A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
AD2 Atacado e Varejo de Produtos AgrAcolas 2018

Pré-visualização | Página 1 de 2

UNIVERSIDADE SO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL
Campus Virtual
	
	Segunda Avaliação a Distância
Unidade de Aprendizagem: Atacado e Varejo de Produtos Agrícolas
Curso: Tecnologia em Agronegócio
Professor: 
Nome do estudante: 
Data: 
Orientações:
Procure o professor sempre que tiver dúvidas.
Entregue a atividade no prazo estipulado.
Esta atividade é obrigatória e fará parte da sua média final.
Encaminhe a atividade via Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA).
Objetivo de aprendizagem: 
A presente AD tem como objetivo despertar no aluno(a) interesse pela busca de informações referentes ao problema apresentado, possibilitando a organização de informações e ideias e o desenvolvimento do raciocínio teórico-prático.
Atividade: 
CARACTERIZAÇÃO DE EMPRESA DO VAREJO
Na questão 1, da primeira avaliação a distância (AD1), foi solicitado que você selecionasse uma empresa varejista que trabalhasse com produtos agrícolas com loja da sua cidade, cujo nome iniciasse com a primeira letra do seu nome. Ainda com base nas características desta empresa, pede-se:
1) De acordo com a proposta de Kimura (1988), existem cinco fatores que influenciam a formação de preços dos produtos agrícolas. Descreva como cada um destes fatores afeta a precificação dos produtos agrícolas da empresa selecionada na AD1. (Cada influência descrita vale 2 pontos).
É importante ressaltar que, além dos agentes isolados, há uma série de fatores que pode interferir na formação de preços nos diferentes mercados, incluindo o agrícola. Kimura (1998) cita os principais fatores que influenciam a formação de preços de um produto agropecuário, os quais, em virtude da imprevisibilidade de produção associada à administração de tais preços, não podem ser previstos, sendo apenas observados ou estimados. Esses fatores são estruturados na figura a seguir: 
Figura 3.2 – Fatores que influenciam a formação de preços dos produtos agrícolas 
Atacado e Varejo de Produtos Agrícolas 
Grau de concorrência 
- Interna 
- Externa
- Regulamentação Setorial 
Situação econômica 
- Nível de taxa de juros
- Nível geral de preços
- Taxas de crescimento econômico - Índices de inflação
- Taxas de desemprego
- Renda da população
- Taxas de câmbio 
Clima 
- Pluviosidade 
- Temperatura - Umidade do ar 
Preferência do consumidor 
- Aspectos culturais
- Aspectos sociais
- Aspectos econômicos
- Incentivos governamentais - Publicidade e propaganda 
Política governamental 
- Programas de subsídios - Incentivos fiscais
- Programas de preços
Fonte: Kimura (1998, p. 52). 
A figura anterior ilustra, de forma resumida, a estrutura dos fatores que influenciam a formação de preços dos produtos agrícolas e 
expõe a imprevisibilidade associada a alguns desses fatores, o que impede a determinação exata dos preços. No entanto, há fatores importantes, tanto pelo lado da oferta quanto pelo lado da demanda, que afetam a formação dos preços e que não estão contemplados nessa figura. Constituem exemplos, pelo lado da demanda, a renda dos consumidores e, pelo lado da oferta, a tecnologia. 
Além dos fatores apresentados há algumas características inerentes aos produtos agrícolas, sua produção e consumo que
são importantes de serem relatadas, pois afetam, além de seus custos e margens de comercialização, as relações de oferta e demanda predominantes no mercado, acarretando interferência na determinação dos preços das mercadorias (LIBERA, 2009, p. 21). 
A perecibilidade e a necessidade de estocagem e armazenagem adequadas. Além disso, a produção agrícola possui particularidades que podem influenciar a formação dos preços, como a variação decorrente 
de fatores climáticos, os quais não são controláveis, a presença da safra e da entressafra, dentre outras. 
Há também aspectos de natureza biológica que condicionam a oferta, tais como tempo de maturação dos produtos, sujeito aos efeitos aleatórios das condições climáticas e a possibilidade de exposição ao ataque de pragas e doenças durante este período de maturação. Com isso, tem‐se que o ritmo da produção e a formação de estoques são decorrentes das variações sazonais da oferta agrícola e dos aspectos de natureza biológica das plantas, o que influencia a formação dos preços nos diferentes mercados (AZEVEDO, 2001). 
Cabe destacar que esses fatores imprevisíveis, como os aspectos biológicos, por exemplo, dificultam definir com exatidão quais serão as condições de produção e de preço no período da colheita, uma vez que provocam oscilações nos preços. 
Tais fatores acarretam preços oscilantes e riscos por parte do produtor agrícola. Em relação ao consumo, fica evidente como tendência nos últimos anos um aumento da exigência por serviços de mercado (mais beneficiados) e produtos industrializados, 
acompanhando a modernização da sociedade e a evolução do conceito de utilidade para o consumidor (MARQUES; AGUIAR, 1993). 
Diante deste contexto torna‐se necessário desenvolver ações a
fim de maximizar preços e, consequentemente, lucros, como,
por exemplo, as estratégias de precificação por diferentes linhas de produtos, adaptando‐se à realidade de cada empresa, a qual permite desenhar a precificação e simular os impactos refletidos na margem de contribuição unitária e nas quantidades que devem ser vendidas para obter a margem de contribuição desejada. Desta forma, torna‐se possível mensurar os impactos futuros e definir as melhores políticas de preço a serem implementadas, de acordo com o mercado e com a realidade da empresa (ECKERT et al., 2013). 
É necessário também avaliar a formação de preços em relação aos determinantes teóricos, nos quais encontramos relações que se repetem sistematicamente, e, ainda, quanto à sua mensuração empírica, que quantifica as relações e testa hipóteses formuladas por teorias. 
O mecanismo de formação e determinação dos preços e produção agrícola opera sob a dependência de uma estrutura institucional dada, prioritariamente, pelo grau de competitividade do mercado e pelo grau de intervenção governamental do mesmo. Esta estrutura condiciona um mecanismo de transmissão de preços do consumidor ao produtor e vice‐versa, por meio do setor de intermediação. 
Um modelo com a finalidade de explicar o comportamento dos preços agrícolas, considerando fatores, em níveis da cadeia produtiva, que podem levar a variações no preço de um determinado produto agrícola é estruturado da seguinte forma (BARROS, 1997): 
		Ao nível do produtor: mudanças tecnológicas, preços dos fatores e produtos alternativos, financiamento e clima. 

