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Análise Estrutural

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Análise Estrutural 
 
Apresentação e Conceitos Fundamentais: 
 Cinturão de dobras: Nappe 
Unidade alóctone, geralmente uma nappe de cavalgamento. Termo também usado em 
unidades alóctones extensionais sobre zonas de descolamento extensional. 
 Cinturão de cavalgamento: Thrust Belt 
Entende-se por cavalgamento como sendo uma falha reversa de baixo ângulo com 
deslocamento mensurável (geralmente < 10 Km). Mais informalmente usado para 
qualquer falha reversa de baixo ângulo, independente da magnitude do rejeito. 
 Elipsoide de deformação: 
Elipsoide resultante da deformação de uma esfera unitária passivamente presente no 
meio deformado. O elipsoide de deformação tem três eixos principais que definem as 
direções de deformação máxima, mínima e intermediária. 
X > Y > Z 
 
 
 Tectonito: É a designação dada a toda rocha cuja trama foi produzida por processos 
deformacionais 
 
 CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS: 
 
 Estrutura: É o arranjo das partes de uma massa rochosa que inclui as relações 
espaciais entre as partes, o tamanho relativo, a forma e as feições internas das 
partes. Os termos mega, macro, meso e micro podem ser utilizados como 
prefixos relacionados à escala da feição estrutural. 
 Trama: Refere-se à orientação relativa das partes de uma massa rochosa. Trama 
planar, trama linear, trama randômica. 
 Foliação: Denomina-se foliação qualquer trama planar penetrativa da rocha. 
Toda foliação é uma trama penetrativa. O termo penetrativo significa que a 
estrutura ocorre em todo afloramento. Está associada ao metamorfismo 
regional. 
METAMORFISMO  DEFORMAÇÃO  FOLIAÇÃO 
O bandamento gnáissico se forma devido a diferenciação metamórfica 
(gradiente de p e T). A xistosidade gnaisse é oblíqua ao bandamento. 
 
 
 Lineação: Denomina-se lineação qualquer trama linear penetrativa da rocha. 
A xistosidade pode ser formada por três mecanismos: 
1) Dissolução por pressão 
2) Reorientação 
3) Formação de novos minerais 
Para ver a xistosidade, deve sempre olhar o perfil da dobra. Quando não é 
possível encontrar o perfil da dobra, deve procurar sobre o acamamento ou 
sobre o bandamento. 
Uma forma de gerar estruturas penetrativas são devido as falhas que geram as 
dobras e a xistosidade. A xistosidade será penetrativa quando analisada dentro 
do domínio do evento. 
 
 ANÁLISE DA DIMENSÃO DA ESTRUTURA: 
Global: 104 -105 Km 
Regional: 103 Km (ex. Qfe, bacias do São Francisco e do Paraná) 
Megascópica: 10-102 Km (ou escala de mapa de 7,5’) 
Mesoscópica: amostra de mão a escala de afloramento 
Microscópica: microscópio ótico 
Submicroscópica: MEV 
 
 GEOMETRIA: 
0-D: Estruturas que possuem a geometria de um ponto; 
1-D: Uma linha ou curva; 
2-D: Um plano ou superfície; 
3-D: Um corpo ou um volume; 
Fractal: Estruturas que exibem uma dimensão fracional e eles são auto similares por um 
largo espectro de escalas: dobras, falhas, boudins, fraturas, etc.[geometria >processos] 
 
 CINEMÁTICA: 
Envolve os estudos dos CORPOS RÍGIDOS (TRANSLAÇÃO e ROTAÇÃO) e dos corpos não 
rígidos (strain - tensão) (DISTORÇÃO e DILATAÇÃO). 
 
 Para análise da vorticidade (rotação): Sempre olhar de acordo com o caimento do eixo 
da estrutura. 
 
 PROFUNDIDADE: 
 Superficiais: Estruturas que afetam apenas a superfície da terra ou próxima a 
ela. Ex. Solifluxão, Estrias de geleiras, etc... A deformação que gera esse tipo de 
estrutura é chamada de epidérmica. 
 De Cobertura: Estruturas que afetam apenas as camadas sedimentares de uma 
bacia: Tectônica thin-skinned ou [cutânea]. 
 Do Embasamento (ou profundas): Estruturas que afetam o embasamento e a 
cobertura sedimentar: Tectônica thick-skinned ou [com embasamento 
envolvido]. 
 
