deve promover a igualdade econômica e a justiça social.”
 
Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado para defender o ponto de vista dos reformistas?
 
A)
“Controle populacional já, ou o país não resistirá.”
 
B)
“Com saúde e educação, o planejamento familiar virá por opção.”
 
C)
“População controlada, país rico!”
 
D)
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“Basta mais gente que o país vai para frente!”
 
E)
“População menor, educação melhor!”
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) Conforme texto. 
Exercício 17:
 
Tutty Vasques, conhecido humorista de jornais e revistas, lançou a "notícia":
É big, é big... 
Dessa vez a polícia do Rio agiu a tempo. Traficantes cariocas planejavam apagar
as velhinhas no dia do aniversário da cidade, sábado passado.
(Tutty Vasques, www.nominimo.com.br, 
07 de março de 2003)
O efeito de humor do enunciado explica-se, no plano dos mecanismos linguísticos,
 
A)
pela inversão na construção da frase de tal forma que o sujeito se torna posposto ao verbo. 
 
B)
pelo uso, no título, de palavras estrangeiras, maculando a pureza do português. 
 
C)
pela ausência de pontuação: após a expressão adverbial do início da frase deveria haver uma
vírgula (Dessa vez, a polícia do Rio agiu a tempo...) 
 
D)
pela substituição de um som da língua por outro, ocasionando a substituição de uma palavra por
outra.
 
E)
pela repetição de informação: se o caso se deu no Rio de Janeiro, não havia necessidade de
reiterar Traficantes cariocas planejavam... Bastaria escrever Traficantes planejavam... 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D) Conforme texto. 
Exercício 18:
Desde que o homem comece a pensar um pouco mais no outro e se desprenda do
egoísmo inerente à sua natureza, certamente alguns conceitos, abstratos e
teóricos, como fraternidade, igualdade, solidariedade, poderão ser constatados
como uma realidade. Enquanto tal não ocorre, continuaremos a assistir ao
espetáculo da humanidade digladiando-se inútil e inconseqüentemente.
 Assinale a alternativa cuja ideia coincide com o que o autor desenvolve no texto.
 
A)
Dúvida em relação a um fato consumado e que todos aceitam.
 
B)
Levantamento de uma hipótese, e que quando for concretizada, haverá a paz.
 
C)
Constatação de um fato irreversível e por isso há tantas guerras e assassinatos
 
D)
O progresso da humanidade, mostrando que o homem briga para atingir seus
objetivos.
 
E)
Desespero em face de sua impotência, por isso a necessidade de digladiar-se.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) Conforme texto. 
Exercício 19:
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Desde que o homem comece a pensar um pouco mais no outro e se desprenda do egoísmo
inerente à sua natureza, certamente alguns conceitos, abstratos e teóricos, como fraternidade,
igualdade, solidariedade, poderão ser constatados como uma realidade. Enquanto tal não ocorre,
continuaremos a assistir ao espetáculo da humanidade digladiando-se inútil e
inconsequentemente.
A expressão desde que estabelece uma relação de
 
A)
 condição. 
 
B)
tempo.
 
C)
causa. 
 
D)
consequência
 
E)
conformidade.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A) Conforme texto. 
Exercício 20:
Mandaram ler este livro... Se o tal do livro for fraquinho, o desprazer pode
significar um precipitado, mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante,
outros virão sem o peso da obrigação. As experiências com que o leitor se
identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o
quanto é vivo um repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à
convicção de que as palavras podem constituir um movimento profundamente
revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos. 
Tal convicção faz caminhar para uma outra mais ampla, que um antigo pensador
romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio. (Cláudio Ferraretti)
 De acordo com o texto, a identificação do leitor com o que lê ocorre sobretudo quando
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A)
ele sabe reconhecer na obra o valor consagrado pela tradição da crítica literária.
 
B)
ele já conhece, com alguma intimidade, as experiências representadas numa obra.
 
C)
a obra expressa, em fórmulas sintéticas, a sabedoria dos antigos humanistas.
 
D)
a obra o introduz num campo de questões cuja vitalidade ele pode reconhecer.
 
E)
a obra expressa convicções tão verdadeiras, que se furtam à discussão.
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D) Conforme texto. 
Exercício 21:
Mandaram ler este livro... Se o tal do livro for fraquinho, o desprazer pode
significar um precipitado, mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante,
outros virão sem o peso da obrigação. As experiências com que o leitor se
identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o
quanto é vivo um repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à
convicção de que as palavras podem constituir um movimento profundamente
revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos. 
Tal convicção faz caminhar para uma outra mais ampla, que um antigo pensador
romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio. (Cláudio Ferraretti) 
 
O sentido da frase “Nada do que é humano me é alheio” é equivalente ao desta construção:
 
A)
O que não diz respeito ao Homem não deixa de me interessar.
 
B)
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Tudo o que se refere ao Homem diz respeito a mim.
 
C)
Para ser humano, mantenho interesse por tudo.
 
D)
A nada me sinto alheio que não seja humano
 
E)
Como sou humano, não me alheio a nada.
 
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