		Ao nível do intermediário: variações nos custos dos insumos de comercialização (transporte, armazenamento e condições de financiamento). 

		Ao nível do consumidor: variações na renda, população e preços de outros bens. 

Mesmo que o conjunto de fatores continuasse inalterado, outras circunstâncias associadas principalmente à defasagem de tempo poderiam ocasionar variações nos preços e quantidades, as quais englobariam: 
		Variações cíclicas: com origem na defasagem entre a decisão de produção e a disponibilidade do produto para comercialização, sendo nesse intervalo de tempo que ocorre a formação de expectativas de diferentes graus 
de confiabilidade. 

		Variações estacionais: ocorrem após a definição do volume de produção em que os custos de armazenamento e preservação e a escassez de capital financeiro resultam em oscilações periódicas dos preços e do abastecimento. 
Os modos de formação de preços de produtos agrícolas orientam‐se por diferentes fatores considerando as cadeias produtivas, oferta
e a demanda dos diferentes produtos, além da adição de lucro ao custo e a orientação destes pelo mercado que embasam os diferentes métodos de fixação de preços. Os métodos de fixação de preços estão estratificados em: baseado em custos, baseado na demanda e orientado pela concorrência. 

REFERÊNCIAS
Ferreira, Denize Demarche Minatti.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.