 PROBLEMA INVERSO: 
Quando “destruímos” as dobras e “reconstruímos” a posição original. 
 
 TERMINOLOGIA: 
Stress (tensão) Strain (deformação específica) (distorção) 
Compressão Shortening (contraction) (encurtamento) 
(contração) 
Tração (distenção) (tension) Lengthening (extension) (alongamento) 
(extensão) 
Translação e rotação  Corpo rígido Distorção e dilatação  Corpo não rígido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SISTEMA DE COORDENADAS: 
Lembrete: Trama mede o azimute do mergulho e o mergulho! 
 Sistema de coordenadas da trama: 
 
 
 
 Para determinar os eixos do elipsoide de deformação: 
1) O plano XY deve sempre estar na direção da Sn (xistosidade) e o plano X 
será na direção da lineação mineral. 
2) O plano que irá acumular a maior deformação é o λ2. 
3) Em zonas de falhas deve-se sempre observar o sentido perpendicular à 
SC (lineação de interseção). 
 
 
A lineação de interseção é 
perpendicular ao sentido do 
movimento 
 
 
 PLANO DE MOVIMENTO: 
 Cisalhamento puro (coaxial): Modelo Andersoniano 
 Cisalhamento simples (não-coaxial): Modelo Riedel (a altura do objeto 
permanece constante). 
 
 
 PROJEÇÃO ESTEREOGRÁFICA: 
 Quando aplicar o método de Schmidt: 
Para conjuntos elevados de dados estruturais, em geral superior a 400 e para 
distribuição de pontos altamente concentrada. 
 Quando aplicar o método Kalsbeeck: 
Para QUAISQUER conjuntos de dados estruturais. 
 Vantagens: Fácil e rápido principalmente no campo 
 Quando aplicar o método Mellis: 
Para conjuntos de dados estruturais, em geral INFERIOR a 50 e para distribuição 
de pontos NÃO concentrada. 
 Vantagens e desvantagens: Fácil de aplicar, menos subjetivo e 
reproduzível, é limitado a pequenas populações de dados e difícil 
delimitar regiões com muitos círculos superpostos. 
 Quando aplicar o método Kamb: 
Para QUALQUER conjunto de dados estruturais, para QUALQUER distribuição de 
pontos e para área de contagem (A) variável de 0 a 1 em função de N. Proposta 
de Kamb: A=9(N+9) 
 Quando aplicar o método Fisher: 
Para QUALQUER conjunto de dados estruturais, para QUALQUER distribuição de 
pontos, o método Fisher descreve a distribuição das orientações em torno da 
orientação do vetor médio e é simétrico em torno dele. 
 Quando aplicar o método Starkey: 
Para QUALQUER conjunto de dados estruturais e para QUALQUER distribuição 
de pontos. 
 Método Gaussiano: 
No método Gaussiano não se atua sobre o tamanho do círculo do contador e 
sim minimizando as fronteiras angulares diminuindo a contribuição de cada 
ponto a ser contornado. Este efeito é determinado pela distribuição esférica 
Gaussiana que representa a versão 3D da curva do Sino. Este procedimento 
remove os efeitos de cunha das curvas suavizando as linhas de contorno. 
 
 Padrões de DISTRIBUIÇÃO: 
 
 
a- Uniforme: Esférico 
b- Concentrado: Axial 
c- Círculo mínimo: Cone 
d- Círculo máximo: 
Guirlanda 
 
 ESTATISTICA COM DADOS DE ORIENTAÇÃO: 
1) Dados polares (vetoriais): 
 
Vetor Soma Normalizado: r = R/n 
 
Valor de (r) próximo de 1(um) indica dados altamente concentrados (agrupados) e 
valor próximo de zero indica dados espalhados. 
 
Cone de Confiança: É a região representada por um pequeno círculo na qual reside 
a média dos dados. Conceito da estatística paramétrica válida apenas para 
distribuição de dados grupados. 
 
2) Dados axiais: 
 
 AUTOVETOR E AUTOVALOR: 
 
Construção de camadas dobradas: 
 MÉTODO BUSK: 
 Condições para aplicar: 
No processo de dobramento a espessura das camadas deve permanecer 
aproximadamente constante e as sucessivas camadas dobradas devem 
apresentar estilo HARMÔNICO. 
 A base geométrica do método: 
As camadas dobradas são tangentes a segmentos de arcos de círculo e as 
atitudes não necessariamente pertencem a mesma camada. 
 Propriedades: