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Preparação Física Geral

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horária semanal de treino, etc.
Sobrecarga na intensidade:
• Crescente dificuldade dos movimentos realizados.
• Aumento da velocidade de execução.
• Diminuição do tempo de repouso, etc.
Preparação Psicológica
Sobrecarga no volume:
• Aumento no tempo dedicado ao treinamento mental.
• Aumento no tempo dedicado ao relaxamento, etc.
•	 Sobrecarga na intensidade:
• Treinamento sob condições estressantes (ruído da plateia, 
apupos, etc).
• utilização de técnicas de ativação e motivação (DANTAS, 
2003, p. 53).
Princípio da Interdependência Volume-Intensidade
O Princípio da Interdependência Volume-Intensidade 
está diretamente ligado intimamente ligado ao Princípio da so-
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
brecarga, "pois o aumento das cargas de trabalho é uma impo-
sição para obter uma melhora da performance". Esta melhoria 
poderá ocorrer pelo aumento do volume ou conta da ampliação 
da intensidade (DANTAS, 2003, p. 53).
Tubino (2003) citando KASHLAKOV (1970), observando es-
pecificamente a melhoria de performance em atletas meio fun-
distas, pode se constatar que o aumento do desempenho destes 
atletas era devido a quantidades de trabalho maiores, e tam-
bém a um aumento substancial na intensidade dos estímulos de 
treinamento.
Dantas (2003) lembra que se o organismo é submetido a 
uma intensidade alta de treinamento este somente será capaz 
de suportá-la por um curto espaço de tempo, por outro lado 
quando há necessidade de um esforço que dure um tempo mais 
longo a carga deverá ser necessariamente moderada, conforme 
demonstra a figura a seguir, quando uma variável é aumentada 
inversamente proporcional outra variável será diminuída. 
 
