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RESUMO PARA AV1 DE FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL

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RESUMO PARA AV1 DE FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL
SEMIOLOGIA
SENSIBILIDADE
Subjetivo, pois depende da informação do paciente.
SUPERFICIAL
TÁTIL – algodão, gaze
DOR – alfinete que provoque dor, mas que não penetre (ponta romba)
TÉRMICA – tubos de ensaio (quente e frio)
PERGUNTAR ANTES: se possui alguma área anestesiada ou parestésica e realizar os testes na área suspeita.
POLINEUROPATIA PERIFÉRICA – mmss e mmii testar da distal para proximal.
COMPROMETIMENTO DAS RAÍZES SENSITIVAS – testar circunferências mmss e mmii.
PATOLOGIAS MEDULARES – testar tronco comparando áreas homólogas ventral e dorsal. Ir cranialmente até a mandíbula.
PROPRIOCEPTIVA
DIAPASÃO – nas saliências ósseas. Distal p/ proximal. Ora diapasão parado ora vibrando e pedir para que o paciente diferencie.
Paciente com olhos fechados, fazer, por exemplo, flexão e extensão do dedo indicador e parar o movimento (fletido ou extendido) Perguntar: O dedo está para cima ou para baixo?
MOTRICIDADE
Marcha de Babinski – Weill: ir e voltar três passos sem virar.
TIPOS DE MARCHAS NORMAIS
MARCHA TERAPÊUTICA – barras paralelas, com auxílio
MARCHA DOMICILIAR – em casa sem muitos obstáculos
MARCHA COMUNITÁRIA – sem grandes públicos. Gera certo desequilíbrio
MARCHA EXTRACOMUNITÁRIA – desequilíbrios intensos. Grande público
TIPOS DE MARCHAS PATOLÓGICAS
1º MOTONEURÔNIO (ESPASMO)
CEIFANTE – pé equino com mmii em extensão e hipertônico aparentando ser maior que o oposto. ESPASTICA – ceifante associado ao mmss = AVE (braço em flexão de cotovelo rotação interna e adução do ombro e flexão dos dedos).
TESOURA – hipertonia cintura pélvica e mm adutores. As coxas se unem e as pernas se cruzam do lado oposto.
DIGITÍGRADA – hipertonia do tríceps sural. Assemelha-se a bailarina.
PARKINSONIANA - cabeça fletida, passos curtos, cotovelos e joelhos com discreta flexão. Dificuldade de iniciar o movimento. 
EMBRIOSA (TAXIA CEREBELAR) – base de sustentação alargada. Movimento de zig – zag.
2º MOTONEURÔNIO (FLACIDEZ)
TALONANTE (CALCANEANTE) – base de sustentação alargado. Marcha insegura. Levanta o pé em excesso para em seguida pisar com o calcâneo ao solo. (OBS: Também é lesão do 1º motoneurônio)
ESCARVANTE – lesão a nível fibular. Sem dorsiflexão Necessita maior flexão de joelho com maior elevação do pé.
TRENDELESBURG – Depressão da pelve devido ao déficit do glúteo médio.
MIOPÁTICA (ANSERINA) – desnível da cintura pélvica, hiperlordose e aumento da base de sustentação para tentar se manter em postura ereta.
MOTRICIDADE ATIVA DOS SEGMENTOS
Observar paresias ou plegias. Pedir p/ que movimente todas as articulações.
FORÇA MUSCULAR
PLEGIA
 SEM DISFUNÇÃO
PARESIA
Monoparesia ou Monoplegia: diminuição ou ausência de mov. de um segmento
Paresia ou Paraplegia: diminuição ou ausência de mov. dos MMII bilateral.
Diparesia ou Diplegia: comprometimento dos MMSS
Hemiparesia ou Hemiplegia: compromete um dimídio.
Hemiparesia Desproporcionada: um membro apresenta maior ou menor disfunção que o outro.
Hemiparesia Alternada: um par de nervo craniano de um lado com hemiplegia ou mm do lado oposto.
Tetraparesia ou Tetraplegia: diminuição ou ausência de mov. nos 4 membros.
PROVAS DE CONTRA RESISTÊNCIA: 
Colocamos nossa força contra todos os movimentos articulares do paciente e medimos, subjetivamente, sua força, comparando-a com nossos próprios padrões e com a força dos segmentos contralaterais homólogos.
PROVAS CONTRA A FORÇA DA GRAVIDADE:
MEMBRO SUPERIOR
Braços estendidos anteriormente a 90° com dedos abduzidos e estendidos. Permanecer por 1 minuto.
Paciente sentado ou 
deitado (<90° para a gravidade atuar).
Se houver alterações na posição dos braços mesmo sendo adução dos dedos há diminuição da força muscular.
