Introdução à História da Filosofia Antiga na Grécia
15 pág.

Introdução à História da Filosofia Antiga na Grécia


DisciplinaIntrodução à Filosofia1.737 materiais28.019 seguidores
Pré-visualização5 páginas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CURSO DE FILOSOFIA
Uma Introdução à História da Filosofia Antiga na Grécia
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA
ALUNA: NÁDIA MARIA MACEDO
DATA: 08/JUNHO/2010
C:\SERVIDOR PRECISA\PESSOAIS\NÁDIA\UFMA\HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA\INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA NA GRÉCIA.DOCX
INTRODUÇÃO
O presente trabalho corresponde, em verdade, à consolidação de conhecimentos obtidos a partir de referências escolhidas, não se propondo assim a produzir ou elaborar conhecimento próprio.
Começo esse trabalho introduzindo os problemas fundamentais que caracterizaram a filosofia antiga grega e ainda, as fases e os períodos da história da filosofia nessa época, por entender que tal contexto é deveras importante para estudar os primeiros filósofos e os sofistas. 
A seguir, passamos a falar sobre a fundação do pensamento filosófico utilizando mais a visão dos principais fundamentos e como cada filósofo se enquadra, onde focalizamos os naturalistas pré-socráticos, ou seja, os primeiros jônicos, os pitagóricos, os eleatas e os físicos. 
Ao final, enfocamos a sofística e as mudanças de foco do cosmo para o homem, explicitando as origens, a natureza e a finalidade do movimento sofístico, assim como as principais correntes e expoentes do movimento.
O CONTEXTO FILOSÓFICO
Os Problemas Fundamentais da Filosofia Antiga
Inicialmente a totalidade do real era vista como physis (natureza) e como cosmos. Assim, o problema filosófico por excelência era a questão cosmológica. Os primeiro filósofos, chamados de \u201cfísicos\u201d, \u201cnaturalistas\u201d ou \u201ccosmólogos\u201d, propuseram-se os seguintes problemas: Como surgiu o cosmos? Quais são as fases e os momentos de sua geração? Quais são as forças originárias que agem nesse processo?
Com os sofistas, porém, o quadro mudou. A problemática do cosmos entrou em crise e a atenção passou a se concentrar no homem e em suas virtudes específicas. Nascia assim a problemática moral.
Com as grandes construções sistemáticas do século IV a.C., a temática filosófica enriqueceu-se ainda mais, distinguindo alguns âmbitos de problemas (relacionados com a problemática do todo) que, ao longo de toda a história da filosofia, iriam permanecer como pontos paradigmáticos.
Platão descobriria e procuraria demonstrar que a realidade ou o ser não é de um único gênero e que, além do cosmos sensível, existe também uma realidade inteligível que transcende o sensível, descobrindo assim o que mais tarde seria chamado metafísica (o estudo das realidades que transcendem as realidades físicas).
Essa descoberta levaria Aristóteles a distinguir a física propriamente dita, como doutrina da realidade física, da metafísica, precisamente como realidade suprafísica. E, assim, a física veio a significar a ciência da realidade natural e sensível.
Os problemas morais se especificaram, distinguindo-se os dois momentos da vida: o homem individualmente e o homem em sociedade. E assim nasceu a distinção dos problemas éticos propriamente ditos em relação aos problemas mais propriamente políticos.
Com Platão e Aristóteles seriam fixados os problemas da gênese e da natureza do conhecimento, bem como os problemas lógicos e metodológicos. E, examinando bem, veremos que esses problemas constituem uma explicitação da característica da filosofia ligada ao método da pesquisa racional. Assim, os problemas desse período eram: Qual o caminho que o homem deve seguir para alcançar a verdade? Qual a contribuição dos sentidos e qual a contribuição da razão para se chegar à verdade? Quais as características do verdadeiro e do falso? Quais são as formas lógicas através das quais o homem pensa, julga, e raciocina? Quais são as normas do correto pensar? Quais são as condições para que um tipo de raciocínio possa ser qualificado de científico?