Fonte: adaptado de Dantas (2003, p. 54).
Figura 14 Aumento e diminuição de variáveis.
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
"Na maioria das vezes, o aumento dos estímulos de uma 
dessas duas variáveis é acompanhado da diminuição da aborda-
gem em treinamento da outra" (TuBINO, 2003, p.108).
Quando empregamos este princípio no alto nível podemos 
afirmar que a escolha do volume e da intensidade estará sempre 
pautado em dois critérios:
1) A qualidade física preconizada (o que se pretende 
treinar).
2) Período de treinamento (em que fase do treinamento 
se encontra o atleta/aluno). 
De forma geral notamos que o sucesso nas modalidades 
esportivas conseguido com os atletas "de elite" ou no alto nível 
por estarem sempre buscando a maior performance possível 
no alto-rendimento, independente da modalidade esportiva 
praticada, estão sempre embasados em grande quantidade 
(volume) e numa alta qualidade (intensidade) de treinamento.
Desta forma, podemos dizer que a estimulação do volu-
me, ou da intensidade, mesmo no alto nível, para as atividades 
de alto rendimento, deverá estar sempre pautada na caracterís-
tica da modalidade (qual característica de qualidade física tem 
a modalidade treinada) e em qual fase de treinamento estou 
aplicando a interdependência entre o volume e a intensidade, 
que dependerá de uma série de fatores, pois "qualquer ação de 
incremento do volume provocará modificações na estimulação 
da intensidade, sendo que a recíproca será sempre verdadeira" 
(TuBINO, 2003, p. 108).
As qualidades físicas com características de utilização em 
curto espaço de tempo requerem em seu treinamento, uma 
grande ênfase na intensidade, assim como em atividades físi-
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
cas de características prolongadas exigirão ênfase no volume de 
treinamento, conforme esquematizou Dantas (2003, p. 54), na 
figura a seguir, "comparando as qualidades físicas treináveis pelo 
emprego da sobrecarga". 
Fonte: adaptado de Dantas (2003, p. 54).
Figura 15 Comparação de qualidades físicas.
Essas variáveis entre a intensidade e o volume devem ser 
muito elucidadas pelo treinador (educador físico), pois a mani-
pulação destas variáveis no momento correto do treinamento 
é que determinarão o sucesso do treinamento e consequente-
mente a obtenção do máximo da performance (peak) que deve 
estar em consonância (de acordo) com os períodos de competi-
ção ou das competições alvo, Dantas (2003) coloca que o pico de 
desempenho durante as competições se baseia mais no feeling 
do treinador (educador físico) do que em quaisquer parâmetros 
fisiológicos, pois por mais que exista uma série de fatores que le-
varão aos maiores ajustes do treinamento, a "sintonia fina" está 
na sensibilidade do treinador.
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
Para Tubino (2003, p. 109) "o princípio cientifico da inter-
dependência volume-intensidade um fator fundamental para a 
evolução de processos de treinamento desportivo", desta forma, 
é importante a apresentação de sugestões e indicações relacio-
nadas com a aplicação desse princípio.
• A interdependência entre o volume e a intensidade é 
um dos aspectos do treinamento desportivo em que 
ocorre grande numero de investigações, pois cada vez 
mais os estudiosos chegam à confirmação de que a uti-
lização ótima de estímulos dessas duas variáveis é que 
pode oferecer condições funcionais excepcionais para 
níveis atléticos mais altos, e também para que se che-
gue ao ápice da forma desportiva no momento certo.
• Num treinamento, a ênfase no volume (quantidade) de 
cargas desempenha um papel de base para resultados 
futuros, enquanto que o incremento na intensidade 
(qualidade) tem como proposito levar a condição dos 
atletas ao "peak" da forma desportiva e à assimilação 
do volume total de preparação do volume total de pre-
paração realizada.
• Em todo processo de preparação desportiva de alta 
performance deve seguir uma trajetória com ênfase 
nas variáveis volume e intensidade. "O treinamento 
deve sair de uma ênfase na ‘quantidade’ (volume) 
de trabalho, e chegar à ‘qualidade’ (intensidade) de 
preparação" (TuBINO, 2003, p. 109). 
Finalizando este princípio científico, Dantas (2003, p. 55) 
apresenta na prática como se dá a sobrecarga sobre o volume ou 
sobre a intensidade:
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
Sobrecarga no Volume (quantidade de treinamento)
• Quilometragem percorrida
• Número de repetições
• Duração do trabalho (tempo)
• Número de Séries
• Horas de treinamento, etc
• Horas de treinamento
Sobrecarga na Intensidade (qualidade do treinamento)
• quilagem utilizada 
• Velocidade
• Ritmo
• Redução dos Intervalos (pausas) Amplitude de movimentos, 
etc.
Princípio da Continuidade
A continuidade do treinamento é primordial para que a 
condição física desejada seja alcançada, desta forma o Princípio 
Científico da Continuidade apresenta uma relação direta com 
a aplicação de cargas progressivas e suas subsequentes adap-
tações assimiladas pelo organismo, desta forma podemos afir-
mar que o Princípio da Continuidade está diretamente relacio-
nado ao Princípio da Adaptação, pois é a adaptação das cargas 
de maneira contínua que faz com que o que " a aplicação de 
cargas crescentes vão sendo progressivamente assimiladas pelo 
organismo" conforme verificamos na esquematização de Dantas 
(2003, p. 56):
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UNIDADE 1 – PrINcíPIos cIENtífIcos Do trEINAmENto
Fonte: adaptado de Dantas (2003, p. 56).
Figura 16 Esquema de Estímulo versus Tempo.
Esta figura demonstra a importância de se dar continui-
dade ao treinamento ao longo do tempo, fato este que alicerça 
o Princípio da Continuidade, para Tubino (2003) somente após 
alguns anos seguidos de treinamento é que se pode conseguir 
uma boa condição atlética. Outro fator destacado pelo autor é 
que "existe uma influência bastante significativa das prepara-

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