MEMBRO INFERIOR
Mingazzini – decúbito dorsal. 
Flexão de quadril e flexão de joelhos
Mingazzini < 90°.
Permanecer por 1 minuto. 
Se houver alterações na posição há diminuição da força muscular.
Barré
Barré – decúbito ventral. 
Flexão de joelho > 90°
Permancer por 1 minuto
Se houver alterações na posição há diminuição da força muscular
TROFISMO MUSCULAR
INSPEÇÃO:
Visual
Circunferência dos membros comparando áreas homólogas.
TÔNUS MUSCULAR
INSPEÇÃO:
Palpação – detectar flacidez ou espasmo
Balanceio do segmento distal, através do proximal: balança se as duas mãos, solicitando do paciente que as relaxe o máximo possível, através do movimento de vai e vem rápido do antebraço. A amplitude do movimento das mãos será proporcional ao grau de hipotonia ou hipertonia.
HIPOTONIA
Estende-se uma articulação ao máximo. Por exemplo: flexão de joelho: se o calcanhar encostar na nádega. Flexão de cotovelo: se o punho encostar no ombro.
HIPERTONIA
Piramidal – (sinal de canivete) só apresenta resistência no inicio, que, após ser vencida, o movimento se torna normal.
Extrapiramidal – (roda denteada) há pequenas resistências e pequenas liberações em toda amplitude do movimento.
MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS ANORMAIS
INSPEÇÃO
Paciente sentado, braços para frente, mãos em pronação e dedos em adução. Pede-se para colocar língua para fora da boca (tremores, coreia, atetose, mioclonias,etc)
Flexão de cotovelo e abduzir o braço, com as mãos em frente ao rosto e os dedos indicadores estendidos e os demais fletidos. (tremores posturais)
TREMORES – contrações rítmicas e involuntárias dos antagonistas. Origem cerebelar.
MIOCLONIAIS – contrações bruscas e incoordenadas.
COREIA – espástico “dança”. Inicia em um dimídio para o outro de modo brusco e inesperado.
ATETOSE – fluxo contínuo, lento, semelhante a retorções. Acomete extremidades (mãos e pés)
COREIA ATETOSE – junção dos dois acima.
BALISMO – abalos violentos e bruscos. Unilateral e proximal.
DISTONIA – espasmos associados à dor.
TIQUES – sons ou movimentos repetitivos, breves. Pode ser suprimido (voluntáriamente) por um curto tempo.
CLONUS – espasmo e relaxamento se sucedem alternadamente. Extremidades.
COORDENAÇÃO
SINAL DE ROMBERG POSITIVO – Paciente em postura cinesiológica, olhando para um ponto fixo. Pede-se para fechar os olhos -> o paciente se desequilibra – indica incoordenação global/ comprometimento da sensibilidade proprioceptiva
SINAL DE ROMBERG SENSIBILIZADA– empurrar o paciente de olhos fechados. Ele deve se endireitar ou não
TAXIA CINÉTICA 
ÍNDEX NARIZ / ÍNDEX ORELHA
Paciente estende e abduz os braços e, a seguir, coloca os dedos indicadores no nariz ou na orelha, repetidamente. Durante o movimento: observar a harmonia, a medida e o aparecimento de tremores.
ALTERAÇÕES:
a) Na harmonia do movimento: períodos de velocidade mais rápidos e mais lentos, mais alto ou mais baixo;
b) Dismetria: Há interrupção do movimento, antes do alvo (nariz ou orelha) ou a ultrapassagem do alvo;
c) Tremor de repouso: apresenta quando está parado (Parkinson)
 Tremor de intenção: contração muscular quando o índex está parado, próximo do alvo.
 Tremor de movimento involuntário: independente de estar parado ou não.
PROVA DO CALCANHAR/JOELHO
Testa coordenação dos MMII. Paciente decúbito dorsal, leve flexão de joelho. Deslizar o calcanhar no tibial até as pontas dos dedos. Proximal p/ distal. De olhos fechados e abertos bilateralmente.
Quando as alterações se acentuam, após o fechamento dos olhos, há comprometimento da sensibilidade proprioceptiva.
DIADOCOCINESIA
Capacidade de inverter rapidamente um movimento.
AVALIAÇÃO
supinação/pronação da mão (movimentos rápidos, alternados, batendo ora com a palma, ora com o dorso da mão no próprio joelho.
Quando há disfunção: disdiadococinesia
estímulo
disdiadococinesia
normalREBOTE
solicita-se que o paciente faça força de flexão de cotovelo com o examinador segurando o antebraço pelo punho e, subitamente, o examinador solta o antebraço; reflexivamente, o paciente inverte o sentido da força que está fazendo.
avaliar HABILIDADE FUNCIONAL é necessário