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Herpes Genital
O que é ?
O herpes genital trata-se de uma DST (doença sexualmente transmissível), cujo contágio acontece por meio do vírus Herpes simplex do tipo 2, transmitido por relação sexual sem proteção que ataca a pele ou as membranas mucosas genitais.
O herpes genital é geralmente transmitido nos períodos de doença ativa, ou seja, quando há lesões visíveis na região genital. Porém, mesmo nos períodos de remissão da infecção, quando não existem úlceras ou bolhas visíveis, podem haver vírus nas secreções genitais de homens e mulheres, o que favorece o contágio.
A herpes genital é uma doença para vida toda, uma vez que o vírus causador não desaparece do corpo, no entanto pode permanecer oculto e latente nos linfonodos (gânglios). O vírus pode ressurgir em determinadas condições.
O DNA dos herpesvírus é composto principalmente por bases pirimidínicas, fato que aumenta a estabilidade do genoma viral. Neste envelope, que é derivado das membranas celulares das células previamente infectadas, expressam-se, integralmente, as glicoproteínas de superfície próprias dos herpesvírus. Além disto, a replicação do DNA viral (genoma viral) e do capsídeo ocorre dentro do núcleo da célula infectada. A própria carioteca, estruturalmente modificada, participa da formação do envelope viral. Todos os herpesvírus apresentam um padrão arquitetural similar e produzem um grande número de enzimas, capazes de agir no metabolismo dos ácidos nucleicos e no processamento proteico celular (timidina cinase, DNA polimerase, helicase, ribonucleotídeo redutase).
O vírus herpes simples pertence à família Hespesviridae e à subfamília alfa-Herpesvirinae, cujos membros acometem um espectro de hospedeiros muito amplo, apresentando ciclo reprodutivo curto, crescimento rápido em cultura de células e efeito citopático muito eficiente da célula infectada. Seu período de incubação varia de 1 a 26 dias após o contágio, tendo uma média de 7 dias. A grande maioria das pessoas com herpes genital não sabe que tem a doença, uma vez que a infecção e a reativação podem ser tipicamente assintomáticas.
Causas
O herpes genital pode ser causada por 2 tipos de vírus: HSV1 e HSV2, transmitido por relações sexuais. O tipo HSV1 normalmente causa herpes labial, entretanto, pode ser transmitido para o aparelho genital pelo sexo oral. O vírus HSV2 é o tipo mais comum causador do herpes genital e se propaga no ato sexual, com contato intimo entre as mucosas.
O vírus não sobrevive muito tempo fora do corpo humano, por isso a transmissão se dá apenas pelo contato entre pessoas, não sendo possível se contaminar em banheiros, com toalhas e outros objetos.
De maneira geral, qualquer pessoa com vida sexual ativa está sujeita a contrair o vírus causador do herpes genital. O principal grupo de risco são aqueles indivíduos com múltiplos parceiros sexuais que não fazem sexo com proteção. Estudos apontam que de populações mais carentes e com menos acesso a princípios básicos de saúde e higiene também têm risco aumentado de adquirirem a doença.
Sintomas
Em um primeiro momento a herpes genital provoca uma primo-infecção, trata-se da primeira erupção que dura em torna de 2 a 3 semanas, esta primo-infecção é geralmente a mais difícil e mais dolorosa das fases de ferimento.
 Os sintomas típicos podem ser:
– Uma primeira fase com sintomas próximos aos da gripe: febre, dores musculares, dor de cabeça e fadiga são frequentemente um sinal de início de herpes genital.
– Em seguida, há o surgimento de vesículas na região genital, anal, nas coxas ou nas nádegas. As vesículas se assemelham a pequenas bolhas repletas de líquido. As vesículas herpéticas normalmente não deixam nenhuma cicatriz e somem após formar uma crosta.
– Sensação de ardência, queimação e dor, por exemplo na hora de urinar, nas partes genitais.
– As vesículas de herpes genital estão quase sempre localizadas, como seu nome indica, nas partes genitais, no entanto, elas podem se espalhar a outras partes do corpo (lábios, olhos, etc).
Após a primo-infecção, a herpes pode reaparecer novamente através de outras erupções, devido a certos fatores desencadeadores. 
Fatores que podem ativar o vírus e causar uma reincidência são:
– Estresse.
– Menstruação.
– Supressão do sistema imune, como em pacientes com HIV ou sob tratamento com quimioterapia.
– Cirurgia.
– Fadiga.
Os sintomas são geralmente semelhantes aos da fase de primo-infecção, porém com menor intensidade. A freqüência destas erupções pode variar de pessoa para pessoa. Em alguns casos, a infecção pode acontecer mesmo sem sintomas aparentes.
Diagnóstico
Normalmente o diagnóstico é realizado observando os sintomas do paciente e sua história clínica. Adicionalmente, alguns testes podem ser feitos para confirmar a etiologia da doença. Dentre eles: Teste de cultura viral: esse teste é feito com uma amostra do tecido e pesquisa-se o tipo de vírus nele; Teste de sangue: no exame de sangue, verifica-se a presença de anticorpos anti-HSV; Teste PCR: neste exame, verifica-se o DNA do vírus para confirmar se realmente trata de uma infecção por HSV ou não.
Complicações
O herpes genital pode causar feridas dolorosas recorrentes em muitos adultos, e pode ser severa em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Independentemente da severidade dos sintomas, herpes genital freqüentemente causa problemas psicológicos nas pessoas infectadas. 
Adicionalmente, herpes genital pode causar infecção potencialmente fatal em bebês. É importante que a mulher evite contrair herpes durante a gravidez porque um primeiro episódio enquanto estiver grávida é de grande risco de transmissão para o bebê. Se a mulher tiver o herpes genital ativo durante o parto, geralmente opta-se pela cesariana. Afortunadamente, infecções de herpes passadas das mães para os bebês são raras.
Tratamento
Atualmente, não existe nenhum tratamento com capacidade de curar o herpes genital, mas alguns medicamentos antivirais são capazes de diminuir o tempo da doença e prevenir as erupções. Além disso, a terapia diária em pacientes sintomáticos pode reduzir o risco de transmissão para o parceiro sexual. Esses medicamentos antivirais funcionam ao diminuir a taxa de replicação do vírus, dando mais oportunidade para o sistema imunológico interferir. Os antivirais aciclovir, famciclovir e valaciclovir parecem ter eficácia semelhante no tratamento da infecção primária pelo herpes e nasupressão de recorrências.
Prevenção
O método de prevenção mais seguro para evitar qualquer doença sexualmente transmissível, incluindo herpes genital, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longo prazo com um parceiro testado que sabe-se não estar infectado.Ulceração pode acontecer nas áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativo de látex somente pode reduzir o risco de transmissão do herpes genital quando envolve toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não cobrir toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante proteção contra herpes genital.
Pessoas com herpes genital não devem ter relações sexuais com parceiros não infectados quando as lesões e outros sintomas estiverem presentes. É importante saber que mesmo que a pessoa não apresente sintomas ela ainda assim pode infectar seu parceiro sexual, desta forma ele deve ser alertado do risco. O parceiro sexual de uma pessoa com herpes genital pode procurar fazer teste de sangue para determinar se foi infectado.
Cuidados de Enfermagem
Referências:
https://www.criasaude.com.br/N1955/doencas/herpes-genital.html
http://www.dst.uff.br/revista22-2-2010/3%20-%20Herpes%20Genital.pdf
http://atividaderural.com.br/artigos/4e942e30b4f12.pdf
http://www.nursing.com.br/herpes-genital-sintomas-diagnostico-e-tratamento/

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