Em conexão com a questão lógico-gnosiológica, surge também o problema da determinação da natureza da arte e do belo na expressão e na linguagem artística, nascendo assim as questões estéticas. E, ainda em conexão com essas questões, surgiram também os problemas da determinação da natureza da retórica e do discurso retórico, ou seja, o discurso que visa convencer e a habilidade de saber persuadir, questão que teve tão grande importância na Antiguidade.
Os Períodos da História da Filosofia Antiga
Os principais períodos da filosofia grega definiram os campos de investigação filosófica na Antiguidade. A história da Grécia pode ser dividida em quatro grandes fases:
Grécia homérica \u2013 Corresponde aos 400 anos que são narrados pelo poeta Homero em Ilíadas e Odisséia.
Grécia arcaica \u2013 Também chamada de dos Sete Sábios, que vai do século VII ao século V a.C., período de criação de cidades como Atenas, Esparta e Tebas, gerando a economia urbana, baseada no artesanato e comércio.
Grécia clássica \u2013 Nos séculos V e IV a.C., quando se desenvolve a democracia, a vida intelectual e artística e Atenas domina com seu império comercial e militar.
Helenística \u2013 A partir do final do século IV a.C., quando a Grécia passa ao comando do Império de Alexandre da Macedônia e, depois, para as mãos do Império Romano, quando finda a história independente.
Os períodos da filosofia grega antiga não coincidem exatamente a essas grandes fases, mas a filosofia surge nos meados da fase arcaica e alcança seu ápice durante a fase clássica. Assim, os quatro grandes períodos da filosofia grega podem ser discriminados como segue:
Período pré-socrático ou cosmológico \u2013 do final do século VII a.C. ao final do século V a.C.. A filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e com as causas das transformações na natureza.
Período socrático ou antropológico \u2013 do final do século V a.C. e ao longo de todo o século IV a.C.. A filosofia investiga as questões humanas como a ética, a política e as técnicas. Por isso também é chamado de período antropológico.
Período sistemático \u2013 do final do século IV a.C. ao final do século III a.C.. A filosofia busca reunir e sistematizar tudo o que foi pensado nos dois períodos anteriores, visando mostrar que tudo pode ser objeto do conhecimento filosófico, desde que as leis do pensamento e de suas demonstrações estejam estabelecidas para oferecer critérios da verdade e da ciência.
Período helenístico ou grego-romano \u2013 do final do século III a.C. até o século VI d.C.. A filosofia se ocupa nesse período com as questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a natureza, e de ambos com deus.
Para o presente trabalho nos interessam expressamente os dois primeiros períodos: pré-socrático ou cosmológico e socrático ou antropológico. 
A FUNDAÇÃO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO
Os principais filósofos, também chamados de naturalistas pré-socráticos, foram:
Os da escola Jônica: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso.
Os da escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento.
Os da escola Eleata: Parmênides de Eléia e Zenon de Eléia.
Os da escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena. Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.
As principais características da cosmologia são:
Explicação racional e sistemática sobre a origem, ordem e transformação da natureza, incluindo os seres humanos, de forma que ao explicar a natureza, a filosofia explicaria também a origem e as mudanças nos seres humanos.
Negação da criação do mundo tal qual explicada pelas religiões, implicando assim em que: o mundo é eterno; no mundo tudo se transforma e jamais desaparece.
Existência de um fundo eterno, perene, imortal, de onde tudo nasce e para onde tudo volta, sende este visível apenas para o espírito.
Existência da physis, natureza eterna e em perene transformação, o fundo eterno, perene, imortal e imperecível como elemento fundamental.
A physis é imortal mas as coisas físicas são mortais.
O mundo está em mudança contínua sem, por isso, perder sua forma e sua estabilidade.
Os primeiros jônicos e a questão do princípio de todas as coisas
Tales de